"A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas". (1Coríntios 12:28)
A Conexão Cristã exerceu forte impacto sobre os primeiros adventistas guardadores do sábado, inclusive em seu ponto de vista sobre os dons espirituais.
Descobrimos a perspectiva conexionista sobre o assunto por meio dos escritos de William Kinkade (nascido em 1783), um dos mais proeminentes teólogos do movimento. Kinkade escreveu em 1829 que, durante a juventude, ele se recusava a “ser chamado de qualquer outro nome além de cristão” e só tinha um livro por “padrão: a Bíblia”.
Ele não tinha dúvidas em relação à autoridade suprema das Escrituras. No entanto, em sua extensa discussão sobre a “restauração da antiga ordem das coisas”, afirmou que não conseguia entender “um pequeno ponto” da mensagem neotestamentária.
Ele argumentou que no centro do Novo Testamento se encontravam os dons espirituais, inclusive “o dom de profecia, mencionado em passagens como 1 Coríntios 12:8-31 e Efésios 4:11-16. Os dons espirituais estavam presentes na antiga ordem das coisas na igreja; todos que se opõem a isso, estão se opondo ao cristianismo. Dizer que Deus fez os dons cessarem é o mesmo que alegar que Ele aboliu a mensagem da igreja neotestamentária. […] Esses dons constituem a antiga ordem de coisas”.
Kinkade defendeu que não se tratava de dons temporários que terminaram com a era apostólica. Em vez disso, “esses dons, conforme expostos nas Escrituras, compõem o ministério evangélico” anunciado no Novo Testamento.
A teologia de William Kinkade sobre o Novo Testamento, da perpetuidade dos dons espirituais, no contexto da Bíblia como única fonte de autoridade, é importante para a compreensão dos primórdios do adventismo do sétimo dia, uma vez que dois dos três fundadores da denominação haviam participado ativamente da Conexão Cristã. Tiago White e José Bates chegaram ao adventismo do sétimo dia vindos de um movimento que defendia tanto a Bíblia como único fator determinante de fé e prática quanto a continuidade dos dons espirituais.
O delicado equilíbrio entre os dois elementos se reflete nos escritos de Tiago White, que define o tom da função apropriada dos dons espirituais na igreja.
Pai, somos gratos porque cuidas tanto de Tua igreja a ponto de derramar sobre ela os dons do Espírito. Ajuda-nos a ser sábios no uso dos Teus dons.
George Knight - "Para não esquecer"
OS DONS ESPIRITUAIS E A BÍBLIA 1 - Meditação Diária 23-02-2015
"E Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado". (Efésios 4:11, 12, NVI)
Os primeiros adventistas guardadores do sábado defendiam o ensino bíblico de que os dons espirituais, inclusive o dom de profecia, existiriam na igreja até o segundo advento.
Uriah Smith fez uma ilustração que expressa bem essa ideia. Ele escreveu: “Suponha que estejamos prestes a começar uma viagem. O dono da embarcação nos entrega um livro de instruções, dizendo que ele contém as orientações necessárias para toda a jornada e que se prestarmos atenção a elas, chegaremos com segurança ao destino.
“Depois de partir, abrimos o livro para saber o que ele diz. Descobrimos que o autor alista princípios gerais para nos governarem na viagem e nos instrui o máximo possível, abordando as várias dificuldades que podem surgir, até o fim. Entretanto, também nos fala que a última parte de nossa jornada será especialmente perigosa; que as características da subida estão em constante mudança por causa de areias movediças e tempestades; ‘contudo, para essa parte da viagem’, diz ele, ‘providenciei um piloto que os encontrará e lhes dará as informações que as circunstâncias e os perigos ao redor exigirem; deem ouvidos a ele’.
“Com essas instruções, chegamos ao momento especificado de perigo e, conforme a promessa, o piloto veio a nosso encontro; mas, assim que ele ofereceu seus serviços, alguns dos tripulantes se levantaram contra ele. ‘Temos o livro de instruções original’, protestaram, ‘e isso nos basta. Só nele nos baseamos e em nada mais; não queremos nada de você’.
“Quem está dando ouvidos ao livro de instruções? Aqueles que rejeitam o piloto ou os que o aceitam, conforme o livro orienta? Julguem vocês.
“No entanto, alguns […] podem nos abordar sobre esse ponto da seguinte forma: ‘Então você considera que a senhora White é nosso piloto?’. É para evitar esforços nessa direção que escrevemos essa frase. Não é isso que estamos dizendo. O que afirmamos com distinção é isto: que os dons do Espírito nos são dados para servirem de piloto nestes tempos de perigo e sempre que encontrarmos manifestações genuínas dos dons, em quem quer que seja, temos o dever de respeitá-las. Se não o fizermos, chegamos ao ponto de rejeitar a Palavra de Deus, que nos instrui a aceitá-los”.
George Knight - "Para não esquecer"
Os primeiros adventistas guardadores do sábado defendiam o ensino bíblico de que os dons espirituais, inclusive o dom de profecia, existiriam na igreja até o segundo advento.
Uriah Smith fez uma ilustração que expressa bem essa ideia. Ele escreveu: “Suponha que estejamos prestes a começar uma viagem. O dono da embarcação nos entrega um livro de instruções, dizendo que ele contém as orientações necessárias para toda a jornada e que se prestarmos atenção a elas, chegaremos com segurança ao destino.
“Depois de partir, abrimos o livro para saber o que ele diz. Descobrimos que o autor alista princípios gerais para nos governarem na viagem e nos instrui o máximo possível, abordando as várias dificuldades que podem surgir, até o fim. Entretanto, também nos fala que a última parte de nossa jornada será especialmente perigosa; que as características da subida estão em constante mudança por causa de areias movediças e tempestades; ‘contudo, para essa parte da viagem’, diz ele, ‘providenciei um piloto que os encontrará e lhes dará as informações que as circunstâncias e os perigos ao redor exigirem; deem ouvidos a ele’.
“Com essas instruções, chegamos ao momento especificado de perigo e, conforme a promessa, o piloto veio a nosso encontro; mas, assim que ele ofereceu seus serviços, alguns dos tripulantes se levantaram contra ele. ‘Temos o livro de instruções original’, protestaram, ‘e isso nos basta. Só nele nos baseamos e em nada mais; não queremos nada de você’.
“Quem está dando ouvidos ao livro de instruções? Aqueles que rejeitam o piloto ou os que o aceitam, conforme o livro orienta? Julguem vocês.
“No entanto, alguns […] podem nos abordar sobre esse ponto da seguinte forma: ‘Então você considera que a senhora White é nosso piloto?’. É para evitar esforços nessa direção que escrevemos essa frase. Não é isso que estamos dizendo. O que afirmamos com distinção é isto: que os dons do Espírito nos são dados para servirem de piloto nestes tempos de perigo e sempre que encontrarmos manifestações genuínas dos dons, em quem quer que seja, temos o dever de respeitá-las. Se não o fizermos, chegamos ao ponto de rejeitar a Palavra de Deus, que nos instrui a aceitá-los”.
George Knight - "Para não esquecer"
SOBRE O RESTAURACIONISMO - Meditação Diária 22-02-2015
"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável". Isaías 58:12
Por volta de 1800, surgiu nos Estados Unidos um movimento de restauracionismo desejando reformar as igrejas por meio da recuperação de todos os ensinos do Novo Testamento. Os restauracionistas rejeitavam a ideia de que a Reforma era algo que havia acontecido somente no século 16. Em vez disso, ela havia começado nessa época, mas deveria continuar até os últimos vestígios da tradição serem rejeitados e a Bíblia assumir um lugar central dentro da igreja. A tarefa do movimento restauracionista era terminar a Reforma inacabada.
