"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8, 9
Bates pode ter conseguido convencer os outros dois fundadores do adventismo do sétimo dia a respeito do sábado, mas eles não aderiram a seu legalismo.
Tiago White, por exemplo, foi bem claro quando escreveu: “Que fique claramente compreendido que não há salvação na lei, isto é, não há qualidade redentora na lei.”
Para White, o mais importante era ter “fé viva e ativa em Jesus”. Ao falar sobre a mensagem milerita, em 1850, ele declarou: ela “nos levou aos pés de Jesus a fim de pedir perdão por todos os nossos pecados e obter salvação plena e livre por intermédio do sangue de Cristo”.
Se, por um lado, Tiago apelava ao povo para “obedecer e honrar [a Deus] mediante a observância de Seus mandamentos”, em contrapartida, escreveu que “devemos buscar perdão livre e completo de todas as nossas transgressões e falhas mediante a expiação em Jesus Cristo agora, enquanto Ele apresenta Seu sangue perante o Pai”.
Ellen tinha a mesma opinião do marido. Sua aplicação da história do jovem rico, encontrada em Mateus 19, ao longo de seu duradouro ministério é especialmente esclarecedora. Ela nunca citou Jesus nesse contexto dizendo que o caminho para conquistar o Céu era a guarda dos mandamentos.
Em vez disso, invariavelmente apontava para além daquilo que chamava de compreensão “externa e superficial” do relato do jovem rico (defendida por Bates). Ela chamava a atenção para a necessidade mais profunda da transformação total que só pode ocorrer por meio de um relacionamento pessoal com Cristo.
Para ela, a lição de Mateus 19:16, 17 não é que a salvação é obtida pela lei, mas que o jovem rico fracassara por completo. Ela observava que, embora seja verdade que ele obedecesse aos aspectos exteriores dos Dez Mandamentos, não conseguia ver que as raízes da lei se encontravam no amor de Deus. Para ela, o jovem rico não fora salvo por guardar os mandamentos; em vez disso, estava totalmente perdido (ver, por exemplo, SG2, p. 239-243; DTN, p. 518-523; PJ, p. 390-392).
Um dos entendimentos mais importantes para nosso viver diário tem a ver com a relação entre a lei e o evangelho. Falaremos mais sobre a mensagem evangélica posteriormente neste ano.
George Knight - "Para não esquecer"
A TENTAÇÃO DO LEGALISMO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 10-03-2015
"Portanto, ninguém será declarado justo diante dEle baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Romanos 3:20, NVI
Nem tudo que Bates ensinava era irrepreensível. Embora seja impossível ter dúvidas quanto a sua devoção ao sábado a partir de 1846 até o fim de sua vida, seu entendimento sobre a relação entre o sétimo dia e o plano da salvação não era tão clara.
Às vezes, o capitão soava extremamente legalista: “A guarda desses mandamentos salva a alma.” “A observância do sábado de Deus santifica e salva a alma! Entretanto, a guarda de um ou de todos os outros nove sem ele não o faz.” “Devemos guardar toda a [lei] para sermos salvos.” “Os filhos de Deus só serão salvos se cumprirem ou guardarem os mandamentos.”
Embora Bates também fizesse declarações sensatas sobre o evangelho, não há dúvida de que ele tinha um tom de legalismo que o acompanhou ao longo de toda a vida.
Uma de suas passagens bíblicas preferidas para apoiar sua abordagem legalista à guarda do sábado é a história do jovem rico, em Mateus 19. Várias vezes, Bates se referiu a ela para defender sua opinião. “E eis que, aproximando-se dEle um jovem, disse-Lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? E Ele disse-lhe: […] Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v. 16, 17, ARC). Bates entendia que esse ensino significava que “o único caminho para entrar na vida é guardar os mandamentos”. Além do mais, acrescentava, caso Jesus não tivesse a intenção de dizer o que disse, “então haveria enganado o jovem rico”.
Vinte anos depois de expressar tais pensamentos, Bates continuava repetindo a mesma história do jovem rico e concluía: “Se você realmente deseja ter a vida eterna quando Jesus voltar, tenha a certeza, oh, sim, tenha a certeza de que guarda todos os Dez Mandamentos de Deus.”
Infelizmente, em 1888, Uriah Smith e George Butler ainda aplicavam Mateus 19 da mesma forma. Aliás, eu me lembro de muitos estudos bíblicos publicados que usavam essa passagem como prova para a guarda dos mandamentos durante a década de 1960. Para alguns, guardar os mandamentos ainda era o caminho para a vida eterna. É exatamente essa ideia que Paulo ataca no versículo de hoje (Rm 3:20).
Como é triste perceber que cristãos sinceros podem acabar usando bons textos da Bíblia de forma errada.
Ajuda-nos, ó Senhor, em nossa luta para compreender o verdadeiro sentido das Escrituras.
George Knight - "Para não esquecer"
Nem tudo que Bates ensinava era irrepreensível. Embora seja impossível ter dúvidas quanto a sua devoção ao sábado a partir de 1846 até o fim de sua vida, seu entendimento sobre a relação entre o sétimo dia e o plano da salvação não era tão clara.
Às vezes, o capitão soava extremamente legalista: “A guarda desses mandamentos salva a alma.” “A observância do sábado de Deus santifica e salva a alma! Entretanto, a guarda de um ou de todos os outros nove sem ele não o faz.” “Devemos guardar toda a [lei] para sermos salvos.” “Os filhos de Deus só serão salvos se cumprirem ou guardarem os mandamentos.”
Embora Bates também fizesse declarações sensatas sobre o evangelho, não há dúvida de que ele tinha um tom de legalismo que o acompanhou ao longo de toda a vida.
Uma de suas passagens bíblicas preferidas para apoiar sua abordagem legalista à guarda do sábado é a história do jovem rico, em Mateus 19. Várias vezes, Bates se referiu a ela para defender sua opinião. “E eis que, aproximando-se dEle um jovem, disse-Lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? E Ele disse-lhe: […] Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v. 16, 17, ARC). Bates entendia que esse ensino significava que “o único caminho para entrar na vida é guardar os mandamentos”. Além do mais, acrescentava, caso Jesus não tivesse a intenção de dizer o que disse, “então haveria enganado o jovem rico”.
Vinte anos depois de expressar tais pensamentos, Bates continuava repetindo a mesma história do jovem rico e concluía: “Se você realmente deseja ter a vida eterna quando Jesus voltar, tenha a certeza, oh, sim, tenha a certeza de que guarda todos os Dez Mandamentos de Deus.”
Infelizmente, em 1888, Uriah Smith e George Butler ainda aplicavam Mateus 19 da mesma forma. Aliás, eu me lembro de muitos estudos bíblicos publicados que usavam essa passagem como prova para a guarda dos mandamentos durante a década de 1960. Para alguns, guardar os mandamentos ainda era o caminho para a vida eterna. É exatamente essa ideia que Paulo ataca no versículo de hoje (Rm 3:20).
Como é triste perceber que cristãos sinceros podem acabar usando bons textos da Bíblia de forma errada.
Ajuda-nos, ó Senhor, em nossa luta para compreender o verdadeiro sentido das Escrituras.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES PREGA O SÁBADO 4 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 09-03-2015
"Não tenha medo, continue falando e não fique calado". Atos 18:9, NVI
José Bates não tinha nem um pingo de vergonha de contar aos outros sobre o sábado.
Contudo, um de seus fracassos mais patentes em relação ao assunto foi com a própria esposa. Mesmo escrevendo livro após livro sobre o assunto e provavelmente incomodando-a o tempo todo, ela devia ser tão obstinada quanto o marido. O resultado é que “ele guardava o sábado sozinho”.
