Comentários Lição 2 - Preservando Relacionamentos (Prof. Sikberto)


07 a 14 de Julho de 2012

Verso para memorizar:Quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor JESUS na Sua vinda? Não são vocês? De fato, vocês são a nossa glória e nossa alegria” (I Tes. 2:19 e 20, NVI).

Introdução de sábado à tarde
Onde alguém pregasse o evangelho havia oposição. JESUS, quando Se levantou para iniciar a pregação, logo recebeu oposição. Isso aconteceu em Seu primeiro sermão, conforme Lucas 4:28 e 29. E assim foi em todos os dias de Sua vida, até que O mataram. O interessante, e até irônico, é que Ele veio para morrer. Assim, opondo-se a Ele, na verdade estavam ajudando-O a cumprir Sua missão. E o mesmo ocorreu com os missionários posteriores a JESUS. Um caso com Paulo foi a conversão do carcereiro. Os inimigos do evangelho, pensando calar Paulo, na verdade o colocaram ao alcance de mais uma família que de outro modo talvez nunca soubesse sobre JESUS, e a família do carcereiro foi convertida. Para isto, as portas da prisão se abriram com um terremoto. É evidente que DEUS estava agindo.
Paulo, depois que semeou o evangelho, foi expulso da cidade de Tessalônica. Mas o evangelho, como de costume, ganhou com isso, pois ele, não querendo abandonar aqueles irmãos novos na fé, lhes escreveu duas cartas, que passaram a fazer parte da Bíblia, e serviram como orientação a um número multiplicado de crentes ao longo dos séculos, muito maior que os crentes de Tessalônica. Quem poderá lutar contra DEUS e obter vantagem?
Paulo passou a amar os irmãos de Tessalônica. E o amor sempre leva as pessoas a se ligarem entre si, procurando relacionar-se. Aliás, DEUS criou os seres humanos para se relacionarem, pois isto é absolutamente necessário para que sejam felizes.

1.      Primeiro dia: Oposição em Tessalônica
Está muito bem explicado, no texto da lição, o que ocorreu em Tessalônica. Por isso iremos comentar a motivação em combater o evangelho, que estava por trás desses fatos.
Como explica o texto da lição, a motivação primária da expulsão de Paulo e Silas de Tessalônica era o medo de que lá acontecesse o mesmo que aconteceu em Roma pouco tempo antes (leiam no texto da lição). Havia, portanto, uma aparente provocação contra as autoridades de Roma, pois parecia estarem pregando que se levantava um novo rei para derrubar o imperador. Na verdade era isso que o povo judeu aguardava tão ansiosamente: que viesse o Messias e os libertasse do Império Romano. Mas o Messias veio diferente, e em grande parte não agradou nem os líderes judeus, que queriam permanecer ligados às autoridades romanas, e nem o povo judeu, que viu em JESUS apenas um homem pobre e sem capacidade de liderar uma revolução nacionalista. Seguiram-No apenas aqueles que entenderam, pela Sua explicação e pelas Escrituras, que o Messias desta vez viria não para ser rei, mas para ser mártir, e Se tornar o Salvador. Embora fosse essa a explicação que os missionários cristãos davam em suas viagens, mesmo assim, eram combatidos com o mesmo argumento usado para condenar JESUS: Ele Se dizia Rei. Agora eram aqueles pregadores que O proclamavam Rei.
No entanto, se bem que O chamavam Rei, deixavam bem claro que não era em relação a nenhum reino deste mundo. Ele era Rei do Universo.
Então, se não havia ameaça alguma ao Império Romano nas pregações dos primeiros cristãos, por que razão eram perseguidos? Note nos versos que a lição de hoje destaca, Atos 17:5 a 9. Perseguiam a Paulo e Silas por inveja. Por trás dos atos deles estava o demônio, pois via o avanço bem sucedido das missões missionárias, e a igreja crescendo em todos os lugares, e ele perdendo adeptos. O inimigo precisava agir, e criou argumentos tão bem engendrados que pareciam lógicos para convencer o povo e as autoridades que aqueles simples e inocentes pregadores eram uma perigosa ameaça ao Império Romano, bem como às autoridades locais.
Assim será em nossos dias, quando a igreja começar a pregar com mais poder, o que, aliás, já está acontecendo, embora ainda em pequena escala. Virão contra a Igreja Adventista e seus adeptos fervorosos (porque os demais se alinharão com os inimigos), e os atacarão por meio de diversas leis, como as da homofobia, do domingo, etc. Serão criados argumentos que parecem bem fundamentados, e amparados por leis civis, que darão a entender que os atos dos pregadores são uma afronta à sociedade. Inclusive, por exemplo, o estilo de vida de nosso povo será visto como prejudicial – o fato de não comermos certas carnes, ou carne alguma, de não ingerirmos bebidas misturas com álcool, e assim vai. O principal motivo, hoje, de oposição, será o sábado bíblico em confronto com o domingo pagão. Tudo será muito bem fundamentado em leis civis ou em acordos globais.
O que aconteceu em Tessalônica nos serve de modelo para sabermos como nos preparar para o que irá acontecer em poucos anos. Isso para que não sejamos pegos de surpresa, e que a pregação da igreja não sofra impedimento.

2.      Segunda: O episódio em Bereia
“Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11). Paulo operou sinais em Bereia, mas os cristãos dali determinaram se Paulo era de Deus ou não, examinando se o que Paulo falava estava de acordo com as Escrituras ou se não estava. (Deuteronômio 13:1-5; Jeremias 23:25-32; 1 Coríntios 12:1-3; 1 Tessalonicenses 5:21 podem ser estudados para mais ajuda neste ponto).
Aqui está a diferença entre o preconceito e a mente aberta com segurança. Há três tipos de pessoas quanto à Bíblia. Os preconceituosos são contra, e muitas vezes nem sabem por quê. Ou porque é moda ser contra a Bíblia, ou porque algumas coisas da Bíblia denunciam que a vida destas pessoas precisa mudar. Também há os superficiais, que aceitam tudo sem se importarem se é realmente verdadeiro. Em nossos dias são tantos que é bem fácil criar uma nova igreja ou seita, e escrever na frente: “venha aqui para curas e milagres, também expulsamos demônios todas as noites” que logo o lugar irá lotar. Mas se escrever na frente algo assim: “aqui se ensina sobre JESUS com base na Bíblia”, se vierem algumas poucas pessoas, sinta-se recompensado. Tal anúncio certamente faria efeito se fosse em Bereia. E há uma terceira classe que não acredita facilmente em qualquer coisa, mas também não é preconceituosa. Estes ouvem e depois abrem as suas Bíblias e conferem se aquilo que ouviram têm fundamento e é consistente. Quantos agem assim hoje? Uma minoria quase inexpressiva. Por isso é tão fácil enganar as pessoas quanto à fé, pois quase ninguém confere na Bíblia. Os judeus de Bereia eram especiais, mais nobres, porque após ouvir um sermão, em casa, geralmente em grupos, conferiam as novidades em seus rolos do Velho Testamento para comprovar a veracidade. Por isso eles foram considerados, por Paulo, mais nobres, ou seja, mais dignos de confiança e do nome de cristão.
Em nossos dias, aqueles que apenas são “cristãos de ouvido” são facilmente manipuláveis. Se são adventistas, qualquer dúvida... e já não sabem responder. Se são de outra denominação tradicional, ficam ali porque os pais já foram dessa igreja. E se são das novas igrejas que vêm surgindo, facilmente trocam por outra que lhes pareça mais atraente com mais vantagens aqui e agora. Esse é um ponto destacado pela lição, mas há outro: o da provocação.
Devemos ter muito cuidado em não provocar a oposição, principalmente por parte de outras denominações. Essa frase que escrevi tem que ser considerada com muito cuidado. Ela não quer dizer que não devamos pregar a verdade porque pode desencadear perseguições.
O que nós adventistas devemos ter cuidado é em não ofender as outras igrejas ou seus membros como se fossem gentios. Devemos tratá-los como irmãos. E sem temor, como fizeram os apóstolos, nos compete pregar toda a verdade, fazendo-o com diplomacia, mas sem esconder nada. Afinal, foi assim que os primeiros missionários agiram, e DEUS aprovou. E como membros que somos, devemos dar bom testemunho sendo bons cidadãos, honestos, corretos, de bom relacionamento com as pessoas, com famílias equilibradas onde se cultiva a felicidade, a saúde e a certeza da vida eterna. Nosso testemunho tem que ser coerente com a nossa pregação. Há muitos pastores nossos que nesses últimos anos vem pregando abertamente toda a verdade. Isso irá desencadear perseguição. Mas essa pregação não pode ser evitada e é esse o caminho, temos que esclarecer tudo. O que devemos evitar é o comportamento inadequado que se chama mau testemunho, porém, a verdade não pode ser escondida.
“Ao avançar a obra do povo de Deus com santificada e irresistível energia, implantando na igreja o estandarte da justiça de Cristo, movida por um poder que vem do trono de Deus, tornar-se-á a grande controvérsia cada vez mais forte, e se tornará cada vez mais determinada. Mente se aparelhará contra mente, plano contra plano, princípios de origem celestial contra princípios de Satanás. A verdade em seus variados aspectos estará em conflito com o erro em suas formas sempre variadas e crescentes, e que se possível, enganariam os próprios escolhidos.” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 360).
 “Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).