Os restauracionistas defendiam um ponto de vista radical do princípio de sola scriptura. Queriam evidências bíblicas para todas as posições que adotavam. As Escrituras eram o único fundamento para sua fé e prática. O movimento também era contrário aos credos. Uma declaração popular entre seus defensores era: “Não temos outro credo além da Bíblia.”
O espírito do movimento restauracionista abriu caminho para grande parte da agenda teológica da maioria dos protestantes norte-americanos durante o início do século 19.
Promovia a atitude de retorno à Bíblia que permeava a mentalidade protestante da época.
Uma das ramificações do movimento restauracionista teve importância especial para os adventistas do sétimo dia: a Conexão Cristã. Tiago White e José Bates (dois dos três fundadores do adventismo) eram membros desse grupo.
Os dois levaram consigo para o adventismo tanto a filosofia centrada na Bíblia, da Conexão Cristã, quanto o alvo de conduzir a igreja de volta a todos os ensinos esquecidos das Escrituras. Estavam convictos de que tal restauração deveria acontecer antes do segundo advento.
A visão restauracionista da história continua a influenciar o adventismo hoje. Veja, por exemplo, as palavras introdutórias da Declaração de Crenças Fundamentais: “Os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo.” Além disso, O Grande Conflito, de Ellen White, baseia-se em um padrão restauracionista, identificando a redescoberta dos ensinos bíblicos perdidos nos primeiros séculos do cristianismo, desde a Reforma até o fim dos tempos.
Nós, adventistas do sétimo dia, temos motivos para agradecer por pertencermos a um movimento que se baseia firmemente nas Escrituras.
Por volta de 1800, surgiu nos Estados Unidos um movimento de restauracionismo desejando reformar as igrejas por meio da recuperação de todos os ensinos do Novo Testamento. Os restauracionistas rejeitavam a ideia de que a Reforma era algo que havia acontecido somente no século 16. Em vez disso, ela havia começado nessa época, mas deveria continuar até os últimos vestígios da tradição serem rejeitados e a Bíblia assumir um lugar central dentro da igreja. A tarefa do movimento restauracionista era terminar a Reforma inacabada.
Os restauracionistas defendiam um ponto de vista radical do princípio de sola scriptura. Queriam evidências bíblicas para todas as posições que adotavam. As Escrituras eram o único fundamento para sua fé e prática. O movimento também era contrário aos credos. Uma declaração popular entre seus defensores era: “Não temos outro credo além da Bíblia.”
O espírito do movimento restauracionista abriu caminho para grande parte da agenda teológica da maioria dos protestantes norte-americanos durante o início do século 19.
Promovia a atitude de retorno à Bíblia que permeava a mentalidade protestante da época.
Uma das ramificações do movimento restauracionista teve importância especial para os adventistas do sétimo dia: a Conexão Cristã. Tiago White e José Bates (dois dos três fundadores do adventismo) eram membros desse grupo.
Os dois levaram consigo para o adventismo tanto a filosofia centrada na Bíblia, da Conexão Cristã, quanto o alvo de conduzir a igreja de volta a todos os ensinos esquecidos das Escrituras. Estavam convictos de que tal restauração deveria acontecer antes do segundo advento.
A visão restauracionista da história continua a influenciar o adventismo hoje. Veja, por exemplo, as palavras introdutórias da Declaração de Crenças Fundamentais: “Os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo.” Além disso, O Grande Conflito, de Ellen White, baseia-se em um padrão restauracionista, identificando a redescoberta dos ensinos bíblicos perdidos nos primeiros séculos do cristianismo, desde a Reforma até o fim dos tempos.
Nós, adventistas do sétimo dia, temos motivos para agradecer por pertencermos a um movimento que se baseia firmemente nas Escrituras.
George Knight - "Para não esquecer"
O CHAMADO PARA TESTEMUNHAR - Meditação Diária 21-02-2015
"Não temas; pelo contrário, fala e não te cales". Atos 18:9
Cerca de uma semana após a primeira visão, Ellen recebeu uma segunda, instruindo a contar aos outros adventistas o que Deus lhe havia revelado. Também lhe disse que ela enfrentaria grande oposição.
Ellen hesitou diante do dever. Afinal, raciocinou, sua saúde era frágil, tinha apenas 17 anos e era naturalmente tímida. “Durante vários dias”, explicou mais tarde, “orei para que este encargo fosse removido de mim e posto sobre alguém capaz de o suportar. Não se alterou, porém, minha consciência do dever, e soavam-me continuamente aos ouvidos as palavras do anjo: ‘Torna conhecido a outros o que te revelei’” (VE, p. 65). Ela prosseguiu admitindo que preferia a morte à tarefa a sua frente. Depois de perder a doce paz que lhe sobreviera após a conversão, encontrava-se mais uma vez em desespero.
Não é de se espantar que Ellen Harmon sentisse medo de falar em público. Afinal, a população em geral zombava dos mileritas. Além disso, erros doutrinários graves e várias formas de fanatismo assolavam as próprias fileiras dos mileritas após o desapontamento.
De maneira mais específica, o dom de profecia se tornara especialmente suspeito em 1844, tanto para a sociedade mais ampla quanto para os adventistas mileritas. No verão de 1844, Joseph Smith, o “profeta” mórmon, perdera a vida ao ser atacado por uma multidão, em Illinois. O fim de 1844 e o início de 1845 testemunharam o surgimento de um grande número de “profetas” adventistas de caráter questionável, vários deles atuando em Maine. Na primavera de 1845, os adventistas de Albany votariam que não tinham “confiança em nenhuma mensagem ou visão, nem em sonhos, línguas, milagres, dons extraordinários, revelações” e assim por diante.
Em meio a uma atmosfera como essa, não surpreende que a jovem Ellen Harmon tenha procurado evitar seu chamado ao ministério profético. Contudo, a despeito de seus temores pessoais, ela foi em frente e começou a apresentar o confortante conselho divino aos adventistas confusos.
Mesmo uma rápida consideração sobre suas diversas declarações autobiográficas iniciais revela que ela se deparou com bastante fanatismo e oposição pessoal.
Algumas de suas primeiras visões trataram do fanatismo e da oposição ao dar conselhos e repreensões de natureza particular.
Ó Senhor, ajuda-nos hoje a sermos fiéis no lugar onde nos colocaste e capacita-nos para anunciarmos a mensagem que nos tens dado.
George Knight - "Para não esquecer"
Cerca de uma semana após a primeira visão, Ellen recebeu uma segunda, instruindo a contar aos outros adventistas o que Deus lhe havia revelado. Também lhe disse que ela enfrentaria grande oposição.
Ellen hesitou diante do dever. Afinal, raciocinou, sua saúde era frágil, tinha apenas 17 anos e era naturalmente tímida. “Durante vários dias”, explicou mais tarde, “orei para que este encargo fosse removido de mim e posto sobre alguém capaz de o suportar. Não se alterou, porém, minha consciência do dever, e soavam-me continuamente aos ouvidos as palavras do anjo: ‘Torna conhecido a outros o que te revelei’” (VE, p. 65). Ela prosseguiu admitindo que preferia a morte à tarefa a sua frente. Depois de perder a doce paz que lhe sobreviera após a conversão, encontrava-se mais uma vez em desespero.
