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Cristãos violentos: uma violência à fé cristã

(por Maurício Zágari)

Eu estava calmamente lendo a Bíblia de madrugada quanto cometi o erro de entrar no twitter no exato momento em que um canal de TV estava transmitindo lutas de Ultimate Fighting (UFC). Montes e montes de cristãos estavam tuitando e vibrando com as lutas. Eu li aquilo e postei um comentário dizendo que não conseguia compreender como pessoas que seguem Jesus são capazes de se divertir vendo gente bater uma na outra, como servos do Cordeiro de Deus podem vibrar com tanta pancadaria e violência. Jesus... para que eu fui fazer aquilo?! Comecei a ser espancado verbalmente por uma legião de fãs das lutas. Alguns foram educados e argumentaram como cavalheiros. Mas os demais me jogaram no chão e começaram a dar chutes e pontapés verbais que me deixaram estarrecido. Fui nocauteado moralmente. E isso me fez refletir mais uma vez sobre um dos problemas que considero um dos mais graves da igreja visível no Brasil: como aqueles que se chamam pelo nome de Jesus passaram a achar nos nossos dias que agressão, ofensas, verborragia e ataques pessoais é uma atitude absolutamente aceitável do ponto de vista bíblico. O que é um sinal de que não entenderam nada sobre a fé.

Um cavalheiro chamado Renato desferiu de cara quatro tuites que parecem ter saído de dentro do ringue: "Gosto é como nariz, cada um tem o seu... então pegue sua hipocrisia e vai ler a bíblia", me disse esse suposto cristão. E, não satisfeito, continuou: "Aposto que não está lendo a bíblia as 3:30h. Com certeza em algum site pornô ou coisa parecida... isso sim é coisa de quem julga os irmãos... Farizeu." Tenho de confessar: fiquei pasmo. Nem adiantava dizer que ler a Biblia era exatamente o que eu estava fazendo. Simplesmente, pela primeira vez na vida, dei block no "irmão" (meu Deus, quem discipula um homem desses?) Dois "cristãos" me chamaram de hipócrita. Mais um de fariseu. Outros usaram termos que eu prefiro não repetir aqui porque este é um blog para pessoas cristãs, ou seja, que não apreciam linguajar torpe. E, depois de falar assim com um irmão, vão às suas igrejas, louvam de mãos levantadas, tomam a Ceia do Senhor e creem que estão agindo como filhos de Deus.

Vi até pastores vibrando! Um deles, que é celebridade no twitter (mais de 90 mil followers, apesar de só viver escrevendo bobagens atrás de bobagens), tem como maior predicado ser casado com uma cantora gospel da mais famosa familia de cantores gospel do país. Pois o cidadão tuitou coisas como "Uhuuu Vitor quebrou tudo!!!", "Que joelhada linda" e "Vitor Belfort entrou falando em línguas que emoção vai sacudir tudo #Torcendo". Eu mal conseguia acreditar: Um pastor realmente escreveu para mais de 90 mil pessoas "Que joelhada linda"???

Outro pastor, conferencista que vive pregando pelo Brasil, escreveu: "Quebra tudo Zé Aldo...". Uau! Isso então é o que muitos de nossos pastores estão ensinando por aí: não o arrependimento de pecados, a paz, a paciência, o amor ao próximo, dar a outra face, pagar mal com bem. Estão ensinando: "quebra tudo" e "que joelhada linda". Para pra pensar com calma: um sacerdote do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo elogiando uma joelhada, um gesto de extrema violência! Que dias de profundas trevas nós - a igreja do manso Cordeiro de Deus - estamos vivendo...

Bem, eu não entro no mérito do gosto pessoal de cada um. Tem gente que gosta de briga de galos. Na antiguidade, as hordas se divertiam com os gladiadores do Coliseu. O ser humano sempre foi atraído por violência, gosta de filmes como os de Charles Bronson e tudo isso naturalmente é consequência da entrada do pecado no gênero humano - ou você consegue imaginar Adão antes da queda ou mesmo Jesus na primeira fileira de um estádio (ou o correto é falar ginásio, não sei), vibrando e gritando: "Vai, Belfort, arrebenta ele! Quebra esse jumento!" - palavras verídicas que reproduzo do tuiter de um homem que se diz cristão e estava assistindo ao massacre. Pode me chamar de hipócrita, fariseu ou careta, mas eu não consigo imaginar isso.

Claro que muitos concordaram comigo. Me alegrou em especial um jovem que postou diretamente para mim: "Confesso que vibrei e até me alegrei em alguns momentos. Mas suas palavras foram um despertar para uma reflexão sobre isso. Só posso agradecer". Essa parcela da Igreja não me preocupa, pois o Espírito Santo já cuida dela e convence do pecado, da justiça e do juízo. O que me preocupa é a parte da igreja que está sanguinária, violenta... tão distante do que Jesus ensinou!

Muito disso tem a ver com nossos modelos. Hoje em dia os principais líderes evangélicos que estão na TV e na Internet são homens agressivos, verborrágicos e ofensivos, que usam termos como "trouxa" e "bundão" para se referir a irmãos na fé. Por outro lado há denominações religiosas que têm como nicho esportistas e por isso incentivam esportes de contato e que defendem esse tipo de prática e comportamento. Pronto: junta isso tudo e temos uma legião de "cristãos" que serão ensinados a cada culto ou programa na Internet ou na televisão que ofender, agredir, atacar, revidar e coisas similares é algo aceitável dentro do verdadeiro Cristianismo. E isso, naturalmente, em especial é algo atraente para os jovens, cheios de testosterona.

Só tem um problema: isso está biblicamente muito errado.

O Cristianismo é a religião da não violência. Quando Jesus foi preso no Getsêmani e Pedro cortou a orelha do soldado Malco, o Senhor repreendeu o agressor e restaurou o homem ferido. Cristo era o Cordeiro Manso e humilde de coração, que deixou-se voluntariamente apanhar, ser cuspido, xingado, ofendido, açoitado, vilipendiado, crucificado... e como ovelha muda perante seus tosquiadores não abriu a boca. Ele deu o exemplo. Ajudava os necessitados e elogiou a atitude do samaritano que auxiliou o homem que tinha sido espancado pelos ladrões. Jesus visava sempre à cura, nunca a provocar a violência e a dor.

No Sermão do Monte, Jesus ensina a dar a outra face, a andar a segunda milha. Diz que os pacificadores e os mansos são bem-aventurados. Em momento algum você vê nos discursos do Mestre incentivo à violência. Pelo contrário, quando ele diz aos seus discípulos que eles seriam perseguidos pela fé, a sua ordem é que fujam e não que revidem. Olhe esta foto à esquerda: você consegue encaixá-la nas bem-aventuranças ou consegue imaginar que isso seja algo que deixe Jesus de Nazaré feliz? E se alguém vier com a história da derrubada das mesas dos cambistas no templo eu nem entro por esse mérito, apenas sugiro que pegue um bom livro que explicará que aquilo não foi um ato de violência, mas de limpeza e purificação motivado por desonestidade e exploração na hora das negociações que aqueles homens faziam.

Nas epístolas você não encontra linguagem ofensiva. Mesmo quando o apostolado de Paulo é questionado ele o defende com veemência, mas jamais alguém é ofendido ou agredido. Se não pela sua pessoa, muito menos pelas ideias que expressa. Pecados são confrontados mas nunca se veem retaliações verborrágicas ou de incentivo à agressão física. Pelo contrário, quando os judeus levam a mulher adúltera até Jesus, Ele estaria coberto de razão pela Lei Mosaica se dissesse: "Podem baixar o sarrafo nela, arrebentem com essa desgraçada". Mas não. Calmamente, sem erguer a voz ou mesmo o rosto o Mestre preserva a integridade física daquela senhora e corta toda e qualquer possibilidade de um ato de violência.

A verdade é que grande parcela da igreja visível no Brasil está doente, muito doente. Cega, não enxerga o que a Bíblia diz. Sem estudo teológico, não compreende as realidades das Escrituras. Carnal, não vive as disciplinas espirituais e por isso não tem intimidade com o Deus vivo. E, com isso, nós criamos os nossos gladiadores cristãos: homens e mulheres que vibram com a violência (mascarada sob alcunhas simpáticas, como "esporte", "competição", "profissão", "artes marciais" ou o que for - mas que não passam de nomes socialmente aceitáveis para definir a mesma coisa: pancadaria). Que exultam com seres humanos aos chutes, socos, murros, pancadas, joelhadas e outras atitudes que, digo novamente, não consigo imaginar Jesus fazendo ou mesmo se alegrando por ver.

