Mostrando postagens com marcador Reforma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reforma. Mostrar todas as postagens

Comentários Lição 12 - Reforma: Curando Relacionamentos Quebrados (Prof César Pagani)

14 a 21 de Setembro de 2013

Verso para Memorizar

“Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.” (Rm 5:10)

César L. Pagani
            É inevitável que aconteçam, por vezes, alguns conflitos no seio da igreja. Seres humanos imperfeitos são passíveis de certas hostilidades. Nem mesmo os santos homens da igreja primitiva escaparam dessa atitude. Veja, por exemplo, a contenda entre Paulo e Barnabé por causa de João Marcos. Lembre-se também da reação irada dos discípulos de Jesus quando a mãe de Tiago e João foi pedir “cargos” governamentais para os filhos. Em Atos temos a querela entre cristãos gregos e cristãos judeus por causa da distribuição de alimento às suas viúvas.  Filemon e Onésimo, patrão e servo, contenderam acremente. Cristãos fariseus contenderam com cristãos gentios por causa da obrigatoriedade da circuncisão aos novos conversos.
            Na história de nossa igreja temos as disputas entre o presidente da Associação Geral, George Butler, seu secretário, Uriah Smith, versus Ellet Waggoner e Alonzo Jones, isso sem contar os partidários de cada lado.
            O que se precisa evitar é a continuidade dos enfrentamentos. A concórdia e o perdão são sempre os melhores rumos. Seguidores de Cristo precisam ser conciliáveis.
 A lição desta semana explora os princípios e procedimentos que promovem a unidade e criam ambiente para o reavivamento e a reforma. 

DOMINGO
 Da ruptura à amizade    
             A dissensão entre Paulo e Barnabé não foi de pequena monta. O texto de At 15:39 fala em termos de “tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro”. Aqueles que haviam sido tão unidos na obra do Senhor acabaram perdendo de certa forma o controle e resolveram separar-se por causa de Marcos que, numa precipitação juvenil por causa das agruras que a vida de missionários produzia, resolveu abandonar a obra e trair a confiança de Paulo.
            Convenhamos que a posição de Paulo parece inflexível. Ele, naquele momento, não queria dar segunda chance ao jovem. Paulo era extremamente zeloso e não admitia que a obra de Deus fosse prejudicada pela veleidade do moço. Barnabé, seu tio, via os erros de Marcos de uma forma mais paternal e achava que a anterior defecção deveria ser perdoada com amor.
            “Barnabé estava pronto a ir com Paulo, mas desejava que tomassem a Marcos, o qual se decidira de novo a devotar-se ao ministério. Paulo fez objeção a isto. Parecia-lhe ‘razoável que não tomassem consigo aquele que’ durante sua primeira viagem missionária tinha-os deixado em tempo de necessidade. Ele não estava inclinado a desculpar a fraqueza de Marcos em desertar da obra pela segurança e conforto do lar. Insistia que alguém de tão pouca fibra não estava habilitado para uma obra que requeria paciência, altruísmo, bravura, devoção, fé e disposição para sacrificar, se necessário, a própria vida. Tão forte foi a contenda, que Paulo e Barnabé se separaram, seguindo este suas convicções e tomando consigo a Marcos. ‘Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos, à graça de Deus.’ At 15:38-40.” Atos dos Apóstolos, 202.  
            Porém, mais tarde, Paulo mostra que não nutria ressentimentos. Ele recomendou o jovem Marcos (mais tarde o escritor sagrado do evangelho que leva seu nome) aos irmãos da igreja de Colossos e fez boas recomendações a seu respeito (Cl 4:10). O apóstolo considerava Marcos agora como um de seus fiéis cooperadores juntamente com Aristarco e Jesus, apelidado o Justo.
            Escrevendo a Timóteo, Paulo ordenou que ao se encontrar com ele Timóteo trouxesse Marcos, dizendo que o considerava “muito útil para o ministério”. Reatava-se a amizade cristã anterior e o “pecado” de Marcos foi perdoado e relevado. Esse é o princípio cristão de perdoar sempre e procurar a recuperação do faltoso. 
            A reconversão de Marcos – “Desde os primeiros anos de sua profissão de fé, a experiência cristã de Marcos tinha-se aprofundado. Ao estudar mais acuradamente a vida e a morte de Cristo, tinha ele obtido mais clara visão da missão do Salvador, Suas provas e conflitos. Lendo nas cicatrizes das mãos e pés de Cristo as marcas de Seu serviço pela humanidade, e até aonde leva a abnegação para salvar os perdidos e prestes a perecer, Marcos se dispusera a seguir o Mestre na senda do sacrifício. Agora, partilhando a sorte de Paulo, o prisioneiro, ele compreendeu melhor que nunca, que é infinito ganho ganhar a Cristo, e infinita perda ganhar o mundo e perder a alma por cuja redenção foi o sangue de Cristo derramado. Em face de severa adversidade e prova, Marcos continuou firme, um sábio e amado auxiliar do apóstolo.” Atos dos Apóstolos, 440.  

