"Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado". (Daniel 8:14)
Nunca devemos nos esquecer de que aqueles que se tornariam adventistas do sétimo dia defendiam a teoria da porta fechada. Isto é, eles acreditavam que a profecia de Daniel 8:14 havia se cumprido em outubro de 1844. Eles não tinham dúvidas quanto à data. Os intérpretes historicistas de Daniel sempre concordaram, de modo geral, que a profecia das 2.300 tardes e manhãs se cumpriria entre 1843 e 1847. A controvérsia não era em relação à data, mas, sim, ao que aconteceria no fim do período profético. Em outras palavras, havia um consenso generalizado sobre a interpretação do número simbólico ligado à data, mas ampla discordância no tocante à interpretação dos outros dois símbolos proféticos de Daniel 8:14.
A tarefa teológica que os adventistas precisavam realizar após o desapontamento de outubro era desvendar o significado do santuário e da purificação.
Conforme observamos anteriormente, Miller interpretara que o santuário era a Terra e a purificação seria pelo fogo, por ocasião do segundo advento. Estava claro que esse ponto de vista havia falhado. É importante reconhecer que alguns expressaram dúvidas sobre a interpretação de Miller antes mesmo do desapontamento de outubro de 1844. Josiah Litch, por exemplo, escreveu, em abril de 1844: “Não foi provado que a purificação do santuário, a qual deve acontecer no fim dos 2.300 dias, seja a vinda de Cristo e a purificação da Terra.” Mais uma vez, observou, enquanto lutava para compreender o sentido do texto, que eles provavelmente estavam “errados quanto ao evento que marcava seu fim”.
Essa linha de pensamento ganhou força logo depois do desapontamento de 1844. Joseph Marsh reconheceu, no início de novembro: “Admitimos alegremente que erramos no que se refere à natureza do evento que esperávamos ocorrer […]; mas não podemos admitir que nosso grande Sumo Sacerdote não tenha realizado naquele dia tudo que o tipo nos dá justificativa para acreditar.”
Podemos extrair uma lição aqui. Às vezes, temos mais certeza sobre determinada interpretação das Escrituras do que deveríamos. Precisamos ser humildes e fazer nossa parte ao estudar a Palavra de Deus.
Ajuda-nos, Pai, a manter a mente aberta à Tua orientação, à medida que estudamos Tua Palavra.
George Knight - "Para não esquecer"
Mensagem: Sofrimento
"Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser
comparados com a glória que em nós será revelada".
(Rom. 8:18)
A PORTA FECHADA - Meditação Diária 13-02-2015
"E, saindo elas [as virgens néscias] para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço". (Mateus 25:10-12)
Alguns símbolos bíblicos adquirem mais de um significado ao longo do tempo. Esse foi o caso da porta fechada no adventismo pós-milerita, no fim dos anos 1840.
Anteriormente, vimos que, desde 1836, Miller definiria a porta fechada de Mateus 25:10 como o fim do tempo da graça para a humanidade. Isto é, antes de Cristo voltar, todos os seres humanos já terão tomado uma decisão favorável ou contrária à salvação.
Miller relacionou o segundo advento à data de outubro de 1844; por isso, defendia que o tempo da graça encerraria nessa época. Ele continuou a apoiar tal opinião após o desapontamento de outubro. Por exemplo, em 18 de novembro de 1844, ele escreveu: “nós [terminamos] nossa obra de advertir os pecadores. […] Deus, em Sua providência, fechou a porta; a única coisa que podemos fazer é encorajar uns aos outros a sermos pacientes”.
Esse não era o único ponto de vista sobre os confusos acontecimentos do outono de 1844. Josué V. Himes, desde 5 de novembro, concluíra que nenhuma profecia havia se cumprido em outubro de 1844. Se esse fosse o caso, então a porta da graça não teria se fechado, e o povo de Deus ainda precisava anunciar a mensagem da salvação.
Por mais estranho que nos pareça hoje, foram as diferentes interpretações sobre o sentido da “porta fechada” que separaram as várias ramificações do adventismo a partir de 1845. Para entender esse assunto, é importante saber que, até o início de 1845, a expressão “porta fechada” havia adquirido dois significados:
O fim do tempo da graça; e o cumprimento de uma profecia em outubro de 1844.
Com isso em mente, podemos pensar nos adventistas de Albany que seguiram Himes como os “adventistas da porta aberta” e nos espiritualizadores fanáticos e nos guardadores do sábado que estavam surgindo como “adventistas da porta fechada”.
Nesse meio tempo, a tarefa teológica dos guardadores do sábado, no fim da década de 1840, era separar-se de seus primos fanáticos no segmento do adventismo que defendia a porta fechada. Isso só seria possível por meio de mais estudo da Bíblia e da orientação divina.
Alguns símbolos bíblicos adquirem mais de um significado ao longo do tempo. Esse foi o caso da porta fechada no adventismo pós-milerita, no fim dos anos 1840.
Anteriormente, vimos que, desde 1836, Miller definiria a porta fechada de Mateus 25:10 como o fim do tempo da graça para a humanidade. Isto é, antes de Cristo voltar, todos os seres humanos já terão tomado uma decisão favorável ou contrária à salvação.
Miller relacionou o segundo advento à data de outubro de 1844; por isso, defendia que o tempo da graça encerraria nessa época. Ele continuou a apoiar tal opinião após o desapontamento de outubro. Por exemplo, em 18 de novembro de 1844, ele escreveu: “nós [terminamos] nossa obra de advertir os pecadores. […] Deus, em Sua providência, fechou a porta; a única coisa que podemos fazer é encorajar uns aos outros a sermos pacientes”.
Esse não era o único ponto de vista sobre os confusos acontecimentos do outono de 1844. Josué V. Himes, desde 5 de novembro, concluíra que nenhuma profecia havia se cumprido em outubro de 1844. Se esse fosse o caso, então a porta da graça não teria se fechado, e o povo de Deus ainda precisava anunciar a mensagem da salvação.
Por mais estranho que nos pareça hoje, foram as diferentes interpretações sobre o sentido da “porta fechada” que separaram as várias ramificações do adventismo a partir de 1845. Para entender esse assunto, é importante saber que, até o início de 1845, a expressão “porta fechada” havia adquirido dois significados:
O fim do tempo da graça; e o cumprimento de uma profecia em outubro de 1844.
Com isso em mente, podemos pensar nos adventistas de Albany que seguiram Himes como os “adventistas da porta aberta” e nos espiritualizadores fanáticos e nos guardadores do sábado que estavam surgindo como “adventistas da porta fechada”.
Nesse meio tempo, a tarefa teológica dos guardadores do sábado, no fim da década de 1840, era separar-se de seus primos fanáticos no segmento do adventismo que defendia a porta fechada. Isso só seria possível por meio de mais estudo da Bíblia e da orientação divina.
George Knight - "Para não esquecer"
O POVO DA BÍBLIA 2 - Meditação Diária 12-02-2015
"Receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim". (Atos 17:11)
Ellen White estava em plena harmonia com seu esposo e com Bates no que se refere à centralidade da Bíblia. Em seu primeiro livro (1851), ela escreveu: “Recomendo-vos, caros leitores, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática” (PE, p. 78). E, 58 anos depois, diante da Assembleia da Associação Geral, de 1909, ela disse, com a Bíblia nas mãos: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro.” Suas últimas palavras em uma Assembleia da Associação Geral da igreja refletem o sentimento de seu ministério ao longo de mais de seis décadas.