Não é de se espantar que Ellen Harmon sentisse medo de falar em público. Afinal, a população em geral zombava dos mileritas. Além disso, erros doutrinários graves e várias formas de fanatismo assolavam as próprias fileiras dos mileritas após o desapontamento.
De maneira mais específica, o dom de profecia se tornara especialmente suspeito em 1844, tanto para a sociedade mais ampla quanto para os adventistas mileritas. No verão de 1844, Joseph Smith, o “profeta” mórmon, perdera a vida ao ser atacado por uma multidão, em Illinois. O fim de 1844 e o início de 1845 testemunharam o surgimento de um grande número de “profetas” adventistas de caráter questionável, vários deles atuando em Maine. Na primavera de 1845, os adventistas de Albany votariam que não tinham “confiança em nenhuma mensagem ou visão, nem em sonhos, línguas, milagres, dons extraordinários, revelações” e assim por diante.
Em meio a uma atmosfera como essa, não surpreende que a jovem Ellen Harmon tenha procurado evitar seu chamado ao ministério profético. Contudo, a despeito de seus temores pessoais, ela foi em frente e começou a apresentar o confortante conselho divino aos adventistas confusos.
Mesmo uma rápida consideração sobre suas diversas declarações autobiográficas iniciais revela que ela se deparou com bastante fanatismo e oposição pessoal.
Algumas de suas primeiras visões trataram do fanatismo e da oposição ao dar conselhos e repreensões de natureza particular.
Ó Senhor, ajuda-nos hoje a sermos fiéis no lugar onde nos colocaste e capacita-nos para anunciarmos a mensagem que nos tens dado.
George Knight - "Para não esquecer"
A PRIMEIRA VISÃO DE ELLEN WHITE 2 - Meditação Diária 20-02-2015
"E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão". Atos 2:17
É surpreendente notar que a primeira visão de Ellen White não abordou o tema do santuário, nem de sua purificação. Em vez disso, seu objetivo era encorajar os desapontados adventistas mileritas, oferecendo-lhes segurança e consolo. De maneira mais específica, proporcionava instrução em várias frentes.
Primeiro, a visão indicava que o movimento de 22 de outubro não havia sido um erro. Pelo contrário, em 22 de outubro houve o cumprimento de uma profecia. Por isso, era uma “luz brilhante” atrás deles, para ajudá-los a se orientar e a guiá-los rumo ao futuro. É interessante saber que Ellen Harmon havia abandonado a crença na mensagem de outubro de 1844 no mês anterior à sua primeira visão. Portanto, o que ela viu era contrário a seus pensamentos pessoais.
Segundo, a visão revelava que Jesus continuaria a dirigi-los, mas eles precisavam manter os olhos fitos nEle. Logo, o adventismo tinha dois focos de orientação: o acontecimento de outubro na história passada e o direcionamento contínuo de Jesus no futuro.
Terceiro, a visão parecia sugerir que demoraria mais do que o esperado para Cristo voltar.
Quarto, era um erro grave abandonar a experiência passada do movimento de 1844 e afirmar que ela não viera de Deus. Aqueles que chegassem a essa conclusão se afundariam em trevas espirituais e perderiam o rumo.
A primeira visão de Ellen White proporcionou várias lições positivas. Mas não deixemos de observar uma coisa: ela não mostrou o que havia acontecido em 22 de outubro de 1844. Tal conhecimento ficaria claro por meio do estudo da Bíblia. Em vez de dar explicações específicas, a primeira visão somente ressaltou o fato de que Deus estava guiando um povo a despeito do desapontamento e da confusão. Esse foi o primeiro sinal de Seu cuidado e direcionamento profético por intermédio de Ellen Harmon.
O tema de Deus guiando Seu povo em meio aos perigos e às ciladas da história se transformaria em um dos focos centrais do ministério dela. Ganharia maturidade em cinco obras importantes que acompanham o curso da história do direcionamento divino desde a entrada do pecado, em Patriarcas e Profetas, até a conclusão do plano de Deus, em O Grande Conflito.
Graças ao Senhor por Sua orientação constante!
George Knight - "Para não esquecer"
É surpreendente notar que a primeira visão de Ellen White não abordou o tema do santuário, nem de sua purificação. Em vez disso, seu objetivo era encorajar os desapontados adventistas mileritas, oferecendo-lhes segurança e consolo. De maneira mais específica, proporcionava instrução em várias frentes.
Primeiro, a visão indicava que o movimento de 22 de outubro não havia sido um erro. Pelo contrário, em 22 de outubro houve o cumprimento de uma profecia. Por isso, era uma “luz brilhante” atrás deles, para ajudá-los a se orientar e a guiá-los rumo ao futuro. É interessante saber que Ellen Harmon havia abandonado a crença na mensagem de outubro de 1844 no mês anterior à sua primeira visão. Portanto, o que ela viu era contrário a seus pensamentos pessoais.
Segundo, a visão revelava que Jesus continuaria a dirigi-los, mas eles precisavam manter os olhos fitos nEle. Logo, o adventismo tinha dois focos de orientação: o acontecimento de outubro na história passada e o direcionamento contínuo de Jesus no futuro.
Terceiro, a visão parecia sugerir que demoraria mais do que o esperado para Cristo voltar.
Quarto, era um erro grave abandonar a experiência passada do movimento de 1844 e afirmar que ela não viera de Deus. Aqueles que chegassem a essa conclusão se afundariam em trevas espirituais e perderiam o rumo.
A primeira visão de Ellen White proporcionou várias lições positivas. Mas não deixemos de observar uma coisa: ela não mostrou o que havia acontecido em 22 de outubro de 1844. Tal conhecimento ficaria claro por meio do estudo da Bíblia. Em vez de dar explicações específicas, a primeira visão somente ressaltou o fato de que Deus estava guiando um povo a despeito do desapontamento e da confusão. Esse foi o primeiro sinal de Seu cuidado e direcionamento profético por intermédio de Ellen Harmon.
O tema de Deus guiando Seu povo em meio aos perigos e às ciladas da história se transformaria em um dos focos centrais do ministério dela. Ganharia maturidade em cinco obras importantes que acompanham o curso da história do direcionamento divino desde a entrada do pecado, em Patriarcas e Profetas, até a conclusão do plano de Deus, em O Grande Conflito.
Graças ao Senhor por Sua orientação constante!
George Knight - "Para não esquecer"
A PRIMEIRA VISÃO DE ELLEN WHITE 1 - Meditação Diária 19-02-2015
"E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão". Joel 2:28
Em dezembro de 1844, Ellen Harmon estava orando com mais quatro mulheres na casa da Sra. Haines, em Portland, Maine. “Enquanto estávamos orando”, conta Ellen, “o poder de Deus veio sobre mim como nunca havia sentido antes” (LS, p. 64).
Durante a experiência, ela relata: “Pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento […], mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Com isto olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia-noite’ [a pregação de que 22 de outubro seria a data do cumprimento de Daniel 8:14].
“Essa luz brilhava em toda extensão do caminho e proporcionava claridade para seus pés, para que não tropeçassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros.
