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Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã

O que é, e qual é o propósito do Documento

Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.

A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”.

Segue abaixo o documento na íntegra:

Introdução

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece a importância do sacrifício de Cristo na cruz como o preço pago pela nossa salvação. Deus, em Seu infinito amor pelo mundo, “deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Ele “prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8), e nos convida a aceitar esse sacrifício de amor, a entregar-Lhe totalmente a vida e a nascermos de novo em Cristo (Jo 3:3-15).

A pessoa que passou por essa experiência com Jesus deve agora andar em “novidade de vida”, entregando-Lhe todo o seu ser e todos os aspectos de sua vida (Rm 6:1-11). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17). Uma vida renovada leva o cristão a um alto padrão de comportamento através de um estilo de vida que O glorifique e que evidencie publicamente a fé e o compromisso que ele tem com Cristo Jesus. Dois ensinos bíblicos fundamentam a importância do estilo de vida para o cristão adventista: 1) a restauração da imagem de Deus no ser humano; e 2) a missão profética específica da Igreja Adventista no final dos tempos.

A restauração da imagem de Deus. Segundo as Escrituras, o ser humano foi criado à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1:26, 27). Essa realidade foi manchada pelo pecado (Gn 3). Desde a queda, no entanto, Deus tem trabalhado pela restauração plena dessa imagem no ser humano (Rm 8:29; 1Co 15:49; 2Co 3:18; Ef 4:22-24; Cl 3:8-10) através da redenção em Cristo Jesus e da atuação do Espírito Santo na vida e mente daqueles que respondem positivamente ao Seu convite à salvação (Jo 1:12, 13; 3:3-16). Nesse processo de restauração, Deus chama Seus filhos a um reavivamento e reforma através do compromisso com a santidade. “Sede santos porque Eu sou santo” (Lv 11:44, 45; 19:2; 20:26); “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48).

Essas exortações bíblicas são muitas vezes mal-interpretadas e usadas como base de um legalismo exigente e frio, comumente denominado de perfeccionismo. No entanto, no Sermão da Montanha (Mt 5:43-48), Cristo deixou claro que “ser santo” e “ser perfeito” como Deus, é ser um canal divino de Sua graça, amor e bondade aos seres humanos. O cristão torna-se um canal de Deus ao amar sinceramente todos os indivíduos com quem ele se relaciona, orando por eles e ajudando-os, mesmo sendo seus inimigos ou aqueles que o perseguem.

O chamado do cristão é imitar a Deus em todos os aspectos de sua vida (1Pe 1:13-16). Para que isso seja possível, Deus concede aos Seus filhos o Espírito Santo, o Consolador, que opera na mente e coração dos seres humanos, envolvendo o cultivo de atributos internos (amor, bondade, compaixão, justiça, verdade, pureza, honestidade, responsabilidade, altruísmo, etc.) e externos (modéstia, decência, temperança, boas obras, etc.). Esses atributos representam a restauração do caráter divino evidenciado pelo fruto do Espírito na vida dos filhos de Deus (Rm 12:1-13:14; Gl 5:16-26; Ef 4:17-5:21; Cl 3:1-17; 1Ts 4:1-12; 1Tm 2:8-3:13). A missão profética da Igreja Adventista.

O segundo ensino bíblico que realça a importância de um estilo de vida consagrado a Deus é a missão específica da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Desde seus primórdios, os Adventistas do Sétimo Dia se consideram um movimento profético, com a missão especial de preparar um povo para a Segunda Vinda de Jesus. Esse movimento foi profetizado em Isaías 40:1-5, como a “voz do que clama no deserto” preparando o caminho do Senhor; em Isaías 58:12, como o “reparador de brechas e restaurador de veredas” que restabeleceria verdades bíblicas esquecidas, entre as quais a santificação do sábado; em Malaquias 4:4-6, como o Elias que antecederia a vinda do Messias. Seu cumprimento foi predito em Apocalipse 14:6-12, com a tríplice mensagem angélica pregada nos últimos dias da história humana pelos “santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.

A missão da Igreja Adventista é a mesma de João Batista — preparar um povo para a vinda de Jesus, e ambos são objetos das profecias específicas de Isaías 40 e Malaquias 4. João Batista é, portanto, um modelo profético da Igreja Adventista, e grande ênfase é dada ao seu estilo de vida, especialmente em relação à comida, bebida e vestimenta (Mt 3:4; Mc 1:6; Lc 1:15). Isso pressupõe que um estilo de vida específico, ordenado por Deus, é um aspecto importante no cumprimento da missão do mensageiro profético que prepara a vinda do Senhor.

Recomendações

Com base nessa percepção das verdades bíblicas, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma seu compromisso com um estilo de vida cristã que represente seu chamado e sua missão diante do mundo e que seja uma resposta de coração à graça e ao amor de Deus. E, com o propósito de aconselhar e incentivar seus membros a crescerem na fé, a aprofundar sua experiência com Deus e a avançar no cumprimento da missão evangélica, faz as seguintes recomendações:

1. Vida de santificação

O cristão é chamado a consagrar a Deus todos os aspectos de sua vida. Como está escrito: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:13-16). Ao fazer a vontade do Mestre, “precisamos chegar ao ponto de reconhecer plenamente o poder e a autoridade da Palavra de Deus, quer ela concorde ou não com nossas opiniões preconcebidas. Temos um perfeito livro-guia. O Senhor nos falou a nós; e, sejam quais forem as consequências, devemos receber Sua Palavra e praticá-la na vida diária. De outro modo estaremos escolhendo nossa própria versão do dever e fazendo exatamente o oposto daquilo que nosso Pai celestial nos mandou fazer” (Ellen G. White, Manuscrito 148, 1902; ver Medicina e Salvação, p. 255, 256).

2. Crescimento espiritual

A santificação implica um contínuo processo de crescimento espiritual pela graça de Deus em Jesus, através da comunhão pessoal com Ele pelo estudo da Bíblia, pela prática da oração e pelo testemunho pessoal. O alvo é chegar “ao pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado ao outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:13-15). “Muitos têm a ideia de que devem fazer sozinhos parte do trabalho. Confiaram em Cristo para o perdão dos pecados, mas agora procuram por seus próprios esforços viver retamente. Mas qualquer esforço como este terá de fracassar. Diz Jesus: ‘Sem Mim nada podereis fazer’ (Jo 15:5). Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 69).

3. Pureza moral

Todo filho e filha de Deus deve conservar puros o coração e a mente (Sl 24:3, 4; 51:10), seguindo o modelo de Cristo: “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro.” (1Jo 3:3). O cristão deve evitar e rejeitar tudo que possa poluir sua mente e sua vida, levando-o a pecar. Duas exortações de Paulo servem para nortear suas escolhas: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); “Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8).

