Comentários Lição 2 - Apocalipse de Deus nele revelado (Prof. César Pagani)

06 a 12 de Outubro de 2012

Verso para memorizar:

"Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos faloupelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo." Hb 1:1, 2. 

Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português. 

O Pr. F. Canale escreveu: “Com o advento das eras moderna e pós-moderna, muitos cristãos têm concluído que uma revelação cognitiva especial de Deus é impossível. Infelizmente, esses teólogos procuram interpretar as Escrituras partindo da suposição de que elas foram escritas apenas por seres hu­manos. Estão dogmaticamente persuadidos de que Deus não pode comunicar conhecimento aos seres humanos. Portanto, as Escrituras e a teologia são o produto das sempre mutáveis imaginações humanas. Desta maneira, esses teólogos negam a convicção de Pedro de que nas Escrituras não encontramos mitos, mas verdades (2Pe 1:16).” Revelação e Inspiração.
Muita gente não tem ideia de como funciona a inspiração divina sobre os homens. Creem que Deus ditou cada palavra da Bíblia (inspiração verbal). Ele falava e o profeta, como que reproduzindo um ditado, transferia os dizeres divinos para o papiro. Não foi assim!
        A grande verdade é que Deus é tão transcendente que, Se Ele não se revelasse ao homem, nunca poderíamos conhecê-lo pelos métodos e processos humanos, a despeito de toda a ciência que o homem acumulou até hoje.
Até a boa ciência testemunha do Criador de todas as coisas. A menos que o indivíduo seja um tolo condicionado pela cultura mundana, o homem pode perceber sem muito esforço a suprema inteligência que se encontra nas obras criadas, um dos métodos revelativos do Senhor. 
         O Senhor reforçou Sua revelação mandando escrever Seus pensamentos e palavras num volume sagrado chamado Bíblia. Mediante sonhos e visões e também de teofanias (manifestações pessoais), o Grande Jeová escolheu profetas que falassem em Seu nome para transmitir os pensamentos divinos aos homens.
            Quando vieram os últimos dias – que se iniciaram o tempo de Cristo (At 2:17; Hb 1:2) – o gracioso Pai revelou-Se do modo mais absoluto e inequívoco: através de Seu Filho amado.
          A revelação profética e a revelação messiânica encontram-se hoje transcritas na Palavra de Deus. Se quisermos conhecer o Senhor, temos de mergulhar na Sua Palavra monitorados e iluminados pelo Espírito Santo, o Dono da Verdade.

DOMINGO

A doutrina da Escritura

Quando se faça em doutrina, está-se referindo ao ensino geral das Escrituras Sagradas, desde o primeiro até o último livro. A Bíblia é o livro doutrinal por excelência porque revela verdades absolutas, não mutáveis, não passíveis de múltiplas interpretações. Pedro apóstolo diz que nada do que a Escritura diz é de particular interpretação (1Pe 1:20). Todas as interpretações abstrusas (confusas, inconsequentes) procedem dos homens e não da Escritura.
            A procedência da Escritura vem da mente do Espírito Santo. Ele foi quem inspirou os profetas a escrever as revelações.  Strong disse: “Há infinitas profundezas e alcances inexauríveis de sentido na Escritura, cuja diferença é de todos os outros livros e que nos compelem a crer que o seu autor deve ser divino." Nisso temos a garantia da veracidade integral do Livro Santo. Quem o inspirou é Santo tornando o livro também santo.
Primeiro vem a revelação e depois a reprodução em palavras para torná-la inteligível ao homem. O Espírito agia na mente dos escritores incutindo-lhes ideias, comunicações, por vezes até “ditados”, pensamentos, profecias, os quais os autores transcreviam em suas próprias palavras e de acordo com seu estilo pessoal. Não é dificultoso identificar qual epístola é de autoria de Paulo e qual a de João. Os próprios evangelhos têm estilos literários diversos.
Pedro nomina a Bíblia de “candeia”. Isto é, portadora de luz. E a essa luz Pedro diz que bem faz quem atenta para ela, ou seja, a obedece. A doutrina requer atendimento, assentimento, adoção prática.
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (1Tm 3:16, 17)
O inspirado apóstolo Paulo afirma com toda a certeza que a Escritura é totalmente inspirada. “O grego helenista empregava o vocábulo ‘pasa’ (todo), sem artigo definido, a fim de indicar ‘inteiro’, a ‘totalidade de’. De acordo com os padrões do grego clássico, não havendo a presença do artigo definido, preferiríamos a tradução ‘cada’. Daí a melhor tradução, no idioma português, seria: ‘A Escritura inteira é inspirada por Deus... ’ Ou mesmo: ‘Cada Escritura é inspirada por Deus...’ Por conseguinte, deve-se depreender dessa declaração paulina, que não existe qualquer porção das Escrituras Sagradas que não tenha sida bafejada pelo Espírito Santo, emprestando-lhe vida e autoridade divinas.” — Russel N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 5, pág. 395.
Essa inspiração converge para o divino propósito de aperfeiçoar o homem convertido para que realize boas obras que glorifiquem o nome do Senhor.
Nosso maior exemplo da aplicabilidade da Escritura é o Senhor Jesus. Ele fundamentava Sua vida e ensinos na Santa Palavra. Usava-a como escudo contra os dardos inflamados do maligno. A despeito de ser seu Autor, Jesus passava horas estudando e meditando na doutrina da Escritura. Seu deleite era estar com a Bíblia.
“Ensinem os homens e escrevam as preciosas coisas das Santas Escrituras. Sejam o pensamento, a aptidão, o penetrante exercício da potência cerebral empregados no estudo dos pensamentos de Deus. Não estudeis a filosofia das conjeturas  humanas, mas a dAquele que é a verdade. Nenhuma outra literatura pode se comparar com esta em valor.” CBV, 459, 460.
   
SEGUNDA

A natureza da inspiração
               
             Para nós, crentes, a origem da Bíblia não deixa a menor dúvida. Sabemos que esse estupendo livro tem Deus como seu autor. Através de autorrevelação o transcendente Deus Se expôs ao conhecimento humano. Porém o fez por meio de seres humanos especialmente chamados para a tarefa de “divulgar” o Supremo Ser que está mui além da natureza das coisas. Hasel entende que a dupla dimensão da Bíblia, isto é, seu aspecto divino e sua forma humana precisam ser bem compreendidos.
             Qual é forma da inspiração? “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim as declarações do homem são a Palavra de Deus.” ME1, 20 e 21.
            Esse texto do Espírito de Profecia é bem esclarecedor. O Autor Divino, o Espírito Santo, atua na mente individual e produz pensamentos no agente humano. Essa ação pode ocorrer mediante sonhos, visões ou mesmo aparições. Mensageiros celestiais também atuam na revelação portando e transmitindo mensagens aos escritores bíblicos (Ver Gabriel e Daniel) 
             Um exemplo do processo pode ser visto na produção do livro de EGW The Great Controversy Between Christ and His Angels and Satan and His Angels, mais conhecido por nós como O Grande Conflito. A visão que deu origem ao precioso volume durou duas horas e aconteceu no dia 14 de março de 1858. As ideias gerais, os pontos a comunicar, foram expostos à mensageira. Porém, Ellen consultou obras de historiadores como Wylie, D’Aubigné, Milman, Sears, Lewis e muitos outros escritores. Obras do Dr. Albert Barnes, comentarista bíblico, também eram consultadas. Nada de errado com isso. Dizem os estudiosos que Moisés utilizou na legislação hebraica alguns conceitos do Código de Hamurabi. Paulo usou um pensamento de Epimênides, quando disse: “Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.” (Tt 1:12). Assim, aquilo que era secular ou não inspirado passou a ser inspirado quando anexado à obra de revelação.  

