Cristãos violentos: uma violência à fé cristã
(por Maurício Zágari)
Eu estava calmamente lendo a Bíblia de madrugada quanto cometi o erro de entrar no twitter no exato momento em que um canal de TV estava transmitindo lutas de Ultimate Fighting (UFC). Montes e montes de cristãos estavam tuitando e vibrando com as lutas. Eu li aquilo e postei um comentário dizendo que não conseguia compreender como pessoas que seguem Jesus são capazes de se divertir vendo gente bater uma na outra, como servos do Cordeiro de Deus podem vibrar com tanta pancadaria e violência. Jesus... para que eu fui fazer aquilo?! Comecei a ser espancado verbalmente por uma legião de fãs das lutas. Alguns foram educados e argumentaram como cavalheiros. Mas os demais me jogaram no chão e começaram a dar chutes e pontapés verbais que me deixaram estarrecido. Fui nocauteado moralmente. E isso me fez refletir mais uma vez sobre um dos problemas que considero um dos mais graves da igreja visível no Brasil: como aqueles que se chamam pelo nome de Jesus passaram a achar nos nossos dias que agressão, ofensas, verborragia e ataques pessoais é uma atitude absolutamente aceitável do ponto de vista bíblico. O que é um sinal de que não entenderam nada sobre a fé.
Um cavalheiro chamado Renato desferiu de cara quatro tuites que parecem ter saído de dentro do ringue: "Gosto é como nariz, cada um tem o seu... então pegue sua hipocrisia e vai ler a bíblia", me disse esse suposto cristão. E, não satisfeito, continuou: "Aposto que não está lendo a bíblia as 3:30h. Com certeza em algum site pornô ou coisa parecida... isso sim é coisa de quem julga os irmãos... Farizeu." Tenho de confessar: fiquei pasmo. Nem adiantava dizer que ler a Biblia era exatamente o que eu estava fazendo. Simplesmente, pela primeira vez na vida, dei block no "irmão" (meu Deus, quem discipula um homem desses?) Dois "cristãos" me chamaram de hipócrita. Mais um de fariseu. Outros usaram termos que eu prefiro não repetir aqui porque este é um blog para pessoas cristãs, ou seja, que não apreciam linguajar torpe. E, depois de falar assim com um irmão, vão às suas igrejas, louvam de mãos levantadas, tomam a Ceia do Senhor e creem que estão agindo como filhos de Deus.
Vi até pastores vibrando! Um deles, que é celebridade no twitter (mais de 90 mil followers, apesar de só viver escrevendo bobagens atrás de bobagens), tem como maior predicado ser casado com uma cantora gospel da mais famosa familia de cantores gospel do país. Pois o cidadão tuitou coisas como "Uhuuu Vitor quebrou tudo!!!", "Que joelhada linda" e "Vitor Belfort entrou falando em línguas que emoção vai sacudir tudo #Torcendo". Eu mal conseguia acreditar: Um pastor realmente escreveu para mais de 90 mil pessoas "Que joelhada linda"???
Outro pastor, conferencista que vive pregando pelo Brasil, escreveu: "Quebra tudo Zé Aldo...". Uau! Isso então é o que muitos de nossos pastores estão ensinando por aí: não o arrependimento de pecados, a paz, a paciência, o amor ao próximo, dar a outra face, pagar mal com bem. Estão ensinando: "quebra tudo" e "que joelhada linda". Para pra pensar com calma: um sacerdote do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo elogiando uma joelhada, um gesto de extrema violência! Que dias de profundas trevas nós - a igreja do manso Cordeiro de Deus - estamos vivendo...
Bem, eu não entro no mérito do gosto pessoal de cada um. Tem gente que gosta de briga de galos. Na antiguidade, as hordas se divertiam com os gladiadores do Coliseu. O ser humano sempre foi atraído por violência, gosta de filmes como os de Charles Bronson e tudo isso naturalmente é consequência da entrada do pecado no gênero humano - ou você consegue imaginar Adão antes da queda ou mesmo Jesus na primeira fileira de um estádio (ou o correto é falar ginásio, não sei), vibrando e gritando: "Vai, Belfort, arrebenta ele! Quebra esse jumento!" - palavras verídicas que reproduzo do tuiter de um homem que se diz cristão e estava assistindo ao massacre. Pode me chamar de hipócrita, fariseu ou careta, mas eu não consigo imaginar isso.
Claro que muitos concordaram comigo. Me alegrou em especial um jovem que postou diretamente para mim: "Confesso que vibrei e até me alegrei em alguns momentos. Mas suas palavras foram um despertar para uma reflexão sobre isso. Só posso agradecer". Essa parcela da Igreja não me preocupa, pois o Espírito Santo já cuida dela e convence do pecado, da justiça e do juízo. O que me preocupa é a parte da igreja que está sanguinária, violenta... tão distante do que Jesus ensinou!
Muito disso tem a ver com nossos modelos. Hoje em dia os principais líderes evangélicos que estão na TV e na Internet são homens agressivos, verborrágicos e ofensivos, que usam termos como "trouxa" e "bundão" para se referir a irmãos na fé. Por outro lado há denominações religiosas que têm como nicho esportistas e por isso incentivam esportes de contato e que defendem esse tipo de prática e comportamento. Pronto: junta isso tudo e temos uma legião de "cristãos" que serão ensinados a cada culto ou programa na Internet ou na televisão que ofender, agredir, atacar, revidar e coisas similares é algo aceitável dentro do verdadeiro Cristianismo. E isso, naturalmente, em especial é algo atraente para os jovens, cheios de testosterona.
Só tem um problema: isso está biblicamente muito errado.
O Cristianismo é a religião da não violência. Quando Jesus foi preso no Getsêmani e Pedro cortou a orelha do soldado Malco, o Senhor repreendeu o agressor e restaurou o homem ferido. Cristo era o Cordeiro Manso e humilde de coração, que deixou-se voluntariamente apanhar, ser cuspido, xingado, ofendido, açoitado, vilipendiado, crucificado... e como ovelha muda perante seus tosquiadores não abriu a boca. Ele deu o exemplo. Ajudava os necessitados e elogiou a atitude do samaritano que auxiliou o homem que tinha sido espancado pelos ladrões. Jesus visava sempre à cura, nunca a provocar a violência e a dor.
No Sermão do Monte, Jesus ensina a dar a outra face, a andar a segunda milha. Diz que os pacificadores e os mansos são bem-aventurados. Em momento algum você vê nos discursos do Mestre incentivo à violência. Pelo contrário, quando ele diz aos seus discípulos que eles seriam perseguidos pela fé, a sua ordem é que fujam e não que revidem. Olhe esta foto à esquerda: você consegue encaixá-la nas bem-aventuranças ou consegue imaginar que isso seja algo que deixe Jesus de Nazaré feliz? E se alguém vier com a história da derrubada das mesas dos cambistas no templo eu nem entro por esse mérito, apenas sugiro que pegue um bom livro que explicará que aquilo não foi um ato de violência, mas de limpeza e purificação motivado por desonestidade e exploração na hora das negociações que aqueles homens faziam.
Nas epístolas você não encontra linguagem ofensiva. Mesmo quando o apostolado de Paulo é questionado ele o defende com veemência, mas jamais alguém é ofendido ou agredido. Se não pela sua pessoa, muito menos pelas ideias que expressa. Pecados são confrontados mas nunca se veem retaliações verborrágicas ou de incentivo à agressão física. Pelo contrário, quando os judeus levam a mulher adúltera até Jesus, Ele estaria coberto de razão pela Lei Mosaica se dissesse: "Podem baixar o sarrafo nela, arrebentem com essa desgraçada". Mas não. Calmamente, sem erguer a voz ou mesmo o rosto o Mestre preserva a integridade física daquela senhora e corta toda e qualquer possibilidade de um ato de violência.
A verdade é que grande parcela da igreja visível no Brasil está doente, muito doente. Cega, não enxerga o que a Bíblia diz. Sem estudo teológico, não compreende as realidades das Escrituras. Carnal, não vive as disciplinas espirituais e por isso não tem intimidade com o Deus vivo. E, com isso, nós criamos os nossos gladiadores cristãos: homens e mulheres que vibram com a violência (mascarada sob alcunhas simpáticas, como "esporte", "competição", "profissão", "artes marciais" ou o que for - mas que não passam de nomes socialmente aceitáveis para definir a mesma coisa: pancadaria). Que exultam com seres humanos aos chutes, socos, murros, pancadas, joelhadas e outras atitudes que, digo novamente, não consigo imaginar Jesus fazendo ou mesmo se alegrando por ver.
Pior: trazem a violência para fora dos ringues. Estão tão transtornados (ou você acha que assistir a esses gladiadores em ação não mexe com o instinto violento de quem vê as lutas?) e salivando com os golpes e as agressões que exportam toda essa testosterona para o mundo das palavras. Intolerantes, agridem quem discorda deles. Não sabem argumentar ou dialogar: partem pro braço. "Te pego lá fora, seu cristão que é contra a violência!', parecem dizer. E com isso a igreja visível segue crescendo como opróbrio dentro da sociedade secular; nós, cristãos, continuamos sendo vistos como tão mundanos como qualquer outro segmento da sociedade e os valores do mundo continuam se alastrando descontrolados entre o povo de Deus. Ou seja: não nos tornamos em nada diferentes do mundo. Somos tão violentos, agressivos, espancadores, humilhadores, "trouxas" e "bundões" como qualquer não-cristão.
O tal pastor disse em maiúsculas no tuiter que "UFC É PAIXÃO NACIONAL". Certamente não é a paixão da nação celestial nem motivo de admiração para os verdadeiros peregrinos que caminham por esta terra estranha vendo esses espetáculos grotescos e animalescos sendo aceitos por aqueles que deveriam pregar a mansidão, a humildade de espírito, o amor. Jesus disse que deveríamos ser sal da terra e luz do mundo e que, se não fôssemos, só serviríamos para sermos "lançados fora e pisados pelos homens". Aí eu leio coisas como...
"Aposto que não está lendo a bíblia as 3:30h. Com certeza em algum site pornô ou coisa parecida... isso sim é coisa de quem julga os irmãos... Farizeu"
... e vejo que já estamos sendo pisados pelos homens há muito tempo. E pior: gostamos disso. Afinal, ser pisado faz parte do esporte de contato, né?
Paz a todos vocês que estão em Cristo
Fonte: Emunah
A igreja e o palhaço
(por Isaltino G Coelho)
No livro A teologia da igreja, Ebenézer Ferreira cita trecho de uma tese do Pr. Júlio Borges em que este conta uma parábola do teólogo Kierkegaard. Um circo pegou fogo, numa pequena cidade dinamarquesa. Os artistas já estavam preparados para o espetáculo, e o dono do circo enviou o palhaço à cidade para avisar a população. O palhaço foi e gritava "Gente, o circo pegou fogo! Venham ajudar a apagar o fogo porque a cidade pode ser atingida!".
O povo se admirou da nova técnica de publicidade e todos pensavam em ir ao espetáculo, porque o palhaço valia a pena. O palhaço chorava e gritava, e todos riam. Diz, então, Kierkegaard: "O fogo espalhou-se pelos campos e atingiu a cidade, que foi completamente destruída". Concluiu o Pr. Júlio: "Quantas vezes temos vestido roupa de palhaço e, como camelôs, oferecemos o evangelho como mercadoria barata, e ninguém nos leva a sério!".
