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Papel Coadjuvante

(por David C. McCasland)

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10)

Após a morte, em 2009, de Ed McMahon, uma personalidade da televisão nos EUA, uma manchete de jornal dizia: “Quando chegou a ser o homem nº 2, ele era o nº 1. Mais conhecido por seu mandato de 30 anos como coadjuvante no programa de entrevista de Johnny Carson no final da noite, McMahon foi excelente em ajudar Carson a ser bem-sucedido no comando do programa. Enquanto a maioria dos apresentadores se esforça para estar no topo, McMahon contentava-se com um papel coadjuvante.


Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercitarmos nossos dons como membros do corpo de Cristo (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (Romanos 12:3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Ou, como J. B. Phillips traduz, “disposição para deixar o outro levar os créditos”.

Nossos dons e capacidades nos são concedidos pela graça de Deus e devem ser usados por fé (Romanos 12:3,6) no amor e serviço para Cristo – não para reconhecimento pessoal.

Que Deus nos conceda a capacidade de nos envolvermos com entusiasmo em papéis coadjuvantes para os quais Ele nos chama. A meta final é a Sua glória, não a nossa.


Pensamento: A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes, não como espectadores.

Fonte: RBC

Fiel até a morte?

“Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9)


Inquisição, Fidelidade e Morte - Uma Reflexão

(adaptado da carta da amiga Gisele Correia - 12/01/11 - República de Malta)

"Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão" (Apocalipse 12:13
)

... Ontem eu fui num lugar e eu quero repartir com vocês o que eu vi. Fui num Museu da Inquisição, na verdade não só da inquisição, mas dos crimes e punições em geral. Lá eram torturadas e mortas as pessoas que eram condenadas no tribunal, o que incluía as pessoas que eram consideradas hereges na época da inquisição. Muitos cristãos foram torturados e mortos nesse lugar. Foi estranho estar lá e saber as coisas terríveis que aconteceram bem ali, é difícil até de acreditar! Fiquei pensando quantas vidas, quantas histórias passaram por ali. Pensei que lá morreu o pai de alguém, o marido, o filho, a mãe, sei lá, gente que era amada por alguém, gente que era amada por Deus! Eu sei que não é nenhuma novidade, a gente lê isso nos livros, aprende na escola... mas estar lá, olhando aquelas celas e objetos de tortura, aquele chão, aquelas paredes e saber que foi ali que gente fiel a Deus morreu de forma cruel porque amava a Cristo e queria viver a verdade.

Fiquei pensando que essas pessoas eram verdadeiramente nobres e fortes, cheias do Espírito Santo, elas abriram mão de tudo por Cristo, foram mal vistos, odiados, humilhados, mas não se acovardaram. Deus era real pra eles, e por isso eles viam além. E que vergonha pensar que a gente muitas vezes não oferece nada a Cristo, oferece o resto do dia numa oração mais ou menos antes de dormir e às vezes abre mão dos princípios por quase nada.

E é estranho pensar que um dia (e eu creio que um dia não muito distante, para não dizer bem próximo) isso tudo vai se repetir, e ainda pior porque a Bíblia diz que se esse tempo não fosse abreviado, nenhuma carne se salvaria.

Mas olhando tudo aquilo eu creio que terrível mesmo nem é estar do lado de quem sofreu as torturas mais cruéis, mas estar no lugar de quem as cometeu. Que possamos nos preparar para estar sempre do lado certo, o lado de Cristo!

Tenho várias fotos horríveis de lá, mostrando os instrumentos de tortura, mas claro que não vou enviar isso para vocês. Estou enviando apenas a figura de um homem preso numa cela [foto], lendo a Bíblia tranquilo.

Esse mundo logo vai passar! Que Deus nos ajude a não esquecer que vivemos num grande conflito e que esse conflito está bem perto do seu final. Precisamos aproveitar esse tempo de "paz"!

Meu desejo pra vocês e pra mim é que a gente acorde, saia da apatia, que a gente sinta necessidade constante de orar, de estar com Jesus, que a gente leia a Bíblia todos os dias por mais que estejamos cansados e às vezes sem vontade, que a nossa prioridade seja Jesus! Que a gente repense nossas atitudes, se arrependa, peça perdão, volte atrás. Que nosso maior prazer seja andar com Cristo... Enfim, que sejamos cristãos de coração! Se você já vive assim, que Deus continue te abençoando ricamente.. mas se você é como eu, que vira e mexe se distrai no caminho, minha oração pra você e pra mim é que Deus nos ajude, nos acorde, nos transforme!Que Deus faça um milagre em nós!

Beijo grande,

Fiquem com Deus!

Um grande missionário - Willian Carey

“Mas Cristo é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança” (Hebreus 3:6)

Introdução

Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro.

Apesar de nascer em um lar anglicano, sua primeira identificação com a fé genuína, foi através de seu companheiro de trabalho, John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal. Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma humanidade sem um Salvador.

Em Junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Placket, da qual teve cinco filhos. No ano de 1775, foi atingido pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas no dia 5 de Outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787, foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento

Seus Primeiros Desafios

Na sua pequena oficina pendurou um mapa mundial feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos indígenas, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida. A denominação que Carey pertencia achava-se em grande decadência espiritual. Quando quis introduzir o assunto de missões numa sessão de ministros, foi repreendido pelo veneravél presidente John Ryland, que lhe disse: "Jovem assente-se. Quando Deus resolver converter os pagãos, fa-lo-á sem a sua e a minha ajuda." Mas Carey continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: "Esperai grandes coisas de Deus; praticai proezas para Deus."

Sua Chamada

O resultado foi que um grupo de doze pastores batistas, reunidos na casa da Ir. Wallis, formaram a Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de Outubro de 1792. Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico que trabalhou por vários anos em Bengali, na Índia, William Carey recebeu confirmação de sua chamada no dia 10 de Janeiro de 1793

Apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou deixar a Inglaterra. Isto muito doeu em seu coração. Foi decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Felix, o acompanharia à India. Além deste fator, outro problema que parecia insolúvel, era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de Abril de 1793. Ao esperar na ilha de Wight por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey, viu o navio partir e ele ficar. Sua jornada missionária para Índia parecia terminar ali. Porém, Deus tinha todas as coisas sobre controle.

Ao regressar à Londres, a sociedade missionária conseguiu granjear dinheiro e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persestia na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu possuisse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."

Ao se preparar para partir, um dos amigos que iria viajar com Carey, Dr. Thomas, voltou e conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e milagrosamente ela decidiu acompanhá-lo. Que alegria não foi para ele ver sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar. Agora ele compreendia a razão de não ter viajado no primeiro navio.

Sua Partida Para Índia

Deus comoveu o coração do comandante do navio que permitiu a toda família viajar sem pagar as passagens. Finalmente, no dia 13 de Junho de 1793, a bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey deixou a Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com sua família, onde, em condições dificílimas e de oposição, trabalhou durante 41 anos. Durante sua viagem, aprendeu suficiente o Bengali, e ao desembarcar, já comunicava com o povo.

