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Nosso futuro lar em meio a natureza

(por Karina C. Deana)

Assim que Deus indicou-nos a cidade em que deveríamos morar, passamos a procurar uma casa no campo para alugar, já que dispúnhamos na época apenas do dinheiro suficiente para realizar a mudança. Escolhemos o bairro rural mais estruturado da cidade, com telefone, Internet e linha de transporte público, e começamos a nossa busca. Visitamos várias propriedades, mas sempre esbarrávamos em algum empecilho. Certo dia, encontramos uma casa que tinha acabado de ser construída, uma gracinha, mas não reparamos que bem ao lado o vizinho mantinha um chiqueiro. Estávamos tão ansiosos para encontrar uma casa que nem reparamos nesse “detalhe”. Claro que o negócio foi por água abaixo, nem chegamos a assinar nada. Tínhamos pedido a direção de Deus para encontrar um bom lugar para morar, mas parecia que todas as portas estavam se fechando.

Em outro bairro da cidade bem menos estruturado, porém com uma natureza maravilhosa, havia uma casa há mais de 6 anos sem uso que desde o início nos foi oferecida gratuitamente. Nós, porém, não quisemos aceitar que nosso futuro lar seria ali. Esperávamos algo já pronto, com um belo jardim, talvez com um pomar, uma casa bem ajeitadinha, com tudo funcionando e pronta para entrar, mas Deus tinha planos bem diferentes dos nossos...

Depois de algum tempo procurando casas no melhor bairro rural, finalmente aceitamos a ideia de morar naquela chácara há tanto tempo sem receber cuidados. A Terra de Beulá, como aquela chácara é chamada, um dia foi bem cuidada, mas depois de tanto tempo sem uso, o local ficou muito diferente do que se imagina de um lugar com esse nome. Para você ter uma ideia da situação, ali não havia mais energia e nem água, pois a água vinha do poço movido a bomba elétrica, que estava totalmente seco. Além disso, havia restos de lixo queimado por toda a propriedade. Por dentro, a casa precisava de uma boa pintura nas paredes, no forro e de restauração em alguns pontos críticos com rachaduras e infiltração. Havia muito trabalho pela frente.

Como não tínhamos dinheiro suficiente para contratar pessoas para fazer tudo, meu esposo e eu decidimos fazer a maior parte do trabalho sozinhos. Eu já estava trabalhando na prefeitura na época. Assim, íamos após o expediente para lá e passávamos boa parte do dia e da noite fazendo as arrumações necessárias à luz de lampião. Não é para menos que a família e os amigos acharam que tínhamos surtado de vez!!! Às vezes até mesmo nós nos perguntávamos se estávamos ficando loucos. Mas toda vez que isso acontecia, Deus confirmava a Sua vontade para a nossa vida através da Sua Palavra e de fortes impressões em nossa mente.

Levamos aproximadamente dois meses de trabalho intenso para deixar a casa “entrável”. A companhia elétrica informou que levaria mais ou menos um ano para instalar a luz no local através do programa gratuito do governo. A grande pergunta de todos era: “Como vocês vão viver ali sem luz e sem água?” Nós não tínhamos a menor ideia, mas fomos levados a confiar que Deus resolveria tudo. Afinal, Ele nunca deixa faltar nada para os Seus filhos e sempre provê para as suas necessidades.

Confiar em Deus é algo que requer muita fé, mas o interessante é que Ele mesmo Se oferece para aumentar a nossa fé, se esse for o nosso desejo. Não é maravilhoso? Meu esposo e eu não somos especiais por temos dado passos de fé como esses. A única coisa que fizemos foi dispor-nos a fazer a vontade de Deus – e Ele Se encarregou do resto. Ele concedeu-nos fé, colocou-nos em situações que aumentaram nossa confiança nEle e provou vez após outra que Ele está atento às nossas necessidades. Deus está ansioso para fazer o mesmo com você. A pergunta é: Você está disposto a fazer a vontade dEle? Realmente espero que sim, pois ao fazermos a vontade de Deus somos conduzidos à real felicidade.

“Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós” (Malaquias 3:7).

Fonte: Tudo para Vegetarianos

Ansiamos Por Mais... Por Que?

(Pastor Paulo R. Barbosa)

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus" (Filipenses 4:19)

Durante a Guerra Revolucionária na América, alguns oficiais britânicos, os portadores de uma bandeira da paz, foram convidados pelo General dos Insurgentes, para jantar com ele. Eles aceitaram o gentil convite e foram conduzidos a uma barraca onde um oficial estava assando algumas batatas em um fogão de acampamento. Esperando uma mesa arrumada com esmero, os oficiais britânicos ficaram surpresos quando o oficial que preparava a comida sacudiu as cinzas das batatas e colocou-as na mesa para o jantar do general e seus convidados. Quando os oficiais britânicos retornaram a seu próprio acampamento, eles contrastaram a alimentação dos soldados americanos com sua própria alimentação, bem mais refinada e cara. Eles refletiram sobre suas grandes necessidades de satisfação e comodidade sem levar em conta as circunstâncias.

Talvez seja esse o maior problema em relação à nossa satisfação e felicidade. Estamos sempre reclamando porque não temos isso e aquilo, porque o nosso vizinho conseguiu mais do que nós, porque muitos de nossos sonhos nunca são realizados. Queremos sempre o máximo, não nos contentando com o que já temos e que já nos é suficiente. Ansiamos por mais... muito mais, e não seremos felizes até que o alcancemos. E, se o alcançamos, é provável que de nada sirvam para nós.

Tão bom seria se aprendêssemos a nos contentar com o que Deus nos dá. Ele nos prometeu suprir todas as necessidades e, certamente, o que nos dá é a medida certa para nosso prazer e regozijo. Poderíamos, sim, ser muito mais felizes se o egoísmo de desejar mais não servisse de obstáculo em nosso caminho de felicidade.

Agradeçamos a Deus e sejamos felizes com o que temos. Se Ele nos der mais...continuemos felizes e agradecidos.

Fonte: Para Refletir

Dependendo de Deus para ser feliz

(adaptado do texto de Josi Daudt)

"Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregarvos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei." (Jeremias 29:11-14)

Uma professora, da Classe Bíblica, estava examinando seus alunos depois de uma série de lições sobre a Onipotência de Deus. Ela perguntou: "Existe alguma coisa que Deus não pode fazer?" Houve um momento de silêncio e, então, um menino levantou a mão. Surpresa e desapontada, por haver ensinado que "tudo é possível para Deus", ela perguntou: "Diga-me, o que Deus não pode fazer?" "Deus", respondeu o menino, "não pode agradar a todo mundo."

É muito comum vermos as pessoas reclamando da forma como certas coisas acontecem em suas vidas. Há até aqueles que atribuem tudo que acontece a Deus. Se isentam da culpa pelos seus próprios erros e catástrofes.

A Bíblia diz que os pensamentos de Deus a nosso respeito são de paz e não de mal.


Deus deseja dar o fim que desejamos. E Ele dá. Só que para chegarmos ao fim, temos o início e o meio. E é aí que as coisas acontecem da maneira que não esperamos e não queremos. Mas nossa confiança no Senhor tem que ser total a ponto de dizer: SENHOR, FAÇA-SE A TUA VONTADE E NÃO A MINHA. As vezes é duro dizer isso, mas esse é um passo de fé que temos que dar se realmente queremos ter um final feliz.