Um palhaço é um palhaço e não pode ser levado a sério. Mas uma igreja é uma igreja e precisa ser levada a sério. Ela o será, não na medida em que se curve ou amolde ao mundo, para agradá-lo, mas na medida em que viva a mensagem que deve pregar ao mundo. A igreja não é um clube social regido por conveniências. Sua vida deve ser enquadrada na Palavra de Deus.
Quando houve o evento chamado Rock in Rio, muitos evangélicos o criticaram, vendo nele ação do demônio! Não nego que há apelos demoníacos em certas músicas. Não apenas num determinado estilo, mas em muitos. Mas não é disto que quero falar. Ficou-me uma declaração do empresário que organizava o evento: "Esses evangélicos são engraçados!". É que muitos jovens evangélicos iam ao evento (e coisas semelhantes ao Rock in Rio acontecem em congressos de jovens evangélicos) e, o pior, os cartazes convidando para o show foram impressos numa gráfica evangélica. O demoníaco era uma boa oportunidade comercial para os santos.
Por vezes a visão da igreja é buscar adeptos e não convertidos. Ela pesquisa o que a vizinhança deseja, e lhe oferece o produto desejado. Chamam a isso de "igreja amiga do povo". É verdade que a igreja primitiva caía na graça do povo (Atos 2.47). Mas mais importante que ser "amiga do povo" é ser, como Abraão, "amigo de Deus" ("e ele foi chamado amigo de Deus" - Tiago 2.23).
O evangelho tem sido domesticado pelo romantismo das pessoas. Tempos atrás, conversava eu com uma senhora, crente há muitos anos. Tinha ela um filho incrédulo renitente, que não ligava a mínima para realidades espirituais, e até mesmo as depreciava. Para ela, seu filhinho, mesmo recusando Jesus como Salvador, estava salvo (ela sentia isso no coração) porque não era possível que um rapaz tão bonito, tão saudável, filho tão bom, não fosse salvo. A teologia da irmã apontava numa direção e sua vontade em outra. A vontade prevaleceu sobre a teologia.
O evangelho não pode ser domesticado e a igreja não pode amoldar sua pregação e seu ensino às conveniências e vontades humanas. Tal evangelho não é sério. A igreja não precisa aculturar-se ao mundo. Precisa apenas viver o evangelho. O mundo pode ser agradado por um tipo de pregação, mas a ameaça real, a ameaça do juízo de Deus nunca soará aos seus ouvidos como séria se for levada por alguém que se preocupe em agradar.
Sem ser rabugenta, a igreja precisa ser séria. E para ser levada a séria deve compatibilizar a mensagem que deve entregar ao mundo com sua aparência. Que a igreja seja um profeta e não um palhaço.
Por vezes a visão da igreja é buscar adeptos e não convertidos. Ela pesquisa o que a vizinhança deseja, e lhe oferece o produto desejado. Chamam a isso de "igreja amiga do povo". É verdade que a igreja primitiva caía na graça do povo (Atos 2.47). Mas mais importante que ser "amiga do povo" é ser, como Abraão, "amigo de Deus" ("e ele foi chamado amigo de Deus" - Tiago 2.23).
O evangelho tem sido domesticado pelo romantismo das pessoas. Tempos atrás, conversava eu com uma senhora, crente há muitos anos. Tinha ela um filho incrédulo renitente, que não ligava a mínima para realidades espirituais, e até mesmo as depreciava. Para ela, seu filhinho, mesmo recusando Jesus como Salvador, estava salvo (ela sentia isso no coração) porque não era possível que um rapaz tão bonito, tão saudável, filho tão bom, não fosse salvo. A teologia da irmã apontava numa direção e sua vontade em outra. A vontade prevaleceu sobre a teologia.
O evangelho não pode ser domesticado e a igreja não pode amoldar sua pregação e seu ensino às conveniências e vontades humanas. Tal evangelho não é sério. A igreja não precisa aculturar-se ao mundo. Precisa apenas viver o evangelho. O mundo pode ser agradado por um tipo de pregação, mas a ameaça real, a ameaça do juízo de Deus nunca soará aos seus ouvidos como séria se for levada por alguém que se preocupe em agradar.
Sem ser rabugenta, a igreja precisa ser séria. E para ser levada a séria deve compatibilizar a mensagem que deve entregar ao mundo com sua aparência. Que a igreja seja um profeta e não um palhaço.
Frases #5
Billy Graham
A Música Cristã Contemporânea e a Apostasia
Ex-líderes americanos de conjuntos de rock & roll, que se converteram realmente a Cristo, garantem que o rock - mesmo o mais suave - adotado nas igrejas cristãs em forma de balada - é uma perigosa ferramenta do Diabo, a fim de amortecer as consciências e fazer com que os membros da congregação concordem com tudo que escutam na pregação, inclusive tornando-se mais generosos na hora dos dízimos e ofertas. A música rock vicia os cristãos e os mantém presos a uma vida de pecado, sem que eles se dêem conta disso.
A chamada Música Cristã Contemporânea (MCC) usa os ritmos profanos, inclusive o rock, a fim de atrair as pessoas jovens. Muitos pastores estão mais preocupados com o peso dos gazofilácios do que com a salvação e edificação das almas que Deus lhes entregou. No Tribunal de Cristo, eles darão contas desse hediondo pecado!
Quando alguém começa a escutar o rock suave, depressa começa também a mudar o seu estilo de vida, como se fosse empurrado por uma perigosa força invisível, caindo numa espiral descendente, em todos os aspectos da vida secular e religiosa.
Adotar a MCC na igreja é como anular os ensinos bíblicos que um pregador entrega à sua congregação.
Numa igreja [...], perto de casa, observo como as pessoas contorcem o corpo, gritando, histericamente, quando os cânticos aparecem no data-show e o “ministro do louvor” fica, lá do palco, esgoelando que “é hora de louvar o nosso Deus”. Só que, às vezes, quando faço uma pergunta simples sobre a doutrina bíblica, a quem senta ao meu lado, a resposta é: “não sei”. E como essas pessoas serão julgadas pela Palavra de Deus (João 12:48), imagino o negro destino eterno que as aguarda.
Os pastores que permitem música rock em suas igrejas e pregam facilidade na vida cristã são verdadeiros jacarés espirituais, abocanhando almas sedentas de salvação. Suas igrejas são pântanos religiosos, onde o perigo ronda cada pessoa que ali permanece.... . Precisamos de igrejas realmente bíblicas, onde se pegue a Palavra Santa e os pastores tenham uma vida santificada! Já nem me refiro aos vendedores de lenços e meias “ungidos”, pois estes não são pastores, mas larápios simonistas.
Usar adaptações do rock na igreja do Senhor é criar uma ponte entre o ecumenismo e a apostasia mundial. Primeiro, vem a música rock, depois as ofertas de objetos consagrados, inclusive de falsas versões da Bíblia, e, finalmente, a pregação de um falso evangelho de cura e prosperidade. Então, haja grana presente e condenação futura!
A influência do rock vai permeando a congregação e embotando as consciências, de modo que os crentes possam aceitar qualquer coisa anunciada para venda e, também, qualquer heresia pregada no púlpito, como se fosse uma verdade bíblica.
Infelizmente, muitas igrejas [...] também estão entrando nessa onda de engodo, transformando-se em verdadeiras “sinagogas de satanás”. Brevemente, não haverá uma igreja sequer, onde um crente sincero possa congregar, a fim de adorar o Pai em espírito e em verdade. Se as igrejas não levarem a Bíblia a sério, dentro em breve estarão todas corrompidas e os crentes precisarão se reunir em suas casas, como no início da história do Cristianismo.
Muitas igrejas evangélicas têm se tornado mais apóstatas do que a Meretriz de Roma. A verdade é que esta organização religiosa tem uma certa classe, durante a celebração de suas missas...
Por causa disso, a igreja evangélica apóstata será punida com a ira divina, por ter-se adaptado ao mundo, desobedecendo a admoestação de Paulo conforme Romanos 12:1-2: “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
O Apóstolo Pedro admoesta a igreja sobre a falta de discernimento a respeito dos seus pastores: “E Também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo...” (2 Pedro 2:1-4).
FAQ
A Auto-Suficiência de Deus
O problema da razão pela qual Deus criou o universo ainda perturba os intelectuais; mas se não pudermos saber por que, pelo menos poderemos saber que Ele não trouxe os mundos à existência a fim de satisfazer alguma carência em Si mesmo, como o homem poderia construir uma casa para abrigar-se do frio do inverno ou plantar um campo de milho para se alimentar. A palavra “necessidade” é totalmente estranha a Deus.
Sendo Deus um Ser supremo e soberano, segue-se que não pode ser elevado. Não há nada acima dEle, nada além dEle. Para a criatura, qualquer movimento em direção a Deus é elevação, e para longe dEle é queda. Deus mantém por Si mesmo a Sua posição, e não precisa permissão de ninguém. Desde que não é possível elevar a Deus, assim também, é impossível degradá-lO. Está escrito que Ele sustenta todas as coisas por meio da palavra do Seu poder. Como então Ele pode ser elevado ou sustentado pelas próprias coisas que sustenta?
Se de repente todo ser humano se tornasse cego, o sol ainda estaria brilhando de dia e as estrelas de noite, pois nada devem aos milhões de pessoas que deles se beneficiam. Assim, se todo homem sobre a terra se tornasse ateu, não afetaria a Deus de forma alguma. Ele é quem é, em Si mesmo, sem precisar prestar contas a outro. Crer nEle não aumenta a Sua perfeição; duvidar dEle não O diminui em nada.
O Deus Todo-Poderoso, porque é poderoso, não precisa de apoio. O retrato de um deus nervoso e subserviente, adulando os homens a fim de ganhar o seu favor não nos agrada de maneira nenhuma; porém, se examinarmos o conceito popular de Deus, chegaremos precisamente a essa conclusão. O cristianismo do século vinte classificou Deus como “necessitado da nossa caridade”. Nossa opinião a nosso próprio respeito é tão presunçosa que achamos bem fácil, e mesmo agradável, acreditar que Deus precisa de nós. Mas a verdade é que Deus em nada engrandece pelo fato de existirmos, nem diminuiria se nós deixássemos de ser. Nossa existência é o resultado da determinação totalmente livre de Deus, e não a devemos ao nosso próprio merecimento nem à necessidade divina.
O pensamento mais penoso para o nosso egoísmo natural é provavelmente reconhecer que Deus não precisa da nossa ajuda. Nós O representamos como um Pai ocupado, ansioso, um tanto frustrado, correndo para lá e para cá procurando quem O ajude a realizar o Seu plano benevolente de paz e salvação para o mundo.
O Deus que opera todas as coisas certamente não precisa de ajuda nem de ajudadores. Um número excessivo de apelos missionários se baseia nessa suposta frustração do Deus Todo-Poderoso. Um pregador eficiente pode incitar os seus ouvintes a terem pena, não só dos pagãos, mas também do Deus que por tanto tempo tem procurado salvá-los e não o consegue por falta de apoio. Temo que milhares de jovens entrem no serviço cristão motivados apenas pela vontade de tirar Deus da situação embaraçosa em que o Seu amor o colocou, e da qual suas habilidades limitadas parecem incapazes de libertá-lo. Some-se a isso um certo grau de idealismo recomendável e uma boa dose de compaixão pelos menos privilegiados e teremos a verdadeira motivação de muitas das atividades cristãs hoje em dia.
