História da adoração 13 - A política aliada ao misticismo

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Cuxe gerou também Ninrod, o PRIMEIRO HOMEM PODEROSO NA TERRA" (Gênesis 10:8) - NVI

Caim deu origem a uma civilização de rebelião contra DEUS. Resultou na destruição do mundo por meio do dilúvio, por causa da corrupção generalizada do ser humano.

A comunidade pós-diluviana desenvolveu-se na região da Mesopotâmia, região dos rios Tigre e Eufrates. Enquanto falavam uma só língua, permaneceram não distantes de onde Noé saíra da arca, que certamente ainda estava vivo por ocasião da construção da Torre de Babel. A geração pós-diluviana quis mostrar-se independente de DEUS. Passaram a desenvolver deuses, surgindo o paganismo, ou seja, os deuses de cada pago, ou região. Eles desprezaram o verdadeiro DEUS Criador, que havia enviado o dilúvio, e destruído os seus antepassados.

Antes do terceiro milênio após a criação, levantou-se Ninrode, neto de Cam, bisneto de Noé. Este tornou-se poderoso, como já sabemos. Flavius Josefo [historiador do séc. I) escreveu sobre esse homem do passado: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas." — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3).

Fontes antigas dizem que esta torre alcançou 212m de altura, ao certo não se sabe. Fato é que a torre era um símbolo de adoração. Por ela Ninrod se fez grande, e se fez carismático, alguém visto como um deus. Ele aliou a si poder político (era líder) militar (era um grande caçador) e místico (era visto como se fosse deus). Esse sistema de poder se espalhou pelo mundo todo, persiste, com algumas variantes, até os nossos dias. Os grandes de hoje ainda buscam o que Ninrod desejava: PODER! Daquele império derivaram outros, fragmentados pelas diferentes línguas até os nossos dias.

Desenvolveu-se em Babilônia um sistema de adoração pagão, um culto naturalista, adoravam as forças vitais, veneravam os fenômenos naturais e os astros. Inventaram muitos deuses. Diziam que a monarquia descendia dos deuses do céu. Deuses celestes casaram-se para criar a Terra. A monarquia possuía o poder de interpretar a vontade divina perante os súditos. Cercavam-se de muitos sacerdotes, que lhes aumentavam poder por meio de rituais impressionantes e assustadores. O povo submetia-se aos monarcas porque temiam os deuses, imaginando os monarcas serem amigos desses seres divinos. Assim os monarcas dominavam sobre os súditos.

Na verdade, a fertilidade imaginativa dos poderosos em inventar deuses, mitos e rituais era para sujeitar seus súditos, dominar sobre eles, e perpetuarem no poder seus filhos, e toda a sua descendência. Assim se inventou o direito de uma certa família dominar sobre as demais, pois esta era uma família divina. Assim como hoje muitos caem no conto do bilhete, os antigos caíram nessa estória inventada por homens gananciosos por poder, cujo primeiro mais importante depois do dilúvio foi Ninrod. A adoração fora transformada num instrumento de poder e dominação política. Era o que satanás pretendia para separar a humanidade do Deus Criador.

Assim ele levou muitos, a maioria, a adorarem por medo e por necessidade de obtenção de favores. E se submetiam a família dos homenso amigos dos deuses. Estes, com seus sacerdotes, tornaram-se supostamente os protetores das pessoas comuns.

REFLEXÃO: "E disse o Senhor: 'Eles são um só povo e falam uma só língua... nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, DESÇAMOS e CONFUNDAMOS a língua que falam... ' " (Gênesis 11:6,7) - NVI

Fonte: www.cristovoltara.com.br

História da adoração 12 - O paganismo babilônico

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"... havia uns vinte e cinco homens. Com as costas para o templo do Senhor e os rostos voltados para o oriente, estavam se prostrando na direção do sol. Ele me disse [Deus]: 'Você viu isso, filho do homem? Será que essas PRÁTICAS REPUGNANTES são corriqueiras para a nação de Judá?'..." (Ezequiel 8:16,17) - NVI

A religião na Mesopotâmia, e na babilônia, era politeísta. Cada cidade tinha seu próprio deus, por isso, paganismo, o deus da cidade, ou da região. Era cultuado como poderoso e imortal. Os principais deuses da Mesopotâmia foram Anu, o deus do céu; Shamash, o deus do Sol e da justiça; Isthar era a deusa do amor, e Marduk, o criador do céu, da Terra, rios e homens. Os mesopotâmios também acreditavam em adivinhações, foram eles que desenvolveram a idéia do horóscopo baseados nos astros, desenvolveram a astrologia (mistura de astronomia que é ciência, com adoração e consulta aos corpos celestes). Criam na possibilidade da previsão do futuro da vida de uma pessoa com base na posição dos astros. Isto faziam naqueles tempos para os reis e grandes personalidades, não para o povo em geral. Os sacerdotes exerciam grande poder por meio das adivinhações, que sempre fascinam, perante os reis e nobres. Aliás, foi nesse contexto que o rei Nabucodonosor teve o sonho da grande estátua, em que os adivinhos foram derrotados por Daniel, pois não conseguiram adivinhar o que o rei sonhara. Ou seja, uma vez contado o sonho, eles inventavam uma interpretação mística. Esses sacerdotes eram muito prestigiados entre o povo, pois eles adivinhavam pelos astros as cheias e as vazantes dos rios Tigre e Eufrates. É óbvio, eles já conheciam algo de meteorologia e das estações, e usavam da crendice popular para com suas previsões bastante corretas, se fazendo poderosos perante o povo, e tornaram o rei ainda mais poderoso. Esse poder era usado politicamente, como veremos no próximo capítulo.

Estudavam os astros com fins religiosos, e a construção da Torre de Babel estava relacionada com a adoração dos astros, queriam aproximar-se deles. Os babilônios foram os primeiros a distinguirem astros de estrelas, identificaram as fazes da Lua e os eclipses. Criaram os signos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses e o dia em 12 horas, e a hora em 60 minutos. A semana de sete dias sempre existiu desde a fundação do mundo. Foram bons matemáticos, e preferiam números múltiplos de 6. Dividiram o círculo em 360 graus. O número 6 era o seu número da perfeição. A sua ciência estava intimamente relacionada com a sua adoração.

Além da adoração politeísta de astros, sol e outros deuses, criam em gênios, demônios e magias. Desenvolveram um culto extremamente místico, de impressionante ritualismo. Faziam grandes ajuntamentos, como aquele em que Nabucodonosor forçou todo o povo à adoração de uma estátua, por meio da qual, atemorizando o povo, ele desejara fortalecer o seu poder absoluto. Em situações tais, os mais achegados ao rei mantinham fidelidade a ele de tal maneira que, se alguém não se rendesse à sua ordem, era imediatamente delatado e morto. Esse foi o caso da fornalha ardente, de onde o verdadeiro DEUS dos três jovens hebreus os livrou da morte. Diante do fracasso dos deuses de Babilônia, e da impressionante demonstração de poder do DEUS verdadeiro, Nabucodonosor viu-se obrigado a admitir Sua superioridade, o que fez por meio de um decreto. A sua veneração do Sol mais tarde resultou na santificação do domingo.

Os babilônios desenvolveram a matemática e a geometria. Isto era necessário à construção de grandes templos, cidades, edifícios, pirâmides (mais tarde elas foram construídas em muitos lugares, mas os povos já se haviam espalhado), diques e seus sistemas de irrigação e outras obras grandiosas. Tudo o que se construía envolvia um aspecto sagrado e era dedicado aos deuses. A vida entre os mesopotâmios, não só os babilônios, era fortemente mística. Faziam a guerra em nome dos deuses, e a paz também. Plantavam, colhiam, festejavam e viviam por esses deuses, que os seus dirigentes mesmos inventaram para dominá-los e controlá-los mais facilmente.

REFLEXÃO: "O rei Nabucodonosor fez uma IMAGEM de ouro de vinte e sete metros de altuira... Então o arauto proclamou em alta voz: 'Esta é a ordem que lhes é dada... : Quando ouvirem o som... de toda espécie de MÚSICA, prostrem-se em terra e adorem a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor ergueu.' " (Daniel 3:1,4,5) - NVI
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Jamais sinta vergonha de Jesus

(por Marcio)

"Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos (Lucas 9:26)"

A vergonha é uma sensação infeliz que quase sempre embaraça. É comparada a um sentimento de timidez, de acanhamento. Mas neste sentido, analisando as palavras do Mestre no verso acima, notamos que se trata de uma situação onde o cristão se constrange, não se sente bem ao falar de Cristo ou de sua mensagem aos demais. É como se tal situação lhe trouxesse transtorno ao invés de alegria. Justamente a contra-ação do mandamento explícito de Jesus: "Ide e fazei discípulos..." (Mateus 28:19). É impossível fazer discípulos, dar testemunhos de alguém ou de um mestre que se tem vergonha.

Neste contexto, quero compartilhar com os leitores a magnífica história que ouvi num sermão* certa vez. Ela que sempre me faz pensar o quão difícil é para muitos ao redor do mundo falar de Cristo, mas mesmo assim, não poupam palavras e muito menos demonstram VERGONHA ao falar do Seu amor; em carregar sua cruz!

A história tem como personagem principal o Sr Yong. Ele se converteu na China quando o comunismo ainda estava no auge da sua total inflexibilidade. Naquele tempo idéias ocidentais, em especial religiosas, não eram aceitas de maneira nenhuma, inclusive a possibilidade de ser um cristão, algo ilegal naquele momento. Hoje é um páis mais aberto, e o cristianismo se desenvolveu muito, mas continua não sendo aceito com liberdade; não é a toa que neste ano (2009) uma mulher foi executada em praça pública por distribuir bíblias aos seus.

Hoje, às escondidas, existe uma igreja vitoriosa e crescente apesar da dificuldade do desenvolvimento da pregação do evangelho em comparação com países que ainda há liberdade, como o Brasil... isso mesmo, AINDA há! Mas o ponto é que num determinado momento alguém falou do amor de Deus ao Sr Yong e ele prontamente aceitou de todo o seu coração e não conseguia ficar sem falar de Cristo para as pessoas.

Ele tinha o costume de se aproximar das pessoas e dizer assim: "Você conhece o meu amigo Jesus"? E as pessoas de lá então diziam: "Quem é este teu amigo"? Por que afinal de contas o mundo oriental chinês quase não conhece a beleza do evangelho, muito menos naqueles tempos. Por isso, ele aproveitava este "deixa" e demonstrava às pessoas o que este "amigo" havia feito em sua vida e compartilhava do Seu amor, da esperança, da alegria em Cristo com todos os possíveis. E as pessoas perguntavam: "Mas onde é que ele está"? E ele dizia: "No meu coração".

