Lição 1 - Jesus, Criador do Céu e da Terra, 2013 TV NovoTempo

Comentários Lição 01 - Jesus: Criador do Céu e da Terra (Prof. César Pagani)


29 de Dezembro de 2012 a 04 de Janeiro de 2013

Verso para Memorizar:

“No princípio, criou Deus os céus e a Terra.” (Gn 1:1)
    
Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.

Quer queiram os evolucionistas, quer não, sua teoria está perdendo terreno, a despeito da “ajudazinha” da grande massificação que desfruta mediante os canais de comunicação. Alguém disse que a evolução não é, sequer, uma boa teoria científica. Os defensores da utopia de Darwin afirmam de pés juntos que a vida surgiu de matéria inorgânica, quando está mais que provado que não existe geração espontânea. A proposta criacionista é mais razoável, embora não possa ser provada em laboratório, porque o processo criacionista não pode ser reproduzido pelo homem.  
O evolucionismo, em termos gerais, não é nem uma teoria, nem uma hipótese. Simplesmente foi imposto dogmaticamente, calcado em falsas interpretações de evidências, notoriamente tendenciosas para anular a presença de uma Inteligência Suprema.
O Dr. Willem J. Ouweneel, pesquisador associado em Genética Experimental em Utrecht, Holanda, com Ph.D. na Faculdade de Matemática e Ciências Naturais, afirmou que o evolucionismo  “não se enquadra corretamente na ‘ciência natural’, mas sim no domínio da filosofia, por ser um postulado materialista”.
O homem ainda não descobriu um nano (medida ínfima) do que Deus pôs à sua disposição aqui na Terra para aprender. A mente divina é difusa, afirma EGW, e não podemos sondar-lhe os segredos, a menos que graciosamente os revele a nós. Sua bondade e graça são tão imensas, que Ele próprio em pessoa veio nos ensinar alguns segredos do Senhor Criador.
Jesus é o Criador e também criacionista de convicção, porquanto demonstrou fé absoluta no relato genesíaco e ensinou que um Deus Criador deu existência a tudo o que há no Universo.
             
DOMINGO

No princípio               
      A origem de todas as coisas é dada numa frase bíblica simples, porém, cheia de significado e desafiadora às sondagens humanas: “No princípio criou Deus os céus e a terra.”
Muita gente acha que o primeiro capítulo de Gênesis não passa de mitologia, outros o têm como uma linguagem puramente poética; outros, ainda, como simbolismo e uns poucos como teologia.  
O Cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, escreveu um livro sobre a criação em 1981, preocupado com a situação que via em sua própria igreja. Ele afirmou: “[...] A narração da criação está quase completamente ausente da catequese, da pregação e até mesmo da teologia.” Hoje, os maiores defensores da criação literal são os adventistas do sétimo dia, embora grande parte das denominações cristãs creia na narrativa bíblica sem, porém, defendê-la sistematicamente.
Pois bem, um dos versos de estudo para hoje aponta Deus como a causa prima ou origem de todas as coisas.  Os evolucionistas, os bigbanguistas e outros anticriacionistas atribuem ao acaso a origem de tudo.  
Einstein, em 1916, estava “quebrando a cabeça” com o que descobrira em seus estudos sobre a relatividade geral. Segundo seus cálculos, o Universo não era eterno, mas começara a existir a partir de determinado momento.  A certa altura, muito intrigado, disse que “queria saber como Deus havia criado o mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Quero conhecer os pensamentos de Deus. O resto é detalhes.” 
Mercê de Deus temos a Bíblia que nos traz à luz os fatos verdadeiros sobre a criação.
Nada sabemos - podemos apenas teorizar vagamente - sobre o espaço de tempo contido no termo beresith (princípio). Esse pode ter ocorrido quando o Infinito Criador começou a trazer coisas à existência. Não sabemos se as falanges angélicas foram criadas primeiro, ou se Deus construiu a Nova Jerusalém, Seu santuário e trono; ou se fez o Terceiro Céu e depois os outros dois céus (veja que Paulo fala ter estado no Terceiro Céu [2Co 12:2). Não sabemos em que ocasiões da eternidade Deus criou o espaço cósmico com todos os seus corpos.
O Dr. Alexander Maclaren, notável comentarista bíblico, entende o “princípio” como um período de remota e desconhecida antiguidade, oculto nas profundezas das eras eternas. Nesse mesmo sentido o pensamento é utilizado em Pv 8:22, 23.
Não precisamos nos perder em raciocínios rebuscados ou propor teorias para explanar esta ou aquela ação criativa de Deus.  Não que isso nos seja vedado, mas não poderemos ir além do que a Revelação se dignou expor-nos. “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” (Hb 11:3)
“Os mais profundos estudantes da ciência são constrangidos a reconhecer na Natureza a operação de um poder infinito. Ora, para a razão humana, destituída de auxílio, o ensino da Natureza não poderá deixar de ser senão contraditório e enganador. Unicamente à luz da revelação poderá ele ser interpretado corretamente. ‘Pela fé, entendemos.’ Hb. 11:3. 
"’No princípio... Deus.’ Gn. 1:1. Aqui somente poderá o espírito, em suas ávidas interrogações, encontrar repouso, voando como a pomba para a arca. Acima, abaixo, além - habita o Amor infinito, criando todas as coisas para cumprirem o ‘desejo da Sua bondade’. 2 Ts 1:11. 
             "’As suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder como a Sua divindade... se veem pelas coisas que estão criadas.’ Rm 1:20. Mas o seu testemunho poderá ser compreendido apenas mediante o auxílio do Mestre divino. ‘Qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.’ 1Co 2:11.” Ed, 134. 
SEGUNDA

Os céus declaram...