Somos humanos e nossos planos e pensamentos são humanos, ou seja, nunca serão perfeitos. Mas Deus é perfeito, por isso, Seus planos e propósitos, pensamentos e ações, são todos perfeitos.

Aprenda a depender de Deus e agradar-se das coisas que Ele te dá. Aquele que se agrada do Senhor tem seus desejos satisfeitos.

Deus te abençôe!

Sobre Felicidade

(adaptado do texto do Pr Wagner A. de Araújo)

"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu" (Eclesiastes 1:2-5)

Papai dizia que seu sonho especial era aposentar-se, comprar um jipe e ver o pôr-do-sol na montanha da Meia Légua e ir dormir em Cambuí (MG). Tecia planos e planos para desfrutar disto plenamente. A época nunca chegou. Ele adoeceu, aposentou-se por invalidez e veio a falecer aos 59 anos de idade. O interessante é que meu irmão Daniel tornou-se herdeiro do mesmo sonho: ter um jipe, ver o pôr-do-sol na montanha e dormir na fazenda. Mas ele não esperou ter isso tudo para embebecer-se da beleza de um ocaso.

Ouço atualmente que Deus sonha, que os sonhos de Deus são estes, são aqueles. Escuto falarem que Deus vai dar Seus sonhos para nós. Bem, se sonho é desejo por realizar, e se Deus é soberano sobre todas as coisas, concluo que essa afirmação está errada. Deus não sonha. Deus não idealiza algo para o futuro, pois para Ele tudo é presente. Deus também não precisará lutar e tentar para conseguir; Ele pode todas as coisas. Nós sonhamos, mas Deus não. Sonhos são abstratos e, não raras vezes, inatingíveis. O grande desafio é fazer com que os nossos sonhos se adequem à vontade de Deus. Aí sim teremos a sincronia cósmica entre sonho e realidade, uma autêntica sinfonia!

Gosto da filosofia de vida que o Apóstolo Paulo assumiu para si mesmo: “vivo contente em toda e qualquer circunstância” . Quisera que todos pensássemos assim! Quisera que não fôssemos os 'eternamente insatisfeitos' , a clamar por coisas, objetos, situações ou sonhos, o tempo todo, nos ouvidos de Deus. Quisera que “a vontade de Deus para conosco” se cumprisse voluntariamente dentro de nós: “dar graças em tudo”. Há de se buscar algo de bom na experiência que se vive. Eu acredito que o caminho dos sonhos já é uma grande realização: nós amamos e desfrutamos do processo, da conquista, da luta, do ideal.

A felicidade não está apenas em alcançar um objetivo, mas em vivenciar o processo para esse alcance. Quantos de nós não choramos, saudosos, ao lembrar-nos dos anos imorredouros do primário, ginásio, colégio, universidade? Conseguimos os diplomas, mas estes, sem aqueles, seriam apenas documentos frios e estáticos. Contudo, são preciosos, porque têm em seu bojo um cabedal de recordações preciosas. É o processo!

Viver é ter certeza de que somos temporários por aqui e que nada é nosso, tudo é emprestado. Quantas pessoas, há cem anos atrás, eram proprietárias de tanta coisa, fazendas, bens, engenhos, plantações, e hoje esse patrimônio não lhes pertence mais! A casa onde vivo era xodó do meu saudoso pai. Ele não mostrava a escritura, não dizia quanto custava, e havia lugares escondidos em seus documentos aos quais nunca tivemos acesso. Mas ele morreu e deixou tudo, e hoje somos nós que cuidamos do patrimônio que foi dele. Dele, só resta a promessa da salvação imerecida, agraciada por Cristo. O resto ele deixou aqui. Se tivermos consciência de nossa temporaneidade, de nossa transitoriedade, VALORIZAREMOS MUITO MAIS AS PESSOAS, os momentos, os instantes, as celebrações da vida.

Um pai não precisa esperar seu filho ser um exímio motorista para ser feliz; ele pode desfrutar da alegria de apenas ensiná-lo a andar de bicicleta. Uma mãe não precisa esperar sua filha formar-se na faculdade para derramar uma lágrima ou dar-lhe um beijo afetuoso; ela pode festejar uma boa nota conquistada pela menina na sétima série. Uma igreja não precisa aguardar dez anos para celebrar o primeiro milhar de membros e dizer que está crescendo; ela pode exultar no batismo de um único indivíduo, cuja alma vale mais do que o mundo inteiro, e que também deveria valer muito para qualquer um de nós, que não contamos gente como gado, à grosso, mas como gente, um a um!

Se percebêssemos que a verdadeira felicidade não está nas coisas grandes, imensas, completas, mas nas pequenas, simples, singelas, "evolutivas", seríamos pessoas muito mais felizes. Aquela rosa colocada na agenda há dez anos atrás, que a menina ganhou do seu primeiro namorado, pode valer mais que um carro zero quilômetro presenteado sem ternura e singeleza de coração. Aquele beijo romântico recebido de repente, na porteira da fazenda; aquele "Deus te abençoe, meu filho", que mamãe nos deu ao irmos para o trabalho; aquela lembrancinha de Natal que a vovó comprou, que era coisa tão simples porque seu dinheiro era pouco e os netos eram muitos; aquele nosso primeiro salário; aquela primeira lasanha "comível" que fizemos, por ocasião de uma visita; o dia em que nossa filha tocou um hino no órgão da igreja pela primeira vez, ou que ganhamos a primeira medalha de honra ao mérito; todos esses são pequenos instantes de felicidade, gotas de alegria numa vida humana!

O pôr-do-sol continuará acontecendo, e não ficará guardado até a sua aposentadoria. Pegue a mão de sua amada, de seus filhos, dos amigos, dos irmãos em Cristo, dos vizinhos, e desfrute de um ocaso. Fotografe a cena, mas faça-o primeiro dentro do coração, em gratidão. Isso tirará a banalidade de um rotineiro entardecer, transformando-o numa valiosa efeméride para toda a sua vida.

Afinal, a vida é mais que um simples final feliz.

REFLEXÃO: “Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias” (Salmos 90:14)

Saindo com outra mulher

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Honra teu pai e tua MÃE, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá" (Êxodo 20.12)

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do meu amor.

Há pouco tempo decidi sair com mais uma mulher. Na realidade, por incrível que pareça, a idéia surgiu da minha esposa.

"Você sabe que a ama" - disse-me minha esposa um dia, pegando-me de surpresa.

"A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a ela..."

" Mas, eu te amo" - protestei à minha mulher.

"Eu sei. Mas, você também a ama. Tenho certeza disto."

A outra mulher a quem minha esposa queria que eu visitasse, era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 filhos, faziam com que eu a visitasse ocasionalmente.

Essa noite, a convidei para jantar e ir ao cinema.

"O que é que você tem? Você está bem?" - perguntou-me ela, após o convite. (Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite, ou um convite surpresa é indício de más notícias).

"Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo" - respondi. "Só nós dois. O que acha?"

Ela refletiu por um momento.

"Me agradaria muitíssimo" - disse ela sorrindo.

Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois do trabalho, estava um tanto nervoso, era o nervosismo que antecede a um primeiro encontro...

E que coisa interessante, pude notar que ela também estava muito emocionada.

Esperava-me na porta com seu casaco, havia feito um penteado e usava o vestido com que celebrou seu último aniversário de bodas. Seu rosto sorria e irradiava luz como um anjo.

"Eu disse a minhas amigas que ia sair com você, e ficaram muito impressionadas." Comentou enquanto subia no carro.