4. Recreação e mídia

Seguindo o princípio da pureza moral, o cristão deve evitar livros e revistas, programas de rádio, televisão, internet ou qualquer outro tipo de mídia, jogos ou equipamentos modernos cujo conteúdo possa poluir sua mente e coração. Deve-se evitar tudo que induza ao mal e promova violência, desonestidade, desrespeito, adultério, pornografia, vícios de toda sorte, descrença, uso de palavrões e linguagem obscena, entre outras coisas. O cristão não pode conformar-se aos valores comuns de um mundo profundamente corrompido pelo pecado, mas deve ser transformado pelo Espírito, renovando sua mente a fim de experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2; ver também 1Jo 2:15-17). Certos lugares públicos de diversão tais como estádios esportivos, teatros e cinemas, em sua programação habitual, são inapropriados para o cristão adventista. Vários fatores contribuem para essa avaliação negativa por parte da Igreja, dentre eles:
  • a falta de controle sobre o conteúdo que é apresentado ou o evento que está ocorrendo;
  • a psicologia de massa que muitas vezes leva alguém a seguir em uma direção que de outro modo não o faria;
  • o fato de todo o ambiente ser planejado para potencializar o impacto sobre o indivíduo e sua mente, facilitando a aceitação, geralmente imperceptível, de ideias e valores contrários à fé cristã;
  • o tempo e os recursos financeiros gastos nessas diversões que poderiam ser utilizados para outros fins mais condizentes com a fé e os propósitos de vida de um cristão;
  • o testemunho negativo que a frequência a esses lugares pode deixar na mente de membros e não membros da igreja. O conselho de Ellen White aos jovens acerca do teatro, no seu tempo, parece ainda mais pertinente hoje para todos os lugares de diversão: “Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios. [...] O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo das bebidas alcoólicas se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é abster-nos de ir ao teatro, ao circo e a qualquer outro lugar de diversão duvidosa” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 380).
A dança e os ambientes sociais como boates e outras casas noturnas são contrários ao princípio da pureza cristã, uma vez que excitam as paixões humanas, a luxúria e sedução. A dança é ainda comumente acompanhada do estímulo ao uso de bebidas alcoólicas, de drogas, da prática de violência e comportamento desenfreado. Sua promoção e prática não se harmonizam com os princípios cristãos adventistas, nem mesmo em um contexto particular, residencial, ou em atividades espirituais e sociais realizadas pela igreja.
A recreação através da música, seja ela religiosa ou não, também deve passar pelos critérios bíblicos da glorificação a Deus e qualidade do material em questão. Uma discussão detalhada desse assunto tão importante aparece nos documentos: “Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música”; e “Orientações com Relação à Música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul”, que você acessa clicando aqui.

5. Vestuário.

O vestuário cristão é claramente orientado nas Escrituras pelo princípio da modéstia e da beleza interior que implicam bom gosto com decoro. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que os princípios acerca do vestuário que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 10 e 1 Pedro 3:3 e 4, em relação às mulheres cristãs, se aplicam tanto a homens como a mulheres. O cristão deve se vestir com modéstia, decência, bom-senso, evitando a sensualidade provocativa tão comum da moda, e sem ostentação de “ouro, pérolas ou pedras preciosas, ou vestuário dispendioso” (1Tm 2:9).

Esse princípio deve aplicar-se não apenas a roupas, mas a todas as questões que envolvem a aparência pessoal e seus enfeites. Tudo deve evidenciar a riqueza do “homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” (1Pe 3:4). “O caráter de uma pessoa é julgado pelo aspecto de seu vestuário. Um gosto apurado, um espírito cultivado, revelar-se-ão na escolha de ornamentos simples e apropriados. [...] É justo amar e desejar a beleza; Deus, porém, deseja que amemos e procuremos primeiro a mais alta beleza – aquela que é imperecível. As mais seletas produções da perícia humana não possuem beleza que se possa comparar com a beleza do caráter, que à Sua vista é de grande preço” (Ellen G. White, Educação, p. 248, 249).

6. Joias e ornamentos

Os princípios bíblicos da modéstia e da beleza interior, que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 1 Pedro 3:3, deixam bem claro que o cristão deve abster-se do uso de joias e de outros ornamentos, como bijuterias e piercing, e de tatuagens (Lv 19:28). Segundo a exortação bíblica, o cristão deve levar uma vida simples, sem ostentação, evitar despesas desnecessárias e estar livre do espírito de competição tão comum na sociedade. Esses princípios se aplicam às joias ornamentais. As joias funcionais, usadas segundo o contexto sociocultural, também devem seguir os mesmos princípios. Para o cristão, a autoestima e a valorização social estão fundamentadas no fato de o ser humano ter sido criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27); de cada individuo ser dotado de dons e talentos que lhes são únicos (Mt 25:14-29); e, sobretudo, por ele ter sido resgatado do pecado pelo mais alto preço possível no Universo, o precioso sangue de Cristo (1Co 6:20).

A busca de autoestima e valorização social por meio do uso de joias ou ornamentação externa conflita com a profunda experiência cristã que Deus deseja para Seus filhos e filhas (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Apesar de vários personagens bíblicos terem usado joias, o texto bíblico deixa claro que o seu abandono caracteriza um movimento de total reavivamento e reforma espiritual do povo de Deus (Gn 35:2-4; Êx 33:5, 6). É nesse contexto de reforma e reconsagração que os apóstolos Paulo e Pedro apontam a norma a ser seguida pelos discípulos de Cristo. Para os Adventistas do Sétimo Dia, essa norma deve ser ainda mais relevante, visto que nossa missão como o Elias profético nestes últimos tempos significa também simplicidade no vestuário (Mt 11:7-10; Mc 1:6; Lc 7:24-27). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).

7. Sexualidade humana

A sexualidade humana é apresentada na Bíblia como parte da imagem de Deus na humanidade (Gn 1:27), e foi planejada por Deus para ser uma bênção ao gênero humano (Gn 1:28). Desde o princípio, Deus estabeleceu também o contexto em que ela deve ser exercida – o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2:18-25; Hb 13:4). A Bíblia deixa claro que a sexualidade deve ser exercida com respeito, fidelidade, amor e consideração pelas necessidades do cônjuge (Pv 5:15-23; Ef 5:22-33).

O fiel adventista deve evitar também o jugo desigual, relacionando-se afetivamente e unindo-se em matrimônio somente com alguém que compartilhe sua fé (2Co 6:14, 15). As Escrituras claramente classificam como pecado as diferentes formas de sexo fora das diretrizes divinas, como:
  • o sexo pré-marital e a violência sexual (Dt 22:13-21, 23-29);
  • o adultério ou sexo extraconjugal (Êx 20:14; Lv 18:20; 20:10; Dt 22:22; 1Ts 4:3-7);
  • a prostituição, feminina ou masculina (Lv 19:29; Dt 23:17);
  • a relação com pessoas da mesma família ou crianças (Lv 18:6-17; 20:11, 12, 14, 17, 19-21);
  • a relação entre pessoas do mesmo sexo (Lv 18:22; Lv 20:13; Rm 1:26, 27);
  • o travestismo (Dt 22:5);
  • e a relação sexual com animais (Lv 18:23; Lv 20:15, 16).
As Escrituras também condenam:
  • o assédio sexual (Gn 39:7-9; 2Sm 13:11-13);
  • o exibicionismo sensual (Ez 16:16, 25; Pv 7:10, 11);
  • manter pensamentos e desejos impuros (Mt 5:27-28; Fp 4:8);
  • a impureza e os vícios secretos, como a pornografia e a masturbação (Ez 16:15-17; 1Co 6:18; Gl 5:19; Ef 4:19; 1Ts 4:7).
O argumento comum de que muitos desses comportamentos sexuais não eram aceitos na antiguidade, quando a Bíblia foi escrita, mas que hoje são socialmente aceitos e, portanto, podem ser até mesmo praticados pelos cristãos, demonstra falta de conhecimento da realidade entre os povos vizinhos do antigo Israel. O próprio texto bíblico é bem claro nessa questão. Levítico 18 diz que essas práticas eram comuns e aceitas no Egito e, mais ainda, na terra de Canaã (Lv 18:3, 24, 25, 27).