William Carey não foi dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, em seu caráter de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto inciava, é que vemos o segredo do maravilhoso êxito da sua vida. Apesar de não haver recebido educação em sua mocidade, Carey chegou a ser um dos homens mais eruditos do mundo, no que diz respeito à lingua sânscrito e a outras línguas orientais. Suas gramáticas e dicionários são usados ainda hoje.

Suas Conquistas

Dois missionários se juntaram à William Carey em 1799, William Ward e Joshua Marshman. Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos, traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram gramáticas e dicionários, organizaram a primeira missão médica na Índia, seminários, escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além disso, William Carey foi responsável pela erradicação do costume "suttee", o qual queimava a viúva juntamente com o corpo do defunto numa fogueira; vários experimentos agriculturais; fundação da Sociedade de Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; primeira imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia; e a tradução da Bíblia em Sânscrito, Bengali, Marati, Telegu e nos idiomas dos Siques. Em 1800, William Carey fez o batismo do primeiro hindu convertido ao Evangelho.

Calcula-se que William Carey traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Alguns missionários, em 1855, ao apresentarem o Evangelho no Afeganistão, acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pushtoo, feita em Sarampore por Carey.

Durante mais de trinta anos, William Carey foi professor de línguas orientais no Colégio de Fort Williams. Fundou, também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país. Os seus esforços, inspiraram a fundação de outras missões, dentre elas: a Associação Missionária de Londres, em 1795; a Associação Missionária da Holanda, em 1797; a Associação Missionária Americana, em 1810; e a União Missionária Batista Americana, em 1814.

Sua Família

Com Dorothy teve 7 crianças (5 meninos e 2 meninas). Em 1807 sua esposa Dorothy morre de insanidade. No ano seguinte casa-se com Charlotte Rumohr . Charlotte morre em 1921. Em 1822, então com 61 anos, casa-se pela terceira vez com Grace Hughes.

O Adeus da Índia

Na manhã de 9 de Junho de 1834, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. Grande foi a contribuição de William Carey para o Reino de Deus, e grande será o seu galardão.

Bibliografia:
Livros: > E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do cristianismo – volume 9: A era dos novos horizontes, de Justo L. Gonzalez. > O Rasto de Sangue, de J M Carrol

Fonte: Missões e Adoração

REFLEXÃO: “Pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida” (II Coríntios 4:11-12)
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Mártires da Fé

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim" (João 15:18)

"Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus" (I Pedro 4:13-14)

Conhecemos muitas das histórias dos grandes mártires da fé descritas pela Bíblia. Muitas outras são extra-bíblicas, e fazem parte especialmente destes dois mil anos da era cristã. O que muitos não sabem destes mártires "modernos", é o porquê especificamente de terem sido tão amargamente oprimidos durante os anos duros da perseguição da igreja de Cristo, em especial, durante a Inquisição.

Conheça algumas destas histórias impressionantes neste capítulo 7 da série intitulada "O SÉTIMO DIA - Revelações das Páginas Perdidas da História".

"Com ótima qualidade e conteúdo, ela é fruto da pesquisa de vários teólogos e historiadores [...] É o fantástico relato de quem não se intimidou diante dos perseguidores e preservou o sétimo dia tal como a Bíblia ensina."




Quer assistir a série completa?

Veja pelo You Tube, ou mande-nos um email: yeshua_the1@yahoo.com.br

REFLEXÕES: "Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa"(João 15:25)

"Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus" (Atos 5:41)

"Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós" (Mateus 5:12)

"Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei" (Tiago 2:10-11)




Um herói na Copa do Mundo de 1994

(adaptado do texto de Dennis Downing)

“Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Coríntios 8:21)

Na Copa do Mundo de 1994, como bem sabem, o goleiro Taffarel ajudou a levar o time brasileiro ao Tetracampeonato em Copas do Mundo, contudo, por esquecimento, quase perdeu a medalha desta vitória.

Numa curta viagem entre hotéis no dia seguinte ao jogo final, Taffarel deixou uma pochette com os passaportes dele e de toda a sua família. Sessenta Mil Dólares americanos e a sua medalha da Copa, num táxi.

O motorista do táxi, Juan Blanco, da cidade de Santa Ana, louco por futebol, havia torcido pelo Brazil naquele jogo final. Impedido de assistir ao jogo ao vivo, porque não podia pagar o ingresso de Cento e Oitenta Dólares, Juan teve que se contentar em ver o jogo pela televisão. Juan disse depois que, no curto trajeto entre hotéis naquele dia, achou algo familiar no passageiro, mas só quando chegou ao destino que Taffarel pediu para levá-lo para a entrada dos fundos para evitar os fãs, que percebeu que se tratava do próprio goleiro do time vitorioso. Não querendo incomodar "o astro", Juan deixou-o na entrada. Recebeu a modesta quantia da corrida, e voltou para casa para tomar seu café da manhã e descansar. Só depois quando voltou ao carro, descobriu uma pochette no banco do passageiro.

Quando abriu, Juan encontrou os passaportes da família Taffarel, os Sessenta Mil Dólares e a
medalha dos campeões da Copa do Mundo.

Juan confessou que foi tentado a voltar para o México com todo aquele dinheiro. Pensou no quanto aqueles valores poderiam ajudar a sua família, mas sabia que a coisa certa era devolver tudo ao verdadeiro dono.

Com seu irmão junto, Juan voltou para o hotel. No caminho, ele ouviu no rádio que a polícia estava à procura do motorista que havia transportado o goleiro Taffarel. No entanto, quando ele chegou ao hotel, fez questão de entregar os pertences pessoalmente ao goleiro.

Taffarel também queria conhecer o motorista honesto. Segundo Juan, Taffarel agradeceu com um forte abraço e disse que não havia muita gente que faria o que ele fez. Em compensação, Juan recebeu um moletom do time do Brasil assinado pelo próprio goleiro e uma gratificação de Mil Dólares!

Nem sempre a coisa certa traz o retorno que gostaríamos de ter. Às vezes custa, e custa caro fazer o que e correto. Mas, se é a coisa certa a fazer, então temos que fazê-la, custe o que custar.

Há muita coisa boa e interessante nos esportes. Há inúmeras oportunidades para atletas e torcedores servirem a Deus e darem glórias a Ele com o que fazem. Tomara que mais atletas (e torcedores) façam isso. Não sabemos se para Deus a vitória do Brasil na Copa de 1994 valia muita coisa, provavelmente não. Mas uma coisa é certa - aquele motorista de táxi voltou para sua casa como um herói para Taffarel, e um vencedor aos olhos do Rei.

REFLEXÃO: “O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele” (Provérbios 20:7)

“Vou morrer livre”

(por Pr Rubens M. Scheffel)

"Quando amanheceu, os pretores enviaram oficiais de justiça, com a seguinte ordem: Põe aqueles homens em liberdade" (Atos 16:35)

O Pastor Humberto Noble Alexander foi um moderno herói da fé. Nasceu em Cuba, em 1934, e se tivesse vivido sua religião em silêncio, nada lhe teria acontecido. Mas o jovem pregador insistia em levar pessoas a Jesus, e por isso foi considerado um contrarrevolucionário.