      O Infinito Criador propicia-nos todos os dias uma macrotela para apreciarmos e estudarmos Suas obras – os céus cósmicos. Os céus oferecem tal espetáculo aos olhos humanos, e tal é o impacto de sua contemplação, que o salmista sentiu-se impelido a escrever: “Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele Te lembres E o filho do homem, que o visites?” (Sl 8:3, 4)
Somos convidados a conhecer o Excelso através das obras que Ele colocou no veludo negro do céu. “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.” (Is 40:26)
Só para se ter uma ideia de pequena parte (o cosmos visível) de Sua obra criadora, sabe-se que os cientistas conseguiram calcular que existam – pelo menos o que foi detectado até agora – 100 bilhões de galáxias. Essas podem conter alguns milhões de estrelas (as galáxias menores) até centenas de bilhões (as galáxias maiores). Calculando-se uma média de 100 bilhões de estrelas por galáxia, teremos a ninharia de dez sextilhões (cada sextilhão é expresso por 1021 ,ou o número 10 seguido de 21 zeros ) delas, isso sem contar planetas, asteroides, sistemas e outros corpos celestes como nebulosas, nuvens, poeira cósmica, etc. Ah, é bom lembrarmos que há ainda um infinito além para descobrir. Um estudioso das ciências escreveu: “Se o universo é infinito, os cientistas supõem que o número de corpos celestes que o compõem deve ser igualmente infinito.”
Conta-se que Voltaire, filósofo ateu, estava passeando com um amigo sob uma noite estrelada. Fixando os olhos no céu, ele disse alguma coisa ao amigo, que depois alguém teve o cuidado de colocar em trovas:
Assombra-me o Universo
E eu procuro crer em vão
Que haja tal relógio
E um relojoeiro, não.
Paulo diz que Deus expôs Suas obras para mostrar ao homem que ele não tem nenhuma desculpa para dizer que Jeová não existe, que tudo surgiu por um concurso fortuito de átomos e longos períodos de misteriosa evolução inteligente, que ajustou todo o Universo em única harmonia. A presença da mão criadora é sentida claramente ao contemplarmos os céus.
Os céticos rompantemente se julgam superiores em inteligência aos crentes no relato genesíaco. Eles se arrogam o poder de terem todo o conhecimento e as explicações científicas (sic) para sustento do Big Bang e da evolução. Chegam a dizer que “doa a quem doer, evolução é fato.” Palavras ocas soltas ao vento, uivos desesperados de uma trágica ignorância. Não podem provar  científica e nem logicamente o que dizem. Cabem-lhes bem as palavras registradas em Sl 10:4: “O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.”
O texto a seguir tenta explicar em poucas palavras o Big Bang (as interposições em vermelho são do comentarista):
            A ciência atual não é capaz de nos dizer o que teria acontecido "antes" do Big Bang. (Evidentemente, ela não tem como explicar a existência da matéria antes de T=0; só afirma que ela existia,  e também não explica a potência da energia  desprendida da matéria densíssima e quente pré-existente, e por que a temperatura aumentou a ponto de produzir a explosão) Na verdade, pela física atual, o conceito de tempo está intimamente ligado ao Big Bang. Portanto, falar em antes T=0" não tem muito sentido. (Mas é claro! Os expoentes da teoria ficariam sem sentidos ao tentar explicar porque uma explanação a respeito não faz sentido). Pelo que se sabe hoje, podemos deduzir o que teria acontecido, com certeza (Se é uma teoria [e um ato de dedução], como é que eles podem ter certeza? Não têm como provar cientificamente o fato, porque o momento  de T menos O não se repete), a partir de 1/200  de segundo após o Big Bang. Com algumas hipóteses a serem confirmadas ainda (hipóteses? Mas há pouco o articulista falou de uma dedução com certeza), pode-se deduzir o que aconteceu a partir de uma parte em 1042 de segundo. Antes disso, todas as teorias  a respeito esbarram na chamada "Parede de Planck", que impede que tenhamos qualquer certeza do que teria acontecido... (Estão vendo, a Parede de Planck não dá o DNA do Big Bang)
Existem correntes que contestam a teoria do Big-Bang, e a mais famosa delas é a dos discípulos do astrofísico inglês Fred Hoyle. Curiosamente foi Hoyle que cunhou o nome Big Bang ao referir-se à teoria que nascia, sobretudo sob as batutas dos físicos russos George Gamov e Aleksandr Friedmann, além do, também inglês, Arthur Eddington, baseada nas equações da Relatividade Geral de Einstein. Hoyle desdenhava a teoria e referiu-se a ela, em tom jocoso, como a teoria do BigBang (o Grande Bum). Por ironia, o nome pegou e hoje a teoria é levada a sério (Por quem? Pela mídia evolucionista, pelos cientistas ateus e pela maioria dos leigos).
Nota: A Parede de Planck é o conceito que entende a indevassabilidade do universo existente antes do momento O do Big Bang. Ninguém se atreve a declarar qual o cenário de antes do princípio do Universo. Os entendidos admitem que havia matéria, energia, temperatura e forças físicas e químicas atuantes.

TERÇA

O poder de sua palavra
            Muitas vezes ficamos pensando em como Deus realizou Sua obra criadora. Ele mandou e tudo logo apareceu espontaneamente, sem prévio planejamento ou projeto de Sua parte? Deus não pensa antes de realizar Suas obras? Apenas manda e tudo acontece?
            Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Sl 33:9) É verdade que a ordem de Deus é inexorável, isto é, irrevogável e imediatamente executável. Porém, cremos que o Senhor planeja com perfeição absoluta tudo quanto faz. Ele possui mente infinita e conhece todas as ciências. Nada Lhe escapa ao saber.
            Veja, por exemplo, a perfeição com que nosso corpo funciona. Deus nos criou com vários sistemas que atuam sinergicamente para promover a vida. Você ingere o alimento e esse é processado de tal maneira que, de suas propriedades, obtemos proteínas, carboidratos, sais minerais, vitaminas, hormônios, enzimas, substâncias químicas em profusão, etc. Enfim, a vida.
            Observe a maestria artística de nosso Criador nos minúsculos flocos de neve. Dizem que não há um exatamente igual ao outro. Seu desenho, simetria, equilíbrio, beleza são fascinantes. 
         Marco Túlio Cícero, orador e filósofo latino, disse certa vez acerca do Universo: “Haverá quem possa imaginar que esta disposição de estrelas e este céu tão exuberantemente adornado, pudesse jamais ter sido formado por um fortuito concurso de átomos?”  Anaxágoras, filósofo grego que viveu 500 anos antes de Cristo, dizia que só podia explicar a harmonia do Universo como originária de uma “inteligência ordenadora, independente, todo-poderosa, única e infinita.”
            Pelo poder da palavra de Deus somos mantidos vivos. Pela palavra de Deus tudo quanto existe se mantém em operação. Deixasse Ele de dar ordens aos elementos de Sua criação, e tudo ruiria como um castelo de cartas. “Nele tudo subsiste” (Cl 1:17)
            Uma das mais maravilhosas ordens da palavra de Deus é a realização de nossa salvação. Veja este maravilhoso texto: “Ordenaste que eu me salve...” (Sl 71:3) Deus ordena que todos os recursos do Céu sejam empregados em nossa salvação eterna. Ele dá ordens e Seus anjos voam celeremente para atendê-las.  Quando estamos em tentação e perigo, o Senhor abre Seus santos lábios e ordena que o exército do céu nos cerque e proteja. Não fosse assim e seríamos tragados pela sanha destruidora do maligno.

QUARTA



Jesus: Criador do céu e da terra          
Ele fez a terra pelo Seu poder; estabeleceu o mundo por Sua sabedoria e com a Sua inteligência estendeu os céus. Fazendo Ele ribombar o trovão, logo há tumulto de águas no céu, e sobem os vapores das extremidades da terra; Ele cria os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento.” (Jr 51:15, 16)
“Os céus por Sua palavra se fizeram e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles... Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Sl 33:6, 9)
            O método da criação é mostrado nos versos em estudo. Deus usa Seu poder, isto é, Sua capacidade de produzir coisas, emitindo comandos. Arriscaríamos dizer que a energia infinita do Deus incomensurável transforma-se em criaturas, elementos, matéria, objetos, coisas, etc., à medida que Ele ordena. Antes de criar qualquer coisa, Deus já a tem perfeitamente definida em Sua mente.
            O Universo de Deus é regido por Seu magnífico poder que atua mediante quatro forças  fundamentais:  gravitacional, eletromagnética, nuclear fraca e nuclear forte. A quantidade de energia contida no Universo é totalmente incalculável. Não há Einstein, nem Stephen Hawking que consiga nos dar uma ideia dela. O poder divino transformado em matéria está espalhado por todo o espaço conhecido e desconhecido.
            A sabedoria divina criou átomos e com esses Ele fez toda a matéria. Segundo as aulas de química que tivemos no colégio, aprendemos que existem 118 elementos químicos componentes da matéria. Com sua combinação, recombinação, arranjos, rearranjos, etc.,  nosso magnífico Criador nos mostra sabedoria, inteligência, poder, amor, propósito, interesse e facetas de Seu caráter perfeito.   
            A despeito de haver estabelecido leis fixas para o comportamento da matéria e das forças universais, o Senhor não está restrito a elas. Ele pode modificá-las, alterá-las e mesmo aboli-las, parcial ou totalmente, se assim requererem Seus propósitos.  Além da matéria, Deus também criou a antimatéria, que é o oposto da matéria normal, da qual é feita a maior parte do nosso Universo. Não vamos entrar aqui em detalhes, pois esse não é o propósito do estudo, mas a menção é suficiente para nos dar um vislumbre da fascinante sabedoria do Criador.
            Que estupendo campo de estudos temos à nossa disposição ao apreciarmos as obras do Senhor! O filósofo inglês John Locke endossou esse conceito ao dizer: “Os sinais visíveis de Sua extraordinária sabedoria e poder tão manifestamente reluzem em todas as obras do Criador que, refletindo seriamente, toda criatura racional deve concluir que existe Deus.”
QUINTA

