Comentários Lição 05 – Obediência: fruto do reavivamento (Prof. Sikberto Marks)

27 de Julho a 03 de Agosto

Verso para memorizar: “As armas da nossa milícia não são carnaise sim poderosas em DEUSpara destruir fortalezasanulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de DEUS, e levando cativo todo pensamento à obediência de CRISTO” (2 Cor. 10:4, 5).

Introdução de sábado à tarde
Devemos prestar atenção ao que é e ao que não é reavivamento, bem como sobre o modo de atuação do ESPÍRITO SANTO. Isso é o que estudaremos nesta semana.
Muito comum, hoje em dia, é entender como sendo reavivamento fortes emoções, barulho, falar línguas e fazer milagres, experimentando sentimentos de arrebatamento. Pois bem, essa é na realidade a contrafação de satanás para enganar as pessoas. Isso não é  reavivamento e nem é assim que o ESPÍRITO SANTO atua.
Devemos ter em mente que DEUS, não importa que pessoa esteja agindo, jamais agirá em contradição com Sua Palavra. Tempos atrás, um casal que foi batizado em nossa igreja, vindos de uma igreja pentecostal, sentiu nosso ambiente muito quieto e sem “poder”. Ficaram alguns anos, mas mudaram para outra, pentecostal, pois ali sentiam o ESPÍRITO SANTO agir. As pessoas querem sentir, não importa se são transformadas e se obedecem a DEUS. Precisam ter sentimentos, e quanto mais fortes, melhor; mais poder, imaginam, assim entendem. É um assunto relevante para os nossos dias.
Por outro lado, a IASD está sendo preparada por DEUS para ter o grande poder do ESPÍRITO SANTO. Essa preparação envolve o verdadeiro reavivamento e reforma. Laudiceia precisa acordar, e uma sacudidura precisa ocorrer para que o poder seja derramado sobre a igreja. No tempo de CRISTO ocorreu uma forte sacudidura naquela sexta-feira, da crucificação. Pelo visto, restaram firmes umas 120 pessoas em Jerusalém. Acompanhavam a CRISTO, em torno de 5 mil pessoas, mas como dizia a profecia, essas pessoas se afastariam ao o Mestre ser preso e morto.
Quando aquelas 120 pessoas, após os dez dias de reavivamento e reforma, um curto espaço de tempo, ficaram unânimes, então receberam poder. E naquele dia já não eram mais 120, mas 3.120. Passou a haver crescimento diário, porque DEUS lhes dava esse crescimento. Era o poder do ESPÍRITO SANTO em ação. O indicador da espiritualidade de uma igreja é seu crescimento numérico qualitativo.
Esse poder veremos outra vez, e já estamos na véspera dessa nova experiência. Vamos aqui fazer apenas uma simulação matemática. Ela não serve para dizer como será, apenas serve para ilustrar, mais nada. Não serve para dizer em quanto tempo, após o derramamento do poder, a obra será concluída, nem quantos se envolverão ou se salvarão.
Imaginemos que com a sacudidura reste, fiel, apenas uma pessoa adventista no mundo. Radical, não é? Certamente restarão muitas pessoas mais, mas aqui estamos apenas ilustrando o quanto pode o poder do Alto. Digamos que com o poder do ESPÍRITO SANTO, essa pessoa consiga falar diariamente a 20 pessoas e que cada dia uma delas se entregue a JESUS. É pedir muito? Pedro pregou alguns minutos e 3.000 se entregaram, portanto, esses números aqui são até bem modestos. Esse um soma-se ao que lhe ensinou, e pelo poder do Alto, ensina no outro dia o que sabe a outras 20 pessoas, e uma delas se converte. Assim são dois pregando a 40 pessoas, e destas, 2 se convertem, e assim vai indo. A pergunta é: em quantos dias o mundo todo será advertido? Veja a simulação abaixo:
1º dia: 1 pessoa prega a 20 e 1 delas se converte;
2º dia: 2 pessoas pregam a 40 e 2 se convertem;
3º dia: 4 pessoas pregam a 80 e 4 se convertem (é evidente que elas estudam um pouco mais para ter o conhecimento – esses esquemas de estudos estão impressos e prontos hoje).
Pois bem, indo assim, no vigésimo dia, já teriam pregado a mais de dez milhões de pessoas, e mais de meio milhão delas se teria agregado às fileiras de DEUS. No trigésimo dia, isto é, em um mês, o número de pessoas alcançadas seria de quase 11 bilhões, mais que a população atual do mundo, e se teriam convertido mais de 500 milhões.
Isto é apenas uma simulação matemática, não tem fundamento nem na Bíblia e nem no Espírito de Profecia, mas serve para ilustrar o que pode acontecer se a igreja dispuser do poder do Alto. Por exemplo, digamos que com a sacudidura reste não apenas um adventista fiel, mas 2 milhões. Então, nessas proporções, em 9 dias a pregação do evangelho se concluiria, não haveria mais a quem pregar. Dá para imaginar o que irá acontecer quando de fato tivermos poder? Como será essa grande controvérsia? Que grande movimento será a conclusão da pregação. Nessas condições sentiremos a presença de DEUS agindo em nós, e isto se chama refrigério. E que forte oposição satanás oferecerá? Estes serão dias incríveis neste planeta.
Por certo, o poder do Alto será bem superior ao que simulamos acima, e certamente muitos levarão mais de um dia para serem qualificados como conscientes servos de DEUS. Mas sem dúvida, a conclusão da obra, como diz Ellen G. White, será mais rápida que possamos imaginar.

  1. 1.      Primeiro dia:  Vida transformada
Raciocinemos: para que viria o reavivamento? Qual seria a grande razão dele? Ora, se estamos numa guerra espiritual, o reavivamento deve ter algo a ver com ela. É a transformação da vida da pessoa para dois motivos no mínimo: a sua própria salvação e que ela trabalhe pela salvação de outras pessoas.
Admitamos, não faz sentido nem é lógico que pessoas sejam salvas sem transformação. Isto quer dizer: não é racional imaginarmos pessoas se salvando mas em seu estado de pecado, sem que haja mudança no estilo de vida delas. E também é bem ilógico pensar que pessoas recebam o poder do Alto mas que não se importam com seus pecados, e que preferem permanecer no erro, rejeitando a ação do ESPÍRITO SANTO. Portanto, ou há reavivamento, isto é, transformação, ou ainda, rejeição das coisas que não prestam desse mundo, ou nem essa pessoa se salva, e muito menos receberá poder do Alto. Será que DEUS cometeria o grande erro de se fazer representar por pessoas rebeldes, dando-lhes poder do Alto?
Há uma enorme diferença entre os dois estados do estilo de vida das pessoas, antes e depois do reavivamento. Vejamos o caso de Pedro. Ele pensava ser corajoso e destemido, mas nos momentos de demonstrar sua coragem, ele recuava e se escondia. Porém, depois do reavivamento, ele foi o primeiro a pregar e dessa pregação resultou um aceite de três mil pessoas para CRISTO. De medroso passou a ser corajoso, e isso foi o efeito do reavivamento, de um momento para outro. O efeito do reavivamento é a transformação da vida.
É nisso que devemos prestar atenção: se nossa vida está ou se não está sendo transformada. Para tanto, basta anotar que coisas erradas do mundo ainda fazem parte da vida. Então ver se elas estão perdendo nosso interesse ao longo do tempo. Também devemos fazer um balanço das coisas erradas do passado, se algumas delas saíram de nosso interesse. Se tais coisas estiverem acontecendo, é o ESPÍRITO SANTO atuando em nós. Estamos sendo reavivados, e não é necessário que haja manifestações miraculosas e que chamem a atenção de muitas pessoas. O resultado disso será o aumento do desejo de testemunhar, de modo autêntico, a respeito de JESUS. Ou seja, alguma coisa você fará pela salvação de outros.