Na cidade de Fairhaven, era de conhecimento público que o “capitão Bates costumava levar a esposa de carruagem para a igreja cristã aos domingos, mas ele próprio não entrava para adorar ‘no sábado do papa’. Voltava para buscá-la após o culto”. A boa notícia é que Prudence Bates aceitou o sétimo dia, em 1850. As orações, o exemplo e a persistência de Bates finalmente trouxeram sua recompensa.
Outra boa notícia para Bates foi a conversão de Tiago e Ellen White ao sétimo dia, provavelmente em novembro de 1846. Após ter lido a obra “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo”, escrita por Bates, Tiago relatou: “constatei a verdade sobre o sábado e comecei a ensiná-la.”
Tal aceitação abriu caminho para a formação do adventismo do sétimo dia.
A partir de então, Bates e o casal White começaram a trabalhar juntos.
As coisas finalmente começavam a acontecer. Em dezembro de 1846, o livro de Bates havia chegado ao oeste do estado de Nova York. No fim do ano, Bates e Tiago tinham a expectativa de se encontrarem com Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn (os homens que desenvolveram o entendimento sobre o santuário celestial) na casa de Edson, em Port Gibson, Nova York, mas as circunstâncias forçaram White a permanecer no Leste.
Um dos itens em pauta era o sétimo dia. Edson afirmava ser favorável à guarda do sábado havia alguns meses, mas ainda não tinha uma convicção definitiva.
Entretanto, após a explicação de Bates, durante a qual Edson “mal conseguia permanecer sentado”, ele se levantou e disse: “Irmão Bates, isso é luz e verdade.
O sétimo dia é o sábado e estou contigo em guardá-lo.”
Portanto, no fim de 1846, encontramos um grupo de fiéis unidos em três doutrinas únicas e cruciais: o segundo advento, o sábado e o santuário celestial. O palco estava montado para o surgimento do adventismo do sétimo dia.
De nossa perspectiva, Deus pode até conduzir as coisas fora de nossa expectativa, mas Sua orientação é segura.
Ajuda-nos, Senhor, a ter fé em Tua orientação.
George Knight - "Para não esquecer"
José Bates não tinha nem um pingo de vergonha de contar aos outros sobre o sábado.
Contudo, um de seus fracassos mais patentes em relação ao assunto foi com a própria esposa. Mesmo escrevendo livro após livro sobre o assunto e provavelmente incomodando-a o tempo todo, ela devia ser tão obstinada quanto o marido. O resultado é que “ele guardava o sábado sozinho”.
Na cidade de Fairhaven, era de conhecimento público que o “capitão Bates costumava levar a esposa de carruagem para a igreja cristã aos domingos, mas ele próprio não entrava para adorar ‘no sábado do papa’. Voltava para buscá-la após o culto”. A boa notícia é que Prudence Bates aceitou o sétimo dia, em 1850. As orações, o exemplo e a persistência de Bates finalmente trouxeram sua recompensa.
Outra boa notícia para Bates foi a conversão de Tiago e Ellen White ao sétimo dia, provavelmente em novembro de 1846. Após ter lido a obra “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo”, escrita por Bates, Tiago relatou: “constatei a verdade sobre o sábado e comecei a ensiná-la.”
Tal aceitação abriu caminho para a formação do adventismo do sétimo dia.
A partir de então, Bates e o casal White começaram a trabalhar juntos.
As coisas finalmente começavam a acontecer. Em dezembro de 1846, o livro de Bates havia chegado ao oeste do estado de Nova York. No fim do ano, Bates e Tiago tinham a expectativa de se encontrarem com Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn (os homens que desenvolveram o entendimento sobre o santuário celestial) na casa de Edson, em Port Gibson, Nova York, mas as circunstâncias forçaram White a permanecer no Leste.
Um dos itens em pauta era o sétimo dia. Edson afirmava ser favorável à guarda do sábado havia alguns meses, mas ainda não tinha uma convicção definitiva.
Entretanto, após a explicação de Bates, durante a qual Edson “mal conseguia permanecer sentado”, ele se levantou e disse: “Irmão Bates, isso é luz e verdade.
O sétimo dia é o sábado e estou contigo em guardá-lo.”
Portanto, no fim de 1846, encontramos um grupo de fiéis unidos em três doutrinas únicas e cruciais: o segundo advento, o sábado e o santuário celestial. O palco estava montado para o surgimento do adventismo do sétimo dia.
De nossa perspectiva, Deus pode até conduzir as coisas fora de nossa expectativa, mas Sua orientação é segura.
Ajuda-nos, Senhor, a ter fé em Tua orientação.
George Knight - "Para não esquecer"
THOMAS PREBLE E RACHEL OAKES - MEDITAÇÃO DIÁRIA 08-03-2015
"Escolhei, hoje, a quem sirvais". Josué 24:15
Precisamos saber o destino de Thomas M. Preble e Rachel Oakes, pessoas fundamentais na cadeia de acontecimentos que levaram José Bates a crer no sábado.
Infelizmente, Preble desistiu de observar o sétimo dia. Em 1849, escreveu: “Depois de guardar o sétimo dia como o sábado meticulosamente por cerca de três anos, tenho razões satisfatórias para deixar de fazê-lo e guardar o primeiro dia como eu fazia.” Em 1867, Preble publicou um livro sobre o assunto, cujo título em português seria: “O Primeiro Dia Como o Sábado: Provas Claras Demonstrando que a Velha Aliança, ou Dez Mandamentos, Mudou ou se Completou na Dispensação Cristã”.
Ao comentar o livro de uma perspectiva adventista do sétimo dia, Uriah Smith sugeriu, em termos claros, que a obra anterior de Preble sobre o sétimo dia como o sábado fora a melhor das duas.
O cunhado de Preble duvidava de sua sinceridade com respeito ao domingo. De acordo com ele, Preble se tornara administrador de uma grande propriedade e, quando o sábado interferiu em seus negócios, ele parou de guardá-lo. “A teoria da ausência de lei foi sua desculpa posterior para a questão.”
Contudo, mesmo depois de rejeitar o sábado, o impacto que Preble deixou no coração e na mente de José Bates não se reverteria por nada.
Bates não foi o único líder importante do adventismo do sétimo dia a ser influenciado pelo folheto de Preble, de 1845. Na primavera daquele ano, o material caiu nas mãos do jovem John Nevins Andrews, com 15 anos na época, convertendo-o à observância do sétimo dia.
Posteriormente, Andrews se transformaria no principal erudito do adventismo sobre o sábado, publicando em 1873 a primeira edição de sua importante obra History of the Sabbath and First Day of the Week [História do Sábado e do Primeiro Dia da Semana].
E Rachel Oakes, a pessoa indiretamente responsável por levar a mensagem do sábado a Preble? Ela guardou o sábado pelo resto da vida, mas demorou muito para se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, por causa de alguns rumores que ouvira sobre Tiago e Ellen White. Quando tais rumores foram esclarecidos, no fim da década de 1860, ela foi batizada, pouco tempo antes de morrer.
Stephen N. Haskell escreveu em seu obituário: “Ela dorme, mas o resultado de ter levado o sábado aos adventistas permanece vivo.”
Louvado seja Deus por Sua forma grandiosa de conduzir Seus filhos!
Precisamos saber o destino de Thomas M. Preble e Rachel Oakes, pessoas fundamentais na cadeia de acontecimentos que levaram José Bates a crer no sábado.
