Como Ganhar Perdendo

"Disse o homem: 'Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e homens e venceu.' " (Gênesis 32:28)

Em suas biografias, a Bíblia não trata de esconder quem verdadeiramente eram as pessoas cujas vidas ela relata. Há, por exemplo, mais capítulos em Gênesis dedicados a Jacó e sua família do que a qualquer outro patriarca. É o único que vemos em ação como criança, jovem, marido e pai. Pela graça, tornou-se pai das doze tribos de Israel e ancestral de Jesus.

O rabino e escritor Harold Kushner, em seu livro Que Tipo de Pessoa Você Quer Ser, menciona que escutou certa vez um psicólogo estabelecer um contraste entre dois tipos de moralidade. “Existe a moralidade da esperteza e da sagacidade, em que ter sucesso significa levar a melhor numa interação com outra pessoa por meio de um negócio feito com astúcia ou de uma resposta esperta. Nesse tipo de moralidade, o pior pecado é deixar alguém tirar vantagem de nós, e a pior punição é a vergonha quando outras pessoas nos desprezam por terem levado a melhor. Há também a moralidade da integridade, em que o bem maior é a consideração pelos outros e a pior punição é a culpa quando nos desprezamos pelo que fizemos.”

“Esperteza” é a palavra que se enquadra bem na personalidade de Jacó. Quando as coisas não andavam como ele queria, encontrava um jeito de manipular as circunstâncias para não sair perdendo.

Por meio da esperteza, aproveitou-se do irmão. Durante muito tempo ele teve que conviver com a realidade de ter enganado o irmão, tirando-lhe a primogenitura e todos os privilégios que ela trazia. Para complicar, enganou o pai e dividiu a família. Mas Jacó era do tipo que nem perdia sono por isso. Chegava a dormir até mesmo com um travesseiro de pedra e a ter bonitos sonhos.

Por mais esperteza que quisesse demonstrar, tinha dentro de si o conflito de conseguir a qualquer custo o que quisesse, mas ao mesmo tempo se sentia insatisfeito pelo que havia feito. Esse conflito se aprofundou até que chegou ao auge, no momento da luta com o anjo. Da última vez, quem lhe perguntara o nome fora o pai. Sua resposta foi: “Esaú”. Agora, porém, admitia quem realmente era. Quando o anjo lhe perguntou qual era seu nome, estava em verdade perguntando: “Que tipo de pessoa você é? Você está vivendo de acordo com seus valores?”

Deus tomou a iniciativa de ir ao encontro de Jacó. Ao lutar com Deus, o egoísmo e a autossuficiência deram lugar à nova natureza. E Jacó ganhou um novo nome e um novo coração.

Fonte: MD 2011


Tribo de Issacar – um Referencial

"Da tribo de Issacar, duzentos líderes e os homens comandados por eles. Esses líderes sabiam o que o povo de Israel devia fazer e a melhor ocasião para fazê-lo." (1 Crônicas 12:31, 32, NTLH)

Um dos livros no qual emperramos quando estamos lendo a Bíblia em sequência é o de Crônicas. Parece ser uma repetição de episódios ocorridos desde Josué até Reis, interrompida por uma série de genealogias e listas do contingente militar de cada tribo. Os tradutores da Septuaginta (que traduziram o Antigo Testamento para o grego) chamaram o livro de “coisas omitidas”, e o consideravam quase um suplemento.

Mas, em meio aos nomes e os números, existe uma pedra preciosa engastada: é o capítulo 12 de 1 Crônicas. Ali está uma representação das doze tribos que constituíram a Davi rei sobre Israel. Alguns nomes são salientados pela sua bravura. Compõem uma espécie de Dream Team. Os melhores entre os melhores. Mas, no meio desse time de valentes, havia alguns cuja especialidade não era a natação, o arco e flecha, nem a luta livre. Era um grupo diferente. Especial. Homens dos quais o texto diz que “sabiam discernir os momentos em que Israel devia agir e a maneira de fazê-lo” (Bíblia de Jerusalém).

Tinham a sagacidade de parar e discernir tendências e perigos; os aspectos que necessitavam ser enfatizados. Estavam sintonizados e “internetizados” com as circunstâncias e os eventos que os rodeavam.

Saber o tempo certo, a melhor ocasião, é importante não apenas numa posição de liderança, mas no dia a dia, ao tomarmos nossas decisões.

Lawrence Peter, em seu livro A Competência ao Alcance de Todos, diz:

“A decisão de fechar a porta do estábulo antes de pôr lá dentro o cavalo é tão mal calculada quanto fechá-la depois que o cavalo foi embora.”

De um lado, temos os apressadinhos, intempestivos, que se autodenominam dinâmicos: “Não podemos perder essa oportunidade; tem que ser hoje.” De outro, existem aqueles que se movimentam em outro ritmo. Vagarosos, na velocidade de um iceberg, acomodados. São chamados pelos colegas de “metódicos”.

Hoje você enfrentará situações que vão requerer tomada de decisões, saber o que deve ser feito e quando deverá ser feito. Que Deus lhe dê discernimento para escolher o melhor, na hora certa.

Fonte: MD 2011


Recados Inspirados - #20


"Os adventistas do sétimo dia estão fazendo progressos, duplicando seu número, estabelecendo missões e desfraldando o estandarte da verdade nos lugares escuros da Terra; todavia a obra está avançando muito mais demoradamente do que Deus o quereria. [Por quê?] Os membros da igreja não se acham individualmente despertos para desenvolver os mais fervorosos esforços de que são capazes, e todos os ramos da obra estão sendo prejudicados pela falta de fervente piedade, e de obreiros consagrados, humildes e tementes a Deus. Onde se acham os soldados da cruz de Cristo? Que aqueles que temem a Deus, os sinceros, os de um só propósito, que visam perseverantemente a glória de Deus, se preparem para a batalha contra o erro. Há muitos fracos, covardes de coração nesta hora de conflito espiritual. Quem dera que sua covardia se convertesse em força, que se tornassem valentes na luta, e pusessem em fuga os exércitos contrários!" Historical Sketches, pág. 290.

(Serviço Cristão, pág. 97)


Recados Inspirados - #19


"Muitos, muitos há que não temem enganar seus semelhantes; mas foi-lhes ensinado, e eles foram impressionados pelo Espírito de Deus, que é terrível coisa mentir a seu Criador. Quando postos sob juramento, é-lhes feito sentir que não estão testemunhando apenas diante dos homens, mas perante Deus; que se derem falso testemunho, é Àquele que lê no coração, e que sabe a exata verdade. O conhecimento dos terríveis juízos que se têm seguido a esse pecado tem uma influência refreadora sobre eles."

