Esperança para os que sofrem

(por Günther Wallauer)

"E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz" (Mateus 27:32)
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Imagine a cena. Um homem coberto de feridas, escoriações, cortes, sangue e ainda por cima, carregando uma pesada cruz. E ali se encontrava Simão olhando espantado para o que estava diante de seus olhos quando de repente ele está carregando aquela mesma cruz, aliviando o sofrimento de Jesus. Que grande privilégio foi o de Simão de levar essa cruz e de ter assim uma parte com Jesus em seus sofrimentos.

Hoje nós temos também o mesmo privilégio de Simão. Só que não carregamos uma cruz. Mas, podemos aliviar o sofrimento de pessoas curvadas pela enfermidade, pelo abandono, pela falta de oportunidades, atingidas pelos desastres naturais, pelo desemprego, pela pobreza. Quanto sofrimento existe ao nosso redor. Basta abrir os olhos, basta querer ver.

E, é nosso privilégio, como cristãos, como filhos de Deus, como herdeiros da promessa, de estender as mãos e sermos agentes de transformação na vida de uma pessoa.

Podemos aliviar o sofrimento de alguém quando participamos de atividades solidárias em nossa comunidade cristã, em nossa igreja."Mutirão de Natal", projeto "Vida por Vidas", "Quebrando o Silencio", ensinar uma pessoa a ler e escrever, compartilhar minhas roupas, calçados, adotar uma criança pobre, plantar uma árvore, oferecer um trabalho, convidar alguém para o almoço de sábado, ensinar uma mãe a preparar alimentos saudáveis para sua família, compartilhar a fé com alguém, doar de seu tempo e talentos. E poderíamos continuar a lista.

Ação solidária. Hoje estou ajudando alguém, amanhã eu poderei estar sendo ajudado. Ação solidária. A igreja trabalhando pelo próximo, pregando o evangelho prático, pregando esperança.

E um dia nós vamos escutar daquele mesmo homem que não conseguiu levar sua própria cruz. Ouviremos do próprio Salvador: "Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mateus 25:40).

Sim, eu e você podemos ter o mesmo privilégio de Simão Cirineu. Podemos levar a cruz de Cristo.

Digno de ser louvado

(Pr Alejandro Bullon)

"Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses" (Salmo 96:4)

Sua atitude diante de Deus e seu modo de adorá-Lo é proporcional ao tamanho do seu Deus. Neste salmo, o autor contrasta o Deus "grande e mui digno de ser louvado" com os deuses criados pelo ser humano.

Se você fabricou seu próprio Deus, é lógico que, no momento de adorá-Lo, sua preocupação será apenas com você e seus sentimentos. Por mais que você chame de Deus o objeto que suas mãos ou sua mente fabricaram, inconscientemente você se sentirá superior. Esse tipo de Deus está a seu serviço. O centro de sua adoração é você, e não Ele.

É impressionante a quantidade de vezes que os salmos enaltecem e destacam a grandiosidade de Deus. Parece que os ensinamentos desse livro se projetam diretamente para os tempos em que vivemos, onde, para muitos, Deus não passa de uma simples "idéia". Assombrou-me a entrevista de um destacado professor universitário que nasceu e cresceu na igreja. "Deus é uma idéia positiva", afirmou ele, diante das câmeras de televisão: "Se tivesse que dar hoje uma educação para meus filhos, lhes ensinaria a confiar em Deus. Não como o Deus que os cristãos ensinam. Apenas como uma ideia positiva que faz muito bem."
Sabe por que o ser humano chega a essa conclusão? Por causa do desejo de libertinagem, que ele confunde com liberdade. "Não quero um deus que me escravize." "Eu já superei essa etapa", diz, tentando se libertar de qualquer princípio orientador que vá contra seu instinto.
O caminho da felicidade é estabelecido por um Deus "digno de ser louvado", e "mais temível que todos os deuses" (Sl 96:4). Esse temor não nasce do medo e sim da reverência, do reconhecimento de que não sou uma partícula independente, perdida no Universo. Tenho uma origem certa e um destino glorioso. Meu princípio e meu fim se encontram no Deus eterno, que um dia me criou por amor.
Por mais que os desafios que você enfrenta hoje sejam grandes, por mais que você sinta que não tem forças para resistir às provações da vida, não desanime nem desmaie. Não desista, nem esmoreça, "porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses".

REFLEXÃO: "Exaltar-te-ei, ó Deus meu, e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. Todos os dias te bendirei, e louvarei o teu nome para todo o sempre. GRANDE É O SENHOR E MUI DIGNO DE SER LOUVADO; a sua grandeza é insondável. Uma geração louvará a outra geração as tuas obras, e anunciará os teus poderosos feitos. Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade, e nas tuas maravilhas" (Salmo 145:1-5).

Brincando com fogo

(por Marcio)

"Não removas os antigos limites que teus pais fizeram" (Provérbios 22:28)

O cristianismo passa por momentos de grande mutação (infelizmente) neste período em que podemos chamar de "fim do tempo do fim". O sistema de adoração verdadeiro vem sendo distorcido grandemente em prol da modernidade. A irreverência está em toda a parte.
Uma destas formas de irreverência, é ditada por esta nova geração de "cristãos" (líderes e membros) que vem sendo "educada" dentro de uma mescla de paganismo com cristianismo. Confundem o que é profano com o que é sagrado. Oferecem a Deus "ofertas" que satisfazem seus próprios desejos egoístas, seus próprios gostos e vontades. Dizem eles: "fazemos isso em razão da transformação cultural da sociedade, os tempos mudaram e necessário é que se mude a maneira de evangelizar e de adorar". De fato, o mundo está diferente. Mas será que logo no final dos tempos Deus mudaria de idéia quanto à maneira de ser adorado? Está escrito: "Porque eu, o SENHOR, não mudo..." (Mal. 3:6).

Em busca de "conversões" em massa, em nome de Cristo, ou em nome de (je$u$), "marcos antigos" que foram fixados e mantidos por tanto tempo, vem sendo removidos e ignorados neste que deveria ser o momento de maior reconhecimento da pura doutrina. Elementos de adoração que os pais da igreja jamais permitiram, adentram hoje a "Embaixada de Cristo" aquecendo os corações daqueles que gostam de brincar com fogo... "fogo estranho"!

A igreja vem crescendo a passos largos, realmente cheia... mas de membros vazios! Com a desculpa de "levar" novas pessoas à Cristo, em especial os mais jovens, vale de tudo no "mundo gospel", desde palavras, vestes e adornos mundanos, até "baladas de cristo" e "raves cristãs" à base de Hard Rock, Rock and Roll, Metal, Reggae e "Samba cristão". De fato "o crente" é mantido na igreja ou perto dela, mas longe, bem longe do Cristo Salvador.

Estas pessoas crêem realmente que Jesus e Seus Anjos se fazem presentes em meio a tais balburdias. Não se apercebem que se tornaram mais dependentes dos seus próprios meios de conversão do que do Espírito Santo; acreditam mais na eficiência ditada por eles próprios do que na Graça redentora, crêem mais no poder convertor de uma música que mal se consegue ouvir a letra, barulhenta, saltitante à base de luzes coloridas e globos, do que no poder no evangelho. Mas está escrito: "…Não ameis o mundo e nem as coisas que no mundo há”…. Sedes santos pois quem vos chamou é SANTO…. Pregue a palavra, pois só ela liberta… (João 8:32).

Como um colega meu ilustra: "Imagine presentear um namorado novo com um coração de pelúcia escrito: 'Eu te amo'! Ele rasga o papel todo entusiasmado, abre o pacote, e se depara com um enorme coração. Belo presente. O único problema é que logo abaixo em letras menores está gravado o nome do ex-namorado dela. Ele então exclama: Mas este não é meu nome! Então ela responde: Era de 'fulano'... aquele que antes eu gostava! Mas o importante é que agora eu não estou mais com ele; minha vida agora é toda sua"! Sabe, é mais ou menos isto que estes "novos cristãos" estão fazendo. Se "dedicam" ao Eterno com festas, músicas, roupas, que sempre bem caracterizaram o inimigo e agora cinicamente oferecem a Deus, achando que Ele aceita aquilo que um dia "foi do outro"!

Uma verdadeira conversão se dá pelo quebrantamento total do coração, pelo arrependimento, pela mudança de mente, de conduta, de costumes. Nada mais importa! O que gostávamos não mais interessa, o que importa é o que agrada a Cristo. O velho homem com suas vontades e seus feitos deve ser deixado para trás, deve morrer para o mundo, e o novo deve seguir em frente como soldado do Rei, que vai à guerra e se necessário for dará sua vida em nome dEle. Infelizmente, muitos sequer sabem que estão bem no meio da maior guerra que existe e, por isso, brincam de cristianismo trazendo para dentro da igreja um deus construído dentro de suas próprias mentes, dentro de suas próprias vontades, que aceita tudo. Lembre-se: Caim tentou oferecer a Deus aquilo que ele queria, que ele gostava; mas Deus não aceitou a oferta e nem mesmo a Caim! (Gên 4:5).

