Frases #48

"Estou cansado da música que faz jovens pularem ao invés de dobrarem os joelhos"

Pr. David Wilkerson

Comentários Lição 6 - Vitória sobre as forças do mal (Prof. César Pagani)





03 a 09 de Novembro de 2012
Verso para Memorizar

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8:37)
    
Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.

            “A noção cristã da salvação do pecado é estranha a muitas religiões tradicionais.” O Pr. Josué Gomes, presidente das Igrejas Evangélicas Ministério Plenitude escreveu um texto em seu blog, no qual declara que as igrejas abandonaram a missão de “povoar o Céu”, apenas para povoar auditórios e obter ganhos financeiros.
            E não é que o pastor tem razão! Os “telepastores”, por exemplo, concentram suas mensagens na solução de problemas de saúde, financeiros, empregatícios, familiares, afetivos, etc., falando muito mais desses temas do que de Cristo como Salvador dos pecados.
            Esse desvio de visão é muitíssimo perigoso e tem, sem dúvida, sua estimulação feita pelo autor do mal. Enquanto os homens são atraídos pelos falsos cristos e falsos profetas, sua atenção é retirada de Cristo, embora o nome do Salvador seja abundantemente mencionado nas reuniões. Nosso Redentor é apenas apresentado como um taumaturgo (milagreiro), solucionador de problemas pessoais, e não como Aquele que liberta do pecado e concede vida eterna.
            Os crentes não têm consciência de que se encontram em meio a um conflito cósmico de proporções tremendas. Desconhecem que o demônio está procurando tragá-los e que põe em atividade todos os seus recursos para desviar as almas de Cristo. Desconhecem também que Jesus está às portas e que, em breve, muito breve, o conflito será encerrado.
            Os ASD têm a sacratíssima responsabilidade de avisar nossos irmãos de outras denominações de que somente em Cristo encontrarão arrimo, salvação e libertação, e serão mais que vencedores pelo Conquistador do Calvário.
DOMINGO

Cenário para nossa vitória
               
         O Calvário foi o cenário da vitória do Salvador. Ali Jesus entregou Sua vida. Pois bem, a vida de Jesus era o requerimento que a Lei exigia por causa da transgressão. Porém, Jesus não era um transgressor. Foi Ele o único homem a quem a Lei não podia acusar de pecado.  Como Ele assumiu a culpa da humanidade, foi vitimado e derramou Sua vida na cruz. Juridicamente, como Fiador da humanidade, Cristo quitou os pecados de todos. Ele satisfez os requerimentos da Lei violada. 
            A redenção estaria incompleta se o processo salvífico aí se detivesse. Os créditos e méritos de Cristo ficariam retidos com Ele na sepultura para sempre. Quão terrível seria! No entanto, era necessário que Ele ressuscitasse dos mortos, porque a morte não poderia aprisionar um inocente. “Ao qual [Cristo], porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” (At 2:24).
            Seguiu-se a ressurreição gloriosa de nosso Senhor. A morte, instrumento de Satanás, não teve poder para imobilizar para sempre o Redentor.  Ele ficou na tumba porque quis durante umas 40 horas literais (três dias de calendário: sexta, a partir da hora nona {15h} até domingo em torno das 6/7 h da manhã). Foi o máximo que a morte teve Cristo em suas entranhas.
            Como Cristo era o segundo Adão, representante da raça ou da espécie humana, Satã perdeu o poder que tinha sobre ela. A vitória de Cristo agora era a vitória de todo ser que quisesse ser salvo pela graça emanante do Calvário.