O criador entre nós
            O Criador é sumamente transcendente, isto é, está infinitamente além de nosso alcance e compreensão. Não há como medir a distância entre nós, criaturas, e o Criador. Contudo, Ele contém Sua grandeza imponderável e relacionasse com Suas criaturas.
            No princípio Ele poderia ter feito a Terra completa, seus habitantes e coisas, e isolar-Se em Seu trono, deixando que tudo transcorresse sem Sua presença pessoal. Mas consideremos que todos os dias, como já foi dito, Deus vinha do Terceiro Céu para encontrar-se com Adão e Eva na parte da tarde. Era o prazer do Senhor estar em contato direto com a humanidade e as obras da criação terrestre. Ele, certamente, continuaria a visitar a humanidade todos os dias, não fosse a maligna intromissão do pecado.
            Deus foi obrigado pelo pecado a Se afastar presencialmente da humanidade. Se Ele Se mostrasse aos pecadores assim como fazia no começo, os consumiria num só momento. Sua glória inexcedível “cremaria” os humanos e os animais.
            Porém, Ele sempre deu um jeito de Se comunicar e de estar perto do homem. Usou anjos, profetas, prodígios, milagres e maravilhas para mostrar que, apesar do decaimento da humanidade, Ele não a abandonou à própria sorte.
No santuário terrestre o Criador estava com Seu povo todos os dias e noites. Não contente com isso, “habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai”. (Jo 1:14). Foram só três anos e meio da presença do Deus-homem, mas quanto Ele nos revelou nesses dias? A Luz do mundo, o Pão da Vida, a Água da vida, o Desejado de todas as nações, a Pérola de grande preço, o Mestre supremo, o Amor maior revestido de carne, tudo isso e muito mais tivemos nós quando o Criador esteve entre nós.

Comentários Lição 13 - Quando tudo se fizer novo (Prof. Sikberto Marks)


22 a 29 de dezembro

Verso para memorizar:DEUS limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas são passadas” (Apoc. 21:4, RC).

Introdução de sábado à tarde
Já estamos sofrendo aqui nesse mundo há seis mil anos. São em torno de 160 a 180 gerações. Faltam ainda muitas gerações para se completarem as mil da misericórdia de DEUS, conforme Êxodo 34:7. Durante esses milênios a raça humana adquiriu um estranho comportamento: o de apreciar o mal. Tudo o que não presta, que é violento, que é feio, que é barulhento, que faz mal, que é da noite, que fere e que mata, que prejudica, disso é que o ser humano gosta. Nossas inclinações são pelo que não devemos dar atenção, e em geral não gostamos do que é bom. Só mesmo por meio da operação do ESPÍRITO SANTO somos transformados para gostarmos do que realmente é bom e positivo, segundo DEUS.
Nós, os que caminhamos pelo caminho estreito segundo o mundo, que abandonamos e rejeitamos esse mundo, e sonhamos esperançosos com uma outra sociedade, somos os estranhamente diferentes aos olhos do mundo, e até de muitos dos irmãos. Sim, nós os que somos da Nova Terra e já temos os nossos nomes escritos no livro da vida, no rol dos cidadãos do Reino de DEUS; que não gostamos mais de novelas, de filmes e vídeos violentos e trágicos; de lutas de box; de jogos competitivos, corrompidos e violentos como o futebol aqui no Brasil; de Big Brother; de música alta (já tem até na igreja); de barulho; do roubo; da mentira; da falta de respeito; da vaidade; da ganância; enfim, de tudo o que, estudando a Palavra de DEUS, sabemos não ser conveniente para nós, somos realmente muito estranhos aos olhos do mundo. Aqui mesmo, nessa Terra já estamos levando uma vida diferente, e apreciamos o natural, como agora posso ouvir o canto dos pássaros, pois são neste momento 6h30 da manhã. Os sabiás já estão cantando há mais de uma hora, e a melodia deles é celestial. Aqui tem sabiás, e tenho certeza de que ouviremos tal melodia também na Nova Terra. DEUS certamente preservará tão doce e bem composta melodia.
Nós assistiremos a renovação, após o milênio. Depois do julgamento, depois da eliminação dos ímpios, depois do fogo do inferno ter purificado o planeta, o Senhor JESUS recriará tudo outra vez, pelo poder de Sua voz, a mesma voz que praticou o estranho ato da destruição para a purificação. Quando Ele criou tudo aqui no princípio, naquela semana da criação, esteve só, mas desta vez nós veremos como Ele trabalha; veremos o poder de Seus pensamentos e de Suas palavras. Tais momentos serão emocionantes. Estaremos lá, pois afinal, já existimos. Então, tendo passado tudo o que se referia à história do pecado, não havendo mais nem raiz nem ramos (nem satanás nem seus seguidores) então sim, nunca mais choraremos, nunca mais teremos preocupações. Daí em diante o passado será realmente passado. Teremos a experiência de um reinício para a absoluta perfeição, e jamais, nem mesmo num único pensamento, sentiremos alguma dor pelo que passamos. Assim será maravilhoso.