Chip Ingram, um pastor californiano, disse o seguinte: "Se você escolhe e seleciona as qualidades QUE VOCÊ GOSTA de Deus ou da Sua Palavra, pra poder encaixá-Lo no seu modo de viver, você acaba de criar um ídolo"! Isto mesmo! O cristianismo moderno sofre de um tremendo problema de idolatria! "Adoram" a um deus que não existe e adoram também seus novos ídolos - pseudo-ministros que carregam a bandeira de Cristo mas confundem o ministério de louvor com uma "carreira" que traz louvor a si mesmos.

Recentemente tive o desprazer de participar de um evento de "louvor", onde se encontravam muitos músicos. Estes quando subiam "ao palco" eram recebidos com assovios, palmas, gritos, berros, além de expressões como "lindo" e etc. O mínimo que eu esperava é que já que estavam com o microfone nas mãos, pudessem orientar a multidão levando-os a lembrar que só Deus é merecedor desta glória... mas... "isto foi algo que eu apenas esperava"! Está escrito: "Eis que sois menos do que nada..." (Is.41:24). Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém" (Apocalipse 7:12).

Muitos destes "artistas" ainda são chamados de "ícones da música evangélica" por pessoas que se auto intitulam "fãs" dos mesmos. Termos como "cristoteca", "cristomix", "balada do rei", "cristolanche", "electrocristo"... são alguns dos jargões conhecidos neste meio -mais do que nunca se mistura o que é Santo com o que é comum. "Oh, que tristeza ver a juventude e seus fãs-clubes! A idolatria ganhou força em nosso meio, e os cantores-ídolos, à semelhança dos Beatles (ou da pretensão de John Lennon), são mais populares que Jesus Cristo!"*

Fico lembrando do texto: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados [...], Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz" (Efésios 5:1,8). De fato, as horas deste mundo estão no fim, porque o futuro da igreja em breve estará nas mãos destes imitadores... DO MUNDO!

"Na verdade, precisamos voltar ao tempo em que os jovens ouviam mensagens sobre a santidade e cantavam no grupo da mocidade! Hoje, eles não querem saber de santificação (porque ouvem pouco sobre isso) e valorizam todo o tipo de superfluidade mundana, como estilos musicais eletrizantes (e erotizantes), danças, divertimentos, paquera, contrariando mandamentos e princípios da Palavra de Deus (Hb 12.14; Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17)."*

REFLEXÃO: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15).
*Ciro Sanches Zibordi

Sua missão na vida

(adaptado do texto de Ruben Dargã Holdorf)

"...Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" (João 16:33)

Assim como há pessoas inconformadas com a vida neste mundo, cheia de pesares e desilusões, também existem aquelas resignadas e felizes com as posses, riquezas, crédito bancário, poder. Como isso se aplica à fala de Jesus de que no mundo Seus seguidores teriam aflições e estes deveriam tomar sua cruz?

Há alguns anos, a Universidade Andrews, nos Estados Unidos, adotou o lema "Prepare-se para algo que dure mais que uma vida" a fim de mostrar a extensão eterna da educação ideal. O contexto espiritual de cada indivíduo não pode ser tratado de modo diferente. As agruras e contratempos devem ser compreendidos como passageiros.

Se as situações se mostrassem sempre com aspecto positivo, não haveria motivos para alcançar outra felicidade. Não que se deva demonstrar conformismo com as perspectivas negativas ou um falso contentamento diante de possíveis derrotas. A hipocrisia se alia à mentira, prima de outros caracteres permissivos à natureza humana. A Bíblia revela Deus permitindo os percalços a fim de alertar Seus filhos de que há algo muito melhor a se conquistar e que seu lugar não é aqui.

Não há qualquer problema em se aproveitar das facilidades do mundo contemporâneo. O desafio diante do caos econômico e das mazelas políticas e sociais visa estimular a cada pessoa a começar a viver a eternidade enquanto se tem forças, jamais desperdiçando as oportunidades de compartilhar as verdades inseridas nessa experiência de relacionamento com Deus e que explicam sua missão na vida.

REFLEXÃO: "A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fil. 3:20)

Esperança para quem enfrenta a solidão

(adaptado do texto de Evandro Fávero)

“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes” (Deut. 31:8)

Você já se sentiu sozinho? Se sua resposta é sim, você não é o único. O que é solidão? O dicionário Aurélio define solidão como um "estado do que se encontra ou vive só, isolamento". Mas o mesmo dicionário também define a mesma palavra como "situação ou sensação de quem vive isolado numa comunidade". Talvez você não viva em um lugar ermo ou despovoado, mas esteja se sentindo solitário e sem esperança.

A Bíblia apresenta alguns personagens que enfrentaram a solidão. Elias ficou vários dias sozinho junto ao ribeiro de Querite (I Re. 17:1-7). perdeu os bens, família, saúde, e os únicos "amigos" que ficaram ao seu lado o acusavam de pecar. Ele estava acompanhado, porém só. Daniel ficou só na cova dos leões durante uma noite inteira. João ficou só na ilha de Patmos.

Mas talvez a maior solidão tenha sido experimentada por Jesus no Getsêmani e na cruz. Ele ficou só. Os discípulos dormiram quando deveriam orar e estavam longe quando deveriam estar perto (Lc. 22:39-46). Na cruz, Ele também estava só. Seu clamor foi "Deus meu, Deus meu por que me desamparaste?" (Mt. 27:46). Ele estava só.

No entanto, o homem não foi criado para viver sozinho. Ao criá-lo, Deus declarou que "não é bom que o homem esteja só" (Gn. 2:18). Apesar de referir-se ao casamento, este texto também diz respeito aos relacionamentos, por isso Salomão diz que "melhor é serem dois do que um..." (Ec. 4:9-12).

Como vencer a solidão? A melhor receita foi prescrita por Jesus quando disse que "onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles" (Mt. 18:20).

Por isso, em primeiro lugar, tenha um relacionamento saudável com outras pessoas através do ambiente do Pequeno Grupo ("dois ou três reunidos em Meu nome"). Ali a solidão é banida, pois é o lugar onde Deus está presente, amigos se encontram, sonhos são compartilhados e orações são atendidas.

Em segundo lugar, procure relacionar-se com as pessoas através da igreja, comunidade e estreitando a amizade com um amigo. A Bíblia afirma que "há amigos mais chegados que um irmão" (Pv. 18:24), e este certamente poderá lhe ajudar.

E, acima de tudo, tenha esperança e certeza de que Deus está ao seu lado. Ele afirmou: "não temas, porque Eu sou contigo..." (Is. 41:10), e Jesus disse "eis que Estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt. 28:20). Isso fará você se sentir feliz e acompanhado.

REFLEXÃO: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Salmos 23:4)

Quem diz o povo ser Jesus? E pra você?

(adaptado do texto do Pr Rubens M. Scheffel)

Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a Seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? (Mateus 16:13)

Jesus é, sem dúvida, a figura mais controversa da História. Se perguntássemos ao povo, hoje, “quem foi Jesus?”, obteríamos uma variedade de respostas: “Um celibatário”, “um pacifista”, “um líder guerrilheiro”, “um político ingênuo”, “um líder carismático”, “um mágico”, “um grande mestre”.

Ele realmente foi um homem notável, para ser visto de tantas maneiras diferentes. Mesmo em Seu tempo, as opiniões a Seu respeito divergiam muito. Quando Cristo perguntou aos discípulos: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem”, eles responderam: “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas” (Mt 16:14). O próprio Cristo disse que alguns O consideravam “um glutão e bebedor de vinho” (Lc 7:34).

Jesus abriu a discussão a Seu respeito porque o Seu tempo estava se esgotando. Logo Ele deveria “seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mt 16:21). Será que eles haviam entendido quem Ele era e qual Sua missão? Estavam os doze preparados para continuar a obra após Sua morte? Se ninguém houvesse entendido essas questões, a fé cristã não sobreviveria à Sua ausência.

Se Ele fosse considerado apenas um “Mestre vindo da parte de Deus” (Jo 3:2), ou um dos profetas ressuscitado dos mortos, Sua morte não teria maior significado do que a de qualquer outro grande homem.

Para que alguém encontrasse salvação na cruz do Calvário seria preciso, primeiramente, reconhecer que Aquele que estava pendurado na cruz não era outro senão o Filho de Deus, o Salvador do mundo, o Messias, o Cristo.

“Jesus, obviamente, sabia muito bem o que o povo pensava dEle. A razão dessa pergunta feita aos discípulos foi a de preparar-lhes a mente para a pergunta seguinte: o que eles próprios pensavam dEle” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 429).

O que pensa você de Jesus? A resposta é essencial, porque dela depende seu destino eterno.

Analisemos, primeiramente, as respostas dos discípulos quanto à opinião do povo sobre a identidade de Jesus, o que não foi senão uma triste constatação de que, apesar das evidências, “os Seus” não O haviam reconhecido como o Messias anunciado nas profecias.

Uns diziam que Ele era João Batista, que havia ressuscitado dos mortos. Não era só Herodes que pensava assim (ver Mt 14:1, 2), mas muitos dentre o povo.

Outros diziam que Jesus era Elias. Ao considerá-Lo assim, o povo pensava estar enaltecendo Jesus, pois Elias era tido como o “príncipe dos profetas”. E isto significava também que O consideravam como o precursor do Messias. Barclay diz que até o dia de hoje os judeus esperam o retorno de Elias antes da vinda do Messias, e ao celebrarem a Páscoa, mantêm uma cadeira vazia, pois quando Elias vier, o Messias não irá demorar.