SEGUNDA
            Na epístola a Filemon não há qualquer menção do motivo de Onésimo haver fugido da casa de seu amo.  Quem sabe fosse repreendido por ser madraço ou preguiçoso, indolente, não se desempenhando bem das tarefas que lhe eram ordenadas. Ellen White diz que Onésimo havia roubado Filemon e fugido. Então, insurgiu-se contra Filemon e fugiu para abrigar-se sob a proteção do apóstolo Paulo.
            Certamente isso constituíra um prejuízo para Filemon, que contava com os serviços de Onésimo.
            Paulo recebeu Onésimo, mas não lhe garantiu permanência consigo, porque isso não era lícito pelas leis romanas. O escravo era propriedade plena de seu amo e quem o protegesse constituía-se em apropriador de bem alheio, estando sujeito às penas da lei. 
            Tanto Filemon quanto Onésimo eram frutos do trabalho missionário de Paulo. Ele os amava intensamente e queria que tudo chegasse a bom termo.
            Notemos que a intercessão de Paulo junto a Filemon contém autoridade para ordenar e respeito para solicitar. Ele solicita que Filemon, como líder da igreja que estava em sua casa e pastor dos crentes que lá congregavam, receba Onésimo não mais na condição de escravo, para reencaixá-lo no mesmo regime que antes, mas como “irmão caríssimo” perdoado de todas as suas faltas.
            Paulo pediu que, em consideração a ele próprio, Filemon recebesse Onésimo sem hostilidades e sem exercitar seus direitos legais de senhor. O apóstolo até se oferece para pagar eventuais prejuízos que Filemon houvesse sofrido pela fuga do escravo.
            O apelo do apóstolo foi tão tocante que, temos certeza, Filemon seguiu à risca seus conselhos e recebeu Onésimo. O restabelecimento da concórdia foi de grande conforto ao coração do sofrido mensageiro de Cristo.
            “Entre os que deram o coração a Deus por intermédio do trabalho de Paulo em Roma, estava Onésimo, escravo pagão que havia lesado a seu senhor, Filemom, crente cristão de Colosso, e havia escapado para Roma. Na bondade de seu coração, Paulo procurou aliviar a pobreza e angústia do desventurado fugitivo, e em seguida procurou derramar a luz da verdade em sua mente obscurecida. Onésimo ouviu as palavras da vida, confessou seus pecados e foi convertido à fé em Cristo. 
            “Onésimo tornou-se caro a Paulo por sua piedade e sinceridade, não menos que por seu terno cuidado pelo conforto do apóstolo, e seu zelo em promover a obra do evangelho. Paulo viu nele traços de caráter que poderiam torná-lo útil auxiliar no labor missionário, e aconselhou-o a retornar sem delonga a Filemom, suplicar-lhe perdão, e fazer planos para o futuro. O apóstolo prometeu responsabilizar-se pela soma de que Filemom havia sido roubado. Estando pronto para despachar a Tito com cartas para várias igrejas na Ásia menor, enviou com ele Onésimo. Era uma severa prova esta para o servo, apresentar-se ao senhor a quem havia lesado, mas havia sido convertido de verdade, e não se furtou a este dever. 
“Paulo tornou Onésimo portador de uma carta a Filemom, na qual, com seu usual tato e bondade, o apóstolo pleiteava a causa do servo arrependido, e manifestava o desejo de retê-lo para seu serviço no futuro...
“Quão apropriadamente isto ilustra o amor de Cristo pelo pecador arrependido! O servo que defraudara a seu senhor não tinha com que fazer a restituição. O pecador que tem roubado a Deus de anos de serviço não tem meios de cancelar o débito. Jesus Se interpõe entre o pecador e Deus, dizendo: Eu pagarei o débito. Poupa o pecador; Eu sofrerei em seu lugar.” Atos dos Apóstolos, 456, 458.  

TERÇA

             A igreja de Corinto era um celeiro de problemas espirituais. Dissensões por motivos políticos internos, imaturidade espiritual, ciúmes, disputas, rixas, preferências pastorais, imoralidade, desunião...
            Como é que uma igreja assim poderia ser representante de Jesus no mundo greco-romano?
            Jesus veemente e constantemente recomendara que eles fossem unidos a Ele como Ele era unido ao Pai. Nosso Salvador queria formar uma unidade contínua entre família terrena e família celeste. Ensinou que aquele que quisesse ser o maior na igreja, fosse seu maior servidor. O próprio Paulo se apresenta na epístola como um servo de Cristo.
            Apolo, pastor substituto de Paulo para cuidar da igreja de Corinto, ficou tão desanimado com as dissensões e divisões internas, mesmo com as preferências demonstradas pela sua pessoa, que deixou a cidade e jamais voltou a trabalhar lá, a despeito de reiterados convites de Paulo.  
             “Dentre os mais sérios males que se haviam desenvolvido entre os crentes coríntios, estava o de haverem retornado a muitos degradantes costumes do paganismo. A apostasia de um converso tinha sido tal que sua atitude   de licenciosidade constituía uma violação até do mais baixo padrão de moralidade adotado pelo mundo gentio. O apóstolo insta com a igreja para que afaste de seu seio ‘o que cometeu tal ação’. ‘Não sabeis’, admoestou ele, ‘que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento.’ 1Co 5:6 e 7. 
“Outro grave mal que havia na igreja era o de ir um irmão contra outro perante tribunais. Haviam sido tomadas suficientes medidas para a solução de dificuldades entre crentes. O próprio Cristo havia dado claras instruções sobre a maneira de solucionar tais questões. ‘Ora, se teu irmão pecar contra ti’, aconselhara o Salvador, ‘vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir ganhaste a teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar à igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu.’ Mt 18:15-18. 
“Satanás está constantemente procurando introduzir desconfiança, alienação e malícia entre o povo de Deus. Somos muitas vezes tentados a sentir que nossos direitos estão sendo usurpados mesmo quando não há causa real para tais sentimentos. Aqueles cujo amor por si mesmos é mais forte que por Cristo e Sua causa, colocarão seus próprios interesses em primeiro lugar, e valer-se-ão de quase qualquer expediente a fim de guardá-los e mantê-los. Mesmo muitos que parecem ser cristãos conscienciosos são, pelo orgulho e estima própria, impedidos de ir particularmente àquele a quem consideram em erro, a fim de falar-lhe no espírito de Cristo e juntos orarem um pelo outro. Quando se consideram ofendidos pelo irmão, alguns vão até aos tribunais, em vez de seguirem a regra dada pelo Salvador.” Atos dos Apóstolos, 303 a 305.
Qual foi a solução proposta Paulo para colocar a igreja nos eixos? União, recepção e exercício dos dons do Espírito, amor de uns pelos outros, tolerância cristã, trabalho conjunto na missão de Cristo, uniformidade de pensamento doutrinário, firme apego aos princípios da igreja.
O caminho para a equalização da igreja hoje passa pelos mesmos canais. Precisamos deixar de lado nossos classismos sociais e étnicos, partidos políticos locais, indiferença, impaciência, intolerância e orgulho, e rogar que Jesus nos faça um como Ele é com o Pai.  