Deus condenou essas práticas, apesar de serem aceitas na antiguidade. Os israelitas deveriam viver segundo outro modelo de comportamento sexual, ou seja, o que está explícito nos mandamentos de Deus (Lv 18:4, 5, 26, 30). No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm sucumbido em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13); “não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6). “Os que põem em Cristo a confiança não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar contra o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer mediante o poder que Ele está disposto a nos comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).

8. Saúde

O corpo humano é o templo do Espírito Santo e o cristão deve glorificar a Deus em seu corpo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20; 10:31). O cuidado do corpo e da saúde faz parte da restauração da imagem de Deus no homem: “Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na Sua palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 114, 115).

Em Sua Palavra, Deus deu orientações claras acerca de comida (Gn 1:29; 3:18; 7:2; 9:3, 4; Lv 11:1-47; 17:10-15; Dt 14:3-21) e bebida (Lv 10:9; Nm 6:3; Pv 20:1; 21:17; 23:20, 29-35; Ef 5:18). A dieta vegetariana é o ideal de Deus para o ser humano (Gn 1-3) e também a abstinência de qualquer tipo de bebida alcoólica e de tudo que seja prejudicial à saúde humana, como bebidas cafeinadas e drogas (Êx 20:13; 1Co 3:17; 6:19; 10:31). As boas coisas que Deus criou para o ser humano devem ser usadas com equilíbrio e sabedoria (Pv 25:16, 27). As coisas más devem ser totalmente evitadas.

Alimentação adequada e abstinência de tudo que é prejudicial à saúde são dois dos oito remédios naturais que Deus prescreveu para a manutenção de uma vida saudável e equilibrada e para a cura de muitas doenças e sofrimento: “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino – eis os verdadeiros remédios. Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios terapêuticos naturais e da maneira de aplicá-los. [...] Aqueles que perseveram na obediência à suas leis ceifarão galardão em saúde de corpo e de alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 127).

Conclusão

As recomendações apresentadas neste documento são conselhos e orientações a serem seguidos com oração, como resultado de profundo relacionamento pessoal com Deus, na busca de Suas verdades e de Sua presença na primeira hora de cada dia. Elas não devem ser usadas como um elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal. A Palavra de Deus e os conselhos divinos que nos foram transmitidos pelo ministério profético de Ellen G. White nos exortam, como Adventistas do Sétimo Dia, a viver um estilo de vida que seja uma resposta de amor à bondade, à graça e ao infinito amor de Deus por nós. O fruto do Espírito deve permear todas as dimensões do nosso viver, proporcionando equilíbrio entre os aspectos interiores do ser e os exteriores do fazer. O resultado disso será nossa própria felicidade e bem-estar, e o desenvolvimento da nossa salvação em todos os aspectos desejados por Deus. E, por fim, estaremos lançando uma das bases fundamentais para o cumprimento de nossa missão profética, esperando em breve ouvir dos lábios do próprio Jesus: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).

O dono do prego

(por Craig B. Larson)

Um velho pastor do Haiti falou da necessidade de compromisso com Cristo assim: Ele contou a história de um homem que queria vender sua casa por $2,000.

Outro homem queria muito comprar aquela casa. Mas, porque ele era pobre, não conseguia pagar o preço pedido. Depois de muita negociação o dono da casa concordou em vendê-la pela metade do preço.

Ele só tinha uma ressalva: ele continuaria como dono de um prego cravado na parede acima da porta da casa.

Depois de alguns anos, o dono original quis comprar sua casa de volta. Mas, o novo morador não concordava em vender. Então, o dono original saiu pela estrada, achou o cadáver de um cachorro e o pendurou na parede pelo prego que lhe pertencia.

Em pouco tempo, a casa ficou insuportável, e a família foi obrigada a vendê-la de volta ao dono original.

A conclusão do pastor Haitiano foi a seguinte: “Se nós deixamos o Diabo com apenas um pequeno prego nas nossas vidas, ele voltará e pendurará seu podre lixo lá, deixando as nossas vidas insuportáveis para Cristo habitar.”

Você tem um prego daqueles na sua vida? Há algum pecado ou hábito predileto que você ainda não entregou a Jesus? Alguma “fraqueza de estimação” que você ainda não aniquilou?

Pode ter certeza, Satanás irá voltar. O dono daquele prego, daquele pecado ou hábito predileto irá aparecer, mais cedo ou mais tarde. Você compreendeu que ele é dono, não só daquele pecado, mas, do pedaço da sua vida onde estiver cravado?

Ele vai usar aquela coisa pequena, aquele prego para estragar tudo que você está tentando construir de bom. E, no final, ele vai levar tudo o que você tem.

Será que foi por isso que Paulo usou linguagem tão severa ao falar de alguns pecados que eram apenas “desejos”? “ Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria...” – Colossenses 3:5 E ainda assim: “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” – Gálatas 5:24

Tem algum prego do inimigo cravado lá no seu quarto? No seu escritório? No seu computador? No seu coração? O que falta para você dizer ao inimigo da sua alma que sua vida tem um dono só?

Não é fácil. É preciso um compromisso radical. Mas, é possível com a ajuda de outros que travaram a mesma luta.

Fonte: Iluminalma

Árvores Altas

(Pr. Paulo Barbosa)


"Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha" (Lucas 6:47, 48).

Quando uma tempestade cai violentamente sobre um determinado local, atinge furiosamente tudo que encontra no caminho. As árvores sentem a força dos ventos, balançam e se curvam sob o poder da tormenta. Todas as árvores sentem a força dos ventos, mas, as mais altas árvores são as que sentem mais. A árvore mais alta que permanece sente a força dos ventos mais do que todas as demais.

Muitas vezes questionamos o fato de passarmos por angústias e sofrimentos durante a nossa vida. Achamos que, pelo fato de sermos cristãos fiéis ao Senhor, não deveríamos ter que suportar tantas lutas e batalhas. Mas, não será exatamente por isso que somos atacados? Não será exatamente por sermos "árvores mais altas" que somos mais facilmente atingidos pelos ventos e turbulências deste mundo? Não será por causa de nossa firmeza espiritual e capacidade de aguentar as aflições que Deus permite tais lutas?

O Senhor nos advertiu que "no mundo teríamos aflições", mas, ao mesmo tempo, garantiu-nos que estaria ao nosso lado e que seríamos vitoriosos.