“Mas logo alguns ficaram cansados e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava. […]
“Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. A luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. […]
“Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do Homem. Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e se tornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grande nuvem branca. […]
“Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem. […] Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: ‘Despertai! Despertai! Despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!’”
George Knight - "Para não esquecer"
Em dezembro de 1844, Ellen Harmon estava orando com mais quatro mulheres na casa da Sra. Haines, em Portland, Maine. “Enquanto estávamos orando”, conta Ellen, “o poder de Deus veio sobre mim como nunca havia sentido antes” (LS, p. 64).
Durante a experiência, ela relata: “Pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento […], mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Com isto olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia-noite’ [a pregação de que 22 de outubro seria a data do cumprimento de Daniel 8:14].
“Essa luz brilhava em toda extensão do caminho e proporcionava claridade para seus pés, para que não tropeçassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros.
“Mas logo alguns ficaram cansados e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava. […]
“Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. A luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. […]
“Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do Homem. Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e se tornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grande nuvem branca. […]
“Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem. […] Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: ‘Despertai! Despertai! Despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!’”
George Knight - "Para não esquecer"
NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 5 - Meditação Diária 18-02-2015
"Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos Céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores. Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; Ele entrou no próprio Céu, para agora Se apresentar diante de Deus em nosso favor". Hebreus 9:23, 24, NVI
A profecia de Daniel 8:14 sobre a purificação do santuário, no fim das 2.300 tardes e manhãs, era de grande importância para os adventistas da porta fechada. Por isso, não é de se espantar que encontremos outras pessoas além de Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn preocupadas com a identidade do santuário, o sentido da purificação e o que de fato ocorreu na conclusão da profecia dos 2.300 dias.
Outros estudiosos que publicaram sobre o assunto incluem Emily C. Clemons, que editou um periódico, na metade de 1845, chamado Hope Within the Veil [Esperança Além do Véu]; e G. W. Peavey, o qual ensinava, em abril de 1845, que Cristo havia “terminado a obra tipificada pelas ministrações diárias antes do décimo dia do sétimo mês e que, naquela data, entrara no santo dos santos”.
Peavey também percebia uma conexão entre Daniel 8:14, Hebreus 9:23, 24 e Levítico 16. Ele concluiu que o lugar santíssimo do santuário celestial necessitava ser purificado pelo sangue de Cristo no dia antitípico da expiação. No entanto, ele acreditava que a purificação do santuário celestial havia acontecido em 22 de outubro de 1844, ao passo que Crosier e seus amigos consideravam a expiação um processo inacabado que havia começado naquela data. A interpretação de Crosier foi a adotada pelos adventistas guardadores do sábado.
As primeiras visões de Ellen Harmon também abordaram o tema do santuário. No início de 1845, ela relatou uma visão na qual viu “o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se” no início da segunda fase do ministério celestial de Cristo (PE, p. 55).
Embora essa visão esteja em harmonia com as conclusões de Crosier e outros estudiosos da Bíblia, devemos nos lembrar de que Ellen Harmon não tinha preeminência nem autoridade sobre o adventismo da época. Era basicamente desconhecida das principais figuras ligadas ao desenvolvimento da teologia do santuário. Para eles, Ellen era apenas uma menina de 17 anos, afirmando ter visões em meio às vozes conflitantes do adventismo da porta fechada; que, na época, estava literalmente infestado de gente dizendo ter dons carismáticos.
Devemos louvar a Deus por sempre estar disposto a guiar nossa mente enquanto buscamos conhecer Seu maravilhoso plano de redenção.
George Knight - "Para não esquecer"
A profecia de Daniel 8:14 sobre a purificação do santuário, no fim das 2.300 tardes e manhãs, era de grande importância para os adventistas da porta fechada. Por isso, não é de se espantar que encontremos outras pessoas além de Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn preocupadas com a identidade do santuário, o sentido da purificação e o que de fato ocorreu na conclusão da profecia dos 2.300 dias.
Outros estudiosos que publicaram sobre o assunto incluem Emily C. Clemons, que editou um periódico, na metade de 1845, chamado Hope Within the Veil [Esperança Além do Véu]; e G. W. Peavey, o qual ensinava, em abril de 1845, que Cristo havia “terminado a obra tipificada pelas ministrações diárias antes do décimo dia do sétimo mês e que, naquela data, entrara no santo dos santos”.
Peavey também percebia uma conexão entre Daniel 8:14, Hebreus 9:23, 24 e Levítico 16. Ele concluiu que o lugar santíssimo do santuário celestial necessitava ser purificado pelo sangue de Cristo no dia antitípico da expiação. No entanto, ele acreditava que a purificação do santuário celestial havia acontecido em 22 de outubro de 1844, ao passo que Crosier e seus amigos consideravam a expiação um processo inacabado que havia começado naquela data. A interpretação de Crosier foi a adotada pelos adventistas guardadores do sábado.
As primeiras visões de Ellen Harmon também abordaram o tema do santuário. No início de 1845, ela relatou uma visão na qual viu “o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se” no início da segunda fase do ministério celestial de Cristo (PE, p. 55).
Embora essa visão esteja em harmonia com as conclusões de Crosier e outros estudiosos da Bíblia, devemos nos lembrar de que Ellen Harmon não tinha preeminência nem autoridade sobre o adventismo da época. Era basicamente desconhecida das principais figuras ligadas ao desenvolvimento da teologia do santuário. Para eles, Ellen era apenas uma menina de 17 anos, afirmando ter visões em meio às vozes conflitantes do adventismo da porta fechada; que, na época, estava literalmente infestado de gente dizendo ter dons carismáticos.
Devemos louvar a Deus por sempre estar disposto a guiar nossa mente enquanto buscamos conhecer Seu maravilhoso plano de redenção.
George Knight - "Para não esquecer"
NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 4 - Meditação Diária 17-02-2015
"Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles". Hebreus 7:25, NVI
Crosier começou a escrever sobre o santuário celestial em março de 1845, mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que ele apresentou sua interpretação mais completa sobre o assunto em um artigo chamado “The Law of Moses” [A Lei de Moisés].
Podemos resumir da seguinte forma as conclusões mais importantes encontradas em “The Law of Moses”: (1) Existe um santuário literal no Céu. (2) O santuário hebraico era uma representação visual completa do plano da salvação, que seguia o modelo do santuário celestial. (3) Assim como os sacerdotes terrenos tinham um ministério em duas fases no santuário do deserto, Cristo tem um ministério de duas etapas no santuário celestial. A primeira etapa começou no lugar santo após Sua ascensão e a Segunda, em 22 de outubro de 1844, quando Jesus passou do primeiro compartimento do santuário celestial para o segundo. Logo, o dia antitípico ou celestial do Dia da Expiação começou nessa data. (4) A primeira etapa do ministério de Cristo está ligada ao perdão, ao passo que a segunda envolve o apagamento dos pecados e a purificação tanto do santuário quanto dos crentes. (5) A purificação de Daniel 8:14 era do pecado; portanto, seria efetuada pelo sangue, não pelo fogo. (6) Haveria um intervalo de tempo entre o início do ministério de Jesus no santíssimo e o segundo advento.
Os resultados do estudo da Bíblia, realizado por Crosier, responderam às perguntas sobre a identidade do santuário e a natureza da purificação. Além disso, mostraram o que havia acontecido no fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8:14.