E outros, ainda, afirmavam que Jesus era Jeremias. Várias lendas circulavam acerca de Jeremias. Acreditava-se que, antes de o povo ser levado para o exílio, Jeremias havia escondido a arca do concerto e o altar do incenso numa caverna do Monte Nebo, e que, antes da vinda do Messias ele retornaria, mostraria a arca, e a glória de Deus voltaria ao povo de Deus novamente (2 Macabeus 2:1-12). Ao considerar Jesus como Jeremias, o povo Lhe estava atribuindo a elevada posição de precursor do Messias.

Todas essas opiniões, no entanto, eram inadequadas, pois Jesus era o próprio Messias, e não o Seu precursor. Mateus apresenta uma sequência progressiva na compreensão que os discípulos e as multidões tiveram de Jesus, passando da admiração à adoração: “E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?” (Mt 8:27). “E as multidões se admiravam, dizendo:

Jamais se viu tal coisa em Israel” (9:33). “E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi?” (12:23). “E chegando à Sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde Lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos?” (13:54). “E os que estavam no barco O adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (14:33).

“Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (16:16).

Admirar Jesus não é suficiente. É preciso adorá-Lo na beleza da Sua santidade. E reconhecê-Lo como “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:28). Só assim estaremos no caminho da salvação.

REFLEXÃO: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” (João 1:1, 14)
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Fé e Esperança

(adaptado do texto de Michelson Borges)

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (Isaías 26:3)

Não costumo ler o caderno de esportes dos jornais, mas a edição do dia 29 de setembro de 2005 de O Estado de S. Paulo trouxe um texto que me chamou a atenção, sob o título "Porém, eu sinto a Sua falta".

O articulista e compositor Nando Reis escreveu, dentre outras coisas, o seguinte: "Infelizmente não acredito em Deus. Digo infelizmente pois essa impossibilidade muitas vezes faz da minha vida um trajeto silencioso e solitário. Gostaria de poder dividir com alguém as penúrias e as agruras dessa vida tão complicada. Quantas vezes não quis, eu, olhar para o alto e me sentir amparado pela mão do Senhor, quando me vi impotente diante de tantos perigos. Quando temi pela vida de meus filhos, vindos e criados para desfrutarem a graça deste mundo, mas que, como todos nós, são vulneráveis à violência que nos acua e nos ameaça - me sinto só sem poder pedir proteção para meus entes amados."

Por que Nando sente a falta de Deus? Porque o ser humano foi criado para crer. Somos seres com vocação religiosa, mesmo que muitos entre nós não queiram admitir isso.

Algum tempo atrás li um livro do ex-professor de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Viena e fundador da Logoterapia, Viktor Frankl (1905-1997), que me fez pensar nessa necessidade humana nem sempre satisfeita. Por ser judeu, Frankl foi enviado para campos de concentração, entre 1942 e 1945, inclusive os de pior fama como o de Therezin e o de Auschwitz, onde perdeu a esposa (recém-casada), a mãe e um irmão. Durante os anos de cativeiro, o que manteve o médico ativo e animado foi seu grande interesse pelo comportamento humano, o que o levou depois à conclusão de que esse interesse o havia salvo e que aqueles companheiros de prisão que tinham algum tipo de esperança e davam um significado a suas vidas, predominavam entre os sobreviventes da selvageria e da fome a que todos haviam sido submetidos.

O livro a que me refiro é A Presença Ignorada de Deus. Nele, Frankl fala de uma "fé inconsciente" e de um "inconsciente transcendental" que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição."

"Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano", garante Frankl. "Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. ... Somente a totalidade tripla torna o homem completo" (A Presença Ignorada de Deus, p. 21).

As palavras de Frankl fazem eco a algo escrito quase um século antes, por Ellen White: "Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu [de Deus] serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração" (A Ciência do Bom Viver, p. 159).

Não conheço Nando Reis pessoalmente, mas acho que dá para dizer que ele "sente falta de algo" porque, segundo Frankl, não é um homem completo; e, segundo Ellen White, falta-lhe o "alento de Cristo". Em outras palavras, não tem uma esperança duradoura, que vá além das vãs promessas deste mundo.

Frankl afirma que a consciência mostra nossa origem e a compara ao umbigo. O umbigo só pode ser compreendido a partir da história pré-natal do homem, como sendo um "resto" no homem que o transcende e o leva à sua procedência do organismo materno. Da mesma forma, a consciência só pode ser entendida em seu sentido pleno quando a concebemos à luz de uma origem transcendente.

Para o psicanalista, "a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso 'tem' consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência" (Ibidem, p. 42).

Na página 45 de seu livro, Frankl faz outra comparação interessante: "O homem irreligioso se deteve antes do tempo no seu caminho em busca de sentido, já que não foi além de sua consciência, não perguntou para além dela. É como se tivesse chegado a um pico imediatamente inferior ao mais alto. Por que não vai adiante? É porque não quer perder o 'chão firme sob seus pés', pois o verdadeiro pico não está visível para ele, está oculto na neblina, e nesta neblina, nesta incerteza, ele não se arrisca a penetrar. Somente a pessoa religiosa assume este risco."

O que falta, para Nando e tantos outros, é dar o passo da fé; subir o monte que lhes trará verdadeira satisfação existencial, senso de completude e verdadeira esperança. Afinal, é essa tendência (muitas vezes inconsciente) em direção a Deus que precisa ser satisfeita. E não adianta tentar preencher esse vazio com qualquer outra coisa ou pessoa. Só Deus satisfaz, pois foi Ele quem "pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Eclesiastes 3:11).

REFLEXÃO: “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rom. 10:9)

As tormentas são passageiras

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (II Coríntios 4:17)

Noé estava dentro da arca com todo tipo de animais e também com sua família. Durante quarenta dias e quarenta noites a chuva caiu, fazendo as águas subirem, destruindo tudo que havia. Seus vizinhos não mais existiam. O mundo, como ele o conhecia, havia desaparecido. Ele teria de começar a vida de novo.

Isso acontece ainda hoje, com as pessoas. De repente, a terra foge debaixo de nossos pés, nosso mundo desaba, e precisamos começar tudo do zero outra vez.

Um homem de 53 anos foi demitido da firma em que trabalhava como gerente. Ele havia gasto a maior parte de sua vida adulta adquirindo conhecimentos e experiência que subitamente se tornaram obsoletos.

O mundo, como ele o conhecia, não mais existia. Ele precisou começar tudo de novo.

A vida nos puxa o tapete, às vezes. Mas as tormentas não duram para sempre. O luto passa e o tempo cura a dor. Muitas pessoas que perdem um emprego acabam conseguindo outro.

Herman Gockel perdeu a voz aos 32 anos. Uma experiência terrível para um jovem pregador. Demitiu-se de sua igreja e foi morar com a esposa e os dois filhos na casa de sua mãe viúva.

A esposa conseguiu trabalho como secretária. E ele ficou em casa com as crianças. Ao cuidar dos afazeres domésticos, um texto bíblico lhe veio à mente: “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Herman teve um raio de esperança. Orou. Seis meses mais tarde conseguiu um trabalho respondendo cartas de um programa de rádio. E também passou a ajudar na expedição da Editora Concórdia.

Dois anos mais tarde Herman se tornou gerente da Concórdia. Então a esposa ficou gravemente enferma e foi hospitalizada 26 vezes. Seis vezes esteve à morte. Mas Herman continuou crendo em Romanos 8:32. Seus livros e artigos inspiraram milhões de pessoas, e ele foi convidado a criar um novo programa de televisão para sua igreja. Tudo isso depois que ele perdeu a voz.

Após a tormenta surgiu o "arco-íris". Ah, é claro que isso nem sempre acontece. Mas Deus nos prometeu que não seremos tentados além das nossas forças; “pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).

Apeguemo-nos a Deus e confiemos em Suas promessas.

REFLEXÃO: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram” (Josué 23:14)


Vivendo até os 100 anos

(adaptado do texto de Débora Kotz - revista "secular" U.S. News Set/2009)

“Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dá semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gênesis 1:29)

O fator mais importante que determina quantos anos você viverá, não são seus genes, mas quão bem você vive. Não se convenceu? Um novo estudo [secular] publicado no Jornal Médico Britânico (British Medical Journal) com 20 mil britânicos idosos demonstra que você pode cortar seu risco de ataque cardíaco pela metade simplesmente fazendo 4 coisas: 30 minutos por dia de atividade física, comer 5 porções de frutas e vegetais diariamente, evitar o cigarro e excesso de álcool.

Embora esses são alguns passos óbvios que você pode tomar para viver bem, pesquisadores tem descoberto que os centenários tendem a compartilhar certas características: como eles se alimentam, fazem exercícios, lidam com o stress – coisas que podemos fazer para melhorar nosso processo de envelhecimento. É claro que conseguir viver até os 100 é um tempo consideravelmente maior do que viveram seus pais. Contudo, Thomas Perls, que estuda os que passaram dos 100 anos na Escola de Medicina na Universidade de Boston, acredita que, mesmo se você evitasse os genes de doenças fatais como de ‘Huntington’ (doença hereditária que se desenvolve na idade adulta e termina em demência), “não há nada que impeça você de viver bem até os 90 anos. Imagine que, se seus pais e avós fossem fumantes inveterados, eles poderiam ter morrido prematuramente sem alcançar o verdadeiro potencial do tempo de vida deles, portanto vá em frente e alcance aqueles 3 dígitos (100 anos). Siga esses 10 hábitos e confirme a “previsão do tempo de vida” de Perls.

