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Comentários Lição 13 – Reavivamento prometido: missão cumprida (Prof. Sikberto Marks)

21 a 28 de Setembro de 2013

Verso para memorizar: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coraçãopois a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:7 e 8).

Introdução de sábado à tarde
Quando, afinal, DEUS derramará o poder do ESPÍRITO SANTO sobre a Sua igreja? Em parte Ele já está fazendo isso. A igreja está, há uns poucos anos, pregando com maior poder. Esta pregação despertará oposição em Babilônia e também internamente, na igreja. Levantar-se-ão inimigos, e esta pregação criará temor no inimigo que responderá com o decreto dominical. Mas como não se pode combater DEUS e Seus propósitos, o efeito maior deste decreto será a sacudidura e a purificação da igreja mediante o fortalecimento do trigo e o expurgo do joio.
“A grande questão que está tão próxima [o cumprimento da lei dominical], eliminará aqueles a quem Deus não designou, e Ele terá um ministério puro, leal, santificado e preparado para a chuva serôdia” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 385).
Então a igreja pura terá um surpreendente poder do alto. “Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a “chuva temporã” foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a “chuva serôdia” será dada em seu final para o amadurecimento da seara” (O Grande Conflito, pág. 611).
Nós, hoje, devemos nos interessar pela purificação, para por ventura, não sermos sacudidos com o joio que se unirá a Babilônia. “Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma. Então a chuva serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecoste” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 69). “A chuva serôdia virá, e a bênção de Deus encherá toda alma que estiver purificada de toda contaminação. É nossa obra hoje entregar nossa alma a Cristo, para estarmos preparados para o tempo de refrigério pela presença do Senhor – preparados para o batismo do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 191).

  1. 1.      Primeiro dia: O poder prometido
Qual é a grande promessa de JESUS CRISTO aos que cumprirem o “ide”? Ele estará com eles todos os dias para lhes acompanhar, dar força, orientar e dar poder.Assim seria até a consumação dos séculos. A pregação irá a toda nação, tribo, língua e povo. “Para nós, assim como para os discípulos, CRISTO comissionou a tarefa de levar a verdade ao mundo. Mas antes de nos envolvermos nessa grande e agressiva batalha, da qual dependem resultados eternos, somos convidados por CRISTO a avaliar o custo. Ele nos assegura que, se tomarmos posse da obra com coração não dividido, entregando-nos como portadores de luz para o mundo, se nos apossarmos de Sua força, faremos paz com Ele, e obteremos assistência sobrenatural que nos habilitará em nossa fraqueza a produzir frutos da Onipotência” (Comentários de EGW, Reavivamento e Reforma, 88).
Hoje, como estudamos todas as semanas, é o tempo do reavivamento e reforma. Devemos ceder-nos à vontade de DEUS, e até pedir que Ele nos transforme para que sejamos úteis. “Todo obreiro deve provar suas próprias habilitações pela Palavra de Deus. Têm os homens que lidam com coisas sagradas claro entendimento, correta percepção das coisas de interesse eterno? Consentirão em ceder à atuação do Espírito Santo? Ou permitem a si mesmos serem controlados por suas próprias tendências hereditárias e cultivadas? A todos convém examinar-se para ver se estão na fé” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 259, grifo acrescentado).
O poder já está sendo concedido, e a igreja ainda receberá muito mais poder. “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo” (Eventos Finais, 203).

  1. 2.      Segunda: Chuva temporã e chuva serôdia
A ilustração da água e da chuva, para nos ensinar sobre o ESPÍRITO SANTO, é muito simples de entender. Aliás, como tudo na Bíblia, se bem explicado, torna-se simples. A água é para limpar e purificar. A chuva derrama muita água, e ela é para purificar e também para fazer brotar e crescer. A primeira chuva (temporã), no Oriente, era para fazer brotar o grão. A última chuva (serôdia) era para fazer amadurecer e preparar para a colheita farta. Assim é que na Bíblia se ilustra o trabalho do ESPÍRITO SANTO. A primeira pregação, a dos apóstolos, serviu para dar o impulso inicial à igreja. Ela serviu para pregar o evangelho a todo mundo naqueles dias. A última chuva é para a conclusão da obra de pregação, para que JESUS volte e leve ao Céu aqueles que foram salvos. Entre as duas chuvas houve uma grande seca, de 1260 anos, período em que a igreja sofreu no árido deserto.
“E fará descer a chuva, a temporã e a serôdia.” No Oriente a chuva temporã cai no tempo da semeadura. Ela é necessária, para que a semente possa germinar. Sob a influência de fertilizantes aguaceiros, brota o tenro rebento. Caindo perto do fim da estação, a chuva serôdia amadurece o grão, e o prepara para a foice. O Senhor utiliza esses elementos da natureza para representar a obra do Espírito Santo (Zac. 10:1; Osé. 6:3; Joel 2:23 e 28). “A chuva serôdia, amadurecendo a seara da Terra, representa a graça espiritual que prepara a igreja para a vinda do Filho do homem” (Eventos Finais, 183).
Para concluir a obra, DEUS utiliza tanto os pouco letrados como os muito letrados. Todos têm uma parte a fazer, cada um no seu dom. Até aqueles que não sabem ler ou escrever, podem fazer algo importante. É DEUS quem capacita para a Sua obra. Assim como toda boa empresa, ao contratar um novo empregado dá o devido treinamento, DEUS, ainda muito mais, prepara Seus obreiros para que sejam bem sucedidos. “O homem iletrado que é consagrado a ‘DEUS’ e aspira a abençoar a outros, pode ser e é utilizado pelo SENHOR em Seu serviço. Mas os que, com o mesmo espírito de consagração, tiveram o benefício de uma instrução completa, podem fazer obra muito mais extensa para ‘CRISTO’. Estão em posição vantajosa” (PJ, 333).
Portanto, sendo pouco ou muito instruídos, dediquemo-nos a participar desta chuva final, e quando JESUS retornar, Ele não só levará a nós como a muitos amigos, para desfrutarmos juntos a eternidade.

