Comentários Lição 12 – O melhor presente do Céu (Zacarias) - Prof. Sikberto Marks

15 a 22 de Junho de 2013

Verso para memorizar: “O Senhor, seu DEUS naquele dia, os salvará, como ao rebanho do Seu povo; porque eles são pedras de uma coroa e resplandecem na terra dEle” (Zac. 9:16).

Introdução de sábado à tarde
Chegaria o grande dia do Salvador. JESUS iria vir para salvar a humanidade. Essa é uma das profecias messiânicas de Zacarias. O Rei do Universo, Criador desta Terra, Se transformaria em um mero e simples ser humano, assim Ele substituiria os homens na busca da vitória contra a situação de escravidão criada pelo pecado. Ele deixaria a Sua glória, que nem mesmo podemos imaginar. Da humildade do reino celeste, onde a glória vem pela capacidade de servir, viria para a humildade de seres humanos pecadores. Ele viria para demonstrar a obediência de Sua própria lei, que em suma é o amor incondicional a todos. Mostraria que mesmo em total condição de pecador, num corpo mortal sujeito a todas as condições dos mortais, é possível sim, amar o próximo como a si mesmo. Daí a importância da vergonhosa morte na cruz. Isso, naqueles dias difíceis de reconstrução em Jerusalém, era olhar para além daquelas dificuldades, e apegar-se na certeza de que o Salvador viria, com a finalidade de recolocar tudo outra vez no devido lugar, como era antes do pecado. E a nação santa devia ter sido a demonstração ao mundo, dessa fé, assim como nós, adventistas, da fé de que JESUS volta outra vez. Por isso somos “adventistas”.
“Pela nação judaica era o propósito de Deus comunicar ricas bênçãos a todos os povos. Por Israel devia ser preparado o caminho para a difusão de Sua luz a todo o mundo. Por seguirem práticas corruptas perderam as nações da Terra o conhecimento de Deus. Contudo, em Sua misericórdia não as destruiu. Planejava dar-lhes a oportunidade de conhecê-Lo por intermédio de Sua igreja. Tinha em vista que os princípios revelados por Seu povo seriam o meio de restaurar no homem a imagem moral de Deus.
“Para o cumprimento deste propósito, foi que Deus chamou Abraão dentre seus parentes idólatras, e lhe mandou habitar na terra de Canaã. “E far-te-ei uma grande nação”, disse, “e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.” Gên. 12:2.
“Os descendentes de Abraão, Jacó e sua posteridade, foram levados ao Egito para que no meio daquela grande e ímpia nação revelassem os princípios do reino de Deus. A integridade de José e sua maravilhosa obra em preservar a vida de todo o povo egípcio, era uma representação da vida de Cristo. Moisés e muitos outros eram testemunhas de Deus.
“Tirando Israel do Egito, o Senhor novamente mostrou Seu poder e misericórdia. Suas maravilhosas obras no livramento da escravidão e Seu modo de proceder para com eles em suas peregrinações pelo deserto, não eram somente para seu próprio benefício. Deveriam ser uma lição objetiva para as nações circunvizinhas. O Senhor Se revelou como Deus sobre toda autoridade e grandeza humanas” (Parábolas de JESUS, 286 e 287).

  1. 1.      Primeiro dia:  “O manto de um judeu”
DEUS planejou um futuro glorioso para Seu povo. Se fossem obedientes, e essa era a condição, seu país se tornaria a maior nação do mundo. Eles seriam na Palestina mais do que hoje é os Estados Unidos da América, com a diferença que atuariam por meio do exemplo, não por meio da força militar. Deveriam atrair o mundo para DEUS por meio do exemplo de obediência às Suas leis. Mas infelizmente o povo foi duro e teimoso. A cada pouco eram atraídos pelas nações que deveriam atrair, e eram conquistados pelas nações que deveriam conquistar. Adoravam os deuses que deveriam ser eliminados, e acabavam por ser dominados pelos poderes dessas nações. Lá, hoje, em nossos dias, em vez de muitos milhões de descendentes do povo de DEUS, existem em torno de 15 milhões, sofrendo ameaças por todos os lados, e odiando a muitos e sendo odiados por todos os vizinhos.
“Sua obediência à lei de Deus os tornaria uma maravilha de prosperidade ante as nações do mundo. Ele que lhes podia dar sabedoria e perícia em todo artifício, continuaria a ser Seu mestre, e os enobreceria e elevaria pela obediência a Suas leis. Se fossem obedientes seriam preservados das enfermidades que afligiam outras nações, e abençoados com vigor intelectual. A glória de Deus, Sua majestade e poder deveriam ser revelados em toda a sua prosperidade. Deveriam ser um reino de sacerdotes e príncipes. Deus lhes proveu toda a possibilidade de se tornarem a maior nação da Terra” (Parábolas de JESUS, 288).
“O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhes designara. As nações que rejeitassem o culto ou o serviço do verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. Era propósito de Deus, porém, que pela revelação de Seu caráter por meio de Israel, os homens fossem atraídos a Ele. O convite do evangelho deveria ser transmitido a todo mundo. Pela lição do sacrifício simbólico, Cristo deveria ser exaltado perante as nações, e todos os que O olhassem viveriam. Todos os que, como Raabe, a cananeia, e Rute, a moabita, se volvessem da idolatria ao culto do verdadeiro Deus, deveriam unir-se ao povo escolhido. Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo.
“Deus desejava trazer todos os povos sob Seu governo misericordioso. Desejava que a Terra se enchesse de alegria e paz. Criou o homem para a felicidade, e anseia encher da paz do Céu o coração humano. Anela que as famílias da Terra sejam um tipo da grande família do Céu.
“Israel, porém, não cumpriu o propósito de Deus” (Parábolas de JESUS, 289).
Então, quem vem cumprindo o propósito de DEUS? É a Sua igreja, a Adventista do Sétimo Dia. Sua sede fica na maior nação do mundo, seja em poder econômico, seja em poder militar. Mas a IASD não se vale desses recursos, e sim, de espalhar o amor de DEUS, esse mesmo amor demonstrado por JESUS na cruz, e é esse recurso que está atraindo multidões de todas as nações. Se não foi possível aqui na Terra virem anualmente adoradores de todos os países para Jerusalém e adorar, eles farão isto na Jerusalém celestial. A profecia se cumprirá, mais tarde que o desejado, mas o propósito de DEUS se tornará realidade.

