Em 2012, ajude.





Um Momento

(por Max Lucado)

Tudo aconteceu num momento, um momento dos mais notáveis.

No que se refere a momentos, esse não parecia diferente dos outros. Se você pudesse de alguma forma tirá-lo da linha do tempo e examiná-lo, ele pareceria exatamente igual àqueles que passaram enquanto você lia estas palavras. Ele veio e foi embora. Foi precedido e sucedido por outros justamente como ele. Foi um dos incontáveis momentos que marcaram o tempo desde que a eternidade pôde ser medida.

Mas, na realidade, esse momento particular não foi como nenhum outro. Porque através desse segmento de tempo ocorreu algo espetacular. Deus tornou-se homem. Enquanto as criaturas da terra andavam descuidadas, a Divindade chegou. Os céus se abriram e colocaram seu bem mais precioso num útero humano.

O onipotente, em um instante, se tornou frágil. O que fora espírito se tornou palpável. Ele que era maior que o universo veio a ser um embrião. E aquele que sustém o mundo com uma palavra decidiu depender para sua nutrição de uma jovenzinha.

Deus como um feto. A santidade adormecida num ventre. O criador da vida sendo criado.

Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um baço. Ele se esticou contra as paredes, e flutuou no líquido amniótico da mãe.

Deus se aproximara.

Ele veio, não como um lampejo de luz ou como um conquistador inacessível, mas como alguém cujos primeiros gritos foram ouvidos por uma camponesa e um carpinteiro sonolento. As mãos que o sustentaram pela primeira vez eram calosas e sujas, mal cuidadas.

Nenhuma seda. Nenhum marfim. Nenhuma festa. Nenhuma pompa.

Se não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. E se não fosse por um grupo de contempladores de estrelas, não haveria presentes.

Os anjos olhavam enquanto Maria trocava as fraldas de Deus. O universo observava maravilhado enquanto o Todo-poderoso aprendia a andar. Crianças brincaram na rua com ele. E se o líder da sinagoga em Nazaré soubesse quem estava ouvindo os seus sermões...

Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele quem sabe não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora  completamente divino, Ele era completamente humano.

Durante trinta e três anos ele sentiu tudo que você e eu já sentimos.

Sentiu-se fraco. Cansou-se. Temeu o fracasso. Gostava do sexo oposto.

Pegou resfriados, teve problemas com o estômago e transpirava. Seus sentimentos ficavam feridos. Seus pés se cansavam e sua cabeça doía.

Pensar em Jesus dessa forma parece até quase irreverente, não é? Não é algo que gostemos de fazer, sentimo-nos pouco confortáveis. E muito mais fácil manter a humanidade fora da encarnação. Limpar a sujeira em volta do estábulo. Limpar o suor dos seus olhos. Pretender que ele nunca roncou, limpou o nariz ou bateu com o martelo no dedo.

E mais fácil aceitá-lo desse modo. Há alguma coisa sobre mantê-lo divino que o conserva distante, acondicionado, previsível.

Mas não faça isso. Por favor, não faça. Permita que ele seja humano como pretendeu ser. Deixe que entre na sujeira e no lixo de nosso mundo. Pois só se o deixarmos entrar é que ele pode tirar-nos dele.

Ouça suas palavras:

"Ame seu próximo" foi dito por um homem cujos vizinhos quiseram matá-lo. (Mc 12:30; Lc 4:29)

O desafio para deixar a família em favor do evangelho foi feito por alguém que despediu-se da mãe com um beijo na porta de casa. (Mc 10:29)

"Ore pelos que o perseguem" veio dos lábios que logo estariam suplicando que Deus perdoasse seus assassinos. (Mt 5:44; Lc 23:34)

"Estarei sempre com você" são as palavras de um Deus que num instante fez o impossível, a fim de tornar tudo possível para você e para mim. (Mt 28:20)

Tudo aconteceu num instante. Num momento... um momento memorável. O Verbo se fez carne.

Haverá outro. O mundo verá outra transformação instantânea.

Veja bem, ao tornar-se homem, Deus possibilitou ao homem ver Deus.

Quando Jesus foi para casa ele deixou aberta a porta de trás. Como resultado "transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos". (I Cor 12:51-52)

O primeiro momento de transformação não foi notado pelo mundo. Mas pode estar certo que isso não acontecerá com o segundo. Da próxima vez em que disser "um momento...", lembre-se que esse é todo tempo que vai ser necessário para mudar o mundo.

Papel Coadjuvante

(por David C. McCasland)

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10)

Após a morte, em 2009, de Ed McMahon, uma personalidade da televisão nos EUA, uma manchete de jornal dizia: “Quando chegou a ser o homem nº 2, ele era o nº 1. Mais conhecido por seu mandato de 30 anos como coadjuvante no programa de entrevista de Johnny Carson no final da noite, McMahon foi excelente em ajudar Carson a ser bem-sucedido no comando do programa. Enquanto a maioria dos apresentadores se esforça para estar no topo, McMahon contentava-se com um papel coadjuvante.


Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercitarmos nossos dons como membros do corpo de Cristo (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Ou, como J. B. Phillips traduz, “disposição para deixar o outro levar os créditos”.

Nossos dons e capacidades nos são concedidos pela graça de Deus e devem ser usados por fé (Romanos 12:3,6) no amor e serviço para Cristo – não para reconhecimento pessoal.

Que Deus nos conceda a capacidade de nos envolvermos com entusiasmo em papéis coadjuvantes para os quais Ele nos chama. A meta final é a Sua glória, não a nossa.


Pensamento: A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes, não como espectadores.

Fonte: RBC

O que o Natal nos ensina

(por Rubel Shelly)

Há uma frase maravilhosa do erudito americano Stephen L. Carter que é apropriada à estação de Natal: “Religião é, na sua essência, uma maneira de negar o resto do mundo.” Ela está seguramente, astuciosamente, e gloriosamente certa.

A visão da fé deste mundo é estranhamente desconfiada. Não, é mais que isso. É uma postura de descrença inequívoca que conduz a rejeição! Quando o mundo recita seus chavões – “você só importa se você estiver bonito”; “a coisa mais importante é dinheiro”; “vencer é tudo”, “Preocupa-se Com Número Um” – a fé protesta contra tudo isso. Ela adota uma postura de descrença e incredulidade. Ela vive em ceticismo e descrença.

Eu recuso a acreditar que egoísmo é aceitável ou que é permissível ressentir a felicidade dos outros. Eu não engolirei o modo do mundo justificar preconceito, agressão, e ódio. Nenhum crente pode ser qualquer coisa senão incrédulo diante da reivindicação deste mundo de que cada um é intitulado a qualquer coisa se pode agarrar com as mãos, ou, que não devemos sentir nenhuma culpa ao explorar outros.

Portanto, desconfie das alegadas certezas dos seus sentidos que cancelam os mistérios da fé. Dispute a tendência das massas de olhar adiante só para declarar a impossibilidade de viver com esperança. Negue totalmente a inevitabilidade da ganância, do ódio, e da violência que diz que não podemos provar a realidade de amor.

A Bíblia adverte contra a cegueira deste mundo e fala do perigo de cegos que conduzem outros cegos. Aquela advertência nos alerta que, coisas, pessoas, e modos de pensar arraigados neste mundo finito de tempo, espaço, e matéria nos impedirão de descobrir, experimentar, e se encantar nas realidades maiores de Deus, e da eternidade que só serão conhecidas pela fé.

Fé não é auto-enganação. Ela não é a projeção de desejos, e nem tampouco apenas sonhar alto. É nossa disposição de ouvir e se levantar com as coisas que Deus nos mostrou através de eventos e pessoas tão inspiradas quanto uma montanha fumaçando no deserto e tão modestos quanto o primeiro grito de um bebê na aldeia de Belém.

Então deixe o Natal negar o tranco que este mundo bota em seu coração. Deixe-o abrir seus olhos e ouvidos para tudo aquilo que muitos não querem ver nem ouvir. Veja Emanuel – e saiba que Deus está conosco. Ouça a canção de anjos – e receba a paz de Deus dada a corações ansiosos. Não dê importância à confusão, ceticismo e oposição deste mundo – e escolha o reinado de Deus como seu modo de afirmar as verdadeiras realidades. E Feliz Natal para todos!

Vivendo pelo Espírito - Comentários da Lição 12

Lição 12 - 10/dez a 16/dez de 2012
(Comentários do irmão César Pagani)


VERSO EM DESTAQUE: “Digo-lhes: andai segundo o Espírito e não gratificareis os desejos da carne.” (Gl 5:16 – English Standard Version - ESV)




Poesia original do autor (Come Thou Fount of Every Blessing)

"Vem, Tu, Fonte de toda bênção,
Modula meu coração para cantar de Tua graça;
Correntes de misericórdia que nunca cessam,
Pedem hinos do mais alto louvor.
Ensina-me um melodioso soneto,
Cantado por línguas fervorosas do alto.
Louvem no monte onde me encontro,
Monte de Teu amor redentor.

Padeço em meu espírito,
Até ser livre da carne e do pecado,
Pelo que vou herdar,
Hei de aqui mesmo Te louvar.
Ergo-Te meu “ebenezer”,
Por Tua grande ajuda aqui estou
Espero Tua alegria desfrutar.
E com segurança chegar ao lar

Quando perdido, Jesus procurou-me,
Vagando longe do regaço divino.
Para resgatar-me do perigo,
Derramou Seu precioso sangue;
Com Sua bondade, porém, comprou-me.
A língua jamais o pode descrever.
Revestido de carne, até a morte provou para libertar-me
Não tenho palavras para contar.

Á graça sou grande devedor
Diariamente, sinto-me mui grato!
Que Tua bondade, como um elo,
Liga meu errante coração a Ti.
Ele pende a desviar-se de Ti, eu o sinto.
Inclina-me a abandonar o Deus que amo;
Eis meu coração. Toma-o e prende-o,
Sela-o para as cortes celestiais."

(Há ainda a quinta estrofe, que não traduzimos aqui por razões de espaço)


Poesia atual do HÁ – Manancial de Toda Bênção
"Manancial de toda bênção, vem o canto me inspirar.
Dons de Deus que nunca cessam quero em alto som louvar.
Faz brotar-me novo canto, dos remidos lá na luz.
E Teu servo faze-o santo, pra louvar-Te, ó Jesus.

Meus louvores dar eu quero, pois Jesus me socorreu.
E por Sua graça espero transportar-me para o Céu.
Eu, perdido, procurou-me, longe, longe, já sem luz
Maculado, resgatou-me, com Seu sangue, meu Jesus.

Cada dia, cada hora, sou à graça devedor.
Não me lances nunca fora, confiarei em Teu amor.
Eis minha alma vacilante, faze-a firme em Teu amor.
Faz-me justo, bom, constante, para sempre, ó Senhor."

Assim foi traduzido para o português o exaltante hino de Robert Robinson (214 do HA). Quem é o Manancial de toda bênção? Evidentemente a resposta correta é Deus (quando falamos no Senhor aqui, referimo-nos ao Deus único, composto de Três Pessoas distintas entre Si, Oniscientes, Onipotentes e Onipresentes. Quem faz jorrar a graça sobre nós é o Espírito Santo, pois Ele torna eficaz no ser humano todos os méritos e atributos do sacrifício de Cristo.

Andar no Espírito é viver em santidade. Essa santidade ou separação diz respeito ao pecado, ao mundo e a tudo quanto no mundo há. Produz o caráter de Jesus em nós; dota-nos com a mente de Cristo e faz-nos todos de um mesmo sentimento.

Paulo põe em contraste as duas formas de vida que a livre escolha do homem pode preferir: andar no Espírito e andar na carne. Andar no Espírito produz frutos para a glória de Deus: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio-próprio”, que são totalmente harmônicos com a glória de Deus. Andar na carne produz frutos para a glória do diabo e a ruína eterna do ser carnal: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas.”

Ao abdicarmos, por amor a Cristo que Se entregou por nós, das satisfações carnais que combatem contra a alma, damos lugar ao governo do Espírito, e andamos como Jesus, que era cheio do Espírito, e faremos Suas obras: “O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados...” (Is 61:1)

DOMINGO - Andando no Espírito


O divino Mestre afirmou com toda veracidade ser o Caminho. Ninguém de boa fé duvida disso. Vemos um fascinante atrativo na expressão de Paulo, de que o Espírito é também o caminho que termina em Jesus Cristo. “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5:16 - ARC) A da versão Almeida Revista e Atualizada traduz: “Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne.” Vemos nesse verso dois tipos antagônicos de vida. Espírito (vida celestial) e carne (vida mundana).

Parece-nos bem claro que andar no Espírito ou em Espírito significa produzir Seu fruto completo, cujos gomos aparecem desde o verso 22 até o 24) Se você somar as divisões desse fruto terá como resultado o caráter de nosso Senhor.

