Lição 08 - 12 a 18 de novembro de 2011
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se um filho, em seguida, uma herdeiro de Deus por Cristo.” Gl 4:7 – Webster.
É maravilhosa a maneira enfática como as Escrituras tratam, mediante imagens, figuras e metáforas, de ensinar sobre a perniciosidade do pecado. Paulo usa a lamentável situação da escravatura para mostrar que o pecado é um detestável e cruel “senhor de engenho”, poderoso para reter homens e mulheres em sua fazenda de horrores.
Não há senão dois senhores neste mundo: Deus ou Satanás. Ou servimos a um, ou servimos a outro. Não dá para “fazer política” entre os dois reinados. Não pode haver acordos, tréguas, armistícios, fusões ou coligações.
Eis a situação natural do homem: “Sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Rm 7:14) Carne ou velha natureza e pecado são xifópagos, isto é, tem seus corpos ligados.
O que fez Jesus? “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que por sua morte destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Hb 2:14, 15)
Visto ser a morte o aguilhão do pecado, Cristo destruiu ambos e rompeu os grilhões da iniquidade. Deu-nos a opção da pureza, santidade, justiça e vida eterna.
Na partilha dos “bens” do maligno, seus filhos herdarão a morte eterna cremados no lago de fogo e enxofre. Mas os justos herdarão a Terra, porque são co-herdeiros com Cristo e herdeiros de Deus. E o que os filhos de Deus herdam? O bem mais precioso não é a vida eterna, mas a vida de Cristo em nós. Quando pudermos dizer: “Vivo, não mais eu...” já estaremos antecipadamente na posse da maior de todas as heranças.
Há uma história que conta de um rei que estava realizando caçadas num bosque. Subitamente encontrou um menino cego e órfão que vivia perdido entre as árvores, e mais parecendo um animal selvagem do que gente.
O soberano ficou compadecido do menino e o adotou como filho, levando-o a viver no palácio. Transmitiu-lhe todo o conhecimento possível e transformou-o em príncipe herdeiro de seu reino. Quando o jovem completou 21 anos de idade contratou os serviços de um oftalmologista famoso e a visão do rapaz foi restituída.
O jovem ficou encantado com as cores e a magnificência do palácio. Antes ele pouco percebia, mas agora podia ter percepções visuais esplendorosas da corte. Até a morte de seu pai passou ele por rigoroso preparo para ser o monarca sucessor. Que transformação!
Jesus Cristo é o Rei de todos os reis que nos encontrou vivendo como bestas-feras na escuridão deste mundo abjeto. Éramos desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus. Lavou-nos com Seu sangue purificador e curador, cobriu-nos com Seu manto real de justiça e nos proclamou herdeiros do Universo.
DOMINGO - Nossa condição em Cristo (Gl. 3:26-29)
“Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” (Gl 3:26-29)
Primeiro privilégio – Somos filhos de Deus. Não simplesmente criaturas de Deus, mas membros de Sua família dotados de poder para a justiça (ver Jo 1:12). Nessa maravilhosa condição, são guiados pelo Santo Espírito do Senhor (Rm 8:14). Como filhos, na ressurreição, teremos corpo semelhante ao de Cristo Jesus (I Jo 3:2)
Segundo privilégio – “Revestidos de Cristo”. A expressão paulina é o mesmo que dizer “revestidos da justiça de Cristo”, isto é, justificados perante Deus, Sua Santa Lei e todo o Universo. Revestidos também de poder do Espírito Santo e prontos a testemunhar: “Se nos achamos revestidos da justiça de Cristo, e cheios da alegria proveniente da habitação de Seu Espírito em nós, não nos será possível calar-nos. Se provamos e vimos que o Senhor é bom, teremos alguma coisa a dizer.” CC, 78. “Podemos ser fortes no Senhor e na força do Seu poder. Recebendo a Cristo, somos revestidos do Seu poder. Ao habitar Cristo em nós, Sua força vem a ser nossa. Sua verdade será vista em nós abundantemente. Nenhuma injustiça é vista na vida. Poderemos falar palavras oportunas aos que não conhecem a verdade. A presença de Cristo no coração é um poder vitalizante que fortalece o ser todo.” CSS, 253. Esse estado antecede outro revestimento – o eterno: a posse da habitação celestial ou corpo glorioso, imortal, incorruptível (II Co 5: 2, 4).
Terceiro privilégio – Unidade em Cristo. Somos membros integrantes do corpo místico de Cristo, Sua igreja. Essa é mais do que uma declaração retórica. O corpo trabalha holisticamente, isto é, em diversidade unificada promovendo a vida. Todos os que estão em Cristo formam um organismo complexo. São unidos e interligados em doutrina, procedimento, missão, louvor, adoração e testemunho. Essa união atrai o maior poder do Universo e conclama o exército angelical para trabalhar junto: “Somente enquanto estivessem unidos com Cristo podiam os discípulos esperar possuir o poder acompanhante do Espírito Santo e a cooperação dos anjos do Céu.” AA, 90.
“A união dos crentes com Cristo terá como resultado natural a união de uns com os outros, união cujo vínculo é o mais duradouro sobre a Terra. Somos um em Cristo, como Cristo é Um com o Pai. Os cristãos são ramos, apenas ramos, na Videira viva. Um ramo não deve tirar o seu sustento de outro ramo.” CSE, 77.
Quarto privilégio – Descendência de Abraão. Seja você de origem judaica ou não, recebe por meio de Cristo a mesma promessa feita ao grande patriarca. Sua progênie ou descendência herdará a terra. São herdeiros não apenas desta Terra quando for renovada por Deus em um novo gênesis. Mas também do Universo , pois tem como Pai o mesmo progenitor celeste de Abraão. Note que a herança é dupla. “Cabe a nós o decidir se ele [o maligno] terá domínio sobre nosso coração e mente, ou se havemos de alcançar um lugar na nova Terra, um título à herança de Abraão.” MJ, 105.
O batismo em Cristo, é bom esclarecer, não se constitui tão-somente de uma cerimônia pública realizada no batistério da igreja. Assim como o batizando é imerso totalmente nas águas, o batizando em Cristo submerge totalmente no Senhor. Quando isso ocorre ele faz coro com Paulo ao dizer que não vive mais, porém, Cristo, que o imergiu em Si mesmo, vive nele.
Romanos 6:3 adverte: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?”
“Batizados em Sua morte” –“Todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na Sua morte...” O que significa ser batizados em Sua morte? Verso 10: ‘Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.’ Morreu para o pecado, não pelo Seu, pois não tinha nenhum, mas ‘carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados.’ (I Pe 2:24). ‘Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades...’ (Is 53:5). Em Sua morte, o pecado morreu; por conseguinte, se somos batizados em Sua morte, também morremos para o pecado.” Waggoner.
Albert Barnes, um dos comentaristas preferidos de Ellen G. White, escreveu: “O ato do batismo denota dedicação ao serviço de Cristo, em cujo nome fomos batizados. Um de nossos deveres é dedicar-nos ou consagrar-nos ao serviço de Cristo. Assim (I Co 10:2) é dito dos israelitas terem sido ‘batizados em Moisés na nuvem e no mar’, isto é, eles se tornaram consagrados, dedicados ou ligados a ele como seu líder e legislador. Ao argumentar conosco o apóstolo está evidentemente julgando que fomos solenemente consagrados pelo batismo ao serviço de Cristo; e que pecar é, portanto, uma violação da verdadeira natureza de nossa profissão cristã.”
SEGUNDA - Presos a princípios rudimentares
Paulo faz um paralelo entre o direito civil da época e a salvação em Cristo. Primeiramente ele define os limites jurídicos do herdeiro: sua posse de bens é apenas potencial. Sua menoridade o impede de dispor de qualquer bem que pertença ao pai. No Código Civil Brasileiro, cap. I, artigo 5, diz que “a menoridade cessa aos dezoito anos completos”. Nos tempos de Paulo, a emancipação do herdeiro era determinada pelo pai (Gl 4:2), que era o primeiro gestor da herança ou proprietário total.
Em caso de falecimento do pai ou por manifestação volitiva (de sua vontade), eram nomeados tutores (epitropos - que detinham a guarda pessoal da criança) e curadores (oikonomos) ou gerentes dos bens pessoais, inclusive dinheiro.
O caso do filho pródigo, que quis e recebeu a herança ainda em vida, é uma exceção. Unicamente o consentimento de seu pai é que lhe permitiu entrar “na bolada”.
Ora, o papel dos tutores e curadores era temporário (“até o tempo predeterminado pelo pai”). Eles apenas, como mordomos, administravam os bens e cuidavam da educação e desenvolvimento da criança. Não podiam dispor das propriedades.
“Assim também”
Da mesma forma ocorreu com a raça decaída. Na plenitude dos tempos, isto é, no momento mais apropriado para o plano da salvação, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, ou humanizado. "’Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho.’ A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador. As nações estavam unidas sob o mesmo governo. Falava-se vastamente uma língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura. De todas as terras os judeus da dispersão reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais. Ao voltarem para os lugares de sua peregrinação, podiam espalhar por todo o mundo as novas da vinda do Messias.” DTN, 32.
“Nascido sob a lei...” a Lei de Moisés. Foi circuncidado ao oitavo dia; fez seu bar-mitzvah (filho dos mandamentos - aos 12 anos) cumpriu todas as obrigações da lei mosaica celebrando páscoas, pentecostes, festa dos tabernáculos, festa das primícias, até cravá-las na cruz.
A menoridade espiritual de que Paulo fala no verso 3, quando havia sujeição aos “rudimentos do mundo”, ou seja, aos princípios elementares da vida.
Mas em Cristo recebemos a adoção de filhos. E, como filhos, herdeiros do Pai. A primeira grande herança que recebemos foi a dotação do Espírito Santo para que esteja conosco e em nós. EGW diz que no dom do Espírito vêm todas as outras bênçãos. “Cristo é capaz de levantar os maiores pecadores, colocando-os no estado em que serão reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo da herança imortal.” CBV, 169.
A vida de fé é evolutiva. As alturas a atingir são cada vez maiores. Os rudimentos da fé, os elementos basilares da vida espiritual, servem-nos de plataforma para alcançar a estatura plena de homens e mulheres em Cristo Jesus. Anões espirituais são aqueles que estão na igreja, mas não progridem na piedade prática ou reprodução dos caracteres de Cristo na alma.
Os crentes coríntios são um exemplo do que estamos nos referindo: “Muitos dos crentes coríntios haviam sido tardos em aprender as lições que ele procurava lhes ensinar. Seu progresso no conhecimento espiritual não havia sido proporcional a seus privilégios e oportunidades. Quando deviam estar muito adiantados na experiência cristã, e capazes de compreender e praticar as profundas verdades da Palavra, ainda estavam onde estiveram os discípulos quando Cristo lhes dissera: ‘Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.’ Jo 16:12.” AA, 271.
“Devemos fazer tudo que pudermos de nossa parte para combater o bom combate da fé. Devemos lutar, labutar e esforçar-nos por entrar pela porta estreita. Sempre devemos pôr o Senhor diante de nós. Com mãos limpas, com coração puro, temos de procurar honrar a Deus em todos os nossos caminhos. Foi-nos provido auxílio nAquele que é poderoso para salvar. O espírito de verdade e luz nos vivificará e renovará por suas misteriosas atuações; pois todo o nosso progresso espiritual vem de Deus, e não de nós mesmos. O verdadeiro obreiro terá poder divino para ajudá-lo, mas o ocioso não será sustentado pelo Espírito de Deus.” FO, 48.
TERÇA - “Deus enviou Seu Filho” (Gl 4:4)
Deus enviou Seu Filho, Deus deu Seu Filho Unigênito. Como já foi mencionado anteriormente, no tempo mais oportuno para a fundação do cristianismo, de acordo com a profecia das 70 semanas de anos, Jesus veio viver com os homens.
Não O enviou o Pai para julgar o mundo, se bem que esse já merecesse juízo final por causa de seus acumulados pecados. O propósito do Pai era salvar a todos. “Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.” (Jo 3:17) O Deus Onipotente entrou na história humana em carne e osso. Jesus veio revelar o amor e a glória de Deus, Seu caráter, os bons propósitos divinos acerca de nossa raça, desmascarar o maligno e seus embustes; veio engrandecer a Lei e torná-la gloriosa; veio organizar a Igreja dos últimos dias para que desse continuidade ao Evangelho Eterno. Veio trazer dons à Igreja, principalmente o Espírito Santo, que passaria a trabalhar com muito maior poder, por causa da brevidade do tempo.
Nosso Senhor veio para ser o Cordeiro Sacrificial, derramar Seu sangue precioso e com Ele entrar à presença do Pai a fim de ser nosso Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.” (Hb 8:6)
Ele não estaria habilitado a ser o Grande Sumo Sacerdote, caso não se tornasse o Cordeiro. “O sacrifício foi efetuado e completado na cruz, assim como as vítimas eram imoladas no pátio exterior. Mas era por meio do sangue dessas vítimas que o sumo sacerdote possuía autoridade para entrar no Lugar Santíssimo e, depois de entrar ali, ele precisava aspergir o sangue ainda quente, apresentando assim o sacrifício a Deus. Semelhantemente, Cristo precisava entrar num santuário a fim de apresentar o sacrifício efetuado no Calvário.” (The Epistle to the Hebrews, p. 135, by Dr. Thomas Charles Edwards). O sangue de Cristo derramado na cruz ratificou o concerto eterno feito por Deus desde antes da fundação do mundo em favor do homem.