  1. 2.      Segunda: O Rei da paz
“Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso,humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta” (Zac. 9:9) Aqui está a profecia da entrada triunfal do Senhor JESUS em Jerusalém. Era assim que os reis do povo de DEUS entravam quando se apresentavam em sua realeza, ou quando vinham de vitórias contra os inimigos.Finalmente JESUS entrou na capital como Rei, como todos esperavam. Agora Ele aceitou as homenagens que o povo, sedento por fazer isso, Lhe dava. Uma multidão O aclamou Rei de Israel.
Mas havia uma contradição para assimilar. Ela parecia uma incoerência inaceitável, porém, estava bem demonstrada na entrada de JESUS. Ele entrou, como os reis faziam, mas de modo humilde, trajado de maneira simples como sempre, e o jumento não estava aparamentado, mas ao natural. Não foram feitos grandes preparativos pomposos para a entrada de JESUS. Aparentemente era um improviso, mas não. O jumento estava no lugar certo, os discípulos deviam ir e soltá-lo. O dono do jumento veria isso e argumentaria com eles, que deveria dizer que ele serviria ao Mestre. Nesse caso o dono concordaria, e eles levariam o animal. Isso estava previsto e JESUS o providenciou; tudo bem planejado. E nada mais. Era para ser simples mesmo, e JESUS entraria com o caráter, não dos reis terrestres, mas do Rei Universal, humilde.
Destaquemos a humildade, que eles não perceberam, por isso não entenderam a aparente contradição que se materializaria na sexta-feira. Esse Rei de Israel deveria ser um Rei salvador, não um Rei conquistador do Império Romano. Ele não seria Rei de uma nação pagã para dominar, mas Rei de uma nação santa, para conquistar as pessoas para o Reino Celeste. Na cruz atrairia todos a Ele. Na cruz Se manifestaria e demonstraria a humildade real que também já havia demonstrado sobre o jumento, e em toda a Sua vida.
Então veio a contradição aparente que eles não entenderam. No domingo Ele entrou como um Rei, e na sexta-feira seguinte ele foi pendurado numa cruz como um criminoso. Aí na mente deles acabou toda a alegria, ela foi substituída pela decepção, ou como diz a Bíblia, se escandalizaram.Eles viram uma grande incoerência nesses dois fatos. E como resultado, entenderam que esse era um rei fraco, incapaz, que proclamou a sua realeza num dia e a perdeu menos de uma semana depois.Eles não entenderam a questão da humildade, que Ele demonstrou tanto na entrada triunfal quanto na cruz. E foi na cruz que Ele conquistou o direito de ser Salvador, para ser o Rei Salvador. Foi nessa peça de madeira que Ele demonstrou a fidelidade a Sua Lei, dos Dez Mandamentos, que requer a humildade a todo aquele que queira ser cidadão do reino eterno.Ele demonstrou ser capaz de ser esse Rei.
Um alerta a nós outros: não façamos confusão hoje, como fizeram naqueles dias. A humildade continua sendo um requisito sem o qual não teremos como ser aceitos no Reino de DEUS!Aliás, nem mesmo o ESPÍRITO SANTO transforma quem não busca a humildade. Como JESUS, devemos praticá-la todos os dias, como Ele, devemos ser coerentes, mesmo que outros vejam nisso total incoerência. Esse mundo só aceita como vitoriosos aqueles que são arrogantes, vaidosos e que aparentem grandiosidade material.

  1. 3.      Terça: Ele foi traspassado
Uma pergunta interessante é: como seria a história se ela não ocorresse como ocorreu? Vamos imaginar uma outra situação, a ideal. Teríamos então uma nação santa obediente e fiel. Nem precisava ser perfeita, mas ao menos sua liderança e o povo em geral, seguindo as instruções dadas por DEUS por meio dos profetas.
Quando chegasse a plenitude dos tempos, seria uma enorme nação, ocupando desde o Mar Vermelho até o Mar Mediterrâneo e até o Rio Eufrates. E JESUS nasceria sob outras circunstâncias, embora pobre. Ele certamente seria aceito pelos líderes, e faria um trabalho sem resistência por parte de Seu povo. Faria uma verdadeira obra de fortalecimento da nação, e por certo, isso, como de costume, despertaria a oposição de nações vizinhas lideradas ou influenciadas por satanás. Talvez se levantassem traidores, como Judas, em meio ao povo de DEUS, para matar JESUS. A morte de JESUS certamente seria diferente, certamente numa cruz como de fato foi, de alguma forma sob a influência do Império Romano, coligado com traidores internos.
JESUS Se levantaria, como foi, ao terceiro dia, e haveria bem maior receptividade em Seu retorno como foi na história que conhecemos. Quem sabe uma enorme aclamação, multidões se regozijando pela ressurreição. Então um grande grupo seria beneficiado pelo derramamento do ESPÍRITO SANTO, e sairia ao mundo, para proclamar, com o amparo da nação santa, mundo afora, o evangelho do CRISTO ressuscitado. Haveria uma igreja poderosa a partir de uma nação poderosa. A nação teria seus limites geográficos, mas a igreja não. Ela penetraria em todas as nações, e levaria a mensagem da salvação rapidamente.
Hoje ainda haveria uma grande nação, e certamente a sede da igreja seria ali, não nos Estados Unidos da América, que nesse caso, não seria a nação mais poderosa do mundo. O povo de DEUS antigo, ou o que restou dele, não chega hoje a 15 milhões de pessoas. É pouco menos que a quantidade de adventistas do sétimo dia. Ora, se na saída do Egito, já havia em torno de 2 milhões (só de homens acima de 20 anos havia 600 mil) como foi que esse povo resultou tão pequeno atualmente? Tinha esse povo a possibilidade de ser uma numerosa nação, mas ela é uma das menores no planeta.
Israel, ainda obediente à mensagem de JESUS CRISTO, pois a nação não O teria entregue ao poder romano, embora de alguma maneira os romanos O matassem por meio de traidores, ocuparia ainda hoje toda a região originalmente prometida a Abraão. Esse povo seria o dono do melhor petróleo e desenvolvedor das mais avançadas tecnologias que lhe renderiam dividendos para a sua glória e prosperidade. Por certo a pregação do evangelho já se teria concluído.
Mas a história não foi assim. O testemunho positivo da nação foi pequeno, sendo substituído pelo testemunho da igreja. Essa também vem enfrentando forte oposição, mas ainda persistindo no anúncio da breve volta de JESUS. Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com resistências internas e oposição externa, enfrenta mil dificuldades, mas vai em frente, pelo poder de Seu Comandante. Está sendo reavivado o trigo que nela persiste como remanescente, e será esta igreja que concluirá a divulgação da verdade no mundo, com o poder especial do ESPÍRITO SANTO. JESUS mesmo disse que derramará do Seu ESPÍRITO sobre seus servos fiéis, para que concluam a obra com uma farta colheita. Eu e você, podemos, e devemos, fazer parte dessa colheita.