E desta forma o Sr Yong continuava falando, pregando e discursando com lindos versos bíblicos que ele já sabia decór. Claro, com muito cuidado porque ele sabia bem o que poderia lhe acontecer a qualquer momento. Pessoas que eram encontradas falando do evangelho eram presas e neste período, sob o governo de Mao Tse Tung como governante do partido comunista, centenas e centenas de cristãos, além de serem presos, também eram executados com um tiro na testa. Mesmo assim, por onde quer que fosse, sua pergunta valorosa sempre era: "Você conhece meu amigo Jesus"?

Um dia, guardas do exército vermelho chegaram na casa do Sr Yong e bateram na porta. E quando o Sr Yong atendeu um dos guardas já entrou sem pedir licença e disse: "Você que é Yong"? Ele disse: "Sim, sou eu mesmo"! Então o guarda perguntou novamente: "Você que anda falando de um tal de Jesus"? Ele disse novamente: "Sim, sou eu mesmo. Aliás, você ainda não conhece meu amigo Jesus"? E o guarda respondeu furioso: "Eu não conheço, não quero conhecer e você fique quieto e pegue suas malas porque irá conosco"! Neste interim, ele não hesitou em exclamar mais uma vez: "Se você não conhece meu amigo Jesus, deveria conhecê-Lo. Porque Ele mudou a minha vida e pode mudar a sua também!" Assim, os guardas não acreditando no que ouviam, tratando tudo aquilo como uma tremenda ousadia por parte do fiel cristão, disseram que ele poderia ser preso, quando, para a surpresa de todos, o Sr Yong já havia deixado uma malinha preparada com algumas peças de roupas caso aquilo acontecesse.

Desta forma, levaram-no a caminho da prisão. A todo momento iam xingando-o e mostrando aos demais que se encontravam pelas ruas, o que aconteceria com qualquer um deles caso fosse encontrados falando de Cristo.

Sr Yong chegou na primeira prisão. E o diretor do presídio, logo lhe disse: "O senhor sabe porque está aqui?" Ele disse: "Eu acredito que seja por causa do meu amigo Jesus, estou correto?" Aproveitando mais uma vez a brecha, perguntou ao diretor: "Você conhece o meu amigo Jesus?" O diretor respondeu: "Não, eu não O conheço e o senhor está preso por causa dEle". Então ele solenemente disse: "Eu entendo que valha a pena ficar preso por causa dEle. Por que Ele sofreu tanto por minha causa e aliás por causa sua também. Se o senhor soubesse o quanto que Ele lhe ama, o senhor certamente o amaria como eu O amo!"

Sem mais, o diretor lhe enviou para a cela e chegando lá não economizou palavras para falar do "seu Amigo" a todos àqueles novos amigos. Como sempre, desde que o mundo é mundo, muitas pessoas rejeitaram a mensagem do evangelho, mas outras aceitaram e se posicionaram ao lado do amigo Jesus e várias pessoas foram convertidas. Um dia, o diretor não mais aguentando dos rumores e queixas de alguns que só ouviam falar daquele "amigo Jesus", resolveu mandá-lo para outra prisão. E quando chegou lá, aconteceu a mesma coisa. Jamais se envergonhou de Cristo e a todos perguntava com um sorriso no rosto: "Você conhece o meu amigo Jesus"?

O Sr Yong foi evangelizando todos os que estavam ao seu alcance; e pelo Poder do Espírito, muitos outros foram levados aos braços do Mestre.

Um dia, nesta segunda prisão, chamaram o Sr Yong e lhe disseram: "Você é incorrigível. Por isso nós tomamos uma decisão - você será transferido para o campo de King Shai!" Quando o Sr Yong ouviu este nome, ele tremeu nas bases, pois este era o campo mais conhecido e temido em toda a China; lugar onde as pessoas eram exterminadas e muito poucos saíam dali com vida.

No dia em que chegou naquele campo, ele foi levado a uma sala que parecia ser de tortura e então amarraram as mãos dele na parte de trás do corpo e, com um gancho, lhe suspenderam e ele ficou ali levantado com as articulações dos ombros inertes para trás. Além disso, colocaram em seu pescoço um peso para que seu corpo fosse cedendo ainda mais para baixo e lhe causasse mais dor. Neste momento, alguns guardas perguntaram: "Você ainda vai continuar com esta história de Jesus?" E ele dizia: "Eu não posso negá-Lo, porque Ele é maravilhoso. Mesmo neste lugar, eu posso sentí-Lo e assim sinto paz em meu coração. No entanto, vejo que vocês não estão pendurados, amarrados, mas vocês não estão felizes, muito menos em paz, e se acaso vocês O conhecessem, vocês teriam suas vidas transformadas da mesma forma que Ele transformou a minha!"

Naquela posição, o Sr Yong ficou pendurado durante uma semana. Sem comer. Sem beber. Depois de todos aqueles dias, alguém pegou o seu corpo, levou para um lugar fora do campo onde ficavam vários cadáveres de outras pessoas que haviam sido assassinadas, e o jogou em cima dos tantos.

Apesar de tudo, ele não estava morto, mas apenas inconsciente. Deus havia conservado a vida do seu servo! Ele pediu forças a Deus, se levantou e lentamente foi recuperando suas forças até conseguir chegar ao alojamento que estava. Muitos não acreditaram. Perguntavam: "Mas o senhor não estava morto?" E ele respondia: "Não, meu amigo Jesus sustentou a minha vida"! E assim, muitos daqueles que eram mais resistentes, também se renderam ao Poder do Salvador diante do testemunho maravilhoso deste servo de Deus.

Depois de algum tempo, ele foi levado para um interrogatório e como insistia em dizer que não pararia de falar do Mestre, o interrogador mandou que ele esticasse os dois braços e com um pedaço de madeira quebrou-os num golpe violento e, como se não bastasse, ainda com esta mesma madeira, acertou nas suas pernas mais alguns golpes e também as quebrou. Já caído no chão, foi surrado, chutado inúmeras vezes e mais uma vez inconsciente, foi jogado naquela montanha de mortos. Para a surpresa de muitos, senão todos, desta vez com a ajuda de uma pessoa, foi levado novamente para o alojamento e perguntavam: "Mas não é possível, o senhor continua vivo, como pode?" E ele mesmo em tais circunstâncias, dizia: "Eu não falei para vocês, este é meu amigo Jesus... Ele tem poder"!

Depois de algum tempo, já recuperado, alguns dos guardas lhe disseram: "Ok, já que nós ainda não conseguimos te matar, quem irá acabar com a sua vida será o seu próprio Deus!"

Chegando a noite, ele foi retirado do seu alojamento e foi levado para fora do campo. Lá retiraram todas as suas roupas em meio a um inverno extremamente rigoroso que pode chegar a até 40 graus negativos. Foi pendurado em uma estaca e percebendo que daquela circunstância não poderia escapar, já que seria apenas uma questão de minutos para congelá-lo, ele decidiu em seu coração: "Eu sei que vou morrer, mas morrerei orando e cantando"!

De repente, em meio a louvores e orações, ele começou a sentir que "alguém" estava mexendo em suas amarras, tentou olhar para trás, mas não enxergou ninguém, e então entendeu que pela misericórdia de Deus, ali estava um anjo do Senhor pronto a atendê-lo na sua aflição. Ficou extremamente feliz com tudo o que estava lhe acontecendo, e já desamarrado, mas pensativo, lembrou que se o vissem daquela forma, pensariam que algum dos seus amigos já convertidos do alojamento o teria ajudado e assim, surpreendentemente, fez a oração mais estranha da sua vida e pediu novamente a Deus que lhe amarrasse para que seus amigos não sofressem perseguições. E assim foi atendido.

No dia seguinte, o guarda que veio recolher o corpo do Sr Yong, quando o viu de longe ainda corado, disse: "Eu não acredito nisto" e nisto chamou a outros e vários testemunharam aquele acontecimento e não acreditavam no que viam. Fato é que ele foi solto, foi levado novamente ao alojamento e no momento em que chegava, a história diz que todas as pessoas, em especial aquelas que já estavam convencidas do poder de Cristo, levantavam suas mãos para o céu e diziam: "Deus existe, Deus existe".

Em 1979 o governo na China foi mudado e com a saída de Mao Tse Tung, o novo governante estabeleceu que quase todos os presos enclausurados por razões políticas e religiosas deveriam ser soltos. Assim, daquele campo de extermínio, somente 100 de 1500 pessoas saíram com vida. Sr Yong foi uma delas, e foi o primeiro a sair. Em 1995, o Sr Yong disse que ainda recebia cartas de toda a China de pessoas que haviam lhe conhecido na prisão ou onde morava, e que pelo seu exemplo, eram felizes e muito agradecidas por terem ouvido falar do "amigo Jesus" em algum momento de suas vidas.

E o prezado leitor, tem falado do "amigo Jesus" ou "não tem se sentido a vontade" em clamar em alta voz do seu amor? Lembre-se: Há 2000 anos ele veio a esta terra, morreu no meu e no seu lugar e, "semelhante" ao Sr Yong, foi levantado num madeiro, recebeu o peso de todos os pecados do mundo, foi açoitado, pregado, furado, humilhado, e mesmo estando completamente nú, não hesitou em sentir vergonha por você!

REFLEXÃO: "Foi a cruz, esse instrumento de vergonha e tortura, que trouxe esperança e salvação ao mundo. Os discípulos não passavam de homens humildes, sem dinheiro e com nenhuma outra arma que não a Palavra de Deus; entretanto, na força de Cristo eles saíram para contar a maravilhosa história da manjedoura e da cruz e para triunfar sobre toda a oposição. Sem honra ou reconhecimento terrestres, foram heróis da fé. De seus lábios saíam palavras de divina eloqüência que abalaram o mundo" (Atos dos Apóstolos, p.77)

*Pastor Gilson Brito - Sermão: Você conhece meu amigo Jesus?