Atente para Efésios 1:18-22. A morte e ressurreição de Cristo puseram ao nosso alcance a herança dos santos. Em sua obra Ele reuniu novamente Céu e Terra. “Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor.” DTN, 26.
Ao ser Jesus glorificado depois de ter ascendido ao Céu, de volta para Seu trono, houve, diz EGW, uma cerimônia de entronização. Nosso Irmão mais velho Se assentou à direita da Majestade do Céu (Ef 1:20). E Paulo diz que essa posição de Cristo estava acima de todo principado, potestade, poder e domínio e de todo nome que se possa referir. Aí estão inclusas tanto as potestades do bem quanto as do mal. Quer dizer que a vitória dos crentes, representados pelo Advogado dos advogados, está sacramentada nos autos celestiais e só não vence quem não quiser. Tudo está garantido! Atente para a importante frase do verso 22 do cap. 1 de Efésios: Todas as coisas estão debaixo dos pés dAquele que tem domínio sobre todas as coisas, incluindo os poderes do mal. Ao pôr as coisas debaixo de Seus santos pés, nosso Redentor declarou domínio sobre todas elas em Seu próprio nome e em nome dos que perfilam ao Seu lado na luta do grande conflito.
   
SEGUNDA

               
            “A vitória é dos fortes”, diz a filosofia popular. Nessa frase há muito de “seleção natural”, onde “indivíduos com fenótipos favoráveis têm mais chances de sobreviver e se reproduzir do que aqueles com fenótipos menos favoráveis”. Isso quer dizer que os de características genéticas mais recessivas não têm chance. Deus não concorda com isso.
            Paulo atestou: “Quando sou fraco, então sou forte” (2Co 12:10). Dos sentimentos de Deus acerca dos débeis, está escrito: “Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes.” (Sl 72:13) Em Sua providência, o Espírito Santo vem em auxílio dos fracos para ajudá-los, pois Cristo obteve a vitória em nome deles também.  Sobre a ajuda do Espírito, escreveu o grande teólogo suíço Karl Barth: “Ele [o Espírito] vem em auxílio de nossa debilidade. Ele é o Creator Spiritus [Espírito Criador]...” Diz ele ainda que a verdade é a força para nossa debilidade.  
            Por que podemos ter certeza da vitória, ainda que fracos? Primeira resposta óbvia: Temos o Senhor e Seu poder ao nosso lado. Segunda resposta: Não somente somos ajudados em nossa impotência, mas ainda podemos contar com as intercessões do Espírito do Senhor. Seus apelos intercessórios não podem ser ignorados.
            Paulo prossegue sua exortação em Rm 8:26 em diante dizendo que Deus conhece o que vai no coração do crente. Ele sabe como anelamos a vitória e como nos sentimos pequeninos diante das tremendas lutas a ferir. Como muitas vezes arquejamos sob os fardos da existência.
            Outra promessa magnífica é a que diz respeito às muitas provações que nos assaltam. Embora contristados pelas lutas, temos certeza absoluta que, por trás das cortinas do mundo visível, encontra-se o Altíssimo fazendo com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que O amam e foram chamados por Seu decreto.
            Deus nos predestinou para a vitória, para sermos bem-sucedidos em apreender a imagem de Cristo e sermos coroados no final. Ressalte-se que a predestinação paulina nada tem a ver com a predestinação de Calvino. O Deus que não faz acepção de pessoas predestinou tanto Caim quanto Abel para a salvação. Porém, o primogênito de Adão odiava o método de salvação e quis ficar por sua própria conta. Deus também predestinou Saul para a salvação e até o escolheu para ser o primeiro rei sobre Seu povo. Infelizmente, Saul preferiu seus próprios métodos, julgando-se sábio e forte para governar sua vida e a dos súditos.
            A predestinação evangélica leva ao chamado. “Muitos são chamados”. Os que escolhem o Deus que os escolheu são justificados ou perdoados, santificados e preparados para a glorificação, a menos que prefiram outros caminhos.  
            Paulo tinha tanta certeza de sua vitória no final do “bom combate”, porque sabia que Deus é pelos crentes. E quem está ao lado dEle nunca perde.
            Deus não poupou nem mesmo Cristo para nos dar a vitória. Ele empenhou tudo. Ora, sendo assim, o que nos tiraria o gozo de “pôr a mão na taça”? Unicamente nossa própria escolha. Se não quisermos ser salvos ou não concordarmos com os métodos de Cristo, então nada mais nos resta senão uma “horrível expectação de juízo” (Hb 10:27)  
            Outras maravilhas do ensino divino através de Paulo: Não somos imputáveis ou culpáveis porque passamos de perdidos para escolhidos de Deus. E quem Deus escolhe, justifica. E quem Deus  justifica está livre de condenação (Rm8:34). A intercessão de Cristo é peticionária simplesmente; é reivindicativa. Ele “exige” que sejamos salvos.
            Outro ponto vital em prol de nossa vitória é a ligação de amor que Cristo tem conosco. Nada nos pode separar de Seu amor, exceto se o repelirmos preferindo o amor do mundo.
            Relembre este cântico de vitória para animá-lo nos momentos de ardente provação:
1. Sempre vencendo, mui vitorioso,
Cristo Jesus, o Senhor!
Chefe bendito, Chefe glorioso,
Em tudo é vencedor.
Ei-Lo supremo, guiando
Com Seu poder e valor!
Todos avante, ó crentes,
Todos seguindo ao Senhor.
CORO: Não é dos fortes a vitória,
Nem dos que correm melhor
Mas dos fiéis e sinceros,
Como nos diz o Senhor.
2. Sempre vencendo, mui vitorioso,
Cristo Jesus, o Senhor!
Eis Suas hostes inumeráveis,
Seu refulgente esplendor!
Cristo, que é nosso Monarca,
É Salvador, Deus e Pai;
Sempre nos ama, nos guarda,
Sempre conosco Ele vai.
3. Sempre vencendo, mui vitorioso,
Cristo Jesus, o Senhor!
Reis e monarcas, príncipes fortes
Buscam também Seu favor.
Humildemente Te peço
Oue me permitas lutar,
Só ao Teu lado, seguro,
Té minha vida findar.
TERÇA