Pior: trazem a violência para fora dos ringues. Estão tão transtornados (ou você acha que assistir a esses gladiadores em ação não mexe com o instinto violento de quem vê as lutas?) e salivando com os golpes e as agressões que exportam toda essa testosterona para o mundo das palavras. Intolerantes, agridem quem discorda deles. Não sabem argumentar ou dialogar: partem pro braço. "Te pego lá fora, seu cristão que é contra a violência!', parecem dizer. E com isso a igreja visível segue crescendo como opróbrio dentro da sociedade secular; nós, cristãos, continuamos sendo vistos como tão mundanos como qualquer outro segmento da sociedade e os valores do mundo continuam se alastrando descontrolados entre o povo de Deus. Ou seja: não nos tornamos em nada diferentes do mundo. Somos tão violentos, agressivos, espancadores, humilhadores, "trouxas" e "bundões" como qualquer não-cristão.

O tal pastor disse em maiúsculas no tuiter que "UFC É PAIXÃO NACIONAL". Certamente não é a paixão da nação celestial nem motivo de admiração para os verdadeiros peregrinos que caminham por esta terra estranha vendo esses espetáculos grotescos e animalescos sendo aceitos por aqueles que deveriam pregar a mansidão, a humildade de espírito, o amor. Jesus disse que deveríamos ser sal da terra e luz do mundo e que, se não fôssemos, só serviríamos para sermos "lançados fora e pisados pelos homens". Aí eu leio coisas como...

"Aposto que não está lendo a bíblia as 3:30h. Com certeza em algum site pornô ou coisa parecida... isso sim é coisa de quem julga os irmãos... Farizeu"

... e vejo que já estamos sendo pisados pelos homens há muito tempo. E pior: gostamos disso. Afinal, ser pisado faz parte do esporte de contato, né?

Paz a todos vocês que estão em Cristo

Fonte: Emunah


A igreja e o palhaço

(por Isaltino G Coelho)

No livro A teologia da igreja, Ebenézer Ferreira cita trecho de uma tese do Pr. Júlio Borges em que este conta uma parábola do teólogo Kierkegaard. Um circo pegou fogo, numa pequena cidade dinamarquesa. Os artistas já estavam preparados para o espetáculo, e o dono do circo enviou o palhaço à cidade para avisar a população. O palhaço foi e gritava "Gente, o circo pegou fogo! Venham ajudar a apagar o fogo porque a cidade pode ser atingida!".

O povo se admirou da nova técnica de publicidade e todos pensavam em ir ao espetáculo, porque o palhaço valia a pena. O palhaço chorava e gritava, e todos riam. Diz, então, Kierkegaard: "O fogo espalhou-se pelos campos e atingiu a cidade, que foi completamente destruída". Concluiu o Pr. Júlio: "Quantas vezes temos vestido roupa de palhaço e, como camelôs, oferecemos o evangelho como mercadoria barata, e ninguém nos leva a sério!".

Um palhaço é um palhaço e não pode ser levado a sério. Mas uma igreja é uma igreja e precisa ser levada a sério. Ela o será, não na medida em que se curve ou amolde ao mundo, para agradá-lo, mas na medida em que viva a mensagem que deve pregar ao mundo. A igreja não é um clube social regido por conveniências. Sua vida deve ser enquadrada na Palavra de Deus.

Quando houve o evento chamado Rock in Rio, muitos evangélicos o criticaram, vendo nele ação do demônio! Não nego que há apelos demoníacos em certas músicas. Não apenas num determinado estilo, mas em muitos. Mas não é disto que quero falar. Ficou-me uma declaração do empresário que organizava o evento: "Esses evangélicos são engraçados!". É que muitos jovens evangélicos iam ao evento (e coisas semelhantes ao Rock in Rio acontecem em congressos de jovens evangélicos) e, o pior, os cartazes convidando para o show foram impressos numa gráfica evangélica. O demoníaco era uma boa oportunidade comercial para os santos.

Por vezes a visão da igreja é buscar adeptos e não convertidos. Ela pesquisa o que a vizinhança deseja, e lhe oferece o produto desejado. Chamam a isso de "igreja amiga do povo". É verdade que a igreja primitiva caía na graça do povo (Atos 2.47). Mas mais importante que ser "amiga do povo" é ser, como Abraão, "amigo de Deus" ("e ele foi chamado amigo de Deus" - Tiago 2.23).

O evangelho tem sido domesticado pelo romantismo das pessoas. Tempos atrás, conversava eu com uma senhora, crente há muitos anos. Tinha ela um filho incrédulo renitente, que não ligava a mínima para realidades espirituais, e até mesmo as depreciava. Para ela, seu filhinho, mesmo recusando Jesus como Salvador, estava salvo (ela sentia isso no coração) porque não era possível que um rapaz tão bonito, tão saudável, filho tão bom, não fosse salvo. A teologia da irmã apontava numa direção e sua vontade em outra. A vontade prevaleceu sobre a teologia.

O evangelho não pode ser domesticado e a igreja não pode amoldar sua pregação e seu ensino às conveniências e vontades humanas. Tal evangelho não é sério. A igreja não precisa aculturar-se ao mundo. Precisa apenas viver o evangelho. O mundo pode ser agradado por um tipo de pregação, mas a ameaça real, a ameaça do juízo de Deus nunca soará aos seus ouvidos como séria se for levada por alguém que se preocupe em agradar.

Sem ser rabugenta, a igreja precisa ser séria. E para ser levada a séria deve compatibilizar a mensagem que deve entregar ao mundo com sua aparência. Que a igreja seja um profeta e não um palhaço.

A Música Cristã Contemporânea e a Apostasia

(por Mary Schultze)

Ex-líderes americanos de conjuntos de rock & roll, que se converteram realmente a Cristo, garantem que o rock - mesmo o mais suave - adotado nas igrejas cristãs em forma de balada - é uma perigosa ferramenta do Diabo, a fim de amortecer as consciências e fazer com que os membros da congregação concordem com tudo que escutam na pregação, inclusive tornando-se mais generosos na hora dos dízimos e ofertas. A música rock vicia os cristãos e os mantém presos a uma vida de pecado, sem que eles se dêem conta disso.

A chamada Música Cristã Contemporânea (MCC) usa os ritmos profanos, inclusive o rock, a fim de atrair as pessoas jovens. Muitos pastores estão mais preocupados com o peso dos gazofilácios do que com a salvação e edificação das almas que Deus lhes entregou. No Tribunal de Cristo, eles darão contas desse hediondo pecado!

Quando alguém começa a escutar o rock suave, depressa começa também a mudar o seu estilo de vida, como se fosse empurrado por uma perigosa força invisível, caindo numa espiral descendente, em todos os aspectos da vida secular e religiosa.

Adotar a MCC na igreja é como anular os ensinos bíblicos que um pregador entrega à sua congregação.

Numa igreja [...], perto de casa, observo como as pessoas contorcem o corpo, gritando, histericamente, quando os cânticos aparecem no data-show e o “ministro do louvor” fica, lá do palco, esgoelando que “é hora de louvar o nosso Deus”. Só que, às vezes, quando faço uma pergunta simples sobre a doutrina bíblica, a quem senta ao meu lado, a resposta é: “não sei”. E como essas pessoas serão julgadas pela Palavra de Deus (João 12:48), imagino o negro destino eterno que as aguarda.

Os pastores que permitem música rock em suas igrejas e pregam facilidade na vida cristã são verdadeiros jacarés espirituais, abocanhando almas sedentas de salvação. Suas igrejas são pântanos religiosos, onde o perigo ronda cada pessoa que ali permanece.... . Precisamos de igrejas realmente bíblicas, onde se pegue a Palavra Santa e os pastores tenham uma vida santificada! Já nem me refiro aos vendedores de lenços e meias “ungidos”, pois estes não são pastores, mas larápios simonistas.