  1. 1.      Primeiro dia:  Eventos que iniciam o milênio
O milênio, chamado também por terceiro milênio, ou sétimo milênio pelos adventistas, inicia com o término da sétima praga. Na descrição do capitulo 40 do livro O Grande Conflito, os derradeiros fatos na Terra são o Armagedom, que é também em parte a angústia de Jacó e o decreto de morte. No auge desse conflito DEUS interfere, abençoa os santos, proclama o dia da volta de JESUS e mostra os Dez Mandamentos ao mundo todo. Vendo que estão errados, os ímpios então voltam-se contra seus líderes religiosos pelos quais foram enganados, e contra Babilônia, para devastar tudo. A essa altura, o mundo estará em plena sétima praga. Enquanto os santos após o livramento aguardam a segunda vinda de JESUS, os ímpios brigam entre si e recebem o castigo da sétima praga, a pior de todas.
No momento certo, conforme anunciado, vê-se a nuvem e a volta de JESUS. Logo depois ocorre a ressurreição dos mortos já perfeitos e a transformação dos santos vivos, ao mesmo tempo em que os ímpios vão morrendo pelo granizo, fogo, terremotos e pela fulminante glória de JESUS. São cenas contraditórias, uns morrendo e outros ressuscitando, uns com úlceras e outros em perfeita saúde.
Sem demora, os justos sobem e afastam-se da Terra, e logo aqui se estabelece um estranho silêncio em todo o planeta. Agora há silêncio aqui e silêncio no Céu. Na Terra apenas se ouve o sibilar do vento, o rumor de terremotos, raios e trovões, mas também dos animais que sobram vivos, e as aves, a se alimentar fartamente de corpos humanos, à semelhança do que aconteceu com Judas que traiu JESUS, que era devorado por cães.  Não se ouve mais nada de atividade humana. Não há mais ser humano vivo no planeta. É a primeira vez depois da criação do primeiro casal que não há vida humana aqui.
Com a saída do séquito dos santos, aqui se inicia o milênio. Pela primeira vez após ter-se envolvido em degeneração, Lúcifer agora não tem nada para fazer. Mas ele não está calmo, está nervoso, sabe que está perdido (o pior é que agora ele tem tempo para pensar nisso). É torturante. Imaginem-se discussões e acusações apavorantes entre os demônios. Não faz muito, os homens voltaram-se contra seus falsos líderes, e agora chega a vez de Lúcifer ouvir as acusações dos anjos que ele enganou. Não havendo outra coisa para fazer, mesmo assim, não tiram férias, não descansam nem planejam, mas sofrem as consequências de seus atos. Não podendo morrer ainda, precisam agora enfrentar mil anos da mais torturante angústia jamais imaginada. De todos os seres uma vez existentes, esses aí são os que mais sofrerão. E o milênio é um longo período de tempo, jamais alcançado por algum ser humano nesta Terra, para eles refletirem, ou melhor, para suportarem as acusações de suas mentes. Para piorar tudo, o cenário será de destruição e caos total. Nunca antes, em lugar algum do Universo, existiu tal estado de degradação para se ver e se viver. É nessa condição que os demônios e seu líder deverão ficar por mil anos. Uma verdadeira prisão, certamente a pior de todas.

  1. 2.      Segunda: Durante o milênio
Durante o milênio a Terra estará destruída, sem habitantes. Reinará aqui o caos. A Teoria da Evolução agora demonstra sua farsa, pois na verdade tudo se dirigia para este caos. Satanás, embora mantenha suas capacidades, não terá poder algum, pois não terá a quem seduzir. Entenda-se: satanás não é um sedutor apenas por ser mau, mas sim, também porque precisa conquistar todos os seres humanos para o seu lado. Ele tem necessidade de eliminar, não interessa como, todos os seguidores de DEUS aqui na Terra. Aí ele sairia vencedor, pois interromperia a aliança de DEUS com os seres humanos. Mas ao longo da história, embora houvesse tempos com poucos seguidores de DEUS, ele nunca conseguiu eliminar todos. Seduzir os seus anjos maus, isso ele não necessita fazer, já estão perdidos junto com ele. Logo, não terá nada a fazer aqui, senão refletir sobre as consequências de sua loucura.
Enquanto isso, no Céu, junto a DEUS, os salvos terão uma tarefa especial. Participarão do juízo de DEUS que tem três fazes: investigativa, que JESUS faz agora desde 22 de outubro de 1844 e vai até o fechamento da porta da graça; revisão do juízo que ocorrerá durante o milênio e a executiva, ao final do milênio, quando é enviado o fogo de DEUS, o inferno, para eliminação de satanás, seus anjos e dos ímpios. Durante o milênio os santos examinarão os casos dos que se perderam. Poderão manusear os livros onde se encontram os registros deles. Ali teremos todas as explicações do que ocorreu na Terra. Por exemplo, os mártires poderão examinar a motivação, as tramas, o ódio contra eles. Todos nós poderemos examinar na intimidade como foi toda a trama para matarem a JESUS. Como foi que organizaram tudo, como foi Seu julgamento, como corromperam os soldados quando vieram dizer que JESUS havia ressuscitado, e assim por diante. Durante esse tempo poderemos saber porque muitas vezes não fomos libertos de certos atos e perigos por parte dos ímpios. Tudo será revelado, tudo será esclarecido; afinal, os santos terão direito a isso. Também saberemos porque esse ou aquele famoso ministro de DEUS não está ali, ou porque esse ou aquele mau elemento se salvou. Nosso nome poderá aparecer muitas vezes nos registros dos ímpios, para nos prejudicar aqui na Terra e forçar nossa perdição. Veremos como os santos anjos nos libertaram, muitas vezes não do sofrimento físico nem de privações, e talvez nem da morte física, mas nos livraram da morte eterna. Ali se poderá ver que DEUS é perfeitamente justo e que a Sua Lei jamais foi mal aplicada em algum momento.
Enfim, aqueles que foram perseguidos ali poderão rever a história da humanidade. Não haverá lugar mais bem detalhado de tudo o que aconteceu nesse mundo ao longo dos seis mil anos de pecado. Nenhum detalhe desde a queda de Adão e Eva ficará de fora. Principalmente se poderá ver a ação de satanás sobre suas intenções ao longo desses seis mil anos de tragédias, que ele motivou e precipitou. Poderemos ver como foi que Eva caiu, como Adão entrou nessa, e como foi que JESUS anunciou o plano da salvação, como foi a condenação sobre a serpente. Se bem que não vai haver nada escrito no livro dos pecados de Adão e Eva, nos registros correspondentes a satanás e suas vítimas, é de se pergunta: qual será o tamanho da sua “ficha policial”? Não teremos mais como saber os pecados cometidos pelos santos, e isso não interessa, mas poderemos saber como eles foram tentados, como os ímpios foram maus. Então, cada dia de trabalho se concluirá que DEUS é perfeitamente justo. Esse juízo do milênio tem por finalidade a transparência da justiça de DEUS, e que fique definido para o restante da eternidade que todos aqueles que foram executados era exatamente isto que se deveria fazer, e que aqueles que foram salvos, mereciam porque se entregaram a JESUS. Contrariamente ao que apregoa satanás, ficará absolutamente perceptível que DEUS e a Sua Lei são de justiça perfeita e incontestável.

