Fé e Esperança

(adaptado do texto de Michelson Borges)

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (Isaías 26:3)

Não costumo ler o caderno de esportes dos jornais, mas a edição do dia 29 de setembro de 2005 de O Estado de S. Paulo trouxe um texto que me chamou a atenção, sob o título "Porém, eu sinto a Sua falta".

O articulista e compositor Nando Reis escreveu, dentre outras coisas, o seguinte: "Infelizmente não acredito em Deus. Digo infelizmente pois essa impossibilidade muitas vezes faz da minha vida um trajeto silencioso e solitário. Gostaria de poder dividir com alguém as penúrias e as agruras dessa vida tão complicada. Quantas vezes não quis, eu, olhar para o alto e me sentir amparado pela mão do Senhor, quando me vi impotente diante de tantos perigos. Quando temi pela vida de meus filhos, vindos e criados para desfrutarem a graça deste mundo, mas que, como todos nós, são vulneráveis à violência que nos acua e nos ameaça - me sinto só sem poder pedir proteção para meus entes amados."

Por que Nando sente a falta de Deus? Porque o ser humano foi criado para crer. Somos seres com vocação religiosa, mesmo que muitos entre nós não queiram admitir isso.

Algum tempo atrás li um livro do ex-professor de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Viena e fundador da Logoterapia, Viktor Frankl (1905-1997), que me fez pensar nessa necessidade humana nem sempre satisfeita. Por ser judeu, Frankl foi enviado para campos de concentração, entre 1942 e 1945, inclusive os de pior fama como o de Therezin e o de Auschwitz, onde perdeu a esposa (recém-casada), a mãe e um irmão. Durante os anos de cativeiro, o que manteve o médico ativo e animado foi seu grande interesse pelo comportamento humano, o que o levou depois à conclusão de que esse interesse o havia salvo e que aqueles companheiros de prisão que tinham algum tipo de esperança e davam um significado a suas vidas, predominavam entre os sobreviventes da selvageria e da fome a que todos haviam sido submetidos.

O livro a que me refiro é A Presença Ignorada de Deus. Nele, Frankl fala de uma "fé inconsciente" e de um "inconsciente transcendental" que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição."

"Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano", garante Frankl. "Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. ... Somente a totalidade tripla torna o homem completo" (A Presença Ignorada de Deus, p. 21).

As palavras de Frankl fazem eco a algo escrito quase um século antes, por Ellen White: "Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu [de Deus] serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração" (A Ciência do Bom Viver, p. 159).

Não conheço Nando Reis pessoalmente, mas acho que dá para dizer que ele "sente falta de algo" porque, segundo Frankl, não é um homem completo; e, segundo Ellen White, falta-lhe o "alento de Cristo". Em outras palavras, não tem uma esperança duradoura, que vá além das vãs promessas deste mundo.

Frankl afirma que a consciência mostra nossa origem e a compara ao umbigo. O umbigo só pode ser compreendido a partir da história pré-natal do homem, como sendo um "resto" no homem que o transcende e o leva à sua procedência do organismo materno. Da mesma forma, a consciência só pode ser entendida em seu sentido pleno quando a concebemos à luz de uma origem transcendente.

Para o psicanalista, "a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso 'tem' consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência" (Ibidem, p. 42).

Na página 45 de seu livro, Frankl faz outra comparação interessante: "O homem irreligioso se deteve antes do tempo no seu caminho em busca de sentido, já que não foi além de sua consciência, não perguntou para além dela. É como se tivesse chegado a um pico imediatamente inferior ao mais alto. Por que não vai adiante? É porque não quer perder o 'chão firme sob seus pés', pois o verdadeiro pico não está visível para ele, está oculto na neblina, e nesta neblina, nesta incerteza, ele não se arrisca a penetrar. Somente a pessoa religiosa assume este risco."

O que falta, para Nando e tantos outros, é dar o passo da fé; subir o monte que lhes trará verdadeira satisfação existencial, senso de completude e verdadeira esperança. Afinal, é essa tendência (muitas vezes inconsciente) em direção a Deus que precisa ser satisfeita. E não adianta tentar preencher esse vazio com qualquer outra coisa ou pessoa. Só Deus satisfaz, pois foi Ele quem "pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Eclesiastes 3:11).

REFLEXÃO: “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rom. 10:9)

As tormentas são passageiras

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (II Coríntios 4:17)

Noé estava dentro da arca com todo tipo de animais e também com sua família. Durante quarenta dias e quarenta noites a chuva caiu, fazendo as águas subirem, destruindo tudo que havia. Seus vizinhos não mais existiam. O mundo, como ele o conhecia, havia desaparecido. Ele teria de começar a vida de novo.

Isso acontece ainda hoje, com as pessoas. De repente, a terra foge debaixo de nossos pés, nosso mundo desaba, e precisamos começar tudo do zero outra vez.

Um homem de 53 anos foi demitido da firma em que trabalhava como gerente. Ele havia gasto a maior parte de sua vida adulta adquirindo conhecimentos e experiência que subitamente se tornaram obsoletos.

O mundo, como ele o conhecia, não mais existia. Ele precisou começar tudo de novo.

A vida nos puxa o tapete, às vezes. Mas as tormentas não duram para sempre. O luto passa e o tempo cura a dor. Muitas pessoas que perdem um emprego acabam conseguindo outro.

Herman Gockel perdeu a voz aos 32 anos. Uma experiência terrível para um jovem pregador. Demitiu-se de sua igreja e foi morar com a esposa e os dois filhos na casa de sua mãe viúva.

A esposa conseguiu trabalho como secretária. E ele ficou em casa com as crianças. Ao cuidar dos afazeres domésticos, um texto bíblico lhe veio à mente: “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Herman teve um raio de esperança. Orou. Seis meses mais tarde conseguiu um trabalho respondendo cartas de um programa de rádio. E também passou a ajudar na expedição da Editora Concórdia.

Dois anos mais tarde Herman se tornou gerente da Concórdia. Então a esposa ficou gravemente enferma e foi hospitalizada 26 vezes. Seis vezes esteve à morte. Mas Herman continuou crendo em Romanos 8:32. Seus livros e artigos inspiraram milhões de pessoas, e ele foi convidado a criar um novo programa de televisão para sua igreja. Tudo isso depois que ele perdeu a voz.

Após a tormenta surgiu o "arco-íris". Ah, é claro que isso nem sempre acontece. Mas Deus nos prometeu que não seremos tentados além das nossas forças; “pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).

Apeguemo-nos a Deus e confiemos em Suas promessas.

REFLEXÃO: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram” (Josué 23:14)


Vivendo até os 100 anos

(adaptado do texto de Débora Kotz - revista "secular" U.S. News Set/2009)

“Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dá semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gênesis 1:29)

O fator mais importante que determina quantos anos você viverá, não são seus genes, mas quão bem você vive. Não se convenceu? Um novo estudo [secular] publicado no Jornal Médico Britânico (British Medical Journal) com 20 mil britânicos idosos demonstra que você pode cortar seu risco de ataque cardíaco pela metade simplesmente fazendo 4 coisas: 30 minutos por dia de atividade física, comer 5 porções de frutas e vegetais diariamente, evitar o cigarro e excesso de álcool.

Embora esses são alguns passos óbvios que você pode tomar para viver bem, pesquisadores tem descoberto que os centenários tendem a compartilhar certas características: como eles se alimentam, fazem exercícios, lidam com o stress – coisas que podemos fazer para melhorar nosso processo de envelhecimento. É claro que conseguir viver até os 100 é um tempo consideravelmente maior do que viveram seus pais. Contudo, Thomas Perls, que estuda os que passaram dos 100 anos na Escola de Medicina na Universidade de Boston, acredita que, mesmo se você evitasse os genes de doenças fatais como de ‘Huntington’ (doença hereditária que se desenvolve na idade adulta e termina em demência), “não há nada que impeça você de viver bem até os 90 anos. Imagine que, se seus pais e avós fossem fumantes inveterados, eles poderiam ter morrido prematuramente sem alcançar o verdadeiro potencial do tempo de vida deles, portanto vá em frente e alcance aqueles 3 dígitos (100 anos). Siga esses 10 hábitos e confirme a “previsão do tempo de vida” de Perls.

1. Não se aposente. “Evidências provam que nas sociedades onde as pessoas param repentinamente de trabalhar, há uma explosão da incidência de obesidade e doenças crônicas depois da aposentadoria,” disse Luigi Ferrucci, diretor do Estudo Longitudinal Baltimore sobre Envelhecimento. A região de Chianti na Itália, com alta porcentagem de centenários, tem uma visão diferente do tempo de folga. Depois que se afastam de seus empregos, eles gastam a maior parte do dia trabalhando em seus sítios, cultivando uvas e vegetais. Eles nunca são realmente inativos. Cultivar não é prá você? Seja voluntário em Creches, Escolas, Asilos, ou junte-se a um grupo de voluntários e participe de projetos comunitários.

