A VERDADE PRESENTE 2 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 24-03-2015

"Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz". Apocalipse 14:9

Uma das maneiras de compreender a concepção de verdade presente dos fundadores do adventismo do sétimo dia é analisando um dos sermões evangelísticos de Tiago White. Ao termos um vislumbre de seu fluxo poderoso de ideias, precisamos nos lembrar de que ele estava pregando e escrevendo a ex-mileritas, isto é, homens e mulheres que já haviam aceitado a primeira e talvez a segunda mensagem angélica de Apocalipse 14.

Ele declara: “Então o sexto versículo do décimo quarto capítulo introduz a mensagem do segundo advento e começa outra cadeia de acontecimentos ligada às mensagens sucessivas a serem proclamadas ao povo de Deus” antes do segundo advento.


“Todos os crentes no advento concordam que a mensagem do primeiro anjo” se cumpriu na proclamação do segundo advento de Cristo nos anos 1840. “Com que solenidade, zelo e santa confiança os servos do Senhor anunciaram a hora que se aproximava! E oh, como suas palavras mexeram com as pessoas, derretendo o coração do mais endurecido pecador!”


O segundo anjo “veio depois que o primeiro entregou o fardo de sua mensagem”. Ele “nos chamou de dentro das […] igrejas para sermos livres para pensar e agir por conta própria no temor de Deus. É extremamente interessante o fato de a questão do sábado ter começado a ser agitada entre os crentes no segundo advento logo depois de serem chamados a sair das igrejas pela mensagem do segundo anjo. A obra de Deus avança em ordem. A verdade do sábado apareceu na hora certa para cumprir a profecia. Amém.”


“Ele nos tirou do cativeiro das igrejas, em 1844, nos humilhou, nos provou e desenvolveu o coração de Seu povo, para ver se este guardaria Seus mandamentos.


[…] Vários pararam na mensagem do primeiro anjo e outros na segunda; muitos recusam a terceira, mas poucos seguem o ‘Cordeiro por onde quer que vá’ e sobem para possuir a terra.”


A verdade presente para os fundadores do adventismo do sétimo dia estava ligada ao desenrolar da história profética. Deus estava reunindo um povo. Passo a passo, revelava-lhe Sua verdade. Eles nunca se consideraram simplesmente mais uma denominação. Pelo contrário, sempre consideravam seu movimento com teor profético. Tinham uma mensagem especial para anunciar antes da volta de Jesus. O conteúdo dessa proclamação está expresso em Apocalipse 14:6-12, que forma o cerne da mensagem divina para o tempo do fim. 



George Knight "Para não esquecer"


Estudo 1 Livro de Daniel - "Um Livro Para Nossos Dias"

A VERDADE PRESENTE 1 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 23-03-2015

"Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados". 2Pedro 1:12

Todos os fundadores do adventismo do sétimo dia tinham uma compreensão dinâmica daquilo que chamavam de “verdade presente”. É claro que o uso do termo não lhes era exclusivo. No passado, os mileritas o haviam empregado para se referir à iminente volta de Jesus. Depois o aplicaram ao movimento do sétimo mês (ou seja, a proclamação de que Jesus viria em outubro de 1844).

Não foi por acaso que Tiago White escolheu o título de The Present Truth para o primeiro periódico adventista do sétimo dia. Bates usava o termo desde janeiro de 1847 para se referir ao sábado e às verdades ligadas a ele.

Na primeira edição de sua pequena publicação em julho de 1849, depois de citar 2 Pedro 1:12, que fala de estar “certos da verdade já presente”, Tiago White escreveu: “No tempo de Pedro, havia uma verdade presente, ou uma verdade aplicável ao tempo presente. A igreja sempre teve uma verdade presente. A verdade presente hoje é a que mostra um dever atual, e a posição correta para nós que estamos prestes a testemunhar o tempo de angústia.” Ele concordava com Bates no que se refere ao conteúdo da verdade presente. As duas primeiras mensagens angélicas haviam sido anunciadas. Chegara o momento da terceira.

Os primeiros guardadores do sábado acreditavam que conheciam uma mensagem que o mundo precisava ouvir, mas reconheciam que Deus ainda tinha mais para lhes revelar. Ou seja, eles consideravam o conhecimento da verdade algo dinâmico e progressivo. Por isso, Ellen White pôde escrever, em relação às questões teológicas debatidas na Assembleia da Associação Geral de 1888: “Aquilo que Deus dá a Seus servos para falar hoje pode não ter sido a verdade presente de vinte anos atrás, mas trata-se da mensagem do Senhor para este tempo” (Man. 8a, 1888).