  1. 4.      Quarta: O Bom Pastor
Lembra que estudamos na segunda-feira sobre a aparente contradição da triunfal entrada de JESUS na cidade de Jerusalém, a capital da nação, e na sexta-feira Ele foi crucificado? Pois hoje analisaremos os efeitos dessa situação sobre as pessoas.
A aparente contradição ocorreu na mente das pessoas, não na realidade dos fatos. JESUS estava seguindo um plano de vitória, e Ele conseguiu ser bem sucedido na execução do plano.Sim, porque Ele demonstrou a humildade necessária para vencer o pecado, o tentador e as inclinações da carne, que são pagar na mesma moeda da provocação. E provocações e ofensas não faltaram. Mas JESUS demonstrou que é humilde sempre, seja como Rei do Universo, quando estava em Seu trono, seja como mero ser humano, quanto vivia entre eles.
No entanto, as pessoas daquele tempo, assim como hoje, tinham outra visão de como é ser vencedor. Essa visão vinha do espírito de satanás. A ideia deles era que, para vencer, teria que usar da força bruta e subjugar o oponente. Porém, dessa maneira, estaria se aliando ao oponente, por usar das mesmas armas que ele, apenas que de uma maneira mais eficiente. Foi assim que um império destruía o outro, e o problema da guerra nunca se resolveu, até hoje. Poucos seres humanos são inteligentes o suficiente para entender que não é por violência nem por força que se conseguem vitórias duradouras, para sempre. Um dos seres humanos que entendeu isso foi Mahatma Gandhi (vale a pena ler sobre ele). Mas os líderes do mundo hoje, como sempre foi, armam suas nações para o uso da força. Aliás, esse está sendo um dos grandes problemas no lar, e em todas as partes. As pessoas querem subjugar outras, até colegas no ambiente de trabalho. Pois foi isso que JESUS renunciou, e demonstrou que há vitória de outra maneira, para se conquistar a paz eterna. Afinal, raciocine, como que se pode conquistar a paz subjugando por meio da força? Isso é impossível.
O povo daquele tempo, como nós também, imaginavam que JESUS deveria subjugar o Império Romano por meio da força, e no caso do Mestre que fazia milagres, por meio da força de Sua poderosa palavra. A alguém assim estavam dispostos a seguir, e por isso que O aclamaram quando entrava como Rei, na capital. Mas não atentaram de que modo pacífico e humilde Ele entrou, pois se tivessem visto esse detalhe, teriam entendido a Sua postura e comportamento quando foi preso, julgado e morto. Por não terem entendido essas coisas sutis, que só conseguem entender aqueles que permitem o ensinamento pelo ESPÍRITO SANTO, é que se escandalizaram, isto é, se decepcionaram com JESUS. Muitos nunca mais retornaram para segui-Lo, mas outros, depois de entenderem melhor, tornaram-se verdadeiramente fiéis a Ele.

  1. 5.      Quinta: Rei de toda a Terra
Ao longo das declarações dos profetas de todos os tempos, uma promessa dupla reaparece com frequência: a primeira e a segunda vinda de CRISTO. DEUS conduz aqueles que Lhe são favoráveis e procura conquistar os outros. Zacarias também profetizou sobre pessoas de todos os povos, de todos os tempos, que seriam reunidas para viverem na Nova Jerusalém, que será a capital do Universo. “Ele abriu os portais do Paraíso para todos quantos O recebem e nEle creem. A esses dá Ele o poder de se tornarem filhos e filhas de Deus. Que as aflições que nos angustiam de maneira tão cruel, se transformem em lições instrutivas, ensinando-nos a prosseguir para o alvo pelo prêmio da soberana vocação em Cristo. Sejamos animados pelo pensamento de que o Senhor logo virá. Alegre-nos o coração essa esperança. “Ainda um poucochinho de tempo, e O que há de vir virá, e não tardará.” Heb. 10:37. Bem-aventurados os servos que, quando o Senhor vier, achar vigiando!” (Testemunhos Seletos, v 3, 433 e 434).
DEUS castiga aqueles que ama. Ele não tem prazer em castigar, mas vê-se na obrigação de agir assim para não perder essas pessoas. Ele conhece o efeito de tudo, e sabe quais pessoas deixarão de perder a vida eterna por castigos. Outros, no entanto, e Ele também sabe disso, endurecem sua rebeldia.
“Estamos em caminho para casa. Aquele que nos amou de tal maneira que morreu por nós, construiu para nós uma cidade. A Nova Jerusalém é o nosso lugar de repouso” (Testemunhos Seletos, v 3, 434). “Não demorará muito até vermos Aquele em quem se centralizam as nossas esperanças de vida eterna. E em Sua presença, todas as provações e sofrimentos desta vida serão como nada” (Testemunhos Seletos, v 3, 434). Hoje é diferente de como foi no tempo de Adão, de Noé, de Abraão, de Moisés, até dos discípulos. Eles aguardavam o resgate desse imundo planeta, mas ainda havia história longa pela frente. Eles aguardavam uma cidade da qual DEUS é arquiteto e construtor. Mas nós, hoje, não. Nós sabemos que estamos no limiar da eternidade. Temos todos os profetas e temos os sinais do fim. O principal sinal do fim é a aceleração da pregação, por parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que JESUS vai voltar. Será por esses dias. Ainda há tempo de graça. É preciso aproveitar para nos prepararmos, para andarmos em humilde comunhão ao lado de nosso Salvador, dando bom testemunho de nossa fé em tudo o que fazemos, em todo o tempo.
Eu quero participar da seguinte cena: “Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: “Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” E anjos e serafins unem sua voz em adoração. Tendo os remidos contemplado o poder e malignidade de Satanás, viram, como nunca dantes, que poder algum, a não ser o de Cristo, poderia tê-los feito vencedores” (O Grande Conflito, 665).

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
Esta lição aponta fortemente para JESUS. Nos momentos de forte crise do povo de DEUS, e nos momentos quando parecia que tudo estava no fim, surgiam profetas com exortações para a mudança de vida e ao mesmo tempo, trazendo o conforto da grande esperança de um reino eterno onde o Senhor é o bom Rei e os Seus filhos vivem para sempre. Quando nada mais podia atrair o interesse das pessoas, a suprema promessa era relembrada. Sempre aparecia a mensagem que DEUS ama Seu povo. São as profecias messiânicas. Nesta lição se relembra que chegará o dia em que pessoas de todas as nações, de todos os tempos, se reunirão para em Jerusalém adorar o Criador. Essa será a Jerusalém celestial.  Essas pessoas são o remanescente vindo de todas as eras.
  • Quais os tópicos relevantes?
JESUS, para ser o Salvador e Rei eterno, teve que lutar nessa Terra diante do usurpador. A Sua morte mantendo-se fiel ao DEUS Pai foi a Sua vitória. Ele, no domingo, entrou montado como Rei sobre uma jumenta, e na sexta-feira foi morto. Ninguém ali entendeu essa atitude de JESUS, mas assim foi que conquistou a grande vitória, definitiva, sobre satanás.
O testemunho da nação do povo escolhido foi pequeno. Não chegou afetar o mundo inteiro, mas o testemunho da igreja, que seguiu ao da nação, já está, hoje, quase alcançando todo o mundo. Com o alto clamor todos saberão; então JESUS volta.
Para esse grande testemunho, DEUS derramará Seu ESPÍRITO, e a obra será concluída com extremo poder.
Assim como a primeira vinda foi a grande expectativa da nação santa, a segunda vinda, hoje, é a grande expectativa da igreja santa.
As cenas da glória futura, hoje, como em todos os tempos, são a grande motivação para mantermos ao lado de JESUS, indo avante.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)   Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Devemos nos manter ao lado de JESUS, firmes, porque falta pouco tempo para Ele retornar. Não nos devemos decepcionar se esse ou aquele membro falha ou sai da igreja. Não é tempo de nos basearmos em meros seres humanos, mas no comandante da igreja, que é JESUS, pois Ele é o vencedor.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White
“Toda alma verdadeiramente convertida sentirá intenso desejo de conduzir outros, das trevas do erro para a maravilhosa luz da justiça de Jesus Cristo. O grande derramamento do Espírito de Deus, que ilumina o mundo inteiro com a Sua glória, não se dará sem que tenhamos um povo esclarecido, que saiba por experiência própria o que significa ser colaborador de Deus. Quando nossa consagração ao serviço de Cristo for completa e de todo o coração, Deus reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não ocorrerá enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de Deus. Ele não pode conceder o Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência pessoal são manifestados; quando prevalece o espírito que, se transformado em palavras, corresponda às palavras de Caim: “Sou eu guardador do meu irmão?” Gên. 4:9.” (E Recebereis Poder, 310, grifos acrescentados).
e)      Conclusão geral
DEUS sempre esteve e sempre estará ao lado de Seus filhos, aqueles que O seguem. Talvez aconteça de nós nos decepcionarmos com alguma coisa que acontece na igreja. Mas isso não pode ser motivo de abandonarmos a DEUS saindo da igreja. Bem pelo contrário, nos cabe dar bom testemunho, e humildemente andarmos com Ele, permitir que o ESPÍRITO SANTO nos transforme e que assim sejamos salvos para a eternidade. Pelo fato de muitos se perderem mesmo estando na igreja, isso não é desculpa de abandonarmos a fé e nós também nos perdermos. Isso não é uma decisão inteligente!
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 11 – Visões de Esperança (Zacarias) - Prof. Sikberto Marks

08 a 15 de Junho de 2013

Verso para memorizar: “Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira” (Zac. 3:10).