  1. 3.      Terça: Pré-requisitos para a chuva serôdia
O que os membros da igreja verdadeira devem fazer para receberem o dom do ESPÍRITO SANTO? Há alguns pré-requisitos. Como já estudamos, deve ter havido verdadeiro arrependimento pelos pecados que vinham cometendo, um forte e definitivo desejo de mão cometê-los mais; deve ter havido confissão desses pecados, e pedidos de poder para vencê-los. Não é necessário aos servos de DEUS já serem completamente transformados, ainda serão pecadores, porém, detestando os pecados. Quando os cometem, será não mais por vício, mas por causa da fraqueza e da condição de pecador.
Então, na trilha da santificação, pessoas humildes, despretensiosas, desejando somente servir e nunca serem servidas, isto como efeito do poder do alto, essas pessoas devem pedir o ESPÍRITO SANTO, o Seu poder para operar em nome de DEUS. Temos que pedir para receber. Esse pedir não é para que DEUS Se dê conta do que queremos,mas para que nós nos demos conta de que devemos permanecer obedientes e fiéis a DEUS, entregues à Sua boa vontade. “Peçam os cristãos… com fé a bênção prometida, e ela virá. O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi a “chuva temporã”, e glorioso foi o resultado. Mas a chuva serôdia será mais abundante (Evangelismo, 701).
O poder do ESPÍRITO SANTO será dado para que seja completada a obra da pregação do evangelho pelo mundo todo. Isto é necessário para que JESUS volte e leve daqui muitas pessoas. É pela colaboração nossa que milhares de pessoas serão escolhidas para a vida eterna. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por esse poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara “no tempo da chuva serôdia”. Em resposta, “o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiro de água”. Zac. 10:1. “Ele… fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês” Joel 2:23.” (Atos dos Apóstolos, 55).
Aqueles que não se interessarem pelos pré-requisitos para receber o poder do alto, não terão apreciação por este poder. Eles acham que já são bons e competentes para realizar a obra, quando na verdade não têm poder divino algum. Esses não prosperarão na obra, e eles mesmos se perderão. “Nem todos os membros da igreja cultivam a piedade pessoal; por isso não compreendem sua responsabilidade pessoal. Não reconhecem que é privilégio e dever seu, alcançar a alta norma da perfeição cristã. … Estamos nós aguardando a chuva serôdia, esperando confiantemente um dia melhor, quando a igreja será dotada de poder do alto, e assim habilitada para a obra? A chuva serôdia jamais há de refrigerar e fortalecer o negligente, que não use as faculdades que Deus lhe deu” (O Cuidado de DEUS, MM 1995, p. 364). “Podemos estar certos de que quando o Espírito Santo for derramado, os que não receberam nem apreciaram a chuva temporã, não verão nem compreenderão o valor da chuva serôdia” (Testemunhos Para Ministros, pág. 399). “Pode ser que ela esteja sendo derramada nos corações ao nosso redor, mas nós não a discerniremos nem a receberemos” (Testemunhos Para Ministros, pág. 507). “‘DEUS’ mostrará que não depende de seres humanos instruídos e cheios de si” (5T, 80 e 82; EF, 176).
Um dos pré-requisitos é a obediência com humildade. No Céu todos são humildes, a partir do DEUS Criador. JESUS quando veio à Terra, não Se tornou humilde, Ele já veio assim. Devemos colocar em prática tudo o que já sabemos a respeito das Escrituras, e assim aprenderemos mais, e também colocaremos esse algo a mais em prática. É assim que os verdadeiros cristãos crescem para receber poder. “Só os que estiverem vivendo de acordo com a luz que têm recebido poderão receber maior luz. A não ser que nos estejamos desenvolvendo diariamente na exemplificação das ativas virtudes cristãs, não reconheceremos as manifestações do Espírito Santo na chuva serôdia. Pode ser que ela esteja sendo derramada nos corações ao nosso redor, mas nós não a discerniremos nem a receberemos” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 507).

  1. 4.      Quarta: O batismo de fogo
Veja no verso, logo abaixo, João falando que JESUS vem para batizar com o ESPÍRITO SANTO e com fogo. Isto quer dizer que há o batismo por meio das águas, e o que concede o dom do ESPÍRITO SANTO, com fogo. Não são coisas separadas, são um uma só, pois está escrito “e” com fogo. A concessão do ESPÍRITO SANTO é o batismo com fogo.
E que batismo é esse? O que resulta dele?
O batismo com o ESPÍRITTO SANTO, ou seja, com fogo, quer dizer que DEUS habita naquela pessoa, a dirige e orienta o que fazer e como fazer. Tem a guia do poder do alto. Ela tem poder do alto para testemunhar de modo correto, sem incoerências, a respeito da mensagem da Palavra de DEUS, a BíbliaEla dá um bom testemunho, revela ao mundo uma pessoa pura, decente, que não é afetada pelas coisas negativas do mundo.
“Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento”, disse João, “mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Mat. 3:11. O profeta Isaías declarara que o Senhor purificaria o Seu povo de suas iniquidades “com o espírito de justiça, e com o espírito de ardor” Isa. 4:4. As palavras do Senhor a Israel, eram: “E porei contra ti a Minha mão, e purificarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda a impureza” Isa. 1:25. Para o pecado, onde quer que se encontre, “nosso Deus é um fogo consumidor” Heb. 12:29. O Espírito de Deus consumirá o pecado em todos quantos se submeterem a Seu poder. Se os homens, porém, se apegarem ao pecado, ficarão com ele identificados. Então a glória de Deus, que destrói o pecado, tem que destruí-los. Depois de sua noite de luta com o anjo, Jacó exclamou: “Tenho visto a Deus face a face e a minha alma foi salva” Gên. 32:30 (O Desejado de Todas as Nações, 107, grifo acrescentado).
Uma pessoa nessas condições pode dar um testemunho positivo. DEUS não terá Sua imagem denegrida pelo que ela faz. Portanto, como diz a serva do Senhor, “operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens (Apoc. 13:13). Assim os habitantes da terra serãolevados a decidir-se” (O Grande Conflito, 612, grifos acrescentados).
Assim será concluída a obra de salvação. Quanto mais perto do fim, mais poder será concedido aos santos, e mais santos haverá que desejarão ser puros para ter esse poder. Eles trabalharão conforme a vontade de DEUS, concluirão a pregação da mensagem por meios simples, uma vez que as autoridades do mundo, após o decreto dominical, não permitirão mais os ensinamentos em grande público e nas igrejas. “Permiti-me dizer-vos que o ‘SENHOR’ trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da comum ordem de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. Haverá entre nós os que sempre desejarão dominar a obra de ‘DEUS’, para ditar até que movimentos se farão quando a obra avançar sob a direção do anjo que se une ao terceiro anjo na mensagem a ser dada ao mundo. ‘DEUS’ usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãosSurpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça” (Eventos Finais, 175, grifos acrescentados).
Enfim, haverá poder em gente pura para dar um testemunho que sirva para a glória de DEUS. Eles terão sido tão santificados pelo ESPÍRITO SANTO, que é DEUS para poder recriar, que serão corajosos e perfeitos como foram os apóstolos, embora ainda pecadores.