QUARTA
Do atrito ao perdão
Há várias palavras hebraicas e gregas para o termo perdão. Sua ideia comum é libertar um ofensor da culpa de seu procedimento e restaurar a relação pessoal existente antes da ofensa. Os dois verbos mais utilizados para “perdoar” são sâ' (literalmente "erguer ou tirar a culpa e sâlaj. Também é usado o verbo kâfar, com o significado de cobrir, ocultar ou expiar. Já os verbos gregos são jarízomai (literalmente "dar com graça, como favor", "remitir, absolver ou indultar, cancelar o débito”.
Perdão e renunciar ao ressentimento e anseio de vendeta ou vingança contra quem nos ofendeu. A Bíblia ensina que há condições obtenção de perdão. Lucas 17:3 registra as palavras do Mestre: “Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.” E se ele não se arrepender? Ainda assim devemos desistir de nosso direito de retribuição e orar por ele, deixando com Deus tratá-lo como Ele julgar conveniente e justo. Foi o que Estevão fez ao ser apedrejado. Foi o que Jesus fez suspenso na cruz em face aos Seus inimigos.
O perdão incondicional de Deus foi-nos concedido quanto ainda éramos pecadores, não Lhe havíamos confessado nada e nem nos arrependido da afronta que Lhe fizemos. Isso provou o amor infinito do Senhor oferecendo Ele a Cristo na cruz. Isso, contudo, não é indulgência plenária ou perdão antecipado de todos os pecados, a despeito de nossa violação voluntária da Lei. É ato santo de justiça de Deus punir o pecado. E se o pecador se apega cega e firmemente a ele, terá de sofrer a penalidade. Deus nos perdoou antecipadamente em Cristo, mas temos de seguir as orientações dEle nos passos da confissão, arrependimento e abandono. 
“Todos os homens pecam contra Deus (Rm. 3:23) e estão condenados à morte eterna (Rm 6:23), a menos que se arrependam de seus pecados (Lc. 13:3, 5; At 3:19) e dEle obtenham perdão (1Jo 1:9), restaurando com Ele uma relação correta (Rm. 5:1). Deus não é obrigado a perdoar o pecador culpado, porém Seu caráter bondoso O impele cada vez que se deseja ou se pede perdão (Ex 34:6, 7; Lm. 3:42). O pedido de perdão deve ser feito, porém, com toda a sinceridade e com a intenção de não se aproveitar da graça livremente outorgada. Quando Deus perdoa o faz completamente e sem reservar, restaura o pecador ao mesmo estado de favor que antes desfrutava e elimina toda alienação e separação.” Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, verbete “perdão”.
O perdão deve ser amplo, sem reservas para com nossos ofensores. Lembremo-nos da parábola do credor incompassivo. É verdade que o perdão não justifica a atitude ofensiva. Ele tão somente não a revida.  Setenta vezes sete um mesmo pecado contra nós deve ser perdoado. Jesus disse que se meu irmão pecar contra mim sete vezes num só dia e vier pedir o perdão, devo perdoá-lo sob essas condições.
“É privilégio de todos os que cumprem as condições, saber por si mesmos que o perdão é oferecido amplamente para todo pecado. Abandonem a suspeita de que as promessas de Deus não se referem a vocês. Elas são para todo transgressor arrependido. Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas pelos anjos ministradores a toda alma crente.” Caminho a Cristo, 52 e 53. 
“As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e cansativas peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões; mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia.
“Diz o apóstolo: ‘Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis.’ Tg 5:16. Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que ‘como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado’, e que Se compadece ‘das nossas fraquezas’ (Hb 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniquidade.” Idem, 37.  

Do rancor para a restauração

            Rancor, ódio, raiva, ira, aversão, são a mesma coisa e, segundo o apóstolo Paulo, obras da carne (Gl 5:20) e os que o nutrem com frequência serão excluídos do reino de Deus (v. 21). O rancor pode ser gerado por vários motivos: ser alvo de desprezo, humilhações, agressões físicas ou verbais, inveja, ciúmes, ou mesmo antipatia gratuita, indiferença, segregação e daí por diante.
            Ele é um sentimento minador de forças tanto físicas quanto psíquicas, produtor de adrenalina excessiva , combatente da natureza espiritual, autodestrutivo, bloqueador de boas emoções, etc.
            Já o perdão, segundo o Dr. Fred Luskin, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford e criador do Projeto Stanford de Perdão (instituição que estuda os efeitos do perdão no ser humano ), garante que perdoar  é uma ação libertadora que permite um vivência de plenitude e saúde mental, física e espiritual. Diz Luskin que quando uma pessoa perdoa a ofensa de alguém contra si, acaba melhorando sua vitalidade geral, o apetite, a conciliação e usufruto do sono e do repouso e aumenta os níveis de energia. Até a pressão arterial se normaliza.
            Deus, por Seu maravilhoso exemplo, nos ensina a perdoar sempre, embora jamais tenha o culpado por inocente. Seu trato com os israelitas é prova do constante desejo divino de perdoar sempre.  Isso, contudo, não quer dizer enterrar a transgressão na impunidade e permitir que o faltoso continue em seu curso maldoso.
            Jesus ensinou que se meu irmão pecar contra mim, a primeira coisa a fazer não é esperar que ele me peça perdão, mas ir-lhe ao encontro e travar um conversa honesta, respeitosa e sincera, procurando persuadi-lo de seu erro. O Senhor também outorgou à parte inocente o direito de repreensão. Isto é, o inocente pode chamar a atenção do ofensor e denunciar o erro perpetrado. A vítima deve lembrar-se, antes do encontro com o culpado, de que deve orar e pedir palavras sábias para dizer-lhe. Que Deus lhe ponha um guarda à porta dos lábios para que nenhuma palavra inadequada seja dita.
            Como sempre existem pessoas turronas e a congregação de cristãos não está livre delas, se o ofensor se fechar em seu orgulho e recusar-se a confessar seu erro e pedir perdão, o ofendido fica livre para trazer de uma a três testemunhas para que o fato se estabeleça.  Como tantas vezes o ofensor acha que estava certo em agravar o ofendido, talvez a argumentação de mais pessoas possa despertar-lhe a consciência.
            Persistindo ainda a atitude erradia, o caso deve ser levado aos líderes da igreja para exame e, quiçá, novas tentativas de persuasão, quem sabe com a intervenção do próprio pastor local.
            Agora, se o indivíduo resistir às admoestações da igreja, que é a estância final, depois de todos os recursos esgotados, o caso é até motivo para desligamento do quadro de membros.
            Mas a esperança do ofendido é que o agressor seja convencido pela bondosa e perdoadora atitude do primeiro. Assim, a reconciliação se proverá um poderoso lenitivo para dissipar os últimos traços de animosidade e restaurar uma amizade até mais robusta do que antes.

            Uma coisa é certa: a atitude de perdão deve sempre remanescer no coração da vítima, ainda que a parte contrária não arrede de jeito nenhum.  Perdoar é divino.

