Comentários Lição 1 - O evangelho chega a Tessalônica (Prof. César)


30 de Junho a 07 de Julho de 2012

Verso Principal
Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes.” ITs 2:13.

A prioridade de Paulo ao viajar para Tessalônica, que constava do itinerário planejado para sua segunda viagem missionária, era visitar as sinagogas da cidade aos sábados e pregar aos judeus. O segundo passo de seu plano evangelístico era formar centros evangelizadores (igrejas) nessa cidade, de onde o evangelismo se irradiaria para outras polis (cidades). Por três sábados trabalhou arduamente para convencer judeus e gregos de que o Salvador do mundo viera do Céu na pessoa de Cristo Jesus, o Messias prometido.
Alguns judeus se converteram e também muitos gregos piedosos. Muitas mulheres distintas da  sociedade tessalonicense uniram-se à fé (At 17:4).

Piedade prática é o tema principal da epístola, com vistas à volta do Senhor. A bem-aventurada esperança de Sua vinda é a doutrina mais proeminente nela apresentada (1:10, 2:19; 3:13; 4:13-18; 5:23). Outras doutrinas constantes dessa carta sagrada são: a morte e ressurreição de Cristo (4:14), a ressurreição dos justos mortos (versos 13:16), recompensas e punições futuras (4:17; 5:3), a existência pessoal e ativa do principal inimigo de Cristo (2:18) e a doutrina da redenção mediante eleição e santificação (1:4; 4:3-7)
Diante dos judeus o apóstolo procura desmistificar a multicentenária imagem – criada a partir do retorno do exílio babilônico – de um messias bélico, político e rei-general que tornaria Israel a primeira potência mundial, diante da qual todas as nações se curvariam. As profecias interpretadas pelos doutores e rabinos misturavam ignorantemente imagens da primeira vinda com imagens da segunda, configurando um messias irreal, não amparado no texto inspirado.
O Espírito Santo havia dado aos profetas hebreus a visão perfeita do Messias. Pobre, maltratado, sofrido, rejeitado, morto e ressurreto, vítima inocente do pecado dos homens, para que ninguém tivesse dificuldade de identificá-Lo quando viesse. 
Os desvios causados pelas interpretações fantasiosas e tendenciosas dos judeus contribuíram muito para que se concretizasse o copioso lamento de João registrado em seu evangelho, cap. 1, verso 11: “Veio para o que era Seu, e os seus não O receberam.” Entretanto, através da missão de Paulo, Deus queria dar outra oportunidade a Seu povo e também torná-Lo bem conhecido dos gentios.

DOMINGO
Os pregadores pagam um preço
Os primeiros pregadores do evangelho não sabiam muito do que os esperava no trabalho de divulgar pelo mundo greco-romano uma doutrina anticultural, sem os princípios da lógica grega, sem a influência da cultura romana e das tradições populares. Jesus os advertira de que seriam perseguidos por causa de Seu nome, que seriam afligidos, açoitados e muitos morreriam.
Paulo não temia o homem e nem o que esse podia fazer com ele. Porém, era movido pelo agudo desejo de pregar, pregar, pregar. Em Filipos, uma mulher possuída de espírito de adivinhação foi enviada por Satanás para o lugar onde Paulo e seus companheiros procuravam tranquilidade para orar. Essa maga estava sujeita a um grupo de homens que explorava seu dom demoníaco para obter dinheiro. Depois de muitos dias, incomodou-se com a persistência do demônio que a controlava e o expulsou em nome de Jesus Cristo.
Quando os senhores da mulher viram que seu “comércio” falira, deram voz de prisão a Paulo e Silas e os levaram a um fórum de justiça. Os missionários foram acusados caluniosamente de agitadores e detratores ou desvalorizadores da cultura romana. “Essa mulher era um instrumento especial de Satanás, e por meio de adivinhação dava muito lucro a seus senhores. Sua influência auxiliara o fortalecimento da idolatria. Satanás sabia que seu domínio estava sendo invadido, e recorreu a este meio de opor-se à causa de Deus, esperando misturar seus sofismas com as verdades ensinadas pelos que proclamavam a mensagem evangélica. As palavras de recomendação proferidas por essa mulher representavam um dano à causa da verdade, distraíam o espírito do povo dos ensinos dos apóstolos e traziam má reputação para o evangelho, e, por meio delas, muitos foram levados a crer que esses homens que falavam no Espírito e poder de Deus, eram impelidos pelo mesmo espírito dessa emissária de Satanás.” AA, 212.
Como sempre ocorreu em tempos de perseguição, o poder judiciário foi parcial, tendencioso e infrator das normas do direito que permitiam a faculdade de defesa por parte dos acusados. Paulo e Silas não tiveram uma só oportunidade de se defenderem na demanda. Mediante rito sumário as autoridades submeteram os apóstolos à injúria pública rasgando-lhes as vestes, punindo-os com açoites de varas e depois detenção por tempo indeterminado. Cumpria-se a palavra de Jesus: “Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas; sereis açoitados e vos farão comparecer à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho.” (Mc 13:9) 
O princípio que ressalta dessa história de Paulo e Silas é que os servos de Cristo testemunham sob qualquer condição. Os apóstolos pregaram livremente em público e também na masmorra. Seja adversa ou não a situação, o servo de Jesus é inspirado a pregar o evangelho e testemunhar sempre.
Deus, porém, estava encaminhando a situação para salvar o carcereiro da prisão, sua família e outras pessoas na cidade. A que custo os apóstolos ganharam essas almas? Perseguição, humilhação pública, punições físicas, injustiças, etc. Se pudéssemos perguntar a Paulo se valeu a pena, estou certo de que ele, com um largo sorriso, diria que sim.
Jesus dissera que Seu evangelho era de paz, paz com Deus. Porém, seria pedra de tropeço para os homens ímpios. “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mt 10:34) O verdadeiro evangelho não é popular. Ele requer fé, negação própria, sacrifício, amor ao próximo, justiça social, afastamento do mundo, vida sóbria e outras virtudes mais. E quem dos homens está disposto a abrir mão de toda a “riqueza” que o mundo oferece?
Por mais otimistas e fervorosos que sejamos, nunca devemos esperar que nossos esforços missionários deem cem por cento de resultado. A oposição não ficará dormente enquanto invadimos seus terrenos e arrancamos de suas mãos as pobres almas em nome de Cristo. Os agentes de Satanás repudiam o evangelho de Jesus e procurarão por todos os meios manter seus escravos até que não haja mais meios de salvação.

SEGUNDA  
A estratégia de pregação de Paulo

A primeira epístola aos tessalonicenses foi escrita entre 49 e 54 a.D. Acredita-se que essa foi a primeira das 14 epístolas do apóstolo. Ele a redigiu provavelmente em Corinto.
Um trunfo importante para a pregação em Tessalônica: “Deixando Filipos, Paulo e Silas viajaram para Tessalônica. Aqui lhes foi dado o privilégio de se dirigirem a grandes congregações na sinagoga judaica. Sua aparência deixava à mostra o vergonhoso tratamento que haviam recebido recentemente, e era necessário dar uma explicação do que acontecera. Isto fizeram eles sem se exaltar, mas exaltando Aquele que operara seu livramento.” AA, 221.  
A pergunta da lição propõe três linhas de investigação da estratégia paulina: onde, quando e como.
Em busca do onde, descobrimos pela revelação de At 17:1 que o primeiro campo de Paulo em sua segunda viagem missionária foi a cidade de Tessalônica, na antiga província romana da Macedônia, hoje Grécia.   E por quê? Não haviam eles passado antes por Anfípolis e Apolônia? Não havia ali campo de trabalho? Talvez porque Anfípolis fosse muito próxima de Filipos (53km) e os opositores de Paulo podiam estorvar-lhes a obra ali. Já Apolônia distava 48km da cidade dos filipenses e pode ter apresentado o mesmo risco. Não sabemos se havia sinagogas judaicas nessas duas cidades. Entendemos que Paulo possa ter visto uma seara mais promissora em Tessalônica. O Dr. Lucas diz que nessa cidade havia uma sinagoga de judeus, quer dizer, um potencial de colheita maior.
O quando foi o dia mais propício para abordar os judeus – o sábado de repouso. Nas sinagogas costumava-se dar a palavra a quem quisesse transmitir alguma mensagem aos frequentadores. Paulo se valeria da oportunidade e pregaria Cristo por três sábados. “Por três sábados sucessivos Paulo pregou aos tessalonicenses, disputando com eles sobre as Escrituras referentes à vida, morte, ressurreição, obra intercessória e glória futura de Cristo, ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’. Ap 13:8. Ele exaltava a Cristo, de cujo ministério a compreensão exata é a chave que abre as Escrituras do Antigo Testamento, dando acesso a seus ricos tesouros.”  AA, 229.
O como é mostrado pelos discursos de Paulo amparados totalmente nas Escrituras Proféticas e provando aos judeus que o Messias viria para padecer, morrer e ressurgir dentre os mortos, interceder por eles a fim de salvar o povo de seus próprios pecados. Identificou Cristo como o Messias bíblico tão aguardado.
O efeito foi em cascata. “Ao serem as verdades do evangelho assim proclamadas em Tessalônica com forte poder, foi atraída a atenção de grandes congregações. ‘E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais.’ At 17:4.” Ibidem. Notem o composto dos que creram: “alguns” judeus, “grande multidão” de gregos religiosos e “não poucas”, isto é, “muitas” socialites. O evangelho é universal em sua meta. Todas as classes sociais estão inclusas em seu raio de ação. Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
Por que só “alguns judeus”? O verso 5 de At 17 diz que os que não aceitaram eram “movidos de inveja”. A “Seita do Nazareno” estava fazendo adeptos em todo o mundo greco-romano e se tornando poderosa. Os judeus temiam a perda de influência do judaísmo tradicional com suas pomposas cerimônias e exclusivismo nacionalista. De certo modo, aceitar a Cristo era admitir um crime nacional, pois os judeus, com a ajuda dos romanos, O haviam maltratado e crucificado.