2. Use fio dental diariamente. Isso pode ajudar a manter suas artérias saudáveis. Um estudo da Universidade de Nova Iorque em 2008 mostrou que usar o fio dental diariamente reduziu na saliva a quantidade de bactérias causadoras de doenças. Essas bactérias entram na corrente sanguínea e começam uma inflamação nas artérias, maior fator de risco para doenças do coração. Outra pesquisa mostrou que, os que tem altas quantidades de bactérias em sua boca, tem mais probabilidade de entupir suas artérias, outro sinal de doenças cardíacas. “Eu realmente penso que as pessoas deveriam usar o fio dental duas vezes ao dia para conseguir os benefícios de maior expectativa de vida,” enfatiza Perls.

3. Mexa-se. “O exercício é a única fonte real da juventude que existe,” afirma Jay Olshansky, um professor de Medicina e pesquisador do envelhecimento na Universidade de Illinois-Chicago. “É como o óleo para o seu carro. Você não tem que usá-lo, mas seu carro definitivamente correrá melhor.” Grande quantidade de pesquisas tem documentado os benefícios do exercício para melhorar seu humor, acuidade mental, equilíbrio, massa muscular, e os ossos. “E os benefícios começam imediatamente após seu primeiro dia de atividade física,” acrescenta Olshansky. Não se preocupe se você não for um ‘rato’ de Academia. Aqueles que recebem os maiores benefícios são os que saem do comodismo e simplesmente caminham na vizinhança ou pela quadra, 30 minutos por dia. Fortalecer os músculos com treinamento de resistência também é ideal, mas exercícios leves e constantes podem dar a você efeitos similares de força e resistência mesmo sem fazer levantamento de peso.

4. Coma cereais ricos em fibra no desjejum. Servir-se de grãos integrais, especialmente pela manhã, parece ajudar os de mais idade a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue por todo o dia, conforme um recente estudo dirigido por Ferrucci. Diz ele que “aqueles que fazem isso tem uma baixa incidência de diabetes, um conhecido acelerador da velhice”.

5. Feche os olhos durante 6 horas pelo menos. Em vez de dormir menos para ganhar mais horas de atividades por dia, durma mais para acrescentar anos à sua vida. “Dormir é uma das mais importantes funções que seu corpo usa para regular e curar as células,” afirma Ferrucci. “O mínimo de sono que os mais velhos necessitam para conseguir as fases REM curativas é aproximadamente de 6 horas.” Aqueles que alcançam a marca de um século de vida colocam o sono como prioridade máxima.

6. Consuma alimentos integrais, não suplementos. Fortes evidências sugerem que as pessoas com altos níveis no sangue de certos nutrientes – selênio, beta-caroteno, vitaminas C e E – vivem mais e melhor e tem baixo índice de declínio cognitivo. Infelizmente não há evidência que tomar comprimidos com esses nutrientes provê os mesmos benefícios anti-idade. “Há mais de 200 carotenóides, e 200 flavonóides diferentes num único tomate,” destaca Ferrucci, “e essas substâncias químicas tem interações complexas que nutrem a saúde; além do Licopeno e a Vitamina C”. Evite alimentos brancos pobres em nutrientes (pães, farinha, arroz branco e açúcar) e aproveite-se de todas as frutas coloridas, vegetais, cereais e pães integrais, com todo seu “exército” de nutrientes escondidos neles.

7. Seja menos neurótico. Pode funcionar para Woody Allen, que mistura suas preocupações com uma saudável dose de humor, mas o resto de nós neuróticos podemos querer encontrar uma nova maneira de lidar com o stress. “Temos um novo estudo que mostra que os centenários tendem a não internalizar coisas ou enfatizar seus problemas,” diz Perls. “Eles são fortes e flexíveis ao lidar com as adversidades.” Se essa característica inata é difícil de conquistar, encontre outros meios de lidar com o stress. Experimente essas dicas: faça exercícios, meditação, ou apenas respire fundo por alguns momentos. Roer as unhas, mascar chicletes em frente à TV, cair na bebida? Isso tudo é péssimo para a sua saúde.

8. Viva como um Adventista do Sétimo Dia. Os americanos que definem a si mesmos como Adventistas do Sétimo Dia tem uma expectativa média de vida de 89 anos; uma década a mais do que a média nos Estados Unidos. Uma das doutrinas básicas dos Adventistas é que, é importante cuidar do nosso corpo porque pertence a Deus. Isso quer dizer não fumar, não usar bebidas alcoólicas, e não abusar dos doces. Os Adventistas típicos seguem uma dieta vegetariana baseada em frutas, legumes, feijões e nozes; e praticam bastante exercício. Eles também valorizam muito a família e a comunidade.

9. Seja uma criatura de hábitos. Centenários tendem a viver em rotinas rígidas, diz Olshansky, comendo o mesmo tipo de dieta e fazendo as mesmas atividades por toda a vida. Dormir e despertar, nos mesmos horários cada dia é outro bom hábito que mantém seu corpo em constante equilíbrio; mas que pode ser facilmente rompido com o passar dos anos. “Sua fisiologia fica mais frágil quando envelhece,” explica Ferrucci, “e fica mais difícil seu corpo recuperar-se se você, perder algumas horas de sono numa noite ou beber muito álcool. Isso pode debilitar suas defesas imunológicas deixando-o mais susceptível a gripe e infecções bacterianas.

10. Fique conectado. Manter contatos sociais regulares com amigos e familiares é a chave para evitar a depressão. Isto pode levar a morte prematura, fato que é mais comum entre viúvos e viúvas. Alguns psicólogos acreditam que um dos maiores benefícios que os de idade avançada obtêm do exercício são as fortes interações sociais desenvolvidas ao caminhar com um amigo ou participar de exercícios em grupo. Tendo uma conexão diária com um amigo íntimo ou um membro da família, há um benefício adicional, com alguém em quem se apoiar. “Eles avisarão se notarem que sua memória está falhando ou se você parece mais reservado,” diz Perls, “e poderão insistir com você para procurar um médico, mesmo antes de você reconhecer, que precise de um.”

Fonte: U.S. News (http://health.usnews.com/articles/health/baby-boomer-health/2009/02/20/10-health-habits-that-will-help-you-live-to-100.html)

REFLEXÃO: “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (I Cor 6:19-20)

Leia também: http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/03/anos-multiplicados.html e aqui http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/02/lidando-com-alimentacao.html

Assista - Adventistas longevos (Reportagem Sbt):

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Nunca Duvide

(adaptado do texto de Eliana Nunes Peixoto)

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? [...] Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:31, 33.

Quando cheguei à aposentadoria, em 1994, decidi abrir meu próprio negócio em vez de continuar trabalhando na mesma empresa. Sempre gostei de trabalhar, e assim meu esposo e eu abrimos um estabelecimento no qual se realizavam festas infantis. Esse empreendimento envolveu grande quantidade de trabalho, mas o retorno foi muito bom, financeiramente.

Como apenas meu esposo e eu fazíamos o trabalho, todo o lucro era nosso. Depois de o nosso negócio funcionar com sucesso por quatro anos, um casal se tornou nosso amigo e às vezes nos visitava. Nadir se tornou uma amiga íntima e começou a me falar sobre a Bíblia e a volta de Jesus. Nadir me ofereceu um estudo bíblico, e prontamente o aceitei. Ela e o marido começaram a nos visitar com frequência, e nos convidaram para ir à sua igreja. Fazia 17 anos desde que eu fora à minha igreja, mas, ao entender o verdadeiro ensino de Cristo, aceitei a doutrina que ela me ensinou.

Meu trabalho era intenso, especialmente de sexta-feira até as primeiras horas da manhã de domingo. Mas, num fim de semana, eu ganhava quatro vezes o que recebia de aposentadoria por mês.

Os estudos bíblicos continuaram e, quando estudamos o tópico do sábado, não tive dúvida de que essa era a vontade de Deus. Daquele dia em diante, não marquei outra festa para o sábado. O último compromisso fora cumprido. Para surpresa de todos – família, clientes e até o pastor e sua esposa – encerrei o negócio. Tinha certeza de que, ao fazer a vontade de Deus e obedecer aos Seus mandamentos, não teria falta de nada. E posso garantir que até hoje não senti falta daquele dinheiro extra, em nenhum momento.

Sou feliz porque fui escolhida por Deus. Pertenço a Ele e sei que Ele cuida de mim. Nunca duvidarei da Sua promessa e desejo estar sempre pronta para fazer Sua vontade.

Senhor, ajuda-me hoje e sempre a seguir Teus mandamentos e Tua vontade para a minha vida.

REFLEXÃO: “Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres” (Deuterenômio 30:15-16)


JESUS CRISTO... esse é o meu Rei!

"Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras; Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; Ele é o Rei da glória!"
(Salmo 24: 8 e 10)

Nota: Este áudio é parte do sermão "Seven Way King" (That's My King) pregado pelo famoso pastor batista afroamericano Dr Shadrach Meshach Lockridge (1913-2000), conforme nos consta realizado na igreja "Calvary Baptist Church" de San Diego (Califórnia) no ano de 1976, onde esteve de 1953 a 1993.