Em 1847, Tiago White abordou a questão do papel único da Bíblia na formação doutrinária adventista, afirmando que as Escrituras são “nossa única regra de fé e prática”. Ele acrescentou: “As visões verdadeiras são dadas para nos conduzir a Deus e a Sua palavra escrita; mas aquelas que introduzem uma nova regra de fé e prática, separada da Bíblia, não podem provir do Senhor e devem ser rejeitadas”.
Quatro anos depois, mais uma vez ele deixou o tópico bem claro: “Todo cristão, portanto, tem o dever de considerar a Bíblia uma regra perfeita de fé e ação. Precisa orar com fervor para ser auxiliado pelo Espírito Santo na busca de toda a verdade das Escrituras e por seu dever completo. Não tem a liberdade de se afastar da Palavra para descobrir seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. […] A Bíblia precisa estar à frente, e os olhos da igreja devem se voltar para ela, como a regra de conduta e base da sabedoria.’”
Em suma, os primeiros adventistas do sétimo dia rejeitavam a tradição, a autoridade da igreja e mesmo os dons como fontes para suas doutrinas. Com isso em mente, é importante nos perguntarmos em que posição nós, adventistas (tanto na esfera individual quanto coletiva), nos encontramos no que se refere à autoridade. Em muitos casos, parece que estamos enfraquecidos em relação à Bíblia.
O dia de hoje é o melhor momento para reverter esse problema. Agora mesmo, ao orar, meu desejo é que você refaça o compromisso de estudar as Escrituras com seriedade todos os dias. Que tal começar com os evangelhos, as cartas de Paulo ou Salmos?
O mais importante, porém, não é o ponto de partida de seu estudo, mas, sim, que, no espírito dos pioneiros adventistas, você se comprometa a estudar a Palavra de Deus todos os dias por no mínimo meia hora. Sei que interferirá em seu tempo na frente da televisão, mas isso não será nada mal.
George Knight - "Para não esquecer"
Ellen White estava em plena harmonia com seu esposo e com Bates no que se refere à centralidade da Bíblia. Em seu primeiro livro (1851), ela escreveu: “Recomendo-vos, caros leitores, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática” (PE, p. 78). E, 58 anos depois, diante da Assembleia da Associação Geral, de 1909, ela disse, com a Bíblia nas mãos: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro.” Suas últimas palavras em uma Assembleia da Associação Geral da igreja refletem o sentimento de seu ministério ao longo de mais de seis décadas.
Em 1847, Tiago White abordou a questão do papel único da Bíblia na formação doutrinária adventista, afirmando que as Escrituras são “nossa única regra de fé e prática”. Ele acrescentou: “As visões verdadeiras são dadas para nos conduzir a Deus e a Sua palavra escrita; mas aquelas que introduzem uma nova regra de fé e prática, separada da Bíblia, não podem provir do Senhor e devem ser rejeitadas”.
Quatro anos depois, mais uma vez ele deixou o tópico bem claro: “Todo cristão, portanto, tem o dever de considerar a Bíblia uma regra perfeita de fé e ação. Precisa orar com fervor para ser auxiliado pelo Espírito Santo na busca de toda a verdade das Escrituras e por seu dever completo. Não tem a liberdade de se afastar da Palavra para descobrir seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. […] A Bíblia precisa estar à frente, e os olhos da igreja devem se voltar para ela, como a regra de conduta e base da sabedoria.’”
Em suma, os primeiros adventistas do sétimo dia rejeitavam a tradição, a autoridade da igreja e mesmo os dons como fontes para suas doutrinas. Com isso em mente, é importante nos perguntarmos em que posição nós, adventistas (tanto na esfera individual quanto coletiva), nos encontramos no que se refere à autoridade. Em muitos casos, parece que estamos enfraquecidos em relação à Bíblia.
O dia de hoje é o melhor momento para reverter esse problema. Agora mesmo, ao orar, meu desejo é que você refaça o compromisso de estudar as Escrituras com seriedade todos os dias. Que tal começar com os evangelhos, as cartas de Paulo ou Salmos?
O mais importante, porém, não é o ponto de partida de seu estudo, mas, sim, que, no espírito dos pioneiros adventistas, você se comprometa a estudar a Palavra de Deus todos os dias por no mínimo meia hora. Sei que interferirá em seu tempo na frente da televisão, mas isso não será nada mal.
George Knight - "Para não esquecer"
O POVO DA BÍBLIA 1 - Meditação Diária 11-02-2015
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça". (2Timóteo 3:16)
A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.
Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.
Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos.
Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”
Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.
Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.
Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).
A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.
Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.
Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos.
Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”
Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.
Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.
Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).
George Knight - "Para não esquecer"
ELLEN CRÊ NO ADVENTO 2 - Meditação Diária 10-02-2015
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras". (1Tessalonicenses 4:16-18)
Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.
Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.
Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.
Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.
Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.
Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).
Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa.
Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.
Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.
Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.
Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.
Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.
Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).
Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa.
George Knight - "Para não esquecer"
ELLEN CRÊ NO ADVENTO 1 - Meditação Diária 09-02-2015
Ellen Harmon ouviu Guilherme Miller pela primeira vez em uma série em Portland, Maine, em março de 1840. Quando ele voltou para uma segunda sequência de encontros, em junho de 1842, ela participou com alegria.
Ellen aceitara a mensagem de Miller, mas não conseguia escapar do medo incessante de não ser “boa o suficiente”. Além disso, a ideia de Deus torturando as pessoas num inferno eterno a atormentava.
Enquanto Ellen se encontrava nesse estado mental, a mãe sugeriu que ela se aconselhasse com Levi Stockman, pastor metodista que havia aceitado o milerismo. Stockman aliviou a mente de Ellen ao lhe contar “acerca do amor de Deus por Seus filhos errantes; disse que, em vez de Se alegrar em sua destruição, Ele almeja atraí-los a Si com fé e singela confiança. Ele se demorou a falar do grande amor de Cristo e do plano da redenção”.
“Vai em paz, Ellen”, ele disse, “volte para a sua casa confiante em Jesus, pois Ele não retirará Seu amor de todo aquele que O busca verdadeiramente” (T1, p. 30).
A conversa foi um dos grandes pontos de virada na vida de Ellen Harmon. Daquele momento em diante, ela começou a ver em Deus “um Pai bondoso e terno, em vez de um tirano austero, que constrange os seres humanos à obediência cega”. Seu coração “correu em direção a Ele com amor profundo e fervoroso. A obediência à Sua vontade [então] parecia uma alegria; era um prazer estar a Seu serviço” (LS, p. 39).
A nova compreensão de que Deus é um Pai carinhoso ajudou a jovem Ellen de diversas maneiras. Uma delas foi entender a natureza do inferno, assunto que analisaremos mais à frente.
A visão de Deus como Pai bondoso também a ajudou a aguardar o segundo advento com alegria e entusiasmo. Ela percebeu que não tinha nada a temer; na verdade, entendeu que tinha tudo a esperar.
E que esperança bendita! Quantas vezes nós, no século 21, ficamos tão envolvidos em nossa vida cotidiana a ponto de falharmos em compreender a magnitude das promessas da segunda vinda de Jesus! Por melhores que sejam as coisas dadas a nós por nosso Pai bondoso aqui na Terra, a Bíblia nos revela que aquilo que está por vir será infinitamente melhor.
Podemos ser gratos por ter um “Pai bondoso”.
George Knight - "Para não esquecer"
ELLEN LUTA COM DEUS - Meditação Diária 08-02-2015
"Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé"! (Marcos 9:24)
A jornada religiosa não é igualmente aprazível para todos. Isso se aplica em especial àqueles de natureza sensível. E a jovem Ellen era uma pessoa sensível.
