Mostrando postagens com marcador Cobiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cobiça. Mostrar todas as postagens

O Preço do Mundanismo

(Pr. Cirino Refosco)

"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR." (Gênesis 13:10-13)

Mundano é um termo bem conhecido dos crentes. Os incrédulos pouco conhecem tal expressão. Nós sabemos que mundano é aquele que participa dos pecados e prazeres do mundo. É aquele que se corrompe com o mundo. Mas porque os crentes usam esta expressão? Para sabermos o que este termo significa, precisamos antes conhecer o termo “Igreja”. Se não houvesse igreja não haveria mundanismo.

EKKLESIA – Um grupo daqueles que foram chamados para fora. Separados para Deus. A igreja é formada pelos santos. Santo tem o sentido de separado, diferente.

Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido da igreja e nos misturamos com o mundo. E os irmãos hão de convir comigo que a igreja de nossos dias está perdendo seu verdadeiro sentido, pois onde está a separação? Onde a diferença? A igreja primitiva crescia porque era caracterizada pela separação do mundo, pela diferença dos incrédulos e persuadia pela diferença.

Há quem pense que precisamos nos misturar com o mundo para ganhá-lo para Cristo – essa filosofia é diabólica. Jamais ganharemos o mundo nos tornando parecidos com ele. Não podemos nos esquecer que somos filhos de Deus – e não podemos fazer as mesmas coisas que fazem os filhos do diabo (palavras, vestes, caráter,etc).

Queremos baseados na vida de Ló, falar sobre o preço do mundanismo, pois é esse um assunto atual e que penetra em nossas igrejas:

I – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FELICIDADE.

Pelo que aprendemos na Bíblia, Ló era um tipo mundano e ambicioso. Ele era independente do tio, tinha seus próprios rebanhos, e servos. A contenda começou com os pastores e chegou até Abraão.

Abraão era um tipo manso. O qual disse: “Não está toda terra diante de ti? Se escolheres para a direita irei para esquerda”.

Eu não entendo o que Ló estava fazendo junto com Abraão! Deus chamara apenas Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão, que é regada por muitos riachos e de uma fertilidade assombrosa. Ló teve oportunidade para prosperar, mas sua escolha converteu-se em maldição. Uma vez foi levado cativo e outra teve que correr para salvar a vida, e isso graças a intercessão de Abraão.

O pobre Ló foi enganado pela vista, mudando continuamente de lugar chegou a corrupta cidade de Sodoma onde se estabeleceu e parece – casou-se, chegando a ocupar lugar de destaque.

Na experiência de Ló encontramos uma grande ilustração do preço que o crente tem que pagar quando se afasta de Deus para seguir os vagos prazeres deste mundo.

A Bíblia diz que o povo era corrupto e devasso, e Ló ficou lá, afligindo sua alma, mas sem sair do lugar. Triste exemplo de um homem que só busca os interesses deste mundo.

O apóstolo Pedro na 2ª carta 2:7, 8 diz: “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia)”. Não conheço um crente mundano que seja feliz, realizado.

Vocês podem me apresentar um? Creio que não. Antes vivem reclamando, insatisfeitos e deprimidos. Preocupo-me muito quando vejo crentes tristes. Ló era um crente mundano, e por isso vivia aflito “afligindo sua alma”.

Então vemos que o preço do mundanismo é a perda da felicidade.

Não conheço sua vida. Mas pergunto: Você é feliz (como crente, esposo, filho, pai)? Analise sua vida, quem sabe és mundano como Ló.

Rei Davi – Urias – Bete-Seba. Salmo 51 – Qual foi o preço do mundanismo deste rei? A perda da felicidade (51:12).

II – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DO PODER NO TESTEMUNHO.

É difícil dar testemunho daquilo que não temos e não somos. Ló não tinha poder no seu testemunho. Mesmo tendo uma posição elevada naquela cidade, o povo continuava corrupto. Ele não influenciou as pessoas, mas foi influenciado. Creio que Deus só o livrou pela intercessão de Abraão. Como Abraão insistiu: Se houver 50; 45, 40. 30, 20, 10 justos.

Deus enviara 2 anjos para tirar Ló, mas ele estava cego e não percebeu que eram vindos de Deus. O crente mundano não vê as coisas de Deus. Vejamos o exemplo de Balaão (dinheiro estava em jogo, a jumenta via o anjo e desviava – Balaão não via nada) 18 (3 vezes) Nm.22 – Se tornou mundano.

O crente mundano não tem poder no testemunho. Não influencia as pessoas com quem vive. Não ganha almas para Cristo.

Vejamos o exemplo de Sansão: A vida dele antes de se tornar mundano era conhecida, e muitos creram em Deus – o povo sabia que o espírito do Senhor estava sobre ele – mas quando pecou casando-se com uma mulher incrédula o espírito do Senhor retirou-se de Sansão – perdeu sua força, os olhos foram vazados e o povo zombava dizendo: onde está teu Deus? Vejam o perigo do casamento com incrédulo… Que escândalo para a obra de Deus! Assim acontece com os crentes mundanos, são escândalo para o evangelho, pois seu testemunho perde o poder, e as pessoas zombam. Quanto mais a igreja se mistura com o mundo, tanto mais perde seu poder… A igreja primitiva era separada…

III – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FAMÍLIA.

Ló constituiu família em Sodoma, 2 filhas. Os anjos perguntaram: Tem mais alguém? Tira-os para fora desse lugar…Nada!

Pela manhã os anjos novamente disseram: levanta-te, toma tua mulher e filhos e sai daqui para que não pereças. Gen.19:16 –“ Ele porém, demorava-se e aqueles anjos lhe pegaram pela mão e tirando todos, os puseram fora da cidade. E disseram: Escapa-te por tua vida e não olhes para trás.” Mas a esposa olhou – Foi transformada em uma estátua de Sal.

