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Ele se inclinou para mim

“Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por Socorro” (Salmo 40.1)

Inclinar-se é uma postura que revela respeito ou misericórdia. Olhando do ponto de vista do servo para com o seu senhor; o inclinar-se revela respeito, porém olhando do ponto de vista do senhor para com o seu servo; revela misericórdia. É exatamente isso o que o salmista está afirmando.

O que temos aqui é um miserável moribundo, atolado no charco da sua própria miséria, abandonado, largado às favas, sem amigos, sem a mínima condição de mudar o seu estado deplorável de sofrimento. O que temos aqui é um homem prestes a perecer, chafurdado num poço de lama até o pescoço. O salmista revela aqui o seu estado de total impotência, onde a única possibilidade de reversão da sua situação era a intervenção de um ser maior; do próprio Deus.

A parábola do Bom Samaritano relata uma histó ria semelhante. Ela conta que um homem caiu nas mãos de salteadores e depois de ter sido roubado, foi espancado, ficando semimorto. Passaram por ali duas pessoas; um sacerdote e um levita, porém os dois passaram de largo e não fizeram caso da situação daquele homem.

Também passava por aquele caminho um samaritano, aproximou-se, se inclinou para ele, curou as feridas daquele homem e o colocou sobre o seu próprio animal, depois o conduziu até uma hospedaria. O samaritano demonstrou muito amor para com aquele homem desconhecido e moribundo.

Penso que o verdadeiro Bom Samaritano é Jesus Cristo, pois ele também se inclinou para nós. Jesus se encarnou, tornou-se como um de nós, assumiu as nossas dores, levou sobre si as nossas enfermidades. Ele veio para nos tirar do nosso estado de perdição e de miséria em que nos encontrávamos.

Deus sempre se mostrou disposto a se inclinar para nós. Toda a iniciativa no sentido de mudar a história do ser humano sempre foi de Deus. A Bíblia é bem clara ao afirmar que o homem no estado em que estava jamais poderia por si mesmo buscar a Deus.

Paulo escreveu: “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3.10-12). Já que nós não podíamos buscá-lo, foi ele quem tomou a iniciativa e veio até nós.

Paulo afirmou ainda: “pois, ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornado-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.6-8).

Esse foi o preço que Jesus pagou para resgatar o ser humano do seu estado de miséria em que vivia. O preço do seu amor foi incondicional, foi totalmente sacrificial. Tirar-nos do nosso posso de perdição, do nosso tremedal de lama não foi uma coisa fácil para Jesus, ele teve que dar a sua própria vida para que isso pudesse acontecer.

O apóstolo Pedro afirmou: “sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. Que prova maravilhosa de amor é esta. Um Deus que se inclinou para resgatar os pecadores, que veio para dar-lhes vida eterna e abundante. Que essas verdades sejam avivadas em nossa mente ao iniciarmos um novo ano.

REFLEXÃO: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5)

A Bíblia escondida

(adaptado do texto de Robert Wong)

“Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o Seu santo nome. Bendize, ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de Seus benefícios” (Salmo 103:1 e 2)

Como pôde um jovem com problemas pulmonares suportar 15 anos de confinamento numa prisão e num campo de trabalhos forçados na China, por causa de suas convicções religiosas e finalmente sair são e salvo? Como foi sua vida preservada — pelo menos umas seis vezes — de acidentes quase fatais dentro daquele campo? Como pôde ele, encerrado numa cela de 1,80 X 2,75m durante anos, ter depois o privilégio de viajar por 12 países para testemunhar da verdadeira liberdade em Cristo? Como pôde ele, depois de privado do estudo normal por 25 anos, ter inesperadamente a oportunidade de retornar aos estudos e obter um doutorado aos cinqüenta e poucos anos? Como pôde esse menino acanhado tornar-se locutor de rádio e evangelista? Eu sou esse jovem, esse estudante, esse prisioneiro.

De entre as muitas bênçãos e cuidados providenciais vindos de nosso Senhor, eu gostaria de partilhar um testemunho especial de quão maravilhoso nosso Deus de amor é! Passei os primeiros quatro anos de aprisionamento numa casa de detenção, e lá fui posto sob segurança máxima por causa de minha crença religiosa. Isso significava que eu não podia escrever cartas ou recebê- las dos membros de minha família. Tudo o que recebi numa tarde quente de verão foi um documento contendo minha sentença. Mais tarde fui transferido para uma prisão regular em Shanghai por mais quatro anos, para completar minha pena de oito anos. As condições de vida lá eram quase tão ruins quanto as da casa de custódia — nada de cama, cadeiras, mesa, livros para ler, exceto a bíblia vermelha de Mao Tse Tung, Mao’s Quotations. A comida era tudo, menos desejável.

Havia uma única coisa para compensar e que viria mais tarde: permissão para comunicar-me com minha família por cartas, bem como mediante visitas controladas. Foi-me dito, contudo, que minha carta deveria limitar-se a 100 caracteres chineses (menos de um terço de página). Depois da primeira visita feita por membros mais chegados de minha família, uma nova esperança surgiu-me no coração. Mais importante do que receber alimento suplementar (o que não era permitido naquele tempo), eu tinha fome das Escrituras em meu coração, visto que a minha Bíblia de bolso havia sido confiscada na chegada à casa de detenção. Sabendo de antemão que estaria confinado por longo tempo antes de meu encarceramento prolongado, memorizei tantas passagens da Bíblia quantas pude. Comecei com o livro de Daniel, verso por verso, e continuei com Apocalipse, depois os Salmos e então outros textos familiares do Velho e do Novo Testamentos. Pela graça de Deus, dei certa vez um estudo bíblico a dois colegas de cela sem ter uma Bíblia à mão. Usando uma abordagem temática no estudo sistemático das doutrinas cristãs, citei-lhes dez ou mais versos no primeiro dia. No dia seguinte, recapitulamos as doutrinas e os versos bíblicos. No terceiro dia, tentamos repeti- los de cor. Mais tarde até pusemos alguns desses versos num cântico.