TERÇA
Duas visões do Messias

         Um século antes da encarnação do Verbo divino, Jesus Cristo, os essênios da cidade de Qumran – onde foram achados os rolos do Mar Morto - defendiam a tese de que as Escrituras revelavam dois Messias, 1) O filho de Judá e 2) o filho de Aarão. O Regulamento de Damasco, um texto encontrado em Qumran, apresenta o conceito de que o reino de Deus estaria sob governo do Messias, filho de Aarão, e do Messias, filho de Israel. "O rei-messias", segundo Geza Vermes, "seria o Príncipe da Congregação, e o Ungido Sacerdotal, e o Messias de Aarão e Israel, seria o Intérprete da Lei". Vermes arrazoa que "o príncipe davidiano" conduziria o povo ao triunfo contra as nações e implantaria o reino de Deus. Ele se guiaria pela doutrina dos sacerdotes.
O “Comentário de Isaías” declara expressamente que "assim como eles o ensinam, assim julgará ele. Esse Messias seria submisso aos sacerdotes. O Messias de Aarão, por outro lado, é representado como o Sumo Sacerdote do Reino. Ele se encarregaria das lides litúrgicas durante a batalha contra o último inimigo, e como o intérprete maior da Lei ele revelaria o significado das Escrituras e sua relevância em relação à era messiânica.   
            Atendemos para as características do Messias de Jeremias 23:1-6. Ele procede da descendência de Davi, portanto, de linhagem real e não sacerdotal. Ele não seria governado por sacerdotes, mas estaria muito acima deles. Tal ancestralidade não deixa dúvida de que seria um rei humano. O contexto dos versos estudados mostra que o Messias estabeleceria um reino totalmente oposto ao dos pastores apóstatas de Israel, que arruinaram o rebanho por seu desleixo e pecaminosidade. Sobre eles se levanta um ai do Senhor. Porém, Deus mesmo arrebanharia as ovelhas que eles dispersaram e o rei vindouro seria designado por Ele pessoalmente e chamado de “Renovo de Davi” para assumir o governo de Israel. Isaías, Jeremias, Ezequiel e Zacarias usam a termo “renovo” relacionando-a ao Messias.
            A profecia messiânica de Isaías (cap. 9:1-7) indica que o Enviado visitaria as terras de Zebulom e Naftali, no extremo norte do território de Israel, com ênfase na Galileia (onde Jesus realizou grande parte de Seu ministério). A divindade do Messias de Isaías é expressa ao se revelar o Enviado de Deus como a própria personificação da luz. Jesus declarou ser a Luz do Mundo. A encarnação da Divindade é mostrada no verso 6. Um menino nascido (Ele viria como um bebê). A epifania (manifestação da Divindade) ocorreria em forma humana. O Messias seria divino-humano. Seus títulos nobres o equiparam ao Pai: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Seu reino seria de paz sem fim (reino da glória).
                Até a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Zc 9:9) foi antecipada pela profecia. Ele adentraria a cidade montado, ao estilo dos reis davidianos, num jumento. Nesse verso Jesus é cognominado o Rei de Jerusalém. Destaque-se que Ele a adentraria como Salvador Justo e humilde, o que é conflitante com a figura real que os judeus tinham em seu imaginário. Rei humilde? Não é isso que queremos! Salvador? Só se Ele nos liderar contra os poderosos exércitos romanos e os esmagar como mosquitos.
                Sempre há dois modos de olhar o Messias Salvador. O primeiro é pelo prisma bíblico, perfeito, divino, inequívoco, incontestável. O segundo é pela ótica humana, estrábica, tradicional, fantasiosa, subjetiva e incerta.

QUARTA 

Sofrimento antes da glória
                 “A harmonia da criação depende da perfeita conformidade de todos os seres, de todas as coisas, animadas e inanimadas, com a lei do Criador.” PP, 59. O pecado alterou a ordem cósmica, desarticulou a perfeição da criação divina na Terra, mexeu com o clima, o solo, o ar, as águas, a vegetação, a fauna; corrompeu a estrutura física, moral, espiritual e psíquica do homem e trouxe sofrimento a todos os que habitam o mundo.
                À medida que o pecado progredia em seu caminho devastador, o sofrimento aumentava proporcionalmente. Quando Jesus veio à Terra a humanidade já estava sendo assolada e corrompida por cerca de 4.000 anos de pecado. Por isso Cristo teve tanto trabalho em lidar com o sofrimento de homens, mulheres e crianças. Repasse por um pouco o currículo de curas e milagres de Cristo, e note a tremenda maré de sofrimento que Ele aliviou.
                As Escrituras, ao se referirem ao Messias, diziam que Ele seria “um Homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3) E por quê? Porque o Messias Sofredor arcaria com as culpas de todos os pecados da humanidade, desde Adão até o último humano do tempo do fim, com seu consequente fardo de agonias. “Jesus era trabalhador fervoroso e constante. Jamais existiu entre os homens alguém tão carregado de responsabilidades. Jamais outro conduziu tão pesado fardo das dores e pecados do mundo.” CBV, 51. Não pensemos, portanto, que foi só na cruz que o pecado produziu indizível sofrimento a nosso Senhor. A vida inteira Cristo padeceu. Sendo sem pecado como era, o convívio diário com as transgressões dos homens era-Lhe indescritível tortura para o espírito imaculado.
                Agitação no mundo religioso judeu por causa do Messias – O Dr. Israel Knohl, professor da Universidade Hebraica está agitando uma tese que tem provocado certa comoção nos meios religiosos judaicos, ao defender a noção distinta da vinda do Messias para morrer como "servo sofredor", como expiação dos pecados e redenção de Israel, para depois ressuscitar da morte ao terceiro dia! Com base em seus longos anos de estudo e pesquisa, e nas evidências arqueológicas, que incluem um rolo do Mar Morto ainda não  estudado pelos eruditos judeus, o Dr. Knohl alega que sua noção de o Messias ressuscitar ao terceiro dia é um conceito pré-cristão que data de um período anterior ao nascimento de Jesus.
                O artigo publicado em 2008 na revista Times, encabeçado pelo título "Tábua Antiga desperta debate sobre o Messias e a Ressurreição", ressalta: "Uma tábua de 90cm, com 87 linhas em hebraico, que peritos acreditam datar de décadas antes do nascimento de Jesus, está causando uma silenciosa agitação nos círculos bíblicos e arqueológicos, especialmente porque pode estar a falar acerca de um messias que se erguerá dos mortos após três dias."
                Onde o autor ou autores desse documento arqueológico foi/foram buscar tal ideia? Não teria sido, porventura, no estudo das profecias messiânicas constantes das Escrituras (entre elas Is 53, Sls 22 e 69, e Dn 9:26), em contraposição às invencionices rabínicas e tradições espúrias? Que outras fontes reveladoras, se é que existem e são confiáveis, poderiam fornecer tal acervo profético?
                                               