Talvez a música inserida nesta montagem não seja a mais apropriada diante de palavras tão solenes, mas a riqueza de idéias, o contexto de engrandecimento do nome do Senhor, superam quaisquer interferências que venham a diminuir a Beleza da Santidade do Nome do Rei Jesus.

Segue abaixo, uma versão maior do sermão (em inglês):

REFLEXÃO: "Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é" (Deut. 32:4)

O último folheto

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos” (Lucas 9:26)

Todos os domingos de manhã, depois da reunião do grupo de oração na igreja, o coordenador do grupo e seu filho de apenas 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos falando do amor de Deus pra com seus filhos.

Numa daquelas tardes de domingo, quando chegou à hora do pai e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito em toda a região. O menino como de costume, se agasalhou e sem hesitar disse:
-'Ok, papai, estou pronto.'
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de pegarmos os nossos folhetos e sairmos'.
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito'.
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva'?
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio'.
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir?'
Pensativo por um momento, o pai disse:
-'Tudo bem, pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado.'
Então ele saiu no meio daquela chuva.

Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos a todos que via.

Depois de caminhar por horas na chuva, estava todo molhado, mas faltava um último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam desertas.
Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta.

Finalmente, o menino se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. E, finalmente, a porta se abriu bem devagar. Era uma senhora idosa com um olhar triste. Ela perguntou:
-'O que você deseja, meu filho?'
Com um sorriso que iluminou o mundo dela, o menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.'

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho! E que Deus te abençoe!'
Bem, no domingo seguinte na Igreja, o Coordenador do Grupo de Oração, após a sua pregação perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da Igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. E começou a falar.
- 'Ninguém me conhece neste Grupo, eu nunca estive aqui. Até o domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu há algum tempo e eu fiquei sozinha neste mundo. No domingo passado, um dia frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.'
- 'Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi para o sótão da minha casa, amarrei a corda numa madeira do telhado, subi na cadeira e coloquei a corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, só e de coração dilacerado, estava pronta pra saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou'. Eu pensei:
-'Quem será? '
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.'
Eu esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa passou a bater forte. E pensei:
-'Quem pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa há tempos, ainda mais num dia desses.' Afrouxei a corda do meu pescoço e fui à porta ver quem era, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito saltasse para a vida quando ele disse:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer que JESUS A AMA MUITO.' Então ele me entregou este folheto que eu tenho em minhas mãos.
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Conforme aquele menino desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão, peguei minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - agora eu estou aqui. Já que o endereço do seu Grupo de Oração estava no verso deste folheto, vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADA a este menino de Deus que no momento certo livrou a minha alma.'

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos no grupo de oração. O coordenador então foi em direção à primeira fila onde o 'seu' menino estava sentado. Tomou seu filho nos braços e chorou tremendamente.

Provavelmente nenhum grupo de oração teve um momento tão grande como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um!

O Pai Eterno também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, o Pai O assentou num trono acima de todo principado e lhe deu um nome que é acima de todo nome: Jesus Cristo! Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Que Ele seja conosco; que possa nos dar o poder do Espírito necessário, para que como este garoto, não venhamos a negligenciar o maior privilégio já comissionado a seres mortais: pregar o evangelho da salvação sem vacilo, com alta voz, a toda língua, povo e nação, nestes que são os últimos dias da história deste mundo.

REFLEXÃO: "Recebi instruções que, ao nos aproximarmos do fim [...] devem ser espalhados, como FOLHAS DE OUTONO, entre o povo, FOLHETOS que contenham a luz da PRESENTE VERDADE. [...] esses folhetos serão como as folhas da árvore da vida, que servem para a cura das nações." (Ev, p. 35, 36).

Seja feita a vontade de quem?

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Salmos 40:8)

Um pequeno menino, de menos de 10 anos, fazia somente o que queria. Seu pai certa vez lhe disse: "Ricardinho, você não devia fazer apenas aquilo que tem vontade". Ele balançou a cabeça como se tivesse um grande problema a resolver. Depois de pensar por alguns instantes, ele disse ao pai: "Pai, se eu fizer a vontade do Senhor, porque eu quero, não estaria fazendo, do mesmo modo, a minha vontade?"

Diante desta ilustração, fica aqui a pergunta: Qual tem sido a nossa vontade? Fazer a nossa própria vontade de uma maneira ou de outra ou fazer a vontade do Deus que nos criou e sabe o que é melhor para cada um de nós? E quando obedecemos, pensamos em nossos próprios interesses ou na glória que ao Senhor deve ser dada?

Quando nos aplicamos a ficar no centro da vontade de Deus, nos Seus escritos, tudo em nossas vidas é belo, tudo é agradável e prazeroso, mesmo quando caminhamos sobre solo pedregoso a paz é capaz de fluir. Está escrito: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido” (Josué 1:8). Se o sol brilha no céu, louvamos ao Senhor por Sua companhia. Se a tempestade se abate sobre nós, glorificamos igualmente ao Senhor porque a Sua vontade é soberana e bênção para nossos corações.

Quando ignoramos ao Senhor e passamos nossos dias fazendo apenas a nossa vontade, sem consultá-Lo ou buscar a Sua direção, corremos o risco de errar o caminho e perder tudo de bom que Ele nos tem preparado, na verdade, "erramos o alvo", que é literalmente o significado da palavra "Pecado".

Algumas pessoas continuam sendo enganadas ao crerem que "todos os caminhos levam ao Céu" mas não é isso que nos diz o nosso Salvador. Ele nos afirmou: "Eu sou o Caminho" (que é parte do verso áureo deste blog) e, senão atentamos para isso, tomando atalhos desconhecidos, poderemos acabar chegando a lugares inesperados e desagradáveis. Ele nos leva ao Céu e, enquanto caminhamos ao Seu lado, desfrutamos uma vida de refrigério e felicidade.

Que a vontade de Deus seja a única coisa que tenhamos vontade de fazer, assim como Jesus nos ensinou na oração mais conhecida do mundo...

REFLEXÃO: "... venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no ceú..." (Mateus 6:10)

Procure o Mestre

(por Oswaldo M. Filho)

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28,29c)

Quantas e quantas vezes sentimos o fardo de nossas preocupações, responsabilidades e aflições como uma carga esmagadora sobre nossa vida.

Parece que tudo o que fazemos não é suficiente para produzir a paz de espírito que tanto precisamos. As vezes chegamos a pensar que nossa fadiga e sofrimento nunca terá fim. As constantes exigências de nossos compromissos no cuidado e sustento daqueles que dependem de nós, o lidar com nossos próprios erros e a necessidade de conviver nas contradições de um mundo em agonia parecem consumir o que resta de nossas forças.

As vezes percebemos que não adianta buscar o refúgio em um passeio no final de semana, ou uma viagem para um lugar distante, porque não conseguimos fugir de nossas responsabilidades. Não importa onde possamos estar, pois nossos pensamentos e sentimentos permanecem prisioneiros de nossas maiores preocupações e necessidades. Compreendemos que viver é sustentar o próprio peso de todos os nossos compromissos, conflitos e necessidades na manutenção da própria vida.

O Senhor Jesus sabe o quanto somos prisioneiros de nossa maneira de viver. Na verdade ele sabe que na maioria das vezes não conseguimos controlar os acontecimentos em nossa vida. E quantas vezes permitimos nossa própria escravidão quando sucumbimos às nossas necessidades e nos tornamos refém de situações que nós mesmos geramos; seja por ignorância, arrogância, medo ou fraqueza de nosso próprio espírito.

Vinde a mim é o que diz o Senhor Jesus. Nos momentos de aflição e desespero não adianta tentarmos arrumar explicações. Há momentos que as nossas palavras não resolvem o que sentimos e não diminui nossa dor. É preciso um momento de paz, que nos ajude a recuperar as forças. Momentos que é preciso ouvir: "Eu vos aliviarei e em mim achareis descanso". É tudo o que realmente precisamos. Quando chamamos pelo nome do Senhor Jesus, com fé e firme determinação no coração, recebemos o milagre de sua presença restauradora.

Saiba que Jesus chama seu nome neste momento: "Vinde a mim". Já é possível sentir os efeitos de sua presença. Responda e ele certamente dirá: "Sim, achareis descanso para a vossa alma.

REFLEXÃO: “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (João 11:25)

A Noite da Terra

"Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente" (Daniel 12:3)

A obra que nos foi confiada é importante, e nela são necessários homens sábios, abnegados, pessoas que compreendam o que significa dedicar-se a desinteressados esforços para salvar os perdidos. Mas não há necessidade do serviço de HOMENS MORNOS; pois tais pessoas Cristo não pode usar. Necessitam-se homens e mulheres cujo coração se comova ante o sofrimento humano e cuja vida dê prova de que estão recebendo e comunicando luz, vida e graça.