Bates e o casal White estavam abertos ao conhecimento da verdade. Líderes posteriores apresentaram a mesma visão dos fundadores. Uriah Smith, por exemplo, escreveu em 1857 que os guardadores do sábado vinham descobrindo verdades crescentes desde 1844. Ele observa: “Temos recebido a graça de nos alegrar com verdades muito além das que percebíamos no passado. Mas não imaginamos saber tudo ainda. […] Confiamos que devemos progredir e que nosso caminho continuará a brilhar cada vez mais.”
Como eu me encontro hoje? Minha mente ainda é aberta para a orientação de Deus à medida que Ele revela as verdades de Sua Palavra?

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 13 APOCALIPSE - "AS ÚLTIMAS 7 PRAGAS"

O FOCO ADVENTISTA SOBRE O SÁBADO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 17-03-2015

"Coloque marcos e ponha sinais nas estradas". Jeremias 31:21, NVI

José Bates nunca separava história e teologia. Pelo contrário, em sua mente, ambos eram dois aspectos do mesmo assunto. Tal união se revelava no título da maioria de seus livros, inclusive nas duas edições de The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo] (1846, 1847), cujo subtítulo em português seria “Do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”. A mesma inclinação histórica aparece na obra de 1847, que poderia se chamar “Marcos e Pilares do Segundo Advento: Ou uma Visão Conectada do Cumprimento das Profecias, Pelo Povo Peculiar de Deus, do Ano 1840 até 1847”.


Para José Bates, o adventismo do sétimo dia era tanto um movimento quanto uma mensagem, ancorados na história profética. Os “marcos” e os “pilares” são referências claras a Jeremias 31:21, passagem que fala deles como guias para o povo de Deus em sua jornada rumo ao lar. Em nossa primeira leitura (Js 4:20-22), no dia 1º de janeiro, vimos como Deus usou um monte de pedras memoriais para ajudar Seu povo a não se esquecer de como Ele o havia conduzido no passado. Bates emprega a mesma metáfora para afirmar que o Senhor continuava à frente.


Tiago White ficou empolgado com o livro “Marcos e Pilares do Segundo Advento”. Um mês após sua publicação, elogiou a obra para um amigo, observando: “O irmão Bates lançou um livro sobre nossa experiência passada.” Três meses depois, Tiago escreveu: “As obras [de Bates] sobre o sábado do Senhor e nossa experiência passada são muito preciosas para nós neste momento de prova.”


Na mente de Tiago White, a contribuição central de Bates era aquilo que ele chamaria posteriormente de perspectiva da “cadeia de acontecimentos”, a qual caracteriza a forma de Deus conduzir Seu povo, conforme retratada em Apocalipse 14.


A compreensão da sequência de acontecimentos começou com a pregação de Guilherme Miller a respeito das boas-novas do segundo advento (Ap 14:6, 7), continuou com a mensagem de que Babilônia havia caído, anunciada por Charles Fitch (v. 8), e estava chegando ao clímax com a pregação de Apocalipse 14:12, com sua mensagem sobre a guarda dos mandamentos no tempo do fim. Bates e, então, o casal White perceber que essa cadeia levava ao segundo advento.


Obrigado, Senhor, por teres nos dado marcos proféticos. Ajuda-nos a discernir a relevância deles.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 12 APOCALIPSE - "TRÊS ANJOS E SUAS MENSAGENS"

O SÁBADO E A VISÃO APOCALÍPTICA 5 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 16-03-2015

"Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada". Apocalipse 14:14

Ao longo dos últimos dias, temos meditado sobre a atuação de Bates no desenvolvimento da teologia do grande conflito. No início de 1847, ele havia chegado à conclusão de que o movimento adventista do sétimo dia em formação não era apenas mais um impulso denominacional, mas, sim, um movimento profético.


Outra coisa que precisamos observar é o fato de que o tema do grande conflito se encontra firmemente enraizado nas Escrituras. Há gente demais que acredita que sua origem está nos escritos de Ellen White. A partir de 7 de abril de 1847, ela também começaria a ressaltar esse ensino, mas o relato de sua visão sobre o assunto foi uma confirmação do estudo da Bíblia feito por Bates, não a origem de uma crença. Analisemos sua primeira visão sobre o grande conflito.


