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365 Recados Inspirados - #63


"Os seguidores de Jesus nunca se envergonharão de ser temperantes em tudo. Por que, então, dever-se-ia o jovem envergonhar de recusar o copo de vinho ou de espumante cerveja? A recusa a satisfazer o apetite pervertido é uma ação honrosa. Pecar não é varonil; condescender com hábitos prejudiciais no comer e beber, é fraqueza, covardia, rebaixamento; negar ao apetite pervertido, porém, é força, valor, nobreza. Na corte de Babilônia, Daniel estava rodeado de seduções para pecar, mas com o auxílio de Cristo permaneceu em sua integridade. Aquele que não é capaz de resistir à tentação, QUANDO TODA A FACILIDADE PARA VENCER FOI POSTA A SEU ALCANCE, não é registrado nos livros do Céu como um homem."

(Temperança, pág, 189)


Duas embaraçantes passagens relacionadas com o vinho

“Esse dinheiro dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e te alegrarás, tu e tua casa” (Deuteronômio 14:26)

“Dai bebida forte aos que perecem, e vinho aos amargurados de espírito” (Provérbios 31:6)

Sobre Deut. 14:26

“Bebida forte. O vinho e a bebida forte aqui mencionados eram ambos fermentados. Em tempos passados Deus freqüentemente tolerava a grosseira ignorância responsável por práticas que Ele nunca pôde aprovar.

Mas finalmente veio o tempo quando, em cada ponto, Deus ordenou a todos os homens que se arrependessem (Atos 17:30). Então aqueles que persistissem em suas práticas, a despeito do conselho e advertência não mais teriam uma desculpa para seu pecado (João 15:22).

‘Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas agora não têm desculpa do seu pecado.’ (João 15:22)

No seu procedimento anterior eles não tinham pecado e Deus não os considerava totalmente responsáveis, embora suas obras estivessem afastadas do ideal. Sua longanimidade é extensiva a todo aquele que não sabe o que está fazendo (Luc. 23:34). Assim como Paulo que perseguia a Igreja ignorantemente na incredulidade eles podem obter misericórdia.”

Depois de falar que Deus suportou a escravatura e a poligamia, coisas contrárias aos princípios divinos.

“Assim foi com o ‘vinho’ e ‘bebida forte’. A ninguém era estritamente proibido beber, exceto os engajados em deveres religiosas e talvez também na administração da justiça (Lev. 10:9; Prov. 31:4).

Os males do ‘vinho’ e da ‘bebida forte’ foram claramente indicados, o povo aconselhado a abster-se deles (Prov. 20:1; 23:29 a 33), e uma maldição pronunciada sobre aqueles que induzissem outros a abusar da bebida (Hab. 2:15). Mas Paulo coloca diante de nós o ideal declarando:

‘Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.’ (I Cor. 10:31), e informa que Deus destruirá aqueles que desonram seus corpos (I Cor. 3:16-17).

Coisas intoxicantes destroem o templo de Deus e seu uso não pode ser considerado um meio de O glorificar (I Cor. 6:19-20; 10:31). Paulo abandonou o uso de cada coisa prejudicial ao seu corpo (I Cor. 9:27). Não há desculpa hoje para o argumento de que não há nada intrinsecamente errado no uso de bebidas intoxicantes, baseando-se no fato de que uma vez Deus as permitiu. Como já foi notado, Ele também permitiu uma vez a escravatura e a poligamia. A Bíblia adverte que os bêbados não herdarão o reino de Deus (I Cor. 6:10).”

Sobre Prov. 31:6

“Pronto para perecer. Sem o conhecimento de narcóticos possuído pelos médicos hoje, os antigos tinham freqüentemente apenas várias misturas de bebidas intoxicantes e preparações de ervas narcóticas com as quais insensibilizavam as dores de doenças fatais. Àqueles que eram crucificados, no tempo de Cristo, ofereciam-lhes uma mistura de vinagre e fel. Nosso Senhor recusou beber aquela mistura. Ele desejava uma mente clara para resistir à tentação de Satanás e conservar forte Sua fé em Deus.”

Adão Clark apresenta esta mesma idéia sobre Provérbios 31:6, apenas usando vocabulário diferente:

“Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas Ele recusou.” -do Comentário bíblico Adventista

Do matutino paulista “O Estado de São Paulo” de 22-01-1984, retirei a seguinte nota:

“A História nos cientifica que no tempo de Napoleão a pobreza da farmácia não oferecia muitas possibilidades de aliviar os sofrimentos dos feridos. Não lhes era oferecida senão uma esponja embebida em suco de ópio para sugar.”