Comentários Lição 11 - Reforma: Nova maneira de pensar (Prof. Sikberto Marks)

07 a 14 de Setembro de 2013

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com CRISTO, buscai as coisas lá do alto, onde CRISTO vive, assentado à direita de DEUS. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra” (Col. 3:1 e 2).

Introdução de sábado à tarde
Nesta semana o estudo foca nos pensamentos. Depende de como alimentamos a mente, ela concordará em ser transformada pelo poder de DEUS, ou resistirá. Se a mente estiver habituada a apreciar as coisas da Terra, desse presente século, ela não terá satisfação em DEUS, nem em ser por Ele transformada. Mas se a mente se deter nas coisas relacionadas com DEUS, então a mente sentirá desejo de ser transformada, e o ser inteiro com isso se beneficiará.
A reforma é realizada pelo ESPÍRITO SANTO. “Um pregador pode estar lidando com coisas sagradas e santas e, não obstante, não ser puro de coração. Pode ele entregar-se a Satanás para praticar o mal e corromper a mente e o corpo de seu rebanho. Não obstante, se a mente das senhoras e moças que professam amar e temer a Deus for fortalecida pelo Espírito Santo; se tiverem exercitado a mente na pureza de pensamento, e se educaram-na a evitar toda aparência do mal, estarão livres de quaisquer propostas impróprias, e protegidas contra a corrupção que prevalece ao seu redor. Escreveu o apóstolo Paulo com referência a si mesmo: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” I Cor. 9:27” (Conselhos Sobre Saúde, 571).
“Precisamos da influência amenizadora, subjugadora, purificadora do Espírito Santo para nos moldar o caráter, e levar todo o pensamento em cativeiro a Cristo. É o Espírito Santo que nos habilitará a vencer, que nos levará a assentar-nos aos pés de Jesus, como Maria, e aprender Sua mansidão e humildade de coração. Precisamos todas as horas de nossa vida ser santificados pelo Espírito Santo, para não cairmos nas ciladas do inimigo, e ser nossa alma posta em perigo” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 223).

  1. 1.      Primeiro dia: A importância da mente
Somos transformados pelo que contemplamos. Pensamentos formam hábitos, e estes servem para governar nossa mente. Somos governados pelos hábitos assim como o computador é governado pelos programas. “Nossa mente toma o nível das coisas em que os pensamentos se demoram, e se pensarmos em coisas terrenas, deixamos de receber impressão das coisas celestiais. Seríamos grandemente beneficiados pela contemplação da misericórdia, bondade e amor de Deus; no entanto permitimos grande prejuízo por nos determos nas coisas terrenas e temporais. Ainda que nos achemos numa atmosfera maculada e corrupta, não lhe somos forçados a respirar os miasmas, mas podemos viver no puro ambiente do Céu. Podemos cerrar todas as portas a imaginações impuras e pensamentos profanos, erguendo nossa alma à presença de Deus por meio de sincera oração” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, MM 1959, 222). “Um mau pensamento deixa uma impressão má no espírito. Se os pensamentos são puros e santos, o homem se torna melhor por havê-los nutrido.” (Mensagens aos Jovens, 144). “Qualquer ato de alguém, seja bom ou mau, não forma o caráter. Mas os pensamentos e sentimentos acariciados preparam o caminho para atos e feitos da mesma espécie” (Orientação da Criança, 199).
A reforma de nosso corpo, por inteiro, depende do que mudar em nossa mente. “Os que andam e falam com Deus, praticam a afabilidade de Cristo. Em sua vida, a paciência, mansidão e domínio próprio se unem ao santo fervor e diligência. À medida que caminham rumo do Céu, desgastam-se as arestas agudas e ásperas do caráter, e vê-se a piedade. O Espírito Santo, pleno de graça e poder, atua sobre a mente e o coração” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 283). “É a fé que atua por amor e purifica a alma; é a atmosfera de graça que circunda o crente, é o Espírito Santo atuando na mente e no coração, que o torna um cheiro de vida para vida, e faz com que Deus abençoe a Sua obra” (Conselhos Sobre Saúde, 268). “O Espírito Santo, com seu poder estimulante e vivificante, apresenta a ingratidão e falta de amor que brotaram da odiosa raiz da amargura. Elo após elo na cadeia da memória é fortalecido. O Espírito de Deus atua nas mentes humanas. Os defeitos do caráter, a negligência dos deveres, a ingratidão para com Deus, são trazidos à memória, e os pensamentos são levados cativos à obediência de Cristo” (Evangelismo, 274).
Para nos salvarmos, devemos entregar a mente a CRISTO, vigiar os pensamentos, e demorar esses pensamentos nas coisas do alto.

  1. 2.      Segunda: Filtros da mente
Nós devemos cultivar bons pensamentos. Os bons pensamentos são aqueles que estão em conformidade com as orientações bíblicas. Os maus pensamentos nos aviltam, eles são o início de atos maus. É pelo pensamento que vem as práticas reprováveis. “Todo pensamento impuro contamina a alma, enfraquece o senso moral, e tende a apagar as impressões do Espírito Santo. Diminui a visão espiritual, de modo que os homens não podem ver a Deus. O Senhor pode perdoar o arrependido pecador, e perdoa; embora perdoada, porém, a alma fica prejudicada. Toda impureza de linguagem ou de pensamento deve ser evitada por aquele que quer possuir clara percepção da verdade espiritual” (O Desejado de Todas as Nações, 302). Precisamos selecionar os pensamentos que ocupam a nossa mente. É nela que está a capacidade de tomar decisões, pela vida eterna ou para a morte eterna.
Uma pergunta interessante: seríamos capazes de ter maus pensamentos estando ao lado de JESUS? Muito improvável, não é mesmo? Pois, para nos precavermos contra os maus pensamentos a receita é ter comunhão com JESUSIsto é, orar com frequência, deter-se nEle e nos assuntos santos. “Vocês devem conservar-se afastados do terreno encantado de satanás, e não permitir que a mente se desvie da fidelidade para com DEUS. Por meio de CRISTO podem e devem ser felizes e adquirir hábitos de domínio próprio. Até seus pensamentos devem ser levados em sujeição à vontade de DEUS e seus sentimentos sob o domínio da razão e da religião” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, 310).
A paz e a sensação da presença de DEUS em nossa vida afasta os pensamentos que prejudicam nossa espiritualidade. E se a vida espiritual é prejudicada, a vida profissional, a saúde, o relacionamento, tudo o mais sofrerá e enfrentará problemas. Precisamos ter pensamentos puros. “Nosso aperfeiçoamento na pureza moral depende do reto pensar e reto agir. … Os pensamentos maus destroem a alma. O poder de Deus para converter transforma o coração, refinando e purificando os pensamentos” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 164).
Se os nossos pensamentos não forem controlados, se os permitirmos deterem-se, por exemplo, em cenas sensuais como em muitos filmes, se nas conversas nos envolvermos em assuntos reprováveis, com o tempo passaremos a gostar desses assuntos, e dificilmente teremos desejo de abandoná-los. Tornamo-nos escravos deles. Nesses casos, para superar a dependência, só mesmo o poder do ESPÍRITO SANTO. Porém, mesmo assim, nós devemos ter a vontade de abandonar maus pensamentos, e as respectivas más práticas. “A educação do coração, o domínio dos pensamentos, em cooperação com o Espírito Santo, resultarão no controle das palavras. Isso é verdadeira sabedoria, e garantirá paz de espírito, contentamento e calma. Haverá alegria na contemplação das riquezas da graça de Deus” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 164).