  1. 3.      Terça: Eventos do fim do milênio
Durante o milênio teremos muitas coisas para fazer. Todas estas coisas serão excelentes, menos uma, a de participar do julgamento. Isso não será nada agradável. O tribunal se assenta e o Juiz toma o Seu lugar. Esse Juiz era Advogado há pouco. Defendeu a todos que desejaram defesa. Agora não é mais tempo de arrependimento, portanto não há mais necessidade de advogado. No tribunal vemos o Juiz, os 24 anciãos, os anjos que assistem como auxiliares nos livros e os santos salvos, que atuam como testemunhas. É a seção de revisão do julgamento dos perdidos, uma espécie de ratificação da sentença já aplicada durante o juízo investigativo, no tempo do julgamento dos mortos que tiveram seus nomes escritos no livro da vida, mas que não se arrependeram de tudo. E também serão julgados os ímpios que nunca se arrependeram, além dos anjos maus e satanás. Enfim, todos aqueles seres que nasceram na Terra, mas que não foram salvos, terão seus casos apreciados por este gigantesco tribunal, o maior e o de mais longa duração de todos os tempos.
Desconhecemos detalhes desse julgamento. O que sabemos é que a lei para se saber sobre a condenação ou absolvição são os Dez Mandamentos bíblicos. A questão básica é apenas uma: a pessoa amava o próximo como a si mesma e a DEUS de todo o coração ou não amava? Serão utilizados três livros. Os dois livros dos atos, um dos bons, outro dos maus, e o livro da vida. Serão julgados aqueles que não tiverem seus nomes escritos nesse livro. Ele estará lá para essa finalidade. Aliás, no milênio, nesse livro, constarão só os nomes dos salvos.
Revisando caso a caso, e tempo há para isto, se chegará até o final do milênio e os bilhões de pessoas perdidas estarão todas julgadas. Mas o juízo ainda não terminou. Como se trata de tirar a vida para toda eternidade, cada perdido ainda terá a oportunidade de se pronunciar, e aceitar ou não aceitar sua sentença, inclusive satanás e seus anjos. Para esse fim, no final do milênio, quando tivermos retornado a esta Terra, os ímpios mortos ressuscitam. Armam-se outra vez como puderem, e cercam a cidade. Nisso o juízo torna a ser instalado e cada um deles poderá ver, como num filme, seus atos, até mesmo os mais secretos, incluindo os pensamentos. Verão isto diante do Juiz e da cidade santa repleta de testemunhas que só admitem e falam a verdade. “Logo que se abrem os livros de registro e o olhar de Jesus incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo pecado cometido. Veem exatamente onde seus pés se desviaram do caminho da pureza e santidade, precisamente até onde o orgulho e rebelião os levaram na violação da lei de Deus. As sedutoras tentações que incentivaram na condescendência com o pecado, as bênçãos pervertidas, os mensageiros de Deus desprezados, as advertências rejeitadas, as ondas de misericórdia rebatidas pelo coração obstinado, impenitente – tudo aparece como que escrito com letras de fogo” (O Grande Conflito, 666). Contra eles pesa o testemunho acusativo dos santos dentro da cidade, pois já conhecem os casos. Eles não têm uma palavra em defesa dos ímpios. Não há ninguém para livrá-los da condenação, mas é a vez deles mesmos se posicionarem quanto a sua condenação. Ao verem seus atos e verem as oportunidades de arrependimento desprezadas, e entenderem sua teimosia, chegarão, unânimes, a uma conclusão: a sentença deles é justa e merecida. Essa será a primeira vez que as forças de Babilônia estarão unânimes em relação a um determinado assunto.
Então segue o cerimonial, com a coroação de JESUS e o louvor a Ele, curiosamente vindo dos salvos como dos perdidos. “Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. Veem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que desprezaram e transgrediram. Testemunham o irromper de admiração, transportes e adoração por parte dos salvos, e, ao propagar-se a onda de melodia sobre as multidões fora da cidade, todos, unânimes, exclamam: “Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos” (Apoc. 15:3); e, prostrando-se, adoram o Príncipe da vida” (O Grande Conflito, 668-669). Todos admitem que O Senhor é justo.
Lúcifer vê-se obrigado a uma recapitulação de sua obra e chega a uma conclusão dramática, embora evidente. “Olhando Satanás para o seu reino, o fruto de sua luta, vê apenas fracasso e ruína. Levara as multidões a crer que a cidade de Deus seria fácil presa; mas sabe que isto é falso. Reiteradas vezes, no transcurso do grande conflito, foi ele derrotado e obrigado a capitular” (O Grande Conflito, 669). “Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. … E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença” (O Grande Conflito, 670). Ele é o último a admitir, mas a sua declaração é importante no julgamento divino. Para toda a eternidade as palavras de Lúcifer atestarão que o governo de DEUS é absolutamente justo e ele é que mentia. “Todas as questões sobre a verdade e o erro no prolongado conflito foram agora esclarecidas. … Os resultados do governo de Satanás em contraste com o de Deus, foram apresentados a todo o Universo. As próprias obras de Satanás o condenaram. A sabedoria de Deus, Sua justiça e bondade, acham-se plenamente reivindicadas” (O Grande Conflito, 670).
Finalmente a grande declaração de mesmo teor, por parte dos justos e dos ímpios. É a segunda vez que haverá concordância entre os dois grupos. “À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.” Apoc. 15:3” (O Grande Conflito, 671).
Seguindo a impressionante cerimônia, agora JESUS faz uma declaração de arrepiar. Ele declara: “”Eis a aquisição de Meu sangue! Por estes sofri, por estes morri, a fim de que pudessem morar em Minha presença pelas eras eternas.” E sobe o cântico de louvor dos que estão vestidos de branco em redor do trono: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” Apoc. 5:12” (O Grande Conflito, 671).
No entanto, satanás não se dá por vencido. Ele retoma seus pensamentos de sede pelo poder, e torna a incitar a multidão dos perdidos para invadirem a cidade de muros altíssimos. No entanto, a multidão agora se volta contra ele com furor de demônios. Então desce fogo do céu e os consome por completo, até que a Terra toda esteja livre do pecado. De tudo o que aconteceu aqui na Terra, como sinal visível, apenas um vestígio permanecerá para sempre: as marcas no corpo do Senhor JESUS CRISTO, em Sua fronte, em Suas mãos e no Seu lado. Servirão de atestado de Seu amor e da justiça de Seu reino. “E os sinais de Sua humilhação são a Sua mais elevada honra; através da eternidade os ferimentos do Calvário Lhe proclamarão o louvor e declararão o poder” (O Grande Conflito, 674).
Após a purificação da Terra veremos o poder criador de JESUS ao recriar tudo aqui, como da primeira vez. Então sairemos da cidade santa, e iremos aos nossos lugares, a ali construiremos nossas habitações. E viveremos felizes, eternamente.

  1. 4.      Quarta: A Nota Terra
O planeta Terra não está nas mãos de seus verdadeiros administradores. Está sob controle de posseiros, que dominam a natureza a seu favor, explorando-a e exterminando tudo o que existe por aqui. Devastam as árvores, liquidam com os animais, cavam a terra, exploram o oceano. Onde existe alguma riqueza, lá estão os posseiros do planeta buscando alguma vantagem para si. Ao mesmo tempo, fala-se como nunca em “desenvolvimento sustentável”. Mas o que se pratica é devastação irresponsável.
Esses posseiros fazem as leis a seu favor. Coligados com os legisladores, criam condições que favorecem somente a eles, transferindo riqueza para seus cofres. As riquezas desse planeta poderiam ser utilizadas para o bem, com responsabilidade, porém, a ganância leva os homens à destruição, pelo que a Terra geme e se contorce de dores por meio de temporais, terremotos, secas, inundações, fogo, etc.
Mas isso não permanecerá para sempre assim. Tudo aqui será recriado a partir do caos. No princípio era o caos natural. Dele DEUS criou uma Terra bela e aprazível. Desta vez o caos será por causa da destruição por parte dos seres humanos. A situação ficará tão degenerada, ou melhor, já está ficando assim há muito tempo, que DEUS não recriará a partir desse caos. Primeiro Ele vai ter que purificar a Terra pelo fogo, para eliminar restos de construções, peças de metal, artefatos atômicos, estruturas inúteis, enfim, todos os vestígios da ação do pecado. É um caos diferente, da ação do mal; não é um caos natural.
Então sim, depois de tudo purificado, depois que aqui não há mais raiz nem ramo de pecado, o Senhor recriará tudo de forma perfeita. Feito isso, Ele nos entregará a Terra recriada, boa para ser habitada. Essa será a Nova Terra.