O artigo de Crosier não passou despercebido por aqueles que se tornariam líderes dos adventistas guardadores do sábado. Já em maio de 1846, José Bates recomendou a abordagem de Crosier sobre o santuário, considerando-a “superior a qualquer material do tipo disponível”.
No ano seguinte, Ellen White escreveu: “O Senhor me mostrou em visão, mais de um ano atrás, que o irmão Crosier tem a luz verdadeira acerca da purificação do santuário […] e que era de Sua vontade que o irmão Crosier escrevesse o ponto de vista que nos mostrou em Day-Star Extra, no dia 7 de fevereiro de 1846” (WLF, p. 12).
Podemos ser gratos a Deus não só porque tem um plano para salvar Seu povo do pecado, mas também porque esse plano está sendo levado a efeito por meio do ministério de Cristo em nosso favor no Céu.
George Knight - "Para não esquecer"
Crosier começou a escrever sobre o santuário celestial em março de 1845, mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que ele apresentou sua interpretação mais completa sobre o assunto em um artigo chamado “The Law of Moses” [A Lei de Moisés].
Podemos resumir da seguinte forma as conclusões mais importantes encontradas em “The Law of Moses”: (1) Existe um santuário literal no Céu. (2) O santuário hebraico era uma representação visual completa do plano da salvação, que seguia o modelo do santuário celestial. (3) Assim como os sacerdotes terrenos tinham um ministério em duas fases no santuário do deserto, Cristo tem um ministério de duas etapas no santuário celestial. A primeira etapa começou no lugar santo após Sua ascensão e a Segunda, em 22 de outubro de 1844, quando Jesus passou do primeiro compartimento do santuário celestial para o segundo. Logo, o dia antitípico ou celestial do Dia da Expiação começou nessa data. (4) A primeira etapa do ministério de Cristo está ligada ao perdão, ao passo que a segunda envolve o apagamento dos pecados e a purificação tanto do santuário quanto dos crentes. (5) A purificação de Daniel 8:14 era do pecado; portanto, seria efetuada pelo sangue, não pelo fogo. (6) Haveria um intervalo de tempo entre o início do ministério de Jesus no santíssimo e o segundo advento.
Os resultados do estudo da Bíblia, realizado por Crosier, responderam às perguntas sobre a identidade do santuário e a natureza da purificação. Além disso, mostraram o que havia acontecido no fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8:14.
O artigo de Crosier não passou despercebido por aqueles que se tornariam líderes dos adventistas guardadores do sábado. Já em maio de 1846, José Bates recomendou a abordagem de Crosier sobre o santuário, considerando-a “superior a qualquer material do tipo disponível”.
No ano seguinte, Ellen White escreveu: “O Senhor me mostrou em visão, mais de um ano atrás, que o irmão Crosier tem a luz verdadeira acerca da purificação do santuário […] e que era de Sua vontade que o irmão Crosier escrevesse o ponto de vista que nos mostrou em Day-Star Extra, no dia 7 de fevereiro de 1846” (WLF, p. 12).
Podemos ser gratos a Deus não só porque tem um plano para salvar Seu povo do pecado, mas também porque esse plano está sendo levado a efeito por meio do ministério de Cristo em nosso favor no Céu.
George Knight - "Para não esquecer"
NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 3 - Meditação Diária 16-02-2015
" 'Eles servem num santuário que é cópia e sombra daquele que está nos Céus, já que Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo: “Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte' ". Hebreus 8:5, NVI
Ontem conhecemos Owen R. L. Crosier, o amigo de Hiram Edson que dedicou tempo a um estudo intensivo e abrangente da Bíblia sobre o significado do santuário e da purificação que aconteceria no fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Em Day Dawn [Raiar do Dia], material publicado por Edson e Hahn, Crosier explicou suas descobertas de maneira sistemática. Uma de suas primeiras conclusões foi que a interpretação de Miller estava equivocada, visto que “a palavra santuário não pode se aplicar à Terra por nenhum princípio existente”. Crosier certamente tinha uma concordância em mãos quando observou que “a palavra santuário ocorre 104 vezes na Bíblia, 100 delas no Antigo Testamento […] e 4 no Novo, todas elas na epístola aos Hebreus”.
Mais adiante em seu artigo, Crosier conclui que o santuário de Daniel 8:14 não podia ser o santuário judaico, pois este fora “irrecuperavelmente destruído”. “Todavia, embora o santuário judaico tenha deixado de ser o santuário 1.800 anos atrás, algo maiseorge existia no fim dos 2.300 dias para receber o título de santuário e, no fim do período, passar por uma mudança expressa pela palavra ‘purificado’, ‘justificado’, ‘vindicado’ ou ‘declarado justo’.”
Crosier observou que o livro de Hebreus deixa algo claro: “Após a ascensão, Cristo entrou no lugar do qual o santuário judaico era uma figura, um modelo ou tipo e este foi o local de Seu ministério durante a dispensação do evangelho.” Hebreus revela inquestionavelmente: “‘Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário.’ Esse não é o único texto do Novo Testamento no qual a palavra santuário é encontrada, mas os outros três se referem ao santuário judaico. Agora podemos ter segurança ao afirmar que não há autoridade bíblica para chamar qualquer outra coisa de santuário na dispensação do evangelho, além do local do ministério de Cristo no Céu, desde o momento de Sua ascensão ao Pai até Sua segunda vinda.”
Podemos agradecer a Deus hoje por Jesus ser nosso sumo sacerdote no santuário celestial. “Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hb 7:25, NVI). Amém!
Ontem conhecemos Owen R. L. Crosier, o amigo de Hiram Edson que dedicou tempo a um estudo intensivo e abrangente da Bíblia sobre o significado do santuário e da purificação que aconteceria no fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Em Day Dawn [Raiar do Dia], material publicado por Edson e Hahn, Crosier explicou suas descobertas de maneira sistemática. Uma de suas primeiras conclusões foi que a interpretação de Miller estava equivocada, visto que “a palavra santuário não pode se aplicar à Terra por nenhum princípio existente”. Crosier certamente tinha uma concordância em mãos quando observou que “a palavra santuário ocorre 104 vezes na Bíblia, 100 delas no Antigo Testamento […] e 4 no Novo, todas elas na epístola aos Hebreus”.
Mais adiante em seu artigo, Crosier conclui que o santuário de Daniel 8:14 não podia ser o santuário judaico, pois este fora “irrecuperavelmente destruído”. “Todavia, embora o santuário judaico tenha deixado de ser o santuário 1.800 anos atrás, algo maiseorge existia no fim dos 2.300 dias para receber o título de santuário e, no fim do período, passar por uma mudança expressa pela palavra ‘purificado’, ‘justificado’, ‘vindicado’ ou ‘declarado justo’.”
Crosier observou que o livro de Hebreus deixa algo claro: “Após a ascensão, Cristo entrou no lugar do qual o santuário judaico era uma figura, um modelo ou tipo e este foi o local de Seu ministério durante a dispensação do evangelho.” Hebreus revela inquestionavelmente: “‘Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário.’ Esse não é o único texto do Novo Testamento no qual a palavra santuário é encontrada, mas os outros três se referem ao santuário judaico. Agora podemos ter segurança ao afirmar que não há autoridade bíblica para chamar qualquer outra coisa de santuário na dispensação do evangelho, além do local do ministério de Cristo no Céu, desde o momento de Sua ascensão ao Pai até Sua segunda vinda.”
Podemos agradecer a Deus hoje por Jesus ser nosso sumo sacerdote no santuário celestial. “Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hb 7:25, NVI). Amém!