Mais uma vez, Deus não precisa de defensores. Ele é o Eterno Não-Defendido. As Escrituras usam muitos termos militares a fim de comunicar-se conosco num idioma que possamos compreender; mas certamente não foi planejado que pensássemos no trono da Majestade como estando sitiado, com Miguel e seus exércitos ou outros seres celestiais lutando em sua defesa, para que não seja usurpado. Tal idéia seria compreender erradamente tudo que a Bíblia nos ensina a respeito de Deus. Nem o judaísmo nem o cristianismo poderiam aprovar tais conceitos pueris. Um Deus que precisa ser defendido, só poderia nos ajudar quando estivesse sendo ajudado. Só poderíamos contar com Ele se ganhasse a batalha cósmica entre o bem e o mal. Um Deus como esse não poderia ter o respeito de homens inteligentes; só poderia causar pena.
Temos de pensar dignamente com relação a Deus, se quisermos estar certos. Torna-se imperativo, num sentido moral, purificar nossas mentes de quaisquer conceitos ignóbeis sobre Deus, e permitir que Ele seja em nossas mentes o Deus que é no Seu Universo. A religião cristã abrange Deus e o homem, mas o seu enfoque é Deus e não o homem. A importância do homem está em ter sido criado à imagem de Deus; em si mesmo ele não é nada. Os salmistas e profetas das Escrituras se referem com triste desdém ao homem fraco cujo fôlego está em suas narinas, que cresce como a relva da manhã e seca, sendo cortado antes do pôr-do-sol. Que Deus existe em Si mesmo e que o homem existe para a glória de Deus é o ensinamento enfático da Bíblia. A grande honra de Deus está primeiramente no céu, como ainda há de estar na terra.
Com estes fundamentos começamos a compreender por que as Sagradas Escrituras dizem tanto a respeito da posição vital da fé e por que razão a incredulidade é tachada de pecado mortal. Entre todos os seres criados, nenhum ousa confiar em si mesmo. Só Deus confia em Si; todos os outros seres têm de confiar nEle. A incredulidade é a perversão da fé, pois não põe a sua confiança no Deus vivo, mas nos homens mortais. O incrédulo nega a auto-suficiência de Deus e usurpa atributos que não lhe pertencem. Esse duplo pecado desonra a Deus e finalmente destrói a alma do homem.
Em Seu amor e Sua piedade Deus veio a nós como Cristo. Esta tem sido a posição da igreja desde o tempo dos apóstolos. Ela se firma na doutrina da encarnação do Filho Eterno. Porém, mais recentemente, essa crença veio a ser interpretada de forma diferente e inferior ao que significava para a Igreja primitiva. O Homem Jesus tendo aparecido na carne tornou-se igual à Divindade, e todas as suas fraquezas e limitações humanas são assim atribuídas à própria Divindade. A verdade porém, é que o Homem que andou entre nós não foi uma demonstração da Divindade revelada, mas da perfeita humanidade. A terrível majestade de Deus foi misericordiosamente oculta no suave invólucro da natureza humana, para a nossa proteção.
“Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo até ao Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem”, disse Deus a Moisés, e mais tarde: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”.
Os cristãos de hoje parecem conhecer Cristo apenas na carne. Procuram ter comunhão com Ele, retirando dEIe a Sua ardente santidade e majestade inacessível, os mesmos atributos que ocultou enquanto na terra, mas assumiu totalmente na plenitude da glória, em Sua ascensão à destra do Pai. O Cristo do cristianismo popular tem um sorriso fraco e halo. Tornou-se “Alguém lá em cima” que gosta das pessoas, pelo menos de algumas pessoas, e estas são gratas, mas não estão muito impressionadas. Se precisam dEle, Ele também tem necessidade delas.
Não vamos supor que a verdade da auto-suficiência divina possa paralisar a atividade cristã. Pelo contrário, ela estimulará todo esforço sagrado. Esta verdade, embora seja uma repreensão necessária à autoconfiança humana, quando vista na sua perspectiva bíblica, tirará de nossas mentes o peso exaustivo da mortalidade e nos encorajará a tomar o suave jugo de Cristo e nos entregarmos à tarefa inspirada pelo Espírito para a honra de Deus e para o bem da humanidade. A mensagem abençoada é que o Deus que não tem necessidade de ninguém, em soberana condescendência Se curvou, para trabalhar através, dentro, e ao lado de Seus filhos obedientes.
Se isso tudo parece contraditório — Amém, assim seja. Os diversos elementos da verdade permanecem em perpétua antítese, por vezes exigindo que creiamos em coisas aparentemente opostas, enquanto aguardamos o dia em que conhece remos como também somos conhecidos. A verdade que ora parece contradizer a si mesma se elevará então em unidade resplendente e veremos que não houve jamais conflito nessa verdade, mas ele ocorreu apenas em nossas mentes debilitadas pelo pecado.
Até aquele dia, a nossa satisfação íntima estará na obediência amorosa aos mandamentos de Cristo e às admoestações inspiradas dos Seus apóstolos. “Deus é quem efetua em vós.” Ele não precisa de ninguém, mas quando a fé se faz presente Ele opera através de qualquer um. Há nesta sentença duas afirmativas, e uma vida espiritual saudável exige que aceitemos ambas. Durante toda uma geração a primeira afirmativa tem estado num eclipse quase total, e isto prejudicou profundamente nossa espiritualidade.
Fonte: Discernimento Cristão
Frases #2
Paul Washer é Diretor da Sociedade Missionária HeartCry
Frases #1
Leonard Ravenhil, (1907-1994) foi um evangelista e autor cristão
Um Momento
(por Max Lucado)
Tudo aconteceu num momento, um momento dos mais notáveis.
No que se refere a momentos, esse não parecia diferente dos outros. Se você pudesse de alguma forma tirá-lo da linha do tempo e examiná-lo, ele pareceria exatamente igual àqueles que passaram enquanto você lia estas palavras. Ele veio e foi embora. Foi precedido e sucedido por outros justamente como ele. Foi um dos incontáveis momentos que marcaram o tempo desde que a eternidade pôde ser medida.
Mas, na realidade, esse momento particular não foi como nenhum outro. Porque através desse segmento de tempo ocorreu algo espetacular. Deus tornou-se homem. Enquanto as criaturas da terra andavam descuidadas, a Divindade chegou. Os céus se abriram e colocaram seu bem mais precioso num útero humano.
O onipotente, em um instante, se tornou frágil. O que fora espírito se tornou palpável. Ele que era maior que o universo veio a ser um embrião. E aquele que sustém o mundo com uma palavra decidiu depender para sua nutrição de uma jovenzinha.
Deus como um feto. A santidade adormecida num ventre. O criador da vida sendo criado.
Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um baço. Ele se esticou contra as paredes, e flutuou no líquido amniótico da mãe.
Deus se aproximara.
Ele veio, não como um lampejo de luz ou como um conquistador inacessível, mas como alguém cujos primeiros gritos foram ouvidos por uma camponesa e um carpinteiro sonolento. As mãos que o sustentaram pela primeira vez eram calosas e sujas, mal cuidadas.
Nenhuma seda. Nenhum marfim. Nenhuma festa. Nenhuma pompa.
Se não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. E se não fosse por um grupo de contempladores de estrelas, não haveria presentes.
Os anjos olhavam enquanto Maria trocava as fraldas de Deus. O universo observava maravilhado enquanto o Todo-poderoso aprendia a andar. Crianças brincaram na rua com ele. E se o líder da sinagoga em Nazaré soubesse quem estava ouvindo os seus sermões...
Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele quem sabe não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completamente humano.
Durante trinta e três anos ele sentiu tudo que você e eu já sentimos.
Sentiu-se fraco. Cansou-se. Temeu o fracasso. Gostava do sexo oposto.
Pegou resfriados, teve problemas com o estômago e transpirava. Seus sentimentos ficavam feridos. Seus pés se cansavam e sua cabeça doía.
Pensar em Jesus dessa forma parece até quase irreverente, não é? Não é algo que gostemos de fazer, sentimo-nos pouco confortáveis. E muito mais fácil manter a humanidade fora da encarnação. Limpar a sujeira em volta do estábulo. Limpar o suor dos seus olhos. Pretender que ele nunca roncou, limpou o nariz ou bateu com o martelo no dedo.
E mais fácil aceitá-lo desse modo. Há alguma coisa sobre mantê-lo divino que o conserva distante, acondicionado, previsível.
Mas não faça isso. Por favor, não faça. Permita que ele seja humano como pretendeu ser. Deixe que entre na sujeira e no lixo de nosso mundo. Pois só se o deixarmos entrar é que ele pode tirar-nos dele.
Ouça suas palavras:
"Ame seu próximo" foi dito por um homem cujos vizinhos quiseram matá-lo. (Mc 12:30; Lc 4:29)
O desafio para deixar a família em favor do evangelho foi feito por alguém que despediu-se da mãe com um beijo na porta de casa. (Mc 10:29)
"Ore pelos que o perseguem" veio dos lábios que logo estariam suplicando que Deus perdoasse seus assassinos. (Mt 5:44; Lc 23:34)
"Estarei sempre com você" são as palavras de um Deus que num instante fez o impossível, a fim de tornar tudo possível para você e para mim. (Mt 28:20)
Tudo aconteceu num instante. Num momento... um momento memorável. O Verbo se fez carne.
Haverá outro. O mundo verá outra transformação instantânea.
Veja bem, ao tornar-se homem, Deus possibilitou ao homem ver Deus.
Quando Jesus foi para casa ele deixou aberta a porta de trás. Como resultado "transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos". (I Cor 12:51-52)
O primeiro momento de transformação não foi notado pelo mundo. Mas pode estar certo que isso não acontecerá com o segundo. Da próxima vez em que disser "um momento...", lembre-se que esse é todo tempo que vai ser necessário para mudar o mundo.
Tudo aconteceu num momento, um momento dos mais notáveis.
No que se refere a momentos, esse não parecia diferente dos outros. Se você pudesse de alguma forma tirá-lo da linha do tempo e examiná-lo, ele pareceria exatamente igual àqueles que passaram enquanto você lia estas palavras. Ele veio e foi embora. Foi precedido e sucedido por outros justamente como ele. Foi um dos incontáveis momentos que marcaram o tempo desde que a eternidade pôde ser medida.
Mas, na realidade, esse momento particular não foi como nenhum outro. Porque através desse segmento de tempo ocorreu algo espetacular. Deus tornou-se homem. Enquanto as criaturas da terra andavam descuidadas, a Divindade chegou. Os céus se abriram e colocaram seu bem mais precioso num útero humano.
O onipotente, em um instante, se tornou frágil. O que fora espírito se tornou palpável. Ele que era maior que o universo veio a ser um embrião. E aquele que sustém o mundo com uma palavra decidiu depender para sua nutrição de uma jovenzinha.
Deus como um feto. A santidade adormecida num ventre. O criador da vida sendo criado.
Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um baço. Ele se esticou contra as paredes, e flutuou no líquido amniótico da mãe.
Deus se aproximara.
Ele veio, não como um lampejo de luz ou como um conquistador inacessível, mas como alguém cujos primeiros gritos foram ouvidos por uma camponesa e um carpinteiro sonolento. As mãos que o sustentaram pela primeira vez eram calosas e sujas, mal cuidadas.
