Lição 03 – 08 a 14 de outubro de 2011
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.” (Fp 2:2)
“[...] a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” (Jo 17:21)
A fervente oração de Jesus expressava o anelo incontido de Seu santo coração pela unidade de Seus seguidores. É surpreendente a ênfase que Cristo dá à unificação. Ele deseja que nós, Seus discípulos, tenhamos a mesma unidade de propósito, de amor, de dedicação que Ele tem com o Pai. A Divindade é o modelo perfeito de unidade. Essa integração é tão grande que três Pessoas distintas constituem um só Deus. “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Dt 6:4) “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão Ele.” (Dt 4:35) “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu Sou o primeiro e Eu sou o último, e além de mim não há Deus.” (Is 44:6. Comparar com Ap 1:17)
Não podemos confundir unidade com ajuntamento. São conceitos diferentes. Como bem explicita a introdução da lição, não podemos comprometer princípios para conservar a integração. Os que são unidos no Mestre têm “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5).
A primeira unidade tem de ser em amor. Que nos amemos uns aos outros assim como Ele nos amou. A segunda unidade tem de ser de doutrina. Não podemos crer em ensinos diferentes daqueles revelados nas Escrituras. A terceira unidade tem de ser a de ação. Temos a Grande Comissão pesando sobre nossos ombros. Precisamos trabalhar unidos, movidos pelo Espírito Santo e segundo os planos e campanhas nos quais somos orientados. A quarta unidade tem de ser mediante o exercício da paciência e tolerância mútuas. Não é à-toa que Paulo recomenda: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós...” (Cl 6:13) A quinta unidade é de princípios. Um adventista não pode agir, em termos comportamentais, espirituais e morais, diferentemente de outro. Um não pode tomar vinho fermentado alegando razões de saúde, enquanto outro se abstém conforme o ensino das Escrituras. Em seguida vem a unidade na imitação de Cristo; todos temos o Modelo Perfeito no qual plasmar nosso caráter.
Por que existe a desunião? – “Em vez da unidade que devia existir entre os crentes, há desunião; pois a Satanás é permitido entrar e pelos seus enganos e ilusões leva ele, os que de Cristo não estão aprendendo a mansidão e humildade de coração, a seguir um rumo diferente da igreja, e, se possível, a quebrar-lhes a união. Levantam-se homens que falam coisas perversas para atrair discípulos para si. Pretendem que Deus lhes deu grande luz, mas como agem sob sua influência? Seguem eles a atitude assumida pelos dois discípulos na viagem para Emaús? Ao receberem a luz, voltaram e foram ao encontro daqueles a quem Deus guiara e ainda estava guiando, e lhes contaram como haviam visto a Jesus e com Ele tinham falado.” IR, 144, 145.
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Dia das Crianças
(adaptado do texto de Nilma Coimbra)"E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mateus 18.3)
O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920. Os demais deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como o "Dia da Criança" pelo então presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.
No entanto, somente em 1960, foi que a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser "oficialmente comemorada". A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes. (Sem dúvidas, um dia de consumismo desenfreado).
Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança para aumentar suas vendas. No ano seguinte, fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. Desde então, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos.
Alguns países comemoram o dia das Crianças em datas diferentes do Brasil. Na Índia, por exemplo, a data é comemorada em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Em 5 de maio, é a vez das crianças da China e do Japão comemorarem!
Muitos países comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.
O Mestre nos ensina: descanse nos braços do Pai, seja como uma criança! Seja puro, sincero, inocente em palavras, simples no agir e no sorrir. Ame desinteressadamente, esteja sempre contente, aprenda incansavelmente.
Não sabem dissimular. Não criticam, indagam apenas. Não discriminam, aceitam a todos sem distinção. Sabem conviver com as diferenças.
São alegres a todo tempo, cantam, dançam… Fazem da vida uma eterna festa. Satisfazem-se com qualquer brinquedo, independente do valor. Não são ambiciosas. Nos ensinam mais que qualquer sábio.
Não nos pedem nada em troca, no entanto, quando amadas, nos enchem de amor. Tocam a nossa alma com a sua inocência.