Vimos que ela foi “tomada pelo terror” quando criança, depois de ler pela primeira vez sobre a proximidade do advento. Seu temor da segunda vinda se originava de várias fontes. Uma delas era a sensação de indignidade. “Havia em meu coração o sentimento de que eu nunca conseguiria me tornar digna de ser chamada de filha de Deus. […] Parecia-me que não era boa o bastante para entrar no Céu” (LS, p. 21).
Ellen lutou com esses medos durante anos. Duas falsas crenças agravaram seu problema. A primeira era crer que precisava ser boa – ou até mesmo perfeita – para que Deus a aceitasse. A segunda era que se estivesse verdadeiramente salva, teria um sentimento de êxtase espiritual.
Suas trevas emocionais começaram a se dissipar durante o verão de 1841, quando participou de uma reunião campal metodista em Buxton, Maine. Em um sermão, ouviu que nem todos os esforços pessoais têm valor para conquistar o favor divino. Ela percebeu que “somente por meio da ligação com Jesus, mediante a fé, o pecador se transforma em um filho de Deus, cheio de fé e esperança” (LS, p. 23).
Daquele momento em diante, fervorosamente pediu perdão por seus pecados e se esforçou para entregar-se ao Senhor por completo. “Tudo o que meu coração expressava era: ‘Ajuda-me, Jesus; salva-me ou perecerei!’” “De repente”, ela nos conta, “o fardo me deixou e meu coração ficou leve” (ibid.).
No entanto, ela pensou que aquilo era bom demais para ser verdade. Por isso, tentou reassumir parte da aflição e da culpa que sempre a haviam acompanhado. Conforme ela mesma expressou: “Parecia-me que eu não tinha direito nenhum de me sentir jubilosa e feliz” (ibid.). Só aos poucos Ellen compreendeu as maravilhas da plenitude da graça redentora de Deus.
A despeito do novo entendimento, ela continuou a lutar com as dúvidas, pois não sentia o êxtase que acreditava ser necessário experimentar caso estivesse salva de verdade. Em decorrência disso, continuou a temer que não fosse perfeita o suficiente para encontrar Seu Salvador durante o advento.
A reação de Ellen parece familiar? Muitos de nós temos dificuldade em crer que o evangelho realmente seja tão bom quanto Deus afirma. No fim, a solução não se encontra nos sentimentos, mas em entender, de fato, como são as promessas divinas.
Ajuda-nos hoje, Senhor, em nossa descrença.
George Knight - "Para não esquecer"
A jornada religiosa não é igualmente aprazível para todos. Isso se aplica em especial àqueles de natureza sensível. E a jovem Ellen era uma pessoa sensível.
Vimos que ela foi “tomada pelo terror” quando criança, depois de ler pela primeira vez sobre a proximidade do advento. Seu temor da segunda vinda se originava de várias fontes. Uma delas era a sensação de indignidade. “Havia em meu coração o sentimento de que eu nunca conseguiria me tornar digna de ser chamada de filha de Deus. […] Parecia-me que não era boa o bastante para entrar no Céu” (LS, p. 21).
Ellen lutou com esses medos durante anos. Duas falsas crenças agravaram seu problema. A primeira era crer que precisava ser boa – ou até mesmo perfeita – para que Deus a aceitasse. A segunda era que se estivesse verdadeiramente salva, teria um sentimento de êxtase espiritual.
Suas trevas emocionais começaram a se dissipar durante o verão de 1841, quando participou de uma reunião campal metodista em Buxton, Maine. Em um sermão, ouviu que nem todos os esforços pessoais têm valor para conquistar o favor divino. Ela percebeu que “somente por meio da ligação com Jesus, mediante a fé, o pecador se transforma em um filho de Deus, cheio de fé e esperança” (LS, p. 23).
Daquele momento em diante, fervorosamente pediu perdão por seus pecados e se esforçou para entregar-se ao Senhor por completo. “Tudo o que meu coração expressava era: ‘Ajuda-me, Jesus; salva-me ou perecerei!’” “De repente”, ela nos conta, “o fardo me deixou e meu coração ficou leve” (ibid.).
No entanto, ela pensou que aquilo era bom demais para ser verdade. Por isso, tentou reassumir parte da aflição e da culpa que sempre a haviam acompanhado. Conforme ela mesma expressou: “Parecia-me que eu não tinha direito nenhum de me sentir jubilosa e feliz” (ibid.). Só aos poucos Ellen compreendeu as maravilhas da plenitude da graça redentora de Deus.
A despeito do novo entendimento, ela continuou a lutar com as dúvidas, pois não sentia o êxtase que acreditava ser necessário experimentar caso estivesse salva de verdade. Em decorrência disso, continuou a temer que não fosse perfeita o suficiente para encontrar Seu Salvador durante o advento.
A reação de Ellen parece familiar? Muitos de nós temos dificuldade em crer que o evangelho realmente seja tão bom quanto Deus afirma. No fim, a solução não se encontra nos sentimentos, mas em entender, de fato, como são as promessas divinas.
Ajuda-nos hoje, Senhor, em nossa descrença.
George Knight - "Para não esquecer"
Mensagem: Escolhas
"...te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência"
(Deut. 30:19)
(Deut. 30:19)
CONHEÇA ELLEN WHITE - Meditação Diária 07-02-2015
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade". (Eclesiastes 12:1)
“Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra.
Voltei-me para ver o povo do advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Então, olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada” (PE, p. 14). Essas palavras registram parte da primeira visão celestial de Ellen G. Harmon, aos dezessete anos, em dezembro de 1844.
“Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra.
Voltei-me para ver o povo do advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Então, olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada” (PE, p. 14). Essas palavras registram parte da primeira visão celestial de Ellen G. Harmon, aos dezessete anos, em dezembro de 1844.
Ellen e sua irmã gêmea eram as mais novas de uma família de oito filhos em Gorham, Maine. Elas nasceram em 26 de novembro de 1827. O pai era chapeleiro e, depois de um tempo, levou a família para morar em Portland, Maine.
Foi em Portland que, aos nove anos de idade, Ellen sofreu um acidente que a afetou profundamente. Atingida no rosto por uma pedra jogada por uma colega de classe, ficou à beira da morte por várias semanas. Após certo tempo, conseguiu se recuperar, mas a experiência a deixou com a saúde tão fragilizada que não pôde continuar a frequentar a escola. Isso a afligiu ao longo da maior parte de sua vida.
Todavia, a incapacidade de obter escolarização formal não impediu sua educação informal. Seus relatos autobiográficos revelam uma jovem com mente inquiridora e natureza sensível. O tamanho de sua biblioteca pessoal na época de sua morte indica que era uma pessoa
versada em vários assuntos.
Sua sensibilidade transparecia não só no relacionamento com as outras pessoas, mas também com Deus. Na verdade, mesmo uma leitura casual de sua autobiografia leva à conclusão de que ela era uma pessoa fervorosa na religião desde suas lembranças mais antigas.
O pensamento de que Jesus poderia voltar dentro de alguns anos foi um choque para a pequena Ellen. Ela ouviu falar sobre esse ensino pela primeira vez aos oito anos, quando, a caminho da escola, pegou um pedaço de papel no qual havia a mensagem de que Cristo poderia voltar em poucos anos. “Fui tomada pelo terror”, escreveu. “Uma impressão tão profunda se formou em minha mente […] que mal consegui dormir por várias noites e eu orava continuamente para estar pronta quando Jesus viesse” (LS, p. 20, 21).
Sua experiência na juventude nos ajuda a ver que algumas coisas que tememos podem acabar se transformando na esperança de nossa vida, sobretudo quando passamos a entender melhor o caráter de Deus.