Lúcifer - o maior músico de todos os tempos

(adaptado do texto de Elton Melo)

"Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra..." (Ezequiel 28:17)

Certa vez Deus criou um grande músico, o melhor de todos. Ele foi criado como selo da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Era ungido e em seu corpo haviam tamborins e pífaros. Era perfeito em seus caminhos. Eu o imagino como um grande ministro de louvor lá no céu. Sua equipe de louvor, seus solos e improvisos eram notórios... Mas certa vez, achou-se iniquidade em seu coração. Começou praticar a maldade em seu ministério e chegou ao ponto de achar que seus dons e talentos o faziam maior do que o próprio Deus.

Qualquer semelhança com os músicos de hoje em dia é "mera" coincidência. Está escrito: "Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-te: Assim diz o Senhor Deus: Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados" (Ez. 28:12-13).

Lúcifer quando foi criado, era um ser perfeito. Porém, nele brotou a iniquidade. Seu coração elevou-se por causa de seus dons e chegou a tal ponto que comprometeu até mesmo sua sabedoria. O resplendor que ele ganhou por causa de seus dons afogaram sua sanidade (Ez 28:17).

Ele chegou ao ponto de declarar: "... Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (Isaías 14:13-14).

A criatura, que tentou ser maior que seu Criador, cego por suas qualidades, foi precipitada e seu fim decretado, tornando-se Satanás. Nisto, ele levou consigo uma terça parte dos anjos, devido ao comércio que fez com seus dons em tal quantidade e o tornou violento e pecador (Ez. 28:16 e Ap 12:4).

Os dons e talentos que Deus dá não faz suas criaturas serem maiores do que Ele próprio. Porém hoje em dia vivemos intensamente a chamada "Síndrome de Lúcifer". É comum vermos em nossas igrejas pessoas que por causa de um dom ou talento, tornam-se egocêntricas, egoístas e semi-deuses. Músicos que vão a igreja somente para se apresentar. Cantores que não suportam que ninguém de qualidade inferior cante com eles. Pastores e lideres que não recebem a mensagem ou não participam do culto com outrem dirigindo ou pregando. Não é difícil hoje em dia, vermos pessoas brigando por microfones, se esguelando para cantar mais alto que os outros, instrumentos no último volume, solos e mais solos de músicos que em um curto espaço na música querem tocar como se fosse a última vez de sua vida; cantores realizando os mais prodigiosos melismas para um simples trecho que é só cantar um "amém"; vários instrumentos solando ao mesmo tempo, e por aí vai.

Seu dom não é importante para Deus! Assustador não é? Deus não quer ser louvado por causa do DOM QUE VOCÊ TEM, mas sim por causa do CORAÇÃO QUE VOCÊ TEM! Não afirmo com isso que você não vai mais usar seus talentos ou dons, mas temos que entender que eles servem apenas para adornar nossa adoração.

Quando a adoração nasce no coração, não precisamos estar preocupados em agradar homens. Tocar um instrumento sem estar com o coração voltado pra Deus nada mais é do que se apresentar. Não é esse nosso propósito. Faremos uma ilustração: "Imagine que você é um fabricante de fitinhas de presente. Certo dia, você resolve me presentear com algumas fitinhas, me ensina como multiplicá-las e usá-las bem. Passado algum tempo, eu lhe trago um presente, que comprei de todo o meu coração, embrulhado e amarrado com a fitinha que você me deu. Com certeza você ficará muito feliz em ver sua fitinha sendo bem utilizada, mas ela não fará diferença em relação ao presente, que é o mais importante." Assim também é relação dons/talentos e adoração. A verdadeira adoração nasce no coração e nossos dons e talentos servem apenas para adorná-lo. Vide exemplo Mar 12:36-44.

Quando deixamos nossos dons e talentos tomar conta de nós, começamos a nos achar auto-suficientes. Criamos em nós o sentimento de que nada acontecerá se não estivermos no meio de qualquer atividade. Começamos a nos considerar maiores do que nossos lideres, pastores e mestres. A humildade passa ao longe. Daí começa o comércio com nossos dons. Barganhamos e montamos a melhor equipe de louvor, banda ou ministério com as seguintes frases: "Se você tocar comigo, seremos os melhores". "O outro grupo é ruim, fique com o meu e você será um sucesso." Não viva em função de seu dom, mas louve a Deus com uma adoração que nasce no coração.

Que nós possamos sempre nos dedicar ao máximo a obra. Que os nossos dons e talentos sejam sempre aprimorados para que nós possamos oferecer a Deus sempre o melhor. Mas, mais do que isso, que possamos nos lembrar sempre que Deus procura os verdadeiros adoradores. Aqueles que estão acima de um dom ou de um talento. Aqueles que oferecem sua VIDA como SACRIFÍCIO VIVO de louvor e que tem acima de tudo o coração voltado pra Deus.

REFLEXÃO: "A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação." - Educação, pág. 166.

História da adoração 11 - Uma música misteriosa de louvor

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar" (II Tess 2:10)

A história da música de louvor a DEUS tem a mesma idade do ser humano na Terra, e a história da música de contra-louvor chega perto dessa idade. Assim que DEUS instituiu o culto de adoração após a queda de Adão e Eva, satanás tratou de, imediatamente, instituir a sua forma de adoração a ele. E portanto, tratou da música de adoração a ele também, para ter o seu culto, que tanto deseja. Assim como Lúcifer se fez passar como amigo de Eva para enganá-la, do mesmo modo tenta fazer que todos pensem que a música que louva a ele é a que louva a DEUS. Nem poderia ser diferente, pois os recém criados seres, inteligentes, não adorariam a satanás se ele aparecesse dizendo diretamente, este louvor não é a DEUS, mas a seu inimigo...

A história do louvor a satanás é também a história da percussão. E a percussão é, provavelmente quase tão antiga quanto a humanidade. Ela sempre teve por função invocar os espíritos e os deuses das respectivas mitologias. Escavações arqueológicas encontraram objetos petrificados, desenhos em cavernas, esculturas, papiros preservados sobre a música por percussão. O homem primitivo deve ter iniciado a percussão batendo palmas em cadência rítmica, batendo pedras uma na outra ou pedaços de pau, batendo os pés no chão, raspando superfícies rugosas e ao mesmo tempo dançando. Foram achados troncos de árvores que se tornam excelentes meios de comunicação, os tantan africanos. Certos frutos, como as cabaças, depois de secos, transformam-se em chocalhos. Obviamente enquanto isso, cantavam em forma de ritual. Arqueólogos encontraram pegadas antigas que sugerem a utilização do ritmo binário 2 por 4, o mesmo hoje usado pelo samba.

“Os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem. Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. Muitos objetos musicais também foram encontrados como toras de árvore fossilizadas, possivelmente usadas como tambores primitivos, e diversas versões de litofones, rochas de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.” (wikipédia, instrumento de percussão).

Consta que as primeiras manifestações musicais se desenvolveram nas regiões férteis às margens de grandes rios, como na Mesopotâmia, no vale do rio Indo, no rio Nilo, no rio Jordão, etc. As pesquisas registram que essas regiões foram ricas em instrumentos musicais e prática musical. A música estava muito ligada a magia, a rituais religiosos, a festas de guerra, à saúde, à criação do mundo e a muitas divindades ligadas à música. Entre os hebreus descendentes de Abraão havia muita música, assim como entre seus vizinhos. A música antiga estava intimamente ligada a busca do transe com os espíritos dos mortos ou com os deuses da mitologia pagã, e aos feitos dos homens.

A ampla variedade de músicas surgidas entre todos os povos, a sua vinculação com divindades, com guerras e com festas influenciaram os rituais religiosos. A adoração pagã foi praticamente determinada pela música da respectiva região. A música sempre teve maior efeito sobre a mente das pessoas que a reflexão e o conhecimento sobre as divindades, ou mesmo sobre o DEUS

Criador. Em todos os tempos, um talentoso músico definia como seria o culto e a adoração. Desde os tempos antigos sempre foi a música que determinada a adoração, e não as doutrinas, que nas religiões naturais antigas nem existiam.

A diferença entre a adoração ao DEUS Criador e aos deuses inventados pelos seres humanos é a música. Assim foi ao longo da história, desde os primeiros tempos depois da queda de Adão e Eva. Uma música estranha e misteriosa de um louvor em que as criaturas tentam, por meio da êxtase, convencer os deuses que venham até elas. Essa música certamente se tornaria global nos últimos dias da grande guerra entre satanás e nosso Senhor JESUS CRISTO. Enquanto a música a DEUS é um suave louvor, a de satanás é uma música de guerra, que mexe com os músculos, que conclama para a ação e para a busca de um poder que não vem de cima. É uma música que excita e agita o espírito, e que está, em nossos dias, fazendo muitos entenderem ser o poder do ESPÍRITO SANTO a se manifestar. Como no início do pecado nessa Terra, como durante esses seis mil anos, assim, agora, no final, por meio de enganos, também satanás tenta seduzir as pessoas a adorarem a ele, pensando estarem sob o poder de DEUS.

REFLEXÃO: "A música, muitas vezes, é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma." (Ed. pág. 166)
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É preciso confiar

(adaptado do texto do Dr. Sang Lee)

"Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará" (Salmos 37:4-5)

Considero a confiança no poder divino o mais importante fator na cura verdadeira. Um genuíno relacionamento com o nosso Criador nunca é opcional para a saúde. Ele é a própria base da saúde. A confiança em Deus tem profundos efeitos tanto sobre os mecanismos físicos do corpo, quanto na atividade mental.

Por exemplo, eu creio que uma prazenteira confiança em Deus permite-Lhe aumentar e harmonizar os neuro-hormônios, tais como as endorfinas e, possivelmente, a serotonina. Pesquisas indicam que a elevação de seus níveis beneficia a saúde geral do indivíduo. Esses hormônios tem uma influência calmante e relaxante, proporcionando um sono mais profundo e restaurador, reduzindo a depressão, fortalecendo o sistema imunológico, controlando a dor e estabilizando as emoções. Todos estes fatores são essenciais à cura de qualquer espécie.

Sem a confiança em Deus, a mente é assiduamente atacada por temores, dúvidas e raiva. Esses fatores estressantes estão associados à elevação dos níveis de adrenalina e corticóides que se relacionam com a tensão, aumento da pressão sanguínea, acentuada fadiga e insônia, e podem mesmo impedir a eficácia dos medicamentos.

Muitas pessoas obtém, a cura num nível puramente físico. Mas, sem um confiante relacionamento com Deus, de quem a cura verdadeiramente procede, todas as outras medidas são apenas uma solução temporária para as necessidades do corpo. Quando a confiança é acrescentada, Deus pode fazer muito mais. Ele pode multiplicar os benefícios recebidos dos outros remédios e estender a cura a todas as dimensões - física, mental, emocional e espiritual. Eis porque digo que a genuína saúde provém do relacionamento da pessoa com o verdadeiro Deus.