Cristãos versus o diabo
       
Tg 4:7 traz um conselho duplo: 1) “Sujeitai-vos a Deus”. 2)”Resisti ao diabo.” EGW esclarece que “não nos podemos salvar do poder do tentador; ele venceu a humanidade, e quando tentamos resistir em nossa própria força, tornamo-nos presa de seus ardis; mas ‘torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo, e estará em alto retiro’". Pv 18:10. Satanás treme e foge diante da mais débil alma que se refugia nesse nome poderoso” DTN, 131.    
Fica evidente  que não temos poder em nós mesmos para atender ao que Tiago nos recomenda. E Deus nem quer isso. As duas atitudes aí recomendadas têm de ser tomadas em pleno “alto retiro”, isto é, na sala de audiência de Deus, naquele aposento que você tem reservado para encontrar-se com o Rei. O trinômio Bíblia, Oração, Meditação é sempre válido e tem de operar sinergicamente, isto é, em ação associada. De nada adianta você “ler” a Bíblia, se não orar e nela não meditar. Pouco adianta você ler sem meditar ou ler e meditar sem orar.   
A espada do Espírito - Você sabe que Jesus punha o diabo para correr citando os poderosos versos da Palavra de Deus. Ele os tinha na memória porque estudava as Escrituras, orava e meditava todos os dias. De forma alguma Ele saía a cumprir Seu ministério sem antes passar horas com Deus ou, até mesmo, noites inteiras de comunhão.
Resistir – “Resistência é êxito. ‘Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. ’ Tg 4:7. A resistência precisa ser firme e imutável. Perdemos tudo quanto ganhamos se resistirmos hoje apenas para ceder amanhã.” MM62, 93. 
“Na vida diária topareis com surpresas súbitas, desapontamentos e tentações. Que diz a Palavra? ‘Resisti ao diabo’ mediante firme confiança em Deus’, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós.’ Tg 4:7 e 8. ‘Que se apodere da Minha força e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo.’ Is 27:5. Olhai a Jesus todas as vezes e em todos os lugares, oferecendo de coração uma oração silenciosa para que possais saber como fazer Sua vontade. Assim, vindo o inimigo como uma inundação, o Espírito do Senhor erguerá contra ele por vós a Sua bandeira. Quando estais quase prontos a vos renderdes, a perder a paciência e o autocontrole, a ser duros e acusadores, críticos e denunciadores, eis o momento para enviardes ao Céu a oração: ‘Ajuda-me, ó Deus, a resistir à tentação, a expulsar do coração todo amargor, e ira e maledicência. Dá-me Tua mansidão, Tua humildade, Tua longanimidade e Teu amor. Não me deixes desonrar a meu Redentor, falsear as palavras e os motivos de minha esposa, de meus filhos e de meus irmãos e irmãs na fé. Ajuda-me para que eu possa ser bondoso, misericordioso, brando e perdoador. Ajuda-me a ser um verdadeiro laço de união no meu lar e a representar a outros o caráter de Cristo.’" Carta 105, 1893. 

