Comentários Lição 12 - Eventos Finais: Jesus e os Salvos (Prof. César Pagani)


15 a 21 de Dezembro de 2012


Verso para Memorizar:
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.” (At 3:10-21)


Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.


            As Escrituras deitam muita luz sobre a existência de um santuário ou templo no Céu, onde Deus habita e tem Seu trono. Os escritores sagrados fazem questão de diferençar o santuário que Deus construiu, do santuário que os hebreus construíram, “segundo o modelo mostrado no monte”. A Bíblia não fala de um fabuloso e inimaginável castelo ou palácio (pelo menos, na minha ignorância, eu não conheço uma menção a respeito), onde o ultramajestoso Criador e Senhor Se assenta.

            O modelo que foi mostrado no monte Sinai a Moisés não foi preparado na Terra. O santuário terreno era uma sombra das coisas celestes (Hb 8:5). Cristo é apresentado como Sumo Sacerdote de um “maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos...” (v. 11). O autor de Hebreus fala das coisas que se acham nos céus e que precisam de sacrifícios superiores para ser purificadas (v.11 ainda).

            Paulo afirma em Hb 9:8 que o Espírito Santo lhe revelou que o “caminho do Santo Lugar”, que sem dúvida não era o do santuário terrestre, como ele bem o explica no terceiro membro da frase, porque com o primeiro santuário erigido, o santuário do Céu não estaria em operação.

            Nenhum cristão primitivo teria dúvidas quanto ao que significava Jesus ser o Sumo Sacerdote do Novo Concerto. O crente sabia que Jesus era o Intercessor, o Advogado junto ao Pai e que ministrava no Templo Celeste.

            Cristo passou, como bem sabemos, para o Lugar Santíssimo, local da expiação definitiva dos pecados dos crentes. O santuário celeste só seria purificado ou teria seu Yom Kippur antitípico, a partir de 1844, quando as 2.300 tardes e manhãs encerrassem o mais longo período profético já existente.

            Quando Jesus disser: “Está feito”, a graça deixará de existir para dar lugar ao tempo da ira de Deus. A ira contra o pecado se manifestará na segunda vinda, quando o Senhor matará o ímpio com o resplandor de Sua presença e o sopro de Sua boca.

            Antes, porém, da graça se findar, será dada pelo povo de Deus, sob as ordens do Espírito Santo, a última mensagem para os habitantes da Terra, a fim de que se decidam por Deus ou pela tríplice e demoníaca aliança dos poderes humanos fomentados por Satanás e seus exércitos.


DOMINGO



O santuário celestial – parte 1

           “A compreensão correta do ministério do santuário celestial constitui o alicerce de nossa fé.” Ev, 221. 

            “O Senhor está no Seu santo templo; nos céus tem o Senhor Seu trono; os Seus olhos estão atentos, as Suas pálpebras sondam os filhos dos homens.” (Sl 11:4). Este verso nos revela onde Deus habita, ou Seu domicílio celestial, onde Ele instalou Seu trono para governar o Universo. Ele tem ali um templo que construiu com Suas próprias mãos (Hb 9:11).

            Não temos as medidas desse santuário e não nos compete especularmos sobre sua arquitetura e engenharia. Porém, é vital compreendermos a obra que ali é presentemente desenvolvida.  A Escritura revela que Cristo, após Sua ascensão, entrou num santuário que se encontra no Céu (Hb 9:12).  De posse dos créditos ou méritos da perfeita obra de redenção realizada no Calvário, Ele entrou à presença de Deus por Seu próprio sangue, e não por sangue de bodes e carneiros, como fazia o sumo sacerdote típico no ritual levítico.

“Foi-me também mostrado um santuário sobre a Terra, contendo dois compartimentos. Parecia-se com o do Céu, e foi-me dito que era uma figura do celestial. Os objetos do primeiro compartimento do santuário terrestre eram semelhantes aos do primeiro compartimento do celestial. O véu ergueu-se e eu olhei para o santo dos santos, e vi que a mobília era a mesma do lugar santíssimo do santuário celestial.” PE, 252 e 253. 

            Paulo fala com plena convicção de que “temos um sumo sacerdote que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus”. Para entendermos o papel do sumo sacerdote celeste, é preciso recuar até o tipo – o sumo sacerdote hebreu. Seu papel dentro do rito cerimonial era oficiar o tamid ou sacrifício contínuo durante todos os dias do ano litúrgico, e realizar a cerimônia impressiva do Yom Kippur, o Dia da Expiação, quando os pecados simbolicamente transferidos ao santuário eram apagados para sempre. Diz ele que o “ponto principal” (Hb 8:1) é saber que temos um Sumo sacerdote que também é Rei, pois Se assentou à destra da Majestade. Ele divide o trono com Seu Pai. Isso é soleníssimo! A humanidade está, mediante Cristo, assentada no trono do Universo!