No dia 7 de abril de 1847, ela escreveu: “Caro irmão Bates, no último sábado, nós nos reunimos com os queridos irmãos e irmãs aqui. […] Logo fiquei alheia às coisas terrenas e fui transportada a uma visão da glória de Deus. […] Depois de ver a glória do lugar santo, Jesus levantou o segundo véu e passei para o santíssimo.


“No santíssimo, eu vi a arca. […] Dentro dela, se encontravam […] as tábuas de pedra. […] Jesus as abriu e eu vi os Dez Mandamentos escritos nelas com o dedo de Deus. […] Em uma das tábuas, havia quatro e na outra, seis. Os quatro da primeira tábua brilhavam mais do que os outros seis. Mas o quarto (o mandamento do sábado) reluzia com mais força do que todos os outros, pois o sábado foi separado para ser guardado em honra ao nome de Deus. […] Vi que Deus jamais mudara o sábado, pois Ele nunca muda. […]


“Vi que o santo sábado é e será o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os descrentes; vi também que o sábado é a grande questão para unir o coração dos preciosos santos de Deus enquanto esperam” (WLF, p. 18, 19).


Ellen prosseguiu observando que a pregação e a observância fiel do sábado se tornaria uma mensagem poderosa. Porém, “no início do período de angústia”, ela acarretaria perseguição, chegando a ponto de todos aqueles “que não receberam a marca da besta ou de sua imagem […] não poderiam comprar e vender”. A visão termina com perseguição e com o livramento na segunda vinda, quando Jesus voltará em uma “grande nuvem branca” (ibid., p. 19, 20).
Pai, esperamos ansiosos por essa nuvem, com todo o significado e todas as bênçãos que ela traz. Amém.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 11 APOCALIPSE: "A BESTA QUE SOBE DA TERRA"

O SÁBADO E A VISÃO APOCALÍPTICA 4 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 15-03-2015

"Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Apocalipse 14:7

Nos últimos dias, estamos estudando a compreensão crescente de Bates acerca de Apocalipse 12–14. Ele sentiu um fascínio especial pelas três mensagens angélicas do capítulo 14, retratadas como as últimas que Deus daria ao mundo antes do segundo advento.

Ele achou o versículo 12 particularmente pertinente. Mais uma vez (ver Ap 12:17) é ressaltado o fato de que, logo antes do fim dos tempos, Deus teria um povo guardador dos mandamentos. É claro que ele não deixou escapar os desdobramentos do versículo 7, que revela qual mandamento estaria em foco na batalha do tempo do fim. Ele acertou ao reconhecer que as palavras “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” aludem ao mandamento do sábado, encontrado em Êxodo 20:8-11 (ver Gn 2:1-3).

Também percebeu com clareza, com base em Apocalipse 14:7 e 9, que a adoração seria um tema central no fim da história do mundo. Segundo Apocalipse 14, antes do segundo advento, ou as pessoas estarão adorando a besta de Apocalipse 13 (ver Ap 14:9) ou o Criador do céu e da terra (v. 7). O segundo grupo obedecerá, é claro, a todos os mandamentos de Deus enquanto aguardam com perseverança (v. 12) a volta de Jesus nas nuvens do céu (v. 14-20).

A leitura de Apocalipse 12:17–14:20 levou Bates a muitas conclusões. A primeira delas, de que, desde 1845, Deus vinha levantando um povo que honraria todos os Seus mandamentos, inclusive o sábado. “Agora”, escreveu ele, em 1847, “é indiscutível e claro que tal povo pode ser encontrado na Terra, […] e este tem se unido em grupos ao longo dos dois últimos anos, para guardar os mandamentos de Deus e ter a fé ou o testemunho de Jesus.”

Em segundo lugar, “João revela ainda que se trata de um remanescente […] que pelejaria […] por guardar ‘os mandamentos de Deus’ […] (12:17)”.

Terceiro, Bates notou que o Apocalipse retrata apenas dois grupos no tempo do fim. “Um deles guarda os mandamentos e tem a fé de Jesus. O outro carrega a marca da besta.”

Seus insights abriram caminho para o desenvolvimento da teologia adventista do sétimo dia. Em 1847, ele havia desenvolvido, em essência, aquilo que se tornaria conhecido, dentro dos círculos adventistas, como a teologia do grande conflito.