Introdução de sábado à tarde
O profeta Zacarias, contemporâneo de Ageu estudado na semana passada, atuou uns anos depois da volta da primeira leva de judeus do exílio. Ele entrou em ação quando os voltaram do exílio andavam desanimados porque nada dava certo, o trabalho rendia pouco e uma seca não permitia safras, havendo pobreza na terra, muros ainda no chão e o templo estava destruído. O problema com Zacarias era o mesmo que com Ageu.
O livro que Zacarias escreveu é maior que os outros profetas menores, ele tem 14 capítulos. De início trata de 8 visões de Zacarias, em que se revelam as causas e os efeitos da situação na Judeia. Depois o livro apresenta informações sobre a restauração da cidade e da nação, castigos sobre outros povos, a vinda do Messias e o juízo contra os opressores de Jerusalém e a sua glória futura. Enfatiza fortemente sobre JESUS como futuro Rei.
Estudaremos nesta semana a situação idêntica à de Ageu. Já se havia passado cerca de 20 anos após o retorno da primeira turma do exílio. Eles a duras penas, com oposição de tribos inimigas, haviam reconstruído suas casas, e agora estavam pobres, apenas lutando pela sobrevivência, e bem desanimados. Foram necessários dois profetas para levantar o moral deles. Veremos nesta semana como atuou Zacarias.

  1. 1.      Primeiro dia: Palavras de vida
Não é fácil para nós, hoje, imaginarmos a situação real dos judeus que retornavam do exílio para a sua pátria. Quem retornava era a geração seguinte. A que foi castigada, em grande parte, havia morrido no exílio; retornavam os filhos e netos. E eles sabiam de seus pais e avôs o que havia acontecido, a terrível história da crueldade com que foram castigados pelo poderoso e tirano império babilônico. Por isso, ao voltarem estavam felizes, mas também apreensivos. Algo assim experimentaremos nós, no tempo da angústia, no tempo das pragas. Especialmente na angústia de Jacó, com o decreto de morte, como aconteceu com Jacó antes de se encontrar com seu irmão Esaú, que veio com 400 homens para o matar. Esse patriarca sofreu terrível angústia por causa da dúvida, se estava ou não estava em dia com DEUS, se havia ou não havia sido perdoado em tudo.
Os judeus temiam que os povos vizinhos, que sempre os hostilizavam até mesmo nos bons tempos de glória, se agora que estavam retornando, não seriam hostilizados outra vez, e talvez com perseguições ainda piores. Eles chegariam a uma terra desprotegida, em muitos lugares invadida por posseiros que deveriam ser expulsos. Haveria luta, certamente. E os povos vizinhos, sempre inimigos, não deixariam por menos, se o povo de DEUS tentasse reconstruir uma grande nação, reconstruir o templo, etc. Havia motivos para temerem.
Mas nesse contexto entrou em cena o profeta de DEUS, Zacarias, junto com Ageu. DEUS mandou dizer “tornai-vos para Mim, e Eu Me tornarei para vós”, assim disse o Senhor dos exércitos. O Senhor amava Seu povo, que esperava, agora, fosse fiel a Ele. DEUS queria reconstruir Jerusalém e as demais cidades, o templo, os muros das cidades, os palácios e as casas. Queria restaurar toda a economia do país. Teriam outra vez uma pátria. Bastava que, diferentemente de seus pais e avós, fossem fiéis a DEUS e seus princípios de vida. DEUS estava animando o Seu povo dizendo: não temam, pois Eu estou junto com vocês, e os defenderei dos inimigos.

  1. 2.      Segunda: O Senhor vem
Hoje estamos esperando a segunda vinda do Senhor JESUS CRISTO. Eles aguardavam a Sua primeira vinda. Nós sabemos que Ele está prestes a voltar, os sinais proféticos o revelam. Eles não sabiam que JESUS viria somente séculos depois. Mas foi-lhes dito, por meio de profetas, que Ele viria, e estaria naquele templo que haviam reconstruído.
JESUS viria para viver entre os seres humanos. Agora Ele virá para nos levar daqui desta Terra amaldiçoada, e quase totalmente degenerada. JESUS viria para fundar a Sua igreja, que levaria o evangelho também aos pagãos, estrangeiros não judeus, que eles desprezavam. A igreja de JESUS iria cumprir o que o povo escolhido não cumpriu, e inclusive se opôs fortemente quando os primeiros evangelistas surgiram. Então apareceria um só povo, mesclado de várias origens, raças e nações. O descendente de Davi seria um rei diferente, alguém para conquistar o mundo para o Reino de DEUS. Não um reino secular, mas de amor eterno e onde se vive eternamente.
Esse Rei seria descendente de Davi, o homem segundo o coração de DEUS, não de Saul, que se entregou a satanás e morreu entregue a agentes do inimigo. Saul tornou-se o maior inimigo de Davi. Os dois representam duas linhas reais: um do inimigo e o outro de DEUS. Saul era descendente de Abraão, assim como Davi, mas um foi fiel e o outro se desviou, tendo recebido idêntica oportunidade.
Hoje a Igreja Adventista faz o trabalho que JESUS ordenou. É verdade que existem nela inimigos. Eles se encontram em todos os níveis, entre pastores e entre membros. Mas isso era previsto e bem lógico. Se esta é a igreja verdadeira, e se há uma guerra espiritual em andamento, então é de se esperar que nessa igreja se infiltrassem inimigos e aparecessem traidores determinados a manter a igreja morna e mundanizada. Mas, por outro lado, nela estão os fiéis de DEUS, dispostos a obedecer ao Senhor e manter a fé. Assim foi em toda a história. Nós não nos devemos escandalizar porque aqui e ali há maus testemunhos. Aliás, se assim não fosse, então esta nem seria a igreja verdadeira. Se satanás a combate fortemente, então isso é um indício de que é verdadeira, e essa é apenas uma das razões fortes porque eu e minha família não a abandonamos. Se sairmos dela, para onde iremos para tentar encontrar JESUS e para ali obter o conhecimento verdadeiro? Sabemos que não é a igreja que salva, mas é nela que podemos encontrar a salvação. Não é um ato inteligente sair da Igreja Adventista porque nela há muitos que dão mau testemunho e que seguem os ditames de satanás. Decisão inteligente é manter-se fiel a esta igreja e Seu Comandante até a vitória final, um tempo em que todos os inimigos de CRISTO terão sido sacudidos fora. Lembrem-se: o fato de haver inimigos dentro da igreja é uma forte razão de ela ser a igreja verdadeira, ao lado da mensagem que prega, e a existência desses inimigos como joio que JESUS disse que permaneceria nela até o final. Isso não pode ser motivo para eu ou você nos perdermos também. Nem motivo para combatermos a igreja. Mas também não pode ser motivo para assumirmos a ‘ética do canalha’, que é fazer de conta que está tudo bem.