  1. 3.      Terça: Salvaguarda da mente
Bons pensamentos ocupam a mente durante o tempo de atenção e expulsam ou impedem os maus pensamentos. A sensação da segurança de estar com JESUS traz conforto, amor, compreensão, felicidade, persistência, perseverança e faz que queiramos obedecer e cuidar da menteA única e eficaz salvaguarda da mente é estar com JESUSEstaremos com Ele enquanto nossos pensamentos estiverem de acordo com os pensamentos dEle. Não precisamos sempre estar repetindo “JESUS, JESUS, JESUS’. O que precisamos, para que estejamos com Ele, é colocar os nossos pensamentos ao lado dos pensamentos dEleIsto quer dizer, pensar como Ele pensaria em nosso lugar.
“Todos somos agentes morais livres e, como tais, devemos treinar nossos pensamentos para fluir em canais certos. A primeira tarefa daquele que deseja a reforma é purificar a imaginação. Nossas meditações devem elevar a mente. “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fil. 4:8, NVI). Aqui está um vasto campo no qual a mente pode vaguear. Se Satanás busca desviá-la para coisas rasteiras e sensuais, traga-a de volta. Quando imagens corruptas buscam tomar posse da mente, voe ao trono da graça e ore pedindo força celestial” (Comentários de EGW, para o terceiro trimestre de 2013: Reavivamento e Reforma, 77, grifo acrescentado).
Então o segredo para ter uma vida espiritual poderosa é cuidar dos pensamentos. Se tivermos bons pensamentos na mente, que é a entrada da alma, todo o corpo será sadio, e estará salvo das atrações fatais. É muito importante ler e reler o texto acima, de Ellen G. White. E o finalzinho dele nos leva ao grito de socorro quando estivermos sendo atacados, ou quando nossas fraquezas nos deixando submergir em pensamentos indevidos. Como já escrevemos anteriormente, esse grito de socorro é eficaz. Ele se resume a uma curta oração, onde quer que estejamos, pedindo força a DEUS, no exato momento em que estivermos em dificuldade. Quem fizer isso vai se surpreender o quanto algo tão simples, e de nenhum custo pode resolver nossos problemas e nos fortalecer contra nossas fraquezas habituais. Experimente, essa será uma verdadeira e real experiência com DEUS.

  1. 4.      Quarta: relação entre mente e corpo
Precisamos nos preparar para a segunda vinda de modo integral. Todo nosso ser precisa ser transformado. E é pelo que pensamos que esse preparo ocorre. Devemos buscar pensamentos elevados, puros, nobres, altruístas, que beneficiem os outros e que tragam felicidade a todos. “O ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que pode alcançar o pensamento humano. “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.” Mat. 5:48, RC. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder de Satanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar” (O Desejado de Todas as Nações, 311).
“A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Tess. 5:23). Outra vez escreve ele aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” Rom. 12:1” (O Grande Conflito, 473).
Uma mente saudável requer um corpo saudável. Devemos cuidar o que comemos e bebemos, do asseio, da proteção do corpo, dos hábitos, etc., para termos um corpo saudável, e assim cultivarmos a mente pura. “A relação existente entre a mente e o corpo é muito íntima. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte” (A Ciência do Bom Viver, 241).
“Quando os homens que têm condescendido com maus hábitos e práticas pecaminosas se rendem ao poder da verdade divina, a aplicação dessa verdade ao coração faz reviver as energias morais, as quais pareciam paralisadas. O recebedor possui compreensão mais forte e mais clara do que antes de haver ligado sua alma à Rocha eterna. Até sua saúde física melhora pelo senso de sua confiança em Cristo” (Conselhos Sobre Saúde, 28).
Esse é o grande apelo, cuidemos do corpo para que a mente possa ter pensamentos nobres e elevados. Esse é o nosso grande desafio. E DEUS está interessado em nos ajudar nesse sentido.

  1. 5.      Quinta: Imagens de influência
DEUS quer que sejamos exemplos, luz para as pessoas que vivem na escuridão. Muitos que vivem na escuridão ainda assim acham que a vida está boa. Devemos ser um pequeno grupo a mostrar ao mundo o que é a vida superior, mais saudável e mais feliz. Num salão escuro, por exemplo, basta uma fonte de luz para iluminar uma multidão. É assim que deve ser o povo de DEUS.
Aqui os filhos estão matando os pais, e os pais abusando ou matando os filhos, e homens matando a esposa. Adolescentes contrariados se matam. Homens estupram mulheres e depois as matam friamente. E há muita corrupção. Empresas enganam seus clientes, restaurantes chiques vendem alimento com prazo vencido. Este mundo necessita de uma lição de vida correta. E o exemplo positivo desse tipo de vida DEUS espera de seu povo.
“Neste mundo devemos brilhar em boas obras. O Senhor requer que Seu povo… reflita a luz do caráter de Deus, do amor divino, como Cristo a refletiu. Olhando para Jesus, nossa vida toda rebrilhará com aquela luz maravilhosa. Cada partícula de nós deve ser luz; então, para qualquer lado que nos volvamos, de nós se refletirá luz aos outros. Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Nele não há trevas, absolutamente; portanto, se estivermos em Cristo, não haverá trevas em nós” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 281).
“O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural” (Patriarcas e Profetas, 133 e 134).
A tarefa de um verdadeiro cristão é difícil. Ele deve ser uma fonte de pureza em meio ao lixo de banalidades que este mundo está se tornando. Parece difícil, mas assim como o lírio abre suas flores brancas como a neve de dentro do charco, assim devemos ser limpos de consciência e puros de atos em meio a uma sociedade degenerada pela maldade. A situação do mundo é bem curiosa, a ciência desenvolveu-se e há muitos recursos, porém, a qualidade de vida se reduziu, a insegurança aumentou e a imoralidade tomou conta. Cada vez mais vale a lei da força bruta e do desejo desenfreado. Mesmo que não faça grande efeito, mesmo que não sejam transformadas multidões, os cristãos jamais devem desistir de serem os representantes da pureza de DEUS nesta Terra, pois assim ao menos alguns serão atraídos para a vida superior, e também se salvarão.