Exemplos de vitória
                 
            Uma das coisas interessantíssimas das Escrituras é o relato franco e imparcial que elas fazem dos homens heróis da fé. Dê uma olhadela em Hb 11 e veja os figurantes da lista daqueles que venceram pela fé. Noé, por exemplo. A Bíblia  não esconde sua bebedeira e papel ridículo que fez diante dos filhos. Abraão, o grande homem da fé, mentiu, desconfiou de Deus ao engendrar a história de que Sara era sua irmã, e ainda deixou mau exemplo para seu filho Isaque, que usou o mesmo expediente de engano. Sansão. Sensual, presunçoso, irreverente, infiel aos votos. Jefté, que fez voto precipitado e desgraçou a vida da filha, que “jamais conheceu varão” (Jz .11:39). Gideão, a quem tanto admiramos por sua coragem, depois de vencer os midianitas mandou fazer uma estola sacerdotal e a colocou para ser adorada (ver Jz 8:39) pelo povo. Faltar-nos-ia espaço para falar de Davi, de Salomão, de Pedro, de Manassés, o perverso rei de Judá. Todos acabaram conquistando a vitória pela graça de Cristo, a despeito de seus pecados e fraquezas.
               O poder de Jesus outorgado aos discípulos para submeterem as forças do mal – Cristo os consagrou ao ministério e deu-lhes  para deter a obra dos espíritos demoníacos, livrar suas vítimas de doenças e deformidades, incursionar no domínio da morte , sobre o qual Satanás reina (ver Hb 2:14) e resgatar de lá os que desceram à sepultura. Os poderes das trevas não poderiam impedir a luz do Evangelho pregado pelos discípulos. Seus domínios seriam invadidos e ele sofreria pesadas baixas. Os demônios não poderiam resistir às ordens de expulsão que os discípulos lhes dariam. A contragosto teriam que retirar-se de mentes e corpos que dominavam. Os humanos ordenariam e eles seriam obrigados a obedecer. Humilhados fugiriam. Multidões de demônios perderam batalhas (ver Mc 6:13). Mesmo os discípulos se admiravam do poder sobre os anjos maus que tinham em nome de Cristo (Lc 10:17).
            Essas coisas foram escritas para o nosso ensino. Os poderes das trevas se encontram hoje mais ativos do que nunca, porque sabem que têm pouco tempo. Maior é nossa responsabilidade de pedir o mesmo poder sobre eles. Jesus não está menos disposto hoje em nos dar a ordem: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, expulsai demônios...”  O mundo jaz no maligno (1Jo 5:19), mas Jesus amou esse mesmo mundo e por ele Se entregou, dando-nos a missão de salvar o maior número possível de oprimidos do diabo. Em Deus faremos proezas (Sl 60:12).
            A chuva serôdia, pela qual estamos orando, virá para dar-nos invencível poder de subtrair milhões de almas dos campos de concentração de Satanás nestes dias finais. “Milhares se converterão à verdade num dia, os quais na hora undécima verão e reconhecerão a verdade e as atuações do Espírito de Deus.”  The Ellen G. White 1888 Materials,  755. 
           