  1. 5.      Quinta: A vida na Nova Terra
Agora satanás já não existe, nem seus anjos e nem aqueles que se aliaram a ele. Não existe mais possibilidade de tentação. Já não se fala mais em morte nem das coisas que ela provoca. Toda tristeza desapareceu, pois DEUS enxugou dos olhos toda lágrima. Os assuntos agora não são mais sobre as coisas passadas. Se bem que não se apagará de nossa mente a história que enfrentamos, as delícias da Nova Terra serão tão atraentes que o passado nunca mais será tema para perdermos tempo com ele. Estamos em nosso planeta, totalmente recriado, e podemos usufruir. Esse é o nosso lugar, que DEUS nos dera por meio de Adão e Eva, mas que Lúcifer havia tomado deles. Mesmo depois da vitória de JESUS na cruz, o mal continuou dominando por aqui. Mas desde aquela ocasião, seus dias estavam contados, pois DEUS sabia o dia e a hora da vinda de Seu Filho. E hoje (futuro) estamos nessa Nova Terra.
Meus amados leitores e leitoras, não importa em que lugar estejam lendo o meu comentário feito no porão de minha casa. Sei que são milhares de leitores, e isso produz em meus pensamentos um sentimento: o de um dia conhecer a todos. Gostaria mesmo de, com minha linda esposa, partilhar eternamente momentos agradáveis com todos vocês, aqui na Nova Terra. Esse ao menos é o sentido desses comentários. Por isso eles são realistas, nem otimistas nem pessimistas. Estamos numa realidade no mundo e na igreja. E é uma luta tremenda; há inimigos por toda parte, dentro e fora da igreja. Se há algo que desejo a todos é o seguinte: vigiem. Não é por estarem no rol do livro da igreja nem por terem seus nomes escritos no livro da vida que devam julgar-se salvos. Não é por isso que podemos ter a liberdade de viver um pouco no mundo e um pouco na igreja. Não é por isso que podemos ser mornos. Temos que nos reavivar, isto é, nos fortalecer nas coisas santas de DEUS. Temos que fazer reformas em nossa vida, especialmente buscar a humildade como aqueles homens e mulheres quando se prepararam para o Pentecostes. E temos que vencer as tentações das atrações do mundo – vocês sabem do que estou falando, de tanto que já me referi a elas. Há uma estratégia simples para vencer na vida espiritual e material: colocar em prática tudo o que está escrito, seja na Bíblia, seja nos escritos de Ellen G. White. Muitos já não acreditam nela, pois escreve coisas que devemos largar. Coitados! Mais uma vez, meus muitos amigos, sigamos juntos o mesmo caminho, embora estejamos longe uns dos outros, espalhados pelo planeta onde não somos bem vistos em geral. Façamos como Josué: não sei quanto aos outros, mas “eu e minha casa seguiremos ao Senhor”.
 
  1. 6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Digamos assim: os últimos atos de DEUS para eliminar o pecado. Depois de feito o julgamento, de pronunciada a sentença, satanás, seus anjos e demais seguidores escravizados, serão extintos. Satanás carregará os pecados dos salvos sobre si. E isso munda o que para ele? Em primeiro lugar, esse ato não é para expiar pecado por ninguém. Satanás não vai pagar pela vida de ninguém. Mas os pecados que serão postos sobre ele, os dos salvos, só aumentarão o sofrimento dele e o tempo em que deverá arder no fogo. Quanto mais salvos, maior esse tempo porque mais pecados perdoados por JESUS ele terá que suportar. E isso é justo porque, afinal, quem originou esses pecados foi ele.
Note-se bem a diferença entre o sofrimento de JESUS e o de satanás. JESUS sofreu a dor da nossa culpa injustamente. Sofreu até a morte pela culpa de todos, seja dos que se salvam, seja dos que se perdem, e venceu porque Ele mesmo não pecou jamais. Assim pôde vencer a morte, e ao terceiro dia ressuscitar dela. Já satanás vai sofrer também pela culpa desses mesmos pecados, porém na condição não de ser inocente, mas culpado. E seu sofrimento não será numa cruz, mas a arder no fogo de DEUS, para ser extinto, não para ressuscitar depois. JESUS foi substituir o pecador e ele foi sentenciado injustamente por ser inocente. Satanás será punido pela justiça e é culpado daqueles pecados. Foi ele quem levou essas pessoas a cometerem erros enquanto que JESUS buscou evitar que essas pessoas errassem, e acontecendo o erro Ele pagou por esses erros. O inimigo não está pagando por ninguém, só por ele mesmo, portanto, sendo ele pecador, e levando outros a também serem pecadores, tem que sofrer pelos pecados dele e dos que fez cometer erros, mas que se arrependeram, e finalmente ser morto para sempre. Ele será o último a morrer no fogo do inferno.
Assunto ruim esse, não é?
Vamos mudar de foco?
Depois de tudo purificado, imagine então, como vai ficar esse planeta, com tudo recriado. Imagine só você fazendo parte, assistindo a ação do Criador. Não sei se fará a recriação outra vez em sete dias, não há essas informações. Mas uma coisa é certa: como estamos vivos, como já participamos do julgamento dos ímpios, como já vimos o fogo do inferno extinguir o mal, muito mais ainda seremos convidados a presenciar o que é mais lindo: DEUS fazer tudo novo e perfeito. Então teremos enxugados de nossos olhos as lágrimas, e seremos felizes, aí sim, para sempre.
Se há algo importante a fazer hoje é buscar humildemente ser submisso à vontade de nosso Salvador. Aqui mesmo já sentiremos algo, como uma amostra grátis do que será a vida na Nova Terra. É libertar-se das atrações inúteis desse mundo e vincular-se a DEUS, subindo pelo caminho estreito até alcançar a salvação. Algo me leva a repetir: deixemos das novelas, dos jogos de futebol, dos vídeos violentos e sensuais, dos programas na televisão que degradam o caráter, do comodismo, da mornidão espiritual. Façamos o reavivamento e as reformas necessárias, e permitamos que o ESPÍRITO SANTO nos transforme.

Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 13 - Quando todas as coisas forem feitas novas (Prof. César Pagani)


22 a 28 de Dezembro de 2012
 
Verso para Memorizar
“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem tristeza e nem clamor. Não haverá mais dor, pois as primeiras coisas já passaram.” (Ap 21:4 – trad. livre)    

Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos principal e diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.

            Os adventistas do sétimo dia creem que o milênio é um período de 10 séculos terrestres que media entre a primeira e a segunda ressurreições, quando a sentença executiva será efetivada e os ímpios se “farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés” (Ml 4:3), inclusive Satanás e seus anjos.
            Apagados os fogos e extinto o lago de fogo e enxofre, após seu resfriamento Deus fará novos céus e nova Terra onde habita a justiça. Então este mundo renovado será entregue nas mãos dos justos, provavelmente com Adão como seu governador, e terão na Nova Jerusalém a sede do governo universal de Cristo.
            Tenho em mãos um exemplar do livro Three Views on the Millennium and Beyond (Três Visões Sobre o Milênio e Além), onde os PhDs Craig A. Blaising, Kenneth I. Gentry Jr. E Robert B. Stringle defendem seus pontos de vista escatológicos sobre o misterioso período. Cada um desses doutos  homens defende sua tese com erudição, o primeiro advogando o pré-milenarismo, o segundo o pós-mileranismo e o terceiro o amileranismo. O interessante é que cada um deles contesta a tese do outro e, no final, Darrell L. Bock, editor geral do livro, contesta a tese dos três. É aquela história de “todos brigam e ninguém tem razão”.
            É verdade que a Escritura apresenta apenas sete passagens sobre os mil anos, porém deixa claro que é um período que antecede a grande obra de Deus de fazer novas todas as coisas. Os fatos bíblicos a respeito falam da prisão de Satanás, seu lançamento no abismo (ou terra destruída), sua libertação quando da ressurreição dos ímpios. Ap 20:4 indica a ocorrência de um juízo de verificação no milênio, o que é corroborado pelo apóstolo Paulo que diz que “havemos de julgar os próprios anjos”, de um reinado participativo dos justos com Jesus, da ressurreição universal dos ímpios de todas as eras. Ap 20:9 fala do portentoso acontecimento da descida de fogo dos céus para consumir todos os ímpios e apagar, afinal, toda memória de pecado e pecadores. 
                                   