(O Maior Discurso de Cristo, pág. 67)


365 Recados Inspirados - #18


"Cristo diz o seguinte daqueles que se ufanam de sua luz mas não andam nela: 'Por isso Eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós outros. E tu, Cafarnaum [adventistas do sétimo dia que tiveram grande luz], que te ergues até aos céus [com referência a privilégios], serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.' " Review and Herald, 1º de agosto de 1893.

(Eventos Finais, pág. 48)


Vivendo com o Senso de Admiração

"Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: 'Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando?' " (Atos 2:7)

Perplexos, atônitos, maravilhados, surpresos, não imaginavam como aquilo poderia ter acontecido. Essa foi a primeira avaliação do que havia ocorrido no dia de Pentecostes. E não era a opinião de apenas algumas pessoas, mas de toda uma multidão: “Você viu o que aconteceu? Nunca vimos algo assim! Fantástico! Eu não sabia que eles falavam outra língua. Que legal!”

E diante do que aconteceu, houve duas reações diferentes: a primeira foi a do grupo dos que surfavam na onda do assombro: “Puxa! Escutamos em nossa própria língua a mensagem de hoje! Veja como as pessoas estão mudando!” Era o grupo do “Oh! Que legal!”

O outro grupo era o daqueles que ficam à beira da praia, o grupo do “ti-ti-ti”. Diziam: “Está fora dos padrões. É novo. É perigoso! Não é legítimo porque não tem a minha digital. Não estudamos esse assunto em comissão. Isso é atribuição do meu departamento, e eu nem sabia de nada.”

Eles não podiam suportar o fato de que alguma coisa nova e boa estivesse fora do seu controle. Certamente Deus não iria fazer nada que eles não soubessem. E acrescentaram: “Gente, está tudo explicado. É óbvio, eles estavam bêbados!”

Estamos no grupo dos que se admiram, que gostam das surpresas, ou no grupo que tem explicações para tudo?

Logo depois do Pentecostes, o cristianismo virou o mundo de cabeça para baixo. Era considerado perigoso e subversivo. Como o cristianismo é descrito agora? Em termos de conformidade. Significa ter boa reputação e não “sair dos trilhos”. A igreja hoje é descrita como uma cidade de refúgio, lugar aconchegante e de carinho. Isso também é verdade, mas não nos esqueçamos de que o reino de Deus é uma influência transformadora.

Mike Yaconelli dizia: “A igreja deve estar cheia de cristãos que fazem perguntas em lugar de procurar respostas; que procuram mistério antes de soluções; e que procurem assombro antes de explicações.”

Será que não podemos manter em nossa vida uma porta aberta para a maravilha que são especialmente as pessoas com as quais convivemos e trabalhamos? Devemos somar, demonstrar a cada uma delas nosso senso de admiração, e não limitar em nossa mente as expectativas daquilo que elas devem ser.

Jesus nos desafia a abrir espaço em nossa vida para esse senso de admiração e fascínio ao percebermos a atuação da graça de Deus na vida das pessoas.

Fonte: MD 2011


Síndrome do Irmão do Pródigo

"Nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado." (Lucas 15:32)

O post-scriptum (P.S.) que às vezes colocamos no fim de uma mensagem indica que estamos colocando alguma informação adicional. Tem efeito ampliador. A parábola do filho pródigo poderia ter terminado com a festa. Mas Jesus deixou para o grupo que O escutava um post-scriptum sobre o irmão mais velho do pródigo.

Afinal, não sejamos tão duros com o filho mais velho. Ele sempre chegava em casa no horário e nunca trouxe problemas para o bom nome da família. Mas um dia, vindo do campo (parece que era viciado em trabalho), ouviu música e sons de festa. Quis saber o que estava acontecendo. Um dos empregados lhe contou: “Seu irmão voltou, seu pai está dando uma festa e matou aquele novilho gordo.”

“Não acredito! Logo o novilho que eu tinha reservado para um almoço com minha equipe de trabalho!” Emoção à flor da pele, ele logo começou a despejar: “Mas que tipo de música estão tocando? Olha só a frivolidade! Será que alguém não vai tomar providências?” Ressentido e com raiva, não entrou. Quando o pai foi convidá-lo, nem o chamou de “pai”. Foi logo disparando: “Olha, eu trabalhei, eu nunca desobedeci, o senhor nunca me deu...”

Ele queria um relacionamento não baseado no amor, mas no trabalho. Mostrou que não perdoava o irmão pelo dinheiro que ele havia esbanjado, nem desculpava o pai pela graça que estava demonstrando para com o pródigo.

Criticamos o filho mais velho, mas quantos de nós temos traços de legalismo, fiapos de justiça própria e vestígios de orgulho pelos projetos que patrocinamos e por aquilo que fazemos. O irmão mais velho do pródigo é uma das melhores demonstrações daqueles que não dão lugar à graça de Deus em sua vida. A resposta do pai para ele foi: “Filho, eu valorizo mais nosso relacionamento do que o seu trabalho. Você tem acesso a todos os meus recursos. O que é meu é seu. Mas seu irmão está voltando, e não tem nada, senão a nós, sua família! Não é razão para celebrar? Sou eu que estou dando a festa. Venha! Você e eu temos que celebrar. Não é a festa do seu irmão, é a minha festa.”

E como termina a parábola? Suspense. Teria ele entrado ou não para a festa?

Deus hoje está pedindo que entremos e celebremos em família, para nos unir e nos regozijar com aqueles que estavam perdidos e foram achados.

Fonte: MD 2011


365 Recados Inspirados - #17


"Muitos jovens dizem: Não tenho tempo de estudar minha lição. Que estão eles porém fazendo? Alguns estão aproveitando cada momento para ganhar alguns centavos mais, quando este tempo, dedicado ao trabalho, consagrado ao estudo da Bíblia e seguidas suas lições, ajudá-los-ia mais que a importância ganha pela sobrecarga de trabalho. Aproveitaria mais do que é gasto em desnecessários adornos, e preservaria o vigor da mente a fim de permitir a compreensão do mistério da piedade. 'O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.' Prov. 9:10. Mas esses mesmos jovens que professam ser cristãos, lisonjeiam os desejos do coração carnal, seguindo suas próprias inclinações..."

(Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 21)


Terminando Bem sua Peregrinação

"Pois conheço Aquele em quem confio." (2 Timóteo 1:12, BV)

Ali estava ele acorrentado numa masmorra fria, como se fosse um criminoso comum. Não sabia quanto tempo mais viveria, mas sabia que sua morte estava próxima. Também não sabemos quanto tempo depois de ter escrito a epístola a Timóteo ele foi executado.

Esse é o tipo de carta que você escreveria para seu amigo íntimo, com um nó na garganta. Quem sabe se ele estivesse ditando, mudaria o tom da voz nesse momento. Paulo estava escrevendo a um jovem que o havia acompanhado e o ajudara no ministério. Viajaram e trabalharam juntos, riram e choraram juntos. Quais seriam seus sentimentos e que emoções invadiram-lhe o coração naquele momento?

Numa de suas maiores afirmações de fé, ele disse: “Eu conheço Aquele em quem eu creio. Foi com Ele que me encontrei no caminho para Damasco, mas aqui estou como demonstração do Seu amor e da Sua graça.”

Quando dizemos que conhecemos uma pessoa, são duas as possibilidades: ou a conhecemos por informação ou pessoalmente.

“Ô, José Maria, você conhece o Richard Dawkins?” Posso responder que já li vários artigos sobre ele e sei que é um cientista darwinista. Ou posso dizer: “Sim, eu o conheço. Trabalhamos juntos, viajamos juntos e até acampamos juntos!”

Conhecimento baseado em leitura e informação não é completo. Mesmo no caso de Jesus, o conhecimento baseado em livros e hinos não é completo. Posso ler centenas de livros sobre Jesus, escutar centenas de hinos que falam do Seu amor e do Seu poder, mas Ele continuará sendo uma figura distante para mim.

O conhecimento completo, mesmo, é o conhecimento pessoal. Converso com a pessoa, posso me aproximar dela a qualquer instante, sem medir palavras e sem reservas lhe abrir o coração. Paulo ainda acrescenta: “Timóteo, não apenas isto, mas eu estou absolutamente confiante ‘de que Ele é capaz de guardar em segurança tudo quanto eu Lhe dei, até o dia da Sua volta’ (2Tm 1:12, BV)”. E deixa transparecer em suas palavras que o importante não é quanta fé nós temos, mas em quem está depositada nossa fé. Não é nossa fé que é poderosa, mas o Deus em quem depositamos nossa fé que é poderoso.

“Ao encontrar-se no lugar do martírio, [Paulo] não viu a espada do carrasco nem a terra que tão logo lhe haveria de receber o sangue; olhava, através do calmo céu azul daquele dia de verão, para o trono do Eterno” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 511, 512).

Ele conhecia Aquele em quem tinha depositado a fé.

Fonte: MD 2011

365 Recados Inspirados - #16


"O dia da vinda de Cristo será um dia de juízo para o mundo. As Escrituras declaram: 'Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos.' Jud. 14 e 15. [...] Antes, porém, de vir aquele dia, Deus adverte os homens quanto ao que há de suceder. Em todos os tempos, Suas advertências têm sido dadas. Alguns acreditaram na Palavra de Deus e obedeceram às suas orientações, livrando-se, assim, dos juízos que caíram sobre os incrédulos e desobedientes."

(Vida de Jesus, pág. 179)

Crescimento e Graça

"Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle." (Filipenses 2:12, 13)

Somos diferentes em altura, largura, idade, trabalho que fazemos, lugares de onde viemos e talentos que temos; mas, a partir do momento em que aceitamos Cristo como Salvador, permitimos que o Espírito Santo tome conta da nossa vida e somos desafiados a crescer na graça e a caminhar com o Espírito Santo.

Ao aceitarmos Cristo como Salvador, damos início à vida cristã. Nesse momento, nem sempre entendemos bem o que se espera de nós. “Como eu e ele entramos na igreja ao mesmo tempo e ele parece ser mais cristão do que eu? Ele gasta mais tempo em seus momentos devocionais e assiste à igreja mais do que eu. Deus quer que eu ame as pessoas e eu só consigo dizer ‘bom-dia’ para elas. Ele quer que eu seja paciente e não xingue as pessoas, mas às vezes eu engulo a xingação e perco a paciência. Deus quer que eu ore mais, não apenas meio minuto de cada vez. Alguma coisa deve estar errada comigo.” O que está faltando a essas pessoas que há algum tempo aceitaram Cristo como Salvador? Vamos duvidar da conversão delas?

A salvação não somente começa pela graça, ela também continua pela graça. A graça vai me ajudar a dizer “não” para o que é errado e “sim” para o que é certo. Ela vai mudar minhas ambições, minhas atitudes e refinar meus valores. É um processo de contínuo aprendizado.

Existem “cristãos Rambo” que querem crescer por si mesmos. Encaram a vida cristã de maneira militar. Dependem de disciplina, exercício e apresentar números de sua atuação, mas estão colocando a fé na pessoa errada – neles mesmos.

Para um cristão nascido de novo, acontece o que o Dr. Tony Evans diz: “Estão do lado direito do perdão, mas do lado errado do poder [...] eles saíram do Egito, mas ainda não entraram na Terra Prometida.”

Lembre-se de que o crescimento cristão ou a santificação é um processo e tem que ver com nosso ser todo. Tem que ver com nosso caráter e a nossa conduta. Crescer não é trabalhar com um senso de ansiedade sem saber se seu trabalho vai ser aceito ou não. “É unicamente pela graça de Deus, aliada ao mais fervoroso esforço de nossa parte, que nos é possível obter a vitória” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 544).



365 Recados Inspirados - #15


"Antes de começar o sábado, tanto a mente como o físico devem desembaraçar-se de todos os negócios seculares. Deus colocou o sábado ao final dos seis dias de trabalho, para que o homem aí se detenha e considere o que lucrou, durante a semana finda, em preparativos para aquele reino de pureza a que nenhum transgressor será admitido. Devemos cada sábado fazer um balanço para verificar se a semana finda nos trouxe lucro ou prejuízo espiritual."

(Testemunhos Seletos vol. III, pág. 23)


TUDO ESTÁ BEM SEM DEUS...

(adaptado do texto de Alan Capriles)

“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (I João 5:19)

Ninguém deveria se espantar com o título do presente artigo. “Tudo está bem sem Deus” é uma mensagem que recebemos diariamente, por meio de filmes, novelas e outros programas de televisão, ou mesmo pela internet.