1. Não se aposente. “Evidências provam que nas sociedades onde as pessoas param repentinamente de trabalhar, há uma explosão da incidência de obesidade e doenças crônicas depois da aposentadoria,” disse Luigi Ferrucci, diretor do Estudo Longitudinal Baltimore sobre Envelhecimento. A região de Chianti na Itália, com alta porcentagem de centenários, tem uma visão diferente do tempo de folga. Depois que se afastam de seus empregos, eles gastam a maior parte do dia trabalhando em seus sítios, cultivando uvas e vegetais. Eles nunca são realmente inativos. Cultivar não é prá você? Seja voluntário em Creches, Escolas, Asilos, ou junte-se a um grupo de voluntários e participe de projetos comunitários.

2. Use fio dental diariamente. Isso pode ajudar a manter suas artérias saudáveis. Um estudo da Universidade de Nova Iorque em 2008 mostrou que usar o fio dental diariamente reduziu na saliva a quantidade de bactérias causadoras de doenças. Essas bactérias entram na corrente sanguínea e começam uma inflamação nas artérias, maior fator de risco para doenças do coração. Outra pesquisa mostrou que, os que tem altas quantidades de bactérias em sua boca, tem mais probabilidade de entupir suas artérias, outro sinal de doenças cardíacas. “Eu realmente penso que as pessoas deveriam usar o fio dental duas vezes ao dia para conseguir os benefícios de maior expectativa de vida,” enfatiza Perls.

3. Mexa-se. “O exercício é a única fonte real da juventude que existe,” afirma Jay Olshansky, um professor de Medicina e pesquisador do envelhecimento na Universidade de Illinois-Chicago. “É como o óleo para o seu carro. Você não tem que usá-lo, mas seu carro definitivamente correrá melhor.” Grande quantidade de pesquisas tem documentado os benefícios do exercício para melhorar seu humor, acuidade mental, equilíbrio, massa muscular, e os ossos. “E os benefícios começam imediatamente após seu primeiro dia de atividade física,” acrescenta Olshansky. Não se preocupe se você não for um ‘rato’ de Academia. Aqueles que recebem os maiores benefícios são os que saem do comodismo e simplesmente caminham na vizinhança ou pela quadra, 30 minutos por dia. Fortalecer os músculos com treinamento de resistência também é ideal, mas exercícios leves e constantes podem dar a você efeitos similares de força e resistência mesmo sem fazer levantamento de peso.

4. Coma cereais ricos em fibra no desjejum. Servir-se de grãos integrais, especialmente pela manhã, parece ajudar os de mais idade a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue por todo o dia, conforme um recente estudo dirigido por Ferrucci. Diz ele que “aqueles que fazem isso tem uma baixa incidência de diabetes, um conhecido acelerador da velhice”.

5. Feche os olhos durante 6 horas pelo menos. Em vez de dormir menos para ganhar mais horas de atividades por dia, durma mais para acrescentar anos à sua vida. “Dormir é uma das mais importantes funções que seu corpo usa para regular e curar as células,” afirma Ferrucci. “O mínimo de sono que os mais velhos necessitam para conseguir as fases REM curativas é aproximadamente de 6 horas.” Aqueles que alcançam a marca de um século de vida colocam o sono como prioridade máxima.

6. Consuma alimentos integrais, não suplementos. Fortes evidências sugerem que as pessoas com altos níveis no sangue de certos nutrientes – selênio, beta-caroteno, vitaminas C e E – vivem mais e melhor e tem baixo índice de declínio cognitivo. Infelizmente não há evidência que tomar comprimidos com esses nutrientes provê os mesmos benefícios anti-idade. “Há mais de 200 carotenóides, e 200 flavonóides diferentes num único tomate,” destaca Ferrucci, “e essas substâncias químicas tem interações complexas que nutrem a saúde; além do Licopeno e a Vitamina C”. Evite alimentos brancos pobres em nutrientes (pães, farinha, arroz branco e açúcar) e aproveite-se de todas as frutas coloridas, vegetais, cereais e pães integrais, com todo seu “exército” de nutrientes escondidos neles.

7. Seja menos neurótico. Pode funcionar para Woody Allen, que mistura suas preocupações com uma saudável dose de humor, mas o resto de nós neuróticos podemos querer encontrar uma nova maneira de lidar com o stress. “Temos um novo estudo que mostra que os centenários tendem a não internalizar coisas ou enfatizar seus problemas,” diz Perls. “Eles são fortes e flexíveis ao lidar com as adversidades.” Se essa característica inata é difícil de conquistar, encontre outros meios de lidar com o stress. Experimente essas dicas: faça exercícios, meditação, ou apenas respire fundo por alguns momentos. Roer as unhas, mascar chicletes em frente à TV, cair na bebida? Isso tudo é péssimo para a sua saúde.

8. Viva como um Adventista do Sétimo Dia. Os americanos que definem a si mesmos como Adventistas do Sétimo Dia tem uma expectativa média de vida de 89 anos; uma década a mais do que a média nos Estados Unidos. Uma das doutrinas básicas dos Adventistas é que, é importante cuidar do nosso corpo porque pertence a Deus. Isso quer dizer não fumar, não usar bebidas alcoólicas, e não abusar dos doces. Os Adventistas típicos seguem uma dieta vegetariana baseada em frutas, legumes, feijões e nozes; e praticam bastante exercício. Eles também valorizam muito a família e a comunidade.

9. Seja uma criatura de hábitos. Centenários tendem a viver em rotinas rígidas, diz Olshansky, comendo o mesmo tipo de dieta e fazendo as mesmas atividades por toda a vida. Dormir e despertar, nos mesmos horários cada dia é outro bom hábito que mantém seu corpo em constante equilíbrio; mas que pode ser facilmente rompido com o passar dos anos. “Sua fisiologia fica mais frágil quando envelhece,” explica Ferrucci, “e fica mais difícil seu corpo recuperar-se se você, perder algumas horas de sono numa noite ou beber muito álcool. Isso pode debilitar suas defesas imunológicas deixando-o mais susceptível a gripe e infecções bacterianas.

10. Fique conectado. Manter contatos sociais regulares com amigos e familiares é a chave para evitar a depressão. Isto pode levar a morte prematura, fato que é mais comum entre viúvos e viúvas. Alguns psicólogos acreditam que um dos maiores benefícios que os de idade avançada obtêm do exercício são as fortes interações sociais desenvolvidas ao caminhar com um amigo ou participar de exercícios em grupo. Tendo uma conexão diária com um amigo íntimo ou um membro da família, há um benefício adicional, com alguém em quem se apoiar. “Eles avisarão se notarem que sua memória está falhando ou se você parece mais reservado,” diz Perls, “e poderão insistir com você para procurar um médico, mesmo antes de você reconhecer, que precise de um.”

Fonte: U.S. News (http://health.usnews.com/articles/health/baby-boomer-health/2009/02/20/10-health-habits-that-will-help-you-live-to-100.html)

REFLEXÃO: “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (I Cor 6:19-20)

Leia também: http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/03/anos-multiplicados.html e aqui http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/02/lidando-com-alimentacao.html

Assista - Adventistas longevos (Reportagem Sbt):

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Nunca Duvide

(adaptado do texto de Eliana Nunes Peixoto)

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? [...] Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:31, 33.

Quando cheguei à aposentadoria, em 1994, decidi abrir meu próprio negócio em vez de continuar trabalhando na mesma empresa. Sempre gostei de trabalhar, e assim meu esposo e eu abrimos um estabelecimento no qual se realizavam festas infantis. Esse empreendimento envolveu grande quantidade de trabalho, mas o retorno foi muito bom, financeiramente.

Como apenas meu esposo e eu fazíamos o trabalho, todo o lucro era nosso. Depois de o nosso negócio funcionar com sucesso por quatro anos, um casal se tornou nosso amigo e às vezes nos visitava. Nadir se tornou uma amiga íntima e começou a me falar sobre a Bíblia e a volta de Jesus. Nadir me ofereceu um estudo bíblico, e prontamente o aceitei. Ela e o marido começaram a nos visitar com frequência, e nos convidaram para ir à sua igreja. Fazia 17 anos desde que eu fora à minha igreja, mas, ao entender o verdadeiro ensino de Cristo, aceitei a doutrina que ela me ensinou.

Meu trabalho era intenso, especialmente de sexta-feira até as primeiras horas da manhã de domingo. Mas, num fim de semana, eu ganhava quatro vezes o que recebia de aposentadoria por mês.

Os estudos bíblicos continuaram e, quando estudamos o tópico do sábado, não tive dúvida de que essa era a vontade de Deus. Daquele dia em diante, não marquei outra festa para o sábado. O último compromisso fora cumprido. Para surpresa de todos – família, clientes e até o pastor e sua esposa – encerrei o negócio. Tinha certeza de que, ao fazer a vontade de Deus e obedecer aos Seus mandamentos, não teria falta de nada. E posso garantir que até hoje não senti falta daquele dinheiro extra, em nenhum momento.