TERÇA

O mistério do Deus triúno
 Um dos mais crassos erros ao se estudar a revelação da Divindade é fazê-lo com preconceitos antropomórficos, isto é, a partir de ideias humanas. L. Boettner esclareceu: “Em teologia, como em qualquer outra ciência, há necessidade de alguns termos técnicos. Quando dizemos que há três Pessoas distintas na Divindade, não queremos com isso dizer que cada uma delas e tão separada da outra, como um ser humano está separado de todos os demais. Embora se diga que Se amam, Se ouçam... enviem uns aos outros, testifiquem uns dos outros, não são, no entanto, independentes entre Si; porque, como já dissemos, autoexistência e independência são propriedades, não das pessoas individuais, mas do Deus Triúno.” Loraine Boettner, The Trinity, p. 59.
Christianini procurou sintetizar o conceito desta forma: “A Divindade Se constitui em três Pessoas, todas eternas, todas iguais, todas divinas, permanecendo uma em essência, em propósito, em funcionalidade. Melhor dito, a Trindade é o organismo da Divindade, é o meio pelo qual Ela Se manifesta e existe em relação ao homem.” Radiografia do Jeovismo, pp. 94, 95.
A. H. Strong afirmou: “Em a natureza do Deus único há três distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas três são iguais".  Systematic Theology, p. 144.
            Ao lerem Gn 1:26, replicam os unitarianos (neorrusselitas ou Testemunhas de Jeová) que Moisés usou um recurso linguístico chamado de plural majestático ou “plural de modéstia”, quando se substitui o pronome “eu” por “nós”. O “façamos” de Gênesis, capítulo primeiro é utilizado porque as três Pessoas divinas participaram da criação do homem, embora o texto não especifique quem fez o quê. Como a Divindade trabalha em perfeita harmonia, não é relevante fazer descrição de tarefas. Em toda a Bíblia temos provas sobejas e evidências claras desse conceito teológico.
Dizem os eruditos que a criação do plural majestático se deve a Gesênio que apresentou um dia a ideia de que esse recurso era apenas a maneira de Deus Se apresentar. Logo a invenção de Gesênio mostrou-se falsa. Não havia historicamente nenhuma prova ou evidência do fato gramatical em nenhuma literatura antiga.
O próprio Cristo empregou a forma plural divina em Jo 3:11: "Nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o NOSSO testemunho". Ainda em Mt 3:15, no batismo: "Assim NOS convém cumprir toda a justiça". E nos versos seguintes ouve-se a voz do Pai, e se vê o Espírito Santo em forma de pomba. As três Pessoas estavam presentes no mesmo momento.
            A palavra Deus é aplicada tanto ao Pai, quanto ao Filho e também ao Espírito Santo. A fórmula batismal, embora contenha uma ordem de colocação, põe no mesmo nível de autoridade as três Pessoas.  O interessante é que o batismo é feito em nome de Jesus Cristo (ver At 2:38; 10:48).
            Alguém disse que o livro neotestamentário de Atos não deveria ser chamado de “Atos dos Apóstolos”, mas “Atos do Espírito Santo”, dada a abarcante presença dessa Pessoa divina.
            Deuteronômio 6:4 apresenta a unicidade de Deus. O vocábulo “Senhor” no texto tem como original o tetragrama (JHVH – Jeová). Há provas incontestáveis em toda a Bíblia sobre a aplicação do nome inefável Jeová às três Pessoas. Quando o shemah (oração de Dt 6:4 e Mc 12:29) é pronunciado, refere-se ao Deus Triúno e não a uma Pessoa divina especificamente.
            Lembramo-nos agora do ensinamento de um velho e saudoso amigo chamado Vandir Garcia, um sábio nas Escrituras. Um dia ele chamou nossa atenção para Ap 7:17: “Pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” Ponderou, então: “Se existe o meio do trono, existe também o lado direito e o lado esquerdo. Não há três tronos, mas um só. Nele se assenta a Majestosa Divindade.”
            Escreveu o Dr. Thomas P. Simmons: “Contudo, a doutrina da Trindade não é autocontraditória. Deus não é três no mesmo sentido em que Ele é um. Ele é um em essência, natureza e ser; mas, nesta uma essência, natureza e ser há três distinções eternas que se nos representam de tal maneira que as chamamos pessoas. Quem pôde dizer que tais distinções são impossíveis em a natureza de Deus? Para fazer isso ter-se-ia de ter perfeito entendimento da natureza de Deus. De maneira que fazemos bem de aceitar o que a Escritura ensina e deixar o mistério para solucionar-se quando tivermos mais luzes, se semelhante luz que nos habilite a explicar e entender nos for sempre dada. O mistério vem por causa de nossa inabilidade para compreendermos totalmente a natureza de Deus.” 


Os atributos de nosso criador
                 
            Parece um tanto presunçoso aventurarmo-nos a pesquisar as grandezas de Deus envoltas em Seus inefáveis atributos. Soa em nossos ouvidos o desafio de Zofar, amigo de Jó: “Você pensa que pode descobrir os segredos de Deus e conhecer completamente o Todo-Poderoso?” (Jó 11:7) Isaías 40:28 diz que não se pode esquadrinhar o Seu entendimento.
            Contudo, sabedor de nossa total incapacidade de conhecê-Lo, o Senhor usou de muita misericórdia e graça e deu-Se a conhecer o tanto que possamos suportar sem mirrarmos como a flor crestada por calor e vento.
Considere este desafiador pensamento: “’No princípio... Deus... ’ (Gn 1:1). Houve tempo, se é que se lhe pode chamar ‘tempo’, em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três Pessoas divinas)... Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a Terra, que Lhe ocupasse a atenção, não existiam os anjos que Lhe entoassem louvores, nem o Universo para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso, não durante um dia, um ano ou uma época, mas ‘desde sempre’. Durante uma eternidade passada, Deus esteve só: com­pleto, suficiente, satisfeito em Si mesmo, de nada necessitando.” The Atributtes of God – Dr. Arthur W. Pink.
            Evidentemente, são tantos os atributos divinos que não poderíamos senão tocar-lhes as fímbrias. Contudo, algo da grandeza imponderável do Senhor podemos cogitar, porque Ele assim revelou à altura de nossa finita compreensão. Estamos cercados por transbordante profusão de Suas obras. Ele criou tanta coisa para revelar-Se de modo inteligente aos homens. A sabedoria contida nas obras criadas é simplesmente assombrosa.
            Um ateu, por exemplo, não pode ter noção de Deus porque não acredita que Ele exista. Apesar de não saber responder às questões mais profundas com que se defronta acerca da existência, teima ele em negar a Deus porque não pode vê-Lo, tocá-Lo, senti-Lo. De que adiantaria ser ele um brilhante cientista se, ao fazer seus estudos,  já parte do errôneo conceito da não existência do Ser Criador? Sem fé é impossível apossar-se dos arcanos ou mistérios de Deus.
            A Bíblia é o mais excelente laboratório do conhecimento dos atributos do Criador. A natureza desajudada pode fascinar o homem, mas não levá-lo a discernir a mão divina nela. O homem pode intuir que há um Ser superior porque entende que tudo quanto o cerca não pode ter vindo de matéria desorganizada que criou inteligência e estruturou-se a si mesma. O homem agnóstico ou ateu nega a Deus porque lhe convém que uma Autoridade superior,  imperial e julgadora dos atos humanos não exista. Ele prefere viver enganado.
            Só se pode conhecer bem a Deus quando o indivíduo se torna amigo dEle, íntimo, confidente. Quando o Senhor toma as rédeas de sua vida e a dirige segundo Seu salvífico propósito.
Alguns atributos divinos: 1) imutabilidade (Ml 3:6) "A imutabilidade divina, como a nuvem que se interpunha entre os israelitas e o exército egípcio, tem um lado escuro, bem como um lado claro. Ela assegura a execução das Suas ameaças, como também a concretização das Suas promessas; e destrói a esperança, carinhosamente acalentada pelos culpados, de que Deus será todo brandura para as Suas frágeis e errantes criaturas, e de que serão tratados de modo muito mais leve do que as declara­ções da Sua Palavra nos levam a esperar. Contrapomos a estas especulações enganosas e  presunçosas  a  solene  verdade  de  que Deus é imutável em Sua veracidade e propósito, em Sua fidelidade e justiça."  J. Dick, 1850. 2) Galardoador (Tg 1:17). Ele Se compraz em trabalhar pela felicidade de Suas criaturas. Tudo que provém de Deus — os Seus decretos, a Sua criação, as Suas leis, as Suas providências — só pode ser bom, como está escrito: ‘E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...’ (Gn 1:31). Assim, vê-se a bondade de Deus primeiro na criação. Quanto mais de perto se estuda a criatura, mais visível se torna a benignidade do seu Criador. Tome a mais elevada criatura da terra, o homem. Abundantes motivos tem ele para dizer com o salmista: ‘Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem" (Sl 139:14). Tudo acerca da estrutura dos nossos corpos atesta a bondade do seu Criador. Que mãos apropriadas para realizar a obra a elas confiada! Que bondade do Senhor, determinar o sono para restau­rar o corpo cansado! Que benévola a Sua provisão, dar aos olhos cílios e sobrancelhas para protegê-los! E assim poderíamos pros­seguir indefinidamente.” A. Pink. 3) Amor. Deus é amor e essa definição é toda-abarcante. 4) Transcendência. É impossível medir as possibilidades de Deus. Jesus disse que para o Pai nada é impossível. Deus excede todos os limites conhecidos e desconhecidos. Ele é infinito.
 