O povo de Deus deve aproximar-se de Cristo, em abnegação e sacrifício, tendo como único alvo dar a todo o mundo a mensagem de misericórdia. Alguns trabalharão de um modo, e outros de outro, conforme o Senhor os chamar e guiar. Mas todos devem lutar juntos, procurar fazer do trabalho uma unidade perfeita. Pela pena e pela viva voz devem trabalhar para Deus. A palavra da verdade, impressa, deve ser traduzida para diferentes línguas e levada aos confins da Terra.
Meu coração muitas vezes fica sobrecarregado porque tantos que poderiam trabalhar nada fazem. Agem como joguete das tentações de Satanás. De todo membro de igreja que possui conhecimento da verdade se espera que trabalhe enquanto é dia; porque vem a noite, quando ninguém poderá trabalhar. Em breve haveremos de compreender o que significa essa noite. O Espírito de Deus está sendo agravado a ponto de estar-Se retirando da Terra. As nações estão iradas umas contra as outras. Vastos preparativos de guerra estão sendo feitos. A noite está cada vez mais escura. Desperte a igreja e ponha-se a cumprir a obra que lhe foi confiada. Todo crente, mais instruído ou menos preparado, pode levar a mensagem.

Estende-se perante nós a eternidade. A cortina está para ser aberta. Em que estamos pensando, para que assim nos apeguemos ao nosso amor egoísta pela comodidade, enquanto por toda parte ao nosso redor perdidos estão a perecer? Ficou completamente calejado o nosso coração? Não podemos ver nem compreender que temos uma obra para fazer em favor de outros? Irmãos e irmãs, estamos nós entre os que, tendo olhos, não vêem, e tendo ouvidos, não ouvem? Foi em vão que Deus nos deu o conhecimento de Sua vontade? Foi em vão que Ele nos enviou advertência após advertência da proximidade do fim? Acreditamos nas declarações de Sua Palavra acerca do que está para sobrevir ao mundo? Acreditamos que os juízos de Deus impendem sobre os habitantes da Terra? Como, então, podemos ficar de braços cruzados, descuidosos e indiferentes? (T9, p. 26, 27).

(Ellen G White - Meditações Matinais 2009 - 26/09 - "Jesus meu Modelo")

REFLEXÃO: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca" (Apocalipse 3:15,16)

Neste mesmo contexto, não deixe de ver:

Cuidará de Mim Também

(Adaptado do texto de John Thomas Oaks)

“Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! Os filhos dos homens se refugiam à sombra das tuas asas” (Salmos 36:7)

Era um dia frío em Manhatan mas agradável dentro de um lugar chamado "Starbucks”, entre a 51 e a Broadway, muito perto da Times Square Garden.

Para os músicos o ambiente deste negócio onde se toma café e se escuta música ao vivo é uma das melhores do mundo, segundo me disseram. Em consequência disto, as gratificações podem ser volumosas se alguém interpreta bem a música.

Estava eu lá tocando teclado e acompanhando meu amigo que por sua vez agregava ritmo com seu arsenal de instrumentos. Na hora que interpretávamos um tema melódico, notei uma senhora sentada em um dos assentos daquele lugar, bem na minha frente. Ela se movia junto ao compasso da música e cantava conosco. Quando a canção terminou, se aproximou e disse:
- Desculpem por ficar cantando junto a canção, atrapalho vocês?
- Não, lhe respondí. Ficamos felizes quando as pessoas unem suas vozes. Gostaria de cantar aqui na frente a próxima seleção? Para meu deleite, ela aceitou o convite. Escolha, lhe disse.
- O que gostaria de cantar?
- Bem... conhecem hinos? Disse ela.
- Hinos? Esta mulher não sabia com quem estava conversando. Conheço hinos antes mesmo de ter dentes. Antes mesmo de nascer, já ia a igreja. Então lhe dirigi um olhar de aprovação. Escolha, lhe disse.
- Oh, não sei, são tantos lindos. Bem, respondi - o que acha do hino Cuidará de mim também? Minha nova amiga caiu em silêncio. Sua vista ficou perdida. Logo fixou seus olhos nos meus e disse:
- Sim, cantemos esta.

Lentamente me fez um sinal com a cabeça, deixou sua bolsa de lado, acomodou seu casaco e mirou seus olhos bem ao centro do salão. Inseri dois compassos e ela começou a cantar. "Por que estarei eu triste, por que na treva andar, Sentir-me tão sozinho, sempre a desanimar, Se Cristo é meu conforto, amigo na aflição. Se até as aves esperam na Sua proteção? Se até as aves esperam na Sua proteção". A platéia caiu emudecida. "Feliz e mui alegre, Cantando viverei; Se Deus protege as aves, Cuidará de mim também". Quando a última nota terminou, os aplausos foram crescendo até ficarem ensurdecedores. A mulher se sentiu sem forças e disse:
-Prestem atenção todos vocês; não vim dar um concerto. Só vim tomar algo, igual a vocês!
Mas o aplausos seguiram. Abracei minha nova amiga e disse:
- Querida, isso foi formidável!
- É mais que interessante que tenha escolhido este hino em especial, disse ela.
- Por que? - perguntei. Tomou minhas mãos e balbuciou novamente:
- Esse era o hino favorito da minha filha!

A esta altura os aplausos haviam cessado e continuava a barulheira de sempre.
- Ela tinha 16 anos. Morreu com um tumor cerebral na semana passada. Então, disse algo tentando quebrar meu silêncio:
- Você está bem? Ela sorriu junto às lágrimas e apertou novamente minhas mãos.
- Vou ficar bem. Devo seguir confiando no Senhor e cantando suas canções, e tudo ficará bem. Colocou a mão no bolso, me deu seu cartão e se foi.

Será que fora apenas uma coincidência que nós estivéssemos cantando naquele lugar numa noite de novembro? Apenas uma coincidência esta maravilhosa mulher entrar neste lugar? Coincidência, apesar de todos os hinos que eu sabia, escolher justamente o hino favorito da filha daquela mulher que havia morrido somente uma semana antes? Me nego a aceitar que sim.

Deus tem providenciado encontros na história da humanidade desde o princípio dos tempos. Não me custa pensar que Deus tenha escolhido um "coffe shop" do centro de Manhatan e tenha convertido um programa musical comum em um momento de meditação espiritual.

Esta é apenas uma pequena lembrança a todos nós cristãos de que se permanecemos confiando nEle e entoando Suas canções, tudo permanecerá bem.

Entregue sua vida nas Mãos do Senhor, confie nEle!

Hinário Adventista 371 - Cuidará de Mim Também

1. Por que estarei eu triste, por que na treva andar, Sentir-me tão sozinho, sempre a desanimar, Se Cristo é meu conforto, amigo na aflição, Se até as aves esperam na Sua proteção? Se até as aves esperam na Sua proteção?

CORO: Feliz e mui alegre, Cantando viverei; Se Deus protege as aves, Cuidará de mim também.

2. Quando estou abatido, se envolto em sombra vou, O coração ferido, ou perseguido sou, Jesus é meu amparo, é meu consolador, Envolve-me em Seus braços e alívio dá-me à dor; Envolve-me em Seus braços e alívio dá-me à dor.

3. Ao me sentir cansado, em meio de aflição, Ouço Jesus dizer-me, ao segurar-me a mão: "Confia em Mim somente, somente em Meu poder, E nas mansões eternas, comigo irás viver; E nas mansões eternas, comigo irás viver.".

REFLEXÃO: "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Provérbios 3:5-6)

Falta de amor - um sinal do fim

(Adaptado do texto do Pr Ricardo B. de Souza)

“E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12)

Os discípulos de Cristo, um dia, perguntaram a ele quais seriam os sinais que antecederiam a sua vinda. Ele respondeu esta pergunta numa longa pregação, conhecida como “sermão profético”. Entre os sinais apresentados por Jesus, destaca-se o surgimento de falsos Cristos e falsos profetas, que iriam enganar muitas pessoas. O Filho de Deus falou também de guerras entre as nações e de abalos sísmicos. No entanto, há um sinal que me chama a atenção de forma particular: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos”.

A relação que Jesus apresenta é inversamente proporcional: o crescimento da iniqüidade implica no enfraquecimento do amor. Vejam se não é caso do mundo em que vivemos. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, a violência nas ruas e nos lares, os mais variados tipos de guerra, a destruição da natureza, o individualismo autocentrado e narcisista, esfria-se o amor genuíno e sincero no ser humano. Somos uma geração que vem desaprendendo a amar. Não estou me referindo a uma forma platônica de amor ou aos modelos hollywoodianos que enchem as salas de estar, mas ao amor conforme Deus o revela nas Escrituras, em especial, o amor fileo.

Provavelmente não há nenhum texto mais completo sobre o amor do que I Coríntios 13, um texto que precisa ser revisitado por nós diante daquilo que vemos todos os dias. Naquela epístola, Paulo fala de um amor que é paciente, que não se perde diante da primeira crise ou da primeira desilusão; um sentimento bondoso, não ciumento e humilde. Um amor que não se comporta de forma inconveniente, mas é altruísta, e está sempre procurando atender o interesse dos outros e não o seu próprio. É também um amor que não se ira facilmente, que não guarda rancor, que não se alegra com a injustiça mas que salta de júbilo quando a verdade triunfa. É um amor que sabe que o sofrimento sempre acompanha aquele que ama. Um amor que se sustenta sob fundamentos sólidos e verdadeiros, que não tem a pressa dos egoístas, mas que sabe esperar e possui uma enorme capacidade de suportar adversidades.