QUINTA    
Nasce uma igreja

As igrejas que Paulo fundava tinham um composto étnico variado: judeus convertidos e mais gregos ou gentios, isto é, gente de variadas faixas etárias, nacionalidades e culturas. A universalidade do Evangelho se mostrava também no composto das congregações. O que se poderia esperar de uma congregação de mix tão complexo seria confusão e conflitos, mas o poder do amor de Cristo e a regência do Espírito a tornava coesa, harmônica, pujante e evangelizadora.
Um ponto que nos chamou a atenção foi a maneira expositiva de Paulo apresentar o Evangelho de Cristo. Primeiro ele arrazoou (gr. dialegomai ou expôs razões, argumentos, fazer perguntas, fazer refletir, mostrar provas e evidências). Depois  expôs (Gr. diagonoi ou ação de abrir a mente de alguém; despertar em outrem a faculdade do entendimento) e demonstrou  (gr. paratithemi ou explicar como alguém que ensina). Na formação doutrinária e, portanto, da fé da igreja, é importante deixar a verdade bem clara na mente dos membros. Congregações mal preparadas na Palavra são presa fácil dos enganos dos últimos dias. Disso se aproveitam os desertores da igreja de Jesus para enganar os incautos.
O tema apresentado por Paulo, então, é o fulcro ou parte essencial do Evangelho de Cristo: Sua morte e ressurreição. Uma igreja que não tenha presente, sempre, Cristo e Esse crucificado mal poderá subsistir.
Com poder convincente Paulo demonstrava, baseado nas Escrituras do Antigo Testamento, ‘que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos’. At 17:3. Não havia Miquéias profetizado: ‘Ferirão com a vara no queixo ao Juiz de Israel?’ Mq 5:1. E não havia o Prometido profetizado de Si próprio por intermédio de Isaías: ‘As Minhas costas dou aos que Me ferem, e as Minhas faces aos que Me arrancam os cabelos; não escondo a Minha face dos que Me afrontam e Me cospem’? Is 50:6. Por intermédio do salmista, Cristo havia predito o tratamento que receberia dos homens: ‘Mas Eu sou... opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que Me veem zombam de Mim, estendem os beiços e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor, que O livre; livre-O, pois nEle tem prazer.’ ‘Poderia contar todos os Meus ossos; eles veem e Me contemplam. Repartem entre si os Meus vestidos, e lançam sortes sobre a Minha túnica.’ Sl 22:6-8, 17 e 18. ‘Tenho-Me tornado como um estranho para com Meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de Minha mãe. Pois o zelo da Tua casa Me devorou, e as afrontas dos que Te afrontam caíram sobre Mim.’ ‘Afrontas Me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo. Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.’ Sl 69:8, 9 e 20.” AA, 225.  
Ainda assim, “alguns [dos judeus] foram persuadidos”. Não a maioria. A mentira arraigada lançou tão profundas raízes que nem mesmo a abalizada palavra de Paulo conseguiu removê-la. Os gregos, que não tinham tradições tão determinantes e respeitavam a lógica e a razão, aceitaram em maior número.
Esse episódio nos ensina que devemos pregar com zelo, lançar o pão do Evangelho sobre as águas e deixar os resultados com Deus. Talvez nem todos a quem pregarmos aceitarão. Como cristãos otimistas esperamos que os frutos sejam imediatos e que tenhamos de construir igrejas em caráter emergencial para abrigar o transbordante contingente de novos irmãos. Pode ser que isso não aconteça por enquanto. O que importa é que preguemos e deixemos os efeitos com o Espírito do Senhor.
Muitas igrejas ainda nascerão, como aconteceu com a de Tessalônica. Contudo, sabemos pelo Espírito de Profecia que quando do derramamento do Espírito Santo em Chuva Serôdia, milhões se converterão num só dia e se juntarão aos perseguidos guardadores do sábado para enfrentar juntos o tempo de angústia. Por certo não teremos tempo e nem condições de construir igrejas nessa ocasião. Glorioso será, porém,  esse ajuntamento final de santos. Dali só restará um passo para que a igreja de Cristo na Terra seja transferida para o Terceiro Céu. 


Comentários Lição 13 - Um Ministério Perpétuo (Prof. Sikberto)


23 a 30 de Junho de 2012

Verso para memorizar: “Com que se parece o Reino de DEUS? Com que o compararei? É como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore e as aves do céu fizeram ninhos em seus ramos” (Luc. 13:18 e 19, NVI).

Introdução de sábado à tarde
Como se entende o verso acima? Resumidamente, o Reino de DEUS está em permanente crescimento. Sempre se expande.
Por um lado, DEUS é o Criador, e frequentemente agrega novas criações, embora tenha parado de fazer isso após a intromissão do pecado no Universo. Por um lado, na pessoa, esse reino se inicia minúsculo, mas cresce indefinidamente. E ainda por outro lado, a igreja iniciou pequenina, mas cresceu, foi perseguida, encolheu-se, contudo no tempo do fim tornou a crescer. E abrangerá pessoas no mundo inteiro, acolherá homens e mulheres de todos os lugares do planeta, e muitos, crendo o que a igreja ensina, serão salvos para a vida eterna.
“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações.
“"A que", perguntava Cristo, "assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?" Mar. 4:30. Ele não podia empregar os reinos do mundo como uma similitude. Na sociedade nada achou com que o pudesse comparar. Os reinos da Terra se regem pela supremacia do poder físico; mas do reino de Cristo são banidos cada arma carnal, cada instrumento de coerção. Este reino deve erguer e enobrecer a humanidade. A igreja de Deus é o recinto de vida santa, plena de variados dons e dotada com o Espírito Santo. Os membros devem encontrar sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e abençoam” (Atos dos Apóstolos, 12).

1.      Primeiro dia: Evangelismo e testemunho incessante
O verdadeiro cristão nunca cessa de trabalhar pela salvação de vidas humanas. Ele morre trabalhando, assim como JESUS, que trabalhou até pendurado na cruz. Só parou ao expirar. Ainda, a influência dos verdadeiros cristãos continua após sua morte.
Tenhamos em mente um casal de pessoas bem idosas. Elas não podem mais fazer nada, como se diz. Nem andam mais, senão que precisam de amparo de outros, até para as necessidades higiênicas. Podem elas continuar trabalhando pela vida eterna de outras pessoas? Podem sim. Mas como? Agora elas trabalharão pelo método mais poderoso possível a qualquer ser humano: o seu testemunho de vida, ou seja, o que os outros falam a respeito da vida delas. Se foram pessoas de boa reputação cristã, nessa situação fala bem alto o seu passado. Outros comentam positivamente. Há os que se inspiram na vida delas. Também há pessoas que as usam como exemplo em seus trabalhos. E assim por diante. Tais pessoas são como JESUS: de alguma maneira trabalham quando já foram imobilizadas pela vida. JESUS já não podia mais mover-se na cruz. A única coisa que podia fazer era falar. E isso Ele fez. Salvou um dos ladrões; perdoou os pecados dos que O crucificaram (foi para perdoar que estava ali); criou condições para que a Sua mãe tivesse quem pudesse cuidar dela (apesar de ter outros filhos); e fez o principal: tornou-Se o Salvador do mundo, pendurado numa cruz. Vejam só que coisa! Os habitantes desse planeta têm sua esperança na decisão tomada por um homem, um único homem, pregado rusticamente em dois pedaços de madeira. Ali Ele fez o trabalho mais importante em todos os tempos, desde que há vida nesse planeta.
Do mesmo modo, quantos são os velhinhos que trabalham poderosamente, já imobilizados pela idade! Às vezes são poucas e sussurradas palavras, mas que comovem os corações e alertam seres humanos. Nessa situação fala não somente a experiência de vida, mas a fé inabalável munida do poder do ESPÍRITO SANTO. Se tal testemunho não comove alguma pessoa, será que vai ter que ressuscitar algum dos grandes profetas mortos para sensibilizar? JESUS mesmo disse que nem assim se moveria o coração insensível.
Portanto, se pessoas em seus últimos momentos de vida, ‘sem fazerem nada’ fazem muito mais, quem sabe, do que quando estavam na ativa, o que dizer de quem ainda tem condições de agir? Isso leva a uma reflexão profunda: quem age no tempo da plenitude de suas forças, quando esta lhe faltar, seu testemunho permanecerá pelo valor de seu caráter relatado por outros. Que DEUS abençoe aqueles que, pela doença ou pela idade, ainda trabalham com grande poder, de sua cama, de onde certamente sairão para uma cova. Ou melhor, de onde, quando acordarem, se verão diante da face do Salvador, em quem creram e em quem esperaram até seu último momento de vida.
Esta obra não pode parar, ou, dito de maneira mais realista, ela não irá parar, mesmo que eu ou você não façamos a nossa parte. E mesmo que os mais poderosos inimigos deste planeta, sejam seres humanos sejam espíritos, desencadeiem a oposição mais poderosa imaginável. Um homem velhinho ou uma senhora velhinha, cuja luz se esteja apagando, mas cujo coração esteja ligado a DEUS, sua oração, mesmo balbuciada, ou só no pensamento, quando nem mais os olhos se abrem, tem poder superior a todas as hostes dos demônios e humanos reunidos. É importante saber que, ao lado de DEUS, não há condição desfavorável, seja pendurado numa cruz seja deitado numa cama.

