Comentários Lição 05 - Busque ao Senhor e viva! (Amós) - Prof. César Pagani


27 de Abril a 4 de Maio de 2013

Verso para Memorizar:

“Buscai o bem e não o mal, para que vivais; assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” (Am 5:14)

A cura para a mais horrenda apostasia está na busca de Deus. Apesar de magoado, ofendido, desafiado, afrontado, Ele sempre anseia que Seus desviados filhos O busquem, pois só assim lhes pode promover felicidade plena.
Há sempre infinita boa vontade do Senhor em receber pecadores. “Buscai-Me e vivei” (Am 5:4); “Buscai ao Senhor e vivei” (v. 6). Há esses dois apelos exatamente no meio do livro de Amós. A ação recomendada é a busca. E se o próprio Deus a recomenda, é sinal de que Ele está disponível, acessível. Porém, é preciso fazer isso enquanto se pode achá-Lo, enquanto está perto; em outras palavras, em tempo de graça.
                          
 DOMINGO
Odiar o mal, amar o bem
            Arão, irmão de Moisés, disse certa vez que Israel era propenso para o mal (Ex 32:22). Através de Jeremias o Senhor disse do povo: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” (Jr 13:23) Paulo, conhecendo a natureza pecaminosa do ser humano, confessou-se impotente para praticar a justiça: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.” Rm 7:18.
            Como é que o Senhor, coerentíssimo como é, pode pedir que o homem busque o bem e aborreça o mal, ame o bem, sabendo que esse tem um pendor natural para a transgressão, para a vileza, para a afronta e o desacato à Sua autoridade?
            Não há qualquer incongruência da parte de Deus. Embora sabendo da impotência do homem em praticar o bem, Ele lhe propõe uma atitude de escolha e esse princípio está contido no desafio feito por Samuel a Israel: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais.” (Js 24:15) É isso! O poder de escolha.   
             “Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercitá-lo. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.” CBV, 176.
            O conselho de Deus mediante o profeta é: “Buscai-Me e vivei.” (Am 5:4) E no verso 6 do mesmo capítulo o apelo é repetido: “Buscai-Me e vivei”. Em Sofonias 2:3 encontramos o insistente pedido: “Buscai ao Senhor... buscai a justiça, buscai a mansidão.” Jesus recomendou essa ação em  outras palavras: “Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33)
            O Senhor não ordena que nos reformemos antes de irmos débeis à Sua presença e implorar-Lhe graça e poder para amar o bem, detestar o mal, praticar a justiça e a misericórdia.
“Se todo filho de Deus O buscasse fervorosa e perseverantemente, haveria maior crescimento na graça. Cessariam as dissensões; os crentes teriam o mesmo sentimento e seriam do mesmo parecer; e a pureza e o amor prevaleceriam na igreja. Somos transformados pela contemplação. Quanto mais contemplardes o caráter de Cristo, mais vos assemelhareis a Sua imagem. Vinde a Jesus assim como sois,  Ele vos receberá e vos porá nos lábios um novo cântico, isto é, um louvor a Deus.” E Recebereis Poder, 58. 
            
SEGUNDA
  Rituais fazem parte do culto a Deus. A liturgia empregada no serviço ao Senhor é importantíssima, pois tudo o que se refira à adoração precisa ser feito com decência e com ordem. O maravilhoso e emblemático ritual do santuário hebreu foi criado pelo próprio Deus e tornado obrigatório até que viesse a cruz. Verdades importantes estão contidas nos ritos da Igreja. Veja, por exemplo, o rito da comunhão ou Santa Ceia. O Guia Para Ministros diz que “realizar a cerimônia de comunhão é um dos mais sagrados deveres do pastor e do ancião. Todas as coisas relacionadas com este rito devem sugerir um preparo tão perfeito quanto possível.’ Evangelismo, p. 277. O rito do batismo não é menos importante, assim como o lava-pés.
Agora imagine participar desses importantes rituais por costume, sem a força da fé. E, pior, apenas para “cumprir tabela”.  De que serviriam eles perante Deus? De abominação, de desconforto, de molestação.
O Senhor deixou muito claro que louvores, cânticos, músicas excelentes, podem ser-lhe pesado incômodo se forem executados por corações inconversos, que se atêm às formas sem levar em conta a essência. Mais grave ainda é quando há uma vida dupla envolvida, isto é, por um lado se pratica a maldade, a injustiça, o desamor e, por outro, cumpre-se religiosamente as ordenanças da igreja.
Nos tempos de Amós Deus chamou de “barulho” – a Vulgata Latina emprega o termo “tumultum” -  os louvores que os israelitas Lhe entoavam. Isso porque eles praticavam injustiça e se deliciavam na impiedade fora dos “terrenos da igreja”, e depois vinham ao templo para fazer oferendas, orações e entoar louvores.  Deus queria, sim, justiça e retidão.  Deus pedia conhecimento prático dEle e o exercício de misericórdia para com os menos favorecidos da nação.
O Pulpit Commentaries assim observa o texto de Amós: “Seus salmos e hinos de louvor eram mero ruído aos ouvidos de Deus e O cansavam (Is 1:14; 24:8; Ez 26:13).”  Em Seu tempo, Jesus citou esse texto de Amós para censurar os fariseus que acusavam Cristo de comer com publicanos e pecadores.  E o Dr. Adam Clark afirma: “Eles tinham tanto música vocal como instrumental naqueles festivais sacrificais e Deus odiava os ruídos de uma e fechava Seus ouvidos à outra. Na primeira não havia nada mais que ruído, porque seus corações não eram retos para com Deus, e na última não havia nada mais que (זמרת = zimrath) cortes e dissonâncias, porque não havia nenhum sentido religioso na coisa e quase nada dele naqueles que a executavam.”
O que Deus quer realmente de Seu povo? Espírito contrito, coração quebrantado, humildade, arrependimento, busca de Seu favor. Podemos nós, como igreja, realizar grandes concentrações, promover espetaculares eventos espirituais, ouvir grandes corais,  conjuntos musicais, cantores, instrumentistas virtuosos e realizar poderosas campanhas evangelísticas... Tudo isso é desejável, mas se ignorarmos as mensagens de reprovação que Deus nos manda e fizermos tudo simplesmente em cumprimento formal, estaremos incomodando o Senhor ao invés de louvá-Lo e glorificá-Lo.
 “Há motivo para alarmar-nos na condição do mundo religioso hoje. Tem-se tido em pouca conta a misericórdia de Deus. A multidão anula a lei de Jeová, ‘ensinando doutrinas que são preceitos de homens’. Mt 15:9. A incredulidade prevalece em muitas das igrejas de nosso país; não a incredulidade em seu sentido mais amplo, como franca negação da Bíblia, mas uma incredulidade vestida no traje do cristianismo, ao mesmo tempo em que se acha a solapar a fé na Bíblia como revelação de Deus. A devoção fervorosa e a piedade vital deram lugar ao formalismo oco. Como consequência prevalecem a apostasia e o sensualismo. Cristo declarou: ‘Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló... assim será no dia em que o Filho do homem Se há de manifestar’. Lc 17:28-30. O registro diário dos acontecimentos que se passam, testifica do cumprimento de Suas palavras. O mundo rapidamente está a amadurecer para a destruição. Logo deverão derramar-se os juízos de Deus, e pecado e pecadores ser consumidos.” PP, 156.  