A casa firme na rocha também sofre ação dos ventos, como a que está construída na areia. Porém, uma cai e a outra permanece. As árvores pequenas, inexperientes, fracas na fé, não são capazes de resistir os ventos dos problemas. E, fracas, ao caírem, têm muito mais dificuldade em levantar-se novamente. O que Deus quer dizer para nós, quando permite que sejamos submetidos às intempéries deste mundo, é que sabe que estamos preparados para enfrentar os ventos. Podemos balançar, podemos nos curvar, mas, por fim, os ventos passarão e estaremos ainda de pé. Ele é a nossa força e nesta força seremos vencedores.

Você é uma "árvore alta" ? Saiba que os problemas acabarão e você permanecerá firme.



Compromisso

"E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. 
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. 
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. 
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. 
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus" (
Lucas 9:57-62)

Muitas academias de ginástica esperam que, a cada janeiro, se matricule um grande número de pessoas que virão apenas algumas vezes. Elas não se importam se as pessoas pagam a taxa e nunca voltam. Mas, o instrutor Jesse Jones usa a abordagem oposta. Se você se inscreve e não comparece, ele encerra sua participação. Jones diz: “Poupe seu dinheiro. Volte daqui a alguns meses, quando tiver certeza. Minha paixão não é por outro pagamento de trimestre […] estamos tornando as pessoas responsáveis por atingirem seus objetivos”.

Em Lucas 9:57-62, encontramos três pessoas que disseram a Jesus que desejavam segui-lo e todas receberam o que parecem ser respostas duras do Senhor: “… o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lucas 9:58). “… Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos…” (Lucas 9:60). “… Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus…” (Lucas 9:62). A cada uma delas, Jesus declarou o sacrifício e o comprometimento necessários para tornar-se Seu discípulo.

Um homem que admiro como dedicado e sensível seguidor de Cristo diz que os cristãos necessitam estar “prontos para comprometimento e mudança radicais”. O Senhor nos chama não apenas para deixar o "status quo", mas também para levar a sério esse chamado, seguindo-O.

Pensamento: "Seguir Jesus exige tudo de nós".

Sermão - Mudando de Rumo


Início do Sermão: 56'

Sermão - A Verdadeira Conversão

O Preço do Mundanismo

(Pr. Cirino Refosco)

"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR." (Gênesis 13:10-13)

Mundano é um termo bem conhecido dos crentes. Os incrédulos pouco conhecem tal expressão. Nós sabemos que mundano é aquele que participa dos pecados e prazeres do mundo. É aquele que se corrompe com o mundo. Mas porque os crentes usam esta expressão? Para sabermos o que este termo significa, precisamos antes conhecer o termo “Igreja”. Se não houvesse igreja não haveria mundanismo.

EKKLESIA – Um grupo daqueles que foram chamados para fora. Separados para Deus. A igreja é formada pelos santos. Santo tem o sentido de separado, diferente.

Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido da igreja e nos misturamos com o mundo. E os irmãos hão de convir comigo que a igreja de nossos dias está perdendo seu verdadeiro sentido, pois onde está a separação? Onde a diferença? A igreja primitiva crescia porque era caracterizada pela separação do mundo, pela diferença dos incrédulos e persuadia pela diferença.

Há quem pense que precisamos nos misturar com o mundo para ganhá-lo para Cristo – essa filosofia é diabólica. Jamais ganharemos o mundo nos tornando parecidos com ele. Não podemos nos esquecer que somos filhos de Deus – e não podemos fazer as mesmas coisas que fazem os filhos do diabo (palavras, vestes, caráter,etc).

Queremos baseados na vida de Ló, falar sobre o preço do mundanismo, pois é esse um assunto atual e que penetra em nossas igrejas:

I – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FELICIDADE.

Pelo que aprendemos na Bíblia, Ló era um tipo mundano e ambicioso. Ele era independente do tio, tinha seus próprios rebanhos, e servos. A contenda começou com os pastores e chegou até Abraão.

Abraão era um tipo manso. O qual disse: “Não está toda terra diante de ti? Se escolheres para a direita irei para esquerda”.

Eu não entendo o que Ló estava fazendo junto com Abraão! Deus chamara apenas Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão, que é regada por muitos riachos e de uma fertilidade assombrosa. Ló teve oportunidade para prosperar, mas sua escolha converteu-se em maldição. Uma vez foi levado cativo e outra teve que correr para salvar a vida, e isso graças a intercessão de Abraão.

O pobre Ló foi enganado pela vista, mudando continuamente de lugar chegou a corrupta cidade de Sodoma onde se estabeleceu e parece – casou-se, chegando a ocupar lugar de destaque.

Na experiência de Ló encontramos uma grande ilustração do preço que o crente tem que pagar quando se afasta de Deus para seguir os vagos prazeres deste mundo.

A Bíblia diz que o povo era corrupto e devasso, e Ló ficou lá, afligindo sua alma, mas sem sair do lugar. Triste exemplo de um homem que só busca os interesses deste mundo.

O apóstolo Pedro na 2ª carta 2:7, 8 diz: “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia)”. Não conheço um crente mundano que seja feliz, realizado.

Vocês podem me apresentar um? Creio que não. Antes vivem reclamando, insatisfeitos e deprimidos. Preocupo-me muito quando vejo crentes tristes. Ló era um crente mundano, e por isso vivia aflito “afligindo sua alma”.

Então vemos que o preço do mundanismo é a perda da felicidade.

Não conheço sua vida. Mas pergunto: Você é feliz (como crente, esposo, filho, pai)? Analise sua vida, quem sabe és mundano como Ló.

Rei Davi – Urias – Bete-Seba. Salmo 51 – Qual foi o preço do mundanismo deste rei? A perda da felicidade (51:12).

II – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DO PODER NO TESTEMUNHO.

É difícil dar testemunho daquilo que não temos e não somos. Ló não tinha poder no seu testemunho. Mesmo tendo uma posição elevada naquela cidade, o povo continuava corrupto. Ele não influenciou as pessoas, mas foi influenciado. Creio que Deus só o livrou pela intercessão de Abraão. Como Abraão insistiu: Se houver 50; 45, 40. 30, 20, 10 justos.

Deus enviara 2 anjos para tirar Ló, mas ele estava cego e não percebeu que eram vindos de Deus. O crente mundano não vê as coisas de Deus. Vejamos o exemplo de Balaão (dinheiro estava em jogo, a jumenta via o anjo e desviava – Balaão não via nada) 18 (3 vezes) Nm.22 – Se tornou mundano.

O crente mundano não tem poder no testemunho. Não influencia as pessoas com quem vive. Não ganha almas para Cristo.

Vejamos o exemplo de Sansão: A vida dele antes de se tornar mundano era conhecida, e muitos creram em Deus – o povo sabia que o espírito do Senhor estava sobre ele – mas quando pecou casando-se com uma mulher incrédula o espírito do Senhor retirou-se de Sansão – perdeu sua força, os olhos foram vazados e o povo zombava dizendo: onde está teu Deus? Vejam o perigo do casamento com incrédulo… Que escândalo para a obra de Deus! Assim acontece com os crentes mundanos, são escândalo para o evangelho, pois seu testemunho perde o poder, e as pessoas zombam. Quanto mais a igreja se mistura com o mundo, tanto mais perde seu poder… A igreja primitiva era separada…

III – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FAMÍLIA.