2.      Segunda: Um ambiente estimulante
Esse é um tema vital para a salvação de pessoas. Elas vivem em seu ambiente social, ao qual se adaptaram e do qual se tornaram dependentes. É um ambiente, geralmente de noitadas desregradas, festas com álcool, cigarros, som alto e glutonaria. Filmes imorais e também violentos. Novelas e outros programas altamente nocivos ao caráter. Práticas de vida condenáveis, como sonegação, pirataria de direitos autorais e pouca atenção a valores e princípios de vida com ética e com caráter bem fundamentado. Tudo regado a mais explícita falta de moralidade.
Aí a pessoa conhece a verdade. Entende e aceita. É tanta mudança que deve ocorrer que pode, por vezes, vacilar, mas vai em frente. Descobre a realidade da vida eterna. Percebe que existe um estilo superior de se viver já nessa Terra. Encanta-se com tudo isso, e principalmente que existe um DEUS de puro amor. Nos primeiros tempos sente uma experiência interessante de vida. Ela é batizada, e esse é um grande dia.
Porém, aí, aos poucos, vem uma ou outra experiência de decepção. Estamos nos baseando em fatos reais (vide, mais adiante, o comentário de 4ª feira). Essa experiência torna-se angustiosa. A família não tem ambiente social. Os velhos amigos pressionam, e novos amigos são poucos, ou nem existem. Entraram para a igreja verdadeira, mas não encontraram uma sociedade acolhedora. Sentem falta de pertencer a um grupo onde possam interagir, ter convívio, conversar, sentirem-se seres sociais, como foram criados por DEUS.
Então o que acontece? Voltam para a antiga sociedade de onde vieram, largando tudo o que haviam recebido. Ou melhor, largam a vida eterna, porque sociabilidade não haviam recebido. A vida eterna é uma promessa para o futuro, mas a sociabilidade é a condição necessária de vida no presente, enquanto esse tão almejado futuro não vem. Receberam JESUS, que lhes foi oferecido, mas quem lhes deu JESUS, não os acolheu como amigos. Perceberam-se uma família fora do ninho.
Quando isso acontece, houve grave falha por parte da igreja, como um todo. Se formos uma comunidade de crentes socialmente bem integrados, então iremos atrair pessoas, mesmo sem grande esforço evangelístico. Mas se for como a ilustração acima, então até devemos orar para que DEUS não nos dê novos interessados pelo batismo, pois a experiência de descobrir algo superior e ter que largar por não poder sustentar é decepcionante.

3.      Terça: Formando instrutores
A lição de hoje é de caráter prático e é importante para o crescimento das igrejas e grupos. Mas ela deve ser posta em prática. Nada resolve estudarmos e ficar tudo como antes desse estudo. Temos que mudar urgentemente com relação a formação de líderes na igreja.
Hoje o autor foi muito feliz. Em poucas linhas expôs o problema e também a solução. Qual é o problema? É a escassez de liderança na igreja e a dependência de poucas pessoas capazes de dinamizar o funcionamento da igreja ou grupo. É necessário que, mesmo grupos com poucos irmãos, isolados de outra igreja mais numerosa, sejam dinâmicos a tal ponto que possam criar condições atraentes de programação, e inventarem novidades coerentes com os nossos princípios para quebrar a monotonia. Ainda que, quando os líderes que estiverem na ativa não puderem mais atuar, que já haja outros em ação, tanto para que aqueles sejam substituídos quanto para que a carga deles seja distribuída a maior número de pessoas.
Um dos nossos grandes problemas é a falta de liderança na igreja, em especial, nas menores e mais humildes e nos grupos do interior. Falta qualificação de pessoas para essa atividade. Resulta em igrejas pequenas e grupos desanimados, com programas sem atrativos, sempre a mesma coisa, com baixa contribuição espiritual. Pensando nisso, estamos elaborando um vídeo a fim de colaborar na formação de lideranças locais. Nós devíamos ter preocupação em formar liderança em todos os lugares onde se abrem novos grupos ou igrejas. Isso não é difícil, mas quase nada é feito, e em grande parte dos casos, absolutamente nada é feito. Não faz sentido um tremendo evangelismo só para depois abandonar os recém-conversos à sua própria sorte. Aqui vai um apelo aos profissionais ‘leigos’ da igreja: tomemos a iniciativa de realizar cursos de formação de líderes para lugares onde isso é uma carência. Sabemos que uma iniciativa oficial da igreja não haverá. Quem for empresário, gerente, ou que tiver formação e for líder em sua atividade, deixe de pregar e de dar estudos bíblicos, se for o caso, e dedique-se à manutenção do que já foi alcançado, e crie cursos de treinamento para a formação desse tipo de líder, para fortalecer a igreja. Será que esse é um apelo tolo?

4.      Quarta: Resgatando pessoas afastadas
Faremos uma inversão dos assuntos. Mesmo mantendo os títulos, abordaremos o que vem amanhã, e no estudo de quinta abordaremos o de hoje. É o mais lógico.
Para esse assunto, vamos analisar um estudo muito bom elaborado pelo Pr. Rubén Pereyra, Doutor em Ministério pela Andrews University. Quais são as causas mais relevantes da apostasia? Resumidamente elenquemos o que ele dispôs em seu estudo. Esse estudo não é recente, mas é facilmente perceptível o quanto ainda é atual em nossos dias.
a)   A motivação do, ou dos mensageiros que participam da campanha”, ou seja, o alcance da “quota de produção” ou alvo de batismos. Diz o pastor: Em algumas das igrejas que mais crescem solidamente, nota-se uma maior ênfase na pregação da verdade do que nas cifras estatísticas, resultando assim em mais decisões que perduram. A excessiva pressão sobre números que é dada em certos círculos da Igreja, produz uma tensão que resulta em profissionais desprovidos da verdadeira motivação redentora.”
b)        “Tipo de experiência prévia ao batismo. A diferença entre proselitismo e conversão está, basicamente, no fato de que no primeiro caso se convence ou se conquista a pessoa a mudar de igreja, filiando-se a uma outra...” “Tal experiência não terá profundidade suficiente para a sobrevivência após o "nascimento". No livro Evangelismo lê-se de tais experiências: "A salvação não está em ser batizado, em ter nosso nome nos livros da igreja, nem em pregar a verdade. Mas em uma viva união com Jesus Cristo para ser renovado no coração..." Evangelismo, pág. 319.” ... “Nosso evangelismo deveria ser fruto de encontro e experiência com Cristo através do conhecimento. Não de conhecimento e prática das normas cristãs somente, mas impregnadas do amor por Cristo e de uma entrega total a Ele.” ... “Qual seria, pois, a solução? Um enfoque menos teológico e mais experimental do que é o cristianismo, enfatizando a fé, a entrega, a conversão, baseando tudo no conhecimento de Cristo e no Espírito Santo.”
c)        O novo converso necessita de um ambiente caloroso, receptivo, de uma nova sociedade que o acolha fraternalmente, o tempo todo. O Pr. Rubén explica isso detalhadamente, que por razão de espaço, reduzimos aqui, em itens:
·   “O espírito de alegria, de fraternidade e fidelidade que existe na igreja. O desapontamento que produz uma igreja desunida ou adormecida pode ser fatal para quem vibra com seu primeiro amor.
·   A inspiração que recebe o novo membro ao ser integrado na atividade missionária. Exigir que ele faça atividades que deve cumprir como obrigação religiosa pode enfadar o novo membro. Por outro lado, a participação motivada pelo grande amor à verdade e a Cristo é um tonificante contra um possível estado de desânimo.
·   O apoio nos momentos de luta. Logo em seguida ao batismo podem vir tempos difíceis como rejeição dos familiares e amigos, conflitos na adaptação à nova forma de viver, dificuldades para a observância do sábado, ou ainda incertezas quanto a sua nova fé. Sentir-se abandonado em momentos assim pode ser fatal para um novo membro.
·   A edificação espiritual promovida pelo próprio crente. Em um folheto intitulado "Equipamento de Sobrevivência para Cristãos Novos", escrito por Ralph Neighbour Jr. e publicado pela Convention Press (7a. Edição, 1982) estão descritas algumas "fases pelas quais passam quase todos os novos cristãos, e as maneiras de evitar o fracasso". São elas:
a.      A fase da lua-de-mel. Cheia de felicidade.
b.      A fase da luta. A antiga natureza quer ressuscitar.
c.       A fase da dúvida. E uma experiência similar à do recém casado que acreditava que tudo seria mel...
d.      A fase do pânico. O novo membro passa a fazer um estudo mais profundo da verdade; uma investigação desesperada para certificar-se de que deu o passo correto.
e.       A fase do "cristão silencioso". Aquele que guarda sua fé e não testemunha, passando a engrossar as fileiras dos "cristãos do serviço secreto".
Pois bem, nem todos passam exatamente pelas fases acima. Elas são fruto de estudos feitos já há algum tempo. Esse material está disponível para quem desejar na íntegra: http://www.horatranquila.com.br/o_bom_pastor/livros/o_problema_da_apostasia.doc. O estudo indica, em resumo, o seguinte: quando um membro sai da igreja, a maior parte da culpa é da igreja e de sua liderança. E a maior causa da apostasia certamente ocorre por falta de ambiente social, não tanto por falta de conhecimento espiritual. Assim sendo, não parece difícil resolver as causas do problema. É uma mudança de cultura, do individualismo para uma convivência social mais prazerosa, espiritualmente bem fundamentada.