  1. 3.      Terça: Prontidão divina para perdoar
Vamos imaginar a cena. Josué era o sumo sacerdote no tempo do retorno do exílio, e Zorobabel o governador. O sumo sacerdote estava oficiando seu trabalho, intercedendo pelo povo. Suas vestes estavam sujas de sangue, que ele aspergia diante do lugar santíssimo. Isso ele fazia pelos pecados do povo, intercedendo pelo perdão. E além disso, Josué também era um pecador.
Foi nessa situação que satanás se apresentou e acusou o sumo sacerdote. Que povo era esse, cheio de pecados? Esse era para ser o povo de DEUS? Estariam esses pecadores a formar o povo santo, escolhido, para testemunhar às demais nações, sobre a santidade de DEUS? E esse Josué, um pecador, teria alguém assim condições de interceder pelos pecados dos outros? O Senhor não possuía ninguém além de um pecador para o serviço de intercessão? Esse sumo sacerdote estava sujo diante de DEUS, pois satanás o havia sujado, e DEUS tinha um povo assim.
Mas o que fez o Senhor? Nem mesmo se importou com as acusações. Não as considerou. Ele fez o que tinha que fazer. Mandou que tirassem as vestes sujas de Josué, e as trocassem por outras, limpas. E isso quer dizer o quê? Que a intercessão de Josué foi aceita, que os pecados foram perdoados e o sumo sacerdote foi purificado, assim como o povo que ele representava. Disse o Senhor: “tirarei os pecados, a iniquidade desta terra num só dia.” Isso quer dizer que, no futuro, O Senhor JESUS iria morrer como o verdadeiro Cordeiro de DEUS, e adquiriria o direito de perdoar a quem quisesse, e se aceitassem, perdoaria a todos.
Josué apenas representava a JESUS, o sumo sacerdote eficaz. Mas o perdão definitivo viria não por meio de Josué, mas de JESUS. Demonstra também que DEUS quer mesmo perdoar, e não aceita acusações sem fundamento do inimigo. O fundamento incontestável do perdão vem do sacrifício de JESUS na cruz. Ninguém no Universo pode dizer que ele não foi válido para perdoar. E quem aceitar o perdão e a necessária transformação, esse será perdoado e será salvo para a vida eterna.

  1. 4.      Quarta: Não pela força humana
Uma visão de Zacarias foi realmente especial: ele viu o candelabro aceso e de cada lado uma oliveira, e de cada uma delas saía um delicado tubo que conduzia azeite para o candelabro. Essas duas oliveiras representavam os dois líderes da cidade, o líder espiritual Josué, que era sumo sacerdote, e o líder político que era Zorobabel. Os dois atuavam em harmonia para a reconstrução do lugar de adoração e de sacrifícios a DEUS, lugar onde encontrariam o perdão e a salvação. A atuação deles era no sentido de que o templo funcionasse, que estivesse disponível aos adoradores para o encontro com DEUS.
Mas para isto o templo teria que ser reconstruído. E havia oposição de povos vizinhos, povos inimigos. Foram estes povos que induziram Israel e Judá à idolatria e aos costumes pagãos da época, que resultaram na dispersão pela Assíria e Babilônia. Agora que eles estavam buscando ser leais a DEUS, tais povos se mobilizaram para impedir que reconstruíssem o símbolo da fé dos judeus, o templo. Mas DEUS lhes disse que o templo seria reconstruído não pelo poder humano, mas pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Zac. 4:6). Isto quer dizer que não haveria guerra contra os inimigos, mas que a proteção de DEUS estaria amparando a obra, e impediria a ação dos inimigos. De fato, não houve confronto, como era de se esperar, para essa obra.
Hoje também devemos seguir essa diretriz de DEUS. A conclusão da pregação do evangelho pelo mundo não será nem pela força do braço humano, nem pela violência, como fazem os radicais fundamentalistas. Somos um povo de paz, que busca apenas salvar pessoas para a vida eterna. Temos que cultivar a paz em nossos lares para que haja harmonia na igreja, e que o nosso trabalho tenha efeito poderoso.
“Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma. Então a chuva serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecoste” (Testemunhos Seletos, vol. 2, 69).
“Não há coisa alguma que Satanás tema tanto como que o povo de Deus desimpeça o caminho mediante a remoção de todo impedimento, de modo que o Senhor derrame Seu Espírito sobre uma enfraquecida igreja. … Toda tentação, toda influência contrária seja ela franca ou oculta, será resistida com êxito, “não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos”. Zac. 4:6” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, 124).
“A chuva serôdia virá, e a bênção de Deus encherá toda alma que estiver purificada de toda contaminação. É nossa obra hoje entregar nossa alma a Cristo, para estarmos preparados para o tempo de refrigério pela presença do Senhor – preparados para o batismo do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, 191).

  1. 5.      Quinta: Além do jejum
Muito mais nós, do que os judeus do tempo de Zorobabel, devemos considerar o passado e deter-nos sobre as consequências da infidelidade a DEUS. Eles tiveram a experiência dramática de serem conquistados por Babilônia, para meditar e aprender o quanto é perigoso separar-se de DEUS. Nós temos toda a história para nos ensinar sobre esse assunto. Eles retornaram de onde séculos antes Abraão recebeu a ordem de sair. Não eram para retornar a Babilônia, mas infelizmente isso aconteceu. Foi um retrocesso.
A região da Mesopotâmia foi povoada pelos semitas, o descendente bom de Noé. Ali Ninrode, descendente de Cam, construiu a torre de Babel, quando ainda estavam todos num só lugar. Depois da confusão das línguas, a terra foi repartida (Gên. 10:25) conforme as línguas (Gên. 10:5; 20; que ocorreu nos dias de Héber. Na região da Mesopotâmia ficaram os semitas. Abraão era para sair de Babilônia, que seus parentes estavam desenvolvendo (ele era semita, descendente de Sem).
Hoje, logo virá o alto clamor para que os filhos de DEUS saiam de Babilônia espiritual, para não serem cúmplices de seus pecados. Esses que devem sair pertencem a Babilônia, mas devem abandoná-la. Então, por ironia da história e da infidelidade, os judeus, do povo de DEUS, retornaram para o lugar de onde Abraão saiu, e ali ficaram por décadas, para se curar da vontade de adorar ídolos. Foi a geração seguinte que retornou como fez Abraão.
Agora a exortação de Zacarias era: lembrem-se daquele cativeiro, em que foram pessoas sem pátria, onde a sua adoração era estranha e onde havia dificuldades de toda sorte para que desejasse ser fiel a DEUS. Como que dizia: não cometam outra vez esse erro da adoração estranha para que isso não aconteça pela segunda vez.
Temos diante de nós idêntica advertência. Estamos no mundo, misturados em meio aos costumes de Babilônia. Há coisas para nos cativar de todo tipo. Aproxima-se o dia da volta de JESUS, em que Ele irá reunir o Seu povo espalhado em todos os lugares do mundo, sejam mortos, sejam vivos. Ele os reunirá como um só povo, gente vindo de todas as nações, para formar o Seu reino eterno. O alerta de Zacarias nos vale a vida eterna. Seria como dizer: vivam conforme as orientações bíblicas, não se deixem afetar pelo mundanismo de todo tipo, para que, como foi no passado, não fiquem espalhados pela superfície do mundo quando JESUS retornar.

