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O CHAMADO PARA TESTEMUNHAR - Meditação Diária 21-02-2015

"Não temas; pelo contrário, fala e não te cales". Atos 18:9

Cerca de uma semana após a primeira visão, Ellen recebeu uma segunda, instruindo a contar aos outros adventistas o que Deus lhe havia revelado. Também lhe disse que ela enfrentaria grande oposição.

Ellen hesitou diante do dever. Afinal, raciocinou, sua saúde era frágil, tinha apenas 17 anos e era naturalmente tímida. “Durante vários dias”, explicou mais tarde, “orei para que este encargo fosse removido de mim e posto sobre alguém capaz de o suportar. Não se alterou, porém, minha consciência do dever, e soavam-me continuamente aos ouvidos as palavras do anjo: ‘Torna conhecido a outros o que te revelei’” (VE, p. 65). Ela prosseguiu admitindo que preferia a morte à tarefa a sua frente. Depois de perder a doce paz que lhe sobreviera após a conversão, encontrava-se mais uma vez em desespero.

Não é de se espantar que Ellen Harmon sentisse medo de falar em público. Afinal, a população em geral zombava dos mileritas. Além disso, erros doutrinários graves e várias formas de fanatismo assolavam as próprias fileiras dos mileritas após o desapontamento.
De maneira mais específica, o dom de profecia se tornara especialmente suspeito em 1844, tanto para a sociedade mais ampla quanto para os adventistas mileritas. No verão de 1844, Joseph Smith, o “profeta” mórmon, perdera a vida ao ser atacado por uma multidão, em Illinois. O fim de 1844 e o início de 1845 testemunharam o surgimento de um grande número de “profetas” adventistas de caráter questionável, vários deles atuando em Maine. Na primavera de 1845, os adventistas de Albany votariam que não tinham “confiança em nenhuma mensagem ou visão, nem em sonhos, línguas, milagres, dons extraordinários, revelações” e assim por diante.

Em meio a uma atmosfera como essa, não surpreende que a jovem Ellen Harmon tenha procurado evitar seu chamado ao ministério profético. Contudo, a despeito de seus temores pessoais, ela foi em frente e começou a apresentar o confortante conselho divino aos adventistas confusos.

Mesmo uma rápida consideração sobre suas diversas declarações autobiográficas iniciais revela que ela se deparou com bastante fanatismo e oposição pessoal.
Algumas de suas primeiras visões trataram do fanatismo e da oposição ao dar conselhos e repreensões de natureza particular.

Ó Senhor, ajuda-nos hoje a sermos fiéis no lugar onde nos colocaste e capacita-nos para anunciarmos a mensagem que nos tens dado.

George Knight - "Para não esquecer"

A PRIMEIRA VISÃO DE ELLEN WHITE 2 - Meditação Diária 20-02-2015

"E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão". Atos 2:17

É surpreendente notar que a primeira visão de Ellen White não abordou o tema do santuário, nem de sua purificação. Em vez disso, seu objetivo era encorajar os desapontados adventistas mileritas, oferecendo-lhes segurança e consolo. De maneira mais específica, proporcionava instrução em várias frentes.

Primeiro, a visão indicava que o movimento de 22 de outubro não havia sido um erro. Pelo contrário, em 22 de outubro houve o cumprimento de uma profecia. Por isso, era uma “luz brilhante” atrás deles, para ajudá-los a se orientar e a guiá-los rumo ao futuro. É interessante saber que Ellen Harmon havia abandonado a crença na mensagem de outubro de 1844 no mês anterior à sua primeira visão. Portanto, o que ela viu era contrário a seus pensamentos pessoais.

Segundo, a visão revelava que Jesus continuaria a dirigi-los, mas eles precisavam manter os olhos fitos nEle. Logo, o adventismo tinha dois focos de orientação: o acontecimento de outubro na história passada e o direcionamento contínuo de Jesus no futuro.

Terceiro, a visão parecia sugerir que demoraria mais do que o esperado para Cristo voltar.
Quarto, era um erro grave abandonar a experiência passada do movimento de 1844 e afirmar que ela não viera de Deus. Aqueles que chegassem a essa conclusão se afundariam em trevas espirituais e perderiam o rumo.

A primeira visão de Ellen White proporcionou várias lições positivas. Mas não deixemos de observar uma coisa: ela não mostrou o que havia acontecido em 22 de outubro de 1844. Tal conhecimento ficaria claro por meio do estudo da Bíblia. Em vez de dar explicações específicas, a primeira visão somente ressaltou o fato de que Deus estava guiando um povo a despeito do desapontamento e da confusão. Esse foi o primeiro sinal de Seu cuidado e direcionamento profético por intermédio de Ellen Harmon.