            O ofício de Jesus como Sumo Sacerdote não começou senão após Sua ascensão. Antes “era necessário que Este também tivesse alguma coisa que oferecer” (Hb 8:3). Essa “alguma coisa” foi o derramamento de Seu próprio sangue, para selar a Nova Aliança e tonar-se Seu mediador (mesites ou alguém que fica de intermediário entre duas partes em conflito. 

            João fala de um trabalho específico do Sumo Sacerdote celeste: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1Jo 2:1). Ele é a propiciação ou o recurso para o conseguimento do perdão ao pecador. O “fórum” de Seu trabalho é o Santuário Celeste. Ali Ele apresenta a causa de Seus “clientes”, os pecadores penitentes, e sempre consegue sentença favorável da parte do Juiz de toda a Terra.

SEGUNDA

O santuário celestial – parte 2

            Sentencia a Escritura: “Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rm 3:12) Diante do pecado do homem e da sumária sentença de morte determinada sobre ele por causa da violação da Lei, o Senhor tinha a opção de eliminá-lo, no caso Adão e Eva, apagar sua memória dos anais universais e criar um novo e inocente par. A segunda opção seria imputar a culpa do pecado do casal a Satanás e, mediante  rito sumário, cortá-lo, bem como a seus asseclas, da história do Universo e desculpar o homem.

            O Senhor também poderia, não fosse Ele perfeito, retificar Sua Lei e descriminalizar o ato de Adão e Eva. Sem o dispositivo legal, não haveria transgressão configurada.

            Porém, como Ele não poderia, sem violar a si mesmo, escolher nenhuma das opções anteriores, Seu amor impeliu-O ao ato mais inusitado em toda a eterna história da Criação, encarnando-Se para propiciar a assunção da culpa do pecado e substituir o homem, que merecia a pena máxima. A Divindade não poderia morrer,  porque é absolutamente perfeita, não comete erros, pecados, injustiças, falhas, etc. Então fazia-se necessária propiciar uma instrumentalidade mediante a qual o pecado seria assumido e punido. Assim, Jesus Se encarnou e tornou-Se o substituto penal do homem.

            Não somente isso, tornou-Se também Sumo Sacerdote divino-humano para aplicar os créditos de Seu sacrifício ao homem pecador, a fim de que esse não sofresse o dano da segunda morte e pudesse ser resgatado ao favor divino e reincluso em Sua família.

            A salvação saiu de graça para nós, mas não para Jesus. Para efeitos técnicos, nosso Senhor tornou-Se o maior pecador do Universo, mesmo sem ter cometido a mínima transgressão. Arrostou sobre si a ira de Deus contra o pecado. Sofreu separação do Pai, o que Lhe provocou uma dor que jamais poderemos imaginar. “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” (Rm 5:21)

            Acontece que, a despeito da substituição do pecador por Cristo, o homem não seria impedido de pecar, mesmo depois de ser lavado pelo sangue de Cristo. Ele seria provido de abundante graça para não deslizar, contudo, se cometesse erros, poderia contar com o Deus perdoador para remitir suas culpas. Assim, instalou-se o sumo sacerdócio antitípico, no qual os pecados confessados seriam tratados de tal forma que, cobertos com a justiça de Jesus, seria absolvido judicialmente e, no fim do período de graça, totalmente santificado e livre para sempre de qualquer condenação.

            Somente através da mediação de Cristo podemos ter nossos pecados perdoados e depois apagados para sempre dos registros celestiais. O processo penal transcorre dia e noite e Jesus está continuamente de plantão para interceder por Seu povo. Segundo a Revelação, pecadores redimidos do passado já estão com seu caso encerrado, aguardando tão somente o retorno de Cristo para receber a coroa da vida eterna. Nossos casos ainda transitarão em julgado e cumpre-nos vigiar, trabalhar e orar para estarmos de pé quando nosso Juiz Se manifestar em Sua segunda vinda. 