  1. 5.      Quinta: O grande conflito terminou
Enfim, a lição deste trimestre está chegando ao final, e JESUS, três meses mais próximo de voltar. Assim também o que vem antes: o decreto dominical, as perseguições, o alto clamor, as pragas, a angústia de Jacó; e o que mais esperamos, a nossa salvação. Tudo está mais perto.
Principalmente, também está mais perto, o alto clamor, efeitos do reavivamento e da reforma. Com ele vem a fortíssima pregação e os ensinamentos sobre a verdadeira adoração. Com ele vem também o refrigério, uma sensação da forte presença de DEUS conosco. Com ele vem a maior de todas as mobilizações do povo de DEUS nesta Terra, desde que há criação. Os extremos se afastarão, o povo de DEUS sendo transformado, santificado, para o grupo de pessoas mais puro de todos os tempos. Do outro lado, os assassinos mais cruéis de todos os tempo. Aliás, hoje, presentemente, já vemos a tendência.
Não devemos abandonar essas lições maravilhosas. O que devemos fazer é torná-las um manual para continuarmos estudando em grupos, nas igrejas, e até o fim, não mais deixar esse assunto de lado. Assim cumprir-se-á em nós o prometido por DEUS.“Homens humildes, armados unicamente com a Palavra da verdade, resistiram aos ataques de homens de saber, que, com surpresa e ira, perceberam a ineficácia de seus eloquentes sofismas contra o raciocínio simples, direto, daqueles que eram versados nas Escrituras ao invés de sê-lo nas subtilezas filosóficas” (O Grande Conflito, 455).
“Assim será proclamada a mensagem do terceiro anjo. Ao chegar o tempo para que ela seja dada com o máximo podero Senhor operará por meio de humildes instrumentos, dirigindo a mente dos que se consagraram ao Seu serviço. O obreiros serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensinoHomens de fé e oração serão constrangidos a sair com zelo santo, declarando as palavras que ‘DEUS’ lhes dá” (…) Os pecados de Babilônia …tudo será desmascarado” (O Grande Conflito, 606).
“Vi que os santos deverão ter uma compreensão completa da verdade presente, a qual serão obrigados a manter pelas escrituras” (PE, 262).   “Devemos examinar bem o fundamento de nossa esperança; pois teremos de dar uma razão da mesma pelas escrituras” (PE, 262). “Ao se avolumarem as trevas e o erro aumentar, devemosalcançar mais completo conhecimento da verdade e estar preparados para sustentar nossa posição das escrituras” (PE, 104-105). “Quando o tempo de prova vier, revelar-se-ão os que fizeram da Palavra de Deus sua regra de vida” (GC, 602). “Lealdade para com ‘DEUS’,  no invisível – foram a âncora de José. Nisto se encontrava o segredo de seu poder” (Educação, 53).
Com a conclusão da obra, e terminando as pragas, a última batalha aqui na Terra com a presença dos santos terá terminada. O que vem após o milênio será a execução final, não mais uma batalha. A batalha final está justo à nossa frente. A vitória, já garantida na cruz do Calvário, se completará com a vitória do obediente povo seguidor de JESUS, os mansos e humildes, reavivados e reformados. Um pouco antes do fechamento da porta da graça eles estarão prontos para serem julgados e aceitos, ainda em vida, como povo puro e santo. Eles têm seus pecados apagados para sempre, e seus nomes preservados para bem logo serem resgatados dessa Terra maldita.
Eu e minha família estaremos lá! Convido que você também faça o mesmo. Prepare-se para estar em pé naquele dia, o grande dia para os salvos. Viajaremos para junto de DEUS Pai, e ali seremos recebidos como vencedores junto com JESUS.

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
A missão da igreja, dada por CRISTO, é levar a notícia da Sua volta ao mundo todo. Não quer dizer que todos se convertam, mas que todos tenham informações suficientes para o arrependimento. O poder do ESPÍRITO ASNTO a uma igreja reavivada capacitará os pastores e membros para realizarem a obra de outra maneira impossível. A atuação de DEUS será por meio de recursos que ao natural não são disponíveis aos seres humanos. Isto ocorrerá nos últimos dias, e só com aqueles que tiverem clamado pelo poder.
  • Quais os tópicos relevantes?
Devemos pedir o derramamento do ESPÍRITO SANTO, pois assim DEUS nos capacitará para recebê-Lo. Então seremos batizados com o ESPÍRITO SANTO e com fogo, isto quer dizer, seremos capazes de testemunhar sobre a glória de DEUS. Só assim o evangelho será levado a todas as pessoas vivas no mundo.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
DEUS só concederá o poder máximo a uma igreja pura, isto quer dizer que ela deverá ter pastores e membros puros. Esse é o nosso desafio, buscar o reavivamento e a reforma, para que sejamos transformados pelo ESPÍRITO SANTO.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Humildemente (porque aos arrogantes jamais será concedido poder do alto) clamar em oração pelo derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre a igreja, e tratar de fazer alguma coisa prática pela salvação de pessoas para o reino de DEUS.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White
“Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses e compassivos e piedososhaveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma. Mas, professando ser convertidos, levamos vida de egoísmo que consideramos excessivamente preciosa para ser abandonada. É nosso privilégio depositar esse fardo aos pés de JESUS, assumindo em Seu lugar o caráter e semelhança de CRISTO. O Salvador está esperando que assim procedamos” (Testemunhos Para a Igreja, v.9, 189, 190, grifos acrescentados).

e)      Conclusão geral
“O Senhor terá um povo tão verdadeiro como o aço, de fé tão firme como o granito. Eles devem ser-Lhe testemunhas no mundo, instrumentos Seus para realizar uma obra especial, gloriosa, nos dias de Sua preparação” (I Testemunhos Seletos, 590, grifos acrescentados).

  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 12 - Reforma: Curando Relacionamentos Quebrados (Prof César Pagani)

14 a 21 de Setembro de 2013

Verso para Memorizar

“Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.” (Rm 5:10)

César L. Pagani
            É inevitável que aconteçam, por vezes, alguns conflitos no seio da igreja. Seres humanos imperfeitos são passíveis de certas hostilidades. Nem mesmo os santos homens da igreja primitiva escaparam dessa atitude. Veja, por exemplo, a contenda entre Paulo e Barnabé por causa de João Marcos. Lembre-se também da reação irada dos discípulos de Jesus quando a mãe de Tiago e João foi pedir “cargos” governamentais para os filhos. Em Atos temos a querela entre cristãos gregos e cristãos judeus por causa da distribuição de alimento às suas viúvas.  Filemon e Onésimo, patrão e servo, contenderam acremente. Cristãos fariseus contenderam com cristãos gentios por causa da obrigatoriedade da circuncisão aos novos conversos.
            Na história de nossa igreja temos as disputas entre o presidente da Associação Geral, George Butler, seu secretário, Uriah Smith, versus Ellet Waggoner e Alonzo Jones, isso sem contar os partidários de cada lado.
            O que se precisa evitar é a continuidade dos enfrentamentos. A concórdia e o perdão são sempre os melhores rumos. Seguidores de Cristo precisam ser conciliáveis.
 A lição desta semana explora os princípios e procedimentos que promovem a unidade e criam ambiente para o reavivamento e a reforma. 