Fomos a um restaurante não muito elegante, mas sim, aconchegante, minha mãe se agarrou ao meu braço como se fosse "a primeira dama".

Quando nos sentamos, tive que ler para ela o menu. Seus olhos só enxergavam grandes figuras. Quando estava pela metade das entradas, levantei os olhos; mamãe estava sentada do outro lado da mesa, e me olhava fixamente. Um sorriso nostálgico se delineava nos seus lábios.

"Era eu quem lia o menu quando você era pequeno" - disse-me.

"Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor" - respondi.

Durante o jantar tivemos uma agradável conversa; nada extraordinário, só colocando em dia a vida um para o outro. Falamos tanto que perdemos o horário do cinema.

"Sairei contigo outra vez, mas só se me deixares fazer o convite" - disse minha mãe quando a levei para casa. E eu concordei.

"Como foi teu encontro?" - quis saber minha esposa quando cheguei naquela noite.

"Muito agradável... Muito mais do que imaginei..."

Dias mais tarde minha mãe faleceu de um enfarte fulminante, tudo foi tão rápido, não pude fazer nada.

Depois de algum tempo recebi um envelope com cópia de um cheque do restaurante de onde havíamos jantado minha mãe e eu, e uma nota que dizia:

"O jantar que teríamos paguei antecipado, estava quase certa de que poderia não estar ali, por isso paguei um jantar para ti e para tua esposa. Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim. Te amo".

Nesse momento compreendi a importância de dizer a tempo: "TE AMO" e de dar a nossos entes queridos o espaço que merecem. Nada na vida é mais importante do que Deus e as pessoas que você ama, dedique tempo a eles, porque eles não podem esperar.

REFLEXÃO: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, E OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, ASSIM, ESTAREMOS PARA SEMPRE COM O SENHOR. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (I Tessalonicenses 4:16-18).

O poder da escolha

(adaptado do texto do Prof. Sikberto Marks)

"Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher" (Salmos 25:12)

Deus criou neste planeta uma grande quantidade de seres viventes. Criou as plantas, os animais e o ser humano. Este último fez para cuidar dos demais seres, para tornar o ambiente muito feliz, e para ele viver feliz.

Há uma condição para que se possa ser plenamente feliz: ter liberdade de escolha. A felicidade depende dessa condição. Sem ela, a felicidade é limitada; sem ela, a consciência fica automática e pré-definida, o comportamento programado, com limitações, como nos animais.

Como a condição de liberdade faz seres serem felizes? Vem do prazer em conduzir a sua vida, em determinar o que vai fazer, em ser capaz de avaliar os resultados de suas decisões. Isso é vida plena, ter o controle do que faz, podendo decidir o que vai fazer. Os seres racionais, que tem livre arbítrio, são capazes de escolher com base em conhecimento anterior, e são capazes de avaliar (ao menos deveria ser) no que irão dar suas escolhas.

Por exemplo, um ser humano deve saber que, se escolher fumar, terá um pulmão contaminado com muitas drogas químicas, terá sua respiração prejudicada, e poderá adoecer e até morrer de câncer. Também deve saber que viverá menos tempo, e que seus últimos dias de vida serão bem sofríveis. Também deverá saber que seu habito é anti-social e que prejudicará outras pessoas.

Tem que saber disso, pois é um ser racional. No caso do fumante, o livre arbítrio lhe foi ruim, porque o aproveitou mal.

Outro exemplo é o caso de uma pessoa que cuida de sua saúde, que cultiva boas amizades, que faz uma escolha cuidadosa com quem se casará, que decide seguir os princípios de vida da Bíblia. Essa pessoa, como se pode ver aí, seguiu uma sucessão de decisões. Será que se pode avaliar os resultados de tais decisões? Claro que se pode. Essa pessoa certamente será uma vencedora, terá boa saúde e Deus fará parte de sua vida. Será que uma pessoa assim tem probabilidade de ser infeliz? Mesmo que adoeça de um mal que lhe tire a vida, ela terá alguma coisa que só pessoas que corretamente decidem tem: esperança em JESUS. E a tal esperança não permitirá que perca a alegria de viver. Ela sabe que suas escolhas fazem parte da vida eterna que JESUS lhe deu de graça.

Portanto, vejam só (e agora será bom para os jovens): escolhas que resultam em algo bom para o futuro tem geralmente a característica de sofrimento no presente; e escolhas que nos prejudicam no futuro, geralmente causam boas sensações no presente.

Por exemplo, um jovem que estuda muito na adolescência. Isto requer esforço, destinação de muito tempo ao estudo e menos tempo para lazer, e isso é, muitas vezes, sofrido. Tem que abrir mão de muitos atrativos para os jovens. Mas no futuro, ele vai colher por meio de uma vida mais fácil, um rendimento melhor, se sentirá realizado e um vencedor. Foi sofrido no início, mas VALEU A PENA. Já um outro jovem, que aproveitou, digamos assim, a vida enquanto novo, e não se preparou para a vida que vem depois, esse pode ter que se contentar com pouco, quando o tal futuro chegar.

Vamos a outro exemplo. Conheço uma pessoa que tem pouco estudo. Mas é uma pessoa muito esforçada, boa leitora da Bíblia. Ela coloca o que aprende em prática. É uma profissional da construção. Pode-se dizer que é alguém que está bem de vida. A cada dois anos compra um carro novo (simples, mas é novo), e tem uma boa casa, e não lhe falta nada. Qual é o segredo? Se esforçou no início de sua carreira para aprender a fazer tudo com qualidade. Hoje só trabalha para pessoas muito exigentes, que pagam bem. Parabéns a ela; que sirva de exemplo de boas escolhas.

Na vida também temos que escolher entre usufruir agora, ou usufruir depois. Se for agora, será por algum tempo, se for depois, será para sempre. É da inteligência do ser humano fazer a escolha correta, de pensar no futuro mais que no presente. Bons cristãos são inteligentes porque pensam no futuro. Não são de sua vida terrena, mas da eternidade. Essas pessoas fazem escolhas inteligentes.

Qual foi a escolha de Daniel? Ele, um adolescente, e seus três amigos, decidiram firmemente não se contaminar com os alimentos do rei. Veja só o desafio. Foram jovens escolhidos dentre os melhores de Israel para serem preparados, afim de servirem como conselheiros de Nabucodonosor na direção de seu grande império. Portanto, jamais deveriam falhar. O quesito de sua avaliação era o desenvolvimento de seu desempenho intelectual, sua sabedoria e conhecimento. Daniel sabia disso. Ele também sabia que fazer o correto e esforçar-se nos estudos, deveria resultar em algo superior se seguisse a vontade de Deus. Tinha certeza disso. Daniel e seus companheiros não jogaram na sorte. Eles, sabendo que Deus orientava de um modo superior, tomaram firme decisão de obedecer a Deus, e desafiaram Babilônia, dizendo que provassem depois de algum tempo, qual dos jovens alcançariam melhor desempenho: eles, servos de Deus, ou os demais, servos de outros deuses. Esses jovens não estavam apostando, eles estavam tomando decisão consciente e bem fundamentada em conhecimento sólido. O resultado: eles foram aprovados pelo próprio rei do grande império. E Daniel veio a ser um grande profeta de Deus, que é estudado até os nossos dias. Tudo efeito de uma decisão correta tomada por pessoas que sabiam o que estavam fazendo.