Nenhuma seda. Nenhum marfim. Nenhuma festa. Nenhuma pompa.
Se não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. E se não fosse por um grupo de contempladores de estrelas, não haveria presentes.
Os anjos olhavam enquanto Maria trocava as fraldas de Deus. O universo observava maravilhado enquanto o Todo-poderoso aprendia a andar. Crianças brincaram na rua com ele. E se o líder da sinagoga em Nazaré soubesse quem estava ouvindo os seus sermões...
Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele quem sabe não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completamente humano.
Durante trinta e três anos ele sentiu tudo que você e eu já sentimos.
Sentiu-se fraco. Cansou-se. Temeu o fracasso. Gostava do sexo oposto.
Pegou resfriados, teve problemas com o estômago e transpirava. Seus sentimentos ficavam feridos. Seus pés se cansavam e sua cabeça doía.
Pensar em Jesus dessa forma parece até quase irreverente, não é? Não é algo que gostemos de fazer, sentimo-nos pouco confortáveis. E muito mais fácil manter a humanidade fora da encarnação. Limpar a sujeira em volta do estábulo. Limpar o suor dos seus olhos. Pretender que ele nunca roncou, limpou o nariz ou bateu com o martelo no dedo.
E mais fácil aceitá-lo desse modo. Há alguma coisa sobre mantê-lo divino que o conserva distante, acondicionado, previsível.
Mas não faça isso. Por favor, não faça. Permita que ele seja humano como pretendeu ser. Deixe que entre na sujeira e no lixo de nosso mundo. Pois só se o deixarmos entrar é que ele pode tirar-nos dele.
Ouça suas palavras:
"Ame seu próximo" foi dito por um homem cujos vizinhos quiseram matá-lo. (Mc 12:30; Lc 4:29)
O desafio para deixar a família em favor do evangelho foi feito por alguém que despediu-se da mãe com um beijo na porta de casa. (Mc 10:29)
"Ore pelos que o perseguem" veio dos lábios que logo estariam suplicando que Deus perdoasse seus assassinos. (Mt 5:44; Lc 23:34)
"Estarei sempre com você" são as palavras de um Deus que num instante fez o impossível, a fim de tornar tudo possível para você e para mim. (Mt 28:20)
Tudo aconteceu num instante. Num momento... um momento memorável. O Verbo se fez carne.
Haverá outro. O mundo verá outra transformação instantânea.
Veja bem, ao tornar-se homem, Deus possibilitou ao homem ver Deus.
Quando Jesus foi para casa ele deixou aberta a porta de trás. Como resultado "transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos". (I Cor 12:51-52)
O primeiro momento de transformação não foi notado pelo mundo. Mas pode estar certo que isso não acontecerá com o segundo. Da próxima vez em que disser "um momento...", lembre-se que esse é todo tempo que vai ser necessário para mudar o mundo.
Papel Coadjuvante
(por David C. McCasland)
"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10)
Após a morte, em 2009, de Ed McMahon, uma personalidade da televisão nos EUA, uma manchete de jornal dizia: “Quando chegou a ser o homem nº 2, ele era o nº 1. Mais conhecido por seu mandato de 30 anos como coadjuvante no programa de entrevista de Johnny Carson no final da noite, McMahon foi excelente em ajudar Carson a ser bem-sucedido no comando do programa. Enquanto a maioria dos apresentadores se esforça para estar no topo, McMahon contentava-se com um papel coadjuvante.
Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercitarmos nossos dons como membros do corpo de Cristo (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Ou, como J. B. Phillips traduz, “disposição para deixar o outro levar os créditos”.
Nossos dons e capacidades nos são concedidos pela graça de Deus e devem ser usados por fé (Romanos 12:3,6) no amor e serviço para Cristo – não para reconhecimento pessoal.
Que Deus nos conceda a capacidade de nos envolvermos com entusiasmo em papéis coadjuvantes para os quais Ele nos chama. A meta final é a Sua glória, não a nossa.
Pensamento: A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes, não como espectadores.
Fonte: RBC
"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10)
Após a morte, em 2009, de Ed McMahon, uma personalidade da televisão nos EUA, uma manchete de jornal dizia: “Quando chegou a ser o homem nº 2, ele era o nº 1. Mais conhecido por seu mandato de 30 anos como coadjuvante no programa de entrevista de Johnny Carson no final da noite, McMahon foi excelente em ajudar Carson a ser bem-sucedido no comando do programa. Enquanto a maioria dos apresentadores se esforça para estar no topo, McMahon contentava-se com um papel coadjuvante.
Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercitarmos nossos dons como membros do corpo de Cristo (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Ou, como J. B. Phillips traduz, “disposição para deixar o outro levar os créditos”.
Nossos dons e capacidades nos são concedidos pela graça de Deus e devem ser usados por fé (Romanos 12:3,6) no amor e serviço para Cristo – não para reconhecimento pessoal.
Que Deus nos conceda a capacidade de nos envolvermos com entusiasmo em papéis coadjuvantes para os quais Ele nos chama. A meta final é a Sua glória, não a nossa.
Pensamento: A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes, não como espectadores.
Fonte: RBC
O que o Natal nos ensina
(por Rubel Shelly)
Há uma frase maravilhosa do erudito americano Stephen L. Carter que é apropriada à estação de Natal: “Religião é, na sua essência, uma maneira de negar o resto do mundo.” Ela está seguramente, astuciosamente, e gloriosamente certa.
A visão da fé deste mundo é estranhamente desconfiada. Não, é mais que isso. É uma postura de descrença inequívoca que conduz a rejeição! Quando o mundo recita seus chavões – “você só importa se você estiver bonito”; “a coisa mais importante é dinheiro”; “vencer é tudo”, “Preocupa-se Com Número Um” – a fé protesta contra tudo isso. Ela adota uma postura de descrença e incredulidade. Ela vive em ceticismo e descrença.
Eu recuso a acreditar que egoísmo é aceitável ou que é permissível ressentir a felicidade dos outros. Eu não engolirei o modo do mundo justificar preconceito, agressão, e ódio. Nenhum crente pode ser qualquer coisa senão incrédulo diante da reivindicação deste mundo de que cada um é intitulado a qualquer coisa se pode agarrar com as mãos, ou, que não devemos sentir nenhuma culpa ao explorar outros.
Portanto, desconfie das alegadas certezas dos seus sentidos que cancelam os mistérios da fé. Dispute a tendência das massas de olhar adiante só para declarar a impossibilidade de viver com esperança. Negue totalmente a inevitabilidade da ganância, do ódio, e da violência que diz que não podemos provar a realidade de amor.
A Bíblia adverte contra a cegueira deste mundo e fala do perigo de cegos que conduzem outros cegos. Aquela advertência nos alerta que, coisas, pessoas, e modos de pensar arraigados neste mundo finito de tempo, espaço, e matéria nos impedirão de descobrir, experimentar, e se encantar nas realidades maiores de Deus, e da eternidade que só serão conhecidas pela fé.
Fé não é auto-enganação. Ela não é a projeção de desejos, e nem tampouco apenas sonhar alto. É nossa disposição de ouvir e se levantar com as coisas que Deus nos mostrou através de eventos e pessoas tão inspiradas quanto uma montanha fumaçando no deserto e tão modestos quanto o primeiro grito de um bebê na aldeia de Belém.
Então deixe o Natal negar o tranco que este mundo bota em seu coração. Deixe-o abrir seus olhos e ouvidos para tudo aquilo que muitos não querem ver nem ouvir. Veja Emanuel – e saiba que Deus está conosco. Ouça a canção de anjos – e receba a paz de Deus dada a corações ansiosos. Não dê importância à confusão, ceticismo e oposição deste mundo – e escolha o reinado de Deus como seu modo de afirmar as verdadeiras realidades. E Feliz Natal para todos!
Há uma frase maravilhosa do erudito americano Stephen L. Carter que é apropriada à estação de Natal: “Religião é, na sua essência, uma maneira de negar o resto do mundo.” Ela está seguramente, astuciosamente, e gloriosamente certa.
A visão da fé deste mundo é estranhamente desconfiada. Não, é mais que isso. É uma postura de descrença inequívoca que conduz a rejeição! Quando o mundo recita seus chavões – “você só importa se você estiver bonito”; “a coisa mais importante é dinheiro”; “vencer é tudo”, “Preocupa-se Com Número Um” – a fé protesta contra tudo isso. Ela adota uma postura de descrença e incredulidade. Ela vive em ceticismo e descrença.
Eu recuso a acreditar que egoísmo é aceitável ou que é permissível ressentir a felicidade dos outros. Eu não engolirei o modo do mundo justificar preconceito, agressão, e ódio. Nenhum crente pode ser qualquer coisa senão incrédulo diante da reivindicação deste mundo de que cada um é intitulado a qualquer coisa se pode agarrar com as mãos, ou, que não devemos sentir nenhuma culpa ao explorar outros.
Portanto, desconfie das alegadas certezas dos seus sentidos que cancelam os mistérios da fé. Dispute a tendência das massas de olhar adiante só para declarar a impossibilidade de viver com esperança. Negue totalmente a inevitabilidade da ganância, do ódio, e da violência que diz que não podemos provar a realidade de amor.
A Bíblia adverte contra a cegueira deste mundo e fala do perigo de cegos que conduzem outros cegos. Aquela advertência nos alerta que, coisas, pessoas, e modos de pensar arraigados neste mundo finito de tempo, espaço, e matéria nos impedirão de descobrir, experimentar, e se encantar nas realidades maiores de Deus, e da eternidade que só serão conhecidas pela fé.
Fé não é auto-enganação. Ela não é a projeção de desejos, e nem tampouco apenas sonhar alto. É nossa disposição de ouvir e se levantar com as coisas que Deus nos mostrou através de eventos e pessoas tão inspiradas quanto uma montanha fumaçando no deserto e tão modestos quanto o primeiro grito de um bebê na aldeia de Belém.
Então deixe o Natal negar o tranco que este mundo bota em seu coração. Deixe-o abrir seus olhos e ouvidos para tudo aquilo que muitos não querem ver nem ouvir. Veja Emanuel – e saiba que Deus está conosco. Ouça a canção de anjos – e receba a paz de Deus dada a corações ansiosos. Não dê importância à confusão, ceticismo e oposição deste mundo – e escolha o reinado de Deus como seu modo de afirmar as verdadeiras realidades. E Feliz Natal para todos!
Vivendo pelo Espírito - Comentários da Lição 12
Lição 12 - 10/dez a 16/dez de 2012
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Digo-lhes: andai segundo o Espírito e não gratificareis os desejos da carne.” (Gl 5:16 – English Standard Version - ESV)
Poesia original do autor (Come Thou Fount of Every Blessing)
"Vem, Tu, Fonte de toda bênção,
Modula meu coração para cantar de Tua graça;
Correntes de misericórdia que nunca cessam,
Pedem hinos do mais alto louvor.
Ensina-me um melodioso soneto,
Cantado por línguas fervorosas do alto.
Louvem no monte onde me encontro,
Monte de Teu amor redentor.
Padeço em meu espírito,
Até ser livre da carne e do pecado,
Pelo que vou herdar,
Hei de aqui mesmo Te louvar.
Ergo-Te meu “ebenezer”,
Por Tua grande ajuda aqui estou
Espero Tua alegria desfrutar.