Seus olhares brilham, donos de sorrisos verdadeiros. Mesmo as que não tem a oportunidade de ter um lar, sabem sorrir, sabem brincar. Quando nos dão este presente, ganhamos o dia… Pois o seu sorriso é sempre uma lição de amor. Amor do Pai.
Que o mesmo Pai de amor hoje, possa te lembrar que um dia fostes uma criança, e da mesma forma que um dias fostes, terás que voltar a ser. Tente fazê-lo hoje! Feliz dia das crianças.
Que Deus te abençoe!
Reflexão: "Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão" (Salmo 127:3)
Prazo de Validade
(por Manoel N. Lopes)
"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Salmos 90:12)
Um de nossos cuidados quando vamos às compras no supermercado é a verificação do prazo de validade dos produtos, para não levarmos para casa mercadoria que já não produz efeito ou que pode estar estragada, por estar com o prazo de validade vencido.
"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Salmos 90:12)
Um de nossos cuidados quando vamos às compras no supermercado é a verificação do prazo de validade dos produtos, para não levarmos para casa mercadoria que já não produz efeito ou que pode estar estragada, por estar com o prazo de validade vencido.
Tudo aquilo que o homem produz um dia desaparecerá. Refrigeradores, móveis, automóveis, eletrodomésticos, vestuário, alimentos e tantas outras coisas têm uma vida útil, um prazo de validade. Uns duram mais, outros menos. Mas o tempo de existência e utilidade de cada uma dessas coisas fatalmente chegará.
Que tenho eu a ver com isso? pode alguém perguntar. Nós também temos um prazo de validade; não existiremos para sempre nesta dimensão. Uns têm um prazo mais prolongado, outros mais breves, mas nosso prazo inexoravelmente terá um fim, nada obstante os esforços da ciência. Todos sabem dessa certeza, mas muitos vivem totalmente alheios ao seu prazo de validade, e têm todos os seus objetivos centralizados nas coisas deste mundo: prazeres, conquistas, sucesso, bem-estar, e esquecem-se da realidade que se segue após o término do nosso prazo de validade: o juízo (Hebreus 9:27).
A consciência dessa realidade fez Davi escrever: “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada” (Salmos 39:4-5).
Essa deveria ser a atitude de cada um de nós. Sabemos que a nossa vida é “apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14). Mas são muitos os que preferem preocupar-se com o antes que a neblina se dissipe do que com o após do desaparecimento da neblina da vida.
O salmista diz que “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmos 90:10). Diante de tal verdade Davi pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmos 90:12).
É bem verdade que precisamos cuidar de nosso futuro profissional, de nossa família, precisamos de momentos de lazer; isso é saudável. Mas não podemos viver alheios ao nosso prazo de validade. Devemos ter em mente que somos peregrinos neste mundo, e que o visto de permanência aqui tem um prazo.
Necessitamos ter coração sábio para considerar essa realidade. No Velho Testamento, em Amós 4:12, há uma grave advertência de Deus aos israelitas, que viviam numa grande cegueira espiritual: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”.
Medite: Que possamos ser achados aprovados por Deus ao expirar nossa prazo de validade.
Que tenho eu a ver com isso? pode alguém perguntar. Nós também temos um prazo de validade; não existiremos para sempre nesta dimensão. Uns têm um prazo mais prolongado, outros mais breves, mas nosso prazo inexoravelmente terá um fim, nada obstante os esforços da ciência. Todos sabem dessa certeza, mas muitos vivem totalmente alheios ao seu prazo de validade, e têm todos os seus objetivos centralizados nas coisas deste mundo: prazeres, conquistas, sucesso, bem-estar, e esquecem-se da realidade que se segue após o término do nosso prazo de validade: o juízo (Hebreus 9:27).
A consciência dessa realidade fez Davi escrever: “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada” (Salmos 39:4-5).
Essa deveria ser a atitude de cada um de nós. Sabemos que a nossa vida é “apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14). Mas são muitos os que preferem preocupar-se com o antes que a neblina se dissipe do que com o após do desaparecimento da neblina da vida.
O salmista diz que “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmos 90:10). Diante de tal verdade Davi pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmos 90:12).