DOMINGO
 Da ruptura à amizade    
             A dissensão entre Paulo e Barnabé não foi de pequena monta. O texto de At 15:39 fala em termos de “tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro”. Aqueles que haviam sido tão unidos na obra do Senhor acabaram perdendo de certa forma o controle e resolveram separar-se por causa de Marcos que, numa precipitação juvenil por causa das agruras que a vida de missionários produzia, resolveu abandonar a obra e trair a confiança de Paulo.
            Convenhamos que a posição de Paulo parece inflexível. Ele, naquele momento, não queria dar segunda chance ao jovem. Paulo era extremamente zeloso e não admitia que a obra de Deus fosse prejudicada pela veleidade do moço. Barnabé, seu tio, via os erros de Marcos de uma forma mais paternal e achava que a anterior defecção deveria ser perdoada com amor.
            “Barnabé estava pronto a ir com Paulo, mas desejava que tomassem a Marcos, o qual se decidira de novo a devotar-se ao ministério. Paulo fez objeção a isto. Parecia-lhe ‘razoável que não tomassem consigo aquele que’ durante sua primeira viagem missionária tinha-os deixado em tempo de necessidade. Ele não estava inclinado a desculpar a fraqueza de Marcos em desertar da obra pela segurança e conforto do lar. Insistia que alguém de tão pouca fibra não estava habilitado para uma obra que requeria paciência, altruísmo, bravura, devoção, fé e disposição para sacrificar, se necessário, a própria vida. Tão forte foi a contenda, que Paulo e Barnabé se separaram, seguindo este suas convicções e tomando consigo a Marcos. ‘Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos, à graça de Deus.’ At 15:38-40.” Atos dos Apóstolos, 202.  
            Porém, mais tarde, Paulo mostra que não nutria ressentimentos. Ele recomendou o jovem Marcos (mais tarde o escritor sagrado do evangelho que leva seu nome) aos irmãos da igreja de Colossos e fez boas recomendações a seu respeito (Cl 4:10). O apóstolo considerava Marcos agora como um de seus fiéis cooperadores juntamente com Aristarco e Jesus, apelidado o Justo.
            Escrevendo a Timóteo, Paulo ordenou que ao se encontrar com ele Timóteo trouxesse Marcos, dizendo que o considerava “muito útil para o ministério”. Reatava-se a amizade cristã anterior e o “pecado” de Marcos foi perdoado e relevado. Esse é o princípio cristão de perdoar sempre e procurar a recuperação do faltoso. 
            A reconversão de Marcos – “Desde os primeiros anos de sua profissão de fé, a experiência cristã de Marcos tinha-se aprofundado. Ao estudar mais acuradamente a vida e a morte de Cristo, tinha ele obtido mais clara visão da missão do Salvador, Suas provas e conflitos. Lendo nas cicatrizes das mãos e pés de Cristo as marcas de Seu serviço pela humanidade, e até aonde leva a abnegação para salvar os perdidos e prestes a perecer, Marcos se dispusera a seguir o Mestre na senda do sacrifício. Agora, partilhando a sorte de Paulo, o prisioneiro, ele compreendeu melhor que nunca, que é infinito ganho ganhar a Cristo, e infinita perda ganhar o mundo e perder a alma por cuja redenção foi o sangue de Cristo derramado. Em face de severa adversidade e prova, Marcos continuou firme, um sábio e amado auxiliar do apóstolo.” Atos dos Apóstolos, 440.  

SEGUNDA
            Na epístola a Filemon não há qualquer menção do motivo de Onésimo haver fugido da casa de seu amo.  Quem sabe fosse repreendido por ser madraço ou preguiçoso, indolente, não se desempenhando bem das tarefas que lhe eram ordenadas. Ellen White diz que Onésimo havia roubado Filemon e fugido. Então, insurgiu-se contra Filemon e fugiu para abrigar-se sob a proteção do apóstolo Paulo.
            Certamente isso constituíra um prejuízo para Filemon, que contava com os serviços de Onésimo.
            Paulo recebeu Onésimo, mas não lhe garantiu permanência consigo, porque isso não era lícito pelas leis romanas. O escravo era propriedade plena de seu amo e quem o protegesse constituía-se em apropriador de bem alheio, estando sujeito às penas da lei. 
            Tanto Filemon quanto Onésimo eram frutos do trabalho missionário de Paulo. Ele os amava intensamente e queria que tudo chegasse a bom termo.
            Notemos que a intercessão de Paulo junto a Filemon contém autoridade para ordenar e respeito para solicitar. Ele solicita que Filemon, como líder da igreja que estava em sua casa e pastor dos crentes que lá congregavam, receba Onésimo não mais na condição de escravo, para reencaixá-lo no mesmo regime que antes, mas como “irmão caríssimo” perdoado de todas as suas faltas.
            Paulo pediu que, em consideração a ele próprio, Filemon recebesse Onésimo sem hostilidades e sem exercitar seus direitos legais de senhor. O apóstolo até se oferece para pagar eventuais prejuízos que Filemon houvesse sofrido pela fuga do escravo.
            O apelo do apóstolo foi tão tocante que, temos certeza, Filemon seguiu à risca seus conselhos e recebeu Onésimo. O restabelecimento da concórdia foi de grande conforto ao coração do sofrido mensageiro de Cristo.
            “Entre os que deram o coração a Deus por intermédio do trabalho de Paulo em Roma, estava Onésimo, escravo pagão que havia lesado a seu senhor, Filemom, crente cristão de Colosso, e havia escapado para Roma. Na bondade de seu coração, Paulo procurou aliviar a pobreza e angústia do desventurado fugitivo, e em seguida procurou derramar a luz da verdade em sua mente obscurecida. Onésimo ouviu as palavras da vida, confessou seus pecados e foi convertido à fé em Cristo. 
            “Onésimo tornou-se caro a Paulo por sua piedade e sinceridade, não menos que por seu terno cuidado pelo conforto do apóstolo, e seu zelo em promover a obra do evangelho. Paulo viu nele traços de caráter que poderiam torná-lo útil auxiliar no labor missionário, e aconselhou-o a retornar sem delonga a Filemom, suplicar-lhe perdão, e fazer planos para o futuro. O apóstolo prometeu responsabilizar-se pela soma de que Filemom havia sido roubado. Estando pronto para despachar a Tito com cartas para várias igrejas na Ásia menor, enviou com ele Onésimo. Era uma severa prova esta para o servo, apresentar-se ao senhor a quem havia lesado, mas havia sido convertido de verdade, e não se furtou a este dever. 
“Paulo tornou Onésimo portador de uma carta a Filemom, na qual, com seu usual tato e bondade, o apóstolo pleiteava a causa do servo arrependido, e manifestava o desejo de retê-lo para seu serviço no futuro...
“Quão apropriadamente isto ilustra o amor de Cristo pelo pecador arrependido! O servo que defraudara a seu senhor não tinha com que fazer a restituição. O pecador que tem roubado a Deus de anos de serviço não tem meios de cancelar o débito. Jesus Se interpõe entre o pecador e Deus, dizendo: Eu pagarei o débito. Poupa o pecador; Eu sofrerei em seu lugar.” Atos dos Apóstolos, 456, 458.  