E com segurança chegar ao lar
Quando perdido, Jesus procurou-me,
Vagando longe do regaço divino.
Para resgatar-me do perigo,
Derramou Seu precioso sangue;
Com Sua bondade, porém, comprou-me.
A língua jamais o pode descrever.
Revestido de carne, até a morte provou para libertar-me
Não tenho palavras para contar.
Á graça sou grande devedor
Diariamente, sinto-me mui grato!
Que Tua bondade, como um elo,
Liga meu errante coração a Ti.
Ele pende a desviar-se de Ti, eu o sinto.
Inclina-me a abandonar o Deus que amo;
Eis meu coração. Toma-o e prende-o,
Sela-o para as cortes celestiais."
(Há ainda a quinta estrofe, que não traduzimos aqui por razões de espaço)
Poesia atual do HÁ – Manancial de Toda Bênção
"Manancial de toda bênção, vem o canto me inspirar.
Dons de Deus que nunca cessam quero em alto som louvar.
Faz brotar-me novo canto, dos remidos lá na luz.
E Teu servo faze-o santo, pra louvar-Te, ó Jesus.
Meus louvores dar eu quero, pois Jesus me socorreu.
E por Sua graça espero transportar-me para o Céu.
Eu, perdido, procurou-me, longe, longe, já sem luz
Maculado, resgatou-me, com Seu sangue, meu Jesus.
Cada dia, cada hora, sou à graça devedor.
Não me lances nunca fora, confiarei em Teu amor.
Eis minha alma vacilante, faze-a firme em Teu amor.
Faz-me justo, bom, constante, para sempre, ó Senhor."
Assim foi traduzido para o português o exaltante hino de Robert Robinson (214 do HA). Quem é o Manancial de toda bênção? Evidentemente a resposta correta é Deus (quando falamos no Senhor aqui, referimo-nos ao Deus único, composto de Três Pessoas distintas entre Si, Oniscientes, Onipotentes e Onipresentes. Quem faz jorrar a graça sobre nós é o Espírito Santo, pois Ele torna eficaz no ser humano todos os méritos e atributos do sacrifício de Cristo.
Andar no Espírito é viver em santidade. Essa santidade ou separação diz respeito ao pecado, ao mundo e a tudo quanto no mundo há. Produz o caráter de Jesus em nós; dota-nos com a mente de Cristo e faz-nos todos de um mesmo sentimento.
Paulo põe em contraste as duas formas de vida que a livre escolha do homem pode preferir: andar no Espírito e andar na carne. Andar no Espírito produz frutos para a glória de Deus: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio-próprio”, que são totalmente harmônicos com a glória de Deus. Andar na carne produz frutos para a glória do diabo e a ruína eterna do ser carnal: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas.”
Ao abdicarmos, por amor a Cristo que Se entregou por nós, das satisfações carnais que combatem contra a alma, damos lugar ao governo do Espírito, e andamos como Jesus, que era cheio do Espírito, e faremos Suas obras: “O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados...” (Is 61:1)
DOMINGO - Andando no Espírito
O divino Mestre afirmou com toda veracidade ser o Caminho. Ninguém de boa fé duvida disso. Vemos um fascinante atrativo na expressão de Paulo, de que o Espírito é também o caminho que termina em Jesus Cristo. “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5:16 - ARC) A da versão Almeida Revista e Atualizada traduz: “Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne.” Vemos nesse verso dois tipos antagônicos de vida. Espírito (vida celestial) e carne (vida mundana).
Parece-nos bem claro que andar no Espírito ou em Espírito significa produzir Seu fruto completo, cujos gomos aparecem desde o verso 22 até o 24) Se você somar as divisões desse fruto terá como resultado o caráter de nosso Senhor.
O que é preciso para produzir o fruto do Espírito? Estar constantemente sob a graça de Deus. E como se faz isso? “Orando no Espírito” (Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo...” (Jd 1:20), permitindo que Ele aja no homem cotidianamente, sem Lhe impor nenhum obstáculo e sem resisti-Lo. É possível resistir ao Espírito (Ver At 7:51) “[Andar no Espírito] é seguir a vida do Espírito Santo (Rm 8:13, 14). Antes da conversão, o homem é carne que naturalmente satisfaz os desejos do coração dominado pelo pecado. Mas quando o Espírito entra e habita no coração, Ele luta contra esses apetites, produzindo em seu lugar o novo fruto que é, nadamais, nada menos, que as qualidades e atributos de Cristo (Gl 5: 22, 23)...” Nota de rodapé – Biblia Vida Nova.
“O Senhor tem uma obra para ser feita por mulheres tanto quanto por homens. Elas podem realizar uma boa obra para Deus se primeiro aprenderem na escola de Cristo as preciosas e importantíssimas lições de mansidão. Elas precisam não somente levar o nome de Cristo, mas possuir o Seu Espírito. Devem andar exatamente como Ele andou, purificando suas almas de tudo que polua. Então serão capazes de beneficiar a outros pela apresentação da plena suficiência de Jesus.” Manuscrito 119, 1907.
Andar no Espírito dentro do Ministério Pessoal - Necessitam-se obreiros agora. Como um povo, não estamos fazendo a quinquagésima parte do que poderíamos fazer como missionários ativos. Se tão-somente fôssemos vitalizados pelo Espírito Santo, haveria uma centena de missionários onde agora há um. Mas onde estão os missionários? Não possui a verdade para este tempo poder para inflamar as almas dos que professam nela crer? Quando há um chamado para trabalhar, por que há tantas vozes a dizerem: "Rogo-te que me hajas por escusado?" O estandarte da verdade deve ser firmado e exaltado neste país. Há grande necessidade de obreiros, e há muitas maneiras pelas quais podem eles trabalhar. Há trabalho tanto para os que se acham nas posições mais elevadas como nas mais humildes... Individualmente todos necessitam de um trabalho em seu próprio coração. Uma obra bem feita não pode ser realizada pelo instrumento humano sozinho.” CSS, 507.
Andar na Lei do Senhor é andar contrariamente ao Espírito? (Ex. 16:4; Lv 18:4) À primeira vista a segunda pergunta da lição de hoje pode sugerir um conflito entre a Lei de Deus e o Espírito de Deus. Mas não é absolutamente assim. Contudo, andar no espírito humano (carne) para ajustar-se à forma legal dos Dez Preceitos é mui diferente de andar no Espírito de Deus. Trata-se de ver quem domina o lobo frontal do cérebro do indivíduo: se a carne ou o Espírito. “Os nervos do cérebro, que comunicam com todo o organismo, são o único meio pelo qual o Céu pode comunicar-se com o homem e afetar sua vida íntima.” MCP1, 230.
Rm 8:4 assevera: “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Cremos que esse verso dirime qualquer dúvida sobre um eventual conflito entre Lei e Espírito. Quem anda no Espírito cumpre o preceito da Lei.
A graça apreende o sacrifício de Cristo; a morte vicária do Senhor produz perdão ou quitação com a Lei. O ser perdoado é apossado e selado pelo Espírito, que o capacita a andar nos preceitos, estatutos e santos juízos de Deus, conforme expostos nas Escrituras.
SEGUNDA - A guerra do cristão
“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem [fazem guerra - VARA] contra a alma.” (I Pe 2:11 - VARC)
Concupiscências carnais ou cobiças humanas – Agostinho entendia a concupiscência como luxúria carnal ou desejo libidinoso. Tomás de Aquino as conceituava como desejo de prazer gerado por uma realidade física.
Evidentemente, a abrangência do conceito é mais ampla, embora inclua os pensamentos desses teólogos medievais. O apóstolo Pedro recomendava a guerra contra os desejos ilícitos que combatem contra a alma. Em outras palavras,que criavam obstáculos à custosa salvação oferecida por Cristo.
Nosso apetite desordenado é uma dessas concupiscências. “Somos compostos do que comemos, e o comer muita carne diminuirá a atividade intelectual. Os estudantes conseguiriam muito mais em seus estudos se jamais provassem carne. Quando a parte animal do agente humano é fortalecida por comer carne, as faculdades intelectuais diminuem proporcionalmente. A vida religiosa pode ser alcançada e mantida com mais sucesso se a carne for dispensada, pois este regime dietético estimula à intensa atividade as propensões sensuais e debilita a natureza moral e espiritual." Med. Salv. pp. 277, 278. Porém, a bem da verdade, não é só o consumo de carne que está em jogo. Excessos no comer, combinações alimentares malformuladas, abusos de doces, refrigerantes, alimentos embutidos, dispensa de frutas e verduras, falta de atividade física, de exposição ao Sol, tudo entra na composição das forças combatentes contra a alma.
Podemos ainda incluir o hedonismo ou busca mórbida do prazer em todas as suas variações.
Somos carnais por natureza e temos fortes propensões à satisfação – a qualquer custo – dos desejos egocêntricos. Quando Paulo usa a expressão “vendido à escravidão do pecado”, quer se referir àquele indivíduo não convertido, que não anda no Espírito e dá lugar às péssimas escolhas que debilitam as forças do ser.
“A razão por que muitos nesta época não fazem maiores progressos na vida religiosa é interpretarem a vontade divina como sendo apenas o que eles gostariam de fazer. Presumem de estar em conformidade com a vontade de Deus, quando na verdade estão seguindo seus próprios desejos. Esses não têm conflito com o eu. Há outros que por algum tempo são bem-sucedidos na luta contra seus desejos egoístas por prazeres e comodidades. São sinceros e fervorosos, mas cansam-se do contínuo esforço, do morrer cada dia, da incessante labuta. A indolência parece convidativa, repulsiva a morte do eu; fecham os olhos sonolentos e caem sob a tentação em vez de resistir-lhe.” AA, 565.
A guerra do cristão não tem trégua. Não é aqui o lugar de seu descanso. “... Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6:12)
Quando compreendemos que temos de guerrear contra Satanás e seus anjos, contra seus agentes terrenos, contra nossas próprias paixões e propensões pecaminosas, contra um coração enganoso e desesperadamente perverso, desfalece-nos o ânimo. Mas, ao considerarmos o poder de Jesus, vemo-nos como “mais que vencedores por Aquele que nos amou”. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (I Co 10:13)
“A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade...” MM74, 311.
A fórmula dos vencedores – “Ensinam muitos que tudo quanto é necessário à salvação, é crer em Jesus; mas que diz a palavra da verdade? – ‘A fé sem obras é morta. ’ Tg 2:26. Devemos militar ‘a boa milícia da fé’, tomar ‘posse da vida eterna’, tomar a cruz, negar o próprio eu, combater contra a carne, e seguir diariamente os passos do Redentor.” MM95, 143.
Reforços em nosso favor – “Anjos da glória, que vêem sempre a face do Pai do Céu, regozijam-se em servir aos Seus pequeninos. Os anjos se acham sempre presentes onde mais necessários são, ao lado dos que têm a mais dura batalha contra o próprio eu, e cujo ambiente é o mais desanimador. Fracas e trementes almas que têm muitos objetáveis traços de caráter são seu especial encargo. Aquilo que corações egoístas considerariam como serviço humilhante - servir àqueles que se acham na miséria e são, em todos os aspectos, inferiores em caráter - eis a obra dos puros e santos seres das cortes do alto.” CBV, 105.