Sou feliz porque fui escolhida por Deus. Pertenço a Ele e sei que Ele cuida de mim. Nunca duvidarei da Sua promessa e desejo estar sempre pronta para fazer Sua vontade.

Senhor, ajuda-me hoje e sempre a seguir Teus mandamentos e Tua vontade para a minha vida.

REFLEXÃO: “Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres” (Deuterenômio 30:15-16)


JESUS CRISTO... esse é o meu Rei!

"Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras; Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; Ele é o Rei da glória!"
(Salmo 24: 8 e 10)

Nota: Este áudio é parte do sermão "Seven Way King" (That's My King) pregado pelo famoso pastor batista afroamericano Dr Shadrach Meshach Lockridge (1913-2000), conforme nos consta realizado na igreja "Calvary Baptist Church" de San Diego (Califórnia) no ano de 1976, onde esteve de 1953 a 1993.

Talvez a música inserida nesta montagem não seja a mais apropriada diante de palavras tão solenes, mas a riqueza de idéias, o contexto de engrandecimento do nome do Senhor, superam quaisquer interferências que venham a diminuir a Beleza da Santidade do Nome do Rei Jesus.

Segue abaixo, uma versão maior do sermão (em inglês):

REFLEXÃO: "Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é" (Deut. 32:4)

O último folheto

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos” (Lucas 9:26)

Todos os domingos de manhã, depois da reunião do grupo de oração na igreja, o coordenador do grupo e seu filho de apenas 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos falando do amor de Deus pra com seus filhos.

Numa daquelas tardes de domingo, quando chegou à hora do pai e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito em toda a região. O menino como de costume, se agasalhou e sem hesitar disse:
-'Ok, papai, estou pronto.'
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de pegarmos os nossos folhetos e sairmos'.
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito'.
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva'?
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio'.
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir?'
Pensativo por um momento, o pai disse:
-'Tudo bem, pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado.'
Então ele saiu no meio daquela chuva.

Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos a todos que via.

Depois de caminhar por horas na chuva, estava todo molhado, mas faltava um último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam desertas.
Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta.

Finalmente, o menino se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. E, finalmente, a porta se abriu bem devagar. Era uma senhora idosa com um olhar triste. Ela perguntou:
-'O que você deseja, meu filho?'
Com um sorriso que iluminou o mundo dela, o menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.'

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho! E que Deus te abençoe!'
Bem, no domingo seguinte na Igreja, o Coordenador do Grupo de Oração, após a sua pregação perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da Igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. E começou a falar.
- 'Ninguém me conhece neste Grupo, eu nunca estive aqui. Até o domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu há algum tempo e eu fiquei sozinha neste mundo. No domingo passado, um dia frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.'
- 'Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi para o sótão da minha casa, amarrei a corda numa madeira do telhado, subi na cadeira e coloquei a corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, só e de coração dilacerado, estava pronta pra saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou'. Eu pensei:
-'Quem será? '
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.'
Eu esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa passou a bater forte. E pensei:
-'Quem pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa há tempos, ainda mais num dia desses.' Afrouxei a corda do meu pescoço e fui à porta ver quem era, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito saltasse para a vida quando ele disse:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer que JESUS A AMA MUITO.' Então ele me entregou este folheto que eu tenho em minhas mãos.
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Conforme aquele menino desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão, peguei minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - agora eu estou aqui. Já que o endereço do seu Grupo de Oração estava no verso deste folheto, vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADA a este menino de Deus que no momento certo livrou a minha alma.'

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos no grupo de oração. O coordenador então foi em direção à primeira fila onde o 'seu' menino estava sentado. Tomou seu filho nos braços e chorou tremendamente.

Provavelmente nenhum grupo de oração teve um momento tão grande como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um!

O Pai Eterno também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, o Pai O assentou num trono acima de todo principado e lhe deu um nome que é acima de todo nome: Jesus Cristo! Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Que Ele seja conosco; que possa nos dar o poder do Espírito necessário, para que como este garoto, não venhamos a negligenciar o maior privilégio já comissionado a seres mortais: pregar o evangelho da salvação sem vacilo, com alta voz, a toda língua, povo e nação, nestes que são os últimos dias da história deste mundo.

REFLEXÃO: "Recebi instruções que, ao nos aproximarmos do fim [...] devem ser espalhados, como FOLHAS DE OUTONO, entre o povo, FOLHETOS que contenham a luz da PRESENTE VERDADE. [...] esses folhetos serão como as folhas da árvore da vida, que servem para a cura das nações." (Ev, p. 35, 36).

Seja feita a vontade de quem?

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Salmos 40:8)

Um pequeno menino, de menos de 10 anos, fazia somente o que queria. Seu pai certa vez lhe disse: "Ricardinho, você não devia fazer apenas aquilo que tem vontade". Ele balançou a cabeça como se tivesse um grande problema a resolver. Depois de pensar por alguns instantes, ele disse ao pai: "Pai, se eu fizer a vontade do Senhor, porque eu quero, não estaria fazendo, do mesmo modo, a minha vontade?"

Diante desta ilustração, fica aqui a pergunta: Qual tem sido a nossa vontade? Fazer a nossa própria vontade de uma maneira ou de outra ou fazer a vontade do Deus que nos criou e sabe o que é melhor para cada um de nós? E quando obedecemos, pensamos em nossos próprios interesses ou na glória que ao Senhor deve ser dada?

Quando nos aplicamos a ficar no centro da vontade de Deus, nos Seus escritos, tudo em nossas vidas é belo, tudo é agradável e prazeroso, mesmo quando caminhamos sobre solo pedregoso a paz é capaz de fluir. Está escrito: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido” (Josué 1:8). Se o sol brilha no céu, louvamos ao Senhor por Sua companhia. Se a tempestade se abate sobre nós, glorificamos igualmente ao Senhor porque a Sua vontade é soberana e bênção para nossos corações.

Quando ignoramos ao Senhor e passamos nossos dias fazendo apenas a nossa vontade, sem consultá-Lo ou buscar a Sua direção, corremos o risco de errar o caminho e perder tudo de bom que Ele nos tem preparado, na verdade, "erramos o alvo", que é literalmente o significado da palavra "Pecado".

Algumas pessoas continuam sendo enganadas ao crerem que "todos os caminhos levam ao Céu" mas não é isso que nos diz o nosso Salvador. Ele nos afirmou: "Eu sou o Caminho" (que é parte do verso áureo deste blog) e, senão atentamos para isso, tomando atalhos desconhecidos, poderemos acabar chegando a lugares inesperados e desagradáveis. Ele nos leva ao Céu e, enquanto caminhamos ao Seu lado, desfrutamos uma vida de refrigério e felicidade.

Que a vontade de Deus seja a única coisa que tenhamos vontade de fazer, assim como Jesus nos ensinou na oração mais conhecida do mundo...

REFLEXÃO: "... venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no ceú..." (Mateus 6:10)

Procure o Mestre

(por Oswaldo M. Filho)

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28,29c)

Quantas e quantas vezes sentimos o fardo de nossas preocupações, responsabilidades e aflições como uma carga esmagadora sobre nossa vida.

Parece que tudo o que fazemos não é suficiente para produzir a paz de espírito que tanto precisamos. As vezes chegamos a pensar que nossa fadiga e sofrimento nunca terá fim. As constantes exigências de nossos compromissos no cuidado e sustento daqueles que dependem de nós, o lidar com nossos próprios erros e a necessidade de conviver nas contradições de um mundo em agonia parecem consumir o que resta de nossas forças.

As vezes percebemos que não adianta buscar o refúgio em um passeio no final de semana, ou uma viagem para um lugar distante, porque não conseguimos fugir de nossas responsabilidades. Não importa onde possamos estar, pois nossos pensamentos e sentimentos permanecem prisioneiros de nossas maiores preocupações e necessidades. Compreendemos que viver é sustentar o próprio peso de todos os nossos compromissos, conflitos e necessidades na manutenção da própria vida.

O Senhor Jesus sabe o quanto somos prisioneiros de nossa maneira de viver. Na verdade ele sabe que na maioria das vezes não conseguimos controlar os acontecimentos em nossa vida. E quantas vezes permitimos nossa própria escravidão quando sucumbimos às nossas necessidades e nos tornamos refém de situações que nós mesmos geramos; seja por ignorância, arrogância, medo ou fraqueza de nosso próprio espírito.

Vinde a mim é o que diz o Senhor Jesus. Nos momentos de aflição e desespero não adianta tentarmos arrumar explicações. Há momentos que as nossas palavras não resolvem o que sentimos e não diminui nossa dor. É preciso um momento de paz, que nos ajude a recuperar as forças. Momentos que é preciso ouvir: "Eu vos aliviarei e em mim achareis descanso". É tudo o que realmente precisamos. Quando chamamos pelo nome do Senhor Jesus, com fé e firme determinação no coração, recebemos o milagre de sua presença restauradora.

Saiba que Jesus chama seu nome neste momento: "Vinde a mim". Já é possível sentir os efeitos de sua presença. Responda e ele certamente dirá: "Sim, achareis descanso para a vossa alma.