  1. 2.      Segunda: O alto preço da obediência
Como explicar o que aconteceu com Estêvão, que foi morto a pedradas, se ele não fez nada de maldade? Do mesmo modo, como entender a crucificação de JESUS CRISTO, se Ele sempre fez o bem? E os demais discípulos, exceto João, que sofreram morte violenta? E os milhares de mártires ao longo da história, como entender as perseguições e mortes cruéis, como se fossem os piores bandidos, mas tendo eles sido honestos e bons cidadãos? Todos esses foram cruelmente mortos somente porque criam em JESUS. Mas JESUS foi uma pessoa da qual não há um único relato de maldade! Até Pilatos não encontrou nEle mal algum. Afinal, qual a razão de tanto ódio contra certas pessoas, apenas pelo fato de seguirem a um Mestre que só fazia o bem?
Temos que ter em mente que estamos em guerra. É uma guerra espiritual, e além dela, há muitas outras guerras. Esse é um lugar de lutas, de brigas, de vandalismo, de construção e ao mesmo tempo de destruição. Esse é um lugar onde os seres humanos, muitos deles, apreciam depredar, satisfazem-se com isso. É um lugar onde há seres humanos que se deleitam em roubar até dos idosos e dos que quase nada têm. É um lugar onde líderes políticos legislam em causa própria, criam leis a seu favor, mas esquecem do povo. É um lugar onde grandes empresários exploram seus empregados, enriquecendo mais rapidamente. É um lugar onde se adultera alimento, onde se emprega produtos químicos para que o alimento industrializado dure mais tempo, mesmo que isso prejudique a saúde das pessoas. É um lugar onde se vendem drogas, e muitas vezes elas são legalizadas. Não importa se prejudica a saúde. O planeta Terra é um mau lugar. Não é onde devem viver seres humanos como os verdadeiros cristãos.
Então, como explicar toda essa violência contra esses cristãos? Creio que já vai ficando óbvia a explicação. Esse aqui é o lugar onde reina um posseiro, satanás, que nos vê como seres indesejáveis. Ele nos odeia, aliás, odeia até mesmo seus seguidores. Ele se relaciona mal com todos, briga com todo mundo, mesmo com seus anjos, então, como não perseguiria aqueles que seguem a JESUS CRISTO? Pois tem motivos para isto, foi derrotado por JESUS na cruz. Ele é um ser com destino definido, a destruição. Só pode estar com ódio mortal contra tudo, e muito mais contra os seres humanos que caminham na trilha da vitória.
O nosso objetivo, como cristãos, é simplesmente realizar um esforço para tirar mais pessoas de dentro do fracassado império de satanás. E quando JESUS retornar, e isso ocorrerá bem logo, iremos embora daqui. Nossa estratégia não é reformar esse planeta com protestos, mas inclusive levar esperança a essas milhares de pessoas que reclamam com razão pedindo que os líderes políticos deixem de enganá-los. Essas pessoas precisam conhecer JESUS e Sua proposta de reino e governo fundamentado pelo amor. E nós somos súditos desse reino eterno. A nós cabe testemunhar a esse respeito. Ao fazê-lo, muitos virão para o lado de JESUS, e isso criará tremendo ódio de satanás contra nós. Mas é uma fase passageira; a recompensa virá, e será excelente.

  1. 3.      Terça: Quando o ESPÍRITO surpreende
Já parou para meditar sobre a sinceridade? Ela não é garantia de que estejamos certos, mas é condição para que venhamos a estar certos. JESUS, por exemplo, era sincero; Saulo também. JESUS sempre esteve no caminho da verdade, mas Saulo combatia a JESUS e Seus seguidores. Curioso é que os dois eram sinceros. As pessoas sinceras possuem uma característica poderosa: se estiverem do lado certo, não mudam para o erro, mas se estiverem do lado errado, ao descobrirem sua condição, e conhecerem a verdade, mudam para o outro lado.
Foi isso que aconteceu com Saulo. Ele combatia a JESUS e Seus seguidores, e entendia que estava agindo corretamente. Era sincero nesse modo de pensar. Mas estava equivocado. Por ser uma pessoa que zelava pelo que entendia ser o correto, empenhava-se por defender o que achava ser verdadeiro. Assim, não lhe foi difícil realizar a mudança ao lhe ser mostrado seu erro. Pessoas assim tem a sinceridade como um dos princípios eternos acima de qualquer condição ou proposta humana. Para tais pessoas valem muito mais os princípios que a vivência prática. Quem é guiado por bons princípios de vida não titubeia em desejar toda mudança que descubra ser necessária. E assim foi com Saulo, e outros personagens bíblicos, como Davi.
Quando Saulo caiu de sua montaria, quando perguntou quem era a quem estava combatendo, ao receber a resposta, nada mais discutiu, senão que tomou a decisão correta, passou a orar, por três dias, na casa de um irmão chamado Judas. Fez jejum e entregou-se a JESUS, a quem há pouco perseguia. Ao ser curado pela oração de Ananias, foi batizado, e logo passou a pregar nas sinagogas sobre JESUS, dizendo que este era o Filho de DEUS (Atos 9:5 e 6, 11, 18 a 22). Essa foi uma mudança radical, de um sentido errado para outro, correto.
Esse caso é um bom exemplo para nós. Devemos ser sinceros, isto quer dizer, não divididos entre dois pensamentos, um pouco voltado ao Céu, mas outro pouco voltado aos interesses condenáveis da Terra. É nesse aspecto que cabe a sinceridade, e caso em algo devamos suportar mudança, facilmente a aceitaremos.