Ló perdeu a mulher, filhos e toda fazenda (onde os rebanhos?).

Demorava-se – foi a cobiça que o levou para lá, e pela cobiça teria perecido. O amor ao pecado o fazia demorar. Um pecado leva a outro pecado. Aquelas cidades foram destruídas por causa da depravação moral. O homossexualismo. O que aconteceu com Ló e suas filhas podemos chamar de reflexo da vida moral das cidades destruídas.

Elas pecaram contra Deus, e delas se originaram duas nações – terríveis inimigos de Israel – Moabitas e Amonitas. (Alguns dizem que melhor seria se tivessem ficado lá).

Ló perdeu sua família e bens. Este é o preço de mundanismo. Os irmãos estão percebendo como o mundo engana? No início campina verde, linda pastagem – depois fogo e enxofre. É assim também em nossos dias. No início tudo muito lindo, agradável, desejável, e depois destruição, desespero, morte! Quantos encheram os olhos com o mundo e hoje estão na miséria?


Reflexão: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (I João 2:15-17)

365 Recados Inspirados - #40


"É o espírito de cobiça que leva os homens a guardar para a satisfação do eu [...] O espírito de liberalidade é o espírito do Céu. [...] Por outro lado, o espírito de egoísmo é o espírito de Satanás. O princípio ilustrado na vida dos mundanos é receber, receber. Assim esperam eles conseguir felicidade e conforto, mas o fruto do que semeiam é miséria e morte."

(Atos dos Apóstolos, pág. 339
)

O mito da grama mais verde

(Pr. Rubens M. Scheffel)

"Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo. Êxodo 20:17

Cobiça não é admiração inofensiva daquilo que o vizinho possui. É o desejo veemente de possuir o que é dele, a ponto de incorrer em adultério, furto ou homicídio, dependendo do objeto cobiçado.

O rei Acabe, por exemplo, cobiçou a vinha de Nabote a ponto de permitir que Jezabel, sua mulher, planejasse a morte desse homem a fim de se apossar de sua propriedade (1Rs 21:1-16). Vejam o que diz Tiago: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1:14, 15). Daí por que o décimo mandamento é diferente dos outros nove, porque enquanto eles se concentram no comportamento (Não terás, não farás, não tomarás, não furtarás, etc), este mandamento se dirige à raiz de todos os nossos problemas: os motivos.

A verdade é que somos responsáveis diante de Deus não só pelos nossos atos, mas também pelos pensamentos. Os pensamentos impróprios promovem desejos impróprios, que por sua vez geram ações incorretas: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15:19).

“Este mandamento revela a profunda verdade de que não somos escravos desamparados de nossos desejos naturais e paixões. Dentro de nós existe uma força de vontade que, sob o controle de Cristo, pode submergir todo desejo ilícito e paixão (Fp 2:13)” (SDA Bible Commentary, v. 1, p. 607, 608).

Quando cobiçamos algo, nos tornamos infelizes, porque passamos a comparar o que os outros têm com o que temos ou deixamos de ter: “Ah, se eu tivesse uma casa igual à dele!” “Ah, se minha mulher fosse assim tão carinhosa!” “Ah, se meu filho fosse tão estudioso quanto o seu!”

Qual o remédio para a cobiça? É o contentamento. “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes” (Hb 13:5). Se Jesus habita em nosso coração será mais fácil nos contentar com o que temos, pois o que realmente importa é ter a eternidade no coração.

Logo os bens terrenos passarão. Então veremos que o Céu é o único lugar onde a grama é, de fato, mais verde.

REFLEXÃO: “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Timóteo 6:10)

Fonte: MM 2010


Muito mais do que isso

"Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor" (II Crôn. 25:9).

Amazias havia formado um exército de 300.000 homens para combater Edom, e depois havia contratado ainda 100.000 mercenários do reino de Israel por 100 talentos de prata. Hoje, essa prata seria equivalente a um milhão de dólares (não muito em termos de gastos militares hoje em dia, mas uma fortuna respeitável naquele tempo).

Foi então que certo "homem de Deus", um profeta, chegou com a mensagem. Se Amazias fosse à guerra com seus mercenários israelitas como aliados, o Senhor faria com que ele caísse diante do inimigo, "porque o Senhor não é com Israel" (II Crôn. 25:7). Amazias acabaria perdendo os cem talentos, bem como o apoio do exército israelita. Que deveria fazer?

Outro dia visitei o gerente de uma casa publicadora que enfrentava um dilema semelhante. Ele aceitara fazer anúncios de certa marca de pasta de dentes de um empresário local, imprimindo-os em sua revista de saúde. Claro que não havia nada de errado com a pasta de dentes, e aquele dinheiro a mais estava ajudando a pagar despesas gerais. Depois, sem pensar, nosso amigo aceitou o anúncio de outro produto da mesma empresa, um produto que não se harmonizava com os princípios de saúde de sua revista. Compreendeu em seguida o seu erro e explicou ao empresário que não poderia imprimir a nova propaganda. O negociante começou a discutir e ameaçou retirar todos os anúncios. Fico feliz em dizer que nosso amigo escolheu desistir dos "cem talentos", em lugar de envolver-se com algo que apontava para uma direção errada.

Você já enfrentou um dilema parecido? Alguma vez você já investiu recursos, inocentemente, em algo que prometia amplo retorno, mas que acabou sendo um negócio questionável? Nessas situações, é melhor entrar no reino sem um "olho direito" ou sem a "mão direita" (Mateus 5:29 e 30), do que "ganhar o mundo inteiro e perder [quem sabe] a alma" (Mateus 16:26).

REFLEXÃO: “E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui” (Lucas 12:15)

Related Posts with Thumbnails