George Knight - "Para não esquecer"
Sua experiência na juventude nos ajuda a ver que algumas coisas que tememos podem acabar se transformando na esperança de nossa vida, sobretudo quando passamos a entender melhor o caráter de Deus.
George Knight - "Para não esquecer"
NINGUÉM DISSE QUE SERIA FÁCIL - Meditação Diária 06-02-2015
"Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério". (2Timóteo 4:5, NVI)
Ninguém disse que fazer a vontade de Deus seria fácil. Pelo menos não foi para o pregador Tiago White. Para começar, ele era pobre. Tiago lembra que, ao sair para “o grande campo de colheita, não tinha cavalo, sela, rédea, nem dinheiro”, mas sentia que devia ir. “Eu havia gastado o dinheiro recebido no último inverno em roupas necessárias, na ida a reuniões do segundo advento e na compra de livros. No entanto, meu pai me ofereceu um cavalo para o inverno e o Ancião Polley me deu uma sela com o acolchoado gasto e vários pedaços de uma velha rédea.”
Sim, Tiago White era pobre, mas foi, assim mesmo. Contudo, nem todos ficavam felizes com sua chegada. Em um lugar, ele relata que uma bola de neve quase atingiu sua cabeça enquanto orava. Então veio um dilúvio delas, acompanhado do barulho de uma turba com a qual precisou gritar. Ele recorda: “Minhas roupas e a Bíblia também ficaram molhadas com os flocos derretidos de uma centena de bolas de neve.”
Ninguém disse que fazer a vontade de Deus seria fácil. Pelo menos não foi para o pregador Tiago White. Para começar, ele era pobre. Tiago lembra que, ao sair para “o grande campo de colheita, não tinha cavalo, sela, rédea, nem dinheiro”, mas sentia que devia ir. “Eu havia gastado o dinheiro recebido no último inverno em roupas necessárias, na ida a reuniões do segundo advento e na compra de livros. No entanto, meu pai me ofereceu um cavalo para o inverno e o Ancião Polley me deu uma sela com o acolchoado gasto e vários pedaços de uma velha rédea.”
Sim, Tiago White era pobre, mas foi, assim mesmo. Contudo, nem todos ficavam felizes com sua chegada. Em um lugar, ele relata que uma bola de neve quase atingiu sua cabeça enquanto orava. Então veio um dilúvio delas, acompanhado do barulho de uma turba com a qual precisou gritar. Ele recorda: “Minhas roupas e a Bíblia também ficaram molhadas com os flocos derretidos de uma centena de bolas de neve.”
O desafio era o que fazer. Ele concluiu: “Não havia tempo para lógica, então fechei a Bíblia e descrevi os terrores do dia do Senhor. […] Arrependei-vos e convertei-vos” foi seu apelo. No fim da reunião, quase cem pessoas creram.
Deus nunca disse que seria fácil. No entanto, só porque ir é difícil, não significa que a bênção divina não repousa sobre nós. O jovem pregador Tiago White aprendeu a crescer a despeito das dificuldades. Nesse processo, ele desenvolveu abordagens inovadoras para falar à mente e ao coração das pessoas.
Em certo lugar barulhento, onde encontrou dificuldades até mesmo para subir ao púlpito, as primeiras palavras que o público ouviu de seus lábios foi uma canção em alto e bom som:
“Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Não tardará,
Com o som de canções
Com o som de canções
Com o som de canções
Ecoando pelo ar”.
“Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Não tardará,
Com o som de canções
Com o som de canções
Com o som de canções
Ecoando pelo ar”.
Além de acalmar a multidão, o cântico expressou a esperança da breve chegada do advento, à qual ele dedicou sua vida. Deus nunca nos disse que seria fácil seguir Jesus, mas Ele nos promete bênçãos sem limites quando o fazemos.
George Knight - "Para não esquecer"
PREGADOR A DESPEITO DE SI MESMO - Meditação Diária 05-02-2015
"Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus[…]: Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina". (2Timóteo 4:1, 2)
Na meditação de ontem, vimos Tiago White resistindo ao chamado de Deus. Ele conta: “Finalmente resolvi que cumpriria meu dever.” Logo em seguida, “a doce paz de Deus fluiu para minha mente e o Céu parecia brilhar a meu redor. Levantei as mãos e louvei ao Senhor com voz de triunfo”. Suas lutas com as ambições terrenas não terminariam naquele momento; mas, pelo menos, ele estava caminhando na direção correta.
O testemunho de Tiago causou impacto desde o início. Em certo lugar, uma mulher reuniu uns 25 vizinhos não cristãos, e ele deu seu testemunho e, então, se prostrou para orar. “Fiquei surpreso ao descobrir que aqueles 25 pecadores se prostraram comigo. Só consegui chorar. Todos eles choraram junto.”
Tiago obtinha sucesso, mas sentia-se constantemente dividido entre suas ambições terrenas e o chamado de Deus para pregar o breve advento. Escreveu que “a luta era ferrenha”. Após uma ocasião em que se “sentiu envergonhado” porque sua pregação fora pobre por falta de conhecimento da Bíblia, ficou chocado ao ouvir alguns de seus ouvintes chamarem-no de “Ancião White”. “A palavra Ancião”, relembra ele, “cortou meu coração. Senti-me confuso e quase paralisado.”
As coisas prosseguiram relativamente bem até ele tentar falar na presença de dois pregadores que não haviam aceitado a doutrina do advento. Após vinte minutos, ele ficou “confuso e constrangido e se assentou”. Naquele momento, constatou: “Eu finalmente abri mão de tudo por Cristo e pelo evangelho, encontrando enfim paz e liberdade.”
Além da entrega, Tiago percebeu que, se queria ser um pregador bem-sucedido, precisava se preparar para a tarefa. Para isso, ele nos conta que comprou publicações adventistas, leu-as com cuidado e estudou a Bíblia. Também falava em público à medida que Deus abria o caminho.
Podemos encontrar uma lição para todos nós na experiência de Tiago White. É claro que nem todos somos chamados para o ministério pastoral, mas Deus convida cada um para usar os talentos que nos deu. Alguns passam por uma batalha contínua de aceitação. A boa notícia é que o Senhor não perde a paciência conosco. Assim como Ele fez com Tiago, continua a trabalhar em nós a fim de poder trabalhar por meio de nós. Nossa oração diária deve ser para que Deus nos mostre Sua vontade e a aceitemos em nossa vida.
George Knight - "Para não esquecer"
Na meditação de ontem, vimos Tiago White resistindo ao chamado de Deus. Ele conta: “Finalmente resolvi que cumpriria meu dever.” Logo em seguida, “a doce paz de Deus fluiu para minha mente e o Céu parecia brilhar a meu redor. Levantei as mãos e louvei ao Senhor com voz de triunfo”. Suas lutas com as ambições terrenas não terminariam naquele momento; mas, pelo menos, ele estava caminhando na direção correta.
O testemunho de Tiago causou impacto desde o início. Em certo lugar, uma mulher reuniu uns 25 vizinhos não cristãos, e ele deu seu testemunho e, então, se prostrou para orar. “Fiquei surpreso ao descobrir que aqueles 25 pecadores se prostraram comigo. Só consegui chorar. Todos eles choraram junto.”
Tiago obtinha sucesso, mas sentia-se constantemente dividido entre suas ambições terrenas e o chamado de Deus para pregar o breve advento. Escreveu que “a luta era ferrenha”. Após uma ocasião em que se “sentiu envergonhado” porque sua pregação fora pobre por falta de conhecimento da Bíblia, ficou chocado ao ouvir alguns de seus ouvintes chamarem-no de “Ancião White”. “A palavra Ancião”, relembra ele, “cortou meu coração. Senti-me confuso e quase paralisado.”