  1. 4.      Quarta: Sensibilidade ao chamado do ESÍRITO SANTO
Hoje faremos uma comparação entre Paulo e o rei Agripa. Como sabemos, Saulo fez sua entrega na hora do encontro com JESUS. Mas o rei Agripa disse assim: “por pouco me persuades a me fazer cristão”, mas não cedeu. E não deve ter feito a sua entrega mais tarde, não há esse registro nos escritos. Portanto, por pouco ele não se salvou, perdeu a vida eterna. Em que pouca consideração ele teve esse presente: vida eterna!
Quantas pessoas, hoje, se perderão por pouca coisa. Tenho dito por aí que muitos adventistas perderão a eternidade por amarem coisas do mundo que parecem hoje insignificantes, que nem dão motivo para algum sermão preventivo, muito menos para tratar na Comissão da Igreja. São os tais pequenos pecados, mas eles matam em tal intensidade quanto os grandes. É na igreja que devemos aprender esses princípios sadios de vivermos no mundo, mas de não sermos do mundo. “Se tão somente nossas igrejas praticassem a verdade e mostrassem que creem que Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, o poder de Deus lhes acompanharia os trabalhos. Mas eles se devem conservar em contato com a Fonte de toda a luz e eficiência, e em contato com o mundo, não para absorver o espírito do mundo, mas para poderem fazer a obra que Deus designou que façam” (Testemunhos para Ministros, 401).
Paulo e Agripa representam duas classes, dentre muitas outras. Paulo representa aqueles que combatem a igreja, mas que são sinceros, que desejam o bem para a igreja. Esses mudam quando percebem que a estratégia deles está errada. Existe hoje muita coisa ruim dentro da igreja, temos que admitir isso. Há muitas pessoas que dão mau testemunho, mas por enquanto estão tendo a oportunidade da mudança. Se não o fizerem até determinado tempo, o decreto dominical, por exemplo, a sacudidura os expulsará. Paulo representa aqueles que mudaram de atitude, e se tornaram grandes instrumentos nas mãos de DEUS.
Já o rei Agripa representa aqueles políticos amigos da igreja, que até a protegem, adquirem conhecimento sobre a verdade, mas que não têm tanto interesse pela verdade, e nunca fazem a sua entrega. Outro exemplo desses foi Pilatos, chegou a perguntar o que é a verdade, mas não esperou a resposta. Agripa chegou a entender a verdade, mas ser rei para ele era mais importante. Achava não ser compatível o seu alto posto e essa nova fé, se bem que Daniel, José do Egito e Ester já haviam provado o contrário. Ele preferiu manter as coisas como estavam, manteve o interesse pelas insignificâncias do mundo, como é o prestígio político, a ganhar a vida eterna.
Qual desses dois caminhos seguiremos? É uma questão assim: entrega total já ou fica para um pouco mais adiante, tempo que nunca chega.

  1. 5.      Quinta: Obediência guiada pelo ESPÍRITO
JESUS é o nosso maior exemplo. Ele, como homem, nos ensina o caminho da excelência espiritual, da vitória. Esse caminho é o da obediência. Somos nós que devemos decidir obedecer ou não. A obediência é um ato de humildade, e essa é uma das características dos santos: serem humildes. JESUS, que era DEUS, viveu aqui na terra por mais de três décadas, e de tal maneira escondeu Sua divindade que muitas pessoas não creram que fosse DEUS. Ele “não julgou, com usurpação o ser igual a DEUS”, mas Se esvaziou de Suas qualificações, vivendo como um ser humano mortal. Sobre a obediência e sobre decidir obedecer, selecionamos trechos de Ellen G. White, que ensinam o caminho.
“Compelir-vos-á Deus à obediência, compelirá a vossa vontade? – Nunca. O Senhor vos tem dotado de capacidades, de inteligência, de razão. Enviou do Céu o Seu Filho unigênito a fim de abrir o caminho para vós, e para colocar a imortalidade ao vosso alcance. Como explicareis a Deus a vossa fraqueza, vossa desobediência, vossa impureza, vossos maus pensamentos e vossas más obras?
“Deus determinou meios, para que, se nós os usarmos diligentemente e com oração, nenhuma nau sofra naufrágio, mas subsista à tempestade e à tormenta, e ancore num Céu de bem-aventuranças afinal. Mas se nós desprezarmos e negligenciarmos esses decretos e privilégios, Deus não realizará um milagre para salvar a qualquer um de nós, e estaremos perdidos como Judas e Satanás.
“Não penseis que Deus realizará um milagre para salvar aquelas pessoas fracas que acariciam o mal, que praticam o pecado; ou que será trazido para sua vida algum elemento sobrenatural que os eleve do eu para uma esfera mais elevada, onde será comparativamente fácil trabalhar sem qualquer esforço especial, qualquer luta especial, sem qualquer crucifixão do eu, pois todos os que se demoram no terreno de Satanás para que isto se faça, perecerão com os malfeitores. Serão repentinamente destruídos. E isso irremediavelmente” (Testemunhos para Ministros, 452 e 453).
“Os que se consagram a Deus de corpo, espírito e alma, purificando seus pensamentos pela obediência da lei divina, hão de continuamente receber nova provisão de poder físico e mental. Haverá sincero anseio por Deus e fervorosa oração, pedindo clara percepção para discernir a missão e o operar do Espírito Santo. Não somos nós os que devemos usar o Espírito Santo, mas Ele que nos deve usar a nós, moldando-nos cada faculdade” (Conselhos sobre Escola Sabatina, 40).
Os escritos existem para nos orientar rumo à eternidade. E a nós cabe decidir, cada dia, mantermo-nos nesse caminho, ou desistir dele, optando por atrativos do mundo.

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
A lição desta semana demonstra os efeitos do reavivamento. Para isto, utiliza como exemplo algumas pessoas em que houve reavivamento, que sempre é realizado pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Não há reavivamento sem a participação do ESPÍRITO SANTO. Por esse motivo, inclusive dentro de nossa igreja, há um grupo significativo que decidiu resistir a esse poder dizendo que Ele não é DEUS. Nesse caso, tais pessoas fecham a porta de sua vida à transformação por esse membro da Divindade. Assim como no Pentecostes, estamos chegando ao tempo do grande derramamento do poder de cima para concluirmos a obra que JESUS nos incumbiu. É para satanás conveniente que não creiam, nem nele, nem no ESPÍRITO SANTO, pois esta é a hora da ação máxima desses dois seres, um de cada lado do conflito.
  • Quais os tópicos relevantes?
Normalmente o ESPÍRITO SANTO não Se revela por meio de sinais e maravilhas, mas sim, transformando vidas para a obediência à vontade de DEUS Pai.
Temos que saber se estamos sendo transformados, para isto, devemos vez por outra avaliar se houve ou se não transformação em nossa vida.
É importante descobrirmos se estamos ou não abandonando coisas do mundo, e se estamos sendo mais capazes de identificar o que é conveniente e o que não é. Nisto saberemos se o ESPÍRITO SANTO está atuando em nossa vida.
Também devemos observar se em nossa vida aumenta o desejo pela salvação de outras pessoas. Quando o ESPÍRITO SANTO atua, esse desejo aumenta.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
Nosso supremo exemplo de atuação do ESPÍRITO SANTO é JESUS. Isso que Ele fez está ao alcance de toda pessoa que seja transformada por DEUS.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Devemos seguir o exemplo de vida de JESUS. Quem sabe sempre perguntar, diante de cada situação, o que O Mestre faria se Ele fosse eu. Por exemplo, Ele entraria em determinado lugar? Como Ele faria o que nós devemos fazer?  Assim fica fácil obedecer.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White
“A seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas” (Atos dos Apóstolos, 284).

e)      Conclusão geral
Façamos uma avaliação periódica de nossa vida, mensal por exemplo. É uma questão de vida ou morte, saber se o ESPÍRITO SANTO está atuando em nossa vida, e se estamos correspondendo à vontade de DEUS.
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 04 – Testemunho e serviço: o fruto do reavivamento (Prof. César Pagani)

20 a 27 de Julho de 2013

Verso para Memorizar

“Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.” (At 1:8)

César L. Pagani
           
O serviço e o testemunho bem-sucedidos e cheios de frutos de um crente reavivado e convertido podem ser vistos na experiência do velho companheiro de Paulo: Barnabé. Dele se diz: “Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (At 11:23-24)
As lições que havemos estudado são oportuníssimas porque estamos no tempo do reavivamento e precisamos dessa luz para reagirmos à mornidão.
Quem conhece a Jesus e recebe a graça do Espírito, é uma testemunha full-time, isto é, de tempo integral. Vale-se de cada oportunidade para cumprir a missão gloriosa dada por Cristo (At 1:8). A religião de Cristo não faz parte de sua vida, simplesmente. Ela é sua vida. Literalmente, ele respira Cristo e transpira Cristo.
Uma coisa é indiscutível. Não pode partilhar a Cristo com sucesso quem O conhece apenas de vista. É preciso pedir ao Espírito Santo, em base diária, que “implante” Jesus em nosso coração. Paulo ordena aos crentes: “Enchei-vos do Espírito.”