REFLEXÃO: “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (João 11:25)

A Noite da Terra

"Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente" (Daniel 12:3)

A obra que nos foi confiada é importante, e nela são necessários homens sábios, abnegados, pessoas que compreendam o que significa dedicar-se a desinteressados esforços para salvar os perdidos. Mas não há necessidade do serviço de HOMENS MORNOS; pois tais pessoas Cristo não pode usar. Necessitam-se homens e mulheres cujo coração se comova ante o sofrimento humano e cuja vida dê prova de que estão recebendo e comunicando luz, vida e graça.

O povo de Deus deve aproximar-se de Cristo, em abnegação e sacrifício, tendo como único alvo dar a todo o mundo a mensagem de misericórdia. Alguns trabalharão de um modo, e outros de outro, conforme o Senhor os chamar e guiar. Mas todos devem lutar juntos, procurar fazer do trabalho uma unidade perfeita. Pela pena e pela viva voz devem trabalhar para Deus. A palavra da verdade, impressa, deve ser traduzida para diferentes línguas e levada aos confins da Terra.
Meu coração muitas vezes fica sobrecarregado porque tantos que poderiam trabalhar nada fazem. Agem como joguete das tentações de Satanás. De todo membro de igreja que possui conhecimento da verdade se espera que trabalhe enquanto é dia; porque vem a noite, quando ninguém poderá trabalhar. Em breve haveremos de compreender o que significa essa noite. O Espírito de Deus está sendo agravado a ponto de estar-Se retirando da Terra. As nações estão iradas umas contra as outras. Vastos preparativos de guerra estão sendo feitos. A noite está cada vez mais escura. Desperte a igreja e ponha-se a cumprir a obra que lhe foi confiada. Todo crente, mais instruído ou menos preparado, pode levar a mensagem.

Estende-se perante nós a eternidade. A cortina está para ser aberta. Em que estamos pensando, para que assim nos apeguemos ao nosso amor egoísta pela comodidade, enquanto por toda parte ao nosso redor perdidos estão a perecer? Ficou completamente calejado o nosso coração? Não podemos ver nem compreender que temos uma obra para fazer em favor de outros? Irmãos e irmãs, estamos nós entre os que, tendo olhos, não vêem, e tendo ouvidos, não ouvem? Foi em vão que Deus nos deu o conhecimento de Sua vontade? Foi em vão que Ele nos enviou advertência após advertência da proximidade do fim? Acreditamos nas declarações de Sua Palavra acerca do que está para sobrevir ao mundo? Acreditamos que os juízos de Deus impendem sobre os habitantes da Terra? Como, então, podemos ficar de braços cruzados, descuidosos e indiferentes? (T9, p. 26, 27).

(Ellen G White - Meditações Matinais 2009 - 26/09 - "Jesus meu Modelo")

REFLEXÃO: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca" (Apocalipse 3:15,16)

Neste mesmo contexto, não deixe de ver:

Cuidará de Mim Também

(Adaptado do texto de John Thomas Oaks)

“Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! Os filhos dos homens se refugiam à sombra das tuas asas” (Salmos 36:7)

Era um dia frío em Manhatan mas agradável dentro de um lugar chamado "Starbucks”, entre a 51 e a Broadway, muito perto da Times Square Garden.

Para os músicos o ambiente deste negócio onde se toma café e se escuta música ao vivo é uma das melhores do mundo, segundo me disseram. Em consequência disto, as gratificações podem ser volumosas se alguém interpreta bem a música.

Estava eu lá tocando teclado e acompanhando meu amigo que por sua vez agregava ritmo com seu arsenal de instrumentos. Na hora que interpretávamos um tema melódico, notei uma senhora sentada em um dos assentos daquele lugar, bem na minha frente. Ela se movia junto ao compasso da música e cantava conosco. Quando a canção terminou, se aproximou e disse:
- Desculpem por ficar cantando junto a canção, atrapalho vocês?
- Não, lhe respondí. Ficamos felizes quando as pessoas unem suas vozes. Gostaria de cantar aqui na frente a próxima seleção? Para meu deleite, ela aceitou o convite. Escolha, lhe disse.
- O que gostaria de cantar?
- Bem... conhecem hinos? Disse ela.
- Hinos? Esta mulher não sabia com quem estava conversando. Conheço hinos antes mesmo de ter dentes. Antes mesmo de nascer, já ia a igreja. Então lhe dirigi um olhar de aprovação. Escolha, lhe disse.
- Oh, não sei, são tantos lindos. Bem, respondi - o que acha do hino Cuidará de mim também? Minha nova amiga caiu em silêncio. Sua vista ficou perdida. Logo fixou seus olhos nos meus e disse:
- Sim, cantemos esta.

Lentamente me fez um sinal com a cabeça, deixou sua bolsa de lado, acomodou seu casaco e mirou seus olhos bem ao centro do salão. Inseri dois compassos e ela começou a cantar. "Por que estarei eu triste, por que na treva andar, Sentir-me tão sozinho, sempre a desanimar, Se Cristo é meu conforto, amigo na aflição. Se até as aves esperam na Sua proteção? Se até as aves esperam na Sua proteção". A platéia caiu emudecida. "Feliz e mui alegre, Cantando viverei; Se Deus protege as aves, Cuidará de mim também". Quando a última nota terminou, os aplausos foram crescendo até ficarem ensurdecedores. A mulher se sentiu sem forças e disse:
-Prestem atenção todos vocês; não vim dar um concerto. Só vim tomar algo, igual a vocês!
Mas o aplausos seguiram. Abracei minha nova amiga e disse:
- Querida, isso foi formidável!
- É mais que interessante que tenha escolhido este hino em especial, disse ela.
- Por que? - perguntei. Tomou minhas mãos e balbuciou novamente:
- Esse era o hino favorito da minha filha!

A esta altura os aplausos haviam cessado e continuava a barulheira de sempre.
- Ela tinha 16 anos. Morreu com um tumor cerebral na semana passada. Então, disse algo tentando quebrar meu silêncio:
- Você está bem? Ela sorriu junto às lágrimas e apertou novamente minhas mãos.
- Vou ficar bem. Devo seguir confiando no Senhor e cantando suas canções, e tudo ficará bem. Colocou a mão no bolso, me deu seu cartão e se foi.

Será que fora apenas uma coincidência que nós estivéssemos cantando naquele lugar numa noite de novembro? Apenas uma coincidência esta maravilhosa mulher entrar neste lugar? Coincidência, apesar de todos os hinos que eu sabia, escolher justamente o hino favorito da filha daquela mulher que havia morrido somente uma semana antes? Me nego a aceitar que sim.

Deus tem providenciado encontros na história da humanidade desde o princípio dos tempos. Não me custa pensar que Deus tenha escolhido um "coffe shop" do centro de Manhatan e tenha convertido um programa musical comum em um momento de meditação espiritual.

Esta é apenas uma pequena lembrança a todos nós cristãos de que se permanecemos confiando nEle e entoando Suas canções, tudo permanecerá bem.

Entregue sua vida nas Mãos do Senhor, confie nEle!

Hinário Adventista 371 - Cuidará de Mim Também

1. Por que estarei eu triste, por que na treva andar, Sentir-me tão sozinho, sempre a desanimar, Se Cristo é meu conforto, amigo na aflição, Se até as aves esperam na Sua proteção? Se até as aves esperam na Sua proteção?

CORO: Feliz e mui alegre, Cantando viverei; Se Deus protege as aves, Cuidará de mim também.

2. Quando estou abatido, se envolto em sombra vou, O coração ferido, ou perseguido sou, Jesus é meu amparo, é meu consolador, Envolve-me em Seus braços e alívio dá-me à dor; Envolve-me em Seus braços e alívio dá-me à dor.

3. Ao me sentir cansado, em meio de aflição, Ouço Jesus dizer-me, ao segurar-me a mão: "Confia em Mim somente, somente em Meu poder, E nas mansões eternas, comigo irás viver; E nas mansões eternas, comigo irás viver.".

REFLEXÃO: "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Provérbios 3:5-6)

Falta de amor - um sinal do fim

(Adaptado do texto do Pr Ricardo B. de Souza)

“E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12)

Os discípulos de Cristo, um dia, perguntaram a ele quais seriam os sinais que antecederiam a sua vinda. Ele respondeu esta pergunta numa longa pregação, conhecida como “sermão profético”. Entre os sinais apresentados por Jesus, destaca-se o surgimento de falsos Cristos e falsos profetas, que iriam enganar muitas pessoas. O Filho de Deus falou também de guerras entre as nações e de abalos sísmicos. No entanto, há um sinal que me chama a atenção de forma particular: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos”.

A relação que Jesus apresenta é inversamente proporcional: o crescimento da iniqüidade implica no enfraquecimento do amor. Vejam se não é caso do mundo em que vivemos. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, a violência nas ruas e nos lares, os mais variados tipos de guerra, a destruição da natureza, o individualismo autocentrado e narcisista, esfria-se o amor genuíno e sincero no ser humano. Somos uma geração que vem desaprendendo a amar. Não estou me referindo a uma forma platônica de amor ou aos modelos hollywoodianos que enchem as salas de estar, mas ao amor conforme Deus o revela nas Escrituras, em especial, o amor fileo.