Infelizmente, Preble desistiu de observar o sétimo dia. Em 1849, escreveu: “Depois de guardar o sétimo dia como o sábado meticulosamente por cerca de três anos, tenho razões satisfatórias para deixar de fazê-lo e guardar o primeiro dia como eu fazia.” Em 1867, Preble publicou um livro sobre o assunto, cujo título em português seria: “O Primeiro Dia Como o Sábado: Provas Claras Demonstrando que a Velha Aliança, ou Dez Mandamentos, Mudou ou se Completou na Dispensação Cristã”.
Ao comentar o livro de uma perspectiva adventista do sétimo dia, Uriah Smith sugeriu, em termos claros, que a obra anterior de Preble sobre o sétimo dia como o sábado fora a melhor das duas.
O cunhado de Preble duvidava de sua sinceridade com respeito ao domingo. De acordo com ele, Preble se tornara administrador de uma grande propriedade e, quando o sábado interferiu em seus negócios, ele parou de guardá-lo. “A teoria da ausência de lei foi sua desculpa posterior para a questão.”
Contudo, mesmo depois de rejeitar o sábado, o impacto que Preble deixou no coração e na mente de José Bates não se reverteria por nada.
Bates não foi o único líder importante do adventismo do sétimo dia a ser influenciado pelo folheto de Preble, de 1845. Na primavera daquele ano, o material caiu nas mãos do jovem John Nevins Andrews, com 15 anos na época, convertendo-o à observância do sétimo dia.
Posteriormente, Andrews se transformaria no principal erudito do adventismo sobre o sábado, publicando em 1873 a primeira edição de sua importante obra History of the Sabbath and First Day of the Week [História do Sábado e do Primeiro Dia da Semana].
E Rachel Oakes, a pessoa indiretamente responsável por levar a mensagem do sábado a Preble? Ela guardou o sábado pelo resto da vida, mas demorou muito para se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, por causa de alguns rumores que ouvira sobre Tiago e Ellen White. Quando tais rumores foram esclarecidos, no fim da década de 1860, ela foi batizada, pouco tempo antes de morrer.
Stephen N. Haskell escreveu em seu obituário: “Ela dorme, mas o resultado de ter levado o sábado aos adventistas permanece vivo.”
Louvado seja Deus por Sua forma grandiosa de conduzir Seus filhos!
George Knight - "Para não esquecer"
BATES PREGA O SÁBADO 3 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 07-03-2015
"Proferirá palavras contra o Altíssimo […] e cuidará em mudar os tempos e a lei". Daniel 7:25
Em agosto de 1846, foi publicado o primeiro livro de Bates sobre o sábado. Em português, o título do livro seria: “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo, do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”.
É um título bem grande, mas revela a firme crença de Bates na importância do sábado no tempo do fim.
A edição de 1846 desse livrinho (de apenas 48 páginas) apresentava um conceito amplamente batista do sétimo dia sobre o sábado. Portanto, Bates expôs a ideia de que o sábado era o dia correto de adoração e que o papado havia tentado mudar a lei de Deus (Dn 7:25).
Contudo, há dois tópicos de especial interesse na edição de 1846 desse livro, os quais revelam que Bates estava começando a interpretar o sábado à luz de uma estrutura teológica adventista.
O primeiro é o pensamento no prefácio de que “o sétimo dia” deveria “ser restaurado antes do segundo advento de Jesus Cristo”. Tal ideia derivava da abordagem restauracionista que Bates trazia consigo da Conexão Cristã. De acordo com esse ponto de vista, a Reforma não estava terminada e não estaria até que todas as grandes verdades bíblicas negligenciadas ou pervertidas ao longo da história encontrassem seu devido lugar dentro da igreja de Deus.
A segunda tendência bem adventista encontrada na edição de 1846 do livro de Bates é a interpretação do sábado dentro do contexto do livro do Apocalipse. Ele ligou o sábado a Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Ele também apontou para a alusão encontrada na ordem do versículo 7 (“adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”) de que “o sétimo dia está mais claramente incluso nessa ordem” do que os outros nove.
Foi justamente essa ênfase que havia despertado a rejeição de Ellen Harmon. Entretanto, Bates não recuou simplesmente por enfrentar críticas e oposição.
Ajuda-nos, Senhor, a manter os olhos abertos ao estudarmos Tua Palavra. E dá-nos forças quando descobrirmos as verdades importantes.
Em agosto de 1846, foi publicado o primeiro livro de Bates sobre o sábado. Em português, o título do livro seria: “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo, do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”.
É um título bem grande, mas revela a firme crença de Bates na importância do sábado no tempo do fim.
A edição de 1846 desse livrinho (de apenas 48 páginas) apresentava um conceito amplamente batista do sétimo dia sobre o sábado. Portanto, Bates expôs a ideia de que o sábado era o dia correto de adoração e que o papado havia tentado mudar a lei de Deus (Dn 7:25).
Contudo, há dois tópicos de especial interesse na edição de 1846 desse livro, os quais revelam que Bates estava começando a interpretar o sábado à luz de uma estrutura teológica adventista.
O primeiro é o pensamento no prefácio de que “o sétimo dia” deveria “ser restaurado antes do segundo advento de Jesus Cristo”. Tal ideia derivava da abordagem restauracionista que Bates trazia consigo da Conexão Cristã. De acordo com esse ponto de vista, a Reforma não estava terminada e não estaria até que todas as grandes verdades bíblicas negligenciadas ou pervertidas ao longo da história encontrassem seu devido lugar dentro da igreja de Deus.
A segunda tendência bem adventista encontrada na edição de 1846 do livro de Bates é a interpretação do sábado dentro do contexto do livro do Apocalipse. Ele ligou o sábado a Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Ele também apontou para a alusão encontrada na ordem do versículo 7 (“adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”) de que “o sétimo dia está mais claramente incluso nessa ordem” do que os outros nove.
Foi justamente essa ênfase que havia despertado a rejeição de Ellen Harmon. Entretanto, Bates não recuou simplesmente por enfrentar críticas e oposição.
Ajuda-nos, Senhor, a manter os olhos abertos ao estudarmos Tua Palavra. E dá-nos forças quando descobrirmos as verdades importantes.
George Knight - "Para não esquecer"
TIAGO WHITE MUDA DE IDEIA QUANTO AO CASAMENTO - MEDITAÇÃO DIÁRIA 06-03-2015
"Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" Mateus 19:4, 5
Sem dúvida, é um choque para os adventistas do sétimo dia mais idealistas descobrir que Tiago White não acreditava no casamento.
É isso mesmo que você leu. Tiago era contrário ao casamento, em 1845. Por isso, publicou em Day-Star que um casal adventista havia “negado a fé” ao anunciar seu casamento. Ele defendia que o matrimônio era “uma artimanha do diabo”. “Os firmes irmãos de Maine que aguardam a volta de Jesus não têm participação nenhuma nesse tipo de empreitada.” Você deve estar se perguntando por que ele assumiu tal perspectiva. A resposta vem na frase seguinte: “Nós aguardamos a redenção na vigília da manhã.”
A verdade é que ele esperava o retorno de Jesus em outubro de 1845. Além disso, os primeiros adventistas criam que o tempo era curto demais. Dessa perspectiva, casar-se e constituir família pareciam formas de negar a fé na breve vinda de Cristo. Afinal, se Ele voltasse quando estavam esperando, não haveria necessidade de lares e casamentos terrenos.
Mais tarde, Tiago relatou: “A maioria dos irmãos que cria conosco que o movimento do segundo advento era obra de Deus se opunha ao casamento por acreditar que o tempo era muito curto e considerava o ato de se casar uma negação da fé, uma vez que tal passo parecia antever anos de vida neste mundo.”
Todavia, o tempo passou. E com ele veio uma nova avaliação.
