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Mensagem: Sofrimento

"Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser

 comparados com a glória que em nós será revelada".

(Rom. 8:18)

DUAS LÁGRIMAS

(Sermão fúnebre apresentado pelo Pr. Arilton na despedida de seu irmão, no domingo, 10 de junho).

O dia 09 de junho não será mais lembrado por nossa família como um dia comum. Enquanto recapitulava a lição da Escola Sabatina e me preparava para mais um sábado de atividades na igreja o telefone celular tocou. Eram 7:28 da manhã.

O número era de minha irmã, Penha, mas a voz era de seu filho Iveliks. As palavras “Tio, não tenho uma boa notícia”, prenderam minha atenção como um pênalti marcada aos 45 minutos do segundo tempo de uma partida de futebol. Nós, os seres humanos, que existimos em família, de certa forma vivemos ansiosos pelo bem estar das pessoas que amamos.

A primeira imagem que veio à minha mente foi a de minha mãe. Já com seus quase 80 anos, saúde debilitada, mas o pensamento foi interrompido pela triste anúncio: “É o tio Dão. Ele teve um infarto hoje cedo e morreu”. O chão desaparece sob meus pés – a vida passa em sua mente em um minuto – aconteceu o que todos sabiam, mas que tentamos evitar, driblar, um ente querido se foi.

Algumas vezes em conversa com meu irmão, Pr. Antonio, principalmente depois de reuniões da família marcadas por brincadeiras, futebol, comida e boas risadas, sempre dizíamos, até quando teremos toda a família juntos. Os 9 filhos, pai e mãe. Quando e quem será o primeiro a nos deixar?!

Ontem, 09 de julho, de forma trágica e inesperada veio a resposta, e como foi amargo o sabor da descoberta!

Naquele momento, o que me veio a mente foi o texto de Paulo: “O salário do pecado é a morte”. Romanos 6:23. E cedo ou tarde o pecado cobra um alto preço. Desde que nossos primeiros pais, Adão e Eva, perderam o direito à árvore da vida por causa da desobediência, do pecado, o ser humano tem amargado o gosto da morte. Ele sempre quando ela chega arranca de nós as pessoas que amamos. Desta vez foi meu irmão, João.

Alguns o apelidaram de “Ferrim”, ou Dão, o cartório o registrou como João Cordeiro de Oliveira, que no próximo 01 de dezembro completaria 52 anos de vida. Ele parte e deixa esposa, 4 filhos, 8 irmãos, pai e mãe e tantos outros parentes e amigos. Ele deixa de fato um vazio.

a) Uma cama vazia – pensei em sua esposa, Lena, companheira do dia-a-dia. Como seria seu primeiro domingo sem o esposo, e agora com título de viúva.
b) Pensei nos filhos – a partir de agora órfãos de pai.
c) Pensei na Sabrina – com data marcada para o casamento – agora não mais tem um pai para entrar com ela.
d) Pensei na Camila, Diego, João Vitor.
e) Pensei nos nossos pais – já idosos, e a despeito da preocupação com os filhos, netos, bisnetos, os problemas de saúde, tem que enfrentar a dor de sepultar um filho. O mesmo que carregaram no colo, viram crescer e virar homem, pai, avô...

Esse é nosso mundo depois da realidade do pecado! Enquanto ponderava estas coisas, duas lágrimas rolaram, uma lágrima de tristeza e uma de esperança.

Lágrima de tristeza

Em momentos difíceis como este é difícil entender Romanos 8:28, onde declara que “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Como pastor, já mencionei tantas vezes esse texto para irmãos em sofrimento porque agora o texto se torna tão difícil, tão enigmático?

O que acontecerá após o sepultamento de nosso irmão?

Um título de viúva, filhos órfãos, uma alteração na foto da família, uma mãe que terá sua resposta alterada “tenho 9 filhos, 8 vivos e 1 morto”. Nós, os irmãos, passaremos a dizer “temos um irmão morto”... Todavia, entretanto, em minha face também rolou uma lágrima de esperança.