Provavelmente não há nenhum texto mais completo sobre o amor do que I Coríntios 13, um texto que precisa ser revisitado por nós diante daquilo que vemos todos os dias. Naquela epístola, Paulo fala de um amor que é paciente, que não se perde diante da primeira crise ou da primeira desilusão; um sentimento bondoso, não ciumento e humilde. Um amor que não se comporta de forma inconveniente, mas é altruísta, e está sempre procurando atender o interesse dos outros e não o seu próprio. É também um amor que não se ira facilmente, que não guarda rancor, que não se alegra com a injustiça mas que salta de júbilo quando a verdade triunfa. É um amor que sabe que o sofrimento sempre acompanha aquele que ama. Um amor que se sustenta sob fundamentos sólidos e verdadeiros, que não tem a pressa dos egoístas, mas que sabe esperar e possui uma enorme capacidade de suportar adversidades.

Este amor que Paulo nos descreve vem diminuindo e esfriando na medida em que cresce o egoísmo alimentado pelo individualismo da cultura narcisista, onde o que importa sou eu, meus desejos, meus interesses, meu momento, minhas necessidades, minha realização, meus projetos, o que eu penso, quero e preciso. Imagino que quando duas pessoas modernas, com este espírito individualista e narcisista, se encontram e resolvem se amar, envolvem-se num modelo de relacionamento onde, à primeira vista, tudo indica que se trata de um belíssimo e invejável romance. Contudo, diante do primeiro obstáculo, da primeira frustração, de um simples desentendimento, da dor e do sofrimento, ou do cansaço e da vontade de experimentar “novos ares”, abandonam aquele amor que foi grande apenas enquanto durou em troca de um outro que atenda as necessidades de um ego inflado, imaturo e insaciável.

É por causa da iniqüidade deste espírito individualista e narcisista que os pais vão abandonando os seus filhos porque têm coisas mais importantes a fazer, como ganhar dinheiro ou buscar o sucesso, do que cuidar deles e amá-los; alguns tornam-se indiferentes e os abandonam à própria sorte na esperança de que na escola ou na vizinhança encontrarão quem os ame e eduque. Outros há que tentam manipulá-los e controlá-los em virtude da mesma iniqüidade, da mesma falta de tempo e da mesma insegurança. Os mais modernos já preferem não tê-los porque sabem que o amor que possuem não ultrapassa a epiderme – não são capazes de amar nada além do seu próprio ego. Por outro lado, os filhos vêm se rebelando contra seus pais, negando-lhes o respeito e a honra. São também filhos da iniqüidade do nosso tempo, do mesmo individualismo, do mesmo egoísmo.

Os jovens trocaram o amor pelo sexo para descobrirem lá na frente, depois de tantas idas e vindas e muitas “ficadas”, que são bons de cama mas frios e imaturos na arte de construir um amor que supera as fronteiras do egoísmo e que cresce na medida que o tempo passa.

Os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção, mas sim a falta de amor. Isto é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniquidade cresceu tanto, mas tanto, que fez o amor de quase todos murchar.

Nunca fui interessado em decifrar os códigos para adivinhar a data da volta de Jesus. Sei apenas que ele voltará, e isso me basta. No entanto, devo confessar que olhando para o cenário do mundo hoje, tenho orado por uma intervenção divina e espero que ela aconteça logo, seja na forma de um verdadeiro avivamento – daqueles que penetram na raiz do coração humano e o transforma, e não esta panacéia religiosa que alguns chamam de “derramamento do Espírito” – ou de uma intervenção escatológica, final ou não. Oro por isto porque não é mais possível suportar tanta injustiça, tanta miséria, tanta imoralidade, tanto pecado.

Oro também para que Deus nos preserve fiéis a ele e à sua Palavra, para que aqueles que reconhecem o amor divino e são alimentados e inspirados por ele cresçam cada vez mais amparando o pobre, cuidando do necessitado, lutando pela justiça, permanecendo fiéis aos termos da aliança com Deus e com o próximo. Jesus, naquele sermão profético, afirma que “o amor se esfriará de QUASE TODOS”. E é nesta pequena exceção que quero me incluir, a mim e a você, mesmo que sejamos apenas um "pequeno remanescente", mas um remanescente que não se curva diante dos Baalins do mundo moderno.

REFLEXÃO: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13:4-7)

Um Anjo

(adaptado do texto de Evelia R. Cargill)

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:1-3)

Como caloura na universidade, tive a oportunidade de morar na casa de uma família maravilhosa. Numa linda manhã de domingo, decidi dar uma volta pela vizinhança e, como era meu costume, orei antes de sair. Não muito depois de ter fechado o portão da frente e começado a caminhar, ouvi um som de pés se arrastando, atrás de mim. Virei-me instintivamente, e o que vi me deixou congelada: Rock, o rottweiler sempre mal-humorado do vizinho, estava solto! Eu sabia que seria perigoso demonstrar medo, e já estava longe demais de casa para pedir socorro. Fiquei parada quieta, perguntando a Deus quais eram as minhas opções, quando Rock passou por mim, avançou alguns passos, parou, aguardou pacientemente alguns segundos e depois me olhou como se perguntasse: “Bem, vamos fazer uma caminhada, ou não?”

Para minha surpresa, comecei a caminhar e, para meu alívio, Rock começou a andar também.

Chegamos a um pequeno parque, e Rock logo desapareceu atrás de algumas árvores. Continuei caminhando na calçada e reatei a conversa com Deus que havia começado no culto matutino. Alguns minutos passaram e, sem sinal de Rock, fiquei mais descontraída – até ver um homem andando em minha direção. Tentando evitar contato, reduzi minhas passadas e atravessei a rua de duas pistas para a calçada do outro lado. Para meu espanto, o estranho apressou o passo e atravessou também.

Quando olhei para trás, vi o estranho vindo justamente em minha direção, com um sorriso forçado no rosto. Nesse instante, vi Rock rolando na grama. Sem hesitar, assobiei para ele. Ele se pôs em pé e olhou direto para mim. Então, fiz uma coisa que jamais pensaria em fazer – dei umas batidas no meu joelho, chamando Rock para que viesse até onde eu estava. Aí aconteceu uma tríplice corrida: Rock correu na minha direção, meu coração disparou e, o melhor de tudo, o estranho foi embora correndo.

De volta ao meu quarto, louvei a Deus, de quem fluem todas as misericórdias, e Lhe agradeci a proteção daquela manhã. Na verdade, antes que Seus filhos clamem, Deus responderá, e enquanto estiverem ainda falando, Ele ouvirá (Isaías 65:24).

REFLEXÃO: "Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos" (Salmo 91:11)


De coração para coração

(adaptado do texto de Dennis King)

"Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio" (Salmo 62.8)

Comecei a orar no dia em que meu pai me disse que estava indo embora e nunca mais voltaria para casa. Eu tinha oito anos e fiquei arrasado. Naquela noite, iniciei um ritual noturno que durou muitos meses. Eu subia na cama de cima do beliche, puxava as cobertas sobre minha cabeça e sussurrava: "Deus, por favor, traga meu papai para casa".

Você já ouviu crianças orarem? Elas não tentam impressionar Deus com um discurso eloquente, elegante ou com aspecto de santidade. Para as crianças, a oração é uma conversa direta com Deus, que ouve e Se preocupa.

Ao crescermos, muitos de nós perdemos a simplicidade da oração. Nós a transformamos em uma rotina diária automática. Mas a oração, em sua forma mais pura, ocorre quando os filhos e filhas de Deus, não importa quão jovens ou velhos, derramam seus corações a um Pai celestial que está sempre ouvindo.

Nós podemos clamar a Deus na noite dos nossos temores. Deus ouve os sussurros mais abafados de nosso coração. Deus é nosso Pai. Quando a escuridão nos envolve, Ele nos convida a puxar as cobertas e derramar nosso coração.

Eu aprendi que Deus nem sempre responde às nossas orações do modo como gostaríamos. Meu pai nunca voltou para casa. Mas, debaixo das cobertas, em muitas noites de pranto, aprendi a clamar Àquele a quem a Bíblia chama de Abba - "Pai". Eu me senti abandonado, mas não só.

REFLEXÃO: "... Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus" (Mateus 18:3)

Michael Jackson - A liberdade de "Foreverland"

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles” (Ecles 12:1)

Um raro momento de lucidez nos últimos anos de vida de Michael Jackson aparentemente resultou no artigo "My Childhood, My Sabbath, My Freedom", publicado no site www.beliefnet.com/faiths/2000/12/my-childhood-my-sabbath-my-freedom.aspx em dezembro de 2000.

A religião de Michael Jackson raramente foi alvo dos holofotes que o cercaram, mas certamente esteve presente em sua trajetória. Ele cresceu em contato com as Testemunhas de Jeová, religião de sua mãe, teve uma babá judia chamada Rose Fine, e, mais recentemente, boatos não comprovados anunciaram sua conversão para o islamismo. Talvez por isso o artigo escrito por incentivo do rabino amigo Shmuley seja ainda mais curioso.

A partir da experiência de um sábado na casa do rabino, recordações da infância traumática e insights sobre a alegria decorrente da observância da ordenança bíblica são registrados e questionados. Já que sua influência apontava para o sábado como sendo o domingo (para as Testemunhas de Jeová), o Sábado (para os judeus) ou a sexta-feira (para os muçulmanos), note apenas o conceito geral sobre o Sábado nos trechos extraídos do artigo:

"Mais do que qualquer outra coisa, eu queria ser um menino normal. Queria construir casas na árvore e participar de festas de patins. Mas, muito cedo, isso se tornou impossível. Tive que aceitar que minha infância seria diferente da dos outros. Mas isso sempre me fez imaginar como seria uma infância comum. Havia um dia da semana, no entanto, no qual eu podia fugir dos palcos de Hollywood e das multidões dos teatros. Era o sábado."