Mas o tempo todo eu almejava ter um exemplar da Bíblia nas mãos. Do ponto de vista humano, durante o período da chamada Revolução Cultural (1966-1976) na China, quando tudo girava freneticamente e o tecido social mostrava-se completamente esfacelado, obter uma Bíblia, então um livro proscrito, era pura fantasia. Qualquer tentativa de consegui-la clandestinamente me poria em risco e também minha família. Mas nosso Deus é o maravilhoso Operador de milagres.

Um dia, enquanto eu escrevia para casa, estava refletindo como poderia dar uma dica de que eu precisava desesperadamente de uma Bíblia. Justamente nesse momento ouvi uma forte voz — um dos detentos estava chamando alguém com o número de identidade 115, 115! O Espírito Santo iluminou minha mente e me fez lembrar de que em nosso velho hinário chinês, o título do hino 115 era “Dá-me a Bíblia”. Um súbito relâmpago mandado por Deus! Maravilhoso! Embora eu não pudesse dizer claramente em minha carta censurada: “Por favor, mandem-me uma Bíblia”, escrevi: “Enviem-me um livro de notas 115”, e sublinhei o número. Entreguei a carta ao guarda da prisão com uma oração silenciosa. Quando ele a examinou e disse OK, vi realmente que ele não havia detectado o segredo espiritual.

O mesmo Espírito Santo que me iluminou também abriu os olhos dos membros de minha família, dando-lhes o entendimento de minha mensagem secreta. No dia destinado à visitação nossos corações pulsavam. Oito minutos se passaram e justamente antes dos membros de minha família saírem, disseram- me: “Quando você usar o sabão, corte-o em pedaços”. Meneei a cabeça e emiti um sorriso compreensivo. Depois da despedida, a polícia me entregou os itens essenciais, inclusive uma grande barra de sabão para lavar roupa.

Nada era fácil numa cela apertada. Pensei por um momento como retirar aquilo que eu suspeitava estar dentro da barra de sabão, sem ser visto pelo guarda e os demais. Era quase hora do pôr-do-sol. De costas para meus companheiros de cela e com o guarda olhando noutra direção, pus minha roupa suja numa bacia. Usei uma linha para dividir o sabão em duas metades. Um pequeno Novo Testamento de bolso embrulhado em plástico apareceu. Isso foi muito excitante! Rapidamente coloquei a Bíblia no bolso de minha roupa de baixo. Agradeci a Deus e orei: “Ó Senhor! Puseste alegria em meu coração, mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho. Em paz me deitarei e dormirei, porque só Tu, Senhor, me fazes habitar em segurança”. (Salmo 4:7 e 8)

Na manhã seguinte, vi diversos prisioneiros em fila no saguão. Eles foram obrigados a confessar que eram anti-reformistas. Haviam sido apanhados com artigos proibidos, os quais estavam pendurados em seu pescoço. Um tinha um bombom, outro biscoitos e outro, ainda, toucinho acondicionado num tubo de pasta de dentes, o qual havia sido inserido pelos membros da família. Todos foram detidos e punidos os que receberam os itens contrabandeados. Soube mais tarde que alguém tinha posto uma agulha dentro de uma barra de sabão; isso também fora descoberto e confiscado. Pareceu-me que a polícia coou um mosquito e engoliu um camelo! Os agentes haviam descoberto uma pequena agulha numa barra de sabão, mas não viram o Novo Testamento. Quão surpreso e grato fiquei com o poder e amor de Deus.

“Portanto, não vos inquieteis... Vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o Seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:31- 33.)

Mas como poderia eu ler minha Bíblia sob a constante vigilância do guarda? Essa é outra história. Nunca me esquecerei do que Deus fez por mim — alguém faminto e sedento de Sua verdade e justiça. A Bíblia verdadeiramente tornou-se uma luz em minha vereda e um guia infalível em meio às trevas. Ademais, o lugar mais seguro e o caminho mais eficiente é ter a Palavra de Deus em nosso coração, em nossa alma e em nossa vida.

REFLEXÃO: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem” (Salmos 103:13)

O ladrão está no paraíso?

(adaptado do texto de Ozeas C. Moura)

"E disse a ele: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43)

Nos manuscritos originais, como no texto de Lucas 23:43, não havia pontuação como temos hoje. Nem tinha o "que", partícula que complica o entendimento do texto. Os textos eram escritos sem pontuação e geralmente com as palavras todas ligadas, assim (já transliterado): "kaieipenautôamensoilegosemeronmetemoueseentôparadeisô".

Em português: "Edisseaeleemverdadeatidigohojeestaráscomigonoparaíso."

Separando as palavras: "E disse a ele em verdade a ti digo hoje estarás comigo no paraíso."

O entendimento do texto depende do lugar em que colocamos a pontuação, especialmente em relação ao advérbio de tempo "hoje". Vejamos as duas possibilidades de pontuação:

1. "E disse a ele: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso." Por essa maneira de pontuar, colocando a vírgula antes de "hoje", o texto quer dizer que foi prometido ao ladrão arrependido que naquela mesma sexta-feira ele estaria com Jesus no paraíso. Tal tradução, porém, vai contra os ensinamentos da própria Bíblia quanto ao momento da recompensa, que, para os justos, será na ocasião da segunda vinda de Cristo (Mt 25:31-34, I Ts 4:16) e, para os ímpios, após o Milênio (Ap 20:5, 7-9), e não quando se morre.

2. "E disse a ele: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso." Essa maneira de traduzir, combinando o advérbio de tempo "hoje" com o verbo "digo", está de acordo com outras expressões bíblicas similares como, por exemplo, "Eu te ordeno hoje" (ver Êx 34:11; Dt 4:40 etc). Além dessa concordância gramatical, essa maneira de traduzir o texto está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa para os justos será dada na segunda vinda de Cristo, e para os ímpios, após o Milênio, e não por ocasião da morte (como visto no parágrafo anterior). Por esse modo de tradução do texto, a promessa do ladrão arrependido teria sido de que ele estaria no paraíso quando Jesus "viesse no Seu reino" (Lc 23:42) e não ao morrer naquela sexta-feira da crucificação.