3.      Terça: O interlúdio em Atenas
Paulo foi corajoso em ir para Atenas. Se bem que naqueles dias essa cidade já não era mais importante como nos tempos do Império Grego de Alexandre, ainda era uma cidade de forte cultura própria. Os restos do Império Grego foram conquistados militarmente pelo Império Romano, mas Roma foi culturalmente conquistada pelos filósofos gregos. E esses filósofos fizeram, bem mais tarde, outra importantíssima conquista: a igreja cristã. Grande parte dos dogmas da Igreja Católica se originam da filosofia grega. A influência dos pensadores gregos sobre o mundo é inestimável.
Atenas, nos dias de Paulo, ainda era a “Universidade do Mundo”. Depois dela, em lugar algum na história da época, havia tanta tradição cultural. De Atenas havia saído generais, estadistas, historiadores, oradores, poetas e filósofos. Essa era a terra dos grandes filósofos como Tales de Mileto, Aneximenes, Sócrates, Platão, Aristóteles. Lá a filosofia, que é o estudo sobre a existência do ser humano e das coisas, e assim vai, se desenvolvera como em nenhum outro lugar do planeta. Mas esses pensadores todos era pagãos, e em grande parte se inspiravam de tradições religiosas e culturais de povos ainda mais antigos, como os babilônios, os egípcios, os sumérios e outros. Foram os filósofos gregos que organizaram o pensamento pagão e lhe deram característica de ciência para aqueles tempos. Ali Paulo, digamos, ‘se meteu’, ou seja, ele foi tentar levar o evangelho a esses grandes pensadores, cheios de si pela capacidade de argumentação e retórica bem desenvolvida, mas fundamentada em bases falsas. Atenção: tudo o que se fundamenta em bases não verdadeiras, pode ser muito bem desenvolvido a tal ponto que pareça verdadeira e confiável, como hoje é a teoria da origem das espécies. E quem a defende, torna-se tão confiante nas ideias que não admite outras, e passa a não dar crédito algum a quem pense diferente. Isso também acontece hoje, da parte dos evolucionistas para com os criacionistas. Ali Paulo foi falar sobre JESUS, e foi, digamos, mal sucedido. Alguns poucos se converteram, portanto, não foi um fracasso. Evidente, era uma cidade tão confiante em suas ideias que bem poucos estavam qualificados a ouvirem outras ideias. Mas esses poucos valiam muito para DEUS, e para lá foi enviado Paulo, o apóstolo tardio, inteligente o suficiente para discursar por lá.
Um dos que se converteu foi Dionísio, um dos frequentadores do Areópago (lugar de grandes debates filosóficos). Também se converteu uma mulher chamada Damaris, e mais outras pessoas. Consta que estes construíram uma igreja na cidade, pois “um grupo de arqueólogos gregos escavou as ruínas de uma igreja do Dionísio, o areopagita, situada precisamente atrás do Areópago.”
Na cidade já havia uma sinagoga de judeus, pequena ao que se sabe, pois poucos eram os judeus por lá, e eles não receberam muito bem o apóstolo Paulo.
Qual foi a estratégia de Paulo em Atenas? Diferente da de Tessalônica e Bereia. Enquanto nas cidades anteriores, onde havia mais judeus, ele começou a pregar conquistando esses judeus para fincar uma base de crentes, em Atenas não foi possível a tal base. Teve que ir pregar direto aos atenienses. Então ele circulou pela cidade para conhecer sua cultura e encontrar alguns pontos em comum, e assim ganhar credibilidade para lhes falar. Achou por lá um monumento “ao deus desconhecido”, que ele usou como sendo um tributo ao DEUS que ele estava anunciando. Isso chamou a atenção de alguns filósofos daqueles dias, e foram ouvi-lo no Areópago.
A estratégia de Paulo estava correta. Ele procurou os pontos em comum, de sua fé com a deles, e isso abre portas. Essa estratégia é tão boa que hoje satanás também a utiliza para unir as igrejas, começando pelas crenças e práticas que são comuns. Um desses pontos comuns é a música gospel, cujo ritmo e volume de som é o mesmo em todos os lugares, e cuja letra transmite pouco conhecimento, somente superficialidades. Mas é um ponto comum. Nós, adventistas, devemos utilizar a estratégia dos pontos comuns do modo correto, sem cairmos no erro de nos tornarmos um pouco pagãos para conquistar os pagãos.

4.      Quarta: Chegada a Corinto
Vamos relembrar a trajetória da segunda viagem de Paulo, a que é motivo desses estudos: Antioquia (na Síria); Tarso, Derbe, Listra (pela segunda vez, onde quase foi morto por apedrejamento); Icônio na Galácia, Trôade (para onde foi diversas vezes, e teve a visão para “passar à Macedônia”, e logo embarcou para lá, onde pregou em 5 cidades); Samotrácia (uma ilha do mar Egeu, onde Paulo só passou a noite, pois o barco ancorou ali); Neápolis (outra parada, já na Macedônia); Filipos (1ª cidade macedônica onde pregou e onde ele foi acusado e preso junto com Silas, por causa da moça da qual expulsou um demônio adivinhador); Anfípolis e Apolônia (locais de passagem); Tessalônica (2ª cidade macedônica onde pregou, principal cidade da Macedônia, atual Grécia, onde ele teve problemas de forte oposição); Bereia (3ª cidade macedônica onde pregou e importante cidade líder da Macedônia; ali eles foram bem recebidos e os irmãos estudavam as escrituras); Atenas (4ª Cidade macedônica ou grega, local de muitas divindades pagãs, onde os filósofos lhe deram as costas mas não o trataram mal); Corinto (5ª cidade macedônica onde pregou, localidade de Àquila e Priscila; ali Paulo passou um ano e meio, e ganhou algum dinheiro construindo tendas e também sofreu acusações dos judaizantes ao líder romano Gálio, mas este não se envolveu) Cencreia de onde viajou por mar até Éfeso (não mais na Macedônia, ficou ali pouco tempo, mas retornou na terceira viagem daí ficando muito tempo nessa cidade). Depois ele retornou  por mar, via  Cesaréia, Jerusalém.
Em Corinto, Paulo decidiu mudar a estratégia de abordagem que utilizara em Atenas. Pessoalmente entendo que Paulo talvez devesse ter dado mais tempo em Atenas para que conquistasse mais os filósofos. Por vezes também debato em minha universidade com filósofos. Se há coisa que eles adoram é um debate. Mas também detestam ser contestados, com raras exceções. Contudo, depois que eles passam a respeitar o oponente, e isso leva bom tempo, tornam-se mais propensos a ouvir e avaliar outras ideias. Parece que Paulo usou a estratégia correta em Atenas, com a falha de ter ido muito rápido ao ponto que era o seu alvo.
Já em Corinto, onde habitavam gregos, ele cuidou de mudar sua forma de abordagem. Em Corinto ele foi ainda mais direto que em Atenas. Mas ali isso não seria problema, pois eram gregos mas não filósofos. Quanto mais simples são as pessoas, mais direto podemos ser ao lhes apresentar a verdade. Em Corinto Paulo teve problemas com os oponentes judaizantes, mas o poder romano, representado por Gálio, não se envolveu, pois não via mal algum. Paulo teve, por outro lado, bom número de pessoas que o consideravam bem, por isso ele ficou ali por um ano e meio. Corinto foi um contraste em relação a Atenas. Talvez por isso que Paulo escreveu, em sua carta aos Coríntios, assim: “Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de DEUS. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou DEUS louca a sabedoria deste mundo? Visto como, na sabedoria de DEUS, o mundo não O conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a DEUS salvar aos que creem, pela loucura da pregação” (I Cor. 1:18 a 21).

5.      Quinta: Paulo revela sua afeição
Paulo se apegou aos Tessalonicences (não só a eles) e os amava. Ele sentia vontade de estar com eles, especialmente para os proteger de outros pregadores que faziam mal, e se opunham à verdade. Quando Timóteo lhe escreveu sobre o progresso na cidade de Tessalônica, Paulo se regozijou. Inicialmente Paulo enfrentou forte oposição em Tessalônica, vinda de fora, mas os membros de lá mantiveram a fé e cresciam no conhecimento e na prática. Aqueles irmãos eram para ele como sua família, como seus filhos. Aliás, essa é outra estratégia correta de Paulo: ele levava a mensagem e não esquecia de quem salvou. Já naqueles tempos de difícil comunicação e viagens, ele enviava cartas, das quais algumas foram inseridas na Bíblia. Enviava outros pregadores e ele mesmo tornava a visitar. Isso é algo que falta em nosso meio atualmente.