Um dia, os policiais foram à sua casa e lhe disseram cortesmente:

– Você se importaria de nos acompanhar até à delegacia? Não vamos demorar nem cinco minutos.

Mas aqueles cinco minutos se tornaram 22 anos de sofrimentos indescritíveis. Ele foi acusado de tramar a morte de Fidel Castro e sentenciado à prisão de Isle de Pines, um dos mais desumanos e brutais sistemas penitenciários do mundo, criado para quebrar o moral dos seus 6.000 prisioneiros e aumentar a produtividade da ilha através do uso de mão-de-obra escrava.

Durante 42 dias ele foi torturado. Então o deixaram sem comer por seis semanas, exigindo que abandonasse sua fé em Cristo. E quando Alexander se recusou a trabalhar no sábado, ele e seus irmãos adventistas foram colocados dentro de uma fossa cheia de esgoto. Por quatro sábados seguidos eles louvaram a Deus, cantando hinos, com esgoto até o queixo. Finalmente os guardas os deixaram guardar o sábado em paz.

De algum modo, Noble Alexander conseguiu uma Bíblia e começou a realizar cultos. Todas as noites os prisioneiros – católicos, batistas, pentecostais e adventistas se reuniam, cantavam e oravam juntos, unidos por sua fé em Cristo. Apesar dos sofrimentos e mortes, em quatro anos, a pequena “igreja” cresceu até atingir 200 frequentadores. Em seu livro I Will Die Free (Vou Morrer Livre), Noble Alexander escreve que todas as noites os guardas vinham até onde eles estavam, selecionavam alguns prisioneiros e os levavam para fora, onde eram fuzilados.

Noble Alexander conseguiu sobreviver. Em 1984 Jesse Jackson, candidato a presidente dos Estados Unidos, negociou sua libertação e deportação para os Estados Unidos, onde viveu e morreu em liberdade, em 2002.

A liberdade é um bem precioso que só é devidamente apreciado quando se perde. Desfrutemos a liberdade que temos para conduzir pessoas a Jesus, o qual “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (Cl 1:13).

REFLEXÃO: “E sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Pela vossa perseverança ganhareis as vossas almas” (Lucas 21:17-19)


Chūken Hachikō - Uma Lição de Lealdade

(por Marcio)

"O amigo ama em todo o tempo..." (Provérbios 17:17)

Chūken Hachikō, é o nome em japonês para "Cão Fiel Hachikō". Este foi o nome dado a um cão da raça Akita que viveu entre os anos 20 e 30 do século passado. Apesar de ter sido um simples cãozinho, sua história de vida nos ensina muito sobre o que é ser Leal.

Ele foi adotado por um homem chamado Hidesaburō Ueno, um professor da Universidade de Tóquio. Carinhosamente, batizou-o de "Hachikō" (diminutivo de Hachi) e encheu-lhe de amor e atenção. Todos os dias, o professor era acompanhado pelo cão desde sua casa até a estação de trens de Shibuya, rotina inversa repetida também no final de todos os dias, pontualmente. Muitos daquela estação, ficavam profundamente impressionados pela pontualidade e amizade que o cão exercia com o seu dono. Assim, durante 16 meses, esta cena foi repetida todos os dias, como de costume.

Infelizmente, a vida feliz destes dois companheiros, foi marcada e interropida por um AVC (Acidente Vascular Cerebral) sofrido pelo professor no dia 21 de Maio de 1925... desta vez a rotina havia saído do normal: Hachikō acompanhou Ueno para o trabalho, mas nunca mais o viu retornar à estação de Shibuya.

A história diz que na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado. Passou a noite toda deitado ao lado do caixão do seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz ainda, que quando chegou a hora de colocar vários objetos particulares dentro do caixão (para fechá-lo), Hachikō pulou dentro e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Após a morte do professor, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para tentar ficar na antiga casa em Shibuya. Um ano já havia passado e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, assim, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote.

Mesmo assim, Hachikō fugiu várias vezes. Percebeu que seu antigo amigo já não morava na casa em Shibuya, mas mesmo assim, ia todos os dias à estação, da mesma forma como ele sempre fazia, e ali ficava esperando o retorno do seu mestre. Ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros.

Durante nove anos e dez meses contínuos, Hachikō foi visto naquela estação sempre aos finais de tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com o seu dono. Saudosamente, dia após dia, ano após ano, com toda devoção, Hachikō esteve lá, até o dia de sua morte.

A sabedoria popular diz que o "cão é o melhor amigo do homem" e isto tem os seus méritos, ainda mais depois de lermos histórias como estas.... que fidelidade, que amor, que esperança! Mas gosto também de lembrar (na verdade jamais quero esquecer) o que está escrito em João 15:13: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos". Você conhece alguém que seria capaz disto? Você tem um amigo assim? Sim, todos nós temos. Todos fomos favorecidos por Ele pelo Seu imenso amor e atenção. Seu nome: Jesus de Nazaré. Meu melhor amigo, seu melhor amigo. Ele mesmo disse: "... Eu os tenho chamado amigos..." (João 15:15). Ele o ama, e somente se você sentir o mesmo, suportará esperá-Lo pacientemente custe o que custar.

Sabe, fico imaginando se os filhos de Deus tivessem a mesma disposição para aguardar o Mestre com tanta certeza e devoção como este Akita. É verdade que um dia Ele "deixou a estação" e muitas vezes parece que não vai mais voltar. Mas lembre-se: os sinais do "expresso angelical" estão aí, jamais duvide, Ele prometeu, Ele voltará!

Muitos, semelhantemente a história de Hachikō, aguardaram fielmente, pacientemente, hora após hora o retorno do nosso Dono e foram até o final de suas vidas nesta espera. Outros, como eu e você, aguardam ainda este momento maravilhoso, não do barulho das portas de um trem se abrindo, mas do som majestoso das portas dos céus que se abrirão com o soar das trombetas por ocasião do retorno do Amigo Jesus.

Você crê nisso? Você está disposto a reencontrar o Seu Amigo? Você está na "estação" ou se acostumou com sua "nova casa"? Jamais se esqueça: nós não somos daqui, nossa pátria é celestial!



"Jamais pense em desistir, falta pouco, só um pouquinho mais, logo Ele virá nos buscar"!




REFLEXÃO: "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: 'Sim, venho em breve!' Amém. Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20) - NVI

Ref.: Wikipédia

50 razões para observar o sábado (Shabat)

“Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lucas 23:56)


REFLEXÃO: “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno para o teu bem?” (Deuterenômio 10:12-13)



P.U.S.H.