O que é preciso para produzir o fruto do Espírito? Estar constantemente sob a graça de Deus. E como se faz isso? “Orando no Espírito” (Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo...” (Jd 1:20), permitindo que Ele aja no homem cotidianamente, sem Lhe impor nenhum obstáculo e sem resisti-Lo. É possível resistir ao Espírito (Ver At 7:51) “[Andar no Espírito] é seguir a vida do Espírito Santo (Rm 8:13, 14). Antes da conversão, o homem é carne que naturalmente satisfaz os desejos do coração dominado pelo pecado. Mas quando o Espírito entra e habita no coração, Ele luta contra esses apetites, produzindo em seu lugar o novo fruto que é, nadamais, nada menos, que as qualidades e atributos de Cristo (Gl 5: 22, 23)...” Nota de rodapé – Biblia Vida Nova.

“O Senhor tem uma obra para ser feita por mulheres tanto quanto por homens. Elas podem realizar uma boa obra para Deus se primeiro aprenderem na escola de Cristo as preciosas e importantíssimas lições de mansidão. Elas precisam não somente levar o nome de Cristo, mas possuir o Seu Espírito. Devem andar exatamente como Ele andou, purificando suas almas de tudo que polua. Então serão capazes de beneficiar a outros pela apresentação da plena suficiência de Jesus.” Manuscrito 119, 1907.

Andar no Espírito dentro do Ministério Pessoal - Necessitam-se obreiros agora. Como um povo, não estamos fazendo a quinquagésima parte do que poderíamos fazer como missionários ativos. Se tão-somente fôssemos vitalizados pelo Espírito Santo, haveria uma centena de missionários onde agora há um. Mas onde estão os missionários? Não possui a verdade para este tempo poder para inflamar as almas dos que professam nela crer? Quando há um chamado para trabalhar, por que há tantas vozes a dizerem: "Rogo-te que me hajas por escusado?" O estandarte da verdade deve ser firmado e exaltado neste país. Há grande necessidade de obreiros, e há muitas maneiras pelas quais podem eles trabalhar. Há trabalho tanto para os que se acham nas posições mais elevadas como nas mais humildes... Individualmente todos necessitam de um trabalho em seu próprio coração. Uma obra bem feita não pode ser realizada pelo instrumento humano sozinho.” CSS, 507.

Andar na Lei do Senhor é andar contrariamente ao Espírito? (Ex. 16:4; Lv 18:4) À primeira vista a segunda pergunta da lição de hoje pode sugerir um conflito entre a Lei de Deus e o Espírito de Deus. Mas não é absolutamente assim. Contudo, andar no espírito humano (carne) para ajustar-se à forma legal dos Dez Preceitos é mui diferente de andar no Espírito de Deus. Trata-se de ver quem domina o lobo frontal do cérebro do indivíduo: se a carne ou o Espírito. “Os nervos do cérebro, que comunicam com todo o organismo, são o único meio pelo qual o Céu pode comunicar-se com o homem e afetar sua vida íntima.” MCP1, 230.

Rm 8:4 assevera: “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Cremos que esse verso dirime qualquer dúvida sobre um eventual conflito entre Lei e Espírito. Quem anda no Espírito cumpre o preceito da Lei.

A graça apreende o sacrifício de Cristo; a morte vicária do Senhor produz perdão ou quitação com a Lei. O ser perdoado é apossado e selado pelo Espírito, que o capacita a andar nos preceitos, estatutos e santos juízos de Deus, conforme expostos nas Escrituras.

SEGUNDA - A guerra do cristão


“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem [fazem guerra - VARA] contra a alma.” (I Pe 2:11 - VARC)

Concupiscências carnais ou cobiças humanas – Agostinho entendia a concupiscência como luxúria carnal ou desejo libidinoso. Tomás de Aquino as conceituava como desejo de prazer gerado por uma realidade física.

Evidentemente, a abrangência do conceito é mais ampla, embora inclua os pensamentos desses teólogos medievais. O apóstolo Pedro recomendava a guerra contra os desejos ilícitos que combatem contra a alma. Em outras palavras,que criavam obstáculos à custosa salvação oferecida por Cristo.

Nosso apetite desordenado é uma dessas concupiscências. “Somos compostos do que comemos, e o comer muita carne diminuirá a atividade intelectual. Os estudantes conseguiriam muito mais em seus estudos se jamais provassem carne. Quando a parte animal do agente humano é fortalecida por comer carne, as faculdades intelectuais diminuem proporcionalmente. A vida religiosa pode ser alcançada e mantida com mais sucesso se a carne for dispensada, pois este regime dietético estimula à intensa atividade as propensões sensuais e debilita a natureza moral e espiritual." Med. Salv. pp. 277, 278. Porém, a bem da verdade, não é só o consumo de carne que está em jogo. Excessos no comer, combinações alimentares malformuladas, abusos de doces, refrigerantes, alimentos embutidos, dispensa de frutas e verduras, falta de atividade física, de exposição ao Sol, tudo entra na composição das forças combatentes contra a alma.

Podemos ainda incluir o hedonismo ou busca mórbida do prazer em todas as suas variações.

Somos carnais por natureza e temos fortes propensões à satisfação – a qualquer custo – dos desejos egocêntricos. Quando Paulo usa a expressão “vendido à escravidão do pecado”, quer se referir àquele indivíduo não convertido, que não anda no Espírito e dá lugar às péssimas escolhas que debilitam as forças do ser.

“A razão por que muitos nesta época não fazem maiores progressos na vida religiosa é interpretarem a vontade divina como sendo apenas o que eles gostariam de fazer. Presumem de estar em conformidade com a vontade de Deus, quando na verdade estão seguindo seus próprios desejos. Esses não têm conflito com o eu. Há outros que por algum tempo são bem-sucedidos na luta contra seus desejos egoístas por prazeres e comodidades. São sinceros e fervorosos, mas cansam-se do contínuo esforço, do morrer cada dia, da incessante labuta. A indolência parece convidativa, repulsiva a morte do eu; fecham os olhos sonolentos e caem sob a tentação em vez de resistir-lhe.” AA, 565.

A guerra do cristão não tem trégua. Não é aqui o lugar de seu descanso. “... Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6:12)

Quando compreendemos que temos de guerrear contra Satanás e seus anjos, contra seus agentes terrenos, contra nossas próprias paixões e propensões pecaminosas, contra um coração enganoso e desesperadamente perverso, desfalece-nos o ânimo. Mas, ao considerarmos o poder de Jesus, vemo-nos como “mais que vencedores por Aquele que nos amou”. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (I Co 10:13)

“A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade...” MM74, 311.

A fórmula dos vencedores – “Ensinam muitos que tudo quanto é necessário à salvação, é crer em Jesus; mas que diz a palavra da verdade? – ‘A fé sem obras é morta. ’ Tg 2:26. Devemos militar ‘a boa milícia da fé’, tomar ‘posse da vida eterna’, tomar a cruz, negar o próprio eu, combater contra a carne, e seguir diariamente os passos do Redentor.” MM95, 143.

Reforços em nosso favor – “Anjos da glória, que vêem sempre a face do Pai do Céu, regozijam-se em servir aos Seus pequeninos. Os anjos se acham sempre presentes onde mais necessários são, ao lado dos que têm a mais dura batalha contra o próprio eu, e cujo ambiente é o mais desanimador. Fracas e trementes almas que têm muitos objetáveis traços de caráter são seu especial encargo. Aquilo que corações egoístas considerariam como serviço humilhante - servir àqueles que se acham na miséria e são, em todos os aspectos, inferiores em caráter - eis a obra dos puros e santos seres das cortes do alto.” CBV, 105.

“Digam ao tentado que não olhe às circunstâncias, à fraqueza do próprio eu, ou ao poder da tentação, mas ao poder da Palavra de Deus. Toda a sua força nos pertence. ‘Escondi a Tua palavra no meu coração’, diz o salmista, ‘para eu não pecar contra Ti.’ Sl 119:11. ‘Pela palavra dos Teus lábios me guardei das veredas do destruidor.’ Sl 17:4.” Idem, 181.

TERÇA - As obras da carne


Eis a identificação precisa do que são as obras da carne que combate contra o Espírito: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição [relações sexuais ilícitas como adultério e fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relações incestuosas], impureza [vida devassa e descuido higiênico], lascívia [licenciosidade, excessos, libertinagem], idolatria [adoração a deuses falsos, adoração a si mesmo, a bens, possessões, fama, vaidade], feitiçarias [uso e administração de drogas, envenenamento, artes mágicas, práticas de magia negra, umbanda, candomblé, quimbanda], inimizades [ódio ao próximo], porfias [disputas, contendas, discussões], emulações [ciúmes ou rivalidades invejosas], iras [raiva, fúria, ira descontrolada e inapropriada], pelejas [partidarismos, “panelinhas”, conspirações], dissensões [divisionismo, desunião], heresias [doutrinas falsas, fanatismo, pregações de mentiras] invejas [desejo incontido de possuir o que é do próximo ou desgosto por seu bem-estar], homicídios [não só perpetrados, mas intentados no coração. ‘Aquele que odeia seu irmão é homicida’], bebedices [intoxicação, embriaguez], glutonarias [farras, abuso na alimentação] e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.”

É bom ter presente que as obras da carne se manifestam dentro dos átrios sagrados. Jeremias 7:9-11 denuncia as práticas carnais do povo de Judá e sua mescla abominável com a religião santa. Nos tempos do profeta Oséias (± 730 a.C.) a situação não era melhor. Os crimes descritos em Os 4:2 são chocantes. Você se pergunta: Como pôde acontecer isso entre o povo de Deus? A resposta está no verso 6 do mesmo capítulo: “O Meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento.” Quando não há obras do Espírito, certamente aparecem as abjetas obras da carne.

Jesus disse que os frutos da natureza depravada vêm de dentro do coração humano. Ora, sendo assim, depreende-se que coisas deploráveis foram ali armazenadas e não a Palavra de Cristo. A boca fala e as mãos praticam aquilo de que o coração está cheio. Paulo deixa claro em I Tm 3:2, 3 que o líder da igreja não pode, em hipótese alguma, apresentar um comportamento ligado às propensões da carne.

Pedro exorta os crentes a não viverem de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus (I Pe 4:3) Em Patmos, João escreveu que quem é carnal jamais entrará no Céu de luz (Ap 21:8).

Que fazer? “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5:24) “As inspiradas advertências de Paulo contra a condescendência própria soam desde então até o nosso tempo... Apresenta ele para o nosso encorajamento a liberdade desfrutada pelo verdadeiramente santificado: ‘Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.’ Rm 8:1. Ele exorta os gálatas: ‘Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.’ Gl 5:16 e 17. Menciona algumas formas de concupiscências carnais - a idolatria, bebedices e coisas semelhantes. Depois de mencionar os frutos do Espírito, entre os quais está a temperança, acrescenta: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.’ Gl 5:24.” CSS, 69.

“Muitos há cuja religião consiste em teoria. Para eles, uma emoção feliz é piedade. Dizem: ‘Vinde a Jesus, e crede nEle. Não faz diferença em que acreditais, contanto que sejais sinceros em vossa crença.’ Não procuram fazer o pecador compreender o verdadeiro caráter do pecado...” Ev, 589.

Já pensou? Estar na igreja, receber as copiosas bênçãos dos céus, ouvir a Palavra, cantar louvores, trabalhar no ministério pessoal e, no fim de tudo, estar perdido por ter vida dupla. Crucificar a carne é obra que só o Espírito do Senhor pode fazer em nós. Basta apenas que Lhe estendamos as mãos e pés para que Ele faça isso.

QUARTA - O fruto do Espírito (Gl 5:22-24)


Não se fala em “frutos”, mas fruto. O contraste é diametralmente oposto em relação às obras da carne. Por que Paulo não falou das “obras do Espírito” e sim de “fruto do Espírito”? As obras da carne não possuem nenhum poder sobrenatural, mas são resultado do inteiro domínio do arquiinimigo de Cristo sobre a mente humana. O fruto do Espírito é produzido ao longo de uma vida de renúncia, entrega e conversão ao Deus do Céu. O homem busca o Espírito e o Espírito busca o homem. Esse entrosamento maravilhoso não pode acontecer sem que o mesmo poder que criou todas as coisas atue no indivíduo.

Nove divisões compõem o fruto do Espírito: “Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” São virtudes não encontradas num coração carnal.

“Há muitos hoje em dia tão ignorantes da obra do Espírito Santo sobre o coração quanto o eram os crentes de Éfeso; não há, entretanto, verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus. Profetas e apóstolos têm-se demorado sobre este tema. Cristo mesmo chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal, como uma ilustração da operação de Seu Espírito no suster a vida espiritual. A seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas.” AA, 284.