George Knight - "Para não esquecer"
NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 2 - Meditação Diária 15-02-2015
"Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem". (Hebreus 8:1, 2, NVI)
Anos depois do acontecimento, Hiram Edson escreveu sobre uma experiência que afirma ter vivenciado em 23 de outubro de 1844, o dia após o desapontamento: “Comecei a sentir que poderia haver luz e auxílio para nós naquela aflição. Disse a alguns de meus irmãos: ‘Vamos ao celeiro.’ Entramos ali, fechamos as portas e nos prostramos perante o Senhor.
“Oramos com fervor, pois sentíamos nossa necessidade. Continuamos em oração sincera até recebermos o testemunho do Espírito de que nossa oração fora aceita, a luz seria dada e nosso desapontamento seria explicado e esclarecido de maneira satisfatória. Após o desjejum, disse a um de meus irmãos [provavelmente Owen R. L. Crosier]: ‘Vamos sair e animar alguns de nossos irmãos’.
“Começamos a caminhar e, enquanto passávamos por um grande campo, fui parado no meio dele. O Céu parecia aberto a meus olhos. Eu via com distinção e clareza que, em vez de nosso Sumo Sacerdote sair do santíssimo no santuário celestial para vir à Terra no décimo dia do sétimo mês, no fim das 2.300 tardes e manhãs, Ele entrou pela primeira vez no segundo compartimento do santuário e que tinha uma obra a realizar no santíssimo antes de voltar à Terra.”
As memórias de Edson são bem conhecidas entre os adventistas do sétimo dia. Alguns pensam que foi dessa “visão” que a igreja tirou a doutrina do santuário. No entanto, precisamos nos perguntar: As visões ou os insights dele (ou de qualquer outra pessoa) são um alicerce apropriado para fundamentar uma doutrina? E se o adventismo não contasse com o relato da experiência de Edson? Faria alguma diferença? Nenhuma!
Hiram continuou seu relato contando que ele, Crosier (que estava morando com ele parte do tempo) e o Dr. Franklin B. Hahn estudaram o tema do santuário na Bíblia. Crosier fez uma pesquisa aprofundada. Edson e Hahn concordaram em custear a publicação das descobertas.
Isso é importante. A experiência de Edson no máximo apontou para uma interpretação possível do significado do santuário, mas somente o estudo da Bíblia foi capaz de prover um fundamento sólido.
Sempre devemos basear todos os nossos ensinos no estudo da Bíblia. Sempre!
George Knight - "Para não esquecer"
Anos depois do acontecimento, Hiram Edson escreveu sobre uma experiência que afirma ter vivenciado em 23 de outubro de 1844, o dia após o desapontamento: “Comecei a sentir que poderia haver luz e auxílio para nós naquela aflição. Disse a alguns de meus irmãos: ‘Vamos ao celeiro.’ Entramos ali, fechamos as portas e nos prostramos perante o Senhor.
“Oramos com fervor, pois sentíamos nossa necessidade. Continuamos em oração sincera até recebermos o testemunho do Espírito de que nossa oração fora aceita, a luz seria dada e nosso desapontamento seria explicado e esclarecido de maneira satisfatória. Após o desjejum, disse a um de meus irmãos [provavelmente Owen R. L. Crosier]: ‘Vamos sair e animar alguns de nossos irmãos’.
“Começamos a caminhar e, enquanto passávamos por um grande campo, fui parado no meio dele. O Céu parecia aberto a meus olhos. Eu via com distinção e clareza que, em vez de nosso Sumo Sacerdote sair do santíssimo no santuário celestial para vir à Terra no décimo dia do sétimo mês, no fim das 2.300 tardes e manhãs, Ele entrou pela primeira vez no segundo compartimento do santuário e que tinha uma obra a realizar no santíssimo antes de voltar à Terra.”
As memórias de Edson são bem conhecidas entre os adventistas do sétimo dia. Alguns pensam que foi dessa “visão” que a igreja tirou a doutrina do santuário. No entanto, precisamos nos perguntar: As visões ou os insights dele (ou de qualquer outra pessoa) são um alicerce apropriado para fundamentar uma doutrina? E se o adventismo não contasse com o relato da experiência de Edson? Faria alguma diferença? Nenhuma!
Hiram continuou seu relato contando que ele, Crosier (que estava morando com ele parte do tempo) e o Dr. Franklin B. Hahn estudaram o tema do santuário na Bíblia. Crosier fez uma pesquisa aprofundada. Edson e Hahn concordaram em custear a publicação das descobertas.
Isso é importante. A experiência de Edson no máximo apontou para uma interpretação possível do significado do santuário, mas somente o estudo da Bíblia foi capaz de prover um fundamento sólido.
Sempre devemos basear todos os nossos ensinos no estudo da Bíblia. Sempre!
George Knight - "Para não esquecer"
NOVA LUZ SOBRE O SANTUÁRIO 1 - Meditação Diária 14-02-2015
"Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado". (Daniel 8:14)
Nunca devemos nos esquecer de que aqueles que se tornariam adventistas do sétimo dia defendiam a teoria da porta fechada. Isto é, eles acreditavam que a profecia de Daniel 8:14 havia se cumprido em outubro de 1844. Eles não tinham dúvidas quanto à data. Os intérpretes historicistas de Daniel sempre concordaram, de modo geral, que a profecia das 2.300 tardes e manhãs se cumpriria entre 1843 e 1847. A controvérsia não era em relação à data, mas, sim, ao que aconteceria no fim do período profético. Em outras palavras, havia um consenso generalizado sobre a interpretação do número simbólico ligado à data, mas ampla discordância no tocante à interpretação dos outros dois símbolos proféticos de Daniel 8:14.
A tarefa teológica que os adventistas precisavam realizar após o desapontamento de outubro era desvendar o significado do santuário e da purificação.
Conforme observamos anteriormente, Miller interpretara que o santuário era a Terra e a purificação seria pelo fogo, por ocasião do segundo advento. Estava claro que esse ponto de vista havia falhado. É importante reconhecer que alguns expressaram dúvidas sobre a interpretação de Miller antes mesmo do desapontamento de outubro de 1844. Josiah Litch, por exemplo, escreveu, em abril de 1844: “Não foi provado que a purificação do santuário, a qual deve acontecer no fim dos 2.300 dias, seja a vinda de Cristo e a purificação da Terra.” Mais uma vez, observou, enquanto lutava para compreender o sentido do texto, que eles provavelmente estavam “errados quanto ao evento que marcava seu fim”.
Essa linha de pensamento ganhou força logo depois do desapontamento de 1844. Joseph Marsh reconheceu, no início de novembro: “Admitimos alegremente que erramos no que se refere à natureza do evento que esperávamos ocorrer […]; mas não podemos admitir que nosso grande Sumo Sacerdote não tenha realizado naquele dia tudo que o tipo nos dá justificativa para acreditar.”
Podemos extrair uma lição aqui. Às vezes, temos mais certeza sobre determinada interpretação das Escrituras do que deveríamos. Precisamos ser humildes e fazer nossa parte ao estudar a Palavra de Deus.
Ajuda-nos, Pai, a manter a mente aberta à Tua orientação, à medida que estudamos Tua Palavra.