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
JESUS nos defende do acusador que é satanás, que quer impedir que DEUS realize Sua obra por nosso intermédio, nos acusando de que somos indignos de realizar essa obra pelos muitos pecados que temos. Foi isso que aconteceu a Josué, o sumo-sacerdote, sendo Zorobabel o governador da cidade. Havia a necessidade da reconstrução do templo, para que DEUS tivesse um lugar entre o Seu povo. Na iminência dessa reconstrução satanás entrou em ação e fortemente se opôs, denunciando os pecados do povo, pelos quais o sumo-sacerdote Josué intercedia. Seria algo como: com esse povo cheio de pecados queres reconstruir o templo? É assim que DEUS terá Sua casa entre os seres humanos? Que miséria que se tornou o Reino de DEUS! Eu (satanás) é que sou vencedor, pois para reconstruir e para oficiar Sua casa DEUS só possui pecadores sujos.
  • Quais os tópicos relevantes?
O profeta Zacarias atuou nos mesmos anos de Ageu, enfrentou o mesmo problema. Os dois agiram em concordância, mas o enfoque da mensagem deles era diferente, se bem que o objetivo era o mesmo: a reconstrução do templo.
Um tópico muito relevante foi o perdão de DEUS, mandando trocar as vestes sujas de pecado do intercessor Josué por outras limpas. Isso quer dizer que DEUS perdoou, e que tem prazer em perdoar. Também quer dizer que houve arrependimento, e que o povo queria mudar de estilo de vida.
Outro tópico importante é a renovação do ânimo para empenhar-se pela obra de DEUS. Logo, quando satanás oferece forte resistência, então é que provavelmente estamos fazendo a coisa certa, pois se estamos rebeldes ele não nos incomodará. Também, se há oposição por parte de satanás, DEUS estará conosco para nos dar a força que necessitamos. E mais: a parte importante da obra é Ele quem fará. Naqueles dias foi Ele quem atuou para que aquela gente reconstruísse tudo. Hoje é Ele quem atua para que concluamos a pregação do evangelho.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
Temos defesa diante do acusador. Não devemos temer, mas temos que ter fé. Quando nos empenhamos na obra de DEUS sempre satanás se oporá e sempre DEUS nos dará força e orientação.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)   Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Fazer como eles fizeram. Hoje, de imediato, tomar uma atitude de ação para concluir a obra da pregação. Hoje essa é a grande prioridade. Tudo o mais é secundário. A parte que nos cabe é aquela que mais se encaixa em nossos dons, e em que nos sentimos bem.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White
“Servos de Deus, dotados de poder do alto, com rosto iluminado e resplandecendo com santa consagração, saíram para proclamar a mensagem provinda do Céu. Almas que estavam espalhadas por todas as corporações religiosas responderam à chamada, e os que eram preciosos retiraram-se apressadamente das igrejas condenadas, assim como fora Ló retirado às pressas de Sodomaantes da sua destruição.” (Primeiros Escritos, 278-279, grifos acrescentados).
e)      Conclusão geral
É hoje, agora, o tempo de tomar uma decisão definitiva quanto a nossa utilidade na igreja.Não basta ser membro apenas, assistir aos cultos e tudo o mais. Temos que ser servos úteis, que contribuam decisivamente, de uma ou de outra maneira, para que pessoas sejam salvas.
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 11 - Visões de Esperança (Zacarias) - Prof. César Pagani

08 a 15 de Junho de 2013

Verso para Memorizar

“Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira.” (Zc 3:10)

           
            Zacarias foi um sacerdote (Ne 12:16) que subiu a Jerusalém com Zorobabel e mais 19 sacerdotes para exercício do ministério espiritual. Ele era chefe de sua família sacerdotal (Ne 12:12).
            Ele nasceu em Babilônia e viajou para a Israel com Zorobabel e Neemias segundo o decreto de Ciro, o persa. Iniciou seu ministério profético 16 anos após o retorno do cativeiro (520/519 a.C.).
            Foi contemporâneo de Ageu. Sua missão era estimular os judeus a retomarem as obras do templo, em meio às intrigas dos samaritanos e o infame decreto do falso Smerdis ou Gaumata (um mágico que usurpou o trono persa por um ano, enquanto Cambises lutava no Egito, passando-se por seu irmão).
            “Dois meses depois que a última mensagem registrada de Ageu foi dada, Zacarias teve uma série de visões referentes à obra de Deus na Terra. Essas mensagens, dadas na forma de parábolas e símbolos, vieram num tempo de grande incerteza e ansiedade, e foram de peculiar significação para os homens que estavam avançando em nome do Deus de Israel. Parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir estivesse prestes a sofrer impedimento; o futuro parecia muito negro. Deus viu que Seu povo estava em necessidade de ser sustido e animado por uma revelação de Sua infinita compaixão e amor.” PR, 580.
 
DOMINGO
 Palavras de vida
            Zacarias começou a profetizar dois meses após Ageu, no segundo ano de reinado de Dario Histaspes, sucessor de Ciro. O capítulo um de Zacarias apresenta o profeta fervorosamente exortando o povo ao arrependimento, concitando-os a não incorrerem nos pecados de seus pais que, por causa de obstinada idolatria, ingratidão, iniquidade e rebelião, foram punidos com 70 anos de cativeiro.
            Uma antiga versão bíblica King James diz que Deus ficou pesaroso, magoado com Seu povo no passado. A Versão Almeida Revista e Atualizada diz que o Senhor “Se irou em extremo”.
            Deus chama o povo a que retorne para os Seus braços. Ele, o ofendido, procura conciliação com os ofensores. Toma a iniciativa a que Seu amor imenso O impeliu e apela que eles tomem uma atitude. O Senhor pede que eles escolham voltar para poder abençoá-los ricamente. Como é de Seu feitio, Deus não obriga ninguém a voltar. Ele apela de todo o Seu infinito coração para que voltem. E promete também voltar-Se para o povo e abençoá-lo com todas as promessas da aliança que fez com Abraão.
            Incentiva o povo a ponderar sobre a história passada de Judá e pede que os contemporâneos de Zacarias não cometam os mesmos erros. Deus pede conversão. Mas o que é conversão no sentido bíblico do termo? É mudança de rumo, de ideias, de modo de vida. O rumo dos judeus tendia para o afastamento, o abandono de Deus. O Senhor desejava que eles se aproximassem para poder exaltá-los.
            O capítulo que estamos estudando apresenta duas visões dadas a Zacarias. A primeira mostrava cavalos de várias e um desses animais era montado por um anjo, que, sem dúvida, era o Senhor Jesus que andava pela terra de Judá. Disso dá mostras a intercessão que esse Anjo faz perante Jeová: “Até quando o Senhor ficará irado e indisposto contra Judá? Não bastam os 70 anos de exclusão?” Ele não está reclamando do Pai, mas apelando para que use Sua peculiar misericórdia e perdoe os pecados do povo de Sua escolha.  E o que o Deus do Céu do alto de Sua infinita bondade responde? “Voltei-Me para Jerusalém com misericórdia; a Minha casa será edificada... As Minhas cidades ainda se transbordarão de bens; o Senhor ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém.” (Zc 1:16-17)
            A segunda visão de Zacarias no início de seu livro mostra quatro chifres e quatro ferreiros. Os chifres, como todos sabemos, são símbolo e figura de poderes terrenos. Nesse contexto eles representam as nações que assaltaram Judá e a arrasaram, a saber, Babilônia, Moabe, Amom e Síria (Ver 2Rs 24:2). Os ferreiros (do original hebraico charash, significando artesãos, artífices, entalhadores) representam, segundo EGW, “instrumentalidades usadas pelo Senhor na restauração de Seu povo e da casa do Seu culto” PR, 581, § 1.
            “Deus havia determinado que Jerusalém fosse reconstruída; a visão da medição da cidade era uma garantia de que Ele daria conforto e força aos Seus afligidos, e cumpriria para com eles as promessas do Seu eterno concerto. Seu cuidado protetor, Ele havia declarado, seria como ‘um muro de fogo ao redor’; e por meio deles Sua glória seria revelada a todos os filhos dos homens. Aquilo que Ele estava realizando por Seu povo devia ser conhecido em toda a Terra. ‘Exulta e canta de gozo, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.’ Is 12:6.” PR, 581.
    