O que significa confiança no poder divino? Simplesmente que a pessoa abre a sua mente e seu coração ao amor e à misericórdia de Deus, e permite que Seu poder curador flua para a sua vida. Isso significa conhecer a Deus o suficiente para confiar nEle para o bem-estar presente e futuro.

Isso não é radical nem uma nova idéia. Nossa saúde, felicidade, longevidade e autoestima, bem como nossa família, amigos, pessoas que conosco se associam e também a vida espiritual, são inter-relacionadas e interdependentes.

A Bíblia diz que "o coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido faz secar até os ossos" (Prov 17:22). Saúde não é apenas escolher bons alimentos, comer, beber e fazer exercício. É também "justiça e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rom 14:17)

REFLEXÃO: "Os que confiam no Senhor, são como o Monte Sião, que não se abala, mas permanece firme para sempre" (Salmos 125:1)

Televisão

(adaptado do texto de Paul Wilson)

"Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste" (Salmos 119:37) - NVI

Sentimo-nos na obrigação de examinar o assunto da televisão [mais uma vez] no lar e, sobretudo, em como isto afeta o cristão. Com o rápido crescimento deste último gigante do mundo da diversão e entretenimento, e com o aumento da propaganda para que os cristãos abram os seus lares a esta obra-prima da invenção humana, cremos que é hora de encarar o assunto de frente.

Sendo assim, seria apropriado nos lembrarmos de uma pergunta que fez o profeta Isaías ao rei Ezequias: "Que viram em tua casa?" (II Re. 20:15). Este moderno meio de comunicação irá trazer ao lar uma variedade de cenas e imagens como um alimento cotidiano para seus habitantes e hóspedes. Será para a glória de Deus? Aumentará nossa ocupação com as coisas celestiais? Poderá nos ajudar a crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Ou será algo mais para desviar nossa atenção do Único que é digno de nossa ocupação principal?

Talvez a maior ameaça que a televisão traz, diz respeito à infância e juventude. Nos lugares onde a televisão já se instalou, a juventude tem se entregue completamente a esta forma de diversão. Ela tem uma atração toda especial sobre as crianças e jovens, e suas mentes, tão impressionáveis, são facilmente influenciadas por ela. E o que assistem com tanto prazer?

Loucuras, crimes, corrupção moral e muitas outras coisas. Tudo aquilo que tem corrompido a juventude do mundo nos cinemas, e que fomentou grande parte da delinquência juvenil e desordem, está agora sendo difundido em muitos lares, hora após hora e dia após dia. Essa influência acelerará, e já está acelerando, a chegada das condições de degradação moral no mundo, à semelhança dos dias de Noé e de Ló, como prenunciou nosso Senhor (Lucas 17:26-30).

Nos assim chamados "programas para crianças", se demonstra quase todas as maneiras imagináveis de matar. A representação constante de tais crimes diante da juventude de um país, resultará ou em um estado de medo insano, ou numa fria indiferença e falta de sensibilidade -- uma diminuição do valor dado à vida humana e um desprezo por toda a virtude. Será que alguém se atreveria a dizer que Satanás não está por detrás de tudo isso?

Pais cristãos, evitem a televisão por amor de seus filhos amados. Sei que vocês não desejariam receber esta preciosa herança do Senhor, que são os filhos, para então levá-los às discotecas, teatros, estádios, ruas e poços de iniquidade deste mundo. Então trariam vocês as imagens de tudo isso para sua própria sala de estar? Talvez alguém venha a dizer que à medida em que os filhos forem crescendo irão fatalmente se deparar com essas coisas, e que não será possível protegê-los delas. Isto contém um certo grau de verdade, mas será que vocês não têm uma responsabilidade bem definida perante Aquele que confiou a vocês o cuidado dos filhos? O único período da vida de seus filhos que vocês poderão ajudar a formá-los e instruí-los nos caminhos do Senhor é durante a infância e juventude. Vocês acham certo perder esses dias, que passam tão rápido, levando-os a conhecer a ficção e as fábulas, o crime e o horror ao invés da verdade? Se vocês protegem o corpo de seus filhos dos venenos químicos, como deixarão de proteger suas mentes tão facilmente impressionáveis? O Senhor dirá naquele dia: "Dá contas de tua mordomia" (Lc. 16:2).

Pare então, querido cristão, e considere isto seriamente, antes de dar um passo e tornar disponíveis tais coisas em seu lar. O seu trabalho de criar seus filhos no perfeito caminho do Senhor nunca foi tão difícil como nos dias de hoje. É preciso uma medida especial de graça e sabedoria celestial. As instruções de Deus são para que você crie seus filhos "na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef. 6:4), mas como irá fazê-lo se permitir a televisão em seu lar? Como podem os pais ensinarem os caminhos do Senhor enquanto os filhos estão aprendendo da televisão todo tipo de crimes, corrupção moral e os mais baixos princípios deste mundo?

Suponhamos o caso de um lar onde se permitiu a entrada da televisão. Os filhos estão absorvendo toda a emocionante, e até mesmo aterradora, ação de um programa quando o pai diz: "Desliguem a televisão pois vamos ler a Palavra de Deus." Agora, pergunto, será que aqueles filhos serão capazes de se sentarem tranquilamente e escutarem com calma a leitura da Palavra de Deus? Responder que sim mostraria uma completa falta de entendimento da natureza humana. Eles tiveram que desligar o aparelho, mas estejam certos de que a corrente de pensamentos não foi desligada de suas mentes.

Trazer um aparelho de televisão para o seu lar é como plantar, entre as suas flores mais raras e preciosas, uma erva daninha das mais nocivas e venenosas, na esperança que a erva daninha não cresça. Alguns de nossos leitores talvez argumentem que de um modo ou de outro os seus filhos acabarão por assistir tais coisas em outros lugares. Talvez este perigo possa ser eliminado, ou ao menos reduzido de modo significativo, se eles forem instruídos corretamente naquilo que agrada ao Senhor. De qualquer maneira, eles irão aprender que vocês não aprovam a televisão, e que não a permitirão em seu lar. Se o seu vizinho cria serpentes venenosas em casa, isto não quer dizer que você tenha que fazer o mesmo. Seria uma loucura criar esses répteis venenosos para que seus filhos aprendam a domá-los.

Se a vida dissoluta e o linguajar sujo dos habitantes de Sodoma afligiam a alma justa de Ló diariamente, que influência não teve isto sobre os seus filhos! O efeito desmoralizante sobre eles foi grande -- alguns pereceram em Sodoma e outros chegaram a ser uma vergonha e desgraça. A mesma história se repete com frequência com os pais que permitem algo que lhes aflija, enquanto assistem a degradação de seus filhos.

O contraste dessa influência destrutiva pode ser visto no vale de Manre. Ali Abraão, o "amigo de Deus," vivia em separação de Sodoma e ali gozava de comunhão com Ele. Acaso não teria sido ele também corrompido se as palavras e os atos dos pecadores de Sodoma tivessem sido televisionados para sua tenda? Se assim fosse, poderia ele estar em uma condição decente para receber ao Senhor como hóspede? E não é certo que sua família também teria sido influenciada?

Ló chegou até Sodoma aos poucos; o declínio é sempre gradual. Primeiro a cobiçava com seus olhos, então foi armando sua tenda cada vez mais próximo dela, e logo estava dentro da cidade -- não mais em uma tenda, mas já morando em uma casa -- e finalmente chegou a ser um juiz municipal, e tudo isso para sua tristeza e ruína. Da mesma maneira, a televisão com suas cenas, que não somente mostram a imoralidade mas que também a ensinam, além de toda sua conversação corrupta, acaso não entorpecerá os sentidos do cristão, até que, por fim, torne sua sensibilidade espiritual fria e endurecida? Devemos perguntar a nós mesmos se desejamos ser como Abraão ou como Ló. Se quisermos ser como o primeiro, então não devemos trazer para os nossos lares qualquer coisa que nos coloque em conexão direta com Sodoma.

Certamente muitos argumentarão que o que temos escrito só trata de um lado do assunto, e que também existem coisas boas que podemos aprender com a televisão. Recentemente tivemos a oportunidade de examinar um livro que tratava de avaliar o que há de bom e de mau na televisão. Foi escrito por Edward John Carnell, Professor Assistente de Teologia Sistemática do Seminário Teológico de Passadena, California, EUA. Em livro ele fala bastante das coisas más que há na televisão, mas as coisas aparentemente boas que citou nada mais são do que os mesmos elementos do mundo que se encontra sob a influência do maligno. Como podem os cristãos se esquecerem das características deste mundo? Concertos, orquestras, filmes religiosos e coisas semelhantes estão no lado limpo do caminho largo. Esse caminho é largo o bastante para acomodar tudo -- tem seu lado limpo e seu lado imundo. E podemos acrescentar aqui que cremos que os filmes de caráter religioso são uma das piores formas de ficção, pois invariavelmente torcem a Palavra de Deus e acabam por apresentar uma mentira. Trata-se de algo especialmente enganoso.

Presumimos que Sodoma também tivesse suas "coisas boas" -- talvez houvesse coisas que Ló apontasse com um certo orgulho cívico, mas tudo se encontrava sob a sentença de juízo, e só servia para enganar o povo. Do mesmo modo, o mundo de Caim (Gênesis 4) tinha algumas coisas boas. Esse assassino adornou sua cidade com comércio, indústria, artes e ciências (Gênesis 4:17-22); mas poderiam os filhos de seu irmão assassinado (se os tivesse tido) apreciar qualquer coisa que viesse de Caim e de seu mundo?

Este mundo matou o Filho de Deus -- o seu Salvador, e meu também, querido irmão. Iremos mudar de lugar a mobília de nosso lar, abrindo espaço para que o mundo ali entre? Não nos esqueçamos de que este mundo está manchado com o sangue precioso de nosso Redentor. Satanás é o seu deus e príncipe, e através dessas coisas está enganando os homens e os levando à destruição. A "concupiscência dos olhos" e a "soberba da vida" -- as coisas que são consideradas melhores neste mundo -- são colocadas na Palavra de Deus lado a lado com as coisas mais vergonhosas das "concupiscências da carne" (Efésios 2:3; I João 2:15,16).