O resgate dos que estavam debaixo da Lei (sua condenação inapelável) foi efetuado com muitas dores, renúncia, sacrifício, humilhação, rejeição e ferrenhas batalhas contra o poderoso inimigo. Como resultado, por Sua justiça obtida pela guarda impecável da Lei, Jesus pode atribuir-nos Seus méritos completos. Quem é de Cristo e movido pelo Espírito, não tem nenhuma lei contra si (ver Gl 5:23)
“Ele Se fez pecado por nós” – O que quer essa frase bíblica dizer? “Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus.” (II Co 5:21 – NTLH)
“Desde o pecado de Adão, estivera a raça humana cortada da direta comunhão com Deus; a comunicação entre o Céu e a Terra fizera-se por meio de Cristo; mas agora, que Jesus viera ‘em semelhança da carne do pecado’ (Rm 8:3), o próprio Pai falou. Antes, comunicara-Se com a humanidade por intermédio de Cristo; fazia-o agora em Cristo. Satanás esperara que, devido ao aborrecimento de Deus pelo pecado, se daria eterna separação entre o Céu e a Terra. Era, no entanto, agora manifesto que a ligação entre Deus e o homem fora restaurada.” DTN, 116.
“Cristo é um Salvador ressurreto; pois, conquanto estivesse morto, ressuscitou, vivendo sempre para fazer intercessão por nós. Devemos crer com o coração para justiça, e com a boca fazer confissão para salvação. Os que são justificados pela fé, confessarão a Cristo. ‘Quem ouve a Minha palavra, e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.’ Jo 5:24. A grande obra operada em prol do pecador, impuro e maculado pelo mal, é a obra da justificação. Por Ele, que fala a verdade, é o pecador declarado justo. O Senhor imputa ao crente a justiça de Cristo e perante o Universo o pronuncia justo. Transfere os seus pecados para Jesus, o representante, substituto e penhor do pecador. Sobre Cristo coloca Ele a iniquidade de toda alma que crê. ‘Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus.’ II Co 5:21.” ME1, 392.
"’Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.’ Fp 2:5. Pela conversão e transformação devem os homens receber os sentimentos de Cristo. Cada qual deve permanecer diante de Deus com sua fé individual, sua individual experiência, sabendo por si mesmo que Cristo, a esperança da glória, está formado no íntimo.” MCP2, 428.
QUARTA - Os privilégios da adoção (Gl 4:5-7)
Os filhos adotados são os filhos do coração. O útero conceptivo transfere-se para o útero da alma dos pais.
No primeiro século de nossa era, o pai que não tinha filhos adotava uma criança para perpetuar o seu nome e ser futuro possuidor de suas propriedades e bens.
Podemos dizer que fomos gerados e criados no coração de Deus muito antes de existirmos. Mas, ao virmos para luz neste mundo, já éramos “vendidos sob pecado” e não mais filhos de Deus, a despeito de ainda sermos Suas criaturas humanas. O pecado nos vendeu ao maligno, assim como José foi vendido por seus irmãos aos mercadores ismaelitas. Fomos comercializados pela mordida e degustação do fruto proibido. A c0rrente de males daí oriunda foi crescendo a tal ponto que o Senhor viu-Se obrigado a destruir a geração antediluviana sob as poderosas águas de Sua ira.
Mas o plano da salvação incluía o poder de recompra. Sim! O preço era incalculável, mas o Senhor se dispôs a pagá-lo. Primeiro foi necessária a encarnação (primeira fase da reaquisição); depois, a vida perfeita, inculpável, impecável, justíssima de nosso Substituto; em terceiro lugar, Sua morte redentora; em quarto lugar, Sua vida intercessora junto ao Pai.
A adoção de filhos somente foi possível depois desses quatro atos de reintegração de posse.
O atestado de adoção é dado com firma reconhecida do Espírito Santo. Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, comprovando que concordou com a adoção.
Adoção é sinônimo de aceitação. A rigor, fomos adotados ou aceitos antes de cairmos. Isso é paradoxal! Mas, leiamos Ef 1:4, 5: “Assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo [antes do pecado, portanto], para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade.”
A intencionalidade amorosa de Deus vai muito além de nossa humana compreensão. Antes de cair estávamos predestinados ou destinados por Deus para a glória eterna. Que providência!!!
A adoção tornou-nos livres, conforme a lição nos expõe, de quatro escravagismos: 1) livres do poder do diabo e de seus enganos; 2) livres da morte eterna; 3) livres do poder do pecado que domina nossa natureza decaída e; 4) livres da condenação da Lei. Não estamos incursos nas penas previstas nos dez artigos da Lei divina.
“Herdeiro” (Gl 4:7) – Paulo usa o substantivo kleronomos, que significa que graças ao Messias, recebemos a herança que a Ele pertence por direito de filiação.
Como herdeiros da mais completa fortuna do Universo, temos direito a seguranças particulares. Sim, e poderosíssimos seguranças: “Anjos de Deus, excelentes em poder, são enviados para ministrar aos herdeiros da salvação. Estes anjos, ao perceberem que estamos fazendo o último esforço possível para sermos vencedores, realizarão a sua parte e sua luz brilhará em torno de nós, dissipando a influência dos anjos maus que nos rodeiam. Criarão uma fortificação semelhante a muros de fogo à nossa volta.” Review and Herald, 19 de abril de 1870.
Os mais vis pecadores podem alcançar a condição de herdeiros: “Cristo é capaz de levantar os maiores pecadores, colocando-os no estado em que serão reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo da herança imortal.” CBV, 169.
A segunda fase da adoção de filhos é a redenção de nosso corpo (ver Rm 8:23)
Não somente nós seremos transformados, mas também o planeta em que vivemos, porque nossa adoção eterna resultará em novos céus e nova Terra. Tudo estará livre da maldição do pecado. O Espírito Santo é o penhor ou hipoteca desse direito hereditário.
“O Espírito nos sela como herdeiros “para o dia da redenção” (Ef 4:30). Ele é para nós a Testemunha de que somos filhos de Deus, embora o mundo não aceite Sua testificação. O mundo não conhece os filhos de Deus. Porém, quando se revelar a glória que Ele nos tem dado, e nossos corpos forem redimidos da destruição e brilharem à semelhança do corpo glorioso de Cristo, não haverá qualquer dúvida na mente de ninguém. Até o próprio Satanás ver-se-á obrigado a reconhecer que somos filhos de Deus e, por conseguinte, herdeiros legítimos da Terra glorificada.” Comments to the Epistle to the Romans, pp. 123, 124.
QUIN TA - Por que retornarmos à escravidão? (Gl 4:8-20)
Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, Lei Áurea – o que esses títulos legais lembram a você?
Uma pitada de História do Brasil: A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.
Pois bem. Será que os escravos libertos, depois de se sentirem pela primeira vez donos de sua vontade e com capacidade de decisão, gostariam de voltar a viver como animais nas senzalas, trabalhando 12 horas sem parar, e como compôs o Pr. Willians Costa Jr., “comendo miséria para não morrer”? Quem deles diria: “Eu gostava mais de minha vida escrava do que desta de homem livre”?
Paulo argumenta que se depois de os gálatas haverem recebido a sã doutrina do evangelho bendito de Cristo, eles adotassem as práticas da escravatura, voltariam a estar debaixo do controle do ultratirânico senhor chamado pecado, por sua própria opção. Os rudimentos do mundo são escravizantes porque procedem de Satanás e levam com certeza à ruína eterna.
O desconhecimento de Deus é a mais marcante característica da escravidão do maligno. Os homens rendem-se a falsos deuses de sua própria imaginação. Vivem sem uma lei protetora, justa, defensora dos plenos direitos humanos. A vontade do déspota e a flutuação ciclotímica (instabilidade) de seu humor são o regulamento que prevalece.
É bom observar que o apóstolo busca admoestar os gálatas que passaram do evangelho para o judaísmo ritual, retrocedendo e praticando idolatria. Como? Sim! Se eles adotassem as práticas judaicas abolidas por Cristo na cruz, estariam adorando falsos deuses tão certamente como os gentios do mundo greco-romano se curvavam ante Zeus ou Júpiter, Diana, Hera, Poseidon, Afrodite e outros.
“Sem o processo transformador que só pode advir através do divino poder, as propensões originais para o pecado permanecem no coração com toda a sua força, para forjar novas cadeias, para impor uma escravidão que nunca pode ser desfeita pela capacidade humana.” Review and Herald, 19 de agosto de 1890.
Escravatura hoje?
Amor ao mundo é escravidão, embora se disfarce como liberdade plena. É como o presidiário que sai para tomar sol no pátio da penitenciária. Ele pode ter alguma sensação de liberdade, porém, ela se desvanece ao voltar para a mal iluminada cela.
A escravatura do apetite - “A glutonaria é o pecado prevalecente neste século. O lascivo apetite torna homens e mulheres escravos, obscurecendo-lhes o intelecto e diminuindo-lhes a sensibilidade moral a tal ponto que as sagradas e elevadas verdades da Palavra de Deus não são apreciadas. As inclinações inferiores têm dominado homens e mulheres.” CSRA, 32. A quem a Sra. White está se referindo neste texto? Aos de fora ou aos de dentro?
A escravatura do formalismo – Muitos se acham tão apegados às rotinas religiosas que se tornaram escravos do formalismo. A piedade prática lhes é coisa totalmente desconhecida.
A escravatura do sensualismo – Mesmo nos intramuros de Israel muitos homens e mulheres são servos do sensualismo, dando livre curso às suas paixões.
A escravatura da indolência espiritual - “Longamente tem Deus esperado que o espírito de serviço se apodere de toda a igreja, de maneira que cada um trabalhe para Ele segundo sua habilidade. Quando os membros da igreja de Deus fizerem a obra que lhes é indicada nos necessitados campos nacionais e estrangeiros, em cumprimento da comissão evangélica, todo o mundo será logo advertido, e o Senhor Jesus retornará à Terra com poder e grande glória. "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." Mat. 24:14.
Tente identificar outras facetas da escravatura que envolve aqueles que não estão se preparando para os acontecimentos finais.
O Caminho para a Fé - Comentários da Lição 7
Lição 07 – 05 a 11 de novembro de 2011
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem.” (Gl 3:22)
“Porém as Escrituras Sagradas afirmam que o mundo inteiro está dominado pelo pecado, e isso para que as pessoas que creem recebam o que Deus promete aos que têm fé em Jesus Cristo.” (Gl 3:22 – NTLH) Em outras palavras, a Santa Bíblia mostra ao homem que ele está numa situação insustentável de transgressão contra o Céu, e que seu destino é a morte sem ressurreição eterna. Todos são pecadores. Ninguém escapa da jurisdição do pecado. Todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Mas as Escrituras trouxeram também esperança, mostrando que Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Quem no Evangelho salvador e for batizado, será salvo; quem não crer, continuará encerrado debaixo do pecado até o dia do Juízo Final.
“Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o Dia do Senhor está perto, no vale da Decisão.” (Jl 3:14) O vale da decisão é o tempo (tempo do fim) em que Deus julgará o mundo através de Cristo Jesus (At 17:31). Dois processos de decisão estão envolvidos nesse tempo: 1) O julgamento investigativo que envolve todos os que, em todos os tempos, professaram o nome de Deus e 2) O julgamento do mundo que rejeita o evangelho de Cristo e prefere seus próprios e ímpios rumos.
Deus planejou em Seu amor que cada criatura que vivesse no tempo do fim tivesse a oportunidade de tomar sua decisão por Cristo ou contra Ele. Para isso a Igreja é animada e compungida a acelerar a proclamação das boas-novas da salvação pela fé em Jesus.
O tempo do fim exige urgentemente o derramamento do Espírito Santo sobre uma igreja humilde, penitente e sequiosa de ajudar Miguel na conclusão de Sua obra.
Não estamos orando nós por despertamento, reavivamento e reforma? Não estamos, mediante o Espírito, sendo preparados para o assalto final ao pecado e seu reinado maldito? Quem orar e se humilhar receberá o dom prometido por Jesus. Aí, então, ser-Lhe-emos testemunhas tanto em Jerusalém, em Samaria e até os confins da Terra.
“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovamento da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se.” ME1, 128.
DOMINGO - A Lei e a promessa
“É a Lei, porventura, contra as promessas de Deus? De modo nenhum. Pois se tivesse sido dada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, teria sido pela Lei.” (Gl 3:21 – Tradução Brasileira)
O espírito da Lei divina é o requerimento de uma justiça tão perfeita quanto a de Deus, visto ser ela a expressão do caráter do Senhor.
Não é a Lei um caminho para a fé que salva e traz justiça? Confira: “De maneira que a lei nos serviu de aio [gr. paidagogos – tutor, guia, guardião] para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gl 3:24)
O conceito teológico aqui é simples. A Lei perturba o pecador mostrando-lhe sua desesperada e angustiosa condição. Caso sua vida venha a findar-se num momento, ele está perdido para sempre e se transformará em cinza para ser pisado pelos justos que habitarão a Nova Terra. “Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ml 4:3). Agitado pela capacidade condenatória da Lei e convencido de pecado pelo Espírito Santo, o transgressor se vale da promessa redentora de Cristo Jesus: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” (Lc 19:10)
Há também a promessa de galardão para quem guardar os mandamentos de Deus – Cristo entra no coração do penitente, santifica-o ou harmoniza-o com os santos preceitos. Quem está em consonância com a Lei fica habilitado às promessas de Deus. Deus promete morte aos transgressores contumazes. A promessa da vida eterna está ligada também aos mandamentos, porém em outra esfera. “Respondeu-lhe Jesus: Por que Me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mt 19:17) O que Jesus queria ensinar ao apresentar a Lei divina como condição da vida eterna? Vamos tentar redigir o possível diálogo entre o Mestre e o jovem doutor da lei:
- Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?
- Você, meu querido jovem, deve praticar a justiça que há na Lei de Deus.
- Que justiça, Senhor?
- A que está contida nos preceitos “não matarás”, “não furtarás”, “não dirás falso testemunho contra o teu próximo...
- Então estou quite com a Lei, pois a tenho guardado desde a minha meninice.
- Ora, assim sendo, vamos dar mais um passo de justiça para que você tome posse da promessa de Meu Pai. Venda os seus bens, alimente os muitos pobres de Jerusalém e venha ser Meu apóstolo, Meu discípulo.
Diálogo encerrado. O moço retirou-se triste.