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar..." (Êxodo 20:8)

Uma noite, um homem estava dormindo em sua cabana quando, de repente, seu quarto ficou cheio de luz pela presença de um Anjo de Deus. Este lhe disse que o Senhor lhe pedira que o orientasse sobre um trabalho que deveria fazer. Assim, mostrou-lhe uma grande rocha na frente de sua cabana.

A ordem era: "Você deve empurrar a rocha" (PUSH)* "com toda a sua força". O homem então o fez, dia após dia.

Por muitos anos ele pelejou de sol a sol; com seus ombros escorados na fria e maciça superfície da rocha imóvel, empurrando-a com toda a sua força.

A cada noite o homem retornava à sua cabana aborrecido, sentindo que havia gasto todo o seu dia em vão.

Desde que o homem mostrou-se desencorajado, o adversário (Satanás) decidiu entrar em cena colocando pensamentos em sua mente desgastada. "Você tem empurrado essa rocha por tanto tempo, e ela ainda nem sequer se moveu."

Isso dava ao homem a impressão de que sua tarefa era impossível e que ele era um fracasso. Esses pensamentos desencorajavam e desanimavam o homem.

"Por que eu vou me matar tentando fazer isso?", ele pensou. "Eu farei apenas o possível (o que a maioria faria), colocando menos esforço e isso será suficiente."

E era o que ele planejava fazer, até que um dia ele decidiu fazer disso um alvo de oração e levar os seus pensamentos atribulados ao Senhor.

"Senhor", ele disse, "eu tenho trabalhado duro e por muito tempo em Teu serviço, colocando toda a minha força pra fazer aquilo que o Senhor me mandou. Entretanto, após todo esse tempo eu não consegui mover essa rocha por nem um milímetro. O que está errado? Porque eu tenho falhado?"

O Senhor respondeu com compaixão:
"Meu filho, quando eu lhe disse para me servir e você o aceitou, eu disse que sua tarefa seria empurrar a rocha com toda a sua força, e é o que você tem feito. Eu nunca sequer mencionei que eu esperava que você a movesse. Sua tarefa era empurrá-la. E agora você vem a mim após todo o seu esforço, pensando que você falhou. Mas, será isso realmente verdade? Olhe para si mesmo. Seus braços estão fortes e musculosos, suas costas estão enrijecidas e bronzeadas, suas mãos estão calejadas pela pressão constante, suas pernas se tornaram musculosas. Pela oposição você cresceu muito e agora suas habilidades superam o que você era antes. Ainda assim, você não moveu a rocha, mas seu chamado foi para ser obediente e empurrar, exercitando sua fé e confiança na Minha Sabedoria. E isso foi o que você fez. Agora, meu filho, Eu mesmo moverei a rocha."

Às vezes, quando ouvimos uma palavra de Deus, nós tendemos a usar nosso próprio intelecto pra decifrar o que Ele quer, quando na verdade o que Ele deseja é apenas nossa obediência e fé. Em todos os sentidos, exercite a fé que move montanhas, mas saiba que continua sendo Deus quem as move.

"Quando tudo parecer estar errado, apenas P.U.S.H.!"

"Quando o trabalho te deixar pra baixo apenas P.U.S.H.!"

"Quando as pessoas não agirem da maneira que deveriam, apenas P.U.S.H.!"

"Quando o seu dinheiro for embora e as contas ficarem, apenas P.U.S.H.!"

"Quando as pessoas não compreenderem você... apenas P.U.S.H.!"

P = Pray (ore)
U = Until (até)
S = Something (alguma coisa)
H = Happens (acontecer)

"ORE ATÉ ALGUMA COISA ACONTECER"

REFLEXÃO: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12)
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Procuram-se anti-heróis

(adaptado do texto do Pr Ricardo Gondim)

"Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia" (I Coríntios 3:18,19)

Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”.

Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.

Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.

Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.

A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievsk Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.

O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.

O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.

Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.

Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.

REFLEXÃO: "Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel" (I Coríntios 4:1,2)

Fonte: www.ricardogondim.com.br, via Meditando em Jesus


O Deus do soldado Coelho*

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:1-3)

Este é um breve relato de um jovem soldado que cumpria seu dever prestando serviço ao exército. Por ser cristão, muitas vezes era ridicularizado por seus colegas e também pelos seus superiores.
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Um dia o seu superior, a fim de querer humilhá-lo na frente do pelotão, quis lhe pregar uma peça. Intimando-o, disse:
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- "Soldado Coelho, venha até aqui!"
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- "Pois não Senhor", respondeu.
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- "Segure essa chave". "Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente."
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- "Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir."
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- "Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada." "Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei..."
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- "Mas senhor... eu não sei dirigir!"
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- "Pois é, então peça ajuda ao seu Deus." "Mostre-nos que Ele existe."
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O soldado sem temer, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração: "Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a Sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém"
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Para espanto de todos, o garoto manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como havia pedido seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns até de joelhos. Assim, perguntou a todos:
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- "O que houve gente?"
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Responderam: - "Nós queremos o teu Deus , Coelho. Como fazemos para tê-Lo? - respondeu o superior.
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Prontamente disse: - "Basta aceitá-Lo como seu Senhor e Salvador."
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- "Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?"
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O superior pegou o soldado pela gola da camisa e caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas. Chegando lá, levantou o capô do veículo e disse: - "Veja, O JIPE ESTÁ SEM MOTOR!"
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"OS MILAGRES MODERNOS CONTINUAM RESSALTANDO A BELEZA DO PODER, GRAÇA E DIVINDADE DO NOSSO MESTRE JESUS"
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REFLEXÃO: “Assim deu Jesus início aos seus SINAIS em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele” (João 2:11)
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*Esta história, é citada como verídica nos átrios de várias igrejas!


O poder da escolha

(adaptado do texto do Prof. Sikberto Marks)

"Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher" (Salmos 25:12)

Deus criou neste planeta uma grande quantidade de seres viventes. Criou as plantas, os animais e o ser humano. Este último fez para cuidar dos demais seres, para tornar o ambiente muito feliz, e para ele viver feliz.

Há uma condição para que se possa ser plenamente feliz: ter liberdade de escolha. A felicidade depende dessa condição. Sem ela, a felicidade é limitada; sem ela, a consciência fica automática e pré-definida, o comportamento programado, com limitações, como nos animais.

Como a condição de liberdade faz seres serem felizes? Vem do prazer em conduzir a sua vida, em determinar o que vai fazer, em ser capaz de avaliar os resultados de suas decisões. Isso é vida plena, ter o controle do que faz, podendo decidir o que vai fazer. Os seres racionais, que tem livre arbítrio, são capazes de escolher com base em conhecimento anterior, e são capazes de avaliar (ao menos deveria ser) no que irão dar suas escolhas.

Por exemplo, um ser humano deve saber que, se escolher fumar, terá um pulmão contaminado com muitas drogas químicas, terá sua respiração prejudicada, e poderá adoecer e até morrer de câncer. Também deve saber que viverá menos tempo, e que seus últimos dias de vida serão bem sofríveis. Também deverá saber que seu habito é anti-social e que prejudicará outras pessoas.