TERÇA

A segunda vinda de cristo

             As Escrituras falam de três vindas de Cristo: 1) Quando nosso Senhor Se encarnou para oferecer-Se como o Cordeiro de Deus. 2) Quando vier como Rei dos reis e Senhor dos senhores, “tomando vingança contra os que não conhecem a Deus  e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (1Ts 1:8), matando os ímpios pelo resplendor de Sua vinda e o sopro de Sua boca.  3) No final do milênio, quando descerá com a Nova Jerusalém  para instalar definitivamente Seu reino aqui na Terra.

            “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados [exaleipho ou obliterados, apagados, removidos, destruídos] os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.” (At 3:19-21) “A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado. Mas o apóstolo Pedro declara expressamente que os pecados dos crentes serão apagados quando vierem "os tempos do refrigério pela presença do Senhor", e Ele enviar a Jesus Cristo (Atos 3:19 e 20). Quando se encerrar o juízo de investigação, Cristo virá, e Seu galardão estará com Ele para dar a cada um segundo for a sua obra.” GC, 485.  

            Antes da ação do Juízo Investigativo, os pecados dos crentes eram perdoados, mas não apagados.  Durante a sessão do Juízo, os pecados daqueles que morreram em Cristo são apagados, enquanto que os pecados dos crentes confessados a Cristo são perdoados, mas não exaleipho ou removidos. Eles só o serão quando o Juízo passar para os vivos.

 “Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas   ações apagado do livro memorial de Deus. O Senhor declarou a Moisés: ‘Aquele que pecar contra Mim, a este riscarei Eu do Meu livro.’ Ex 32:33. E diz o profeta Ezequiel: ‘Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade... ‘de todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória.’ Ez 18:24. 

             “Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão acrescentado ao seu nome, nos livros do Céu; tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna. O Senhor declara pelo profeta Isaías: ‘Eu, Eu mesmo, sou O que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados Me não lembro.’ Is 43:25. Disse Jesus: ‘O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de Meu Pai, e diante de Seus anjos.’ ‘Qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai que está nos Céus. Mas qualquer que Me negar diante dos homens, Eu o negarei também diante de Meu Pai, que está nos Céus.’ Ap 3:5; Mt 10:32 e 33.” CSS, 112, 113.  


QUARTA


Aguardando o advento

          Em Sua soberania e sabedoria, o Senhor resolveu manter em segredo a “data” da segunda vinda. Porém, concedeu luz e sinais precisos para que os crentes se dessem conta de sua aproximação, e envidassem os esforços necessários para estar preparados.

            Para o mundo, a vinda de Jesus será surpreendente como o assalto de um ladrão. Os habitantes da Terra, a despeito de advertidos tanto pelos fatos como pela pregação dos crentes, preferiram ignorar os alertas. Não queriam que exigências e preocupações espirituais, chamados à responsabilidade moral e apelos ao arrependimento  impedissem sua volúpia hedonista ou busca insaciável dos prazeres da carne. Paulo chama essa condição de “trevas”, “noite”.

            Outra imagem usada pelo apóstolo é a do período pré-parto. Assim como as contrações dolorosas vão aumentando à medida que se aproxima a hora do parto, os gemidos da criação (Rm 8:22) e a confusão global aumentam. Guerras, fomes, pestilências, inundações, terremotos, a espiral da violência e toda sorte de desastres e infelicidades estão aumentando de ritmo. Não há paz no mundo, embora os líderes políticos acenem com um futuro promissor para a humanidade. Os homens estão indo de mal a pior, enganando e sendo enganados (2Tm 3:13). Apodera-se dos habitantes da Terra uma expectativa avassaladora pelas coisas que sobrevirão ao mundo (Lc 21:26).

            Embora também sofram dentro da conjuntura de problemas dos últimos dias, os crentes sabem que sua redenção se aproxima. O senso de urgência leva-os a trabalhar intensamente pela salvação de almas, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Sabem que milhões perecerão se não forem avisados que Cristo está às portas. 

            A IASD trabalha com afinco e diligência para cumprir sua missão na Terra. Ela instruiu, capacita e equipa seus membros a se empenharem na missão de pregar o evangelho a todo o mundo nesta geração. Nada é tão prioritário. Atuando em várias frentes de ação (publicações, hospitais, clínicas, ambulatórios, educandários, emissoras de rádio e TV, serviços à comunidade, assistência social, pregações, estudos bíblicos, divulgação pessoal de cada  membro, Internet, etc., a Igreja pulsa de urgência e procura dar à trombeta o sonido certo. Jesus vem logo, estais vós prontos?

            “O fim está perto, aproximando-se imperceptivelmente como o silencioso aproximar de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas que vigiemos e sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos quantos agora escolhem ser cooperadores de Deus, com ela triunfarão. O tempo é curto; vem logo a noite, em que homem algum pode trabalhar.” Testimonies, vol. 9, p. 135. 