Faça uma comparação do fruto do Espírito com a Lei de Deus. Há alguma contenda entre eles? Não! Há, sim, perfeita harmonia. O Espírito que deu a Lei fornece poder para santificar o homem e pô-lo em consonância com os mandamentos de Deus. Erra crassamente quem interpreta a liberdade do Espírito como isenção de estar sob o domínio da lei. “Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?” (Rm 7:1)

“Vosso compassivo Redentor vos está vigiando em amor e simpatia, pronto para ouvir vossas orações e prestar-vos a assistência que necessitais em vossa vida. Amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fé e caridade são os elementos do caráter cristão. Essas preciosas graças são frutos do Espírito. São a coroa e o escudo do cristão. Os mais altos sonhos e as mais supremas aspirações não podem almejar nada mais elevado. Nada pode proporcionar mais perfeito contentamento e satisfação. Essas realizações celestiais não dependem de circunstâncias nem da vontade ou do imperfeito discernimento humano. O precioso Salvador, que compreende as lutas de nosso coração e as fraquezas de nossa natureza, tem piedade de nós e perdoa os nossos erros e nos outorga as graças que ardentemente desejamos.” The Health Reformer, agosto de 1877.

“Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gl 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o ‘enfeite... exterior’, mas ‘o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus’. I Pe 3:3 e 4.” CC, 58, 59.

“Os que em seu coração experimentam os efeitos da legítima conversão, hão de em sua vida revelar os frutos do Espírito. Oxalá se persuadissem todos os que têm vida espiritual tão diminuta, de que a vida eterna só será concedida aos que participam da natureza divina, fugindo às corrupções e concupiscências deste século!” CSS, 129.

“A fim de produzir muito fruto, temos de aproveitar ao máximo nossos privilégios e oportunidades, tornando-nos cada vez mais inclinados para as coisas espirituais. Devemos deixar de lado toda vulgaridade, todo orgulho, toda mundanidade, e receber diariamente auxílio divino. Para crescer espiritualmente, deveis empregar todos os meios providos pelo evangelho e estar preparados para avançar em piedade pela influência do Espírito Santo; pois a semente se desenvolve da erva para o grão cheio por meios invisíveis e sobrenaturais.” E Recebereis Poder, p. 71.

QUIN TA - O caminho para a vitória


Ele nasceu em 1913, filho de um arrendatário de terras cultiváveis e neto de escravos. Já no ensino médio, esse moço destacou-se no atletismo. Em 1933 ele venceu três provas de atletismo nos Campeonatos Nacionais Interescolares. Em 1935, competindo pela Universidade do Estado de Ohio, ele igualou um recorde mundial e quebrou outros três. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, conquistou quarto medalhes de ouro. Em 1976, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade.

Sua performance nesses Jogos foi tão estupenda, que fez o ditador nazista Hitler retirar-se às pressas do estádio, porque não admitia que um negro pudesse superar seus campeões arianos. Afinal, dizia ele que os arianos eram superiores a todas as outras raças existentes na Terra.

Jesse Owens sabia fixar-se nos objetivos e treinava duro, abstendo-se de tudo o que lhe era prejudicial para atingir melhores performances.

Em nosso caso, Jesus já conquistou a vitória por nós. Já colocou a medalha de ouro da salvação em nosso peito, mas adverte: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3:11)

Temos muita luta pela frente. Cada dia somos crivados de tentações internas e externas. Por vezes, desanimamos como Asafe (diretor de música sacra nos reinados de Davi e Salomão): “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.” (Sl 73:2) Porém, Jesus faz conosco o mesmo que fez com Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” (Lc 22:32)

O Espírito do Senhor é nosso personal trainer e nos prepara todos os dias para os embates da vida. Se permitirmos, Ele de tal modo mudará nosso coração que a carne perderá totalmente sua força ao longo do tempo. A experiência é diária e precisa ser solicitada ao Pai que, mediante Sua graça e misericórdia, aperfeiçoará nossa vida em Cristo Jesus.

Não é possível andar no Espírito sem renunciarmos às concupiscências e desvirtudes do eu.

“Há os que professam ser seguidores de Jesus Cristo, jamais tendo morrido para o próprio eu. Nunca caíram sobre a rocha, ficando em pedaços. Até que isto se dê, viverão para si mesmos, e se morrerem como estão, será para sempre demasiado tarde para endireitarem os seus erros. Eu amo suas almas, Jesus ama suas almas e realizará uma boa obra por eles, se eles se humilharem sob Sua poderosa mão, arrependerem-se e se converterem, entregando-se cada dia a Deus. Deve ser uma entrega constante, diária. Precisamos ser homens e mulheres expeditos, sempre vigilantes sobre o próprio eu e procurando aproveitar toda oportunidade para fazer o bem, e somente o bem, às almas pelas quais Cristo deu Sua vida para torná-las Sua propriedade. Quando os instrumentos humanos lidam com essas almas em tom severo, magoam o coração de Cristo e O expõem à ignomínia, pois representam mal o caráter de Cristo em seu caráter. Disse alguém: "Pela Tua brandura me vieste engrandecer." II Sam. 22:36. Suplico a nosso Pai celestial que todos quantos se acham relacionados com nossas escolas permaneçam em Cristo como o ramo está unido à videira viva.” MS, 1893.

“Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser operada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus.” CBV, 176. “Os espíritos celestes estão esperando para cooperar com os instrumentos humanos, para revelar ao mundo o que se podem tornar os homens, mediante a união com o Divino, e o que pode ser realizado em favor da salvação das almas prestes a perecer. Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem à operação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus. Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração. Mediante a graça a nós dada podemos conseguir vitórias que, devido a nossas opiniões errôneas e preconcebidas, nossos defeitos de caráter, nossa pouca fé, têm-se-nos afigurado impossíveis.” CBV, 159.

Evento especial de Saúde - "Admirável mundo do Corpo Humano"


SEXTA E SÁBADO ESPECIAL DE SAÚDE

09/Dez às 20:00 hs.
10/Dez às 11:00 e 17:00 hs.

Palestrante: Dr. Jea Myung Yoo M.D.

Local: IASD PRÍNCIPE DE GALES
R. Vicente de Carvalho, 73 - Príncipe de Gales
Santo André – SP

Informações: 11-7759-6388

Saiba mais:

Liberdade em Cristo - Comentários da Lição 11

Lição 11 - 03/dez a 09/dez de 2012

(Comentários do irmão César Pagani)

VERSO EM DESTAQUE: “Pois vocês foram chamados para a liberdade, irmãos. Não usem sua liberdade como uma oportunidade para a carne, mas mediante o amor, sirvam uns aos outros.” Gl 5:13.

Essa libertação supera todas as outras já ocorridas na história do Universo. Para empreender esse objetivo, o Senhor fez um investimento que só Ele pôde calcular e que abrange corpo, alma e espírito de todos os seres humanos. “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Ts 5:23)

A liberdade significou a “prisão” do Verbo num corpo humano, embora glorificado. É claro que essa detenção que Cristo Se impôs por toda a eternidade é voluntária, e prova inquestionável do amor incomensurável que nos tem.

A libertação é incondicional da parte de Deus, porém condicionada à vontade do homem. Ou seja, o Senhor fez provisões suficientes para que ela se prolongue pela eternidade, mas está dependente da vontade do homem. O ser humano, se quiser, pode abrir mão dela e voltar para a escravidão do pecado.

Sobre a soberania da vontade humana da escolha, James Arminius disse: “Todas as pessoas não regeneradas possuem livre vontade e capacidade de resistir ao Espírito Santo, de rejeitar a livre graça de Deus, desprezar o conselho de Deus em prejuízo de si mesmas, de recusar aceitar o evangelho da graça e de não abrir a porta do coração Àquele que bate; e tudo isso elas podem na realidade fazer sem qualquer diferença entre eleitos e perversos.” The Writings of James Arminius, vol. 2, p. 497.

A amplitude da libertação, porém, é assim descrita em alguns versos bíblicos:

• Salmos 136:24: “... e nos libertou dos nossos adversários, porque a Sua misericórdia dura para sempre.” Que adversários? O diabo e seu poder, o mundo, nossas paixões, as más influências, o poder da natureza carnal...

• Gálatas 5:1: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.”

• Colossenses 1:13: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor...”

• Apocalipse 1:5: “... e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo Seu sangue nos libertou dos nossos pecados.”

No contexto do capítulo cinco, Paulo identifica a libertação como quebra dos poderosos grilhões da lei cerimonial sobrecarregada de tradições, formalidades, exterioridades e do verniz de fachada religiosa. Os gálatas não tinham a menor obrigação para com a lei dos judeus que ainda vigorava para eles, escravizando-os. Os judeus não quiseram ser libertados do cruel legalismo que os prendia por séculos.

O oposto do legalismo também é perigoso porque pode ser confundido com liberdade. Trata-se da permissividade ou licenciosidade (abuso da liberdade).

Glorificado seja o nome de Deus! Eis o resultado dos apelos e ensinos de Paulo aos gálatas: “As fervorosas palavras de súplica do apóstolo não ficaram sem fruto. O Espírito Santo operou com forte poder, e muitos cujos pés se haviam desviado para caminhos estranhos, retornaram a sua primeira fé no evangelho. Daí em diante ficaram firmes na liberdade com que Cristo os havia libertado. Na vida deles foram revelados os frutos do Espírito – ‘amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio’. Gl 5:22 e 23. O nome de Deus fora glorificado e muitos foram acrescentados ao número dos crentes em toda aquela região.” AA, 388.

DOMINGO - Cristo nos libertou

“Permanecei firmes na liberdade que Cristo conquistou para nós, e não se permitam ser apanhados novamente nas algemas da escravidão.” (Gl 5:1 – Phillips)

A frase paulina é bem enfática exigindo uma atitude de apego pela fé ao Grande Libertador. Era necessário que os gálatas descressem dos disparates teológic0s judaicos e tornassem à doutrina sadia, legítima e transformadora. Era um ato de estultícia ou burrice abrir mão da vitória de Cristo sobre o pecado em seu favor, e passar a viver de formas que poderiam induzi-los, talvez, a retornar às formas rituais do paganismo. “O uso do cachimbo faz a boca torta.”

A liberdade com que Cristo nos livrou é inegociável por causa de quanto custou. Foi um resgate dispendiosíssimo “pago pelo bolso divino”. Mas os gálatas tinham a opção de abrir mão da liberdade. É prática universal a faculdade de abrir mão de direitos garantidos por lei. Se, por exemplo, formos ofendidos e sofrermos danos morais, temos o direito de processar o ofensor e exigir compensação pelo agravo. Porém, podemos abrir mão desse direito e deixar o agressor impune. De nossa liberdade em Jesus, no entanto, não podemos nos abster. Fazer isso é espontaneamente aceitar o senhorio do inimigo de Cristo.

Ao preferirem a religião cerimonial os gálatas estavam insultando a Deus e lançando-Lhe em rosto o ilimitado oferecimento da graça. Estavam, por sua atitude, dizendo: “Não queremos que este reine sobre nós.” (Lc 19:14)

Quando o crente é libertado do pecado, torna-se servo da justiça (Rm 6:18). Ora, os gálatas haviam sido alforriados justamente quando Paulo lhes pregou o evangelho redentor de Jesus. Pelo batismo, confessaram-se servos de Cristo. E o que faz o servo de Cristo? Faz o que Ele manda (Jo 15:14). Por acaso, Cristo mandou, na Grande Comissão do Evangelho, que a circuncisão e os rituais levíticos fossem incluídos e ensinados a toda nação, tribo, língua e povo?

Um texto pertinente e interessantíssimo encontra-se em Gl 1:3 e 4, com destaque para a última parte do verso quatro: “... [Jesus Se deu] para nos livrar do presente século mau...” A Almeida Revista e Atualizada traduz: “nos livrar deste mundo perverso”. Isso quer dizer poder sem medida para vencer o mundo como Jesus venceu: “Tende bom ânimo”, disse o Senhor, “Eu venci o mundo.” No caso específico, o mundo do formalismo judaico estava querendo engolfar os gálatas. Lamentavelmente foram eles persuadidos a largar a mão libertadora de Cristo e aceitar o braço escorregadio do judaísmo tradicional.

Eles haviam sido magistralmente ensinados por Paulo com respeito à função da Lei. A justiça contida na Lei vem pela fé em Cristo e não por obras exteriores de conformidade com ela. A Lei não imputa um til de justiça. Seus artigos são “mortais” para o transgressor. Somente a fé da morte substituinte de Cristo traz a justiça de Deus ao pecador. Nada mais.