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
Esta lição enfatiza nos pensamentos, em que tipo de pensamento nos demoramos mais.Se nosso hábito é pensar nas coisas do alto, teremos pensamentos relacionados com nossa salvação. Então facilmente seremos transformados por DEUS. Mas se nossos pensamentos se demoram nos atrativos do mundo, por exemplo, novelas, filmes impróprios a cidadãos celestes, etc., então nem mesmo há como sermos transformados. Na lição passada aprendemos que devemos colaborar com as mudanças que o ESPÍRITO SANTO quer fazer em nossa vida. Uma dessas colaborações é pensar nas coisas que nos aproximam de DEUS, não naquelas que nos afastam dEle.
  • Quais os tópicos relevantes?
Os nossos pensamentos devem ser governados pelos princípios bíblicos, dentre os quais, o principal é o amor. Esses princípios gerarão hábitos que funcionam nas mentes como os programas para os computadores. Eles definem o que é positivo e o que devemos evitar. Então, como que por um processo automático, obedeceremos por natureza, não por obrigação.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
_________________________________________________________________

b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
Devemos todos os dias submeter nossa mente ao poder do ESPÍRITO SANTO. Ele nos transformará nos moldando para cada vez sermos mais parecidos com JESUS, com nosso Criador. É por meio dos pensamentos que somos transformados. É assim que somos libertos da escravidão de satanás. Completada a transformação, obedeceremos a DEUS naturalmente.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
_________________________________________________________________

c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Cada dia dedicar mais tempo a JESUS, por meio da oração, da leitura, das conversas, dos pensamentos e meditação, etc.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
_________________________________________________________________________

d)     Comentário de Ellen G. White (grifos acrescentados)
“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada” (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 50).

e)      Conclusão geral
A mudança de todo o corpo depende da mudança que ocorre na mente. É a mente que governa o corpo. Se a mente for governada por bons princípios, todo o corpo será beneficiado.
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
_________________________________________________________________

Assista o comentário clicando aqui.
Vídeos sobre   capítulos proféticos da Bíblia, em linguagem simples
Daniel 2Daniel 3Daniel 7Daniel   8Daniel 9Daniel 12Apoc. 12
Apoc. 13 1ªpApoc. 13 2ªpApoc. 14Apoc.   15 e 16Os   chifresApoc.   17Apoc.   18

Comentários Lição 11 - Reforma: Nova maneira de pensar (Prof. César Pagani)

07 a 14 de Setembro de 2013

Verso para Memorizar

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.” (Cl 3:1,2)

César L. Pagani
            “Satanás exulta ao ver a família humana mergulhando mais e mais profunda-mente no sofrimento e na miséria. Ele sabe que as pessoas que têm hábitos errôneos e corpo doente, não podem servir a Deus tão resoluta, perseverante e puramente como se fossem sãos. Um corpo doente afeta o cérebro. Com a mente servimos ao Senhor. A cabeça é a capital do corpo... Satanás triunfa na obra danosa que faz mediante o levar a família humana a condescender com hábitos que os destroem, e uns aos outros; pois por esse meio está ele roubando a Deus o serviço que Lhe é devido.” Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 146. 
            O Dr. Neil Nedley, cientista norte-americano, escreveu em seu livro Uma Prova Positiva: “Nossas práticas diárias de vida podem afetar o temperamento, as emoções e o comportamento. A parte frontal do cérebro pode ser expandida ou comprometida por nossas escolhas habituais.” 
           
DOMINGO
 A importância da mente
“A mente controla o homem todo. Todas as nossas ações, boas ou más, têm sua origem na mente. É a mente que adora a Deus e nos põe em contato com os seres celestiais. No entanto, muitos passam a vida toda sem se tornar entendidos quanto ao escrínio que contém esse tesouro.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 426.
Ainda o Dr. Nedley, falando sobre a importância do lobo frontal, onde se acha instalada a mente, afirma: “ [...] Estudos demonstram o papel vital do lobo frontal na determinação de nosso caráter. Um lobo frontal com distúrbio resulta num caráter danificado. Autocontrole, probidade, confiança, aprendizado sério, raciocínio abstrato e relacionamentos interpessoais, são todos funções complexas que dependem de um lobo frontal bem ajustado e funcionando perfeitamente. Um agravo acidental ou cirurgicamente planejado do lobo frontal tipificado em nossos estudos de casos é uma coisa, mas o que dizer de danos inconscientes resultantes de um estilo de vida não saudável.?” Obra citada, capítulo O Lobo Frontal: A Coroa do Cérebro, inserido na apostila do mesmo nome à p. 7.
            O apóstolo Paulo dá uma receita infalível de como alimentar espiritualmente o lobo frontal e, por conseguinte, a mente: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4:8)
            O filósofo Schopenhauer escreveu sobre as pessoas pensantes: “Os pensadores podem ser divididos em os que primeiro pensam para si mesmos e os que ao mesmo tempo pensam para os outros.” Sobre a Leitura e Livros.  Se você tem de pensar para si mesmo, precisa de parâmetros de pensamento para selecionar os que vão ocupar sua mente e os que devem ser descartados. Não há maior e melhor padrão de pensamento do que aquele ensinado na Palavra de Deus.
            Nela encontramos a revelação divina em todo o AT através de visões, sonhos, comunicações, ilustrações. Ali temos mandamentos, estatutos, juízos, razões, ensinos, valores éticos, morais e espirituais e tudo o que precisamos para a formação de um caráter requerido pelo Céu.   “A leitura limpa e sã será para o espírito o que é para o corpo o alimento saudável. Haveis de tornar-vos assim mais fortes para resistir à tentação, formar bons hábitos, e proceder segundo os retos princípios.” Review and Herald, 26 de dezembro de 1882. 
            Há uma importante conduta recomendada pela Palavra, que é a prática da contemplação modeladora, transformadora. Paulo escreve: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2Co 3:18)
             “Muitos há que, detendo-se demasiadamente na teoria, têm perdido de vista o poder vivo do exemplo do Salvador. Deixaram de vê-Lo como o humilde e abnegado obreiro. O que eles necessitam é contemplar a Jesus. Necessitamos diariamente uma nova revelação de Sua presença. Cumpre-nos seguir-Lhe mais de perto o exemplo de renúncia e sacrifício.” A Ciência do Bom Viver, 457.
            “Os que estão consagrados ao serviço do Mestre necessitam de uma experiência mais alta, profunda e ampla, que muitos nem sequer pensam ter. Muitas pessoas que são já membros da grande família de Deus pouco sabem do que quer dizer contemplar Sua glória, e ser mudadas de glória em glória. Muitos possuem uma vaga percepção da excelência de Cristo e, contudo, seu coração palpita de alegria. Anseiam por um mais completo e profundo sentimento do amor do Salvador. Que eles nutram todas as aspirações da alma para Deus. O Espírito Santo trabalha aqueles que desejam ser trabalhados, molda os que desejam ser moldados, cinzela os que desejam ser cinzelados. Obtende por vós mesmos a cultura de pensamentos espirituais e santas comunhões. Não vistes ainda senão os primeiros raios do despontar da aurora de Sua glória.” Idem, 503.