TERÇA

             A igreja de Corinto era um celeiro de problemas espirituais. Dissensões por motivos políticos internos, imaturidade espiritual, ciúmes, disputas, rixas, preferências pastorais, imoralidade, desunião...
            Como é que uma igreja assim poderia ser representante de Jesus no mundo greco-romano?
            Jesus veemente e constantemente recomendara que eles fossem unidos a Ele como Ele era unido ao Pai. Nosso Salvador queria formar uma unidade contínua entre família terrena e família celeste. Ensinou que aquele que quisesse ser o maior na igreja, fosse seu maior servidor. O próprio Paulo se apresenta na epístola como um servo de Cristo.
            Apolo, pastor substituto de Paulo para cuidar da igreja de Corinto, ficou tão desanimado com as dissensões e divisões internas, mesmo com as preferências demonstradas pela sua pessoa, que deixou a cidade e jamais voltou a trabalhar lá, a despeito de reiterados convites de Paulo.  
             “Dentre os mais sérios males que se haviam desenvolvido entre os crentes coríntios, estava o de haverem retornado a muitos degradantes costumes do paganismo. A apostasia de um converso tinha sido tal que sua atitude   de licenciosidade constituía uma violação até do mais baixo padrão de moralidade adotado pelo mundo gentio. O apóstolo insta com a igreja para que afaste de seu seio ‘o que cometeu tal ação’. ‘Não sabeis’, admoestou ele, ‘que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento.’ 1Co 5:6 e 7. 
“Outro grave mal que havia na igreja era o de ir um irmão contra outro perante tribunais. Haviam sido tomadas suficientes medidas para a solução de dificuldades entre crentes. O próprio Cristo havia dado claras instruções sobre a maneira de solucionar tais questões. ‘Ora, se teu irmão pecar contra ti’, aconselhara o Salvador, ‘vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir ganhaste a teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar à igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu.’ Mt 18:15-18. 
“Satanás está constantemente procurando introduzir desconfiança, alienação e malícia entre o povo de Deus. Somos muitas vezes tentados a sentir que nossos direitos estão sendo usurpados mesmo quando não há causa real para tais sentimentos. Aqueles cujo amor por si mesmos é mais forte que por Cristo e Sua causa, colocarão seus próprios interesses em primeiro lugar, e valer-se-ão de quase qualquer expediente a fim de guardá-los e mantê-los. Mesmo muitos que parecem ser cristãos conscienciosos são, pelo orgulho e estima própria, impedidos de ir particularmente àquele a quem consideram em erro, a fim de falar-lhe no espírito de Cristo e juntos orarem um pelo outro. Quando se consideram ofendidos pelo irmão, alguns vão até aos tribunais, em vez de seguirem a regra dada pelo Salvador.” Atos dos Apóstolos, 303 a 305.
Qual foi a solução proposta Paulo para colocar a igreja nos eixos? União, recepção e exercício dos dons do Espírito, amor de uns pelos outros, tolerância cristã, trabalho conjunto na missão de Cristo, uniformidade de pensamento doutrinário, firme apego aos princípios da igreja.
O caminho para a equalização da igreja hoje passa pelos mesmos canais. Precisamos deixar de lado nossos classismos sociais e étnicos, partidos políticos locais, indiferença, impaciência, intolerância e orgulho, e rogar que Jesus nos faça um como Ele é com o Pai.  

QUARTA
Do atrito ao perdão
Há várias palavras hebraicas e gregas para o termo perdão. Sua ideia comum é libertar um ofensor da culpa de seu procedimento e restaurar a relação pessoal existente antes da ofensa. Os dois verbos mais utilizados para “perdoar” são sâ' (literalmente "erguer ou tirar a culpa e sâlaj. Também é usado o verbo kâfar, com o significado de cobrir, ocultar ou expiar. Já os verbos gregos são jarízomai (literalmente "dar com graça, como favor", "remitir, absolver ou indultar, cancelar o débito”.
Perdão e renunciar ao ressentimento e anseio de vendeta ou vingança contra quem nos ofendeu. A Bíblia ensina que há condições obtenção de perdão. Lucas 17:3 registra as palavras do Mestre: “Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.” E se ele não se arrepender? Ainda assim devemos desistir de nosso direito de retribuição e orar por ele, deixando com Deus tratá-lo como Ele julgar conveniente e justo. Foi o que Estevão fez ao ser apedrejado. Foi o que Jesus fez suspenso na cruz em face aos Seus inimigos.
O perdão incondicional de Deus foi-nos concedido quanto ainda éramos pecadores, não Lhe havíamos confessado nada e nem nos arrependido da afronta que Lhe fizemos. Isso provou o amor infinito do Senhor oferecendo Ele a Cristo na cruz. Isso, contudo, não é indulgência plenária ou perdão antecipado de todos os pecados, a despeito de nossa violação voluntária da Lei. É ato santo de justiça de Deus punir o pecado. E se o pecador se apega cega e firmemente a ele, terá de sofrer a penalidade. Deus nos perdoou antecipadamente em Cristo, mas temos de seguir as orientações dEle nos passos da confissão, arrependimento e abandono. 
“Todos os homens pecam contra Deus (Rm. 3:23) e estão condenados à morte eterna (Rm 6:23), a menos que se arrependam de seus pecados (Lc. 13:3, 5; At 3:19) e dEle obtenham perdão (1Jo 1:9), restaurando com Ele uma relação correta (Rm. 5:1). Deus não é obrigado a perdoar o pecador culpado, porém Seu caráter bondoso O impele cada vez que se deseja ou se pede perdão (Ex 34:6, 7; Lm. 3:42). O pedido de perdão deve ser feito, porém, com toda a sinceridade e com a intenção de não se aproveitar da graça livremente outorgada. Quando Deus perdoa o faz completamente e sem reservar, restaura o pecador ao mesmo estado de favor que antes desfrutava e elimina toda alienação e separação.” Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, verbete “perdão”.
O perdão deve ser amplo, sem reservas para com nossos ofensores. Lembremo-nos da parábola do credor incompassivo. É verdade que o perdão não justifica a atitude ofensiva. Ele tão somente não a revida.  Setenta vezes sete um mesmo pecado contra nós deve ser perdoado. Jesus disse que se meu irmão pecar contra mim sete vezes num só dia e vier pedir o perdão, devo perdoá-lo sob essas condições.
“É privilégio de todos os que cumprem as condições, saber por si mesmos que o perdão é oferecido amplamente para todo pecado. Abandonem a suspeita de que as promessas de Deus não se referem a vocês. Elas são para todo transgressor arrependido. Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas pelos anjos ministradores a toda alma crente.” Caminho a Cristo, 52 e 53. 
“As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e cansativas peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões; mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia.
“Diz o apóstolo: ‘Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis.’ Tg 5:16. Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que ‘como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado’, e que Se compadece ‘das nossas fraquezas’ (Hb 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniquidade.” Idem, 37.  