“Recomendo-lhe novamente que desvie o olhar de si mesma. Apegue-se ao Onipotente, e não O largue. Nosso Senhor Jesus expressou Seu amor por você dando Sua própria vida para que pudesse ser salva; não deve duvidar desse amor. Não olhe para o lado sombrio. Seja esperançosa em Deus. Contemplando a Jesus como o Salvador que lhe perdoa os pecados, você é transformada à Sua imagem. Diga: "Recorri a meu Salvador; Ele libertou-me e realmente estou livre. Sou do Senhor, e o Senhor é meu. Não temerei. Sei que Ele me ama em minhas debilidades, e não O entristecerei demonstrando que duvido disse. Rompo com o inimigo. Cristo cortou as cordas que me prendiam, e louvarei ao Senhor." ME3, 326.

SEGUNDA - A natureza da liberdade cristã
Quem deu essa liberdade? Cristo Jesus. O que Ele fez para consegui-la? Encarnou-Se, viveu santamente, morreu, ressuscitou e agora intercede libertando homens e mulheres do pecado. Para se ter uma ideia da preciosidade dessa liberdade, é preciso compreender a malignidade do pecado, pois é desse déspota implacável que nosso Senhor nos libertou.

Onde abundou (existiu em profusão) o pecado, superabundou a graça (Rm 5:20). Dito de outra forma, onde a escravidão era mais poderosa e invencível, a graça libertadora sobrepujou em muito a força do iniquidade.

O conselho de Paulo para que os gálatas permanecessem firmes, dirigia-os ao apego inflexível à pura doutrina do Evangelho que o apóstolo lhes pregara- Cristo e não as ocas formas judaizantes; a essência do Espírito e não o fausto cerimonial.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”

Notemos o elemento de condicionalidade (“se”) nas palavras de Jesus sobre a libertação. Essa declaração revela que a liberdade tem uma só e exclusiva origem. Há uma só lei de libertação unicamente aplicada pelo Espírito de Cristo: “Porque a lei do espírito de vida em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:2) A expressão “espírito de vida” é claramente referente ao Espírito Santo. A liberdade que Cristo concede vem acompanhada do poder do Espírito para conservar o crente firme na justiça. Pelo poder da Terceira Pessoa da Divindade o eu, escravo do pecado e seu agente, é submetido e Cristo formado no interior.

Jesus abriu mão de Sua posição gloriosa no Céu para tornar-Se uma criatura em semelhança de carne pecaminosa, a fim de libertar a humanidade. “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Hb 2:14, 15)

Como robustecer cada dia a firmeza cristã? “A simples audição de sermões sábado após sábado, a leitura da Bíblia de ponta a ponta, ou sua explicação verso por verso, não nos aproveitará nem aos que nos ouvem, se não vivermos as verdades da Bíblia em nossa experiência habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem ser submetidos ao domínio da Palavra de Deus. Então, pela obra do Espírito Santo, os preceitos da Palavra se tornarão princípios de vida.” CBV, 514.

A graça de Cristo rompe as grandes amarras do pecado quando o pecador consente que Ele seja o seu Salvador. Agora, se o homem preferir optar por sua justiça pessoal que se gloria no cumprimento exterior da Lei de Deus, ele demite Jesus e empossa o ego em Seu lugar.

Saul foi um homem que gozou a liberdade do pecado que Cristo lhe proporcionou, mas preferiu, pela desobediência, voltar à escravidão. Custa-nos acreditar que “o Espírito de Deus se apossou de Saul” (I Sm 10:10) e depois foi expulso e substituído por um espírito maligno. “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do Senhor, da parte deste um espírito maligno o atormentava.” (I Sm 16:14)

A liberdade em Cristo nos torna servos da justiça (Rm 6:18), isto é, observadores zelosos da Lei de Deus, e não seus transgressores como pretende grande parte do mundo protestante antinomista, que advoga a extinção dos Dez Mandamentos ou, mais especificamente, do “incômodo” mandamento do sábado. “Servos da justiça” é expressão variante de “imitadores de Cristo”, porquanto Jesus foi o Servo modelar da justiça. Ora, Jesus guardou os mandamentos de Seu Pai, logo...

"Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles... Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Sl 33:6 e 9) Waggoner explicita que a mesma palavra que fez os céus estrelados diz: “Continuem firmes nessa liberdade...” (Gl 5:1 – NTLH). As ordens de Deus têm todas o mesmo poder criador. Isso quer dizer que há poder mais que suficiente e disponível para cumpri-las. Se desejarmos firmar-nos na liberdade que Cristo nos deu, teremos todo o apoio do Céu e o infinito poder de Jesus para tornar-nos inamovíveis.

TERÇA - As perigosas consequências do legalismo (Gl 5:2-12)

O legalismo é uma atitude mórbida com relação às leis, sejam elas humanas ou divinas. Tratando-se de religião prática, o legalismo é como o ebola; mata por violenta hemorragia interna. A perda de sangue, que é a vida, põe termo à existência. O legalismo causa a perda da eficácia do sangue redentor de Cristo, para assumir a salvação do ser.

Legalismo é extremismo, isto é, obediência excessiva a leis e normas. Especializa-se em formas exteriores, na letra da lei com prejuízo de seu espírito e essência. É um desequilíbrio morboso (doentio) entre o que é perfeitamente justo e o que é “excessivamente justo”.

Ele marginaliza a graça salvadora de Cristo (o perdão mediante aplicação dos méritos de Seu sangue) e a graça santificadora (ou ação exclusiva do Espírito Santo em moldar o caráter de Cristo no crente). Vale-se do texto legal para uma interpretação caolha, que dá origem a práticas meritórias de procedência egolátrica. Isto é, o eu comanda a salvação usando uma instrumentalidade que, de per si, é boa.

Põe a Lei acima de nosso Senhor e diz com convicção ingênua: “Jesus nos serviu de aio para nos levar à Lei.”

Paulo coloca a admissão ao legalismo através do ato da circuncisão. Aquilo que fora instituído por Deus como símbolo da graciosa aliança que fizera com Abraão e sua descendência, prestava-se agora para conspirar contra o Evangelho. A circuncisão trazia consigo a obrigatoriedade de observar todos os preceitos ritualísticos, de guardar dias de festas que eram sombras dos bens futuros, a praticar abluções, banhos, purificações, etc. Era também uma opção para rejeitar a Cristo. “Eu, Paulo, afirmo que, se vocês deixarem que os circuncidem, então Cristo não tem nenhum valor para vocês.” (Gl 5:2-NTLH) Ou: “Escutem! Eu, Paulo, afirmo o seguinte: se vocês se deixarem circuncidar, então Cristo não valeu nada para vocês.” (BLH)

O legalismo é separatista. Imaginem os gálatas judaizantes convivendo com os gálatas cristãos! Que união a igreja obteria? Positivamente nenhuma! O desamor seria outra consequência desastrosa a minar a unidade da igreja. Formar-se-iam partidos com suas ideologias particulares e combatividade.

O apóstolo classifica de total desobediência à verdade a adoção do legalismo (v. 7). Sim, porque a verdade é a salvação pela fé em Cristo Jesus e recepção de Sua justiça, ao invés de uma “salvação normativa”.

Ele era tão frontalmente adverso ao legalismo, que inspiradamente avisou que os judaizantes que desviaram os gálatas sofreriam condenação eterna. O reatamento com a circuncisão desfazia totalmente o escândalo da cruz (v. 11), que mostrava exatamente a que ponto chegou o amor de Deus para salvar o homem.

O desgosto do grande pregador chegou a tal ponto de ele lançar uma imprecação ou maldição contra aqueles que estavam conturbando a igreja: “Eu gostaria que fossem cortados aqueles que vos inquietam.” (v. 12)

“O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência à palavra...” AA, 386.

A visão correta do sistema sacrifical - “Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que apontavam a Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório, quando, por ocasião da morte de Cristo, o tipo encontrou o antítipo. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo.” ME1, 237.

QUARTA - Liberdade e não licenciosidade (Gl 5:13-15)

Liberdade bíblica não é licença para pecar. Liberdade é uma vocação (“fostes chamados à liberdade” – Gl 5:13). Deus criou você e eu para sermos livres de tudo quanto contamina e destrói. Dar ocasião à carne é permitir que as paixões inferiores, o ego dominante e o pecado que habita em nós, governem um reino (nosso ser) que pertence por direito a Cristo.

Em contraposição à liberdade carnal – licenciosidade ou abuso da liberdade o qual desrespeita as normas e convenções, com desregramentos, indisciplina e ousadia - Paulo pede serviço de amor de uns para com os outros. Esse é um aspecto da independência que Jesus nos dá. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (Jo 13:34) Ele próprio deu o exemplo perfeito: não veio para ser servido (ora, ninguém era mais digno do que Ele para ser servido, pois é o Rei dos Céus), mas para servir.

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” (Fp 2:3) A liberdade da carne promove o fanatismo partidário, isto é, as famosas “panelinhas” na igreja. Também incentiva a vanglória ou orgulho espiritual, que não tem lugar no corpo místico de Cristo.

Tiago diz que a Lei é da liberdade, pela qual seremos julgados: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” A liberdade da lei é obtida através dos preciosos méritos de Cristo Jesus, que nos livra de Sua condenação e nos obtém sua aprovação. Quem está purificado pelo sangue de Cristo, recebe referências elogiosas da Lei. “Quando uma pessoa se entrega a Cristo, seu espírito é posto sob o domínio da lei; mas é a lei real que proclama liberdade a todo cativo. Fazendo-se um com Cristo, o homem é tornado livre. A sujeição à vontade de Cristo significa restauração à perfeita varonilidade.” CBV, 131.

Serviço intencional – A intencionalidade ou a vontade de realizar alguma coisa pode ser aplicada ao serviço de amor de uns para com os outros. Ou seja, coloque em seu programa de vida servir e não ser servido. Pratique essa fórmula diariamente. Proponha-se fazer qualquer tipo de bem ao seu vizinho, seu irmão ou irmã da igreja, aos desconhecidos em necessidade e você estará servindo no lugar de Jesus para essa pessoa. Na igreja, não espere pelos comoventes e ardorosos apelos para trabalhar. Disponha-se e aliste-se no serviço de Cristo. Lembre-se de que a seara é grande e poucos os trabalhadores.

Jamais abdicar da liberdade legítima – “Quando tomou sobre Si a natureza humana, Cristo ligou a Si a humanidade por um vínculo de amor que jamais pode ser partido por qualquer poder, a não ser a escolha do próprio homem. Satanás apresentará constantemente engodos, para nos induzir a romper esse laço - escolher separar-nos de Cristo. É aqui que temos necessidade de vigiar, lutar, orar, para que nada nos seduza a escolher outro senhor; pois que estamos sempre na liberdade de o fazer. Mas conservemos os olhos fitos em Jesus, e Ele nos preservará. Olhando para Jesus estamos seguros. Coisa alguma nos poderá arrebatar de Sua mão. Contemplando-O constantemente, seremos ‘transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor’. II Co 3:18.” CC, 72.

Há hoje licenciosidade entre o professo povo de Deus. Aconteceu na Igreja de Corinto e se repete hoje nas famílias da igreja. “Dentre os mais sérios males que se haviam desenvolvido entre os crentes coríntios, estava o de haverem retornado a muitos degradantes costumes do paganismo. A apostasia de um converso tinha sido tal que sua atitude de licenciosidade constituía uma violação até do mais baixo padrão de moralidade adotado pelo mundo gentio. O apóstolo insta com a igreja para que afaste de seu seio ‘o que cometeu tal ação’.” AA, 303, 304.

“Foi-me apresentado terrível quadro da condição do mundo. A iniqüidade alastra-se por toda parte. A licenciosidade é o pecado especial deste século. Jamais ergueu o vício a cabeça disforme com tal ousadia com o faz agora. O povo parece estar entorpecido, e os amantes da virtude e da verdadeira piedade acham-se quase desanimados por sua ousadia, força e predominância. A abundante iniquidade não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera que assim fosse, mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando Seu aparecimento não estão mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás. Não se estão purificando de toda poluição. Têm por tanto tempo servido a sua concupiscência, que lhes é natural pensar impuramente e ter corruptas imaginações. É tão impossível fazer com que sua mente se demore nas coisas puras e santas, como seria desviar o curso do Niágara, e fazer com que suas águas jorrassem para cima.” CSS, 615.

QUINTA - Cumprindo toda a Lei (Gl 5:13-15)

“A Lei se cumpre num só preceito...” Amor ao semelhante, seja ele irmão da igreja, irmãos de outras confissões, espíritas, umbandistas, ateus, pagãos, etc. Agora, os domésticos da fé têm preferência nesse amor. “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas, principalmente aos da família da fé.” (Gl 6:10). Alguém disse que nossa primeira responsabilidade com os incrédulos é a evangelização (Mt 28:19-20; I Co 9:16).