QUIN TA

As atividades de Deus

            Transcendente e imanente – Duas marcantes  e exclusivas características divinas. Na Bíblia essas concepções sobre o Eterno estão bem presentes. Em Is 6:1-5 o Altíssimo é descrito como estando sobre um alto e sublime trono, em meio a glória indescritível e adoração angélica. Isso é transcendência. E a imanência? "Toda a terra está cheia da Sua glória!”.
            Deus Se apresenta imanente em Sua criação e em Seu relacionamento com a humanidade.  Ele sustenta a vida. De Seu Ser flui poder que anima todas as criaturas. Deixasse o Senhor de exercer o poder sustentador por um segundo, e tudo cessaria de existir. Ele também está constantemente concedendo bênçãos aos humanos. Alimento, proteção – não exercesse Ele Seu poder protetor e o diabo e seus anjos destruiriam tudo neste planeta. Todos os dias nascem milhares de crianças, de animais, de árvores (a despeito da sanha destruidora do homem). Todos os dias as pessoas se alimentam, apesar da fome que reina em muitos lugares por causa das maldições que o homem atrai sobre a criação. Cada dia Ele ordena a Seus anjos e aos homens e mulheres que receberam a salvação, que trabalhem e lutem para salvar seus semelhantes da derrocada produzida pela transgressão. Cada dia Seu amor inefável se derrama como dilúvio. Ele amou e ainda ama o mundo de tal maneira. A oferta de Seu Filho Unigênito está vigendo.
            O Senhor vigia os atos dos homens. Embora lhes dê plena liberdade de escolha, não permite que a injustiça atinja níveis que comprometam Seus desígnios (Ver a narrativa do dilúvio e da confusão de Babel - Gn 6 e 11:9). Como supremo Juiz do Universo, aplica sentenças sobre a maldade. Quando a iniquidade chega a níveis insuportáveis, os juízos de Deus se fazem presentes, inda que radicais – como no caso das cidades da campina. Na maioria das vezes, os juízos visam a disciplinar e restaurar para a salvação.
            Já transcendência nos mostra que Deus não está restrito à nossa capacidade de compreendê-Lo, mas infinitamente além. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor?”. (Rm 11:33-34) Porém, Ele Se revela porque sabe de nossa incapacidade de conhecê-Lo como realmente é. Cada dia, por exemplo, que você abre Sua Bíblia, um livro do Espírito de Profecia ou outra literatura edificante, o Senhor está procurando revelar-Se a você. Nas reuniões de culto está presente o esforço divino de revelação. Por isso, estejamos concentrados e atentos, cheios de reverência e temor em nossos cultos, pois o Senhor está presente para nos beneficiar.
 





Cicatrizes

"Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:5)

Sentei-me, uma tarde, num parque do Norte da Inglaterra, ao lado de um velho mineiro aposentado. Notei que ele tinha uma longa cicatriz na face es­querda, que atravessava todas as rugas de seu rosto. "Sofreu algum acidente nas minas?", perguntei-lhe. Um brilho estranho veio aos seus olhos, enquanto respondia: "Não, moço, esta cicatriz foi deixada por uma garrafa quebrada, quando na minha mocidade seguia o general William Booth, fundador do Exército da Salvação. Tenho orgulho desta cicatriz".

Quando leio as Escrituras e encontro o versículo desta meditação, recor­do, envergonhado, quão diminuto têm sido meus esforços e quão fraca, a mi­nha resistência contra o mal, em nome de Jesus Cristo. A cicatriz honrosa que aquele homem trazia no rosto era, sem dúvida, "resistência até o sangue". A maioria de nós não precisa, hoje em dia, sofrer a tal ponto, mas se quisermos realmente avaliar nossa resistência ao pecado e ao mal, temos de olhar para a cruz de Cristo e lembrar que Ele morreu para que tivéssemos vida. Não deve­mos nos alegrar pela Sua obra redentora em nossas vidas e ter orgulho dos conflitos que enfrentamos em seu nome?

William Walton (Inglaterra)

Você enxerga as cicatrizes de Jesus Cristo como as cicatrizes do seu Salvador? Você enxerga Suas cicatrizes como marcas do maior amor que existe?
 
Se você já O aceitou, você poderá dizer como Paulo: "porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus"? Gálatas 6:17

Testemunho Jeaane Gomes - Programa 180º NT

Jeaane Cristina Oliveira de Brito Gomes nasceu em Manaus, Amazonas, em uma família de católicos praticantes, mas aos 17 anos ela entregou seu coração à Cristo e batizou-se na Igreja Batista. Que revolução. Depois de enfrentar forte oposição da família, ela conseguiu reverter a situação e levá-los um a um para a Igreja Batista. Cursou seminário teológico, casou-se com um pastor batista e depois de muitos anos, passou pela maior transformação de todas. O que será que Deus ainda tinha a revelar pra ela?
 
 


365 Recados Inspirados #114

"Todos podem encontrar alguma coisa para fazer. Ninguém deve achar que não há lugar em que possa trabalhar por Cristo." 

CBV, pág. 104

Lição 13 - Comentários em Vídeo (Prof. Sikberto)

Lição 13 - Conservando a igreja fiel - (Lições da Bíblia) TV Novo Tempo

Comentários Lição 13 - Conservando a igreja fiel (Prof. César Pagani)


22 a 29 de setembro de 2012

Verso para Memorizar:

      "Portanto, irmãos, ficai firmes e apegai-vos às instruções que vos foram ensinadas – quer mediante discurso ou através de nossa carta" (2Ts 2:15) – Rothrham Version. 