Pai, mais uma vez, pedimos que nos dê uma mente clara para meditar em Tua última mensagem para este mundo.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 10 APOCALIPSE: "A BESTA QUE SOBE DO MAR"

O SÁBADO E A VISÃO APOCALÍPTICA 3 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 14-03-2015

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". Apocalipse 14:12

Em nossa última leitura, vimos que, em janeiro de 1847, José Bates havia concluído, com base em Apocalipse 12:17, que Deus teria um povo no tempo do fim que honraria os Dez Mandamentos contidos na arca da Aliança (Ap 11:19), mas que o dragão guerrearia contra esses guardadores dos mandamentos. Ele não precisou estudar muito mais para perceber que esse conflito do tempo do fim se refletia em passagens como Apocalipse 13:7, 8, que apresenta aqueles que adoram a besta pelejando contra os seguidores do Cordeiro.
Do capítulo 13, ele prosseguiu para Apocalipse 14, que retrata os adoradores do Cordeiro do tempo do fim, seguindo-O “por onde quer que vá” (v. 4).

Nesse momento, Apocalipse 14 se transformou no ponto central do estudo de Bates, na segunda edição de The Seventh-Day Sabbath, a Perpetual Sign. Antes de analisar as conclusões a que ele chegou, é bom rever o esboço do capítulo 14 em si.

1. Os versículos 1-5 apresentam os 144 mil do tempo do fim, que seguem o Cordeiro em todos os Seus ensinos e têm “na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v. 1).

2. Os versículos 6 e 7 relatam a primeira mensagem angélica.

3. O versículo 8 apresenta a segunda mensagem angélica.

4. Os versículos 9-12 explicam a mensagem do terceiro anjo.

5. O versículo 13 destaca o destino dos seguidores do Cordeiro perseguidos no tempo do fim segundo Apocalipse 13.

6. E o capítulo 14 chega ao clímax com a volta de Cristo nas nuvens do céu para ceifar a colheita da Terra (v. 14-20).


Tal progressão não escapou à análise de Bates, em seu esforço para entender em que ponto do fluxo dos acontecimentos do tempo do fim se encontrava o povo de Deus. É interessante observar que alguns mileritas haviam enfatizado a primeira e a segunda mensagens angélicas. O próprio Miller acreditava que a mensagem da hora do juízo, proclamada pelo primeiro anjo, era pregada em seus dias. Para Miller, o juízo de Apocalipse 14:7 correspondia ao segundo advento.

Charles Fitch começou a proclamar a segunda mensagem angélica sobre a queda da Babilônia, em 1843, quando as denominações passaram a perseguir aqueles que criam no segundo advento. Entretanto, foi o conteúdo da mensagem do terceiro anjo que chamou a atenção de Bates.

Antes de orar nesta hora, sugiro que você leia Apocalipse 14.

George Knight - "Para não esquecer"

O SÁBADO E A VISÃO APOCALÍPTICA 2 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 13-03-2015

"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Apocalipse 12:17


A descoberta do santuário em Apocalipse 11:19 levou Bates naturalmente ao capítulo 12. 

Esse capítulo é uma representação da igreja cristã desde o nascimento de Jesus até o tempo do fim, quando o dragão (identificado como “diabo e Satanás”, no v. 9) se ira contra a mulher (a igreja) e vai “pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus” (Ap 12:17).


Nessa ocasião, Bates encontrou o elo entre Apocalipse 11:19 e 12:17. A abertura do segundo compartimento do santuário celestial no tempo do fim, revelando a arca que contém o decálogo (11:19), relaciona-se com os mandamentos, que ficam em evidência no ponto culminante do capítulo 12.

Em seu estudo, Bates concluiu que não só os Dez Mandamentos seriam restaurados no tempo do fim, como também surgiria um conflito em torno deles. De acordo com sua perspectiva, o conflito envolveria principalmente um dos mandamentos: o sábado, aquele que fora mudado pela igreja (ver Dn 7:25). Ele continuou a ler e viu que tal mandamento foi destacado em Apocalipse 14:7.


Conforme expressou, “a realidade de que ainda haverá uma luta ferrenha a respeito da restauração e da guarda do sétimo dia, a qual provará todas as pessoas que entrarão pelas portas da cidade, não pode ser contestada. Fica claro que o diabo está guerreando contra todas elas. Leia Apocalipse 12:17. ‘Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.’ Amém”. Com essas palavras, Bates concluiu a edição de 1847 do livro Seventh-Day Sabbath.


As descobertas sobre o livro do Apocalipse deixaram Bates boquiaberto. Além de Deus ter um “remanescente” que guardaria o sábado no tempo do fim, haveria discórdia em relação a esse mandamento. Tal conclusão ficou ainda mais firme após o estudo de Apocalipse 13 e 14.