            “Quando romper realmente sobre nós a tempestade da perseguição, as ovelhas verdadeiras ouvirão a voz do Pastor verdadeiro. Empregar-se-ão abnegados esforços para salvar os perdidos, e muitos dos que se extraviaram do redil voltarão a seguir o grande Pastor. O povo de Deus unir-se-á, apresentando frente unida ao inimigo... O amor de Cristo, o amor de nossos irmãos, testificará ao mundo que estivemos com Jesus e dEle aprendemos. Então, a mensagem do terceiro anjo se avolumará num alto clamor, e a Terra inteira será iluminada com a glória do Senhor.” Testimonies, vol. 6, p. 401. 

QUINTA


Morte e ressurreição


        Diz a Sagrada Palavra que todos morrem em Adão, isto é, por causa de sua transgressão, todos nós, seus descendentes, recebemos a herança da morte não só temporal como eterna. Porém, em Cristo todos seremos vivificados ou ressuscitados.

            A morte foi imputada aos seres humanos por causa do pecado. O aguilhão (ou arma da morte) é o pecado (1Co 15:56).

            Os homens acreditam em muitas coisas acerca da morte. Em verdade, estão todos confusos porque não buscam a luz de Deus sobre esse fenômeno. Um sábio estulto chamado Isaac Asimov, disse o seguinte: “Não acredito em vida após morte, portanto não tenho que me preocupar em ter medo do inferno ou do céu. Por pior que sejam as torturas do inferno, acho que a chatice do céu é ainda pior.” Como dizia Castro Barbosa, antigo comediante do rádio: “Inguinorante, chiiii!”

            Bendito seja o Deus que nos deu luz sobre o que mais intriga os homens. Sua Palavra fala de morte, sim, mas muito mais de vida, porque Ele é a vida e a luz dos homens. Ficamos desesperados com a herança de Adão, mas jubilosos em extremo pela herança de Cristo que, por Sua morte e ressurreição, venceu por nós o poder da morte. Paulo revela que a morte e ressurreição de Jesus é nossa total garantia de que, inda que mortos, ressurgiremos do túmulo com a louçania (o viço, a energia, a pujança) da mocidade.

Esse era um assunto que deleitava E. G. White: “Demoro-me com prazer sobre a ressurreição dos justos, os quais sairão de todas as partes da Terra, de cavernas rochosas, de calabouços, das covas da Terra, das águas do mar. Ninguém é passado por alto. Todos ouvirão Sua voz. Eles sairão com regozijo e vitória.” Carta 113, 1886.
            Quando um crente morre, apaga-se a luz de seus olhos, seu cérebro para de funcionar, seus sistemas de vida se desligam. Vai ele assim para um profundo sono do qual só despertará ante o chamado de Cristo. Desceu para a cova, quiçá, despedaçado por um acidente, mutilado por fatalidade, arruinado por moléstia insidiosa, ou mesmo em pacífica velhice. Porém, ao soar da última trombeta, ressuscitará incorruptível, com a mesma condição de vida dos anjos (“Os que no juízo forem ‘havidos por dignos’, terão parte na ressurreição dos justos. Disse Jesus: ‘Os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dos mortos... são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.’ Lc 20:35.” CSS, 112.)

Não temos ideia de como será viver com um corpo imortal, visto que, até agora, só conhecemos a experiência de um corpo corruptível, envelhecente, sujeito constantemente à morte, a enfermidades, tragédias, deformações e por aí afora. 

Porém, a imaginação, ainda que limitadíssima, nos permite antecipar tal felicidade. Seremos eternamente jovens, com a força plena, o vigor, o entusiasmo, a elasticidade, a beleza, a simetria e os encantos da mocidade. Voaremos (sim, EGW diz que alçaremos voos para outros planetas e conheceremos a vasta criação de Deus) e não teremos mais limitações de tempo e espaço. Nossa mente estará livre de restrições e apta a aprender de Deus pelos séculos eternos. Não mais rugas, não mais cabelos brancos, não mais peles pendentes, não mais olhos baços. Regozijar-nos-emos constantemente e de nós fugirá a tristeza e o horror. O Céu pode ser chato para Asimov em sua pobreza espiritual, mas será para nós o eterno paraíso de Deus. 

Comentários Lição 10 - A lei e o evangelho (Prof. César Pagani)



1 a 7 de dezembro de 2012
Verso para Memorizar
“Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos”. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” 1Jo 2:3, 4)

Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos principal e diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.