Usar adaptações do rock na igreja do Senhor é criar uma ponte entre o ecumenismo e a apostasia mundial. Primeiro, vem a música rock, depois as ofertas de objetos consagrados, inclusive de falsas versões da Bíblia, e, finalmente, a pregação de um falso evangelho de cura e prosperidade. Então, haja grana presente e condenação futura!

A influência do rock vai permeando a congregação e embotando as consciências, de modo que os crentes possam aceitar qualquer coisa anunciada para venda e, também, qualquer heresia pregada no púlpito, como se fosse uma verdade bíblica.

Infelizmente, muitas igrejas [...] também estão entrando nessa onda de engodo, transformando-se em verdadeiras “sinagogas de satanás”. Brevemente, não haverá uma igreja sequer, onde um crente sincero possa congregar, a fim de adorar o Pai em espírito e em verdade. Se as igrejas não levarem a Bíblia a sério, dentro em breve estarão todas corrompidas e os crentes precisarão se reunir em suas casas, como no início da história do Cristianismo.

Muitas igrejas evangélicas têm se tornado mais apóstatas do que a Meretriz de Roma. A verdade é que esta organização religiosa tem uma certa classe, durante a celebração de suas missas...

Por causa disso, a igreja evangélica apóstata será punida com a ira divina, por ter-se adaptado ao mundo, desobedecendo a admoestação de Paulo conforme Romanos 12:1-2: “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

O Apóstolo Pedro admoesta a igreja sobre a falta de discernimento a respeito dos seus pastores: “E Também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo...” (2 Pedro 2:1-4).


FAQ 

O Preço do Mundanismo

(Pr. Cirino Refosco)

"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR." (Gênesis 13:10-13)

Mundano é um termo bem conhecido dos crentes. Os incrédulos pouco conhecem tal expressão. Nós sabemos que mundano é aquele que participa dos pecados e prazeres do mundo. É aquele que se corrompe com o mundo. Mas porque os crentes usam esta expressão? Para sabermos o que este termo significa, precisamos antes conhecer o termo “Igreja”. Se não houvesse igreja não haveria mundanismo.

EKKLESIA – Um grupo daqueles que foram chamados para fora. Separados para Deus. A igreja é formada pelos santos. Santo tem o sentido de separado, diferente.

Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido da igreja e nos misturamos com o mundo. E os irmãos hão de convir comigo que a igreja de nossos dias está perdendo seu verdadeiro sentido, pois onde está a separação? Onde a diferença? A igreja primitiva crescia porque era caracterizada pela separação do mundo, pela diferença dos incrédulos e persuadia pela diferença.

Há quem pense que precisamos nos misturar com o mundo para ganhá-lo para Cristo – essa filosofia é diabólica. Jamais ganharemos o mundo nos tornando parecidos com ele. Não podemos nos esquecer que somos filhos de Deus – e não podemos fazer as mesmas coisas que fazem os filhos do diabo (palavras, vestes, caráter,etc).

Queremos baseados na vida de Ló, falar sobre o preço do mundanismo, pois é esse um assunto atual e que penetra em nossas igrejas:

I – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FELICIDADE.

Pelo que aprendemos na Bíblia, Ló era um tipo mundano e ambicioso. Ele era independente do tio, tinha seus próprios rebanhos, e servos. A contenda começou com os pastores e chegou até Abraão.

Abraão era um tipo manso. O qual disse: “Não está toda terra diante de ti? Se escolheres para a direita irei para esquerda”.

Eu não entendo o que Ló estava fazendo junto com Abraão! Deus chamara apenas Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão, que é regada por muitos riachos e de uma fertilidade assombrosa. Ló teve oportunidade para prosperar, mas sua escolha converteu-se em maldição. Uma vez foi levado cativo e outra teve que correr para salvar a vida, e isso graças a intercessão de Abraão.

O pobre Ló foi enganado pela vista, mudando continuamente de lugar chegou a corrupta cidade de Sodoma onde se estabeleceu e parece – casou-se, chegando a ocupar lugar de destaque.

Na experiência de Ló encontramos uma grande ilustração do preço que o crente tem que pagar quando se afasta de Deus para seguir os vagos prazeres deste mundo.

A Bíblia diz que o povo era corrupto e devasso, e Ló ficou lá, afligindo sua alma, mas sem sair do lugar. Triste exemplo de um homem que só busca os interesses deste mundo.

O apóstolo Pedro na 2ª carta 2:7, 8 diz: “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia)”. Não conheço um crente mundano que seja feliz, realizado.

Vocês podem me apresentar um? Creio que não. Antes vivem reclamando, insatisfeitos e deprimidos. Preocupo-me muito quando vejo crentes tristes. Ló era um crente mundano, e por isso vivia aflito “afligindo sua alma”.

Então vemos que o preço do mundanismo é a perda da felicidade.

Não conheço sua vida. Mas pergunto: Você é feliz (como crente, esposo, filho, pai)? Analise sua vida, quem sabe és mundano como Ló.

Rei Davi – Urias – Bete-Seba. Salmo 51 – Qual foi o preço do mundanismo deste rei? A perda da felicidade (51:12).

II – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DO PODER NO TESTEMUNHO.

É difícil dar testemunho daquilo que não temos e não somos. Ló não tinha poder no seu testemunho. Mesmo tendo uma posição elevada naquela cidade, o povo continuava corrupto. Ele não influenciou as pessoas, mas foi influenciado. Creio que Deus só o livrou pela intercessão de Abraão. Como Abraão insistiu: Se houver 50; 45, 40. 30, 20, 10 justos.

Deus enviara 2 anjos para tirar Ló, mas ele estava cego e não percebeu que eram vindos de Deus. O crente mundano não vê as coisas de Deus. Vejamos o exemplo de Balaão (dinheiro estava em jogo, a jumenta via o anjo e desviava – Balaão não via nada) 18 (3 vezes) Nm.22 – Se tornou mundano.

O crente mundano não tem poder no testemunho. Não influencia as pessoas com quem vive. Não ganha almas para Cristo.

Vejamos o exemplo de Sansão: A vida dele antes de se tornar mundano era conhecida, e muitos creram em Deus – o povo sabia que o espírito do Senhor estava sobre ele – mas quando pecou casando-se com uma mulher incrédula o espírito do Senhor retirou-se de Sansão – perdeu sua força, os olhos foram vazados e o povo zombava dizendo: onde está teu Deus? Vejam o perigo do casamento com incrédulo… Que escândalo para a obra de Deus! Assim acontece com os crentes mundanos, são escândalo para o evangelho, pois seu testemunho perde o poder, e as pessoas zombam. Quanto mais a igreja se mistura com o mundo, tanto mais perde seu poder… A igreja primitiva era separada…

III – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FAMÍLIA.

Ló constituiu família em Sodoma, 2 filhas. Os anjos perguntaram: Tem mais alguém? Tira-os para fora desse lugar…Nada!

Pela manhã os anjos novamente disseram: levanta-te, toma tua mulher e filhos e sai daqui para que não pereças. Gen.19:16 –“ Ele porém, demorava-se e aqueles anjos lhe pegaram pela mão e tirando todos, os puseram fora da cidade. E disseram: Escapa-te por tua vida e não olhes para trás.” Mas a esposa olhou – Foi transformada em uma estátua de Sal.

Ló perdeu a mulher, filhos e toda fazenda (onde os rebanhos?).

Demorava-se – foi a cobiça que o levou para lá, e pela cobiça teria perecido. O amor ao pecado o fazia demorar. Um pecado leva a outro pecado. Aquelas cidades foram destruídas por causa da depravação moral. O homossexualismo. O que aconteceu com Ló e suas filhas podemos chamar de reflexo da vida moral das cidades destruídas.

Elas pecaram contra Deus, e delas se originaram duas nações – terríveis inimigos de Israel – Moabitas e Amonitas. (Alguns dizem que melhor seria se tivessem ficado lá).

Ló perdeu sua família e bens. Este é o preço de mundanismo. Os irmãos estão percebendo como o mundo engana? No início campina verde, linda pastagem – depois fogo e enxofre. É assim também em nossos dias. No início tudo muito lindo, agradável, desejável, e depois destruição, desespero, morte! Quantos encheram os olhos com o mundo e hoje estão na miséria?


Reflexão: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (I João 2:15-17)

Imoralidade em todos os lugares

(adaptado do texto do prof. Sikberto Marks)

"Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia" (I Coríntios 10:12)

Quem está em pé, veja que não caia, diz a Bíblia, como alerta para os nossos dias. Um sábio conselho, feito por DEUS que sabe o que diz. Devemos levar a sério essas palavras, pois já estamos nos últimos dias.