6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
A lição colocou duas citações importantes de EGW para nossa reflexão. De fato, a receptividade, a cortesia, o bom relacionamento e o trato amorável são vitais para que alguém de fora se interesse por JESUS. Os de fora não veem JESUS, eles veem seus representantes. E neles buscam conhecer JESUS. Resolvemos adicionar outras citações com teor correspondente aos que a lição já nos sugeriu ler.
“Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gál. 5:22 e 23. ... refletir-lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados” (Caminho a CRISTO, p. 58).
“Ao ser a atenção do povo chamada para o assunto da reforma do sábado, ministros populares perverteram a Palavra de Deus, interpretando-a de modo a melhor tranquilizar os espíritos inquiridores. E os que não investigavam por si mesmos as Escrituras, contentavam-se com aceitar conclusões que se achavam de acordo com os seus desejos. Por meio de argumentos, sofismas, tradições dos pais da igreja e autoridades eclesiásticas, muitos se esforçaram para subverter a verdade. Os defensores desta foram compelidos à Sagrada Escritura para defender a validade do quarto mandamento. Homens humildes, armados unicamente com a Palavra da verdade, resistiram aos ataques de homens de saber, que, com surpresa e ira, perceberam a ineficácia de seus eloquentes sofismas contra o raciocínio simples, direto, daqueles que eram versados nas Escrituras ao invés de sê-lo nas subtilezas filosóficas.” (Grande Conflito, 455).

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O comentário em vídeo tem ênfase evangelística.

Relato verídico sobre quem tinha dúvidas [sobre o sábado]

Muitas vezes acreditamos que nossas dúvidas sobre o guardar o Shabat são "pessoais" ou mesmo que são "exclusivas".
Procuramos reproduzir alguns diálogos reais na sua integralidade, para que todos possam entender a dimensão que isto pode tomar com sua renovação pessoal quando optam pelo obedecer ao Shabat.

Esta narrativa abaixo é sobre uma senhora que foi cristã [evangélica] e procurou entender como o quarto mandamento não era cumprido pela sua congregação e os motivos de tal prática. 

Abaixo alguns diálogos que ela teve com líderes de sua igreja:

Senhora: A gente acredita nos 10 mandamentos?
Prof. Escola Dominical: Sim, claro!
Senhora: E por que a gente não segue o Shabat?
Prof: Porque Jesus aboliu a lei.
Senhora: Então eu posso roubar? Posso desonrar pai e mãe?
Prof: Claro que não! É mandamento não fazer essas coisas
Senhora: Mas o mesmo lugar que diz isso diz pra cumprir o Shabat.
Prof: (Irritado) Você está tendo aula com algum judeu? Olha, não acredite nos judeus. Eles não têm Jesus.
Senhora: Eu conheço um que acredita.
Prof: Olha, se a irmã quer guardar o Shabat, tudo bem. Mas não vai poder nem falar mal dos outros no Shabat, hein?
Senhora: Mas falar mal dos outros em dia de semana pode?
Prof: Não é isso. É que a gente adora o Senhor todos os dias.
Senhora: Sim, mas a Bíblia manda guardar o Shabat independente do que a gente faz nos outros dias.
Prof: Mas veja aqui: Jesus repreendeu os judeus porque falavam que ele curava no Shabat.
Senhora: Mas a Bíblia não diz que não era permitido curar no Shabat.
Prof: Olha, se você quer guardar o Shabat tudo bem, mas não traz mais esse assunto pra igreja, ok? Guarda para você.
Uma amiga se oferece para ligar para uma grande missionária para “tirar a dúvida sobre o Shabat”.
Senhora: A senhora acredita nos 10 mandamentos?
Missionária: Claro que sim!
Senhora: Então a senhora guarda o Shabat?
Missionária: Não, eu não preciso fazer isso. Jesus aboliu a lei.
Senhora: Então eu posso roubar? Posso matar?
Missionária: Olha, a Bíblia manda guardar um dia pro Senhor, e a gente faz isso já, no domingo.
Senhora: Mas a Bíblia não fala do domingo, fala do Shabat. E mais: ninguém guarda o domingo, as pessoas só vão à igreja e pronto.
Missionária: Sim, eu sei que a Bíblia não fala. Quem criou o domingo foi o império romano.
Senhora: O império romano?!?!
Missionária: Sim, mas veja bem, o Senhor mandou a gente obedecer aos governos. E o império romano criou o domingo como dia de descanso. Mas no início, judeus e cristãos guardavam os dois dias.
Só que aí o império romano decretou que só podia guardar o domingo, porque os judeus queriam vida fácil: queriam ficar com o Shabat e também não trabalhavam no domingo.
E mais: os judeus só guardam o Antigo Testamento. Eles cumprem a lei à risca, mas não acreditam em Jesus.
Senhora: Mas é errado cumprir o Antigo Testamento por que se o Senhor não é homem para que se arrependa?
Missionária: Imagina se um judeu tiver um negócio milionário para fechar no Shabat, ele não vai deixar de fazê-lo. Duvido!
Senhora: Então se eu tiver que roubar muito dinheiro, eu posso? Missionária: É diferente... roubar é pecado. Ah tá...
Missionária: E então, tirou sua dúvida?
Senhora: Tirei sim, muito obrigada.
A senhora tirou sua dúvida sim. Tirou sua dúvida de que o Shabat é mandamento, e está super feliz por cumpri-lo.
Recentemente, ela esteve na casa de um conhecido no Shabat, para estudar a Bíblia. O amigo dela havia convidado um casal de pastores neo-pentecostais. Abaixo reproduzo o diálogo entre eles:
Senhora: Pastor, não tenho muito tempo na fé. Você poderia me falar sobre os 10 mandamentos?
Pastor: Claro: Não terás outros deuses, não farás imagem ou escultura, não matarás, não roubarás, não adulterarás, honra teu pai e tua mãe, não levantarás falso testemunho, não cobiçarás, não tomarás o nome do Senhor em vão. Xi, minha filha, não me lembro qual é o décimo.
Senhora: O “décimo” não seria para guardar o sábado?
Pastor: Sábado? Acho que não. Peraí, deixa eu olhar aqui na Bíblia.
O pastor então procura na Bíblia. Com o auxílio da Senhora, localiza o trecho dos 10 mandamentos, e diz:
Pastor: Puxa, é verdade! Aqui diz para a gente guardar o sábado.
Senhora: E por que a gente não guarda?
Pastor (meio sem jeito): Puxa, não sei... Eu nunca tinha lido isso antes. Esposa, vem ver isso aqui!
Pastora: O que foi?
Pastor: Você sabia que um dos 10 mandamentos era para guardar o sábado?
Pastora: O sábado??? Não, isso é coisa de adventista. A Bíblia não diz isso. A Bíblia diz para guardarmos o domingo.
Senhora: Diz? Onde?
Pastora: Sinceramente, não sei.
Pastor: Não, aqui nos 10 mandamentos diz para guardar o sábado! Puxa vida, a gente aqui nunca tinha lido isso.
Pastora: Deixa eu ver... É verdade. A Bíblia diz para guardar o sábado! Por que ninguém ensinou isso para a gente antes.
O amigo da Inês então diz:
Amigo: Não, mas Jesus aboliu o sábado.
Senhora: Onde?
Amigo: Aqui, ele curou no sábado e disse que se uma ovelha cair num buraco, ela pode ser retirada no sábado.
Senhora: Mas aqui ele está falando de salvar uma vida, e não de trabalhar no sábado.
Curar e fazer o bem no sábado é servir ao Senhor. Isso é guardar o sábado.
Jesus não disse: “Agora é a festa do caqui” no sábado.
Amigo: Você tem razão... Eu não tinha pensado por esse lado. Eu ia levar meu filho para cortar o cabelo hoje, será que devo?
Senhora: A Bíblia diz que não deve trabalhar nem teu servo nem tua serva.
Amigo: Puxa, então não vou levar ele hoje.
Pastor: Nós também vamos estudar mais sobre o sábado para poder servir ao Senhor.
Por um lado, essa história me deixa feliz, pois mostra o despertamento que gradativamente vai ocorrendo nas pessoas. 

Como Ele nos prometeu: Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 

Fonte: Torah Viva

Comentários Lição 2 - Preservando Relacionamentos (Prof. César)


07 a 13 de Julho de 2012

Verso Principal
“Pois quem tomaria o lugar de vocês como nossa esperança, alegria e orgulho, quando nosso Senhor vier? Quem senão vocês estarão diante dEle em Sua vinda?” 1Ts 2:19, 20 – Versão de Phillips.

“Os relacionamentos são um dos aspectos mais importantes da vida cristã. Através deles o mundo reconhece a unidade da igreja e o poder de Deus para interferir no destino dos homens. No entanto, muitos cristãos hoje têm preferido se isolar das pessoas a interagir com elas. Isso produz solidão e um sentimento nocivo de autossuficiência, prejudicando a expansão do Evangelho. Neste livro o autor esclarece alguns pontos polêmicos relacionados à questão dos relacionamentos, mostrando que vale a pena conhecer pessoas e edificá-las no pleno conhecimento de Jesus Cristo.

Esse era o padrão do início do Novo Testamento e deve ser o modelo nos dias atuais. Nada pode separar daqueles com quem precisamos nos relacionar e amar, seguindo o exemplo de nosso Pai Celestial.” Real, Paulo: Relacionamentos na Igreja: Uma Perspectiva Bíblica; Ed. Vida.