REFLEXÃO: "Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Daniel 1:8)

Fonte: Cristo Voltará


AMOR, uma característica do cristão

(adaptado do texto de Paulo R Barbosa)

"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus;e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aqueleque não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor" (1 João4:7, 8)

Os cães da raça São Bernardo, que buscam viajantes perdidos nos Alpes, em uma tempestade, levam sua missão muito a sério. Um desses cães, certo dia, retornou muito tarde, cansado de abrir caminho pelos ventos. Ele entrou em seu canil, e deitou-se em um dos cantos, mostrando-se descontente, apesar dos esforços de seu mestre para encorajá-lo. Ele estava doente? Bem, não - não em corpo, mas de coração. Ele falhou na tentativa de ajudar alguém e voltou envergonhado.

Da mesma forma, essa atitude - uma tristeza no coração por não ter ajudado ao próximo, deveria caracterizar todos os cristãos. Temos, realmente, nos sentido tristes, ao agir com indiferença às necessidades das pessoas que nos cercam? Temos nos importado com o fato de estarem caminhando sem o Senhor e, por isso, não desfrutando das Suas ricas e maravilhosas bênçãos?

Temos vivido apenas para receber as dádivas de Deus e não para ser uma bênção em suas mãos? De que adianta eu ser chamado de "cristão" ou "discípulo do Senhor Jesus" se não O imito e nem sigo as Suas instruções? A minha vida nada mais é do que insípida e sem brilho. Poderia até dizer que sou um "cristão sem Cristo".

O Senhor espera muito mais de nós. Espera que O amemos e, da mesma forma, amemos aos que não O conhecem. Precisamos amar aos bons e aos que não o são; aos que crêem e aos incrédulos; aos que Lhe abrem o coração e aos que O rejeitam.

Você crê que o amor é uma grande característica de sua vida?

Sente-se triste quando não pode ajudar alguém?

Então faça do seu dia, um dia totalmente diferente, tome atitudes! Reflita mais amor, sorrie mais, dê mais atenção aos que lhe cercam, sejam merecedores ou não; sejam seus amigos ou não. Ore a Deus para lhe proporcionar momentos em que possa falar dEle. Faça alguém feliz, porque felicidade só existe em Jesus!

REFLEXÃO: “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22-23)

"NÃO" - Uma benção disfarçada

(adaptado do texto de Paulo R. Barbosa)

"e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade. De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos. E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho" (At 16:7-10)

Muitas vezes, com certeza, já ouvimos, de algum amigo, a frase: "Eu espero que você consiga exatamente o que quer". Será que já paramos para refletir sobre ela? Estamos, constantemente, desejando coisas de que não necessitamos ou que não são boas para nós."Nossos olhos são maiores do que nossos estômagos". O "não" de Deus frequentemente é uma bênção disfarçada e pode levar a uma missão maior, como o apóstolo Paulo descobriu ao receber o chamado do homem da Macedônia.

Como reagimos ao ouvir um "não" em nossas pretensões? Fechamos o semblante? Murmuramos por mais um fracasso? Deixamos transparecer nosso mau-humor culpando a todos pela nossa frustração?

Muitas vezes esse "não" tem sabor de vitória. Ele pode valer muito mais do que um "sim". Ele pode ser o primeiro passo para uma grande conquista. Quando o "não" vem do Senhor, devemos sorrir e cantar porque Ele terá algo maior e mais grandioso para nós. Basta apenas que confiemos nEle, que saibamos compreender o que realmente deseja e aguardar as maravilhas que seguirão a esse "não" abençoado.

O segredo para uma vida abundante e feliz é esperar sempre a vontade de Deus. Se vivermos dessa maneira, tanto o "sim" como o"não" terão o mesmo valor e trarão o mesmo regozijo para o nossocoração.

Você murmura quando Deus responde "não" ou agradece a Ele por mostrar-lhe que seu propósito estava equivocado?

REFLEXÃO: "... Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice, contudo, NÃO SEJA O QUE EU QUERO, MAS SIM O QUE TU QUERES" (Marcos 14:36) - NVI

Por um copo de leite

(adaptado do texto da MPDS 2004)

“E quem der a beber ainda que seja um copo d’água fria a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42)

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e ao invés de água lhe deu um grande copo de leite.

Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou: - "Quanto lhe devo"? - "Não me deves nada" - respondeu ela. E continuou: "Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa". Ele disse: - "Pois lhe agradeço de todo coração".

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos.

Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o médico, seu nome: Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.

Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.

O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abrí-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos.

Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:

"Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite (assinado): Dr.Howard Kelly".

Lágrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração feliz orou assim: "Graças meu Deus porque Teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos".

"Na vida nada acontece por acaso."

Dê mais às pessoas do que elas esperam e faça-o com alegria. Uma palavra amiga, pequenos gestos, fazem uma grande diferença.

REFLEXÃO: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1)

Suco de Uva e a Memória

“Assim diz o SENHOR: Como quando se acha MOSTO num CACHO de uvas, dizem: Não o desperdices, pois HÁ BÊNÇÃO NELE... ” (Is 65:8)

Uma pesquisa realizada na Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas que tomam suco natural de uva têm melhor memória do que as que evitam consumir o produto em seu dia a dia. Os cientistas, que submeteram 12 pessoas ao consumo de suco de uva por 12 semanas, acreditam que os antioxidantes são os principais responsáveis pela notável melhora no grupo submetido à experiência. As enzimas, minerais e vitaminas que podem melhorar a memória podem ser encontradas em grande escala na casca da fruta ou em seu composto. A pesquisa foi liderada pelo médico Robert Krikorian, que apresentou as conclusões durante a conferência International Polyphenols and Health, realizada em Yorkshire, na Inglaterra.

"Enquanto não se notou nenhuma diferença significativa no grupo que não foi submetido ao tratamento, aqueles que tomaram suco de uva natural demostraram uma relevante melhora no aprendizado", disse Krikorian.

Segundo os pesquisadores, o levantamento baseado no consumo da substância sugere um progresso a curto prazo na memória de retenção e espacial, além de um avanço na memória não-verbal.

Krikorian afirma que o suco pode beneficiar, principalmente, idosos, ajudando-os a preservar as funções congnitivas e reverter o quadro de perda de memória, comum na idade avançada.

Um estudo americano realizado em 2006 pela Universidade Vanderbilt indicou que beber sucos de frutas e vegetais pode diminuir os riscos do desenvolvimento do mal de Alzheimer.

Segundo a pesquisa, as chances de adquirir a doença são 76% menores em pacientes que tomam sucos naturais pelo menos três vezes por semana.

REFLEXÃO: “O vinho é ESCARNECEDOR, a bebida forte ALVOROÇADORA; e todo aquele que neles errar NUNCA SERÁ SÁBIO.” (Provérbios 20:1)



O presente real: Jesus

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos” (Filipenses 4:4)

Quantos esforços são feitos nesta época do Natal para alegrar com presentes os que são chegados! Não se poupa tempo ou dinheiro neste intúito. A satisfação de quem recebe um presente com gratidão e o utiliza reflete-se naquele que o presenteou.

Mas como são pequenos e fúteis todos os esforços humanos e as experiências com nossos presentes, quando avaliamos a grandiosidade e a profundidade do presente singular e incomparável que Deus, em Seu amor ilimitado, deu a nós seres humanos no Natal: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou..." (Rm 8.32).

O Filho de Deus foi entregue para morrer em nosso lugar e com sua morte expiou a culpa do nosso pecado, abrindo novamente o caminho para Deus, dando-nos a vida eterna! Por isso Paulo prossegue em Romanos 8.32, exclamando com alegria: "... porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" Este é realmente um presente de rei, um presente que nos foi dado quando Jesus tornou-se homem, sem o qual estaríamos perdidos. Jesus "se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl 1.4).