Nos dias de Noé a imoralidade, aliada com a violência, tomou conta de quase todos seres humanos. Nos dias de Ló foi da mesma forma, numa certa região da Palestina (Gen. 6:5 e 6; Mat. 24:37-39; Lucas 17:26 a 27 mais Isa. 3:16 e 17; II Ped. 2:13). Em nosso dias, outra vez a imoralidade se alastra e ameaça afetar todos os seres humanos. E há motivos para assim acontecer.

A imoralidade afeta as emoções, os sentimentos e os desejos, moldando-os segundo tudo o que é vinculado às inclinações sexuais libertinas. Quem se torna imoral, para deixar de sê-lo, só mesmo se decidir firmemente por uma entrega incondicional a DEUS para que seja restaurado pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Para muitos males, há tratamento por meio da medicina ou aconselhamento, mas para esse mal, só DEUS é capaz de ajudar. Mesmo assim, enquanto não for transformado por completo, o que ocorrerá na segunda vinda de CRISTO, terá em seus neurônios, de forma latente e poderosa, os desejos imorais que podem aflorar a qualquer momento, havendo situação propícia e estando a vigilância espiritual fragilizada. Sem entrega contínua a DEUS, todos os dias, e sem estar num estado de oração e vigilância permanente, pessoas assim só tendem a fracassar na tentativa de mudança do modo de vida. A imoralidade é talvez a arma mais poderosa de satanás na tentativa por dominar a humanidade toda.

Portanto, uma pessoa que caiu nessa cilada, para sair dela, precisa realizar uma entrega muito mais intensa que a necessária para outros casos de afastamento de DEUS, mas a uma distância não tão grande.

A dificuldade de um imoral se tornar outra vez uma pessoa confiável é tanta que, em duas ocasiões, DEUS teve que intervir diretamente de seu trono, para livrar a humanidade da tendência que a levaria a extinção. Essas duas vezes foram o dilúvio e o fogo consumidor em Sodoma e Gomorra e arredores. No dilúvio, só oito pessoas escaparam da escravidão psíquica da imoralidade aliada com a violência. Das cidades de Sodoma e Gomorra, só três pessoas se salvaram. Esse tipo de mal é realmente poderoso, toma conta do ser inteiro, domina os sentimentos, a vontade e as emoções. Incrusta-se no centro de nosso cérebro, onde se formam os nossos hábitos de vida.

Não se pode dizer que uma pessoa imoral não tem salvação, todas as pessoas tem, porém, nesses casos, é bem mais difícil. A dificuldade não está com DEUS, nem em Seu poder transformador, Ele possui poder infinito. A dificuldade está na pessoa, que quando experimenta as atrações do que é imoral, gosta a tal ponto que dificilmente desejará ser um cristão moralmente equilibrado, segundo foi a vontade do Criador quando criou o ser humano.

Por esses dias estamos ouvindo notícias de imoralidade nos altos círculos da Igreja Católica. É imoralidade que está muito próxima do trono do papa. Justo agora, que Bento XVI fala com severidade contra a aprovação de leis favoráveis aos casamentos entre pessoas de mesmo sexo. Ouve-se de pedofilia entre os sacerdotes que deveriam ensinar e testemunhar exatamente o contrário. Estes, pelo seu exemplo negativo, estão dando força àqueles que dizem que a imoralidade não é imoral, mas que é algo natural.

Tais notícias, porém, não são privilégio apenas da Igreja Católica. Imoralidade, na verdade, é um desafio existente em todas as denominações religiosas, assim como nas instituições de ensino, no exército, nas empresas, por todos os lugares (Jer. 23:14 e I Cor. 1:13). É uma profecia que se cumpre, seria assim mesmo no final dos tempos (Mat. 24:37-39; Lucas 17:26 a 27; Rom. 1:21 a 32; Jer. 23: 10,11, 14). A profecia não determinou que deveria haver tanta imoralidade, e sim, ela apenas previu o que iria acontecer, e o pôs no papel e está na Bíblia. Portanto, não se pode condenar nenhuma igreja por nela haver imoralidade. Alias, já que a Igreja Católica está agora na vitrine por causa das notícias, é sempre bom lembrar dos milhões de fiéis católicos que se mantém puros em seu modo de vida. É incrível que estes chamem menos atenção que os poucos imorais. São na verdade pessoas sendo preparadas pelo poder de DEUS para se unirem em forma de um único povo, a um determinado tempo no futuro próximo, para concluir a pregação do evangelho de CRISTO. Essas pessoas sinceras estão hoje, nesse momento, investigando a Bíblia para nela descobrir a verdade sobre a adoração, e abraçarão essa verdade na medida em que a compreenderem, e no tempo da sacudidura se aliarão para proclamar o Alto Clamor antes do fechamento da porta da graça. Dessa proclamação farão parte adoradores de todas as religiões do mundo, que cumprirão a ordem de Apocalipse 18:4, sairão de Babilônia, e se aliarão ao Senhor JESUS e Sua igreja.

A imoralidade reinante no mundo hoje, incentivada pela mídia, tem por motivação criar um ser humano que esteja tão afastado de DEUS para não poder mais sentir sequer o desejo de transformação por uma vida santa. Como nos tempos antes do dilúvio, quando satanás quase conseguiu envolver a humanidade toda, - sabe ele que essa cilada é poderosa - hoje, mais uma vez, a estratégia de tornar todos os habitantes do mundo imorais está sendo posta em prática. Satanás está utilizando essa estratégia na tentativa de anular a pregação do evangelho da volta de JESUS por meio de um Alto Clamor global. Pode-se dizer, é a estratégia do “tudo ou nada” por parte de satanás. Um de seus últimos recursos. Mas o amor aliado ao infinito poder de DEUS é tão amplo, que mesmo entre aqueles que caíram na imoralidade mais aviltante, como os pedófilos, por certo encontraremos pessoas que sairão desse estado, e também se aliarão na proclamação da última advertência ao mundo. Essas pessoas darão um testemunho poderoso contra o estado em que estavam, evitando que outros também caiam. Também incentivarão muitos que já caíram para também buscarem a vitória pela transformação.

Por esses dias vai haver uma sacudidura em todas as igrejas, e inclusive na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Interessante é que, da Igreja Adventista sairá o joio, ficará o trigo, que dá bom testemunho, e das demais igrejas, sairá o trigo, permanecerá o joio. Trigo se unirá a trigo, e formará um só povo, não um povo ecumênico, mas um povo para concluir a obra do anúncio da iminente volta do Senhor JESUS CRISTO, agora como o Salvador de todos os que se aliarem a esse povo. Esse será um povo sob a direção do Senhor JESUS CRISTO, que dirige a Sua igreja militante rumo ao porto seguro, a Nova Terra, lugar de vida eterna em perfeição, onde se torna a igreja triunfante. Há uma igreja verdadeira, que segue a Bíblia como a palavra de DEUS. Essa igreja está sendo acatada por satanás, assim como estão sendo atacados aqueles servos que vasculham a Bíblia, mas que ainda se encontram em outras igrejas.

Todos os servos de DEUS, seja lá onde se encontrem, agora estão na mira do inimigo de DEUS. Ele quer evitar que esses adoradores se reúnam na forma de uma só igreja, a que prega a verdadeira adoração, conforme a Bíblia. Essa igreja é fácil de ser identificada, é só comparar o que ela prega com o que está escrito na Palavra de DEUS.

A intensificação da imoralidade no mundo é só mais um indicador de que o mundo está no fim. Os atos de imoralidade estão praticamente por toda a parte, seja na vida real, nos lares por exemplo, como no ambiente virtual da televisão e da internet, pois ali publicam os seus pecados (Isa. 3:9) incentivando a outros procederem de igual modo. A terra está contaminada por causa de seus moradores (Isa. 24:5) porque “deturpam as demais escrituras, para a própria destruição deles” (II Ped. 3:16). Pessoas assim criam condições para a ingovernabilidade política, pois se entregam a prostituição, contaminam a carne, rejeitam o governo e difamam autoridades superiores (Judas 7 e 8). Porém, antes que esse poder tome conta de todos, aquele povo, que não pode concordar com esse aviltamento, se unirá para em fortíssimo testemunho de pureza, ao lado do Salvador, anunciar que o sábado é o dia bíblico do Criador e do Salvador, e que este está voltando. Então Ele voltará.