O resultado foi que Tiago e Ellen se casaram em agosto de 1846. O motivo foi este: “Deus tinha uma obra para nós dois realizarmos, e Ele viu que poderíamos ajudar muito um ao outro nesse trabalho.” Afinal, a jovem Ellen precisava de um “guardião legal” para viajar pelo país levando sua “importante […] mensagem ao mundo”.
Às vezes, cometemos erros. Quando isso acontece, a única coisa sensata a fazer é admitir e corrigir nossos atos.
Ajuda-me, Senhor, a ver Tua orientação apesar de meus erros. Ajuda-me a ser humilde o suficiente para me adaptar quando estiver equivocado.
Sem dúvida, é um choque para os adventistas do sétimo dia mais idealistas descobrir que Tiago White não acreditava no casamento.
É isso mesmo que você leu. Tiago era contrário ao casamento, em 1845. Por isso, publicou em Day-Star que um casal adventista havia “negado a fé” ao anunciar seu casamento. Ele defendia que o matrimônio era “uma artimanha do diabo”. “Os firmes irmãos de Maine que aguardam a volta de Jesus não têm participação nenhuma nesse tipo de empreitada.” Você deve estar se perguntando por que ele assumiu tal perspectiva. A resposta vem na frase seguinte: “Nós aguardamos a redenção na vigília da manhã.”
A verdade é que ele esperava o retorno de Jesus em outubro de 1845. Além disso, os primeiros adventistas criam que o tempo era curto demais. Dessa perspectiva, casar-se e constituir família pareciam formas de negar a fé na breve vinda de Cristo. Afinal, se Ele voltasse quando estavam esperando, não haveria necessidade de lares e casamentos terrenos.
Mais tarde, Tiago relatou: “A maioria dos irmãos que cria conosco que o movimento do segundo advento era obra de Deus se opunha ao casamento por acreditar que o tempo era muito curto e considerava o ato de se casar uma negação da fé, uma vez que tal passo parecia antever anos de vida neste mundo.”
Todavia, o tempo passou. E com ele veio uma nova avaliação.
O resultado foi que Tiago e Ellen se casaram em agosto de 1846. O motivo foi este: “Deus tinha uma obra para nós dois realizarmos, e Ele viu que poderíamos ajudar muito um ao outro nesse trabalho.” Afinal, a jovem Ellen precisava de um “guardião legal” para viajar pelo país levando sua “importante […] mensagem ao mundo”.
Às vezes, cometemos erros. Quando isso acontece, a única coisa sensata a fazer é admitir e corrigir nossos atos.
Ajuda-me, Senhor, a ver Tua orientação apesar de meus erros. Ajuda-me a ser humilde o suficiente para me adaptar quando estiver equivocado.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES PREGA O SÁBADO 2 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 05-03-2015
"Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm". 1Pedro 3:15, NTLH
Sendo bem discreto na forma de expressar, pode-se dizer que José Bates foi uma testemunha entusiasmada de sua nova compreensão acerca do sábado. Em 1854, por exemplo, o jovem Stephen N. Haskell (pregador adventista do primeiro dia) encontrou aquele turbilhão de energia, convicção e entusiasmo. Haskell tinha 21 anos e já havia ouvido sobre o sétimo dia, mas não estava totalmente convencido do assunto. Até que alguém levou Bates à casa dele.
Haskell conta que Bates passou dez dias com eles, pregando todas as noites, bem como no sábado e no domingo. Além disso, o missionário irrefreável fez um estudo com Haskell e alguns outros “da manhã até o meio-dia, do meio-dia até o anoitecer e depois à noite até a hora de todos irem se deitar”.
Entretanto, nem sempre ele era bem-sucedido em seu testemunho. Um de seus maiores fracassos ocorreu em agosto de 1846, no mês em que conheceu um jovem pregador da denominação Conexão Cristã e sua namorada – Tiago White e Ellen Harmon. Bates, é claro, deu um de seus extensos estudos bíblicos sobre o tema que se tornara seu preferido. O resultado? Fracasso total!
Ambos rejeitaram o ensino sobre o sétimo dia. Ellen relembrou: “O irmão Bates estava guardando o sábado e insistiu quanto à sua importância. Eu não consegui senti-la e achei que o irmão B. estava enganado ao se deter no quarto mandamento mais do que nos outros nove” (1888 LS, p. 236, 237).
O encontro de Bates com Tiago White e sua então futura esposa não foi o único acontecimento importante de agosto de 1846. Naquele mês, aconteceu o casamento de Tiago e Ellen, além da publicação do primeiro livro de Bates sobre o sábado, chamado The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo].
No entanto, antes de falar sobre esses acontecimentos, precisamos olhar um pouco mais para Bates. Podemos aprender no mínimo três lições com ele. Primeiro: é fácil nos tornarmos unilaterais e desequilibrados em nossa apresentação da mensagem bíblica. Segundo, até mesmo as pessoas mais zelosas falham de tempos em tempos. Terceiro, tal falha não é desculpa para pararmos de tentar.
Sendo bem discreto na forma de expressar, pode-se dizer que José Bates foi uma testemunha entusiasmada de sua nova compreensão acerca do sábado. Em 1854, por exemplo, o jovem Stephen N. Haskell (pregador adventista do primeiro dia) encontrou aquele turbilhão de energia, convicção e entusiasmo. Haskell tinha 21 anos e já havia ouvido sobre o sétimo dia, mas não estava totalmente convencido do assunto. Até que alguém levou Bates à casa dele.
Haskell conta que Bates passou dez dias com eles, pregando todas as noites, bem como no sábado e no domingo. Além disso, o missionário irrefreável fez um estudo com Haskell e alguns outros “da manhã até o meio-dia, do meio-dia até o anoitecer e depois à noite até a hora de todos irem se deitar”.
Entretanto, nem sempre ele era bem-sucedido em seu testemunho. Um de seus maiores fracassos ocorreu em agosto de 1846, no mês em que conheceu um jovem pregador da denominação Conexão Cristã e sua namorada – Tiago White e Ellen Harmon. Bates, é claro, deu um de seus extensos estudos bíblicos sobre o tema que se tornara seu preferido. O resultado? Fracasso total!
Ambos rejeitaram o ensino sobre o sétimo dia. Ellen relembrou: “O irmão Bates estava guardando o sábado e insistiu quanto à sua importância. Eu não consegui senti-la e achei que o irmão B. estava enganado ao se deter no quarto mandamento mais do que nos outros nove” (1888 LS, p. 236, 237).
O encontro de Bates com Tiago White e sua então futura esposa não foi o único acontecimento importante de agosto de 1846. Naquele mês, aconteceu o casamento de Tiago e Ellen, além da publicação do primeiro livro de Bates sobre o sábado, chamado The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo].
No entanto, antes de falar sobre esses acontecimentos, precisamos olhar um pouco mais para Bates. Podemos aprender no mínimo três lições com ele. Primeiro: é fácil nos tornarmos unilaterais e desequilibrados em nossa apresentação da mensagem bíblica. Segundo, até mesmo as pessoas mais zelosas falham de tempos em tempos. Terceiro, tal falha não é desculpa para pararmos de tentar.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES PREGA O SÁBADO 1 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 04-03-2015
"Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim". Isaías 6:8
Logo depois de aceitar o sábado, Bates viajou até New Hampshire, para se encontrar com Wheeler, os irmãos Farnsworth e outros adventistas que guardavam o sétimo dia. George, filho de Wheeler, relata que Bates chegou perto das 22h, “depois que toda a família já se encontrava deitada”.
George ouviu o pai abrir a porta para alguém. Durante a noite, ele acordou de tempos em tempos para ouvir a voz deles. Conversaram a noite inteira e continuaram até meio-dia. Depois disso, Bates voltou para sua casa.