Do rancor para a restauração

            Rancor, ódio, raiva, ira, aversão, são a mesma coisa e, segundo o apóstolo Paulo, obras da carne (Gl 5:20) e os que o nutrem com frequência serão excluídos do reino de Deus (v. 21). O rancor pode ser gerado por vários motivos: ser alvo de desprezo, humilhações, agressões físicas ou verbais, inveja, ciúmes, ou mesmo antipatia gratuita, indiferença, segregação e daí por diante.
            Ele é um sentimento minador de forças tanto físicas quanto psíquicas, produtor de adrenalina excessiva , combatente da natureza espiritual, autodestrutivo, bloqueador de boas emoções, etc.
            Já o perdão, segundo o Dr. Fred Luskin, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford e criador do Projeto Stanford de Perdão (instituição que estuda os efeitos do perdão no ser humano ), garante que perdoar  é uma ação libertadora que permite um vivência de plenitude e saúde mental, física e espiritual. Diz Luskin que quando uma pessoa perdoa a ofensa de alguém contra si, acaba melhorando sua vitalidade geral, o apetite, a conciliação e usufruto do sono e do repouso e aumenta os níveis de energia. Até a pressão arterial se normaliza.
            Deus, por Seu maravilhoso exemplo, nos ensina a perdoar sempre, embora jamais tenha o culpado por inocente. Seu trato com os israelitas é prova do constante desejo divino de perdoar sempre.  Isso, contudo, não quer dizer enterrar a transgressão na impunidade e permitir que o faltoso continue em seu curso maldoso.
            Jesus ensinou que se meu irmão pecar contra mim, a primeira coisa a fazer não é esperar que ele me peça perdão, mas ir-lhe ao encontro e travar um conversa honesta, respeitosa e sincera, procurando persuadi-lo de seu erro. O Senhor também outorgou à parte inocente o direito de repreensão. Isto é, o inocente pode chamar a atenção do ofensor e denunciar o erro perpetrado. A vítima deve lembrar-se, antes do encontro com o culpado, de que deve orar e pedir palavras sábias para dizer-lhe. Que Deus lhe ponha um guarda à porta dos lábios para que nenhuma palavra inadequada seja dita.
            Como sempre existem pessoas turronas e a congregação de cristãos não está livre delas, se o ofensor se fechar em seu orgulho e recusar-se a confessar seu erro e pedir perdão, o ofendido fica livre para trazer de uma a três testemunhas para que o fato se estabeleça.  Como tantas vezes o ofensor acha que estava certo em agravar o ofendido, talvez a argumentação de mais pessoas possa despertar-lhe a consciência.
            Persistindo ainda a atitude erradia, o caso deve ser levado aos líderes da igreja para exame e, quiçá, novas tentativas de persuasão, quem sabe com a intervenção do próprio pastor local.
            Agora, se o indivíduo resistir às admoestações da igreja, que é a estância final, depois de todos os recursos esgotados, o caso é até motivo para desligamento do quadro de membros.
            Mas a esperança do ofendido é que o agressor seja convencido pela bondosa e perdoadora atitude do primeiro. Assim, a reconciliação se proverá um poderoso lenitivo para dissipar os últimos traços de animosidade e restaurar uma amizade até mais robusta do que antes.

            Uma coisa é certa: a atitude de perdão deve sempre remanescer no coração da vítima, ainda que a parte contrária não arrede de jeito nenhum.  Perdoar é divino.

Comentários Lição 11 - Reforma: Nova maneira de pensar (Prof. Sikberto Marks)

07 a 14 de Setembro de 2013

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com CRISTO, buscai as coisas lá do alto, onde CRISTO vive, assentado à direita de DEUS. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra” (Col. 3:1 e 2).

Introdução de sábado à tarde
Nesta semana o estudo foca nos pensamentos. Depende de como alimentamos a mente, ela concordará em ser transformada pelo poder de DEUS, ou resistirá. Se a mente estiver habituada a apreciar as coisas da Terra, desse presente século, ela não terá satisfação em DEUS, nem em ser por Ele transformada. Mas se a mente se deter nas coisas relacionadas com DEUS, então a mente sentirá desejo de ser transformada, e o ser inteiro com isso se beneficiará.
A reforma é realizada pelo ESPÍRITO SANTO. “Um pregador pode estar lidando com coisas sagradas e santas e, não obstante, não ser puro de coração. Pode ele entregar-se a Satanás para praticar o mal e corromper a mente e o corpo de seu rebanho. Não obstante, se a mente das senhoras e moças que professam amar e temer a Deus for fortalecida pelo Espírito Santo; se tiverem exercitado a mente na pureza de pensamento, e se educaram-na a evitar toda aparência do mal, estarão livres de quaisquer propostas impróprias, e protegidas contra a corrupção que prevalece ao seu redor. Escreveu o apóstolo Paulo com referência a si mesmo: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” I Cor. 9:27” (Conselhos Sobre Saúde, 571).
“Precisamos da influência amenizadora, subjugadora, purificadora do Espírito Santo para nos moldar o caráter, e levar todo o pensamento em cativeiro a Cristo. É o Espírito Santo que nos habilitará a vencer, que nos levará a assentar-nos aos pés de Jesus, como Maria, e aprender Sua mansidão e humildade de coração. Precisamos todas as horas de nossa vida ser santificados pelo Espírito Santo, para não cairmos nas ciladas do inimigo, e ser nossa alma posta em perigo” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 223).