Este amor que Paulo nos descreve vem diminuindo e esfriando na medida em que cresce o egoísmo alimentado pelo individualismo da cultura narcisista, onde o que importa sou eu, meus desejos, meus interesses, meu momento, minhas necessidades, minha realização, meus projetos, o que eu penso, quero e preciso. Imagino que quando duas pessoas modernas, com este espírito individualista e narcisista, se encontram e resolvem se amar, envolvem-se num modelo de relacionamento onde, à primeira vista, tudo indica que se trata de um belíssimo e invejável romance. Contudo, diante do primeiro obstáculo, da primeira frustração, de um simples desentendimento, da dor e do sofrimento, ou do cansaço e da vontade de experimentar “novos ares”, abandonam aquele amor que foi grande apenas enquanto durou em troca de um outro que atenda as necessidades de um ego inflado, imaturo e insaciável.

É por causa da iniqüidade deste espírito individualista e narcisista que os pais vão abandonando os seus filhos porque têm coisas mais importantes a fazer, como ganhar dinheiro ou buscar o sucesso, do que cuidar deles e amá-los; alguns tornam-se indiferentes e os abandonam à própria sorte na esperança de que na escola ou na vizinhança encontrarão quem os ame e eduque. Outros há que tentam manipulá-los e controlá-los em virtude da mesma iniqüidade, da mesma falta de tempo e da mesma insegurança. Os mais modernos já preferem não tê-los porque sabem que o amor que possuem não ultrapassa a epiderme – não são capazes de amar nada além do seu próprio ego. Por outro lado, os filhos vêm se rebelando contra seus pais, negando-lhes o respeito e a honra. São também filhos da iniqüidade do nosso tempo, do mesmo individualismo, do mesmo egoísmo.

Os jovens trocaram o amor pelo sexo para descobrirem lá na frente, depois de tantas idas e vindas e muitas “ficadas”, que são bons de cama mas frios e imaturos na arte de construir um amor que supera as fronteiras do egoísmo e que cresce na medida que o tempo passa.

Os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção, mas sim a falta de amor. Isto é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniquidade cresceu tanto, mas tanto, que fez o amor de quase todos murchar.

Nunca fui interessado em decifrar os códigos para adivinhar a data da volta de Jesus. Sei apenas que ele voltará, e isso me basta. No entanto, devo confessar que olhando para o cenário do mundo hoje, tenho orado por uma intervenção divina e espero que ela aconteça logo, seja na forma de um verdadeiro avivamento – daqueles que penetram na raiz do coração humano e o transforma, e não esta panacéia religiosa que alguns chamam de “derramamento do Espírito” – ou de uma intervenção escatológica, final ou não. Oro por isto porque não é mais possível suportar tanta injustiça, tanta miséria, tanta imoralidade, tanto pecado.

Oro também para que Deus nos preserve fiéis a ele e à sua Palavra, para que aqueles que reconhecem o amor divino e são alimentados e inspirados por ele cresçam cada vez mais amparando o pobre, cuidando do necessitado, lutando pela justiça, permanecendo fiéis aos termos da aliança com Deus e com o próximo. Jesus, naquele sermão profético, afirma que “o amor se esfriará de QUASE TODOS”. E é nesta pequena exceção que quero me incluir, a mim e a você, mesmo que sejamos apenas um "pequeno remanescente", mas um remanescente que não se curva diante dos Baalins do mundo moderno.

REFLEXÃO: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13:4-7)

Um Anjo

(adaptado do texto de Evelia R. Cargill)

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:1-3)

Como caloura na universidade, tive a oportunidade de morar na casa de uma família maravilhosa. Numa linda manhã de domingo, decidi dar uma volta pela vizinhança e, como era meu costume, orei antes de sair. Não muito depois de ter fechado o portão da frente e começado a caminhar, ouvi um som de pés se arrastando, atrás de mim. Virei-me instintivamente, e o que vi me deixou congelada: Rock, o rottweiler sempre mal-humorado do vizinho, estava solto! Eu sabia que seria perigoso demonstrar medo, e já estava longe demais de casa para pedir socorro. Fiquei parada quieta, perguntando a Deus quais eram as minhas opções, quando Rock passou por mim, avançou alguns passos, parou, aguardou pacientemente alguns segundos e depois me olhou como se perguntasse: “Bem, vamos fazer uma caminhada, ou não?”

Para minha surpresa, comecei a caminhar e, para meu alívio, Rock começou a andar também.

Chegamos a um pequeno parque, e Rock logo desapareceu atrás de algumas árvores. Continuei caminhando na calçada e reatei a conversa com Deus que havia começado no culto matutino. Alguns minutos passaram e, sem sinal de Rock, fiquei mais descontraída – até ver um homem andando em minha direção. Tentando evitar contato, reduzi minhas passadas e atravessei a rua de duas pistas para a calçada do outro lado. Para meu espanto, o estranho apressou o passo e atravessou também.

Quando olhei para trás, vi o estranho vindo justamente em minha direção, com um sorriso forçado no rosto. Nesse instante, vi Rock rolando na grama. Sem hesitar, assobiei para ele. Ele se pôs em pé e olhou direto para mim. Então, fiz uma coisa que jamais pensaria em fazer – dei umas batidas no meu joelho, chamando Rock para que viesse até onde eu estava. Aí aconteceu uma tríplice corrida: Rock correu na minha direção, meu coração disparou e, o melhor de tudo, o estranho foi embora correndo.

De volta ao meu quarto, louvei a Deus, de quem fluem todas as misericórdias, e Lhe agradeci a proteção daquela manhã. Na verdade, antes que Seus filhos clamem, Deus responderá, e enquanto estiverem ainda falando, Ele ouvirá (Isaías 65:24).

REFLEXÃO: "Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos" (Salmo 91:11)


De coração para coração

(adaptado do texto de Dennis King)

"Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio" (Salmo 62.8)

Comecei a orar no dia em que meu pai me disse que estava indo embora e nunca mais voltaria para casa. Eu tinha oito anos e fiquei arrasado. Naquela noite, iniciei um ritual noturno que durou muitos meses. Eu subia na cama de cima do beliche, puxava as cobertas sobre minha cabeça e sussurrava: "Deus, por favor, traga meu papai para casa".

Você já ouviu crianças orarem? Elas não tentam impressionar Deus com um discurso eloquente, elegante ou com aspecto de santidade. Para as crianças, a oração é uma conversa direta com Deus, que ouve e Se preocupa.

Ao crescermos, muitos de nós perdemos a simplicidade da oração. Nós a transformamos em uma rotina diária automática. Mas a oração, em sua forma mais pura, ocorre quando os filhos e filhas de Deus, não importa quão jovens ou velhos, derramam seus corações a um Pai celestial que está sempre ouvindo.

Nós podemos clamar a Deus na noite dos nossos temores. Deus ouve os sussurros mais abafados de nosso coração. Deus é nosso Pai. Quando a escuridão nos envolve, Ele nos convida a puxar as cobertas e derramar nosso coração.

Eu aprendi que Deus nem sempre responde às nossas orações do modo como gostaríamos. Meu pai nunca voltou para casa. Mas, debaixo das cobertas, em muitas noites de pranto, aprendi a clamar Àquele a quem a Bíblia chama de Abba - "Pai". Eu me senti abandonado, mas não só.

REFLEXÃO: "... Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus" (Mateus 18:3)

Michael Jackson - A liberdade de "Foreverland"

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles” (Ecles 12:1)

Um raro momento de lucidez nos últimos anos de vida de Michael Jackson aparentemente resultou no artigo "My Childhood, My Sabbath, My Freedom", publicado no site www.beliefnet.com/faiths/2000/12/my-childhood-my-sabbath-my-freedom.aspx em dezembro de 2000.

A religião de Michael Jackson raramente foi alvo dos holofotes que o cercaram, mas certamente esteve presente em sua trajetória. Ele cresceu em contato com as Testemunhas de Jeová, religião de sua mãe, teve uma babá judia chamada Rose Fine, e, mais recentemente, boatos não comprovados anunciaram sua conversão para o islamismo. Talvez por isso o artigo escrito por incentivo do rabino amigo Shmuley seja ainda mais curioso.

A partir da experiência de um sábado na casa do rabino, recordações da infância traumática e insights sobre a alegria decorrente da observância da ordenança bíblica são registrados e questionados. Já que sua influência apontava para o sábado como sendo o domingo (para as Testemunhas de Jeová), o Sábado (para os judeus) ou a sexta-feira (para os muçulmanos), note apenas o conceito geral sobre o Sábado nos trechos extraídos do artigo:

"Mais do que qualquer outra coisa, eu queria ser um menino normal. Queria construir casas na árvore e participar de festas de patins. Mas, muito cedo, isso se tornou impossível. Tive que aceitar que minha infância seria diferente da dos outros. Mas isso sempre me fez imaginar como seria uma infância comum. Havia um dia da semana, no entanto, no qual eu podia fugir dos palcos de Hollywood e das multidões dos teatros. Era o sábado."