De volta a Massachusetts, Bates encontrou James Madison Monroe Hall, na ponte que une as cidades de Fairhaven e New Bedford.
Foi durante esse encontrou que Hall fez a pergunta que provavelmente alterou suas atividades daquele dia inteiro e, com certeza, mudou sua vida para sempre.
– Quais são as novidades, capitão Bates?
– A novidade é que o sétimo dia é o sábado e que nós devemos guardá-lo.
Não sei quanto tempo eles passaram na ponte; mas, considerando o estilo de Bates, pode ter sido o dia inteiro. O que sabemos é que Hall foi para casa, estudou sobre o assunto na Bíblia e guardou o sábado seguinte. Sua esposa o acompanhou uma semana depois. Hall foi o primeiro converso de Bates a uma compreensão que moldaria a vida de ambos daquele dia em diante.
Hall passou a ter tanta consideração por Bates que deu a seu único filho o nome de José Bates Hall.
E José Bates continuou a ser um homem com uma missão. Ele não relaxaria nessa iniciativa até se encontrar em seu leito de morte. Nada seria capaz de detê-lo.
Por exemplo, no início dos anos 1850, Bates relata uma viagem missionária ao Canadá que durou cinco semanas, durante a qual ele lutou com neve forte e frio extremo por mais de 20 dias, “atravessando neve profunda com dificuldade por mais de 60 quilômetros” para levar a mensagem a uma família interessada.
Em outra ocasião, abriu um buraco de um metro no gelo a fim de encontrar água suficiente para batizar sete pessoas em um dia cuja temperatura era de 34 graus Celsius abaixo de zero. O nome disso é zelo missionário.
Deus, ajuda-me hoje a levar Tua mensagem mais a sério. Ajuda-me a sair de minha zona de conforto.
George Knight - "Para não esquecer"
Logo depois de aceitar o sábado, Bates viajou até New Hampshire, para se encontrar com Wheeler, os irmãos Farnsworth e outros adventistas que guardavam o sétimo dia. George, filho de Wheeler, relata que Bates chegou perto das 22h, “depois que toda a família já se encontrava deitada”.
George ouviu o pai abrir a porta para alguém. Durante a noite, ele acordou de tempos em tempos para ouvir a voz deles. Conversaram a noite inteira e continuaram até meio-dia. Depois disso, Bates voltou para sua casa.
De volta a Massachusetts, Bates encontrou James Madison Monroe Hall, na ponte que une as cidades de Fairhaven e New Bedford.
Foi durante esse encontrou que Hall fez a pergunta que provavelmente alterou suas atividades daquele dia inteiro e, com certeza, mudou sua vida para sempre.
– Quais são as novidades, capitão Bates?
– A novidade é que o sétimo dia é o sábado e que nós devemos guardá-lo.
Não sei quanto tempo eles passaram na ponte; mas, considerando o estilo de Bates, pode ter sido o dia inteiro. O que sabemos é que Hall foi para casa, estudou sobre o assunto na Bíblia e guardou o sábado seguinte. Sua esposa o acompanhou uma semana depois. Hall foi o primeiro converso de Bates a uma compreensão que moldaria a vida de ambos daquele dia em diante.
Hall passou a ter tanta consideração por Bates que deu a seu único filho o nome de José Bates Hall.
E José Bates continuou a ser um homem com uma missão. Ele não relaxaria nessa iniciativa até se encontrar em seu leito de morte. Nada seria capaz de detê-lo.
Por exemplo, no início dos anos 1850, Bates relata uma viagem missionária ao Canadá que durou cinco semanas, durante a qual ele lutou com neve forte e frio extremo por mais de 20 dias, “atravessando neve profunda com dificuldade por mais de 60 quilômetros” para levar a mensagem a uma família interessada.
Em outra ocasião, abriu um buraco de um metro no gelo a fim de encontrar água suficiente para batizar sete pessoas em um dia cuja temperatura era de 34 graus Celsius abaixo de zero. O nome disso é zelo missionário.
Deus, ajuda-me hoje a levar Tua mensagem mais a sério. Ajuda-me a sair de minha zona de conforto.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES ACEITA O SÁBADO 4 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 03-03-2015
"Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos". João 14:15
A experiência adventista com o sábado em New Hampshire, durante a primavera de 1844, foi significativa. Entretanto, a conversão de Thomas M. Preble ao sábado bíblico teve impacto ainda maior. Preble, pastor de uma congregação da Igreja Batista do Livre-Arbítrio na região de Nashua, era milerita desde 1841. Parece que foi Frederick Wheeler quem lhe falou sobre o sábado. A congregação de Wheeler em Washington ficava a cerca de 50 quilômetros da casa de Preble, que começou a guardar o sábado no verão de 1844.
Não temos o registro de nenhuma publicação de Preble sobre o sábado antes do desapontamento, embora seja provável que ele tenha participado da agitação que deu origem às várias respostas publicadas na edição de setembro do periódico Midnight Cry, com o objetivo de arrefecer a discussão sobre o sétimo dia.
No entanto, no início de 1845, Preble abordou o assunto com muita ênfase, publicando um artigo sobre o sábado em Hope of Israel, no dia 28 de fevereiro. Ele concluiu seu estudo afirmando que “todos aqueles que guardam o primeiro dia como se fosse ‘o sábado’, são guardadores do domingo papal! E transgressores do sábado de Deus!”
Declarou: “Se eu só tivesse um dia para viver nesta Terra, deixaria de lado o erro e abraçaria a verdade assim que a conseguisse enxergar. Que o Senhor nos dê sabedoria e nos ajude a guardar todos ‘os Seus mandamentos, para que [tenhamos] direito à árvore da vida’” (Ap 22:14, ACRF).
Um panfleto de 12 páginas intitulado “Livreto Demonstrando que o Sétimo Dia Deve Ser Guardado como Sábado em vez do Primeiro Dia, Segundo o Mandamento” foi escrito logo em seguida ao artigo.
Em abril de 1845, Bates entrou em contato com o artigo de Preble sobre o sábado em Hope of Israel. Ele nos conta que “leu e comparou” as evidências de Preble com a Bíblia e se convenceu de que “nunca houvera mudança” do sábado para o primeiro dia da semana.
“Esta é a verdade”, declarou. E “em poucos dias”, ele relatou: “minha mente se convenceu a guardar o quarto mandamento”. Uma das características impressionantes de Bates era sua disposição de mudar opiniões sólidas quando deparava com evidências bíblicas adequadas.
Deus deseja que cada um de nós também tenha uma mente disposta a aprender à medida que Ele nos guia no caminho da verdade.
George Knight - "Para não esquecer"
A experiência adventista com o sábado em New Hampshire, durante a primavera de 1844, foi significativa. Entretanto, a conversão de Thomas M. Preble ao sábado bíblico teve impacto ainda maior. Preble, pastor de uma congregação da Igreja Batista do Livre-Arbítrio na região de Nashua, era milerita desde 1841. Parece que foi Frederick Wheeler quem lhe falou sobre o sábado. A congregação de Wheeler em Washington ficava a cerca de 50 quilômetros da casa de Preble, que começou a guardar o sábado no verão de 1844.
Não temos o registro de nenhuma publicação de Preble sobre o sábado antes do desapontamento, embora seja provável que ele tenha participado da agitação que deu origem às várias respostas publicadas na edição de setembro do periódico Midnight Cry, com o objetivo de arrefecer a discussão sobre o sétimo dia.
No entanto, no início de 1845, Preble abordou o assunto com muita ênfase, publicando um artigo sobre o sábado em Hope of Israel, no dia 28 de fevereiro. Ele concluiu seu estudo afirmando que “todos aqueles que guardam o primeiro dia como se fosse ‘o sábado’, são guardadores do domingo papal! E transgressores do sábado de Deus!”