  1. 1.      Primeiro dia: A importância da mente
Somos transformados pelo que contemplamos. Pensamentos formam hábitos, e estes servem para governar nossa mente. Somos governados pelos hábitos assim como o computador é governado pelos programas. “Nossa mente toma o nível das coisas em que os pensamentos se demoram, e se pensarmos em coisas terrenas, deixamos de receber impressão das coisas celestiais. Seríamos grandemente beneficiados pela contemplação da misericórdia, bondade e amor de Deus; no entanto permitimos grande prejuízo por nos determos nas coisas terrenas e temporais. Ainda que nos achemos numa atmosfera maculada e corrupta, não lhe somos forçados a respirar os miasmas, mas podemos viver no puro ambiente do Céu. Podemos cerrar todas as portas a imaginações impuras e pensamentos profanos, erguendo nossa alma à presença de Deus por meio de sincera oração” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, MM 1959, 222). “Um mau pensamento deixa uma impressão má no espírito. Se os pensamentos são puros e santos, o homem se torna melhor por havê-los nutrido.” (Mensagens aos Jovens, 144). “Qualquer ato de alguém, seja bom ou mau, não forma o caráter. Mas os pensamentos e sentimentos acariciados preparam o caminho para atos e feitos da mesma espécie” (Orientação da Criança, 199).
A reforma de nosso corpo, por inteiro, depende do que mudar em nossa mente. “Os que andam e falam com Deus, praticam a afabilidade de Cristo. Em sua vida, a paciência, mansidão e domínio próprio se unem ao santo fervor e diligência. À medida que caminham rumo do Céu, desgastam-se as arestas agudas e ásperas do caráter, e vê-se a piedade. O Espírito Santo, pleno de graça e poder, atua sobre a mente e o coração” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 283). “É a fé que atua por amor e purifica a alma; é a atmosfera de graça que circunda o crente, é o Espírito Santo atuando na mente e no coração, que o torna um cheiro de vida para vida, e faz com que Deus abençoe a Sua obra” (Conselhos Sobre Saúde, 268). “O Espírito Santo, com seu poder estimulante e vivificante, apresenta a ingratidão e falta de amor que brotaram da odiosa raiz da amargura. Elo após elo na cadeia da memória é fortalecido. O Espírito de Deus atua nas mentes humanas. Os defeitos do caráter, a negligência dos deveres, a ingratidão para com Deus, são trazidos à memória, e os pensamentos são levados cativos à obediência de Cristo” (Evangelismo, 274).
Para nos salvarmos, devemos entregar a mente a CRISTO, vigiar os pensamentos, e demorar esses pensamentos nas coisas do alto.

  1. 2.      Segunda: Filtros da mente
Nós devemos cultivar bons pensamentos. Os bons pensamentos são aqueles que estão em conformidade com as orientações bíblicas. Os maus pensamentos nos aviltam, eles são o início de atos maus. É pelo pensamento que vem as práticas reprováveis. “Todo pensamento impuro contamina a alma, enfraquece o senso moral, e tende a apagar as impressões do Espírito Santo. Diminui a visão espiritual, de modo que os homens não podem ver a Deus. O Senhor pode perdoar o arrependido pecador, e perdoa; embora perdoada, porém, a alma fica prejudicada. Toda impureza de linguagem ou de pensamento deve ser evitada por aquele que quer possuir clara percepção da verdade espiritual” (O Desejado de Todas as Nações, 302). Precisamos selecionar os pensamentos que ocupam a nossa mente. É nela que está a capacidade de tomar decisões, pela vida eterna ou para a morte eterna.
Uma pergunta interessante: seríamos capazes de ter maus pensamentos estando ao lado de JESUS? Muito improvável, não é mesmo? Pois, para nos precavermos contra os maus pensamentos a receita é ter comunhão com JESUSIsto é, orar com frequência, deter-se nEle e nos assuntos santos. “Vocês devem conservar-se afastados do terreno encantado de satanás, e não permitir que a mente se desvie da fidelidade para com DEUS. Por meio de CRISTO podem e devem ser felizes e adquirir hábitos de domínio próprio. Até seus pensamentos devem ser levados em sujeição à vontade de DEUS e seus sentimentos sob o domínio da razão e da religião” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, 310).
A paz e a sensação da presença de DEUS em nossa vida afasta os pensamentos que prejudicam nossa espiritualidade. E se a vida espiritual é prejudicada, a vida profissional, a saúde, o relacionamento, tudo o mais sofrerá e enfrentará problemas. Precisamos ter pensamentos puros. “Nosso aperfeiçoamento na pureza moral depende do reto pensar e reto agir. … Os pensamentos maus destroem a alma. O poder de Deus para converter transforma o coração, refinando e purificando os pensamentos” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 164).
Se os nossos pensamentos não forem controlados, se os permitirmos deterem-se, por exemplo, em cenas sensuais como em muitos filmes, se nas conversas nos envolvermos em assuntos reprováveis, com o tempo passaremos a gostar desses assuntos, e dificilmente teremos desejo de abandoná-los. Tornamo-nos escravos deles. Nesses casos, para superar a dependência, só mesmo o poder do ESPÍRITO SANTO. Porém, mesmo assim, nós devemos ter a vontade de abandonar maus pensamentos, e as respectivas más práticas. “A educação do coração, o domínio dos pensamentos, em cooperação com o Espírito Santo, resultarão no controle das palavras. Isso é verdadeira sabedoria, e garantirá paz de espírito, contentamento e calma. Haverá alegria na contemplação das riquezas da graça de Deus” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 164).

  1. 3.      Terça: Salvaguarda da mente
Bons pensamentos ocupam a mente durante o tempo de atenção e expulsam ou impedem os maus pensamentos. A sensação da segurança de estar com JESUS traz conforto, amor, compreensão, felicidade, persistência, perseverança e faz que queiramos obedecer e cuidar da menteA única e eficaz salvaguarda da mente é estar com JESUSEstaremos com Ele enquanto nossos pensamentos estiverem de acordo com os pensamentos dEle. Não precisamos sempre estar repetindo “JESUS, JESUS, JESUS’. O que precisamos, para que estejamos com Ele, é colocar os nossos pensamentos ao lado dos pensamentos dEleIsto quer dizer, pensar como Ele pensaria em nosso lugar.
“Todos somos agentes morais livres e, como tais, devemos treinar nossos pensamentos para fluir em canais certos. A primeira tarefa daquele que deseja a reforma é purificar a imaginação. Nossas meditações devem elevar a mente. “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fil. 4:8, NVI). Aqui está um vasto campo no qual a mente pode vaguear. Se Satanás busca desviá-la para coisas rasteiras e sensuais, traga-a de volta. Quando imagens corruptas buscam tomar posse da mente, voe ao trono da graça e ore pedindo força celestial” (Comentários de EGW, para o terceiro trimestre de 2013: Reavivamento e Reforma, 77, grifo acrescentado).
Então o segredo para ter uma vida espiritual poderosa é cuidar dos pensamentos. Se tivermos bons pensamentos na mente, que é a entrada da alma, todo o corpo será sadio, e estará salvo das atrações fatais. É muito importante ler e reler o texto acima, de Ellen G. White. E o finalzinho dele nos leva ao grito de socorro quando estivermos sendo atacados, ou quando nossas fraquezas nos deixando submergir em pensamentos indevidos. Como já escrevemos anteriormente, esse grito de socorro é eficaz. Ele se resume a uma curta oração, onde quer que estejamos, pedindo força a DEUS, no exato momento em que estivermos em dificuldade. Quem fizer isso vai se surpreender o quanto algo tão simples, e de nenhum custo pode resolver nossos problemas e nos fortalecer contra nossas fraquezas habituais. Experimente, essa será uma verdadeira e real experiência com DEUS.