A igreja é o povo escolhido, o exército, a comunidade discípula e imitadora e Cristo, a nação intercessora (sacerdotal), o povo santo (separado do mundo), a divulgadora incansável do reino da graça, a detentora dos oráculos divinos, a morada do Espírito Santo.
            A despeito de tudo, há em seu meio problemas de muitas sortes. Jesus disse que no mundo Sua Igreja teria aflições. E a Igreja não está imune a problemas externos e, mormente, internos. O Senhor não nos prometeu o paraíso dentro dos arraiais. A têmpera do aço é obtida em meio às altas temperaturas da provação, que também ocorrem no arraial dos santos.
            Grande ênfase tem sido dada por nossos pastores dirigentes ao grande movimento de renovação que deve preceder a recepção do poder da chuva serôdia. E, de fato, precisamos desesperadamente de reavivamento. Só um cego não vê o estado presente de Laodiceia.
            Entretanto, não nos esqueçamos de que todo o Céu está trabalhando denodadamente para levar a Igreja a um estado de fidelidade. Multiplicam-se os testemunhos das grandes coisas que o Senhor tem feito por nós.
            As ações evangelizadoras da IASD têm logrado êxito retumbante. Porém, temos defecções ou apostasias (há apostasias internas, isto é, de gente afastada que ainda congrega e apostasias de abandono total da congregação, quando não migrando para igrejas populistas, milagreiras, “financistas” e entretenedoras) em número preocupante. Qual será a razão? Ou razões? Valendo-nos da versão inglesa Rothrham, da qual foi extraído o verso para memorizar, cremos que grande parte do problema se deve ao desapego ou apego frouxo às instruções que nos foram ensinadas.  Não que deixamos de ouvir a Palavra ou estudá-la, mas de praticá-la segundo o “assim diz o Senhor” e o poder da graça que o Espírito nos confere. Emocionar-se com a Palavra é uma coisa; consternar-se com ela ao ponto do arrependimento é outra.
            Todavia, não há razão para pessimismo e incredulidade. A real igreja remanescente receberá das mãos de Cristo a coroa da vida, porque será fiel até a morte. Isso nos é garantido por Aquele que jamais comete erros. Nunca é demais repetir o entusiasmante parágrafo escrito por EGW no livro Serviço Cristão, pp. 13, 14: “Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça,  na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações.”

DOMINGO 
Fiéis por escolha divina (2Ts 1:13-17)

O Deus Redentor escolheu cada homem e cada mulher para que fossem salvos. Deus escolheu cada homem e cada mulher para serem fiéis até a morte e receberem a coroa da vida.  Porém, deu a todos o direito de preferência de serem fiéis ou não.
A escolha da fidelidade por parte do Senhor tem embutida em si mesma toda graça necessária para que essa lealdade seja desenvolvida e mantida.
Deus primeiro chama a pessoa mediante o convite do evangelho. Leva-lhe ao conhecimento que Ele fez todas as provisões para o resgate completo e a vida imortal sob a glória de Cristo.   Os méritos de Jesus são concedidos primeiramente àquele que O aceita, não apenas como Salvador, mas também como Senhor, isto é, o Proprietário de tudo quanto esse indivíduo é e possui.
Paulo recomenda firmeza dos crentes. Que eles não se demovessem de tudo quanto lhes fora ensinado pela palavra falada e escrita de Paulo. Recomenda o apóstolo que os fiéis conservem as tradições que receberam. A esta altura é bom esclarecer que as tradições de que Paulo está falando não são de doutrinas humanas, mas de tradições ou de coisas transmitidas com base na Palavra de Deus. Embora haja tradições que, não sendo mencionadas pelas Escrituras, não são más em si mesmas, é bom que abramos os olhos para outras que podem ser transmitidas dentro da igreja e que não levam a lugar nenhum.
            O Pr. Morris Venden, em sua meditação matinal “Fé Que Opera”, p. 258, fala sobre tradições que nos foram passadas. Diz ele: “Alguns pensam que é pecado abrir os olhos durante a oração! Isso é uma tradição. Não aparece em nenhuma passagem da Bíblia. Algumas pessoas acham que é pecado colocar alguma coisa sobre a Bíblia. Isso é uma tradição. Devemos rejeitar todas as tradições? Não. Não devemos rejeitá-las arbitrariamente!” Alguém me disse certa vez que a Irmã White proíbe que usemos peças de roupa de cor vermelha. Até agora não encontrei uma passagem do Espírito de Profecia a respeito. A propósito, numa de suas visões a irmão White viu pessoas no Céu em cuja veste havia uma orla de cor vermelha. Eram os mártires ressuscitados que haviam sido fiéis até a morte. Mas, cuidado com “teorias” e tradições passadas por alguns membros da igreja.
            A fidelidade recomendada por Paulo é aquela que se apega inflexivelmente às revelações da Palavra do Senhor, e não a tradições que são meros preceitos humanos.

SEGUNDA     
Confiança diante do mal (2Ts 3:1-5)
           
“Finalmente, irmãos, orem por nós para que a mensagem do Senhor continue a se espalhar rapidamente e seja bem aceita, como aconteceu entre vocês. Orem também para que Deus nos livre das pessoas más e perversas, pois nem todos creem na mensagem. Mas o Senhor Jesus é fiel. Ele lhes dará forças e os livrará do Maligno. E o Senhor faz com que confiemos em vocês; temos a certeza de que estão fazendo e continuarão a fazer o que lhes recomendamos. Que o Senhor os faça compreender melhor o amor de Deus por vocês e a firmeza que ele, Cristo, dá!” (NTLH)
A preocupação prioritária de Paulo era a expansão dinâmica e célere do Evangelho. Seu amor por Cristo e Seu Evangelho era tanto, que desejava haver uma verdadeira explosão do conhecimento de Jesus para salvar as almas. Notemos que ele pede oração para que a mensagem fosse bem recebida pelos ouvintes.
Ele estava bem ciente de que a maldade de homens e mulheres, associada à perversidade das hostes das trevas, tentaria por toda sorte deter o avanço da mensagem. Paulo, que fora tão perseguido, escorraçado, ameaçado, fustigado e incansavelmente caçado pela oposição, pedia orações para que as pessoas malignas não estorvassem o bom trabalho. Davi orava: “Livra-me, Senhor, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniquidades e vive forjando contendas. Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide. Guarda-me, Senhor, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos. Os soberbos ocultaram armadilhas e cordas contra mim, estenderam-me uma rede à beira do caminho, armaram ciladas contra mim. Digo ao Senhor: Tu és o meu Deus; acode, Senhor, à voz das minhas súplicas.” (Sl 140:1-6)
O grande arauto do Evangelho não temia por si mesmo, mas pelos danos que os agentes de Satanás podiam causar à igreja e à obra de Cristo. Como ele sabia que a graça também precisa ser pedida mediante a oração, exortava o povo a solicitá-la constantemente do Céu.
O coração de Paulo, por outro lado, era tranquilíssimo. Ele tinha total certeza de que “fiel é o Senhor, que vos confirmará e guardará do maligno” (2Ts 2:50). Não precisamos temer de que o Senhor Jesus não levará a bom termo Sua obra de salvação. Ele é fiel. Jamais deixará que Sua igreja seja derrotada pelo arqui-inimigo.  Se o povo de Deus puser nEle sua confiança, Ele Se levantará como Miguel, o Defensor dos filhos de Seu povo, e mais uma vez combaterá e vencerá o mal.
             