A opção pela primeira maneira de traduzir apresenta sério questionamento: teria Jesus mentido ao ladrão arrependido, visto que Ele não foi ao paraíso naquela sexta-feira? No domingo pela manhã, Jesus disse a Maria Madalena: "Não me detenhas; por que ainda não subi para o Meu Pai" (Jo 20:17). Ora, se Jesus no domingo cedo, não havia ido ainda ao paraíso, como teria estado neste lugar, na sexta-feira, com o ladrão arrependido? O Novo Testamento é claro em dizer que Jesus é Deus, e "é impossível que Deus minta (Hb 6:18).

A opção pelo segundo modo de traduzir o texto está de acordo com outras expressões bíblicas, nas quais aparece o advérbio de tempo "hoje" com verbos similares a "digo", como "ordeno", "falo"; está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa não é dada quando se morre, mas por ocasião da segunda vinda de Cristo (para os justos) e após o Milênio (para os ímpios); além de estar de acordo com o próprio pedido do ladrão: "Lembra-te de mim QUANDO VIERES NO TEU REINO (Lc 23:42).

Com a promessa feita ao ladrão, Jesus estava dizendo a Ele: "estou lhe dizendo hoje, agora: Morra tranquilo! Descanse confiando no que estou lhe dizendo hoje: Você vai estar comigo no paraíso."

Essa mesma promessa pertence a todo aquele que enfrenta o "vale da sombra da morte". Um dia Jesus virá e ressuscitará todo aquele que fez dEle seu Salvador e morreu confiando nEle, que é a "ressurreição e a vida" (Jo 11:25). Não é essa uma doce e confortadora promessa?

REFLEXÃO: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e OS QUE MORRERAM EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO" (I Tessalonicenses 4:16)

Fonte: Revista Adventista Mar/2010, via Meditando em Jesus

Um passaporte na fronteira

(adaptado do texto de Paulo R Barbosa)

"Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:42, 43)

"O ladrão tinha cravos em ambas as mãos e, desta maneira, não podia trabalhar; e cravos em cada um dos pés, não podendo sair e cumprir as obras do Senhor; ele não podia erguer uma de suas mãos ou um de seus pés em direção à salvação, mas, mesmo assim, Cristo ofereceu-lhe o presente de Deus e ele o tomou. Cristo lhe deu um passaporte e ele entrou [*] no paraíso." (D. L. Moody)

O ladrão da cruz teve uma oportunidade e não a perdeu. Tinha todos os impedimentos para ir ao encontro de Deus, mas, ultrapassou os obstáculos. Reconheceu que estava ali por merecimento, mas aceitou a oferta gratuita que Cristo lhe ofereceu.

E nós, o que temos feito com as nossas oportunidades? Temos preferido continuar no caminho incerto, sem direção, sem saber para onde vamos? Temos persistido nos erros, como um
jogador que vai perdendo tudo o que tem, sem desistir de continuar tentando, até que não tenha mais nada? Temos sofrido com as quedas, sempre continuando pelo mesmo caminho, até que o sangramento espiritual de nossos joelhos não nos permita mais andar?

Às vezes somos obstinados. Enfrentamos problemas e não sabemos como solucioná-los. O Senhor estende a mão, oferece um presente, mas, continuamos rejeitando. "Eu quero uma
solução", dizem, "mas, a solução não pode ser Deus!" O Senhor oferece o "passaporte" da bênção e muitos preferem ficar bloqueados diante da fronteira que conduz à felicidade.

Se você se encontra na fronteira entre o país das tristezas e da perdição e não sabe como fazer para atravessá-la e alcançar a terra da felicidade, da salvação e da vida eterna, tome o passaporte que o Senhor oferece. Você irá atravessar e nunca mais desejará voltar.

REFLEXÃO: “Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15:7)

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Teria Sido Pura Sorte?

(adaptado do texto de Paulo R. Barbosa)

"O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre" (Salmos 121:7, 8)

Era comum, todas as quartas-feiras à noite, os membros do coral irem à igreja para o ensaio semanal. Eles sempre chegavam cedo, bem antes do horário marcado para o início, às 19:30 horas. Porém, certa noite, no dia 1 de março de 1950, um por um, dois por dois, todos eles tiveram uma justificativa para chegarem tarde. Marilyn, a pianista da igreja, tirou um cochilo depois do jantar e dormiu demais. Ela e a mãe se atrasaram. Uma jovem, estudante do segundo ano do segundo grau, estava tendo problemas com sua lição. Isso a atrasou também. Um casal teve problemas com o carro cujo motor não funcionava. Eles e as pessoas que iriam com eles, se atrasaram. Todos os dezoito membros do coral, inclusive o pastor e sua esposa, se atrasaram. E todos tinham boas desculpas. O ensaio deveria começar às 19:30 horas, mas ninguém estava presente no local reservado para o coral. Isto nunca havia acontecido antes. Agora, vamos ao resto da história. Naquela noite, a única noite em toda a história da igreja em que o coral não estava presente no horário marcado, houve um vazamento de gás no porão da Igreja Batista do Oeste. No exato momento em que o coral começaria a ensaiar, o contato do gás com a caldeira de aquecimento da igreja causou uma grande explosão e todo o prédio desabou. Teria sido uma grande sorte ninguém estar ferido ou morrido? Teria sido apenas sorte todos terem se atrasado? Talvez muitos tenham dito isso, mas nós, cristãos, sabemos que não foi sorte. Deus estava guardando os Seus filhos da Igreja Batista do Oeste naquela noite.

O texto de nossa história já fala por si mesmo. Ele nos mostra a grande bênção que experimenta aquele que se coloca na presença do Senhor e confia na Sua proteção. Saber que somos amados por Deus e que nada escapa ao Seu controle nos faz descansar tranquilos e viver de maneira abundante.

