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Prazo de Validade

(por Manoel N. Lopes)

"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Salmos 90:12)

Um de nossos cuidados quando vamos às compras no supermercado é a verificação do prazo de validade dos produtos, para não levarmos para casa mercadoria que já não produz efeito ou que pode estar estragada, por estar com o prazo de validade vencido.
Tudo aquilo que o homem produz um dia desaparecerá. Refrigeradores, móveis, automóveis, eletrodomésticos, vestuário, alimentos e tantas outras coisas têm uma vida útil, um prazo de validade. Uns duram mais, outros menos. Mas o tempo de existência e utilidade de cada uma dessas coisas fatalmente chegará.

Que tenho eu a ver com isso? pode alguém perguntar. Nós também temos um prazo de validade; não existiremos para sempre nesta dimensão. Uns têm um prazo mais prolongado, outros mais breves, mas nosso prazo inexoravelmente terá um fim, nada obstante os esforços da ciência. Todos sabem dessa certeza, mas muitos vivem totalmente alheios ao seu prazo de validade, e têm todos os seus objetivos centralizados nas coisas deste mundo: prazeres, conquistas, sucesso, bem-estar, e esquecem-se da realidade que se segue após o término do nosso prazo de validade: o juízo (Hebreus 9:27).

A consciência dessa realidade fez Davi escrever: “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada” (Salmos 39:4-5).

Essa deveria ser a atitude de cada um de nós. Sabemos que a nossa vida é “apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14). Mas são muitos os que preferem preocupar-se com o antes que a neblina se dissipe do que com o após do desaparecimento da neblina da vida.

O salmista diz que “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmos 90:10). Diante de tal verdade Davi pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmos 90:12).

É bem verdade que precisamos cuidar de nosso futuro profissional, de nossa família, precisamos de momentos de lazer; isso é saudável. Mas não podemos viver alheios ao nosso prazo de validade. Devemos ter em mente que somos peregrinos neste mundo, e que o visto de permanência aqui tem um prazo.

Necessitamos ter coração sábio para considerar essa realidade. No Velho Testamento, em Amós 4:12, há uma grave advertência de Deus aos israelitas, que viviam numa grande cegueira espiritual: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”.

Medite: Que possamos ser achados aprovados por Deus ao expirar nossa prazo de validade.

Paus e Pedras

"A nossa alma está saturada do […] desprezo dos soberbos" (Salmo 123:4)

O salmista não suportava mais o “… desprezo dos soberbos” (Salmo 123:4). Talvez você também não. As pessoas na sua vizinhança, escritório ou sala de aula podem ser escarnecedoras da sua fé e determinação de seguir Jesus. Paus e pedras quebram nossos ossos, mas as palavras podem ferir mais profundamente. Em seu comentário sobre esse salmo, Derek Kidner se refere ao desprezo como “aço gelado”.

Podemos afastar as vaias dos orgulhosos tornando-nos como eles, ou podemos ver sua tentativa de humilhar-nos como um galardão de honra. Podemos regozijar-nos de sermos “… considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome [de Jesus]” (Atos 5:41). É melhor ter vergonha por um curto tempo que suportar “… vergonha e horror eterno” (Daniel 12:2).

Precisamos ser diferentes dos escarnecedores, não lhes retribuindo o escárnio, mas abençoando aqueles que nos perseguem. “… abençoai e não amaldiçoeis”, lembra-nos Paulo (Romanos 12:14). Pois Deus poderá levá-los à fé e ao arrependimento, e transformar nossos momentos de vergonha em glória eterna.

Finalmente, como o salmista nos aconselham precisamos ter “… os nossos olhos fitos no SENHOR” (Salmo 123:2). Ele entende melhor do que ninguém, pois também sofreu reprovação. Ele demonstrará compaixão por nós segundo Sua infinita misericórdia.

Pensamento: "Quando os outros o maltratam, mantenha os olhos fitos em Jesus"

Fonte: RBC

"O dia mau"

(adaptado do texto de Josi Daudt)

“Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação” (Salmos 119:99)

A bíblia diz que precisamos nos fortalecer para resistir o “dia mau”. Significa que existe o dia mau. Por mais que sejamos crentes, tenhamos fé, este é um dia que existe. Jesus teve dias maus. O dia em que foi levado ao deserto para ser tentado, foi um dia mau. A véspera de sua morte, sua angustia pelo que haveria de passar, foi um dia mau. O próprio dia da sua morte foi um dia mau, tamanha dor que sentiu.

Nós não somos diferentes. Também passamos pelo dia mau. O que fazer quando esse dia chegar? Como resistir?