É bem verdade que precisamos cuidar de nosso futuro profissional, de nossa família, precisamos de momentos de lazer; isso é saudável. Mas não podemos viver alheios ao nosso prazo de validade. Devemos ter em mente que somos peregrinos neste mundo, e que o visto de permanência aqui tem um prazo.
Necessitamos ter coração sábio para considerar essa realidade. No Velho Testamento, em Amós 4:12, há uma grave advertência de Deus aos israelitas, que viviam numa grande cegueira espiritual: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”.
Medite: Que possamos ser achados aprovados por Deus ao expirar nossa prazo de validade.
A Autoridade de Paulo e o Evangelho - Comentários Lição 2
Lição 02 – 01 a 07 de outubro de 2011
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “O que fez vocês pensarem que agora estou buscando a aprovação dos homens ou de Deus? Estou tentando agradar homens? Se quero obter a aprovação humana, nunca seria um servo de Cristo.” (Gl 1:10 – Versão de Phillips)
Por que foi escrita a epístolas aos crentes gálatas? A priori é bom que se saiba que as epístolas não ficavam em posse única dos destinatários, mas circulavam pelas igrejas cristãs já fundadas. A mensagem tinha eficácia para todos.
O motivo principal da carta é advertir os gálatas por causa dos desvios doutrinários que estavam seguindo. Já não viviam mais o evangelho pregado por Paulo, que se alicerçava na graça remissória de Deus através da vida, morte e ressurreição de Cristo, e aceita pela fé.
Depois da passagem do grande missionário pela Galácia, infiltraram-se nas igrejas judeus neoconversos que se titulavam como mestres e pregavam que Paulo não lhes dera o evangelho completo. Faltava a observância das leis cerimoniais que fizeram dos judeus os portadores da verdade. Esses pregadores queriam convencer os gálatas que só a graça de Jesus não bastava. Era preciso submeter-se à circuncisão e observar leis de purificação, oferta de manjares, holocaustos, dia da expiação e festas judaicas. Com essa dialética eles excluíam o sacrifício de Cristo e dispensavam-No como Salvador.
Os gentios ficaram confusos e caíram na esparrela judaica. Paulo os repreendeu por carta confessando sua surpresa pela mudança rápida de atitude dos gálatas. A severidade de suas palavras é acentuada quando diz que nem mesmo um anjo descido do Céu tinha autoridade para mudar o Evangelho. E aqueles que pregavam falsidades e novas interpretações deviam ser considerados malditos e excomungados da igreja. Paulo se inclui entre os opositores caso mudasse de ideia e pregasse diferentemente do que fizera no início (Gl 1:8).
A gravidade textual da epístola
“Quão diferente da maneira de Paulo escrever à igreja de Corinto, foi o caminho que ele seguiu em relação aos gálatas! Aos primeiros ele repreendeu com cautela e ternura; aos últimos, com palavras de farta reprovação. Os coríntios haviam sido vencidos pela tentação. Enganados por engenhosos sofismas de ensinadores que apresentavam erros sob o disfarce da verdade, tinham-se tornado confusos e desorientados. Ensiná-los a distinguir o falso do verdadeiro requeria cuidado e paciência. Aspereza ou descuidosa precipitação da parte de Paulo teriam destruído sua influência sobre muitos daqueles a quem ansiava ajudar
“Nas igrejas da Galácia, aberta e desmascaradamente estava o erro suplantando a mensagem do evangelho. Cristo, o verdadeiro fundamento da fé, fora virtualmente renunciado pelas obsoletas cerimônias do judaísmo. O apóstolo viu que para que os crentes da Galácia fossem salvos das perigosas influências que os ameaçavam, as mais decisivas medidas deviam ser tomadas, dadas as mais penetrantes advertências.” AA, 385.
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(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “O que fez vocês pensarem que agora estou buscando a aprovação dos homens ou de Deus? Estou tentando agradar homens? Se quero obter a aprovação humana, nunca seria um servo de Cristo.” (Gl 1:10 – Versão de Phillips)
Por que foi escrita a epístolas aos crentes gálatas? A priori é bom que se saiba que as epístolas não ficavam em posse única dos destinatários, mas circulavam pelas igrejas cristãs já fundadas. A mensagem tinha eficácia para todos.