Tem que saber disso, pois é um ser racional. No caso do fumante, o livre arbítrio lhe foi ruim, porque o aproveitou mal.

Outro exemplo é o caso de uma pessoa que cuida de sua saúde, que cultiva boas amizades, que faz uma escolha cuidadosa com quem se casará, que decide seguir os princípios de vida da Bíblia. Essa pessoa, como se pode ver aí, seguiu uma sucessão de decisões. Será que se pode avaliar os resultados de tais decisões? Claro que se pode. Essa pessoa certamente será uma vencedora, terá boa saúde e Deus fará parte de sua vida. Será que uma pessoa assim tem probabilidade de ser infeliz? Mesmo que adoeça de um mal que lhe tire a vida, ela terá alguma coisa que só pessoas que corretamente decidem tem: esperança em JESUS. E a tal esperança não permitirá que perca a alegria de viver. Ela sabe que suas escolhas fazem parte da vida eterna que JESUS lhe deu de graça.

Portanto, vejam só (e agora será bom para os jovens): escolhas que resultam em algo bom para o futuro tem geralmente a característica de sofrimento no presente; e escolhas que nos prejudicam no futuro, geralmente causam boas sensações no presente.

Por exemplo, um jovem que estuda muito na adolescência. Isto requer esforço, destinação de muito tempo ao estudo e menos tempo para lazer, e isso é, muitas vezes, sofrido. Tem que abrir mão de muitos atrativos para os jovens. Mas no futuro, ele vai colher por meio de uma vida mais fácil, um rendimento melhor, se sentirá realizado e um vencedor. Foi sofrido no início, mas VALEU A PENA. Já um outro jovem, que aproveitou, digamos assim, a vida enquanto novo, e não se preparou para a vida que vem depois, esse pode ter que se contentar com pouco, quando o tal futuro chegar.

Vamos a outro exemplo. Conheço uma pessoa que tem pouco estudo. Mas é uma pessoa muito esforçada, boa leitora da Bíblia. Ela coloca o que aprende em prática. É uma profissional da construção. Pode-se dizer que é alguém que está bem de vida. A cada dois anos compra um carro novo (simples, mas é novo), e tem uma boa casa, e não lhe falta nada. Qual é o segredo? Se esforçou no início de sua carreira para aprender a fazer tudo com qualidade. Hoje só trabalha para pessoas muito exigentes, que pagam bem. Parabéns a ela; que sirva de exemplo de boas escolhas.

Na vida também temos que escolher entre usufruir agora, ou usufruir depois. Se for agora, será por algum tempo, se for depois, será para sempre. É da inteligência do ser humano fazer a escolha correta, de pensar no futuro mais que no presente. Bons cristãos são inteligentes porque pensam no futuro. Não são de sua vida terrena, mas da eternidade. Essas pessoas fazem escolhas inteligentes.

Qual foi a escolha de Daniel? Ele, um adolescente, e seus três amigos, decidiram firmemente não se contaminar com os alimentos do rei. Veja só o desafio. Foram jovens escolhidos dentre os melhores de Israel para serem preparados, afim de servirem como conselheiros de Nabucodonosor na direção de seu grande império. Portanto, jamais deveriam falhar. O quesito de sua avaliação era o desenvolvimento de seu desempenho intelectual, sua sabedoria e conhecimento. Daniel sabia disso. Ele também sabia que fazer o correto e esforçar-se nos estudos, deveria resultar em algo superior se seguisse a vontade de Deus. Tinha certeza disso. Daniel e seus companheiros não jogaram na sorte. Eles, sabendo que Deus orientava de um modo superior, tomaram firme decisão de obedecer a Deus, e desafiaram Babilônia, dizendo que provassem depois de algum tempo, qual dos jovens alcançariam melhor desempenho: eles, servos de Deus, ou os demais, servos de outros deuses. Esses jovens não estavam apostando, eles estavam tomando decisão consciente e bem fundamentada em conhecimento sólido. O resultado: eles foram aprovados pelo próprio rei do grande império. E Daniel veio a ser um grande profeta de Deus, que é estudado até os nossos dias. Tudo efeito de uma decisão correta tomada por pessoas que sabiam o que estavam fazendo.

REFLEXÃO: "Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Daniel 1:8)

Fonte: Cristo Voltará


Modelos de fidelidade

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Mas agora desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade" (Hebreus 11:16)

Podemos, e devemos, olhar para os grandes exemplos humanos do passado. O maior de todos os exemplos foi JESUS. Mas outros seres humanos, imperfeitos, também nos servem de matéria de estudo para nosso crescimento na fé, na obediência e fidelidade a DEUS. Particularmente aprecio muito o profeta Elias. Ele era um homem poderoso para enfrentar situações criadas pelos políticos degenerados ao tomarem conta da nação. Aprecio esse homem porque ele também possuía as suas fraquezas, e isso me passa uma lição do tipo: se ele venceu péla fé, muito embora fosse um homem pecador, com as mesmas fraquezas que eu também tenho, do mesmo modo, portanto, posso vencer também.

Outro exemplo de personagem bíblico que me passa grande admiração foi Daniel, o homem fiel. Era um jovem, no final da adolescência quando foi raptado por um império opressor, e levado para todo tipo de tentação na opulência. Para a sua idade, preparado para a vida como foi, pois Daniel era um nobre, poderia galgar as alturas do poder no Império Babilônico. Ele poderia elaborar um plano, como, ‘me tornarei importante nesse império para assim libertar o meu povo.’ Mas não, em primeiro lugar ele foi fiel a DEUS, então DEUS o colocou nas alturas conforme a Sua vontade. Daniel, em vez de libertar o seu povo, profetizou sobre a libertação, no tempo por DEUS determinado, desse povo. Assim, sendo fiel, Daniel cumpriu a vontade de DEUS, não a dele mesmo.

José do Egito, vendido pelos irmãos, esse também teve oportunidade de subir às alturas pelos caminhos dos homens. Na casa de Potifar ele poderia ter feito um acordo com a esposa deste homem, e pelos caminhos políticos (os caminhos do ponto de vista humano), sobressair-se aos demais. Mas este também preferiu o caminho da fidelidade a DEUS, e isto o levou a prisão. Mas da prisão, mantendo a fidelidade, ao sair, comandou o Egito, que o recebera como escravo e o havia aprisionado.
Da galeria da fé de Hebreus onze, gosto de Abraão. Esse homem, em meio a idolatria reinante em seu tempo na terra de Hur, manteve-se tão fiel a DEUS que foi escolhido para ser a raiz de uma nação. Esse homem, com sua esposa, foi como um novo casal de Adão e Eva, para reiniciar um povo de DEUS nesse planeta, um povo exemplar.