TERÇA
As escrituras e a tradição (2Ts 3:6-8)
             
       Retornamos à questão da tradição. O contexto dos versos de hoje revela que havia irmãos que andavam “desordenadamente” (ataktos), ou fora das regras ou ordens estabelecidas.
      Em várias partes de suas cartas aos tessalonicenses, Paulo fala, citando seu próprio exemplo, que é mister trabalhar para o sustento próprio. Ele, como apóstolo, deu exemplo de não depender de subsídios dos irmãos para pregar e servir no altar. Embora um doutor, não se recusou a usar as mãos em trabalho artesanal para prover seu sustento.  Na primeira epístola disse ter trabalhado dia e noite para não ser pesado aos irmãos (1Ts 2:9).
      Ainda na primeira epístola ele autoriza os irmãos dirigentes a admoestar ou repreender os desordeiros (ociosos, preguiçosos, párias). Já estudamos que havia em Tessalônica alguns crentes que, crendo na imediação ou proximidade da vinda de Cristo, incentivavam outros a não trabalhar, mas empregar seu tempo em atitude contemplativa de preparo para o grande evento.
       A tradição a que Paulo se refere é a “maneira que convém andar e agradar a Deus” (1Ts 4:1) E mais: “E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos...” (1Ts 4:11). Tradição é tudo aquilo que é transmitido verbalmente e também por escrito.  A despeito do significado depreciativo que o termo assumiu por causa de ensinos humanos firmados tanto na cultura religiosa quanto na secular, existem boas tradições cristãs que estão em plena harmonia com a Palavra.
      Há tradições bíblicas e tradições dos homens. Jesus repreendia os escribas e fariseus porque colocavam as tradições religiosas judaicas acima dos preceitos da Santa Palavra (Mt 15:3; Mc 7:5-13). Paulo também advertira os colossenses a esse respeito (Cl 2:8), e também exortara Tito a que repreendesse os cretenses a que não se fiassem em fábulas judaicas (Tt 1:14)
      EGW diz que o erro anda muito próximo da verdade. Assim, convém-nos aprofundar o conhecimento bíblico para que não sejamos enganados por ventos de doutrinas e “boatos espirituais” que muitas vezes circulam em nosso meio e fora dele. Por mentiras assacadas pelos dissidentes da igreja, às quais eles revestem de palavreado artificioso para enganar. Não fechamos os olhos para os erros e desmandos cometidos nos arraiais de Israel, porém, temos plena confiança na direção de Cristo, de que Ele não permitirá que os que “têm veneno de áspides debaixo de seus lábios” (Sl 139:4 – Versão Matos Soares – 9a edição – Ed. Paulinas) consigam perverter os ensinos santos.

QUARTA                                                       

Trabalhar e comer (2Ts 3:9-12)
             
            Paulo, informado da existência de um grupo de bons vivants (vadios, indolentes) no seio da igreja, pediu providências drásticas imediatas contra os mandriões. Quando trabalhou entre os tessalonicenses, ele já determinara que quem não quisesse prover seu próprio sustento, tendo condições de fazê-lo, não devia nem mesmo ser ajudado pela igreja se padecesse necessidades.
            Ele mesmo dera exemplo trabalhando num serviço artesanal para se sustentar. Embora houvesse o direito consuetudinário de o missionário ser mantido pelos que recebiam suas instruções, o apóstolo preferiu abrir mão do privilégio e praticar o ofício de tendeiro. De forma alguma podia concordar com aqueles que, a pretexto de se prepararem para o iminente – segundo supunham – retorno de Jesus, estavam vivendo como párias e dando mau testemunho do cristianismo.
            “Paulo não dependeu inteiramente do trabalho de suas mãos, para manter-se enquanto esteve em Tessalônica. Referindo-se mais tarde a sua experiência nesta cidade, ele escreveu aos crentes filipenses em reconhecimento dos donativos que deles havia recebido enquanto esteve ali, dizendo: ‘Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica.’ Fp 4:16. Não obstante o fato de haver recebido este auxílio, foi cuidadoso em dar aos tessalonicenses um exemplo de diligência, para que ninguém pudesse com razão acusá-lo de cobiça, e também para que os que mantinham pontos de vistas fanáticos referentes ao trabalho manual recebessem uma reprovação prática.” AA, 348-340. 
            “Em cada século Satanás tem procurado prejudicar os esforços dos servos de Deus pela intromissão na igreja do espírito de fanatismo. Assim foi nos dias de Paulo e assim foi também durante o tempo da Reforma. Séculos mais tarde, Wycliffe, Lutero e muitos outros que abençoaram o mundo por sua influência e fé, encontraram as astúcias pelas quais o inimigo busca levar ao fanatismo extremado mentes desequilibradas e não santificadas. Criaturas desorientadas têm ensinado que a conquista da verdadeira santidade coloca a mente acima de todos os pensamentos terrestres, e leva os homens a se absterem inteiramente do trabalho. Outros, interpretando com extremismo determinados textos das Escrituras, têm ensinado que é pecado trabalhar - que os cristãos não devem preocupar-se quanto aos seus interesses temporais e de sua família, mas dedicar sua vida inteiramente às coisas espirituais. Os ensinos e exemplos do apóstolo Paulo são uma reprovação a tais extremismos.” AA, 348.  
             
QUINTA 
Amor severo (2Ts 3:13-15)

          “Tratando com membros que cometem faltas, o povo de Deus deve seguir estritamente as instruções dadas pelo Salvador no décimo oitavo capítulo de Mateus.” – TS 3, pág. 200.
           E o que diz Mateus 18:15-17? “Se o seu irmão pecar contra você, vá e convence-o entre você e ele só. Se ele o escutar, você ganho seu irmão; mas, se não o escutar, leve com você uma ou duas pessoas, a fim de que toda palavra seja confirmada pela boca de duas ou três testemunhas. Se ele se recusa ouvir, diga-o à igreja; e, se recusar ouvir também à igreja, seja ele para você como o pagão e o publicano.” Versão Italiana Nova Riveduta.
            Vemos aqui três instâncias de apelação até a aplicação disciplinar. Esse não deixa de ser um processo de amor e não de vindita. O propósito é recuperar e não meramente punir. O problema está na obstinação do ofensor ou agravante. Ele não se deixa convencer; não quer “dar seu braço a torcer”. Se tão somente reconhecesse seu erro, Jesus nos impõe o amoroso dever de perdoá-lo, ainda que nos ofenda sete vezes num só dia (Lc 17:4). E se ele não pedir perdão, devemos ainda assim perdoá-lo? Essa possibilidade não considerada na sequência desse verso. Ficamos então sem orientação de Jesus? Não! Não foi Ele mesmo que nos ensinou que se não perdoássemos nossos devedores, também não seríamos perdoados, pois Deus usaria nosso exemplo irreconciliável contra nós mesmos. Mesmo que o ofensor, em sua obstinação, não se humilhe e peça perdão, ainda assim, por amor a Jesus devemos perdoá-lo.
            Agora, se o perdoarmos isso dispensa o procedimento de Mt 18:15-17? O que acham? “Não tolereis pecado em vosso irmão; mas também não o exponhais ao opróbrio, aumentando assim a dificuldade, de sorte que a repreensão pareça vingança. Corrigi-o do modo
proposto na Palavra de Deus.” TS3, 201.
            Vejam que no roteiro ordenado por Jesus em Mateus, há a obrigatoriedade, se malogrados os passos anteriores, de comunicar à direção da igreja o pecado havido. Ocultá-lo é incorrer em cumplicidade. “Mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado.” Lv 19:17.
        A última fase é penosa para qualquer pastor, congregação e os membros individualmente. Está escrito: “Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos [publicamente], para que também os demais temam.” (1Tm 5:20)
“Deve-se tratar prontamente com o pecado e os pecadores na igreja, para que outros não sejam contaminados. A verdade e a pureza exigem que façamos uma obra completa para purificar o acampamento de Acãs. Que os que ocupam posições de responsabilidade não sofram pecado num irmão. Mostrai-lhes que ele, ou tira o seu pecado, ou é separado da igreja.” – TS2, 38.