Explico. A grande maioria das estórias que nos distraem pela televisão retrata a vida de pessoas que, apesar de totalmente alienadas de Deus, terminam muito bem. O “final feliz”, quando não acontece num filme, ao menos se aproxima disso.

É o que ocorre, por exemplo, no filme “O Náufrago”, protagonizado por Tom Hanks. Particularmente, esse é o ator norte-americano que mais gosto, e esse filme, um dos dez que mais assisto. E acredito que muitos outros concordam comigo. No entanto, isso não deve nos impedir de enxergar a mensagem sutil que há por trás dessa estória, e que serve muito bem como exemplo máximo para todas as outras.

Respeitando leitores que ainda não tenham assistido “O Náufrago” evitarei contar o final da estória. Sendo assim, quero apenas limitar-me ao fato de que Tom Hanks, perdido numa ilha deserta, prefere conversar com uma bola de futebol do que falar com Deus em oração. E isso, apesar de incrível – para não dizer impossível – é aceito por todos como algo absolutamente normal.

Não, isso não é normal. Ninguém precisa estar numa ilha deserta para pensar em Deus, ou orar. Mas, se alguém estiver nessa situação, é óbvio que pensará no criador e, ainda que não tenha religião alguma, pedirá o socorro do alto. Mas isso não acontece em momento algum desse ou de qualquer outro filme.

A verdade é que Deus é completamente descartado de todos os filmes, novelas e seriados que passam na TV. Ninguém ora, ninguém vai à igreja, ninguém se preocupa com a salvação. Porém, quando raramente surge um personagem fazendo alguma dessas coisas, é para expô-lo ao ridículo. Não é assim?

“Tudo está bem sem Deus” é a mensagem que seriados nacionais e internacionais transmitem diariamente para milhões de telespectadores. Seriados como “A Grande Família” ou “Eu, a Patroa e as Crianças”, que divertem a todos nós, retratam conflitos familiares que são resolvidos absolutamente sem qualquer menção a Deus, ou a religião alguma.

E quanto às novelas? Todas terminam agradando ao público, mas o final feliz acontece após meses de uma estória na qual dezenas de personagens vivem totalmente esquecidas de Deus. E, o mais assustador, é que quase ninguém se dá conta disso...

Estaríamos todos entorpecidos?

É assustador pensar nisso. Passamos horas por semana recebendo a mensagem de que não precisamos de Deus para viver. E ninguém percebe! Seria essa a causa de nossa sociedade estar vivendo tão egoisticamente, como se Deus não existisse? Seria uma hipnose coletiva?

“Tudo está bem sem Deus... Tudo está bem sem Deus... Tudo está bem sem Deus...” Cada filme que assistimos, cada novela que nos entretém, cada seriado e até desenhos animados que distraem nossas crianças – todas essas e outras programações eliminam Deus completamente de suas estórias.

Acredito ser essa também a causa de tantos crentes frios e indiferentes para com as “coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus”. Ora, os mesmos evangélicos que têm enorme preconceito contra música secular são os que assistem com gosto a todos os melhores filmes de Hollywood. E alguns ainda não perdem por nada o capítulo da “sua” novela. Sendo assim, como esperar que uma ou duas horas de pregação semanal possa gerar avivamento genuíno, se passamos dezenas de horas por semana gelando nosso coração diante de uma tela de TV, ou de computador?

E as telas estão cada vez mais sedutoras, com imagens em altíssima resolução e até em três dimensões! Como se proteger disso? Com toda essa tecnologia, cada dia mais atraente, torna-se ainda mais difícil despertar as pessoas dessa hipnose...

Isso parece loucura pra você? Não lhe parece grave que filmes, novelas, seriados e desenhos eliminem Deus por completo de suas estórias? Se você não consegue ver nada de errado nisso, talvez seja porque seu discernimento também já esteja entorpecido. Talvez porque você passe horas demais diante de uma tela de TV ou de computador. Talvez porque você seja mais uma vítima dessa mídia, que sussurra dia e noite em nossas mentes uma só mensagem: “Tudo está bem sem Deus...”

Fonte: Blog do Alan

REFLEXÃO: "O mundo acha-se inundado de novelas de toda sorte. Algumas não são de natureza tão perigosa como outras. Umas são imorais, baixas e vulgares; outras revestem-se de mais refinamento; TODAS, porém, são perniciosas em sua influência" (Testemunhos Seletos I, pág. 237)


NOTA MEJ: Vale dizer que "as novelas" citadas pelo Espírito de Profecia, são aquelas que eram lidas e ouvidas há mais de cem anos. Não existia ainda nenhuma tecnologia áudio-visual, além do que a imoralidade e vulgaridade certamente seriam incomparáveis com o que temos hoje nas novelas apresentadas pelas tantas emissoras. Uma coisa é certa: Você consegue imaginar o que o Espírito de Profecia diria sobre as novelas de hoje? E sobre os filmes? A escritora talvez "cairia para trás..." Note porém que a "pena inspirada" fez questão de registrar a frase "todas... são perniciosas". Sim, TODAS são de uma forma ou de outra prejudiciais a quem as assiste. Pense nisto!

De Filho do Trovão Para Discípulo Amado

"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é." (1 João 3:2)

Seu próprio nome não aparece no Evangelho que ele escreveu, mas ele faz duas referências a si mesmo como “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo 13:23; 21:20). Jesus o chamou de “filho do trovão”, e em três incidentes ele deixou transparecer seu lado audacioso e intempestivo. O primeiro foi quando os discípulos estavam indo a Jerusalém e os samaritanos não permitiram que eles passassem pelo seu território. Naquele momento, João desejou ter raios laser na ponta dos dedos, apontar para eles e reduzi-los a filetes de fumaça. Em outra ocasião, foi uma demonstração de ciúme e exclusivismo. Encontraram um homem que não era do grupo dos doze expulsando demônios. “Mestre, [...] procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos” (Mc 9:38). Mas demonstração de ambição mesmo foi quando pediu que ele e o irmão se sentassem um à direita e outro à esquerda de Jesus, quando o Mestre estabelecesse Seu reino. Ao ver essas coisas, eu digo: “Puxa! Ainda há esperança para mim.”

Como “discípulo amado”, vemos a coragem de João em acompanhar Jesus em Seu julgamento. Aparentemente, ele foi o único discípulo presente na crucifixão de Jesus. João demonstrou sua ternura quando recebeu a mãe de Jesus. Além disso, a Bíblia seria incompleta sem os relatos contidos no Evangelho de João, como as bodas de Caná, os encontros de Jesus com Nicodemos e a samaritana e os detalhes da última ceia. E não podemos nos esquecer da definição de amor encontrada em sua epístola (cf. 1Jo 4:7-21).