Moises é outro caso. Escravo, foi educado por uma mulher na sabedoria do DEUS vivo. Aos 12 anos de idade foi levado para o palácio. Nessa idade mal se formara o caráter. Mas Moisés se manteve fiel. Em vez de abandonar seu povo, sua origem humilde de escravos socialmente inferiores, ele manteve-se ligado a essa origem. No palácio ele continuava sendo um israelita. Essa vinculação o levou a defender um irmão seu, pelo que teve que fugir, e abandonar uma carreira brilhante no maior império daqueles tempos. Foi no que deu a sua fidelidade ao povo de seu DEUS. Ele não se passou aos deuses do Egito. Mais tarde retornou ao Egito, agora como um escolhido de DEUS para derrotar o império do qual há 40 anos atrás fugira, e libertar o povo cujo irmão seu ele defendera naquela época.

O consolo para nós é que esses homens e mulheres que tinham grande fé eram pecadores como nós, mas venciam e enfrentavam tudo pela fé. Esse era o poder deles, eles criam em DEUS. Veja o que diz em Heb. 11:1 onde explica que fé é uma certeza, uma convicção do que se espera mas não se vê. Eles esperavam uma pátria superior (Heb. 11:16), uma cidade que tem fundamentos (Heb. 11:10). Eles olhavam para o futuro, o presente era para essas pessoas algo a ser superado, que passa e que não é interessante. Viam-se aqui como estrangeiros, e criam firmemente que o futuro lhes reservava, por meio de CRISTO, algo superior que valia a pena esperar. Essas pessoas, “da fraqueza tiraram forças” e se tornaram “homens dos quais o mundo não era digno”, sim porque eles venceram, mesmo sendo pecadores, como é qualquer um de nós. Atente bem, a grande diferença entre os que se salvam não é em não serem pecadores, e sim, em entrega diária a DEUS para que Ele faça em nós a Sua vontade, e isso é um ato de fé. Manter-se nesse caminho é fidelidade.

REFLEXÃO: "Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. (Hebreus 11:33-38)

Prefiro subir quadrado do que descer redondo

(adaptado do texto de Elaine Martins)

"Vede, porém, que esta liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos" (I Coríntios 8:9)

“Nossa, mas ela não é crente”? “Se até fulano que é crente faz isso, por quê eu não farei”? Frases como esta, infelizmente são uma realidade em nossos dias devido a diversos fatores, dentre eles, a falta de testemunho claro de alguns cristãos.

Ao contrário do que a sociedade imagina, a vida do verdadeiro crente não é marcada por “nãos”, mas sim por discernimento entre o que convém e o que não convém. Ao se converterem a Jesus, muitos pensam que serão imediatamente proibidos de fazer muitas coisas. Contudo, em vez da proibição, a compreensão e crescimento por meio da palavra do Senhor nos mostra que, apesar de sermos livres para fazermos qualquer coisa, nem tudo é verdadeiramente proveitoso para o crente e os que o rodeiam.

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são licitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Coríntios 6:12)

Dentre os mais diversos exemplos de conduta cristã, usarei o clássico caso da negação do uso de drogas. Qualquer ser humano, independentemente de suas crenças, sabe que as drogas podem causar dependência e escravidão. Nem é preciso lembrar a constatação biológica de que as drogas, em suas variantes, causam sérios danos à saúde. Todo cristão que entende que seu corpo é santuário do Espírito Santo (I Coríntios 3:16) cuida de sua saúde em qualquer circunstância, seja na recusa de drogas, seja na recusa de um sorvete por entender que uma dor de garganta agravada prejudicaria seu santuário [sem falar das excessivas quantidades de açúcar e gordura que não são exemplos de boa alimentação para ninguém!].

"Porque quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça (...) Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, a vida eterna” (Romanos 6:20-22)

Ainda que seja sutil, há uma expectativa por parte da sociedade de um determinado padrão de comportamento por parte dos cristãos. Devido à ausência de entendimento da palavra do Senhor tanto por crentes quanto por descrentes, muitos cristãos têm sido vistos pela sociedade como “quadrados” ou [pior] “redondos demais”!

É indiscutível que o crente tem uma grande responsabilidade para atrair ou afastar pessoas para o conhecimento do Senhor. Como instrumento de Deus, o cristão deve ser exemplo em tudo o que faz a qualquer hora e em qualquer lugar. Simultaneamente, entendendo sua responsabilidade de testemunho público, o cristão deve imergir no conhecimento das escrituras para, assim, defender e disseminar com firmeza a verdadeira doutrina.

Crente quadrado é aquele que não sabe compartilhar com a sociedade seu testemunho com clareza. Reflita cuidadosamente sobre 1 Cor 9:19-27.

REFLEXÕES: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1Cor 10:33)

“Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades” (Col 4:5)

Fonte: www.compartilhandoaverdade.blogspot.com

"Vamos Acabar Com A Reunião"

(adaptado do texto de Paulo R. Barbosa)

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmos 122:1)

O pastor levantou-se e, com tristeza, disse: "Irmãos, eu sinto que nós podemos acabar com a reunião de oração no meio da semana". Estas palavras causaram um grande alvoroço no meio da congregação e todos estavam dispostos a votar "não" para esta idéia. "Mas", disse o pregador, "o que parece que vocês não sabem, é que faz seis meses que não temos uma reunião de oração na igreja."

Por que nós, filhos de Deus, temos tratado com tanta indiferença as reuniões de oração de nossas igrejas? Por maior que as nossas congregações sejam, o número de pessoas que comparecem no dia determinado para oração pelos irmãos, pelos trabalhos em geral e pelos perdidos é quase nulo. Em quem temos posto a nossa confiança, no Senhor ou em nós mesmos? E se a resposta for "no Senhor", não seria mais sensato estarmos em Sua casa, buscando Sua direção e ouvindo
Seus conselhos?

Certa vez, quando eu era ainda bem jovem, tanto de idade como de convivência na casa de Deus, ouvi uma jovem irmã dizer a todos: "Se não temos prazer de passar uma hora ou duas na igreja, orando, louvando e adorando a Deus, como poderemos passar a eternidade com Ele no Céu de glória? Seria melhor não desejar estar lá!

Queridos, não existe nada que nos dê mais regozijo do que buscar a presença de Cristo e com Ele conversar. Nesse momento lhe contamos sobre nossas dúvidas, dificuldades, alegrias e tristezas, sonhos almejados, e tudo o mais que nos envolve a cada dia. Quando deixamos aquele lugar de oração, sentimo-nos renovados, restaurados, edificados e fortalecidos para enfrentar os possíveis problemas do caminho.

Em nossas casas podemos orar por nós e por nossa família, mas na igreja, junto com os demais irmãos, conheceremos todas as necessidades e poderemos interceder unidos por todos.

Não deixe que as reuniões de oração acabem. Seja o primeiro a chegar lá.

REFLEXÃO: “Tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:12)

Jogando Até o Último Minuto

(adaptado do texto de Jim Mathis)

“Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio” (I Coríntios 9.24)

Enquanto assistia a um evento esportivo num final de semana, uma coisa se tornou evidente para mim: é preciso jogar a partida inteira, quer isto signifique quatro quartos, como no futebol americano e no basquete; dois tempos como no futebol; três períodos no hóquei; nove “entradas” (ou mais) no basebol, ou 18 buracos no caso do golfe. É bom construir boa vantagem no início, mas ainda assim é preciso jogar a partida inteira.