"Os domingos eram dias de evangelização, termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Eu passava o dia nos subúrbios do sul da Califórnia, indo de porta em porta ou rodando pelos shoppings, distribuindo nossa revista da Torre de Vigília. [...] Os domingos também eram sagrados por duas razões na infância. Tratava-se do dia em que eu ia à igreja e o dia em que mais eu ensaiava. Isso pode parecer contra a idéia de 'descanso no Sábado', mas era a maneira mais sagrada de poder passar o tempo: desenvolvendo os talentos que Deus havia me dado."

"A igreja era um presente. Era novamente a chance para mim de ser 'normal'. [...] Sinto falta da noção de comunidade que eu sentia lá - tenho saudade de amigos e pessoas que me tratavam como um deles. Simplesmente humano. Passando um dia com Deus. [...] Meus dias mais preciosos como criança eram aqueles domingos em que eu podia ser livre. Isso é o que o Sábado sempre foi pra mim."

"Em todas as religiões, o Sábado é um dia que permite e requer que os fiéis deixem as coisas do dia a dia e focalizem o excepcional. Aprendi algo sobre o Sábado judaico particularmente através de Rose. Posteriormente, meu amigo Shmunley explicou como, no Sábado judaico, as tarefas do dia a dia, como cozinhar, fazer compras e cortar a grama, são proibidas para que a humanidade possa transformar o comum em extraordinário e o natural em miraculoso. Nesse dia, o Sábado, todos no mundo podem parar de ser comuns."

A Bíblia também fala sobre Michael (ou Miguel, em português). Ele é um dos primeiros príncipes (Dn 10:13), o Arcanjo (Jd 9), aquEle cuja voz há de ressuscitar os mortos em Cristo (I Ts 4:16) e, portanto, o próprio Cristo.

É impossível saber todos os detalhes da vida de Michael, o Jackson, mas, em meio a tantas excentricidades, parece real que em alguns momentos ele tenha se deparado com verdades sobre Michael, o Arcanjo. Mas também parece claro que sua opção diante dessa revelação foi rejeitar a oportunidade de reviver a verdadeira liberdade de sua infância nos sábados da Nova Terra, ou Foreverland (A Terra do Sempre), ou sua vida não teria sido marcada por tantas insatisfações, escândalos, aberrações e o fim trágico que teve.

Apesar de idolatrado, deificado e reverenciado por tantos, o próprio significado do nome Miguel, "Quem é como Deus?", deveria colocar os fatos na verdadeira perspectiva.

Aproxima-se o tempo em que Miguel, o Arcanjo, trará salvação a todos que resolverem segui-Lo, imitá-Lo e anunciá-Lo.

REFLEXÃO: "Nesse tempo, se levantará MIGUEL, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (Dn 12:1)

(por Marcelo Dias - Revista Adventista / Ago 2009)

"Haverá epidemias..."

(adaptado do texto do prof. Gilson Medeiros)

"Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? (...) Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. (...) haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu" (Lucas 21:7-12).

Ultimamente, o mundo tem sido bombardeado com notícias e mais notícias de calamidades em diversas áreas, seja no mundo físico, no político, no social, no financeiro, etc.

As grandes guerras da Humanidade ocorreram nos últimos 90 anos; os avanços científicos e tecnológicos também estão se desenvolvendo a passar "larguíssimos"; a economia mundial, detonada na década de 1920, novamente enfrenta um abalo castastrófico (nada parecido com as "marolinhas" que tenham empurrar goela abaixo dos brasileiros); os desastres aéreos têm sido cada vez mais frequentes e devastadores; com relação ao clima mundial, não é necessário nem comentar - onde era deserto, hoje há devastação pela água, e nos locais que viviam sob a influência das chuvas, hoje sofrem com a seca...

Ou seja, não é necessário ser nenhum phD em Escatologia (se é que existe...rsrs), para ver que o nosso mundo enfrenta um processo cada vez mais crescente de destruição da qualidade de vida para a raça humana. Já falam até de escassez total de água potável daqui há algumas décadas! A Criação está "gemendo" (cf. Rom. 8:22)!

Haverá epidemias

Depois do surgimento devastador de doenças repentinas e letais, como o câncer, a AIDS, o ébola, o rantavírus, a doença da "vaca louca", o(a) cólera, a dengue, etc., passamos a enfrentar dificuldades com novos tipos de gripes, que surgem periodicamente. Foi a gripe do frango e agora é a do porco (que a indústria suinocultora conseguiu que os governos renomeassem de "Gripe A" - afinal, o consumo de bacon, presunto, e outras "bombas" do tipo, já estava sendo afetado...).

Milhares de pessoas estão sendo infectadas por este "novo" tipo de vírus da gripe, que foi descoberto em abril deste ano, nos EUA e México, e hoje tomou conta do mundo todo, inclusive no Brasil. Até hoje, só em nosso país, foram milhares de infectados e, pelo menos, umas 120 mortes já confirmadas (apesar de não podermos confiar plenamente nos informes "oficiais", sempre com o velho e "duvidoso" slogan: "está tudo sob controle").

Todas estas doenças mencionadas acima surgiram, ou passaram a matar seres humanos, apenas há alguns poucos anos. Nossos avós e bisavós não sabiam o que era o câncer, por exemplo, mas esta doença se tornou extremamente atual em nossos dias.

Para nós, povo de origem profética, que está sempre expectante e vigilante com relação aos "sinais" do tempo do fim (ou do "fim dos tempos", como queiram), os noticiários só trazem uma notícia importante: MARANATA... O SENHOR LOGO VEM!

Enquanto o mundo luta por descobrir as causas dos constantes acidentes aéreos... enquanto corre contra o tempo para descobrir vacinas que protejam contra as últimas e mortais doenças... enquanto elabore planos engenhosos para conter o avanço da criminalidade, do uso de drogas, dos assassinatos, etc.... enquanto se empenhe pelos acordos bélicos, que ponham um fim às guerras, e possam clamar "paz, paz"... nós sabemos que tudo se tornará cada vez mais difícil, devastador e mal. E por que sabemos disso?

Porque o homem, arrogante e egoisticamente, preferiu afastar-se do seu Criador, virando as costas para Ele, preferindo dar ouvidos às fábulas filosófico-biológicas do Evolucionismo, ou aos "contos do vigário" daqueles que desprezam o Dia do Senhor da Criação (cf. Gên. 2:1-3).

O homem desistiu de Deus, e passou a viver isolado dEle, mesmo, incoerentemente, tentando mostrar que O adora e ama, porém negando-Lhe o devido respeito, honra e obediência (cf. Mat. 7:21-23).

O resultado não poderia ser outro: CAOS

Como disse o inspirado escritor bíblico, não há tempo para cochilarmos e "fazermos de conta" que não estamos vendo o que se desenrola diante de nós. É hora de despertarmos do sono, pois nossa Redenção se aproxima (cf. Rom. 13:11).

Nestes tempos de Gripe do Porco, não podemos deixar de lavar as mãos constantemente... mas também não podemos esquecer de "lavar nosso espírito" e permitir que o Espírito Santo de Deus, a maravilhosa Pessoa da Trindade responsável por nos conduzir à salvação, nos "vacine" contra as mazelas deste mundo.

Só falta um "sinal"

Para concluir esta reflexão, eu não poderia deixar de citar aquele que, segundo o próprio Cristo, será o último e definitivo sinal.

"E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mat. 24:14).

Você sabe quantas cidades do Brasil ainda desconhecem a mensagem do Evangelho Eterno de Apoc. 14? Você sabe quantos municípios do nosso País nunca ouviram falar que estas calamidades já estavam previstas, e que a única solução é Jesus? Você sabe quantos pequenos povoados nos arredores das grandes metrópoles brasileiras vivem sem o privilégio de conhecerem uma igreja que ensina a obediência aos Mandamentos do Deus Criador de todas as coisas?

Enquanto nos preocuparmos mais com a climatização do nosso templo, com o acolchoamento de veludo dos bancos, com as infindáveis reuniões de Comissão cheias de blá-blá-blá, com a religião abarrotada de teorias e nada de práticas verdadeiras, com a ansiedade em poder trocar de carro pelo último modelo oferecido pela nossa concessionária preferida, com as incontáveis dívida feitas apenas para satisfazer o amor ao luxo e ostentação, com a construção de "catedrais" ou edifícios nababescos para promoção pessoal de algum líder em particupar, com a ânsia pela conquista de "cargos eclesiásticos", com a preocupação em se vestir conforme os ditames dos homossexuais da moda, etc., etc., etc... estaremos dizendo para o Senhor: "não volte ainda, pois estamos gostando muito daqui".

À medida em que perdermos tempo com tanta bobagem sem sentido algum, e não nos preocuparmos com os milhares (milhões) de pessoas que morrem a cada dia sem a luz do conhecimento da salvação em Cristo, talvez dê tempo de surgir a próxima gripe. Quem sabe será a vez da do "cachorro"!

REFLEXÃO: "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:20).

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