SEGUNDA
            O capítulo dois do livro de Zacarias registra a terceira visão que o Senhor lhe deu. Parece que o Senhor transparecia Seu contentamento em dar a maravilhosa visão do futuro que esperava Jerusalém e o povo de Deus. Seu plano era glorificar a cidade que fora humilhada perante as nações, devolvendo-lhe a autonomia e fazendo dela Sua morada, para que todas as nações se congregassem perante Ele e se tornassem um só povo. “Em ti [povo de Deus] serão benditas todas as famílias da Terra.” (Gn 12:3)
“Era ainda o propósito do Senhor como tinha sido desde o início, que Seu povo fosse um louvor na Terra, para glória do Seu nome. Durante os longos anos do seu exílio, Ele lhes havia dado muitas oportunidades de retornar a sua obediência a Ele. Alguns tinham escolhido ouvir e aprender; outros tinham encontrado salvação em meio de aflições. Muitos desses deviam ser contados entre o remanescente que retornaria. Eles foram assemelhados pela Inspiração ao ‘topo do cedro’, que devia ser plantado ‘sobre um monte alto e sublime, no monte alto de Israel’. Ez 17:22 e 23.” PR, 599.  
            Inferimos que o Anjo – os comentaristas concordam que esse anjo é Cristo - que tinha em sua mão o cordel iria mensurar os limites da cidade para levantar sua capacidade máxima de ser habitada e desenvolver as atividades normais de qualquer urbe. Outro anjo disse ao primeiro que não medisse a cidade, mas falasse com Zacarias que ela não precisava ter suas medidas conhecidas, porque seria sem limites.  O povo de Deus composto de judeus e gentios a habitaria no futuro, de modo que suas fronteiras não poderiam ser determinadas. A abundante graça de Deus traria milhões e milhões para a cidade santa.
            O SDA Bible Commentary explica que a visão dada a Zacarias nesse capítulo se tornaria realidade, se o povo houvesse cooperado totalmente com o programa celestial. Deus Se tornaria seu protetor como um muro de fogo ao redor e o santo shekinah fulguraria no Lugar Santíssimo do templo de Zorobabel. Porém, não remanesce dúvida de que quando Deus estabelecer a Nova Jerusalém na Terra, incontestavelmente a visão se cumprirá com excedível realidade.  
No plano de Deus Jerusalém será a futura capital de judeus e gentios. Quando, após o milênio e a destruição definitiva do pecado e pecadores, que se farão cinza debaixo dos pés dos justos (Ml 4:3), se cumprirá a visão/promessa de Is 66:22-23: “... Virá toda a humanidade a adorar na Minha presença, diz o Senhor.”
Agora o povo de Deus está em fase intensa de pregação e colheita de futuros habitantes da Jerusalém renovada. Todos são incluídos no objetivo da missão; não há acepção de raça, tribo, cor, sexo, nacionalidade, condição social, cultural, etc. Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
Quando a última alma for advertida e convocada à decisão, se por Cristo ou pelo mundo, Cristo encerrará Seu ministério sumo sacerdotal no Santuário Celeste e dará seguimento glorioso ao processo do Evangelho Eterno.
        
TERÇA

             “O sumo sacerdote não podia defender nem a si nem a seu povo das acusações de Satanás. Ele não afirma que Israel esteja isento de faltas. Em vestes sujas, simbolizando os pecados do povo - pecados que ele levava como seu representante - ele está perante o anjo, confessando os pecados deles, mas apontando para o seu arrependimento e humilhação, e descansando na misericórdia de um Redentor que perdoa o pecado. Em fé ele reclama as promessas de Deus. 
“Então o anjo, que é o próprio Cristo, o Salvador dos pecadores, reduz ao silêncio o acusador do Seu povo, declarando: ‘O Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda: não é este um tição tirado do fogo?’ Zc 3:2. Longo tempo havia Israel permanecido na fornalha da aflição. Por causa de seus pecados havia sido quase consumido no fogo que Satanás e seus agentes haviam acendido para a sua destruição; mas Deus tinha agora estendido a Sua mão para tirá-los.  
“Havendo sido aceita a intercessão de Josué, é dada a ordem: ‘Tirai-lhe estes vestidos sujos’; e a Josué o anjo diz: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestidos novos.’ ‘E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e o vestiram de vestidos...’ Zc 3:4 e 5. Seus próprios pecados e os de seu povo foram perdoados. Israel fora vestido ‘de vestidos novos’ - a justiça de Cristo a eles imputada. A mitra posta sobre a cabeça de Josué era como a que os sacerdotes usavam, e levava a inscrição: ‘Santidade ao Senhor’ (Êx 28:36), significando que não obstante suas anteriores transgressões, ele estava agora qualificado para ministrar perante Deus em Seu santuário. 
“Como Satanás acusou Josué e seu povo, assim em todos os séculos ele acusa os que buscam a misericórdia e o favor de Deus. Ele é o ‘acusador de nossos irmãos’, e os acusa ‘de dia e de noite’. Ap 12:10. A controvérsia se repete em relação a cada alma que é liberta do poder do mal, e cujo nome é escrito no livro da vida do Cordeiro. Jamais é alguém recebido na família de Deus sem que se exalte a decidida resistência do inimigo. Mas Aquele que foi então a esperança de Israel, sua defesa, justiça e redenção, é a esperança da igreja hoje. 
“As acusações de Satanás contra os que buscam ao Senhor não são movidas pelo desprazer pelos pecados deles. Ele exulta nos defeitos do seu caráter; pois sabe que é unicamente por suas transgressões da lei de Deus que ele obtém poder sobre eles. Suas acusações nascem unicamente de sua inimizade por Cristo. Através do plano da salvação, Jesus está quebrando o poder de Satanás sobre a família humana, e libertando as almas do seu poder. Todo o ódio e malignidade do arquirrebelde se inflamam quando ele contempla as evidências da supremacia de Cristo; e com diabólico poder e astúcia ele trabalha para tirar dEle os filhos dos filhos dos homens que aceitaram a salvação. Ele leva os homens ao ceticismo, procurando que percam a confiança em Deus e fiquem separados do Seu amor; tenta-os a quebrar a lei, e então os reclama como seus cativos, contestando o direito de Cristo lhos arrebatar. Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que estão procurando obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação. 
“O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de sua alma a Ele. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota o seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado.” PR, 584-586.