Lágrima de Esperança

Enquanto minha namorada, Juliana, me abraçava e, sem palavras, tentava me consolar, sentindo minha dor ou escolhendo palavras certas para aquele momento, rolaram em minha face lágrimas de esperança. Lembrei-me de João 11:11, onde Jesus afirma que a morte é apenas um sono. O sono prevê um acordar, um despertar. Haverá um despertar um dia, quando não sei, mas haverá. Talvez as lágrimas do momento nos impeçam de ver, de enxergar esse dia, mas haverá!

Em realidade, Jesus falou de dois despertar. Um para vida eterna e outro para vergonha e horror eterno. Pela primeira vez o texto de João 5:28,29 assumiu um novo significado em minha vida. Instintivamente fui levado a me questionar como pastor e teólogo – em qual ressurreição meu irmão se levantará?!

A primeira ressurreição será a dos salvos. Esta ocorrerá no momento da volta de Jesus. Os salvos ressurgirão com seus corpos glorificados, sem qualquer mancha ou vestígio de pecado. Eles receberão vestes brancas de justiça, coroas de vida eterna, uma pedrinha branca com um novo nome, e o direito novamente de participar da árvore da vida e viver eternamente.

Já a segunda ressurreição, 1.000 anos depois da volta de Jesus, será a dos ímpios (Apocalipse 20:5). Com o mesmo corpo que morreram ressuscitarão para tomar conhecimento do porquê de sua perdição, dobrar os joelhos pela última vez (Romanos 14:11) em reconhecimento ao senhorio de Cristo,e aguardar o desfeche final da história. Lúcifer, o grande originador do pecado, arregimentará homens e demônios para sua última investida – atacar a cidade santa – que esteve no céu por 1.000 anos e agora pousa na terra (Apocalipse 21:2).

Quando Gogue e Magogue, ou seja, todos os perdidos de todas as eras (Apocalipse 20:7-10), forem convencidos por Satanás, iniciarão, sob seu comando, uma marcha pela superfície da terra em direção a cidade santa com a intenção de tomá-la de assalto. Será neste momento que Deus realizará sua obra estranha (Isaías 28:21), o ato de destruir o pecador, Satanás e seus anjos.

Fogo descerá dos céus e os consumirá. O mesmo fogo que põe fim aos pecados e pecadores, purificará esta terra para se tornar a eterna morada dos salvos. Então, e só então, seremos por todos os dias da eternidade uma família que nunca mais derramará lágrimas nem experimentará a dor da separação.

Mas ainda não respondi a pergunta: “Em qual das duas ressurreições despertará meu irmão, João”?

Eu não sei! É difícil assumir isso, mas eu não sei. E somente Deus que nos conhece tão bem tem essa resposta!

A mim, como pastor e irmão, resta o conselho de Paulo: “Consolai-vos uns aos outros com essas palavras” 1 Tessalonicenses 4:18). Palavras de esperança de um reencontro.

Estava rascunhando esse sermão enquanto voava de Montes Claros para Belo Horizonte e depois voaria de Belo Horizonte para Vitória. Enquanto escrevia estas linhas ouvi o comandante anunciar: “em três minutos iniciaremos nossa descida”.

Estava a bordo do vôo TRIP 5575, dentro de poucas horas chegaria ao aeroporto de confins e depois Vitória. Encontraria minha família como nunca dantes e ver o corpo sem vida de meu irmão.

Não mais nesta vida – verei seu sorriso.
Não mais nesta vida – jogaremos bola juntos.
Não mais nesta vida – ouviremos sua voz.
Não mais nesta vida – sentiremos o calor de sua presença.
Não mais nesta vida – verei seu olhar aprovativo.

Um dia cheguei em casa e ele tinha um presente para mim. Eu deveria ter 8 ou 9 anos de idade. Ele havia comprado uma mochila de por nas costas para mim. Até então levava meus 4 livros para a escola em uma sacola de arroz. Me tornei o único garoto na escola com tal mochila.