Caso ele fizesse o que Jesus recomendou, escancararia os portais celestiais para receber todas as bênçãos das promessas.
Jesus não lhe pediu as obras da Lei do jeito que ele estava acostumado a observar. Ele solicitou renúncia, corte dos fortes laços com a idolatria do dinheiro. Cristo mandou segui-Lo e conviver com Ele para ver como a promessa de Deus e a Lei andam juntas. A Lei não é antagonista da promessa.
É imperioso entender bem o papel da Lei. A promessa é feita para que o pecador alcance a justiça que existe na Lei por meio de Jesus Cristo, o único ser humano que guardou perfeitamente e sem o mínimo reparo, os mandamentos de Deus. A Lei de Deus só dá justiça e vida àquele que se rende inteiramente à guia e ao senhorio de Cristo Jesus. É por isso que a justiça só pode ser imputada e não obtida pela eventual observância. Só pode guardar a Lei quem é justo mediante Cristo Jesus e recebe poder celeste para isso.
Apenas podemos ser os benditos juntamente com Abraão, se recebermos a promessa de salvação trazida pelo seu Descendente, Cristo Jesus, que nos trouxe salvação.
Não posso escolher entre a promessa e a Lei. Não há esse tipo de proposição ou opção nas Escrituras. A fé na promessa de purificação mediante o Salvador crucificado, leva o violador dos santos preceitos a lançar-se desesperadamente aos pés de Cristo para obter perdão ou justificação. A Lei, concluímos, conduz à promessa da doação do Redentor, entregue pelo amor de Deus à humanidade.
Uma pergunta: Por que os anjos do Céu vivem eternamente? Primeiramente porque receberam vida perene diretamente do Pai, a Única fonte de existência. Em segundo lugar, porque se encontram em harmonia com os preceitos divinos. Os anjos que pecaram (Satã e seus simpatizantes) estão condenados à morte eterna. A Lei só justifica quem é santo. A Escritura considera todos os homens pecadores; por conseguinte, vendo-lhes a impossibilidade de alcançar a vida e a justiça pela Lei, Deus formulou-lhes a promessa de vida eterna e justiça através do sangue de Cristo. O sangue de Jesus Cristo os purifica de todos os pecados e do pendor de pecar.
Depois de os santos serem glorificados por Cristo e receberem a imortalidade, a promessa não mais existirá, mas a Lei sim. Agora a promessa é para a obtenção da justiça de Cristo. Ela precede a Lei para obtenção da justificação: primeiro vem a promessa de perdão, depois o perdão em si e posteriormente a renovação em justiça, para que se cumpra o que a Escritura diz sobre os santos: “Aqui está um chamado para a resistência dos santos, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” (Ap 14:12 – Revised Standard Version)
SEGUNDA - “Debaixo da Lei”
Paulo continua discorrendo sobre o papel da Lei. No verso 23 de Gl 3 ele a descreve vindo antes da fé em Cristo como tutora e confinadora. “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.” (VARC) Outra versão fala em “tutela [proteção ou amparo] da lei”. Philips fala em “aprisionados sob o poder da lei” e que a “única esperança de livramento era pela fé que seria revelada”.
Por que o uso de termos tão severos pelo apóstolo? Para mostrar a gravidade da situação do pecador injustificado. A Lei que veio antes da fé tinha como propósito “avultar” a ofensa (Rm 5:20). Com o conhecimento da justiça absoluta da Lei, o pecador ficou encurralado moralmente. Viu-se desesperadamente perdido. Pensou que nem mesmo uma fiança de quintilhões de dólares (que, sem dúvida, jamais poderia saldar. Ver a parábola do credor incompassivo – Mt 18:24) lhe daria liberdade da condenação. Ele foi encerrado “debaixo da lei”, como se estivesse sendo comprimido por uma prensa de 100 toneladas.
Qual é a fé que “demorou” a chegar – aquela que veio depois da lei - enquanto os pobres pecadores gemiam sobre a condenação da Lei? A que fé se refere Paulo, visto que ela existe desde que o Senhor disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3:15)? Ora, o plano da salvação não era para ser implementado pela fé muito antes da fundação do mundo? Sim! Porém, a fé se tornou muito mais clara quando Jesus Se encarnou: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17) O SDA Bible Commentary diz a respeito dessa fé: “A fé do Antigo Testamento foi recompensada pelo primeiro advento de Cristo (ver Rm 16:25, 26; Hb 1:1, 2). Antes da encarnação a promessa do Redentor vindouro requeria fé em que Deus iria cumprir a promessa. Com a vinda de Cristo, a encontrou a realidade.” (pp. 960, 961) "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ... para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." (Gl 4:4 e 5)
Os judeus foram conduzidos por mais de um milênio pelos preceitos morais, cerimoniais e religiosos do sistema que Deus estabelecera. Esse complexo legal tinha o escopo de desenvolver fé no Salvador futuro por meio de símbolos, regulamentos de justiça, imagens e ritos. Era temporário, com exceção dos Dez Mandamentos, “até que viesse o Descendente a quem se fez a promessa” (Gl 3:19).
O livro “Consultoria Doutrinária” da CASA acrescenta alguma compreensão a mais sobre o assunto.
“Vê-se, claramente, que Paulo endereçava tais palavras a crentes convertidos, para os quais o mundo já havia morrido. Como se não bastassem esses versos [refere-se aos versículos de Rm 6] citados, leiamos o 17 e 0 18: ‘Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes chamados. E, libertados do pecado, fostes servos da justiça.’
“Ora, a expressão ‘obedecestes de coração à forma de doutrina’ equivale a ‘guardastes a Lei de Deus’. Sendo assim, os crentes de Roma estavam libertos do pecado, isto é, livres da condenação da lei enquanto obedecessem aos seus reclamos pela graça de Cristo. Ademais, note-se que a própria passagem em lide declara que aqueles a quem Paulo se dirige, não estão ‘debaixo da lei’, porque ‘o pecado [e não a lei] não terá domínio sobre eles.’” (p. 16)
Debaixo de chuva é estar encharcado até os ossos e sujeito a gripes, resfriados e até pneumonias. Debaixo do guarda-chuva é estar protegido do aguaceiro. Estamos agora cobertos pelo “guarda-chuva” da justiça de Cristo, mas não podemos baixá-lo, senão a tempestade (do pecado) nos pega de jeito.
“Quem sabe num dia não muito distante – pode ser até hoje mesmo, o Espírito de Deus lhe faça sentir profundamente a convicção de pecado. Você pode ter estado cheio de dúvidas e hesitações; pode ter procurado todo o tipo de desculpas e evasivas, mas nesse momento não terá como argumentar. Não lhe restará dúvida alguma com respeito à realidade de Deus e do Espírito Santo e nem terá a mínima condição de refutá-la. Reconhecerá a voz de Deus rogando à sua alma e você clamará como do antigo Israel: “... Porém não fale Deus conosco para que não morramos.” (Êx. 20:19). Você saberá o que é estar numa prisão cujas paredes acham-se bem próximas, quem sabe a 10cm de seu corpo, tornando impossível qualquer movimento ou ação de fuga. A sensação é sufocante. As histórias de pessoas que foram condenadas ao sepultamento vivo sob uma pesada laje de pedra lhe darão a vívida impressão de como é sentir-se quando as tábuas da Lei comprimem sua alma e você sente o peso da mão da justiça.
“Nesse ponto você poderá encontrar alegria ao lembrar-se de que só esteve debaixo do pecado com o propósito de receber pela fé a promessa do Espírito de Cristo (Gl 3:14). Apegando-se à promessa, descobrirá que ela é a clava para abrir o sepulcro da dúvida e da transgressão. ‘Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres.’ (Sl 124:7)” – Adaptado de ‘El Progreso del Peregrino”.
TERÇA - A Lei como nossa “defensora”
Qual é o conteúdo da Lei? Justiça, santidade, retidão, perfeição. É ela um modelo para a harmonia com o caráter de Deus e com o Universo. E isso é muito bom! Tudo quanto diz é santo, justo e bom. Ela estimula a apreensão da promessa de Deus pela fé em Cristo. Como um guia ou aio, leva-nos a Cristo. Aponta-nos o Salvador mediante cujo sacrifício podemos reconciliar-nos com Deus. Em outras palavras, como transgressor da Lei sou remetido pela Lei a Jesus Cristo para a salvação.
Temos aqui um paradoxo não contraditório, isto é, se por um lado a Lei me condena à morte por falta de justiça, por outro ela cria premente necessidade de um Salvador perfeito e me manda a Ele para absolvição.
Entendemos então que a Lei não é contrária às promessas (Gl 3:22). Se não é oposta, é a favor, certo? Sendo a favor das promessas, segue-se que também é benfeitora ao pecador ao qual as promessas foram feitas e garantidas pelo sacrifício de Cristo.
Ao estarmos “encerrados” ou “encarcerados” pela lei, vivíamos de certo modo sob sua proteção. Como? O temor santo produzido por ela impunha-nos restrições que, se não existissem, certamente nos deixaria mergulhados no mais profundo abismo e sem chance de resgate. Compará-la-íamos a uma UTI. Imaginemo-nos como pacientes em estado de coma. Internados na UTI estamos “encerrados” naquela sala especial para preservação da vida. Não podemos sair dela até que os médicos nos julguem aptos para a remoção. Na UTI há processos ativos de assepsia total para evitar contaminação e infecções. Esses só podem funcionar naquele ambiente. A Lei nos pôs em estado de coma espiritual. Agravou-nos a infecção do pecado, mas, ao mesmo tempo, encerrou-nos sob seus cuidados para evitamento de mal maior.
Quando a Escritura colocou tudo e todos debaixo do pecado usando a Lei, proporcionou-nos ensejo de, por intermédio da fé em Jesus, obter a concessão da promessa (Gl 3:22)
Nos textos em investigação nesta lição, Paulo reconhece que há justiça na Lei. Claro, pois ela é um transunto ou traslado na justiça de Deus. Porém, ele conclui que essa justiça é inatingível por meios humanos. O homem é obrigado a submeter-se a ela, porém, como incapaz, não pode responder por sua observância.
Justamente nessa mortal situação, entra em cena a solução divina para dar à Lei seu devido mérito. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar [transgredir a justiça da Lei] , temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (I Jo 2:1)
Jamieson, Fawcett e Brown comentam que “a advocacia de Cristo é nosso antídoto contra o pecado, enquanto caminharmos na luz. Para conhecer a Deus, precisamos guardar Seus mandamentos e amar os irmãos, não amar o mundo e nem dar ouvidos aos anticristos, contra os quais nossa segurança é dada através da unção divina interior, para que habitemos nEle. Assim, não seremos envergonhados na vinda de Cristo”.
A beleza da Lei que refulgiu na vida de Cristo, leva-nos a Ele - “Na época atual, a Igreja precisa vestir suas belas vestes – ‘Cristo, justiça nossa’. Há distinções claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo. A Igreja tem que manter seus princípios perante todo o Universo celeste e os reinos deste mundo, de maneira firme e decidida; uma inabalável fidelidade na manutenção da honra e da santidade da lei de Deus, despertará a atenção e admiração do mundo, e muitos, pelas boas obras que contemplarem, serão levados a glorificar nosso Pai celestial. Os que são leais e verdadeiros, são portadores de credenciais do Céu e não dos potentados da Terra. Todos os homens saberão quem são os escolhidos e fiéis discípulos de Cristo, e os conhecerão quando forem coroados e glorificados como hão de ser os que honraram a Deus, e a quem Ele honrou, tornando-os possuidores de um peso eterno de glória.” IR, 13.
QUARTA - A Lei como nossa mestra
A tutela da Lei – Há uma figura funcional pedagógica que pode explicar em parte o conceito tutelar da lei; é a do professor-tutor. Ele precisa ser um elemento crítico e mediador, e incentivar os alunos a trabalharem por si próprios nas atividades previstas em cada unidade didática que compõe a estrutura curricular do curso.
Sem querer extrapolar demais a atividade tutorial pedagógica, gostaríamos de compará-la à função mestral ou professoral da Lei de Deus. A Lei é crítica, sim. Crítica em sua atribuição de julgar o que está errado, apresentando o que é certo. A Lei pode ser mediadora? Dependendo do sentido que damos ao substantivo “mediação”. Visto estar inclusa na mediação o liame ou ligação de uma coisa à outra, o aio ou pedagogo de que a Lei nos serve faz uma ponte com Cristo Jesus, para sermos salvos dos delitos praticados contra o Deus da Justiça. Ela também nos incentiva a lutar contra o pecado naquilo que depender de nós, isto é, escolhermos sempre os caminhos da justiça, aplicando contundentes golpes ao próprio eu para reduzi-lo à servidão. Ao mostrar-nos a gravidade imponderável da transgressão, ela nos impulsiona a fugirmos de suas justas ameaças e escapar para Deus, o Único que nos pode livrar de quebrantá-la.
A Lei, como expressão do caráter divino, tem um universo infindável de coisas a nos ensinar. O Professor-Tutor que nos ministra o ensino é o Espírito Santo. É Sua função ensinar-nos os preceitos da Sagrada Lei. “Bendito és Tu, Senhor; ensina-me os Teus preceitos.” “Ensina-me, Senhor, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim.” (Sl 119:12, 33) Somos favorecidos pela Lei (Sl 119:29). De nossa parte, temos de nos sujeitar humildemente ao aprendizado, às vezes ficamos DPs (termo universitário para matérias não concluídas) por negligência.
Uma oração oportuna a fazer quando estudamos para compreender a Lei de Deus: “As Tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; ensina-me para que aprenda os Teus mandamentos.” (Sl 119:73) Como criação do Senhor temos condições, mediante o Espírito, de ampliar nossos conhecimentos da Constituição do Céu.