5.      Quinta: A porta dos fundos
Então hoje comentaremos o tema de ontem. O que fazer para evitar que as pessoas saiam, e como trazer de volta as que saíram?
Do estudo de ontem, baseado no Pr. Rubén, podemos resumir em três pontos as razões da saída:
1º) A motivação do evangelista, ou seja, quem buscou as pessoas basicamente para batizar, não para salvar. Isso leva a um conhecimento superficial das doutrinas bem como a uma decisão precipitada pelo batismo. Depois que a pessoa descobre quais dificuldades vai enfrentar, não tem o preparo para a luta. É algo como mandar para a guerra um soldado, muito bem armado (no caso é a Bíblia), mas que não foi instruído sobre como manusear sua arma e munição. Quando estoura uma batalha, ele fica sem saber o que fazer, e faz tudo errado.
2º) Entrar na igreja sem experiência com CRISTO. Por isso, torna-se uma pessoa que olha mais para os outros membros que para CRISTO, para tentar saber como se deve proceder para ser cristão. E nessa tentativa, ele olha para os membros que têm as fraquezas que ele também tem.
3º) O ambiente não é caloroso, de alegria, de integração, de acolhimento, nem há apoio para as lutas que certamente deverá enfrentar. Batizou-se, agora se vire por conta própria. Quem o trouxe à igreja desapareceu, os demais membros nunca estiveram comprometidos, e veem essa pessoa como mais um estranho que um irmão. Não houve preparo da igreja para receber pessoas que foram resgatadas do inferno, local que elas muitas vezes amavam.
4º) Faltou edificação espiritual, isto é, a aquisição de mais conhecimento pós batismo. Um cristão nunca deve deixar de estudar e de crescer espiritualmente. E a igreja deve motivar a todos para seguirem esse caminho. Esse foi o caminho dos bereanos: estudar, pesquisar e se aprofundar. Eles conferiam se o que o pregador falava era mesmo assim. Eles desenvolverem o saudável espírito crítico, que é a capacidade de procurar erros em si mesmo e o cuidado para que outros não nos influenciem para caminhos errados.
Mais coisas interessantes poderiam ser acrescentadas. Por exemplo, a antiga “operação resgate”, da qual já não se fala mais. Programas esporádicos para os afastados são como uma brincadeira com eles, pois se faz esse programa, e depois mais nada. A nossa atitude para com vidas humanas precisa mudar muito. Resumindo tudo, em poucas palavras, necessitamos, todos, de mais fraternidade.

6.      Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Esses assuntos são importantes demais para esquecermos. Às vezes, coisas relevantes. Os conselhos do autor da lição para se manter o ministério contínuo são bons, mas faltou o principal: a busca do poder do ESPÍRITO SANTO, justamente Quem nos foi dado para essa finalidade. O ESPÍRITO SANTO nosso Senhor deixou para esses dias finais. Ele será concedido em grande medida para a finalização da obra de evangelização do mundo. Até se pode dizer: uma pessoa ou um grupo que confia no poder do ESPÍRITO SANTO pode até esquecer das 4 recomendações da lição, o seu trabalho correrá bem, e terá apoio.
Vamos a mais algumas recomendações que também são bem importantes:
1ª) Ser humilde, não querer destaque para si, trabalhar para a honra e glória de DEUS e para o bem do próximo, assim como JESUS;
2ª) Andar com DEUS, assim como Enoque;
3ª) Ser fiel a DEUS e Seus princípios de caráter, em tudo o que fizer, assim como Daniel;
4ª) Fazer tudo com esforço, fazer o melhor, e buscar o crescimento na capacidade necessária para o trabalho que desempenha e também buscar desenvolvimento espiritual, assim como José do Egito;
5ª) Ao cair em pecado, estar sempre disposto a se arrepender, e a mudar tudo o que descobrir de errado em sua vida, assim como Davi;
6ª) Ser capaz de distinguir o correto do errado, assim como Elias e João Batista;
7ª) Amar a todos e servir por amor, sempre dispostos a perdoar, mas também não fechando os olhos para os corruptores, assim como JESUS.
Essa lista de bons exemplos pode ser aumentada em muito. Temos Noé, os apóstolos, Moisés, Ester, Noemi e Rute, Dorcas, os patriarcas, e muitos outros. Cada um dos personagens bíblicos teve seus pontos fracos e pontos fortes. O conjunto dos pontos fortes de todos deles se aproxima do que foi JESUS, o perfeito. Se seguirmos apenas o modelo de JESUS, estaremos imitando o que havia de correto nos grandes homens e mulheres do passado e do presente que honraram a DEUS, e que fizeram relevantes trabalhos em favor de seus semelhantes.
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e o mais Ele fará” (Sal. 37:5).

O comentário em vídeo tem ênfase evangelística.
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Comentários Lição 13 - Um Ministério Perpétuo (Prof. César)



23 a 30 de Junho de 2012

Verso Principal
“Com que se parece o Reino de Deus? Com que o compararei? É como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore, e as aves do céu fizeram ninhos em seus ramos.” (Lc 13:18 –NVI)

Embaixador de Cristo full-time ou de tempo integral. Esse é o crente fiel. Todos os dias da vida enquanto essa durar, ele está a serviço de Jesus. Não existe aposentadoria. Esse negócio de passar a tocha às gerações mais novas é um simbolismo belo e poético, mas não pode representar fim de corrida de quem passou a flama adiante. Quem vem no embalo, passa a tocha e continua correndo um pouco mais. Assim é na corrida olímpica de revezamento 4X400.

A consciência de continuidade de trabalho é muito importante para os velhos missionários. Deles deve ser o lema que impulsionou os 300 de Gideão: “Cansados, mas ainda perseguindo.” (Jz 8:4) Para os que iniciam o bom combate, o lema é “perseguir sem cansar”.
Certa vez o Prof. Eglom Cézar de Azevedo, bibliotecônomo da Casa Publicadora, e eu fomos visitar o Pr. Luiz Valdwogel, que já contava idade bem avançada. Ele prometera doar sua biblioteca para os acervos da CASA e lá fomos para Hortolândia, a fim de “botar as mãos” nas preciosidades literárias do velho servo de Deus. Ainda escrevendo com admirável lucidez, do alto de seus 90 anos, dizia que sempre adiava a velhice para mais tarde. Seu ministério, que teve início quando ainda era bem jovem, só cessou quando o velho “pássaro da floresta” – é isso que significa em alemão seu sobrenome - fechou os olhos até a manhã da ressurreição. Ellen White praticamente morreu escrevendo, aos 89 anos de idade.
É muito importante criar-se a consciência de ministério contínuo. Desse modo, o membro da igreja deverá ficar preparado em todos os momentos para testemunhar e evangelizar, inda que em meio às suas atividades cotidianas. Atenção às oportunidades! Leve consigo folhetos, literatura, uma Bíblia com anotações de estudos bíblicos breves para abrir em qualquer situação que isso requeira. Os jovens podem inserir estudos e outras mensagens rápidas e de fácil visualização em seus tablets, I-phones, I-pods, smart-phones, etc. para mostrá-los quando necessário.
Nossos moços possuem o “turbo missionário”, isto é, eles estão sempre com potência de sobra para o que der e vier, sempre vigilantes, atentos e sequiosos de testemunhar. João asseverou: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno.” (1Jo 2:14)
O testemunho vivo ou pessoal está incluso no ministério perpétuo. Somos “lidos” pelas pessoas todos os dias. Mesmo sem abrir a boca, estamos pregando. Por isso é de fundamental importância carregarmos “nossos tanques espirituais de combustível” com o tesouro da religião de Cristo. “O homem bom tira do tesouro bom coisas boas...” (Mt 12:35) O bom tesouro é a Palavra de Deus.