O tema de Deus guiando Seu povo em meio aos perigos e às ciladas da história se transformaria em um dos focos centrais do ministério dela. Ganharia maturidade em cinco obras importantes que acompanham o curso da história do direcionamento divino desde a entrada do pecado, em Patriarcas e Profetas, até a conclusão do plano de Deus, em O Grande Conflito.

Graças ao Senhor por Sua orientação constante!

George Knight - "Para não esquecer"

A PRIMEIRA VISÃO DE ELLEN WHITE 1 - Meditação Diária 19-02-2015

"E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão". Joel 2:28

Em dezembro de 1844, Ellen Harmon estava orando com mais quatro mulheres na casa da Sra. Haines, em Portland, Maine. “Enquanto estávamos orando”, conta Ellen, “o poder de Deus veio sobre mim como nunca havia sentido antes” (LS, p. 64).

Durante a experiência, ela relata: “Pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento […], mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Com isto olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia-noite’ [a pregação de que 22 de outubro seria a data do cumprimento de Daniel 8:14].

“Essa luz brilhava em toda extensão do caminho e proporcionava claridade para seus pés, para que não tropeçassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros.

“Mas logo alguns ficaram cansados e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava. […]

“Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. A luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. […]

“Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do Homem. Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e se tornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grande nuvem branca. […]

“Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem. […] Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: ‘Despertai! Despertai! Despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!’”

George Knight - "Para não esquecer"

NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 5 - Meditação Diária 18-02-2015

"Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos Céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores. Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; Ele entrou no próprio Céu, para agora Se apresentar diante de Deus em nosso favor". Hebreus 9:23, 24, NVI

A profecia de Daniel 8:14 sobre a purificação do santuário, no fim das 2.300 tardes e manhãs, era de grande importância para os adventistas da porta fechada. Por isso, não é de se espantar que encontremos outras pessoas além de Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn preocupadas com a identidade do santuário, o sentido da purificação e o que de fato ocorreu na conclusão da profecia dos 2.300 dias.
Outros estudiosos que publicaram sobre o assunto incluem Emily C. Clemons, que editou um periódico, na metade de 1845, chamado Hope Within the Veil [Esperança Além do Véu]; e G. W. Peavey, o qual ensinava, em abril de 1845, que Cristo havia “terminado a obra tipificada pelas ministrações diárias antes do décimo dia do sétimo mês e que, naquela data, entrara no santo dos santos”.

Peavey também percebia uma conexão entre Daniel 8:14, Hebreus 9:23, 24 e Levítico 16. Ele concluiu que o lugar santíssimo do santuário celestial necessitava ser purificado pelo sangue de Cristo no dia antitípico da expiação. No entanto, ele acreditava que a purificação do santuário celestial havia acontecido em 22 de outubro de 1844, ao passo que Crosier e seus amigos consideravam a expiação um processo inacabado que havia começado naquela data. A interpretação de Crosier foi a adotada pelos adventistas guardadores do sábado.

As primeiras visões de Ellen Harmon também abordaram o tema do santuário. No início de 1845, ela relatou uma visão na qual viu “o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se” no início da segunda fase do ministério celestial de Cristo (PE, p. 55).

Embora essa visão esteja em harmonia com as conclusões de Crosier e outros estudiosos da Bíblia, devemos nos lembrar de que Ellen Harmon não tinha preeminência nem autoridade sobre o adventismo da época. Era basicamente desconhecida das principais figuras ligadas ao desenvolvimento da teologia do santuário. Para eles, Ellen era apenas uma menina de 17 anos, afirmando ter visões em meio às vozes conflitantes do adventismo da porta fechada; que, na época, estava literalmente infestado de gente dizendo ter dons carismáticos.
Devemos louvar a Deus por sempre estar disposto a guiar nossa mente enquanto buscamos conhecer Seu maravilhoso plano de redenção.

George Knight - "Para não esquecer"

NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 4 - Meditação Diária 17-02-2015

"Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles". Hebreus 7:25, NVI

Crosier começou a escrever sobre o santuário celestial em março de 1845, mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que ele apresentou sua interpretação mais completa sobre o assunto em um artigo chamado “The Law of Moses” [A Lei de Moisés].