A convivência com Jesus, ao ver Sua compaixão no trato com as pessoas, ao se sentir amado e apreciado pelo Mestre, tudo isso contribuiu para transformar o “filho do trovão” em “apóstolo do amor”. “João era orgulhoso, ambicioso e de espírito combativo, mas por sob tudo isto o divino Mestre divisou o coração ardente, sincero e amante” (Ellen G. White, Educação, p. 87).

Perguntamos, então, se o amor é cego, se vê somente o que é bom e desconhece o mal. John Powell disse: “Se meu motivo é o amor, a primeira coisa que farei será observá-lo, olhá-lo com os olhos supervidentes do amor. O amor realmente não é cego. É supervidente. A pessoa amorosa vê em outrem coisas que olhos sem amor jamais conseguem.” Jesus vislumbra aquilo em que podemos nos tornar. Ele pode nos transformar, como fez com João.

Fonte: MD 2011


365 Recados Inspirados - #14


"Meu irmão e minha irmã, exorto-vos a que vos prepareis para a vinda de Cristo nas nuvens do céu. Diariamente desarraigai de vosso coração o amor do mundo. Aprendei por experiência o que significa ter comunhão com Cristo. Preparai-vos para o juízo, para que, quando Cristo vier para ser admirado por todos os que crêem, possais achar-vos entre os que O encontrarão em paz. Naquele dia os remidos resplandecerão com a glória do Pai e do Filho. Os anjos, tangendo suas harpas de ouro, darão as boas-vindas ao Rei e a Seus troféus de vitória - os que foram lavados e branqueados no sangue do Cordeiro. Reboará um cântico de triunfo, que enche todo o Céu. Cristo venceu."

(Vida e Ensinos, pág. 233)


Inquisição, Fidelidade e Morte - Uma Reflexão

(adaptado da carta da amiga Gisele Correia - 12/01/11 - República de Malta)

"Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão" (Apocalipse 12:13
)

... Ontem eu fui num lugar e eu quero repartir com vocês o que eu vi. Fui num Museu da Inquisição, na verdade não só da inquisição, mas dos crimes e punições em geral. Lá eram torturadas e mortas as pessoas que eram condenadas no tribunal, o que incluía as pessoas que eram consideradas hereges na época da inquisição. Muitos cristãos foram torturados e mortos nesse lugar. Foi estranho estar lá e saber as coisas terríveis que aconteceram bem ali, é difícil até de acreditar! Fiquei pensando quantas vidas, quantas histórias passaram por ali. Pensei que lá morreu o pai de alguém, o marido, o filho, a mãe, sei lá, gente que era amada por alguém, gente que era amada por Deus! Eu sei que não é nenhuma novidade, a gente lê isso nos livros, aprende na escola... mas estar lá, olhando aquelas celas e objetos de tortura, aquele chão, aquelas paredes e saber que foi ali que gente fiel a Deus morreu de forma cruel porque amava a Cristo e queria viver a verdade.

Fiquei pensando que essas pessoas eram verdadeiramente nobres e fortes, cheias do Espírito Santo, elas abriram mão de tudo por Cristo, foram mal vistos, odiados, humilhados, mas não se acovardaram. Deus era real pra eles, e por isso eles viam além. E que vergonha pensar que a gente muitas vezes não oferece nada a Cristo, oferece o resto do dia numa oração mais ou menos antes de dormir e às vezes abre mão dos princípios por quase nada.

E é estranho pensar que um dia (e eu creio que um dia não muito distante, para não dizer bem próximo) isso tudo vai se repetir, e ainda pior porque a Bíblia diz que se esse tempo não fosse abreviado, nenhuma carne se salvaria.

Mas olhando tudo aquilo eu creio que terrível mesmo nem é estar do lado de quem sofreu as torturas mais cruéis, mas estar no lugar de quem as cometeu. Que possamos nos preparar para estar sempre do lado certo, o lado de Cristo!

Tenho várias fotos horríveis de lá, mostrando os instrumentos de tortura, mas claro que não vou enviar isso para vocês. Estou enviando apenas a figura de um homem preso numa cela [foto], lendo a Bíblia tranquilo.

Esse mundo logo vai passar! Que Deus nos ajude a não esquecer que vivemos num grande conflito e que esse conflito está bem perto do seu final. Precisamos aproveitar esse tempo de "paz"!

Meu desejo pra vocês e pra mim é que a gente acorde, saia da apatia, que a gente sinta necessidade constante de orar, de estar com Jesus, que a gente leia a Bíblia todos os dias por mais que estejamos cansados e às vezes sem vontade, que a nossa prioridade seja Jesus! Que a gente repense nossas atitudes, se arrependa, peça perdão, volte atrás. Que nosso maior prazer seja andar com Cristo... Enfim, que sejamos cristãos de coração! Se você já vive assim, que Deus continue te abençoando ricamente.. mas se você é como eu, que vira e mexe se distrai no caminho, minha oração pra você e pra mim é que Deus nos ajude, nos acorde, nos transforme!Que Deus faça um milagre em nós!

Beijo grande,

Fiquem com Deus!

Alguém Pode me Ajudar?

"Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou: 'Você quer ser curado?' " (João 5:6)

O que Jesus estava tentando fazer era unir ideias contraditórias que surgem quando você ouve expressões como “prazer miserável”, “docemente terrível”, “perdendo vitoriosamente”, e a que um bêbado certa vez disse a um amigo pastor: “Pastor, estou sentindo uma paz infernal.”

A pergunta de Jesus “Você quer ser curado?” era retórica. O paralítico não respondeu: “Não, eu estou aqui apenas aproveitando o Sol de hoje para me bronzear.”

Ali em Betesda havia muitos casos que mereciam atenção, mas Jesus escolheu o pior deles. Jesus perguntou: “Você quer voltar a andar; quer ficar curado e viver plenamente sua vida?” Esperança, desejo e alegria, tudo estava dentro dessa pergunta para lhe despertar a fé. Assim, a pergunta dirigida ao paralítico apresenta um forte paradoxo.

Jesus estava no meio de gente desafortunada e triste, que dizia: “Não posso, não sou suficientemente forte para entrar no poço.”