Quem anda sob a direção do Senhor tem muito mais do que sorte... tem a bênção e a felicidade que só os filhos de Deus possuem.

REFLEXÃO: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:1-3)

Egito ou Deserto?

(adaptado do texto da JOVEM Priscila Miranda)

"Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver [...]. Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem [...] E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros [...] E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios" (Êxodo 14:10-29)

“Antes escravos no Egito do que morrermos no deserto” (verso 12)

Nesta passagem bíblica, os israelitas tinham saído do Egito pela mão poderosa de Deus e agora estavam no deserto, bem em frente ao Mar Vermelho, perseguidos pelos egípcios.

Neste contexto, vale dizer que Deus continua tirando seus filhos do Egito (mundo) e nos libertando da escravidão (pecado). Mas existe um preço, uma escolha a ser feita por nós. Esta escolha é o DESERTO. Não há como chegarmos à Terra Prometida (o cumprimento da vontade de Deus, a eternidade com Cristo) sem antes passarmos pelo deserto. "O deserto", é o momento em nossa vida que só poderemos recorrer ao Senhor - o mundo nos rejeitará, nos perseguirá, contudo, Deus permite que isto aconteça para nos moldar e nos transformar, para tornar-nos aptos para servi-Lo e dispostos a entregar verdadeiramente nossas vidas pelo Seu Reino.

“Não tenham medo” (verso 13)

Não tenham medo de renunciar a uma vida cristã cômoda, não tenham medo da rejeição dos outros, não tenham medo da perseguição deste mundo, NÃO TENHAM MEDO! Deus é quem guerreia por nós, quem nos livra, quem nos consola, o único que está sempre por perto para nos ajudar. Esta frase é encontrada na Bíblia 365 vezes... é como se Deus quisesse nos lembrar de nos apoiarmos nEle todos os dias do ano!

“Sigam avante” (verso 15)

Esta é a ordem de Deus, não importa quão difícil possa parecer enfrentar o deserto, a perseguição, o “mar”, a renunciar a nós mesmos, nossas vontades, até mesmo projetos de vida, para cumprir a vontade de Deus. Embora pareça que você não vai conseguir, que você não vai ser capaz de enfrentar tudo isto, o Senhor diz: SIGA AVANTE! Sabe por quê? Porque você não estará sozinho, Deus sempre estará por perto, você só precisa se dispor… seguir a Cristo de perto, não parar… Ele pelejará por nós e nEle já somos mais que vencedores!!!

“Tudo para a Glória de Deus” (verso 18)

Tudo isto acontece para que o Nome do Senhor possa ser glorificado através de nós. No “Egito” não podemos glorificar a Deus! Enquanto somos “escravos” da nossa própria natureza humana, das nossas vontades, quando somos escravos deste mundo e de tudo o que existe nele, não podemos glorificar ao Senhor! Quando permitimos que o Senhor nos liberte de tudo isso, quando aceitamos o trabalhar de Deus em nós, quando escolhemos dizer não pra nós mesmos e sim para Deus, mesmo que isto signifique ir para o deserto, aí sim, através de nós, Deus manifestará Seu poder e a Sua Glória e então seremos capazes de “viver para a Glória de Deus”.

“Deus já está lutando por nós” (verso 25)

Quando decidimos e escolhemos este caminho, Deus imediatamente já estará lutando por nós! As perseguições virão, as lutas, o deserto… O inferno não fica contente quando você se coloca na posição de Deus, de soldado do Exército do Altíssimo, mas o braço forte do Senhor é quem nos livra, pelo Seu poder, pelo Seu amor e para a Sua Glória! Para isto que fomos criados, chamados por Deus para sermos canais da Sua Glória e do Seu poder a este mundo!

Mas para isto precisamos fazer esta escolha… Escolha o deserto! Escolha a renúncia! Escolha a companhia de Deus, Liberte-se!

Deus quer nos usar para impactar esta geração! Mas antes precisamos obedecê-Lo, nos esvaziarmos de nós mesmos, permitirmos que Ele viva em nós e nos transforme conforme a Sua Vontade.

O deserto é preço que precisamos pagar… Jesus já pagou o maior preço! Ele não desceu da Sua Glória, viveu nesta terra, sofreu até a morte para que vivêssemos uma vida “comum”, de freqüentar a igreja nos finais de semana pensando que isto é suficiente, Ele morreu para que pudéssemos viver não uma vida como todas as outras, mas a Sua própria vida, andando como Ele andou, fazendo o que Ele fazia, pensando como Ele pensaria, seguindo seus passos verdadeiramente.

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais enxergamos o quanto somos indignos, o quanto precisamos da Sua Graça e Misericórdia, e é perto de Deus que o nosso coração se quebranta e podemos abrir nossas vidas para receber o trabalhar das Mãos do Oleiro, o agir do Pai em nós.

Escolha este “caminho estreito”, não seja apenas ouvinte ou “participante” do evangelho, mas viva esta Palavra, viva esta Vida que Deus tem para você!

REFLEXÃO: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça” (Isaías 59:2)

História da adoração 9 – Muita água salva a humanidade

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Deus disse a Noé: 'Darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles...' [...] "Mas com você estabelecerei a minha aliança..." (Gên 6:13 e 18) - NVI

Uma vez tendo entrado o pecado entre os seres humanos em nosso planeta, a raça humana foi se degenerando. Diz a Bíblia que a Terra estava cheia de gente corrupta, e se tornaram violentos ao extremo. A tal ponto chegaram que só havia duas escolhas para a humanidade: ou destruí-la, ou deixar que ela se destruísse. A segunda alternativa era pior, pois, afinal ainda restava um remanescente de pessoas boas, que poderiam enfim formar uma nova humanidade. Essas pessoas que ainda não se haviam corrompido eram os membros da família de Noé, ao todo, oito pessoas. Se DEUS as salvasse das demais pessoas, se poderia evitar a extinção da raça humana.