Comentários Lição 13 - Conservando a igreja fiel (Prof. Sikberto)


22 a 29 de setembro de 2012

Verso para memorizar: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (2 Tes. 2:15).

Introdução de sábado à tarde
Enquanto estivermos na Terra enfrentaremos dificuldades e cometeremos erros. Por dois motivos. Primeiro: porque ainda somos pecadores. Embora possamos estar em processo de transformação, de santificação, e sejamos cada dia mais capacitados na obediência a DEUS, só seremos perfeitos quando formos transformados por completo, e isto ocorrerá no dia da segunda vinda de CRISTO. O segundo motivo é que, neste planeta, enquanto ele não for restaurado, enquanto aqui satanás e seus anjos estiverem buscando nos induzir a erros, como pecadores que somos, estaremos sujeitos a sermos enganados. Esta é a realidade. Portanto, vigiar é o que devemos fazer.
As dificuldades que enfrentaremos serão como indivíduos e como igreja. Como pessoas erramos e pecamos, e esses erros evidentemente afetam a igreja. E também cometeremos erros como organização, no caso, nas decisões que se tomam em nome da igreja. São decisões nos diferentes colegiados como as comissões locais, as mesas administrativas, e também as decisões de executivos, como as dos membros que ocupam cargos, dos pastores, de departamentais e presidentes. Não existe possibilidade de termos uma igreja infalível quanto à gestão, ao que faz o ser humano, uma vez que esse ser humano é falível. A igreja só é perfeita nas partes que são desempenhadas pelos anjos de DEUS e por JESUS.
Portanto, temos um alerta importante. Devemos sempre lutar, orar bastante e manter a comunhão com nosso Senhor, para de transformação em transformação, sermos cada vez mais semelhantes a JESUS, e assim permanecermos firmes. Necessitamos cuidar para não estorvar a operação do ESPÍRITO SANTO em nossa vida mantendo vícios de conduta que já sabemos há tempo que estão errados, que não são aprovados por DEUS. Atenção: quando descobrirmos que algo não é aceitável por DEUS, isto quer dizer inequivocamente que o ESPÍRITO SANTO nos deu essa informação. Para tal fim, Ele pode valer-Se de diversos meios como leituras, assistir uma pregação ao vivo ou de um DVD, e por muitas outras maneiras. Então, se não tomarmos uma atitude favorável à operação do ESPÍRITO SANTO, estaremos nos afastando dEle, e arriscando com o tempo a não ouvirmos mais a Sua voz, atraindo sobre nós, naquele aspecto, um tipo de operação do erro.  A operação do erro é o efeito do pecado contra o ESPÍRITO SANTO. Leva ao caminho de não se conseguir mais desenvolver interesse por mudar de vida, acomodando-se nos velhos pecados e arriscando a perda da vida eterna. E muitas vezes, leva a se rebelar contra a igreja e a combatê-la.

  1. 1.      Primeiro dia:  Fiéis por escolha divina (2 Tes. 2:13-17)
A escolha divina ocorre em reciprocidade com a escolha humana. Todos os seres humanos desde o princípio foram escolhidos por DEUS para serem salvos. JESUS morreu por todos. A salvação está estendida a todos.
Contudo, a oferta de salvação gratuita não é suficiente para que a escolha divina se complete e que produza os resultados desejados por DEUS. O ser humano deve corresponder por meio de uma atitude positiva. O ser humano deve também escolher a DEUS.
Quando o ser humano corresponde à escolha divina, então se inicia uma vida maravilhosa de emoções interessantes. Problemas surgem, mas são resolvidos por meios que muitas vezes não se explicam facilmente. Provas e dificuldades aparecem, mas a pessoa sente um poder superior que a faz ir adiante, mantendo-se firme. Uma vida nova se inicia e a pessoa experimenta o desejo de superar os atrativos do mundo. Ela se desencanta, ao longo do tempo, com o que o mundo oferece. Mesmo algumas coisas lícitas e interessantes do mundo ela não coloca na frente das que são de cima. A prioridade passa a ser a vida eterna, não algum proveito que possa ter aqui.
A escolha divina, para valer na prática, deve ter a iniciativa de DEUS, e essa já ocorreu. Mas também deve ter a aceitação por parte do ser humano. Só então a pessoa estará no caminho da salvação, ou seja, só então ela passa à eficácia da condição de eleita.
O que aconteceu com os de Tessalônica? Eles receberam os ensinamentos de Paulo. É o que diz o texto selecionado, verso 14: “vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançar a glória de nosso Senhor.” Até aí, podemos dizer, era DEUS, por meio desse pregador, oferecendo a eles a salvação, tendo JESUS já feito tudo para que houvesse a salvação, isto é, que pudessem ser perdoados. E o interessante, que deixa esses tessalonicenses especiais, é que eles aceitaram em poucas semanas, e aderiram fortemente à salvação. Eles aceitaram a pregação que DEUS lhes fazia por meio de Paulo. E permaneceram firmes na fé, pelo que Paulo os exortou que ficassem nessa condição, sempre firmes.
É assim que as pessoas se salvam. Todas foram escolhidas, mas de fato se salvam aquelas que aceitam a escolha e permanecem fiéis.
Parece simples, não é? E é simples mesmo!

  1. 2.      Segunda: Confiança diante do mal (2 Tes. 3:1-5)
O mal existe? E o bem? Há guerra entre os dois? Satanás é mesmo um espírito mau? E DEUS, é o Criador?
Não devemos nos preocupar tanto com as provas para saber se as repostas a estas perguntas são sim ou não, nem nos envolver nos respectivos debates. Não é esse o enfoque, provar estas coisas, pois isso não é o mais importante. Devemos ter convicção do que cremos por meio das Escrituras. Estas sim, devemos verificar suas provas de veracidade, e elas existem.
A coerência das Escrituras por diversos autores é uma das provas de veracidade, assim como o cumprimento das profecias. A descrição bíblica profética feita há milênios sobre os dias de hoje, sua exatidão, é no mínimo evidência superior ao que a ciência atual é capaz de prever para daqui a dois anos quanto à economia do mundo. Quanto à previsibilidade, confrontando-se a Bíblia numa amplitude de longo prazo com a ciência numa amplitude de curto prazo, a Bíblia torna-se uma ciência exata e a ciência torna-se num fracasso estatístico.
Mas a maior comprovação de que DEUS existe, que há anjos por aqui e que JESUS voltará outra vez, é a transformação que pode ocorrer em seres humanos. O exercício do poder de DEUS para recriar é uma forte evidência de que Ele existe, e as coisas que acontecem ao nosso redor, outra evidência da existência do mal e de satanás. Afinal, não são poucas as pessoas que antes da transformação eram maus elementos, muitas delas pessoas perigosas, seja por serem criminosas seja por serem trapaceiras. Depois que se encontraram com JESUS, tornaram-se diametralmente opostas ao que eram, pela transformação. Aliás, quem, por exemplo, hoje é “mau elemento”, essa pessoa tem a grande oportunidade de provar ao mundo, pela sua transformação efetuada por DEUS, que Ele existe e que tem poder. Afinal, uma pessoa que é socialmente aceitável, se ela faz sua entrega a DEUS, e evidentemente é transformada, a diferença entre o antes e o depois não é tão impactante como um assassino ou traficante que passa pela transformação. Assim sendo, quem é radicalmente mau, veja bem e considere o poder que possui quando testemunha do poder transformador de DEUS.Aproveite a oportunidade dessa situação, e prove por sua vida transformada que DEUS existe. Interessante que no Reino de DEUS há emocionantes e radicais oportunidades aos classificados maus elementos.
Paulo exortou aos tessalonicenses que orassem por ele. A oração é um recurso poderoso, pois os efeitos que resultam dela vem da associação de um ser humano com o Criador do Universo. Analise o seguinte: orando estamos falando, por enquanto à distância, com Alguém que foi capaz de criar o Universo do nada, somente pela força de Sua vontade. Se Ele tem tal capacidade, pergunta-se: quais são os Seus limites? Ou seja, por exemplo, se Ele criou a vida, não pode fazer ressuscitar quem a perdeu? Se Ele criou esse mundo, não pode recriar tudo aqui?
Portanto, se Ele tem tais poderes, e ainda por cima é puro amor, vale a pena manter comunhão com Ele, pois o resultado será bom para nós, embora ainda tenhamos algum sofrimento pela frente.