Vamos lá para a armadura de Deus, descrita em Efésios 6:10-20. Para que serve a armadura de Deus? Para que, após ser atacado, atacado e atacado pelo império das trevas, possamos permanecer de pé.

Analisando as armas oferecidas por Deus (Efésios 6:13-17), podemos observar que existem 6 armas, sendo 5 de defesa e apenas uma de ataque.

ARMAS DE DEFESA: cinto da verdade, couraça da justiça, sandália do evangelho da paz, escudo da fé e capacete da salvação.

ARMA DE ATAQUE: espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Você começa se defendendo dos ataques de Satanás, mas na hora de atacar, você precisa usar a arma de ataque, que é a única que pode destruí-lo: A PALAVRA DE DEUS.

No dia mau, você precisa usar a Palavra de Deus para vencê-lo. Jesus venceu a Satanás usando a Palavra de Deus. Sempre dizia: ESTÁ ESCRITO.

Você pode ficar imaginando, como posso vencer através da Palavra? Eu te digo: CONFESSANDO-A.

Nossa mente é um dos maiores inimigos que temos, porque é nela que Satanás lança suas palavras de mentira, trazendo dúvidas quanto ao que está escrito na Palavra de Deus. É por isso que temos que conhecer a Palavra, para usá-la como arma de ataque. Na Palavra de Deus está toda a sua vida. Seus problemas e suas soluções estão ali. As promessas de Deus para sua vida estão nela. E é nisso que você tem que crer. Paulo diz em Romanos 6 que a esperança que se espera não é esperança. E aquilo que esperamos, com paciência aguarda. Muitas coisas parecem demoradas, mas aquele que tem esperança, tem paciência. Nós vivemos pela fé, crendo naquilo que não vemos. As promessas de Deus precisam ser cridas para que possam se manifestar. Cridas e aguardadas com paciência.

É aí que Satanás entra com suas mentiras, fazendo com que sua mente perca a paciência e deixe de esperar. Aí você começa a questionar, duvidar das promessas de Deus, aí o dia mau chega, e você não sabe o que fazer.

Entenda, as promessas de Deus existentes em Sua Palavra para você, já aconteceram no mundo espiritual, invisível, onde Deus está. Se está escrito, é verdade. Se Deus disse, é verdade e Ele vai cumprir, porque Deus zela por cumprir a Sua Palavra.

Pare de dar ouvidos às mentiras de Satanás e comece a usar a sua maior arma: A PALAVRA DE DEUS. Comece a confessar o que você é, o que você tem e o que você pode em Cristo Jesus. Não duvide do que Deus diz. Não creia no que você vê nesse mundo, porque o mundo está posto no maligno. Creia no que o Espírito Santo testifica com o seu coração e bombardeie sua mente com a Palavra de Deus, e, a partir daí, comece a confessar a sua vitória.

Assim como Satanás teve que fugir da presença de Jesus quando ele confessou a Palavra, também fugirá de você. Assim como Jesus resistiu no dia mau, você também resistirá, porque Ele disse que você faria Suas mesmas obras e obras ainda maiores.

Agindo assim, você ocupará o lugar que Deus preparou para você: ASSENTADO NAS REGIÕES CELESTIAIS, JUNTAMENTE COM CRISTO.

Você foi feito para andar altaneiramente, acima de tudo que tenta de afligir, te destruir, te vencer, te entristecer. ...

Seja um com Cristo e você será mais que vencedor!

REFLEXÃO: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento; sim, se clamares por discernimento, e por entendimento alçares a tua voz; se o buscares como a prata e o procurares como a tesouros escondidos; então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento” (Provérbios 2:1-6)


Chūken Hachikō - Uma Lição de Lealdade

(por Marcio)

"O amigo ama em todo o tempo..." (Provérbios 17:17)

Chūken Hachikō, é o nome em japonês para "Cão Fiel Hachikō". Este foi o nome dado a um cão da raça Akita que viveu entre os anos 20 e 30 do século passado. Apesar de ter sido um simples cãozinho, sua história de vida nos ensina muito sobre o que é ser Leal.

Ele foi adotado por um homem chamado Hidesaburō Ueno, um professor da Universidade de Tóquio. Carinhosamente, batizou-o de "Hachikō" (diminutivo de Hachi) e encheu-lhe de amor e atenção. Todos os dias, o professor era acompanhado pelo cão desde sua casa até a estação de trens de Shibuya, rotina inversa repetida também no final de todos os dias, pontualmente. Muitos daquela estação, ficavam profundamente impressionados pela pontualidade e amizade que o cão exercia com o seu dono. Assim, durante 16 meses, esta cena foi repetida todos os dias, como de costume.