O Senhor ensinou Seus discípulos a orar: "Não nos induzas à tentação" (Mt. 6:13), e disse a Seus discípulos no jardim do Getsêmani: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" (Mt. 26:41). O cristão que traz tal tentação para o interior do seu lar só pode ser atrevido, orgulhoso ou tristemente indiferente para consigo mesmo, para com seus filhos ou seus hóspedes. Isso nada mais é do que introduzir a tentação e deliberadamente fazer pouco caso de suas consequências.

Existem pessoas que crêem poder controlar a televisão no lar. "Aquele pois que cuida estar em pé, olhe não caia" (I Co. 10:12). Não cremos que possa ser controlada, mas suponhamos que vocês pudessem controlar um veneno mortal; será que iriam correr o risco de deixá-lo em casa, quem sabe até na mesma prateleira com os alimentos? Além disso, a posse de um televisor pode ser um tropeço para outros que talvez vejam em vocês um exemplo. "Seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão" (Rm. 14:13).

Temos ouvido alguns dizerem que a televisão é como as outras invenções - como rádio, automóvel, etc. -- as quais inicialmente foram de difícil aceitação por parte dos cristãos que, por fim, acabaram por aceitá-las. Este raciocínio não tem fundamento. O mundo tem muitas invenções que o cristão não deve usar; por exemplo, o teatro e o cinema já são bem conhecidos e já foram aceitos por muitos dos que professam ser cristãos. Mas será que são apropriados a um verdadeiro filho de Deus? O fato de o tempo passar não altera o que não convém, ainda que cada vez mais cristãos se rendam à sua tentação, e se esqueçam do tipo de pessoas que deveriam ser.
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Que Deus impeça, em Sua graça, que a televisão seja aceita pelos filhos de Deus! "Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas." (Jer. 2:12,13).
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Que Deus nos dê as balanças do santuário com as quais possamos avaliar corretamente as coisas com as quais nos deparamos nos últimos dias. Nem tudo edifica, nem tudo convém. Necessitamos de olhos ungidos para discernir as coisas excelentes e rejeitar as demais.
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Acaso não é a televisão a obra-prima de engano utilizada por Satanás? Não é evidente que ela combina todos os requisitos necessários - "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida" (I João 2:16) - com os quais engana os homens?
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Os filhos de Israel "tinham luz em suas habitações" (Êx. 10:23) enquanto os egípcios só tinham densas trevas. Você, querido cristão, é filho da luz e seu lar deve caracterizar-se pela presença da luz de Deus. Se você introduz a televisão em seu lar, trará junto com ela "as obras infrutuosas das trevas" (Ef. 5:11). Cuidado com as artimanhas do diabo. Com a ajuda do Senhor, tome a firme decisão de não permitir a entrada em seu lar senão daquilo que seja para a glória de Deus. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (I Co. 10:31).
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Apresentamos, a seguir, alguns versículos que podem ser aplicados ao nosso tema:
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"Declara-me que é o que tens em casa." (II Rs. 4:2)
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"Entra e vê as malignas abominações... pintadas na parede." (Eze. 8:9,10)
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"Não meterás pois abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim com ela: de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é." (Deu. 7:26)

"Amados... purifiquemo-nos de toda a imundícia..." (II Co. 7:1)

"Abstende-vos de toda a aparência do mal." (I Tess. 5:22)

"Atendei ao que ides ouvir." (Mc. 4:24)

"Não toqueis nada imundo." (II Co. 6:17)

"...não é do Pai, mas do mundo." (I Jo. 2:16)

"...porque não sois do mundo." (Jo. 15:19)

"Que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Co. 6:14)

"Sê o exemplo dos fiéis." (I Tm. 4:12)

REFLEXÃO: "Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho" (Salmos 119:37) - VARC

A lógica do Ecumenismo

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"... ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo" (Apoc 12:12)

Fala-se tanto em diálogo. O atual papa fala em diálogo, o anterior já falava. Nas reuniões dos grandes líderes do mundo, um dos temas centrais é o diálogo. O novo presidente americano, Barack Obama, muito se refere ao diálogo. O que significa isto?

Após o dilúvio, satanás ficou literalmente sem nenhuma pessoa para dominar. Perdeu nas águas da grande catástrofe todos os seus seguidores.

No entanto, tempos depois, ele recomeçou a formar outra vez o seu império. O fez por meio de um guerreiro, o famoso caçador Ninrod (Gên. 10: 8 e 9). Esse homem deu início a idéia da construção de cidades. Uma das estratégias para facilmente dominar multidões é juntar as pessoas num só lugar, como por exemplo, colocar 50 mil pessoas num estádio de futebol. Ele queria dominar o mundo impondo a todos que o adorassem. Nenhum ser humano deveria continuar adorando ao Criador.

Mas DEUS agiu novamente. Ele fragmentou o tremendo império global, por meio da mudança das línguas das famílias (Gên. 10:5; 20; 25; e 11:5 a 8) que construíam uma torre para adorar os corpos celestes. Eles se dispersaram, cada família foi a um lugar diferente, formar cada uma sua nação própria. Assim, satanás, em vez de um único grande império global, passou a ter um conjunto de nações, que embora dominados por ele, guerreavam entre si, e não se entendiam. Não havia ligação entre as forças de satanás, elas não colaboravam. As forças controladas por satanás se tornaram fracas. Ele bem que tentou, por meio da guerra e das conquistas, reunificar seu império num só, mas isso não deu certo até os dias de hoje. E ele ainda continua tentando. Sucedeu-se um império atrás do outro, mas nunca um deles se tornava definitivo, outro surgia, e o substituía. E nunca chegou a haver um império global, que subjugasse o mundo todo.

Na Idade Média ele mudou de estratégia. Se nos tempos do povo de DEUS como nação ele o combateu por meio de outras nações, se nesses tempos ele tentava formar um império por meio de uma nação, depois, quando JESUS estabeleceu aqui a Sua igreja, ele dotou outra estratégia. Ele formou a sua própria igreja, de dentro da igreja de CRISTO, e passou a subjugar a igreja de CRISTO, e a subjugar também as nações. Então havia uma igreja dominando o assunto da adoração e o assunto da política. Parecia que ele conseguiria tornar-se o imperador do mundo. O que faltava era eliminar os poucos adoradores que se mantinham, ao longo dos tempos, fiéis a DEUS. Isso ele nunca chegou a conseguir. Mas houve uma "ferida mortal" em 1798, e outra vez a tentativa de dominar fracassou.

Hoje estamos no final dos tempos. Satanás está apavorado. Seu tempo é curto. Ele precisa urgentemente unir suas forças, fragmentadas desde os dias de Ninrod. Ele precisa unir-se contra o povo de DEUS, como sempre tem tentado.

São quatro as principais coisas que ele precisa conseguir para escapar da destruição iminente:

1 - Impedir o reavivamento do povo de DEUS;
2 - impedir o derramamento do poder de ensino da verdade deste povo;
3 - impedir a conclusão da pregação do evangelho de JESUS;
4 - fazer fracassar a segunda vinda de CRISTO.
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Para esse fim, ele tem seus recursos, que está utilizando com intensidade cada vez maior:

1 - O Ecumenismo, para unificar todas as igrejas cristãs;
2 - o diálogo inter-religioso para unificar todas as religiões não cristãs com as cristãs;
3 - a Globalização da economia, para encurralar por meio do controle dos negócios aqueles que não colaborarem com a unificação da adoração;
4 - a Nova Ordem Mundial, para estabelecer um novo comando sobre o planeta, sob o poder da Igreja Católica, dos Estados Unidos e do Espiritismo, e assim estabelecer de uma vez o seu império.
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A idéia é arregimentar o mundo contra o remanescente de DEUS, e impedir este de cumprir o mandato de JESUS quanto a anunciar o evangelho ao mundo todo. Com esse fim em mente, ele atualmente está criando as condições para unir o planeta todo. Para conseguir ele precisa de uma crise global que faça as todas as pessoas desejarem uma solução urgente. A maioria clamará por um líder terrestre, em alguns, à parte, anunciarão a vinda de um Salvador. Nesse contexto satanás tentará unir o mundo todo para salvar o planeta de seus grandes problemas, da tremenda crise que só piora. Recém vimos a reunião do G20 (os vinte países mais desenvolvidos) para resolver a grave questão da crise econômica do mundo. É todos unidos pela solução dos graves problemas da sociedade global.
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E quem por ventura não colaborar com essa estratégia? Sim, alguns não farão parte dela, pois participar implica em adorar alguém que não é DEUS, nem Criador. Pois bem, quando o mundo realmente entrar numa crise global sem precedentes, quando as falências e o desemprego se tornarem em algo dramático logo depois de terem tentado resolver tudo pela união global, então os seres humanos estarão preparados para tentar extinguir com aqueles que não colaboraram nos planos da Nova Ordem Mundial. Isso faz parte da estratégia de satanás. Eles serão perseguidos como os mais perigosos elementos do planeta, embora sejam pessoas de elevados princípios de vida. Serão culpados por tudo o que de ruim estiver acontecendo, justamente, quando o mundo estava se unindo para resolver seus grandes problemas.
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Nesse contexto duas coisas acontecem: satanás, por fim, se revela em pessoa e JESUS volta para buscar a todos os que se mantiveram fiéis adoradores ao DEUS Criador.

REFLEXÃO: "Quando disserem: 'Paz e segurança', a destruição virá sobre eles de repente, como as dores de parto à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão" (I Tess 5:3) - NVI
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História da adoração 10 – O mistério das estrelas e dos astros

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"... Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra" (Gên 11:4) - NVI

A história da humanidade é a da guerra de satanás contra DEUS, envolvendo o ser humano. O interesse de satanás nessa guerra é não perder o controle sobre as pessoas no planeta Terra.

Este controle lhe foi passado por Adão e Eva, quando, ainda no jardim de suas felicidades, em vez de se manterem obedientes ao DEUS que os criara, O desobedeceram e seguiram a uma sugestão de Lúcifer, que procurava um planeta nesse Universo para transformá-lo em seu império. E satanás foi muito bem sucedido nesse controle. Cedo conseguiu dividir a família de Adão, levando Caím a odiar Abel. O ódio foi originado porque Abel era fiel e obediente a DEUS na forma que Este desejava ser adorado, mas Caim não. Como a adoração de Caim não fora aceita por DEUS, este encheu-se de cólera e cometeu o primeiro assassinato, matando Abel. E assim tem sido ao longo da história. Sempre os rebeldes contra DEUS procuram o mal daqueles que Lhe são fiéis.