George Knight - "Para não esquecer"
Nunca devemos nos esquecer de que aqueles que se tornariam adventistas do sétimo dia defendiam a teoria da porta fechada. Isto é, eles acreditavam que a profecia de Daniel 8:14 havia se cumprido em outubro de 1844. Eles não tinham dúvidas quanto à data. Os intérpretes historicistas de Daniel sempre concordaram, de modo geral, que a profecia das 2.300 tardes e manhãs se cumpriria entre 1843 e 1847. A controvérsia não era em relação à data, mas, sim, ao que aconteceria no fim do período profético. Em outras palavras, havia um consenso generalizado sobre a interpretação do número simbólico ligado à data, mas ampla discordância no tocante à interpretação dos outros dois símbolos proféticos de Daniel 8:14.
A tarefa teológica que os adventistas precisavam realizar após o desapontamento de outubro era desvendar o significado do santuário e da purificação.
Conforme observamos anteriormente, Miller interpretara que o santuário era a Terra e a purificação seria pelo fogo, por ocasião do segundo advento. Estava claro que esse ponto de vista havia falhado. É importante reconhecer que alguns expressaram dúvidas sobre a interpretação de Miller antes mesmo do desapontamento de outubro de 1844. Josiah Litch, por exemplo, escreveu, em abril de 1844: “Não foi provado que a purificação do santuário, a qual deve acontecer no fim dos 2.300 dias, seja a vinda de Cristo e a purificação da Terra.” Mais uma vez, observou, enquanto lutava para compreender o sentido do texto, que eles provavelmente estavam “errados quanto ao evento que marcava seu fim”.
Essa linha de pensamento ganhou força logo depois do desapontamento de 1844. Joseph Marsh reconheceu, no início de novembro: “Admitimos alegremente que erramos no que se refere à natureza do evento que esperávamos ocorrer […]; mas não podemos admitir que nosso grande Sumo Sacerdote não tenha realizado naquele dia tudo que o tipo nos dá justificativa para acreditar.”
Podemos extrair uma lição aqui. Às vezes, temos mais certeza sobre determinada interpretação das Escrituras do que deveríamos. Precisamos ser humildes e fazer nossa parte ao estudar a Palavra de Deus.
Ajuda-nos, Pai, a manter a mente aberta à Tua orientação, à medida que estudamos Tua Palavra.
George Knight - "Para não esquecer"
Mensagem: Sofrimento
"Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser
comparados com a glória que em nós será revelada".
(Rom. 8:18)
A PORTA FECHADA - Meditação Diária 13-02-2015
"E, saindo elas [as virgens néscias] para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço". (Mateus 25:10-12)
Alguns símbolos bíblicos adquirem mais de um significado ao longo do tempo. Esse foi o caso da porta fechada no adventismo pós-milerita, no fim dos anos 1840.
Anteriormente, vimos que, desde 1836, Miller definiria a porta fechada de Mateus 25:10 como o fim do tempo da graça para a humanidade. Isto é, antes de Cristo voltar, todos os seres humanos já terão tomado uma decisão favorável ou contrária à salvação.
Miller relacionou o segundo advento à data de outubro de 1844; por isso, defendia que o tempo da graça encerraria nessa época. Ele continuou a apoiar tal opinião após o desapontamento de outubro. Por exemplo, em 18 de novembro de 1844, ele escreveu: “nós [terminamos] nossa obra de advertir os pecadores. […] Deus, em Sua providência, fechou a porta; a única coisa que podemos fazer é encorajar uns aos outros a sermos pacientes”.
Esse não era o único ponto de vista sobre os confusos acontecimentos do outono de 1844. Josué V. Himes, desde 5 de novembro, concluíra que nenhuma profecia havia se cumprido em outubro de 1844. Se esse fosse o caso, então a porta da graça não teria se fechado, e o povo de Deus ainda precisava anunciar a mensagem da salvação.
Por mais estranho que nos pareça hoje, foram as diferentes interpretações sobre o sentido da “porta fechada” que separaram as várias ramificações do adventismo a partir de 1845. Para entender esse assunto, é importante saber que, até o início de 1845, a expressão “porta fechada” havia adquirido dois significados:
O fim do tempo da graça; e o cumprimento de uma profecia em outubro de 1844.
Com isso em mente, podemos pensar nos adventistas de Albany que seguiram Himes como os “adventistas da porta aberta” e nos espiritualizadores fanáticos e nos guardadores do sábado que estavam surgindo como “adventistas da porta fechada”.
Nesse meio tempo, a tarefa teológica dos guardadores do sábado, no fim da década de 1840, era separar-se de seus primos fanáticos no segmento do adventismo que defendia a porta fechada. Isso só seria possível por meio de mais estudo da Bíblia e da orientação divina.
Alguns símbolos bíblicos adquirem mais de um significado ao longo do tempo. Esse foi o caso da porta fechada no adventismo pós-milerita, no fim dos anos 1840.
Anteriormente, vimos que, desde 1836, Miller definiria a porta fechada de Mateus 25:10 como o fim do tempo da graça para a humanidade. Isto é, antes de Cristo voltar, todos os seres humanos já terão tomado uma decisão favorável ou contrária à salvação.
Miller relacionou o segundo advento à data de outubro de 1844; por isso, defendia que o tempo da graça encerraria nessa época. Ele continuou a apoiar tal opinião após o desapontamento de outubro. Por exemplo, em 18 de novembro de 1844, ele escreveu: “nós [terminamos] nossa obra de advertir os pecadores. […] Deus, em Sua providência, fechou a porta; a única coisa que podemos fazer é encorajar uns aos outros a sermos pacientes”.
Esse não era o único ponto de vista sobre os confusos acontecimentos do outono de 1844. Josué V. Himes, desde 5 de novembro, concluíra que nenhuma profecia havia se cumprido em outubro de 1844. Se esse fosse o caso, então a porta da graça não teria se fechado, e o povo de Deus ainda precisava anunciar a mensagem da salvação.
Por mais estranho que nos pareça hoje, foram as diferentes interpretações sobre o sentido da “porta fechada” que separaram as várias ramificações do adventismo a partir de 1845. Para entender esse assunto, é importante saber que, até o início de 1845, a expressão “porta fechada” havia adquirido dois significados:
O fim do tempo da graça; e o cumprimento de uma profecia em outubro de 1844.
Com isso em mente, podemos pensar nos adventistas de Albany que seguiram Himes como os “adventistas da porta aberta” e nos espiritualizadores fanáticos e nos guardadores do sábado que estavam surgindo como “adventistas da porta fechada”.
Nesse meio tempo, a tarefa teológica dos guardadores do sábado, no fim da década de 1840, era separar-se de seus primos fanáticos no segmento do adventismo que defendia a porta fechada. Isso só seria possível por meio de mais estudo da Bíblia e da orientação divina.
George Knight - "Para não esquecer"
O POVO DA BÍBLIA 2 - Meditação Diária 12-02-2015
"Receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim". (Atos 17:11)
Ellen White estava em plena harmonia com seu esposo e com Bates no que se refere à centralidade da Bíblia. Em seu primeiro livro (1851), ela escreveu: “Recomendo-vos, caros leitores, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática” (PE, p. 78). E, 58 anos depois, diante da Assembleia da Associação Geral, de 1909, ela disse, com a Bíblia nas mãos: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro.” Suas últimas palavras em uma Assembleia da Associação Geral da igreja refletem o sentimento de seu ministério ao longo de mais de seis décadas.