TERÇA
 Chamado para ser profeta

            Amós,cujo nome significa “carregador de fardos” era um anônimo pastor de ovelhas e plantador de figueiras silvestres ou sicômoros em Tecoa, uma cidade-fortaleza edificada pelo rei Roboão (2Cr 11:6). Grande parte de seu tempo, segundo Davis, ele passava no deserto ao sul que ia desde o Oriente até o Mar Morto. Esse sertanejo era um pobre cidadão sem qualquer pretensão senão a de ir levando sua vidinha pacata até o fim.
            Deus foi “perturbar” sua paz interiorana chamando-o para ser profeta contra o reino do Norte. Ora, por que o não escolheu alguém da região, como fizera anteriormente com Elias e Eliseu? Por que, justamente, tinha de ser ele? Amós, contudo, não se queixou do chamado. Isso indica ter sido ele um adorador do Deus, um submisso homem de fé e um dos poucos que se mantinham incontaminados da idolatria reinante em Judá.
            Seu ministério teve início uns dois anos antes do de Oseias e sua primeira missão foi viajar até Betel, onde se encontrava um dos templos do bezerro de ouro (boi Ápis) e que era frequentado pelo rei Jeroboão II, e transmitir as ameaças divinas.
            Que Amós era um missionário corajoso pode ser visto da mensagem que transmitiu: “Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra para o exílio.”
Oposição “dentro da igreja”
            Um sacerdote por nome Amazias, que provavelmente fora nomeado para o cargo sem mesmo pertencer à ordem araonita, levantou-se para se opor a Amós e lhe deu ordem para voltar à sua terra e lá profetizar. Embora o texto bíblico não acuse nenhuma ameaça por parte do sacerdote contra o profeta, é bem provável que esse tenha sido ameaçado de morte. Porém, uma condenação divina contra Amazias estava reservada para o apóstata (ver Am 7:17).
            Há que se destacar que Amós era um profeta intercessor. No mesmo capítulo que estamos estudando, nos versos dois e cinco, ele pede a Deus que se compadeça de Israel e atenue os juízos que pronunciara. Não obstante, partilhava as palavras de Deus sem deixar cair por terra um jota e nem um til.  
            Os reformadores que se postam contra o status quo da apostasia renitente nunca são bem recebidos pelos que se nutrem dela. “Falar a verdade não garante a aceitação, porque a verdade às vezes pode ser desconfortável e, se ela perturba os que estão no poder, pode despertar séria oposição.”    
            
QUARTA
O pior tipo de fome
             Jesus ensinou: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4:4) As Escrituras afirmam que a Palavra de Deus é o alimento da alma. Encontramos em Jeremias 15:16: “Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos.”
Anorexia espiritual
            Quando o indivíduo é inapetente em termos espirituais, isto é, não quer se alimentar da Palavra, acaba sofrendo de anorexia espiritual. Em outros termos, não sente vontade de “devorar” as palavras da vida e mergulha em trevas e inação. O reino do Norte, por sua obstinação, expôs-se à fatal desnutrição e colheu-lhe os resultados.
            Quando Amazias, o sacerdote corrupto, disse a Amós: “Daqui por diante não profetizarás mais...”  Am 7:13), estava rejeitando altivamente a Palavra de Deus, porquanto Amós lhe afirmara que o Senhor o chamara e ordenara: “Vai, profetiza ao Meu povo Israel.” (v. 15) A atitude de Amazias não era isolada, mas representava a posição de todo o Israel, que por anos e mesmo quase dois séculos, repudiara as mensagens divinas.
            Diz o texto de Amós que o próprio Deus enviaria fome de Sua Palavra. Isto é, não haveria mais mensagens celestiais, visões, sonhos, revelações, profetas, prodígios. Já no ano 400 a.C. começou o chamado “período interbíblico”. Esse lapso de quatro séculos teve início com a morte de Malaquias e só terminou com o surgimento de João Batista. “Os 400 anos do período interbíblico caracterizam-se pela cessação da revelação bíblica, pelo silencio profundo em que Deus permaneceu em relação ao seu povo, pois durante esse período, nenhum profeta se levantou em nome de Deus.” Teologia Bíblica das Missões, p. 2.
            “O profeta aponta claramente para um tempo quando, por causa da contínua desobediência, seria muito tarde para os israelitas se voltarem para a Palavra de Deus, na tentativa de evitar os juízos divinos. A profunda tristeza algumas vezes estimula os homens a darem ouvidos às Sagradas Escrituras. Infelizmente essa tristeza frequentemente chega muito tarde para produzir algum resultado benéfico.
            “Isso ocorre, não porque o amor de Deus é retirado do pecador, mas porque esse se tornou tão endurecido por suas iniquidades, que deseja somente escapar da consequência de suas transgressões e não renunciar aos seus maus caminhos. Ele entristeceu o Espírito Santo além de toda esperança de verdadeiro arrependimento e reforma de caráter (ver Gn 6:3, 5, 6; 1Sm 28:6).
            “No dia do Senhor, pouco antes do retorno de Jesus, essa experiência do antigo Israel se repetirá quando os impenitentes de todo o mundo estiverem sofrendo sob as sete pragas, e procurarão livramento das calamidades por quaisquer meios possíveis, até mesmo voltando-se para a Palavra de Deus, à qual haviam anteriormente negligenciado estudar e obedecer (ver GC, 629).” SDABC, vol. 4, p. 980. 

A restauração de Judá
             O capítulo nove de Amós é aterrador em seus primeiros dez versículos. O Deus vivo profere ameaças dizendo que nenhum dos pecadores de Seu povo irá escapar dos juízos impendentes, por mais que se esforcem e tentem. Porém, inserido no verso 8 há uma esperança de misericórdia e graça: “Não destruirei de todo a casa de Jacó.” Quem seria a exceção da penalidade?  
            O remanescente da casa de Jacó, os que sobrariam da sacudidura anunciada no verso 9. Eles dominariam sobre seus inimigos.
            O “tabernáculo de Davi”, ou a casa de Davi, seria restaurado ao seu estado real através do Messias, seu descendente, cumprindo assim a profecia de Jacó registrada em Gn 49:10. O cetro do reino do povo de Deus ficaria com Judá até que viesse Siló (o Messias).  
            De acordo com as inspiradas palavras do apóstolo Tiago em At 15:16, o primeiro cumprimento da profecia referente ao tabernáculo de Davi ocorreu nos tempos apostólicos. Porém, entendemos que há um segundo cumprimento que ocorrerá após a ocorrência de uma sacudidura entre o povo de Deus. Se o tabernáculo de Davi é a restauração da linhagem real, ele só pode ocorrer na pessoa de Cristo Jesus, filho de Davi. Cristo só reinará sobre este mundo quando Deus puser todos os Seus inimigos debaixo de Seus pés.

            Em Seu retorno Cristo levará Seus súditos para o Céu e lá reinará com eles. Contudo, os inimigos de Cristo só serão destruídos após os mil anos de prisão do arqui-inimigo. Então o trono de Davi sob Cristo se firmará eternamente e todas as promessas feitas através de Amós se cumprirão plenamente.

Comentários Lição 05 - Busque ao Senhor e viva! (Amós) - Prof. Sikberto Marks

27 de Abril a 4 de Maio de 2013


Verso para memorizar: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estará convosco, como dizeis” (Amós 5:14).

Introdução de sábado à tarde

Não podemos tentar entender o Reino de DEUS com os critérios dos reinos desse mundo. Aqui as coisas funcionam por normas burocráticas, que são leis, regulamentos, regimentos, estatutos, acordos, padrões, protocolos, etc., que devem obrigatoriamente ser cumpridas. O Estado brasileiro funciona assim e as outras nações também. Isso quer dizer que os cidadãos devem se enquadrar nas normas burocráticas, e aí, tudo bem. Se o cidadão conseguir burlar e ninguém descobrir, nada acontece a ele. A regulamentação é uma coisa, as atitudes outra coisa, e o que faz o sistema funcionar é a fiscalização. Se ela for frágil, o sistema burocrático simplesmente funciona mal, ou entra em colapso.

No Reino de DEUS é diferente. Não há burocracia alguma, há princípios de relacionamento. E há um princípio geral que norteia todos os demais: ele é o amor. Nesse reino todos se amam e buscam, cada um, servir seu próximo, e ninguém está interessado em ser servido. Foi o que JESUS nos ensinou e a Sua vida isso demonstrou.