DOMINGO
 Comissão de despedida e promessa de Cristo          
             A tarefa: Ir e ensinar. Objetivo da missão: todas as nações. Cerimônia obrigatória estabelecida: batismo imersional.  Os autores da missão: Pai, Filho e Espírito Santo. Currículo doutrinário: Tudo quanto Cristo ensinou. Promessa maravilhosa: “Estou convosco todos os dias.” Tempo de companhia de Cristo mediante o Espírito: “Todos os dias até a consumação dos séculos.”
            Jesus supervisiona a missão que deu à Sua Igreja e reveste-a de poder para o sucesso. Nosso Senhor sabe que a tarefa é desafiante. A Igreja verdadeira sempre foi pequena em número para a magnitude da missão. A proporção de habitantes do mundo em relação ao efetivo da igreja é matematicamente utópica. Porém, com Jesus nada é impossível, e tanto que a Igreja completará sua missão, de acordo com as profecias, e abrirá caminho para o retorno glorioso do Senhor.
            Mas a Escritura deixa claro que um só homem, dotado do poder de Cristo, pode dar conta de milhares de pessoas. Embora este verso se refira em primeira mão ao poder de um combatente israelita posto nas mãos divinas, também serve para mostrar o efeito poderoso da ação de um pregador do Evangelho: “Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós.” (Lv 26:8). Se Pedro, cheio do Espírito, levou à conversão 8.000 almas em dois estudos bíblicos, imaginemos o que pode fazer uma igreja reavivada e reformada!
            Jesus, em Seu amoroso desejo pela salvação de todos os humanos, ordenou que cada criatura pensante seja advertida. Quer que a ninguém passemos por alto como indigno de ouvir. Percebamos que o poder não estaria só na pregação, no ensino. Os discípulos seriam dotados de poder celeste para expulsar demônios, falar línguas estrangeiras, pegar em serpentes (veja o que ocorreu com Paulo na ilha de Creta [At 28:3]), beber veneno por engano e esse não lhe causarem nenhum mal e cura de enfermos (Mc 16:17, 18). Não será diferente no derramamento da chuva serôdia: “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. E Recebereis Poder, 205.
            Outro aspecto vital inerente à comissão de Cristo é que a compreensão das Escrituras que devem ser pregadas ao mundo precisa ser muito ampliada. Nosso Senhor quer abrir-nos o entendimento para que as compreendamos (Lc 24:45). O Espírito Santo, Dono e Autor da Verdade, está à disposição dos que quiserem entender o Livro Santo. Quando pedimos a sabedoria que Deus prometeu, ela nos será dada sem qualquer restrição (Tg 1:5).   
            Estamos envolvidos na missão de Cristo. Assim como o Pai enviou Cristo para ser a Luz do mundo, Jesus nos enviou para sermos luz do mundo e sal da Terra. A responsabilidade é tremenda, a missão hercúlea, mas o poder de Deus é livre para habilitar Sua igreja a cumprir tudo quanto Ele requer de nós.  
        
SEGUNDA
            O autor da lição abre a seção de hoje com um comentário sobre a “utopia cristã” da missão. 120 pessoas tendo em mãos a missão de levar a mensagem a 180.000.000 do vasto império romano. A proporção de um crente para os que deveriam ser alcançados era de 1,5 milhões. Hoje, sem contar os cristãos de outras denominações, porém, apenas, os ASD, temos a proporção de um cristão para cada 411 habitantes. Melhorou, não?
            Segundo alguns especialistas, no final do primeiro século da era cristã havia 500.000 cristãos no império romano. Ao término do segundo século, o efetivo cristão era de 2.000.000. No terceiro século, 5.000.000 e no quarto, 10.000.000.
            Hoje o cristianismo (considerando todas as ramificações, inclusive a Católico Romana) soma 2.200.000.000. Estamos incluindo cristãos nominais e cristãos ativos.
            No ano 34 a.D teve início o “Ide”. Aquele punhado inexpressivo de crentes não questionou a racionalidade da ordem ou a possibilidade da missão dar certo ou errado. O que lhes importava era receber a promessa de Cristo – O Espírito Santo. Eles deviam entregar seu caminho ao Senhor, confiar nEle, com a certeza de que os resultados eram de Sua responsabilidade.
            Impelidos pelo Espírito, eles começaram a espalhar-se de acordo com o roteiro prévio estabelecido por Jesus: Jerusalém, Judeia, Samaria e confins da Terra. A missão era cumprida com o poder do Espírito.
            A oposição era ferrenha. Não era fácil testemunhar naqueles tempos. Os judeus temiam grandemente a expansão daquela “seita” que se originou em seu meio. Os romanos viam com desconfiança a expansão da “superstição” cristã. Qualquer possível tumulto público decorrente da pregação do evangelho era investigado e seus “insufladores” punidos no rigor da lei.
            Que dizer da mortandade que o império infligiu aos missionários? O martirológio cristão é impressionante. Vejamos alguns testemunhos históricos:
O imperador Maximino Daia impôs aos cristãos palestinos (307 a.D.) crueldades inomináveis. O que o sádico imperador mandava fazer? Os carrascos usavam ferro quente para queimar os nervos de uma das coxas da vítima, deixando-os mancos para o resto da vida. Outras vezes o olho direito do mártir era arrancado e a ferida local cauterizada com ferro abrasador.  Em Phaenos as autoridades prenderam idosos cristãos , dois bis­pos, um sacerdote e um leigo que se haviam destacado por sua fé e os lançaram vivos no fogo, outros foram enviados para o Chipre e para o Líbano; assim desapareceu a pequena igreja da mina de Phaenos (Eusébio, De Martyribus Palestinae, 11, 20-23; 23, 1-3.4.9.10). 
Justino, o mártir, sentenciado em 165, escreveu: “Cortam-nos a cabeça, crucificam-nos, expõem-­nos às feras, atormentam-nos com cadeias, com o fogo, com os suplícios mais terríveis” (Diálogo com Trifão 110). Tertuliano, falecido em 202, escreve: “Pendemos da cruz, somos devorados pelas chamas, a espada abre nossas gargantas e as bestas ferozes se lançam contra nós” (Apologeticum 31; cf. 12, 50). Clemente de Alexandria, falecido em 215, escreveu: “Diariamente vemos com os nos­sos olhos correr torrentes de sangue de mártires queimados vivos, cruci­ficados ou decapitados” (Stromateis II).
Em Roma a morte dos condenados era para o povo um espetáculo. Dizia o poeta Prudêncio: “A dor de alguns é o prazer de todos” (Contra Symmachum  II, 11, 26).  
            Isso só para citar alguns exemplos da dificuldade de pregar o evangelho. Nem por isso o ímpeto missionário decresceu. E não podia. Era o Espírito Santo, o poder especial prometido por Cristo e recebido pelos crentes que movia a Igreja. Nada deterá a igreja de Deus quando o Espírito Santo for derramado mais uma vez no Segundo Pentecostes, a que chamamos Chuva Serôdia.  
           