REFLEXÃO: "Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável" (Isaías 58:12)

Fonte: Cristo Voltará

Milagres: O verdadeiro e o falso

(por Clifford Goldstein)

"Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira." (II Tess. 2:7-11)

Imagine que você vai ouvir um evangelista em pessoa. Você é um entre as centenas, talvez milhares de pessoas, que vieram para ouvir a Palavra de Deus. Então, no meio da pregação, esse evangelista de repente chama o seu nome. Ele diz: “Eu sei que John Doe está aqui esta noite”.

Você está atordoado. Como ele sabia isto? Será apenas uma coincidência? Então, ele dá seu endereço. Agora você sabe que não é mera coincidência!

E há mais. Para sua surpresa, ele diz que sabe que você está sofrendo de uma doença terrível, que só você sabe. O evangelista diz que o Espírito do Senhor revelou esses fatos para ele, e ele o convida a ir para a frente para que ele possa orar por você.

O que você deveria pensar? Que você viu um milagre se desdobrar diante de seus olhos?

Esta história realmente aconteceu. Ao longo dos anos, muitas pessoas já experimentaram o mesmo fenômeno quando participavam das reuniões deste evangelista. Imagine a esperança que deve ter surgido em seus corações: o Senhor estava verdadeiramente fazendo coisas maravilhosas em suas vidas!

Mas aconteceu que o “milagre” era realmente um jogo de engodo. No início da noite, a esposa do evangelista perambulava na platéia com um transmissor de rádio secreto. Ela conversou com essas pessoas, tinha suas informações, e depois calmamente as transmitiu de volta para o marido, que tinha um pequeno receptor no ouvido dele. O “Espírito do Senhor” retransmitiu a esposa do evangelista usando os 39.17 MHz de banda larga do rádio.

Este caso de fraude espiritual leva à questão dos milagres e seu lugar no mundo cristão hoje. Será que devemos esperar milagres? Fazer milagres provam que o milagreiro é definitivamente de Deus? Ou pode Satanás realizar milagres, e, em caso afirmativo, como você pode evitar ser enganado por eles?

A Realidade dos Milagres

Mesmo a leitura mais superficial da Bíblia mostra a realidade dos milagres, eventos que desafiam qualquer outra explicação a não ser a intervenção sobrenatural de Deus. Desde os israelitas atravessando o Mar Vermelho (Êxodo 14), a Jesus caminhando sobre as águas (Mt 14), a alimentação dos israelitas com o maná no deserto durante 40 anos (Êxodo 16:35), Cristo alimentando cinco mil pessoas (Lc 9 :12-17), Elias sendo levado para o céu em uma carruagem de fogo “(2 Reis 2:11), a ressurreição de Jesus dentre os mortos (Mateus 28), todas estas histórias bíblicas apresentam uma visão de mundo que inclui claramente o sobrenatural. Grande parte da elite intelectual de hoje não tem lugar para essas coisas, mas a Bíblia é permeada com o miraculoso.

Isto tem feito algumas pessoas se perguntarem: “Como é que nós não vemos muitos milagres hoje como eram nos tempos bíblicos?”

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a cronologia Bíblica abrange toda a história humana, desde a Criação até a segunda vinda de Jesus. As profecias da Bíblia chegam até o fim do mundo e vão mais além. Assim, uma extensão enorme de tempo é comprimida neste livro, o que faz parecer-nos que os milagres aconteciam um após o outro, quando na verdade, séculos podiam ter se passado entre eles.

Em segundo lugar, a Bíblia abrange apenas os grandes eventos em toda esta história, especialmente aqueles eventos que lidam com as ações de Deus na vida de Seu povo. E muitas dessas ações envolviam o sobrenatural. Mas isso não quer dizer que os milagres ocorreram na vida de todos da maneira que foram descritos na Bíblia. De fato, muitos desses eventos foram registrados justamente porque eram miraculosos e, portanto, incomuns.

E terceiro, quem pode dizer que não há muitos milagres hoje como nos tempos bíblicos? Cristãos de todo o mundo ainda relatam milagres. Alguns são verdadeiras fraudes, como no caso do evangelista mencionado acima. Mas muitos cristãos podem testemunhar o trabalho verdadeiramente milagroso de Deus em suas vidas. Estão essas pessoas a mentir? São todos fraudes? Embora nem sempre seja fácil documentar tais casos, para aqueles que possuem uma cosmovisão cristã, os milagres podem acontecer e acontecem. Em muitos casos, uma explicação sobrenatural, um milagre, parece ser a única explicação viável.

Falsos Milagres

Claro, alguém pode tomar a idéia de milagres e ir longe demais com elas. Um evangelista disse recentemente que apenas um ministério “validado” por milagres poderia ser realmente de Deus. Não conheço nenhum texto da Bíblia para defender tal afirmação, mas isso levanta uma questão importante: se um milagre acontecer, tem que ser de Deus?

É verdade que a Bíblia nos apresenta um mundo em que milagres são reais. O ministério de Cristo na terra, em especial, foi preenchido com o sobrenatural, e esses milagres ajudaram a convencer muitos de que Ele era o Messias.

Mas o diabo também é muito real, e ele pode fazer milagres também. Afinal, ele é um anjo caído, um poderoso ser sobrenatural. Na verdade, o primeiro milagre da Bíblia registrado foi feito por Satanás no Éden. Eva deve ter ficado surpresa ao ver uma serpente falar com ela. No entanto, a fala da serpente era de Satanás, que usou o “milagre” de uma serpente falante para enganar Eva.
Veja como o Apocalipse descreve-o: “Então, o grande dragão foi precipitado, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo, ele foi atirado para a terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Apocalipse 12:9).

A palavra chave neste texto é enganar. Satanás engana todo o mundo, e uma das maneiras que ele faz isso é através de milagres. O próprio Jesus deixou claro que nos últimos dias, eventos sobrenaturais levarão milhões a se desviarem. Ele disse: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24:24).

O livro de Apocalipse também fala sobre um poder maligno no fim dos tempos e sobre as manifestações sobrenaturais que irão acompanhá-lo. A segunda metade do capítulo 13 descreve um inocente animal que “possuía dois chifres, parecendo cordeiro.” No entanto, “falava como dragão”, que é um símbolo de Satanás. A Revelação continua a dizer que esta besta “opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens”, e com esses sinais, “enganou os habitantes da terra” (Apocalipse 13:11-14).

Embora muitas perguntas permanecem sobre exatamente como essas manifestações vão ocorrer, um ponto parece claro. Satanás é um ser sobrenatural maligno que tem a capacidade de fazer coisas que parecem ser sobrenaturais para nós. O que os torna falsos milagres, não é que eles sejam mero truque de mão, embora em alguns casos, eles possam ser. O que os torna falsos milagres é que Satanás os usa para enganar as pessoas.

Paulo também advertiu [verso áureo], que no final dos tempos Satanás trabalhará por meio de agentes humanos para realizar milagres enganosos. “A vinda do iníquo”, disse ele, “é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios de mentira. . . com todo o engano da injustiça para os que perecem” (2 Tessalonicenses 2:9-10).

Quanto mais claramente Deus pode falar? Milagres não são necessariamente Dele! Tudo isto deve levar-nos a avaliar cuidadosamente cada caso que parece ser sobrenatural, a fim de determinar de que lado o operador do milagre está ligado.

Teste os Espíritos
A pergunta importante, então, é esta: Como podemos saber se o milagre é realmente um milagre do Senhor, ou é do outro lado? A boa notícia é que, se rendermos nossos corações a Deus e sinceramente buscarmos conhecer a Sua vontade e executá-la, não temos de ser enganados. A Bíblia diz: “Amados, não creiais a todo espírito, mas examinai os espíritos para ver se eles são de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (1 João 4:1). Mas como fazer um teste para determinar se o espírito é de Deus ou do mal?

A melhor maneira é verificar os ensinamentos do operador do milagre e compará-lo com o que a Bíblia diz. Se os dois não se alinham, então você precisa ser muito cauteloso ao aceitar o milagre como genuinamente vindo de Deus.

