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Amigos Quebra-Tetos

"Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus." (Lucas 5:18)

Ele pensava: “Quando eu tiver um corpo sadio, vou andar, correr e trabalhar. Quem sabe, vou me casar e brincar com meus filhos.” No entanto, até ali sua contribuição para a sociedade tinha sido zero. O que ele tinha era apenas uma maca de 2x1 e alguns amigos que lhe contavam as histórias que corriam sobre Jesus. A ideia deles era: “Nosso amigo tem que conhecer Jesus. Ele precisa de um milagre e mudança de vida. Temos que levar os dois a se encontrar.”

John Ortberg, no livro Somos Todos Normais?, chama esse grupo de quatro amigos de “Fraternidade da Maca”. Se não fosse esse grupo, o paralítico teria continuado no chão, sem poder demonstrar todo o seu potencial.

Às vezes, temos que dar um empurrão ou levar nossos amigos quase à força para fazer aquilo que é para o bem deles. A ideia desse grupo de amigos, então, era simplesmente levá-lo até Jesus.

Naquele dia, Jesus estava ensinando na casa de Pedro (cf. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 267). A sala da casa estava cheia. Havia gente de pé, na janela e ao redor da casa. O que fazer com o homem que estava sendo levado na maca?

Os quatro amigos não eram o tipo de gente que desanima facilmente diante de um obstáculo. Não disseram: “Ihh... Tem muita gente. Não vai dar. Não vamos conseguir. Vamos tentar outra hora.” Nem disseram: “Vamos deixar o pessoal ir embora e depois com calma a gente faz tudo.” Você sabe como é. Alguns inventam desculpas para não participar, mas eles tomaram iniciativa de fazer o que fizeram naquele momento. Deixaram de lado a formalidade de entrar pela porta da frente, se esqueceram de que Jesus era o Rabi e quebraram o teto. Formaram o “grupo dos quebra-tetos” e desceram o amigo até a presença de Jesus.

Como seria bom se houvesse em colégios, comunidades e igrejas grupos de pessoas que se unissem para ajudar a quem precisa! Ajudar um estudante a pagar os estudos; ajudar um desempregado a conseguir emprego; doar uma cadeira de rodas para alguém; realizar melhorias num departamento da igreja ou o que quer que se configure como uma necessidade.

Não importa como os chamemos: “quebra-tetos”, “demolidores de telhados” ou “fraternidade da maca”, o mais importante e gostoso mesmo é reunir amigos e fazer alguma coisa.

Fonte: MD 2011

O Fator Amizade

"O amigo ama em todos os momentos." (Provérbios 17:17)

Jesus amava a todos, mas tinha Seu grupo de doze, e dentro dos doze, três com os quais mais Se associava: Pedro, Tiago e João. Quando estava no Jardim do Getsêmani, Ele necessitou de apoio humano, compreensão, encorajamento e conforto. Jesus disse: “Estou triste. Preciso da companhia de vocês.” Ele não disse: “Vou ser crucificado, mas não estou preocupado e nem um pouquinho com medo. Está tudo bem.” Em lugar disso, pediu que orassem por Ele.

Conhecidos nós temos às centenas: aqueles que foram colegas de classe ou mesmo aqueles com quem nos encontrávamos casualmente no campo de esporte. Mas não causaram muito impacto em nossa vida.

Conhecidos também são aqueles com quem trabalhamos, com quem assistimos a um evento, ou com quem viajamos. Esses, por assim dizer, entraram no barco e depois saíram. São aqueles que ficam no barco quando o mar está calmo, o sol brilhante e a brisa suave. São chamados “amigos de tempo bom”. Porém, quando chega a tempestade, pulam do barco.

E existem aqueles que são amigos verdadeiros; entram no barco se o mar estiver calmo. Na tempestade, também estão lá. Com ventania e relâmpago, ficam com você até passar a tempestade.

Apropriadamente, a versão bíblica The Message traduz: “O amigo ama com qualquer tipo de tempo” (Pv 17:17).

Num concurso de frases sobre o que significa ser o melhor amigo, a mais votada foi: “Amigo é alguém que entra quando todo mundo sai.” Você tem pelo menos uma pessoa por perto a quem pode se dirigir quando está triste? Se você quiser saber quem são seus amigos, cometa um erro ou uma grande gafe. Aí você vai ver o que acontece. Eles desaparecem, fazem questão de permanecer longe de você. E seus inimigos, então, desejarão vê-lo de longe.