É impossível saber se Bates compreendia com tanta clareza, mas Apocalipse 12:17 é o texto-chave do restante do Apocalipse. De maneira mais imediata, o capítulo 13 detalha o poder do dragão de 12:17, e o capítulo 14 dá mais informações sobre a mulher nos últimos dias. Ambos espelham o conflito ligado ao povo de Deus no tempo do fim. Ademais, Apocalipse 15–19 desenvolvem os períodos de tempo dos capítulos 13 e 14, expondo acontecimentos proféticos do tempo do fim.


Ajuda-nos, Senhor, a estudar estas passagens tão significativas como Bates e outros o fizeram.

George Knight "Para não esquecer"

ESTUDO 9 APOCALIPSE: "A MULHER E O DRAGÃO"

O SÁBADO E A VISÃO APOCALÍPTICA 1 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 12-03-2015

"Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário. Apocalipse 11:19
Alguns dias atrás, falamos a respeito do livrinho de Bates, publicado em agosto de 1846. Destacamos que a primeira edição de The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Signexpressava a compreensão batista do sétimo dia. De acordo com essa linha de pensamento, o sábado deveria ser guardado, mas a igreja o mudara no período medieval.

Também vimos que o livro converteu o casal White, Hiram Edson e outros estudiosos do santuário celestial à doutrina do sábado. Debates entre Bates e essas pessoas o levaram a uma compreensão mais completa das consequências do sétimo dia para o período imediatamente anterior ao segundo advento. Bates publicou seu ponto de vista enriquecido sobre o assunto, em janeiro de 1847, em uma segunda edição de The Seventh-day Sabbath

Embora só tivesse 14 páginas a mais, elas apresentavam a estrutura interpretativa que formaria a base para todo o pensamento teológico futuro sobre o quarto mandamento.


Um dos insights principais foi a ênfase em Apocalipse 11:19: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário.” Bates compreendera um fato que estava em harmonia com a ideia da entrada no segundo compartimento do santuário celestial, ligada a Daniel 8:14. Embora cada uma das visões do Apocalipse comecem com uma cena no santuário, na primeira metade do livro, todas elas acontecem no lugar santo. No entanto, em Apocalipse 11:19, o foco muda para o santíssimo. 

Em outras palavras, Bates percebeu que o próprio livro do Apocalipse conecta a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial aos acontecimentos do tempo do fim.


Mais importante ainda para ele, porém, era o conteúdo da arca. Conforme ele mesmo dizia, “este templo foi aberto para algum propósito”. Em sua opinião, tal propósito era dar destaque aos Dez Mandamentos, o item mais importante no interior da arca da Aliança (Dt 10:5).


Bates havia começado a entender que o cerne do livro do Apocalipse conjuga o segundo advento, a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial no tempo do fim e a importância dos Dez Mandamentos logo antes da volta de Cristo. Tal ponto de vista ficaria ainda mais evidente para ele em Apocalipse 12–14.


Senhor, ajuda-nos a ver aquilo que tentas nos ensinar nessa importante passagem bíblica sobre o tempo do fim.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 8 APOCALIPSE: "DUAS TESTEMUNHAS DE LUTO"

VISLUMBRES DO EVANGELHO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 11-03-2015

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8, 9

Bates pode ter conseguido convencer os outros dois fundadores do adventismo do sétimo dia a respeito do sábado, mas eles não aderiram a seu legalismo.

Tiago White, por exemplo, foi bem claro quando escreveu: “Que fique claramente compreendido que não há salvação na lei, isto é, não há qualidade redentora na lei.”


Para White, o mais importante era ter “fé viva e ativa em Jesus”. Ao falar sobre a mensagem milerita, em 1850, ele declarou: ela “nos levou aos pés de Jesus a fim de pedir perdão por todos os nossos pecados e obter salvação plena e livre por intermédio do sangue de Cristo”.


Se, por um lado, Tiago apelava ao povo para “obedecer e honrar [a Deus] mediante a observância de Seus mandamentos”, em contrapartida, escreveu que “devemos buscar perdão livre e completo de todas as nossas transgressões e falhas mediante a expiação em Jesus Cristo agora, enquanto Ele apresenta Seu sangue perante o Pai”.


Ellen tinha a mesma opinião do marido. Sua aplicação da história do jovem rico, encontrada em Mateus 19, ao longo de seu duradouro ministério é especialmente esclarecedora. Ela nunca citou Jesus nesse contexto dizendo que o caminho para conquistar o Céu era a guarda dos mandamentos.