TERÇA

                 O testemunho pessoal somente se torna poderoso quando a doutrina se encontra com o Espírito Santo e opera poderosamente no íntimo das pessoas. Paulo era um piedoso religionista ou religionário, isto é, adepto de uma religião que era verdadeira em seus fundamentos, mas equivocada em suas perspectivas tradicionais. Fariseu, cumpridor rigoroso dos preceitos formais, formado aos pés de um dos maiores mestres do judaísmo – Dr. Gamaliel -, conhecedor das Escrituras em termos de cultura religiosa, porém vazio do poder da religião real.
            Enquanto não houve um encontro com Cristo, Paulo estava em trevas. O encontro com o Salvador na estrada de Damasco, um breve diálogo, uma curta exposição à luz de Cristo foram bastantes para mudar o rumo do zeloso fariseu. O divino poder fez o resto. Paulo, tocado pelo poder de Cristo, logo se submeteu e perguntou: “Senhor, que farei?”
            Desse dia em diante sua vida foi cheia de poder. Os frutos de seu ministério e testemunho pessoal renderam vitórias à “seita” dos nazarenos, confusão aos inimigos, milhares de almas ganhas e uma influência benéfica que perdura até nossos dias.
            João também era um religionista. Embora de condição mais humilde que Paulo, ele era um judeu dedicado, consagrado, observador dos ritos e tradições, zeloso, sincero, frequentador assíduo da sinagoga de Cafarnaum, juntamente com seu irmão Tiago e o pai, Zebedeu, tinha uma vida tranquila e pacata numa aldeia de pescadores, até que um Estranho, certo dia, surgiu e lhe fez um convite: “Segue-Me!”. Por três anos e meio João ouviu ensinamentos preciosíssimos das Escrituras, diretamente dos lábios de seu Autor. Teve o privilégio de observar-Lhe a vida imaculada, o exemplo impoluto, o amor, a bondade, a misericórdia, a justiça, o caráter...  A vida de Cristo foi por ele assimilada e tornou-o o discípulo amado. Ele desfrutou a mesma proximidade de Jesus que Judas Iscariotes fruiu. Mas, quão diferentes os seus testemunhos. A vida de um foi mudada totalmente; a do outro não. Por que, se tiveram as mesmas oportunidades? Porque João se submeteu; Judas não.
            Cristo só pode criar vidas poderosas para testemunho quando Lhe dão oportunidade, liberdade para trabalhar. As pessoas podem ter todos os privilégios da religião verdadeira, no entanto, ficarem infrutíferas se não tomarem sua cruz e seguirem o Mestre.
“A verdade tem de ser recebida no coração. Assim o fermento divino realiza sua obra. Por seu poder transformador e vitalizante, produz uma mudança no coração. São despertados novos pensamentos, novos sentimentos, novos propósitos. A mente é transformada, as faculdades são postas em atividade. O homem não é provido de novas faculdades, mas as faculdades que possui são santificadas. É despertada a consciência que até então estava morta. Mas o homem não pode fazer essa mudança por si mesmo. Ela só pode ser efetuada pelo Espírito Santo. Todos os que querem ser salvos, quer sejam altos ou baixos, ricos ou pobres, precisam submeter-se à atuação desse poder.” E Recebereis Poder, 20.  


QUARTA
A fé que cresce
             A Bíblia é muito explícita ao dizer que o justo, ou aquele que vive segundo a vontade divina, tem sua vida marcada pela fé. Um justo, para ser justo, precisa ter fé e fé progressiva. Há graduações de fé. Jesus censurou Seus discípulos por serem homens de pequena fé. Já à mulher cananeia que tinha uma filha endemoninhada e depois liberta por Cristo, o Senhor disse: “Grande é a tua fé.” (Mt 15:28) Elogiando a fé do centurião romano, nosso Salvador disse que não achou fé daquele tamanho em Israel (Mt 8:10).
            Romanos 12:3 contém uma expressão interessante: “medida de fé”. Fé é um dom de Deus e, como todos os dons, precisa ser praticada, exercitada, para crescer.
            A fé vê o invisível. Ela não se detém a considerar as circunstâncias, os obstáculos, as adversidades, as impossibilidades, a oposição do inimigo e seus asseclas. Simplesmente se apega às promessas divinas e decansa. No milagre da multiplicação dos pães Jesus nos ensinou por Seu próprio exemplo que a fé não depende de evidências externas.
 “O milagre dos pães ensina confiança em Deus. Quando Cristo alimentou os cinco mil, a comida não estava à mão. Aparentemente Ele não tinha meios ao Seu dispor. Ali estava, com cinco mil homens, além de mulheres e crianças, num lugar deserto. Não convidara a multidão a segui-Lo ali. Ansiosos de estar em Sua presença, tinham ido sem ordem ou convite; mas Ele sabia que, depois de escutar o dia todo Suas instruções, estavam com fome e desfalecidos. Achavam-se longe de casa, e a noite estava prestes a chegar. Muitos deles estavam sem recursos para comprar comida. Aquele que por amor deles jejuara quarenta dias no deserto não permitiria que voltassem em jejum para casa. 
“A providência de Deus colocara Jesus na situação em que Se encontrava; e Ele confiou em Seu Pai celeste quanto aos meios para auxiliar os necessitados. Quando somos levados a situações críticas, devemos confiar em Deus. Em toda emergência devemos buscar auxílio dAquele que tem à Sua disposição ilimitados recursos.” CBV, 48, 49.  
Mediante processo paulatino Jesus nos dirige a vida para que, com a convivência que temos com Ele, aprendamos a descansar-Lhe nos braços sob qualquer circunstância. O grande homem de fé, Abraão, foi convocado a sair de Ur dos Caldeus aos 75 anos de idade. Ele ainda não era o pai da fé, como se tornou depois. Foram necessários anos de provação, oração, resistência, entrega, até que ele se tornou o pai de todos os que creem. Se dermos a Deus oportunidade, Ele nos guiará pelo mesmo caminho de Abraão e ensinará o que é viver pela fé.
           