O verdadeiro amigo não o justifica quando você erra, nem é indulgente. Se necessário, o confronta na medida certa, como diz um provérbio: “Não use o machado para tirar uma mosca da testa do seu amigo.”

O verdadeiro amigo sabe confortar você e tirar as arestas, como diz Provérbios 27:17: “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro.” O verdadeiro amigo tem uma influência “afiadora”. Por causa dele, você será uma pessoa melhor.

Esse encontro do ferro com o ferro pode ajudar as pessoas a ver suas ideias com nova claridade, refinando, modelando, melhorando os insights e desafiando o crescimento, estimulando seu pensamento.

Fonte: MD 2011

Relacionamentos - quando ser "racional" não é o suficiente

(adaptado do texto do Pr Frank Medina)

“O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:17)

Um dia, durante uma conversa entre advogados, me fizeram uma pergunta: "O que de mais importante você já fez na sua vida"?

A resposta me veio a mente na hora, mas não foi a que respondi pois as circunstâncias não eram apropriadas. No papel de advogado da indústria do espetáculo, sabia que os assistentes queriam escutar anedotas sobre meu trabalho com as celebridades. Mas aqui vai a verdadeira, que surgiu das profundezas das minhas recordações. O que de mais importante que já fiz na minha vida, ocorreu em 08 de outubro de 1990.

Comecei o dia jogando golfe com um ex-colega e amigo meu que há muito não o via. Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele me contava que sua esposa e ele acabavam de ter um bebê. Enquanto jogávamos chegou o pai do meu amigo que, consternado, lhe diz que seu bebê parou de respirar e que foi levado para o hospital com urgência. No mesmo instante, meu amigo subiu no carro de seu pai e se foi.

Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem me mover, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer: Seguir meu amigo ao hospital? Minha presença, disse a mim mesmo, não serviria de nada pois a criança certamente está sob cuidados de médicos, enfermeiras, e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.

Oferecer meu apoio moral? Talvez, mas tanto ele quanto sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários acontecesse o que acontecesse. A única coisa que eu faria indo até lá, era atrapalhar. Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo. Quando dei a partida no meu carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro, aberto com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis. Decidi, então, fechar o carro e ir até o hospital entregar-lhe as chaves.

Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam. Entrei sem fazer ruído e fiquei junto à porta pensando o que deveria fazer. Não demorou muito e surgiu um médico que aproximou-se do casal e em voz baixa, comunica o falecimento do bebê.

Durante os instantes que ficaram abraçados - a mim pareceu uma eternidade - choravam enquanto todos os demais ficaram ao redor daquele silêncio de dor.

O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança. Meus amigos ficaram de pé e caminharam resignadamente até a porta.

Ao ver-me ali, aquela mãe me abraçou e começou a chorar.

Também meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: "Muito Obrigado por estar aqui!"

Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurar nos braços seu bebê, despedindo-se dele.

Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida.

Aquela experiência me deixou três lições:

Primeira: o mais importante que fiz na vida, ocorreu quando não havia absolutamente nada, nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que aprendi na universidade, nem nos anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar a situação e decidir o que eu deveria fazer, me serviu para naquelas circunstâncias: duas pessoas receberam uma desgraça e nada eu poderia fazer para remediar. A única coisa que poderia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal.

Segunda: estou convencido que o mais importante que já fiz na minha vida esteve a ponto de não ocorrer, devido às coisas que aprendi na universidade, aos conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal assim como faço na profissional. Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje, não tenho dúvida alguma que devia ter subido naquele carro sem vacilar e acompanhar meu amigo ao hospital.

Terceira: aprendi que a vida pode mudar em um instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso, mas acreditamos que os infortúnios acontecem com os outros. Assim fazemos nossos planos e imaginamos nosso futuro como algo tão real como se não houvesse espaços para outras ocorrências. Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas, podem alterar este futuro em um piscar de olhos. Para alguns é necessário viver uma tragédia para recolocar as coisas em perspectiva.

Desde aquele dia busquei um equilíbrio entre o trabalho e a minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder férias, romper um casamento ou passar um dia festivo longe da família.

E aprendi, que o mais importante da vida não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente, nem receber honras. O mais importante da vida é ter tempo para cultivar uma amizade.