SEGUNDA
            A mente é a capital do corpo.” Testimonies, vol. 3, p. 136.  “Todos devem sentir a necessidade de manter a natureza moral estimulada por constante vigilância. Quais fiéis sentinelas devem eles guardar a cidadela da alma, sem jamais achar que podem relaxar sua vigilância por um momento sequer.” Conselhos Sobre Saúde, p. 411. 
            O homem se comunica com seu exterior através dos cinco sentidos. O interior do homem recebe  influências más (em seu montante) e boas (bem poucas há) de seu ambiente externo também pelos canais dos sentidos. Há influências que ele pode enfrentar  se se mantiver vigilante e sob o controle do Espírito. Há outras sobre as quais não tem nenhum controle de mudança, porém, caso se prepare espiritualmente reunirá condições de resisti-las.
            Para resistir à cobiça sensual Jó adotava o seguinte critério: “Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” (Jó 31:1) E parece que essa não foi a atitude de Davi no caso de Bate-Seba. Sansão, idem. Jesus ensinou: “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas.” (Lc 11:34)
            Mas ainda temos de pensar  nos outros canais sensoriais: audição, olfato, tato e paladar.  As astúcias da prostituta citada por Salomão em Provérbios 7:17, 18, usou o canal das sensações olfativas para seduzir o pobre moço que por ela se atraíra: “Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.”
         O paladar também pode ser uma arapuca se não controlado por princípios. Intemperanças entorpecem a mente e a tornam incapaz de discernir os valores espirituais e morais. Glutonarias e bebedices são obras da carne e Satanás se vale delas para afastar os homens de Deus. Foi esse pecado que atraiu sobre os israelitas recém-saídos do Egito a ira do Senhor: “Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.” (Ex 16:3)  A intemperança jaz à base da depravação moral do mundo. Pela satisfação do apetite pervertido, perde o homem seu poder de resistir à tentação.” A Ciência do Bom Viver, 335.
            Até o tato pode servir de cilada se não controlado: “Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e Eu vos receberei...” (2Co 6:17)
            Paulo estabelece o critério de abastecimento da mente cristã: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4:8)
            “Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir. ‘Cingindo os lombos do vosso entendimento’, diz o apóstolo Pedro, ‘sede sóbrios, ... não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.’ 1Pe 1:13-15. Diz Paulo: ‘Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.’ Fp 4:8. Isto exigirá oração fervorosa e incessante vigiar. Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habituá-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas. E devemos fazer estudo diligente da Palavra de Deus. ‘Como purificará o mancebo o seu caminho? observando-o conforme a Tua Palavra.’ ‘Escondi a Tua Palavra no meu coração’, diz o salmista, ‘para eu não pecar contra Ti.’ Sl 119:9-11.” Patriarcas e Profetas, 480.  

TERÇA

                 Visto estar nossa mente exposta a tudo o que contraria um viver espiritualmente próspero, como podemos escudá-la das influências do mundo?
            “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fp 4:7) Paz com Deus refere-se ao resultado da aliança feita no sangue de Cristo, a qual coloca o pecador em perfeita consonância com a Lei de Deus e a justiça, resgatando-o da pena da transgressão e pondo-o no terreno da graça restauradora.  Romanos 5:1 afirma: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
            Já a paz de Deus diz respeito a um estado pacífico de coração e mente criado pelas consolações do Espírito Santo, produzindo supressão da ansiedade, da perplexidade,   ações de graças, santificação dos pensamentos,  contentamento real em todas as circunstâncias e plena confiança no poder de Deus . Essas condições elevadas trazem ao coração do crente  tranquilidade ímpar. Esse estado é tão prazeroso que praticamente exclui a outra condição mental produzido pelos prazeres mundanos.
            Paulo  diz que o crente é um soldado envolvido em cruenta batalha. Ora, se é soldado, precisa estar equipado para a guerra. A armadura de Deus, segundo descrita pelo apóstolo, é composta de alguns elementos protetores: capacete (da salvação), couraça (da justiça), escudo (da fé). A experiência da salvação, a justiça perfeita de Cristo Jesus e a fé que Ele exemplificou constituir-se-ão seguros baluartes da integridade cristã.
            Ellen White, certa vez, desfrutou a doce paz de Deus em sua experiência cristã. Em seu testemunho ela diz: Durante seis meses, nenhuma sombra me nublou o espírito, tampouco negligenciei um dever sequer que conhecesse. Todo o meu esforço visava a fazer a vontade de Deus, e conservar Jesus e o Céu continuamente em vista. Estava surpresa e extasiada com as claras perspectivas que agora a mim se apresentavam do sacrifício expiatório e da obra de Cristo. Não mais tentei explicar minhas lucubrações de espírito; basta dizer que as coisas velhas haviam passado, e todas se tornaram novas. Não havia uma nuvem para empanar minha perfeita ventura. Eu aspirava contar a história do amor de Jesus, mas não sentia disposição para entreter conversação vulgar com qualquer pessoa. Meu coração estava tão cheio de amor a Deus e daquela ‘paz... que excede todo o entendimento’ (Fp 4:7) que eu me comprazia em meditar e orar.” Vida e Ensinos, 32.  