"Os domingos eram dias de evangelização, termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Eu passava o dia nos subúrbios do sul da Califórnia, indo de porta em porta ou rodando pelos shoppings, distribuindo nossa revista da Torre de Vigília. [...] Os domingos também eram sagrados por duas razões na infância. Tratava-se do dia em que eu ia à igreja e o dia em que mais eu ensaiava. Isso pode parecer contra a idéia de 'descanso no Sábado', mas era a maneira mais sagrada de poder passar o tempo: desenvolvendo os talentos que Deus havia me dado."

"A igreja era um presente. Era novamente a chance para mim de ser 'normal'. [...] Sinto falta da noção de comunidade que eu sentia lá - tenho saudade de amigos e pessoas que me tratavam como um deles. Simplesmente humano. Passando um dia com Deus. [...] Meus dias mais preciosos como criança eram aqueles domingos em que eu podia ser livre. Isso é o que o Sábado sempre foi pra mim."

"Em todas as religiões, o Sábado é um dia que permite e requer que os fiéis deixem as coisas do dia a dia e focalizem o excepcional. Aprendi algo sobre o Sábado judaico particularmente através de Rose. Posteriormente, meu amigo Shmunley explicou como, no Sábado judaico, as tarefas do dia a dia, como cozinhar, fazer compras e cortar a grama, são proibidas para que a humanidade possa transformar o comum em extraordinário e o natural em miraculoso. Nesse dia, o Sábado, todos no mundo podem parar de ser comuns."

A Bíblia também fala sobre Michael (ou Miguel, em português). Ele é um dos primeiros príncipes (Dn 10:13), o Arcanjo (Jd 9), aquEle cuja voz há de ressuscitar os mortos em Cristo (I Ts 4:16) e, portanto, o próprio Cristo.

É impossível saber todos os detalhes da vida de Michael, o Jackson, mas, em meio a tantas excentricidades, parece real que em alguns momentos ele tenha se deparado com verdades sobre Michael, o Arcanjo. Mas também parece claro que sua opção diante dessa revelação foi rejeitar a oportunidade de reviver a verdadeira liberdade de sua infância nos sábados da Nova Terra, ou Foreverland (A Terra do Sempre), ou sua vida não teria sido marcada por tantas insatisfações, escândalos, aberrações e o fim trágico que teve.

Apesar de idolatrado, deificado e reverenciado por tantos, o próprio significado do nome Miguel, "Quem é como Deus?", deveria colocar os fatos na verdadeira perspectiva.

Aproxima-se o tempo em que Miguel, o Arcanjo, trará salvação a todos que resolverem segui-Lo, imitá-Lo e anunciá-Lo.

REFLEXÃO: "Nesse tempo, se levantará MIGUEL, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (Dn 12:1)

(por Marcelo Dias - Revista Adventista / Ago 2009)

"Haverá epidemias..."

(adaptado do texto do prof. Gilson Medeiros)

"Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? (...) Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. (...) haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu" (Lucas 21:7-12).

Ultimamente, o mundo tem sido bombardeado com notícias e mais notícias de calamidades em diversas áreas, seja no mundo físico, no político, no social, no financeiro, etc.

As grandes guerras da Humanidade ocorreram nos últimos 90 anos; os avanços científicos e tecnológicos também estão se desenvolvendo a passar "larguíssimos"; a economia mundial, detonada na década de 1920, novamente enfrenta um abalo castastrófico (nada parecido com as "marolinhas" que tenham empurrar goela abaixo dos brasileiros); os desastres aéreos têm sido cada vez mais frequentes e devastadores; com relação ao clima mundial, não é necessário nem comentar - onde era deserto, hoje há devastação pela água, e nos locais que viviam sob a influência das chuvas, hoje sofrem com a seca...

Ou seja, não é necessário ser nenhum phD em Escatologia (se é que existe...rsrs), para ver que o nosso mundo enfrenta um processo cada vez mais crescente de destruição da qualidade de vida para a raça humana. Já falam até de escassez total de água potável daqui há algumas décadas! A Criação está "gemendo" (cf. Rom. 8:22)!

Haverá epidemias

Depois do surgimento devastador de doenças repentinas e letais, como o câncer, a AIDS, o ébola, o rantavírus, a doença da "vaca louca", o(a) cólera, a dengue, etc., passamos a enfrentar dificuldades com novos tipos de gripes, que surgem periodicamente. Foi a gripe do frango e agora é a do porco (que a indústria suinocultora conseguiu que os governos renomeassem de "Gripe A" - afinal, o consumo de bacon, presunto, e outras "bombas" do tipo, já estava sendo afetado...).

Milhares de pessoas estão sendo infectadas por este "novo" tipo de vírus da gripe, que foi descoberto em abril deste ano, nos EUA e México, e hoje tomou conta do mundo todo, inclusive no Brasil. Até hoje, só em nosso país, foram milhares de infectados e, pelo menos, umas 120 mortes já confirmadas (apesar de não podermos confiar plenamente nos informes "oficiais", sempre com o velho e "duvidoso" slogan: "está tudo sob controle").

Todas estas doenças mencionadas acima surgiram, ou passaram a matar seres humanos, apenas há alguns poucos anos. Nossos avós e bisavós não sabiam o que era o câncer, por exemplo, mas esta doença se tornou extremamente atual em nossos dias.

Para nós, povo de origem profética, que está sempre expectante e vigilante com relação aos "sinais" do tempo do fim (ou do "fim dos tempos", como queiram), os noticiários só trazem uma notícia importante: MARANATA... O SENHOR LOGO VEM!

Enquanto o mundo luta por descobrir as causas dos constantes acidentes aéreos... enquanto corre contra o tempo para descobrir vacinas que protejam contra as últimas e mortais doenças... enquanto elabore planos engenhosos para conter o avanço da criminalidade, do uso de drogas, dos assassinatos, etc.... enquanto se empenhe pelos acordos bélicos, que ponham um fim às guerras, e possam clamar "paz, paz"... nós sabemos que tudo se tornará cada vez mais difícil, devastador e mal. E por que sabemos disso?

Porque o homem, arrogante e egoisticamente, preferiu afastar-se do seu Criador, virando as costas para Ele, preferindo dar ouvidos às fábulas filosófico-biológicas do Evolucionismo, ou aos "contos do vigário" daqueles que desprezam o Dia do Senhor da Criação (cf. Gên. 2:1-3).

O homem desistiu de Deus, e passou a viver isolado dEle, mesmo, incoerentemente, tentando mostrar que O adora e ama, porém negando-Lhe o devido respeito, honra e obediência (cf. Mat. 7:21-23).

O resultado não poderia ser outro: CAOS

Como disse o inspirado escritor bíblico, não há tempo para cochilarmos e "fazermos de conta" que não estamos vendo o que se desenrola diante de nós. É hora de despertarmos do sono, pois nossa Redenção se aproxima (cf. Rom. 13:11).

Nestes tempos de Gripe do Porco, não podemos deixar de lavar as mãos constantemente... mas também não podemos esquecer de "lavar nosso espírito" e permitir que o Espírito Santo de Deus, a maravilhosa Pessoa da Trindade responsável por nos conduzir à salvação, nos "vacine" contra as mazelas deste mundo.

Só falta um "sinal"

Para concluir esta reflexão, eu não poderia deixar de citar aquele que, segundo o próprio Cristo, será o último e definitivo sinal.

"E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mat. 24:14).

Você sabe quantas cidades do Brasil ainda desconhecem a mensagem do Evangelho Eterno de Apoc. 14? Você sabe quantos municípios do nosso País nunca ouviram falar que estas calamidades já estavam previstas, e que a única solução é Jesus? Você sabe quantos pequenos povoados nos arredores das grandes metrópoles brasileiras vivem sem o privilégio de conhecerem uma igreja que ensina a obediência aos Mandamentos do Deus Criador de todas as coisas?

Enquanto nos preocuparmos mais com a climatização do nosso templo, com o acolchoamento de veludo dos bancos, com as infindáveis reuniões de Comissão cheias de blá-blá-blá, com a religião abarrotada de teorias e nada de práticas verdadeiras, com a ansiedade em poder trocar de carro pelo último modelo oferecido pela nossa concessionária preferida, com as incontáveis dívida feitas apenas para satisfazer o amor ao luxo e ostentação, com a construção de "catedrais" ou edifícios nababescos para promoção pessoal de algum líder em particupar, com a ânsia pela conquista de "cargos eclesiásticos", com a preocupação em se vestir conforme os ditames dos homossexuais da moda, etc., etc., etc... estaremos dizendo para o Senhor: "não volte ainda, pois estamos gostando muito daqui".

À medida em que perdermos tempo com tanta bobagem sem sentido algum, e não nos preocuparmos com os milhares (milhões) de pessoas que morrem a cada dia sem a luz do conhecimento da salvação em Cristo, talvez dê tempo de surgir a próxima gripe. Quem sabe será a vez da do "cachorro"!