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A história ou estória acima, é uma grande lição de vida. Quantas vezes perdemos a chance de agir com a emoção e agimos somente com a razão. É importante racionalizar as coisas, mas devemos também estar abertos para deixar que as nossas emoções nos conduzam.

Infelizmente algo muito parecido aconteceu comigo a uns 9 anos atrás. Uma pessoa maravilhosa que acabei conhecendo devido a esses e-mails que envio, estava com sua filha internada e desenganada pelos médicos. Enquanto a menina estava no hospital visitei-a, orei por ela, conversei muito com a mãe dela. Creio que pela vontade de Deus (só Ele pode explicar isso) a menina faleceu. Decidi comparecer no velório, dizer alguma palavra de conforto àquela mãe mas, naquele dia algumas situações me impediram de ir e sinceramente me sinto mal até hoje. Sei que se tivesse me esforçado um pouco mais teria conseguido ir, mas acredito que isso serviu como lição caso isto ocorra novamente. Saberei pelo menos como agir.

Nós vivemos aqui na terra em média 75 anos, e pelo menos 60 destes anos as pessoas vivem correndo atrás de dinheiro, tentando subir o máximo que podem em suas carreiras e muitas vezes esquecem-se do que é realmente prioritário na vida. As pessoas buscam a realização profissional e pessoal e com isso se esquecem de Deus, se esquecem dos seus familiares, a parentela e dos seus amigos. Vivem longe do que realmente pode nos trazer a melhor das realizações. A Bíblia nos diz no livro de I Timóteo 5:8 - "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo."

Minha esposa sempre faz um excelente comparativo. Ela não teve a oportunidade de fazer faculdade e quando as pessoas perguntam em que se formou, ela diz: “Me graduei na criação e educação de minha primeira filha, fiz mestrado na criação e educação da minha segunda e doutorado na criação e educação do meu terceiro filho”. Minha esposa deixou o trabalho, os estudos e etc., para fazer o que de mais importante Deus esperava dela: cuidar, criar e acima de tudo, educar os nossos filhos.

As prioridades de nossas vidas devem ser: Ter a Deus em primeiro lugar, a família e os amigos em segundo e depois as outras coisas, como os estudos e o trabalho. Claro que existem exceções, mas os nossos familiares são os únicos que sempre estão ao nosso lado aqui na terra. Quando estamos em sérias dificuldades, são eles que nos dão o "sustento" necessário para seguir em frente. Os bons amigos que conosco compartilham a alegria e a tristeza, também são "peças" fundamentais. Importante é sempre lembrar, que as PESSOAS são o que temos de ESSENCIAL em nossas vidas. Infelizmente hoje, vivemos num mundo onde as pessoas são usadas e as COISAS são amadas... justamente o contrário do caráter ideal de Deus para as nossas vidas. Aliás, se existe uma coisa, e somente uma, que iremos levar desta vida, esta é o CARÁTER, todas as outras serão deixadas nesta terra. As pessoas fazem de tudo (muitas vezes sem honestidade e ética) para alcançar "momentos alegres", que são apenas passageiros e não preenchem uma vida plena de FELICIDADE.

Nada que esta vida pode oferecer é melhor do que o que Deus tem para nos oferecer, só Ele pode nos preencher. Dinheiro, posses, fama e poder, jamais trarão a realização que esperamos; somente os nossos RELACIONAMENTOS trazem esta realização - com Deus e com as pessoas. Sempre que puder pare um instante e reflita sobre o que está ocorrendo na sua vida e volte-se a Deus, fale com Ele, coloque a sua vida nas mãos dEle e Ele te concederá TUDO (o que for essencial) o que você precisa para viver FELIZ.

REFLEXÕES: "Mas buscai primeiro o Seu reino e a sua justiça, e TODAS estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6: 33)

“Deleita-te também no Senhor, e Ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e Ele TUDO fará” (Salmos 37:4- 5)

Faltando aos cultos

(adaptado do texto do Pr Wagner A. de Araújo)

"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns, antes admoestemo-nos uns aos outros; tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Hebreus 10:25)

Muitos irmãos encontram "bons motivos" para justificar a ausência nos cultos. Inventam as desculpas mais esfarrapadas em prol da falta. Muitos ainda, mesmo considerando-se "evangélicos", "protestantes" ou etc., mesmo podendo, sequer aparecem em algum deles, mesmo sabendo que existem pelo menos três oportunidades ao longo da semana: Culto Evangelístico (domingos), Culto de Oração (quartas) e Culto de Adoração (sábados - certamente o ponto alto da semana).