Com frequência os períodos finais de uma competição são cruciais. Na partida a que me referi, entre dois grandes rivais, o resultado só ficou definido a apenas dois segundos do final. Ao alcançar uma vitória quando a derrota parece certa, torna-se claro que mesmo os últimos segundos da disputa podem ser de extrema importância.

Eu já entrei nos 60 anos de idade. Seja qual for o modo de olhar é exato afirmar que estou no último “tempo”, seguramente o último de meus anos produtivos. Tudo o que passar dos 80 será “excedente”. Mas aos 61 estou definitivamente começando a jogar meu “último tempo”. Entretanto, deixar o tempo correr, fazendo jogadas de pouco risco, como às vezes ocorre no futebol, não me parece prático ou digno de um atleta a esta altura de minha vida, mesmo que tivesse, digamos, boa “vantagem” a meu favor.

Muitos na minha idade já estão de olho no relógio, raciocinando que podem deslizar facilmente para o encerramento. Ou seja, já desistiram ou se encaminham para o chuveiro. O curioso é que eu me sinto bem como nunca. Não estou cansado. Sinto-me mais criativo e conheço mais do que conhecia antes. Seria apropriado revisar o meu “plano de jogo”, fazer escolhas melhores ou jogar como se o resultado ainda fosse incerto. Ou será que eu deveria apenas deixar o relógio correr? Penso que não! O apóstolo Paulo faz uma analogia entre a vida e a corrida esportiva, enfatizando a importância de se completar todo o percurso até ao final, conforme lemos no verso áureo acima.

Aparentemente achamos que, como ao dirigir um carro, a certa altura da vida podemos "desengatar a marcha" e deslizar até a linha de chegada em ponto morto e, ainda, vencer a corrida. Esta é uma ideia relativamente nova, dos séculos XIX e XX. A Alemanha foi o primeiro país a introduzir a ideia de aposentadoria em 1880. Hoje muitas pessoas (senão não a maioria) nos países industrializados, consideram a aposentadoria como um direito básico. Continuar ou não trabalhando depois de certa idade é uma decisão pessoal. Deveríamos, contudo, nos empenhar em servir a Deus e aos outros de forma produtiva, enquanto formos capazes de fazê-lo.

Filipenses 3.14 afirma: “Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. Paulo compreendeu que, àquela altura da vida, a corrida ainda não tinha acabado. Assim, ele estava determinado a prosseguir até que ela – sua vida na terra – terminasse.

Quanto a mim, pretendo jogar com todo o empenho até o tiro final, apito, buzina, trombeta de Gabriel ou seja lá o que for que sinalizar o encerramento. Devemos isso ao nosso Treinador, nossa equipe e a nós mesmos. À nossa família, amigos, colegas de trabalho e quantos confiam em nós.

Para isso estamos aqui: PARA JOGAR A PARTIDA ATÉ O FINAL!

REFLEXÃO: “Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão” (Isaías 40:29-31)

Hedonismo, marca registrada de nossos dias

(adaptado do texto de Cícero Ramos)

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos (...) mais amigos dos deleites do que amigos de Deus" (II Tim 3:1-4)

A palavra de ordem é: prazer. O negócio é curtir. É ter prazer em toda situação e a todo momento. É marca registrada de nossa geração. A sociedade de entretenimento existe exatamente para entronizar a deusa do prazer. Falando francamente, todos nós almejamos o prazer imediato. Não curtimos esperar. Esperar é sofrer. O lance é o agito e a gratificação prazerosa. E instantânea.

A sociedade é realmente voltada para a busca do prazer imediato. O problema é que a ideia do prazer a qualquer custo tem sérias implicações. A sociedade contemporânea está moralmente falida em grande parte porque vive para o prazer - custe o que custar.

Temos um exemplo neste período de carnaval que está a terminar. As pessoas buscam divertir-se. Há um aspecto lúdico em sua natureza. Não há mal algum nisto. Mas quando, contrariando a vontade de Deus, o ser humano procura a gratificação carnal, o prazer sexual ilimitado e fora dos padrões determinados pelo Senhor, a embriaguez e a glutonaria, cresce na mesma medida a sua falência moral. Segundo o dicionário Aurélio, hedonismo é a doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. Vive-se somente para satisfação dos instintos.

O empresário corrupto, o político sem escrúpulos e o traficante de drogas se igualam no que concerne à busca de sua gratificação pessoal. Se o prazer, traduzido em termos de poder, prestígio, glória e privilégios pessoais depende da desgraça de inúmeras pessoas, para eles isto absolutamente não lhes interessa. O que vale é que seus lucros estejam sendo computados, não lhes importando o prejuízo de tantas e quantas pessoas.

Quem acredita que viver é satisfazer plenamente seus prazeres colherá mais cedo ou mais tarde os frutos desta infeliz filosofia de vida. Desmoralização, prisão, solidão, doenças, morte prematura, o afastamento de Deus agora e na eternidade, são as consequências naturais deste estilo de vida.

O crente em Jesus Cristo possui uma compreensão diferente acerca do prazer como valor. A vida é entendida como benção divina que deve ser recebida com alegria e vivida com sabedoria.

Conduta ética e consciência espiritual juntam-se para suscitar a responsabilidade diante da existência pessoal de cada ser humano diante do Criador. O cristão é aquele que jamais desfrutará de um prazer que venha a prejudicar a outro ser humano. Sua consciência está apegada e moldada pela Palavra de Deus, portanto, seu senso de valores está num patamar superior onde o hedonismo cede lugar ao altruísmo para que assim o nome do Senhor seja glorificado (1 Co 10.31).

Cristão, não seja como a multidão ao redor (mesmo que seja multidão de cristãos) : fuja do espírito desta época hedonista. O bem supremo da vida não é a satisfação de prazeres, posto que efêmeros, mas sim, o bem supremo, para nós seguidores de Cristo Jesus é agradar a Deus em tudo, vivendo em santidade em meio a esta sociedade corrupta e corruptora até "o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" (Tt 2.13b).

Não é pecado termos momentos prazerosos, saírmos da rotina, passearmos com a família ou o happy-hour [é óbvio que depende do tipo] que ajuda a descarregar as tensões acumuladas durante a semana. Entretanto, procurar viver meramente para gratificação de prazeres, fazendo disto um modo de vida, não se coaduna com a postura de alguém que conheceu a Jesus Cristo e procura seguir-lhe os passos.

Há um prazer inigualável em ser um fiel servo de Deus. Os prazeres mundanos não se lhe podem comparar. Hoje ainda, pare e pense nisto.