Depois, noutra investida de satanás contra a humanidade, seduziu-a para se tornar corrupta e violenta. Em resposta, DEUS numa intervenção radical eliminou todos os aliados de satanás por meio do dilúvio. Mesmo depois desse terrível e poderoso evento, satanás não se intimidou nem se deu por derrotado. Encheu-se de ódio pela batalha perdida, e engendrou outro plano: formar um império nesse planeta. Uma vez que, depois do dilúvio não havia tantas pessoas por aqui, isso não parecia difícil.

O inimigo de DEUS esperou por uns tempos, até que aparecesse o homem com o perfil adequado. Esse homem foi Ninrod, famoso caçador, homem poderoso, grande líder político, construtor de cidades, empreendedor, famoso e respeitado. Esse perfil sempre foi um dos focos de satanás, para seduzir e tornar seu aliado (Gên. 10:8 a 11), e Ninrod tornou-se o primeiro imperador. Satanás procura os líderes, ele sabe que tendo líderes como aliados, os liderados serão dele também. E Ninrod deixou-se seduzir, queria prestígio, fama e poder. Isso tudo ele teve de imediato, aliando-se a satanás.

E eles fizeram um plano contrário a tudo o que DEUS havia ordenado. Eles deveriam multiplicar-se e encher a Terra, portanto, deveriam espalhar-se sobre a superfície do planeta (Gên 9:1). Mas satanás os levou a se juntarem num lugar só (Gên. 11:4). E os levou a desejarem prestígio, queriam um nome célebre. Eles, sob a liderança de Ninrod, passaram a construir a capital do primeiro império de satanás após o dilúvio, se chamou Babilônia, a escada para o Céu, a porta de entrada ao Universo, a ligação com as divindades. Resolveram construir uma grande torre. Essa torre era para os aproximarem dos deuses que não muito depois do dilúvio já passaram a adorar.

Os deuses foram o Sol, a Lua, as estrelas e os astros. Os babilônios queriam uma alta torre para se aproximarem de seus deuses. Eles assim desenvolveram sofisticada ciência para o estudo desses deuses, a astrologia, ou, o estudo dos astros como divindades a serem adoradas. Inventaram o horóscopo, a consulta aos astros, a adoração aos astros. Era o politeísmo e paganismo sendo inventado nesse planeta. E muito interessante, estabeleceram o número seis com base de sua matemática. Assim tudo girava em torno desse número. O dia tinha 12 horas, o círculo 360 graus. Seis era o número de Babilônia.

Também desenvolveram um culto místico. Pulavam, saltavam, dançavam, gritavam e assim buscavam a incorporação das divindades em seus corpos. Eles estavam estabelecendo o culto ao demônio, o primitivo culto natural, como ele tanto queria, desde que invejou o trono do Altíssimo (Isa 14:14), que se difundiu pelo mundo todo.

Era plano de satanás envolver todos os seres humanos nessa forma de adoração, e se conseguisse esse intento, DEUS seria banido desse planeta, e seu inimigo teria aqui um império para sempre. Ou ao menos o tempo que ele conseguisse viver, até que ele mesmo morresse, ou se auto-destruísse.

Mas DEUS não permitiu que satanás viesse a controlar a humanidade inteira por meio de Ninrod. Por uma providência muito simples, DEUS fez com que a Sua ordem deles se espalharem sobre a Terra fosse cumprida. Ele fez com que cada família passasse a falar uma língua estranha, conforme podemos ler em Gên. Cap. 10:5, 20, 31 e 32. Eles foram espalhados, e dessa forma a Terra foi repartida entre as famílias (Gên. 11:8). Isso aconteceu nos dias de Pelegue (Gên. 10:25).

Esse desafio de satanás resultou em uma impressionante confusão. E confusão é a marca de tudo o que ele faz, uma vez que sempre se fundamenta em falsidades e mentiras. A primeira tentativa de criação de um império único sobre a Terra resultou em grande frustração a satanás. Desde aqueles dias ele vem tentando formar um império único, juntando o que sobrou de Babilônia, mas o que tem obtido é mais confusão e fragmentação. Os resultados sempre foram guerras entre os aliados de satanás, demonstrando as conseqüências da natureza do ódio. Nunca mais conseguiu reunificar os pedaços em que ficou seu império sob Ninrod, pois por ser um reino de ódio, o fazia por meio da Guerra. Ao longo da história, as tentativas foram: Império de Babilônia (com Nabucodonosor); Império Medo-Persa; Império Grego; Império Romano; Império papal; Império dos Estados Unidos da América (é o atual). Agora apavorado, tenta unir esse último império com o seu antecedente, ligando os dois com o poder do Espiritismo. Assim ele tenta, pela última vez, formar um super-império contra o povo de DEUS. É a tríplice aliança de Apoc. 16:13 e 14, para a última batalha nessa Terra.

Para este império, atualmente as forças de satanás trabalham intensivamente. Querem unificar todas as religiões do mundo impondo aos seres humanos a adoção a satanás. Os homens serão obrigados a essa adoração por força legal com decretos emitidos pelo atual império, os Estados Unidos da América. A estratégia de unificação é muito inteligente: unir pelos pontos em comum, por meio do diálogo em lugar da guerra. E é óbvio, pois há tantas divergências em cada pedaço dos cacos em que se tornou o primeiro império de satanás que ele deve, evidentemente, levar as pessoas a não visualizarem nessas diferenças, mas focar no que ainda tiverem de semelhanças.

E para arrematar, satanás tem um grande cartão de convite para todos entrarem e fazerem parte de seu império final da tríplice aliança. Esse cartão é a música de guerra dele. Essa música é frenética, de agitar os músculos, e que movimenta, é um canto de guerra, foi criada para que se fizesse presente em todos os lugares, desde nos grandes festivais até nos pequenos rádios a pilha, incluindo todas as igrejas. Por meio dessa música as pessoas sentem-se, digamos assim, em casa, seja lá onde estiverem. Elas são levadas à ação, à guerra contra tudo o que tem algo a ver com DEUS. Por meio dela as pessoas sempre se identificarão como tendo algo em comum contra DEUS.

Antes do final DEUS permitirá que satanás logre êxito em seus intentos. Enfim, ele conseguirá reunir os reis do mundo inteiro contra o povo de DEUS (ver em Apoc. 16:13, 14 e 16; 17:13 e 14), para a última batalha, chamada Armagedon. Esse será o seu império global. Ele durará apenas 15 dias, o tempo da sexta praga (Apoc. 17:12) e será vencido pelo Salvador do mundo (Apoc. 17:14).

Nunca mais haverá outra tentativa de império por parte de satanás, a não ser para se ajuntarem outra vez e receberem o castigo da eterna destruição e eliminação (Apoc. 18:21 e 20:7 a 10).
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Neste capítulo fizemos uma ponte de ligação entre o primeiro império de satanás após o dilúvio e sua ultima tentativa para ter um império global. Nos próximos, estaremos desvendando o que se passou entre esses dois grandes momentos. Veremos como se desenrolou a história de conflitos de satanás contra DEUS e Seu povo, e como DEUS sempre esteve presente nesses conflitos, ao lado de Seu fiel povo.

REFLEXÃO: "São espíritos de demônios que realizam sinais miraculosos; eles vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuní-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso" (Apoc 16:14) - NVI
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História da adoração 9 – Muita água salva a humanidade

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Deus disse a Noé: 'Darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles...' [...] "Mas com você estabelecerei a minha aliança..." (Gên 6:13 e 18) - NVI

Uma vez tendo entrado o pecado entre os seres humanos em nosso planeta, a raça humana foi se degenerando. Diz a Bíblia que a Terra estava cheia de gente corrupta, e se tornaram violentos ao extremo. A tal ponto chegaram que só havia duas escolhas para a humanidade: ou destruí-la, ou deixar que ela se destruísse. A segunda alternativa era pior, pois, afinal ainda restava um remanescente de pessoas boas, que poderiam enfim formar uma nova humanidade. Essas pessoas que ainda não se haviam corrompido eram os membros da família de Noé, ao todo, oito pessoas. Se DEUS as salvasse das demais pessoas, se poderia evitar a extinção da raça humana.

Noé foi encarregado por DEUS para dar uma oportunidade a todos. DEUS estabeleceu um tempo de 120 anos para que os habitantes do mundo mudassem de conduta. Noé, pregou por esse tempo, alertando que DEUS lhe havia comunicado que destruiria o planeta por meio de uma inundação global. Enquanto pregava, Noé, por orientação de DEUS, ia construindo um grande navio, para que quem desejasse, entrasse nele e fosse salvo. Noé construiu um navio chamado Arca, ela media em torno de 165m de comprimento, 26m de largura e 16m de altura. Foi toda rejuntada com betume.

Enquanto os empregados de Noé trabalhavam na grande obra, algo que nunca se tinha feito, os homens e mulheres zombavam de Noé. Achavam absurda a idéia de um dilúvio universal. Isso nunca havia acontecido, e portanto nunca aconteceria. Era cientificamente impossível.
Mas Noé possuía fé em DEUS. Recebera a informação diretamente de DEUS, e cria que realmente viria um dilúvio. O tempo foi passando e se esgotando. Os homens nem mesmo pararam para refletir se ao menos o argumento de Noé faria algum sentido. Afinal, ele falava que o dilúvio viria porque os homens se tinham tornado violentos e corruptos. Eles não pararam para pensar que, se não fosse por um dilúvio, eles mesmos se extinguiriam por meio da violência.

Então de fato, alguma coisa deveria acontecer, isso era inevitável. Mas preferiram continuar se corrompendo e ficando cada vez mais violentos, e ao mesmo tempo comemorando seu insensato modo de vida por meio de muitas festas.

Enfim chegou a última semana. Noé fez seu último alerta. Nem os seus trabalhadores lhe deram ouvidos. Então algo estranho aconteceu. Os animais, aos pares foram entrando no navio. Por fim, entrou Noé e sua família, só oito pessoas. E um anjo de DEUS fechou a porta de modo que humano algum a pudesse abrir. Sete dias após, veio uma nuvem, depois outra, e formou-se um gigantesco temporal. Tanto chovia água de cima quanto saía água das entranhas da terra. A água foi tanta que cobriu toda a Terra. A água que saiu da Terra rompeu sua camada de rocha, dando origem às placas tectônicas, e também aos terremotos. A instabilidade dessas placas só aumenta, pelo que também aumenta a quantidade dos terremotos e sua intensidade.