Noé foi encarregado por DEUS para dar uma oportunidade a todos. DEUS estabeleceu um tempo de 120 anos para que os habitantes do mundo mudassem de conduta. Noé, pregou por esse tempo, alertando que DEUS lhe havia comunicado que destruiria o planeta por meio de uma inundação global. Enquanto pregava, Noé, por orientação de DEUS, ia construindo um grande navio, para que quem desejasse, entrasse nele e fosse salvo. Noé construiu um navio chamado Arca, ela media em torno de 165m de comprimento, 26m de largura e 16m de altura. Foi toda rejuntada com betume.

Enquanto os empregados de Noé trabalhavam na grande obra, algo que nunca se tinha feito, os homens e mulheres zombavam de Noé. Achavam absurda a idéia de um dilúvio universal. Isso nunca havia acontecido, e portanto nunca aconteceria. Era cientificamente impossível.
Mas Noé possuía fé em DEUS. Recebera a informação diretamente de DEUS, e cria que realmente viria um dilúvio. O tempo foi passando e se esgotando. Os homens nem mesmo pararam para refletir se ao menos o argumento de Noé faria algum sentido. Afinal, ele falava que o dilúvio viria porque os homens se tinham tornado violentos e corruptos. Eles não pararam para pensar que, se não fosse por um dilúvio, eles mesmos se extinguiriam por meio da violência.

Então de fato, alguma coisa deveria acontecer, isso era inevitável. Mas preferiram continuar se corrompendo e ficando cada vez mais violentos, e ao mesmo tempo comemorando seu insensato modo de vida por meio de muitas festas.

Enfim chegou a última semana. Noé fez seu último alerta. Nem os seus trabalhadores lhe deram ouvidos. Então algo estranho aconteceu. Os animais, aos pares foram entrando no navio. Por fim, entrou Noé e sua família, só oito pessoas. E um anjo de DEUS fechou a porta de modo que humano algum a pudesse abrir. Sete dias após, veio uma nuvem, depois outra, e formou-se um gigantesco temporal. Tanto chovia água de cima quanto saía água das entranhas da terra. A água foi tanta que cobriu toda a Terra. A água que saiu da Terra rompeu sua camada de rocha, dando origem às placas tectônicas, e também aos terremotos. A instabilidade dessas placas só aumenta, pelo que também aumenta a quantidade dos terremotos e sua intensidade.

Hoje vemos as camadas de entulho, animais, plantas, pedras, barro, formados pelo dilúvio. A ciência em geral não aceita que tudo veio por um dilúvio, e dá outras explicações. Os homens, em geral, também não acreditam que se faz necessária mais uma intervenção da parte de DEUS nesse planeta. Outra vez os homens estão se tornando violentos e corruptos, a ponto de ameaçarem a vida por aqui. Mas está profetizado que dessa vez é a volta de JESUS, em glória, que salvará as pessoas arrependidas de suas maldades, que aceitaram ser transformadas por DEUS. As demais, como no dilúvio, morrerão aqui.

E a Arca de Noé? Antes disso tudo acontecer, ela aparecerá no Monte Arrarat, como um dos últimos avisos de que existe DEUS, que houve um dilúvio, e que a segunda vinda de CRISTO é uma profecia real e verdadeira. Mais uma vez só um pequeno número de pessoas terá fé em algo que cientificamente parece não fazer sentido. A Arca aparecendo um pouco antes desse fato profético, deveria abrir os olhos das pessoas para pensar se a destruição da Terra será pela violência do homem, ou se haverá outra intervenção divina.

REFLEXÃO: "Estabeleço uma aliança com vocês: Nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra" (Gên 9:11) - NVI
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História da adoração 1 - Deus eterno

(adaptado do texto do prof. Sikberto Marks)

“No princípio era o verbo...” (João 1:1)

DEUS é o princípio. Ele vem da eternidade, existe de eternidade em eternidade (Hab. 1:12 e Sal. 90:2). Antes de todas as coisas, antes que existisse a matéria, quando só havia o espaço, DEUS já existia.

Tão magnífico que não pode ser visto por qualquer ser que se tenha corrompido, mesmo que por um único pecado. Tão poderoso que criou o Universo vasto que não se pode medir. Tão inteligente que é capaz de criar seres vivos nas espécies que Ele desejar. Tão correto que Sua Lei é de justiça tal que vem a corresponder a um reino de paz e justiça absoluta. Tão bondoso que, havendo alguém desobedecido a Sua lei, Se doa por esse ser, mesmo que essa doação signifique a Sua morte. Tão poderoso, outra vez, que é capaz de morrer pelo ser pecador, mas também é capaz de Se ressuscitar outra vez, vencendo até a morte, o possível fim de todas as coisas que tem fôlego.

DEUS, indescritível, cujo trono distante é circundado de glória tremenda, de luz tão imensa que ser humano algum seria capaz de contemplar, no entanto, eis que Ele, eterno DEUS, vem e habita entre os humanos, como um humano mortal. De Sua glória veio até a escuridão desse mundo imundo e perigoso, dominado pelos demônios, para resgatar, se fosse, ao menos um ser humano. E foi vencedor.

Um que criou o imenso Universo, que também foi capaz de criar a minúscula célula e o minúsculo átomo, pelo poder de Sua palavra e pensamento, foi também capaz de se separar de tudo isto para buscar a raça perdida nesse Universo sem fim. Tudo por tão imenso amor que O impede de se desligar e de perder a afeição por nós. Jamais Se desligará de nós. A única forma de separação d’Ele com Suas criaturas é caso nós nos desligarmos d’Ele.

Esse é o DEUS eterno! Ele merece ser adorado, pois tanto nos criou quanto nos oferece o escape da morte eterna.

E Ele disse como quer ser adorado. E Ele merece dizer como O adorar. Será que o homem, pecador e degenerado pelos milênios de pecado nesta Terra saberia melhor que DEUS como O adorar? Jamais algo assim seria possível.