Veja um exemplo interessante pode ser extraído do ensino do quarto mandamento (Lei): “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro.” Esta é a sábia síntese do mandamento. Mas a Escritura regulamenta e amplia o preceito, dizendo: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Eis uma das regulamentações mostrando a extensão do preceito legal, incluindo a não profanação mediante obras incompatíveis com o espírito sabático, o pronunciamento de palavras impróprias para o tempo sagrado, a feitura da vontade pessoal voltada para entretenimentos, viagens não-missionárias, folguedos, etc. É obrigação também “amar” o sábado e considerá-lo digno de honra, não pelo tempo físico em si, mas em devoção ao Senhor que o criou e o pôs como memorial de Sua autoridade. É dia de colóquio total com o Criador.
Outro ponto vital a considerar é que a regulamentação ou explicação completa da Lei está contida em todas as Escrituras Sagradas, que foi dividida por Cristo em “Lei, profetas e salmos”. E mesmo a segunda e terceira divisões contêm ampliações da compreensão dos mandamentos.
Como aprender mais da Lei – “Bem pouco benefício, porém, se tira de uma leitura apressada das Escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira e, contudo, deixar de reconhecer-lhe a beleza ou compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma passagem que se estude até que seu sentido seja claro ao espírito e evidente sua relação para com o plano da salvação, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e sem adquirir nenhuma instrução positiva. Levai convosco a Bíblia. Quando tiverdes oportunidade, lede-a; fixai as passagens na memória. Mesmo enquanto estais a andar pela rua, podeis ler uma passagem e meditar sobre ela, fixando-a assim.” CC, 90.
O mais nobre aprendizado - “Onde acharemos leis mais nobres, puras, e justas do que as que se acham expostas nos livros dos estatutos, nos quais está registrada a instrução dada a Moisés para os filhos de Israel? De que outra fonte podemos colher semelhante força, ou aprender tão nobre ciência? Que outro livro ensinará tão bem aos homens a amar a Deus, temê-Lo e obedecer-Lhe? Que outro livro apresenta aos estudiosos ciência mais enobrecedora, história mais maravilhosa? Ele retrata claramente a justiça, e prediz a consequência da deslealdade para com a lei de Jeová.” CPPE, 498.
“O Senhor reservou para Si a educação e a instrução de Israel. Seu cuidado não se restringia aos interesses religiosos deles. Tudo que afetasse seu bem-estar mental ou físico tornava-se também objeto de solicitude divina e incluía-se na esfera da lei divina.” FEC, 95.
QUINTA - A Lei e o crente (Gl 3:25)
“Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.” (Gl 3:25). Veja o texto original e sua forma versionada em português:
Tradução Forma Grega
Mas δέ de
depois que a fé πίστις pistis (convicção)
adveio ἔρχομαι erchomai (apresentou-se)
estamos ἐσμέν esmen (estar)
não mais ἔτι eti (livres)
sob ὑπό hypo
(a tutela do) pedagogo παιδαγωγός paidagōgos (Entre os gregos e os romanos, o nome era aplicado a escravos dignos de confiança que eram encarregados de supervisionar a vida e a moralidade dos meninos pertencentes à elite. Aos meninos não era nem mesmo permitido sair de casa sem a sua companhia até que alcançassem a idade apropriada.
Quando concluímos um mestrado ou doutorado e recebemos nosso certificado, por exemplo, não precisamos mais dos serviços do professor orientador. Ele contribuiu para que montássemos nossa tese de conclusão, corrigiu-nos, criticou- nos e leu o texto final da dissertação. Isso posto, cumpriu sua missão específica. Ele não deixará de ser mestre porque encerrou suas obrigações conosco. Continuará exercendo seu magistério, transmitindo seus conhecimentos e formando novos mestres e doutores. Sua capacidade não será anulada porque nos transmitiu a ciência.
A Lei realizou sua função de aio ou pedagoga. Ela não deixa de existir porque nos levou a Cristo para que fôssemos salvos por Seu sacrifício. Agostinho de Hipona declarou: “A Lei é dada para que a graça possa ser exigida; a graça é concedida para que a Lei possa ser cumprida.” (texto extraído da obra Paul and the Law, de Charles D. Utt.
O Dr. Strong, renomado hebraísta, afirma: “A graça, contudo, não deve ser entendida como se ab-rogasse a Lei, mas sim como reafirmando-a e estabelecendo-a (Rm 3:31 ‘estabelecemos a lei’). Pelo fato de remover o que impede o perdão que Deus concede, e de habilitar o homem a obedecer, a graça assegura o perfeito cumprimento da Lei (Rm 8:4 ‘para que a justiça da lei se cumprisse em nós’).” A. H. Strong, Systematic Theology, p. 548.
Outro aspecto é que a Lei não tem apenas a função de aio. Ela é tão completa que reúne multíplices papéis. Ela é santa, justa, boa, perfeita, regra de vida, cartão de visita do Legislador, traz felicidade, alegria, harmonia, equilíbrio, paz...
Pensemos: A Lei nos serviu (pretérito perfeito) ou ainda nos serve (presente do indicativo) de aio ou pedagogo para nos levar a Cristo? Quando cometo pecado, quem me impele a buscar o Senhor Jesus para obter remissão? Você responderá corretamente: “O Espírito Santo”. E está certo. Mas em que base o Espírito me convence de pecado? Com base em Sua própria Lei.
Solomon L. Grinsburg, pastor batista de nomeada, em seu livro O Decálogo ou os Dez Mandamentos, pp. 4 e 7 expressou-se com meridiana clareza: “As ideias que alguns fazem da Lei de Deus são errôneas e muitas vezes perniciosas. O arrojo ou a ousadia dos tais chega ao ponto de ensinar ou fazer sentir que a Lei já foi abolida... Os que ensinam a mentira de que a Lei não possui mais valor... ainda não leram com certeza os versículos que nos servem de texto (Mt 5:17-19). Deus não muda, nem o Seu poder, nem a Sua glória; Seus preceitos são eternos.”
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem.” (Gl 3:22)
“Porém as Escrituras Sagradas afirmam que o mundo inteiro está dominado pelo pecado, e isso para que as pessoas que creem recebam o que Deus promete aos que têm fé em Jesus Cristo.” (Gl 3:22 – NTLH) Em outras palavras, a Santa Bíblia mostra ao homem que ele está numa situação insustentável de transgressão contra o Céu, e que seu destino é a morte sem ressurreição eterna. Todos são pecadores. Ninguém escapa da jurisdição do pecado. Todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Mas as Escrituras trouxeram também esperança, mostrando que Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Quem no Evangelho salvador e for batizado, será salvo; quem não crer, continuará encerrado debaixo do pecado até o dia do Juízo Final.
“Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o Dia do Senhor está perto, no vale da Decisão.” (Jl 3:14) O vale da decisão é o tempo (tempo do fim) em que Deus julgará o mundo através de Cristo Jesus (At 17:31). Dois processos de decisão estão envolvidos nesse tempo: 1) O julgamento investigativo que envolve todos os que, em todos os tempos, professaram o nome de Deus e 2) O julgamento do mundo que rejeita o evangelho de Cristo e prefere seus próprios e ímpios rumos.
Deus planejou em Seu amor que cada criatura que vivesse no tempo do fim tivesse a oportunidade de tomar sua decisão por Cristo ou contra Ele. Para isso a Igreja é animada e compungida a acelerar a proclamação das boas-novas da salvação pela fé em Jesus.
O tempo do fim exige urgentemente o derramamento do Espírito Santo sobre uma igreja humilde, penitente e sequiosa de ajudar Miguel na conclusão de Sua obra.
Não estamos orando nós por despertamento, reavivamento e reforma? Não estamos, mediante o Espírito, sendo preparados para o assalto final ao pecado e seu reinado maldito? Quem orar e se humilhar receberá o dom prometido por Jesus. Aí, então, ser-Lhe-emos testemunhas tanto em Jerusalém, em Samaria e até os confins da Terra.
“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovamento da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se.” ME1, 128.
DOMINGO - A Lei e a promessa
“É a Lei, porventura, contra as promessas de Deus? De modo nenhum. Pois se tivesse sido dada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, teria sido pela Lei.” (Gl 3:21 – Tradução Brasileira)
O espírito da Lei divina é o requerimento de uma justiça tão perfeita quanto a de Deus, visto ser ela a expressão do caráter do Senhor.
Não é a Lei um caminho para a fé que salva e traz justiça? Confira: “De maneira que a lei nos serviu de aio [gr. paidagogos – tutor, guia, guardião] para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gl 3:24)
O conceito teológico aqui é simples. A Lei perturba o pecador mostrando-lhe sua desesperada e angustiosa condição. Caso sua vida venha a findar-se num momento, ele está perdido para sempre e se transformará em cinza para ser pisado pelos justos que habitarão a Nova Terra. “Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ml 4:3). Agitado pela capacidade condenatória da Lei e convencido de pecado pelo Espírito Santo, o transgressor se vale da promessa redentora de Cristo Jesus: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” (Lc 19:10)
Há também a promessa de galardão para quem guardar os mandamentos de Deus – Cristo entra no coração do penitente, santifica-o ou harmoniza-o com os santos preceitos. Quem está em consonância com a Lei fica habilitado às promessas de Deus. Deus promete morte aos transgressores contumazes. A promessa da vida eterna está ligada também aos mandamentos, porém em outra esfera. “Respondeu-lhe Jesus: Por que Me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mt 19:17) O que Jesus queria ensinar ao apresentar a Lei divina como condição da vida eterna? Vamos tentar redigir o possível diálogo entre o Mestre e o jovem doutor da lei:
- Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?
- Você, meu querido jovem, deve praticar a justiça que há na Lei de Deus.
- Que justiça, Senhor?
- A que está contida nos preceitos “não matarás”, “não furtarás”, “não dirás falso testemunho contra o teu próximo...
- Então estou quite com a Lei, pois a tenho guardado desde a minha meninice.
- Ora, assim sendo, vamos dar mais um passo de justiça para que você tome posse da promessa de Meu Pai. Venda os seus bens, alimente os muitos pobres de Jerusalém e venha ser Meu apóstolo, Meu discípulo.
Diálogo encerrado. O moço retirou-se triste.
Caso ele fizesse o que Jesus recomendou, escancararia os portais celestiais para receber todas as bênçãos das promessas.
Jesus não lhe pediu as obras da Lei do jeito que ele estava acostumado a observar. Ele solicitou renúncia, corte dos fortes laços com a idolatria do dinheiro. Cristo mandou segui-Lo e conviver com Ele para ver como a promessa de Deus e a Lei andam juntas. A Lei não é antagonista da promessa.
É imperioso entender bem o papel da Lei. A promessa é feita para que o pecador alcance a justiça que existe na Lei por meio de Jesus Cristo, o único ser humano que guardou perfeitamente e sem o mínimo reparo, os mandamentos de Deus. A Lei de Deus só dá justiça e vida àquele que se rende inteiramente à guia e ao senhorio de Cristo Jesus. É por isso que a justiça só pode ser imputada e não obtida pela eventual observância. Só pode guardar a Lei quem é justo mediante Cristo Jesus e recebe poder celeste para isso.
Apenas podemos ser os benditos juntamente com Abraão, se recebermos a promessa de salvação trazida pelo seu Descendente, Cristo Jesus, que nos trouxe salvação.
Não posso escolher entre a promessa e a Lei. Não há esse tipo de proposição ou opção nas Escrituras. A fé na promessa de purificação mediante o Salvador crucificado, leva o violador dos santos preceitos a lançar-se desesperadamente aos pés de Cristo para obter perdão ou justificação. A Lei, concluímos, conduz à promessa da doação do Redentor, entregue pelo amor de Deus à humanidade.
Uma pergunta: Por que os anjos do Céu vivem eternamente? Primeiramente porque receberam vida perene diretamente do Pai, a Única fonte de existência. Em segundo lugar, porque se encontram em harmonia com os preceitos divinos. Os anjos que pecaram (Satã e seus simpatizantes) estão condenados à morte eterna. A Lei só justifica quem é santo. A Escritura considera todos os homens pecadores; por conseguinte, vendo-lhes a impossibilidade de alcançar a vida e a justiça pela Lei, Deus formulou-lhes a promessa de vida eterna e justiça através do sangue de Cristo. O sangue de Jesus Cristo os purifica de todos os pecados e do pendor de pecar.
Depois de os santos serem glorificados por Cristo e receberem a imortalidade, a promessa não mais existirá, mas a Lei sim. Agora a promessa é para a obtenção da justiça de Cristo. Ela precede a Lei para obtenção da justificação: primeiro vem a promessa de perdão, depois o perdão em si e posteriormente a renovação em justiça, para que se cumpra o que a Escritura diz sobre os santos: “Aqui está um chamado para a resistência dos santos, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” (Ap 14:12 – Revised Standard Version)
SEGUNDA - “Debaixo da Lei”
Paulo continua discorrendo sobre o papel da Lei. No verso 23 de Gl 3 ele a descreve vindo antes da fé em Cristo como tutora e confinadora. “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.” (VARC) Outra versão fala em “tutela [proteção ou amparo] da lei”. Philips fala em “aprisionados sob o poder da lei” e que a “única esperança de livramento era pela fé que seria revelada”.
Por que o uso de termos tão severos pelo apóstolo? Para mostrar a gravidade da situação do pecador injustificado. A Lei que veio antes da fé tinha como propósito “avultar” a ofensa (Rm 5:20). Com o conhecimento da justiça absoluta da Lei, o pecador ficou encurralado moralmente. Viu-se desesperadamente perdido. Pensou que nem mesmo uma fiança de quintilhões de dólares (que, sem dúvida, jamais poderia saldar. Ver a parábola do credor incompassivo – Mt 18:24) lhe daria liberdade da condenação. Ele foi encerrado “debaixo da lei”, como se estivesse sendo comprimido por uma prensa de 100 toneladas.