Muitas vezes ninguém pergunta, mas as desculpas já são pronunciadas automaticamente: “Não pude ir porque estava cansado”, “trabalhei muito durante a semana", "meu filho estava com febre”, “estive trabalhando”, “recebi visitas”, “fui visitar um parente”, “tinha que terminar um trabalho escolar”, “estava indisposto”, “estava chateado com a igreja”, “não gosto do pregador que iria ocupar o púlpito”, “prestei culto a Deus em casa mesmo”, “sou mais crente do que quem está lá a esquentar os bancos”, “ninguém repara que eu existo”, “não sou valorizado”, e etc.

Algumas coisas justificam uma ausência. Mas a verdade é que a maioria delas são meras desculpas. E, cada vez que nos ausentamos dos cultos na igreja, sentimos maior facilidade em faltar uma próxima vez. Diz-se que a cada sábado faltado a igreja, mais um "quarteirão murado" de distância é formado ao redor dela. No "primeiro e segundo quarteirão" ainda nos sentimos "por perto", mas a partir do "terceiro quarteirão" os outros vão se tornando cada vez mais fáceis e obviamente, mais impenetráveis e distantes da casa do Senhor. Quando despertamos, já estamos fora da comunhão e somos estranhos mesmo numa igreja local.

Deus não quer e não deseja crentes em carreira solo, a viver na dependência de si próprios, a justificar que as nossas igrejas ultimamente não são boas ou "dignas da nossa santa presença". As igrejas nunca foram perfeitas. Enquanto houver seres humanos nelas, a imperfeição sempre existirá, exceto quando elas tornarem-se a unificada "Igreja Triunfante de Cristo", aquela que hoje é invisível, mas que no futuro (creio que bem próximo) será formada pelo número completo de crentes, pronta para ascender jubilosamente em glória com o Mestre aos Céus.

Fomos chamados para suportar-nos uns aos outros em amor. Não somos conhecedores de tudo. Assim, nos edificamos uns aos outros naquilo que ouvimos e naquilo que ensinamos. Por isso é importante participar.

Jesus disse que o amor seria o distintivo de seus seguidores. Não há como realmente amar alguém sem conviver, e a igreja oferece a oportunidade de convivência uns com os outros.

Também temos os dons do Espírito Santo, e juntos, nos completamos. Separados, somos incompletos e não temos a oportunidade de colocar os dons em ação e em prática. Precisamos servir ao Senhor e servir-nos mutuamente em amor.

Jesus nunca propôs aos apóstolos que vivessem sós, mas que fizessem discípulos. Devemos ser exemplo aos mais novos e também aprender com os mais velhos. A igreja nos dá a oportunidade de aprender e ensinar.

Também encontramos a família perdida. Deus nos faz viver em família, dando aos órfãos pais postiços, aos pais filhos por consideração, aos solitários um grupo constante e amoroso de amigos. A igreja é uma bênção!

Deixar de estar ao culto uma vez eventualmente por força maior, é aceitável. Viver buscando esses motivos e fazendo deles justificativa para não estar junto à comunidade de crentes, especialmente no dia que Ele criou para este fim, não tenha dúvida, é pecado, e Deus não se agrada disso.

Certa vez uma garota perguntou ao seu ministro: "Pastor, é possível alcançar a promessa da vida eterna sem frequentar a igreja? Sem hesitar, o Pastor respondeu - sim querida, é possível! Da mesma forma que é não é impossível atravessar o canal da mancha à nado... contudo, somente um número muito limitado de pessoas conseguem!"

Não deixemos de congregar-nos!

REFLEXÃO: “Tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:12)


Nossos filhos... nossas cópias II

"A coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais" (Provérbios 17:6)

REFLEXÃO: "Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado" (Salmos 78:3)

O melhor amigo

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer” (João 15:15)

O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar. A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.

O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.

O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.

Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar; que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia:

- "Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando".

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.

- "É hora de ir" - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem... "Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando".

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido.

Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.

Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:

- "Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar"!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:

- "A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

- "Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '

Jesus foi, é, e sempre será nosso melhor amigo.

REFLEXÃO: “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12)
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