As coisas prosseguiram relativamente bem até ele tentar falar na presença de dois pregadores que não haviam aceitado a doutrina do advento. Após vinte minutos, ele ficou “confuso e constrangido e se assentou”. Naquele momento, constatou: “Eu finalmente abri mão de tudo por Cristo e pelo evangelho, encontrando enfim paz e liberdade.”
Além da entrega, Tiago percebeu que, se queria ser um pregador bem-sucedido, precisava se preparar para a tarefa. Para isso, ele nos conta que comprou publicações adventistas, leu-as com cuidado e estudou a Bíblia. Também falava em público à medida que Deus abria o caminho.
Podemos encontrar uma lição para todos nós na experiência de Tiago White. É claro que nem todos somos chamados para o ministério pastoral, mas Deus convida cada um para usar os talentos que nos deu. Alguns passam por uma batalha contínua de aceitação. A boa notícia é que o Senhor não perde a paciência conosco. Assim como Ele fez com Tiago, continua a trabalhar em nós a fim de poder trabalhar por meio de nós. Nossa oração diária deve ser para que Deus nos mostre Sua vontade e a aceitemos em nossa vida.
George Knight - "Para não esquecer"
CONHEÇA TIAGO WHITE - Meditação Diária 04-02-2015
"Veio a palavra do SENHOR a Jonas[…] dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até Mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR". (Jonas 1:1-3)
Alguns de nós ouvem o chamado do Senhor para pregar a Palavra, mas não nos sentimos tão dispostos a fazê-lo. Esse foi o caso de Tiago White, a segunda pessoa fundamental para a fundação do adventismo do sétimo dia.
Tiago nasceu em Palmira, Maine, em 4 de agosto de 1821. Ele conta: “Batizei-me aos quinze anos e me uni à igreja [Conexão] Cristã. Contudo, aos vinte, eu havia afundado meu espírito no estudo e no ensino […]. Nunca caí no pecado comum de profanidade, não usei tabaco, chá ou café, nem levei aos lábios um copo de bebida alcoólica. Todavia, eu amava este mundo mais do que a Cristo e o mundo por vir, e adorava a educação, em vez de adorar o Deus dos Céus.”
O jovem Tiago ouvira falar sobre o milerismo, mas considerava o movimento um “fanatismo alucinado”. No estado de espírito em que se encontrava, ficou chocado ao ouvir sua mãe, em quem confiava, expressar uma opinião favorável à doutrina adventista. Ele não estava preparado para o impacto que isso teria sobre ele, em parte porque já havia feito planos para a própria vida, mas a convicção da verdade foi algo que não conseguiu evitar.
Ele relata: “Ao voltar para Deus, senti a forte convicção de que deveria renunciar aos meus planos mundanos e me entregar à obra de advertir o povo a se preparar para o dia do Senhor. Eu amava os livros em geral; mas, durante o período de apostasia, não tinha tempo para o estudo das Sagradas Escrituras, nem gosto por fazê-lo. Por isso, era ignorante quanto às profecias.”
De maneira mais específica, Tiago White sentiu-se impressionado a visitar os alunos da turma em que lecionava em uma escola pública. “Orei para ser poupado desta tarefa”, escreveu, “mas não senti nenhum alívio.” Naquele estado de espírito, foi trabalhar nos campos do pai, “na esperança de que conseguisse dar vazão aos sentimentos que me faziam sofrer”.
Entretanto, não conseguiu. Então Tiago orou pedindo alívio a Deus, sem o sentir. Por fim, “meu espírito se levantou em rebelião contra o Senhor e, impensadamente, disse: ‘Eu não irei’.” Batendo o pé, pôs fim ao assunto e prosseguiu com a vida.
A experiência de Tiago White não é diferente da de alguns de nós. Ouvimos o chamado de Deus para fazer isto ou aquilo, mas batemos o pé e resistimos.
Deus, porém, não desiste. Ele tem um plano para cada um. Qual é o plano dEle para você hoje? E o mais importante: Como você reagirá à vontade divina?
George Knight - Para Não Esquecer
Alguns de nós ouvem o chamado do Senhor para pregar a Palavra, mas não nos sentimos tão dispostos a fazê-lo. Esse foi o caso de Tiago White, a segunda pessoa fundamental para a fundação do adventismo do sétimo dia.
Tiago nasceu em Palmira, Maine, em 4 de agosto de 1821. Ele conta: “Batizei-me aos quinze anos e me uni à igreja [Conexão] Cristã. Contudo, aos vinte, eu havia afundado meu espírito no estudo e no ensino […]. Nunca caí no pecado comum de profanidade, não usei tabaco, chá ou café, nem levei aos lábios um copo de bebida alcoólica. Todavia, eu amava este mundo mais do que a Cristo e o mundo por vir, e adorava a educação, em vez de adorar o Deus dos Céus.”
O jovem Tiago ouvira falar sobre o milerismo, mas considerava o movimento um “fanatismo alucinado”. No estado de espírito em que se encontrava, ficou chocado ao ouvir sua mãe, em quem confiava, expressar uma opinião favorável à doutrina adventista. Ele não estava preparado para o impacto que isso teria sobre ele, em parte porque já havia feito planos para a própria vida, mas a convicção da verdade foi algo que não conseguiu evitar.
Ele relata: “Ao voltar para Deus, senti a forte convicção de que deveria renunciar aos meus planos mundanos e me entregar à obra de advertir o povo a se preparar para o dia do Senhor. Eu amava os livros em geral; mas, durante o período de apostasia, não tinha tempo para o estudo das Sagradas Escrituras, nem gosto por fazê-lo. Por isso, era ignorante quanto às profecias.”
De maneira mais específica, Tiago White sentiu-se impressionado a visitar os alunos da turma em que lecionava em uma escola pública. “Orei para ser poupado desta tarefa”, escreveu, “mas não senti nenhum alívio.” Naquele estado de espírito, foi trabalhar nos campos do pai, “na esperança de que conseguisse dar vazão aos sentimentos que me faziam sofrer”.
Entretanto, não conseguiu. Então Tiago orou pedindo alívio a Deus, sem o sentir. Por fim, “meu espírito se levantou em rebelião contra o Senhor e, impensadamente, disse: ‘Eu não irei’.” Batendo o pé, pôs fim ao assunto e prosseguiu com a vida.
A experiência de Tiago White não é diferente da de alguns de nós. Ouvimos o chamado de Deus para fazer isto ou aquilo, mas batemos o pé e resistimos.
Deus, porém, não desiste. Ele tem um plano para cada um. Qual é o plano dEle para você hoje? E o mais importante: Como você reagirá à vontade divina?
George Knight - Para Não Esquecer
BATES DESCOBRE A REFORMA SUPREMA - Meditação Diária 03-02-2015
"Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, nos quais habita justiça". (2Pedro 3:13)
Bates deparou-se pela primeira vez com o ensino sobre o breve retorno de Cristo por intermédio de um pastor local, mas a ideia não progrediu muito em sua mente até 1839. No outono daquele ano, ouviu a respeito de Guilherme Miller, que pregava o retorno de Cristo para ocorrer por volta de 1843.
Quando apresentou objeções à ideia, alguém lhe disse que Miller usava bastante as Escrituras para comprovar seu ponto de vista. Logo Bates começou a frequentar uma série de reuniões adventistas e ficou “muito surpreso ao descobrir que era possível alguém mostrar qualquer coisa sobre o tempo da segunda vinda do Salvador”. Ao voltar para casa da primeira palestra, declarou à esposa: “Esta é a verdade.”