Os nossos presentes terrenos sempre são apenas símbolos do nosso apreço por alguém. Mas Deus, ao contrário, deu-se a Si mesmo "integralmente". Ele realmente investiu tudo para a nossa salvação. Como procedemos com o Seu presente? Estamos sempre conscientes da ilimitada grandeza do Seu sacrifício? Temos também consciência do ilimitado esforço que Deus fez em favor de nós pecadores? Além disso, como aceitamos o Seu presente? Se temos que agradecer quando recebemos presentes das pessoas que nos querem bem, quanto mais devemos agradecer e valorizar esse presente de Deus! E também devemos usufruir desse presente em toda a sua plenitude.

Mas isso somente acontece quando estamos dispostos a entregar a Deus tudo aquilo que gostaríamos de guardar para nós mesmos. Não são as coisas exteriores as que realmente importam, o que devemos entregar ao Senhor é o mais íntimo do nosso ser, aquilo que consideramos nossa vida particular, que não gostamos de expor a mais ninguém. O que está em jogo é o meu coração. Sobre meu coração, que eu gostaria de ver reservado só para mim, Deus coloca a Sua mão e diz: "Dá-me, filho meu [ou filha minha], o teu coração" (Pv 23.26).

Deus quer o meu coração, pois justamente nele Jesus deseja ser o único e absoluto Senhor e Mestre, e essa é ao mesmo tempo a condição imprescindível para que Ele realmente possa dar-me tudo em Jesus Cristo.

A festa do Natal deveria sempre recordar de maneira viva essa profunda verdade de que Jesus é o maior presente de Deus para nós, e não qualquer outro tipo de presente que esta terra possa vir a nos oferecer. Essa festa também serve como um referencial de como nos preocupamos a respeito de como procedemos em relação a tal presente. Você já aceitou essa dádiva com gratidão ardente e entregou a Ele o seu coração? Ele nasceu há mais de 2000 anos, mas tudo isto só terá sentido se Ele nascer no seu coração e ali habitar por todos os dias da sua vida!

REFLEXÃO: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16)



Paz em Cristo

(por Marcio)

"... E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, PRÍNCIPE DA PAZ" (Isaías 9:6) - NVI

Ontem (12/12), pouco antes do fechamento da programação que a igreja oferecia, a responsável me convocou para dirigir a última mensagem e fazer a oração final. Para minha surpresa, como você pode perceber, fui surpreendido com esta informação já perto do encerramento.

Como só pelo poder de Deus podemos fazer qualquer coisa, seja ela qual for, recorri automaticamente à Fonte de todo o poder e em poucos momentos me deparei com o texto acima que tem toda a conexão com aquEle que mais do que nunca é lembrado nesta época de natal.

Através deste texto, fui incentivado a falar da PAZ. E não da paz que o mundo vende, com suas camisetas brancas cheias de slogans de "Feliz 2010"; nem sobre a paz mentirosa e cínica que as nações pregam em meio a tanta impiedade, crueldade, injustiças e guerras; muito menos do "Nobel da Paz", dado este ano ao presidente da maior nação do mundo, que por acaso é também a nação que mais vende armas no mundo... quanta utopia! Mas fui incentivado a falar sobre a paz que a Palavra nos oferece. Neste contexto, gostaria de deixar registrado aqui o que li no livro de Isaías 11, nos versiculos seis ao nove e algumas reflexões que vem do texto:

"E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar".

Você consegue imaginar um lugar com corações mais cheios de paz do que este? Onde animais silvestres, transformados pela lei do amor, vivem lado a lado com seres humanos? Um lugar onde não há mais derramamento de sangue, nenhuma espécie de dor, muito menos de morte. Um lugar onde aquele que hoje é conhecido como o "rei da selva", jamais será novamente carnívoro e muito menos temido entre os outros animais, e toda espécie de inimizade entre as criaturas de Deus serão desconhecidas.

O Santo Monte do Senhor será regido pela retidão. Os homens não terão mais interesse em se envolver em qualquer espécie de atrito. Sentimentos egoístas, interesses próprios, jamais virão à tona novamente. Dor, lágrimas, discussões, brigas, assaltos, assassinatos, estupros, drogas, guerras, não terão mais seu lugar; não mais existirão. O único interesse dos filhos de Deus será viver para a Sua glória, em santidade, com total alegria, contentamento e felicidade, obedecendo seus mandamentos e compartilhando a Sua natureza. Justamente por que aquEle que é Santo estará presente em todos os momentos, santificando, pacificando tudo ao seu redor.

Somente pela presença dEle, o Príncipe da paz, um lugar e ou as pessoas que o compõe podem estar em paz. É por isso que este mundo jamais terá o que almeja, se é que almeja, pelo menos não na sua plenitude, porque é impossível alcançar a paz sem aquEle que é a própria paz, afinal de contas, "o mundo jaz no malígno" (I João 4:19). Veja, não podemos encontrar a paz em nós mesmos, muito menos em algum lugar. Podemos tramar mecanismos em busca dela, mas também não a encontraremos, porque a paz não é algo, alguma coisa que se pode apalpar, mas a PAZ É ALGUÉM, e este alguém é Cristo!

Por isso amigo, você quer encontrar a paz, mesmo aqui nesta terra maldosa e impiedosa? Você quer sentir paz mesmo nestes momentos de injustiça e de perversidade que a sociedade sofre? Você tem tentado encontrá-la por meios de condomínios fechados, sistemas de segurança, portões automáticos, seguros, posses e riquezas mas também não a encontrou?

Creia: Uma profecia dizia que Ele viria a este mundo no tempo determinado há dois mil anos para fazer tudo o que Ele fez, inclusive morrer. Outras profecias dizem que Ele em BREVE tornará a vir, não mais como um bebê, mas como Rei dos reis e Senhor dos senhores, com todos os Seus anjos, com toda a Sua glória e com todo o Seu poder. Reunirá os Seus escolhidos e os levará para viver para sempre na Sua presença para viverem em paz com Ele.

Tenha fé, não duvide sequer por um segundo, a "Paz" neste instante lhe estende a mão e sussura em seus ouvidos: "Eu quero lhe dar a paz que o mundo não pode lhe dar; Eu quero lhe dar aquele sentimento de tranquilidade mesmo em meio aos problemas desta terra; Eu quero estar com você hoje, no próximo ano e por toda a eternidade... creia somente, abra seu coração, deixe-Me entrar e viva em paz!"

REFLEXÃO: “Apega-te, pois, a Deus, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (Jó 22:21)

É preciso confiar

(adaptado do texto do Dr. Sang Lee)

"Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará" (Salmos 37:4-5)

Considero a confiança no poder divino o mais importante fator na cura verdadeira. Um genuíno relacionamento com o nosso Criador nunca é opcional para a saúde. Ele é a própria base da saúde. A confiança em Deus tem profundos efeitos tanto sobre os mecanismos físicos do corpo, quanto na atividade mental.

Por exemplo, eu creio que uma prazenteira confiança em Deus permite-Lhe aumentar e harmonizar os neuro-hormônios, tais como as endorfinas e, possivelmente, a serotonina. Pesquisas indicam que a elevação de seus níveis beneficia a saúde geral do indivíduo. Esses hormônios tem uma influência calmante e relaxante, proporcionando um sono mais profundo e restaurador, reduzindo a depressão, fortalecendo o sistema imunológico, controlando a dor e estabilizando as emoções. Todos estes fatores são essenciais à cura de qualquer espécie.