                Vivência cristã é prioritariamente relacionamento com Deus mediante Jesus Cristo. É relacionamento com outros filhos de Deus pautado na comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Na igreja processam-se relacionamentos em níveis sociais:

·         Pastores com líderes.

·         Pastores com membros.

·         Líderes com membros.

·         Membros com pastores e irmãos em associações sem acepção de pessoas. Nada de discriminações etárias, socioeconômicas, culturais, étnicas, sociais e personais. 

            Depois de três conferências bíblicas na sinagoga de Tessalônica. Como fruto imediato desse trabalho evangelístico, alguns judeus se converteram e muitos gentios e pessoas dignas da cidade também.

                Como seria de se esperar, levantou-se ferrenha oposição. Judeus recalcitrantes ou que resistiram obstinadamente juntaram-se a marginais da cidade e iniciaram oposição violenta contra Paulo e sua mensagem. Essa atitude não era surpresa para o apóstolo, que já se acostumara a enfrentá-la. O ódio satânico contra Cristo explodia sobre Seus seguidores. Uma sublevação popular era tudo o que o maligno queria para tumultuar a igreja nascente e desanimar os irmãos e os recém-convertidos. As autoridades romanas eram severas em punir levantes populares. Com certeza o arquienganador pensou ter impedido a obra de Deus naquele lugar.



DOMINGO
Oposição em Tessalônica
                “Movidos de inveja”. Inveja de quê? No caso em estudo, inveja da influência e sucesso de Paulo na pregação de Jesus Cristo como o Messias prometido.  A expansão da “seita dos nazarenos” (At 24:5) preocupava sobremaneira o mundo judaico de então. Os judeus temiam que a provável evasão de membros de sua comunidade poderia provocar um colapso em sua milenar religião. Além do desgosto que esses judeus sentiam pelo êxito do evangelismo de Paulo, eles tinham outra motivação para se opor. “Como aconteceu nos lugares anteriormente trabalhados, também aqui os apóstolos encontraram decidida oposição. ‘Mas os judeus desobedientes" foram "movidos de inveja." Esses judeus não estavam então nas boas graças do poder romano, porque não fazia muito tempo, haviam levantado uma insurreição em Roma. Eram olhados com desconfiança, e sua liberdade estava até certo ponto restringida. Agora viram eles uma oportunidade para tirar vantagem das circunstâncias, para readquirirem o favor e ao mesmo tempo lançando o opróbrio sobre os apóstolos e conversos do cristianismo.” AA, 229.
                  A calúnia contra os servos de Deus sempre foi uma arma que Satanás usa com eficácia para promover seus interesses. Nenhuma acusação assacada contra Paulo e Silas tinha fundo de verdade. Nada havia sido feito contra os decretos de César, visto que a Pax Romana permitia que cada indivíduo do império praticasse sua religião, desde que não interferisse com os interesses do estado. Eles sim haviam ilegalmente invadido a casa de Jason e aprisionado cidadãos inocentes. A denúncia de que Paulo pregava outro rei em lugar de César também era mentirosa. Tanto Jesus quanto Paulo pregavam um reino de graça e não político e temporal. Em nada isso interferia com o domínio de Roma. Pelo contrário, o próprio Jesus ordenou dar a César o que a ele pertencia, pregando assim submissão ao governo.
                O teor da mensagem de Paulo - “Ao proclamar Paulo, com zelo santo, o evangelho na sinagoga de Tessalônica, um jato de luz se derramou sobre o verdadeiro significado dos ritos e cerimônias que se relacionavam com o serviço do tabernáculo. Conduziu ele a mente de seus ouvintes para além do cerimonial terrestre e do ministério de Cristo no santuário celestial, até o tempo em que, tendo completado Seu trabalho de intercessão, Ele deverá voltar, com poder e grande glória, para estabelecer Seu reino na Terra. Paulo cria na segunda vinda de Cristo; apresentou as verdades concernentes a este evento com tanta clareza e ênfase, que produziu na mente de muitos dos ouvintes uma impressão que nunca mais se apagou.” AA, 228, 229.  
                Como o povo e as autoridades, em geral, não investigam a procedência das informações que recebem, o alvoroço se instalou na cidade.  Roma sempre responsabilizava seus representantes por qualquer incidente, revolta, insurreição ou movimento de resistência que houvesse em seus domínios. As autoridades tessalonicenses preferiram justiçar, inda que fosse a parte inocente, a permitir que notícias desagradáveis chegassem ao poder central. 
                Como não poderia deixar de ser, as autoridades cobraram fiança indevida para libertar um cidadão inocente. O objetivo dos magistrados não era praticar a justiça, mas obter vantagens das situações. Hoje não é diferente, embora a legislação seja mais completa e abarcante.
                “O biógrafo imperial Suetônio afirmou que no ano 50 d.C., o imperador Cláudio expulsou de Roma os judeus e também os cristãos (pois eram todos iguais aos olhos dos romanos). Os cristãos teriam se rebelado por incitamento de um certo Chrestus, em quem Suetônio procurou ver a figura de Cristo, cujos seguidores, semeavam a discórdia na sinagoga [sic][1]. O ato de Cláudio decorreu por causa das atividades subversivas instigadas por um certo Chrestus [sic]. Assim como existiam comunidades judaicas (existia cerca de uma dúzia de sinagogas em Roma, a maioria delas localizada à margem esquerda do Tibre), existia uma comunidade cristã na capital imperial, porém a origem da mesma é um mistério.” O legado de Cristo e a história, H. M. Santos.

                SEGUNDA  
O episódio de Bereia

Deixando Tessalônica para amainar os ânimos da população, os irmãos tessalonicenses enviaram Paulo e Silas viajaram para Bereia, uma cidade de não tão grande destaque no mundo romano. Paulo não quis “dar um tempo” em seu empenho evangelístico. Ele tinha sempre isto em mente: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9:16) Não que Deus lhe impusesse uma carga anormal de trabalho e exigisse que ele “se matasse” trabalhando. Mas, por dívida de consciência, ele sentia que não podia parar. Tinha feito um concerto consigo mesmo de que se esforçaria ao máximo para ganhar tantas almas quantas fosse possível, em gratidão ao que Jesus fizera por ele.
Em Bereia os dois apóstolos foram para a sinagoga pregar aos judeus. O resultado foi diferente daquele obtido em Tessalônica. Qual a razão? Os judeus bereanos eram fundamentalistas. Isto é, só recebiam ensinos que estivessem de acordo com as Escrituras Hebraicas, inda que não se achassem de acordo com as tradições judaicas e interpretações rabínicas. O Dr. Lucas os define como nobres. Diariamente eles estudavam as Escrituras para conferir se o que Paulo dizia estava de acordo e bem fundamentado no Livro Santo.
A mente dos bereanos não se achava limitada pelo preconceito. Estavam dispostos a pesquisar a veracidade das doutrinas pregadas pelos apóstolos. Estudavam a Bíblia, não por curiosidade, mas para que pudessem aprender o que havia sido escrito a respeito do Messias prometido. Diariamente examinavam os relatos inspirados; e ao compararem texto com texto, anjos celestiais se colocavam ao lado deles, iluminando-lhes a mente e impressionando-lhes o coração.” AA, 231.
Em contraste com “alguns judeus” que se converteram em Tessalônica, em Bereia “creram muitos”, também mulheres gregas de alta posição social e muitos gregos frequentadores da sinagoga.
Os strafottenti (um termo preferido de meu avô materno para rotular pessoas arrogantes, altivas e presunçosas) de Tessalônica não tinham outra coisa a fazer senão transtornar o trabalho de Paulo. Viajaram para Bereia e, como agitadores profissionais, alvoroçaram as multidões para atrair a atenção das autoridades locais e castigar os missionários.
O que cumpre destacar neste estudo é a atitude fundamental dos bereanos. Eles não apenas receberam a Palavra, mas o fizeram  de “bom grado”. Sentiam grande alegria em ouvir a verdade bíblica. Haviam preparado sua mente para ouvir o que Deus tinha para lhes dizer e ao confirmarem pelas Escrituras que a mensagem vinha do Senhor, estavam dispostos a fazer o que fosse necessário para agradá-Lo.
Bereanos modernos – Como adventistas, temos necessidade premente de confrontar o que ouvimos e vemos na igreja com a segura revelação de Deus encontrada em Sua Palavra. O Espírito de Profecia é uma concessão especial da graça de Deus para evitar que torçamos as Escrituras ou as apliquemos mal. Não foram poucas as tentativas de invasão de erros e falsas doutrinas que se imiscuíram em nossa igreja ao longo de sua história.
Há muitos que ouviram o arrevesado ensino de que não existe o Espírito Santo e propagam sua descrença até com certa presunção de conhecimento superior. Outros ensinam doutrinas no seio da igreja que não têm a menor base escriturística. Hoje alguns têm buscado muitas invenções para “modernizar” a igreja, operando nela uma “plástica” para deixá-la mais parecida com o mundo.  A Lei e ao Testemunho! Não aceitemos nada, seja da boca de quem for, que contrarie a simplicidade do ensino bíblico.
“É apropriado e correto ler a Bíblia; mas o vosso dever não termina aí; pois deveis examinar as suas páginas por vós mesmos. O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental, sem oração por sabedoria a fim de poderdes separar o genuíno grão da verdade da palha com que os homens e Satanás têm deturpado as doutrinas verdadeiras. Satanás e sua confederação de agentes humanos têm procurado misturar a palha do erro com o trigo da verdade. Devemos buscar diligentemente o tesouro escondido e pedir sabedoria do Céu para separar as invenções humanas das ordens divinas. O Espírito Santo auxiliará o que procura grandes e preciosas verdades relacionadas com o plano da redenção. 
“Quisera impressionar a todos com o fato de que a leitura casual das Escrituras não é o suficiente. Precisamos examiná-las, e isto significa fazer tudo o que é abrangido por essa palavra. Assim como o mineiro explora ansiosamente a terra para descobrir os veios de ouro, deveis examinar a Palavra de Deus em busca do tesouro escondido que Satanás há tanto tempo tem procurado ocultar aos homens. O Senhor diz: "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina." João 7:17. 
A Palavra de Deus é verdade e luz, e deve ser uma lâmpada para os vossos pés, a fim de guiar todos os vossos passos no caminho para as portas da cidade de Deus. É por esta razão que Satanás tem feito tão desesperados esforços para obstruir a vereda preparada para que nela andem os resgatados do Senhor. Não deveis levar vossas ideias para a Bíblia e fazer de vossas opiniões o centro em torno do qual gire a verdade. Deveis pôr de lado as vossas ideias no começo da investigação, e com coração humilde e submisso, com o próprio eu escondido em Cristo, com fervorosa oração, buscar sabedoria de Deus. Deveis sentir que precisais conhecer a revelada vontade de Deus, porque isto diz respeito a vosso bem-estar pessoal e eterno. A Bíblia é o roteiro pelo qual podeis conhecer o caminho para a vida eterna. Acima de tudo deveis desejar conhecer a vontade e os caminhos do Senhor.” FEC, pp. 307 e 308. 