Declarou: “Se eu só tivesse um dia para viver nesta Terra, deixaria de lado o erro e abraçaria a verdade assim que a conseguisse enxergar. Que o Senhor nos dê sabedoria e nos ajude a guardar todos ‘os Seus mandamentos, para que [tenhamos] direito à árvore da vida’” (Ap 22:14, ACRF).
Um panfleto de 12 páginas intitulado “Livreto Demonstrando que o Sétimo Dia Deve Ser Guardado como Sábado em vez do Primeiro Dia, Segundo o Mandamento” foi escrito logo em seguida ao artigo.
Em abril de 1845, Bates entrou em contato com o artigo de Preble sobre o sábado em Hope of Israel. Ele nos conta que “leu e comparou” as evidências de Preble com a Bíblia e se convenceu de que “nunca houvera mudança” do sábado para o primeiro dia da semana.
“Esta é a verdade”, declarou. E “em poucos dias”, ele relatou: “minha mente se convenceu a guardar o quarto mandamento”. Uma das características impressionantes de Bates era sua disposição de mudar opiniões sólidas quando deparava com evidências bíblicas adequadas.
Deus deseja que cada um de nós também tenha uma mente disposta a aprender à medida que Ele nos guia no caminho da verdade.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES ACEITA O SÁBADO 3 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 02-03-2015
"Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra". Mateus 5:18
Entre os batistas do sétimo dia que interagiram com os mileritas, uma das pessoas mais importantes foi Rachel Oakes. No início de 1844, ela já havia aceitado a mensagem do advento e também partilhado sua crença sobre o sábado com a congregação adventista em Washington, New Hampshire, da qual sua filha Cyrus Farnsworth era membro. Parece que seu primeiro converso foi William Farnsworth, que, no passado, a convencera dos ensinos mileritas.
Outra pessoa a quem ela levou a verdade sobre o sábado foi Frederick Wheeler. Enquanto pregava na igreja de Washington, ele afirmou que todos aqueles que confessavam comunhão com Cristo deveriam “estar prontos para segui-Lo, obedecendo aos mandamentos de Deus e guardando-os em todas as coisas”.
Mais tarde, Rachel Oakes lembrou Wheeler de suas observações. Ela lhe disse:
– Eu quase me levantei naquele momento do culto para dizer algo.
– E o que você tinha em mente? – perguntou Wheeler.
– Eu queria falar que você devia arrumar de volta a mesa da Ceia e colocar a toalha sobre ela até começar a guardar os mandamentos de Deus.
Wheeler ficou chocado com um ataque tão direto. Depois de um tempo, ele contou a um amigo que as palavras da senhora Oakes “cortaram mais fundo do que qualquer coisa que lhe havia dito até então”. No entanto, ele refletiu sobre elas, estudou o assunto na Bíblia e logo começou a guardar o sábado.
Ao que parece, isso aconteceu em março de 1844. depois disso, vários membros da igreja de Washington se uniram a Wheeler e William Farnsworth na observância do sábado bíblico.
Quando eu chegar ao Céu, uma das pessoas que quero procurar é Rachel Oakes. Ela deve ter sido uma figura peculiar. O mínimo que podemos dizer a seu respeito é que, com toda certeza, ela não tinha vergonha de compartilhar suas crenças. Deus lhe deu uma voz e ela a usou para espalhar a verdade do sábado. Provavelmente sua abordagem sobre esse tema era cristocêntrica, uma que Wheeler, um pastor metodista, não se esquivou dela.
Uma das lições que aprendemos com Rachel Oakes é que nunca sabemos a dimensão da influência que teremos sobre as outras pessoas. E isso vale para todos nós. Inclusive para você!
George Knight - "Para não esquecer"
Entre os batistas do sétimo dia que interagiram com os mileritas, uma das pessoas mais importantes foi Rachel Oakes. No início de 1844, ela já havia aceitado a mensagem do advento e também partilhado sua crença sobre o sábado com a congregação adventista em Washington, New Hampshire, da qual sua filha Cyrus Farnsworth era membro. Parece que seu primeiro converso foi William Farnsworth, que, no passado, a convencera dos ensinos mileritas.
Outra pessoa a quem ela levou a verdade sobre o sábado foi Frederick Wheeler. Enquanto pregava na igreja de Washington, ele afirmou que todos aqueles que confessavam comunhão com Cristo deveriam “estar prontos para segui-Lo, obedecendo aos mandamentos de Deus e guardando-os em todas as coisas”.
Mais tarde, Rachel Oakes lembrou Wheeler de suas observações. Ela lhe disse:
– Eu quase me levantei naquele momento do culto para dizer algo.
– E o que você tinha em mente? – perguntou Wheeler.
– Eu queria falar que você devia arrumar de volta a mesa da Ceia e colocar a toalha sobre ela até começar a guardar os mandamentos de Deus.
Wheeler ficou chocado com um ataque tão direto. Depois de um tempo, ele contou a um amigo que as palavras da senhora Oakes “cortaram mais fundo do que qualquer coisa que lhe havia dito até então”. No entanto, ele refletiu sobre elas, estudou o assunto na Bíblia e logo começou a guardar o sábado.
Ao que parece, isso aconteceu em março de 1844. depois disso, vários membros da igreja de Washington se uniram a Wheeler e William Farnsworth na observância do sábado bíblico.
Quando eu chegar ao Céu, uma das pessoas que quero procurar é Rachel Oakes. Ela deve ter sido uma figura peculiar. O mínimo que podemos dizer a seu respeito é que, com toda certeza, ela não tinha vergonha de compartilhar suas crenças. Deus lhe deu uma voz e ela a usou para espalhar a verdade do sábado. Provavelmente sua abordagem sobre esse tema era cristocêntrica, uma que Wheeler, um pastor metodista, não se esquivou dela.
Uma das lições que aprendemos com Rachel Oakes é que nunca sabemos a dimensão da influência que teremos sobre as outras pessoas. E isso vale para todos nós. Inclusive para você!
George Knight - "Para não esquecer"
BATES ACEITA O SÁBADO 2 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 01-03-2015
"E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera". (Gênesis 2:3)
Ontem constatamos que os batistas do sétimo dia tiveram certo êxito, no início dos anos 1840, em seus esforços para chamar a atenção de outros cristãos para o sábado bíblico.
O interessante é que parte significativa desse interesse desenvolveu-se entre os adventistas mileritas. Como resultado, o periódico Sabbath Recorder relatou, em junho de 1844, que “números consideráveis dentre aqueles que aguardam a breve aparição de Cristo aceitaram o sétimo dia e começaram a observar o sábado”. O artigo também sugeria que a obediência ao sábado fazia parte do “melhor preparo” para o advento.
Não sabemos exatamente o que o Sabbath Recorder quis dizer com “números consideráveis” de mileritas que havia começado a guardar o sábado até o verão de 1844, mas temos conhecimento de que a questão do sábado havia se tornado problemática o bastante por volta de setembro, a ponto de a publicação milerita Midnight Cry divulgar dois artigos detalhados sobre o assunto.
Em um deles, lemos: “Muitas pessoas treinaram a mente para respeitar uma suposta obrigação de observar o sétimo dia”. Os editores decidiram que, “pela lei, os cristãos não estão sob a exigência de separar nenhuma porção específica do tempo e considerá-la sagrada”. Mas, se tal conclusão fosse incorreta, “então pensamos que o sétimo dia seria o único dia de guarda sobre o qual há uma lei”.
O artigo final concluiu com o pensamento de que “os irmãos e as irmãs que defendem o sétimo dia […] estão tentando consertar o velho e quebrado jugo judaico para colocá-lo sobre o próprio pescoço”. O artigo também sugeria que os cristãos não deveriam chamar o domingo de sábado.