Em vez disso, invariavelmente apontava para além daquilo que chamava de compreensão “externa e superficial” do relato do jovem rico (defendida por Bates). Ela chamava a atenção para a necessidade mais profunda da transformação total que só pode ocorrer por meio de um relacionamento pessoal com Cristo.


Para ela, a lição de Mateus 19:16, 17 não é que a salvação é obtida pela lei, mas que o jovem rico fracassara por completo. Ela observava que, embora seja verdade que ele obedecesse aos aspectos exteriores dos Dez Mandamentos, não conseguia ver que as raízes da lei se encontravam no amor de Deus. Para ela, o jovem rico não fora salvo por guardar os mandamentos; em vez disso, estava totalmente perdido (ver, por exemplo, SG2, p. 239-243; DTN, p. 518-523; PJ, p. 390-392).


Um dos entendimentos mais importantes para nosso viver diário tem a ver com a relação entre a lei e o evangelho. Falaremos mais sobre a mensagem evangélica posteriormente neste ano.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 7 APOCALIPSE: "JOÃO E O LIVRINHO"

A TENTAÇÃO DO LEGALISMO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 10-03-2015

"Portanto, ninguém será declarado justo diante dEle baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Romanos 3:20, NVI

Nem tudo que Bates ensinava era irrepreensível. Embora seja impossível ter dúvidas quanto a sua devoção ao sábado a partir de 1846 até o fim de sua vida, seu entendimento sobre a relação entre o sétimo dia e o plano da salvação não era tão clara.


Às vezes, o capitão soava extremamente legalista: “A guarda desses mandamentos salva a alma.” “A observância do sábado de Deus santifica e salva a alma! Entretanto, a guarda de um ou de todos os outros nove sem ele não o faz.” “Devemos guardar toda a [lei] para sermos salvos.” “Os filhos de Deus só serão salvos se cumprirem ou guardarem os mandamentos.”


Embora Bates também fizesse declarações sensatas sobre o evangelho, não há dúvida de que ele tinha um tom de legalismo que o acompanhou ao longo de toda a vida.


Uma de suas passagens bíblicas preferidas para apoiar sua abordagem legalista à guarda do sábado é a história do jovem rico, em Mateus 19. Várias vezes, Bates se referiu a ela para defender sua opinião. “E eis que, aproximando-se dEle um jovem, disse-Lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? E Ele disse-lhe: […] Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v. 16, 17, ARC). Bates entendia que esse ensino significava que “o único caminho para entrar na vida é guardar os mandamentos”. Além do mais, acrescentava, caso Jesus não tivesse a intenção de dizer o que disse, “então haveria enganado o jovem rico”.


Vinte anos depois de expressar tais pensamentos, Bates continuava repetindo a mesma história do jovem rico e concluía: “Se você realmente deseja ter a vida eterna quando Jesus voltar, tenha a certeza, oh, sim, tenha a certeza de que guarda todos os Dez Mandamentos de Deus.”


Infelizmente, em 1888, Uriah Smith e George Butler ainda aplicavam Mateus 19 da mesma forma. Aliás, eu me lembro de muitos estudos bíblicos publicados que usavam essa passagem como prova para a guarda dos mandamentos durante a década de 1960. Para alguns, guardar os mandamentos ainda era o caminho para a vida eterna. É exatamente essa ideia que Paulo ataca no versículo de hoje (Rm 3:20).


Como é triste perceber que cristãos sinceros podem acabar usando bons textos da Bíblia de forma errada.


Ajuda-nos, ó Senhor, em nossa luta para compreender o verdadeiro sentido das Escrituras.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 6 APOCALIPSE: "AS 7 TROMBETAS"

BATES PREGA O SÁBADO 4 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 09-03-2015

"Não tenha medo, continue falando e não fique calado". Atos 18:9, NVI

José Bates não tinha nem um pingo de vergonha de contar aos outros sobre o sábado. 

Contudo, um de seus fracassos mais patentes em relação ao assunto foi com a própria esposa. Mesmo escrevendo livro após livro sobre o assunto e provavelmente incomodando-a o tempo todo, ela devia ser tão obstinada quanto o marido. O resultado é que “ele guardava o sábado sozinho”.

Na cidade de Fairhaven, era de conhecimento público que o “capitão Bates costumava levar a esposa de carruagem para a igreja cristã aos domingos, mas ele próprio não entrava para adorar ‘no sábado do papa’. Voltava para buscá-la após o culto”. A boa notícia é que Prudence Bates aceitou o sétimo dia, em 1850. As orações, o exemplo e a persistência de Bates finalmente trouxeram sua recompensa.