E Ele disse no Velho Testamento: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxo. 20:8 a 11). E no Novo testamento Ele, aqui entre nós, ratificou dizendo: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque na verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mat. 5:17 e 18). JESUS, o DEUS feito homem, disse mais: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama, será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (João 14:21).

O DEUS eterno pode ser melhor explicado por uma única palavra que por muitas. Ele é amor! E amor é a Sua lei. Para ser adorado, tudo o que temos a fazer é amar a DEUS sobre todas as coisas (Mateus 22:37), e isto significa obedecer os Seus mandamentos, os que estão na Sua Palavra.
Isso é o MÍNIMO que o eterno DEUS merece!

REFLEXÃO: “Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é que é Deus, o Deus fiel, que guarda o pacto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Deut 7:9).
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O senhor nos eleva acima das crises

(adaptado do texto de "provai e vede")

Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hebreus 4:16)

Persival e Vera Lautert foram convidados pela Missão Paulista do Vale para participarem do Programa 40 Madrugadas de Intimidade com Deus. Decidiram que às 5h iriam levantar para orarem por uma pessoa especial e sempre neste horário Deus os despertava, nunca foi necessário o uso de despertador. Como eram novos na cidade, o grupo de amigos era pequeno e decidiram orar por Mércia Mendes, vizinha de apartamento.

Mércia estava passando por um problema muito grave. Seu esposo trabalhava numa empresa de aviação por 14 anos e com a crise aérea que estava acontecendo ele perderia o trabalho.
- Deus, fala conosco! Meu marido precisa de outra empresa para trabalhar, mostra-nos qual é a saída! - suplicava ela.

No mesmo instante ouve Vera abrir a janela e dizer: Mércia, aqui em casa, estamos orando por você, por 40 madrugadas você é a pessoa que escolhemos para orar.

Ah! Foi uma resposta imediata pensou Mércia e lhe respondeu: Muito obrigada! Estou precisando mesmo, e quando receber a bênção vou te contar.

Fiquei tão feliz – conta ela- Alguém está orando por mim! Tem alguém que acorda de madrugada e se importa comigo! Ela poderia ter escolhido uma pessoa de sua família, ou mesmo uma pessoa de sua igreja, mas escolheu a minha família! Isto me deu uma tranquilidade muito grande. “Deus está nesse negócio, a resposta vai chegar logo.”

E assim, todas as madrugadas eles oravam e Mércia ouvia os passos do casal se dirigindo a sala para conversarem com Deus, pois moravam no apartamento superior ao dela.
Os filhos estavam preocupados porque o papai perderia o emprego, entretanto a mamãe os encorajava: “Não se preocupem, ali em cima eles estão orando por nós.

Antes mesmo de dez dias de oração o marido chegou muito feliz, havia recebido o convite de três empresas para trabalhar, sendo uma delas no exterior.

A empresa que ele trabalhava fez o acerto de tudo o que ele tinha direito e após uma semana já estava trabalhando em outra organização.

A oração faz a diferença; devemos buscar mais a Deus, Ele continua operando milagres – diz Vera.

REFLEXÃO: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus 7:7)
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As tormentas são passageiras

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (II Coríntios 4:17)

Noé estava dentro da arca com todo tipo de animais e também com sua família. Durante quarenta dias e quarenta noites a chuva caiu, fazendo as águas subirem, destruindo tudo que havia. Seus vizinhos não mais existiam. O mundo, como ele o conhecia, havia desaparecido. Ele teria de começar a vida de novo.

Isso acontece ainda hoje, com as pessoas. De repente, a terra foge debaixo de nossos pés, nosso mundo desaba, e precisamos começar tudo do zero outra vez.

Um homem de 53 anos foi demitido da firma em que trabalhava como gerente. Ele havia gasto a maior parte de sua vida adulta adquirindo conhecimentos e experiência que subitamente se tornaram obsoletos.

O mundo, como ele o conhecia, não mais existia. Ele precisou começar tudo de novo.

A vida nos puxa o tapete, às vezes. Mas as tormentas não duram para sempre. O luto passa e o tempo cura a dor. Muitas pessoas que perdem um emprego acabam conseguindo outro.

Herman Gockel perdeu a voz aos 32 anos. Uma experiência terrível para um jovem pregador. Demitiu-se de sua igreja e foi morar com a esposa e os dois filhos na casa de sua mãe viúva.

A esposa conseguiu trabalho como secretária. E ele ficou em casa com as crianças. Ao cuidar dos afazeres domésticos, um texto bíblico lhe veio à mente: “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Herman teve um raio de esperança. Orou. Seis meses mais tarde conseguiu um trabalho respondendo cartas de um programa de rádio. E também passou a ajudar na expedição da Editora Concórdia.

Dois anos mais tarde Herman se tornou gerente da Concórdia. Então a esposa ficou gravemente enferma e foi hospitalizada 26 vezes. Seis vezes esteve à morte. Mas Herman continuou crendo em Romanos 8:32. Seus livros e artigos inspiraram milhões de pessoas, e ele foi convidado a criar um novo programa de televisão para sua igreja. Tudo isso depois que ele perdeu a voz.

Após a tormenta surgiu o "arco-íris". Ah, é claro que isso nem sempre acontece. Mas Deus nos prometeu que não seremos tentados além das nossas forças; “pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).

Apeguemo-nos a Deus e confiemos em Suas promessas.

REFLEXÃO: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram” (Josué 23:14)


O nascer do sol com Jesus

(adaptado do texto de Shirley C Iheanacho)

"Sua grande fidelidade é nova cada manhã, refrescante como o orvalho e certa como o nascer do sol" (Lamentações 3:23)

Ocorreu novamente hoje de manhã, enquanto fazíamos nossa caminhada bem cedinho. Meu esposo e eu estávamos para fazer uma curva quando nossos olhos captaram o lampejo de um majestoso nascer do sol. Impressionados, paramos para contemplar novamente as obras de Deus que iluminavam o céu, introduzindo o milagre de um dia novinho em folha. Mais um dia pelo qual sermos agradecidos, um dia para contemplar a bondade de Deus e as bênçãos abundantes que com tanta freqüência consideramos automáticas. Um cântico que muito tempo atrás costumávamos entoar me veio à mente de imediato. "Por belezas naturais, pelo azul do lindo céu, por encantos imortais, ó Senhor, ao trono Teu se erguerá, e com fervor, nossa voz em Teu louvor."