REFLEXÃO: "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:20).

PIOR QUE A GRIPE H1N1

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:23-24)
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Desde que esta nova doença começou no México e logo se alastrou por todo o mundo, diariamente os noticiários relatam de novos casos de contaminação no Brasil e vários outros lugares do mundo. Já é possível ver-se pessoas usando máscaras com o objetivo de se proteger do contágio deste vírus (será!?). Em alguns lugares escolas estão sendo fechadas e eventos públicos cancelados para evitar que ela se alastre. Até se aconselha a não viajar para países onde já há um índice maior de propagação. A indústria farmacêutica trabalha incessantemente na busca de uma vacina contra este mal, já denominado como pandemia mundial. Como esta doença pode levar à morte, o homem tem medo e faz de tudo para não ser atingido. Ele vem tomando providências para se livrar da mesma e não sofrer as consequências causadas pela baixa resistência.
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Mas há algo muito pior nesta terra do que a gripe A. Algo que desde o começo da história da humanidade vem sendo transmitido de ser humano para ser humano. Algo que nasce com a pessoa e já se manifesta nos seus primeiros meses de vida. Algo incontrolável, que se alimentado, cresce, se desenvolve e mata mesmo o ser humano mais vigoroso do planeta. Seu nome: PECADO. Este "vírus" sim, tem consequências muito mais desoladoras do que a atual gripe A.
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A Bíblia nos diz em Romanos 6:23a: “Porque o salário do pecado é a morte”. Esta morte não é somente a morte física e temporal, mas a morte espiritual e eterna., Separou e continua separando o homem do Criador do Universo. Diariamente vemos os seus efeitos nos seres humanos. A falta de amor, violência e a criminalidade dos mais diversos tipos aumentam em velocidade crescente. Exemplos são professores que não sabem mais o que fazer com seus alunos que partem para a violência incontrolável; pais, que na aflição de ajudar um filho dependente de drogas, não vêem outra solução a não ser acorrentá-lo numa cama. A falta de amor entre as pessoas leva ao descaso umas pelas outras, dentro da própria família ou mais ainda com os necessitados. Com o fim da estrutura familiar, crianças e jovens perdem a referência e ficam abandonados. Busca-se sempre o melhor para si em detrimento do próximo. O egoísmo se alastra incontrolavelmente em nossa sociedade. Emfim, o pecado invadiu TODAS as fronteiras. Leia II Tessalonicenses 3:1-5.
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Qual é a saída? Como deixar de fazer aquilo que Deus não aprova? Será que o ser humano tem como se livrar do pecado e das suas consequências? Há alguma força (interior) dentro do ser humano que pode mudar esta situação? NÃO! O homem já provou através dos séculos que ele não é capaz de vencer o pecado. Ele evolui tecnologicamente, mas regride moralmente. Ele não pode fazer NADA, absolutamente NADA por ele mesmo. Assim Deus, em Seu grande amor, nos apresenta o ÚNICO caminho para a verdadeira solução através de Seu filho - Jesus Cristo. E Ele afirma em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Claramente Deus nos mostra que há uma saída. Sim, há uma única possibilidade de nós não sermos dominados pela teia do pecado. Jesus, através de Sua morte na cruz, venceu este "vírus". O problema persiste quando nós não aceitamos a solução que Deus nos apresenta. Agimos como um paciente que é aconselhado pelo seu médico a usar o remédio para ser curado, mas “ignora” conscientemente o conselho e por fim, sofre a consequência da morte!
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Hoje quando ouvires a Sua voz (o convite) não endureça seu coração... Aceite a saída que Deus te propõe! “... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6.23b). Se de fato deseja, reconheça que vem lutando para mudar esta condição da presença do pecado em tua vida, mas que não tem conseguido vencê-lo sozinho. Jesus continua interessado em transformar sua vida. Ele quer dar-te uma nova perspectiva. Ele não desiste de você.
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O tempo está chegando ao fim. Ele está voltando e a história deste mundo está terminando. Decida hoje o que quer ter ao seu lado - aquilo que te distancia dos céus, ou aquEle que te leva ao céus.
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REFLEXÃO: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque SEM MIM NADA PODEIS FAZER" (João 15:5)
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(Baseado no folheto "Pior que a gripe A" - Markus Steiger)

Vamos acabar com a reunião

(adaptado do texto de Paulo R. Barbosa)

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmos 122:1).

O pastor levantou-se e, com tristeza, disse: "Irmãos, eu sinto que nós podemos acabar com a reunião de oração no meio da semana".
Estas palavras causaram um grande alvoroço no meio da congregação e todos estavam dispostos a votar com um sonoro "não" para esta idéia. "Mas", disse o pregador, "o que parece que vocês não sabem, é que faz seis meses que não temos uma reunião de oração na igreja."

Por que nós, filhos de Deus, temos tratado com tanta indiferença as reuniões de oração de nossas igrejas? Por maior que as nossas congregações sejam, o número de pessoas que comparecem no dia determinado para oração pelos irmãos, pelos trabalhos em geral e pelos perdidos é quase nulo. Em quem temos posto a nossa confiança, no Senhor ou em nós mesmos? E se a resposta for "no Senhor", não seria mais sensato estarmos em Sua casa, buscando Sua direção e ouvindo
Seus conselhos?

Certa vez, quando eu era ainda bem jovem, tanto de idade como de convivência na casa de Deus, ouvi uma jovem irmã dizer a todos: "Se não temos prazer de passar uma hora ou duas na igreja, orando, louvando e adorando a Deus, como poderemos passar a eternidade com Ele no Céu de glória? Seria melhor não desejar estar lá!

Queridos, não existe nada que nos dê mais regozijo do que buscar a presença de Cristo e com Ele conversar. Nesse momento lhe contamos sobre nossas dúvidas, dificuldades, alegrias e tristezas, sonhos almejados, e tudo o mais que nos envolve a cada dia. Quando deixamos aquele lugar de
oração, sentimo-nos renovados, restaurados, edificados e fortalecidos para enfrentar os possíveis problemas do caminho.

Em nossas casas podemos orar por nós e por nossa família, mas na igreja, junto com os demais irmãos, conheceremos todas as necessidades e poderemos interceder unidos por todos.

Não deixe que as reuniões de oração acabem. Seja o primeiro a chegar lá.

REFLEXÃO: “Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25)

Como eu amo a tua Lei!

(adaptado do texto do Pr. Ricardo Gondim)

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Aconteceu num feriado. O sol já caminhava na metade do seu percurso quando preguiçosamente resolvi sair da cama. Sem coragem de tomar um ônibus para ir à praia, optei ficar em casa e ler.
Fui até a estante, sempre abarrotada e sempre empoeirada, querendo um livro que me servisse de companhia naquele dia, que eu supunha sem importância. A Bíblia de capa preta se sobressaiu; parecia pedir-me que a escolhesse. Eu já tentara ler a Bíblia, mas nunca consegui atravessar seu quarto livro, Números. Aquelas estatísticas intermináveis me faziam cochilar. Hesitei, mas parecia que duas mãos se estendiam do dorso, suplicando que eu a pegasse. Aquiesci e elegi o tomo negro.

Adolescente, eu não cogitava grandes mudanças de vida. Ledo engano: depois daquele dia jamais seria o mesmo. Deitei-me e comecei a folheá-la; lembrei que meus amigos crentes haviam me aconselhado a ler o Novo Testamento. Abri em Mateus e em poucos minutos cheguei ao Sermão do Monte. Cada versículo alongava-se das páginas como um punhal, lacerando minha alma. As verdades proferidas pelos lábios de Jesus me encurralaram. Mateus 7.13-14 levou-me a nocaute: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram”. Assim, no começo da tarde, com a porta trancada, ajoelhado e resoluto, assumi um compromisso de seguir a Jesus Cristo por essa vereda estreita.

Desde aqueles verdes anos procurei referenciar minha vida neste livro magnífico. Tentei estudá-la; meditei em seus versículos em minhas horas tranqüilas; fiz palestras e sermões em suas verdades. Mas sinto que ainda não consegui chegar às margens da profundidade do conhecimento e sabedoria da Palavra de Deus. Quanto mais me detenho em seus ensinos, maior é meu espanto, meu maravilhamento.

A Bíblia é uma coletânea de livros com a história de pessoas, famílias, nações e, sobretudo, a linhagem do Messias. Fascinam-me os relatos milenares do comportamento humano nas crônicas, a sabedoria popular dos provérbios, a indignação dos profetas, as orações dos Salmos e a sistematização de verdades eternas das epístolas. Alguns detalhes da Bíblia me deixam admirado. Ela nunca foi homogeneizada pelo poder eclesiástico. As histórias de seus heróis não foram retocadas. Assim, sabe-se que o patriarca Abraão mentiu e agiu impensadamente em diversas ocasiões; que Moisés, o homem mais manso que o mundo conheceu, irou-se; que Davi, o mais amado rei em Israel, adulterou e ainda tramou o assassinato de um soldado leal. A Bíblia não mascara que a igreja primitiva teve de aprender a conviver com pontos de vista distintos — Pedro e Paulo travaram debates ríspidos sobre usos e costumes; as igrejas plantadas no primeiro esforço missionário tinham idiossincrasias seriíssimas — a igreja de Corinto chegou a vulgarizar o sacramento da Eucaristia.