O motivo principal da carta é advertir os gálatas por causa dos desvios doutrinários que estavam seguindo. Já não viviam mais o evangelho pregado por Paulo, que se alicerçava na graça remissória de Deus através da vida, morte e ressurreição de Cristo, e aceita pela fé.
Depois da passagem do grande missionário pela Galácia, infiltraram-se nas igrejas judeus neoconversos que se titulavam como mestres e pregavam que Paulo não lhes dera o evangelho completo. Faltava a observância das leis cerimoniais que fizeram dos judeus os portadores da verdade. Esses pregadores queriam convencer os gálatas que só a graça de Jesus não bastava. Era preciso submeter-se à circuncisão e observar leis de purificação, oferta de manjares, holocaustos, dia da expiação e festas judaicas. Com essa dialética eles excluíam o sacrifício de Cristo e dispensavam-No como Salvador.
Os gentios ficaram confusos e caíram na esparrela judaica. Paulo os repreendeu por carta confessando sua surpresa pela mudança rápida de atitude dos gálatas. A severidade de suas palavras é acentuada quando diz que nem mesmo um anjo descido do Céu tinha autoridade para mudar o Evangelho. E aqueles que pregavam falsidades e novas interpretações deviam ser considerados malditos e excomungados da igreja. Paulo se inclui entre os opositores caso mudasse de ideia e pregasse diferentemente do que fizera no início (Gl 1:8).
A gravidade textual da epístola
“Quão diferente da maneira de Paulo escrever à igreja de Corinto, foi o caminho que ele seguiu em relação aos gálatas! Aos primeiros ele repreendeu com cautela e ternura; aos últimos, com palavras de farta reprovação. Os coríntios haviam sido vencidos pela tentação. Enganados por engenhosos sofismas de ensinadores que apresentavam erros sob o disfarce da verdade, tinham-se tornado confusos e desorientados. Ensiná-los a distinguir o falso do verdadeiro requeria cuidado e paciência. Aspereza ou descuidosa precipitação da parte de Paulo teriam destruído sua influência sobre muitos daqueles a quem ansiava ajudar
“Nas igrejas da Galácia, aberta e desmascaradamente estava o erro suplantando a mensagem do evangelho. Cristo, o verdadeiro fundamento da fé, fora virtualmente renunciado pelas obsoletas cerimônias do judaísmo. O apóstolo viu que para que os crentes da Galácia fossem salvos das perigosas influências que os ameaçavam, as mais decisivas medidas deviam ser tomadas, dadas as mais penetrantes advertências.” AA, 385.
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Qual é o significado do nome Miguel?
O nome Miguel significa: “Quem é semelhante a Deus?”. É um desafio a satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, refere-se à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. Para nossa felicidade eterna, Miguel sai sempre vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7.
Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, entendemos que “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7).
Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Sua Divindade. Por isso, é injusta a comparação que alguns “apologistas” modernos fazem entre os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, que usam o argumento de que Cristo é “Miguel” para “provar” que Ele é uma “criatura”.
Sendo Jesus chamado o “arcanjo” (e até anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isto não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato dele ser chamado cordeiro (João 1:29) e leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que estes nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo”, também. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas notícias de Salvação!
Portanto, para os Adventistas do Sétimo Dia e demais cristãos ortodoxos, Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra. A Bíblia não deixa dúvidas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Colossenses 1:15-17. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:5-11.
E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás?
“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 1:9.
Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu ao diabo da mesma forma: não se rebaixou a ponto de proferir palavras de difamação ao diabo, mesmo (Cristo) ao falar com autoridade. A natureza perfeita de Jesus não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento do inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8 e veja o contraste entre caráter de satanás e o caráter humilde de Cristo).
Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo Poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás da Sua presença. (Ler Job 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu a Sua autoridade Divina por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a autoridade dEle pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso. Jesus é um Deus de classe.
Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois. Poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9.
E Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros no mesmo pé de igualdade que Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo?
Conquanto Miguel seja chamado “um dos primeiros príncipes” isso não O coloca no mesmo pé de igualdade que os demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (há querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dele, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos. Isto em nada afeta a autoridade Divina do nosso Salvador.