QUARTA
Não pela força humana
            A quinta visão de Zacarias apresenta uma revelação com um móvel de particular interesse que fazia parte do santuário – a menorah ou candelabro de sete braços, só que com elementos adicionais a ele ligados, como: um vaso de azeite, sete tubinhos que faziam o abastecimento contínuo das lâmpadas. Como fonte produtora de azeite estavam duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite e outra à esquerda. Isso diz respeito à obra de Zorobabel.
            O significado desses elementos foi dado pelo anjo que falava com Zacarias. A cena era a palavra do Senh0r dirigida ao grande líder Zorobabel, a qual dizia que toda a formidável obra de reconstrução não seria feita por combates militares contra os inimigos samaritanos que buscavam embargar a obra, nem por meios humanos, mas pelo poder do Altíssimo exercido pelo Espírito do Senhor.    
            A Summarized Bible, em seu comentário sobre a visão do capítulo quatro, conclui: “Deus levará adiante Sua obra, não pela força ou poder humano, mas pelo poder de Seu Espírito, trabalhando naqueles que foram designados e chamados por Ele. Para aqueles que foram assim convocados, todas as dificuldades serão superadas.”
            “Nesta visão as duas oliveiras que estão diante de Deus são representadas como vertendo de si o dourado óleo através de tubos para o receptáculo do castiçal. Daqui se alimentam as lâmpadas do santuário, para que possam produzir luz clara e contínua. Assim, dos ungidos que estão na presença de Deus, a plenitude da luz divina do amor e poder é repartida a Seu povo, para que este possa com outros repartir luz, alegria e refrigério. Os que assim são enriquecidos devem enriquecer a outros com os tesouros do amor de Deus.” PR, 594.
            “Assim, dos santos que estão na presença de Deus, Seu Espírito é comunicado aos que são consagrados para o Seu serviço. A missão dos dois ungidos é comunicar ao povo de Deus aquela graça celestial que, somente, pode fazer de Sua palavra uma lâmpada para os pés, e uma luz para o caminho. ‘Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.’ Zc 4:6.” PJ, 408.
            “Os ungidos que estão diante do Senhor de toda Terra mantêm a posição uma vez outorgada a Satanás como querubim cobridor. Por intermédio dos seres santos  que circundam Seu trono, o Senhor mantém constante comunicação com os habitantes da Terra.” Review and Herald, 20 de julho de 1897.   
            Uma mensagem que transcendeu os tempos de Zorobabel e chegou até nós – “Esta é a obra que o Senhor deseja que cada alma esteja preparada para fazer neste tempo, quando os quatro anjos seguram os quatro ventos, para que não soprem até que os servos de Deus sejam selados em suas testas. Não há tempo agora para agradar a si mesmo. As lâmpadas da alma devem ser espevitadas. Devem ser supridas com o óleo da graça. Deve-se tomar toda a precaução para evitar toda a decadência espiritual, para que o grande dia do Senhor não nos surpreenda como um ladrão de noite. Cada testemunha em favor de Deus, deve agora trabalhar inteligentemente nos ramos indicados pelo Senhor. Devemos obter diariamente uma viva e profunda experiência na obra de aperfeiçoar um caráter cristão. Devemos receber diariamente o santo óleo, para que o possamos transmitir aos outros. Todos os que quiserem podem ser faróis para este mundo. Em Jesus, devemos fazer desaparecer o próprio eu. Devemos receber a Palavra de Deus nos conselhos e instruções, comunicando-a alegremente. Há, agora, necessidade de muita oração. Cristo ordena: ‘Orai sem cessar’ (1Ts 5:17); isto é, conservai o espírito elevado a Deus, a fonte de todo o poder e eficiência.” TM, 510, 511. 
       
Além do jejum
             O jejum é uma prática espiritual muito proveitosa se dele se faz uso judicioso, e não como uma ferramenta de pressão para conseguir bênçãos de Deus. Como a lição bem o explica, o único dia de jejum que Deus determinou foi o do Dia da Expiação, para que os adoradores tivessem todo o seu poderio mental aguçado, a fim de fazer exames de consciência.
            Até hoje esses dias são mantidos. Vejam este breve artigo colhido de uma instituição judaica: “Existem seis  jejuns públicos consagrados. O primeiro em importância é o de Yom Kipur, que é o único que está explicitamente estabelecido na Torah. Os outros cinco, embora mencionados no Tanach (Bíblia com todo o Antigo Testamento), foram na realidade, estabelecidos pelos sábios, sendo apenas um deles, o Jejum de Esther, feito na véspera de Purim, que não se refere à destruição de Jerusalém e do Templo, e a perda do Estado Judeu na Antiguidade. Os quatro jejuns referentes à destruição de Jerusalém e do Templo são os seguintes: O primeiro é recordado em 17 de Tamuz. O segundo Tishá-Be’Av (9 de Av). O terceiro, é o jejum de Guedaliah, em 3 de Tishrei. E o quarto, 10 de Tevet. Em 17 de Tamuz marca o início da destruição de Jerusalém (referente ao segundo Templo), quando os romanos conseguiram romper o muro da cidade. Por ocasião da destruição do primeiro Templo, os muros começaram a serem rompidos em 9 de Tamuz. Mas ambos os eventos são comemorados na mesma data, ou seja, 17 de Tamuz. Em nove de Av (Tishá -Be’Av), três semanas após 17 de Tamuz, ocorreu a destruição, tanto do primeiro quando do segundo Templos, ocasionando a perda do Estado Judeu.
“Em 3 de Tishrei, um dia após Rosh Hashaná, é o dia do Jejum de Guedaliah (Gedalias). Guedaliah ben Ahikan, a quem Nabucodonosor designou governador de Judá após a primeira destruição de Jerusalém, foi assassinado nesta data, acabando com as esperanças do fim da dominação babilônica e possibilidade do ressurgimento do estado judeu. Em 10 de Tevet, oito dias após o último dia de Chanuká, recorda-se o começo do primeiro cerco de Jerusalém pelas forças de Nabucodonosor, ocasionando o rompimento do muro em 9 de Tamuz, e destruição do Primeiro Templo em 9 de Av.”
Porém, o que Deus realmente deseja é a prática da misericórdia, da compaixão, da bondade, da justiça com o próximo. Requer Ele que Seu povo cuide das viúvas, dos órfãos, dos enfermos e dos desamparados, dos oprimidos do diabo, das vítimas das injustiças deste mundo perdido. O jejum que Deus não suporta é aquele denunciado em Is 58:3-12.

É claro que há um jejum discreto, particular, que cada um pode estabelecer para melhorar sua espiritualidade. Jesus jejuou 40 dias e 40 noites antes de iniciar Seu ministério. Paulo jejuava, Pedro jejuava, os apóstolos e crentes da igreja primitiva jejuavam. Não há dúvida de que a mente fica mais clara durante o jejum. Vejam este conselho de EGW: “ Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 188 e 189.   “O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Os homens precisam pensar menos no que comer e beber em matéria de alimento temporal, e muito mais em relação ao alimento do Céu, que dará tono e vitalidade a toda a experiência religiosa.” Medicina e Salvação, pág. 283. 
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