QUINTA

Exemplos de vitória no livro de atos

            Apocalipse 6:2  diz: “Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu Cavaleiro com um arco; e foi-Lhe dada uma coroa; e Ele saiu vencendo e para vencer.”  Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, comanda os exércitos do Céu em cavalos brancos, vestidos de linho fino, branco e puro.”  7BC, 983.  Na visão de João estão os gloriosos símbolos do Cavaleiro vencedor – Nosso Senhor Jesus Cristo – e o cavalo branco que é a Igreja por Ele conduzida. Historicamente essa visão teve início com o ministério de Cristo e prossegue até nossos dias. Note que o versículo apresenta dois tempos verbais importantes: Ele saiu vencendo (gerúndio – ação verbal incompleta e prolongada)o ministério de Jesus foi de constantes vitórias sobre o maligno, suas hostes e agentes humanos – e para vencer (infinitivo: aqui com ideia de propósito, objetivo inflexível, isto é, com alvo fixo). Cristo e Sua igreja serão vitoriosos sempre, até findar o Grande Conflito. Poderão sofrer contra-ataques (e os sofrem), mas sua trajetória é ascendente e indetenível (que não se pode deter).
            O livro de Atos tem sido chamado por alguns teólogos de Atos do Espírito Santo. E não é sem razão, pois que sob o poder infinito da Terceira Pessoa da Divindade, as vitórias surgiram umas após outras.
            Os milagres realizados pelos apóstolos eram pesados golpes contra o reino de Satanás. O autor da doença, das deformidades, de toda perversão, maldade e apostasia, constatava com terror as investidas dos soldados de Cristo contra suas hostes e as via incapazes de evitar as vitórias de seu arqui-inimigo. Ele estava perdendo milhares de súditos cada dia. Libertações, curas, muita saúde física, mental e espiritual era trazida pelos discípulos e o povo testemunhava o poder de Deus. 
            A cura de Enéias através de Pedro e João foi outra derrota infligida ao reino do mal. O coxo e esmoler foi curado pelo poder do nome de Cristo. A divulgação em Jerusalém desse fato foi um golpe duro na impostura que os sacerdotes, agentes satânicos, tentavam manter diante do povo. Eles haviam falado de Cristo como um falsário e enganador do povo; agora viam Seus seguidores realizar prodígios proclamando-Lhe o nome santo.
            Nos tempos apostólicos muitas eram as pessoas possuídas por demônios. Satanás exibia seu poder para controlar pobres seres humanos e aterrorizar as vítimas. Porém, em Tiatira, a mulher possessa que, sob o controle de demônios tentava obstar a obra de Paulo, foi libertada publicamente em testemunho do poder salvador de Cristo Jesus.

Comentários Lição 5 - Crescendo em Cristo (Prof. César Pagani)


27 de Outubro a 2 de Novembro de 2012
Verso para Memorizar


“E despojando os principados e potestades publicamente, os expôs ao desprezo triunfando deles na cruz.” (Cl 2:15)

Nota do comentarista: Os irmãos poderão achar alguma diferença nos títulos principal e diários da lição. É que os traduzimos diretamente do original e esses podem não ser iguais aos dos impressos na lição em português.

            Crença fundamental ASD número 11: “Por Sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor. Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Sl 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Cl 1:13, 14; 2:6, 14,15; Lc 10:17-20; Ef 5:19, 20; 6:12-18; 1Ts 5:23; 1Pe 2:9; 3:18; 2Co 3:17,18; Fp 3:7-14; 1Ts 5:16-18; Mt 20:25-28; Jo 20:21; Gl 5:22-25; Rm 8:38,39;  1Jo 4:4; Hb 10:25.”      
                       