Qual é a fé que “demorou” a chegar – aquela que veio depois da lei - enquanto os pobres pecadores gemiam sobre a condenação da Lei? A que fé se refere Paulo, visto que ela existe desde que o Senhor disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3:15)? Ora, o plano da salvação não era para ser implementado pela fé muito antes da fundação do mundo? Sim! Porém, a fé se tornou muito mais clara quando Jesus Se encarnou: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17) O SDA Bible Commentary diz a respeito dessa fé: “A fé do Antigo Testamento foi recompensada pelo primeiro advento de Cristo (ver Rm 16:25, 26; Hb 1:1, 2). Antes da encarnação a promessa do Redentor vindouro requeria fé em que Deus iria cumprir a promessa. Com a vinda de Cristo, a encontrou a realidade.” (pp. 960, 961) "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ... para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." (Gl 4:4 e 5)
Os judeus foram conduzidos por mais de um milênio pelos preceitos morais, cerimoniais e religiosos do sistema que Deus estabelecera. Esse complexo legal tinha o escopo de desenvolver fé no Salvador futuro por meio de símbolos, regulamentos de justiça, imagens e ritos. Era temporário, com exceção dos Dez Mandamentos, “até que viesse o Descendente a quem se fez a promessa” (Gl 3:19).
O livro “Consultoria Doutrinária” da CASA acrescenta alguma compreensão a mais sobre o assunto.
“Vê-se, claramente, que Paulo endereçava tais palavras a crentes convertidos, para os quais o mundo já havia morrido. Como se não bastassem esses versos [refere-se aos versículos de Rm 6] citados, leiamos o 17 e 0 18: ‘Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes chamados. E, libertados do pecado, fostes servos da justiça.’
“Ora, a expressão ‘obedecestes de coração à forma de doutrina’ equivale a ‘guardastes a Lei de Deus’. Sendo assim, os crentes de Roma estavam libertos do pecado, isto é, livres da condenação da lei enquanto obedecessem aos seus reclamos pela graça de Cristo. Ademais, note-se que a própria passagem em lide declara que aqueles a quem Paulo se dirige, não estão ‘debaixo da lei’, porque ‘o pecado [e não a lei] não terá domínio sobre eles.’” (p. 16)
Debaixo de chuva é estar encharcado até os ossos e sujeito a gripes, resfriados e até pneumonias. Debaixo do guarda-chuva é estar protegido do aguaceiro. Estamos agora cobertos pelo “guarda-chuva” da justiça de Cristo, mas não podemos baixá-lo, senão a tempestade (do pecado) nos pega de jeito.
“Quem sabe num dia não muito distante – pode ser até hoje mesmo, o Espírito de Deus lhe faça sentir profundamente a convicção de pecado. Você pode ter estado cheio de dúvidas e hesitações; pode ter procurado todo o tipo de desculpas e evasivas, mas nesse momento não terá como argumentar. Não lhe restará dúvida alguma com respeito à realidade de Deus e do Espírito Santo e nem terá a mínima condição de refutá-la. Reconhecerá a voz de Deus rogando à sua alma e você clamará como do antigo Israel: “... Porém não fale Deus conosco para que não morramos.” (Êx. 20:19). Você saberá o que é estar numa prisão cujas paredes acham-se bem próximas, quem sabe a 10cm de seu corpo, tornando impossível qualquer movimento ou ação de fuga. A sensação é sufocante. As histórias de pessoas que foram condenadas ao sepultamento vivo sob uma pesada laje de pedra lhe darão a vívida impressão de como é sentir-se quando as tábuas da Lei comprimem sua alma e você sente o peso da mão da justiça.
“Nesse ponto você poderá encontrar alegria ao lembrar-se de que só esteve debaixo do pecado com o propósito de receber pela fé a promessa do Espírito de Cristo (Gl 3:14). Apegando-se à promessa, descobrirá que ela é a clava para abrir o sepulcro da dúvida e da transgressão. ‘Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres.’ (Sl 124:7)” – Adaptado de ‘El Progreso del Peregrino”.
TERÇA - A Lei como nossa “defensora”
Qual é o conteúdo da Lei? Justiça, santidade, retidão, perfeição. É ela um modelo para a harmonia com o caráter de Deus e com o Universo. E isso é muito bom! Tudo quanto diz é santo, justo e bom. Ela estimula a apreensão da promessa de Deus pela fé em Cristo. Como um guia ou aio, leva-nos a Cristo. Aponta-nos o Salvador mediante cujo sacrifício podemos reconciliar-nos com Deus. Em outras palavras, como transgressor da Lei sou remetido pela Lei a Jesus Cristo para a salvação.
Temos aqui um paradoxo não contraditório, isto é, se por um lado a Lei me condena à morte por falta de justiça, por outro ela cria premente necessidade de um Salvador perfeito e me manda a Ele para absolvição.
Entendemos então que a Lei não é contrária às promessas (Gl 3:22). Se não é oposta, é a favor, certo? Sendo a favor das promessas, segue-se que também é benfeitora ao pecador ao qual as promessas foram feitas e garantidas pelo sacrifício de Cristo.
Ao estarmos “encerrados” ou “encarcerados” pela lei, vivíamos de certo modo sob sua proteção. Como? O temor santo produzido por ela impunha-nos restrições que, se não existissem, certamente nos deixaria mergulhados no mais profundo abismo e sem chance de resgate. Compará-la-íamos a uma UTI. Imaginemo-nos como pacientes em estado de coma. Internados na UTI estamos “encerrados” naquela sala especial para preservação da vida. Não podemos sair dela até que os médicos nos julguem aptos para a remoção. Na UTI há processos ativos de assepsia total para evitar contaminação e infecções. Esses só podem funcionar naquele ambiente. A Lei nos pôs em estado de coma espiritual. Agravou-nos a infecção do pecado, mas, ao mesmo tempo, encerrou-nos sob seus cuidados para evitamento de mal maior.
Quando a Escritura colocou tudo e todos debaixo do pecado usando a Lei, proporcionou-nos ensejo de, por intermédio da fé em Jesus, obter a concessão da promessa (Gl 3:22)
Nos textos em investigação nesta lição, Paulo reconhece que há justiça na Lei. Claro, pois ela é um transunto ou traslado na justiça de Deus. Porém, ele conclui que essa justiça é inatingível por meios humanos. O homem é obrigado a submeter-se a ela, porém, como incapaz, não pode responder por sua observância.
Justamente nessa mortal situação, entra em cena a solução divina para dar à Lei seu devido mérito. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar [transgredir a justiça da Lei] , temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (I Jo 2:1)
Jamieson, Fawcett e Brown comentam que “a advocacia de Cristo é nosso antídoto contra o pecado, enquanto caminharmos na luz. Para conhecer a Deus, precisamos guardar Seus mandamentos e amar os irmãos, não amar o mundo e nem dar ouvidos aos anticristos, contra os quais nossa segurança é dada através da unção divina interior, para que habitemos nEle. Assim, não seremos envergonhados na vinda de Cristo”.
A beleza da Lei que refulgiu na vida de Cristo, leva-nos a Ele - “Na época atual, a Igreja precisa vestir suas belas vestes – ‘Cristo, justiça nossa’. Há distinções claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo. A Igreja tem que manter seus princípios perante todo o Universo celeste e os reinos deste mundo, de maneira firme e decidida; uma inabalável fidelidade na manutenção da honra e da santidade da lei de Deus, despertará a atenção e admiração do mundo, e muitos, pelas boas obras que contemplarem, serão levados a glorificar nosso Pai celestial. Os que são leais e verdadeiros, são portadores de credenciais do Céu e não dos potentados da Terra. Todos os homens saberão quem são os escolhidos e fiéis discípulos de Cristo, e os conhecerão quando forem coroados e glorificados como hão de ser os que honraram a Deus, e a quem Ele honrou, tornando-os possuidores de um peso eterno de glória.” IR, 13.
QUARTA - A Lei como nossa mestra
A tutela da Lei – Há uma figura funcional pedagógica que pode explicar em parte o conceito tutelar da lei; é a do professor-tutor. Ele precisa ser um elemento crítico e mediador, e incentivar os alunos a trabalharem por si próprios nas atividades previstas em cada unidade didática que compõe a estrutura curricular do curso.
Sem querer extrapolar demais a atividade tutorial pedagógica, gostaríamos de compará-la à função mestral ou professoral da Lei de Deus. A Lei é crítica, sim. Crítica em sua atribuição de julgar o que está errado, apresentando o que é certo. A Lei pode ser mediadora? Dependendo do sentido que damos ao substantivo “mediação”. Visto estar inclusa na mediação o liame ou ligação de uma coisa à outra, o aio ou pedagogo de que a Lei nos serve faz uma ponte com Cristo Jesus, para sermos salvos dos delitos praticados contra o Deus da Justiça. Ela também nos incentiva a lutar contra o pecado naquilo que depender de nós, isto é, escolhermos sempre os caminhos da justiça, aplicando contundentes golpes ao próprio eu para reduzi-lo à servidão. Ao mostrar-nos a gravidade imponderável da transgressão, ela nos impulsiona a fugirmos de suas justas ameaças e escapar para Deus, o Único que nos pode livrar de quebrantá-la.
A Lei, como expressão do caráter divino, tem um universo infindável de coisas a nos ensinar. O Professor-Tutor que nos ministra o ensino é o Espírito Santo. É Sua função ensinar-nos os preceitos da Sagrada Lei. “Bendito és Tu, Senhor; ensina-me os Teus preceitos.” “Ensina-me, Senhor, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim.” (Sl 119:12, 33) Somos favorecidos pela Lei (Sl 119:29). De nossa parte, temos de nos sujeitar humildemente ao aprendizado, às vezes ficamos DPs (termo universitário para matérias não concluídas) por negligência.
Uma oração oportuna a fazer quando estudamos para compreender a Lei de Deus: “As Tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; ensina-me para que aprenda os Teus mandamentos.” (Sl 119:73) Como criação do Senhor temos condições, mediante o Espírito, de ampliar nossos conhecimentos da Constituição do Céu.
Veja um exemplo interessante pode ser extraído do ensino do quarto mandamento (Lei): “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro.” Esta é a sábia síntese do mandamento. Mas a Escritura regulamenta e amplia o preceito, dizendo: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Eis uma das regulamentações mostrando a extensão do preceito legal, incluindo a não profanação mediante obras incompatíveis com o espírito sabático, o pronunciamento de palavras impróprias para o tempo sagrado, a feitura da vontade pessoal voltada para entretenimentos, viagens não-missionárias, folguedos, etc. É obrigação também “amar” o sábado e considerá-lo digno de honra, não pelo tempo físico em si, mas em devoção ao Senhor que o criou e o pôs como memorial de Sua autoridade. É dia de colóquio total com o Criador.
Outro ponto vital a considerar é que a regulamentação ou explicação completa da Lei está contida em todas as Escrituras Sagradas, que foi dividida por Cristo em “Lei, profetas e salmos”. E mesmo a segunda e terceira divisões contêm ampliações da compreensão dos mandamentos.
Como aprender mais da Lei – “Bem pouco benefício, porém, se tira de uma leitura apressada das Escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira e, contudo, deixar de reconhecer-lhe a beleza ou compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma passagem que se estude até que seu sentido seja claro ao espírito e evidente sua relação para com o plano da salvação, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e sem adquirir nenhuma instrução positiva. Levai convosco a Bíblia. Quando tiverdes oportunidade, lede-a; fixai as passagens na memória. Mesmo enquanto estais a andar pela rua, podeis ler uma passagem e meditar sobre ela, fixando-a assim.” CC, 90.
O mais nobre aprendizado - “Onde acharemos leis mais nobres, puras, e justas do que as que se acham expostas nos livros dos estatutos, nos quais está registrada a instrução dada a Moisés para os filhos de Israel? De que outra fonte podemos colher semelhante força, ou aprender tão nobre ciência? Que outro livro ensinará tão bem aos homens a amar a Deus, temê-Lo e obedecer-Lhe? Que outro livro apresenta aos estudiosos ciência mais enobrecedora, história mais maravilhosa? Ele retrata claramente a justiça, e prediz a consequência da deslealdade para com a lei de Jeová.” CPPE, 498.
“O Senhor reservou para Si a educação e a instrução de Israel. Seu cuidado não se restringia aos interesses religiosos deles. Tudo que afetasse seu bem-estar mental ou físico tornava-se também objeto de solicitude divina e incluía-se na esfera da lei divina.” FEC, 95.
QUINTA - A Lei e o crente (Gl 3:25)
“Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.” (Gl 3:25). Veja o texto original e sua forma versionada em português:
Tradução Forma Grega
Mas δέ de
depois que a fé πίστις pistis (convicção)
adveio ἔρχομαι erchomai (apresentou-se)
estamos ἐσμέν esmen (estar)
não mais ἔτι eti (livres)
sob ὑπό hypo
(a tutela do) pedagogo παιδαγωγός paidagōgos (Entre os gregos e os romanos, o nome era aplicado a escravos dignos de confiança que eram encarregados de supervisionar a vida e a moralidade dos meninos pertencentes à elite. Aos meninos não era nem mesmo permitido sair de casa sem a sua companhia até que alcançassem a idade apropriada.
Quando concluímos um mestrado ou doutorado e recebemos nosso certificado, por exemplo, não precisamos mais dos serviços do professor orientador. Ele contribuiu para que montássemos nossa tese de conclusão, corrigiu-nos, criticou- nos e leu o texto final da dissertação. Isso posto, cumpriu sua missão específica. Ele não deixará de ser mestre porque encerrou suas obrigações conosco. Continuará exercendo seu magistério, transmitindo seus conhecimentos e formando novos mestres e doutores. Sua capacidade não será anulada porque nos transmitiu a ciência.
A Lei realizou sua função de aio ou pedagoga. Ela não deixa de existir porque nos levou a Cristo para que fôssemos salvos por Seu sacrifício. Agostinho de Hipona declarou: “A Lei é dada para que a graça possa ser exigida; a graça é concedida para que a Lei possa ser cumprida.” (texto extraído da obra Paul and the Law, de Charles D. Utt.