Ló constituiu família em Sodoma, 2 filhas. Os anjos perguntaram: Tem mais alguém? Tira-os para fora desse lugar…Nada!

Pela manhã os anjos novamente disseram: levanta-te, toma tua mulher e filhos e sai daqui para que não pereças. Gen.19:16 –“ Ele porém, demorava-se e aqueles anjos lhe pegaram pela mão e tirando todos, os puseram fora da cidade. E disseram: Escapa-te por tua vida e não olhes para trás.” Mas a esposa olhou – Foi transformada em uma estátua de Sal.

Ló perdeu a mulher, filhos e toda fazenda (onde os rebanhos?).

Demorava-se – foi a cobiça que o levou para lá, e pela cobiça teria perecido. O amor ao pecado o fazia demorar. Um pecado leva a outro pecado. Aquelas cidades foram destruídas por causa da depravação moral. O homossexualismo. O que aconteceu com Ló e suas filhas podemos chamar de reflexo da vida moral das cidades destruídas.

Elas pecaram contra Deus, e delas se originaram duas nações – terríveis inimigos de Israel – Moabitas e Amonitas. (Alguns dizem que melhor seria se tivessem ficado lá).

Ló perdeu sua família e bens. Este é o preço de mundanismo. Os irmãos estão percebendo como o mundo engana? No início campina verde, linda pastagem – depois fogo e enxofre. É assim também em nossos dias. No início tudo muito lindo, agradável, desejável, e depois destruição, desespero, morte! Quantos encheram os olhos com o mundo e hoje estão na miséria?


Reflexão: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (I João 2:15-17)

Firmeza imutável

(por Thales Oliveira)

"E então resolveu Daniel firmemente a não se contaminar com as iguarias do rei." Daniel 1:8

“E em todos os assuntos [...] foram encontrados dez vezes mais sábios.” Daniel 1:20

Por que Daniel escolheu a dieta aparentemente inferior à que era oferecida pelo rei? Logo depois lemos que ele e seus amigos foram encontrados 10 vezes mais sábios que qualquer um! Não foi só uma questão de escolher mas também de permanecer firme em sua decisão, independentemente das circunstâncias.

Com frequência enfrentamos situações das quais acabamos agindo impulsivamente. São os mais diversos casos, pode ser aquela vez em que deixamos os princípios alimentares de lado em um encontro familiar... quando pensamos que só um pouco de condescendência não fará mal algum em uma festa de amigos... ou ainda, com o medo de sermos taxados de fanáticos, deixamos de expressar nossas convicções ao sermos questionados.

Gostaria, caros leitores, de fazer algumas considerações e perguntas... e não as faço com o objetivo de acusação, mas com o objetivo de reflexão; uma reflexão a qual eu mesmo também confronto todos os dias.

Quais têm sido os nossos princípios? De onde (e de quem) eles vêm? Quanto temos lutado por eles? Indo além, será que temos trocado nossos princípios por nada?

O caráter de Deus

Se colocarmos essas questões paralelamente à vida de Daniel, obtemos algumas conclusões interessantes e, o principal, aprendermos com Aquele que é o único com o caráter perfeito: Cristo.

As circunstâncias sob a qual Daniel e seus amigos estavam não eram nada favoráveis. Cativos em uma terra estranha, longe de qualquer tipo de conforto e ainda escolhidos para ministrar serviços diante de um rei que tinha princípios totalmente contrários aos que eles tinham como certo. E não para por aí! Eles sabiam que qualquer oposição às ordens do rei não seria tratada de boa forma.

Mas, apesar de tudo isso, eles não venderam seus princípios. Não trocaram os valores que tinham por regalias desta terra, ainda que a punição fosse a morte. E o que isso tem a ver com alimentação e saúde? Tudo!

O caráter que Daniel e seus amigos professavam ter foi provado por meio do apetite, o mesmo fator pelo qual Eva foi tentada e caiu. Satanás tenta inverter, a cada instante, nossas decisões. Deus se comunica conosco por meio do Espírito Santo para que possamos ter uma mente ordenada e, consequentemente, o domínio próprio em relação a tudo que comemos ou fazemos em nosso corpo; Satanás nos influencia para decidirmos de acordo com nossas inclinações carnais, desequilibrando nossa mente e por fim corrompendo nossa vida espiritual. Daniel tinha em mente que “Pelo apetite, Satanás controla a mente e o ser todo.” (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 167) e por um espírito de abnegação, negou a se contaminar com iguarias do rei. Essa negação permaneceu durante todo o tempo, pois Deus queria demonstrar, em meio a uma nação pagã, que é possível ter o caráter de Cristo, pois sabemos que Cristou negou-se à si mesmo durante toda sua vida, inclusive no apetite.

Mais que vencedores

Isso significa que o fato de eu seguir a dieta original de Deus um “ponto positivo” é acrescentado em meu nome? Não. Significa que posso julgar a outros? Não. Mas é por meio do apetite que Deus testa nossa abnegação e nos dá oportunidade de vermos onde estamos errando. Se rendermos nosso “eu” a Deus, Ele fortalecerá nosso espírito e, por consequência, teremos uma mente ordenada e um corpo consagrado a Ele, cumprindo nosso desígnio de apresentar “nossos corpos como sacrifício vivo, santo, aceitável diante de Deus” (Romanos 12:1).

Qual tem sido o critério para permanecermos firmes? Mudar nem sempre é agradável. Manter-se firme nem sempre é o caminho mais fácil. Sua saúde será sua escolha, a qual determinará se estará ,juntamente com Daniel, no grupo dos “mais que vencedores”.

Fonte: Tudo para Vegetarianos

Vergonha de Jesus?

(adaptado do artigo de Ray Comfort)

Pergunte à maioria dos cristãos: “Você tem vergonha de Jesus?” Mais que depressa você ouvirá esta resposta: ”Claro que não! Ele é o meu Senhor e Salvador!”

A ousadia de proclamar Jesus Cristo é vista, com abundância, em programas de rádio e TV, em camisetas, adesivos de carros, identificando claramente o usuário como um seguidor de Jesus.

Todo domingo, milhões de pessoas lotam as igrejas evangélicas, a fim de exaltar o nome de Jesus. Existem mais adesivos - com um peixe - nos carros, do que peixes no Oceano Atlântico.

A música gospel ressoa, estridentemente, de amor por Jesus, chegando mesmo a receber o reconhecimento da indústria da música popular. ["Aqui no Brasil, cantores evangélicos que ficam famosos, logo são lançados pela TV Globo. Não compro CDs de música evangélica, nem vejo sermão de pastor televisivo; e quando me dão algum CD de presente, passo à frente para quem é menos exigente do que eu" - Mary Schultze].

Milhões de cristãos têm lotado os cinemas, para ver filmes do tipo “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.