Isso não quer dizer que os preceitos da primeira tábua da Lei devam ser postos de lado. Nada mais absurdo! Pois quem não ama a seu irmão que vê, como pode amar a Deus a quem não vê? (I Jo 4:20) E se não amar a Deus, como pode amar seu irmão?

No texto paulino do capítulo cinco há que se fazer uma diferença entre Lei e lei. A lei de Gl 5:3 é a lei que incorpora o ato da circuncisão. Ao aceitar a circuncisão, após Cristo havê-la abolido, o indivíduo deveria retornar ao sistema ritual e cumprir todas as suas injunções, sob pena de ser altamente incoerente. Já em Gl 5:14, a citação da síntese da segunda parte da Lei de Deus é introduzida pelo resumo do preceito moral “amarás ao próximo como a ti mesmo”, conforme Jesus ensin0u.

Vamos estudar brevemente Rm 10:5. O que diz? “Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei, viverá por ela.” O celebrado pastor do Êxodo está-se referindo à lei ritual, antevisão figurada do sacrifício de Cristo e também a todas as leis complementares vistas no livro de Levítico. O Senhor Deus disse que o homem viveria por elas se guardasse “os Meus juízos”. (Lv 18:5) É declarado expressamente que nelas havia justiça. Agora, quem pensa que a fé era dispensável na observância da legislação divina no AT, engana-se redondamente. Destaque-se, porém, que a moralidade espiritual absoluta era requisito indispensável para a vida da comunidade israelita.

A finalidade de todas as leis promulgados para Israel era bem definida e requeria pureza moral, respeito aos direitos do próximo, proibição de casamentos mistos, proibição de comer carne ensanguentada, acatamento aos pais e outros preceitos éticos e espirituais, inclusive, se o indivíduo fosse comerciante, era obrigado a calibrar suas balanças e pesos para não “roubar” nas medidas. (Dê uma olhada no capítulo 19 de Levítico para ter uma ideia). Os dispositivos dessas leis visavam a ajudar a atingir a alta norma requerida pela Lei Moral. Não nos esqueçamos das afirmações de EGW de que a base dos dois concertos era a Lei de Deus.

“Obras da lei” – uma expressão muito comum nos escritos pastorais de Paulo. Na verdade, as obras são dos homens que tentam conseguir a graça de Deus mediante méritos próprios. Esses estão debaixo da maldição da Lei porque ficam, a despeitos dos mais ingentes esforços, infinitamente aquém de seus requerimentos, sendo, portanto, transgressores sob condenação. A Lei não é de fé, diz o apóstolo. Pois é. A Lei não produz fé, mas exige justiça perfeita, como a de Cristo, e profere sentenças gravíssimas contra os que não alcançam a santidade perfeita.

No entanto, o nível espiritual de justiça exigido por Deus é alcançado quando, pela fé no sangue de Jesus, o crente recebe o Espírito Santo e permite que Ele frutifique em seu coração a justiça da Lei: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl 5:22, 23) Ou seja, não existe lei no Universo para condenar essas virtudes. É preciso andar segundo o Espírito (Rm 8:4). O Santo Espírito de Cristo derrama em nosso coração o amor de Deus (Rm 5:5). Permanecendo o amor de Deus em nosso coração, amá-Lo-emos de toda a nossa alma, com todas as nossas forças, de todo o nosso entendimento, e também amaremos ao próximo como a nós mesmos. Não há mistério. A aquisição de justiça vem somente da habitação de Deus em nós.

“Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem.” (Tg 2:8)

Destacamos a frase final do comentário da lição de quinta-feira: “Sem amor, a Lei é fria e vazia; sem a Lei, o amor não tem direção.”

Lição 11 - Comentários de Sikberto R. Marks

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2011
Tema geral do trimestre: O evangelho em Gálatas
Estudo nº 11 – Liberdade em CRISTO
Semana de 03 a 10 de dezembro
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí - RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristovoltara.com.br 
- marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não use a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gál. 5:13, NVI).

Introdução de sábado à tarde


O que é liberdade? Pode-se dizer, que é a isenção de todas as restrições, exceto as que existem pelos direitos dos outros. A pessoa não está sujeita ao controle arbitrário de outra pessoa. Direito de exercer livremente a sua vontade.

Aqui na Terra, para haver liberdade, tem que haver certas restrições. Elas são neces-sárias para que as pessoas não abusem da liberdade. Vamos a um exemplo. Sobre o barulho. Todos tem o direito de não serem importunados com barulho, mas, o mundo é cada vez mais barulhento. Não são respeitadas as leis e os decibéis estabelecidos como nível máximo. Isso desde aeroportos, construções, caminhões de lixo, som de automóveis, igrejas, boates, e assim vai. Portanto, no nosso planeta, a liberdade tem que ser regulamentada, e tem que ter quem fiscalize e com suficiente poder, impeça o descumprimento das leis.

Não é assim no Céu. Não sabemos bem como é lá, mas alguma coisa se pode dedu-zir. Pode ser curioso, mas lá a liberdade é perfeita, isto é, total. Não há prescrições de coisas que não se devem fazer, como foi no Jardim do Éden, sobre o fruto que não deveriam comer. Talvez se possa dizer que o Reino de DEUS, onde haja perfeição, todos podem fazer tudo o que desejam. Creio que isso seja aceitável. E é bem simples a explicação de tal idéia. Nesse reino, a Lei de DEUS, aqui em forma de Dez Mandamentos, se resume numa única palavra: amor. Correto é dizer, amor no coração, ou seja, no caráter.

O exemplo é JESUS. Ele, enquanto homem, amou tanto que jamais teve alguma intenção, nem mínima, de fazer algo que prejudicasse outra pessoa. Só Lhe ocorriam pensamentos construtivos.

Na perfeição, todos os seres criados e DEUS também, tem pensamentos bons para com os outros, embora tenham o direito de ter outro tipo de pensamento, como foi com Lúcifer. A partir da solução da grande questão do pecado, conduzido pela sabedoria infinita de DEUS, essa solução será tão bem conduzidas que jamais outra vez se levantará o mal (Naum 1:9). Portanto, quase se pode dizer que depois do milênio, quando tudo aqui nessa Terra for restabelecido, os seres criados serão ainda mais livres que antes da queda de Lúcifer. Isso porque sabem que nunca mais o Universo passará pela experiência que estamos vivenciando.

Então sim, poderemos fazer tudo o que for de nossa vontade. E tudo o que de-sejarmos fazer, virá de um caráter perfeito que tem a lei do amor como guia. Foi isso que JESUS demonstrou, principalmente no auge da cruz. Ninguém, nem a maldade dos seres humanos, nem os demônios todos unidos contra Ele, conseguiram fazer que dei-xasse de nos amar e de morrer por nós. É pela vida de JESUS que podemos crer em um ambiente de tanta liberdade. Lá certamente não teremos leis que nos restrinjam os pensamentos e atos, como Adão e Eva não tiveram. Lá seremos puros de coração como DEUS é, e os nossos pensamentos jamais vagarão por intentos que causem algum mal. O mal não se levantará outra vez, não que seja uma proibição, mas por dois motivos em especial. A lição do que é o mal terá sido aprendida pelo Universo, e todos saberemos que, se outra vez se levantasse um outro Lúcifer, teria que enfrentar o amor indestrutível de JESUS, que Se daria outra vez para ser morto. Aliás, ninguém acreditaria na pregação de algum ser contra o Reino de DEUS. E ninguém se levantará outra vez com tal propósito, pois todos sabem que DEUS ama de verdade. Assim sendo, nem aparecerá quem se poste outra vez contra DEUS, nem ele teria adeptos. Esse tipo de dúvida nunca mais surgirá nem teria adesão. Durante o conflito, ficou demonstrado que DEUS ama tanto que esse amor é inquesti-onável. E nós também amaremos assim. Aliás, esse será nosso principal assunto para estudar, por toda eternidade.

1. Primeiro dia: CRISTO nos libertou

CRISTO nos libertou da própria Lei de DEUS. Não nos libertou de obedecê-la, idéia ridícula, mas da condenação por tê-la desobedecido. Qual é a tal maldição da lei? É a morte eterna. Aqui se chama maldição porque a punição é tão severa que seus efeitos são eternos. Pensando bem, o pecador tem como pagar o preço de seus pecados. Já abordamos esse ponto de vista. Ele pode pagar por seus pecados morrendo para sempre. Pois foi disso que a morte de JESUS nos livrou, Ele morreu essa morte por nós. Agora, se morrermos, será como um sono, pois ressuscitaremos. Se formos perdoados, ressuscitaremos para a vida eterna, mas se não houve arrependimento, portanto, o perdão não foi aceito, esse ressuscita para a morte eterna. Daí sim, esse pecador vai pagar com sua vida pelo mal que fez, pois a morte de JESUS não foi aceita por ele. É da morte eterna que CRISTO nos libertou.

Mas não só dessa morte que nos libertou. Ele quer nos restabelecer a um lugar per-feito. No reino perfeito de DEUS não existe lei como aqui. A lei dos Dez Mandamentos, assim como temos aqui, não é eficaz. Trata-se de um código externo que devemos esforçar-nos por obedecer. Em outras palavras, são seres imperfeitos, pecadores, tentando obedecer a uma lei perfeita. Em lugar algum do Universo tal coisa funciona.

Veja melhor, a lei é boa, mas o pecador não é bom. Por mais que ele queira obedecer, não consegue o tempo todo. Ele falha, foi o que Paulo ensinou em Romanos cap. 8:14 a 25. O sistema legal aqui não funciona bem porque, por sermos pecadores, temos outra lei em nosso interior, a que lava a fazer o mal, elas ocupa o lugar onde deveria estar e lei de DEUS, isto é, no coração, ou melhor, no caráter de nossa mente. E é isso que o ESPÍRITO SANTO faz com as pessoas que se entregam a JESUS, coloca, todos os dias mais intensamente, a lei nos corações, substituindo a lei do mal. É assim que as pessoas são transformadas.

No dia da vinda de CRISTO, quando a transformação se completar, então não mais obedeceremos a uma lei. Nessa condição, ela não será mais lei, mas princípio de vida, algo que faz parte de nosso ser. Assim, seremos não mais obedientes, mas fiéis por natureza. Não mais obedeceremos mandamentos escritos em tábuas de pedra, mas seguiremos, ao natural, os princípios daqueles mandamentos em nosso íntimo, por isso, então, não seremos mais pecadores.

Viver em tais condições deve ser uma maravilha. DEUS vive assim.

2. Segunda: A natureza da liberdade cristã

Hoje podemos introduzir um conceito interessante: “obras da liberdade”. Não nos salvamos pelas obras, isso já debatemos quase à exaustão. Mas uma vez livres, devemos praticar as obras da liberdade. O que vem a ser isto?

Obras da liberdade é o oposto das obras da escravidão. Quando estamos na condição de escravidão espiritual, fazemos coisas que agradam a satanás, não a DEUS. Coisas como roubar, abusar da saúde e do corpo, ser infiel, etc. Por essas obras nos tornamos prisioneiros ou escravos de satanás. Não somos livres, embora, no mundo, muitos pensem que isso seja liberdade. Por que não somos livres? Porque essas obras causam prejuízos a nós mesmos, aos nossos semelhantes e também à natureza, e para piorar a situação, por elas somos condenados a morte eterna. Antes dessa sentença final, sofremos e fazemos outros sofrerem. Isso é escravidão. E tem mais, o ser humano passa a gostar de uma vida assim, de escravo do pecado. Torna-se dependente dessa escravidão, como a dependência das drogas. Poderíamos dizer, a situação é mais que escravidão. Os escravos estão nessa condição pelo poder de outros, mas eles mesmos querem sair da situação, querem ser libertos. Por vezes tornam-se violentos, lutando pela liberdade. Mas em relação ao pecado, além do pecado exercer poder sobre as pessoas, elas ainda apreciam esse estilo de vida, e se acham livres.

Vamos a um exemplo real. Durante a semana, determinadas pessoas trabalham pelo seu sustento. Nos finais de semana, passam noites nas baladas. Bebem álcool, fumam, se drogam, e com o tempo seu organismo fica doente. Precisam de tratamento, e por vezes aparecem doenças incuráveis, e morrem passando terrível sofrimento. E ainda dizem, pelo menos aproveitei a vida! Estavam sob condição de poderes ditatoriais, exploradores, mas gostavam e viviam pensando ser prazeroso. E na realidade, lhes era prazeroso, porque nunca vieram a conhecer a verdadeira liberdade e a verdadeira felicidade. Eram escravos, e mor-reram nessa condição. É uma escravidão de duplo poder, o externo que impõe um estilo de vida totalmente contrário à natureza humana, e o gosto da pessoa, que aprecia esse estilo de vida.