{Da apostila Explicação de Textos de Difícil Interpretação do Pastor Pedro Apolinário, In memorian}]

REFLEXÃO: "O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio" (Provérbios 20:1)

Fonte: Profecias

Bebidas alcóolicas

(adaptado do texto de Elisabete Ferraz Sanches)

"O VINHO é zombador e a BEBIDA FERMENTADA provoca brigas; NÃO é SÁBIO deixar-se dominar por eles" (Provérbios 20:1) - NVI

Homens e mulheres encontram o sentido da vida na cerveja, na vodca, na caipirinha. Não é a bebida em si, mas o efeito que provoca: o esquecimento de si e do mundo. Bebem para liberar um “eu recôndito”, para dançar, desinibir, falar coisas que não diriam se estivessem sóbrios.

Bebem para comemorar, bebem para aliviar a dor. Paradoxalmente, estejam felizes ou tristes, o mesmo método será usado.

Se você quer a alienação de si mesmo, é porque sua vida já perdeu o sentido há muito tempo. É preciso se divertir, dar risada, entrar em estado de graça. O álcool proporcionará tudo isso? Quem bebe é feliz, faz amizades, diverte-se, aproveita mais? No dia seguinte, vem a ressaca. Vale a pena? Os problemas foram resolvidos? As dores melhoraram? Laços de amizades verdadeiras foram feitos? As pessoas foram mais amadas do que antes? Provavelmente, não.

Como alguém pode “curtir a vida”, se precisa fugir dela? Extasiada pela bebida, o que a pessoa viu? Nada. Só o próprio vômito, suas entranhas, seu corpo pedindo socorro, sua alma afogada em álcool, uma insuportável dor de cabeça. Mas muitos dirão: “Eu sou feliz, por isso bebo.” Certo. Pergunte para si mesmo: Eu quero uma cerveja gelada ou um abraço quente? Eu quero uma caipirinha ou compreensão? Eu quero vodca ou uma palavra amiga?

Uma pesquisa feita pelo projeto Este Jovem Brasileiro, desenvolvida pelo Portal Educacional em conjunto com o psiquiatra Jairo Bouer, ouviu 11.846 alunos de 96 escolas particulares de todo o Brasil e conclui que grande parte dos adolescentes começam a beber devido a problemas familiares, mal exemplo dos pais consumidores de bebidas e, imagine, jovens sem uma religião e com desempenho fraco no colégio. Pelo que parece, eles não começam a beber por excesso de felicidade.

Não é preciso mencionar as enfermidades físicas causadas pela ingestão de álcool, como a esteatose, cirrose, inflamação no miocárdio, pancreatite, neuropatia, além, é claro, de sua ação depressiva no cérebro e no sistema nervoso central. Mas por que as pessoas bebem, então? Por falta de amor próprio? Pelo contrário, elas se amam tanto que, por medo e desespero de não receberem a valorização que merecem, jogam-se em um líquido qualquer para arrebatá-las da solidão e dessa vida difícil e dura. Em um folheto publicado pelo Conselho Nacional de Alcoolismo de Nova York, podemos encontrar frases do tipo: “O alcoólatra é notavelmente sensível. Mas, para ele, essa sensibilidade não é uma característica saudável e construtiva. Em vez de ampliar seus horizontes e aumentar sua capacidade criativa, como a sensibilidade faz em pessoas saudáveis, ela limita os horizontes do alcoólatra, virando-o para dentro, onde escapa do mundo que não o compreende.” Se é assim, cada ser entregue à bebida, na verdade, precisava de outra coisa: compreensão, amor, apoio e, até mesmo, repreensão dura, porém amorosa, como a de uma mãe, de um pai. Será que alguém se destrói por livre e espontânea vontade? Ou será que esse alguém foi destruído em seus sonhos mais íntimos e agora acha que está tudo acabado? Sim, está tudo acabado quando decidimos nos entregar e enterrar nossa última quimera. E não se trata de alcoolismo crônico – aquele que bebe socialmente também é um ébrio social.

Mas como recomeçar? Com uma simples atitude, mudando uma vírgula aqui e uma letra ali: SER, VEJA o sentido da vida!

Ser, veja o amor de Deus, o amor do outro, as bênçãos que tem nas mãos, enquanto muitos nem mãos têm, mas que, mesmo assim, agarram as benesses. Não diga “tudo foi pro brejo pra mim” ou “está tudo perdido”. Não está. Mário de Andrade dizia: “Sou pelo nivelamento por alto, não por baixo.” Infelizmente, é mais fácil nivelar pelo chão, se jogar na lama do que alcançar uma lâmpada. Nossa lâmpada é Deus e, muitas vezes, Ele desce para nos alcançar, porque conhece nossas fraquezas. Não nos manda um avião do tipo Concorde, porque esse não nos alcançaria; manda um barquinho, uma canoa que nos alcance no brejo, no rio da solidão. Ser, veja o sentido da vida, suba no barquinho e fique inebriado pelo poder do Senhor.

REFLEXÃO: "O temor do Senhor conduz à vida: quem O teme pode descansar em paz, livre de problemas" (Provérbios 19:23) - NVI


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