“Digam ao tentado que não olhe às circunstâncias, à fraqueza do próprio eu, ou ao poder da tentação, mas ao poder da Palavra de Deus. Toda a sua força nos pertence. ‘Escondi a Tua palavra no meu coração’, diz o salmista, ‘para eu não pecar contra Ti.’ Sl 119:11. ‘Pela palavra dos Teus lábios me guardei das veredas do destruidor.’ Sl 17:4.” Idem, 181.
TERÇA - As obras da carne
Eis a identificação precisa do que são as obras da carne que combate contra o Espírito: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição [relações sexuais ilícitas como adultério e fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relações incestuosas], impureza [vida devassa e descuido higiênico], lascívia [licenciosidade, excessos, libertinagem], idolatria [adoração a deuses falsos, adoração a si mesmo, a bens, possessões, fama, vaidade], feitiçarias [uso e administração de drogas, envenenamento, artes mágicas, práticas de magia negra, umbanda, candomblé, quimbanda], inimizades [ódio ao próximo], porfias [disputas, contendas, discussões], emulações [ciúmes ou rivalidades invejosas], iras [raiva, fúria, ira descontrolada e inapropriada], pelejas [partidarismos, “panelinhas”, conspirações], dissensões [divisionismo, desunião], heresias [doutrinas falsas, fanatismo, pregações de mentiras] invejas [desejo incontido de possuir o que é do próximo ou desgosto por seu bem-estar], homicídios [não só perpetrados, mas intentados no coração. ‘Aquele que odeia seu irmão é homicida’], bebedices [intoxicação, embriaguez], glutonarias [farras, abuso na alimentação] e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.”
É bom ter presente que as obras da carne se manifestam dentro dos átrios sagrados. Jeremias 7:9-11 denuncia as práticas carnais do povo de Judá e sua mescla abominável com a religião santa. Nos tempos do profeta Oséias (± 730 a.C.) a situação não era melhor. Os crimes descritos em Os 4:2 são chocantes. Você se pergunta: Como pôde acontecer isso entre o povo de Deus? A resposta está no verso 6 do mesmo capítulo: “O Meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento.” Quando não há obras do Espírito, certamente aparecem as abjetas obras da carne.
Jesus disse que os frutos da natureza depravada vêm de dentro do coração humano. Ora, sendo assim, depreende-se que coisas deploráveis foram ali armazenadas e não a Palavra de Cristo. A boca fala e as mãos praticam aquilo de que o coração está cheio. Paulo deixa claro em I Tm 3:2, 3 que o líder da igreja não pode, em hipótese alguma, apresentar um comportamento ligado às propensões da carne.
Pedro exorta os crentes a não viverem de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus (I Pe 4:3) Em Patmos, João escreveu que quem é carnal jamais entrará no Céu de luz (Ap 21:8).
Que fazer? “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5:24) “As inspiradas advertências de Paulo contra a condescendência própria soam desde então até o nosso tempo... Apresenta ele para o nosso encorajamento a liberdade desfrutada pelo verdadeiramente santificado: ‘Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.’ Rm 8:1. Ele exorta os gálatas: ‘Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.’ Gl 5:16 e 17. Menciona algumas formas de concupiscências carnais - a idolatria, bebedices e coisas semelhantes. Depois de mencionar os frutos do Espírito, entre os quais está a temperança, acrescenta: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.’ Gl 5:24.” CSS, 69.
“Muitos há cuja religião consiste em teoria. Para eles, uma emoção feliz é piedade. Dizem: ‘Vinde a Jesus, e crede nEle. Não faz diferença em que acreditais, contanto que sejais sinceros em vossa crença.’ Não procuram fazer o pecador compreender o verdadeiro caráter do pecado...” Ev, 589.
Já pensou? Estar na igreja, receber as copiosas bênçãos dos céus, ouvir a Palavra, cantar louvores, trabalhar no ministério pessoal e, no fim de tudo, estar perdido por ter vida dupla. Crucificar a carne é obra que só o Espírito do Senhor pode fazer em nós. Basta apenas que Lhe estendamos as mãos e pés para que Ele faça isso.
QUARTA - O fruto do Espírito (Gl 5:22-24)
Não se fala em “frutos”, mas fruto. O contraste é diametralmente oposto em relação às obras da carne. Por que Paulo não falou das “obras do Espírito” e sim de “fruto do Espírito”? As obras da carne não possuem nenhum poder sobrenatural, mas são resultado do inteiro domínio do arquiinimigo de Cristo sobre a mente humana. O fruto do Espírito é produzido ao longo de uma vida de renúncia, entrega e conversão ao Deus do Céu. O homem busca o Espírito e o Espírito busca o homem. Esse entrosamento maravilhoso não pode acontecer sem que o mesmo poder que criou todas as coisas atue no indivíduo.
Nove divisões compõem o fruto do Espírito: “Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” São virtudes não encontradas num coração carnal.
“Há muitos hoje em dia tão ignorantes da obra do Espírito Santo sobre o coração quanto o eram os crentes de Éfeso; não há, entretanto, verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus. Profetas e apóstolos têm-se demorado sobre este tema. Cristo mesmo chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal, como uma ilustração da operação de Seu Espírito no suster a vida espiritual. A seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas.” AA, 284.
Faça uma comparação do fruto do Espírito com a Lei de Deus. Há alguma contenda entre eles? Não! Há, sim, perfeita harmonia. O Espírito que deu a Lei fornece poder para santificar o homem e pô-lo em consonância com os mandamentos de Deus. Erra crassamente quem interpreta a liberdade do Espírito como isenção de estar sob o domínio da lei. “Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?” (Rm 7:1)
“Vosso compassivo Redentor vos está vigiando em amor e simpatia, pronto para ouvir vossas orações e prestar-vos a assistência que necessitais em vossa vida. Amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fé e caridade são os elementos do caráter cristão. Essas preciosas graças são frutos do Espírito. São a coroa e o escudo do cristão. Os mais altos sonhos e as mais supremas aspirações não podem almejar nada mais elevado. Nada pode proporcionar mais perfeito contentamento e satisfação. Essas realizações celestiais não dependem de circunstâncias nem da vontade ou do imperfeito discernimento humano. O precioso Salvador, que compreende as lutas de nosso coração e as fraquezas de nossa natureza, tem piedade de nós e perdoa os nossos erros e nos outorga as graças que ardentemente desejamos.” The Health Reformer, agosto de 1877.
“Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gl 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o ‘enfeite... exterior’, mas ‘o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus’. I Pe 3:3 e 4.” CC, 58, 59.
“Os que em seu coração experimentam os efeitos da legítima conversão, hão de em sua vida revelar os frutos do Espírito. Oxalá se persuadissem todos os que têm vida espiritual tão diminuta, de que a vida eterna só será concedida aos que participam da natureza divina, fugindo às corrupções e concupiscências deste século!” CSS, 129.
“A fim de produzir muito fruto, temos de aproveitar ao máximo nossos privilégios e oportunidades, tornando-nos cada vez mais inclinados para as coisas espirituais. Devemos deixar de lado toda vulgaridade, todo orgulho, toda mundanidade, e receber diariamente auxílio divino. Para crescer espiritualmente, deveis empregar todos os meios providos pelo evangelho e estar preparados para avançar em piedade pela influência do Espírito Santo; pois a semente se desenvolve da erva para o grão cheio por meios invisíveis e sobrenaturais.” E Recebereis Poder, p. 71.
QUIN TA - O caminho para a vitória
Ele nasceu em 1913, filho de um arrendatário de terras cultiváveis e neto de escravos. Já no ensino médio, esse moço destacou-se no atletismo. Em 1933 ele venceu três provas de atletismo nos Campeonatos Nacionais Interescolares. Em 1935, competindo pela Universidade do Estado de Ohio, ele igualou um recorde mundial e quebrou outros três. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, conquistou quarto medalhes de ouro. Em 1976, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade.
Sua performance nesses Jogos foi tão estupenda, que fez o ditador nazista Hitler retirar-se às pressas do estádio, porque não admitia que um negro pudesse superar seus campeões arianos. Afinal, dizia ele que os arianos eram superiores a todas as outras raças existentes na Terra.
Jesse Owens sabia fixar-se nos objetivos e treinava duro, abstendo-se de tudo o que lhe era prejudicial para atingir melhores performances.
Em nosso caso, Jesus já conquistou a vitória por nós. Já colocou a medalha de ouro da salvação em nosso peito, mas adverte: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3:11)
Temos muita luta pela frente. Cada dia somos crivados de tentações internas e externas. Por vezes, desanimamos como Asafe (diretor de música sacra nos reinados de Davi e Salomão): “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.” (Sl 73:2) Porém, Jesus faz conosco o mesmo que fez com Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” (Lc 22:32)
O Espírito do Senhor é nosso personal trainer e nos prepara todos os dias para os embates da vida. Se permitirmos, Ele de tal modo mudará nosso coração que a carne perderá totalmente sua força ao longo do tempo. A experiência é diária e precisa ser solicitada ao Pai que, mediante Sua graça e misericórdia, aperfeiçoará nossa vida em Cristo Jesus.
Não é possível andar no Espírito sem renunciarmos às concupiscências e desvirtudes do eu.
“Há os que professam ser seguidores de Jesus Cristo, jamais tendo morrido para o próprio eu. Nunca caíram sobre a rocha, ficando em pedaços. Até que isto se dê, viverão para si mesmos, e se morrerem como estão, será para sempre demasiado tarde para endireitarem os seus erros. Eu amo suas almas, Jesus ama suas almas e realizará uma boa obra por eles, se eles se humilharem sob Sua poderosa mão, arrependerem-se e se converterem, entregando-se cada dia a Deus. Deve ser uma entrega constante, diária. Precisamos ser homens e mulheres expeditos, sempre vigilantes sobre o próprio eu e procurando aproveitar toda oportunidade para fazer o bem, e somente o bem, às almas pelas quais Cristo deu Sua vida para torná-las Sua propriedade. Quando os instrumentos humanos lidam com essas almas em tom severo, magoam o coração de Cristo e O expõem à ignomínia, pois representam mal o caráter de Cristo em seu caráter. Disse alguém: "Pela Tua brandura me vieste engrandecer." II Sam. 22:36. Suplico a nosso Pai celestial que todos quantos se acham relacionados com nossas escolas permaneçam em Cristo como o ramo está unido à videira viva.” MS, 1893.
“Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser operada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus.” CBV, 176. “Os espíritos celestes estão esperando para cooperar com os instrumentos humanos, para revelar ao mundo o que se podem tornar os homens, mediante a união com o Divino, e o que pode ser realizado em favor da salvação das almas prestes a perecer. Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem à operação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus. Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração. Mediante a graça a nós dada podemos conseguir vitórias que, devido a nossas opiniões errôneas e preconcebidas, nossos defeitos de caráter, nossa pouca fé, têm-se-nos afigurado impossíveis.” CBV, 159.
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Digo-lhes: andai segundo o Espírito e não gratificareis os desejos da carne.” (Gl 5:16 – English Standard Version - ESV)
Poesia original do autor (Come Thou Fount of Every Blessing)
"Vem, Tu, Fonte de toda bênção,
Modula meu coração para cantar de Tua graça;
Correntes de misericórdia que nunca cessam,
Pedem hinos do mais alto louvor.
Ensina-me um melodioso soneto,
Cantado por línguas fervorosas do alto.
Louvem no monte onde me encontro,
Monte de Teu amor redentor.
Padeço em meu espírito,
Até ser livre da carne e do pecado,
Pelo que vou herdar,
Hei de aqui mesmo Te louvar.