O Dr. Strong, renomado hebraísta, afirma: “A graça, contudo, não deve ser entendida como se ab-rogasse a Lei, mas sim como reafirmando-a e estabelecendo-a (Rm 3:31 ‘estabelecemos a lei’). Pelo fato de remover o que impede o perdão que Deus concede, e de habilitar o homem a obedecer, a graça assegura o perfeito cumprimento da Lei (Rm 8:4 ‘para que a justiça da lei se cumprisse em nós’).” A. H. Strong, Systematic Theology, p. 548.
Outro aspecto é que a Lei não tem apenas a função de aio. Ela é tão completa que reúne multíplices papéis. Ela é santa, justa, boa, perfeita, regra de vida, cartão de visita do Legislador, traz felicidade, alegria, harmonia, equilíbrio, paz...
Pensemos: A Lei nos serviu (pretérito perfeito) ou ainda nos serve (presente do indicativo) de aio ou pedagogo para nos levar a Cristo? Quando cometo pecado, quem me impele a buscar o Senhor Jesus para obter remissão? Você responderá corretamente: “O Espírito Santo”. E está certo. Mas em que base o Espírito me convence de pecado? Com base em Sua própria Lei.
Solomon L. Grinsburg, pastor batista de nomeada, em seu livro O Decálogo ou os Dez Mandamentos, pp. 4 e 7 expressou-se com meridiana clareza: “As ideias que alguns fazem da Lei de Deus são errôneas e muitas vezes perniciosas. O arrojo ou a ousadia dos tais chega ao ponto de ensinar ou fazer sentir que a Lei já foi abolida... Os que ensinam a mentira de que a Lei não possui mais valor... ainda não leram com certeza os versículos que nos servem de texto (Mt 5:17-19). Deus não muda, nem o Seu poder, nem a Sua glória; Seus preceitos são eternos.”
"Cristão Fanático"? Sou sim!
(por Johnny Sleazer)
Com tanta negociação de "cristãos" para agradar o sistema mundano, quando um cristão segue o padrão inverso ao que virou comum pra maioria, é o doido, o fanático, fundamentalista, extremista, nazista, entre outros termos que eu ando ouvindo as tulhas de uns tempos pra cá.
Em vários países, ser cristão é sinônimo de "atestado de óbito". A perseguição nesses lugares é nua e crua, além de autorizada, levando irmãos nossos para prisões, julgamentos e mortes, as vezes até execuções sumárias, sem julgamento algum. No nosso país pseudolaico e pseudoliberal, em que "todos" têm direito à voz, o preconceito é velado. E talvez, acredito eu, por isso mesmo seja ainda mais difícil ser um cristão sério por aqui. Lá uma pessoa se torna cristã já sabendo que pode a qualquer momento ir pros braços do Pai antes do que esperava; aqui esse risco é talvez até nulo de isso acontecer (pelo menos até agora...), e com esse relaxamento nós as vezes relaxamos junto, ou seja, pra agradar amigos, pessoas, familiares, as vezes nos permitimos fazer coisas que contrariam nossa fé, ou passamos a concordar com convicções que não são as que vêm do Alto.
É bom deixar bem claro isso: Ou somos cristãos no significado pleno da palavra (similar a Cristo) ou não somos cristãos. Mesmo que desagrademos amigos, familiares, até "irmãos" da igreja, não importa, ser cristão é coisa séria. Ser "fanático" é melhor que ser JOIO. "Fanáticos" pro mundo e santos pra Deus é muito melhor que ser "legal" pro mundo e joio jogado no inferno por Deus!
Fonte: Emunah
A Morte do Evangelho da Cruz
(por Airton E. da Costa)
As Boas Novas foram substituídas pela participação dos fiéis em campanhas e pelo uso de amuletos que garantem sucesso nos negócios.
São muitos os testemunhos na televisão de empresários que ampliaram seus negócios após comparecerem com regularidade aos referidos eventos religiosos e, claro, após darem as ofertas requeridas. Não importa se continua em adultério, desonestidade, prostituição, cheio de soberba, e faça o que bem entender. Nas campanhas, é proibido falar em pecado.
Quanto às entrevistas de sucesso empresarial, observem o seguinte: “De cada dez empresas criadas no Brasil, cinco quebram antes de completarem dois anos de existência” (Pesquisa SEBRAE). “Em oito anos, quase metade das empresas criadas no País fecha” (IBGE).
A falência ou sucesso acontece com empresários católicos, evangélicos, espíritas ou ateus, participem ou não de campanhas de prosperidade. Não duvido da sinceridade dos entrevistados nem do poder de Deus para atender os desejos de cada um de seus filhos. Porém, o sucesso não decorre da participação em uma campanha. Milhares de pequenos e grandes empresários, crentes, prosperam sem que participem de qualquer campanha. E milhares, quer participem, quer não participem, não conseguem bons resultados.
O merchandising das entrevistas nunca expõe os insucessos. Ou seja, os empresários falidos, apesar dos dízimos e das campanhas, jamais serão entrevistados. Por que?
Serei mais objetivo. Num universo de 1.000 empresários ateus e 1.000 participantes de campanhas da prosperidade, o percentual de sucessos e insucessos nos negócios não se altera. Pela estatística que vimos, metade terá algum tipo de prosperidade e metade sofrerá perdas.
Notem que os entrevistados sempre começam declarando que “depois que vim para cá”, ou “depois que participei da campanha”. Raramente, glorificam a Deus pelo progresso. A glória pertence à Igreja patrocinadora do evento.
Para que houvesse transparência, imparcialidade e justiça, os menos favorecidos deveriam ser ouvidos. Porque não prosperaram? E os que experimentaram êxito, mas depois entraram em falência? E os assalariados que continuam no mesmo miserê, apesar de serem freqüentadores assíduos de tais apelos promocionais?
O Senhor garante que somos abençoados, quer participemos de campanhas, quer não. Ele diz que devemos buscar em primeiro lugar, não as campanhas, mas o Seu Reino, e “todas estas coisas nos serão acrescentadas”, isto é, o comer, o beber, o vestir.
O engano está na sutileza do merchandising.
Carta de um apóstolo moderno ao seu discípulo
(Por Thiago Ibrahim)
O apóstolo Paulo escreveu duas epístolas ao seu discípulo Timóteo com o objetivo de auxiliá-lo em sua difícil responsabilidade de pastorear a igreja de Éfeso. Como bom mentor, em suas cartas Paulo dá vários conselhos muito úteis na doutrinação da igreja e preservação das doutrinas do evangelho de Jesus Cristo.
Olhando então para a realidade da teologia da prosperidade, imaginei como seria uma carta enviada de um apóstolo da prosperidade a um de seus discípulos. O que segue é apenas fruto da observação dessa teologia que tem feito muito mal ao evangelho de Cristo e enganando a muitas pessoas com promessas de vitória e riquezas.
Prezado discípulo,
Com estes conselhos tenho a intenção de ajudar você com dicas práticas que vão te fazer ter sucesso nessa sua nova jornada, agora que você foi por mim ungido apóstolo. Leia-as com atenção e siga cuidadosamente cada dica que você ler aqui.
Evangelista? Anunciador da Salvação? Defensor da Fé? Cuidador de Almas? Pastor? Apascentador? Servidor? Não. Nada disso. Seja, na verdade, animador de auditório e fazedor de média. Existem técnicas para isso. Observe com bastante atenção as dicas e conselhos que se seguem:
Aprenda a como mexer com o ego dos outros. Quanto mais especialista em manipulação de massas você for, mais rico você vai ficar. Cursos para aprender isso? Não, não. Isso você tem que aprender olhando. Veja. Preste atenção no que eu faço, em como eu faço e me imite. Seja um mercador de religião.
Aproveite-se da miséria e da necessidade de alento do ser humano para lucrar e conseguir notoriedade. Isso é muito mais fácil do que você imagina. Pra que falar de Graça? Graça a gente acha mesmo é de ver esses fieis sendo fieis a nós enchendo os nossos cofres e contas correntes de rios de dinheiro, acreditando nos rituais mais bizarros que inventamos. Quer dinheiro mais fácil de ganhar do que esse?
Faça cara de piedoso. Treine. Olhe-se no espelho. Acredite: a quantidade de grana que você vai ganhar é proporcional ao nível de piedade aparentada por você. Fale ao coração, não ao cérebro, mexa com as emoções dos que te ouvem. Faça parecer que você se preocupa com a felicidade do seu fiel. Pode fingir, só não deixe ninguém descobrir que está fingindo. Não tenha pena de ser falso com as pessoas. Se elas não tem pena de enganarem-se a si mesmas, por que você teria?
Esqueça Deus. Essas pessoas não querem Deus, o que elas buscam é ouvir palavrinhas de conforto. Elas querem uma religião que acalente seus corações. E nós temos essa religião. Repita sempre isso: “eu tenho a religião da qual as pessoas precisam para satisfazer as suas próprias necessidades”. Se você pregar Deus, vai espantar as pessoas e, automaticamente vai perder o dinheiro que você tanto almeja e fama que te faz tão feliz e realizado. Aliás, esqueça a soberania. Quem decreta é você e tudo o que você disser a seu favor será realizado. Aconselho-te a ensinar isso também aos seus fieis. Isso ajudará na manipulação deles.
Cartas de Paulo? Não. Nem pensar. Nunca leia Romanos, Timóteo, Gálatas e jamais permita que qualquer pessoa que te segue leia esses livros. Ou melhor: Bíblia nunca, jamais, em tempo algum. Em vez dela é melhor que você use trechos daquele livro que lancei falando sobre finanças e batalha espiritual. Provavelmente, como bom discípulo que é, você já deve ter lido e conhece muito bem como utilizá-lo na doutrinação dos seus seguidores. Se houver a necessidade de usar a Bíblia (isso só deve ser feito para dar maior credibilidade àquilo que você diz) faça uso das bênçãos e maldições que Deus fez a Israel lá no Antigo Testamento. Elas são muito úteis quando se quer manipular pessoas. Mas não passe disso. Cuidado ao usar a Bíblia, pois se as pessoas começarem a ler esse livro serão libertas. E não é isso que nós queremos, não é mesmo?
Assuma um título superior; Apóstolo, no mínimo. Isso vai te ajudar a dominar as pessoas e expressar uma maior intimidade com Deus, já que é isso que as pessoas procuram. Elas querem seguir pessoas que demonstrem intimidade com Deus, em vez de buscarem elas mesmas terem intimidade com Ele. Demonstre autoritarismo. Essa é a principal característica de um líder no negócio em que você está sendo iniciado. A sua palavra tem que ser sempre a última e jamais volte atrás no que você disser. A não ser que a mudança resulte em lucro significativo para você.
Aprenda a dominar os seus seguidores. Use chavões, eles sempre funcionam. Lobotomia disfarçada. Posicione-se como ungido de Deus, assim as pessoas terão medo de discordar daquilo que você fala. Profetize sentenças para aqueles que discordarem ou se rebelarem contra aquilo o que você diz. Essa é uma das maneiras mais simples de fazer com que um seguidor seu se afaste e não dê ouvidos aos questionadores.
Por fim, caro discípulo, saiba que existem 3 formas de dominar as pessoas com a religião: pelo medo, pela culpa ou pela ganância. Esse é o tripé que deve sustentar a sua carreira. Fazendo uso dessas três ferramentas poderosíssimas, você será rico, bem sucedido e muito amado por seus fãs e fieis seguidores.
O apóstolo Paulo escreveu duas epístolas ao seu discípulo Timóteo com o objetivo de auxiliá-lo em sua difícil responsabilidade de pastorear a igreja de Éfeso. Como bom mentor, em suas cartas Paulo dá vários conselhos muito úteis na doutrinação da igreja e preservação das doutrinas do evangelho de Jesus Cristo.
Olhando então para a realidade da teologia da prosperidade, imaginei como seria uma carta enviada de um apóstolo da prosperidade a um de seus discípulos. O que segue é apenas fruto da observação dessa teologia que tem feito muito mal ao evangelho de Cristo e enganando a muitas pessoas com promessas de vitória e riquezas.
Prezado discípulo,
Com estes conselhos tenho a intenção de ajudar você com dicas práticas que vão te fazer ter sucesso nessa sua nova jornada, agora que você foi por mim ungido apóstolo. Leia-as com atenção e siga cuidadosamente cada dica que você ler aqui.
Evangelista? Anunciador da Salvação? Defensor da Fé? Cuidador de Almas? Pastor? Apascentador? Servidor? Não. Nada disso. Seja, na verdade, animador de auditório e fazedor de média. Existem técnicas para isso. Observe com bastante atenção as dicas e conselhos que se seguem:
Aprenda a como mexer com o ego dos outros. Quanto mais especialista em manipulação de massas você for, mais rico você vai ficar. Cursos para aprender isso? Não, não. Isso você tem que aprender olhando. Veja. Preste atenção no que eu faço, em como eu faço e me imite. Seja um mercador de religião.
Aproveite-se da miséria e da necessidade de alento do ser humano para lucrar e conseguir notoriedade. Isso é muito mais fácil do que você imagina. Pra que falar de Graça? Graça a gente acha mesmo é de ver esses fieis sendo fieis a nós enchendo os nossos cofres e contas correntes de rios de dinheiro, acreditando nos rituais mais bizarros que inventamos. Quer dinheiro mais fácil de ganhar do que esse?
Faça cara de piedoso. Treine. Olhe-se no espelho. Acredite: a quantidade de grana que você vai ganhar é proporcional ao nível de piedade aparentada por você. Fale ao coração, não ao cérebro, mexa com as emoções dos que te ouvem. Faça parecer que você se preocupa com a felicidade do seu fiel. Pode fingir, só não deixe ninguém descobrir que está fingindo. Não tenha pena de ser falso com as pessoas. Se elas não tem pena de enganarem-se a si mesmas, por que você teria?