Jesus é recebido nas telas, exaltado nos adesivos e nas passeatas anuais do tipo “Marcha para Jesus”.

Agora, vejamos, cuidadosamente, o que Jesus falou em Marcos 8:38: “Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.

Ora, nós não temos problemas algum com Jesus. O problema é com as Suas palavras. Estas é que formam o “nó górdio”.

Paulo escreveu na 2 Timóteo 1:8: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus...” 

O testemunho de Jesus é o que causa essas “aflições”. João foi banido para a Ilha de Patmos, exatamente “por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo”.

Na 2 Timóteo 2:15, lemos: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

A maioria dos pregadores e dos membros da igreja folheiam a Bíblia, procurando algo que lhes interesse, sem atentar ao contexto da passagem. Eles jogam suas “pérolas” no ar, quando estão entre irmãos, porém não gostam de testemunhar aos incrédulos, temendo ser taxados de “fanáticos”. Estes têm vergonha das palavras de Jesus e, portanto, do próprio Senhor.
Uma pesquisa mostra o seguinte. Um pastor saiu pelas ruas de Nova Iorque pedindo que as pessoas citassem os Dez Mandamentos. Ninguém conseguiu fazê-lo. Então, ele pediu que citassem 10 marcas de cerveja e a maioria conseguiu fazê-lo, rapidamente.

A maioria dos leigos diz que não sabe como pregar o Evangelho. Ora, ninguém pode falar de um assunto que não conhece perfeitamente. Lemos em Provérbios 16:23: “O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios”. Quem não lê e medita na Palavra de Deus deixa de ser sábio e, portanto, não consegue transmitir a mesma.

Nossa obrigação é salvar e edificar almas e quando falhamos, estamos cometendo um pecado de omissão. Um dos mandamentos de Jesus está em Mateus 28:19-20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.

Vamos continuar usando as camisetas com versos bíblicos, indo à igreja aos domingos e vivendo honestamente. Mas, quanto mais um cristão lê e conhece a Palavra de Deus, mais tem a chance de receber do Espírito Santo (o Autor do Livro) a capacidade de testemunhar as palavras de Jesus, a fim de “arrebatar alguns do fogo” (Judas 23).
 

Recados Inspirados - #20


"Os adventistas do sétimo dia estão fazendo progressos, duplicando seu número, estabelecendo missões e desfraldando o estandarte da verdade nos lugares escuros da Terra; todavia a obra está avançando muito mais demoradamente do que Deus o quereria. [Por quê?] Os membros da igreja não se acham individualmente despertos para desenvolver os mais fervorosos esforços de que são capazes, e todos os ramos da obra estão sendo prejudicados pela falta de fervente piedade, e de obreiros consagrados, humildes e tementes a Deus. Onde se acham os soldados da cruz de Cristo? Que aqueles que temem a Deus, os sinceros, os de um só propósito, que visam perseverantemente a glória de Deus, se preparem para a batalha contra o erro. Há muitos fracos, covardes de coração nesta hora de conflito espiritual. Quem dera que sua covardia se convertesse em força, que se tornassem valentes na luta, e pusessem em fuga os exércitos contrários!" Historical Sketches, pág. 290.

(Serviço Cristão, pág. 97)


Inquisição, Fidelidade e Morte - Uma Reflexão

(adaptado da carta da amiga Gisele Correia - 12/01/11 - República de Malta)

"Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão" (Apocalipse 12:13
)

... Ontem eu fui num lugar e eu quero repartir com vocês o que eu vi. Fui num Museu da Inquisição, na verdade não só da inquisição, mas dos crimes e punições em geral. Lá eram torturadas e mortas as pessoas que eram condenadas no tribunal, o que incluía as pessoas que eram consideradas hereges na época da inquisição. Muitos cristãos foram torturados e mortos nesse lugar. Foi estranho estar lá e saber as coisas terríveis que aconteceram bem ali, é difícil até de acreditar! Fiquei pensando quantas vidas, quantas histórias passaram por ali. Pensei que lá morreu o pai de alguém, o marido, o filho, a mãe, sei lá, gente que era amada por alguém, gente que era amada por Deus! Eu sei que não é nenhuma novidade, a gente lê isso nos livros, aprende na escola... mas estar lá, olhando aquelas celas e objetos de tortura, aquele chão, aquelas paredes e saber que foi ali que gente fiel a Deus morreu de forma cruel porque amava a Cristo e queria viver a verdade.

Fiquei pensando que essas pessoas eram verdadeiramente nobres e fortes, cheias do Espírito Santo, elas abriram mão de tudo por Cristo, foram mal vistos, odiados, humilhados, mas não se acovardaram. Deus era real pra eles, e por isso eles viam além. E que vergonha pensar que a gente muitas vezes não oferece nada a Cristo, oferece o resto do dia numa oração mais ou menos antes de dormir e às vezes abre mão dos princípios por quase nada.

E é estranho pensar que um dia (e eu creio que um dia não muito distante, para não dizer bem próximo) isso tudo vai se repetir, e ainda pior porque a Bíblia diz que se esse tempo não fosse abreviado, nenhuma carne se salvaria.

Mas olhando tudo aquilo eu creio que terrível mesmo nem é estar do lado de quem sofreu as torturas mais cruéis, mas estar no lugar de quem as cometeu. Que possamos nos preparar para estar sempre do lado certo, o lado de Cristo!

Tenho várias fotos horríveis de lá, mostrando os instrumentos de tortura, mas claro que não vou enviar isso para vocês. Estou enviando apenas a figura de um homem preso numa cela [foto], lendo a Bíblia tranquilo.

Esse mundo logo vai passar! Que Deus nos ajude a não esquecer que vivemos num grande conflito e que esse conflito está bem perto do seu final. Precisamos aproveitar esse tempo de "paz"!

Meu desejo pra vocês e pra mim é que a gente acorde, saia da apatia, que a gente sinta necessidade constante de orar, de estar com Jesus, que a gente leia a Bíblia todos os dias por mais que estejamos cansados e às vezes sem vontade, que a nossa prioridade seja Jesus! Que a gente repense nossas atitudes, se arrependa, peça perdão, volte atrás. Que nosso maior prazer seja andar com Cristo... Enfim, que sejamos cristãos de coração! Se você já vive assim, que Deus continue te abençoando ricamente.. mas se você é como eu, que vira e mexe se distrai no caminho, minha oração pra você e pra mim é que Deus nos ajude, nos acorde, nos transforme!Que Deus faça um milagre em nós!

Beijo grande,

Fiquem com Deus!

Milhares de vidas transformadas

(Pr. Rubens M. Scheffel)

"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo" (Tiago 1:27)

Milton Soldani Afonso nasceu pobre, em 12 de dezembro de 1921, mas se tornou um empresário de sucesso que lida com milhões de dólares. É o fundador da Golden Cross e proprietário da UNISA (Universidade de Santo Amaro), com mais de 20 mil alunos. Ele garante que, embora sua posição na vida tenha mudado muito, uma coisa que o dinheiro não mudou foi sua fé em Deus, a quem tudo deve.