Todos os métodos que aquele homem tinha experimentado para ser curado haviam dado em nada. A esperança era continuamente reavivada sempre que ele fazia nova tentativa, mas era seguida de amargo desapontamento. O abandono dos amigos o havia deixado ainda mais desanimado.

Em contraste com os 38 anos de espera, a Bíblia diz que ele imediatamente voltou a andar.

Hoje, para tentar responder à pergunta “Você quer ser curado?”, muitas pessoas se voltam para a autoajuda. Você pode visitar sua livraria predileta e vai perceber quanto espaço é dedicado a essa seção, equivocadamente colocada junto a livros de assuntos espirituais. E se você vir catálogos de grandes livrarias, vai descobrir também a predominância de espaço dedicado à autoajuda.

O grande médico Jesus continua hoje Suas caminhadas, indo ao encontro dos menos valorizados e dos mais necessitados. Ele quer transformar sua casa, seu local de trabalho, de estudo, em uma Betesda, uma “casa de misericórdia”.

Ouça a pergunta de Jesus feita diretamente para você: “Você quer ser curado?” Que problemas você está enfrentando agora para os quais necessita de ajuda? Que lutas você não está conseguindo vencer?

Senhor, admito que sou pecador. Reconheço que sem Tua ajuda nada vou conseguir. Hoje quero aceitar Teu poder para minha vida.

Fonte: MD 2011


365 Recados Inspirados - #13


"Um espírito mesquinho e egoísta impede os homens de darem a Deus o que Lhe pertence... A evasão a Suas ordens positivas concernentes ao dízimo e às ofertas, acha-se registrada nos livros do Céu como roubo a Deus"

(EGW - Administração Eficaz, pág. 77)


A Minha Graça te Basta

[Jesus] me disse: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9, ARA)

Como cristãos, devemos lutar pela excelência, ao estabelecer nossos alvos e objetivos. Se não der certo, pelo menos teremos a convicção de ter feito o melhor que podíamos. No entanto, nosso desejo pela excelência pode nos levar a ultrapassar uma linha tênue, e cair na armadilha do perfeccionismo.

Uma definição de perfeccionismo é “a constante sensação de que nunca se consegue atingir o padrão desejado”. Se cairmos nessa armadilha, poderemos até passar para os outros uma ideia errada do que é cristianismo. Poderemos também prejudicar nosso relacionamento com as pessoas, porque elas não se sentem à vontade na presença de perfeccionistas, devido à maneira pela qual eles avaliam e julgam o comportamento alheio.

Por outro lado, os perfeccionistas não suportam ser criticados. Se erram no trabalho, no jogo ou numa apresentação, ficam o restante do dia interpretando negativamente os olhares e as palavras dos demais. Assim, o jogo, o trabalho e a participação em qualquer tarefa, não são aguardados com alegre expectativa, mas com medo de errar e não fazer melhor do que nas atuações anteriores.

Não podem relaxar nos fins de semana porque ali está o verdugo do perfeccionismo lembrando que têm de se preparar porque, senão, a apresentação pode ser incompleta.

Se você espera ir perfeito para o colégio, ficará sem estudar. Se quiser o emprego perfeito, vai ter que viver do seguro-desemprego. E se quiser um par perfeito, vai ser difícil se casar.

A pessoa com tendência ao perfeccionismo se torna presa fácil da opinião e avaliação dos outros. Preocupa-se com o que outros vão dizer: “Vou perder minha posição no ranking de cantor, orador, professor, etc.” É a tirania do “você deve”, “você precisa”. É a agonia de estar sempre na ponta dos pés, se espichando, tentando alcançar, mas nada... Ah, se eu pudesse ler mais a Bíblia, orar mais. Ah, se eu fosse...

Muitos anos depois do encontro com Cristo, o apóstolo Paulo ainda lutava com suas raízes de farisaísmo, e disse: “É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente” (Fp 3:13, NTLH).

Brennan Menning dizia: “Estar vivo é estar incompleto; estar incompleto é carecer de graça.”

Somente através da graça podemos nos tornar mais semelhantes a Jesus.

Fonte: MD 2011

365 Recados Inspirados - #12


"Quando os homens se atrevem a criticar a Palavra de Deus, atrevem-se a pisar em terreno santo, sagrado, e melhor lhes seria temer e tremer e esconder sua sabedoria como loucura. Deus não designou homem algum para proferir juízos sobre Sua Palavra, escolhendo umas coisas como inspiradas e desacreditando outras como não inspiradas. Os testemunhos têm sido tratados da mesma maneira; mas Deus não está nisto." Carta 22, 1889.


(Mensagens Escolhidas - Vol. 1, pág 23)


365 Recados Inspirados - #11


"Rapazes e moças, sois responsáveis para com Deus pela luz que Ele vos tem dado. Esta luz e essas advertências, caso desatendidas, erguer-se-ão contra vós no juízo. Vossos perigos têm sido claramente expostos; tendes sido advertidos e guardados de todos os lados, cercados de advertências. Na casa de Deus, tendes ouvido as mais solenes, esquadrinhadoras verdades apresentadas pelos servos de Deus em demonstração do Espírito. Que peso têm esses solenes apelos sobre vosso coração? Que influência exercem sobre vosso caráter? Sereis responsáveis por todos esses apelos e advertências. Eles se erguerão no juízo para condenar os que prosseguem em uma vida de vaidade, leviandade e orgulho."

(Mensagens aos Jovens, pág. 146)


Jesus Alimenta os Famintos

"Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade." (João 6:11, NTLH)

Nas grandes concentrações, campais e camporis, o horário das refeições era sagrado. Qualquer que fosse a atividade, em campo aberto ou em auditórios, sempre avisávamos os responsáveis para que concluíssem antes desses horários, a fim de evitar o vexame de ficar diante de um auditório vazio.

Se você pudesse filmar de cima, com vista panorâmica desses momentos, perceberia que o restaurante e as cozinhas se assemelhavam a imensos ímãs atraindo gente de todo lado. Era o evento de maior pontualidade!

O milagre da multiplicação dos pães é o único repetido nos quatro Evangelhos. A multidão que estava com Jesus havia andado uns sete quilômetros, desde Betsaida. Ninguém havia tido tempo para comer. Além de presenciar a cura de muitas pessoas, eles também não queriam perder nenhuma palavra dos ensinamentos de Jesus. Agora, no fim do dia, deviam voltar às suas casas.

Jesus, querendo testar a fé dos discípulos, perguntou: “Onde vamos comprar comida para toda esta gente?” (Jo 6:5). As respostas de André e Filipe foram convencionais: não havia dinheiro nem pão para tanta gente.