O Reino de DEUS necessita de um ponto para funcionar perfeitamente: a fidelidade dos cidadãos aos princípios. Lá não existem leis; lá os princípios estão nas mentes das pessoas.Portanto, essas pessoas seguem esses princípios livremente. Parece bem estranho em relação ao sistema terrestre. Por isso lá não se necessita de polícia ou fiscalização para ver se estão ou não cumprindo os princípios, pois a obediência vem da vontade de cada um, por amar a DEUS e o próximo. E a fidelidade é necessária para que os princípios permaneçam no coração, orientando o que é bom que se faça e o que não se deve fazer. Essa é uma pátria de perfeita liberdade, pois lá cada um faz o que seu coração deseja, e esse desejo sempre é norteado pelos princípios relacionados ao amor. A diferença entre o sistema terrestre e o celeste é radical.

Por isso, nós, que desejamos ser cidadãos do Reino de DEUS, devemos aqui mesmo cultivar os princípios desse Reinovivendo aqui como se estivéssemos lá, o quanto possível. Devemos crescer nesse sentido, e isso é possível pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Devemos abandonar os rudimentos da Terra, do sistema terrestre. É como diz o verso desta semana: “buscai o bem, não o mal, para que vivais…

Assim seremos luz para o mundo. “Satanás está empregando todos os meios para tornar populares o crime e o vício aviltante. Não podemos andar pelas ruas de nossas cidades sem encontrar notícias inflamantes de crimes, apresentadas em algum romance, ou a serem representados em algum teatro. A mente é educada de maneira a familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos que são baixos e vis é posta perante o povo nos jornais do dia, e tudo que pode provocar a paixão é trazido perante eles em histórias excitantes. Ouvem e leem tanto acerca de crimes aviltantes que a consciência, que já fora delicada, e que teria recuado com horror de tais cenas, se torna endurecida, e ocupam-se com tais coisas com ávido interesse.

“Muitos dos divertimentos populares do mundo hoje, mesmo entre aqueles que pretendem ser cristãos, propendem para os mesmos fins que os dos gentios, outrora. Poucos há na verdade entre eles, que Satanás não torne responsáveis pela destruição de almas. Por meio do teatro ele tem operado durante séculos para despertar a paixão e glorificar o vício. A ópera com sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo, Satanás emprega para derribar as barreiras do princípio e abrir a porta à satisfação sensual. Em todo ajuntamento onde é alimentado o orgulho e satisfeito o apetite, onde a pessoa é levada a esquecer-se de Deus e perder de vista os interesses eternos, está Satanás atando suas correntes em redor da alma” (Patriarcas e Profetas, 459 e 460).

“Por toda parte ao nosso redor se ouvem lamentos de um mundo em tristeza. De todos os lados há necessitados e opressos. Pertence-nos ajudar a aliviar e suavizar as durezas e misérias da vida. Unicamente o amor de Cristo pode satisfazer as necessidades da alma. Se Cristo está habitando em nós, o nosso coração estará cheio de divina simpatia. As fontes contidas do amor fervente, semelhante ao de Cristo, serão franqueadas.

“Há muitas pessoas a quem a esperança abandonou. Restituí-lhes a luz. Muitos perderam a coragem. Falai-lhes palavras de ânimo. … Orai por essas almas. Levai-as a Jesus. Dizei-lhes que há Bálsamo e Médico em Gileade” (Profetas e Reis, 719).

  1. 1.      Primeiro dia:  Odiar o mal, amar o bem
Parece que o profeta e o Senhor já não sabiam mais o que fazer para atrair o povo de Israel de volta a DEUS. Então ele compôs um cântico triste, reflexivo e bem sentimental.

Na realidade, o grande problema não se situava num grande lugar, mas no rei. Era este que olhava somente para si, para o seu poder sobre o povo. Em geral o povo não reflete muito se a liderança está servindo para encaminhar por um bom caminho ou se é o contrário. Talvez se possa mesmo dizer que o povo tem o líder que merece. Essa situação de maus líderes é mais frequente que imaginamos. Um dos grandes exemplos disso é a Alemanha nazista, que seguia cegamente seu líder nazista em direção ao fracasso nacional. E há muitos outros casos atuais nesse sentido. Nós, servos de DEUS, devemos seguir não esse ou aquele líder, mas a JESUS CRISTO. Nossa base deve ser sempre a Palavra de DEUS, portanto, como CRISTO mesmo fez, ao dizer: “está escrito” ou “também está escrito” caso alguém utilize de modo tendencioso essa palavra. É até uma maldição um ser humano seguir o exemplo e determinação de outro ser humano.

Ellen G. White, sobre esse assunto, escreveu assim: “Aqueles que estão em harmonia com Deus, e que através da fé nEle recebem forças para resistir ao que é errado e permanecer em defesa do que é correto, sempre terão severos conflitos e muitas vezes terão de permanecer quase sozinhos. Mas preciosas vitórias serão deles enquanto fizerem de Deus sua dependência. Sua graça será a força deles. A sensibilidade moral destes será clara e aguçada, e suas faculdades morais serão capazes de resistir a influências errôneas. A integridade deles, como a de Moisés, será da mais pura qualidade” (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 31).

Disse Amós: “Buscai o bem, não o mal, aborrecei o mal e amai o bem”. Em Isaías encontramos uma passagem fenomenal sobre a atitude dos que deturpam as coisas. Esse texto serve muito bem para denunciar o sistema da Nova Ordem Mundial, que está invertendo tudo. Hoje se busca “curtir a noite”, “comer e beber o que faz mal, não o que faz bem”, “quanto mais feio melhor”, e assim por diante. Estão ridicularizando a obra prima de DEUS, o corpo humano, tatuando até o branco dos olhos. Não é feio, é horrível; essas pessoas querem chocar pela feiura de um trabalho irreversível. E já naqueles tempos Isaías escreveu assim “ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal; dos que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; põe o amargo por doce, e o doce por amargo” (Isa. 5:20). É a inversão dos conceitos, para enganar as pessoas. Esses, como diz Paulo aos romanos, pensam ser sábios em seus pensamentos rudimentares, mas são loucos (Rom. 1:22). Não podemos participar dessa loucura.

Amós estava tentando reverter a situação de Israel, mas a nação continuou indo em direção ao fracasso. Ela não retornou, e o desastre nacional não demorou a chegar, sendo o fim desse povo.Mas o trabalho de Amós e dos outros profetas não foi em vão, pois alguns poucos indivíduos se voltaram a DEUS e foram salvos.

O nosso clamor, hoje, é por causa da sacudidura que vem vindo. Não sejamos, como povo de DEUS, outra vez descuidados para perdermos a vida eterna. Desta vez serão os rebeldes às orientações dos profetas de todos os tempos que sairão da igreja, não será a igreja que irá desaparecer.

  1. 2.      Segunda: Religião habitual
Afasta o estrépito dos teus cânticos…” disse o Senhor. Ele já não queria mais ouvir as músicas no culto porque eram compostas por rituais vazios, rotineiros, formais, burocráticos, sem sentido espiritual, só formalidades. Nesses cultos era o ritual que valia, não a entrega a DEUS. Esmeravam-se por impressionar os sentidos por meio de procedimentos. Até como se entrava na igreja havia regras. Como agir dentro da igreja, como não agir e o que deveria ser feito. Deve haver regras, é evidente, mas ali eram tantas, e o motivo dos cultos eram as regras, não DEUS e nem o adorador.

O grande problema que Amós estava denunciando era a oferta de um culto onde o foco era como realizar esse culto. O foco não era o arrependimento e a busca do perdão e da transformação. Era um culto que validava os pecados, e onde se ofereciam sacrifícios, mas não se buscava a transformação da vida, nem isso era abordado nesses cultos. Portanto, as pessoas chegavam ao lugar de adoração e dele saíam, geralmente piores que na chegada. A situação de um adorador pode piorar durante um culto, e isso é bem fácil de acontecer. Quando chegamos com nossos pecados, seria normal sair sem eles. Mas quando nada nos tocou pela busca da mudança de vida, e ainda saímos satisfeitos com o culto, é porque ali não há mais nada que nos desacomode e nos perturbe em relação aos pecados que temos. Saímos de um culto assim convencidos de que está tudo bem, que não necessitamos mais do que aquilo que estamos recebendo.