Nunca também me esquecerei dos desfiles de 07 de setembro. Minha escola, Angelo Zani, ia para a avenida Expedido Garcia, em Campo Grande, e lá, sob os olhares de uma multidão, desfilávamos felizes. Quantas vezes testemunhei seu olhar em minha direção nestas ocasiões. Seu olhar me dizia: “Vai, segue em frente, to com você, parabéns, marcha firme...”.

Foi seu incentivo que me deu ânimo. Se hoje estou cursando um doutorado, é graças a ele, sua força, sua ajuda.

Não mais nesta vida sentirei seu carinho. Nunca me esquecerei quando tive que ir para a Bahia, fazer o vestibular para Teologia. Quando retornei com a notícia que havia sido aprovado, ele se assentou comigo e confidenciou: “Eu estava torcendo tanto que você não passasse”. Isso poderia soar desencorajador se não tivesse vindo dele. Mas eu sabia o que ele estava dizendo. Ele não me queria longe. Ele me queria por perto.

Minhas memórias foram interrompidas pela voz do comandante: “Tripulação, preparar para o pouso”. Era hora de pousar mas a viagem ainda não havia terminado. Deveria descer (Pampulha, BH) para depois subir em direção ao destino final. Me lembrei do Dão.

Ele estará descendo hoje, mas apenas para uma escala. Logo subirá para seu destino final. Ainda não estamos em casa e é lá que as melhores coisas acontecem. “Se preparem para o pouso”, disse o comandante. Estamos aguardando ouvir a voz de outro comandante, Jesus, Ele vai chegar e vai anunciar: Vamos para o lar.

Rola em nossa face uma lágrima de esperança – hemos de ver nosso irmão novamente, daqui a pouco, e as lágrimas nunca mais rolarão.

Últimas Palavras de Grandes Homens

(por Alexander Seibel) 

Praticamente nada é mais esclarecedor do que o testemunho de moribundos. Mesmo mentirosos confessam então a verdade. Um olhar para o leito de morte revela muitas vezes mais do que todas as grandes palavras e obras em tempo de vida. No momento em que pessoas se vêem confrontadas com a morte, muitas perdem suas máscaras e tornam-se verdadeiras. Muitos tiveram que reconhecer que edificaram sobre a areia, se entregaram a uma ilusão e seguiram a uma grande mentira. Aldous Huxley escreve no prefácio do seu livro “Admirável Mundo Novo”, que se deveria avaliar todas as coisas como se estivessem sendo vistas do leito de morte. “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12), diz a Bíblia.

VOLTAIRE, o famoso zombador, teve um fim terrível. Sua enfermeira disse: “Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!” Durante toda a noite ele gritou por perdão.

DAVID HUME, o ateu, gritou: “Estou nas chamas!” Seu desespero foi uma cena terrível.

HEINRICH HEINE, o grande zombador, arrependeu-se posteriormente. Ao final da sua vida, ele ainda escreveu a poesia: “Destruída está a velha lira, na rocha que se chama Cristo! A lira que para a má comemoração, era movimentada pelo inimigo mau. A lira que soava para a rebelião, que cantava dúvidas, zombarias e apostasias. Senhor, Senhor, eu me ajoelho, perdoa, perdoa minhas canções!”

De NAPOLEÃO escreveu seu médico particular: “O imperador morre solitário e abandonado. Sua luta de morte é terrível.”

CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.”

TALLEYRAND: “Sofro os tormentos dos perdidos.”

CARLOS IX (França): “Estou perdido, reconheço-o claramente.”

MAZARINO: “Alma, que será de ti?”

HOBBES, um filósofo inglês: “Estou diante de um terrível salto nas trevas.”

SIR THOMAS SCOTT, o antigo presidente da Câmara Alta inglesa: “Até este momento, pensei que não havia nem Deus, nem inferno. Agora sei e sinto que ambos existem e estou entregue à destruição pelo justo juízo do Todo-Poderoso.”

GOETHE: “Mais luz!”

NIETZSCHE: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens.”