Outra boa pergunta é saber se o milagre o leva a servir a Jesus como Senhor e Salvador, em cuja única justiça existe salvação. Será que tende a levá-lo a uma vida de fé e obediência, como revelado na Bíblia? Se não, fuja do milagre e de quem o executou o mais rápido possível.

Por último, o Apocalipse descreve o povo de Deus no fim dos tempos, como aqueles que “obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.” (Apocalipse 14:12). Se algo milagroso acontecer e não te mover nessa direção, isso pode facilmente ser tido como um dos prodígios de mentira de Satanás para enganá-lo.

O único teste verdadeiro é a Bíblia. Você deve testar todas as experiências, especialmente as de caráter sobrenatural, pela Palavra de Deus. Isaías afirmou este princípio há mais de 2.800 anos atrás, e ele é tão válido hoje como era antigamente:

REFLEXÃO: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles ” (Isaías 8:20)

Artigo escrito por Clifford Goldstein, publicado na Revista Adventista Signs of The Times

Fonte: Sétimo dia


Viva para a eternidade

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:13,14)


REFLEXÃO: "Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas" (Filipenses 3:18,19)

Que Evangelho é esse?

(adaptado do texto do Pr Renato Vargens)

"E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas, e disse aos que vendiam as pombas: tirai daqui estas coisas, não façais da casa de meu Pai casa de negócio" (Jô 2:14-16)


É absolutamente perceptível o progresso e crescimento numérico da igreja evangélica brasileira nos últimos anos. Entretanto, infelizmente nem tudo pode ser considerado um mar de rosas, até porque, com a mesma velocidade com que cresce, a igreja evangélica comete desatinos dos mais estapafúrdios contrariando muitas vezes princípios elementares da fé cristã.

Boa parte das mensagens pregadas nos nossos púlpitos nos aponta o quão adoecido encontra-se o cristianismo brasileiro. O conteúdo das nossas mensagens é raso, sem substância e extremamente místico. Se não bastasse isso, o evangelho pregado é um evangelho totalmente diferente daquilo que os Evangelhos nos ensinam e testificam. Junta-se a isso a mercantilização da Graça de Deus. Em nome do "gospel", Cantores evangélicos ganham milhares de Reais mercadejando a Palavra da Verdade.

Ora, assusta-me o fato de que tais cantores, cobram uma verdadeira fortuna pra "ministrar" nas igrejas aquilo que pensam ser louvor. Confesso que tal fato é absolutamente revoltante! Tem gente, cobrando 2, 3 até 10 mil Reais por "ministração"! Ora, isso é uma verdadeira aberração! Em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé? Para piorar a coisa, já existem pastores cobrando para pregar o Evangelho da Salvação eterna. Que Evangelho é esse? Ora, esse não é o evangelho da Bíblia e sim o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Acredito que boa parte dos culpados desta "imoralidade mercantilista" sejam os pastores que pagam a estes cantores fábulas em dinheiro no propósito de verem suas igrejas cheias.
Infelizmente a Igreja deixou de ser a Comunidade da Palavra para ser a comunidade do oba-oba! Triste não? Sem sombra de dúvidas o quadro em questão nos leva a seguinte indagação: Para onde a igreja está indo? Será que ela não está caminhando a largos passos a uma nova "constatinização"? Será que em algum lugar de sua caminhada a igreja perdeu o salutar hábito de tudo fazer para a glória de Deus?Ah! que saudade! da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja se perdeu no caminho em direção ao trono de Deus. Isto porque, as letras de algumas das suas composições, são empobrecidas teologicamente, antropocêntricas, simplistas e sem óleo. Falta oração, busca de Deus, consagração e compromisso com a Palavra. Se não bastasse isso, os meios de comunicação evangélicos tornaram-se amplamente manipuladores do povo de Deus imprimindo na mente de gente simples valores que com certeza não são valores do reino.

Confesso que dificilmente ouço as rádios evangélicas. Ora, não estou de forma nenhuma desfazendo deste veículo de comunicação. Sei da importância dos meios de comunicação em massa e louvo a Deus por termos alguns destes em nossas mãos, entretanto, prefiro ouvir bons CDs de gente comprometida com evangelho, do que dedicar o meu precioso tempo a programações que manipulam a fé do povo de Deus.

Por acaso você já se deu conta de que em época de eleição, aparece muitos que usam o nome de Deus para atingir uma posição política na Câmera de Vereadores ou Congresso Nacional? Quero ressaltar de que não tenho nada contra aquele que tenha vocação política, entretanto, sou absolutamente contrário a aqueles que usam o nome de Deus no intuito de projeção própria! Ora, se o sujeito tem vocação política, vá no nome da cidadania e não no nome de Deus. Até porque, se o político exercer cidadania com ética e integridade moral, o nome de Deus será glorificado. Contudo, se usa o nome de Deus fazendo apologia a um mandato público e não se é ético nas relações, o nome de Deus é vituperado.

Caro leitor, a situação anda tão deprimente que já existe fã-clube de artista gospel. Sei ainda de algumas histórias de cantores que precisam de segurança pra andar em lugares públicos. Ora por favor, responda sinceramente: que evangelho é este? Será que a igreja não perdeu a visão da diakonia, do serviço mútuo? Ah, que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Reflitamos irmãos com sinceridade, será que a igreja evangélica está preocupada com a glória de Deus? Nos cultos percebemos chavões do tipo - "Tudo para Sua glória!" - "A Ele o louvor", e outros tantos mais, no entanto sou impelido a fazer o seguinte questionamento: Será que se Jesus entrasse em nossos templos hoje, ele agiria diferente do que agiu quando entrou no templo de Jerusalém?

No texto áureo acima, a Bíblia nos mostra um Jesus indignado. Isto porque, os valores da casa de Deus estavam absolutamente deteriorados. Vendia-se tudo que se era possível para o sacrifício. Na verdade eles estavam muito mais preocupados com o lucro do que com o sacrifício em si. Repare que Jesus repreendeu os que vendiam as pombas (vs 16), isto se deve ao fato das pombas ser geralmente oferecidas como sacrifício pelos mais pobres. Jesus aqui combate também a espoliação dos menos favorecidos pela sociedade. Sim, combate o enriquecimento de alguns em detrimento da religiosidade de outros. O Interessante é que ele joga o dinheiro no chão. Isto nos leva a entender de que o lugar que dinheiro deve estar é bem longe da cabeça e do coração. Dinheiro tem que estar no chão! Debaixo dos nossos pés, submetido inteiramente a Deus.

Caro amigo, o meu desejo é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-Lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.

Soli Deo Gloria

REFLEXÃO: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” (I João 2:15-17)


Pastores Ovelhas ou Pastores Lobos?

(adaptado do texto do Pr Osmar Ludovico)

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores" (Mateus 7:15)

Pastores Ovelhas e Pastores Lobos têm algumas coisas em comum: Ambos se interessam pelas ovelhas. Gostam e vivem perto delas.

Por estes motivos, Pastores Ovelhas e Pastores Lobos muitas vezes nos deixam confusos. Não conseguimos distinguir "quem é quem" em meio a tantos ministros, ou pseudo-ministros. Isso porque os Pastores Lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em Pastores Ovelhas. Se mostram o tempo todo "interessados", preocupados no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, falam como ovelhas, mas no fundo são "lobos devoradores".