Reavivamento, testemunho e intervenção divina
             Em At 1:15 lemos que número de crentes da igreja iniciante era de 120; At 2:41 e 4:4 mostra um surpreendente aumento de 8.000 crentes após as pregações pentecostais de Pedro. O evangelista e historiador Dr. Lucas, a partir das pregações de Pedro e ao prosseguir em sua narrativa dos atos apostólicos, não mais cita números de adesões ao povo de Deus, mas fala de multidões se unindo à igreja.
            O reavivamento da igreja primitiva ocorreu no Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos. O revestimento do poder do Espírito era vital, não apenas para insuflar nova vida a homens e mulheres que haviam aceitado a Jesus, mas também para que os crentes testemunhassem com eficácia do evangelho de Cristo. O evangelismo da igreja sempre careceu da força do Espírito. Ao Lhe ser permitido habitar no crente, o Espírito transforma o coração e investe o cristão do poder de evangelizar. “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário. Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador.”  CBV, 102.
            A lição dá relevo ao trabalho evangelístico de um dos sete principais diáconos da igreja de então: Filipe. Depois de pregar e realizar prodígios com estrondoso sucesso em Samaria, levando ao batismo muitos homens e mulheres (At 8:12-13), Filipe recebeu a visita de um anjo que lhe trazia uma comissão especial. O anjo mandou-o ir de Samaria até o caminho entre Jerusalém e Gaza, cerca de 150 quilômetros ao sul, para levar o evangelho a um homem nobre, mordomo-mor de Candace, rainha da Etiópia e prosélito judeu. Notemos que Filipe se valeu do estudo da Bíblia que o eunuco estava fazendo e, com poder, apresentou-lhe Jesus como o cumprimento da profecia bíblica de Isaias. A força da Palavra de Deus unida ao trabalho convencedor do Espírito Santo e ao fervor missionário de Filipe ganharam uma importante alma para Cristo. Ali mesmo naquela região deserta o eunuco foi batizado e seguiu feliz seu caminho até a Etiópia onde, sem dúvida, propagou a recém-adquirida fé.

            Os ingredientes do triunfo evangelístico são simples: A Palavra de Deus, a unção do Espírito, um espírito disposto a ser usado pelo Céu e a busca das almas.

Comentários Lição 04 – Testemunho e serviço: o fruto do reavivamento (Prof. Sikberto Marks)

20 a 27 de Julho de 2013

Verso para memorizar: “Recebereis poderao descer sobre vós o ESPÍRITO SANTO, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

Introdução de sábado à tarde
O reavivamento tem um propósito: atrair o mundo para a salvação. O Senhor JESUS CRISTO jamais cometeria o erro de buscar salvar pessoas por meio de servos Seus que fossem liberais com os atrativos mundanos. Ou somos verdadeiros servos de DEUS, ou não temos condições de trabalhar em Sua obra. E se não tivermos condições, há um tempo de espera e de oportunidade para nos qualificarmos, mas se isso não acontecer, um dia desses virá a sacudidura. Lembremo-nos que a sacudidura virá antes do fechamento da porta da graça. Ela se tornará muito forte por ocasião do decreto dominical, que servirá para selecionar aqueles que verdadeiramente querem ser servos de DEUS, e separá-los daqueles que dão mau testemunho, embora pertençam à igreja. O decreto dominical que tem a pretensão de desestruturar a verdadeira igreja de DEUS, de certa forma contribuirá para fortalecê-la, ao provocar a separação do joio do trigo. Mas saiba-se que DEUS não depende desse decreto para aperfeiçoar a igreja, pelo contrário, Ele é tão poderoso e inteligente que até as manobras do inimigo pode tomar como meio a favor de Sua causa.
Entre o tempo do decreto dominical e o fechamento da porta da graça teremos o alto clamor, que é a última proclamação do evangelho eterno. Daí sim, com total poder do ESPÍRITO SANTO, e em um tempo muito curto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia concluirá a obra designada por JESUS CRISTO. Ao tempo em que o joio sai de entre o povo de DEUS, muito trigo que ainda está em Babilônia sai de lá, e vem para fortalecer as fileiras da igreja verdadeira. É sabido, por exemplo, que há muitos líderes católicos, e também de outras igrejas, tal como membros, que hoje estão se preparando para esse tempo. Mas antes, precisa haver a separação do joio e do trigo, pois eles quando vierem, serão mais zelosos que aqueles que deverão sair dentre nós.
A obra final será concluída por meio do poder do ESPÍRITO SANTO, e esse será um tempo não mais de reavivamento, e sim, de colocar em prática o que já foi reavivado. Esse não será mais tempo para reforma, mas para valer-se dos efeitos da reforma para receber o poder do alto. Cremos que temos oportunidade de reavivamento e reforma até o decreto dominical, melhor, antes dele, porque depois, ou estamos preparados para receber poder superior, como os discípulos, ou mais provavelmente cairemos fora da igreja. A pergunta aqui é: como pode alguém realizar o reavivamento e a reforma nas condições difíceis posteriores ao decreto dominical? Sim, se em tempo de paz não conseguiu, ou não desejou, em tempo de conflito final será bem mais difícil.
Então hoje é tempo de testemunharmos para que sejamos fortalecidos. O testemunho fortalece o reavivamento, que por sua vez, qualifica para mais testemunho, e assim vai-se desenvolvendo a santificação da pessoa.

  1. 1.      Primeiro dia:  Comissão e promessa de CRISTO
Qual é a grande mensagem do estudo de hoje? Vamos desenvolver nossos pensamentos e chegar a ele.
O Senhor JESUS deixou-nos uma incumbência, a de evangelizar o mundo todo.É a continuidade da obra iniciada por JESUS. Naqueles dias o Senhor ensinou como se deve pregar. Ele estava fisicamente entre Seus seguidores, mas hoje o ESPÍRITO SANTO está presente, portanto, lhe é possível estar em todos os lugares, ao mesmo tempo. Mas essa ainda não é a grande mensagem do estudo de hoje.
Devemos cumprir o ide, pregando, ensinando, batizando, fazendo discípulos em todas as nações, tribos e línguas. Devemos levar a mensagem da salvação e da vida eterna a todos, e tantos quantos aceitarem serão salvos. Isso é importante, mas ainda não é a grande mensagem de hoje.
A igreja e seus membros devem refletir a pureza de CRISTO. Devem ser transformados dia a dia, tornando-se mais semelhantes ao grande Mestre. Deve ser assim para que deem bom testemunho e para que as pessoas creiam na verdade. As pessoas não devem ver a magnífica verdade como mais uma coisa boa dentre tantas. Muito menos devem ver a verdade como algo parecido com a mentira. Pois por um testemunho fraco, ou incoerente, se a verdade for anunciada por pessoas assim, aos olhos e critérios do mundo ela parecerá como são essas testemunhas: um conhecimento desprezível e inconsistente. Talvez até pareça uma mentira. Sim, porque artistas são capazes de representar mentiras de tal maneira que pareçam verdade; logo, nós, devemos ter muito cuidado para não fazer parecer a verdade como uma mentira, ou como uma coisa de pouco valor. Mas ainda não chegamos à grande mensagem de hoje.
Qual é o grande ensinamento para hoje, por meio do estudo da lição? Que devemos pregar a mensagem influenciados pelo amor às pessoas, não por meio de metas burocráticas inertes e formais. Ainda estamos trabalhando muito por meio de alvos, de técnicas, de incentivos formais, de planos de escritórios. Somos como uma máquina burocrática para cumprir compromissos e metas.Tudo isso pode até ser bom, mas se falta o amor, isso tudo não passará de mero esquema tecnocrático frio e sem muito sentido, como acontece a alguém que precisa cumprir compromissos, e o faz pensando em cumpri-los, nunca pensando nos resultados. Não devemos trabalhar para CRISTO como por obrigação, mas trabalhar para Ele porque O amamos e porque amamos as pessoas que estão no caminho da perdição.