Sem a confiança em Deus, a mente é assiduamente atacada por temores, dúvidas e raiva. Esses fatores estressantes estão associados à elevação dos níveis de adrenalina e corticóides que se relacionam com a tensão, aumento da pressão sanguínea, acentuada fadiga e insônia, e podem mesmo impedir a eficácia dos medicamentos.

Muitas pessoas obtém, a cura num nível puramente físico. Mas, sem um confiante relacionamento com Deus, de quem a cura verdadeiramente procede, todas as outras medidas são apenas uma solução temporária para as necessidades do corpo. Quando a confiança é acrescentada, Deus pode fazer muito mais. Ele pode multiplicar os benefícios recebidos dos outros remédios e estender a cura a todas as dimensões - física, mental, emocional e espiritual. Eis porque digo que a genuína saúde provém do relacionamento da pessoa com o verdadeiro Deus.

O que significa confiança no poder divino? Simplesmente que a pessoa abre a sua mente e seu coração ao amor e à misericórdia de Deus, e permite que Seu poder curador flua para a sua vida. Isso significa conhecer a Deus o suficiente para confiar nEle para o bem-estar presente e futuro.

Isso não é radical nem uma nova idéia. Nossa saúde, felicidade, longevidade e autoestima, bem como nossa família, amigos, pessoas que conosco se associam e também a vida espiritual, são inter-relacionadas e interdependentes.

A Bíblia diz que "o coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido faz secar até os ossos" (Prov 17:22). Saúde não é apenas escolher bons alimentos, comer, beber e fazer exercício. É também "justiça e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rom 14:17)

REFLEXÃO: "Os que confiam no Senhor, são como o Monte Sião, que não se abala, mas permanece firme para sempre" (Salmos 125:1)

História da adoração 5 - O mau uso do livre arbítrio

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram..." (Jó 10:8) - NVI

Ao criar Adão e Eva, DEUS os fez à Sua semelhança. Isto quer dizer que eles eram seres com capacidade de tomar decisões racionais. Uma decisão racional é a que considera informações para decidir e leva em conta as conseqüências. Seres racionais têm ciência dos porquês para tomar certas decisões e tem ciência dos efeitos delas.

Essa é uma condição para que esses seres sejam felizes. E como já estudamos em capítulos anteriores, DEUS cria seres a Sua semelhança para serem felizes junto com Ele.

Mas por que é necessário ser livre para ser feliz? Isso é bem simples. Se você for uma mulher, imagine o seu parceiro, se for um homem, imagine a sua parceira. Então cada um tem seu cônjuge para imaginar. Pense que esse cônjuge está programado para sempre fazer o bem a você e nunca lhe magoar. Mesmo que você fosse livre, poderia haver amor com alguém assim? Essa seria uma pessoa que amaria você porque tem um programa para essa finalidade, mas não porque ela mesma decide assim.

Agora imagine duas pessoas programadas, para uma amar a outra. Elas se amam sem a menor possibilidade de terem outra escolha. Podem até se amar, mas será um amor, digamos, forçado, mecânico, imposto por um terceiro. Na verdade isso não é amor autêntico.

E eles poderão ser felizes? Absolutamente não porque não conseguem decidir amar um ao outro, embora se amem. Veja bem, não há decisão de amar, amam-se porque assim foi determinado. E, portanto, não podem ser felizes, porque a única opção que eles tem é um fazer o outro feliz.

E como é isso quando os seres são livres? Em primeiro lugar, cada um decide se vai amar ou não a outra pessoa. Então, por sua iniciativa e vontade própria, decide fazer uma quantidade de coisas para deixar a outra pessoa feliz. A outra pessoa sente que isso vem do coração, da vontade, e isso se chama correspondência. O amor de um e de outro é correspondido por livre vontade. Isso é autêntico, assim nos sentimos valorizados. O seu cônjuge te ama porque assim decide, e torna a decidir todos os dias. Entre outras opções essa pessoa sempre decide por você, e é isso que nos faz felizes: alguém que nos escolheu continua decidindo manter essa escolha. Ela continua dia-a-dia nos valorizando, e assim nos sentimos bem.

Sendo assim, DEUS não possuía outra escolha senão criar os seres a Sua semelhança livres. Isto significa que deveriam ter opções em tudo com que se defrontassem na vida. Um homem, assim como uma mulher, por exemplo, podem escolher alguém para se casar. São livres para isso.

Podem depois deixar a pessoa escolhida e ir embora. São livres para isso. DEUS disse que não nos deveríamos separar, pois o comprometimento é essencial para a felicidade, pelos mesmos argumentos acima. Mas, se assim desejarem, sabem que existirão efeitos, e se separam, e ninguém o impedirá.

E a principal escolha, qual é? O ser humano, criado por DEUS, pertence a DEUS, mesmo assim, tem a liberdade de escolher, se desejar, seguir a outro senhor. Esse outro pode ser uma estátua, algum astro, outra pessoa ou até ela mesma. Saiba, no entanto que fazendo isso, morrerá, pois se desliga por vontade própria da única fonte de vida que existe. Saiba também que vai sofrer, pois se desliga da única fonte de felicidade.

Adão e Eva foram criados livres. Seus descendentes seriam também livres. Mas Adão e Eva um dia desses não souberam fazer uma escolha inteligente. Decidiram dar ouvidos a Lúcifer, que estava a procura de adeptos para o adorar. Esse ser queria ser deus, embora não tivesse as condições. Então foi que Adão e Eva se desligaram de seu Criador, e obtiveram a condição de mortais, assim como todos os seus descendentes.

REFLEXÃO: "Lembra-te que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? (Jó 10:9) - NVI

História da adoração 4 - Por quê adorar

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"... adorem o Senhor no esplendor da sua santidade, tremam diante dele, todas as nações!..." (I Crôn 16:29-30).

A pergunta é: por quê adorar? Essa é uma pergunta que segue a mesma lógica de outras perguntas, tais como: por quê ter amizades? Por quê buscar ser feliz? Por quê casar? Por quê ter relacionamento social? E assim por diante.

A adoração é um relacionamento social de natureza semelhante ao do amor, da amizade e da sociabilidade. DEUS deseja que vivamos. E Ele deseja que a vida seja repleta de felicidade. Esse é o ponto fundamental: Ele nos criou para vivermos em plena felicidade. Ele nos quer dar vida abundante. Por isso estabeleceu a adoração. O objetivo dela é o relacionamento nosso com DEUS.

Há um motivo fundamental para a adoração. Esse motivo é pelo fato de existirmos. É óbvio isso, existimos, e nossa existência é com vida, e somos racionais, temos a capacidade de tomar decisões, isto é, somos seres morais livres. E estes são os ingredientes para que também possamos ser felizes. Portanto, existir com vida (poderíamos existir de outra forma, por exemplo, sendo uma estátua) é grande motivo para sermos gratos. E também é motivo para investirmos na felicidade, pois, afinal, que lógica há em existir e viver em depressão?

Na Bíblia está escrito assim: “Tu és digno Senhor e DEUS nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir, e fora criadas” (Apoc. 4:11). DEUS é O Criador, por isso, o Universo e o que nele contém existe, e nós também. Esse é o motivo para que sejamos gratos a DEUS.