DOMINGO
Evangelismo e testemunho incessante
O evangelismo publicado mediante a Palavra e o testemunho incessante de uma vida exemplar – essas são as mídias pessoais mais eficazes do cristão.
Isso só é possível quando se trabalha em íntima ligação com o autor desses dois canais de propaganda da salvação.
Estudemos em Jesus as maravilhosas habilidades de evangelização. Gostaríamos de introduzir primeiramente a entrevista com Nicodemos – tipo da alma que procura a luz da verdade, porém cheia de preconceitos.
Condição social: rico, classe A. Condição acadêmica: doutor em leis. Condição religiosa: fariseu, orgulhoso de suas práticas e tradições, e a elas vivamente aferrado. Condição política: um dos principais dirigentes. Condição espiritual: ignorante total da verdadeira religião.
Depois de tentar bajular Cristo e nitidamente procurar entrar em discussão teológica com nosso Salvador, foi surpreendido com uma denúncia de inconversão. Se ele precisava nascer de novo, não era convertido. A força das palavras de Jesus indicava que Aquele mestre nazareno parecia ler a mente e os segredos ocultos da vida do presunçoso fariseu. A consciência foi despertada. Que poder! Lembremo-nos que só se faz evangelismo quando o Espírito Santo tem plena posse da alma da testemunha. Jesus era cheio do Espírito.
Nicodemos tentou desconversar mostrando que havia entendido o novo nascimento como realidade física e não espiritual. Cristo não permitiu esse astuto atalho do doutor da lei, e repetiu a afirmação. Nicodemos, embora velho e celebrado mestre da nação, não tinha verdadeira percepção espiritual de sua vida. Jesus, em outras palavras, disse que ele precisava de conversão real e não de uma religião exterior. A franqueza de Cristo chocou o homem.
Cristo mostrou-lhe outra realidade que ele não conhecia. Sua vida era destituída do Espírito Santo. Nessas condições, ele não poderia jamais entrar no reino de Deus.
Jesus nos mostra aqui o padrão para se lidar com religiosos, sendo franco, mas sem lhe dirigir ofensas. Dizer a verdade com apoio da Palavra de Deus. Nada de ataques pessoais.
Agora vamos à entrevista com a mulher samaritana – tipo de alma separada totalmente do povo de Deus, de vida duvidosa, promíscua e irresponsável. Jesus foi à procura dela.
Jesus acercou-Se pedindo-lhe polidamente um favor inusitado. Um judeu jamais pedia nada a um samaritano, inda que estivesse nos estertores da morte. Quando um judeu viajava para o norte, para não passar em Samaria ele fazia um longo desvio, cruzando o Rio Jordão e subindo por fora até ultrapassar o posicionamento geográfico dessa cidade, então ele recruzava o Jordão e entrava mais uma vez no território de Israel.
Cristo produziu impacto na mulher. Então começou a revelar-se como o Dom da Vida, a água que dessedenta para a eternidade, o Único que podia satisfazer as necessidades mais profundas daquela alma perdida. Nessa entrevista, diferentemente da de Nicodemos, Cristo deixou que a mulher conduzisse a conversa até certo ponto. Essa não tinha conhecimento espiritual e nem bíblico como era o caso do líder fariseu. Era ignorante e Cristo teve de condescender com sua inteligência limitada. Ela entendeu a água da vida como a fresca água do poço de Jacó. Disse a Jesus que Ele não tinha recursos para saciar sua sede, a menos que ela O ajudasse. Colocou-se numa posição superior. Em seguida reconheceu que Jesus tinha alguma coisa que podia resolver seu problema de buscar água no poço, no maior calor do dia, e longe dos olhares críticos e maliciosos do povo que conhecia sua reputação.
Jesus formula uma pergunta cortante: “Chama teu marido.” E agora, ela era amasiada e não casada e estava em seu sexto relacionamento. Vida devassa. Então Cristo realizou uma façanha que não podia ser contestada. Sua divindade expressou-Se e Ele mostrou à mulher que conhecia os segredos imorais de sua vida. Ora, Aquele Homem lia pensamentos.
A revelação de Cristo, Deus em carne, mudou instantaneamente a vida da samaritana. De posse de Cristo ela foi à cidade e contou tudo quanto Jesus lhe havia dito.
Lembremo-nos de que o evangelismo não é simplesmente uma divulgação doutrinária, profética, moral, de um credo. É, fundamentalmente, a revelação de Cristo como o Salvador da humanidade.
SEGUNDA

Um ambiente estimulante
Jesus ordenou duas vezes que Pedro apascentasse e uma vez que pastoreasse Suas ovelhas (Jo 21:15-17). O texto do Evangelho de João nessa passagem mostra que Jesus usou dois termos diferentes para designar o cuidado pastoral que Pedro deveria ter com as ovelhas de Jesus. A primeira e a terceira ordem provêm do modo imperativo do verbo grego bibrosko, com o significado de nutrir, dar de comer, guardar. O segundo, “pastoreia”, origina-se do imperativo de poimhn ou poimen, com o sentido de governar, cuidar, satisfazer as necessidades.
Pois bem, é isso que os líderes da igreja precisam fazer com o rebanho do Senhor. “Se devemos fazer discípulos, precisamos dar atenção ao estabelecimento e sustentação de cada novo cristão.” LES. Por vezes “rodeamos o mar e a terra para fazer um prosélito...” (Mt 23:15) e depois o deixamos ao sabor dos ventos, ao seu próprio destino. Temos, porventura, um plano de acompanhamento pós-batismo? Se não temos, deveríamos. Nossos laços de fraternidade com os recém-ingressos na igreja precisam ser mais especiais do que aqueles tidos com os irmãos mais consolidados na fé. Com eles temos de conjugar o bibrosko e o poimen.
A lição fala de companheirismo com eles. Uma das maneiras mais práticas de exercer companheirismo com eles é integrá-los aos variados ministérios da igreja, conforme seus talentos, para que convivam conosco e aprendam a trabalhar por Jesus. Quanto à nutrição, sugerimos que classes pós-batismais sejam criadas para ajudá-los a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3:18). “Um novo cristão precisa ser desenvolvido, cuidado, estimulado, treinado e educado nos caminhos do Senhor.” LES.
Companheirismo vital
Meios e destemido esforço podem ser seguramente empregados numa obra como essa, pois é uma obra que subsistirá. Dessa forma, os que estavam mortos em ofensas e pecados são trazidos ao companheirismo dos santos e feitos assentar nos lugares celestiais com Cristo. Seus pés são postos em um firme fundamento. Tornam-se capazes de atingir uma elevada norma, até chegar às mais excelsas alturas da fé, pois os cristãos tornaram direitos os caminhos para seus pés, para que o que manqueja não se desvie do caminho.” CSS, 356.  
Como apresentar um ambiente de amor fraternal aos novos irmãos, de modo que se sintam atraídos ao companheirismo cristão?Deus quer dissipar as nuvens que se acumularam ao redor das almas... e unir todos os nossos irmãos em Cristo Jesus. Deseja que estejamos ligados pelos laços do companheirismo cristão, cheios de amor pelas almas por quem Cristo morreu. Disse Ele: ‘O Meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei.’ Jo 15:12. Quer que estejamos unidos no coração e nos planos para realizar a grande obra a nós confiada. Os irmãos devem pôr-se ombro a ombro, unindo suas orações junto ao trono da graça, para que consigam mover o braço do Onipotente. O Céu e a Terra estarão então intimamente ligados na obra, e haverá alegria e júbilo na presença dos anjos de Deus, quando é encontrada e restaurada a ovelha perdida.” FEC, 210. Se forem envolvidos num ambiente estimulante como esse, sentirão o “contágio” benfazejo do amor fraternal.
Comunhão espiritual
Há uma condição sine qua non para que os novos irmãos sintam e desfrutem plena comunhão fraternal: Nos a vemos em 1Jo 5:7: “Andarmos na luz”. Esses crentes precisam ver coerência entre ensino bíblico e vivência espiritual. Precisam ver que praticamos aquilo que ensinamos. O que mais os pode confundir do que ouvir o precioso ensino e constatar que nada ou pouco daquilo que foi ensinado é tornado em prática? Se não andarmos na luz, não temos comunhão uns com os outros e tornamos vãos os benefícios do sangue purificador de Jesus sobre nossas almas. A responsabilidade é tremenda!
Atos 2:42 nos mostra como vivia a comunidade crente na igreja primitiva e os efeitos do ambiente excitante que nela imperava: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” Havia estabilidade espiritual e ricas influências de progresso.
Já Atos 11:19-23 revela que os que foram dispersos por causa da perseguição (e havia milhares de crentes novos nesse contingente cristão disperso) saíram com grande poder a pregar em três grandes regiões ao norte da Palestina. Balanço dessa empreitada: “A mão do Senhor era com eles e grande número creu e se converteu ao Senhor.” (verso 21)
O trabalho dos líderes do “ambiente estimulante” tem no exemplo de Paulo relatado em Rm 1:11, 12 uma diretriz essencial: Esses comunicam dons espirituais aos membros para fortalecê-los (sermões, estudos bíblicos, instrução, treinamento, exercícios espirituais, etc.). Em troca aquenta-se a fé mútua que traz consolação tanto para líderes como para liderados.