DOMINGO
Eventos do início do milênio
                A primeira menção bíblica do período escatológico de exatos mil anos é feita em Ap 20:2: “Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos.”  Pois bem, João, em mais uma visão apocalíptica, contemplou um anjo poderoso que tinha as chaves do abismo e deteve Satanás, algemando-o por mil anos. O mesmo período é citado revelando que os santos remidos reinarão com Cristo, sendo investidos pelo Senhor com “poder de julgar” (Ap 20:4).  O versículo três mostra que o Céu determinou um impedimento a Satanás: ele não mais poderia enganar as nações. O versículo cinco diz que “os outros mortos não reviveram”. Que outros mortos eram esses? No contexto do capítulo eles são postos em contraste com os mortos que foram “degolados por causa do testemunho de Jesus” [que é o Espírito de Profecia (Ap 19:10)]. Esses reviveram e reinaram com Cristo por mil anos. Se não são os justos ressurretos da primeira ressurreição, só podem ser os ímpios.
            Que evento desencadeou a prisão do maligno, a instauração de um tribunal milenário, a ressurreição pré-milenial? Só há uma resposta: a segunda vinda de Cristo (1Ts 4:16, 17;  Ap 20:6, 1Co 15:52; 2Ts 1:7, 8; 2:8).
            “Depois que os santos são mudados para a imortalidade e tomados com Jesus, depois de receberem suas harpas, coroas e vestidos, e entrarem na cidade, Jesus e os santos assentam-se em julgamento. Os livros são abertos – o livro da vida e o livro da morte. O livro da vida contém as boas obras dos santos; o livro da morte contem as obras más dos ímpios. Esses livros são comparados com o livro de estatutos – a Bíblia – e de acordo com ela são os homens julgados. Os santos, em uníssono com Jesus, passam o seu juízo sobre os ímpios mortos.” Early Writings, 52.   
            “O escritor do Apocalipse prediz o banimento de Satanás, e a condição de caos e desolação a que a Terra deve ser reduzida; e declara que tal condição existirá durante mil anos.” GC, 710.
            “Durante mil ano Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra a Lei de Deus. Durante este tempo os seus sofrimentos serão intensos.” GC, 711.
            “Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus durante mil anos. Restrito à Terra, não terá acesso a outros mundos, para tentar e molestar os que jamais caíram. É neste sentido que ele está amarrado; ninguém ficou de resto, sobre quem ele possa exercer seu poder. Está inteiramente separado da obra de engano e ruína que durante tantos séculos foi seu único deleite.” Ibidem.
SEGUNDA
                O capítulo 20 de Apocalipse deixa claro que após o aprisionamento de Satanás, tem início um tribunal cuja sede está, indubitavelmente, no Céu. O texto sagrado diz que tronos foram instalados (seu número não é revelado) e gente com autoridade neles se assentou. Sua função específica era julgar. Julgar o quê? As Escrituras revelam dois grandes juízos celestes de avaliação: um dos justos e um dos ímpios e anjos maus.  No primeiro juízo, a que Tiago White chamou de investigativo, há um Advogado, um Maravilhoso Intercessor a pleitear a causa dos jutos. No segundo, há juízes apenas, sem nenhuma figura de promotoria ou defesa, sem intercessor. Trata-se de uma revisão de autos cuja sentença já foi estabelecida por própria escolha dos réus. Quem tem o Filho, tem a vida. Como os acusados rejeitaram o Filho, por consequência já tem a morte como sentença, faltando apenas sua execução.
Jesus disse, certa vez, que Seus seguidores haveriam, após a regeneração ou imortalização, de  julgar as doze tribos de Israel (Mt 19:28). Ele não estava dizendo isso apenas aos doze, mas a todos os que “Me seguistes”. Em outras palavras, todo seguidor fiel de Jesus será investido como magistrado.  Algo curioso que o Senhor disse nesse verso foi que o objetivo seria julgar as tribos de Israel. Entendemos que os cristãos nominais, que não foram fiéis à sua vocação, entrarão nessa categoria. Muitos que foram chamados, não serão escolhidos.
Paulo, em 1Co 6:2, 3, diz que os santos vão julgar o mundo. Todo homem e mulher que pisou este mundo terá sua vida avaliada. Os anjos maus, incluindo seu chefe, também haverão de ser julgados. Em união com Cristo eles julgam os maus, comparando suas ações, declaradas nos livros, com a Bíblia, decidindo cada caso de acordo com as obras praticadas no corpo. Também Satanás e os anjos maus serão julgados por Cristo e Seu povo.” The Southern Watchman, 14 de março de 1905. 
Deus é justíssimo em todos os Seus caminhos. Embora os ímpios já estejam condenados, o Senhor quer dar uma satisfação ao Universo sobre Seu modo escorreito ou correto de agir com relação aos homens. Ele não quer que paire nenhuma dúvida acerca da sentença final. “Senhor, mas por que aquele fiel ancião de igreja, que por tantos anos se dedicou aos interesses do Teu reino, foi condenado?” “Por que aquele professor de teologia que conhecia profundamente a Tua palavra não está nas hostes dos salvos?” “Por que aquele pastor que pregava entusiasticamente nos programas televisivos e que batizou milhares de almas, não está entre os remidos?” Todas as respostas serão dadas. Ninguém passará a eternidade com dúvidas quanto à perfeita justiça divina.  
“Todos serão examinados e julgados de acordo com a luz que tiveram. Os que se desviam da verdade para as fábulas não podem esperar uma segunda oportunidade. Não haverá um milênio temporal. Se, depois que o Espírito Santo trouxe convicção aos seus corações, resistirem à verdade e usarem sua influência para impedir que outros O recebam, eles nunca se convencerão. Não buscaram a transformação do caráter no tempo de graça que lhes foi concedido, e Cristo não lhes dará a oportunidade de passarem outra vez pela mesma situação. A decisão é definitiva.” Carta 25, 1900. 
Agora, uma preocupação: Os justos ficarão debruçados centenas de anos sobre os livros celestiais, lendo, lendo, lendo...? Não haverá outras atividades? Evidentemente que não. Os justos construirão casas, plantarão vinhas, virão cada sábado adorar o Senhor, desfrutarão a companhia de Cristo e dos anjos, cantarão, viajarão a outros mundos, etc.
        Terminados os mil anos (entendemos que esses serão contados como anos terrestres, a despeito de seus eventos se passarem na eternidade), dar-se-á a maior mudança do Universo. A cidade santa mudará de lugar, do Terceiro Céu para a Terra. A imensa habitação de Deus que, segundo o Apocalipse, tem 12.000 estádios, isto é, cerca de 2.200 km de comprimento, desce dos céus e se assenta no que hoje é a Palestina, mais diretamente tendo seu centro no Monte das Oliveiras. Toda a área que a cidade ocupar já terá sido purificada por Deus previamente. Ela não se assentará em terreno contaminado.
Jesus dá ordem para que os ímpios ressuscitem. Dá-se, então, a segunda ressurreição. Os ímpios saem do túmulo com as mesmas formas corrompidas com que a ele baixaram. Sua disposição transgressora é a mesma. Ódio, perversidade, violência, crueldade e todos os traços satânicos inculcados na natureza humana sobressaem-se em toda a multidão, que é chamada por João de Gogue e Magogue.