As rochas existem, mas não podem agradecer a DEUS, pois não tem conhecimento de sua existência. As plantas também. Os animais tem sentimentos, e são capazes de serem gratos, mas não tem racionalidade para conhecer a respeito de sua existência. Porém, os humanos são racionais, entendem o que são. Estes podem ser gratos a DEUS, pela sua existência. Eles podem ser felizes, e podem cuidar dos animais, das plantas e das coisas inanimadas. Podem fazê-lo para bem de seu próximo, bem como para o bem de toda a natureza.

Assim, só os seres humanos estabelecem relacionamentos racionais. E a adoração é um relacionamento racional do mais alto nível. É o relacionamento das criaturas com seu Criador. Só os seres humanos são capazes de serem felizes, e de contribuírem com a felicidade de outros, e até dos animais. Para tanto, os seres humanos precisam estabelecer relacionamentos de alto nível entre si. E precisam estabelecer relacionamentos de alto nível com seu Criador, pois sabem que d’Ele vieram, e d’Ele necessitam, para viverem, e para serem felizes.

Adoração, em síntese, é um relacionamento da mais elevada inteligência. É um relacionamento que tanto nos coloca em contato com O Criador como com o Rei do Universo, o Ser mais inteligente que existe. Desse relacionamento depende a nossa inteligência, a nossa capacidade de sermos seres sociais, assim como DEUS é. Desse relacionamento depende a nossa capacidade de amar uns aos outros. Sim porque, adorar é amar a DEUS sobre todas as coisas. Desse relacionamento depende a nossa capacidade de amar o nosso próximo como a nós mesmos. E desses dois relacionamentos depende a nossa vida com felicidade.

REFLEXÃO: "Eu, João, sou aquele que ouviu e viu estas coisas. Tendo-as ouvido e visto, caí aos pés do anjo que me mostrou tudo aquilo, para adorá-lo. Mas ele me disse: 'Não fala isso! [...]. Adore a Deus!" (Apoc 22:8-9) - NVI
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História da adoração 3 - O vínculo universal

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

“Deus ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mateus 19:5-6)

Havia o Senhor DEUS criado Adão e Eva. Era para eles formarem um lar, e, sendo um casal, formarem uma família. DEUS instituiu a menor sociedade possível para haver felicidade, duas pessoas comprometidas uma com a outra.

Para que sejamos felizes é necessário que alguém nos faça feliz. Assim, uma única pessoa não pode ser feliz, pois ela não tem quem a quem fazer feliz, nem quem a faça feliz. Os seres sociais necessitam de outras pessoas para se comunicarem e interagirem. A felicidade depende disso, da interação entre seres inteligentes. Aliás, tudo depende da interação, nosso aprendizado, a construção de prédios, a realização de planos, tudo mesmo. Ainda mais a felicidade depende de sermos seres sociais.

E para que pudéssemos ser seres sociais, DEUS nos fez homem e mulher, ou seja, um o complemento do outro. Ele disse que a mulher era idônea ao homem, isto é, complementar, diferente, mas nem superior, nem inferior, assim, nessa complementaridade um tem oportunidade de fazer o outro feliz. É a menor sociedade imaginável, pois um só não forma uma relação social. E era para ser mesmo a menor sociedade, ou seja, a mais simples imaginável, para que fosse fácil de funcionar. Se é dessa sociedade que depende a felicidade dos seres humanos, ela precisa mesmo ser simples, para não correr risco de, por ser complexa, tornar-se difícil de ser dirigida.

A felicidade depende de uma condição, e só de uma. Essa condição é a intimidade. Para sermos seres sociais, dependemos de estar juntos, falar uns com os outros, trocar sentimentos. Estar juntos e de bem uns com os outros é intimidade.

Um casal, para ser feliz, precisa se amar, e para amar, precisa haver intimidade, isto é, estar juntos. A intimidade não é necessária o tempo todo, mas com freqüência faz bem. E há diversas intensidades de intimidade. A intimidade mais intensa entre seres humanos é quando, como disse DEUS, um casal comprometido em se amar, se torna uma só carne. É tanta a felicidade nesse momento que se produz um prazer especial, a êxtase. E, por ser uma explosão de amor, e assim quis DEUS, nessa intimidade há a capacidade de dois seres humanos se reproduzirem e gerarem outro ser humano. O amor assim intenso é capaz de produzir uma nova vida. Sim, uma nova vida para que o amor que explodiu naquele momento possa se expandir a outros seres humanos. Um homem e uma mulher amam seus filhos porque foram gerados em seus momentos de maior felicidade. Os filhos são bênçãos da felicidade.

Mas a intimidade mais íntima, a mais intensa possível a seres humanos não é quando se tornam uma só carne. A felicidade mais intensa não é quando ocorre o ato conjugal. Há um momento ainda mais potente para sermos intensamente felizes: é quando estamos juntos com o nosso Criador.

Nessa Terra não sabemos como é isso pois caídos em pecado, temos medo da presença de DEUS. Mas quando formos restaurados à condição original de antes do pecado, então teremos um tal intenso prazer com a presença de DEUS que talvez não desejemos mais nos afastar d’Ele. Quem aqui nessa Terra vive como Ele deseja, isto é, O obedece, já sabe um pouco o que é isso.

E o que DEUS providenciou para que haja essa intimidade? Ele, depois que criou tudo, em seis dias, estabeleceu o sábado. Nesse dia Ele nos pede que não façamos coisa alguma em nosso benefício pois sábado, o sétimo dia da criação, é o dia da intimidade entre DEUS e Suas criaturas.

É o dia que nos dedicamos a Ele, com exclusividade. Ele quer nesse dia nos fazer tão felizes que os restantes serão um prazer por aguardar outro sábado. Esse é o sentido de ter Ele descansado, santificado e abençoado o dia de sábado. Por isso pede que também façamos o mesmo. É para sermos felizes junto com Ele, O Criador. O sentido de se viver é ser feliz. E esse é o desejo do Criador.

REFLEXÃO: “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu, não a criando para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o Senhor e não há outro” (Isaías 45:18)

História da adoração 2 - A criação de Adão e Eva

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

“Disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gên. 1:26, pp).

Por qual motivo DEUS criaria o Universo? Por que Ele faria tantas estrelas, que não se pode contar, numa imensidão que ainda não se encontrou a dimensão de seu tamanho? Qual a razão de DEUS ter criado a natureza com suas belezas e atrativos, as plantas, os animais e tudo o mais? E por que as pequenas coisas, como o minúsculo átomo, mesmo assim, tão complexo e os minúsculos seres vivos com suas atraentes particularidades? Para que tanta diversidade na criação?

DEUS deveria ter um propósito com a criação. Qual seria esse propósito? Ele queria ver seres parecidos com Ele mesmo vivendo felizes. Era Seu objetivo colocar nessas belezas seres capazes de usufruí-las, para a sua realização de vida. E DEUS queria alegrar-se com esses seres vendo-os alegres, queria estar com eles. Não queria ficar só no Universo. Ele queria fazer tudo para que seres à semelhança d’Ele vivessem eternamente, e que jamais conhecessem a infelicidade.

Foi por esse motivo que, um dia, depois de ter criado plantas e animais no planeta Terra, Ele criou o primeiro casal. Deveriam reproduzir-se e encher a Terra. E serem felizes. Era Seu propósito que tivessem filhos, que estes constituíssem novas famílias, novos núcleos de felicidade. Ele queria expandir a felicidade a todo planeta.