Infelizmente, a vida feliz destes dois companheiros, foi marcada e interropida por um AVC (Acidente Vascular Cerebral) sofrido pelo professor no dia 21 de Maio de 1925... desta vez a rotina havia saído do normal: Hachikō acompanhou Ueno para o trabalho, mas nunca mais o viu retornar à estação de Shibuya.

A história diz que na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado. Passou a noite toda deitado ao lado do caixão do seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz ainda, que quando chegou a hora de colocar vários objetos particulares dentro do caixão (para fechá-lo), Hachikō pulou dentro e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Após a morte do professor, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para tentar ficar na antiga casa em Shibuya. Um ano já havia passado e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, assim, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote.

Mesmo assim, Hachikō fugiu várias vezes. Percebeu que seu antigo amigo já não morava na casa em Shibuya, mas mesmo assim, ia todos os dias à estação, da mesma forma como ele sempre fazia, e ali ficava esperando o retorno do seu mestre. Ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros.

Durante nove anos e dez meses contínuos, Hachikō foi visto naquela estação sempre aos finais de tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com o seu dono. Saudosamente, dia após dia, ano após ano, com toda devoção, Hachikō esteve lá, até o dia de sua morte.

A sabedoria popular diz que o "cão é o melhor amigo do homem" e isto tem os seus méritos, ainda mais depois de lermos histórias como estas.... que fidelidade, que amor, que esperança! Mas gosto também de lembrar (na verdade jamais quero esquecer) o que está escrito em João 15:13: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos". Você conhece alguém que seria capaz disto? Você tem um amigo assim? Sim, todos nós temos. Todos fomos favorecidos por Ele pelo Seu imenso amor e atenção. Seu nome: Jesus de Nazaré. Meu melhor amigo, seu melhor amigo. Ele mesmo disse: "... Eu os tenho chamado amigos..." (João 15:15). Ele o ama, e somente se você sentir o mesmo, suportará esperá-Lo pacientemente custe o que custar.

Sabe, fico imaginando se os filhos de Deus tivessem a mesma disposição para aguardar o Mestre com tanta certeza e devoção como este Akita. É verdade que um dia Ele "deixou a estação" e muitas vezes parece que não vai mais voltar. Mas lembre-se: os sinais do "expresso angelical" estão aí, jamais duvide, Ele prometeu, Ele voltará!

Muitos, semelhantemente a história de Hachikō, aguardaram fielmente, pacientemente, hora após hora o retorno do nosso Dono e foram até o final de suas vidas nesta espera. Outros, como eu e você, aguardam ainda este momento maravilhoso, não do barulho das portas de um trem se abrindo, mas do som majestoso das portas dos céus que se abrirão com o soar das trombetas por ocasião do retorno do Amigo Jesus.

Você crê nisso? Você está disposto a reencontrar o Seu Amigo? Você está na "estação" ou se acostumou com sua "nova casa"? Jamais se esqueça: nós não somos daqui, nossa pátria é celestial!



"Jamais pense em desistir, falta pouco, só um pouquinho mais, logo Ele virá nos buscar"!




REFLEXÃO: "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: 'Sim, venho em breve!' Amém. Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20) - NVI

Ref.: Wikipédia

O ladrão está no paraíso?

(adaptado do texto de Ozeas C. Moura)

"E disse a ele: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43)

Nos manuscritos originais, como no texto de Lucas 23:43, não havia pontuação como temos hoje. Nem tinha o "que", partícula que complica o entendimento do texto. Os textos eram escritos sem pontuação e geralmente com as palavras todas ligadas, assim (já transliterado): "kaieipenautôamensoilegosemeronmetemoueseentôparadeisô".

Em português: "Edisseaeleemverdadeatidigohojeestaráscomigonoparaíso."

Separando as palavras: "E disse a ele em verdade a ti digo hoje estarás comigo no paraíso."

O entendimento do texto depende do lugar em que colocamos a pontuação, especialmente em relação ao advérbio de tempo "hoje". Vejamos as duas possibilidades de pontuação:

1. "E disse a ele: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso." Por essa maneira de pontuar, colocando a vírgula antes de "hoje", o texto quer dizer que foi prometido ao ladrão arrependido que naquela mesma sexta-feira ele estaria com Jesus no paraíso. Tal tradução, porém, vai contra os ensinamentos da própria Bíblia quanto ao momento da recompensa, que, para os justos, será na ocasião da segunda vinda de Cristo (Mt 25:31-34, I Ts 4:16) e, para os ímpios, após o Milênio (Ap 20:5, 7-9), e não quando se morre.