Continuamos a caminhada, mas o belo quadro permaneceu comigo e comecei a cantarolar a melodia: "Bem de manhã, sereno surge o dia; já aves mil entoam seu louvor. Luz vem encher o mundo de alegria. Bem de manhã, contigo estou, Senhor."

Quão abençoados somos por podermos apreciar o nascer do sol! Ouvir as aves trinando seus tons musicais; poder caminhar a passos rápidos e apreciar a brisa matutina. Elevar uma oração em favor da minha maravilhosa família, do meu local de trabalho, da igreja mundial e dos habitantes e líderes de nossa nação. Meu coração transborda de alegria e contentamento por essas magníficas dádivas que me fazem lembrar da fidelidade de Deus para conosco, cada manhã.

Ao refletir sobre a beleza daquela esplêndida alvorada, minha mente imagina o grande amanhecer que ocorrerá em breve, quando nosso amado Jesus, acompanhado por Suas hostes angélicas, incendiará os céus e todo olho O verá. Que dia de regozijo será aquele! Não mais haverá tristeza, doença, pranto, dor; não haverá mais médicos ou hospitais, contas para pagar, angústia de alma e espírito, e não mais a morte – somente a manhã eterna com Jesus. Quero contemplá-Lo face a face naquele grande e glorioso dia.

E você? Até lá, sejamos fiéis.

REFLEXÃO: "Porque Eu, o Senhor, não mudo... " (Malaquias 3:6)

O Poder da Oração Intercessória

(adaptado do texto de Marlene Esteves Garcia)

"Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta" (Mateus 7:7) - NVI
Minha mãe era uma cristã muito sincera, que procurava ser sempre um exemplo para a família. Era uma família grande de dez filhos, uma família típica que morava no interior da região sul do Brasil, tirando seu sustento exclusivamente da agricultura e da criação de um pequeno rebanho de animais.

Minha mãe desenvolvia a fidelidade cristã, devolvendo o dízimo e dando ofertas, orando a Deus todos os dias e pedindo a bênção do Senhor sobre sua família. Eu a via pedindo a Deus que seus filhos permanecessem unidos e fiéis a Ele em qualquer circunstância que enfrentassem.
Vovó Jeorgina, como era amavelmente chamada pelos netos, enfrentou muitas provas e desafios em sua vida. Tinha consciência de que a vida nem sempre era um mar de rosas, e sempre nos fazia lembrar das palavras de Jesus: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (João 16:33).

Certa ocasião, quando nos mudamos em busca de melhores chances de trabalho e novas oportunidades na vida, mamãe enfrentou graves problemas de saúde. Numa sexta-feira à noite, ela começou a sentir uma dor aguda nos rins – era uma pedra. Em seu sofrimento e angústia, ela se lembrou de que na frente da nossa casa morava um fiel cristão, e pediu que o chamássemos.

Bondosamente, ele veio, leu a Bíblia e orou com fervor, confortando minha mãe, declarando que em breve ela não sentiria mais qualquer dor e dormiria calmamente, porque Jesus a havia curado. Não demorou para que a dor desaparecesse. Ela dormiu em paz, com imensa gratidão no coração pela cura que Jesus havia operado em sua vida.

Nunca mais teve dor nos rins. O milagre foi completo. A promessa de Jesus se cumprira na vida dela. “Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de Suas bênçãos! É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças” (Salmo 103:2, 3, NVI).

Se você está passando por problemas e lutas na vida, coloque-os nas mãos de Jesus. Peça que alguém ore com você e por você. Há poder na oração intercessória! Confie nesse Pai de amor, e milagres acontecerão na sua vida.

REFLEXÃO: “E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido” (I João 5:14-15)

Deus é Infinito em Misericórdia!

“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis” (Lamentações 3:22)

Este é o verso que o irmão Oswaldo Paulozzi, fiel membro da Igreja Central de Artur Nogueira – SP, gosta muito de repetir, pois Deus tem se mostrado constante em sua vida, abundando em graça e misericórdia para com este nosso irmão.

No dia 03/12/2003 o irmão Oswaldo passou por uma cirurgia para retirar um pequeno tumor de seu olho esquerdo. Ele estava perdendo a visão e já não conseguia ler. Sua esposa, a irmã Miriam Paulozzi, lia para ele a lição da Escola Sabatina, a Bíblia ou qualquer outra literatura que ele desejasse. Mesmo perdendo sua visão, ele sempre dava testemunho de sua confiança no Deus Criador em sua unidade da Escola Sabatina.

Após a primeira cirurgia, foi necessário submeter-se a outra cirurgia ainda mais delicada no olho direito, pois foi constatado três pequenos tumores em pontos sensíveis. No dia marcado, o médico lhe disse que as chances eram pequenas, e talvez ele não pudesse enxergar novamente.

O irmão Oswaldo orou fervorosamente. Todos os seus amigos e irmãos na fé oravam por ele e sua cuidadosa esposa orava e jejuava em seu favor. Ele foi novamente operado no mês de Agosto/2005, mas esta segunda cirurgia não trouxe qualquer melhora para sua visão.