TERÇA      
Intervalo em Atenas
              
             Paulo estava seguindo à risca a ordem de Jesus: “Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra” (Mt 10:23).  Esse é o princípio da evasão inteligente. Enquanto o espírito antagônico e agressivo estiver aceso num lugar, não devem os cristãos entrar em combate direto com os oponentes obstinados, a não ser que o Espírito do Senhor assim o indique.  Não sabemos se Atenas estava agendada no segundo roteiro missionário de Paulo, ou se foi contingencial sua viagem para a capital do mundo grego. Por via das dúvidas, uma escolta de irmãos bereanos o acompanhou até lá. A propósito, que outro missionário estaria tão capacitado a trabalhar na capital cultural do mundo de então, com suas emaranhadas filosofias, multidão de deuses e estranhas crenças? O homem certo no lugar certo!
                A florescente Atenas – “A cidade de Atenas era a metrópole do paganismo. Aqui Paulo não se encontrou com uma população crédula e ignorante, como em Listra, mas com um povo famoso por sua inteligência e cultura. Em todos os lugares estavam à vista estátuas de seus deuses e de heróis divinizados da História e da Poesia, enquanto magnificentes arquiteturas e pinturas representavam a glória nacional e o culto popular de deidades pagãs. O senso do povo estava empolgado com o esplendor e a beleza da arte. De todos os lados santuários, altares e templos representando enorme despesa, exibiam suas formas maciças. Vitórias das armas e feitos de homens célebres eram comemorados pela escultura, relicários e placas. Tudo isto fez de Atenas uma vasta galeria de arte.” AA, 233, 234.  
                A estratégia de pregação de Paulo em Atenas – Paulo ficou muito incomodado com a repugnante e espalhada idolatria dos atenienses, estimulada por formas sedutoras e sutis. Seu zelo por Deus acendeu-se de tal maneira que decidiu enfrentar o imenso desafio de levar luz ao orgulhoso povo. Dois focos de incursão missionária foram estabelecidos pelo grande tribuno do Evangelho: 1) a sinagoga da cidade, para trabalhar com judeus e gregos devotos da fé judaica. 2) No Areópago, local de discussões que havia no centro e núcleo de adoração de Marte, o deus da guerra, para mostrar aos gregos um conceito de que eles jamais tinham cogitado e que estava além de sua lógica filosófica: Um único  e amorável Deus e Seu plano de salvação para a humanidade.
                Ele observou o modo de vida grego e viu que eram muito religiosos, embora equivocados. “O primeiro passo de qualquer esforço missionário e ouvir e aprender sobre a fé e a cosmovisão do povo que você está tentando alcançar.” LES. Com argúcia dos sábios observou o panteão de deuses e notou que havia um altar dedicado ao deus desconhecido dos gregos, justamente Jeová, o Deus verdadeiro.
                “Entre os que se encontraram com Paulo na praça havia ‘alguns dos filósofos epicureus e estóicos’; mas estes, e todos os demais que entraram em contato com ele, logo viram que ele tinha um volume de conhecimento superior mesmo ao deles. Sua capacidade intelectual impunha respeito aos letrados, ao passo que seu fervoroso e lógico raciocínio e seu poder de oratória captavam a atenção de todo o auditório. Seus ouvintes reconheciam que ele não era nenhum aprendiz, mas era capaz de enfrentar todas as classes com argumentos convincentes em abono das doutrinas que ensinava. Assim o apóstolo permaneceu invicto, enfrentando seus opositores no próprio terreno deles, contrapondo lógica a lógica, filosofia a filosofia, eloquência a eloquência.  
                “Seus oponentes pagãos chamavam-lhe a atenção para a sorte de Sócrates, que, por ser pregador de deuses estranhos, tinha sido condenado à morte; e aconselhavam Paulo a não pôr sua vida em perigo enveredando pelo mesmo caminho. Mas os discursos do apóstolo cativavam a atenção do povo, e sua sabedoria sem afetação impunha-lhes admiração e respeito. Ele não foi posto em silêncio pela Ciência nem pela ironia dos filósofos; e convencendo-se de que ele estava disposto a concluir sua missão entre eles, e, apesar dos riscos, a contar sua história, decidiram ouvi-lo com boa disposição. 
                “’Portanto,  conduziram-no ao Areópago.’ Este era um dos locais mais sagrados de toda a Atenas, e suas evocações e reminiscências eram tais que o faziam ser considerado com uma supersticiosa reverência que, na mente de alguns, chegava ao terror. Era neste local que os assuntos relacionados com a religião eram muitas vezes considerados cuidadosamente por homens que funcionavam como juízes finais em todas as questões mais importantes, tanto morais como civis. 
                “Ali, afastado do ruído e agitação das ruas apinhadas e do tumulto da discussão promíscua, o apóstolo podia ser ouvido sem interrupção. Ao seu redor reuniram-se poetas, artistas, e filósofos - intelectuais e sábios de Atenas, que a ele assim se dirigiram: ‘Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos pois saber o que vem a ser isto.’ At 17:19 e 20.” AA, 235. 236.
             
QUARTA 

A chegada em Corinto

             Paulo pisa o solo coríntio pela primeira vez. Ali viviam pessoas de várias procedências, inclusive judeus, que tinham uma grande comunidade e sua própria sinagoga. Dois terços da população coríntia eram compostos de escravos. A cidade era em todo o império por sua devassidão moral. O termo “moça coríntia” era sinônimo de “prostituta” e “corintianizar” significava levar uma vida imoral. Nas comédias gregas surgiam personagens ditos coríntios, que claramente significava ébrios contumazes.
            O historiador, filósofo e geógrafo grego Estrabon registrou o fato de haver na cidade cerca de mil escravas trabalhando como prostitutas no templo de Afrodite, localizado no Acrocorinto, uma fortaleza localizada na acrópole de Corinto. Estas condições lançam alguma luz sobre as referências que Paulo faz à imoralidade no mundo pagão, nas suas duas cartas aos coríntios (1Co 5:1; 1Co 6:9-20; 1Co 10:8; 2Co 7:1) e na sua carta aos romanos (Rm 1:18-32), escrita quando ele esteve em Corinto durante a sua terceira viagem missionária.
            A lição fala das dúvidas dos críticos eruditos, que põem sob questionamento a historicidade do livro de Atos. Pois bem, não temos aqui espaço para apresentar muitas provas históricas e arqueológicas para opor à oposição desses sábios, porém, uma delas é bastante interessante. Trata-se da Pedra de Erasto. Essa pedra traz uma inscrição do primeiro século, falando de Erasto como comissário e administrador público. Essa peça arqueológica foi achada nas ruínas de Corinto em  1920. Esse Erasto mui provavelmente teria sido um dos cooperadores de Paulo."E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia." (At 19:22)."Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto." (2Tm 4:20). "Saúda-vos Gaio, meu hospedeiro, e de toda a igreja. Saúda-vos Erasto, procurador da cidade, e também o irmão Quarto." (Rm 16:23).
            Sem dúvida, Paulo era um homem de ciência e filosofia. Sua fama era conhecida. Em Cesareia, perante o rei Agripa e o governador Festo, sua argumentação poderosa atingiu tamanho poder de persuasão que, Festo, espantado com o que lhe pareceu uma loucura, disse que o grande cabedal de conhecimentos de Paulo o havia levado à demência (Ver At 26:24).
            Na primeira epístola aos Coríntios, cap. 1:18-2:2, Paulo discute a vacuidade da sabedoria do mundo, em especial a propalada filosofia grega, para proporcionar ao homem a verdadeira felicidade e elevação moral e espiritual. A lógica grega não conseguia alcançar a sublimidade do que foi realizado no Calvário pelo Verbo encarnado. Os judeus, com toda a sua cultura religiosa, escandalizavam-se em aceitar diante do mundo um Messias que não era nada daquilo que esperavam. Como poderiam divulgar pelas nações que seu Rei era pobre, pacífico, sofredor, sem porte heroico, humilde e sem pretensões políticas? Era um escândalo que não podiam aceitar.
            Para dar agudeza ao seu argumento, diz Ele que Deus fez uma loucura diante do mundo ao entregar  Seu Filho Unigênito para assumir as culpas de toda a humanidade. E argumenta que é essa loucura divina que ele pregava, não importando o que iriam pensar judeus e gregos.
            É manifesto que as abordagens evangelísticas precisam considerar a contextualização. Isto é, adaptar-se à cultura e dialética dos povos, sem, porém, pôr de lado a Lei de Deus e sua justiça. Ele não poderia usar com os gregos a mesma forma de discurso que utilizava com os judeus. À mente grega ele expunha a lógica do plano divino, embora não nos termos da lógica grega. À mente judaica, Paulo expunha Cristo Jesus como o Messias encontrado em todas as Escrituras Hebraicas.      
                           