Os batistas do sétimo dia responderam aos artigos do Midnight Cry declarando o seguinte: “A recente descoberta dos crentes no segundo advento, que lhes dá a certeza de que Cristo virá no décimo dia do sétimo mês, provavelmente incapacitou a mente deles para dar a atenção devida às considerações sobre o sábado”.
E foi isso mesmo que aconteceu, mas a verdade bíblica é persistente. E podemos ser gratos por isso. Deus dirige Seu povo como um todo, e também individualmente, passo a passo, por meio de Sua Palavra.
George Knight - "Para não esquecer"
Ontem constatamos que os batistas do sétimo dia tiveram certo êxito, no início dos anos 1840, em seus esforços para chamar a atenção de outros cristãos para o sábado bíblico.
O interessante é que parte significativa desse interesse desenvolveu-se entre os adventistas mileritas. Como resultado, o periódico Sabbath Recorder relatou, em junho de 1844, que “números consideráveis dentre aqueles que aguardam a breve aparição de Cristo aceitaram o sétimo dia e começaram a observar o sábado”. O artigo também sugeria que a obediência ao sábado fazia parte do “melhor preparo” para o advento.
Não sabemos exatamente o que o Sabbath Recorder quis dizer com “números consideráveis” de mileritas que havia começado a guardar o sábado até o verão de 1844, mas temos conhecimento de que a questão do sábado havia se tornado problemática o bastante por volta de setembro, a ponto de a publicação milerita Midnight Cry divulgar dois artigos detalhados sobre o assunto.
Em um deles, lemos: “Muitas pessoas treinaram a mente para respeitar uma suposta obrigação de observar o sétimo dia”. Os editores decidiram que, “pela lei, os cristãos não estão sob a exigência de separar nenhuma porção específica do tempo e considerá-la sagrada”. Mas, se tal conclusão fosse incorreta, “então pensamos que o sétimo dia seria o único dia de guarda sobre o qual há uma lei”.
O artigo final concluiu com o pensamento de que “os irmãos e as irmãs que defendem o sétimo dia […] estão tentando consertar o velho e quebrado jugo judaico para colocá-lo sobre o próprio pescoço”. O artigo também sugeria que os cristãos não deveriam chamar o domingo de sábado.
Os batistas do sétimo dia responderam aos artigos do Midnight Cry declarando o seguinte: “A recente descoberta dos crentes no segundo advento, que lhes dá a certeza de que Cristo virá no décimo dia do sétimo mês, provavelmente incapacitou a mente deles para dar a atenção devida às considerações sobre o sábado”.
E foi isso mesmo que aconteceu, mas a verdade bíblica é persistente. E podemos ser gratos por isso. Deus dirige Seu povo como um todo, e também individualmente, passo a passo, por meio de Sua Palavra.
George Knight - "Para não esquecer"
BATES ACEITA O SÁBADO 1 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 28-02-2015
"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus". (Êxodo 20:8-10)
Os adventistas do sétimo dia consideram José Bates o apóstolo do sábado, mas precisamos nos perguntar: Como ele se deparou com esse assunto?
A resposta a essa pergunta tem mais de um desdobramento. Para começar, desde que se tornara cristão, ele guardava o domingo de forma estrita, chegando ao ponto de impor essa posição à tripulação quando foi capitão de um navio.
O segundo aspecto envolve, sem dúvida, seu estudo das profecias. Afinal, um estudioso do livro do Apocalipse não teria dificuldade em perceber que os mandamentos de Deus seriam guardados no tempo do fim (ver Ap 12:17; 14:12).
Entretanto, o que de fato foi determinante para que Bates entendesse que o sábado do Novo Testamento é o sétimo dia, e não o domingo?
É aí que entram os batistas do sétimo dia. O grupo nunca teve uma abordagem evangelística agressiva. Os Estados Unidos tinham apenas 6 mil pessoas dessa denominação em 1840. Por volta do ano 2000, o número havia diminuído para 4.800, uma perda de 20% dos membros em 160 anos. Para ser claro, o evangelismo nunca foi seu ponto forte.
No entanto, houve pelo menos um momento da história em que assumiram uma abordagem mais ativa. Em sua reunião geral de 1841, concluíram que Deus “requeria” o evangelismo sobre o assunto do sábado. Merlin Burt relata que, em 1842, a sociedade de publicações da denominação “começou a divulgar uma série de folhetos com o objetivo de ‘apresentar o sábado’ ao ‘público cristão’”. Mais uma vez, na assembleia geral de 1843, os batistas do sétimo dia decidiram que era seu “dever solene” esclarecer os outros cidadãos sobre o assunto do sábado do sétimo dia.
Seus esforços tiveram resultados positivos. Em sua reunião de 1844, os batistas do sétimo dia agradeceram a Deus porque “um interesse mais profundo e disseminado sobre o assunto havia surgido como nunca antes se ouviu falar em nosso país”.
A história desses batistas nos mostra que a verdade é algo bom, mas também indica que ela não pode fazer nenhum bem caso as pessoas simplesmente se acomodem e não façam nada para disseminá-la.
Foi somente depois de tomarem a decisão consciente de fazer brilhar sua luz sobre o assunto que as coisas começaram a acontecer. Continuamos precisando de decisões assim para fazer a luz brilhar hoje.
George Knight - "Para não esquecer"
Os adventistas do sétimo dia consideram José Bates o apóstolo do sábado, mas precisamos nos perguntar: Como ele se deparou com esse assunto?
A resposta a essa pergunta tem mais de um desdobramento. Para começar, desde que se tornara cristão, ele guardava o domingo de forma estrita, chegando ao ponto de impor essa posição à tripulação quando foi capitão de um navio.
O segundo aspecto envolve, sem dúvida, seu estudo das profecias. Afinal, um estudioso do livro do Apocalipse não teria dificuldade em perceber que os mandamentos de Deus seriam guardados no tempo do fim (ver Ap 12:17; 14:12).
Entretanto, o que de fato foi determinante para que Bates entendesse que o sábado do Novo Testamento é o sétimo dia, e não o domingo?
É aí que entram os batistas do sétimo dia. O grupo nunca teve uma abordagem evangelística agressiva. Os Estados Unidos tinham apenas 6 mil pessoas dessa denominação em 1840. Por volta do ano 2000, o número havia diminuído para 4.800, uma perda de 20% dos membros em 160 anos. Para ser claro, o evangelismo nunca foi seu ponto forte.
No entanto, houve pelo menos um momento da história em que assumiram uma abordagem mais ativa. Em sua reunião geral de 1841, concluíram que Deus “requeria” o evangelismo sobre o assunto do sábado. Merlin Burt relata que, em 1842, a sociedade de publicações da denominação “começou a divulgar uma série de folhetos com o objetivo de ‘apresentar o sábado’ ao ‘público cristão’”. Mais uma vez, na assembleia geral de 1843, os batistas do sétimo dia decidiram que era seu “dever solene” esclarecer os outros cidadãos sobre o assunto do sábado do sétimo dia.
Seus esforços tiveram resultados positivos. Em sua reunião de 1844, os batistas do sétimo dia agradeceram a Deus porque “um interesse mais profundo e disseminado sobre o assunto havia surgido como nunca antes se ouviu falar em nosso país”.
A história desses batistas nos mostra que a verdade é algo bom, mas também indica que ela não pode fazer nenhum bem caso as pessoas simplesmente se acomodem e não façam nada para disseminá-la.
Foi somente depois de tomarem a decisão consciente de fazer brilhar sua luz sobre o assunto que as coisas começaram a acontecer. Continuamos precisando de decisões assim para fazer a luz brilhar hoje.