  1. 2.      Segunda: Recebendo a promessa
JESUS prometeu grandes resultados por meio de poder. Ele disse que receberiam poder, e que iriam a todo lugar pregando e batizando. Havia prometido o dom do ESPÍRITO SANTO.
Ficaram reunidos dez dias em Jerusalém, orando, tirando as inconsistências entre eles, e logo tornaram-se perfeitamente unidos. Não havia mais ideias de um ser maior que o outro. Desapareceu o conceito de hierarquia, de importância, de quem manda e de quem obedece. Estavam em prefeita união, tornaram-se humildes.
No décimo dia ocorreu o pentecostes. Eles eram um grupo de 120 pessoas reunidas. Então desceu sobre eles o poder do ESPÍRITO SANTO prometido. Iniciaram o dia com esse número de crentes, e o dia terminou com 3.120 pessoas. O crescimento da igreja só no seu primeiro dia foi de vinte seis vezes, quer dizer, o número inicial foi multiplicado por 26. Isso é poder, assim é uma igreja poderosa. Tal desempenho a IASD ainda terá, e estamos nos aproximando do tempo dele tornar-se realidade.
E a igreja continuou crescendo fortemente na Judeia até que chegou o momento de irem aos gentios. Isso aconteceu a partir do ano 34 dC, quando Estêvão foi apedrejado. Os seguidores de CRISTO tiveram que fugir de Jerusalém e da Judeia por causa da perseguição. Eles foram para outros lugares, e ali iam testemunhando. Não foram só os apóstolos e os discípulos que pregavam e anunciavam a CRISTO, mas todos eles o faziam diariamente. A tal ponto a igreja crescia em todos os lugares que o imperador romano se assustou com o movimento, pensando ser um poder inimigo que se organizava. Era espantoso aos líderes romanos das cidades a multiplicação do cristianismo apostólico. O dito cristianismo apostólico é um período de tempo que vai desde o dia da ressurreição de CRISTO até o ano 325, no Concílio de Niceia. Esse foi o tempo da pureza do cristianismo; depois disso ele foi se pervertendo e se tornando corrupto, quando uma parte dos cristãos passou a perseguir outra parte. Foi então que satanás descobriu uma estratégia extremamente eficaz contra o cristianismo: dividir os cristãos entre si. Aliás, hoje a Igreja Adventista é atacada nesse ponto quanto ao louvor, quando ao ESPÍRITO SANTO, e isso nos enfraquece, podemos ter certeza.
Outra vez deveremos tratar da unidade entre nós. Há diversos pontos que nos tornam frágeis além da questão do louvor. Ainda há muita disputa por poder, por prestígio na hierarquia e nos títulos acadêmicos. Tempos atrás soube, por exemplo, de um título de Doutor em Divindade! Fiquei impressionado com esse título. Essa pessoa conhece tanto assim a DEUS que pode receber tal título? É isso coerente? Há outros problemas. Antes de pensarmos em ter poder devemos superar nossas desavenças, como fizeram os discípulos. Esse é o papel do reavivamento.

  1. 3.      Terça: O poder do testemunho pessoal
O que nós, seres humanos, devemos fazer para o ESPÍRITO SANTO agir em nossa vida, e nos transformar? Será que não há nada que possamos fazer? Será que a passividade e a atitude de esperar seria a correta? Será que o ESPÍRITO SANTO age em nós sem nenhuma atitude de nossa parte?
O que sabemos bem é o seguinte: não há nada que possamos fazer por nós para a nossa transformação. Esse é um poder que não temos, e nisso dependemos exclusivamente do poder de DEUS. Nenhum ser humano tem a mínima capacidade de providenciar alguma coisa, por menor que seja, por sua santificação, por uma reforma em sua vida, por melhorias, por obediência a DEUS. Mas isso explica parte da questão, não toda.
Para que o ESPÍRITO SANTO aja em nossa vida, é necessário que Ele tenha a nossa autorização (palavra forte, não é?). Isto quer dizer: DEUS nos criou como seres livres,compete a nós tomar as decisões em relação à nossa vida. Nisso DEUS não nos substitui. Somos criaturas com livre arbítrio. Portanto, para sermos transformados pelo poder do ESPÍRITO SANTO devemos ter vontade para isso. É lógico que DEUS faz de tudo para despertar essa vontade, assim como Ele agiu para atrair a vontade dos israelitas, na jornada para Canaã, para serem fiéis a Ele. Dois dos homens acima de 20 anos que saíram atenderam a essa atração, além de Moisés, de Arão e suas famílias. No tempo de Noé, DEUS também utilizou esse homem para atrair as pessoas a Ele durante 120 anos, mas apenas oito dos antediluvianos atenderam. DEUS respeita a nossa vontade, e essa é uma questão crítica para a nossa salvação: o que nós queremos e o que nós não queremos.
Se desejarmos, se nós concordarmos, sentirmos necessidade, DEUS, por meio do ESPIRITO SANTO, a terceira pessoa da Trindade, age de imediato em nossa vidaE se Ele não agiu ainda, é porque não abrimos a porta de nosso coração ao toque de JESUS que está solicitando entradaDevemos participar por meio da comunhão com DEUS, o que se faz orando, estudando a Sua Palavra e trabalhando por outros.
Essa parte, trabalhando por outros, podemos enquadrar com sendo o nosso “testemunho”. Em certo sentido, o testemunho é uma demonstração de uma vida cristã coerente com a fé. E é aí que reside o poder para atrair as pessoas a DEUS. É essa coerência que DEUS abençoa com poder, nunca uma vida que professa algo bom, mas que vive algo errado. É assim que seremos transformados e nosso testemunho fará a diferença. Todos os grandes homens e mulheres do passado, como Paulo e João mencionados no estudo de hoje, agiram assim. A explicação que demos acima é apenas um aprendizado estudando a vida dessas pessoas.
Como professor, a pergunta que está sempre diante de mim é: será que posso estender aos meus alunos a minha profissão de fé? Posso dizer a eles que sou Adventista do Sétimo Dia? Posso dar meu testemunho a respeito de JESUS? Como os alunos me veem como pai de minha filha, como marido de minha esposa? Como eles me veem como cidadão, além de professor? Isso seria coerente com o que sou como professor, ou isso reduziria a imagem da igreja junto a esses alunos? Não gosto de referir a testemunho pessoal, é algo não bem visto em nossa igreja, além de ser muito raro. Nós praticamente não testemunhamos entre nós. Mas dessa vez abrirei uma exceção. Graças a DEUS, e aos princípios de nossa igreja, tenho alcançado bom êxito com os alunos. Eles têm me avaliado como um grande amigo, e depois, encontrando-os em seus trabalhos, procuram me ajudar no que fazem. Esta semana, por exemplo, um aluno enviou a seguinte mensagem: “”Bha” Professor! O senhor é muito gente fina!!! O senhor me lembra antigos amigos de caserna (Quartel)!  Muito obrigado por sua atenção e educação! Grande abraço do aluno …” São muitos relatos assim, dos alunos.
Para este, posso estender um convite, qualquer que seja, de nossa igreja. O ESPÍRITO SANTO estará nessa relação.