DOMINGO

A redenção

            Para que se tenha alguma ideia concreta do conceito de redenção, precisamos ver o que as Escrituras dizem da condição do homem segundo a visão divina. As Escrituras descrevem sem rebuços (isto é, sem dissimulação) quem é o homem apartado de Deus.
1)      Escravo do pecado sem direito a alforria, à vida, à felicidade presente e eterna.
2)     Condenado à morte porque o pecado tem um salário implacável para suas próprias obras.
3)     Extremamente degenerado. “Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniquidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças. Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura.” (Sl 38:4, 5) “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.” (Is 1:6)
4)     Rebelde contumaz. “Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor” (Is 30:9).
5)     Filhos do diabo (1Jo 3:10; Jo 8:44).
Redenção: a ajuda externa
A salvação ou redenção é um ato exterior a nós. Foi necessária a infinita piedade divina, procedente do amor sem medida,  para prover libertação do pecado, da condenação eterna, da degeneração, da rebelião, da filiação do diabo.
O mistério da piedade – a redenção no Deus encarnado – providenciou uma saída para a humanidade infeliz. Cristo assumiu todas as culpas de todos os pecadores. Imagine que a ira de Deus sobre o pecado de todos os homens caiu sobre o Inocente, porque Esse assumira a condição humana. Suportando a ira da justiça, Jesus efetuou eterna redenção porque pagou com Sua vida imaculada, santa e perfeita, as transgressões acumuladas de todos os homens que viveram e ainda viveriam até o encerramento do reino da graça. Nosso amorável Redentor sofreu a primeira e a segunda mortes por amor a nós.
Vimos alguns efeitos da condenação. Agora consideremos alguns efeitos da redenção:
1)      Acesso eterno à cidade santa. Os remidos entrarão através das portas da Sião celeste, a Nova Jerusalém e ali contemplarão o Magnífico Imortal.
2)     Ali entoarão cânticos de júbilo incontido em louvor ao Redentor que Se assenta no trono do Universo.
3)     A alegria dos remidos será eterna e não espasmódica e temporal como é aqui. Aliás, diga-se, será essa uma emoção crescente, progressiva, que aumentará com o decurso dos anos da eternidade.
4)     Todos os tipos de sofrimento e efeitos do pecado deixarão de existir.
5)     Contemplação do rosto de Cristo, comunhão física, pessoal com o Pai. Receberemos Seus carinhos pessoalmente.
6)     Seremos postos em eterna harmonia com a Sagrada Lei divina.
7)     Nenhum traço da maldição restará nos remidos.
8)    Sairemos do tempo para desfrutar o intemporal, isto é, a eternidade. Ninguém envelhecerá, se enrugará, adoecerá. Vigor sempre renovável habitará no corpo glorificado dos remidos.

SEGUNDA


           
Paulo inspiradamente revelou a verdadeira condição do homem sem Cristo: “Eu sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Rm 7:14) Nos tempos da escravatura nos Estados Unidos, no Brasil em vários países, era notório que o indivíduo sujeito ao regime escravagista só podia ser libertado de sua condição por ato de seu senhor. Ele podia até tentar fugir de sua mísera condição, mas seria perseguido pelos servos de seu senhor, recapturado e, na maioria dos casos, submetido a castigos físicos ou até à morte por dar vazão ao seu desejo de liberdade. Sua única esperança era a alforria.
“Toda pessoa que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás.” DTN, 328.
Observe os conceitos de servilidade ao pecado expostos por EGW nesse breve texto. “Domínio de outro poder”, “não pertence a si mesma” (e a quem pertence?), “está na mais vil servidão”, “não consegue ver a beleza da verdade”, “sua mente  está completamente dominada pelo poder de Satanás.”  Outra ideia envolvida nesse contexto é a inconsciência da verdadeira situação do  pecador. Satanás, de maneira astuta, faz com que o pecador sinta que é dono de seu próprio nariz, quando, em verdade, está sob hipnose satânica cumprindo a vontade do mais perverso amo que já existiu.
Considere-se também o pendor da carne para pôr o indivíduo em estado escravagista: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9)
  Outro aspecto a considerar é a faculdade do escravo escolher ou não continuar na escravidão. Embora o indivíduo não consiga libertar-se a si mesmo, pode ele escolher que alguém o faça. “A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” CC, 43.
             “’Deus conosco’ é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu.” DTN, 13.
TERÇA