O pastor americano Mark Finley no seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, pág. 125, traz uma informação importante: há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”.
Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! (Disponibilizarei no blog várias citações deles que constam no livro “Questões Sobre Doutrina” – Casa Publicadora Brasileira).
Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo.
1ª Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (João 5:28, 29). Esta é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador.
“A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com freqüência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]).
Daniel é a maior evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Divino Jesus.
O livro de Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome “Miguel” deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos neste livro quatro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino. Estes blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia.
Veja:
CAPÍTULO 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua;
CAPÍTULO 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai);
CAPÍTULO 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes;
CAPÍTULOS 10-12: Jesus aparece como Miguel, o libertador.
Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus, o sincronismo do livro de Daniel (apresentado nos seus blocos proféticos) seria quebrado! É muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um “ser criado”.
Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9).
Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo?
Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, este aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “chefe dos Anjos”. Este título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” – mensageiro (vimos isso anteriormente). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22). Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida sobre Êxodo 3:2 [Sociedade Bíblica do Brasil]: “O Anjo do Senhor (mensageiro ou enviado) não é aqui um ser distinto do próprio Deus (conferir verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”.
Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente é o “Chefe Supremo”- Arcanjo – de todos os anjos.
A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em direto confronto com satanás. Não há base bíblica para crermos que este termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provar pela Bíblia a ideia de que arcanjo seria uma “classe de anjo”, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado.
Com isto, podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. (1 João 5:20; Hebreus 1:1-3, etc).
Leandro Quadros ( Jornalista e Consultor Bíblico).
O Preço do Mundanismo
(Pr. Cirino Refosco)
"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR." (Gênesis 13:10-13)
Mundano é um termo bem conhecido dos crentes. Os incrédulos pouco conhecem tal expressão. Nós sabemos que mundano é aquele que participa dos pecados e prazeres do mundo. É aquele que se corrompe com o mundo. Mas porque os crentes usam esta expressão? Para sabermos o que este termo significa, precisamos antes conhecer o termo “Igreja”. Se não houvesse igreja não haveria mundanismo.
EKKLESIA – Um grupo daqueles que foram chamados para fora. Separados para Deus. A igreja é formada pelos santos. Santo tem o sentido de separado, diferente.
Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido da igreja e nos misturamos com o mundo. E os irmãos hão de convir comigo que a igreja de nossos dias está perdendo seu verdadeiro sentido, pois onde está a separação? Onde a diferença? A igreja primitiva crescia porque era caracterizada pela separação do mundo, pela diferença dos incrédulos e persuadia pela diferença.
Há quem pense que precisamos nos misturar com o mundo para ganhá-lo para Cristo – essa filosofia é diabólica. Jamais ganharemos o mundo nos tornando parecidos com ele. Não podemos nos esquecer que somos filhos de Deus – e não podemos fazer as mesmas coisas que fazem os filhos do diabo (palavras, vestes, caráter,etc).
Queremos baseados na vida de Ló, falar sobre o preço do mundanismo, pois é esse um assunto atual e que penetra em nossas igrejas:
I – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FELICIDADE.
Pelo que aprendemos na Bíblia, Ló era um tipo mundano e ambicioso. Ele era independente do tio, tinha seus próprios rebanhos, e servos. A contenda começou com os pastores e chegou até Abraão.
Abraão era um tipo manso. O qual disse: “Não está toda terra diante de ti? Se escolheres para a direita irei para esquerda”.
Eu não entendo o que Ló estava fazendo junto com Abraão! Deus chamara apenas Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão, que é regada por muitos riachos e de uma fertilidade assombrosa. Ló teve oportunidade para prosperar, mas sua escolha converteu-se em maldição. Uma vez foi levado cativo e outra teve que correr para salvar a vida, e isso graças a intercessão de Abraão.
O pobre Ló foi enganado pela vista, mudando continuamente de lugar chegou a corrupta cidade de Sodoma onde se estabeleceu e parece – casou-se, chegando a ocupar lugar de destaque.