  1. 4.      Quarta: A fé que cresce
O reino de DEUS parece ser tudo ao contrário do que aqui na Terra. Por exemplo, lá, quando partilhamos, quando damos aos outros, mais temos. Isso é uma utopia? É um milagre? Não, nada disso, são bênçãos de DEUS que multiplicam sempre quando a regra áurea do amor é aplicada na prática. É DEUS quem multiplica, e para Ele não há mistério para fazer isso; afinal, Ele é o Criador, capaz de fazer existir algo onde nada havia antes. E como Ele ama porque é amor, Lhe é altamente prazeroso brindar Suas criaturas com presentes de Sua infinita capacidade de Criador.
A fé é uma das coisas que só aumenta na medida em que testemunhamos. É o contrário de como muito se fala aqui na Terra: tem que ter fé! Temos que nos esforçar para acreditar! Não é assim que se deve dizer, mas, reparta a sua fé com seus semelhantes! É assim que a fé aumenta, pois é DEUS que a faz aumentar. Ou seja, a grande regra é colocar em prática o amor, ser bom e favorável aos outros. E assim, DEUS será bom e favorável a nós. É simples assim!
DEUS dá um pouco para nós, para partilharmos, e assim Ele nos dará mais. E quanto mais nós dermos aos outros, mais teremos para dar. E isso se torna um círculo virtuoso, sem limites para terminar. Nem a eternidade é limite, então imagine a felicidade de alguém que estiver nesse círculo virtuoso por mil anos. Que felicidade deve ser a vida dessa pessoa! Mas, e aquele que estiver nessa condição por um milhão de anos?! Com DEUS o futuro só vai melhorando, nunca se torna uma monotonia, nem chega a um estado de plenitude estável, mas melhora sempre. Ou seja, sempre se está na plenitude da felicidade, mas ela vai evoluindo de santidade em santidade.
Mas há um porém: tudo o que DEUS nos dá diminui se retivermos. Se não partilharmos nossa fé com nossos semelhantes, ela estagna e tende até a enfraquecer, vai minguando e a pessoa perde o poder, e aí tudo o que existe no mundo lhe atrai. Esse é o perigo. Portanto, um conselho que aqui merece ser considerado é: não esconda a sua fé, partilhe-a com outros. Ache uma maneira de fazer isso segundo os seus dons, e verá o que é andar como DEUS.

  1. 5.      Quinta: Reavivamento, testemunho e intervenção divina
Parece que nas questões divinas sempre são três. Por exemplo, DEUS é três pessoas: a Trindade; a família são três pessoas: um homem, uma mulher e DEUS. E assim vai. A força do reavivamento são três poderes: a oração, a bíblia e o testemunho.
A oração, porque necessitamos da ligação com DEUS; a Bíblia, porque necessitamos do conhecimento de DEUS; e o testemunho, porque devemos praticar as obras de DEUS. Faltando uma dessas partes, o reavivamento não tem poder; dizendo melhor, nem mesmo há reavivamento.
É imprescindível dizer que o testemunho é fruto da oração e do conhecimento bíblico.Interessante que, como estudamos antes, DEUS nos dá fé e nos dá conhecimento até certo ponto, e desse ponto em diante, nos dará mais somente se testemunharmos. O testemunho é como uma das pernas, a outra é a fé.Sem testemunho a fé é fraca e não se desenvolve; sem fé, o testemunho é contraditório e prejudicial à igreja e aos membros.
Portanto, como estamos aprendendo, precisamos da fé para sermos reavivados, para que aprendamos o conhecimento verdadeiro de DEUS e testemunhemos. E a fé, quanto mais tivermos, maior o poder para essas três coisas, e quanto mais testemunharmos, mais fé teremos. O testemunho são as obras da fé, e DEUS nos dará mais fé quanto mais testemunharmos. Aliás, pelo visto, é a fé que impulsiona o testemunho, a ação prática. Então, como se explica isso: de a fé aumentar pelo testemunho ou obras, mas ao mesmo tempo o testemunho depende da fé? Pois bem, isso é fácil de entender.Como dissemos, DEUS dá um pouco de fé a cada um. E nós devemos decidir, somos livres para isso, o que iremos fazer com esse pequeno poder de fé que ganhamos. Se usarmos esse poder para beneficiar a outros, então DEUS nos dará mais fé, o que significa, mais poder, e isso implica em testemunhar mais.Assim, enquanto empregamos a fé pelos outros, mais fé teremos, mais testemunharemos, e assim vai indo, e isso se pode chamar de santificação, pois é evidente que o ESPÍRITO SANTO está nesse círculo virtuoso e maravilhoso.
De novo: tudo depende de nós tomarmos uma decisão, se iremos ou se não iremos nos entregar a JESUS para que Ele faça em nós as maravilhas que aconteceram em Sua vida, enquanto esteve aqui na Terra. Afinal, Ele é o exemplo maior do que pode aquele que estiver com DEUS.


  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
Podemos reduzir a essência da lição em três palavras: orar, estudar e compartilhar.É o que estamos estudando desde a primeira lição. Orar para ter uma ligação diária com o Criador; estudar a Bíblia para obter conhecimento sobre o Criador e por meio desse conhecimento sermos transformados pelo ESPÍRITO SANTO; compartilhar para que outros alcancem a mesma interessante experiência de vida para a eternidade. O compartilhar está dizendo que devemos testemunhar. Compartilha-se pelo testemunho. Testemunhar pode ser pelo estilo de vida como por meio de pregações, estudos bíblicos, escritos, e assim por diante. O testemunho é a coerência de vida com o que se estudou na Bíblia.
  • Quais os tópicos relevantes?
O compartilhamento e testemunho aumentam a fé e nos tornam mais poderosos para realizar mais pelas pessoas. O testemunho é a prática da fé, são as obras produzidas pela fé.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
O verdadeiro reavivamento nos enche de amor por JESUS, que leva a transbordar amor pelos semelhantes. O falso reavivamento é egoísta, quer mais benefícios para si que para os outros.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Fica evidente que devemos orar mais, estudar mais a bíblia, e levar esse conhecimento aos outros, testemunhando. Assim é que seremos fortalecidos.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White (grifos acrescentados)
“Ao se avolumarem as trevas e o erro aumentar, devemos alcançar mais completo conhecimento da verdade e estar preparados para sustentar nossa posição das escrituras.” (Primeiros Escritos, 104-105).   “Quando o tempo de prova vier, revelar-se-ão os que fizeram da Palavra de Deus sua regra de vida.” (Grande Conflito, 602). “Lealdade para com ‘DEUS’,  no invisível – foram a âncora de José. Nisto se encontrava o segredo de seu poder.” (Educação, 53).

e)      Conclusão geral
Planejemos e reservemos um tempo diário para estar com DEUS, orando, estudando a bíblia, e tenhamos um plano do que fazer com esse conhecimento pelo bem de nosso próximo, segundo os dons que temos recebido.
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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