George Knight - "Para não esquecer"
TESTANDO OS PROFETAS 2 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 27-02-2015
O ponto da virada na avaliação de Bates sobre o dom de Ellen White ocorreu em novembro de 1846, em Topsham, Maine, quando ela teve uma visão que incluía dados astronômicos. Por ser um ex-marinheiro, Bates era bem familiarizado com o assunto.
Posteriormente, ele contou a J. N. Loughborough sobre sua experiência em Topsham. Loughborough relatou: “Certa noite, na presença do irmão Bates, que ainda não cria nas visões, a Sra. White teve uma visão na qual logo começou a falar sobre as estrelas. Ela fez uma vívida descrição dos cinturões rosados que viu na superfície de algum planeta e então acrescentou: ‘Vejo quatro luas’. ‘Ah’, disse o irmão Bates, ‘ela está vendo Júpiter.’” Ellen continuou a descrever vários outros fenômenos astronômicos.
Depois que Ellen White saiu da visão, Bates lhe perguntou se já havia estudado astronomia. Ela recorda: “Disse-lhe que não tinha lembrança de já haver visto um livro de astronomia” (VE, p. 88).
Tiago White tinha a mesma opinião a respeito do desconhecimento de Ellen sobre o assunto. “Sabe-se muito bem”, escreveu ele ao relatar a visão de Topsham, no início de 1847, “que ela não tinha nenhum conhecimento de astronomia e não saberia responder nenhuma pergunta sobre os planetas antes de receber essa visão.”
A evidência foi suficiente para o cético Bates. Daquele momento em diante, passou a acreditar firmemente que Ellen tinha o dom divino. Ele concluiu, em abril de 1847, que Deus havia concedido o dom a ela “para confortar e fortalecer seu ‘povo disperso’, ‘dilacerado’ e ‘despedaçado’”, desde o desapontamento de 1844.
Em janeiro de 1848, Bates fez um apelo a seus leitores para que não rejeitassem a obra de Ellen White “por causa de sua juventude, suas enfermidades corporais e sua falta de conhecimento secular”. Afinal, destacou: “A característica de Deus sempre foi usar as coisas fracas deste mundo para confundir as sábias e fortes.” De acordo com Bates, o Senhor a estava usando para “encorajar o pequeno rebanho” numa época em que muitos dos líderes estavam desertando.
“No passado”, observou, “fui lento em acreditar que as visões dessa irmã provinham de Deus. Não me opus a elas porque a Palavra do Senhor é absolutamente clara ao afirmar que seriam dadas visões espirituais a Seu povo nos últimos dias.”
E assim será. Nossa tarefa não é desprezar, mas, sim, testar e provar.
George Knight - "Para não esquecer"
TESTANDO OS PROFETAS 1 - MEDITAÇÃO DIÁRIA 26-02-2015
"Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas. […] Pelos seus frutos os conhecereis". Mateus 7:15, 16
Ontem vimos que a Bíblia nos manda testar aqueles que alegam ter o dom profético. Foi exatamente isso que os primeiros adventistas guardadores do sábado fizeram.
Analisemos o exemplo de José Bates: depois de testemunhar Ellen White em visão muitas vezes, declarou ser como “Tomé, duvidoso”. Ele disse: “Não acredito em [suas] visões. Mas se conseguisse crer que o testemunho relatado pela irmã nesta noite é mesmo a voz de Deus para nós, eu seria o homem mais feliz da Terra.”
Afirmou que a mensagem dela o emocionava profundamente, cria que ela era sincera e, de certo modo, foi envolvido pela experiência. “Embora não conseguisse ver nada [nas visões] que militasse contra a Palavra”, escreveu posteriormente, “senti-me excessivamente provado e alarmado. Por muito tempo, [permaneci] indisposto a crer que se tratasse de algo mais do que um estado produzido pela condição debilitada de seu corpo.”
Entretanto, mesmo tendo dúvidas, ele não a rejeitou de imediato. Tendo vindo da Conexão Cristã, pelo menos estava aberto à ideia de que os dons do Espírito Santo, inclusive o de profecia, permaneceriam em atividade na igreja até o retorno de Cristo.
Por isso, Bates decidiu investigar o que Ellen acreditava ser o dom de profecia. “Portanto”, escreveu, “procurei oportunidades na presença de outros, quando sua mente parecia livre de exaltação, fora de reuniões, para questionar e interrogar a ela e aos amigos que a acompanhavam, sobretudo sua irmã mais velha, a fim de tentar chegar à verdade.” Quando ela estava em visão, Bates acrescentou: “Eu ouvia cada palavra e observava todos os movimentos para detectar qualquer engano ou influência hipnótica.”
A experiência de Bates nos mostra um estudo de caso de alguém lutando entre a propensão natural a rejeitar a reivindicação individual ao dom profético e a ordem bíblica para testar tudo e reter o que é bom (1Ts 5:19-21).
Voltaremos à luta de Bates sobre essa questão, mas precisamos ser honestos com nós mesmos. Como estão as coisas comigo? A mente e o coração estão abertos à verdade? Ou estou tão cheio de preconceitos que fico cego às evidências? Que Deus conceda a cada um de nós uma visão clara e um coração aberto em relação ao assunto do dom profético.
George Knight "Para não esquecer"
Ontem vimos que a Bíblia nos manda testar aqueles que alegam ter o dom profético. Foi exatamente isso que os primeiros adventistas guardadores do sábado fizeram.
Analisemos o exemplo de José Bates: depois de testemunhar Ellen White em visão muitas vezes, declarou ser como “Tomé, duvidoso”. Ele disse: “Não acredito em [suas] visões. Mas se conseguisse crer que o testemunho relatado pela irmã nesta noite é mesmo a voz de Deus para nós, eu seria o homem mais feliz da Terra.”
Afirmou que a mensagem dela o emocionava profundamente, cria que ela era sincera e, de certo modo, foi envolvido pela experiência. “Embora não conseguisse ver nada [nas visões] que militasse contra a Palavra”, escreveu posteriormente, “senti-me excessivamente provado e alarmado. Por muito tempo, [permaneci] indisposto a crer que se tratasse de algo mais do que um estado produzido pela condição debilitada de seu corpo.”
Entretanto, mesmo tendo dúvidas, ele não a rejeitou de imediato. Tendo vindo da Conexão Cristã, pelo menos estava aberto à ideia de que os dons do Espírito Santo, inclusive o de profecia, permaneceriam em atividade na igreja até o retorno de Cristo.
Por isso, Bates decidiu investigar o que Ellen acreditava ser o dom de profecia. “Portanto”, escreveu, “procurei oportunidades na presença de outros, quando sua mente parecia livre de exaltação, fora de reuniões, para questionar e interrogar a ela e aos amigos que a acompanhavam, sobretudo sua irmã mais velha, a fim de tentar chegar à verdade.” Quando ela estava em visão, Bates acrescentou: “Eu ouvia cada palavra e observava todos os movimentos para detectar qualquer engano ou influência hipnótica.”
A experiência de Bates nos mostra um estudo de caso de alguém lutando entre a propensão natural a rejeitar a reivindicação individual ao dom profético e a ordem bíblica para testar tudo e reter o que é bom (1Ts 5:19-21).
Voltaremos à luta de Bates sobre essa questão, mas precisamos ser honestos com nós mesmos. Como estão as coisas comigo? A mente e o coração estão abertos à verdade? Ou estou tão cheio de preconceitos que fico cego às evidências? Que Deus conceda a cada um de nós uma visão clara e um coração aberto em relação ao assunto do dom profético.
George Knight "Para não esquecer"
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