Essa situação dos tempos do antigo Israel pode estar se repetindo hoje, e sem dúvida, é uma tremenda realidade em muitas pessoas. Isso pode acontecer por causa do culto que se transformou em um conjunto de rotinas sem sentido, ou porque as pessoas, mesmo num culto agradável a DEUS, não vão para buscar DEUS, e sim vão para um encontro social. Todo culto é também um encontro social, mas principalmente um encontro com DEUS. Em conjunto buscamos a DEUS. Cada um deve ir ao culto a fim de buscar alguma informação em dois sentidos: onde já está agindo corretamente e lhe basta melhorar e onde está agindo para desgosto de DEUS, e precisa mudar. Nesse caso, cabe orar e vigiar pela busca da transformação, e ela virá se a pessoa desejar.

Não transforme os cultos em hábitos e rotinas. Mesmo boas liturgias, com o tempo, de tanto repetir, se tornam em rotina vazia para muitos. Devemos alterar as liturgias com frequência, e sempre buscar meios para que as pessoas se encontrem com DEUS. “Só olhando a Jesus, o Cordeiro de Deus, e seguindo-Lhe os passos, podereis preparar-vos para o encontro com Deus. Segui-O, e um dia palmilhareis as ruas de ouro da cidade de Deus – vê-Lo-eis, Aquele que pôs de lado Suas vestes reais e Sua real coroa e, disfarçando-Se com humanidade, veio ao nosso mundo e levou sobre Si nossos pecados, para que nos erguesse e nos desse uma revelação de Sua glória e majestade. Vê-Lo-emos face a face, se agora nos sujeitarmos a ser por Ele moldados e adaptados, em preparo para um lugar no reino de Deus. Os que consagram a vida ao serviço de Deus, viverão com Ele através dos séculos dos séculos da eternidade. “O mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Apoc. 21:3” (O Cuidado de DEUS, MM 1995, p. 165).

  1. 3.      Terça: Chamado para ser profeta
O nome Amós significava fardo. Parece irônico, não é? Seu trabalho era um fardo, e o chamado para ser profeta também. Ese homem foi contemporâneo de Isaías e Oseias. Em seu tempo Israel, Reino do Norte, tornou-se uma nação próspera, mas à beira do abismo espiritual, e evidentemente, também político. Havia aumentado paralelamente a luxúria e a idolatria.

Acontece cada coisa, não é? Amós era um homem muito humilde, de pouca formação acadêmica. Vivia de ser colhedor de sicômoros e da atividade de boleiro. Ou seja, ele vivia de colher figos silvestres e de ser boiadeiro. Era, portanto, um homem pobre. Como uma pessoa assim foi enviada para pregar em Israel, sendo ele judeu? E ainda por cima, sendo pobre, iletrado, vindo da parte de uma família humilde? Parece que às vezes DEUS Se engana. Mas não é assim. Esse homem era poderoso na fé, obediente a DEUS, era zeloso. E é isso que vale para DEUS, não o status nem a qualificação acadêmica. O preparo formal de uma pessoa só será bem-vindo a DEUS se ela for uma verdadeira cristã.

Amós também era de fala direta. Não fazia voltas para dizer o que devia. Chegou a chamar a elite feminina de Israel de ‘vacas’. Ele foi chamado de conspirador, agitador. Mandaram-no de volta a Israel, para profetizar lá. Ele respondeu que não era profeta nem filho de um, mas que trabalhava naquelas atividades quando DEUS o encarregou de alertar aquela nação, e ele foi, e estava determinado a terminar seu trabalho. Ele estava ali em nome de DEUS, e não desistiria, jamais. Responderia somente a DEUS.

Amazias, o profeta em Israel, falso, percebeu que Amós, se continuasse a pregar assim, diretamente, traria problemas a ele e ao rei. Era necessário interromper a atuação de Amós. Foi ele quem mandou que Amós voltasse para seu povo. Tinha medo que se cumprissem as profecias que entre outras coisas, estavam predizendo a morte do rei pela espada, se não se arrependesse.

Falar a verdade, nesse mundo, é de grande risco. Amós correu esse risco, e nós, adventistas do sétimo dia, também estamos correndo. Mas, como Amós, permaneçamos fiéis ao nosso dever.

  1. 4.      Quarta: O pior tipo de fome
“Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR, mas não a acharão” (Amós 8:11-12). Esse é o tempo em que termina a graça. O ESPÍRITO SANTO já se retirou da Terra. As pragas já estarão caindo. Os pregadores de DEUS já terão concluído sua missão. Todos já ouviram sobre a mensagem, e tomaram sua decisão. Todos sabem sobre a vinda de JESUS, mas nem todos decidiram segui-Lo. Esses também sabem que, estando no tempo das pragas, já não há mais oportunidade. Porém, como as pessoas nos tempos de Noé, quando a água inundava tudo, antes deles morrerem, clamavam para que Noé abrisse a porta. Assim esses estarão procurando os mensageiros de DEUS, para que reabram a porta da graça. Com bíblias na mão, estarão buscando o entendimento, mas lendo não compreendem os escritos, nada lhes é esclarecido. Esse livro se tornará num mistério, que sabem eles, tem a chave da salvação, mas não conseguem abrir. Miraculosamente o que nele estiver escrito não servirá mais para nada. Os perdidos buscarão agora o entendimento, mas ele não existe. Não que eles agora se tenham arrependido, isso é remorso ou angústia pela perda de ‘suas’ vidas. Eles continuam desejando o mundo, mas também não querem morrer sem DEUS. Querem o que não é possível obter: servir a dois senhores.

Com o ESPÍRITO SANTO Se retirando do mundo para fins de pregação do evangelho, não haverá mais conversões. Essas pessoas, se lhes fosse dada mais uma oportunidade, se as pragas retrocedessem, se os pregadores retornassem, nesse caso, retornariam ao seu estado de sempre, e não aproveitariam a continuidade da chance. Há uma classe de pessoas que quer as duas coisas, tanto a salvação quando o mundo. Um exemplo disso poderia ser muitos de nossos irmãos na fé, que querem assistir vídeos e filmes maliciosos, mas também querem ser salvos. Essa mistura não vai dar certo! Se não mudarem, participarão da classe dos que procurarão os obreiros bíblicos para lhes ensinar a verdade, que nos tempos de oportunidade, não quiseram pôr em prática. Nunca se deve esquecer que DEUS vai revelando mais verdade na medida em que se vai colocando em prática a que já recebemos, em que se vai ensinando a outros o que já sabemos. Assim também haverá, neste tempo, muitas pessoas não da igreja, que terão entendido boa parte dos ensinamentos, mas que terão preferido, mesmo assim, os atrativos do mundo.


Façamos um resumo aqui. Satanás tem seu poder. É a atração de coisas no presente século.Aparentemente são coisas boas, ao menos produzem sensações agradáveis. Ele criou milhões de atrativos, que costumamos chamar de mundanismo. Se não nos dermos conta disso, cairemos e nem perceberemos os erros. São esses atrativos que tanto escrevemos em nossos comentários, e que muitos nos enviam e-mails agradecendo. Mas, pelos escritos de Ellen G. White sabemos que grande parte do povo de DEUS não abrirá mão deles, pensando que podem se salvar sem abandonar isso tudo. Esses atrativos são a contrapartida de satanás em lugar do evangelho da verdade de DEUS. Ou se adota uma coisa, ou outra. Nunca será possível obter sucesso estando um pouco num lugar e outro pouco noutro. Vamos refletir num trecho, sobre essa situação. Tente imaginar essas pessoas, naqueles dias futuros; o nível de desespero delas.

“Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça havia muitas coroas, uma coroa encaixada dentro da outra. Cercado pelo exército dos anjos, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra. Alguns acusavam a Deus e O amaldiçoavam. Outros precipitavam-se para o povo de Deus e pediam que lhes ensinassem como escapar dos Seus juízos. Mas os santos nada tinham para eles. A última lágrima pelos pecadores fora derramada; a última oração aflita fora oferecida; enfrentado o último peso de cuidados pelos pecadores, e dada a última advertência. A doce voz de misericórdia não mais os haveria de convidar. Quando os santos e o Céu todo estiveram interessados em sua salvação, não tiveram eles o menor interesse por si. A vida e a morte foram postas diante deles. Muitos desejavam a vida, mas não fizeram esforços por obtê-la. Não optaram pela vida, e agora não havia sangue expiatório que purificasse o culpado, nenhum Salvador compassivo que pleiteasse a favor deles e clamasse: “Poupa, poupa o pecador por mais algum tempo.” O Céu todo se uniu a Jesus, quando ouviram as terríveis palavras: “Está feito. Está consumado.” O plano da salvação se cumprira, mas poucos tinham escolhido aceitá-lo. E, silenciando-se a doce voz de misericórdia, o medo e horror apoderou-se dos ímpios. Com terrível clareza ouviram as palavras: “Tarde demais! Tarde demais!”” (História da Redenção, 404).

  1. 5.      Quinta: A restauração de Judá
No final do livro de Amós há o anúncio de uma grande esperança. Veja bem o seguinte. Esse reino foi chamado em Abrão, para que saísse da terra de seus parentes. Era um casal apenas. Dele veio apenas um filho, Isaque, que teve dois filhos, mas apenas um seguiu a linha traçada por DEUS. Esse era Jacó, que teve 12 filhos, e destes, no Egito, saiu a grande nação.
Depois de serem libertos, passaram um tempo sob a direção de juízes, homens ou mulheres que agiam, como profetas, orientando a nação, em nome de DEUS. Mas queriam ter rei, e DEUS lhes de um, Saul. Foi um fracasso. Então veio Davi, aquele que DEUS amava, e tornou a nação forte como nunca. Antes desse rei, dois grandes líderes agiram bem, Moisés e Josué. Esses dois levaram o povo à terra prometida, e Davi os firmou ali. Daí veio o filho de Davi, Salomão, que já cometeu erros terríveis, e sob o reinado de seu filho, Roboão, a nação foi dividida.

O que Amós estava anunciando era que viria um outro Rei, descendente de Davi, de sua linhagem, e que unificaria outra vez a nação, numa única. Foi JESUS, que fundou uma igreja, que substituiu a nação. Israel deveria ter servido para evangelizar o mundo, não fez isso. Agora uma igreja, fundada sobre 12 apóstolos, assim com a nação foi fundada sobre os doze 12 filhos de Jacó, sairia ao mundo, para anunciar as boas novas a respeito de JESUS.
“Mediante os ensinos do sacrifício expiatório, Cristo devia ser exaltado perante todas as nações, e todos os que olhassem para Ele viveriam. Cristo era o fundamento da organização judaica. Todo o sistema de tipos e símbolos era uma compacta profecia do evangelho, uma representação em que se continham as promessas de redenção.

“Mas o povo de Israel perdeu de vista seus altos privilégios como representantes de Deus. Esqueceram-se de Deus e deixaram de cumprir Sua santa missão. As bênçãos por eles recebidas não produziram bênçãos para o mundo. Apropriaram-se de todas as suas vantagens para glorificação própria. Excluíram-se do mundo para escapar à tentação. As restrições por Deus impostas na sua associação com os idólatras como um meio de prevenir-lhes o conformismo com as práticas pagãs, eles as usaram para levantar um muro de separação entre si e as demais nações. Roubaram a Deus no serviço que Ele requerera deles e roubaram ao próximo na guia religiosa e santo exemplo” (Atos dos Apóstolos, p. 14 e 15).
Quando DEUS prometeu a Davi que sempre haveria um rei descendente de sua linhagem, Ele não disse que Ele mesmo seria o último rei. Pois aquele reino continuará a existir para sempre; bem logo Ele retorna para buscar seus súditos, e com eles constituir um reino eterno.

  1. 6.      Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Amós antecipou, por revelação de DEUS, alguns fatos importantes. Um foi o terremoto de Jerusalém. Isso aconteceu dois anos mais tarde. Uzias entrou no Santuário e resolveu oferecer incenso perante DEUS no lugar do Sumo Sacerdote Azarias. O terremoto abalou o templo e ele fugiu apavorado. Além disso, o rei foi acometido de lepra e teve que ser isolado. Amós também profetizou a fome que grassaria sobre o país, de tal modo que nem o gado e as ovelhas tinham pasto. Isso ele também previu com dois anos de antecedência. Esse profeta também previu o julgamento divino sobre os povos ao redor das fronteiras da Terra de Israel: os sírios a leste, os filisteus a oeste, os fenícios ao norte e Edom, Amon e Moabe ao sul, que pelas suas práticas bárbaras e por infligirem sofrimento ao povo judeu, todos seriam amaldiçoados. Ele admoestava o seu povo para que retornasse ao Senhor. Apenas poucos atenderam.

Hoje temos que atender as palavras da Bíblia. São tempos solenes porque estamos entrando no alto clamor, a pregação final, antes da volta de JESUS. Todos nós temos responsabilidades que DEUS nos deu. “Devemos advertir homens e mulheres contra a adoração da besta e sua imagem – contra o culto ao ídolo do domingo. Mas, ao realizar essa obra, não precisamos começar uma guerra contra os descrentes. Devemos simplesmente apresentar a Palavra de Deus em sua verdadeira dignidade e pureza, diante da mente dos que são ignorantes ou indiferentes acerca de seus ensinos. …Não precisamos dizer-lhes que irão para o inferno a menos que guardem o sábado do quarto mandamento. A própria verdade, acompanhada do poder do Santo Espírito, convencerá e converterá os corações” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 177, grifos acrescentados).


Assista o comentário clicando aqui.