TERÇA
Formando instrutores

O Pr. Webb levanta, de início, a questão prática do turnover (rotatividade de pessoal) na igreja. Esse é um problema de cunho pragmático e que precisa ser resolvido para que não haja queda de rendimento no evangelismo e testemunho da igreja. É impossível evitar essa rotatividade.
Para a continuidade dos ministérios da igreja são necessárias peças humanas de reposição. Como fazer isso? Não se deve esperar até que membros ativos deem baixa da congregação para ir afoitamente à procura de substitutos. Quando os ministérios ainda desfrutam certa pujança, é preciso pensar em preparar irmãs e irmãos para estarem a postos quando convocados. Para isso é preciso haver um plano específico.
Esse plano poderia ser feito pelo pastor da igreja juntamente com a Comissão, e por eles implementado e monitorado. Os cursos de treinamento, preferivelmente, devem ser ministrados por pessoas capazes e experientes dentro dos variados ministérios. Materiais e equipamentos (se necessários) devem ser providos. Em complemento às aulas práticas, os alunos deveriam envolver-se com os mais experientes em exercícios reais do ministério.
Tomemos o texto indicado na lição (2Tm 2:1-7): “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros. Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos. Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.”
Muito bem! Que princípios poderíamos aplicar no plano de formação de instrutores?
1) Os instrutores sênior precisam buscar força na graça de Cristo Jesus. Não há como fazer evangelismo sem estar investido do poder do Espírito.
2) Assumir os custos do eventual sofrimento em nome de Cristo. O evangelismo e os ministérios da igreja têm seu quinhão de tensão, aflições... Paulo sempre ressalta o valor de participar dos sofrimentos de Cristo como bom soldado da cruz.
3) Este princípio requer que ao se prestar serviço a Jesus, não é proveitoso envolver-se com os negócios deste mundo. O que Paulo quer significar é que os assuntos seculares não devem e nem podem suplantar os interesses eternos.
4) Outro aspecto é empenhar-se “segundo as normas”. Tudo o que se fizer para preparar instrutores evangelísticos deve ser consoante os princípios e normas bíblicas e testemunhais. Sair das regras bíblicas é fracasso certo.
5) O desfrute das conquistas deve ser feito em nome de Cristo, pois as vitórias e progressos são devidos à Sua graça e não ao esforço humano. Ele deve ser glorificado em tudo.
6) Tanto instrutores como formando precisam obter “compreensão contínua em todas as coisas”, pois que essa experiência é dádiva divina. Deus está totalmente disposto a conceder a Seus servos esse conhecimento amplo. Paulo recomenda a Timóteo que ele pondere esses conselhos espirituais. Assim também deve se dar conosco. Devemos pensar com demora nas coisas que são do alto.
Como Jesus preparou os que iam ficar em Seu lugar na Terra
“Durante Seu ministério, Jesus tinha conservado constantemente perante os discípulos o fato de que eles deviam ser um com Ele em Sua obra de recuperação do mundo da escravidão do pecado. Quando Ele enviou os doze, e depois os setenta, para proclamarem o reino de Deus, estava-lhes ensinando o dever de repartir com outros o que lhes havia dado a conhecer. Em toda a Sua obra Ele os estava preparando para trabalho individual, que devia ser expandido à medida que seu número aumentasse, e finalmente alcançar os confins da Terra. A última lição que deu a Seus seguidores foi que lhes tinham sido confiadas as boas novas de salvação para o mundo.” AA, 32.


QUARTA

Resgatando pessoas afastadas
No latim eclesiástico, apostasia significa deserção da religião, quebra de compromisso religioso, defecção ou abandono voluntário e consciente de uma obrigação assumida. A rebelião de Lúcifer no Céu é considerada a mais alta apostasia.
O vocábulo “apóstata” (que também tem o sentido de renegado) é de uma aspereza singular. Causa repúdio, distanciamento; soa como traição aos sagrados legados, desprezo por Cristo e Sua igreja. O Dr. Bernd Wolter escreveu: “Apostasia é um nome muito forte para o que acontece normalmente com uma pessoa quando ela deixa a fé pouco depois de dar os seus primeiros passos com Deus.”
Visto, porém, por outro prisma, aquele ou aquela que deixou o redil de Jesus é uma alma altamente necessitada dos cuidados pastorais e fraternais. Seu afastamento é como o triste balido da ovelha perdida, apelando para que a vamos buscar.
Por que as pessoas deixam a igreja? As razões são inúmeras e não teríamos tempo e espaço para considerá-las todas. Porém, para análise, partamos do princípio de que elas vêm para a igreja a fim de encontrar algo superior para sua vida. Vêm com muitas expectativas e esperanças. Se essas não forem supridas ao cabo de tempos, o abalo emocional daí resultante gera forte reação de desistência.

Essa é a Pirâmide de Maslow, que procura configurar as necessidades do ser humano. Os andares da pirâmide – de baixo para cima - mostram as prioridades de cada ser que vem ao mundo. À medida que as necessidades básicas são supridas, as outras são procuradas. Os membros da Igreja esperam que ela os ajude nessa busca até atingir o topo.
As causas de afastamento mais comuns são: atrações mundanas, persuasão da cultura secular (assimilação), desapontamento com membros e líderes, falta de afeição e atenção por parte dos irmãos, criticismo, indiferença para com os interesses e necessidades do membro, debilidade do senso de pertença (a pessoa quer sentir que é parte ou pertence a um grupo, a uma sociedade), pobreza na vida devocional (pouca oração, pouco ou nenhum estudo da Bíblia, frequência reduzida à igreja, falta de envolvimento nos ministérios e na missão...), orgulho e preconceito de alguns membros, e por aí vai.
Evidentemente, nossas igrejas devem ter seus planos de resgate de irmãos afastados. A bem da verdade é bom que se diga que apenas as visitas pastorais não são suficientes, via de regra, para trazê-los definitivamente de volta. É preciso que a igreja se envolva implementando um plano mais abrangente. Os irmãos debilitados querem sentir-se amados não apenas pelo pastor, mas por toda a igreja.
Julguei interessante colocar para a apreciação de meus irmãos e irmãs, algumas sugestões do Prof. Gilson Medeiros para visitas de resgate:
1. Vá logo ao ponto – Instintivamente ele já sabe a que você veio e se sente desconfortável com os rodeios. Quanto mais cedo você for ao ponto, menor o período de tensão. Você se sente à vontade conversando com um médico com uma seringa na mão?
2. Permita que a amargura venha à tona – Ele está sobrecarregado com rancores e mágoas longamente retidas. Ele culpa a igreja por injustiças reais ou imaginárias, sua mágoa é contra o presidente ou o ex-pastor. Ouça de maneira gentil; ouça com interesse. Diga-lhe, “se eu estivesse em seu lugar e tivesse sido tratado assim, eu me sentiria como você”. Quando ele percebe que você está do mesmo lado, começa a se desarmar.
3. Não defenda ninguém – Não importa quem ou o que o afastado ataque, não defenda ninguém. No momento em que você defende alguém, automaticamente, a mente dele identifica você como seu inimigo. A partir deste ponto você se torna impotente para ajudá-lo.
4. Não traia a confiança do ex-membro – Não dê publicidade ao que ele lhe falou. Melhor não repetir certas coisas, pois se ele descobrir que você vazou confidências, nunca mais confiará em você nem na igreja.
5. Não demore – Há momentos em que precisa ouvir uma longa história de decepção. Mas normalmente 15 ou 20 minutos são suficientes. Se respeitar esta regra, as portas se abrirão para você na próxima vez.
6. Sempre conclua sua visita com uma oração – Não pergunte se ele deseja uma oração. Diga-lhe: “Bem, preciso ir. Mas antes de partir, vamos fechar os olhos para uma oração?
Sugestões de frases a serem usadas nessa oração: “Ajude-o a não se demorar muito neste mundo, mas a estar na arca quando o dilúvio chegar”. “Perdoa-nos pela dor que nós como igreja lhe causamos, e ajude-o a reconhecer que o amamos e aguardamos o seu retorno”. “Senhor, desejo que suas crianças estejam seguras em seguir os seus passos, e que esses passos estejam na direção da vontade de Deus”.
Evidentemente há outras medidas a tomar. É importante que a igreja ponha em operação os meios de realcance dos afastados.
QUIN TA