LÊNIN morreu em confusão mental. Ele pediu pelo perdão dos seus pecados a mesas e cadeiras. À nossa juventude revolucionária se assegura insistentemente e em alta voz, que isso não é verdade. Pois seria desagradável, ter que admitir que o ídolo de milhões se derrubou a si mesmo de maneira tão evidente.

SINOWYEW, o presidente da Internacional Comunista, que foi fuzilado por Stálin: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus.”

CHURCHILL: “Que tolo fui!”

YAGODA, chefe da polícia secreta russa: “Deve existir um Deus. Ele me castiga pelos meus pecados.”

YAROSLAWSKI, presidente do movimento internacional dos ateus: “Por favor, queimem todos os meus livros. Vejam o Santo! Ele já espera por mim, Ele está aqui.”

JESUS CRISTO: “Está consumado.”

Voltaire, David Hume e outros, certamente teriam rido ou zombado, se em tempo de vida se explicasse a eles, que sem Jesus Cristo estariam eternamente perdidos. Apesar disso, eles tiveram que reconhecer que isso é verdade e que a Bíblia tem razão ao dizer: “E, assim como AOS HOMENS ESTÁ ORDENADO MORREREM UMA SÓ VEZ e, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). Como você morrerá? Será muito tarde também para você? Quais serão suas últimas palavras?

Prezado leitor, temos que dizer-lhe, quer queira aceitá-lo ou não: SEM JESUS e sem o perdão dos pecados através do Seu sangue, VOCÊ ESTÁ PERDIDO. Diante do Deus Santo, você está absoluta, total e eternamente perdido. Se você acha que com a morte tudo acaba, pertence às pessoas mais enganadas. Existe somente um que pode salvá-lo: JESUS CRISTO. Você acha realmente, que os homens anteriormente citados representaram uma comédia piedosa quando chegou o fim? Sem ter paz com Deus, a morte é uma terrível realidade, da qual o mundo foge. Não se gostaria de ouvir nada a respeito, ela é afastada dos pensamentos. Mas será que a política da avestruz é uma solução inteligente?

Você quer saber? — Se vier com seu coração a Jesus Cristo e realmente quiser paz com Deus, você pode dizer esta oração: “Senhor Jesus, por favor, perdoa toda a minha culpa e meus pecados, minha rebelião e minha vida própria. Agradeço-te porque morreste por mim e pagaste com teu sangue o preço pelos meus pecados. Por favor, entra agora em minha vida. Abro-te a porta do meu coração e te peço que a partir de agora sejas meu Senhor. Agradeço, porque me ouves e aceitas.” O que importa não é a formulação, mas a atitude do coração.

Jesus diz: “o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). Unicamente Jesus tirou o poder da morte.

Você pode agora passar por cima disso, seguro de si e com um sorriso, afastando dos seus pensamentos o que acabou de ler. Mas, mesmo assim, você não poderá fugir da morte. E então? “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim, e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (Sl 39.4-5). Por isso, o profeta Amós diz: “prepara-te..., para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12). 

Fonte: Chamada

Fiel até a morte?

“Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9)


O sofrimento de Soon Ok Lee

“E sereis odiados de todos por causa do meu nome" (Lucas 21:17)


365 Recados Inspirados - #29

"Devemos ser participantes dos sofrimentos de Cristo aqui, se queremos participar de Sua glória no além. Se procuramos nosso próprio interesse, ou como podemos melhor agradar a nós mesmos, em vez de buscar agradar a Deus e fazer avançar Sua preciosa e sofredora causa, desonramo-Lo e a essa santa causa que professamos amar. Não temos senão um pequeno espaço de tempo no qual trabalhar por Deus. Nada deveria ser demasiado caro para ser sacrificado pela salvação do desgarrado e quebrantado rebanho de Jesus. Aqueles que fazem hoje um concerto com Deus em sacrifício, logo serão recebidos a fim de participar de uma rica recompensa, e possuir o novo reino para todo o sempre."

(Vida e Ensinos, pág. 104)
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