Outra boa notícia para Bates foi a conversão de Tiago e Ellen White ao sétimo dia, provavelmente em novembro de 1846. Após ter lido a obra “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo”, escrita por Bates, Tiago relatou: “constatei a verdade sobre o sábado e comecei a ensiná-la.”

Tal aceitação abriu caminho para a formação do adventismo do sétimo dia.

A partir de então, Bates e o casal White começaram a trabalhar juntos.

As coisas finalmente começavam a acontecer. Em dezembro de 1846, o livro de Bates havia chegado ao oeste do estado de Nova York. No fim do ano, Bates e Tiago tinham a expectativa de se encontrarem com Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn (os homens que desenvolveram o entendimento sobre o santuário celestial) na casa de Edson, em Port Gibson, Nova York, mas as circunstâncias forçaram White a permanecer no Leste.

Um dos itens em pauta era o sétimo dia. Edson afirmava ser favorável à guarda do sábado havia alguns meses, mas ainda não tinha uma convicção definitiva.

Entretanto, após a explicação de Bates, durante a qual Edson “mal conseguia permanecer sentado”, ele se levantou e disse: “Irmão Bates, isso é luz e verdade.

O sétimo dia é o sábado e estou contigo em guardá-lo.”

Portanto, no fim de 1846, encontramos um grupo de fiéis unidos em três doutrinas únicas e cruciais: o segundo advento, o sábado e o santuário celestial. O palco estava montado para o surgimento do adventismo do sétimo dia.

De nossa perspectiva, Deus pode até conduzir as coisas fora de nossa expectativa, mas Sua orientação é segura.

Ajuda-nos, Senhor, a ter fé em Tua orientação.

George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 5 APOCALIPSE: "OS 144 MIL"

THOMAS PREBLE E RACHEL OAKES - MEDITAÇÃO DIÁRIA 08-03-2015

"Escolhei, hoje, a quem sirvais". Josué 24:15

Precisamos saber o destino de Thomas M. Preble e Rachel Oakes, pessoas fundamentais na cadeia de acontecimentos que levaram José Bates a crer no sábado.

Infelizmente, Preble desistiu de observar o sétimo dia. Em 1849, escreveu: “Depois de guardar o sétimo dia como o sábado meticulosamente por cerca de três anos, tenho razões satisfatórias para deixar de fazê-lo e guardar o primeiro dia como eu fazia.” Em 1867, Preble publicou um livro sobre o assunto, cujo título em português seria: “O Primeiro Dia Como o Sábado: Provas Claras Demonstrando que a Velha Aliança, ou Dez Mandamentos, Mudou ou se Completou na Dispensação Cristã”.

Ao comentar o livro de uma perspectiva adventista do sétimo dia, Uriah Smith sugeriu, em termos claros, que a obra anterior de Preble sobre o sétimo dia como o sábado fora a melhor das duas.

O cunhado de Preble duvidava de sua sinceridade com respeito ao domingo. De acordo com ele, Preble se tornara administrador de uma grande propriedade e, quando o sábado interferiu em seus negócios, ele parou de guardá-lo. “A teoria da ausência de lei foi sua desculpa posterior para a questão.”

Contudo, mesmo depois de rejeitar o sábado, o impacto que Preble deixou no coração e na mente de José Bates não se reverteria por nada.

Bates não foi o único líder importante do adventismo do sétimo dia a ser influenciado pelo folheto de Preble, de 1845. Na primavera daquele ano, o material caiu nas mãos do jovem John Nevins Andrews, com 15 anos na época, convertendo-o à observância do sétimo dia. 

Posteriormente, Andrews se transformaria no principal erudito do adventismo sobre o sábado, publicando em 1873 a primeira edição de sua importante obra History of the Sabbath and First Day of the Week [História do Sábado e do Primeiro Dia da Semana].
E Rachel Oakes, a pessoa indiretamente responsável por levar a mensagem do sábado a Preble? Ela guardou o sábado pelo resto da vida, mas demorou muito para se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, por causa de alguns rumores que ouvira sobre Tiago e Ellen White. Quando tais rumores foram esclarecidos, no fim da década de 1860, ela foi batizada, pouco tempo antes de morrer.

Stephen N. Haskell escreveu em seu obituário: “Ela dorme, mas o resultado de ter levado o sábado aos adventistas permanece vivo.”

Louvado seja Deus por Sua forma grandiosa de conduzir Seus filhos!