A porta dos fundos
Algumas semanas atrás fomos assistir a uma apresentação do Coral Evangélico de São Paulo na Catedral Metodista da Liberdade. Ao recebermos o boletim da igreja, deparamos um pequeno artigo de um eminente líder metodista falando da “portabilidade de membros”. Ele se referia às perdas para outras denominações de membros de sua igreja e demonstrava preocupação.

Ah, a temível porta dos fundos! Em 2005, por exemplo, tivemos no campo mundial 1.057.852 batismos e profissões de fé, e 476.351 afastamentos e desaparecimentos, representando uma perda de 45,03% em relação aos ingressos. Em parte essa perda específica foi explicada por revisões administrativas no rol de membros feitas nas Divisões mundiais.
Fica patente, porém, que temos perdas efetivas cada ano. A que se devem, afinal? Algum tipo de decréscimo é de se esperar. Mesmo na igreja primitiva havia defecções ou deserções. A verdade é que a taxa de relação entre o número total de adventistas e a população mundial aumentou nos últimos anos. Não se trata de uma simples conta de lucros e perdas. No entanto, a perda de almas, seja em que número for, é sempre uma tragédia.
Faz-se necessária uma avaliação séria das possíveis causas de abandono da fé. Em sua obra Estrategias de Crecimiento de La Iglesia, editada em 1998, o Pr. Daniel Julio Rode identifica alguns “detonadores” congregacionais. Ele destaca a falta de companheirismo cristão como um dos fatores de perda. Assevera que a ausência de companheirismo e inserção na vida congregacional é o elemento número um de defecções. A amizade entre membros é capital.
Falta de base doutrinária é outra causa. Muitas vezes, na pressa de batizar pessoas, descuidamos de lhes dar sólido alicerce doutrinário. O membro vitimado por essa afobação não tem ideia perfeita da verdade bíblica. Quando confrontado por enganadores e mistificadores, titubeia e duvida de sua conversão.
Membro que não trabalha, dá trabalho, diziam os antigos pastores. Um membro “assistente” não pode receber o calor vital, pois não se envolve no trabalho de ajuntar com Cristo.
Desleixo devocional particular é outra causa. Tem-se tempo para tudo, menos para a comunhão particular da alma com Cristo. Se a vara não estiver apegada à videira, fenece e murcha.
Atrações mundanas também fazem parte do quadro desertos. Se alguém amar o mundo, o amor de Cristo não está nele. Não é possível servir a Cristo e ao mundo.
Falta de frequência regular à igreja está alinhada como outro agente demolidor. “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” (Hb 10:25)
Um líder cristão escreveu: “Aquele irmão que deixa seguidamente de congregar e de participar dos cultos da igreja, está perdendo algo em sua vida espiritual. Deixar de reunir-se é uma atitude arrogante. Fazendo isso, a pessoa está declarando que não necessita de ninguém, que é autossuficiente e que pode viver a vida cristã sem qualquer ajuda do Corpo. Nós sabemos que Deus resiste ao soberbo. Essa pessoa começará a se sentir seca e insensível, pois o Senhor a resistirá e, com o tempo, ela pode vir até mesmo a se afastar completamente da fé. As reuniões da igreja são uma grande proteção.”
A prática da frequência deve ser acompanhada de admoestações fraternais. Devemos animar-nos uns aos outros quando nos reunimos.
O amor fraternal explícito é um poderoso antídoto contra a fuga. Quem é amado não deixa o lugar onde recebe afeição. Animação e não crítica e julgamentos é necessária. Servir aos irmãos é um privilégio de que poucos têm noção. Perdoar sempre, falar bem sempre, amar sempre. 

Enganos do Inimigo

"… receio que, assim como a serpente enganou […] com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente…" (2 Coríntios 11:3)

O livro “A Arte da Guerra” foi escrito no século 6 a.C. pelo general chinês Sun Tzu, e tem guiado o pensamento militar por séculos. Mas também tem sido usado por homens e mulheres em uma ampla variedade de outras áreas, incluindo liderança, gerenciamento, negócios, política e esportes. O que Sun Tzu escreveu sobre estratégias militares pode ajudar seguidores de Cristo a compreender as táticas de nosso inimigo espiritual: “Toda guerra é fundamentada em engano. Logo, quando temos condições de atacar, devemos parecer incapazes de fazê-lo; quando usamos nossas forças, devemos parecer inativos; quando estamos próximos, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos distantes; quando distantes, devemos fazê-lo acreditar que estamos próximos”.

Da mesma forma, a guerra espiritual que Satanás trava contra nós é também fundamentada em engano. Na verdade, o primeiro pecado foi resultado de um engano do inimigo. Note o que Paulo disse: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:3).

Esta verdade concede tamanha importância ao alerta do nosso Senhor ao dizer que Satanás é o pai das mentiras (João 8:44), sempre tentando nos enganar. Qual é a nossa defesa? Saturar os nossos corações da verdade da Palavra de Deus. Apenas a verdade inspirada por Deus pode nos proteger contra enganos do inimigo.

*Deus é a VERDADE (Jeremias 10:10)

*Jesus é a VERDADE (João 14:6)

*Espírito Santo é a VERDADE (I João 5:6)

*A Bíblia é a VERDADE (João 17:17)

*A Lei é a VERDADE (Salmos 119:142,151)

Pensamento: A verdade de Deus é a melhor proteção contra as mentiras de Satanás.

Ref.: RBC
* Adendos meus

Evolução Humana

Porque está escrito: "Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus" (Romanos 14:11)

A evolução humana é essa: nascemos, crescemos, conhecemos os prazeres do mundo, chegamos até o fim do poço, conhecemos a Deus, nos arrependemos, então só assim, evoluimos e vivemos. Tenho plena convicção de que essa é mais pura realidade dos seres humanos hoje. É só olharmos ao redor para percebermos o quanto a humanidade está cada vez mais arruinada no que se diz respeito à evolução de carater, consciência e solidariedade.

"Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos." Isaías 5:15

A Humanidade tem vivido um tempo de muitas mudanças, tanto sociais quanto religiosas, porém Jesus Cristo prevalecerá sobre todas essas coisas!!!

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão". Marcos 13:31

Só realmente "vivemos" quando encontramos a Cristo, pois sabemos que mesmo perdendo nossa carne, ou seja, a primeira morte, ainda assim teremos a vida eterna ao lado do Pai.

"Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno." Daniel 12:2

"Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23

Portanto, vigiai humanidade hipócrita... pois "toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor." 1 Pedro 1:24

"Um terço da humanidade foi morto pelas três pragas de fogo, fumaça e enxofre que saíam das suas bocas." Apocalipse 9:18

Creiam na Espada de Cristo e serás liberto!!!

"De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim", diz o Senhor. Isaías 66:23

Amém

(autor desconhecido)
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