Seu passo seguinte foi ler um livro que em português seria: “Evidências das Escrituras e da História sobre a Segunda Vinda de Cristo, por Volta do Ano de 1843”, de Guilherme Miller. Bates aceitou os ensinos de Miller de todo o coração, sendo, assim, o primeiro dos que mais tarde se tornariam adventistas do sétimo dia.
Logo o milerismo dominou a vida de Bates, tomando o tempo que ele antes devotava às reformas sociais. Nessa época, alguns de seus amigos lhe perguntaram por que ele não frequentava mais as reuniões de temperança e as sociedades abolicionistas. Ele dizia: “Ao aceitar a doutrina da segunda vinda do Salvador, encontrei o suficiente para engajar todo o meu tempo no preparo para tal acontecimento e ajudar os outros a fazer o mesmo. Além disso, todos os que aceitassem essa doutrina se tornariam necessariamente defensores da temperança e da abolição da escravatura.”
Bates continuou dizendo a seus amigos que “muito mais poderia ser realizado ao se trabalhar na fonte” do problema. Afinal, os vícios que as várias sociedades de reforma tentavam erradicar eram consequências de uma vida pecaminosa, mas o retorno de Cristo resultaria na “obliteração súbita e completa de todo mal”. Por isso, para Bates, o milerismo se transformou na “reforma suprema”. Ele concluiu que “uma humanidade corrupta era incapaz de reformar a corrupção”. O breve advento de Cristo seria a única solução real e permanente.
Desde o início, Bates foi um líder no milerismo. Foi um dos dezesseis que convocaram a primeira reunião geral do movimento em 1840 e o presidente da assembleia que ocorreu em maio de 1842.
Deus dirigiu a vida de Bates passo a passo. Ele faz o mesmo com você e comigo. Nosso papel é não correr à frente, mas seguir Sua direção dia após dia.
George Knight - "Para não esquecer"
Bates deparou-se pela primeira vez com o ensino sobre o breve retorno de Cristo por intermédio de um pastor local, mas a ideia não progrediu muito em sua mente até 1839. No outono daquele ano, ouviu a respeito de Guilherme Miller, que pregava o retorno de Cristo para ocorrer por volta de 1843.
Quando apresentou objeções à ideia, alguém lhe disse que Miller usava bastante as Escrituras para comprovar seu ponto de vista. Logo Bates começou a frequentar uma série de reuniões adventistas e ficou “muito surpreso ao descobrir que era possível alguém mostrar qualquer coisa sobre o tempo da segunda vinda do Salvador”. Ao voltar para casa da primeira palestra, declarou à esposa: “Esta é a verdade.”
Seu passo seguinte foi ler um livro que em português seria: “Evidências das Escrituras e da História sobre a Segunda Vinda de Cristo, por Volta do Ano de 1843”, de Guilherme Miller. Bates aceitou os ensinos de Miller de todo o coração, sendo, assim, o primeiro dos que mais tarde se tornariam adventistas do sétimo dia.
Logo o milerismo dominou a vida de Bates, tomando o tempo que ele antes devotava às reformas sociais. Nessa época, alguns de seus amigos lhe perguntaram por que ele não frequentava mais as reuniões de temperança e as sociedades abolicionistas. Ele dizia: “Ao aceitar a doutrina da segunda vinda do Salvador, encontrei o suficiente para engajar todo o meu tempo no preparo para tal acontecimento e ajudar os outros a fazer o mesmo. Além disso, todos os que aceitassem essa doutrina se tornariam necessariamente defensores da temperança e da abolição da escravatura.”
Bates continuou dizendo a seus amigos que “muito mais poderia ser realizado ao se trabalhar na fonte” do problema. Afinal, os vícios que as várias sociedades de reforma tentavam erradicar eram consequências de uma vida pecaminosa, mas o retorno de Cristo resultaria na “obliteração súbita e completa de todo mal”. Por isso, para Bates, o milerismo se transformou na “reforma suprema”. Ele concluiu que “uma humanidade corrupta era incapaz de reformar a corrupção”. O breve advento de Cristo seria a única solução real e permanente.
Desde o início, Bates foi um líder no milerismo. Foi um dos dezesseis que convocaram a primeira reunião geral do movimento em 1840 e o presidente da assembleia que ocorreu em maio de 1842.
Deus dirigiu a vida de Bates passo a passo. Ele faz o mesmo com você e comigo. Nosso papel é não correr à frente, mas seguir Sua direção dia após dia.
George Knight - "Para não esquecer"
UM REFORMADOR À SOLTA - Meditação Diária 02-02-2015
"Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR". (Lamentações 3:40)
Em sua última viagem (a que ele fez depois de se converter), Bates acreditava que era seu dever não só converter marinheiros ao cristianismo, mas também se certificar de que eles se comportassem como cristãos, mesmo antes de sê-lo.
Por isso, no pôr do sol de 9 de agosto de 1827 (o dia em que partiram), Bates reuniu a tripulação e explicou as regras da viagem. Deve ter sido um choque para os rudes homens do mar que se encontravam diante dele. Além de não xingar, deveriam demonstrar respeito uns pelos outros usando o nome próprio de cada um, em vez de apelidos. Mais radical ainda era a regra que proibia a saída da embarcação aos domingos, quando o navio estivesse no porto.
Em vez disso, proclamou o capitão, “guardaremos o sábado” abordo do navio.
A maioria deles ficou assentada, em silêncio, estupefata diante das declarações. Alguns exprimiram opiniões contrárias, mas o que podiam fazer? Afinal, já estavam no mar para uma jornada que provavelmente duraria um ano e meio.
Entretanto, a bomba de verdade ainda não havia tinha sido lançada. The Empress [A Imperatriz], anunciou Bates, seria um navio temperante. Não haveria licor nem bebidas embriagantes a bordo e, se pudesse, ele os convenceria a nunca beber, nem mesmo em terra firme. Naquele instante, Bates se ajoelhou, dedicando a si mesmo e os marinheiros a Deus.
Sem dúvida, foi uma viagem bem diferente para os tripulantes. Não sabemos tudo o que sentiram, mas uma exclamou que eles estavam “começando muito bem”. Pelo menos um deles achava que, na verdade, estavam começando muito mal.
Durante a viagem, Bates começou a entender mais sobre o sábado, ele leu pelo menos duas vezes a obra de Seth Williston, Five Discourses on the Sabbath [Cinco Discursos Sobre o Sábado]. Após a primeira leitura, Bates declarou não saber que a Bíblia tinha tanto a dizer sobre o assunto. Observou que, logicamente, “ele fora alterado para o primeiro dia da semana”, em lembrança ao dia em “nosso Salvador se levantou triunfante da sepultura”. Algumas semanas mais tarde, escreveu: “Quanto mais leio e reflito sobre este dia santo [domingo], mais me convenço da necessidade de santificá-lo por completo”.
O cristianismo fez a diferença na vida de Bates. Mudou tudo. O mesmo deve acontecer conosco depois de encontrarmos Cristo e O recebermos como Salvador e Senhor. Seguir Seus passos deve nos levar a uma vida radicalmente distinta do mundo ao nosso redor.
George Knight - "Para não esquecer"
Em sua última viagem (a que ele fez depois de se converter), Bates acreditava que era seu dever não só converter marinheiros ao cristianismo, mas também se certificar de que eles se comportassem como cristãos, mesmo antes de sê-lo.