George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 4 APOCALIPSE: "OS 7 SELOS"

BATES PREGA O SÁBADO 3 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 07-03-2015

"Proferirá palavras contra o Altíssimo […] e cuidará em mudar os tempos e a lei". Daniel 7:25

Em agosto de 1846, foi publicado o primeiro livro de Bates sobre o sábado. Em português, o título do livro seria: “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo, do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”.

É um título bem grande, mas revela a firme crença de Bates na importância do sábado no tempo do fim.

A edição de 1846 desse livrinho (de apenas 48 páginas) apresentava um conceito amplamente batista do sétimo dia sobre o sábado. Portanto, Bates expôs a ideia de que o sábado era o dia correto de adoração e que o papado havia tentado mudar a lei de Deus (Dn 7:25).

Contudo, há dois tópicos de especial interesse na edição de 1846 desse livro, os quais revelam que Bates estava começando a interpretar o sábado à luz de uma estrutura teológica adventista.

O primeiro é o pensamento no prefácio de que “o sétimo dia” deveria “ser restaurado antes do segundo advento de Jesus Cristo”. Tal ideia derivava da abordagem restauracionista que Bates trazia consigo da Conexão Cristã. De acordo com esse ponto de vista, a Reforma não estava terminada e não estaria até que todas as grandes verdades bíblicas negligenciadas ou pervertidas ao longo da história encontrassem seu devido lugar dentro da igreja de Deus.

A segunda tendência bem adventista encontrada na edição de 1846 do livro de Bates é a interpretação do sábado dentro do contexto do livro do Apocalipse. Ele ligou o sábado a Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Ele também apontou para a alusão encontrada na ordem do versículo 7 (“adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”) de que “o sétimo dia está mais claramente incluso nessa ordem” do que os outros nove.

Foi justamente essa ênfase que havia despertado a rejeição de Ellen Harmon. Entretanto, Bates não recuou simplesmente por enfrentar críticas e oposição.

Ajuda-nos, Senhor, a manter os olhos abertos ao estudarmos Tua Palavra. E dá-nos forças quando descobrirmos as verdades importantes.


George Knight - "Para não esquecer"

ESTUDO 3 APOCALIPSE: " O TRONO DE DEUS"

TIAGO WHITE MUDA DE IDEIA QUANTO AO CASAMENTO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 06-03-2015

"Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" Mateus 19:4, 5

Sem dúvida, é um choque para os adventistas do sétimo dia mais idealistas descobrir que Tiago White não acreditava no casamento.

É isso mesmo que você leu. Tiago era contrário ao casamento, em 1845. Por isso, publicou em Day-Star que um casal adventista havia “negado a fé” ao anunciar seu casamento. Ele defendia que o matrimônio era “uma artimanha do diabo”. “Os firmes irmãos de Maine que aguardam a volta de Jesus não têm participação nenhuma nesse tipo de empreitada.” Você deve estar se perguntando por que ele assumiu tal perspectiva. A resposta vem na frase seguinte: “Nós aguardamos a redenção na vigília da manhã.”

A verdade é que ele esperava o retorno de Jesus em outubro de 1845. Além disso, os primeiros adventistas criam que o tempo era curto demais. Dessa perspectiva, casar-se e constituir família pareciam formas de negar a fé na breve vinda de Cristo. Afinal, se Ele voltasse quando estavam esperando, não haveria necessidade de lares e casamentos terrenos.

Mais tarde, Tiago relatou: “A maioria dos irmãos que cria conosco que o movimento do segundo advento era obra de Deus se opunha ao casamento por acreditar que o tempo era muito curto e considerava o ato de se casar uma negação da fé, uma vez que tal passo parecia antever anos de vida neste mundo.”

Todavia, o tempo passou. E com ele veio uma nova avaliação.

O resultado foi que Tiago e Ellen se casaram em agosto de 1846. O motivo foi este: “Deus tinha uma obra para nós dois realizarmos, e Ele viu que poderíamos ajudar muito um ao outro nesse trabalho.” Afinal, a jovem Ellen precisava de um “guardião legal” para viajar pelo país levando sua “importante […] mensagem ao mundo”.

Às vezes, cometemos erros. Quando isso acontece, a única coisa sensata a fazer é admitir e corrigir nossos atos.

Ajuda-me, Senhor, a ver Tua orientação apesar de meus erros. Ajuda-me a ser humilde o suficiente para me adaptar quando estiver equivocado.


George Knight - "Para não esquecer"
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