No entanto, não é tão difícil assim distinguir entre estes dois tipos de pastores. Cabe a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem neste atual cenário evangélico:

- Pastores ovelhas buscam o bem das ovelhas, pastores lobos buscam os bens das ovelhas;
- Pastores ovelhas gostam de convívio, pastores lobos gostam de reuniões;
- Pastores ovelhas vivem à sombra da cruz, pastores lobos vivem à sombra de holofotes;
- Pastores ovelhas choram pelas suas ovelhas, pastores lobos fazem tão somente suas ovelhas chorar;
- Pastores ovelhas têm autoridade espiritual, pastores lobos são autoritários espirituais;
- Pastores ovelhas têm esposas, pastores lobos têm coadjuvantes;
- Pastores ovelhas têm fraquezas, pastores lobos são poderosos;
- Pastores ovelhas olham nos olhos, pastores lobos contam cabeças;
- Pastores ovelhas apaziguam as ovelhas, pastores lobos intrigam as ovelhas;
- Pastores ovelhas são ensináveis, pastores lobos são donos da verdade;
- Pastores ovelhas têm amigos, pastores lobos têm admiradores;
- Pastores ovelhas se extasiam com o mistério, pastores lobos aplicam técnicas religiosas;
- Pastores ovelhas vivem o que pregam, pastores lobos vivem do que pegam;
- Pastores ovelhas vivem de salários, pastores lobos enriquecem;
- Pastores ovelhas ensinam com a vida, pastores lobos pretendem ensinar com discursos;
- Pastores ovelhas sabem orar no secreto, pastores lobos só oram em público;
- Pastores ovelhas vivem para suas ovelhas, pastores lobos vivem das ovelhas;
- Pastores ovelhas são pessoas humanas reais, pastores lobos são personagens religiosos caricatos;
- Pastores ovelhas vão para o púlpito, pastores lobos vão para o palco;
- Pastores ovelhas são apascentadores, pastores lobos são marqueteiros;
- Pastores ovelhas são servos humildes, pastores lobos são chefes orgulhosos;
- Pastores ovelhas se interessam pelo crescimento das ovelhas, pastores lobos se interessam pelo crescimento das ofertas;
- Pastores ovelhas apontam para Cristo, pastores lobos apontam para si mesmos e para a instituição;
- Pastores ovelhas são usados por Deus, pastores lobos usam as ovelhas em nome de Deus;
- Pastores ovelhas falam da vida cotidiana, pastores lobos discutem o sexo dos anjos;
- Pastores ovelhas se deixam conhecer, pastores lobos se distanciam e ninguém chega perto;
- Pastores ovelhas sujam os pés nas estradas, pastores lobos vivem em palácios e templos;
- Pastores ovelhas alimentam as ovelhas, pastores lobos se alimentam das ovelhas;
- Pastores ovelhas buscam a discrição, pastores lobos se autopromovem;
- Pastores ovelhas conhecem, vivem e pregam a graça, pastores lobos vivem sem a lei e pregam a lei;
- Pastores ovelhas conhecem, vivem e pregam a lei, pastores lobos conhecem a lei e só pregam a graça;
- Pastores ovelhas pregam que Deus é amor e justiça, pastores lobos só pregam que Deus é amor;
- Pastores ovelhas usam as Escrituras como texto, pastores lobos usam as Escrituras como pretexto;
- Pastores ovelhas se comprometem com o projeto do Reino, pastores lobos têm projetos pessoais;
- Pastores ovelhas vivem uma fé encarnada, pastores lobos vivem uma fé espiritualizada;
- Pastores ovelhas ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, pastores lobos perpetuam a infantilização das ovelhas;
- Pastores ovelhas lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, pastores lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso;
- Pastores ovelhas confessam seus pecados, pastores lobos expõem o pecado dos outros;
- Pastores ovelhas pregam o Evangelho, pastores lobos fazem propaganda do Evangelho;
- Pastores ovelhas são simples e comuns, pastores lobos são vaidosos e especiais;
- Pastores ovelhas tem dons e talentos, pastores lobos tem cargos e títulos;
- Pastores ovelhas são transparentes, pastores lobos têm agendas secretas;
- Pastores ovelhas dirigem igrejas-comunidades, pastores lobos dirigem igrejas-empresas;
- Pastores ovelhas pastoreiam as ovelhas, pastores lobos seduzem as ovelhas;
- Pastores ovelhas trabalham em equipe, pastores lobos são prima-donas;
- Pastores ovelhas ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, pastores lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles;
- Pastores ovelhas constroem vínculos de interdependência, pastores lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores" (Mateus 7:15).
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REFLEXÃO: “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco... Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar” (I João 2:19 e 26)

Palavras de exortação à Igreja de Cristo

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (II Timóteo 4:3-4)

REFLEXÃO: "Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Efésios 5:14)

FAQ



Procuram-se anti-heróis

(adaptado do texto do Pr Ricardo Gondim)

"Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia" (I Coríntios 3:18,19)

Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”.

Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.

Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.

Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.

A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievsk Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.

O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.

O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.

Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.

Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.

REFLEXÃO: "Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel" (I Coríntios 4:1,2)

Fonte: www.ricardogondim.com.br, via Meditando em Jesus


Não quero ser Apóstolo!

(adaptado do texto do Pr Ricardo Gondim)

“Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado” (Mateus 23:12)

Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores que se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: "Você já é apóstolo?" O outro teria respondido: "Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semi-deus". Apóstolo agora está virando arroz de festa e meu ministério é tão especial que somente este título cabe a mim". Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um "arcanjo".

Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que não eu teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça.

Admito que os apóstolos constam entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas, resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos profetas, nem todos mestres ou operadores de milagres, como consta na epístola aos Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro.

Meus parcos conhecimentos do grego não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete "apóstolo" ou "apostolado". Usemos a Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã, das Edições Vida Nova: "O uso bíblico do termo "apóstolo" é quase inteiramente limiitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em Português, é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, "enviar". Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão - a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este".

Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus, também receberam esse título. O número de apóstolos parecia fixo, porque fazia um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se referia a apenas doze tronos na era vindoura (Mateus 19.28; cf Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (Atos 12.2). As exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado, com o passar do tempo, não podiam mais se cumprir: "É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição" (Atos 2.21-22).

Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de I Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros e não a novos apóstolo.

Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em I Coríntios 15.9, ele afirmou que foi testemunha da ressurreição (vira o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhecia que era um abortivo (nascido fora de tempo). "Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus" (15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus.

O que preocupa nos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Tem a ver com a nossa natureza que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que fez do sucesso uma filosofia ministerial. Há uma corrida frenética acontecendo nas igrejas de quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar enormes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos.

Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido desapercebida de Paulo, Pedro, Tiago ou Judas. Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos mega eventos, do culto espetáculo e da vã-glória da fama. Não quero ser apóstolo, porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem estatus. Aliás, estou disposto, inclusive a abrir mão de ser chamado, pastor, se isso representar uma graduação e não uma vocação ao serviço.

Não desdenho as pessoas, sinto apenas um enorme pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos a ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais, aceitam os aplausos que vêm dos homens e se esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré.

Ele nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um "Bom Mestre", rejeitou a interpelação: "Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus" (Mc 10.17-18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal estar causado, para ensinar: "Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.25-28).

Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para termos ministérios bem sucedidos, mas para continuarmos o ministério de Jesus, amigo dos pecadores, compassivo com os pobres e identificado com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos graus das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel à todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama.

Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter mega igrejas, busquem ser achados despenseiros fieis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, busquem manejar bem a palavra da verdade; aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fieis e idôneos que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas, preguem a mensagem do Calvário.

Santo Agostinho afirmou: "O orgulho transformou anjos em demônios". Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses:

REFLEXÃO: "Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Filipenses 2:5-8).
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Fonte: www.ricardogondim.com.br

Os cristãos e os limites

(Pr. Tim Conway)

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (I João 2:15,16)



REFLEXÃO: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I João 2:17)

FAQ

Os cristãos devem assistir TV?

(Pr. Tim Conway)

"Não porei diante dos meus olhos aquilo que é inútil" (Salmo 101:3)




REFLEXÃO: "Eu não me assento com homens de falsidade, nem me aconselho com hipócritas. Eu odeio a assembléia dos malfeitores, e não me assento com os malignos" (Salmo 26:4,5)
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FAQ

Os Superobreiros

(adaptado do texto do pr. Altair Germano)

"... está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mateus 11:13)

Em todas as épocas, assim como nos dias do apóstolo Paulo, existiram obreiros que se sentiam acima da média. São estes os “superapóstolos”, “superbispos”, “superpastores”, “superevangelistas”, “superpresbíteros”, “superpregadores”, “superprofessores”, “superprofetas” e etc.

Nos dias atuais este fato está evidente mais do que nunca. É uma verdadeira vergonha o que acontece no meio evangélico brasileiro, onde os “superalgumacoisa” fazem de tudo para estarem em evidência. Tentam demonstrar uma espiritualidade acima da média, um “supercarisma”, “superpoderes”, “supermilagres”, “supereloquência”.

Em razão disto já foram criadas “superestruturas” para os “supercongressos”, onde os “superpregadores”, “superministrantes” e “superpreletores” embolsam “supercachês”, dos “supermeninosdafé”. Tudo isso sob a intermediação dos “superempresáriosdomundogospel”.