Por isso, no pôr do sol de 9 de agosto de 1827 (o dia em que partiram), Bates reuniu a tripulação e explicou as regras da viagem. Deve ter sido um choque para os rudes homens do mar que se encontravam diante dele. Além de não xingar, deveriam demonstrar respeito uns pelos outros usando o nome próprio de cada um, em vez de apelidos. Mais radical ainda era a regra que proibia a saída da embarcação aos domingos, quando o navio estivesse no porto.
Em vez disso, proclamou o capitão, “guardaremos o sábado” abordo do navio.
A maioria deles ficou assentada, em silêncio, estupefata diante das declarações. Alguns exprimiram opiniões contrárias, mas o que podiam fazer? Afinal, já estavam no mar para uma jornada que provavelmente duraria um ano e meio.
Entretanto, a bomba de verdade ainda não havia tinha sido lançada. The Empress [A Imperatriz], anunciou Bates, seria um navio temperante. Não haveria licor nem bebidas embriagantes a bordo e, se pudesse, ele os convenceria a nunca beber, nem mesmo em terra firme. Naquele instante, Bates se ajoelhou, dedicando a si mesmo e os marinheiros a Deus.
Sem dúvida, foi uma viagem bem diferente para os tripulantes. Não sabemos tudo o que sentiram, mas uma exclamou que eles estavam “começando muito bem”. Pelo menos um deles achava que, na verdade, estavam começando muito mal.
Durante a viagem, Bates começou a entender mais sobre o sábado, ele leu pelo menos duas vezes a obra de Seth Williston, Five Discourses on the Sabbath [Cinco Discursos Sobre o Sábado]. Após a primeira leitura, Bates declarou não saber que a Bíblia tinha tanto a dizer sobre o assunto. Observou que, logicamente, “ele fora alterado para o primeiro dia da semana”, em lembrança ao dia em “nosso Salvador se levantou triunfante da sepultura”. Algumas semanas mais tarde, escreveu: “Quanto mais leio e reflito sobre este dia santo [domingo], mais me convenço da necessidade de santificá-lo por completo”.
O cristianismo fez a diferença na vida de Bates. Mudou tudo. O mesmo deve acontecer conosco depois de encontrarmos Cristo e O recebermos como Salvador e Senhor. Seguir Seus passos deve nos levar a uma vida radicalmente distinta do mundo ao nosso redor.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES SE TORNA RELIGIOSO - Meditação Diária 01-02-2015
"Busquei ao SENHOR, e Ele me respondeu". (Salmos 34:4, ARC)
O pai Bates era um homem religioso que tentara, sem sucesso, criar seu filho para ser uma pessoa espiritual. Em 1807, uma das ondas de reavivamento do Segundo Grande Despertamento mexeu com o jovem Bates, mas o interesse durou pouco, pois a carreira no mar levou sua vida para outro rumo.
Todavia, o mar tem uma forma de fazer os olhos dos marinheiros se voltarem para Deus, sobretudo quando viajam em pequenos barcos de madeira. Como Bates expressou posteriormente: a única coisa no mar turbulento “que nos separava da eternidade tinha a espessura de uma tábua”. Segundo ele, suas primeiras inquietações religiosas surgiram quando percebeu essa barreira de separação. No meio de um furacão furioso de quatro dias, que fez as ondas chegarem até a altura do topo dos mastros, o jovem capitão desesperado fez duas coisas: lançou 40 toneladas de ferro ao mar e deu o passo inédito de pedir ao cozinheiro do navio que orasse.
O cozinheiro não era o único em oração. Prudy, esposa de Bates, também orava. Além disso, achando que o esposo levava romances e novelas demais nas viagens, Prudy acrescentou um Novo Testamento e outras publicações cristãs à bagagem dele. Por meio delas, o Espírito Santo fez Sua obra. Logo Bates perdeu o interesse em ler simplesmente como passatempo e começou a devorar livros como Rise and Progresso of Religion in the Soul [Crescimento e Progresso da Religião na Alma], de Philip Doddridge. O capitão de 32 anos estava se tornando religioso, mas temia que seus oficiais e subalternos descobrissem e zombassem dele.
O ponto de virada aconteceu por ocasião da morte de um marinheiro chamado Christopher. Por ser o capitão, era dever de Bates supervisionar o funeral, mas ele sentia-se muito indigno para isso.
Bates fez o melhor que pôde. Quatro dias depois do sepultamento, entregou a vida a Deus: “Prometi ao Senhor que eu O serviria pelo resto da vida”.
O sentido do enterro de Christopher afetou não só a Bates. Ele usou o acontecimento para tocar seus tripulantes também. No domingo seguinte, fez um sermão sobre a vida eterna.
Bates recordava sua conversão como “a pérola de grande valor, equivalente a mais riquezas do que minha embarcação é capaz de conter”. Observou também qual era seu único desejo: “Poder ensinar [aos outros] o caminho da vida e da salvação”.
E foi isso que ele fez. Tal missão dominou o restante de sua existência.
Servimos a um Deus poderoso, capaz de transformar nossa vida.
George Knight - "Para não esquecer"
O pai Bates era um homem religioso que tentara, sem sucesso, criar seu filho para ser uma pessoa espiritual. Em 1807, uma das ondas de reavivamento do Segundo Grande Despertamento mexeu com o jovem Bates, mas o interesse durou pouco, pois a carreira no mar levou sua vida para outro rumo.
Todavia, o mar tem uma forma de fazer os olhos dos marinheiros se voltarem para Deus, sobretudo quando viajam em pequenos barcos de madeira. Como Bates expressou posteriormente: a única coisa no mar turbulento “que nos separava da eternidade tinha a espessura de uma tábua”. Segundo ele, suas primeiras inquietações religiosas surgiram quando percebeu essa barreira de separação. No meio de um furacão furioso de quatro dias, que fez as ondas chegarem até a altura do topo dos mastros, o jovem capitão desesperado fez duas coisas: lançou 40 toneladas de ferro ao mar e deu o passo inédito de pedir ao cozinheiro do navio que orasse.
O cozinheiro não era o único em oração. Prudy, esposa de Bates, também orava. Além disso, achando que o esposo levava romances e novelas demais nas viagens, Prudy acrescentou um Novo Testamento e outras publicações cristãs à bagagem dele. Por meio delas, o Espírito Santo fez Sua obra. Logo Bates perdeu o interesse em ler simplesmente como passatempo e começou a devorar livros como Rise and Progresso of Religion in the Soul [Crescimento e Progresso da Religião na Alma], de Philip Doddridge. O capitão de 32 anos estava se tornando religioso, mas temia que seus oficiais e subalternos descobrissem e zombassem dele.
O ponto de virada aconteceu por ocasião da morte de um marinheiro chamado Christopher. Por ser o capitão, era dever de Bates supervisionar o funeral, mas ele sentia-se muito indigno para isso.
Bates fez o melhor que pôde. Quatro dias depois do sepultamento, entregou a vida a Deus: “Prometi ao Senhor que eu O serviria pelo resto da vida”.
O sentido do enterro de Christopher afetou não só a Bates. Ele usou o acontecimento para tocar seus tripulantes também. No domingo seguinte, fez um sermão sobre a vida eterna.
Bates recordava sua conversão como “a pérola de grande valor, equivalente a mais riquezas do que minha embarcação é capaz de conter”. Observou também qual era seu único desejo: “Poder ensinar [aos outros] o caminho da vida e da salvação”.
E foi isso que ele fez. Tal missão dominou o restante de sua existência.
Servimos a um Deus poderoso, capaz de transformar nossa vida.
George Knight - "Para não esquecer"
Meditação Diária 31-01-2015 - George Knight - Para Não Esquecer
O BATES PRISIONEIRO
"Basta a cada dia o seu próprio mal". Mateus 6:34, NVI
Precisei viver um pouco para finalmente entender esse versículo. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje é ainda mais clara: “Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.”