Esqueça Deus. Essas pessoas não querem Deus, o que elas buscam é ouvir palavrinhas de conforto. Elas querem uma religião que acalente seus corações. E nós temos essa religião. Repita sempre isso: “eu tenho a religião da qual as pessoas precisam para satisfazer as suas próprias necessidades”. Se você pregar Deus, vai espantar as pessoas e, automaticamente vai perder o dinheiro que você tanto almeja e fama que te faz tão feliz e realizado. Aliás, esqueça a soberania. Quem decreta é você e tudo o que você disser a seu favor será realizado. Aconselho-te a ensinar isso também aos seus fieis. Isso ajudará na manipulação deles.
Cartas de Paulo? Não. Nem pensar. Nunca leia Romanos, Timóteo, Gálatas e jamais permita que qualquer pessoa que te segue leia esses livros. Ou melhor: Bíblia nunca, jamais, em tempo algum. Em vez dela é melhor que você use trechos daquele livro que lancei falando sobre finanças e batalha espiritual. Provavelmente, como bom discípulo que é, você já deve ter lido e conhece muito bem como utilizá-lo na doutrinação dos seus seguidores. Se houver a necessidade de usar a Bíblia (isso só deve ser feito para dar maior credibilidade àquilo que você diz) faça uso das bênçãos e maldições que Deus fez a Israel lá no Antigo Testamento. Elas são muito úteis quando se quer manipular pessoas. Mas não passe disso. Cuidado ao usar a Bíblia, pois se as pessoas começarem a ler esse livro serão libertas. E não é isso que nós queremos, não é mesmo?
Assuma um título superior; Apóstolo, no mínimo. Isso vai te ajudar a dominar as pessoas e expressar uma maior intimidade com Deus, já que é isso que as pessoas procuram. Elas querem seguir pessoas que demonstrem intimidade com Deus, em vez de buscarem elas mesmas terem intimidade com Ele. Demonstre autoritarismo. Essa é a principal característica de um líder no negócio em que você está sendo iniciado. A sua palavra tem que ser sempre a última e jamais volte atrás no que você disser. A não ser que a mudança resulte em lucro significativo para você.
Aprenda a dominar os seus seguidores. Use chavões, eles sempre funcionam. Lobotomia disfarçada. Posicione-se como ungido de Deus, assim as pessoas terão medo de discordar daquilo que você fala. Profetize sentenças para aqueles que discordarem ou se rebelarem contra aquilo o que você diz. Essa é uma das maneiras mais simples de fazer com que um seguidor seu se afaste e não dê ouvidos aos questionadores.
Por fim, caro discípulo, saiba que existem 3 formas de dominar as pessoas com a religião: pelo medo, pela culpa ou pela ganância. Esse é o tripé que deve sustentar a sua carreira. Fazendo uso dessas três ferramentas poderosíssimas, você será rico, bem sucedido e muito amado por seus fãs e fieis seguidores.
Bons negócios e prosperidade!
Seu Mentor e Patriarca
Seu Mentor e Patriarca
Fonte: Púlpito Cristão
O Império da Mediocridade
(por José Francisco Alves)
“O contato com a mediocridade gera mais mediocridade. Os medíocres têm medo da literatura, dos clássicos e da leitura. Têm medo do esforço, do trabalho - e da história. Acham que a escola serve para paparicar a banalidade que os miúdos levam da rua e da televisão. Eles são um perigo que anda à solta, espalhando mais mediocridade, impunemente.” (Francisco Viegas, Jornal de Notícias.)
O mal do século, segundo Richard Foster, não é o câncer, não é a AIDS, nem a Gripe H1N1, nem ainda a violência ou a corrupção, mas é a superficialidade. Um produto natural de uma época como esta é a mediocridade. Tanto a superficialidade como a mediocridade (irmãs gêmeas), não existem no vácuo, mas se expressam em pessoas. Todos nós temos, em algum momento da nossa vida, oportunidade (vergonhosa!) de expressar um “pouquinho” de mediocridade, mas tem pessoas que são absolutamente viciadas!
Esse vício, como produto do meio (e também como fomentador do meio) é assustador porque, entre outras coisas, ele é causador de outros vícios. Além disso, ele também cresce e se espalha como uma grande epidemia! Não há esfera da sociedade que não sofra de algum modo com esse mal. Mas não há lugar pior para esse vício maldito mostrar as suas garras do que na Igreja!
Os viciados em mediocridade na Igreja são amantes de si mesmo, amantes da teologia da prosperidade, caçadores dos caminhos fáceis, dos atalhos; fascinados pelos milagres, vivem enfiados nas “milagrolandias” da vida. As “milagrolandias” são igrejas sem compromisso com a Verdade, espalhafatosamente dirigidas por verdadeiros traficantes de “promessinhas”, que misturam linguajar e versos bíblicos em seus discursos entorpecentes, causando dependência mortal, e tirando daí o seu sustento!
Quanto aos viciados, a pregação bíblica lhes causa crise de abstinência (do besteirol); a leitura, sobretudo da Bíblia, é para eles um martírio; a reflexão teológica, um pesadelo. Quando estão em suas “viagens” têm sensação de plenitude, e quando afinal espalmam as mãos para cima e dizem “amém”, voltam para casa com o ar de dever cumprido: “domingo tem mais!”-... Pobres viciados!
Os medíocres estão no poder
Nada mais natural para uma era de superficialidade intensa. Pois, se a mediocridade se espalha com essa velocidade alucinante é porque tem uma liderança medíocre por trás. Como disse A.W.Tozer, todo povo é, ou virá a ser, aquilo que seus líderes são.
Logo, os viciados têm uma boa fonte de abastecimento. Como esses líderes são megalomaníacos, e os viciados em geral são fascinados pela “grandeza e o poder”, temos um sistema desgraçadamente auto-sustentável. Os líderes fingem se importar com as mazelas dos pobres seguidores. Alimentam as ilusões com milagres forjados, com palestras motivacionais (eu não ousaria chamá-las de pregação), mega-construções, mega-eventos, entretenimento à vontade, repletos de celebridades “gospel”, que servem como exemplos de vitória. E as massas pensam que um dia também vão andar de helicóptero, viajar pelo mundo, alcançar status social... Pobres viciados iludidos!
Alegram-se em fazer parte, mas na realidade não fazem. As decisões dos líderes medíocres são sempre unilaterais, privilegiando a superficialidade e desprezando quem de fato pode contribuir. Assim, ao longo do caminho, vão perdendo pessoas valorosas. Mas, porque se importar? Nunca faltarão bajuladores!
A Bíblia é tediosa nesse esquema, existe uma imitação bisonha de ensino e uma pseudo-preocupação com o conhecimento. Porém, é só olhar mais de perto para se perceber que tudo não passa de encenação. Não se incentiva os jovens a crescer no conhecimento, até porque os jovens logo questionarão. Melhor mantê-los ocupados com a “arte”. As crianças são tratadas como parte do espetáculo, o que de certa forma já as deixa bem encaminhadas no esquema. São engraçadinhas e risonhas, e dar uma encenada atenção a elas aumentará a popularidade e solidificará a perpetuação no poder. Se você acha que esse "maquiavelismo" é exagero, dê uma boa olhada à sua volta!
“Ainda há esperança”
Estes são alguns aspectos de uma realidade deprimente e desanimadora na Igreja Brasileira, mas continuamos crendo no poder transformador e restaurador do Evangelho. E é isso que nos dá esperança. Esperança não de que esse cenário vai mudar como um todo, mas de que a Igreja de Cristo é viva, e que o Senhor da Igreja dando a ela disposição para ser “coluna e esteio da verdade”, trará libertação a muitos!
Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
Fonte: Emunah
“O contato com a mediocridade gera mais mediocridade. Os medíocres têm medo da literatura, dos clássicos e da leitura. Têm medo do esforço, do trabalho - e da história. Acham que a escola serve para paparicar a banalidade que os miúdos levam da rua e da televisão. Eles são um perigo que anda à solta, espalhando mais mediocridade, impunemente.” (Francisco Viegas, Jornal de Notícias.)
O mal do século, segundo Richard Foster, não é o câncer, não é a AIDS, nem a Gripe H1N1, nem ainda a violência ou a corrupção, mas é a superficialidade. Um produto natural de uma época como esta é a mediocridade. Tanto a superficialidade como a mediocridade (irmãs gêmeas), não existem no vácuo, mas se expressam em pessoas. Todos nós temos, em algum momento da nossa vida, oportunidade (vergonhosa!) de expressar um “pouquinho” de mediocridade, mas tem pessoas que são absolutamente viciadas!
Esse vício, como produto do meio (e também como fomentador do meio) é assustador porque, entre outras coisas, ele é causador de outros vícios. Além disso, ele também cresce e se espalha como uma grande epidemia! Não há esfera da sociedade que não sofra de algum modo com esse mal. Mas não há lugar pior para esse vício maldito mostrar as suas garras do que na Igreja!
Os viciados em mediocridade na Igreja são amantes de si mesmo, amantes da teologia da prosperidade, caçadores dos caminhos fáceis, dos atalhos; fascinados pelos milagres, vivem enfiados nas “milagrolandias” da vida. As “milagrolandias” são igrejas sem compromisso com a Verdade, espalhafatosamente dirigidas por verdadeiros traficantes de “promessinhas”, que misturam linguajar e versos bíblicos em seus discursos entorpecentes, causando dependência mortal, e tirando daí o seu sustento!
Quanto aos viciados, a pregação bíblica lhes causa crise de abstinência (do besteirol); a leitura, sobretudo da Bíblia, é para eles um martírio; a reflexão teológica, um pesadelo. Quando estão em suas “viagens” têm sensação de plenitude, e quando afinal espalmam as mãos para cima e dizem “amém”, voltam para casa com o ar de dever cumprido: “domingo tem mais!”-... Pobres viciados!
Os medíocres estão no poder
Nada mais natural para uma era de superficialidade intensa. Pois, se a mediocridade se espalha com essa velocidade alucinante é porque tem uma liderança medíocre por trás. Como disse A.W.Tozer, todo povo é, ou virá a ser, aquilo que seus líderes são.
Logo, os viciados têm uma boa fonte de abastecimento. Como esses líderes são megalomaníacos, e os viciados em geral são fascinados pela “grandeza e o poder”, temos um sistema desgraçadamente auto-sustentável. Os líderes fingem se importar com as mazelas dos pobres seguidores. Alimentam as ilusões com milagres forjados, com palestras motivacionais (eu não ousaria chamá-las de pregação), mega-construções, mega-eventos, entretenimento à vontade, repletos de celebridades “gospel”, que servem como exemplos de vitória. E as massas pensam que um dia também vão andar de helicóptero, viajar pelo mundo, alcançar status social... Pobres viciados iludidos!
Alegram-se em fazer parte, mas na realidade não fazem. As decisões dos líderes medíocres são sempre unilaterais, privilegiando a superficialidade e desprezando quem de fato pode contribuir. Assim, ao longo do caminho, vão perdendo pessoas valorosas. Mas, porque se importar? Nunca faltarão bajuladores!
A Bíblia é tediosa nesse esquema, existe uma imitação bisonha de ensino e uma pseudo-preocupação com o conhecimento. Porém, é só olhar mais de perto para se perceber que tudo não passa de encenação. Não se incentiva os jovens a crescer no conhecimento, até porque os jovens logo questionarão. Melhor mantê-los ocupados com a “arte”. As crianças são tratadas como parte do espetáculo, o que de certa forma já as deixa bem encaminhadas no esquema. São engraçadinhas e risonhas, e dar uma encenada atenção a elas aumentará a popularidade e solidificará a perpetuação no poder. Se você acha que esse "maquiavelismo" é exagero, dê uma boa olhada à sua volta!
“Ainda há esperança”
Estes são alguns aspectos de uma realidade deprimente e desanimadora na Igreja Brasileira, mas continuamos crendo no poder transformador e restaurador do Evangelho. E é isso que nos dá esperança. Esperança não de que esse cenário vai mudar como um todo, mas de que a Igreja de Cristo é viva, e que o Senhor da Igreja dando a ela disposição para ser “coluna e esteio da verdade”, trará libertação a muitos!
Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
Fonte: Emunah
Halloween não é brincadeira!
(por Ciro Sanches Zibordi) Reforma Protestante é coisa séria, e Halloween não é brincadeira.
Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.
No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recentemente conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.
Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween nos Estados Unidos. Hoje, o Dia das Bruxas é muito importante para os lojistas, inclusive no Brasil. Salém, em Massachusetts (Estados Unidos), é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se, na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão. Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo.
Por outro lado, algumas denominações evangélicas, além de realizarem festas similares às juninas (o que já é um absurdo), estão promovendo também, no fim de outubro, uma espécie de Halloween, decorando o ambiente com abóboras, etc. Elas alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar.
Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa.
Lutero, então, afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências (pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade).
Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.
No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.
Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.
Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas. A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade.
Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificados entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?
Fé e Antigo Testamento - Comentários da lição 5
Lição 05 – 22 a 28 de outubro de 2011(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro).” (Gl 3:13)
O Dr. Usher ilustra a salvação contando como ele a apresentara na Turquia, certa vez. Um homem chamado Ahmed queria saber como operava o perdão. Usher disse-lhe: Suponhamos que o senhor seja um rei e tem um filho que é meu amigo e que me tem forte amizade. Eu estou na prisão por causa de uma dívida contraída com o governo e que não consegui pagar. Seu filho chega até o senhor e diz:
-- Meu pai, meu amigo se encontra na prisão por causa de uma dívida; não poderia o senhor perdoá-lo e pô-lo em liberdade?
O senhor responde: -- Meu filho, eu também amo seu amigo e não quero que ele fique preso. Mas não posso simplesmente perdoá-lo, pois, se o fizesse, estaria prejudicando todo o povo. Devo tratar a todos igualmente.
-- Pois bem, meu pai. Permita que eu pague a dívida de meu amigo para livrá-lo da prisão.
-- Por certo, filho. Caso ele aceite sua fiança, não somente permitirei que você pague a dívida, mas também quero tomar parte nessa libertação.
O filho do rei, sem perguntar se eu aceitaria ou não, vai diretamente à carceragem e paga o débito exigível. A fiança é registrada nos livros próprios e minha dívida fica solvida. Ele recebe um comprovante de pagamento no qual se acha o selo do governo e realiza minha liberação.