Ergo-Te meu “ebenezer”,
Por Tua grande ajuda aqui estou
Espero Tua alegria desfrutar.
E com segurança chegar ao lar
Quando perdido, Jesus procurou-me,
Vagando longe do regaço divino.
Para resgatar-me do perigo,
Derramou Seu precioso sangue;
Com Sua bondade, porém, comprou-me.
A língua jamais o pode descrever.
Revestido de carne, até a morte provou para libertar-me
Não tenho palavras para contar.
Á graça sou grande devedor
Diariamente, sinto-me mui grato!
Que Tua bondade, como um elo,
Liga meu errante coração a Ti.
Ele pende a desviar-se de Ti, eu o sinto.
Inclina-me a abandonar o Deus que amo;
Eis meu coração. Toma-o e prende-o,
Sela-o para as cortes celestiais."
(Há ainda a quinta estrofe, que não traduzimos aqui por razões de espaço)
Poesia atual do HÁ – Manancial de Toda Bênção
"Manancial de toda bênção, vem o canto me inspirar.
Dons de Deus que nunca cessam quero em alto som louvar.
Faz brotar-me novo canto, dos remidos lá na luz.
E Teu servo faze-o santo, pra louvar-Te, ó Jesus.
Meus louvores dar eu quero, pois Jesus me socorreu.
E por Sua graça espero transportar-me para o Céu.
Eu, perdido, procurou-me, longe, longe, já sem luz
Maculado, resgatou-me, com Seu sangue, meu Jesus.
Cada dia, cada hora, sou à graça devedor.
Não me lances nunca fora, confiarei em Teu amor.
Eis minha alma vacilante, faze-a firme em Teu amor.
Faz-me justo, bom, constante, para sempre, ó Senhor."
Assim foi traduzido para o português o exaltante hino de Robert Robinson (214 do HA). Quem é o Manancial de toda bênção? Evidentemente a resposta correta é Deus (quando falamos no Senhor aqui, referimo-nos ao Deus único, composto de Três Pessoas distintas entre Si, Oniscientes, Onipotentes e Onipresentes. Quem faz jorrar a graça sobre nós é o Espírito Santo, pois Ele torna eficaz no ser humano todos os méritos e atributos do sacrifício de Cristo.
Andar no Espírito é viver em santidade. Essa santidade ou separação diz respeito ao pecado, ao mundo e a tudo quanto no mundo há. Produz o caráter de Jesus em nós; dota-nos com a mente de Cristo e faz-nos todos de um mesmo sentimento.
Paulo põe em contraste as duas formas de vida que a livre escolha do homem pode preferir: andar no Espírito e andar na carne. Andar no Espírito produz frutos para a glória de Deus: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio-próprio”, que são totalmente harmônicos com a glória de Deus. Andar na carne produz frutos para a glória do diabo e a ruína eterna do ser carnal: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas.”
Ao abdicarmos, por amor a Cristo que Se entregou por nós, das satisfações carnais que combatem contra a alma, damos lugar ao governo do Espírito, e andamos como Jesus, que era cheio do Espírito, e faremos Suas obras: “O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados...” (Is 61:1)
DOMINGO - Andando no Espírito
O divino Mestre afirmou com toda veracidade ser o Caminho. Ninguém de boa fé duvida disso. Vemos um fascinante atrativo na expressão de Paulo, de que o Espírito é também o caminho que termina em Jesus Cristo. “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5:16 - ARC) A da versão Almeida Revista e Atualizada traduz: “Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne.” Vemos nesse verso dois tipos antagônicos de vida. Espírito (vida celestial) e carne (vida mundana).
Parece-nos bem claro que andar no Espírito ou em Espírito significa produzir Seu fruto completo, cujos gomos aparecem desde o verso 22 até o 24) Se você somar as divisões desse fruto terá como resultado o caráter de nosso Senhor.
O que é preciso para produzir o fruto do Espírito? Estar constantemente sob a graça de Deus. E como se faz isso? “Orando no Espírito” (Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo...” (Jd 1:20), permitindo que Ele aja no homem cotidianamente, sem Lhe impor nenhum obstáculo e sem resisti-Lo. É possível resistir ao Espírito (Ver At 7:51) “[Andar no Espírito] é seguir a vida do Espírito Santo (Rm 8:13, 14). Antes da conversão, o homem é carne que naturalmente satisfaz os desejos do coração dominado pelo pecado. Mas quando o Espírito entra e habita no coração, Ele luta contra esses apetites, produzindo em seu lugar o novo fruto que é, nadamais, nada menos, que as qualidades e atributos de Cristo (Gl 5: 22, 23)...” Nota de rodapé – Biblia Vida Nova.
“O Senhor tem uma obra para ser feita por mulheres tanto quanto por homens. Elas podem realizar uma boa obra para Deus se primeiro aprenderem na escola de Cristo as preciosas e importantíssimas lições de mansidão. Elas precisam não somente levar o nome de Cristo, mas possuir o Seu Espírito. Devem andar exatamente como Ele andou, purificando suas almas de tudo que polua. Então serão capazes de beneficiar a outros pela apresentação da plena suficiência de Jesus.” Manuscrito 119, 1907.
Andar no Espírito dentro do Ministério Pessoal - Necessitam-se obreiros agora. Como um povo, não estamos fazendo a quinquagésima parte do que poderíamos fazer como missionários ativos. Se tão-somente fôssemos vitalizados pelo Espírito Santo, haveria uma centena de missionários onde agora há um. Mas onde estão os missionários? Não possui a verdade para este tempo poder para inflamar as almas dos que professam nela crer? Quando há um chamado para trabalhar, por que há tantas vozes a dizerem: "Rogo-te que me hajas por escusado?" O estandarte da verdade deve ser firmado e exaltado neste país. Há grande necessidade de obreiros, e há muitas maneiras pelas quais podem eles trabalhar. Há trabalho tanto para os que se acham nas posições mais elevadas como nas mais humildes... Individualmente todos necessitam de um trabalho em seu próprio coração. Uma obra bem feita não pode ser realizada pelo instrumento humano sozinho.” CSS, 507.
Andar na Lei do Senhor é andar contrariamente ao Espírito? (Ex. 16:4; Lv 18:4) À primeira vista a segunda pergunta da lição de hoje pode sugerir um conflito entre a Lei de Deus e o Espírito de Deus. Mas não é absolutamente assim. Contudo, andar no espírito humano (carne) para ajustar-se à forma legal dos Dez Preceitos é mui diferente de andar no Espírito de Deus. Trata-se de ver quem domina o lobo frontal do cérebro do indivíduo: se a carne ou o Espírito. “Os nervos do cérebro, que comunicam com todo o organismo, são o único meio pelo qual o Céu pode comunicar-se com o homem e afetar sua vida íntima.” MCP1, 230.
Rm 8:4 assevera: “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Cremos que esse verso dirime qualquer dúvida sobre um eventual conflito entre Lei e Espírito. Quem anda no Espírito cumpre o preceito da Lei.
A graça apreende o sacrifício de Cristo; a morte vicária do Senhor produz perdão ou quitação com a Lei. O ser perdoado é apossado e selado pelo Espírito, que o capacita a andar nos preceitos, estatutos e santos juízos de Deus, conforme expostos nas Escrituras.
SEGUNDA - A guerra do cristão
“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem [fazem guerra - VARA] contra a alma.” (I Pe 2:11 - VARC)
Concupiscências carnais ou cobiças humanas – Agostinho entendia a concupiscência como luxúria carnal ou desejo libidinoso. Tomás de Aquino as conceituava como desejo de prazer gerado por uma realidade física.
Evidentemente, a abrangência do conceito é mais ampla, embora inclua os pensamentos desses teólogos medievais. O apóstolo Pedro recomendava a guerra contra os desejos ilícitos que combatem contra a alma. Em outras palavras,que criavam obstáculos à custosa salvação oferecida por Cristo.
Nosso apetite desordenado é uma dessas concupiscências. “Somos compostos do que comemos, e o comer muita carne diminuirá a atividade intelectual. Os estudantes conseguiriam muito mais em seus estudos se jamais provassem carne. Quando a parte animal do agente humano é fortalecida por comer carne, as faculdades intelectuais diminuem proporcionalmente. A vida religiosa pode ser alcançada e mantida com mais sucesso se a carne for dispensada, pois este regime dietético estimula à intensa atividade as propensões sensuais e debilita a natureza moral e espiritual." Med. Salv. pp. 277, 278. Porém, a bem da verdade, não é só o consumo de carne que está em jogo. Excessos no comer, combinações alimentares malformuladas, abusos de doces, refrigerantes, alimentos embutidos, dispensa de frutas e verduras, falta de atividade física, de exposição ao Sol, tudo entra na composição das forças combatentes contra a alma.
Podemos ainda incluir o hedonismo ou busca mórbida do prazer em todas as suas variações.
Somos carnais por natureza e temos fortes propensões à satisfação – a qualquer custo – dos desejos egocêntricos. Quando Paulo usa a expressão “vendido à escravidão do pecado”, quer se referir àquele indivíduo não convertido, que não anda no Espírito e dá lugar às péssimas escolhas que debilitam as forças do ser.
“A razão por que muitos nesta época não fazem maiores progressos na vida religiosa é interpretarem a vontade divina como sendo apenas o que eles gostariam de fazer. Presumem de estar em conformidade com a vontade de Deus, quando na verdade estão seguindo seus próprios desejos. Esses não têm conflito com o eu. Há outros que por algum tempo são bem-sucedidos na luta contra seus desejos egoístas por prazeres e comodidades. São sinceros e fervorosos, mas cansam-se do contínuo esforço, do morrer cada dia, da incessante labuta. A indolência parece convidativa, repulsiva a morte do eu; fecham os olhos sonolentos e caem sob a tentação em vez de resistir-lhe.” AA, 565.
A guerra do cristão não tem trégua. Não é aqui o lugar de seu descanso. “... Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6:12)
Quando compreendemos que temos de guerrear contra Satanás e seus anjos, contra seus agentes terrenos, contra nossas próprias paixões e propensões pecaminosas, contra um coração enganoso e desesperadamente perverso, desfalece-nos o ânimo. Mas, ao considerarmos o poder de Jesus, vemo-nos como “mais que vencedores por Aquele que nos amou”. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (I Co 10:13)
“A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade...” MM74, 311.
A fórmula dos vencedores – “Ensinam muitos que tudo quanto é necessário à salvação, é crer em Jesus; mas que diz a palavra da verdade? – ‘A fé sem obras é morta. ’ Tg 2:26. Devemos militar ‘a boa milícia da fé’, tomar ‘posse da vida eterna’, tomar a cruz, negar o próprio eu, combater contra a carne, e seguir diariamente os passos do Redentor.” MM95, 143.
Reforços em nosso favor – “Anjos da glória, que vêem sempre a face do Pai do Céu, regozijam-se em servir aos Seus pequeninos. Os anjos se acham sempre presentes onde mais necessários são, ao lado dos que têm a mais dura batalha contra o próprio eu, e cujo ambiente é o mais desanimador. Fracas e trementes almas que têm muitos objetáveis traços de caráter são seu especial encargo. Aquilo que corações egoístas considerariam como serviço humilhante - servir àqueles que se acham na miséria e são, em todos os aspectos, inferiores em caráter - eis a obra dos puros e santos seres das cortes do alto.” CBV, 105.