O irmão Oswaldo entrou na sala do consultório da Unicamp para um último exame. Se o estágio da enfermidade estivesse avançado pouco, uma nova cirurgia seria marcada, trazendo assim uma possibilidade de restauração parcial da visão. Mas se o estágio estivesse muito avançado, a cirurgia seria desnecessária e ele perderia completamente a visão. Enquanto estava sendo preparado para o exame, não enxergando quase nada, nosso irmão mais uma vez orou. “Senhor, agora é o momento. Se for da Sua vontade que eu veja novamente e testemunhe de Ti, faça um milagre em mim.” Terminou a oração e sua vista clareou. Ele via tudo com mais nitidez. Deus ouviu sua oração. Para espanto do cirurgião oftálmico, que ao lhe examinar, perguntou: “Sr. Oswaldo o que o senhor fez?” Sorrindo, ele respondeu: “Minha esposa me faz um ‘suquinho’ de cenoura todas as manhãs, meus irmãos em Cristo oraram por mim e meu amigo Jesus fez o que deveria ser feito. Eu não mereço, mas Ele me ama muito. Eu acredito no poder de Deus.”

O irmão Oswaldo não tinha mais nada em seus olhos. Os nódulos desapareceram. Deus operou um milagre naquele instante e ele testemunhou. O médico nada pôde fazer, a não ser aceitar como um milagre divino. Atualmente o irmão Oswaldo possui sua visão restaurada como o era antes dos tumores. Utiliza óculos para leitura e enxerga perfeitamente, graças ao nosso bom Deus.

O irmão Oswaldo nunca duvidou. Entre lágrimas, ele disse: “Por favor, não duvidem de nosso Deus, Ele é fiel e sempre está ao nosso lado. Confiem em Deus, pois Ele nos ama muito.”

REFLEXÃO: “O cuidado do Senhor envolve todas as Suas criaturas. ... Os filhos de Deus devem enfrentar provas e dificuldades. Mas devem aceitar sua situação com um espírito animoso, lembrando-se de que por tudo que o mundo lhes negligencia dar, o próprio Deus os indenizará com os melhores favores. É quando chegamos a circunstâncias difíceis que Ele revela Seu poder e sabedoria em resposta à humilde oração. NEle confiai como um Deus que ouve e responde à oração. Ele Se vos revelará como Alguém capaz de socorrer em todas as emergências. Aquele que criou o homem, que lhe deu suas maravilhosas faculdades físicas, mentais e espirituais, não recusará aquilo que é necessário para manter a vida por Ele dada" (A Ciência do Bom Viver, p. 199).
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LIDANDO COM A MORTE

(por Marcio)

"EU SOU A RESSURREIÇÃO e a vida. AQUELE QUE CRÊ EM MIM, AINDA QUE MORRA, VIVERÁ". (João 11:25)

A morte é o inimigo em comum de todas as pessoas, de todos os lugares, de todos os tempos. E foi no começo do ano de 2004, que senti pela primeira vez o que é perder alguém que se ama com todas as suas forças para este cruel inimigo; provavelmente você também já tenha sentido algo assim.

Apesar de já saber o que ouviria das pessoas, muitas foram as dúvidas naquele momento. Me interroguei profundamente, porque até então, só havia me interessado superficialmente pelo assunto. Naquele momento, muitos eram as sensações, os sentimentos, as perguntas, o vazio. Jamais ouvira qualquer instrução sólida sobre o assunto, portanto, muitas das coisas que também acreditava, ouvi naquele momento as pessoas repetindo: "Não fique assim, ela está aqui entre nós". Outros exclamavam: "Ela agora está em um plano mais avançado, e em breve reencarnará como outra pessoa neste estágio evolutivo de sua 'alma'". Outros ainda afirmavam categoricamente: "Ela está bem melhor agora, pois já está no céu".

Como disse, estas mesmas foram as expressões que por muitas vezes usei em situações semelhantes. São conceitos interessantes, que geralmente adquirimos por tradição familiar ou por alguma das tantas filosofias que o mundo ensina sem ao menos nos darmos conta. E isto é um direito, cada um crê naquilo que quiser, mas como sempre confiei muito em Deus, algum tempo depois, resolvi recorrer ao Livro dos livros e me deparei com este versículo: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol (sepultura), para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Ecles 9:5-6,10).

A Bíblia ensina que a morte é um estado de total inconsciência. Cristo a compara com um SONO (João 11:11-14). Na verdade no livro todo, podemos encontrar a morte sendo comparada com o sono por 54 vezes. Por isso entendi, que os mortos não sabem de coisa alguma, estão num sono profundo de completa paz, na sepultura; não podem se comunicar conosco e muito menos estar entre nós, porque por lá permanecerão até a segunda vinda de Jesus. Portanto, como ela poderia estar conosco no dia do seu enterro? Como ela poderia "reencarnar" se esta palavra sequer aparece em toda a Bíblia, e de acordo com Hb 9:27 "... aos homens está ordenado morrerem uma vez..."? Além disso, como poderia estar no céu se Jesus diz que voltará para ressuscitar os mortos (I Cor 15:51-53)? Entende? Se os mortos já estão no céu, Ele virá para ressuscitar quem?

Tenho certeza que este é um assunto que interessa a todos e muito complexo para ser esclarecido neste pequeno texto. Mas uma coisa é certa: da aflição, veio o conforto; da dúvida, a esperança; e aquela que foi um dia tragada pela morte, será certamente trazida de volta por ocasião do retorno do Mestre. "Eu os remirei do poder do Seol (sepultura), e os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó Seol (sepultura), a tua destruição? A compaixão está escondida de meus olhos.” (Oséias 13:14).

Você também já perdeu alguém que muito amava? Ela um dia poderá estar esperando por você, na "nuvem do reencontro", para subirem juntos... tenha esperança, agarre esta promessa; seja fiel ao Mestre!

REFLEXÃO: "Não queremos que vocês sejam ignorantes quanto AOS QUE DORMEM, PARA QUE NÃO SE ENTRISTEÇAM COMO OS OUTROS QUE NÃO TÊM ESPERANÇA... Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, E OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO. Depois NÓS, OS QUE ESTIVERMOS VIVOS, SEREMOS ARREBATADOS COM ELES nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. CONSOLEM-SE UNS AOS OUTROS COM ESSAS PALAVRAS". (I Tess. 4:13, 16-18).
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