Hoje vemos as camadas de entulho, animais, plantas, pedras, barro, formados pelo dilúvio. A ciência em geral não aceita que tudo veio por um dilúvio, e dá outras explicações. Os homens, em geral, também não acreditam que se faz necessária mais uma intervenção da parte de DEUS nesse planeta. Outra vez os homens estão se tornando violentos e corruptos, a ponto de ameaçarem a vida por aqui. Mas está profetizado que dessa vez é a volta de JESUS, em glória, que salvará as pessoas arrependidas de suas maldades, que aceitaram ser transformadas por DEUS. As demais, como no dilúvio, morrerão aqui.

E a Arca de Noé? Antes disso tudo acontecer, ela aparecerá no Monte Arrarat, como um dos últimos avisos de que existe DEUS, que houve um dilúvio, e que a segunda vinda de CRISTO é uma profecia real e verdadeira. Mais uma vez só um pequeno número de pessoas terá fé em algo que cientificamente parece não fazer sentido. A Arca aparecendo um pouco antes desse fato profético, deveria abrir os olhos das pessoas para pensar se a destruição da Terra será pela violência do homem, ou se haverá outra intervenção divina.

REFLEXÃO: "Estabeleço uma aliança com vocês: Nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra" (Gên 9:11) - NVI
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História da adoração 8 – A imoralidade dos gigantes

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Naqueles dias havia nefilins na terra [...]. Eles foram os heróis do passado, homens famosos" (Gên 6:4) - NVI

Os antediluvianos eram homens e mulheres de um impressionante vigor físico. Eles viviam até mais de 900 anos. A sua vida era muito saudável. Embora mortais e pecadores, eram pessoas de tremendas faculdades mentais e impressionante poder físico. Eles eram capazes de realizar grandes obras, e o fizeram. Estas obras foram todas destruídas pelo dilúvio.

Pecadores como eram, com seu tremendo potencial, desenvolveram uma sociedade em extremo maldosa. Como viviam ao longo de muito séculos, e como a sua mente nada esquecia, um só ser humano era capaz de desenvolver maldade equivalente ao que hoje é capaz de se fazer por meio de uma multidão. Ao longo de suas vidas acumulavam maldade e mais maldade, a ponto deles colocarem em perigo a existência da raça humana. Esse nível de maldade só em nossos dias está outra vez sendo atingido, conforme diz em Lucas 17:26 e 27.

Aqueles homens tornaram-se sobremaneira violentos, corruptos, a tal ponto que encheram a Terra dessas características. Diz a Bíblia que “era continuamente mau todo o desígnio do seu coração” (Gên. 6:5). Eles eram maus o tempo todo. Algumas exceções havia, como a família de Noé, mas eram poucas pessoas. Mais algum tempo, e, sem exceção, todas as pessoas seriam de má índole.

A tal ponto chegou a maldade da raça humana que DEUS não teve mais escolha, senão afogar todos por meio de um grande dilúvio global. Mas para não eliminar todas as pessoas, pois ainda havia algumas de caráter decente, DEUS usou a água, pois por meio dela, poderia manter vivas algumas delas, e uma seleção de animais, dentro de um barco. Noé e sua família, ao todo oito pessoas, foram salvas do dilúvio em toda a Terra. Hoje podemos ver vestígios desse dilúvio em todas as partes do mundo. Aliás, talvez a maior prova do dilúvio sejam as placas tectônicas que permitem os terremotos. Foi por causa do dilúvio, dado que saiu água do interior da Terra, que a camada de rochas que formava a estrutura estável da Terra antes do dilúvio se rompeu, e desde então elas se movimentam, e geram tensão entre elas, provocando os abalos sísmicos.

A corrupção da raça humana, depois do dilúvio retornou aos poucos, Mas como agora as pessoas só viviam pouco mais de 100 anos (durante a Idade Média as pessoas viviam pouco mais de 40 anos), a maldade não se desenvolvia com tanta rapidez. Outro motivo que freou a velocidade do desenvolvimento da maldade foi que DEUS separou a humanidade através da linguagem. Na construção da Torre de Babel DEUS os confundiu por meio de línguas diferentes para cada família. Desde então ficou muito complicado para os homens colaborarem todos juntos para serem maus. Essas condições só mais recentemente se formaram, por meio da comunicação facilitada por uma língua que é quase universal, o inglês, e por meio da tecnologia de comunicação, a internet e a tecnologia da destruição para a guerra. Agora novamente a humanidade tem as condições de serem maus a ponto de desenvolverem a capacidade de exterminar a raça humana por meio dessa maldade. Porém, dessa vez, não vai haver destruição por meio de algum dilúvio. Antes da raça humana realmente estar liberada para destruir tudo por aqui, JESUS vai voltar e levar para a Sua morada todos aqueles que ao longo das eras da humanidade, em vida, decidiram ser obedientes aos mandamentos de DEUS, isto é, que foram pessoas de bem e humildes de coração, pessoas que jamais ameaçam o seu próximo nem a natureza.

REFLEXÃO: "O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal" (Gên 6:5) - NVI
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História da adoração 7 - A violência na família

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: 'Vamos para o campo'. Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou" (Gên 4:8) - NVI

Adão e Eva viviam fora do Jardim do Éden. Trabalhavam todos os dias e a cada sete dias, conforme o mandamento, santificavam o sábado. O mandamento está escrito em Gên. 2:1 a 3. Agora a felicidade de sua vida estava fundamentada num único ponto: a esperança da vinda de JESUS, O Messias, para libertá-los da morte eterna.

O que seria essa morte? Eles nem sentiam nos primeiros anos, mas aos poucos estavam envelhecendo. Um dia viram as folhas de uma determinada árvore mudar de cor. Poderosos observadores como eram, pois ainda lhes sobrou a inteligência original, perceberam que se tratava de algo estranho. Periodicamente iam conferir aquelas folhas, e um dia desses viram que algumas estavam se desprendendo da árvore e caindo ao chão. Viram como elas secaram. Ali estava a morte. Isso os assustou. Morreriam assim? Como um deles iria morrer? E o que fariam com a pessoa morta?

Enquanto aos poucos viam a natureza se degenerar, mais desejavam que lhes nascesse um filho, pois, conforme a promessa, poderia ser O Messias prometido. Pois Eva engravidou, e nasceu um menino. Seria este o Messias? Deram-lhe o nome de Caim. A expectativa era grande. Ao crescer, poderiam descobrir que era O Messias, então teria vindo a salvação até eles. Não muito depois, nasceu outro menino, e deram-lhe o nome de Abel.

Eles cresceram. Ficaram homens. E trabalhavam como os pais, Caim lavrava a terra e Abel cuidava de ovelhas. Um dia desses Caim ficou furioso com DEUS e com seu irmão por ter DEUS se agradado só da oferta de seu irmão. Caim havia decidido mudar o culto, em vez de oferecer um cordeiro, ofereceu cereais. E DEUS não aceitou a alteração. Jamais um homem poderia mudar qualquer parte no culto que DEUS havia instituído. O Messias deveria ser representado por um cordeiro, e não por um feixe de cereais. Fora de si, Caim, no campo, atacou Abel desprevenido e o feriu em tal intensidade que morreu.

Caim fugiu dali. Mais tarde Adão e Eva encontraram o corpo de seu filho Abel. E Caim fugia, agora ele estava com medo do que lhe poderia acontecer. Essa foi a primeira morte humana da Terra. Morte em família. Era obra do inimigo. Lúcifer, agora satanás, estava por aí, e atacou a família, fazendo que um de seus membros fosse morto. Um daqueles dois em quem Adão e Eva depositavam esperança que fosse O Messias fora morto, e o outro, tornando-se um assassino, então também não poderia ser O Messias.

A tristeza domou conta do coração do casal. Num só dia perderam dois filhos. E perderam a esperança de que um deles fosse O Salvador esperado.

A partir daquela violência a humanidade, de poucas pessoas, mudou radicalmente. Adão e Eva tiveram outros filhos. Alguns se associaram com Caim, outros seguiram a expectativa dos pais.

Aqueles que se associaram a Caim, e os filhos dele, tornaram-se, a exemplo dele, violentos. Inventaram armas de caça, e caçavam animais. E também, por qualquer motivo, matavam-se uns aos outros. E tornaram-se tão violentos que DEUS não teve mais escolha, obrigou-se a destruir a humanidade quase totalmente por meio de um dilúvio.

A Terra tornou-se violenta. E toda violência se iniciara pelo ciúmes de um irmão contra o outro. Uma violência em família. Muitas guerras, muita destruição e muita morte se originou da violência de Caim contra Abel. Nunca mais no planeta deixou de haver violência. Caim havia descoberto como deformar a criação de DEUS: pela destruição de vidas e da própria natureza. Hoje estamos em tal intensidade de violência que o planeta corre perigo de ter eliminada a vida humana.

Com tanta violência poucos ainda esperavam pelo Messias. Um deles era Noé. Esse homem, e sua família, ainda criam que O Messias viria para salvá-los.

E em nossos dias, diante de tanta violência, poucos aguardam O Salvador do mundo. Como Messias Ele já veio, agora, em breve, vira segunda vez, como Salvador.

REFLEXÃO: "...porque ele vem, vem jugar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com retidão" (Salmos 98:9) - NVI
.

História da adoração 6 – A natureza degenera

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"...Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa..." (Gên 3:17) - NVI

Com a transgressão de Adão e Eva coisas estranhas começaram a aparecer. Em primeiro lugar apareceram no próprio casal. Desapareceu o senso de intimidade entre o casal, e passaram a ter vergonha um do outro, e de DEUS.
Afastaram-se um do outro e de DEUS. Tiveram capacidade de se acusar mutuamente e de mentir. O amor foi prejudicado severamente de um instante para outro. Assim trataram de fazer um improviso de roupas. Antes do pecado eram tão íntimos que a sua nudez não interferia em seu relacionamento natural. Agora não queriam mais ser vistos assim por DEUS.
Além disso, surgiu, o senso de culpa. Além de roupas, trataram de se esconder de DEUS (Gên. 3:7 e 10). E mais, de um momento para outro surgiu uma estranha criatividade, a da desculpa esfarrapada, ou seja, um empurrou seu erro para o outro. O homem disse que foi a mulher que lhe deu para comer. A mulher disse que a serpente a enganou. E a serpente por certo há tempos vinha culpando a DEUS pelas coisas que estava passando. E, curiosamente, DEUS assumiu as culpas de todos, menos da serpente. Por isso JESUS veio ao mundo morrer pela humanidade.