REFLEXÃO: “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4)

"NÃO" - Uma benção disfarçada II

(adaptado do texto de Gary Ogden)

"... Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice, contudo, NÃO SEJA O QUE EU QUERO, MAS SIM O QUE TU QUERES" (Marcos 14:36) - NVI

Jesus era um homem de oração e freqüentemente fazia súplica a seu Pai em favor de outros. No jardim do Getsêmani, poucas horas antes de sua morte, encontramo-lo orando por Si mesmo, mostrando-nos que não é errado descarregarmos nossas mais profundas inquietações, ansiedades e angústias sobre um carinhoso Pai Celestial.

Nosso Senhor, além de ser divino era um ser humano. Nossas mentes frágeis não podem compreender como pode existir um tal ser nem como esta dupla natureza se encaixou em sua vida. Simplesmente acreditamos que é assim. Uma das peças de evidência que Jesus foi realmente humano foi aquele choro angustiado na tranqüila noite no Getsêmani que lemos acima: "Aba, Pai... afasta de mim este cálice". Quando Ele enfrentava a horrível perspectiva da crucifixão, Ele chorou profundamente e orou fervorosamente para que não precisasse beber o cálice amargo do sofrimento. Sua humanidade, naquela cena, deveria ficar impressa definitivamente em nossos corações.

Quando Ele orou, reconheceu que todas as coisas são possíveis para o Pai, entretanto sua atitude foi: "Contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres". Ele reconheceu que na boa providência de Deus não pode haver modo de escapar da crucifixão, entretanto, em sua humanidade, Ele anseia pela possibilidade remota. Ele repetiu a oração três vezes e não foram vãs repetições. Seu coração estava profundamente perturbado, e seu pedido em lágrimas encheram o silêncio da noite.

Como Deus respondeu à oração? Conquanto não haja afirmação definitiva, sabemos qual foi a resposta de Deus. Sua resposta foi: "Não, Filho, não pode escapar desta experiência horrível. Tem que beber o cálice até o fim." É possível que a resposta tenha vindo quando "lhe apareceu um anjo do céu que o confortava" (Lucas 22:43). Embora Deus amasse seu Filho unigênito, Ele não O pouparia deste grande trauma. O plano da eternidade para a redenção do homem estava em jogo e não poderia haver nenhum ponto de retorno agora. Pelo bem-estar do mundo, Deus disse "NÃO" a Jesus naquela noite fatídica. Por incrível que pareça, devemos ser MUITO GRATOS por este "NÃO".

Porque Deus disse não e porque Jesus aceitou esta resposta, temos o perdão de nossos pecados e a esperança de vida eterna no céu. Terá Deus jamais respondido negativamente a uma oração que tivesse um impacto maior sobre o mundo? Ao dizer "NÃO" ao seu Filho, Ele estava dizendo "SIM" a nós!

Jesus reconheceu o que precisamos vir a saber verdadeiramente: Deus, o Pai, sabe o que é melhor. Toda a nossa existência é dependente de Deus, Ele é o nosso Criador, sabe o que é melhor para cada um dos seus filhos e Amparo e temos que confiar que ele agirá em nosso melhor interesse. "Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" (Romanos 8:32). As "todas as coisas" a que a passagem se refere são bênçãos espirituais e os privilégios de sermos filhos dEle. Deus deixou seu Filho morrer, esperou e viu tudo acontecer, para que você e eu pudéssemos herdar a vida eterna. Isto mostra o quão sério é Deus quando falamos de salvação.

Isso também me faz lembrar que, algumas vezes, Deus pode ter que me dizer "não". Há provações e aflições que preferiria não experimentar. Eu peço ao Pai para afastá-las, mas algumas vezes Ele diz "não". Esta foi a resposta ao pedido de Paulo para a remoção do espinho de sua carne (2 Coríntios 12:9).

Deus não somente disse não a Jesus e a Paulo. Um anjo veio para confortar Jesus, e Paulo ouviu de certo modo estas palavras confortantes: "A minha graça te basta". Como um anjo confortador, estas preciosas palavras nos ajudam a aceitar o "não" de Deus com dignidade e coragem. O que posso fazer senão ir avante quando Deus, em sua infinita sabedoria, dá uma resposta negativa a minhas ardentes orações?

Foi isto que Jesus fez. Ele se levantou de sua posição de oração, estendeu suas mãos para serem atadas e pregadas, e completou a tarefa que seu Pai lhe havia dado para fazer. Obrigado, Jesus, por nos mostrar como aceitar o "não" de Deus com dignidade e graça.

REFLEXÃO: "Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como Ele morreu, disse: 'Realmente este homem era o FILHO DE DEUS' " (Marcos 15:39) - NVI

Mártires da fé

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados" (Hebreus 11:37)

No ano 155 d.C., o governador romano de Esmirna fez o seguinte apelo a um homem idoso: “Senhor, leve em conta sua idade. Blasfeme do nome de Cristo, preste juramento a César e eu o libertarei.”

Mas o velho Policarpo, líder da igreja cristã nessa cidade da Ásia Menor, balançou negativamente a cabeça e disse: “Durante 86 anos eu O servi, e Ele nunca me tratou mal. Como poderei blasfemar de meu Rei, que me salvou?”

Uma grande multidão havia se reunido para assistir ao julgamento desse “ateu”, como era considerado todo cristão que se recusasse a aceitar a divindade de César. E quando Policarpo se recusou a negar Cristo, o povo ficou furioso.

Ajuntando toda a lenha que puderam eles a empilharam em volta de um poste que havia sido erigido no centro do estádio. Então os soldados amarraram o velho homem ao poste a atearam fogo na lenha. Com sua morte, Policarpo deu o testemunho final de sua fé em Cristo (Signs of the Times, janeiro, 1995, p. 20).

Policarpo foi apenas mais um dos incontáveis mártires que deram a vida por sua fé. O Antigo Testamento revela que Zacarias, filho do sacerdote Joiada, foi apedrejado no pátio da Casa do Senhor (2Cr 24:20, 21). O apedrejamento era a forma mais comum de punição capital no antigo Israel. Estêvão, o primeiro mártir cristão, foi morto dessa maneira. Segundo as tradições judaicas, Isaías foi amarrado a uma árvore e serrado junto com a árvore. Numa única ocasião 85 sacerdotes foram mortos ao fio da espada (1Sm 22:18), e Elias se queixou que muitos profetas haviam sido mortos do mesmo modo (1Rs 19:10). Pedro, segundo a tradição, foi crucificado de cabeça para baixo, em Roma. Tiago, irmão de João, foi morto à espada por Herodes Agripa I. O apóstolo Paulo foi decapitado. É desnecessário multiplicar exemplos.

A maioria dos mártires não conheceu Jesus pessoalmente. Mas eles O aceitaram pela fé, através da Palavra de Deus. A forte convicção que adquiriram através do estudo das Escrituras lhes deu coragem para se tornarem participantes dos sofrimentos de Cristo e até mesmo a depor a vida por Ele.

Talvez Deus não requeira o mesmo sacrifício de nós. Mas o contato constante com a Palavra inspirada é vital para nos fortalecer a fé e a esperança nesses tempos finais da história.

REFLEXÃO: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido” (II Timóteo 3:12-14)

Fonte: MM 2010
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