QUINTA    
Paulo abre seu coração

Paulo foi um pastor amoroso e afetuosamente ligado às suas ovelhas. Ele não deixava de colocar intensidade em suas emoções ao falar de seus protegidos. “Vocês têm alguma ideia de quão  saudosos estamos de vocês, caros amigos? Embora isso não fosse por muito tempo e somente nossos corpos é que estavam separados de vocês, não nossos corações, tentamos nosso melhor para voltar a ver vocês. Vocês não podem imaginar quantas saudades sentimos de vocês. Eu, Paulo, tentei muitas vezes voltar, mas Satanás nos frustrou cada vez.  De quem, vocês pensam,  nos orgulharemos quando nosso Mestre Jesus aparecer, senão de vocês? Vocês são nosso orgulho e nossa alegria!”  (1Ts 2:17-19 – The Message)
Conheci pastores que tinham receio de manifestar suas emoções às ovelhas. Fecharam-se em si mesmos e mantinham “distância ministerial” em termos de afetividade.  Não assim com o Pr. Paulo de Tarso. No cap. 3 de 1Ts, verso 1, ele desabafa: “Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós...”  No verso 6 do cap. 3, encontramos a indisfarçável satisfação de ser apreciado: “Contou-nos [Timóteo] como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos...”
Essas revelações bíblicas fizeram-nos pensar em nossos pastores. Sabemos que a vida ministerial não é o mar de rosas que muitos pensam. Os pastores, pelo que temos observado, trabalham muito mais horas e sob a pressão de uma agenda lotada, do que qualquer outro trabalhador.  Se o problema se limitasse à carga horária, não seria tão grave. A dificuldade é a complexidade do ministério, que exige ser o pastor psicólogo, teólogo, tribuno, administrador, contabilista, ecônomo, “arquiteto e engenheiro”, conselheiro, médico de almas e outras funções mais. Não é sem razão que Fisher disse: “O ministério pastoral é a estranha combinação de ser amado e desprezado, aceito e criticado, seguido e rejeitado. É parte entusiasmo, parte depressão. Satisfação calma misturada com descontentamento destrutivo. Muita afeição e, às vezes, até ira. É o poder do Evangelho e a fraqueza da humanidade, tudo envolto em uma só experiência."
Penso que deveríamos compreender mais aqueles que têm cuidado de nossa vida. “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hb 13:17) Lembremo-nos de que nossos pastores não são seres invulneráveis com poderes extraterrestres. Eles são humanos como nós e falíveis. Não exijamos deles mais do que é razoável.


[1] O termo “sic” que é intercalado numa citação significa que o texto original está reproduzido exatamente, por errado ou estranho que possa parecer.

Muçulmano se converte após sonhar com Jesus e lança DVD com testemunho

Não é raro encontrar muçulmanos que tiveram sonhos com Jesus e passaram a se assumirem como cristãos. Ali é um deles e está lançando um DVD “More Than Dreams” [Mais que Sonhos] contando como isso aconteceu.

Em seu relato para o programa CBN News ele conta que há alguns anos ele estava fazendo uma peregrinação na Meca islâmica conhecida como Hajj para cumprir as exigências religiosas.
Em uma certa noite ele teve um sonho tão real que o fez mudar de religião. “Naquela noite eu vi Jesus em um sonho”, conta Ali. “Primeiro Jesus tocou a minha testa com o dedo. E depois de me tocar ele disse: ‘você me pertence’”, relembra.

Mas o sonho não parou por ai, “Ele então tocou acima de meu coração dizendo: ‘você foi salvo, siga-me. Você me pertence’”. Desse dia em diante Ali resolveu desistir da peregrinação para seguir a Jesus. Nesse DVD essa história foi dramatizada e somada aos relatos de outros muçulmanos.

De acordo com Tom Doyle do 3 Minitries os muçulmanos estão tendo cada vez mais sonhos com Jesus Cristo e optando em mudar de religião. “Talvez eles não tenham uma Bíblia, nem tenham um missionário em sua aldeia, mas eles vão receber a mensagem de Cristo de alguma forma”, diz ele.

Doyle e sua esposa, Joanna, trabalham como missionários no mundo muçulmano, e para contar sobre suas experiências ele está lançando o livro “Dreams and Visions: Is Jesus Awakening the Muslim World?” [Sonhos e Visões: Jesus está acordando o mundo muçulmano?].

O fenômeno sobre sonhos e visões começaram a ganhar destaque no mundo muçulmano na Indonésia. “Na igreja, se você perguntar quantas pessoas vieram a Cristo, 80% vai dizer: ‘Eu O vi em um sonho’”, alega uma mulher da Ásia Central em entrevista para a CBN News, sua identidade não foi revelada por questões de segurança.

Outra testemunha, dessa vez um homem, conta que resolveu procurar a igreja depois de um sonho com Cristo. “No dia seguinte ao meu sonho eu decidi vir a Ele”, disse.

O apresentador do programa “Reflexões”, Hazem Farraj, atração transmitida via satélites para muçulmanos, conta que muitas vezes é contatado por telespectadores que falam sobre esses sonhos. “Teve uma senhora que me escreveu dizendo: ‘Eu liguei a televisão e lá estava você… as palavras que saíam da sua boca eram tão pacíficas que adormeci. Nesse sono acabei tendo uma visão de Jesus’”, relata o apresentador.

Essa telespectadora contou que nesse sonho Jesus lhe dizia que era o Filho de Deus. “Assim que eu olhei eu sabia que Cristo era o sacrifício”, relembra Farraj sobre o que a telespectadora lhe contara.

Doyle confessa que não é de uma hora para outra que um fiel do Islã se torna cristão, mas que essa experiência de sonhos e visões faz com que o muçulmano transpasse barreiras inerentes ao Islã.

Traduzido e adaptado de CBN


Comentários Lição 1 - O evangelho chega a Tessalônica (Prof. Sikberto)



30 de Junho a 07 de Julho de 2012

Verso para memorizar:Também agradecemos a DEUS sem cessar, pois, ao receberem de nossa parte a Palavra de DEUS, vocês a aceitaram não como palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como Palavra de DEUS, que atua com eficácia em vocês, os que crêem” (I Tess. 2:13, NVI).