Comentários Lição 05 - Busque ao Senhor e viva! (Amós) - Carlos Bitencourt

27 de Abril a 4 de Maio de 2013



A lição desta semana é a continuação e conclusão do Livro de Amós. Ele era um cidadão do Reino do Sul (Judá), chamado por Deus para ser profeta no Reino do Norte (Israel). Em vez de em Samaria, a capital, seu ministério foi no interior, na cidade de Betel.
O livro foi dividido assim: a manifestação do agravo de Deus, com consequente vinda de juízo e retribuição, e o convite para que mudassem a direção, ficando do lado de Deus e de Suas coisas. Num linguajar bem humano mesmo: “Vocês querem as bênçãos de Deus, mas não querem o Deus das bênçãos – antes que dê errado, voltem!”.
O que valorizo bastante nessas lições é o fato de Deus enviar Sua Palavra através dos profetas. Sei que algumas pessoas interpretam a palavra “disciplina” de forma muito cruel, severa e vingativa. Dão a entender que disciplinar é castigar. Não vejo assim. Para mim, “disciplina” é educação, matéria e conteúdo de sala de aula, treinamento, aprimoramento. O professor aplica “disciplina” com a intenção de preparar o aluno para as necessidades da vida, e que seja vitorioso. Ora, Deus envia Seu profeta justamente para isso! Revela o futuro, mostra os erros cometidos, esclarece os resultados, mas não abandona o errante. Lá está Ele mostrando isso, mas também declarando a solução, o meio de escape. Na relação de Deus com a humanidade, conforme Gênesis 3, sempre há um convite para o retorno, para uma mudança de atitudes, para a redenção.
Amós 4:12 diz assim: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”. Nota você a riqueza deste verso?
No capítulo 5, por duas vezes (4 e 6) a redenção é explicitamente declarada: “Porque assim diz o SENHOR à casa de Israel: Buscai-mee vivei”. “Buscai ao SENHORe vivei…”. Maravilhoso isso, irmãos! Maravilhoso!
Então, não ignoremos os erros de Israel, de Judá e das outras nações, mas deixemos espaço para exaltar o braço de misericórdia estendido por Deus em favor deles. Que esse espaço seja o melhor.
Domingo – Odiar o Mal, Amar o Bem (28 de abril). Israel está para cair, e cai em 722 a.C., para o domínio assírio. O último profeta foi Oseias, que presenciou o fato. Em nosso caso, temos Amós um pouquinho antes de Oseias. É verdade que os israelitas não darão ouvido à Palavra de Deus, mas veja que Deus está, bem antes do acontecimento fatal, apelando em favor dos princípios divinos que eles bem conheciam, e até haviam jurado fidelidade.
A paz e a prosperidade estavam em pleno vigor. Eram ricos e de nada necessitavam. No entanto, a presença do profeta era uma declaração de que eram abastados, sim, mas cegos. Amavam o mal, odiavam o bem.
E, então, curiosamente a lição lança a sua primeira pergunta: Como se aprende a odiar o mal e amar o bem?
Por que usei a palavra “curiosamente”? Ora, no contexto do grande conflito, é natural que a minha natureza pecaminosa ame o mal. Para haver repulsa pelo mal, algo sobrenatural tem que acontecer. Caso contrário, vou continuar nesse infeliz caminho.  Então, como se aprende a odiar o mal? Resposta: Permitindo que o Plano da Redenção me esclareça a verdadeira natureza do mal e suas consequências. Eu só vou odiar o mal no dia em que eu realmente compreender o que é o mal. Eu preciso olhar para o mal e vê-lo como mal.
Irmãos, só há uma maneira de saber isso: olhando para a cruz do Calvário. É lá na cruz que vejo o que o mal faz. É na cruz que está estampado o sinal do mal, do pecado.
Graças a Deus, porém, também é na cruz que compreendo o real significado do bem, preparado por Deus antes da fundação do mundo, e a ser restaurado por Ele num futuro próximo. É olhando a cruz que meus olhos passam a ter uma nova visão: o bem foi estendido para mim. O bem vale à pena.
Um apelo: abandonar o mal apenas por medo das consequências cheira a egoísmo. O correto é o abandono por reconhecer sua natureza perversa. Da mesma forma, não devemos querer o bem apenas por sua recompensa. O bem é uma questão de “princípio”, originado em Deus.
Segunda – Religião Habitual (29 de abril). Muitas coisas deveriam e poderiam ser ditas dentro desse contexto. Resumidamente, no entanto, eu diria o seguinte: não banalize a religião, a igreja, o sábado, a oferta, o dízimo, os irmãos, os programas, os cultos, os sermões, os cânticos.
O mundo está levando as pessoas a banalizarem a fé e o convívio em sociedade de crentes. Cuidado! Junto com isso acaba acontecendo uma perversa cultura religiosa, vivida e testemunhada aos outros, até mesmo dentro da própria igreja. Poderíamos dizer que é um “falso moralismo”. Cuidado.
Jesus disse ser isso uma sepultura pintada por fora (Ele disse para mim!).
Por outro lado, não quero aqui deixar a impressão que a nossa vida religiosa seja “apenas” uma vida de condutas. As condutas existem. As obras, ações e frutos devem aparecer, mas é muito mais do que isso. Entendem?
Terça – Chamado Para Ser Profeta (30 de abril). No caso de Amós, ele era do sul, chamando a atenção no norte (ou seja, um estrangeiro). Era uma pessoa de origem simples. Recebeu fortes e duras críticas e, inclusive, um convite para se retirar. No entanto, era bem ciente de que cumpria os propósitos dAquele que o chamara, e nisso estava a sua capacitação para a obra. Não temeu.
Em relação a oposição, lembremos: a verdade dói, e não porque batemos com ela na cabeça dos outros, mas porque a verdade fere a vontade, os gostos, as preferências (fere significaincomoda).
Porque a verdade é a verdade, nós a rejeitamos. Assim foi; assim continua sendo.
Quarta – O Pior Tipo de Fome (1º de maio). “Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terranão fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR, mas não a acharão (Amós 8:11-12).
Já parou para pensar como seria ficar sem Deus por um dia? Sem a lição, sem a Bíblia, sem o hinário, sem a convicção, sem a fé, sem a esperança. Já imaginou como seria viver sem a esperança? Credo! Ficar sem algo relacionado a Deus seria como viver como um zumbi, vagando por aí, sem uma compreensão da origem e do destino da raça humana.
Ah, irmãos! Será que temos valorizado o conhecimento espiritual, lembrando que ele só ocorre porque Deus ainda está Se manifestando a nós? Como será quando Deus não mais Se revelar?
A pergunta 6 da lição é cruel: Quais são os efeitos terríveis do silêncio de Deus?
A notinha abaixo da pergunta faz outra pergunta: “De que forma é possível silenciar a voz de Deus em nossa vida?”.
Quinta – A Restauração de Judá (2 de maio). O profeta se voltou da imagem obscura do pecado do povo e juízos resultantes para as promessas gloriosas da futura restauração (9:11-15). O dia do Senhor, anteriormente descrito como dia do castigo (5:18), agora é um dia de salvação, porque salvação, não punição, é a última palavra de Deus para Seu povo. No entanto, a salvação virá depois da punição, não em lugar dela.
Em meio a toda escuridão e destruição, Amós encerrou seu livro com uma mensagem de esperança. Diante da perspectiva de um exílio imediato, a dinastia de Davi havia caído tão fundo que já não podia ser chamada de casa, mas de cabana. Porém, o reino de Davi seria renovado e unido sob um único governante. Para além das fronteiras de Israel, outras nações invocariam o nome de Deus e desfrutariam de Suas bênçãos, juntamente com Israel. O livro termina com essa nota feliz e esperançosa.
Os profetas bíblicos não ensinaram que a punição divina existia por causa da punição em si.Por trás de todas as advertências estava o chamado para salvação. Embora a ameaça de exílio fosse iminente, o Senhor encorajou o remanescente com a promessa de restauração para a Terra. O remanescente desfrutaria da renovação da aliança. Os que experimentassem o juízo veriam Deus agindo para salvar e restaurar.
Sexta Conclusão (3 de maio). “Nossa posição diante de Deus depende, não da quantidade de luz que temos recebido, mas do uso que fazemos da que possuímos. Assim, mesmo o pagão que prefere o direito, na proporção em que lhe é possível distingui-lo, acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz e, por sua vida diária, contradizem sua profissão de fé” (O Desejado de Todas as Nações, p. 239).
Senhor, agradecemos porque os Seus braços estão abertos, prontos a nos receber, repletos de carinho e amor. Obrigado, Senhor!

Comentários Lição 04 - Senhor das nações (Amós e Obadias) - Prof. César Pagani

20 a 27 de Abril de 2013

Verso para Memorizar:
“Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará? (Am 3:8)
    Amós e Obadias estão separados entre si por cerca de 200 anos. O primeiro teve cinco visões relatadas em seu livro. Um contraste gritante verificava-se tanto em Judá quanto em Israel. A par da prosperidade política e econômica existia escabrosa opressão social. Parecia que a corrupção governava a rédeas soltas. Diz o SDABC que “Israel estava no zênite de seu poder”.  Jeroboão havia alcançado retumbante vitória sobre os sérios e ampliado o território da nação do Norte. Em Judá, Uzias derrotara os edomitas e os filisteus, sujeitara os amonitas. A taxa de crescimento nacional era alta, porque o rei incentivara a agricultura – maior contribuinte do “PIB” nacional - e havia paz interna. Certamente o comércio com outras nações era florescente.

    A despeito desse cenário favorável, as transgressões corriam soltas desde o palácio real até as casas do povo. Luxúria, extravagância, orgias, libertinagem, orgulho, egoísmo e opressão conviviam com a falência das instituições, exploração, predominância das elites e desprezo para com os pobres, os necessitados, os órfãos e as viúvas. Na magistratura corriam subornos, lobbies, menosprezo às leis e sentenças absurdas.
 
    O Eterno Vigilante, porém, não ficaria em silêncio. Chamando um humilde pastor de ovelhas e plantador de figos silvestres, lançava o Senhor uma campanha de arrependimento e retorno a Ele. Com divina franqueza Deus avisa que não deixará impunes os pecados da nação.
    
As nações circunjacentes também não estavam isentas das ameaças divinas. Em grande misericórdia o Senhor das Nações lhes enviava mais um convite à vida e à justiça.