Ele diz: “Quando comecei meus negócios, eu era um pobre coitado lá de Minas Gerais, e minha mãe trabalhava dia e noite para poder me mandar para o Colégio Adventista. Em 1936 (com 15 anos) eu ainda usava calças curtas. Nas férias tive que pedir dinheiro emprestado e também umas calças compridas para colportar na cidade de Bananal. Comecei a colportar ali e, em 15 dias, eu já estava com bastante dinheiro. Vim passar o restante das férias no Rio de Janeiro, e daí fiz um propósito: conforme eu fosse ganhando dinheiro, ajudaria outros jovens a estudar também. Houve um ano em que cheguei a ser campeão nacional de colportagem.”

Milton Afonso cumpriu esse propósito e ajudou cerca de 70 mil jovens a estudar. Houve uma época em que doava mais de dois milhões e meio de dólares por mês para custear os sete mil bolsistas da Golden Cross. Além disso, mantém vários orfanatos, e educa as crianças desamparadas “do berço à universidade”.

Um dia uma senhora foi com o marido fazer-lhe uma visita de agradecimento, e contou sua história: “Minha mãe era nortista, veio trabalhar no Rio, engravidou, e a patroa disse que ia mandá-la embora. Antes, porém, mandou-a comprar algo no supermercado. Como estava chorando muito, uma senhora idosa lhe perguntou: “Por que você está chorando?” “É porque vou me matar, pois estou grávida, a patroa vai me mandar embora, e eu não tenho para onde ir.” “Mas não faça isso”, disse a senhora. “Quando a criança nascer, pode dá-la para mim. Vou encontrar alguém que cuide dela e a eduque.” “Minha mãe fez isso, e aquela criança hoje sou eu, casada com um pastor.” Ela havia sido criada e educada num dos orfanatos mantidos pelo Dr. Milton Afonso.

Milhares de vidas foram transformadas porque um homem, cheio de gratidão a Deus, decidiu retribuir as bênçãos recebidas ajudando os menos favorecidos.

Fonte: MM 2010

REFLEXÃO: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”
(Mateus 6:21)


Um grande missionário - Willian Carey

“Mas Cristo é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança” (Hebreus 3:6)

Introdução

Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro.

Apesar de nascer em um lar anglicano, sua primeira identificação com a fé genuína, foi através de seu companheiro de trabalho, John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal. Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma humanidade sem um Salvador.

Em Junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Placket, da qual teve cinco filhos. No ano de 1775, foi atingido pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas no dia 5 de Outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787, foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento

Seus Primeiros Desafios

Na sua pequena oficina pendurou um mapa mundial feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos indígenas, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida. A denominação que Carey pertencia achava-se em grande decadência espiritual. Quando quis introduzir o assunto de missões numa sessão de ministros, foi repreendido pelo veneravél presidente John Ryland, que lhe disse: "Jovem assente-se. Quando Deus resolver converter os pagãos, fa-lo-á sem a sua e a minha ajuda." Mas Carey continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: "Esperai grandes coisas de Deus; praticai proezas para Deus."

Sua Chamada

O resultado foi que um grupo de doze pastores batistas, reunidos na casa da Ir. Wallis, formaram a Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de Outubro de 1792. Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico que trabalhou por vários anos em Bengali, na Índia, William Carey recebeu confirmação de sua chamada no dia 10 de Janeiro de 1793

Apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou deixar a Inglaterra. Isto muito doeu em seu coração. Foi decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Felix, o acompanharia à India. Além deste fator, outro problema que parecia insolúvel, era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de Abril de 1793. Ao esperar na ilha de Wight por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey, viu o navio partir e ele ficar. Sua jornada missionária para Índia parecia terminar ali. Porém, Deus tinha todas as coisas sobre controle.

Ao regressar à Londres, a sociedade missionária conseguiu granjear dinheiro e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persestia na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu possuisse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."

Ao se preparar para partir, um dos amigos que iria viajar com Carey, Dr. Thomas, voltou e conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e milagrosamente ela decidiu acompanhá-lo. Que alegria não foi para ele ver sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar. Agora ele compreendia a razão de não ter viajado no primeiro navio.

Sua Partida Para Índia

Deus comoveu o coração do comandante do navio que permitiu a toda família viajar sem pagar as passagens. Finalmente, no dia 13 de Junho de 1793, a bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey deixou a Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com sua família, onde, em condições dificílimas e de oposição, trabalhou durante 41 anos. Durante sua viagem, aprendeu suficiente o Bengali, e ao desembarcar, já comunicava com o povo.

William Carey não foi dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, em seu caráter de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto inciava, é que vemos o segredo do maravilhoso êxito da sua vida. Apesar de não haver recebido educação em sua mocidade, Carey chegou a ser um dos homens mais eruditos do mundo, no que diz respeito à lingua sânscrito e a outras línguas orientais. Suas gramáticas e dicionários são usados ainda hoje.

Suas Conquistas

Dois missionários se juntaram à William Carey em 1799, William Ward e Joshua Marshman. Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos, traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram gramáticas e dicionários, organizaram a primeira missão médica na Índia, seminários, escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além disso, William Carey foi responsável pela erradicação do costume "suttee", o qual queimava a viúva juntamente com o corpo do defunto numa fogueira; vários experimentos agriculturais; fundação da Sociedade de Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; primeira imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia; e a tradução da Bíblia em Sânscrito, Bengali, Marati, Telegu e nos idiomas dos Siques. Em 1800, William Carey fez o batismo do primeiro hindu convertido ao Evangelho.

Calcula-se que William Carey traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Alguns missionários, em 1855, ao apresentarem o Evangelho no Afeganistão, acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pushtoo, feita em Sarampore por Carey.

Durante mais de trinta anos, William Carey foi professor de línguas orientais no Colégio de Fort Williams. Fundou, também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país. Os seus esforços, inspiraram a fundação de outras missões, dentre elas: a Associação Missionária de Londres, em 1795; a Associação Missionária da Holanda, em 1797; a Associação Missionária Americana, em 1810; e a União Missionária Batista Americana, em 1814.

Sua Família

Com Dorothy teve 7 crianças (5 meninos e 2 meninas). Em 1807 sua esposa Dorothy morre de insanidade. No ano seguinte casa-se com Charlotte Rumohr . Charlotte morre em 1921. Em 1822, então com 61 anos, casa-se pela terceira vez com Grace Hughes.

O Adeus da Índia

Na manhã de 9 de Junho de 1834, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. Grande foi a contribuição de William Carey para o Reino de Deus, e grande será o seu galardão.

Bibliografia:
Livros: > E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do cristianismo – volume 9: A era dos novos horizontes, de Justo L. Gonzalez. > O Rasto de Sangue, de J M Carrol

Fonte: Missões e Adoração

REFLEXÃO: “Pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida” (II Coríntios 4:11-12)
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A importância da leitura

(John Wesley, em 17 de agosto de 1760 em carta a John Trembath)

“Ora, a quem ensinará ele o conhecimento? E a quem fará entender a mensagem? Aos desmamados, e aos arrancados dos seios? Pois é preceito sobre preceito, preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Isaías 28:9, 10)

"O que tem prejudicado a sua vida no passado e, lamento dizer, até hoje, é a sua negligência quanto à leitura. Negligência tal que, por sua vez, chega a prejudicar até o próprio desejo de ler.