Introdução de sábado à tarde
O contraste entre “palavra de homens” e “palavra de DEUS” é que faz a diferença. A Bíblia não é meramente um livro escrito por seres humanos com base em seu conhecimento. Se assim fosse, seria algo incrível, pois como poderiam seres humanos ter tamanha coerência ao longo de seu texto, havendo dezenas de escritores?
O que entendo ser mais impressionante na Bíblia é o seu poder profético. Pessoalmente sempre fui afetado pelas profecias bíblicas. Há dois grandes motivos: saber o que vem pela frente, e o principal, admirar o inexplicável poder de DEUS. Afinal, como pode alguém conhecer o futuro tal como o passado? Portanto, se existe alguém assim, que é DEUS, nesse posso confiar totalmente, pois tem poderes que não podemos compreender por completo. Então se agregue a isso o amor de DEUS, e a admiração por Ele só aumenta. Agregue-se ainda a vida de JESUS, que demonstra esse amor, e já não sabemos como entender a DEUS, pois ultrapassa a nossa capacidade de ser explicado. E isso é evidente, pois Ele é infinito em tudo, e nos somos limitados.
Nesse trimestre teremos o privilégio de estudar sobre a evangelização de Tessalônica. Também teremos trechos sobre profecia. Vai ser interessante.
A cidade foi construída por determinação de Cassandro, em 316 a.C., que lhe deu o nome da sua esposa, Tessalônica, meia-irmã de Alexandre Magno. Esta fora assim chamada por seu pai, Filipe II da Macedónia, por ter nascido no mesmo dia da vitória dos macedônios sobre os tessálios. O nome alternativo Salonica, antigamente mais comum e usado em vários idiomas europeus, deriva da variante Σαλονίκη (Saloníki) em grego popular. Foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedónia, governada pelo pretor Fabiano, a partir de 146 a.C. Na sua segunda viagem missionária, São Paulo pregou na sua sinagoga, lançando as bases de uma das mais marcantes igrejas da época, e destinou-lhe duas das suas epístolas. A animosidade contra Paulo, por parte dos judeus da cidade, levou-o a fugir para Bereia. Posteriormente, escreveu a Primeira Epístola aos Tessalonicenses e a Segunda Epístola aos Tessalonicenses.
“A cidade obteve do imperador Augusto as regalias de “cidade livre”, tendo uma administração e tribunais próprios. A cidade era privilegiada por um porto, e pela mesma era cortada pela Via Egnata que ligava Roma a Bizâncio, o que fez Tessalônica tornar-se uma cidade próspera.
“Em termos territoriais, Tessalônica localizava-se ao extenso das costas egeias da Trácia, Tessália e Macedônia, tendo fronteiras indefinidas. Mesmo o território não sendo propício a batalhas, devido o território, as mesmas não deixaram de ocorrer, pois o reino sofria constantes ataques, como os de Aleixo III (o imperador deposto).
“Em 388, a cidade foi palco do Massacre de Tessalónica, quando, por ordem do imperador Teodósio I, 7000 pessoas foram assassinadas por se revoltarem contra o general Buterico e outras autoridades romanas.”

1.      Primeiro dia: Os pregadores pagam um preço
Paulo pregava em Filipos e o seguia uma jovem possessa de um espírito adivinhador. Por ela, alguns homens ganhavam muito dinheiro, adivinhando para o povo. Paulo se indignou com isso, e expulsou o espírito. Assim eliminou a fonte de ganho daqueles homens, que se aproveitavam da moça. Eles se indignaram e prenderam Paulo, levaram-no aos pretores, acusando-o de mudança nos costumes da cidade, como que virando-a de cabeça para baixo. Paulo, e seu companheiro Silas, foram açoitados e levados ao cárcere. Mas à meia-noite houve um terremoto, e as portas da prisão se abriram. Com isso o carcereiro se converteu. Ou seja, ali havia alguém que precisava de algum modo receber a mensagem, e foi assim que ela chegou ao carcereiro. Na pregação do evangelho, algum motivo positivo há para tudo o que acontece aos mensageiros.
As perseguições contra os pregadores iniciaram em Filipos, por causa daquela moça possessa. Dali se estenderam atrás de Paulo em Tessalônica e depois em Beréia. Quem os perseguia?  Os judeus que não aceitavam a JESUS como Salvador.
O que desencadeou a perseguição? Foi o ato de Paulo expulsar o demônio da moça que lhes dava lucro. Então Paulo agiu errado ao expulsar aquele demônio? Não, evidente que agiu corretamente. Interessante é que Paulo demorou alguns dias para fazer isso. Qual teria sido a razão? É fácil entender. Quando houve aquela expulsão, de imediato prenderam a Paulo. Portanto, tivesse expulso logo no primeiro dia, não teria pregado o evangelho nesse meio tempo. DEUS certamente estava conduzindo os fatos, e orientou o momento mais apropriado de libertar também a moça.
Mas havia mais algo em questão. A jovem falava coisas boas com respeito a Paulo e Silas. Mas o efeito dessas coisas positivas era confundir e preparar para depois fortalecer a idolatria. Atentemos para o que diz o relato profético a respeito:
“Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação." Atos 16:17. Esta era uma mulher "possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores". Atos 16:16. Sua influência havia contribuído para fortalecer a idolatria.
“"Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: Retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu." Atos 16:18.
“Mas, diríeis, ela falava coisas boas. Por que Paulo a repreendeu? Era Satanás falando por meio dela, esperando misturar seus enganos com as verdades ensinadas por aqueles que estavam proclamando a Palavra de Deus.
“O mesmo perigo existe hoje. O inimigo está procurando introduzir os seus enganos por intermédio daqueles que deveriam estar de joelhos perante Deus, suplicando entendimento quanto ao que diz a Escritura, a fim de que possam resistir às más influências das quais o mundo está cheio. Deus deseja que os enganos científicos sejam desarraigados de cada coração. Deseja que repreendamos toda e qualquer imaginação perniciosa, toda e qualquer má obra. Se permitirmos que tais imaginações fiquem sem repreensão, sofreremos as conseqüências. ... Deus quer que vamos a Ele em busca de luz, e que levemos conosco Sua presença onde quer que vamos” (Refletindo a CRISTO, MM, 1986, 210).
Muito cuidado, coisas boas podem facilmente servir de embalagem para sutis enganos de satanás. Essa é a principal estratégia de satanás em nossos dias. Uma das embalagens é a música gospel, para citar um exemplo. Outra, são pessoas que realizam exemplar trabalho pela salvação de almas, mas se vestem ou praticam algumas ações tal como o mundo, e que são condenáveis, mas, ainda assim, estão sendo tolerados. A mistura de verdade com erro, bastante verdade e um pouco de erro, é uma estratégia poderosa para enganar fazendo pensar que está sendo salvo.

2.      Segunda: A estratégia de pregação de Paulo
Em outras palavras de como se apresenta didaticamente na lição, como poderíamos descrever a estratégia de Paulo, para evangelizar os judeus da dispersão?
Antes, resumindo a explicação da lição. Paulo ia ensinar nas sinagogas dos judeus. Estes já estavam estabelecidos em outras terras desde antes de JESUS vir a esta Terra, por causa das diversas dispersões do povo de DEUS ao longo dos séculos anteriores. Lá ele ia para pregar e para orar.
Em segundo lugar, ele usava fortemente a Bíblia, naqueles tempos só havia o Antigo Testamento. E os judeus o valorizavam, portanto, tudo o que assim fosse fundamentado, tenderia a ter credibilidade. De fato, muitos judeus aceitaram os argumentos de Paulo sobre JESUS, e se tornaram seguidores dos ensinos de JESUS.
Em terceiro lugar, Paulo ensinava algo um pouco diferente do que eles criam sobre JESUS. O que eles criam era de que viria o Messias e os libertaria do jugo romano. Mas Paulo demonstrava pela Bíblia que, antes de JESUS vir em glória, Ele viria em humildade, e sofreria tremendas dificuldades, para por essa via, tornar-Se Messias, isto é, Salvador.
Como podemos, então, dizer o mesmo, porém em outras palavras? Estava claro para Paulo que o povo de DEUS, disperso, deveria ser como uma embaixada para o evangelho de JESUS em outras terras. Portanto, não era de desprezar os judeus que já estavam lá há muito tempo. No entanto, esses judeus precisavam aceitar a JESUS como Salvador, e essa era uma tarefa delicada, pois na tentativa de fazer isso, poderia estragar tudo. Se falhasse, em vez de seguidores de JESUS criaria animosidade contra JESUS, como no Sinédrio, e como ele mesmo já fora. Logo, Paulo fundamentava tudo muito bem na Bíblia. Passo a passo, ele demonstrava que aquele JESUS que fora pregado na cruz, era, de fato, o Messias esperado. Aqueles judeus, que não estavam em Jerusalém quando JESUS foi condenado, que não participaram dos gritos “crucifique-o”, em geral entenderam a verdadeira interpretação das escrituras, que era diferente daquela dada pelos mestres na Judéia. Portanto, Paulo os persuadia, não os convencia, isto é, ele trazia notícias muito boas, como algo que eles já esperavam, mas que veio de um modo um pouco diferente de como esperavam. Esse modo diferente era a realidade, mas o modo de como esperavam não era realidade, havia engano, e o engano não era daqueles judeus, ele vinha de seus mestres. Para Paulo não ficava complicado tratar do engano, pois ele mesmo já fora militante no engano, e já tivera que mudar de opinião. Portanto, assim como ele fizera a mudança, do mesmo modo instava que eles também mudassem seu entendimento sobre o Messias. Então, em geral, esses judeus aceitavam que JESUS era de fato o Messias, e passavam a crer n’Ele.
Resumindo, qual foi a estratégia de Paulo? Ele partiu de uma base comum entre ele e os judeus que visitava: a Bíblia. Assim sendo, essa também pode e deve ser a nossa estratégia hoje para conquistar os cristãos de outras igrejas, que também utilizam a Bíblia.