DOMINGO
Crimes contra a humanidade   
 
Primeiro crime: Damasco, representando a Síria, é condenada por haver usado trenós ou carretas feitas de pesadas placas de ferro, sob as quais estavam colocados pontaços desse metal, e que eram arrastadas por bois. Mulheres e crianças da região de Gileade foram estraçalhadas com crueldade pelos siros ao passarem sobre elas com esses veículos. Desalmada carnificina. Essa era a transgressão mais revoltante. “Por três transgressões e por quatro” não se refere a uma quantidade literal e sim a muitos crimes. Esse era um idiotismo (locução típica de uma língua) cananita aqui apropriado para enfatizar o abominável delito.
 
Segundo crime: Gaza, cidade representativa de toda a Filístia, nação inimiga figadal de Israel. Alguns intérpretes entendem que a violação acusada por Deus contra aquela nação se refira ao tempo em que Senaqueribe invadiu a Judeia e muitos de seus habitantes fugiram para a Filístia em busca de asilo. Porém, em vez de lhes dar asilo político, os entregou – possivelmente vendeu - aos edomitas como cativos.
 
Terceiro crime: Em verdade, mencionam-se no primeiro capítulo de Amós duas violações específicas de Edom: a primeira é a recepção ou compra de cativos hebreus feitos pelos filisteus. Ora, Edom era uma nação oriunda de Esaú e irmã de Israel. Por que essa vileza? A segunda violação foi a perseguição de seus irmãos judeus com crueldade. Ambas as nações descendiam de Isaque, porém os laços de sangue não tornaram os edomitas solidários com seus irmãos. Embora vendo as desgraças que se abatiam sobre Israel por causa dos seus pecados, não tiveram misericórdia e se lançaram furiosamente ao ataque contra eles. Deus nãos os perdoaria por isso.
 
Quarto crime: Tiro, a soberba capital do império assírio. Os assírios entraram em coalização com os filisteus contra Israel. Havia, desde os tempos de Davi e Salomão, uma aliança entre Israel e os tírios para cooperação mútua e parceria militar. Porém, esses se esqueceram do concerto feito e venderam israelitas aos edomitas, que trataram os judeus com crueldade. À vista de Deus, a culpa dos crimes de Edom foi partilhada por Tiro. 
 
Quinto crime: Amom, nação descendente do patriarca Ló, aparentada, portanto, com Israel. Seu crime de genocídio é agora levantado para sofrer a justa penalidade. Eles “fenderam o ventre das grávidas de Gileade”. Gileade era uma região ocupada pelos filhos de Rúben e Gade. Calvino comenta que quando um exército agressor se cansava de uma cidade inimiga, eles procediam à eliminação de todos os seus habitantes, não poupando nem mesmo as grávidas. Abriam-lhes o ventre à espada e deixavam-nas sangrando até morrer.
 
Sexto crime: Moabe, também descendente de Ló, era uma poderosa nação que ficava a leste do Jordão. O crime que lhe é imputado nominalmente foi a queima dos ossos do rei de Edom. Jamieson, Fawcett e Brown comentam que a referência feita no livro de Amós a essa nação, não toca simplesmente ao crime de violação de sepultura e de cadáver, mas ao odioso espírito de vingança que incitava os exércitos edomitas contra Edom. Quando as forças de Israel e Judá retornaram de sua campanha contra Moabe, Edom ficou sem aliados e, portanto, à mercê dos inimigos. Matthew Henry explica que numa das guerras entre Moabe e Edom, o rei de Moabe, levado à insanidade pela situação da batalha, queimou seu próprio filho para conseguir o favor de seus deuses (Ver 2Rs 3:27). Agora, para vingar essa barbaridade, os moabitas violaram o túmulo do rei de Edom e cremaram seus ossos. Deus considerou gravíssimo esse crime.
 
Sétimo crime: Judá, o povo de Deus, é acusado duramente por deixar a Lei do seu Deus e desprezar os justos juízos. Criaram mentiras (Am 2:4) e se deixaram levar por elas. 

Oitavo crime: Israel, a nação do Norte, seria também punida. Nas palavras do próprio Deus, essa os seus hediondos crimes: “... porque os juízes vendem o justo por dinheiro e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias. Suspiram pelo pó da terra sobre a cabeça dos pobres e pervertem o caminho dos mansos; um homem e seu pai coabitam com a mesma jovem e, assim, profanam o Meu santo nome. E se deitam ao pé de qualquer altar sobre roupas empenhadas e, na casa do seu deus, bebem o vinho dos que foram multados.” (Am 2:6-8)
 
SEGUNDA
Justiça para o oprimido
 
    Surpreende que graves injustiças sociais fossem cometidos livremente pelo povo de Deus nos tempos de Amós.  As mulheres das classes altas de Israel, também chamadas “vacas de Basã” ouviram a cortante acusação: “Oprimis os pobres e esmagais os necessitados.” (Am 4:1) Seu prazer era extorquir os menos favorecidos e viver em festanças bebendo vinho e se divertindo. No cap. 5 a denúncia é repetida: “... Pisais o pobre e dele exigis tributos de trigo...” (v. 11) Sempre foi característica de regimes exploradores a imposição de impostos ilegítimos e também de alíquotas elevadas e extorsionárias de tributos razoáveis em si. No caso em estudo, os poderosos de Israel tributavam a lavoura do pobre, que não tinha fins comerciais, mas sobrevivenciais – o trigo era o pão de cada dia dos camponeses -, apenas para encher seus cofres e gastar os recursos em seus divertimentos e luxo. 
 
    A causa básica desses desmandos é dada no primeiro parágrafo do comentário da lição de hoje: “O povo de Judá [ou seria Israel?] havia rejeitado a Palavra do Senhor e não tinha observado Suas instruções.”
 
    Na Lei social reguladora do trato governo/população havia um artigo bem claro e determinante: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, Eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.” (Dt 15:11) Deus sabia que, por várias razões, a distribuição equitativa de riquezas entre seu povo não seria justa. Então legislou para proteger os pobres, os necessitados, as viúvas e os órfãos, de maneira que não sofressem as agruras da miséria.
 
    Os opressores do povo agora conheceriam a realidade do que estava escrito: “Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em Sua santa morada.” (Sl 68:5)
 
    Religião sem a prática da justiça com os semelhantes é verdadeira abominação ao Senhor. Ele requer um coração íntegro na busca da espiritualidade e também interessado em amar o próximo. Exige justiça social e cobrará a omissão ou negligência havida nessa ação: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Is 58:6, 7)
 
Uma obra bem ampla para hoje

“Por toda parte ao nosso redor se ouvem lamentos de um mundo em tristeza. De todos os lados há necessitados e opressos. Pertence-nos ajudar a aliviar e suavizar as durezas e misérias da vida. Unicamente o amor de Cristo pode satisfazer as necessidades da alma. Se Cristo está habitando em nós, o nosso coração estará cheio de divina simpatia. As fontes contidas do amor fervente semelhante ao de Cristo, serão franqueadas.
 
“Há muitas pessoas a quem a esperança abandonou. Restituí-lhes a luz. Muitos perderam a coragem. Falai-lhes palavras de ânimo. Orai por eles. Há os que necessitam do pão da vida. Lede-lhes da Palavra de Deus. Há muitos enfermos da alma, os quais nenhum bálsamo terrestre pode alcançar nem médico levar cura. Orai por essas almas. Levai-as a Jesus. Dizei-lhes que há Bálsamo e Médico em Gileade.
 
“A luz é uma bênção, uma bênção universal a derramar seus tesouros sobre um mundo ingrato, injusto e pervertido. Assim é com a luz do Sol da Justiça. A Terra toda, envolvida embora nas trevas do pecado, do infortúnio e da dor, deve ser iluminada com o conhecimento do amor de Deus. A luz que brilha do trono do Céu não deve ser excluída de nenhuma seita, categoria ou classe de pessoas.
 
“A mensagem de esperança e misericórdia deve ser levada aos confins da Terra. Todo o que quiser, pode lançar mão da força de Deus e fazer paz com Ele. Não mais devem os pagãos continuar submersos na escuridão da meia-noite. As trevas devem fugir ante os brilhantes raios do Sol da Justiça.” PR, 719.
 