Dificilmente me recordo de um pregador que leia tão pouco. Eis a razão porque seu talento em pregar não aumenta. Você continua pregando como pregava há sete anos; com emoção, porém sem profundidade. Falta variedade e conteúdo.

A leitura poderá preencher estas lacunas com meditação e oração diária. Você prejudica a si mesmo em omitir tal prática.

Desprezo à leitura impede alguém de ser um pregador maduro. Até para ser um cristão íntegro é mister a leitura adequada. Queira Deus que começasse logo!

Separe uma parte do dia para este exercício. Assim adquirirá o sabor por aquilo que faltava; o que parece monótono no início se tornará com o tempo um prazer.

Com ou sem disposição leia e ore diariamente. É para a sua própria vida; não existe outro caminho. Faltando isso será para sempre um pregador superficial."

REFLEXÃO: “Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue” (Atos 20:28)

Fonte: Púlpito Cristão

Ativos... em Que?

(Pr. Paulo R. Barbosa)

"... e tu, sê uma bênção" (Gênesis 12:2)

Um menino, em conversa com seu tio, pergunta: "Tio Carlos, quantos membros existem em sua igreja?" "Vinte", respondeu o tio. "E todos são ativos?" perguntou novamente o menino. O tio concluiu: "Sim, são muito... muito ativos -- dez deles estão sempre criando confusão e os outros dez estão me deixando de cabelos brancos."

A nossa anedota, que serve de ilustração para esta pequena reflexão, nos leva a pensar sobre o nosso comportamento, não apenas na Congregação que nos reunimos como em todos os relacionamentos que temos com as demais pessoas. O que pensam de nós as pessoas com quem moramos? E os amigos do trabalho ou da escola? E as pessoas com quem convivemos no
dia a dia?

Muitas vezes somos conhecidos como alguém "que só cria problemas e transtornos". E não são raras as vezes que todos se afastam de nós para evitar aborrecimentos. Dizemos que somos luz mas estamos sempre apagados. O Senhor espera que sejamos como o "sal da terra" mas somos insípidos, desagradáveis, antipáticos.

E se isso é verdade em nossas vidas, está na hora de haver uma mudança! Somos escolhidos de Deus; fomos enviados para abençoar a todos; estamos no mundo para animar os corações,
para sorrir para os desalentados, para semear fé onde há desesperança.

Precisamos, sim, ser ativos na obra de Deus. Mas, não como as figuras de nossa historieta. Devemos ser ativos no amor, na compreensão, na humildade, na simpatia, no propósito de
fortalecer as almas dos aflitos e angustiados.

É necessário que sejamos ativos, não apenas na igreja, como em tudo na vida. É isso o que o Senhor espera de nós. É isso que esperamos ser para Ele.

Você tem sido ativo? Em que?

REFLEXÃO: “Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, que o buscam de todo o coração” Salmos 119:2

Fonte: Site do Paulo

Muito mais do que isso

"Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor" (II Crôn. 25:9).

Amazias havia formado um exército de 300.000 homens para combater Edom, e depois havia contratado ainda 100.000 mercenários do reino de Israel por 100 talentos de prata. Hoje, essa prata seria equivalente a um milhão de dólares (não muito em termos de gastos militares hoje em dia, mas uma fortuna respeitável naquele tempo).

Foi então que certo "homem de Deus", um profeta, chegou com a mensagem. Se Amazias fosse à guerra com seus mercenários israelitas como aliados, o Senhor faria com que ele caísse diante do inimigo, "porque o Senhor não é com Israel" (II Crôn. 25:7). Amazias acabaria perdendo os cem talentos, bem como o apoio do exército israelita. Que deveria fazer?

Outro dia visitei o gerente de uma casa publicadora que enfrentava um dilema semelhante. Ele aceitara fazer anúncios de certa marca de pasta de dentes de um empresário local, imprimindo-os em sua revista de saúde. Claro que não havia nada de errado com a pasta de dentes, e aquele dinheiro a mais estava ajudando a pagar despesas gerais. Depois, sem pensar, nosso amigo aceitou o anúncio de outro produto da mesma empresa, um produto que não se harmonizava com os princípios de saúde de sua revista. Compreendeu em seguida o seu erro e explicou ao empresário que não poderia imprimir a nova propaganda. O negociante começou a discutir e ameaçou retirar todos os anúncios. Fico feliz em dizer que nosso amigo escolheu desistir dos "cem talentos", em lugar de envolver-se com algo que apontava para uma direção errada.

Você já enfrentou um dilema parecido? Alguma vez você já investiu recursos, inocentemente, em algo que prometia amplo retorno, mas que acabou sendo um negócio questionável? Nessas situações, é melhor entrar no reino sem um "olho direito" ou sem a "mão direita" (Mateus 5:29 e 30), do que "ganhar o mundo inteiro e perder [quem sabe] a alma" (Mateus 16:26).

REFLEXÃO: “E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui” (Lucas 12:15)

Tempero Espiritual

(adaptado do texto do Pr Paulo R Barbosa)

"Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar?" (Lucas 5:34)

Dr. E.S. Hutchison disse: "O trabalho do Senhor é como sal e pimenta na comida. uma pequena pitada pode torná-la saborosa." (Paul W. Powell)

Que prazer temos tido na presença de nosso Senhor Jesus Cristo? O que tem representado para nós a ida aos cultos,os cânticos e os sermões pregados na igreja? Temos achado tudo muito repetitivo, desinteressante e enfadonho?

Se não nos alistarmos nos exércitos de Deus e não participarmos das batalhas, não desfrutaremos das alegrias obtidas nas vitórias. Se não nos envolvermos nos diversos
ministérios que a obra de Deus nos oferece, não cresceremos espiritualmente, não sentiremos o mover do Espírito de Deus e não nos regozijaremos com as Suas bênçãos.

Quando achamos que as coisas do Senhor estão muito chatas é sinal de que está faltando uma pitada de tempero espiritual - nosso trabalho, nosso envolvimento, nossa dedicação, nosso amor à obra de Deus.

Você tem sentido que está faltando o sal espiritual para sua vida melhorar? Seus dias têm sido monótonos e não encontra neles qualquer ânimo? Já pensou em deixar o Senhor para trás e procurar outros caminhos? Tenha certeza de que nada poderá
alegrar sua vida a não ser que a tempere com as coisas celestiais. Faça isso e verá que seus dias cinzentos se tornarão coloridos e cheios de satisfação.

O Senhor nos chamou não apenas para irmos aos cultos, ouvirmos os hinos e a mensagem e depois voltar para casa.

Ele nos chamou para trabalhar. E essa é a pitada de sal e pimenta que tornará nossas vidas cristãs plenas de gozo e alegria. Encontraremos sabor nas coisas do Senhor e seremos sabor para o mundo que está ao nosso redor.

REFLEXÃO: "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Colossenses 4:6)

Fonte: Escuro Iluminado
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