Podemos resumir da seguinte forma as conclusões mais importantes encontradas em “The Law of Moses”: (1) Existe um santuário literal no Céu. (2) O santuário hebraico era uma representação visual completa do plano da salvação, que seguia o modelo do santuário celestial. (3) Assim como os sacerdotes terrenos tinham um ministério em duas fases no santuário do deserto, Cristo tem um ministério de duas etapas no santuário celestial. A primeira etapa começou no lugar santo após Sua ascensão e a Segunda, em 22 de outubro de 1844, quando Jesus passou do primeiro compartimento do santuário celestial para o segundo. Logo, o dia antitípico ou celestial do Dia da Expiação começou nessa data. (4) A primeira etapa do ministério de Cristo está ligada ao perdão, ao passo que a segunda envolve o apagamento dos pecados e a purificação tanto do santuário quanto dos crentes. (5) A purificação de Daniel 8:14 era do pecado; portanto, seria efetuada pelo sangue, não pelo fogo. (6) Haveria um intervalo de tempo entre o início do ministério de Jesus no santíssimo e o segundo advento.

Os resultados do estudo da Bíblia, realizado por Crosier, responderam às perguntas sobre a identidade do santuário e a natureza da purificação. Além disso, mostraram o que havia acontecido no fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8:14.

O artigo de Crosier não passou despercebido por aqueles que se tornariam líderes dos adventistas guardadores do sábado. Já em maio de 1846, José Bates recomendou a abordagem de Crosier sobre o santuário, considerando-a “superior a qualquer material do tipo disponível”.

No ano seguinte, Ellen White escreveu: “O Senhor me mostrou em visão, mais de um ano atrás, que o irmão Crosier tem a luz verdadeira acerca da purificação do santuário […] e que era de Sua vontade que o irmão Crosier escrevesse o ponto de vista que nos mostrou em Day-Star Extra, no dia 7 de fevereiro de 1846” (WLF, p. 12).

Podemos ser gratos a Deus não só porque tem um plano para salvar Seu povo do pecado, mas também porque esse plano está sendo levado a efeito por meio do ministério de Cristo em nosso favor no Céu.

George Knight - "Para não esquecer"

NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 3 - Meditação Diária 16-02-2015

" 'Eles servem num santuário que é cópia e sombra daquele que está nos Céus, já que Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo: “Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte' ". Hebreus 8:5, NVI

Ontem conhecemos Owen R. L. Crosier, o amigo de Hiram Edson que dedicou tempo a um estudo intensivo e abrangente da Bíblia sobre o significado do santuário e da purificação que aconteceria no fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Em Day Dawn [Raiar do Dia], material publicado por Edson e Hahn, Crosier explicou suas descobertas de maneira sistemática. Uma de suas primeiras conclusões foi que a interpretação de Miller estava equivocada, visto que “a palavra santuário não pode se aplicar à Terra por nenhum princípio existente”. Crosier certamente tinha uma concordância em mãos quando observou que “a palavra santuário ocorre 104 vezes na Bíblia, 100 delas no Antigo Testamento […] e 4 no Novo, todas elas na epístola aos Hebreus”.

Mais adiante em seu artigo, Crosier conclui que o santuário de Daniel 8:14 não podia ser o santuário judaico, pois este fora “irrecuperavelmente destruído”. “Todavia, embora o santuário judaico tenha deixado de ser o santuário 1.800 anos atrás, algo maiseorge  existia no fim dos 2.300 dias para receber o título de santuário e, no fim do período, passar por uma mudança expressa pela palavra ‘purificado’, ‘justificado’, ‘vindicado’ ou ‘declarado justo’.”

Crosier observou que o livro de Hebreus deixa algo claro: “Após a ascensão, Cristo entrou no lugar do qual o santuário judaico era uma figura, um modelo ou tipo e este foi o local de Seu ministério durante a dispensação do evangelho.” Hebreus revela inquestionavelmente: “‘Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário.’ Esse não é o único texto do Novo Testamento no qual a palavra santuário é encontrada, mas os outros três se referem ao santuário judaico. Agora podemos ter segurança ao afirmar que não há autoridade bíblica para chamar qualquer outra coisa de santuário na dispensação do evangelho, além do local do ministério de Cristo no Céu, desde o momento de Sua ascensão ao Pai até Sua segunda vinda.”

Podemos agradecer a Deus hoje por Jesus ser nosso sumo sacerdote no santuário celestial. “Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hb 7:25, NVI). Amém!


George Knight - "Para não esquecer"
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