       
            A luta mais feroz entre o bem e o mal se situa no domínio do invisível. Hostes invisíveis se digladiam como exércitos terrestres em conflito. EGW fala da batalha contra os principados e as potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. As lutas são tão reais como nas guerras entre nações.
            A igreja também está envolvida nesse conflito e corre em auxílio do Senhor ao romper contra o território inimigo ensinando o Evangelho (Carta 304, 1908). Efésios 6:12  afirma: Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”
            Não resta dúvida de que os exércitos celestiais do Senhor são muito mais poderosos que as milícias das trevas. Porém, podem eles ter vantagens quando a igreja ou o indivíduo desobedece às claras instruções dadas nas Escrituras, preferindo seguir seus próprios caminhos.  Se ela abrir mão de sua filiação divina e preferir a filiação satânica, será incorporada às milícias das trevas. Contudo, se a igreja ou o indivíduo se humilhar e buscar a face do Senhor em arrependimento, orando pelo poder de Deus, as hostes satânicas tremerão por que é invocado o nome e a força do poderoso Vencedor.
            A primeira carta de João, capítulo 5, verso 19, traz uma surpreendente declaração: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno.” Parece uma divisão muito drástica. Afinal, Deus tem muito povo no mundo que ainda não foi agregado ao redil. Como entender esse verso? Pois bem, sabemos que os habitantes da Terra, em sua maioria, encontram-se sob o poder do inimigo, uns mais outros menos. É por isso que urge levar-lhes o Evangelho salvador de Cristo, para que passem das trevas para a maravilhosa luz de Jesus. Agora, se depois de receber a mensagem o indivíduo resisti-la, então automaticamente declara que prefere viver sob outro rei que não Cristo.
            Quando Jesus expirou na cruz consumando o plano da redenção, o diabo e seus comparsas foram julgados e sentenciados à futura extinção. Seu poder sobre os homens foi quebrado. A partir de então, todos seriam libertos de seu tacão, a menos que preferissem continuar servindo-o.
            Não há poder nos principados das trevas que possa reter alguém, quando homem ou mulher reconhece sua condição de pecador perdido e aceita o oferecimento do sangue de Jesus.
           
QUARTA

Principados e potestades – parte 2
           
Paulo revela que nenhum poder, nem mesmo o dos principados e potestades, que incluem autoridades terrenas e seus mecanismos de domínio e a força de seres espirituais malignos e muito poderosos, podem resistir à força invencível de Cristo Jesus, manifesta por causa de Seu amor por nós (Rm 8:38, 39). Em Jesus somos mais que vencedores (Rm 8:37).
Um aspecto vital para derrotar esses poderes conjugados é a obediência aos mandamentos de Deus, gerada em um coração inteiramente submisso a Deus pelo Espírito Santo. “Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades, e dos ‘príncipes das trevas deste século’, e das ‘hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais’. Ef 6:12.” CBV, 131.  
Os poderes malignos podem pressionar você, tentá-lo com mil e um artifícios, feri-lo até, mas não podem ir mais além se o poder de escolha for exercido para o bem. Paulo sentia em si mesmo as concupiscências da carne, porém, tendo escolhido ser inteiramente de Cristo, aprendeu a exercer domínio sobre seus impulsos. Disse: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1Co 9:27)
Deus disse a Caim que a força do pecado deveria ser dominada pela força de vontade, ou seja, o exercício da opção “não pecar”. Em outros termos, o pecado é forte, mas a escolha ou volição humana posta ao lado de Deus atrai os poderes celestes e a força da transgressão é superada. É preciso que fique bem claro que não é o tremendo domínio da mente praticado pelo homem que traz a vitória, mas uma vontade integralmente rendida a Deus que atrai os zelos divinos e Sua proteção contra os principados e potestades. Quanto mais você se submete a Deus, entregando-Lhe diariamente a guia de sua vida, mais forte se torna para combater o bom combate da fé e sair vitorioso.

O que faz o poder de Cristo por nós e em nós?