2. "E disse a ele: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso." Essa maneira de traduzir, combinando o advérbio de tempo "hoje" com o verbo "digo", está de acordo com outras expressões bíblicas similares como, por exemplo, "Eu te ordeno hoje" (ver Êx 34:11; Dt 4:40 etc). Além dessa concordância gramatical, essa maneira de traduzir o texto está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa para os justos será dada na segunda vinda de Cristo, e para os ímpios, após o Milênio, e não por ocasião da morte (como visto no parágrafo anterior). Por esse modo de tradução do texto, a promessa do ladrão arrependido teria sido de que ele estaria no paraíso quando Jesus "viesse no Seu reino" (Lc 23:42) e não ao morrer naquela sexta-feira da crucificação.

A opção pela primeira maneira de traduzir apresenta sério questionamento: teria Jesus mentido ao ladrão arrependido, visto que Ele não foi ao paraíso naquela sexta-feira? No domingo pela manhã, Jesus disse a Maria Madalena: "Não me detenhas; por que ainda não subi para o Meu Pai" (Jo 20:17). Ora, se Jesus no domingo cedo, não havia ido ainda ao paraíso, como teria estado neste lugar, na sexta-feira, com o ladrão arrependido? O Novo Testamento é claro em dizer que Jesus é Deus, e "é impossível que Deus minta (Hb 6:18).

A opção pelo segundo modo de traduzir o texto está de acordo com outras expressões bíblicas, nas quais aparece o advérbio de tempo "hoje" com verbos similares a "digo", como "ordeno", "falo"; está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa não é dada quando se morre, mas por ocasião da segunda vinda de Cristo (para os justos) e após o Milênio (para os ímpios); além de estar de acordo com o próprio pedido do ladrão: "Lembra-te de mim QUANDO VIERES NO TEU REINO (Lc 23:42).

Com a promessa feita ao ladrão, Jesus estava dizendo a Ele: "estou lhe dizendo hoje, agora: Morra tranquilo! Descanse confiando no que estou lhe dizendo hoje: Você vai estar comigo no paraíso."

Essa mesma promessa pertence a todo aquele que enfrenta o "vale da sombra da morte". Um dia Jesus virá e ressuscitará todo aquele que fez dEle seu Salvador e morreu confiando nEle, que é a "ressurreição e a vida" (Jo 11:25). Não é essa uma doce e confortadora promessa?

REFLEXÃO: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e OS QUE MORRERAM EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO" (I Tessalonicenses 4:16)

Fonte: Revista Adventista Mar/2010, via Meditando em Jesus

As tormentas são passageiras

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (II Coríntios 4:17)

Noé estava dentro da arca com todo tipo de animais e também com sua família. Durante quarenta dias e quarenta noites a chuva caiu, fazendo as águas subirem, destruindo tudo que havia. Seus vizinhos não mais existiam. O mundo, como ele o conhecia, havia desaparecido. Ele teria de começar a vida de novo.

Isso acontece ainda hoje, com as pessoas. De repente, a terra foge debaixo de nossos pés, nosso mundo desaba, e precisamos começar tudo do zero outra vez.

Um homem de 53 anos foi demitido da firma em que trabalhava como gerente. Ele havia gasto a maior parte de sua vida adulta adquirindo conhecimentos e experiência que subitamente se tornaram obsoletos.

O mundo, como ele o conhecia, não mais existia. Ele precisou começar tudo de novo.

A vida nos puxa o tapete, às vezes. Mas as tormentas não duram para sempre. O luto passa e o tempo cura a dor. Muitas pessoas que perdem um emprego acabam conseguindo outro.

Herman Gockel perdeu a voz aos 32 anos. Uma experiência terrível para um jovem pregador. Demitiu-se de sua igreja e foi morar com a esposa e os dois filhos na casa de sua mãe viúva.

A esposa conseguiu trabalho como secretária. E ele ficou em casa com as crianças. Ao cuidar dos afazeres domésticos, um texto bíblico lhe veio à mente: “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Herman teve um raio de esperança. Orou. Seis meses mais tarde conseguiu um trabalho respondendo cartas de um programa de rádio. E também passou a ajudar na expedição da Editora Concórdia.

Dois anos mais tarde Herman se tornou gerente da Concórdia. Então a esposa ficou gravemente enferma e foi hospitalizada 26 vezes. Seis vezes esteve à morte. Mas Herman continuou crendo em Romanos 8:32. Seus livros e artigos inspiraram milhões de pessoas, e ele foi convidado a criar um novo programa de televisão para sua igreja. Tudo isso depois que ele perdeu a voz.

Após a tormenta surgiu o "arco-íris". Ah, é claro que isso nem sempre acontece. Mas Deus nos prometeu que não seremos tentados além das nossas forças; “pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).

Apeguemo-nos a Deus e confiemos em Suas promessas.

REFLEXÃO: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram” (Josué 23:14)


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