Em 1847, Tiago White abordou a questão do papel único da Bíblia na formação doutrinária adventista, afirmando que as Escrituras são “nossa única regra de fé e prática”. Ele acrescentou: “As visões verdadeiras são dadas para nos conduzir a Deus e a Sua palavra escrita; mas aquelas que introduzem uma nova regra de fé e prática, separada da Bíblia, não podem provir do Senhor e devem ser rejeitadas”.
Quatro anos depois, mais uma vez ele deixou o tópico bem claro: “Todo cristão, portanto, tem o dever de considerar a Bíblia uma regra perfeita de fé e ação. Precisa orar com fervor para ser auxiliado pelo Espírito Santo na busca de toda a verdade das Escrituras e por seu dever completo. Não tem a liberdade de se afastar da Palavra para descobrir seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. […] A Bíblia precisa estar à frente, e os olhos da igreja devem se voltar para ela, como a regra de conduta e base da sabedoria.’”
Em suma, os primeiros adventistas do sétimo dia rejeitavam a tradição, a autoridade da igreja e mesmo os dons como fontes para suas doutrinas. Com isso em mente, é importante nos perguntarmos em que posição nós, adventistas (tanto na esfera individual quanto coletiva), nos encontramos no que se refere à autoridade. Em muitos casos, parece que estamos enfraquecidos em relação à Bíblia.
O dia de hoje é o melhor momento para reverter esse problema. Agora mesmo, ao orar, meu desejo é que você refaça o compromisso de estudar as Escrituras com seriedade todos os dias. Que tal começar com os evangelhos, as cartas de Paulo ou Salmos?
O mais importante, porém, não é o ponto de partida de seu estudo, mas, sim, que, no espírito dos pioneiros adventistas, você se comprometa a estudar a Palavra de Deus todos os dias por no mínimo meia hora. Sei que interferirá em seu tempo na frente da televisão, mas isso não será nada mal.
George Knight - "Para não esquecer"
Ellen White estava em plena harmonia com seu esposo e com Bates no que se refere à centralidade da Bíblia. Em seu primeiro livro (1851), ela escreveu: “Recomendo-vos, caros leitores, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática” (PE, p. 78). E, 58 anos depois, diante da Assembleia da Associação Geral, de 1909, ela disse, com a Bíblia nas mãos: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro.” Suas últimas palavras em uma Assembleia da Associação Geral da igreja refletem o sentimento de seu ministério ao longo de mais de seis décadas.
Em 1847, Tiago White abordou a questão do papel único da Bíblia na formação doutrinária adventista, afirmando que as Escrituras são “nossa única regra de fé e prática”. Ele acrescentou: “As visões verdadeiras são dadas para nos conduzir a Deus e a Sua palavra escrita; mas aquelas que introduzem uma nova regra de fé e prática, separada da Bíblia, não podem provir do Senhor e devem ser rejeitadas”.
Quatro anos depois, mais uma vez ele deixou o tópico bem claro: “Todo cristão, portanto, tem o dever de considerar a Bíblia uma regra perfeita de fé e ação. Precisa orar com fervor para ser auxiliado pelo Espírito Santo na busca de toda a verdade das Escrituras e por seu dever completo. Não tem a liberdade de se afastar da Palavra para descobrir seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. […] A Bíblia precisa estar à frente, e os olhos da igreja devem se voltar para ela, como a regra de conduta e base da sabedoria.’”
Em suma, os primeiros adventistas do sétimo dia rejeitavam a tradição, a autoridade da igreja e mesmo os dons como fontes para suas doutrinas. Com isso em mente, é importante nos perguntarmos em que posição nós, adventistas (tanto na esfera individual quanto coletiva), nos encontramos no que se refere à autoridade. Em muitos casos, parece que estamos enfraquecidos em relação à Bíblia.
O dia de hoje é o melhor momento para reverter esse problema. Agora mesmo, ao orar, meu desejo é que você refaça o compromisso de estudar as Escrituras com seriedade todos os dias. Que tal começar com os evangelhos, as cartas de Paulo ou Salmos?
O mais importante, porém, não é o ponto de partida de seu estudo, mas, sim, que, no espírito dos pioneiros adventistas, você se comprometa a estudar a Palavra de Deus todos os dias por no mínimo meia hora. Sei que interferirá em seu tempo na frente da televisão, mas isso não será nada mal.
George Knight - "Para não esquecer"
O POVO DA BÍBLIA 1 - Meditação Diária 11-02-2015
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça". (2Timóteo 3:16)
A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.
Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.
Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos.
Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”
Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.
Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.
Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).
A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.
Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.
Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos.
Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”
Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.
Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.
Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).
George Knight - "Para não esquecer"
ELLEN CRÊ NO ADVENTO 2 - Meditação Diária 10-02-2015
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras". (1Tessalonicenses 4:16-18)
Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.
Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.
Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.
Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.
Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.
Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).
Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa.
Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.
Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.
Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.
Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.
Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.
Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).
Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa.
George Knight - "Para não esquecer"
ELLEN CRÊ NO ADVENTO 1 - Meditação Diária 09-02-2015
Ellen Harmon ouviu Guilherme Miller pela primeira vez em uma série em Portland, Maine, em março de 1840. Quando ele voltou para uma segunda sequência de encontros, em junho de 1842, ela participou com alegria.
Ellen aceitara a mensagem de Miller, mas não conseguia escapar do medo incessante de não ser “boa o suficiente”. Além disso, a ideia de Deus torturando as pessoas num inferno eterno a atormentava.
Enquanto Ellen se encontrava nesse estado mental, a mãe sugeriu que ela se aconselhasse com Levi Stockman, pastor metodista que havia aceitado o milerismo. Stockman aliviou a mente de Ellen ao lhe contar “acerca do amor de Deus por Seus filhos errantes; disse que, em vez de Se alegrar em sua destruição, Ele almeja atraí-los a Si com fé e singela confiança. Ele se demorou a falar do grande amor de Cristo e do plano da redenção”.
“Vai em paz, Ellen”, ele disse, “volte para a sua casa confiante em Jesus, pois Ele não retirará Seu amor de todo aquele que O busca verdadeiramente” (T1, p. 30).
A conversa foi um dos grandes pontos de virada na vida de Ellen Harmon. Daquele momento em diante, ela começou a ver em Deus “um Pai bondoso e terno, em vez de um tirano austero, que constrange os seres humanos à obediência cega”. Seu coração “correu em direção a Ele com amor profundo e fervoroso. A obediência à Sua vontade [então] parecia uma alegria; era um prazer estar a Seu serviço” (LS, p. 39).
A nova compreensão de que Deus é um Pai carinhoso ajudou a jovem Ellen de diversas maneiras. Uma delas foi entender a natureza do inferno, assunto que analisaremos mais à frente.
A visão de Deus como Pai bondoso também a ajudou a aguardar o segundo advento com alegria e entusiasmo. Ela percebeu que não tinha nada a temer; na verdade, entendeu que tinha tudo a esperar.
E que esperança bendita! Quantas vezes nós, no século 21, ficamos tão envolvidos em nossa vida cotidiana a ponto de falharmos em compreender a magnitude das promessas da segunda vinda de Jesus! Por melhores que sejam as coisas dadas a nós por nosso Pai bondoso aqui na Terra, a Bíblia nos revela que aquilo que está por vir será infinitamente melhor.
Podemos ser gratos por ter um “Pai bondoso”.
George Knight - "Para não esquecer"
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