O grande ponto de virada na vida de Bates ocorreu em 27 de abril de 1810. Naquela noite, uma equipe de recrutadores formada por um oficial e 12 homens entrou na pensão onde ele se encontrava, em Liverpool, na Inglaterra, pegou-o com outros norte-americanos à força e os arrastou, para serem “recrutas” da marinha britânica, embora tivessem documentos comprovando serem cidadãos dos Estados Unidos.
Para nós, esse tipo de abordagem pode parecer algo absolutamente impensável, mas aqueles eram tempos diferentes. A Grã-Bretanha estava no meio de uma guerra mortal contra Napoleão, e a marinha necessitava de homens. Por causa do baixo salário, das péssimas condições de vida, da alimentação pobre e das surras costumeiras, era quase impossível conseguir recrutas suficientes. No início da guerra dos Estados Unidos contra a Grã-Bretanha, em 1812, a marinha britânica contava com cerca de 6 mil norte-americanos. Bates, aos 17 anos, passaria os cinco anos seguintes (1810-1815) como “convidado” do governo britânico. Serviu metade do tempo na Marinha Real e a outra metade ficou como prisioneiro de guerra. As experiências que teve revelam a força de sua constituição. No início da guerra, em 1812, os britânicos enviaram 200 norte-americanos do esquadrão de Bates para guerrear contra os franceses. Somente seis deles se recusaram, incluindo Bates. Sua recusa lhe custou caro.
Em certa ocasião, num conflito com a frota francesa, todos os norte-americanos auxiliaram os britânicos, menos ele, conforme seu relato da ocasião. Por causa dessa intransigência, um oficial britânico o jogou no chão e ordenou-lhe que colocasse cadeias nos próprios pés. Bates respondeu que o faria sem problemas, mas não trabalharia porque era prisioneiro de guerra. Naquele instante, o oficial disse a Bates que, quando começasse a batalha, ele seria “içado no mastro principal para servir de alvo para os franceses”.
O espírito de independência e determinação caracterizou toda a vida de José Bates. Foi justamente essa índole corajosa baseada em princípios que o transformou no tipo de pessoa enérgica o bastante para dedicar-se à edificação de um movimento, que se originou das ruínas do milerismo.
Sigamos seu exemplo! Deus necessita de pessoas como José Bates.
Meditação Diária 30-01-2015 - George Knight - Para Não Esquecer
CONHEÇA JOSÉ BATES
"Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores". Gênesis 28:15
José Bates foi fundamental durante a etapa inicial do adventismo do sétimo dia. Além de estar no centro do desenvolvimento da posição doutrinária do movimento, levou, depois de um tempo, a mensagem do sábado aos outros dois fundadores do movimento.
Conforme veremos, Bates, além de ser um dos fundadores do adventismo, foi também seu missionário mais zeloso. Podemos afirmar, sem dúvidas, que não haveria adventismo do sétimo dia da maneira que o conhecemos sem sua liderança pioneira.
Bates nem sempre foi cristão. Ele nasceu em Massachusetts, no dia 8 de julho de 1792, e rejeitou a fé de seu pai no início da vida. Sua cidade natal estava se transformando na capital dos caçadores de baleias dos Estados Unidos, e ele sonhava o tempo inteiro com uma vida de aventuras no mar. Apesar de o pai ter planos para ele, finalmente, lhe deu permissão para partir, na esperança de que uma viagem o “curaria”, mas o efeito foi exatamente o oposto.
Em junho de 1807, pouco antes de completar 15 anos, Bates partiu como assistente de navio numa viagem para a Europa. Suas primeiras experiências no mar poderiam levar uma pessoa mais acanhada a desistir dos sonhos e voltar para casa. Por exemplo, no retorno da viagem da Inglaterra, o jovem caiu no oceano do topo de um dos mastros, perto de um grande tubarão para o qual alguns de seus companheiros estavam jogando iscas. Caso a criatura não tivesse mudado de posição bem naquele instante, a carreira de Bates no mar teria sido bem curta.
Na primavera de 1809, ele teve outra experiência quase fatal quando o navio em que estava atingiu um iceberg, próximo a Newfoundland. Presos no porão de carga do navio, ele e outro marinheiro seguraram-se no escuro, preparados para morrer, enquanto ouviam, de tempos em tempos, “os gritos de alguns dos miseráveis companheiros, no convés acima [deles], suplicando a Deus por misericórdia”.
Anos mais tarde, Bates escreveu sobre suas inquietações espirituais na ocasião: “Oh, que pensamento terrível! Prestes a entregar minha alma e […] descer com o navio naufragado até o fundo do oceano, tão longe de casa e dos amigos, sem a menor […] esperança do Céu.”
O vigoroso jovem recebeu um chamado para despertar, mas ainda não estava pronto para entregar a vida a Deus.
Podemos ser agradecidos porque Deus não desiste. Quão bem-aventurada é a verdade de que Ele continua a trabalhar inclusive por aqueles a quem amamos!
"Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores". Gênesis 28:15
José Bates foi fundamental durante a etapa inicial do adventismo do sétimo dia. Além de estar no centro do desenvolvimento da posição doutrinária do movimento, levou, depois de um tempo, a mensagem do sábado aos outros dois fundadores do movimento.
Conforme veremos, Bates, além de ser um dos fundadores do adventismo, foi também seu missionário mais zeloso. Podemos afirmar, sem dúvidas, que não haveria adventismo do sétimo dia da maneira que o conhecemos sem sua liderança pioneira.
Bates nem sempre foi cristão. Ele nasceu em Massachusetts, no dia 8 de julho de 1792, e rejeitou a fé de seu pai no início da vida. Sua cidade natal estava se transformando na capital dos caçadores de baleias dos Estados Unidos, e ele sonhava o tempo inteiro com uma vida de aventuras no mar. Apesar de o pai ter planos para ele, finalmente, lhe deu permissão para partir, na esperança de que uma viagem o “curaria”, mas o efeito foi exatamente o oposto.
Em junho de 1807, pouco antes de completar 15 anos, Bates partiu como assistente de navio numa viagem para a Europa. Suas primeiras experiências no mar poderiam levar uma pessoa mais acanhada a desistir dos sonhos e voltar para casa. Por exemplo, no retorno da viagem da Inglaterra, o jovem caiu no oceano do topo de um dos mastros, perto de um grande tubarão para o qual alguns de seus companheiros estavam jogando iscas. Caso a criatura não tivesse mudado de posição bem naquele instante, a carreira de Bates no mar teria sido bem curta.
Na primavera de 1809, ele teve outra experiência quase fatal quando o navio em que estava atingiu um iceberg, próximo a Newfoundland. Presos no porão de carga do navio, ele e outro marinheiro seguraram-se no escuro, preparados para morrer, enquanto ouviam, de tempos em tempos, “os gritos de alguns dos miseráveis companheiros, no convés acima [deles], suplicando a Deus por misericórdia”.
Anos mais tarde, Bates escreveu sobre suas inquietações espirituais na ocasião: “Oh, que pensamento terrível! Prestes a entregar minha alma e […] descer com o navio naufragado até o fundo do oceano, tão longe de casa e dos amigos, sem a menor […] esperança do Céu.”
O vigoroso jovem recebeu um chamado para despertar, mas ainda não estava pronto para entregar a vida a Deus.
Podemos ser agradecidos porque Deus não desiste. Quão bem-aventurada é a verdade de que Ele continua a trabalhar inclusive por aqueles a quem amamos!
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