Felipe, que morava em Betsaida e conhecia a região, disse que, se juntassem os pães de todos os “supermercados”, “padarias”, “lanchonetes” e “lojas de conveniência”, não seriam suficientes para alimentar todo aquele povo.

“Para onde iremos? O que faremos?”, perguntaram os discípulos.

A graça de Jesus se manifestou de maneira tangível para aquela multidão. Os dons que Jesus oferece sempre servem para cobrir qualquer tipo de necessidade humana.

A multidão faminta se sentou no gramado e comeu pão e peixe. A história diz que todos comeram e ficaram satisfeitos. Jesus lhes deu muito mais do que pediram.

A graça de Deus é extravagante conosco. Ela vai ao encontro de nossa necessidade e nos satisfaz plenamente. Ali estava uma multidão de insatisfeitos, sentindo-se vazios, em busca da verdade. Quando reconhecemos nossa pequenez, nossa insuficiência, Jesus pode vir em nosso auxílio.

Hoje, faça esta oração: Senhor, Tu que foste ao encontro de milhares que se sentiam famintos naquele dia, conheces minhas necessidades. Vem ao meu encontro hoje. Sacia minha alma; alimenta-me com o pão do Céu; preenche meu vazio; satisfaz minha fome e dá um novo significado à minha vida.

Fonte: MD 2011


A Lista de Jesus

"Alegrem-se, [...] porque seus nomes estão escritos nos Céus." (Lucas 10:20)

A Lista de Schindler foi considerado um dos melhores filmes da década de 1990. Oskar Schindler, dono de uma fábrica, pensava que seria suficiente fazer com que aqueles que trabalhavam com ele chegassem vivos até o fim da guerra. Mas mudou de ideia. Depois de presenciar a exterminação do gueto em que os judeus da Cracóvia eram forçados a viver, decidiu fazer uma lista de aproximadamente 1.100 judeus que deveriam ser enviados para a Checoslováquia.

Foi uma corrida contra o tempo. Ele passou a noite escrevendo o nome de todos os que queria salvar, preparando a famosa Lista de Schindler. Ter o nome na lista significava vida. Significava liberdade do sofrimento e do holocausto. Schindler teve que pagar uma soma para subornar o comandante de um campo de concentração, a fim de que ele permitisse que os judeus fossem para a Checoslováquia.

Há outra lista também com nomes de pessoas que deverão ser salvas. O nome dessas pessoas está escrito no livro da vida do Cordeiro. Esse livro é a Lista de Jesus. Ela não está limitada a 1.100 nomes. É uma lista não controlada por homens. Se fosse, não estaríamos lá. Para ter seu nome nessa lista, você não pode subornar ninguém para empurrá-lo para dentro na última hora.

Não sei como funciona o sistema de informações do Céu. Hoje, com um pendrive no meu chaveiro, levo livros e livros de informação. Apocalipse 20:12 fala que livros com informações sobre nossa vida serão abertos.

Amigo, um preço infinito, incalculável, foi pago por você. “Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, [...] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19).

Quando aceitamos Cristo como Salvador, nosso nome é escrito no livro da vida. Em Apocalipse 3:5, Deus promete: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do Meu Pai e dos Seus anjos.”

“Aos que O receberam, aos que creram no Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).

“Nela jamais entrará algo impuro, [...] mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).

Nossa oração deve ser: “Senhor, por favor, conserva meu nome no livro da vida do Cordeiro.”

Fonte: MD 2011


365 Recados Inspirados - #10


"Foi-me mostrada a conformidade de alguns professos observadores do sábado para com o mundo. Oh! vi que era uma desgraça à sua profissão, uma desgraça à causa de Deus. Desmentem sua profissão. Julgam que não são como o mundo, mas dele tanto se aproximam no vestuário, na conversação ou nos atos, que não há diferença. Vi-os adornando seu pobre corpo mortal, que há de ser tocado em qualquer momento pelo dedo de Deus e prostrado sobre o leito de dor. Oh! então, ao aproximar-se seu último momento, mortal angústia lhes oprime o corpo, e a grande pergunta será: 'Estou preparado para morrer, comparecer diante de Deus no juízo, e subsistir na grande revista?' "

(Mensagens aos Jovens, pág. 127)


365 Recados Inspirados - #9


"Os homens podem apresentar o pretexto que quiserem para sua rejeição da lei de Deus; mas nenhum pretexto será aceito no dia do juízo. Os que estão contendendo com Deus e tornando sua alma culpada mais audaz na transgressão muito em breve terão de haver-se com o Grande Legislador, a respeito da violação de Sua lei."

(Fé e Obras, pág. 33)


Surpresa nas Escolhas de Deus

"Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, deu as boas-vindas aos espias e escapou da destruição que veio sobre aqueles que recusaram confiar em Deus." (Hebreus 11:31, The Message)

Naquele dia, antes de os espias saírem para sua investida em Jericó, muito antes dos mais sofisticados computadores e equipamentos de ponta, antes dos radares e dos satélites de inteligência militar, tendo em detalhes os alvos inimigos, Deus, com seu “Google Universe”, clicou na Via Láctea, sistema solar, planeta Terra, hemisfério norte, Ásia, Oriente e Jericó, muros de Jericó e deu as coordenadas para os espias. A história foi colocada à frente de outras narrativas, como uma introdução à teologia da conquista.

Raabe é um dos grandes troféus da graça de Deus em toda a Bíblia. Duas vezes elogiada no Novo Testamento, ela está entre as cinco mulheres mencionadas na genealogia de Jesus. Era cananeia, criada em ambiente pagão. Não de linhagem nobre, era uma “dama da noite”. A tradição judaica a coloca entre as quatro mulheres mais bonitas de Israel.

Será que o autor de Hebreus não poderia ter se referido a Raabe de maneira menos rude, ou ter omitido o detalhe, sem mencionar que ela era prostituta? Mas sua intenção foi outra. Ele quis deixar claro que Deus não vê as pessoas como nós as vemos.

Que mudança a graça pode realizar na vida de alguém! Deus foi ao encontro de uma jovem que disse: “Eu quero mudar”, e levou em conta sua fé, não sua “profissão”.

Dificilmente imaginaríamos que Deus pudesse incluir uma prostituta em Seus planos ou que colocasse o nome dela na galeria dos grandes heróis da fé. Essa atuação de Deus levou Paulo a afirmar: “Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, [...] a fim de que ninguém se vanglorie diante dEle. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27-30). Deus é soberano. Ele escolhe quem quer. Raabe é uma dessas surpresas. Ela mesma disse aos espias “[...] pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos Céus e embaixo na Terra” (Js 2:11).