  1. 3.      Terça: As Escrituras e a tradição (2 Tes. 3:3-8)
A verdade a que Paulo se refere está baseada nas epístolas escritas e nas palavras proferidas por ele, pelos apóstolos e por JESUS. Naqueles tempos o Novo Testamento estava sendo vivido para ser escrito. Os membros da igreja bem como seus líderes aceitavam como guia seguro os escritos do Antigo Testamento, os textos já escritos do Novo Testamento e o que JESUS havia falado junto com o que os apóstolos falavam. Essas duas últimas eram tradição, ou seja, transmissão oral. Todas essas fontes eram tidas como de igual credibilidade.
Hoje não podemos mais aceitar textos ou pronunciamentos feitos em nosso tempo como de igual autoridade às Escrituras. O que podemos, e devemos fazer é, ao ouvir ou ao ler, verificar se o embasamento foi correto. Portanto, tudo o que vem a nós que não seja as Escrituras, devemos conferir se estão de acordo com elas. Os escritos de Ellen G. White são para nós adventistas confiáveis, mas o status deles são no sentido de explicar as Escrituras, não de complementar nem de se igualar a elas. Aliás, é curioso que frequentemente acusam os adventistas de terem os escritos de EGW como iguais à Bíblia, mas ninguém se lembra de acusar a Igreja Católica nem a Luterana de terem seus catecismos como superiores à Bíblia.
Estamos nos dias em que as Escrituras devem ser respeitadas como um todo. Elas devem nos servir como mapa para mostrar o caminho da vida eterna. Delas muitas coisas podemos aprender, em especial, sobre como viver em coerência com a excelente vontade de DEUS. E é exatamente o contrário disso que mais se pratica no mundo: utilizando as Escrituras como base para uma infinidade de ensinamentos contraditórios, tantas e quantas igrejas existem. E no essencial das crenças, estas igrejas creem do mesmo modo: santificação do domingo e imortalidade da alma.
Assim como os cristãos dos tempos dos apóstolos aceitavam as Escrituras e as palavras dos apóstolos e de JESUS, do mesmo modo nós devemos aceitar, quer por ensinamento que por exemplo e testemunho de vida.

  1. 4.      Quarta: Trabalhar e comer (2 Tes. 3:9-12)
A classe dos acomodados, dos que se esforçam pouco ou menos que as suas necessidades, dos que nada fazem (preguiçosos), ou dos que se intrometem nas atividades dos outros descuidando das delas, sempre existiu. Sempre houve pessoas astutas que sabiam como fazer para sobreviver às custas dos outros. Estas tornam-se um peso aos pais, aos irmãos, aos amigos, etc., dependendo de cada situação. Não se pode incluir nessa lista os doentes, os idosos, as crianças, os desempregados temporariamente, e outros casos especiais, que precisam de ajuda.
Em primeiro lugar, tais pessoas são candidatas ao inferno. Nossa vida de cristãos deve ser de atividade produtiva e construtiva. “Quando o homem se reconcilia com Deus, as coisas da natureza falam-lhe em palavras de sabedoria celestial, dando testemunho da verdade eterna da Palavra de Deus. Ao dizer-nos Cristo o sentido das coisas da natureza, a ciência da verdadeira religião se manifesta, explicando a relação da lei de Deus para com o mundo natural e espiritual.
“A andorinha e o grou observam as mudanças das estações. Emigram de um país a outro para encontrar um clima apropriado à sua comodidade e felicidade, conforme designou o Senhor que fizessem. São obedientes às leis que governam sua vida. No entanto, os seres formados à imagem de Deus deixam de O honrar pela obediência às leis da natureza. Desrespeitando as leis que governam o organismo humano, inabilitam-se para servir a Deus. Ele lhes envia advertências para que se apercebam de que violam Sua lei, por violarem as leis da vida. O hábito, porém, é forte, e eles não darão atenção. Os dias se enchem de dor corporal e inquietação de espírito porque estão decididos a seguir hábitos e costumes errados. Não raciocinam da causa para o efeito, e sacrificam a saúde, paz e felicidade à sua ignorância e egoísmo.
“O sábio se dirige ao indolente, nestas palavras: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.” Prov. 6:6-8. A habitação que as formigas constroem para si revela habilidade e perseverança. Tão somente um pequenino grão de cada vez podem elas carregar, mas pela diligência e perseverança realizam maravilhas.
“Salomão indica a operosidade da formiga como uma censura aos que desperdiçam suas horas na ociosidade, ou em práticas que corrompem a alma e o corpo. A formiga se prepara para as estações futuras; mas muitos que são dotados das faculdades do raciocínio deixam de se preparar para a futura vida imortal.
“O Sol, a Lua, as estrelas, as sólidas rochas, o rio que flui e o vasto e inquieto oceano ensinam lições que todos bem fariam em levar a sério” (Conselhos para Professores, Pais e Estudantes, 189-190).