  1. 4.      Quarta: relação entre mente e corpo
Precisamos nos preparar para a segunda vinda de modo integral. Todo nosso ser precisa ser transformado. E é pelo que pensamos que esse preparo ocorre. Devemos buscar pensamentos elevados, puros, nobres, altruístas, que beneficiem os outros e que tragam felicidade a todos. “O ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que pode alcançar o pensamento humano. “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus.” Mat. 5:48, RC. Este mandamento é uma promessa. O plano da redenção visa ao nosso completo libertamento do poder de Satanás. Cristo separa sempre do pecado a alma contrita. Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar” (O Desejado de Todas as Nações, 311).
“A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Tess. 5:23). Outra vez escreve ele aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” Rom. 12:1” (O Grande Conflito, 473).
Uma mente saudável requer um corpo saudável. Devemos cuidar o que comemos e bebemos, do asseio, da proteção do corpo, dos hábitos, etc., para termos um corpo saudável, e assim cultivarmos a mente pura. “A relação existente entre a mente e o corpo é muito íntima. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte” (A Ciência do Bom Viver, 241).
“Quando os homens que têm condescendido com maus hábitos e práticas pecaminosas se rendem ao poder da verdade divina, a aplicação dessa verdade ao coração faz reviver as energias morais, as quais pareciam paralisadas. O recebedor possui compreensão mais forte e mais clara do que antes de haver ligado sua alma à Rocha eterna. Até sua saúde física melhora pelo senso de sua confiança em Cristo” (Conselhos Sobre Saúde, 28).
Esse é o grande apelo, cuidemos do corpo para que a mente possa ter pensamentos nobres e elevados. Esse é o nosso grande desafio. E DEUS está interessado em nos ajudar nesse sentido.

  1. 5.      Quinta: Imagens de influência
DEUS quer que sejamos exemplos, luz para as pessoas que vivem na escuridão. Muitos que vivem na escuridão ainda assim acham que a vida está boa. Devemos ser um pequeno grupo a mostrar ao mundo o que é a vida superior, mais saudável e mais feliz. Num salão escuro, por exemplo, basta uma fonte de luz para iluminar uma multidão. É assim que deve ser o povo de DEUS.
Aqui os filhos estão matando os pais, e os pais abusando ou matando os filhos, e homens matando a esposa. Adolescentes contrariados se matam. Homens estupram mulheres e depois as matam friamente. E há muita corrupção. Empresas enganam seus clientes, restaurantes chiques vendem alimento com prazo vencido. Este mundo necessita de uma lição de vida correta. E o exemplo positivo desse tipo de vida DEUS espera de seu povo.
“Neste mundo devemos brilhar em boas obras. O Senhor requer que Seu povo… reflita a luz do caráter de Deus, do amor divino, como Cristo a refletiu. Olhando para Jesus, nossa vida toda rebrilhará com aquela luz maravilhosa. Cada partícula de nós deve ser luz; então, para qualquer lado que nos volvamos, de nós se refletirá luz aos outros. Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Nele não há trevas, absolutamente; portanto, se estivermos em Cristo, não haverá trevas em nós” (Nos Lugares Celestiais, MM 1968, 281).
“O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural” (Patriarcas e Profetas, 133 e 134).
A tarefa de um verdadeiro cristão é difícil. Ele deve ser uma fonte de pureza em meio ao lixo de banalidades que este mundo está se tornando. Parece difícil, mas assim como o lírio abre suas flores brancas como a neve de dentro do charco, assim devemos ser limpos de consciência e puros de atos em meio a uma sociedade degenerada pela maldade. A situação do mundo é bem curiosa, a ciência desenvolveu-se e há muitos recursos, porém, a qualidade de vida se reduziu, a insegurança aumentou e a imoralidade tomou conta. Cada vez mais vale a lei da força bruta e do desejo desenfreado. Mesmo que não faça grande efeito, mesmo que não sejam transformadas multidões, os cristãos jamais devem desistir de serem os representantes da pureza de DEUS nesta Terra, pois assim ao menos alguns serão atraídos para a vida superior, e também se salvarão.

  1. 6.      Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
a)      Síntese dos principais pontos da lição
  • Qual o foco principal?
Esta lição enfatiza nos pensamentos, em que tipo de pensamento nos demoramos mais.Se nosso hábito é pensar nas coisas do alto, teremos pensamentos relacionados com nossa salvação. Então facilmente seremos transformados por DEUS. Mas se nossos pensamentos se demoram nos atrativos do mundo, por exemplo, novelas, filmes impróprios a cidadãos celestes, etc., então nem mesmo há como sermos transformados. Na lição passada aprendemos que devemos colaborar com as mudanças que o ESPÍRITO SANTO quer fazer em nossa vida. Uma dessas colaborações é pensar nas coisas que nos aproximam de DEUS, não naquelas que nos afastam dEle.
  • Quais os tópicos relevantes?
Os nossos pensamentos devem ser governados pelos princípios bíblicos, dentre os quais, o principal é o amor. Esses princípios gerarão hábitos que funcionam nas mentes como os programas para os computadores. Eles definem o que é positivo e o que devemos evitar. Então, como que por um processo automático, obedeceremos por natureza, não por obrigação.
  • Você descobriu outros pontos a acrescentar?
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b)      Que coisas importantes podemos aprender desse estudo?
Devemos todos os dias submeter nossa mente ao poder do ESPÍRITO SANTO. Ele nos transformará nos moldando para cada vez sermos mais parecidos com JESUS, com nosso Criador. É por meio dos pensamentos que somos transformados. É assim que somos libertos da escravidão de satanás. Completada a transformação, obedeceremos a DEUS naturalmente.
  • Que aspectos posso acrescentar a partir do meu estudo?
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c)       Que providências devemos tomar a partir desse estudo?
Cada dia dedicar mais tempo a JESUS, por meio da oração, da leitura, das conversas, dos pensamentos e meditação, etc.
  • O que me proponho a reforçar, se for bom, ou mudar se for mau, em minha vida?
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d)     Comentário de Ellen G. White (grifos acrescentados)
“Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são visíveis; como a árvore boa produz bons frutos, assim a árvore que realmente está plantada no jardim do Senhor produzirá bom fruto para a vida eterna. Pecados habituais são vencidos; na mente não são acolhidos maus pensamentos; maus hábitos são expelidos do templo da alma. As tendências que foram influenciadas numa direção errada, voltam-se para a direção certa. Disposições e sentimentos errados são desarraigados. Santo temperamento e emoções santificadas são agora o fruto produzido na árvore cristã. Ocorreu uma transformação completa. Esta é a obra que deve ser efetuada” (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 50).

e)      Conclusão geral
A mudança de todo o corpo depende da mudança que ocorre na mente. É a mente que governa o corpo. Se a mente for governada por bons princípios, todo o corpo será beneficiado.
  • Qual é o ponto mais relevante a que cheguei com este estudo?
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