Esse é só um exemplo de escravidão. Há milhões de possibilidades, por certo, uma sob medida para cada pessoa. Chama-se sedução, a pessoa está sofrendo, mas acha que essa vida é muito boa.

Por sua vez, quando CRISTO liberta da escravidão, a pessoa muda de estilo de vida. Ela agora torna-se obediente aos cuidados pelo seu corpo, pela sua aparência conforme a boa ética cristã, pelo respeito ao próximo e seus direitos, pelo respeito à natureza, e isso tudo porque ela se tornou uma filha ou um filho de DEUS. Ela voltou para DEUS, foi perdoada, já não há condenação que exija sua morte eterna.

Agora ela irá praticar as obras da liberdade. Ela será honesta, boa cidadã, prestativa para com as necessidades dos outros, obediente a DEUS, cuidará de sua saúde, e assim por diante. São obras da liberdade porque elas não prejudicam a ninguém, pelo contrário, resultam e efeitos bons. Essa é uma pessoa livre, tanto da condenação da lei quanto do sofrimen-to por causa do pecado. A plena liberdade sentiremos no dia da volta de JESUS. Antes disso, desfrutaremos apenas um pouco dela.

3. Terça: As perigosas conseqüências do legalismo (Gál. 5:2-12)

Há duas maneiras para buscar a salvação. Uma pela fé, outra pelas obras. Em outras palavras, uma aceitando o que JESUS fez por nós, outra, nós mesmos providenciando a nossa salvação. As duas funcionam perfeitamente bem, mas cada uma com o personagem certo.

A salvação pelas obras só funciona para CRISTO. Ele nos salvou pelas Suas o-bras, pois sendo obediente até a morte, assumiu os nossos pecados sem que nunca pecasse, Ele obviamente só praticou boas obras. Por isso, sobre Ele, relativo a conduta d’Ele, ninguém pode levantar condenação. Logo, JESUS salva a humanidade pelas obras que Ele praticou.

Quanto a nós, que já nascemos com natureza pecadora, pelas obras jamais nos salvaremos. Nós carecemos das obras que JESUS praticou, sempre fiel à Lei (todas as leis).

O que é legalismo? É ser a favor do cumprimento das leis. Nisso não há nada de errado, pelo contrário, é bom que todos cumpram as leis, sejam as de DEUS, sejam as do Estado. O problema ocorre quando, pela obediência à lei queremos alcançar o perdão e a salvação. Aí o legalismo não funciona, porque já pecamos, até já nascemos pecadores. Esses pecados que já cometemos exigem de nós pagamento de uma pena. Por mais que nos esforcemos para de um determinado dia em diante sempre obedecer, o passado de pecados com isso não desaparece, e continua exigindo que sejamos mortos. Portanto, para nós, tentar salvar-se pelas obras é um fatal engano.

Ilustremos isso melhor. Suponha que um homem tenha ingerido álcool e depois foi dirigir um automóvel em alta velocidade, e faça uma ultrapassagem em lugar proibido, cause um desastre (hoje chamam de acidente!!!), e mate duas pessoas, os pais de duas crianças de colo. Veja, esse sujeito violou diversos mandamentos da lei de trânsito. Então digamos que ele prometa nunca mais desobedecer a lei de trânsito, o que de fato faz. Assim ele pode ser perdoado das infrações e de suas conseqüências? Ou tem que ser condenado de qualquer forma?

É o mesmo com a lei de DEUS. Uma vez infringida, pode depois disso nunca mais desobedecer (o que é impossível), mas aquela infração precisa ser quitada. A lei de DEUS, que é perfeita, que não concede impunidade, ela vai requerer a punição de qualquer maneira. Ninguém vai conseguir escapar, como é freqüente com as leis dos homens, que funcionam precariamente.

No caso da lei de trânsito, o que seria legalismo? Seria tentar escapar da cadeia ou da multa, depois da infração, nunca mais cometendo outra infração. Isso é aceitável? É as-sim que se torna uma sociedade justa? É assim que se acertam as contas na justiça, com as leis que foram desobedecidas? Não tem como, se fizer isso, a lei se tornará fraca e sem condições de se impor. Assim se cai na condição da impunidade, que conhecemos bem, e suas conseqüências desastrosas, que sentimos na pele, todos os dias. Portanto, esse tipo de legalismo não serve para o reino de DEUS, que é um reino de justiça.

Os Gálatas estavam caindo nessa situação. Se aderissem a circuncisão, depois dela não ser mais necessária, estariam assumindo que eram capazes de se salvarem pelas obras. Portanto, estariam se colocando no lugar de CRISTO, que nos salva pelas obras d’Ele. Eles jamais conseguiriam, e por essa via, se perderiam para sempre.

4. Quarta: Liberdade, não libertinagem (Gál. 5:13)

A liberdade que existe no Céu é a mesma que existia no tempo de Lúcifer. Ele usou mal a liberdade. Deus asas à imaginação, e se percebeu como seria bom ser igual a DEUS. Esses pensamentos desenvolveram nele o orgulho e a soberba, passou a olhar para si, e exaltar o “eu”. Foi um desastre as conseqüências de tais pensamentos.

A liberdade, digamos, tem um ponto fraco: ser mal utilizada. Até Lúcifer caiu na tentação de fazer uso indevido dela. DEUS poderia ter trazido à existência criaturas sem liberdade de consciência, como são os animais. Os cachorros, por exemplo, são animais fiéis a seus donos. Sentem-se felizes por poderem estar por perto. Protegem os donos e querem receber carinho. Tem sentimentos e correspondem ao que de bom o dono faz a eles. DEUS criou os cachorros assim, e eles sempre são desse modo.

DEUS queria criar seres semelhantes a Ele, que tivessem racionalidade que diferencia o homem dos animais. A racionalidade nos qualifica ao pensamento superior, com ca-pacidade de aprender, de planejar, de desenvolver projetos, de realizar, e muito mais. Seres racionais são livres do instinto, um programa mental que determina o comportamento. E seres livres tem um atributo especial: podem escolher, tomar decisões. E uma das escolhas que podem fazer, a mais importante de todas, é amar os outros. Os cachorros também a-mam, mas por instinto, não por escolha. E, a capacidade de amar por livre decisão é a condição de felicidade. Ou seja, amamos porque queremos, não porque somos programados. E a outra pessoa, que assim é amada, sente-se muito feliz com isso, porque ela sabe que esse amor vem de uma decisão livre.

É diferente o amor do cachorro do amor de um ser humano. O animal ama porque está condicionado a isso, é fiel pelo mesmo motivo. Ele responde a estímulos pelo mesmo princípio. Mas é bem diferente ver um ser humano, por decisão própria, por exemplo, ser pregado na cruz e maltratado, e ainda assim, dizer: “Pai, perdoe-os.” O amor livre produz felicidade no outro, e essa felicidade gera, por reflexo, felicidade em quem ama, porque o outro também ama. E o amor legítimo, de DEUS, é diferente do amor dos seres humanos. Esses geralmente amam quem os ama, mas odeiam quem os odeia. DEUS não, Ele sempre ama, e essa é a diferença. DEUS sempre procura, por Sua iniciativa, gerar felicidade nos outros, em Suas criaturas.

Os gálatas corriam o risco de usar mal as palavras de Paulo, que tanto falava em li-berdade uma vez perdoados. Podiam entender, como hoje muitos entendem, que estando em liberdade, seus atos não mais os condenariam. Afinal estavam livres.

Mas não é bem assim. Aqui Paulo fala da liberdade em DEUS. Essa liberdade é di-ferente, é superior. Ela vem de ter a lei de DEUS nos corações, formando o caráter, de modo que as decisões livres que a pessoa toma, são sempre para o bem, para a felicidade do próximo, como DEUS age.

A liberdade conforme o mundo está voltada para o “eu”. É portanto, egoísta. E vai avançando a tal ponto que não interessa se prejudica ou não o semelhante. Damos um e-xemplo. Em nossa cidade, Ijuí (RS), umas pessoas decidiram reunir-se durante toda a noite, nos finais de semana, para ouvir os potentes sons instalados em seus automóveis. Podia-se ouvir forte a uns 500 metros de distância. E não lhes interessava os efeitos negativos que causavam aos pacientes de um hospital que ficava a uns 50 metros dali. Eles queriam “curtir”, mesmo que os doentes saíssem curtidos, e embora a lei do silêncio. Isso durou até que militares prenderam todos, e aplicaram multas pesadas. A isso não se pode chamar liberda-de, mas libertinagem, que é devassidão, falta de respeito com o outro, fazer o que quer sem se importar com as conseqüências.

Os filhos de DEUS querem a liberdade de cima, a que tem por princípio o amor ao próximo do mesmo modo como DEUS ama as Suas criaturas.

5. Quinta: Cumprindo toda a lei (Gál. 5:13-15)

Paulo, em seu estilo literário difícil, está repleto de afirmações aparentemente con-traditórias. Se estudado com cuidado, não há contradição, mas, para quem deseja ‘torcer’ a interpretação para o seu modo de entender as coisas, Paulo tem os melhores textos. É certo que o debate final, da grande controvérsia, se dará em parte sobre os textos de Paulo. Por isso essas lições são relevantes, nos preparando para esse tempo.

Hoje, comparemos dois trechos de Paulo. “...todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gál. 5:3) e, “porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber, amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gál. 5:14).

O contexto dessas palavras deve ser considerado. Os gálatas estavam migrando para o legalismo, que vimos ontem. É bem simples o que Paulo lhes alertou: se eles se circuncidassem, deveriam também praticar todos os rituais da lei cerimonial, como se fazia antes da morte de JESUS na cruz. O que os judeus fazia com esses cerimoniais, que nunca devi-am ter feito, era entenderem que praticando-os, assim se salvariam. E era essa a men-sagem que estavam levando aos gálatas. Mas aquele cerimonialismo foi importante para en-sinar que eles dependiam da morte de JESUS. Portanto, ao contrário do que pensavam e faziam, era JESUS que seria o cordeiro a morrer. Pelo fato deles se terem apegado tanto ao cerimonial, muitos deles nem conseguiram ver direito a JESUS, e não O aceitaram como Salvador. Outros judeus que O aceitaram, no entanto, não se desligaram daqueles rituais, já superados. Aqui praticavam legalismo, tentar ser salvos obedecendo alguma lei.

E o que Paulo queria dizer com a segunda frase? Essa é bem simples. Toda lei, a dos Dez Mandamentos mais a lei cerimonial, se resume em amar. Quem ama, pratica a lei. Sempre foi assim, desde o Éden aqui na Terra, e desde que DEUS existe, que remonta à eternidade. A lei cerimonial, por exemplo, só veio a ser concedida para mostrar como JESUS nos ama, a ponto de fazer o que fez.

6. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Só no Amor há liberdade. Falamos do amor genuíno, o que vem de DEUS, pois o amor segundo o mundo é pornografia (como pôde o ser humano degradar tanto o que é o princípio da vida eterna e da felicidade?). Diz a lição que a “fé genuína atua por amor.” Vamos entender um pouco melhor essa importante lição. Isso é muito simples. No Reino de DEUS tudo atua por amor, inclusive a fé. O Céu funciona por amor. As leis da natureza tem o amor por princípio. O relacionamento de DEUS com o Universo é baseado no amor. JESUS veio à Terra morrer por nós por amor.

Agora outra pergunta. Como a fé atua por amor? Isso também é fácil de entender. Quando se tem fé, há uma ligação com DEUS, que é amor. Forma-se uma ligação de amor, para a reconstrução da vida da pessoa. É DEUS quem age, Ele muda a vida, e a pes-soa vai participando nessa mudança. E na transformação temos algo a fazer.

Ilustremos o que temos a fazer. Imaginemos um estudante. O professor é que tem a ciência, é ele que vai conduzir o estudante para que aprenda e se desenvolva na capacidade de lidar com o conhecimento. É ele que vai planejar, administrar e ministrar as aulas, não o aluno. Mas o aluno tem que fazer alguma coisa para que aprenda. Ele tem que sentir a necessidade de ter conhecimento, de desenvolver a sua inteligência e a sua capacidade de a-prender e de gerar novo conhecimento. Precisa tornar-se um descobridor dos princípios do conhecimento e se tornar capaz de elaborar perguntas para aprender, de ser curioso. Para isso tudo, se o aluno permanecer indiferente ao que o professor lhe propuser, não vai alcan-çar sucesso. Portanto, apesar do professor ser quem vai gerenciar as ações de estudo, o es-forço por se desenvolver tem que ser do aluno.

Assim é com a fé e com o amor. DEUS concede a fé e o amor também vem d’Ele. Mas nós temos que colocar em prática, não só crendo em DEUS como andando com Ele e tendo uma experiência diária de fé. Temos que, portanto, obedecer as Suas leis e temos que buscar ser como DEUS é, em relação ao nosso próximo. Enquanto esse for o nosso inten-to, Ele operará tanto o querer quanto o realizar, e assim, cresceremos rumo a perfeição.