Um pastor amigo meu, conferencista, me contou que ao se cruzar com desses “superalgumacoisa” num dos aeroportos do país, o mesmo se gabava de ter recebido um cachê de R$ 7.000,00 (Sete Mil Reais), e ainda deu para o meu amigo o seguinte conselho: “o negócio é pregar em comunidades evangélicas e nestas novas igrejas (não sei sobre quais novas igrejas ele se referia). O cachê que recebemos nas Assembleias de Deus é negócio para pregadorzinho. É cachê de miséria”.

Um outro me falou que num destes “supercongressos”, um deles cogitou a criação de uma “Liga da Justiça com os Superpregadores de Fogo”. Sem comentários.

Interessante também é a atitude dos “superapóstolos” da atualidade, que só abrem igrejas nos grandes centros urbanos, nos bairros nobres, nas principais avenidas e edificam (ou alugam) os mais luxuosos templos, para massagear a sua “supervaidade” e engordar a sua “superconta”.

É necessário ter uma “supercaradepau” para execer tal ministério e ostentar este “supertítulo”.

LIÇÕES DO APÓSTOLO PAULO PARA OS SUPERFENÔMENOS NA ATUALIDADE

Em nenhuma outra época se desejou tanto os holofotes, o estrelato, o reconhecimento das massas, o delírio dos fãs e a fama. Contemplamos uma total inversão de valores e desprezo dos grandes exemplos bíblicos, que incorporam o princípio da declaração de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:3).

A fama, conforme a que Jesus alcançou (Mateus 4:24), se relaciona a um processo natural de reconhecimento da ação de Deus sobre a vida do indivíduo. Não é algo para ser buscado.

Escrevo este texto depois de ter presenciado numa convenção nacional de pastores a distribuição de um kit (DVD, Bíblia, Folder etc.), onde na caixa estava a imagem do superpregador com o seguinte título: "O maior fenônemo de público evangélico do Brasil". Tentei conseguir um kit para mim com o próprio "superhipermegastar", mas os mesmos estavam reservados para os Pastores Presidentes (certamente havia a intenção de descolar uns convites intere$ante$). Segue o post na íntegra: "O FENÔMENO"

"Vocês lembram aquele título “o fenômeno”, atribuído ao Ronaldo da seleção brasileira de futebol? Pois bem, a moda acabou se contextualizando ao meio evangélico.

Você já ouviu falar no pastor “o fenômeno”? Ainda não? Pois fique sabendo que ele já existe e é assim que se auto intitula (ao contrário do Ronaldo que recebeu o título do Galvão Bueno), devido aos números mirabolantes que marcam o seu ministério.

O FENÔMENO EM NÚMEROS
- Milhões de telespectadores;
- Dezenas de livros;
- Centenas de cidades;
- Milhares de mensagens pregadas;
- Milhares de e-mails recebidos;
- Milhões de acesso em sua página na internet;
- Milhares de DVD’s vendidos."


Fui procurar na Bíblia alguém que pudesse se comparar ao “fenômeno”, e acabei encontrando um certo personagem, que se destacou pelos números que também marcaram o seu ministério:

PAULO, O APÓSTOLO (II Coríntios 11:24-28)
- Muitos trabalhos;
- Muitas prisões;
- Açoites sem medidas;
- Perigos de morte;
- Trinta e nove chicotadas em cinco ocasiões;
- Três pisas com vara;
- Um apedrejamento;
- Três naufrágios;
- 24 hs boiando no mar;
- Muitas jornadas (algumas a pé);
- Perigos de ladrões;
- Perigos de rios;
- Perigos de perseguições por judeus e não-judeus;
- Perigos na cidade;
- Perigos nos desertos;
- Perigos em alto mar;
- Perigos entre os falsos irmãos;
- Muitos trabalhos e canseiras;
- Muitas noites sem dormir;
- Fome e sede muitas vêzes;
- Falta de casa, comida e roupa;
- Muitas preocupações com as igrejas do Senhor.

Amados, não sei se o que sinto neste momento é vergonha ou indignação. Dá para perceber o quanto difere o referencial de valores do “FENÔMENO” e os referenciais do Apóstolo Paulo? A que ponto chegamos!

Por favor, me suportem. Falo principalmente aos "fãs", que de tão entorpecidos pela eloquência e domínio de massas que “os fenômenos” possuem, não admitem que toquem nos tais “ungidos”!

Gostaria neste momento, de responsabilizar por esta vergonha nacional, os pastores que abrem as portas de suas igrejas para “os fenômenos” modernos, cooperando assim para a alienação e exploração das pobres e manipuláveis ovelhas que lhes foram confiadas.

É fundamental lembrar que Jesus (nem os apóstolos) andavam atrás de público (João 6:24-27, 65-68). Jesus buscava verdadeiros discípulos e não público. O inferno se encherá de público e de pregadores de público, enquanto o céu, de filhos de Deus que nasceram de novo, que vivem em santidade e andam na verdade, juntamente com pregadores que não foram enganados pela sedução da fama e do sucesso temporal. Basta! Chega de tanta banalidade, futilidade e vaidade.

Ver e ouvir estas coisas, e ficar calado, é pecado de omissão. Compartilhar com elas, nos torna iguais “aos fenômenos”.

Deixo o próprio Paulo nos lembrar um princípio que por muitos já foi esquecido:

REFLEXÃO: “Se tenho de gloriar-me, gloriarme-ei no que diz respeito à minha fraqueza” (II Coríntios 11:30)

Fonte: www.altairgermano.com

Prefiro subir quadrado do que descer redondo

(adaptado do texto de Elaine Martins)

"Vede, porém, que esta liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos" (I Coríntios 8:9)

“Nossa, mas ela não é crente”? “Se até fulano que é crente faz isso, por quê eu não farei”? Frases como esta, infelizmente são uma realidade em nossos dias devido a diversos fatores, dentre eles, a falta de testemunho claro de alguns cristãos.

Ao contrário do que a sociedade imagina, a vida do verdadeiro crente não é marcada por “nãos”, mas sim por discernimento entre o que convém e o que não convém. Ao se converterem a Jesus, muitos pensam que serão imediatamente proibidos de fazer muitas coisas. Contudo, em vez da proibição, a compreensão e crescimento por meio da palavra do Senhor nos mostra que, apesar de sermos livres para fazermos qualquer coisa, nem tudo é verdadeiramente proveitoso para o crente e os que o rodeiam.

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são licitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Coríntios 6:12)

Dentre os mais diversos exemplos de conduta cristã, usarei o clássico caso da negação do uso de drogas. Qualquer ser humano, independentemente de suas crenças, sabe que as drogas podem causar dependência e escravidão. Nem é preciso lembrar a constatação biológica de que as drogas, em suas variantes, causam sérios danos à saúde. Todo cristão que entende que seu corpo é santuário do Espírito Santo (I Coríntios 3:16) cuida de sua saúde em qualquer circunstância, seja na recusa de drogas, seja na recusa de um sorvete por entender que uma dor de garganta agravada prejudicaria seu santuário [sem falar das excessivas quantidades de açúcar e gordura que não são exemplos de boa alimentação para ninguém!].

"Porque quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça (...) Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, a vida eterna” (Romanos 6:20-22)

Ainda que seja sutil, há uma expectativa por parte da sociedade de um determinado padrão de comportamento por parte dos cristãos. Devido à ausência de entendimento da palavra do Senhor tanto por crentes quanto por descrentes, muitos cristãos têm sido vistos pela sociedade como “quadrados” ou [pior] “redondos demais”!

É indiscutível que o crente tem uma grande responsabilidade para atrair ou afastar pessoas para o conhecimento do Senhor. Como instrumento de Deus, o cristão deve ser exemplo em tudo o que faz a qualquer hora e em qualquer lugar. Simultaneamente, entendendo sua responsabilidade de testemunho público, o cristão deve imergir no conhecimento das escrituras para, assim, defender e disseminar com firmeza a verdadeira doutrina.

Crente quadrado é aquele que não sabe compartilhar com a sociedade seu testemunho com clareza. Reflita cuidadosamente sobre 1 Cor 9:19-27.

REFLEXÕES: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1Cor 10:33)

“Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades” (Col 4:5)

Fonte: www.compartilhandoaverdade.blogspot.com

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