            Há, circulando há muito tempo nas igrejas em geral, os erradíssimos conceitos doutrinários de que a Lei de Deus conflita com o Evangelho. Ora, o raciocínio mais simples, se despreconcebido, leva a pensar que sendo o Evangelho as boas novas de salvação (salvação de que mesmo?) do pecado, seus efeitos e consequências presentes e eternas e sendo o pecado a transgressão da Lei (1Jo 3:4), conclui-se que o Evangelho nos livra da culpa de  transgredirmos os mandamentos de Deus.
            Os “ignorantes e instáveis” (3Pe 3:16), e também muitos pregadores, teólogos e PhDs, usam perversamente Ef 2:15 para “provar” (como diria o inesquecível Pr. Christianini: “essa é de causar risotas”) que Jesus aboliu a Lei de Deus.
Ótimo! Já que não existe mais Lei, eu dispenso o sacrifício de Jesus, visto que “onde não há lei, também não há transgressão” (Rm 4:15), também não preciso de um Advogado junto ao Pai, não preciso confessar pecados, porque eles não existem legalmente, não preciso de santuário celeste, de intercessão, do Espírito Santo (se não sou transgressor, Ele vai transformar-me em quê?) e, finalmente, não preciso pregar o Evangelho a cada criatura, pois ele é completamente inócuo. Vejam a que descalabro esses ensinos nos conduzem.
Bendito o Deus que nos deu uma Lei santa, justa e boa, que restaura a alma, que nos torna bem-aventurados (Sl 119:1), e possuidores de bens muito maiores do que ouro e prata (Sl 119:72). Lembremo-nos que a Lei, denunciando nosso pecado, serviu-nos de aio para nos guiar a Cristo, o maravilhoso Centro do Evangelho.                   
DOMINGO

Leis e regulamentos divinos
            Deus é o Legislador-mor. Todas as leis do Universo procedem de Sua mente infinita. Estudando-as podemos ter vislumbres do caráter do Autor, Suas intenções a nosso respeito, o poder de Sua sabedoria, amor, interesse nas criaturas, Seus desejos de bem-estar e felicidade para aqueles a quem criou. Até mesmo nossa curiosidade científica e desejo do puro conhecimento das coisas são atraídos e satisfeitos quando meditamos nos regulamentos que criou.
              No AT estudamos que a Lei dos Dez mandamentos é a constituição moral feita para observância de toda a humanidade, especialmente do povo de Deus. Dela procedem todas as outras leis comportamentais, éticas, morais, de direito, de propriedade, de família, de higiene, de saúde, leis de trato comunitário, códigos penais, processuais, cíveis, etc.
Lemos que a legislação de Israel estava dividida em leis, estatutos e juízos. Além delas o Criador baixou leis e as inscreveu em a Natureza, em seus reinos animal, mineral e vegetal.  O concurso de toda essa magnífica legislação estava e está voltado para o benefício do homem e da criação divina em geral.
“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos.” (Sl 19:7, 8) Não há nela nenhuma pecha de injustiça, de inconstitucionalidade, de partidarismo, de tendenciosidade, malevolência, de politicismo, ou qualquer outro desabono. Ela é perfeita porque o Legislador é perfeito. E quando aqui se fala em perfeição, refere-se à absoluta perfeição que escapa de nossas limitadas faculdades de compreensão.  Veja as qualidades encontradas só nesses dois versos: “restaura a alma”, “fiel”, “dá sabedoria”, “alegram o coração”, “ilumina os olhos”.
As constituições dos países contêm falhas. Não são perfeitas e não cobrem todas as facetas exigíveis do direito. A constituição brasileira, segundo o eminente jurista Prof. Celso Antônio Bandeira de Mello, “foi altamente desfigurada para atender a interesses estrangeiros, e não nacionais”.
Quanto à escorreição ou ausência de defeitos da Grande Lei Divina, a própria Inspiração declara que ela é santa e o mandamento santo, justo e bom.           
Outro aspecto fascinante é a perenidade ou eternidade da Lei de Deus. Enquanto Deus existir, existirá a Grande Constituição. O conteúdo de verdade e justiça dos santos mandamentos é total. Não escapa uma condição que não esteja prevista na Lei. 
SEGUNDA