Lição 10 - Comentários de Sikberto R. Marks

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2011
Tema geral do trimestre: O Evangelho em Gálatas
Estudo nº 09 – De escravos a herdeiros
Semana de 26 de novembro a 03 de dezembro
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí - RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
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Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” (Gal. 4:26).

Introdução de sábado à tarde

A questão hoje é relacionada à futura e próxima grande controvérsia. Milhares de igrejas proclamam o fim da necessidade de santificação do sábado com sua mudança para o domingo. A motivação seria a desvalorização do Antigo Testamento, só valendo o Novo Testamento. E dizem mais, que no Antigo Testamento a salvação era pelas obras da lei, mas que no Novo Testamento passou a ser pela graça, mediante a fé. Esse é um assunto importantíssimo, pois ele fará parte da grande controvérsia. Portanto, todos devem se pre-parar bem. E a lição dessa semana concede a oportunidade.

Vamos recordar sobre como foi dada a lei de DEUS. Vamos por etapas:

a) No Éden, para Adão e Eva

Eles receberam só o sábado, e o princípio do amor. Fez parte da semana da criação. Eles não conheciam o mal, só o bem. Isso era importante para serem completamente felizes. Como é bom não conhecer o mal, e melhor ainda é que ele não exista. E lá no Éden, ele ainda não havia entrado, embora já existisse por causa da revolta de Lúcifer. Portanto, a lei no Éden era a seguinte: um amar o outro assim como DEUS os amava. Esse amor se intensificava mais a cada semana, quando o casal se dedi-cava exclusivamente a DEUS.

No Éden não havia necessidade de desdobrar o princípio do amor em dez, como te-mos hoje. Fazer isso seria informar sobre o mal. Bastava que tivessem em seus co-rações o princípio do amor, e ao natural, jamais iriam buscar outros deuses nem ma-tar, nem mentir, etc. Assim funciona na perfeição.

b) Logo após a queda de Adão e Eva, no mesmo dia

DEUS agora acrescenta a lei cerimonial, mas de uma forma bem simples. Agora eles precisavam saber que JESUS viria, no futuro, para morrer por eles, e salvá-los da morte eterna. Com isso, a morte que viria, e a primeira foi de Abel, seria apenas temporária.

c) Logo após a saída da arca

DEUS ampliou a Noé a aliança feita com Adão e Eva. Ele garantiu que nunca mais destruiria a Terra por meio de água, e o sinal de Sua palavra foi o arco-íris. Dali em diante choveria, coisa que antes nunca aconteceu. Para que não tivessem medo de outra catástrofe global, DEUS inseriu esse ponto em Sua aliança a Noé e seus des-cendentes, e até nós. Os sacrifícios de animais, que já existiam, continuaram sem al-teração.

d) Algumas semanas após a saída do Egito

Agora DEUS fez acréscimos, tanto ao princípio universal do amor (que desde o iní-cio incluía o sábado), quanto à lei dos sacrifícios. A lei do amor Ele desdobrou em Dez Mandamentos, escritos em duas tábuas de pedra. Assim simbolizava que era uma lei permanente. Ela deveria estar escrita no coração, mas já não estava mais, portanto, foi grafada pelo próprio DEUS na pedra para deixar bem claro: ela está valendo.

Também DEUS detalhou a lei do sacrifício num cerimonialismo bastante minucioso, para assim ensinar sobre o horror do pecado e o quanto era importante e vital a necessidade de um Salvador para a humanidade, que viria morrer por todos.

Portanto, a lei do amor, da qual JESUS fala bastante, e que o profeta João também fala bastante, vem desde o Éden, e inclui o sábado. Ela foi detalhada para pessoas em outra situação, a de pecado, bem diferente da situação de Adão e Eva, na perfeição. Ou seja, DEUS manteve o sábado tal como foi dado na criação, e acrescentou algumas impor-tantes proibições, adequadas para uma raça degenerada e pecadora. Isso não era ne-cessário para gente como Adão e Eva, em estado de pureza, quando ainda desconheciam o mal.

Por sua vez, a lei do sacrifício foi bem detalhada para ensinar sobre a necessidade do Salvador. É bem evidente que a primeira lei, que veio do Éden, antes do pecado, teria que ter validade enquanto existisse Céu e Terra, como disse JESUS em Mateus 5:18. E que a lei cerimonial que foi dada após o pecado, desaparecesse no futuro, uma vez havendo o sacri-fício do Cordeiro de DEUS.

Ora, não fica difícil, nesse contexto de revisão da história, entender sobre a graça e a fé. Como já estudamos, e como ainda estudaremos nesta semana, pois é importante revisar esses pontos, por estes estudos só poderemos chegar a uma única conclusão: deve ser per-manente o que foi dado na perfeição e temporário o que foi dado após o pecado. E fica mais evidente ainda que a obediência é necessária para não cair em pecado e não ser con-denado pela lei de DEUS, a que foi dada antes da queda no pecado. Mas, como DEUS falou a Adão e Eva, que JESUS viria para morrer por eles, essa morte é que seria a sua salvação, e não a obediência após se tornarem pecadores. Assim, para serem salvos, precisava JESUS morrer, e para continuarem salvos, eles precisavam obedecer a lei. Portanto, a graça passou a existir desde aquele dia em que pecaram, desde o momento em que DEUS anunciou que JESUS viria morrer por eles. E existe até hoje. Não se pode dizer que ela apareceu com JESUS no Novo Testamento, e que no Antigo Testamento a salvação era pela obediência à lei. Isso nunca foi assim.

1. Primeiro dia: Princípios da aliança

Onde e em que condições ocorreu a primeira aliança? Foi no Jardim do Éden, em condições perfeitas. A base do governo de DEUS é a obediência. Nesse governo todos obe-decem, a começar pelo próprio DEUS. Ele é fiel aos Seus princípios. Tanto que Ele mesmo santifica o dia de sábado. Ele é o exemplo em tudo o que requer de nós. Assim foi JESUS quando esteve aqui na Terra, tornando-Se exemplo de obediência à lei.

No Éden havia uma aliança extremamente simples. É curioso que certas coisas DEUS faz do modo mais simples possível. Por exemplo, a sociedade humana é fundamen-tada no lar, e esse é composto por duas pessoas, um homem e uma mulher. Não pode mes-mo haver organização mais simples que essa, menos de dois não formam uma sociedade. Então, quando vierem os filhos, a organização social do lar aumenta, e apenas por um tem-po. Pois os filhos crescendo, saem para formar um novo lar, de duas pessoas. E assim por diante.

DEUS formou um sistema social simples, com uma única regra, também simples, mas infinitamente eficaz. O casal deve amar-se assim como DEUS os ama. Por isso devem amar em primeiro lugar a DEUS, e assim, também serão capazes de se amar. Havendo amor, outras leis sociais se tornam desnecessárias, pois quem ama está sempre disposto a servir, nunca a fazer o mal. É assim que funciona a perfeição, e nessas condições há perfeita liberdade, ou seja, cada um faz tudo o que deseja fazer, tudo mesmo. E todos os desejos serão bons, pois se originam do fundo do amor, assim como acontece com DEUS.

Por sua vez, o amor tem algumas condições para existir. Uma dessas condições é a intimidade. Há momentos em que aqueles que se amam, querem estar juntos, muitas vezes a sós, para se dedicarem exclusivamente um ao outro. Isso é absolutamente necessário. E DEUS também quer ter momentos de intimidade conosco. Para esse fim, estabeleceu o sá-bado, um dia em sete para parar todas as atividades seculares e dedicar-se exclusivamente a DEUS.

Mas há também outra condição vital para que o amor se mantenha. É a fidelidade. A fidelidade tem tudo a ver com obediência. Para haver amor, as pessoas devem estar sem-pre dispostas a uma servir a outra, nas necessidades que aparecerem.

Agora vem uma questão curiosa: como poderiam Adão e Eva servir a DEUS? Ele não necessita de nada. Mas deveria haver uma situação de obediência, para a demonstração de fidelidade, talvez melhor, para desenvolver a capacidade de serem fiéis. E nesse ponto é que se formou a primeira aliança, entre DEUS e o ser humano. DEUS estabeleceu algo bem simples para eles serem obedientes. Não deveriam comer do fruto de uma certa árvore que DEUS escolheu para esse fim. Era uma árvore que dava fruto bonito; dela não deveriam comer. Assim eles demonstrariam a DEUS que O amavam, e que queriam permanecer fiéis a Ele. A obediência completaria a outra parte da condição para serem felizes eternamente: a santificação do sábado, que DEUS também santificava, ou seja, passava junto com o casal momentos agradáveis e felizes.

Quando Adão e Eva quebraram essa aliança, comendo do fruto, outra aliança se fez necessária. Essa outra naturalmente teria caráter provisório, até que a situação se resolvesse. Daí em diante, não seria mais necessária. Isso estudaremos nos próximos dias.

2. Segunda: A aliança abraâmica

DEUS havia falado a Adão e prometeu a salvação. Foi no mesmo dia da queda. Fa-lou a Noé, e prometeu salvação. Depois falou a Abraão e prometeu o mesmo, mas ampliou a promessa. Ele disse a Abraão que dele faria uma grande nação, e que as demais nações se-riam abençoadas (beneficiadas) pela nação que sairia de Abraão.

Abraão creu nessa promessa. Ele estava com 75 anos quando DEUS lhe prometeu isso. A sua esposa, com 65. Há muito certamente que ela não podia mais ter filhos. Huma-namente isso era impossível, mas Abraão creu porque foi DEUS quem falou. O homem creu a ponto de obedecer, e sair da terra de seus familiares, e ir ao lugar onde DEUS cumpriria o que prometeu.

Dez anos mais tarde, Nada do filho nascer. Abraão estava agora com 85 anos, e Sara com 75. Abraão estava um pouco com receio sobre o cumprimento da promessa. Ele não perdeu a fé, mas questionou a DEUS: “que recompensa terei se ainda não tenho herdei-ro?” Na situação atual o herdeiro seria um empregado, Eliezer, não o filho. Ele teria que esperar mais 15 anos pelo filho, mas DEUS não revelou esse tempo de espera pela frente. Quando Sara estava bem distante de conceber, sem esperança alguma, DEUS cumpriu a promessa, e nasceu um filho, dela com Abraão. Era Isaque. Um único filho com Sara.

Desse filho veio Jacó e Esaú. Jacó permaneceu na promessa, e dele vieram doze fi-lhos, que se tornaram nas pedras fundamentais de uma grande nação. E um descendente deles foi JESUS, o Salvador do mundo. Abraão creu, e aqui estamos nós, crendo na mesma promessa, de sermos uma grande nação. Pela igreja que CRISTO liderou, o mundo está sendo abençoado com a pregação da promessa, e já estamos nos últimos dias.

3. Terça: Abraão, Sara e Hagar

Ismael representa o filho da carne, Isaque representa o filho da promessa. Ismael re-presenta o Monte Sinai, Isaque representa o Monte do Calvário. Porque essas representa-ções? Vamos entender essas coisas simples.

Quando DEUS prometeu ao casal um filho, Sara estava com 65 anos e Abraão com 75. Por certo Sara já estava há tempos na menopausa, além de ser estéril. Mas eles creram, pois foi a palavra de DEUS. Eles sabiam se tratar dessa palavra. Creram e tomaram as pro-vidências necessárias para a longa viagem em direção da Palestina. E certamente era grande a expectativa de logo terem o tão desejado filho.

Mas passaram-se 10 anos, e nada do filho prometido. Agora os dois estavam com 85 e 75 anos. Desde a promessa de DEUS, Ele nunca mais Se havia comunicado com Abraão. O ser humano é fraco. Dez longos anos colocaram algum ponto de dúvida na cabeça dos dois. Não sabemos o que eles conversaram naqueles dias. Uma coisa é certa, devem ter tido muitas conversas sobre esse tema ao longo desses dez anos. E essas conversas devem ter ido do entusiasmo para momentos de desânimo, talvez de desapontamento. Parece que houve condições à formação da dúvida no poder de DEUS e na Sua fidelidade ao que promete.

Sara (ainda era Sarai, depois DEUS mudou o nome deles) tomou a iniciativa. Algo assim como dar uma ajuda a DEUS. Disse a Abraão que tivesse relações íntimas com Hagar, que era uma de suas escravas. Sara propôs que Hagar se tornasse a concubina de Abraão. Naqueles tempos a cultura aceitava esse tipo de relacionamento. Mas DEUS nunca aceitou, era algo fora de Seu plano. Devemos cuidar com o que vem da cultura de nossa sociedade. Muita coisa que ali parece normal, para DEUS não é, e pode se tornar uma maneira sutil de se perder a vida eterna.