A seguir toda a natureza sofreu transformações dramáticas. Agora fora-se o equilíbrio natural inocente, e se iniciava um outro tipo de equilíbrio, o da luta pela sobrevivência. Sim, agora tudo aqui tornou-se mortal, e a morte fez surgir a necessidade de luta pela sobrevivência. A serpente passou a rastejar junto ao pó (Gên. 3:14). Na vegetação surgiram espinhos, cardos (praga da lavoura) e plantas daninhas e venenosas. Os animais, muitos deles tornaram-se predadores, passaram a comer carne e atacar outros animais, inclusive o homem. A terra teve que ser lavrada para produzir, pois as plantas não mais duravam para sempre, elas morriam. E passou a haver plantas que duravam apenas um ano, como os cereais, outras duravam muitos anos. O homem passou a ter que trabalhar para obter alimento. Basicamente precisava plantar, colher e cuidar dos animais domésticos, e tratar da defesa contra os animais que se tornaram nocivos, bem como das pragas da terra.

A mulher agora teve filhos com dores. Eles também precisavam trabalhar para ter o seu sustento, precisavam suar de sol a sol. E a necessidade de trabalhar foi aumentando cada vez mais, na medida em que o produto do trabalho tornou-se motivo de comércio. Pessoas e grupos de pessoas foram se especializando, e uns precisavam comprar dos outros. Não demorou muito para descobrirem os fundamentos da riqueza, de ter mais que os outros, surgindo a ganância. Daí surgiu a vontade de roubar, de fazer guerras e de tirar dos outros. Surgiu a exploração, a escravidão, as diferenças sociais, os níveis de importância e status. Nada disso fora plano de DEUS, mas fruto do pecado.
Porém nesse contexto deplorável surgiu outra invenção nociva: a imaginação de deuses estranhos. Os homens queriam ter uma força superior para seus empreendimentos, para os quais já não podiam contar com a colaboração do DEUS Criador, como foi nos tempos de Adão e Eva, antes do pecado. Então, afastando-se cada vez mais do Criador, inventaram deuses.

Queriam ter deuses para satisfazer suas ambições: a riqueza originária da terra. Assim inventaram deuses para a terra, para a água, para as plantações, para a fertilidade feminina, para a riqueza e prosperidade, e muitos outros. apareceu a idolatria. E foram adorar esses deuses, pois perceberam que o verdadeiro DEUS não estava mais com eles nesse deplorável estilo de vida.

Resumindo, o pecado trouxe para a Terra, o nosso planeta, alterações nos costumes dos homens, dos animais e no modo de vida das plantas. Tudo tornou-se mortal. O homem passou a desconfiar um do outro e de DEUS, e criou um estilo de vida violento e interesseiro, cada um querendo ser mais que o outro. Essas cosias só foram piorando ao longo dos séculos, até chegar aos nossos dias numa situação insuportável.

REFLEXÃO: "Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará" (Gên 3:19) - NVI
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História da adoração 5 - O mau uso do livre arbítrio

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram..." (Jó 10:8) - NVI

Ao criar Adão e Eva, DEUS os fez à Sua semelhança. Isto quer dizer que eles eram seres com capacidade de tomar decisões racionais. Uma decisão racional é a que considera informações para decidir e leva em conta as conseqüências. Seres racionais têm ciência dos porquês para tomar certas decisões e tem ciência dos efeitos delas.

Essa é uma condição para que esses seres sejam felizes. E como já estudamos em capítulos anteriores, DEUS cria seres a Sua semelhança para serem felizes junto com Ele.

Mas por que é necessário ser livre para ser feliz? Isso é bem simples. Se você for uma mulher, imagine o seu parceiro, se for um homem, imagine a sua parceira. Então cada um tem seu cônjuge para imaginar. Pense que esse cônjuge está programado para sempre fazer o bem a você e nunca lhe magoar. Mesmo que você fosse livre, poderia haver amor com alguém assim? Essa seria uma pessoa que amaria você porque tem um programa para essa finalidade, mas não porque ela mesma decide assim.

Agora imagine duas pessoas programadas, para uma amar a outra. Elas se amam sem a menor possibilidade de terem outra escolha. Podem até se amar, mas será um amor, digamos, forçado, mecânico, imposto por um terceiro. Na verdade isso não é amor autêntico.

E eles poderão ser felizes? Absolutamente não porque não conseguem decidir amar um ao outro, embora se amem. Veja bem, não há decisão de amar, amam-se porque assim foi determinado. E, portanto, não podem ser felizes, porque a única opção que eles tem é um fazer o outro feliz.

E como é isso quando os seres são livres? Em primeiro lugar, cada um decide se vai amar ou não a outra pessoa. Então, por sua iniciativa e vontade própria, decide fazer uma quantidade de coisas para deixar a outra pessoa feliz. A outra pessoa sente que isso vem do coração, da vontade, e isso se chama correspondência. O amor de um e de outro é correspondido por livre vontade. Isso é autêntico, assim nos sentimos valorizados. O seu cônjuge te ama porque assim decide, e torna a decidir todos os dias. Entre outras opções essa pessoa sempre decide por você, e é isso que nos faz felizes: alguém que nos escolheu continua decidindo manter essa escolha. Ela continua dia-a-dia nos valorizando, e assim nos sentimos bem.

Sendo assim, DEUS não possuía outra escolha senão criar os seres a Sua semelhança livres. Isto significa que deveriam ter opções em tudo com que se defrontassem na vida. Um homem, assim como uma mulher, por exemplo, podem escolher alguém para se casar. São livres para isso.

Podem depois deixar a pessoa escolhida e ir embora. São livres para isso. DEUS disse que não nos deveríamos separar, pois o comprometimento é essencial para a felicidade, pelos mesmos argumentos acima. Mas, se assim desejarem, sabem que existirão efeitos, e se separam, e ninguém o impedirá.

E a principal escolha, qual é? O ser humano, criado por DEUS, pertence a DEUS, mesmo assim, tem a liberdade de escolher, se desejar, seguir a outro senhor. Esse outro pode ser uma estátua, algum astro, outra pessoa ou até ela mesma. Saiba, no entanto que fazendo isso, morrerá, pois se desliga por vontade própria da única fonte de vida que existe. Saiba também que vai sofrer, pois se desliga da única fonte de felicidade.

Adão e Eva foram criados livres. Seus descendentes seriam também livres. Mas Adão e Eva um dia desses não souberam fazer uma escolha inteligente. Decidiram dar ouvidos a Lúcifer, que estava a procura de adeptos para o adorar. Esse ser queria ser deus, embora não tivesse as condições. Então foi que Adão e Eva se desligaram de seu Criador, e obtiveram a condição de mortais, assim como todos os seus descendentes.

REFLEXÃO: "Lembra-te que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? (Jó 10:9) - NVI

História da adoração 4 - Por quê adorar

(adaptado do texto do prof Sikberto Marks)

"... adorem o Senhor no esplendor da sua santidade, tremam diante dele, todas as nações!..." (I Crôn 16:29-30).

A pergunta é: por quê adorar? Essa é uma pergunta que segue a mesma lógica de outras perguntas, tais como: por quê ter amizades? Por quê buscar ser feliz? Por quê casar? Por quê ter relacionamento social? E assim por diante.

A adoração é um relacionamento social de natureza semelhante ao do amor, da amizade e da sociabilidade. DEUS deseja que vivamos. E Ele deseja que a vida seja repleta de felicidade. Esse é o ponto fundamental: Ele nos criou para vivermos em plena felicidade. Ele nos quer dar vida abundante. Por isso estabeleceu a adoração. O objetivo dela é o relacionamento nosso com DEUS.

Há um motivo fundamental para a adoração. Esse motivo é pelo fato de existirmos. É óbvio isso, existimos, e nossa existência é com vida, e somos racionais, temos a capacidade de tomar decisões, isto é, somos seres morais livres. E estes são os ingredientes para que também possamos ser felizes. Portanto, existir com vida (poderíamos existir de outra forma, por exemplo, sendo uma estátua) é grande motivo para sermos gratos. E também é motivo para investirmos na felicidade, pois, afinal, que lógica há em existir e viver em depressão?

Na Bíblia está escrito assim: “Tu és digno Senhor e DEUS nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir, e fora criadas” (Apoc. 4:11). DEUS é O Criador, por isso, o Universo e o que nele contém existe, e nós também. Esse é o motivo para que sejamos gratos a DEUS.

As rochas existem, mas não podem agradecer a DEUS, pois não tem conhecimento de sua existência. As plantas também. Os animais tem sentimentos, e são capazes de serem gratos, mas não tem racionalidade para conhecer a respeito de sua existência. Porém, os humanos são racionais, entendem o que são. Estes podem ser gratos a DEUS, pela sua existência. Eles podem ser felizes, e podem cuidar dos animais, das plantas e das coisas inanimadas. Podem fazê-lo para bem de seu próximo, bem como para o bem de toda a natureza.

Assim, só os seres humanos estabelecem relacionamentos racionais. E a adoração é um relacionamento racional do mais alto nível. É o relacionamento das criaturas com seu Criador. Só os seres humanos são capazes de serem felizes, e de contribuírem com a felicidade de outros, e até dos animais. Para tanto, os seres humanos precisam estabelecer relacionamentos de alto nível entre si. E precisam estabelecer relacionamentos de alto nível com seu Criador, pois sabem que d’Ele vieram, e d’Ele necessitam, para viverem, e para serem felizes.

Adoração, em síntese, é um relacionamento da mais elevada inteligência. É um relacionamento que tanto nos coloca em contato com O Criador como com o Rei do Universo, o Ser mais inteligente que existe. Desse relacionamento depende a nossa inteligência, a nossa capacidade de sermos seres sociais, assim como DEUS é. Desse relacionamento depende a nossa capacidade de amar uns aos outros. Sim porque, adorar é amar a DEUS sobre todas as coisas. Desse relacionamento depende a nossa capacidade de amar o nosso próximo como a nós mesmos. E desses dois relacionamentos depende a nossa vida com felicidade.

REFLEXÃO: "Eu, João, sou aquele que ouviu e viu estas coisas. Tendo-as ouvido e visto, caí aos pés do anjo que me mostrou tudo aquilo, para adorá-lo. Mas ele me disse: 'Não fala isso! [...]. Adore a Deus!" (Apoc 22:8-9) - NVI
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