3.      Terça: Duas visões do Messias
Os textos a respeito da primeira vinda do Messias, retratam a realidade simples, mas culturalmente impossível de se entender sem o poder do ESPÍRITO SANTO. Os textos tratavam que viria um rei, descendente de Davi que foi o maior conquistador de todos os tempos, talvez paralelo a Josué, e que consolidou a nação. Davi servia bem para representar JESUS pois nunca perdera uma batalha.
Paralelo a profecia da vinda do Messias, havia outras profecias referentes a Israel como uma grande nação, com um território enorme, que abrangia desde o Egito até a Síria e do Mediterrâneo até o Iraque. Mas na realidade onde os judeus se encontravam era uma faixa de terra pequena, cercados de inimigos, e dominados pelo Império Romano. Haviam perdido sua pujança por bobeira, desobedecendo ao DEUS verdadeiro e se ligado a ridículos ídolos pagãos. Sem entenderem a profecia do tempo que lhes fora dado, que era de 490 anos, a contar da data do início da reconstrução de Jerusalém, não perceberam que chegava a outra data, a da rejeição da nação como povo de DEUS, e a queda definitiva de Jerusalém como capital do povo de DEUS. Assim, esperavam um Messias rico e nobre, poderoso, um conquistador como fora Davi. Para a análise de mentes humanas fazia todo sentido, mas para a lógica divina, o tempo para o povo de DEUS simplesmente se esgotava, e o Messias a vir era o Cordeiro do sacrifício. Pois todo aquele ritual de sacrifícios eles não entenderam, que apontava para um homem ao mesmo tempo DEUS, que viria para sofrer, não apenas por um povo, mas para ser morto pela humanidade.
O rei que veio, era de fato muito rico, era o dono de tudo no planeta, contudo, se fez pobre e sujeito a humilhações, para assim viabilizar ser condenado pelos líderes que estudavam a respeito do Messias, eram doutores nisso, mas ao verem o próprio, sequer O identificaram. Quando se estuda qualquer livro com interesses próprios e egoístas, é certo que se entenderá tudo errado. E quando se estuda a Bíblia dessa maneira, é certo que se entenderá tudo invertido, pois logo aparecerá alguém para inventar uma explicação que se encaixe exatamente com aquilo que se quer entender pelos textos. E tarde demais se descobrirá que está tudo fatalmente errado. Foi o que aconteceu com aquela geração do tempo de JESUS, que muitos deles ainda puderam ver a destruição do Templo e de Jerusalém, conforme Mat. 24:34.
Viria um Messias para salvar a humanidade, e depois ser Rei majestoso e poderoso. Para esse fim, Ele voltará outra vez. E isso está perto de acontecer, é ainda nessa geração, aliás, em pouquíssimo tempo.

4.      Quarta: Sofrimento antes da glória
Há quatro padrões em nosso planeta: 1º) sofrer para depois alcançar condições de vida superior; 2º) viver bem para depois sofrer; 3º) sofrer sempre; 4º) viver sempre bem.
Os verdadeiros cristãos, geralmente sofrem para depois alcançar vitórias. Alguns bons cristãos não passam pelo sofrimento, e alcançam vitórias, esses certamente são casos raros. Talvez um desses casos tenha sido Enoque. As pessoas do mundo certamente se enquadram, na maioria dos casos na situação dois, e outros na três. Se eles estiverem na situação quatro, isso é aparente, pois sofrerão no tempo do juízo. Para os ímpios, o sofrimento final está garantido.
Os grandes personagens bíblicos geralmente sofreram para depois serem recompensados. Foi o caso de Jó, de Davi, de Daniel, de Jacó, de Elias, dos apóstolos, e principalmente de JESUS. Muitos dos bons seguidores de CRISTO só sofreram, a sua glória virá após a ressurreição. Assim foi com os apóstolos, com Estevão e com muitos cristãos da Idade Média. É perceptível o seguinte: quanto mais poderoso o testemunho do servo de DEUS, em muitos casos, maior o sofrimento. Assim foi com JESUS e com os apóstolos, com exceção de João, cujo sofrimento foi o exílio, mas não por uma morte dolorosa. Uma coisa para os servos fiéis é certa: pode haver sofrimento, mas mesmo que não tenham alcançado bons tempos nessa vida, após a ressurreição eles serão recompensados de maneira maravilhosa. Disso podemos ter certeza.
JESUS foi um homem de dores. Ele poderia ter vivido a glória, pois inteligência e poder para isso possuía, e as condições de apoio popular também. Mas por decisão própria, e pela missão que recebeu, preferiu um caminho mais inteligente, de sofrer para não só Ele entrar na glória, mas, tornando-Se Salvador, fazer retornar à vida eterna aqueles que já estavam condenados para a morte eterna. Aqui está a inteligência do amor, mesmo que seja necessário sofrer, opta sempre pela alternativa que expande os benefícios para muitos, não só para si e seus amigos íntimos.
Portanto, se algum dos leitores estiver sofrendo, considere isso como os apóstolos diziam, que nem isso mereciam, de sofrer ao lado de JESUS. A glória os está aguardando.

5.      Quinta: Nasce uma igreja
Como foi o surgimento das igrejas cristãs na Ásia? Foi uma sucessão de fatos dirigidos por DEUS.
A nação de Israel foi estabelecida para ser uma bênção às outras nações, atraindo-as para a verdadeira adoração. No entanto, satanás atacou a nação, que, ao contrário de sua missão, se via atraída aos encantos místicos da adoração pagã. Assim hoje, muitos de nós, pertencentes a igreja que conhece a verdadeira adoração, nos achamos atraídos aos rudimentos do mundo. A nação que devia abrir-se ao mundo para influenciá-lo a favor de DEUS, fechou-se para o mundo, imaginando-se ser o único povo escolhido com privilégios exclusivos, por terem o templo onde DEUS habitava.
Mas DEUS, assim mesmo, fez com que cumprissem sua missão. Por diversas vezes eles foram espalhados pelo mundo. Ali ficavam, e ali praticavam seus cultos. Na Ásia, por exemplo, foi isso que aconteceu. Muitos gentios simpatizaram com esses cultos dos judeus, e passaram a participar deles. Os judeus em exílio tornaram-se menos intolerantes com os gentios, e os aceitavam em suas cerimônias, nas sinagogas. Quando Paulo, e outros apóstolo chegaram a essas cidades, vindo o tempo aos gentios, os próprios judeus já tinha ido, na frente, e já havia sinagogas construídas em diversas cidades. Nesse caso, foi só ensiná-los sobre JESUS, que Ele era mesmo o Messias, o que não foi muito difícil. Assim surgiram as primeiras igrejas cristãs fora das fronteiras de Judá. Esses judeus que foram na frente, por causa das diversas diásporas (dispersões dos judeus pelo mundo), já haviam providenciado, sem querer, toda infra-estrutura para as futuras igrejas cristãs. Eram obviamente homens e mulheres dirigidos por DEUS. Por isso a pregação do evangelho foi tão rápida, graças àqueles judeus. E também por isso o evangelho foi mais facilmente pregado aos gentios, pois já havia alguns deles praticando os ritos judaicos. Então era bem lógico o que Paulo fez, provar para eles, pelas escrituras que aceitavam, quem era aquele homem que lá em Jerusalém foi executado numa cruz.

6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Como pudemos analisar ontem, os judeus, como nação, não cumpriram integralmente com a expectativa que DEUS possuía em relação a eles, mas, com relação a pessoas, eles, antes que viessem os pregadores cristãos, já estavam espalhados pelo mundo, tendo ido na frente, abrindo fronteiras, facilitando e tornando veloz a pregação sobre o Messias. Fazendo um importante paralelo com os dias atuais, esse fenômeno se repetirá. Os poderes do Ecumenismo estão a cortejar a nação de Israel para que ali se santifique o domingo. Isso certamente acontecerá. E assim se formará uma poderosa aliança contra o sábado. Afinal, se os próprios judeus, que receberam os Dez Mandamentos concordam que hoje se deve santificar o domingo, ficam prejudicados, perante a opinião pública mundial, aqueles que ainda continuarem a ensinar o sábado, do sétimo dia, como o verdadeiro dia que DEUS santificou. Contudo, tal como os judeus da dispersão, muitos deles, nesses dias finais, não só se manterão firmes ao lado do sábado, como também aceitarão a JESUS, o autor da lei, que dera a Moisés os Dez Mandamentos, e que também estabelecera o sábado na semana da criação, tendo Ele mesmo descansado naquele dia.
Curiosamente, embora não mais como povo, mas como igreja, os judeus, outra vez tem um importante papel na conclusão da obra da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO: eles são como que o fiel da balança, pois não há como desconsiderar que foram o povo escolhido, e que foram os primeiros a receberem os ensinamentos no deserto, e que foi por meio deles que CRISTO veio ao mundo. Nisso, todos nós, que já fomos gentios, devemos reconhecer a sua importância. Portanto, o quanto é importante amar essas pessoas, e o quanto é ainda mais importante recebê-los como irmãos, assim como aqueles judeus da dispersão receberam os gentios como irmãos. Assim, em nossos dias, aquele ciclo de irmandade hoje se completará: todos descendentes de Abraão, uma parte, por sangue, outra parte, espiritualmente.
Terminando esse comentário: mais do que todas as outras etnias, os judeus tem um poder especial, o de por meio do reconhecimento de que JESUS é o Messias, reconfirmar a sua fidelidade pelos Dez Mandamentos ao lado do Messias, incluindo o sábado, e denunciando o domingo como falso. Essas coisas já estão acontecendo. Eles, junto conosco que entramos no povo de DEUS mais tarde, juntos levantaremos as mãos para receber JESUS em glória, e irmos com Ele para a vida eterna.

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O comentário em vídeo tem ênfase evangelística.

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