Fonte: MD 2011


365 Recados Inspirados - #8


"A perversidade e crueldade dos homens alcançarão tal atitude que Deus Se revelará em Sua majestade. Muito em breve a impiedade do mundo terá atingido seu limite e, como nos dias de Noé, Deus derramará os Seus juízos."

(Eventos Finais, pag. 23)


O Dilema de Pilatos

"Que farei então com Jesus, chamado Cristo?" (Mateus 27:22)

Ele foi acordado por seus oficiais de manhã bem cedo. Levantou-se impaciente, irritado, com a intenção de resolver logo o problema. Era um homem que desejava manter a posição, o prestígio e a popularidade. Ao olhar para Jesus, uma batalha começou a tomar lugar em sua mente. O bom homem que estava adormecido dentro de si despertou. O coração de Pilatos dizia: “Deixe Jesus viver.”

Ele tentou arrazoar com a multidão. Estava tão confuso que a narrativa de Lucas diz que ele fez a mesma afirmativa em três momentos diferentes, dizendo: “Não achei nEle crime algum.” Cinco vezes postergou a decisão, esperando que a multidão mudasse de ideia. Três vezes esteve frente a frente com Jesus, olhando nos olhos dEle. A consciência lhe dizia: “Não há nada de errado com esse homem. Talvez um pouco de mistério, sim. Mas não há nenhuma razão para prendê-Lo.” E depois de interrogar Jesus, Pilatos ficou convencido de que Ele não fizera nada digno de morte.

Além disso, Pilatos tinha recebido um bilhete da esposa. Não era apenas uma questão de intuição feminina. Ela havia tido um sonho no qual viu Jesus sendo crucificado, ressuscitado e voltando em glória. O bilhete era curto: “Não se envolva com este Inocente [...]” (Mt 27:19).

“Que mal fez? Vou castigá-Lo e soltá-Lo”, disse ele. Mas as vozes da multidão prevaleceram. Prevaleceram o medo e a fome de poder de Pilatos. Ele sabia o que devia fazer e não fez. Sabia o que devia dizer, mas não disse, por causa da “pressão do grupo”.

Para amainar a ira do povo, mandou açoitar Jesus. Depois de tentar soltar Jesus, sem resultado, ele perguntou: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Essa pergunta é definida por alguns pregadores como a mais importante que qualquer ser humano possa fazer. Pilatos fez essa pergunta há muito tempo, mas cada um de nós, em algum momento da vida, deve responder à mesma pergunta.

Como governador romano, ele tinha a última palavra, mas deteve a voz da consciência e tomou a decisão final de crucificar Jesus.

Como vamos responder à pergunta: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Vamos aceitá-Lo como alguém inocente? Não deixe que os outros, a multidão, as circunstâncias o levem a tomar uma decisão diferente daquela que você tem convicção de ser a melhor.

Quero convidá-lo para que responda pessoalmente: “O que eu, _______ (coloque seu nome), farei de Jesus, chamado Cristo?”

Fonte: MD 2011

365 Recados Inspirados - #7


"Deveremos esperar até que se cumpram as profecias do fim, antes de dizermos alguma coisa a seu respeito? Que valor terão nossas palavras então? Deveremos esperar até que os juízos de Deus caiam sobre o transgressor, antes que lhe digamos como evitá-los? O que será de nossa fé na Palavra de Deus? Teremos que ver as coisas preditas se realizarem, antes que acreditemos o que Ele diz? Em raios claros e distintos tem-nos vindo iluminação mostrando-nos que o grande dia do Senhor está bem perto, 'próximo, às portas'."

(Evangelismo, pag. 120)


Um Pedacinho do Universo

"Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do Seu exército celestial, e a todas chama pelo nome." (Isaías 40:26)

Antes mesmo de lidar com desbravadores, eu gostava de astronomia. O que eu levava para os acampamentos era fruto das minhas idas ao Planetário do Ibirapuera, em São Paulo. Lembro-me de que há alguns anos, num acampamento de verão com jovens de Londrina, PR, na hora de acendermos a fogueira, demos uma olhada no céu e bem acima de nós estava Sírius, a estrela mais brilhante. Foi um detalhe que se tornou parte de nossa conversa em torno da fogueira.

Mas o céu mais estrelado que já observei foi no Chile, uma hora ao norte de Viña Del Mar, na sede de acampamento dos jovens adventistas em Lliu-Lliu. Era uma cena para se dizer “uau!”. Um céu coalhado de estrelas. Devido à proximidade do deserto do Chile, a umidade do ar ali é mínima, proporcionando uma visibilidade do céu que não existe em nenhum outro lugar nas Américas.

As estrelas estão em desfile, diz o salmista. “Os céus declaram a glória de Deus” (Sl 19:1). E Deus menciona por nome algumas poucas estrelas e constelações: Ursa, Órion e Plêiades (Jó 9:9; 38:31, 32; Am 5:8).

O total de estrelas que podemos ver, sem telescópio, é de aproximadamente sete mil, e todas estão em nossa galáxia, nossa morada no universo que chamamos de Via Láctea.

Desde 1990, quando o telescópio Hubble foi colocado em órbita, os astrônomos puderam olhar o Universo como nunca antes. De lá para cá, os aficionados por astronomia são chamados de “geração Hubble”. Para esses, foi descortinada uma visão de até cem bilhões de galáxias, cada uma com cem bilhões de estrelas (Answers Magazine, julho-setembro de 2008, p. 24).

Os astrônomos dizem que, ao segurar uma moeda de cinco centavos contra o céu, na extensão do seu braço, você encobrirá mil galáxias e mais estrelas do que os grãos de areia de todas as praias do mundo (DVD Journey to the Edge of Creation).

Toda essa grandeza e majestade nos deixam abismados. Se você ficou de cabeça zonza com tantos números, pense agora no conhecimento e no poder criativo de Deus. “Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome” (Sl 147:4). E o que me deixa mais emocionado é saber que esse Deus que espalhou as estrelas pelo espaço e mantém o Universo é o mesmo que cuida de mim e me ajuda em meus problemas. Ainda mais: Ele sabe o meu nome! Tenho mais valor do que uma estrela, pois Ele pagou por mim um preço incalculável: o sangue do Seu Filho.

Fonte: MD 2011
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