           
A Lei de Deus é tão eterna quanto Ele próprio. Nunca houve tempo em que a Lei não existisse e jamais haverá tempo em que prescreverá. Sendo ela um transunto ou reprodução do caráter de Deus, vigerá pelos séculos dos séculos.
Mas os homens têm um mórbido interesse em anulá-la, desprezá-la, violá-la, repudiá-la. Tendo a Lei valores absolutos, imutáveis, irretocáveis e inamovíveis, choca-se frontalmente com a cultura relativista de nossos dias, onde só existem valores subjetivos , se é que poderíamos chamá-los de valores.  E quando os Dez Mandamentos são desprezados, a sociedade despenca vertiginosamente nos abismos da confusão.
Hoje se “sacramentam” as uniões gays, a fornicação, o adultério, a corrupção, a promiscuidade, o roubo, o engano, a violência criminosa. Ser honesto é puritanismo; ser casto é caretice, ser verdadeiro é anacronismo. Porém, o Senhor não muda e Sua Lei tampouco.
O sábado foi criado na primeira semana de existência da Terra e coroado com a tríplice bendição do Senhor: Seu descanso, Sua santificação e Sua bênção.  Perguntamos aos estrábicos ensinadores antinomistas: Quantos judeus existiam na semana da Criação, para que a Lei lhes fosse outorgada? Nenhum, é a resposta óbvia, gritante. Segue-se que o Santo Direito não é exclusivo dos hebreus.
Por que Caim foi criminalizado como assassino se não existia o mandamento “Não matarás”? E por que Deus falou em pecado com Caim (Gn 4:7), se não havia Lei para denunciar pecados? Por que José considerou pecado contra Deus possuir a mulher de Potifar que o tentava seduzir? Ora, onde não há lei, também não há transgressão. Por que os filhos de Jacó consideravam furto a existência de dinheiro em seus sacos de cereais, se não havia um mandamento dizendo “Não furtarás”? Por que Faraó sentiu ser pecado coabitar com Sara, sabendo depois que ela era mulher de Abraão? Até os pagãos tinham conhecimento da Lei.
Outro aspecto relevante da Lei de Deus é que ela aplica uma sentença única para qualquer crime elencado em seus mandamentos. Quem quebra um dos Dez Mandamentos, é tão réu de morte quanto se transgredisse todos eles.
“Os grandes fatos da criação conforme são apresentados pelos escritores inspirados, a queda do homem, a expiação, a perpetuidade da lei de Deus, são praticamente rejeitados, quer no todo, quer em parte, por vasta proporção do mundo que professa o cristianismo. Milhares que se orgulham de sua sabedoria e independência, consideram como prova de fraqueza depositar implícita confiança na Bíblia; acham que é prova de talento e saber superiores, cavilar a respeito das Escrituras Sagradas, e espiritualizar e explicar evasivamente suas mais importantes verdades. Muitos pastores estão ensinando ao povo, e muitos mestres e professores estão a instruir os estudantes, que a lei de Deus foi mudada ou ab-rogada; e os que consideram suas reivindicações ainda como válidas, devendo ser literalmente obedecidas, são julgados merecedores apenas de ridículo e desdém.” GC, 583.  




O Dicionário da Bíblia de Almeida diz que a Lei é: “Vontade de Deus revelada aos seres humanos em palavras, julgamentos, preceitos, atos, etc. (Ex 16.28; Sl 119).” Partindo dessa conceituação que nos parece justa, arrazoemos: Por que a Lei iria contra ou colidiria com o Evangelho (que também é vontade de Deus revelada em palavras, julgamentos, preceitos e atos), e Jesus teria de anulá-la ou alterá-la parcialmente? Por exemplo, a vontade de Deus relativa ao dia de guarda e santificação era o sábado no AT, e depois passou a ser o domingo no NT. Seria isso razoável, sabendo-se que o Senhor não muda e nem sofre sombra de variação? O Evangelho, porventura,  é graça e a Lei é desgraça?
Ora, o que é preciso entender é o verdadeiro papel da Lei antes e depois da aceitação do Evangelho por parte de uma pessoa. Antes, ela lhe mostra o que é pecado, suas culpas, e lhe diz que o salário do pecado é a morte. A Lei não diz que Jesus morreu para salvar o pecador das culpas e transgressões. Não diz que o Calvário é a solução para todos os que pretendem escapar dos fogos do dia da ira. Mas o Evangelho faz tudo isso.
Quando a Escritura diz que ninguém será justificado pelas obras da Lei, ela quer dizer que não basta enquadrar-se na letra da Lei. A letra da Lei diz: “Não matarás”, ou “não tirarás a vida do teu próximo.” Pois bem, se eu odiar meu semelhante, mas não cometer homicídio tirando-lhe a vida, estarei de acordo com a letra da Lei, pois não? Isso seria uma boa obra diante de Deus? Jamais! Aquele que odiar seu irmão em seu coração já cometeu homicídio, embora o outro esteja vivo. Se eu não tiver relações físicas com alguém que não seja meu consorte, não estarei ferindo a letra da Lei. Porém, se cobiçar a mulher de meu próximo, mesmo que nunca me relacione com ela, terei cometido adultério, ainda que a letra da Lei não me possa imputar nenhum crime.
Agora vamos ver a função da Lei depois que o indivíduo aceita o Evangelho. Um coração convertido tem prazer na Lei de Senhor (Rm 7:22), nela medita de dia e de noite por sua suntuosidade de perfeita justiça (Sl 1:2). Ele olha para ela como sua guia que orienta no caminho certo. Quando a Lei de Deus está em seu coração por causa do efeito do Evangelho, que concedeu dons aos homens, mormente o dom do Espírito, que faz o implante de sumo código de justiça no homem interior, o indivíduo naturalmente se harmoniza com seus preceitos.  Ele não faz força para observar os santos mandamentos. Sua natureza renovada o inclina a isso e ele pede a Deus: “Guia-me pela vereda dos Teus mandamentos, pois nela me comprazo.” (Sl 119:35)
A precípua função da Lei em colaboração com o Evangelho é “que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé”. (Gl:3:24)  
QUARTA