  1. 5.      Quinta: Amor severo (2 Tes. 3:13-15)
Dentro de que contexto iremos estudar a lição de hoje? É um contexto de rebelião generalizada mundo afora. Os gays têm direitos a mais que as pessoas tradicionais, e exigem, ameaçam ou recorrem por meio de processos judiciais. Aqueles que amam mais o mundo que a DEUS se acham cobertos de razão, apoiados pela mídia e pelos atuais costumês; taxam tudo o que não estiver conforme o que acreditam como antiquado. Ainda há poucas semanas, integrantes do grupo punk rock Pussy Riot fizeram uma apresentação de mau gosto dentro de uma catedral ortodoxa em Moscou, contra Vladimir Putin, presidente da Rússia. Foram condenadas a dois anos de prisão, o que muitos consideram exagerado. As opiniões se dividiram, muitos contra a condenação. Não considero o mérito da condenação, mas é de assustar o clamor mundial a favor das moças que cometeram aquele ato totalmente reprovável. Há uma tendência de que tudo deva ser permitido, de impunidade para com os desregrados e de preconceito sobre aqueles que vivem de acordo com as leis. O mundo se vulgariza em relação à Lei de DEUS e às dos homens. Na situação da sociedade atual, a pergunta é: como cuidar dos casos de rebeldia dentro de nossa igreja? Não me refiro aos que erram por descuido – essas situações são simples de resolver se os tratarmos com amor, e geralmente todos saem ganhando. Refiro-me aos casos de notória transgressão que gera infâmia ao bom nome da igreja.
É nesse contexto que hoje devemos não só zelar pelo nome de nossa igreja, que se identifica com o Salvador e Sua maior promessa, mas também zelar pela vida espiritual dos membros, para que não se percam do caminho da vida eterna. Essa é uma tarefa difícil, atualmente combatida pelo inimigo da verdade e do amor. JESUS e Paulo dão boas instruções neste sentido. JESUS, em Mateus 18:15 a 17, disse que nos casos de ofensas entre irmãos (e nem todos os casos que requerem correção são ofensas…), o que foi ofendido deve dirigir-se ao irmão para falar com ele. Esta parte está em conformidade a outra instrução dada por JESUS em Mat. 5:23 e 24: a reconciliação com o ofensor. Quando o ofendido lembrar disso no momento em que estiver ofertando, deve interromper a sua oferta e ir até o ofensor e tentar acertar tudo. Esse é o princípio do caminho mais fácil, ou seja, é mais simples ao ofendido tomar a iniciativa da reconciliaçãodo que o ofensor fazer isso. Vem da sabedoria do alto. Há outro princípio aqui: resolver a questão sem envolver outras pessoas, sem dar publicidade ao fato. Se entre os dois houver acerto, fica por isso mesmo, e não se fala mais no assunto, afinal, houve perdão e solução. Ou melhor, houve um crescimento espiritual, pois dar perdão é um ato divino, não desse mundo.
Porém, se o ofensor não se mostrar humilde e resistir à reconciliação, deve nesse caso o ofendido retornar com mais uma ou duas pessoas, as testemunhas e também mediadoras. Elas servem para ajudar na persuasão pela busca da paz, mas também já servem de testemunhas em caso da situação conflitiva permanecer aberta. E se o caso ainda não for resolvido, só então se deve levar à igreja (onde todos ficarão sabendo, que se buscava evitar), ou seja, à comissão da igreja, que estudará detalhadamente, ela pode fazer diligências, levantar mais informações, etc., para evitar mal entendidos. A comissão fará uma recomendação à igreja que dará a última palavra.
A lógica aqui é que se evite que os problemas entre os irmãos chegue a uma assembleia, e sim, que se resolva com o menor trauma moral possível. Problemas, se ocorrem, são como que desafios à nossa santidade como povo de DEUS para resolvermos sem publicidade e difamação do nome do ofensor e do nome da igreja e do nome de DEUS. Quando uma pessoa insiste em levar a coisa precipitadamente perante a igreja, está usando de incompetência espiritual, pois insiste em que muitos tomem conhecimento de algo que só prejudica a todos. Pior ainda se falar por fora, a outros, sobre o mal que alguém fez (isso se chama fofoca, e é ato demoníaco, é o inimigo que tem o mau costume de acusar). Devemos espalhar as coisas boas, mas as ruins devemos resolver o quanto antes e sem publicidade (fofocas), como fazem alguns noticiários sensacionalistas na televisão, que despertam a atenção da maioria das pessoas. Sabemos, no entanto, que há casos que a igreja deve se pronunciar em público. Imagine a igreja silenciar diante de um estupro por parte de um membro, cuja situação não veio a público ainda. Mais tarde pode ser conhecido de muitos, e a igreja ficará numa posição de conivência, como que a esconder fatos que a sociedade não aceita. Devemos resolver tudo sem prejudicar a imagem de CRISTO aqui na Terra, nem a imagem da igreja, pois isso afastaria boas pessoas de serem salvas. Ou melhor, o ótimo seria que nós, membros do corpo de CRISTO não déssemos motivos para reconciliações, e que vivêssemos sempre reconciliados e em harmonia.

  1. 6.      Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
A lição deste trimestre foi rica e variada em temas importantes para a vida cristã. É de se esperar que todos os estudantes tenham sido transformados pela ação do ESPÍRITO SANTO valendo-se do conhecimento adquirido. Sempre há o grave risco de adquirirmos novo conhecimento importante para a nossa salvação, mas não o colocarmos em prática. Nesses casos estaremos habituando a mente a rejeitar esse conhecimento, ou, no mínimo, de ficarmos indiferentes a ele. Sempre que aprendermos algo novo, devemos ter respeito por esse conhecimento interessando-nos pelas mudanças que ele requer em nossa vida. O ESPÍRITO SANTO não nos transformará por imposição, não é assim que o Reino de DEUS funciona.
Um dos pontos importantes dos estudos deste trimestre é sobre o poder enganador de satanás. O seu principal agente na Terra é o anticristo, na pessoa do bispo de Roma, o papa. De fato, ele é seguido por 1,2 bilhões de pessoas. Mas a esse número devemos somar as outras igrejas que aceitam doutrinas de Roma, então o número se eleva para 2,5 bilhões de pessoas, das chamadas igrejas cristãs. O poder de enganar é tão intenso, que no outro lado das igrejas cristãs está a que segue por inteiro os ensinamentos bíblicos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com cerca de 20 milhões de pessoas. Ou seja, quem fala a verdade consegue poucos interessados. A proporção é de menos de um adventista para cada 100 cristãos. É espantoso ver o tamanho deste poder enganador, e isto nos alerta, que cuidemos para nós mesmos, em vez de nos mantermos em pé, vir também a sermos enganados. Esse é o perigo.
Satanás há tempos vem concedendo poder a seus aliados. Mas DEUS ainda não está fazendo o mesmo com seu povo. DEUS não é um irresponsável, como satanás. O inimigo concede poder a sua confusa babilônia, não importam as consequências, mas DEUS só concede poder a um povo que O represente perfeitamente como Ele é. Assim, quando o Seu povo, que se chama pelo Seu nome, se humilhar e permitir que seja por Ele transformado, então o mundo verá, como jamais pôde ver, o que é o poder de DEUS em ação por meio de pessoas fiéis. As lutas dos antigos irmãos de Tessalônica nos servem de ensinamento (pois também nós estamos em guerra espiritual), que existe um poderoso inimigo detentor de uma capacidade incrível de persuadir sedutoramente para o erro. E DEUS tem em nós os instrumentos pelos quais Ele quer alertar o mundo para essa situação, levando o evangelho da verdade ao mundo inteiro, para que JESUS volte bem logo. Os sinais estão clamando em alto volume que JESUS está às portas. As trombetas que os anjos utilizarão para tocar na volta de JESUS estão prontas e as arpas que iremos tocar ao chegarmos ao mar de vidro estão afinadas. Em breve, muito breve, Ele vem, como prometeu. Esteja pronto e vigie todos os dias.

365 Recados Inspirados #113

"Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la"

Parábolas de Jesus, pág. 69

Testemunho Diego Neves - Programa 180º NT

Ele nasceu na zona sul de São Paulo em um contexto de pobreza. Presenciou várias cenas de tráfico de drogas, perseguições policiais, agressões físicas, e decidiu seguir um caminho diferente; ele ia ser jogador de futebol. Incentivado pelo pai, Diego Neves de Carvalho, logo aos 9 anos, ingressou na escolinha de futebol do São Paulo Futebol Clube. Jogou a Taça São Paulo de 2004 e em seguida passou a compor o elenco do Clube para sua idade. Nessa mesma época ele passou a sentir sede de Deus, começou a estudar a Bíblia sozinho e aí teve início uma mudança de 180º em sua vida.

"... estivera Moisés em contemplação da terra da promessa. Mas, por causa de seu pecado em Meribá, não lhe fora dado ali entrar. Não devia ter a alegria de introduzir as hostes de Israel na herança de seus pais. Foi-lhe recusada sua angustiosa súplica: 'Rogo-Te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está dalém do Jordão; esta boa montanha e o Líbano!' Deut. 3:25. Deve-lhe ser negada a esperança que por quarenta anos aclarara as sombras das vagueações do deserto. Uma sepultura nesse deserto, eis o objetivo daqueles anos de labuta e opressivo cuidado. Mas Aquele 'que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos' (Efés. 3:20), assim atendera à súplica de Seu servo. Moisés passou sob o domínio da morte, mas não devia permanecer na sepultura. O próprio Cristo o chamou à vida. Satanás, o tentador, reclamara o corpo de Moisés por causa de seu pecado; mas Cristo, o Salvador o tirara da tumba." Jud. 9.

O Desejado de Todas as Nações, p. 421
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