“Digam ao tentado que não olhe às circunstâncias, à fraqueza do próprio eu, ou ao poder da tentação, mas ao poder da Palavra de Deus. Toda a sua força nos pertence. ‘Escondi a Tua palavra no meu coração’, diz o salmista, ‘para eu não pecar contra Ti.’ Sl 119:11. ‘Pela palavra dos Teus lábios me guardei das veredas do destruidor.’ Sl 17:4.” Idem, 181.
TERÇA - As obras da carne
Eis a identificação precisa do que são as obras da carne que combate contra o Espírito: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição [relações sexuais ilícitas como adultério e fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relações incestuosas], impureza [vida devassa e descuido higiênico], lascívia [licenciosidade, excessos, libertinagem], idolatria [adoração a deuses falsos, adoração a si mesmo, a bens, possessões, fama, vaidade], feitiçarias [uso e administração de drogas, envenenamento, artes mágicas, práticas de magia negra, umbanda, candomblé, quimbanda], inimizades [ódio ao próximo], porfias [disputas, contendas, discussões], emulações [ciúmes ou rivalidades invejosas], iras [raiva, fúria, ira descontrolada e inapropriada], pelejas [partidarismos, “panelinhas”, conspirações], dissensões [divisionismo, desunião], heresias [doutrinas falsas, fanatismo, pregações de mentiras] invejas [desejo incontido de possuir o que é do próximo ou desgosto por seu bem-estar], homicídios [não só perpetrados, mas intentados no coração. ‘Aquele que odeia seu irmão é homicida’], bebedices [intoxicação, embriaguez], glutonarias [farras, abuso na alimentação] e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.”
É bom ter presente que as obras da carne se manifestam dentro dos átrios sagrados. Jeremias 7:9-11 denuncia as práticas carnais do povo de Judá e sua mescla abominável com a religião santa. Nos tempos do profeta Oséias (± 730 a.C.) a situação não era melhor. Os crimes descritos em Os 4:2 são chocantes. Você se pergunta: Como pôde acontecer isso entre o povo de Deus? A resposta está no verso 6 do mesmo capítulo: “O Meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento.” Quando não há obras do Espírito, certamente aparecem as abjetas obras da carne.
Jesus disse que os frutos da natureza depravada vêm de dentro do coração humano. Ora, sendo assim, depreende-se que coisas deploráveis foram ali armazenadas e não a Palavra de Cristo. A boca fala e as mãos praticam aquilo de que o coração está cheio. Paulo deixa claro em I Tm 3:2, 3 que o líder da igreja não pode, em hipótese alguma, apresentar um comportamento ligado às propensões da carne.
Pedro exorta os crentes a não viverem de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus (I Pe 4:3) Em Patmos, João escreveu que quem é carnal jamais entrará no Céu de luz (Ap 21:8).
Que fazer? “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5:24) “As inspiradas advertências de Paulo contra a condescendência própria soam desde então até o nosso tempo... Apresenta ele para o nosso encorajamento a liberdade desfrutada pelo verdadeiramente santificado: ‘Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.’ Rm 8:1. Ele exorta os gálatas: ‘Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.’ Gl 5:16 e 17. Menciona algumas formas de concupiscências carnais - a idolatria, bebedices e coisas semelhantes. Depois de mencionar os frutos do Espírito, entre os quais está a temperança, acrescenta: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.’ Gl 5:24.” CSS, 69.
“Muitos há cuja religião consiste em teoria. Para eles, uma emoção feliz é piedade. Dizem: ‘Vinde a Jesus, e crede nEle. Não faz diferença em que acreditais, contanto que sejais sinceros em vossa crença.’ Não procuram fazer o pecador compreender o verdadeiro caráter do pecado...” Ev, 589.
Já pensou? Estar na igreja, receber as copiosas bênçãos dos céus, ouvir a Palavra, cantar louvores, trabalhar no ministério pessoal e, no fim de tudo, estar perdido por ter vida dupla. Crucificar a carne é obra que só o Espírito do Senhor pode fazer em nós. Basta apenas que Lhe estendamos as mãos e pés para que Ele faça isso.
QUARTA - O fruto do Espírito (Gl 5:22-24)
Não se fala em “frutos”, mas fruto. O contraste é diametralmente oposto em relação às obras da carne. Por que Paulo não falou das “obras do Espírito” e sim de “fruto do Espírito”? As obras da carne não possuem nenhum poder sobrenatural, mas são resultado do inteiro domínio do arquiinimigo de Cristo sobre a mente humana. O fruto do Espírito é produzido ao longo de uma vida de renúncia, entrega e conversão ao Deus do Céu. O homem busca o Espírito e o Espírito busca o homem. Esse entrosamento maravilhoso não pode acontecer sem que o mesmo poder que criou todas as coisas atue no indivíduo.
Nove divisões compõem o fruto do Espírito: “Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” São virtudes não encontradas num coração carnal.
“Há muitos hoje em dia tão ignorantes da obra do Espírito Santo sobre o coração quanto o eram os crentes de Éfeso; não há, entretanto, verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus. Profetas e apóstolos têm-se demorado sobre este tema. Cristo mesmo chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal, como uma ilustração da operação de Seu Espírito no suster a vida espiritual. A seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas.” AA, 284.
Faça uma comparação do fruto do Espírito com a Lei de Deus. Há alguma contenda entre eles? Não! Há, sim, perfeita harmonia. O Espírito que deu a Lei fornece poder para santificar o homem e pô-lo em consonância com os mandamentos de Deus. Erra crassamente quem interpreta a liberdade do Espírito como isenção de estar sob o domínio da lei. “Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?” (Rm 7:1)
“Vosso compassivo Redentor vos está vigiando em amor e simpatia, pronto para ouvir vossas orações e prestar-vos a assistência que necessitais em vossa vida. Amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fé e caridade são os elementos do caráter cristão. Essas preciosas graças são frutos do Espírito. São a coroa e o escudo do cristão. Os mais altos sonhos e as mais supremas aspirações não podem almejar nada mais elevado. Nada pode proporcionar mais perfeito contentamento e satisfação. Essas realizações celestiais não dependem de circunstâncias nem da vontade ou do imperfeito discernimento humano. O precioso Salvador, que compreende as lutas de nosso coração e as fraquezas de nossa natureza, tem piedade de nós e perdoa os nossos erros e nos outorga as graças que ardentemente desejamos.” The Health Reformer, agosto de 1877.
“Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gl 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o ‘enfeite... exterior’, mas ‘o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus’. I Pe 3:3 e 4.” CC, 58, 59.
“Os que em seu coração experimentam os efeitos da legítima conversão, hão de em sua vida revelar os frutos do Espírito. Oxalá se persuadissem todos os que têm vida espiritual tão diminuta, de que a vida eterna só será concedida aos que participam da natureza divina, fugindo às corrupções e concupiscências deste século!” CSS, 129.
“A fim de produzir muito fruto, temos de aproveitar ao máximo nossos privilégios e oportunidades, tornando-nos cada vez mais inclinados para as coisas espirituais. Devemos deixar de lado toda vulgaridade, todo orgulho, toda mundanidade, e receber diariamente auxílio divino. Para crescer espiritualmente, deveis empregar todos os meios providos pelo evangelho e estar preparados para avançar em piedade pela influência do Espírito Santo; pois a semente se desenvolve da erva para o grão cheio por meios invisíveis e sobrenaturais.” E Recebereis Poder, p. 71.
QUIN TA - O caminho para a vitória
Ele nasceu em 1913, filho de um arrendatário de terras cultiváveis e neto de escravos. Já no ensino médio, esse moço destacou-se no atletismo. Em 1933 ele venceu três provas de atletismo nos Campeonatos Nacionais Interescolares. Em 1935, competindo pela Universidade do Estado de Ohio, ele igualou um recorde mundial e quebrou outros três. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, conquistou quarto medalhes de ouro. Em 1976, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade.
Sua performance nesses Jogos foi tão estupenda, que fez o ditador nazista Hitler retirar-se às pressas do estádio, porque não admitia que um negro pudesse superar seus campeões arianos. Afinal, dizia ele que os arianos eram superiores a todas as outras raças existentes na Terra.
Jesse Owens sabia fixar-se nos objetivos e treinava duro, abstendo-se de tudo o que lhe era prejudicial para atingir melhores performances.
Em nosso caso, Jesus já conquistou a vitória por nós. Já colocou a medalha de ouro da salvação em nosso peito, mas adverte: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3:11)
Temos muita luta pela frente. Cada dia somos crivados de tentações internas e externas. Por vezes, desanimamos como Asafe (diretor de música sacra nos reinados de Davi e Salomão): “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.” (Sl 73:2) Porém, Jesus faz conosco o mesmo que fez com Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” (Lc 22:32)
O Espírito do Senhor é nosso personal trainer e nos prepara todos os dias para os embates da vida. Se permitirmos, Ele de tal modo mudará nosso coração que a carne perderá totalmente sua força ao longo do tempo. A experiência é diária e precisa ser solicitada ao Pai que, mediante Sua graça e misericórdia, aperfeiçoará nossa vida em Cristo Jesus.
Não é possível andar no Espírito sem renunciarmos às concupiscências e desvirtudes do eu.
“Há os que professam ser seguidores de Jesus Cristo, jamais tendo morrido para o próprio eu. Nunca caíram sobre a rocha, ficando em pedaços. Até que isto se dê, viverão para si mesmos, e se morrerem como estão, será para sempre demasiado tarde para endireitarem os seus erros. Eu amo suas almas, Jesus ama suas almas e realizará uma boa obra por eles, se eles se humilharem sob Sua poderosa mão, arrependerem-se e se converterem, entregando-se cada dia a Deus. Deve ser uma entrega constante, diária. Precisamos ser homens e mulheres expeditos, sempre vigilantes sobre o próprio eu e procurando aproveitar toda oportunidade para fazer o bem, e somente o bem, às almas pelas quais Cristo deu Sua vida para torná-las Sua propriedade. Quando os instrumentos humanos lidam com essas almas em tom severo, magoam o coração de Cristo e O expõem à ignomínia, pois representam mal o caráter de Cristo em seu caráter. Disse alguém: "Pela Tua brandura me vieste engrandecer." II Sam. 22:36. Suplico a nosso Pai celestial que todos quantos se acham relacionados com nossas escolas permaneçam em Cristo como o ramo está unido à videira viva.” MS, 1893.
“Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser operada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus.” CBV, 176. “Os espíritos celestes estão esperando para cooperar com os instrumentos humanos, para revelar ao mundo o que se podem tornar os homens, mediante a união com o Divino, e o que pode ser realizado em favor da salvação das almas prestes a perecer. Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem à operação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus. Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração. Mediante a graça a nós dada podemos conseguir vitórias que, devido a nossas opiniões errôneas e preconcebidas, nossos defeitos de caráter, nossa pouca fé, têm-se-nos afigurado impossíveis.” CBV, 159.
Evento especial de Saúde - "Admirável mundo do Corpo Humano"
SEXTA E SÁBADO ESPECIAL DE SAÚDE
09/Dez às 20:00 hs.
10/Dez às 11:00 e 17:00 hs.
Palestrante: Dr. Jea Myung Yoo M.D.
Local: IASD PRÍNCIPE DE GALES
R. Vicente de Carvalho, 73 - Príncipe de Gales
Santo André – SP
Informações: 11-7759-6388
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