O sábado e a lei
            O sábado é tanto um preceito inamovível da Lei como “não terás outros deuses diante de Mim”. Portanto, é tão obrigatório quanto qualquer outro dos santos preceitos.
            Grande parte dos cristãos no mundo considera a Lei de Deus vigente, exceto quanto ao quarto mandamento. Ou melhor, o descanso continua vigendo, mas não no sétimo dia. Acontece que não há nenhuma menção e a mínima evidência de que Deus haja feito uma retificação no santo preceito do dia de descanso e adoração.
            Fosse intenção divina a mudança do quarto mandamento e Jesus teria ensinado que, depois de Sua morte, como fosse ressuscitar no primeiro dia da semana, todos deveriam comemorar Sua gloriosa ressurreição daí por diante, transferindo todas as obrigações sabáticas para o domingo. Nosso Senhor ensinou que nem um jota ou um til seria removido da Lei. Disse também que Ele não viera para ab-rogar ou fazer cessar a existência da Lei, mas para obedecê-la em sua integralidade.
            Os apóstolos também não fizeram qualquer menção de mudança após a ressurreição e ascensão do Senhor. Continuaram eles a guardar zelosamente os mandamentos de Deus, inclusive observando o sétimo dia como tempo de repouso físico e espiritual. Lucas relata o comportamento apostólico dos discípulos em relação ao sábado. Ver as menções feitas no livro de Atos.
            Jesus, em Mateus 5:19,  afirma: “Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.”  O Dr. Albert Barnes escreveu: “qualquer um que considere qualquer mandamento de
Deus menos importante e não o obedecer, é indigno de Seu reino.”
            Ao aceitarem um sábado espúrio (leia-se domingo), os homens estão dizendo que o Deus Redentor deve ser aclamado no primeiro dia da semana, enquanto o Deus Criador deve ser esquecido e o monumento de Seus feitos criadores demolido para sempre. O “lembra-te do dia do sábado para o santificar” foi substituído atrevidamente por “guardar os domingos e festas de guarda”. É como “desconstruir” (como preferem os intelectuais) o monumento do Ipiranga e votar o grito da independência do Brasil ao esquecimento. É como demolir o obelisco do Ibirapuera para anular a lembrança dos heróis da Revolução Constitucionalista de 1932. É como bombardear o Lincoln Memorial em Washington D.C. para riscar da história o nome do grande presidente  dos EUA e seus feitos históricos.
            O Pr. Milton C. Wilcox, antigo editor da Review and Herald, escreveu em sua obra Question Answered, á p. 113: “Nossas  razões para a guarda do sábado são: Primeira: o mandamento de Deus: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu gado, nem o estrangeiro de tuas portas para dentro, pois em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que nele há, e descansou no sétimo dia. Portanto, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.’ Segunda: O exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, que guardou os mandamentos de Seu Pai, que não pecou, que nos deixou o exemplo para que seguíssemos em Seus passos. Jo 15:10; 1Pe 2:21, 22. Ele, portanto, observou o sábado. Lc 4:16 e outras passagens. Por certo não pode haver razões mais fortes do que a eterna Lei de Deus, sancionada e confirmada pelos profetas, os apóstolos e Jesus  Cristo, e o exemplo do próprio Senhor. Ver 1Jo 2:3-5.”
           