É-nos impossível descrever toda a eficácia do poder do sangue de Cristo, no entanto, veja que depois de você ter sido salvo por Ele, começou a conhecer as maravilhosas verdades da Palavra, que o ajudaram e ajudam ainda a enfrentar as “filosofias e vãs sutilezas” dos homens e do mundo (Cl 2:8). Então, o poder de Cristo o auxilia a enfrentar os enganos de Satanás e de seus agentes.
Uma instrumentalidade que Satanás usa com sucesso nos homens é a força da aparência religiosa. Os judeus usavam a lei cerimonial para ostentar uma falsa religião. Eram meticulosos no cumprimento de detalhes e rituais, porém, esqueciam-se do propósito da verdadeira religião, que é renovar o homem à imagem de Deus. Jesus nos liberta do poder do legalismo. E não pense que em nossos arraiais não há legalismo. O liberalismo, sua contrapartida, também está inserido em nossas fileiras. Entretanto, se crermos em Jesus Cristo como nos é dado o privilégio de crer, estaremos escudados tanto contra o legalismo como contra o liberalismo.
Jesus, amorável Salvador, outrossim, nos “matou” para o mundo. Não fomos nós crucificados com Ele? Estamos no mundo, mas não somos dele porque nosso Salvador nos libertou de seu poder magnetizante.
Os principados e potestades se uniram para inventar uma religião de formas, imagens, procedimentos e rituais.  Propagaram que se você cumprir as exterioridades estará sendo salvo. Eles até usam a Sagrada Lei de Deus para colocá-la como instrumento salvador. Os fariseus, saduceus e contemporâneos de Jesus viam poder salvífico na Lei. O Evangelho de Cristo liberta-nos da condenação da Lei e, ao mesmo tempo, ajusta-nos espiritualmente para que andemos segundo os santos mandamentos exarados nela (ver Gl 4:1-11).
À medida que o crente se desenvolve  na aquisição do fruto do Espírito (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,  mansidão, domínio próprio), vai-se imunizando contra todos os artifícios, artimanhas, engodos e estratagemas dos principados e potestades. Está escrito: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4:7)

QUINTA


Um assassino desmascarado

             Jesus afirmou que Satanás é homicida desde o princípio (Jo 8:44). Ao manifestar ódio contra Deus no Céu, ele se transformou em criminoso. Em Mt 5:22 nosso Senhor disse que se um homem se encolerizar contra outro sem motivo, está sujeito a julgamento e ao fogo do inferno (como bem sabemos, a acepção de inferno em termos escatológicos refere-se ao lago de fogo e enxofre, onde Satanás, seus anjos e todos os ímpios serão lançados no pós-milênio. Ver Mt 25:31). Ora, todos os seres criados estão sujeitos à Lei de Deus, inclusive os anjos e Satanás não foge à regra. Ele odiou. Em seu coração ele “matou” Deus. Tornou-se, por conseguinte, um “deicida” potencial.
            O diabo foi totalmente descoberto quando arquitetou a humilhação e morte de Cristo. “Na luta entre Cristo e Satanás, durante o ministério terrestre do Salvador, foi desmascarado o caráter do grande enganador. Nada poderia tão eficazmente ter desarraigado de Satanás as afeições dos anjos celestiais e de todo o Universo fiel, como o fez a sua guerra cruel ao Redentor do mundo. A ousada blasfêmia de sua pretensão de que Cristo lhe rendesse homenagem, seu pretensioso atrevimento ao levá-Lo ao cume da montanha e ao pináculo do templo, o mau intuito que se denuncia ao insistir com Ele para que Se lançasse da vertiginosa altura, a malignidade vigilante que O assaltava de um lugar a outro, inspirando o coração de sacerdotes e povo a rejeitarem Seu amor, e o brado final: ‘Crucifica-O, crucifica-O’ – tudo isto despertou o assombro e a indignação do Universo.” GC, 501.
            Consideremos Colossenses 2:15 à luz do Espírito de Profecia: “Por ocasião da morte do Salvador as potências das trevas pareciam prevalecer, e exultaram em sua vitória. Do fendido sepulcro de José, porém, saiu Jesus vitorioso. ‘Despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em Si mesmo.’ Cl 2:15. Pela virtude de Sua morte e ressurreição, tornou-Se o ministro do ‘verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem’ Hb 8:2. Foram homens que erigiram o tabernáculo judaico; homens construíram o templo; o santuário de cima, porém, do qual o terrestre era o símbolo, não foi construído por nenhum arquiteto humano. ‘Eis aqui o Homem cujo nome é Renovo; Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e levará a glória, assentar-Se-á, e dominará no Seu trono.’ Zc 6:12 e 13.” DTN, 165, 166.  
            Esses poderes, a quem vocês ainda temem, aparentemente insistiram em sua escrita; mas foram desarmados com facilidade; como inimigos capturados tiveram suas armaduras retiradas e agora eles estão acorrentados do lado de fora do carro dos vitoriosos. Na cruz foram mostrados como incapazes. O campo de batalha foi conhecido e ali ocorreu a vitória sobre o poderoso [Satanás] e seu reino.” Handbuch zur Bibel Erkalarung.
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