QUARTA
Relação entre mente e corpo
            Faz-se necessário inicialmente definir biblicamente os vocábulos corpo, mente e espírito, porquanto muita confusão e heresias têm surgido do entendimento equivocado dessas palavras.
            Bacchiocchi esclarece em seu estudo titulado A Alma Humana (1999): “Na Bíblia ‘alma’ é o princípio animador da vida que tanto homens como animais apresentam. O termo hebraico para ‘alma” em o Antigo Testamento é nephesh. Ele ocorre 754 vezes e é traduzido de 45 maneiras diferentes.”
            Pode referir-se ao ato de respirar, ao alento, à vida, à criatura vivente, à pessoa, sentimentos, afeições, emoções, etc. Algumas vezes nephesh refere-se a pronomes pessoais. O Dr. Adam Clarke diz que nephesh “é um termo genérico para expressar todas as criaturas possuidoras de vida animal, em qualquer de suas infinitamente variadas graduações, desde o semirracional elefante até ao estúpido potó, ou ainda mais baixa, ao pólipo, que parece participar igualmente da vida vegetal e animal.
            Corpo é a unidade física, a vida biológica, a entidade material na qual sobrevivem alma e espírito, composto de substâncias químicas e animado pelo fôlego de vida divino. Quando a vida se extingue, o corpo é chamado cadáver.
            “Espírito é traduzido do hebraico ruach, que o Léxico de Gesênio define como ‘espírito’, fôlego, ar em movimento, brisa, vida, sede dos sentidos, afeições e emoções de várias espécies’, etc. A palavra ‘espírito’ no Antigo Testamento é sempre  traduzida de  ruach, exceto em Jó 26:4 e Pv 20:27, onde o original é neshamah. Ruach é a maior parte das vezes traduzido por espírito; mas muitas vezes é traduzida por vento. (Todas as vezes que se encontra esta palavra no Antigo Testamento, provém ela do original ruach.) Outras vezes a tradução verte como respiração (Sl 104:29, etc.). Outras, fôlego (Ec 3:19, etc.). Sopro (Ex 15:8, etc.). À vezes é traduzida como ira, ar, tempestade, etc.” Bible Readings for the Home Circle, pp. 497- 499.
“Há uma íntima relação entre a mente e o corpo, e, a fim de atingir-se uma elevada norma de alcance moral e intelectual, devem ser atendidas as leis que governam nosso ser físico.” Patriarcas e Profetas, p. 601. 
 “Devemos procurar preservar o pleno vigor de todas as nossas faculdades, para a realização da obra que está diante de nós. Tudo que abate o vigor físico, enfraquece o vigor mental. Daí, toda a prática desfavorável à saúde do corpo deve ser resolutamente evitada.” Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 380. 
 “O cérebro é a cidadela do ser. Maus hábitos físicos afetam o  cérebro, e impedem a realização daquilo que os estudantes desejam - uma boa disciplina mental. A menos que os jovens sejam versados na ciência de como cuidar do corpo assim como da mente, não serão estudantes bem-sucedidos. O estudo não é a causa principal do esgotamento das faculdades mentais. A causa principal é o regime impróprio, refeições irregulares, falta de exercício físico, e desatenção às leis da saúde em outros sentidos. Quando fazemos tudo que podemos para conservar a saúde, podemos então com fé, rogar a Deus que abençoe nossos esforços.” Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pp. 268 e 269. 

Imagens de influência
            Aulete descreve influência como: “Ação de uma pessoa ou de uma coisa sobre outra.”
No texto em estudo, Jesus usou duas imagens de influência: sal e luz. Paulo fala de “carta escrita... conhecida e lida por todos os homens” ao mundo (2Co 3:2). Salomão usa a imagem de uma fonte borbulhante de vida ao referir-se a alguém que ensina com sabedoria (Pv. !3:14)
            Nosso Senhor referiu-Se a Si mesmo como luz do mundo e também usou a mesma imagem para falar de Seus servos.  Ele dizia ser o Pão da Vida, o Caminho, a Porta das Ovelhas... Eram imagens de Sua influência santa no mundo.
            Podem cristãos não reavivados, não reformados, serem o sal da Terra e a luz do mundo? Não! Porém, a recíproca é positiva. Lembremo-nos da influência espetacular e duradoura até hoje do apóstolo Paulo.  Você estuda suas epístolas durante anos e está sempre aprendendo.  Até o nome de nossa cidade é em sua homenagem. Que dizer de William Miller, o precursor da igreja remanescente? Aquele fazendeiro humilde e bom pai de família que descobriu a maior profecia de todos os tempos: as 2.300 tardes e manhãs, que nos guiou à distintiva doutrina do santuário.
            Mas o foco do estudo de hoje é a influência de cristãos reavivados e reformados. Quantas almas estarão na vida eterna por causa da vida dessa gente?
“A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais convincente sermão que se pode fazer em prol do cristianismo. O argumento, mesmo quando seja irrespondível, pode só provocar oposição; mas o exemplo piedoso tem um poder a que é impossível resistir completamente.” AA, 511. 
“Você é propriedade do Senhor tanto pela criação como pela redenção. Você pode ser uma luz em seu lar e continuamente exercer uma influência salvadora vivendo a verdade. Quando a verdade está no coração, sua influência salvadora é sentida por todos que vivem no lar. Uma responsabilidade santa repousa sobre você, e requer que mantenha a alma pura, consagrando-se inteiramente ao Senhor.” Cartas a Jovens Namorados, 25.

“A influência é um talento, e é um poder para o bem quando penetra em nosso trabalho o fogo sagrado aceso por Deus. A influência de uma vida santa tanto é sentida no lar como em toda parte. A beneficência prática, a abnegação e o sacrifício próprio que assinalam a vida de um homem exercem influência para o bem sobre aqueles com quem este se associa...” Conselhos Sobre Mordomia, 115. 
Related Posts with Thumbnails