O que significa ser feliz? A felicidade vem de DEUS, O Criador. Não existe possibilidade de outra fonte, porque não há outro lugar no Universo, nem outro ser, que seja amor em sua essência, em seu caráter, em sua lei. Não há outro ser no Universo que haja sempre por amor. Felicidade vem da intimidade com quem se ama, com quem nos sentimos bem, com quem nos quer bem. Felicidade é resultante do relacionamento com outros seres que desejam nos fazer felizes, é o desejo profundo de fazermos esses seres felizes.

Como a felicidade se inicia? Pela adoração! E o que é a adoração? É o relacionamento profundo com O Criador, que por ser amor, nos ama a ponto de morrer por nós. Adoração é ligar-se intimamente com DEUS por alguns momentos a cada semana. E esse momento especial foi escolhido por DEUS, é o sábado. Nesse dia DEUS decidiu que devêssemos parar todas as atividades que não contribuíssem para nossa ligação com o amor de DEUS.

Veja só. DEUS criou os seres humanos para serem sempre alegres. Para esse fim, Ele queria estar sempre junto com os seres humanos. E de tempos em tempos, Ele queria estar junto em grande intimidade. Deveriam ser momentos para Ele promover mais intensamente a felicidade dos seres que criara. Assim separou um dia em cada semana, o sétimo, para nele reservar-Se a nós. Em contrapartida pediu que também nós fizéssemos o mesmo, que nesse dia O adorássemos com exclusividade. E adorar a DEUS é ligar-se a Ele com amor mais intenso.

Esse foi o propósito de DEUS ter criado a imensidão do Universo, e nele ter posto seres à semelhança d’Ele mesmo: encher esse Universo com felicidade.

REFLEXÃO: “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança” (Sal 16:8-9)
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Digno de ser louvado

(Pr Alejandro Bullon)

"Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses" (Salmo 96:4)

Sua atitude diante de Deus e seu modo de adorá-Lo é proporcional ao tamanho do seu Deus. Neste salmo, o autor contrasta o Deus "grande e mui digno de ser louvado" com os deuses criados pelo ser humano.

Se você fabricou seu próprio Deus, é lógico que, no momento de adorá-Lo, sua preocupação será apenas com você e seus sentimentos. Por mais que você chame de Deus o objeto que suas mãos ou sua mente fabricaram, inconscientemente você se sentirá superior. Esse tipo de Deus está a seu serviço. O centro de sua adoração é você, e não Ele.

É impressionante a quantidade de vezes que os salmos enaltecem e destacam a grandiosidade de Deus. Parece que os ensinamentos desse livro se projetam diretamente para os tempos em que vivemos, onde, para muitos, Deus não passa de uma simples "idéia". Assombrou-me a entrevista de um destacado professor universitário que nasceu e cresceu na igreja. "Deus é uma idéia positiva", afirmou ele, diante das câmeras de televisão: "Se tivesse que dar hoje uma educação para meus filhos, lhes ensinaria a confiar em Deus. Não como o Deus que os cristãos ensinam. Apenas como uma ideia positiva que faz muito bem."
Sabe por que o ser humano chega a essa conclusão? Por causa do desejo de libertinagem, que ele confunde com liberdade. "Não quero um deus que me escravize." "Eu já superei essa etapa", diz, tentando se libertar de qualquer princípio orientador que vá contra seu instinto.
O caminho da felicidade é estabelecido por um Deus "digno de ser louvado", e "mais temível que todos os deuses" (Sl 96:4). Esse temor não nasce do medo e sim da reverência, do reconhecimento de que não sou uma partícula independente, perdida no Universo. Tenho uma origem certa e um destino glorioso. Meu princípio e meu fim se encontram no Deus eterno, que um dia me criou por amor.
Por mais que os desafios que você enfrenta hoje sejam grandes, por mais que você sinta que não tem forças para resistir às provações da vida, não desanime nem desmaie. Não desista, nem esmoreça, "porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses".

REFLEXÃO: "Exaltar-te-ei, ó Deus meu, e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. Todos os dias te bendirei, e louvarei o teu nome para todo o sempre. GRANDE É O SENHOR E MUI DIGNO DE SER LOUVADO; a sua grandeza é insondável. Uma geração louvará a outra geração as tuas obras, e anunciará os teus poderosos feitos. Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade, e nas tuas maravilhas" (Salmo 145:1-5).

Consagração e Excelência

(adaptado do texto de Maria C P Leite)

"Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao Senhor" (Êxodo 32:29)

A nossa querida e um tanto complexa língua portuguesa tem, para a palavra "consagração" as seguintes acepções: "honra ou aplauso; ato de investidura pastoral; dedicação à divindade; oferecer-se ao serviço de Deus", entre outros sentidos registrados nos bons dicionários.

A Palavra de Deus nos ensina que viver em consagração significa viver uma vida que está baseada firmemente em Jesus Cristo e se expressa, visivelmente, por uma forma de vida de quem cumpre as normas de Deus, quanto à fé, à conduta diária, ao amor e ao serviço à igreja local, principalmente.

Dentro do homem, existem duas forças conflitantes: o bem e o mal que estão sempre lutando, porque são reinos opostos. Um deles sairá vitorioso. Mas "se somos guiados pelo Espírito", isto é, se Deus nos orienta continuamente, conseguiremos vencer a carne e viver em consagração ao Pai, viver em santidade. O exercício da santidade exige renúncia, resistência às tentações deste mundo e afastamento de TODO o tipo de pecado. Consagração da vida a Deus é manter-se irrepreensível. É possível? Não é fácil. Só com a ajuda do Espírito Santo, o cristão poderá se manter irrepreensível, sendo um exemplo por onde andar. "Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Filipenses 2:14-15).

Como destacamos no início desta reflexão, "consagração" é "dedicação à divindade e oferecer-se ao serviço de Deus". Com que motivação, com que nível de entrega, de dedicação, de consagração estamos servindo à obra de Deus? Deus nos desafia a serví-Lo com excelência: "Eu sou o Senhor, vosso Deus, portanto, vós vos consagreis e sereis santos, porque Eu sou Santo" (Levítico 11:44). O potencial que Deus colocou dentro de nós é infinito, mas só vem à tona, só se torna real, quando decidimos viver com excelência, servir a Deus em consagração qualificada. Devemos orar a Deus, pedindo esse espírito de excelência, com atitudes melhores a cada dia.

O que podemos fazer para aprimorar nossa consagração, buscando excelência? Algumas sugestões:
1 - Conhecer mais e melhor a Palavra de Deus. - Salmo 1:2; Tiago 1:21-22.
2 - Ter uma vida diária de oração e comunhão com Deus - Dan 6:10; Luc 18:1.
3 - Decidir vencer a natureza carnal que é falha - Col 3:1-2; Rom 12:21.
4 - Fazer com que o mundo veja a luz de Deus em nós e aprenda a glorificar a Deus - Mat 5:16.
5 - Dedicar-nos a Deus e aos irmãos, sabendo que Ele nos concedeu dons para servir - I Tim 4:15; Col 4:17; Mat 6:1-4.

O jovem rico (Mateus 19:16-22) consagrava-se em parte, mas não totalmente. Esse é um perigo que ameaça todo cristão. Os efeitos de uma consagração incompleta se fazem sentir: falta de poder e de confiança, falta de paz, alegria e esperança!

A "alegria sagrada", verdadeira alegria, estará presente na medida em que crescemos na santidade e na consagração de nossa vida a Deus!

REFLEXÃO: "... Eu sou o Senhor, Eu os santifico" (Levítico 22:32)

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