TERÇA
O perigo dos privilégios
 
    Não que os privilégios sejam perigosos em si, mas seu uso envolve bênçãos especiais e responsabilidades especiais. A escolha de um povo especial já estava determinada no magnífico plano de salvação que ficou escondido no coração de Deus durante a eternidade. O Onissapiente tinha ciência de que, num longínquo futuro, a humanidade que criaria para Sua glória cairia em pecado e que seria necessária a investidura de um povo que promovesse a redenção no mundo. 

    A título de exposição, vejamos alguns privilégios do povo de Deus do passado: “Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa.” (Êx 19:6) “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.” (1Pe 2:9), embaixadores do reino celeste, procuradores dos interesses divinos, revelador do Altíssimo, “gente sábia e entendida” (Dt 4:6), mestres das nações, portadores de luz, herdeiros da Terra e do Universo, povo íntimo do Senhor, testemunhas das obras, do caráter e do poder divinos, salvadores de almas, filhos diletos, irmãos do Messias, etc.
 
    Ganharam uma terra especial no ponto mais estratégico do planeta, “herdaram” dos cananeus uma terra que manava leite e mel, palácios, casas, propriedades, lavouras, rebanhos, cidades com todas as suas benfeitorias, bens diversos, fortalezas, riquezas (despojos das guerras). Deus lhes preparou um programa de saúde e longevidade muito especial, extremamente avançado em comparação com as outras nações. Eram a única nação que possuía um templo no qual habitava continuamente a presença do Deus Eterno.
 
    Deus os cercou de todos os privilégios e cuidados, mas esperava algo em troca. “Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo. Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.” (Is 5:1, 2) “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas.” (Rm 9:4) Isto é, o Senhor esperava receber do povo frutos de justiça, mas eles O envergonharam e desonraram.    
 
Uma questão de escolha: bênção ou maldição
 
    "Eis que hoje Eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno para seguirdes outros deuses que não conhecestes." (Dt 11:26-28)
 
“Como pode a bênção mudar-se em maldição? Persuadindo o instrumento humano a não acalentar a luz, ou a não revelar ao mundo que ela foi eficaz na transformação do caráter. Possuído do Espírito Santo, o instrumento humano se consagra a cooperar com instrumentos divinos. Leva o jugo de Cristo, ergue seus fardos e trabalha segundo Cristo a fim de ganhar preciosas vitórias. Anda na luz assim como Cristo na luz está. Cumpre-se nele a escritura: "Todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor." II Cor. 3:18.
 
QUARTA
O encontro de Deus com Israel
 
    O encontro com Deus pode ter duas finalidades: 1) juízo e 2) redenção. Amós 4 começa ameaçando os impenitentes de Israel e diz-lhes que viriam dias em que os habitantes do reino do Norte seriam levados cativos por uma nação estrangeira. Deus denuncia que muitas vezes, mediante juízos e providências disciplinares, tentou trazer a nação de volta a Si. Fome, seca, escassez de água, ressecamento (crestamento) das lavouras, pragas de ferrugem (doença das plantas), nuvens de gafanhotos, pestes como as ocorridas no Egito, mortes de jovens pelos inimigos de Israel... Mesmo diante de tudo isso, Deus lamenta a atitude obstinada de Seu povo: “Contudo, não voltastes para Mim.”
 
    Em face dessa postura contumaz, Deus ainda envia um apelo enfático: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o Teu Deus.” O encontro com Deus para juízo é uma coisa; o encontro com Deus para a salvação é outra. Paulo diz que “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:31). “Nosso Deus é fogo consumidor.” (Hb 12:29) O salmista Asafe escreveu inspiradamente: “Tu, sim, Tu és terrível; se Te iras, quem pode subsistir à Tua vista?” (Sl 76:7) A ira de Deus é uma manifestação de justiça que ocorre quando Sua graça salvadora é continuamente desprezada. Mas ainda assim, quantas e quantas vezes vem ela misturada com misericórdia!
 
    O encontro que, realmente, Deus quer ter com Seu povo é de salvação. Quer que digam: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” (Is 25:9)
 
“Nossa obra é proclamar os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. ‘Prepara-te... para te encontrares com o teu Deus’ (Am 4:12), é a advertência a ser dada ao mundo. É uma advertência a nós, individualmente. Somos chamados a deixar todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia. Há uma obra para fazerdes, meu irmão - tomar o jugo com Cristo. Assegurai-vos de que vosso edifício se encontra sobre a rocha. Não arrisqueis a eternidade numa  probabilidade. Talvez não vivais para participar das cenas perigosas em que estamos agora entrando. A vida de nenhum de nós é assegurada por nenhum tempo dado. Não devíeis vigiar a todo momento? Não devíeis examinar acuradamente a vós mesmos, e indagar: Que será para mim a eternidade?
 
“A grande preocupação de toda alma deve ser: Está renovado meu coração? Está minha alma transformada? Acham-se meus pecados perdoados pela fé em Cristo? Nasci eu outra vez? Estou eu atendendo ao convite: ‘Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei’? Mt 11:28... Reputais todas as coisas como perda pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus? E achais ser vosso dever acreditar em toda palavra que procede da boca de Deus?” ME2, 116, 117.
 
QUINTA
O orgulho leva à queda
 
     Está escrito em Provérbios 16:18: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.”
 
    “Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável.” PJ, 154. 

    Deus declara: “Eu odeio o orgulho e a falta de modéstia, os maus caminhos e as palavras falsas.” (Pv 8:13 – NTLH)
 
    O breve livro de Obadias mostra a visão da condenação de Edom e qual a causa de sua derrocada. Traz como razão da ruína a soberba ou orgulho. Tinha inveja de Israel porque Deus escolheu esse povo para representá-Lo. Em Números está registrada a atitude hostil dos edomitas, quando impediram Israel de passar por seus domínios, embora fossem bem aparentados e descendentes do patriarca Isaque. Outras atitudes antagônicas por parte dos descendentes de Esaú estão registradas nas Escrituras. Por sua empáfia Edom seria abatido.  
 
Temamos o orgulho espiritual
 
    Apocalipse 3:17 fala do orgulho de Laodiceia: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma...” Há mortal perigo na manutenção dessa atitude insensata. C. D. Cole considerou assim o orgulho: “É um pecado universal da raça humana, e tão natural ao homem pecador, que ele cresce no coração como mato num jardim. É um pecado com milhões de vidas; parece impossível matá-lo; brota naquilo que devia envenená-lo; gloria-se em sua vergonha.  O orgulho tem milhões de formas, e por causa de sua mudança perpétua não pode ser capturado. Parece impossível segurá-lo; e esse bicho escorrega de suas mãos e aparece de outra forma, mangando [zombando] de sua perseguição inútil.”
 
    Um dos orgulhos de Laodiceia é o da ortodoxia. Prossegue Cole: “Aqueles que entre nós conhecem algumas verdades a mais que os outros, não sabem o perigo que correm de estar cheios do orgulho da ortodoxia. Se tivermos uma sã consciência quanto à verdade de Deus, a glória pertence a Ele. Os que não conhecem a verdade são culpados, mas os que a conhecem, não devem se sentir elogiados. É a luz de Deus que vemos a luz.” Há outros “orgulhos”: do vestuário, da cultura, da aparência pessoal, da posição social, das riquezas, dos talentos, do poder, do nível espiritual, etc.
 
    “O amor-próprio, o orgulho e a presunção são a base das maiores lutas e desinteligências que têm aparecido no mundo religioso.” Ev, 102.
 
    Quem nos pode curar do orgulho? – “O coração humano não conhecerá felicidade enquanto não se submeter a ser moldado pelo Espírito de Deus. O Espírito afeiçoa a renovada alma ao modelo, Jesus Cristo. Mediante Sua influência, a inimizade para com Deus é mudada em fé e amor, e o orgulho em humildade. A alma percebe a beleza da verdade, e Cristo é honrado em excelência e perfeição de caráter.”MM62, 150.
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