  

O sábado e o evangelho
            Não estamos fazendo violência hermenêutica ao dizer que o sábado tem tudo a ver com o Evangelho.  Jesus, o Autor e Consumador da fé  também é Senhor do sábado e do Evangelho. São Sua propriedade para o benefício dos homens. Depois de consumar a obra de salvação na cruz, Ele   descansou pacificamente no dia de sábado no túmulo de Arimateia e só foi ressuscitar no domingo. Por que Jesus não ressuscitou no sábado?  “Jesus descansou, afinal. Findara o longo dia de vergonha e tortura. Ao introduzirem os derradeiros raios do sol poente o dia do sábado, o Filho de Deus estava em repouso, no sepulcro de José. Concluída Sua obra, as mãos cruzadas em paz, descansava durante as sagradas horas do sábado.
            “No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando ‘os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados’ (Gn 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. ‘As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.’ Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair - eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua ‘obra é perfeita’ (Dt 32:4); e ‘tudo quanto Deus faz durará eternamente’. Ec 3:14. Quando se der a ‘restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo’ (Atos 3:21, Trad. Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, ‘desde um sábado até ao outro’ (Is 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro. ” DTN, 769.
            No tempo de plena pregação do evangelho pelos apóstolos, eles costumavam ir aos sábados nas sinagogas e pregar o evangelho de Cristo. Quando não era possível reunir-se nelas no sétimo dia, eles procuravam um lugar à parte  e lá oravam, adoravam e pregavam (At 16:13)
            O Evangelho é a mensagem de boas novas para os transgressores da Lei, inclusive do sábado. O Salvador redime os homens das culpas contraídas pela transgressão dos mandamentos, inclusive do quarto.  Não estivesse o sábado no contexto do Evangelho, e esse não seria um dos pontos em que, como Tiago diz, o homem se tornaria culpado. Só nove mandamentos apontariam transgressões a serem cobertas pela graça do Evangelho.
            Quando você aceita as boas novas de salvação, é ensinado a praticar obras de fé. Essas obras de fé são normatizadas pela observância dos santos mandamentos, incluindo o quarto. “Lembra-te do dia do sábado para o santificar” vale tanto para os crentes do AT como para os do NT.
            “Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, santificando este dia e separando-o de todos os outros como sagrado a Sua própria Pessoa, para que fosse observado por Seu povo durante todas as suas gerações. Mas o homem do pecado, exaltando-se acima de Deus, assentando-se no templo de Deus e ostentando-se como se fosse o próprio Deus, cuidou em mudar os tempos e as leis. Este poder, tencionando provar que não somente era igual a Deus, mas estava acima de Deus, mudou o dia de repouso, colocando o primeiro dia da semana onde deveria estar o sétimo. E o mundo protestante tem admitido que este filho do papado seja considerado sagrado. Na Palavra de Deus, isto é chamado de sua fornicação. (Ap 14:8.)”  The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 979. 

Cumprindo o sermão dos justos de Mateus 25

Larry de Primo, 25 anos, é um polícial em Nova Iorque. Num dos seus serviços pelas ruas da grande cidade, na noite de 14 de setembro, viu sentado no chão um mendigo que não tinha sapatos, nem sequer um par de meias.

Larry testemunharia mais tarde que ele mesmo estava a usar dois pares de meias e um par de botas de inverno, e ainda assim sentia frio, concluindo que os pés descalços do mendigo só po
deriam estar congelados.

Larry entrou na loja Skechers, bem perto do local, e usou os 75 dólares que tinha para comprar meias térmicas e botas que servem para todo o tipo de clima. Em seguida, voltou para junto do mendigo e ofereceu-lhe o que tinha comprado.

Contudo, viu que o pobre homem tinha dificuldades em se mover, certamente devido ao frio. Por isso, abaixando-se, colocou-lhe ele mesmo as meias e as botas nos pés.

O oficial, que está há três anos na polícia, ouviu depois o mendigo dizer, sorrindo de orelha a orelha, que nunca teve um par de sapatos na vida.

A foto foi tirada por uma turista que observou a cena toda sem que Larry se apercebesse. As botas podem ser vistas ao lado da perna direita do mendigo.

Reflexão: " ... o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes." (Mateus 25:40) 

Autor desconhecido
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