Em nome do cumprimento da promessa de DEUS, deve ter parecido como uma providência aceitável ao casal. Hagar era uma mulher bem mais nova, não era estéril, e es-tava disponível, não tinha marido. DEUS não aprovou a ajuda dada a Ele. Aliás, essa pro-vidência trouxe problemas imediatos para Sara, perturbou o relacionamento dela com seu marido, e chegou ao clímax de ter de expulsar de casa Hagar com seu filho. Isso aconteceu após o nascimento de Isaque, pois Ismael brigava com ele. Na verdade não havia lugar para os dois na mesma família. Essa situação acabou se repetindo com os gêmeos Jacó e Esaú. Hoje a briga ainda continua, entre o povo palestino e os judeus.

Ismael veio por providência de uma decisão tomada entre Abraão e Sara. Ele não foi o filho da promessa porque não veio por meio de um milagre que DEUS deveria operar em Sara para que ela concebesse. Ismael nasceu naturalmente, como todas as crianças nascem, não houve um milagre divino. Por isso ele é o filho da carne.

Por sua vez, Isaque nasceu porque DEUS havia prometido. Quando o menino nasceu, se haviam passado 25 anos da primeira vez que DEUS o havia prometido. Sara não só sempre foi estéril como há muito tempo não mais menstruava. Portanto, não só era o filho prometido que haveria de nascer do casal, como era um milagre de DEUS. Por isso era o filho da promessa.

De um descendente de Isaque viria um futuro rei, Davi. E descendente de Davi, viria José, e JESUS seria Filho de José com a jovem Maria, entenda-se assim. Esse JESUS seria o Salvador do mundo, prometido por DEUS. JESUS também viria a ser o Filho da promessa, e Ele enfrentaria a cruz do calvário, para morrer por toda a humanidade. Portanto, Isaque também representava o Monte do Calvário, mas Ismael o Monte Sinai. O Monte do Calvário significava a salvação daquilo que a lei, detalhada no Monte do Sinai exigia. A lei do Sinai exigia a morte do pecador, e essa morte ocorreu no Monte do Calvário.

4. Quarta: Hagar e o Monte Sinai (Gal. 4:21-31)

O que Hagar tem a ver com o Monte Sinai? É uma ilustração de Paulo para explicar melhor sobre a salvação pela graça mediante a fé.

Voltemos outra vez à linha da história. A Adão DEUS prometeu resgate do pecado pela luta entre JESUS e satanás que sairia ferido mortalmente na cabeça. Na cruz, JESUS saiu ferido e satanás também. Só que JESUS ressuscitou da morte eterna, mas satanás saiu condenado para a morte eterna, porque ele perdeu a batalha.

No tempo de Adão DEUS instituiu o sacrifício de animais. Depois DEUS fez outra aliança com Noé. Ele teve que salvar algumas pessoas da maldade dos antediluvianos. E Noé e sua família Ele salvou por meio de um barco. Mais tarde, Ele fez outra aliança com Abraão. E agora, refaz essa mesma aliança de um Salvador, e de uma nação, com o povo de DEUS tirando-o do Egito.

Na verdade todas essas alianças eram sempre as mesmas, porém, com conotações diferentes ou também com acréscimos. Aquilo que DEUS prometeu a Adão e Eva era tam-bém o que prometia a Noé, a Abraão e ao povo de DEUS no Sinai. As conotações diferen-tes foram a violência dos antediluvianos, a incompatibilidade entre Abraão e seus parentes e a escravidão do povo no Egito. Em todas essas situações havia influências específicas sobre as pessoas que seguiam a DEUS. Mas a parte essencial da aliança sempre foi a mesma, ou seja, JESUS viria morrer por eles, lhes presentearia com a salvação, e lhes daria a fé que deveriam ter para crerem e serem salvos. Assim foi com Adão, com Noé, com Abraão e com o povo que saía do Egito. Em nenhum caso haveria algo que fizessem para ajudar DEUS a cumprir Suas promessas. Mas Abraão e Sara tentaram ajudar DEUS providenciando uma mulher para que nascesse um filho de Abraão, que seria adotado por Sara. Essa ajuda significa as obras que os seres humanos muitas vezes acham que devem realizar para que se salvem. Contudo, obras não salvam ninguém, mas servem para manter salvo o que foi perdoado pela graça de DEUS. Ou seja, o que nos salva é o ato de JESUS ao morrer por nós. O pecado tem que ser pago com morte.

Vamos raciocinar um pouco mais profundo. Afinal, nós, pecadores, podemos ou não podemos pagar a conta de nossos pecados? Sim, claro, podemos. Basta, para isso, morrer-mos eternamente, e a conta estará paga. Então, é evidente que podemos pagar a conta, MAS, pagando-a, com isso, não escapamos da morte eterna. Deixamos de existir, e é exa-tamente a morte eterna que DEUS quer evitar! Portanto, JESUS morreu por nós, aquela morte que deveríamos sofrer. Essa é a diferença, pois agora, podemos viver eternamente, sem pagar a conta, e isso é a graça.

E as obras, onde ficam? Ora, depois de termos sido perdoados, por isso estamos sal-vos, então importa que não pequemos mais, para continuarmos salvos. No entanto, se outra vez pecarmos, outra vez careceremos do perdão.

E Hagar e o Monte Sinai, onde entram nessa história? Bem simples de entender. Hagar representa a providência do ser humano para que a promessa de DEUS se cumpra. Representa as obras. Abraão e Sara tentaram ajudar DEUS a cumprir a Sua pro-messa de um filho. Isso resultou em inúmeros problemas, conflitos, guerras, mortes, tristeza, que se estendem até hoje. E não ajudou em nada para que de Abraão e Sara se formasse uma grande nação.

No Sinai, os israelitas agiram tal como Abraão por meio de Hagar. Eles disseram: “nós faremos tudo...” o que o Senhor mandou. A cabeça deles fora educada na escravidão, em trabalhar de modo forçado para os seus senhores. Assim entenderam a DEUS, como um outro senhor para o qual deveriam trabalhar, como escravos. Parecia a eles que deveriam fazer alguma coisa para contentar o Senhor. E isso perdurou durante toda a existência do povo de Israel. No tempo de JESUS eles enfatizavam nas obras, e o problema estourou mais uma vez lá entre os gálatas. Entre nós também não é diferente. Quantas vezes houve-se alguém dizer: quantas almas já conduziu para CRISTO? Há pessoas que contabilizam o número. Ou, o que você está fazendo para salvar almas para o reino de DEUS? Essas per-guntas são feitas em lugar de: você está deixando DEUS transformar a sua vida? Ou, DEUS o está usando como instrumento para salvar almas? As obras vêm com a transfor-mação que DEUS opera em nossa vida. Mas parece que nós, como os gálatas, como o povo de Israel, temos que “fazer alguma coisa”, para contentar superiores e ao Senhor. Aos superiores, para que alcancem seus alvos, ao Senhor, para apressar a Sua vinda. Ou seja, achamos que nós precisamos fazer alguma coisa pelo Senhor, e esquecemos que é o Senhor que deve fazer grandes coisas em nós e por nós. Nunca esquecer que, quando os apóstolos se tornaram humildes, então veio o ESPÍRITO SANTO, e eles saíram ao mundo fazendo não alguma coisa, mas grandes coisas.

5. Quinta: Ismael e Isaque hoje

Resumindo a polêmica de hoje. Havia naqueles dias quatro grupos de crentes ligados a uma mesma fé. Os judeus não cristãos, que não aceitavam CRISTO, mas que eram descendentes de Abraão por serem filhos de Isaque; os judeus cristãos que aceitaram a CRISTO, mas continuaram vinculados ao cerimonialismo; os judeus cristãos que também aceitaram CRISTO e se haviam desvinculados do cerimonialismo (por certo, bem poucos); e os gentios cristãos, que se converteram a CRISTO. A polêmica que estava ocorrendo vi-nha da parte dos judeus cristãos em relação aos gentios cristãos. Os judeus diziam que esses gentios não eram verdadeiros descendentes de Abraão, porque não eram judeus e porque não passaram pelo ritual da circuncisão.

Paulo deu uma resposta bem dura àqueles judeus. A sua argumentação está em Gá-latas 4: 21 a 31. Trata das duas mães, Hagar e Sara, como vimos ontem. Os judeus eram filhos de Sara com Abraão, isso é certo. Mas, espiritualmente, se tornaram como os filhos de Hagar com Abraão. E os gentios, naturalmente, não eram filhos nem de uma nem de outra, mas espiritualmente se tornaram como filhos de Sara com Abraão. Como pode isso?

O filho de Hagar, Ismael, veio ao mundo por uma providência humana. Ele, portan-to, não era o filho da promessa. Ele era filho que envolvia obras humanas.

O filho de Sara, Isaque, veio ao mundo por uma providência divina. Jamais teria nascido se DEUS não operasse um milagre. Sara, além de estéril já havia passado da época de ter filhos.

O filho de Hagar passou a caçoar de Ismael. Parece que havia desentendimentos. Ismael era bem mais velho que Isaque, e se envolveu no que se poderia chamar hoje de bulling. Pode-se acreditar que, se Ismael não tivesse feito isso, teria tido alguma recompensa também. Mas seu comportamento se tornou inconveniente, uma ameaça a Isaque, e talvez à promessa. Ismael representa aquelas pessoas que fazem parte da família de cristãos, da mesma fé, mas que perseguem outros membros da família. O problema é a perseguição, e disso Paulo entendia bem, ele já fora um perseguidor.

A conclusão aqui é bem óbvia. Os judeus cristãos que exigiam que os gentios cris-tãos fizessem a circuncisão para se tornarem filhos de Abraão estavam fazendo o papel de Sara ao oferecer Hagar a Abraão para ter um filho. Essa era uma providência humana, por-tanto, um tipo de obra, no intuito de se providenciar o descendente do pai da fé. Pelo fato desses judeus agirem assim, eles se tornaram como Ismael, ou seja, espiritualmente não mais descendentes de Abraão, do pai da fé. Isso pelo fato de confiarem nas obras, nas pro-vidências humanas em vez de terem fé em DEUS.

Por sua vez, aqueles gentios cristãos, que ao natural não eram descendentes de Abraão, esses se tornaram seus descendentes porque confiaram no milagre da adoção por CRISTO, porque confiaram no Salvador. Assim como Isaque veio ao mundo por um mila-gre divino, assim também eles, filhos de pagãos, pela fé se tornaram descendentes de Abra-ão, o pai da fé, isto é, pai de todos os que creem.

Isaque, o filho da promessa, veio ao mundo por um milagre de DEUS. JESUS, o fi-lho da promessa para ser Salvador do mundo, veio ao mundo por um milagre ainda maior. Ele veio por meio de uma mulher que não tinha relações com homem. Um Ser especial se gerou em seu ventre, e assim veio ao mundo. Nada Maria fez para isto, nem José, nem ser humano algum. Ele veio por Sua iniciativa, por que nos amava e nos ama.

6. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

A questão de reflexão hoje é: porque DEUS fez outro concerto com Seu povo, no Sinai?

Na verdade Ele não fez outro concerto, ele ratificou o concerto feito com Adão, com Noé e com Abraão. Ele também tornou esse concerto mais firme pelo detalhamento.

O concerto com Adão e Eva, feito antes do pecado, era de todos se amarem. Nisso entra o sábado como o dia especial para dedicação exclusiva ao amor. Mas quando eles pecaram, então, para que o amor não fosse interrompido, DEUS fez outro concerto com eles, da morte substituta de JESUS pela morte eterna deles. Isso fez para que a felicidade do ambiente perfeito do amor pudesse um dia ser restaurado.

O que DEUS fez no Sinai foi tornar mais enfático os dois concertos. Ele detalhou os Dez Mandamentos e os escreveu em tábuas de pedra, colocando-os dentro de uma arca. Nisso Ele dava a entender que acima de todas as leis, aquela era a mais importante. Ampliou também o concerto do sacrifício de JESUS na cruz, introduzindo o ritual do santuário, que antes não existia, senão, um ritual bem simples de sacrifício de cordeiros. Logo, não foi outro concerto, porém, a confirmação solene do que já existia. E também, o segundo con-certo, dos sacrifícios, era para que tudo pudesse retornar outra vez às condições do primeiro concerto, o de amor entre DEUS e a humanidade.

Por esse raciocínio, fica evidente que o concerto de amor, que no Sinai foi detalhado em Dez Mandamentos para nossas condições de pecadores em ambiente que só incentiva à transgressão, é eterno, pois foi dado em contexto de perfeição, e o outro concerto, dos sacri-fícios é temporário, pois foi dado em ambiente de pecado, e sua função é salvar a todos para retorno àquele ambiente de perfeição.

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