Ao contrário de outros livros sagrados, a Bíblia não alega ter sido ditada ou psicografada. Em 2 Pedro 1.21, o apóstolo reconhece que sua origem é divina, mas respeita a singularidade dos autores: “Pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens santos falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo”. O conceito teológico para sua “inspiração” significa que Deus respeitou a liberdade e as ambigüidades humanas, permitindo até possíveis contradições dos relatos históricos. Diante de circunstâncias diversas, os autores demonstraram que a revelação das verdades eternas podia se dar dentro de contextos geográficos, sociais e culturais distintos.

Contudo, a maior grandeza da Bíblia vem da encarnação. A chegada do Messias, seu breve tempo de vida na terra, seu curtíssimo ministério fazendo o bem e anunciando a chegada do reino de Deus, sua morte e ressurreição, constituem-se na mais alvissareira notícia já impressa. Até Jesus Cristo vir, Deus resumia-se a uma especulação filosófica ou religiosa. Os gregos afirmavam que, assim como um pássaro não pode voar até o infinito, os seres humanos, mortais, jamais poderiam alcançar a divindade eterna. No cristianismo, Deus fez o caminho inverso. “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

A singularidade da Bíblia vem da encarnação de Jesus. O filho de Maria fez Deus conhecido da humanidade. Paulo ressalta essa verdade em sua carta aos colossenses (Cl 2.9): “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Em João 14.8-9, Felipe pediu a Jesus o que toda a humanidade mais deseja: uma revelação completa de Deus: “‘Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta’. Jesus respondeu: ‘Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: Mostra-nos o Pai’?” Todas as vezes que ouço a Bíblia sendo exposta, sei que suas verdades brilharão como feixes de luz, guiando o viajante pelas tortuosas estradas da vida, pois o Salmo 119.105 afirma: “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”.

Quando encontro alguém arqueado de culpa, gosto de recomendar o Evangelho de João. Qualquer um pode se colocar no diálogo entre Jesus e uma mulher prestes a ser apedrejada: “‘Mulher, onde estão eles [os seus acusadores]? Ninguém a condenou?’ ‘Ninguém, Senhor’, disse ela. Declarou Jesus: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado’” (Jo 8.10-11).

Passados milênios desde que a Bíblia Sagrada foi escrita, estudiosos se revezam tentando analisá-la, mas ela permanece um mistério. E diante do mistério reconhece-se a limitação humana. Razão e método não abrangem todo o “conselho de Deus”. Por isso, Paulo afirmou em Romanos 11.33-36: “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém”. Neste mundo sedento de esperança, a Bíblia pode tornar-se um manancial de vida, desde que volte a ser o livro de cabeceira que alimenta a vida devocional e o alicerce dos princípios que nortearão as decisões do dia-a-dia.

Soli Deo Gloria.

REFLEXÃO: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável” (Provérbios 28:9)

Você convive com Deus?

(adaptado do texto de Laerte Júnior)

“Orai sem cessar” (I Tessalonicenses 5:17)
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Sabemos que intimidade é algo que depende das duas partes. Não basta somente Deus buscar ser íntimo do homem, o homem também tem que buscar intimidade com Deus. Mas, como ter esta intimidade?

Quando conhecemos uma pessoa, já no primeiro dia não contamos a ela toda a nossa vida, todos os nossos sonhos, ou os nossos segredos mais profundos. Por que? Porque ainda não estamos íntimos com esta pessoa. Mas, se o tempo passar e todos os dias conversarmos um pouco e formos nos conhecendo mais e mais, chegará um momento em que teremos confiança um no outro para contar tudo o que passa em nosso interior.

Podemos então afirmar que intimidade, vem com convivência. Nós não podemos ser íntimos de uma pessoa com a qual conversamos raramente e de forma superficial.

Com Deus funciona da mesma forma, como podemos dizer que somos íntimos de Deus se mal conversamos com Ele? Ou se falamos, apenas coisas superficiais. Aquelas orações diárias e "obrigatórias" que fazem o "currículo" de todo crente - orar ao acordar, orar no momento das refeições e na hora de dormir, que absolutamente não fazem de ninguém uma pessoa íntima de Deus. Deus é nosso melhor Amigo, e como tal, precisamos ter intimidade de tal forma que O conheçamos pelo menos do mesmo jeito que conhecemos com detalhes um grande amigo aqui na terra. Você tem um grande amigo com quem compartilha idéias? Vocês se falam sempre ou só de vez em quando? Você sabe o que ele mais gosta de fazer? Sabe os lugares que ele gosta de frequentar? Sabe o estilo de música que ele gosta de ouvir? Pois é, com Deus é a mesma coisa - é impossível conhecê-Lo sem conviver com Ele... orando e estudando Sua palavra!

E é exatamente isto que Deus tem buscado no homem, intimidade, Ele quer que passemos um tempo diário com Ele, como Adão passava antes de sua queda, Ele quer que contemos os nossos desejos, sonhos e segredos mais profundos. Mas será que Ele já não sabe disso tudo? Você pode estar se perguntado, sim, Ele sabe, mas tem prazer em nos ouvir e falar conosco, porque da mesma forma que quer ouvir os nossos segredos, quer também ter a oportunidade de compartilhar conosco os Seus sonhos, planos, e os desejos mais profundos do coração dEle.

Você quer conhecer os planos de Deus pra sua vida... então seja íntimo dEle!

Devemos pedir a Deus orientação espiritual, para sabermos verdadeiramente se o nosso desejo é o mesmo dEle para conosco, para que possamos sempre viver na vontade dEle, e não na nossa, que vem da "carne".

Precisamos crer mais; crer que DEUS é verdadeiramente nosso Amigo, que Ele nos ouve, que Ele pode conversar conosco por este canal incrível, ilimitado em poder: a oração.

Talvez seja difícil de acreditar, mas só estando na Sua presença, compartilhando idéias a todos momentos e fazendo a Sua vontade, sentiremos verdadeiramente o som da Sua voz.

REFLEXÃO: “Ó tu que ouves a oração! a ti virá toda a carne” (Salmos 65:2)

ALELUIA!

(Adaptado do texto de Vernon C. Grounds)

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6)

O compositor alemão George F. Handel estava falido quando em 1741 um grupo de instituições de caridade de Dublin (Irlanda) lhe ofereceu o encargo para escrever uma obra musical. Tratava-se de uma peça para uma apresentação beneficiente, a fim de levantar fundos para libertar homens endividados da prisão. Ele aceitou a comissão e entregou-se a um trabalho incansável para escrever a peça.

Em apenas 24 dias, Handel compôs a sua obra sublime conhecida como Messias. É sua mais famosa criação e está entre as mais populares obras corais da literatura ocidental. Numa das partes do oratório, que narra a vida de Jesus Cristo, aparece também a famosa "Aleluia de Handel". Durante aquele tempo, ele não saía de casa e muitas vezes ficou sem comer. Em determinado momento, um empregado encontrou-o chorando sobre sua partitura em desenvolvimento.

Handel era um cristão calvinista devotado, e ao recontar sua experiência, certa vez escreveu: "Se estava em meu corpo ou fora de meu corpo quando escrevi a peça, eu não sei. Deus o sabe", certamente fazendo alusão às palavras de Paulo em II Coríntios 12:2. Mais tarde ele também disse: "Eu pensei que vi todo o céu diante de mim e o próprio e grande Deus".

O apóstolo Paulo neste capítulo fala modestamente da sua experiência de visão onde havia sido arrebatado até o "terceiro céu" (Paraíso de Deus), ou até a presença do Senhor. Lá esteve em contato com o próprio Deus e ouviu palavras que não fora permitido ser reveladas... tamanho privilégio e oportunidade.

Neste contexto, fico imaginando os pensamentos de Paulo pela especial honra de ter tido acesso a presença divina. Certamente adorou e louvou a nosso Deus com TODAS AS SUAS FORÇAS neste momento tão especial.
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Você sabia que "louvai ao Senhor" é o significado resultante da transliteração da palavra hebraica "halleluya"?

"O Coro do Aleluia", o coro que louva "o Senhor dos senhores" continua sendo extremamente conhecido em nosso meio mesmo nos dias de hoje. É uma música que mexe com a minha alma sempre que a ouço, e sei que isto também acontece com você. Mas asseguremo-nos que faremos mais que ressoar aquela música magnífica. Vamos abrir nossos corações em fé, em adoração e louvores profundos, com todas as nossas forças, pelo Messias prometido no livro de Isaías (9:1-7). Ele esteve entre nós. Ele viveu uma vida de devoção e de total dependência do Pai. Ele venceu. Aleluia!!!

REFLEXÃO: "Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém. Louvai ao SENHOR [aleluia]" (Salmo 106:48).

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