Em seguida ocorre a indescritível glória da coroação de Jesus: “Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus. E agora, investido de majestade e poder supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu governo, e executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo. Diz o profeta de Deus: ‘Vi um grande trono branco, e O que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a Terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.’ Ap 20:11 e 12.” GC, 666.
Logo que se abrem os livros de registro e o olhar de Jesus incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo pecado cometido. Veem exatamente onde seus pés se desviaram do caminho da pureza e santidade, precisamente até onde o orgulho e rebelião os levaram na violação da lei de Deus. As sedutoras tentações que incentivaram na condescendência com o pecado, as bênçãos pervertidas, os mensageiros de Deus desprezados, as advertências rejeitadas, as ondas de misericórdia rebatidas pelo coração obstinado, impenitente - tudo aparece como que escrito com letras de fogo.”  Ibidem.  
  Depois dessas cenas, Satanás se ergue e dá voz de comando à inumerável multidão para que ataquem a Cidade Santa. Porém, desce fogo dos céus misturado com enxofre e se abate sobre homens e anjos maus. “Os ímpios recebem sua recompensa na Terra (Pv 11:31). ‘Serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos.’ Ml 4:1. Alguns são destruídos em um momento, enquanto outros sofrem muitos dias. Todos são punidos segundo as suas ações. Tendo sido os pecados dos justos transferidos para Satanás, tem ele de sofrer não somente pela sua própria rebelião, mas por todos os pecados que fez o povo de Deus cometer. Seu castigo deve ser muito maior do que o daqueles a quem enganou. Depois que perecerem os que pelos seus enganos caíram, deve ele ainda viver e sofrer. Nas chamas purificadoras os ímpios são finalmente destruídos, raiz e ramos - Satanás a raiz, seus seguidores os ramos. A penalidade completa da lei foi aplicada; satisfeitas as exigências da justiça; e o Céu e a Terra, contemplando-o, declaram a justiça de Jeová.” Idem, 673.           
QUARTA
Uma nova terra
            “Quando Deus finalmente purificar a Terra, parecerá ela um lago de fogo sem limites. Assim como Deus preservou a arca em meio às comoções do Dilúvio, pois ela continha oito pessoas justas, assim preservará Ele a Nova Jerusalém, que conterá os fiéis de todas as eras ... Embora a Terra inteira, com exceção da parte em que a cidade repousa, esteja envolta num mar de fogo líquido, a cidade será poupada como o foi a arca, por um milagre do Todo-Poderoso. Não sofrerá qualquer dano em meio aos elementos devoradores.” Spiritual Gifts, vol. 3, p. 87. 
A visão de Moisés – “Observou ele a purificação da Terra pelo fogo e a limpeza de todo vestígio de pecado, de toda marca de maldição, sendo renovada e entregue como possessão aos santos para sempre e sempre... Enquanto Moisés contemplava esta cena, regozijo e triunfo estampavam-se em sua face. Pôde compreender o significado de tudo o que os anjos lhe haviam revelado. Sentiu-se parte de toda a cena posta diante dele.”  Manuscript Releases, vol. 10, pp. 151, 152, 154, 155, 158 e 159. 
Quando o último pecador for consumido e não restar mais combustível para os fogos eternos, estando tudo reduzido a cinzas (Ler Ml  4:3), o Criador criará novos céus e Nova Terra. João diz que viu esses céus e Terra prontinhos para desfrute dos santos.
Pode ser, isto é apenas uma suposição, que Ele despenda mais sete dias para criar tudo, visando a estabelecer um novo calendário semanal. Lembremo-nos de que haverá sábados na eternidade.  O fato é que tudo será renovado com uma beleza que superará a criação original. Este mundo será o lar de Deus e dos anjos também e não só de seres humanos.
A maravilha das maravilhas é que os santos, desta vez, poderão assistir o Criador em plena operação.  Nem você e nem eu pudemos assistir à primeira criação, mas, por certo, pela graça infinita de Cristo poderemos assistir à segunda.  Nenhum dos mundos criados por Deus passou por duas criações; só o nosso. Surpreendente!
 “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.” A Verdade Sobre os Anjos, p. 299. 
Vida na nova terra
            No plano original de Deus, Ele continuaria habitando no terceiro céu, visitando diariamente Seus filhos na terra, mas não fazendo morada entre eles (Gn 3:8). No plano de restauração, Deus trará Sua casa à Terra para morar eternamente com aqueles a quem Seu amor salvou.
            Onde Deus mora há riquezas e belezas indescritíveis, coisas que o olho não viu e o ouvido humano não ouviu. Essas, Deus preparou para aqueles que O amam e servem. Em Sua providência o Senhor fez com que haja companheirismo eterno entre Ele e Seus santos. O Magnífico Imortal será visto por Seu povo. Pelo menos uma vez por semana os remidos poderão encontrar-se com Seu Deus e Rei. Não importa em que parte da Terra renovada habitem, eles, todos os sábados, se deslocarão até a capital do Universo, a Nova Jerusalém, para adorar o Senhor na beleza de Sua santidade.
            Trabalho na Nova Terra - É importante frisar que os remidos trabalharão nos seis dias da semana, que continuará existindo. “Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor e os seus filhos estarão com eles.” (Is 65:21-23) “Na Terra renovada, os redimidos empenhar-se-ão em ocupações e prazeres que levaram felicidade a Adão e Eva no início. Será vivida a vida edênica, a vida no jardim e no campo.” PR, 730 e 731. 
            Educação na Nova Terra – “A obra de nossa existência aqui é um preparo para a vida eterna. A educação principiada na Terra não se completará nesta vida; prosseguirá por toda a eternidade - sempre em progresso, sem nunca se completar. Mais e mais amplamente se revelarão a sabedoria e o amor de Deus no plano da redenção. Ao guiar Seus filhos às fontes das águas vivas, o Salvador lhes comunicará abundância de conhecimentos. E dia a dia as maravilhosas obras de Deus, as provas de Seu poder na criação e manutenção do Universo, desdobrar-se-ão perante seu espírito em uma nova beleza. À luz que irradia do trono, desaparecerão os mistérios, e a alma se encherá de espanto em face da simplicidade das coisas antes não compreendidas.” CBV, 466.
Moradias dos santos na Nova Terra – “Vi ali casas belíssimas, que tinham a aparência de prata, apoiadas por quatro colunas marchetadas de pérolas preciosas, muito agradáveis à vista. Destinavam-se à habitação dos santos. Em cada uma havia uma prateleira de ouro. Vi muitos dos santos entrarem nas casas, tirarem sua coroa resplandecente, e pô-la na prateleira, saindo então para o campo ao lado das casas, para lidar com a terra; não como temos de fazer com a terra aqui, não, absolutamente. Uma gloriosa luz lhes resplandecia em redor da cabeça, e estavam continuamente louvando a Deus.” - PE, 18. 
Viagens dos santos na Nova Terra – “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça; humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de unia alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.” Maranata, 371. 
Além de um novo ambiente supermaravilhoso, a rotina de vida dos remidos será diferente da que temos aqui. “A multidão dos remidos viajará de mundo em mundo, e grande parte de seu tempo será aplicado à pesquisa dos mistérios da redenção. A despeito da extensão infinita da eternidade, esse tema estará continuamente aberto diante de suas mentes.” Review and Herald, 9 de março de 1886. 
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