Chega a mim e diz: -- Amigo, vamos embora. Eu paguei sua dívida.
Ora, eu posso tomar três decisões. Digo-lhe: “Não aceito que ninguém me faça favores; não quero ficar devendo favores a ninguém! Posso pensar e dizer: “Isso é bom demais para ser verdade. Não acredito!” Ou posso abraçar meu libertador, agradecendo-o pelo imenso benefício que me fez. Não tenho como retribuir-lhe o valor gasto, mas sempre lhe serei grato.
Qualquer das duas primeiras atitudes seria indigna e ingrata de minha parte. A terceira seria a única razoável a tomar.
O plano redentor de Deus é assim: Deus é o Rei, Jesus Cristo, Seu Filho, pagou minha fiança e também a de todos os homens. Creio nisso e estou liberto do pecado e da morte. Jamais poderei pagar a Cristo o que Ele fez por mim, mas ser-Lhe-ei eternamente agradecido.
O sapientíssimo Pai já preparara nas mais remotas eras da eternidade um plano de resgate e vida para quem dele necessitasse. Nos tempos do AT, desde o Gênesis, o Senhor procurou ensinar Seus filhos que a justiça que livra da morte eterna procede dEle e de ninguém mais.
Quem crer e for batizado será salvo; quem não crer, será condenado. Assim sempre foi e sempre será até o dia final.
-- Meu pai, meu amigo se encontra na prisão por causa de uma dívida; não poderia o senhor perdoá-lo e pô-lo em liberdade?
O senhor responde: -- Meu filho, eu também amo seu amigo e não quero que ele fique preso. Mas não posso simplesmente perdoá-lo, pois, se o fizesse, estaria prejudicando todo o povo. Devo tratar a todos igualmente.
-- Pois bem, meu pai. Permita que eu pague a dívida de meu amigo para livrá-lo da prisão.
-- Por certo, filho. Caso ele aceite sua fiança, não somente permitirei que você pague a dívida, mas também quero tomar parte nessa libertação.
O filho do rei, sem perguntar se eu aceitaria ou não, vai diretamente à carceragem e paga o débito exigível. A fiança é registrada nos livros próprios e minha dívida fica solvida. Ele recebe um comprovante de pagamento no qual se acha o selo do governo e realiza minha liberação.
Chega a mim e diz: -- Amigo, vamos embora. Eu paguei sua dívida.
Ora, eu posso tomar três decisões. Digo-lhe: “Não aceito que ninguém me faça favores; não quero ficar devendo favores a ninguém! Posso pensar e dizer: “Isso é bom demais para ser verdade. Não acredito!” Ou posso abraçar meu libertador, agradecendo-o pelo imenso benefício que me fez. Não tenho como retribuir-lhe o valor gasto, mas sempre lhe serei grato.
Qualquer das duas primeiras atitudes seria indigna e ingrata de minha parte. A terceira seria a única razoável a tomar.
O plano redentor de Deus é assim: Deus é o Rei, Jesus Cristo, Seu Filho, pagou minha fiança e também a de todos os homens. Creio nisso e estou liberto do pecado e da morte. Jamais poderei pagar a Cristo o que Ele fez por mim, mas ser-Lhe-ei eternamente agradecido.
O sapientíssimo Pai já preparara nas mais remotas eras da eternidade um plano de resgate e vida para quem dele necessitasse. Nos tempos do AT, desde o Gênesis, o Senhor procurou ensinar Seus filhos que a justiça que livra da morte eterna procede dEle e de ninguém mais.
Quem crer e for batizado será salvo; quem não crer, será condenado. Assim sempre foi e sempre será até o dia final.
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Você sabe o que faz?
"A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora" (Provérbios 14:8)Uma pessoa prudente é sábia. Sabe o que faz. A vida não é para ela apenas a sucessão de acontecimentos casuais. Ela pensa, medita, avalia seu procedimento, corrige o rumo de sua vida e recua quando percebe que está errada. O termômetro para medir a “temperatura” de suas ações é a Palavra de Deus. Essa é a tocha que ilumina o seu caminho.
Por esse motivo, os minutos que você passa a sós com Deus antes de iniciar as atividades do dia são indispensáveis para uma vida produtiva. Não basta apenas saber “como” realizar bem o seu trabalho. Fazendo as coisas com eficiência, você sempre será um bom empregado. Mas se tomar tempo para pensar em por que faz o que faz, acabará sendo um líder.
“A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho”, diz Salomão. Antes de tentar entender o caminho dos outros, entenda o seu. Antes de liderar pessoas, deixe-se liderar pelo Senhor Jesus. Não existe fórmula mais perfeita para a eficiência.
O caminho dos tolos é diferente. Eles acham que sabem tudo, e na verdade nada sabem. Apenas pensam que sabem. O resultado é frustração e desapontamento.
Você sabe o que faz e por que faz? Não tema aprender. Aconselhe-se, consulte. A receita para permanecer na ignorância sobre qualquer assunto da vida é ficar satisfeito com suas opiniões e contente com o que sabe. A vida se encarregará de provar-lhe que você estava errado.
Faça de hoje um dia de avaliação. Revise os seus procedimentos, analise sua trajetória. Nunca é tarde para começar de novo. Sempre é tempo de aprender.
Como anda o seu casamento? Pode melhorar o seu relacionamento com as pessoas? Está separando tempo necessário para dialogar com seus filhos? Ou espera que tudo aconteça por acaso? Reflita nessas perguntas. Refletir é próprio de gente sábia.
Ser sábio ou insensato? Eis a questão! Deus sempre está pronto a guiar e mostrar um caminho melhor àqueles que O buscam com humildade de coração. Não se esqueça: “A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora.”
Autor desconhecido
Como manter-se ligado a Deus?
Quando o dia amanhece, a maioria das pessoas não busca a Deus, somente os seus próprios interesses. Sabendo disso, Jesus fez uma proposta muito especial para conceder-nos o privilégio de fazer parte do Seu reino de eterna felicidade. Sim! O reino do discernimento, da lucidez, do conhecimento, da sabedoria e da paz. Como obter esse reino? Como Deus deseja que eu me relacione com Ele? Que resultados positivos posso esperar? São perguntas que o pequeno estudo abaixo pretende responder.01. Quais os benefícios de buscar o reino de Deus?
“Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
COMENTÁRIO – Se eu buscar o reino de Deus em primeiro lugar, tudo que for realmente importante para minha vida me será dado.
02. Qual o caminho para chegar a Deus?
“Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:5 e 6).
COMENTÁRIO – Jesus disse: “Eu sou o caminho”.
03. O que devo pedir ao Senhor a cada manhã?
“Faze-me ouvir da tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti elevo a minha alma. Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; porque em ti é que eu me refugio. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano” (Salmo 143:8-10).
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).
COMENTÁRIO – Perdão pelos meus pecados e que me ensine diariamente a fazer a Sua vontade.
04. O que acontece quando oro a Deus?
“Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lucas 3:21 e 22).
COMENTÁRIO – O céu se abre para as providências divinas em minha vida, o Espírito Santo desce para me batizar e Deus me faz uma declaração de amor: “Filho, Eu amo você”.
05. Como devo orar?
“E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei. Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (João 14:13-15).
“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 20,21).
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).
COMENTÁRIO – Devo orar a Deus Pai, em nome de Jesus Cristo, disposto a ser obediente aos Seus mandamentos. Não devemos nos esquecer que o Espírito Santo é o nosso intercessor que opera junto ao nosso Salvador, Jesus Cristo. Assim, podemos orar também ao Espírito Santo.
06. Qual o melhor momento para buscar o reino de Deus?
“Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois é a ti que oro. Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te apresento a minha oração, e vigio” (Salmo 5:2 e 3).
COMENTÁRIO – Pela manhã, antes de qualquer atividade, para oferecer a Ele o melhor do meu tempo. Esse é o caminho para a intimidade com Deus. Começando o dia com o Criador, minha alegria é recuperada e o meu ânimo fortalecido para encarar o dia. Contudo, existem pessoas que trabalham toda a noite e dormem pela manhã. O que fazer? Não imagine tal pessoa que Deus a rejeitará, saiba que Ele pode ouvir as pessoas em qualquer momento. Se o seu dia começa às 12h ou às 16h, não se preocupe, o importante é buscar a Deus no momento em que você começa o seu dia.
07. Como Deus gosta de ser adorado?
“Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na assembléia dos santos! Alegre-se Israel naquele que o fez; regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei. Louvem-lhe o nome com danças, cantem-lhe louvores com adufe e harpa. Porque o Senhor se agrada do seu povo; ele adorna os mansos com a salvação. Exultem de glória os santos, cantem de alegria nos seus leitos. Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e na sua mão espada de dois gumes” (Salmo 149:1-6).
COMENTÁRIO – Por meio do louvor. Através dele posso expressar gratidão, alegria pelo perdão e fé. Invocando a presença de Deus diariamente por meio do louvor e da gratidão, eu O agradarei e sentirei a alegria de pertencer ao Criador do Universo. A música é um excelente meio para louvar (elogiar) a Deus.
08. Como ouvir a voz de Deus?
“Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3).
“ Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”( João 17:17).
“Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
COMENTÁRIO – O principal veículo para ouvir a voz de Deus é a Bíblia. Quando leio a Palavra, o Espírito Santo fala ao meu coração e revela-me a Sua vontade. Depois de orar e cantar, abro as Escrituras para receber a voz de Jesus.
09. O que Jesus deseja ensinar-me por meio da Bíblia?
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve” (Mateus 11:28-30).
“Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hebreus 10:38).
“E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” (Mateus 10:38).
“Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (João 15:7,10,17).
COMENTÁRIO – Cristo deseja que eu aprenda a confiar inteiramente nEle, tornando-me manso e humilde. Ou seja, preciso encarar as grandes dificuldades da vida com coragem e perseverança, mantendo-me sempre no caminho certo.
10. Que nível alcanço quando busco o reino de Deus?
“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias, mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom; Abstende-vos de toda espécie de mal” (1 Tessalonicenses 5:16-22).
COMENTÁRIO – Apesar das provas, posso ter alegria pela certeza de que Deus está comigo. Devo estar sempre aberto à atuação do Espírito Santo em minha vida, atento às advertências das Escrituras, evitando tudo que não é bom e vivendo feliz com Deus.
11. Como Jesus apresenta-Se a cada novo dia?
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (Daniel 12:3).
COMENTÁRIO – Como a Estrela da Manhã. Ele tem luz própria e brilha oferecendo-me luz e poder para que eu possa brilhar eternamente.
12. O que o Espírito Santo sente e faz por mim?
“Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?” (Tiago 4:5).
“E a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).
COMENTÁRIO – O Espírito Santo deseja ser o único em meu coração. Isso porque Ele me ama e pretende derramar todo o Seu amor em meu coração a cada dia. Ele não quer dividir o nosso amor com as coisas ruins do mundo (Tiago 4:4).
13. Como posso contribuir com o Seu reino?
“Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação” (Tiago 5:16).
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (Daniel 12:3).
COMENTÁRIO – O Senhor deseja que eu interceda por pessoas que precisam ser alcançadas pelo Evangelho e receber a cura divina.
14. Que promessa existe quando busco a Deus na primeira hora de cada dia?
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33:3).
“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).
COMENTÁRIO – Ele me garante a vitória completa em todas as áreas da vida.
15. O que eu posso dizer para Deus agora?
“…Eis-me aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade…” (Hebreus 10:9).
Fonte: Biblia on Line
“ Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”( João 17:17).
“Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
COMENTÁRIO – O principal veículo para ouvir a voz de Deus é a Bíblia. Quando leio a Palavra, o Espírito Santo fala ao meu coração e revela-me a Sua vontade. Depois de orar e cantar, abro as Escrituras para receber a voz de Jesus.
09. O que Jesus deseja ensinar-me por meio da Bíblia?
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve” (Mateus 11:28-30).
“Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hebreus 10:38).
“E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” (Mateus 10:38).
“Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (João 15:7,10,17).
COMENTÁRIO – Cristo deseja que eu aprenda a confiar inteiramente nEle, tornando-me manso e humilde. Ou seja, preciso encarar as grandes dificuldades da vida com coragem e perseverança, mantendo-me sempre no caminho certo.
10. Que nível alcanço quando busco o reino de Deus?
“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias, mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom; Abstende-vos de toda espécie de mal” (1 Tessalonicenses 5:16-22).
COMENTÁRIO – Apesar das provas, posso ter alegria pela certeza de que Deus está comigo. Devo estar sempre aberto à atuação do Espírito Santo em minha vida, atento às advertências das Escrituras, evitando tudo que não é bom e vivendo feliz com Deus.
11. Como Jesus apresenta-Se a cada novo dia?
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (Daniel 12:3).
COMENTÁRIO – Como a Estrela da Manhã. Ele tem luz própria e brilha oferecendo-me luz e poder para que eu possa brilhar eternamente.
12. O que o Espírito Santo sente e faz por mim?
“Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?” (Tiago 4:5).
“E a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).
COMENTÁRIO – O Espírito Santo deseja ser o único em meu coração. Isso porque Ele me ama e pretende derramar todo o Seu amor em meu coração a cada dia. Ele não quer dividir o nosso amor com as coisas ruins do mundo (Tiago 4:4).
13. Como posso contribuir com o Seu reino?
“Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação” (Tiago 5:16).
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (Daniel 12:3).
COMENTÁRIO – O Senhor deseja que eu interceda por pessoas que precisam ser alcançadas pelo Evangelho e receber a cura divina.
14. Que promessa existe quando busco a Deus na primeira hora de cada dia?
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33:3).
“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).
COMENTÁRIO – Ele me garante a vitória completa em todas as áreas da vida.
15. O que eu posso dizer para Deus agora?
“…Eis-me aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade…” (Hebreus 10:9).
Fonte: Biblia on Line
Cristãos Perseguidos II
"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim"
(João 15:18)
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