Na experiência de Ló encontramos uma grande ilustração do preço que o crente tem que pagar quando se afasta de Deus para seguir os vagos prazeres deste mundo.
A Bíblia diz que o povo era corrupto e devasso, e Ló ficou lá, afligindo sua alma, mas sem sair do lugar. Triste exemplo de um homem que só busca os interesses deste mundo.
O apóstolo Pedro na 2ª carta 2:7, 8 diz: “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia)”. Não conheço um crente mundano que seja feliz, realizado.
Vocês podem me apresentar um? Creio que não. Antes vivem reclamando, insatisfeitos e deprimidos. Preocupo-me muito quando vejo crentes tristes. Ló era um crente mundano, e por isso vivia aflito “afligindo sua alma”.
Então vemos que o preço do mundanismo é a perda da felicidade.
Não conheço sua vida. Mas pergunto: Você é feliz (como crente, esposo, filho, pai)? Analise sua vida, quem sabe és mundano como Ló.
Rei Davi – Urias – Bete-Seba. Salmo 51 – Qual foi o preço do mundanismo deste rei? A perda da felicidade (51:12).
II – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DO PODER NO TESTEMUNHO.
É difícil dar testemunho daquilo que não temos e não somos. Ló não tinha poder no seu testemunho. Mesmo tendo uma posição elevada naquela cidade, o povo continuava corrupto. Ele não influenciou as pessoas, mas foi influenciado. Creio que Deus só o livrou pela intercessão de Abraão. Como Abraão insistiu: Se houver 50; 45, 40. 30, 20, 10 justos.
Deus enviara 2 anjos para tirar Ló, mas ele estava cego e não percebeu que eram vindos de Deus. O crente mundano não vê as coisas de Deus. Vejamos o exemplo de Balaão (dinheiro estava em jogo, a jumenta via o anjo e desviava – Balaão não via nada) 18 (3 vezes) Nm.22 – Se tornou mundano.
O crente mundano não tem poder no testemunho. Não influencia as pessoas com quem vive. Não ganha almas para Cristo.
Vejamos o exemplo de Sansão: A vida dele antes de se tornar mundano era conhecida, e muitos creram em Deus – o povo sabia que o espírito do Senhor estava sobre ele – mas quando pecou casando-se com uma mulher incrédula o espírito do Senhor retirou-se de Sansão – perdeu sua força, os olhos foram vazados e o povo zombava dizendo: onde está teu Deus? Vejam o perigo do casamento com incrédulo… Que escândalo para a obra de Deus! Assim acontece com os crentes mundanos, são escândalo para o evangelho, pois seu testemunho perde o poder, e as pessoas zombam. Quanto mais a igreja se mistura com o mundo, tanto mais perde seu poder… A igreja primitiva era separada…
III – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FAMÍLIA.
Ló constituiu família em Sodoma, 2 filhas. Os anjos perguntaram: Tem mais alguém? Tira-os para fora desse lugar…Nada!
Pela manhã os anjos novamente disseram: levanta-te, toma tua mulher e filhos e sai daqui para que não pereças. Gen.19:16 –“ Ele porém, demorava-se e aqueles anjos lhe pegaram pela mão e tirando todos, os puseram fora da cidade. E disseram: Escapa-te por tua vida e não olhes para trás.” Mas a esposa olhou – Foi transformada em uma estátua de Sal.
Ló perdeu a mulher, filhos e toda fazenda (onde os rebanhos?).
Demorava-se – foi a cobiça que o levou para lá, e pela cobiça teria perecido. O amor ao pecado o fazia demorar. Um pecado leva a outro pecado. Aquelas cidades foram destruídas por causa da depravação moral. O homossexualismo. O que aconteceu com Ló e suas filhas podemos chamar de reflexo da vida moral das cidades destruídas.
Elas pecaram contra Deus, e delas se originaram duas nações – terríveis inimigos de Israel – Moabitas e Amonitas. (Alguns dizem que melhor seria se tivessem ficado lá).
Ló perdeu sua família e bens. Este é o preço de mundanismo. Os irmãos estão percebendo como o mundo engana? No início campina verde, linda pastagem – depois fogo e enxofre. É assim também em nossos dias. No início tudo muito lindo, agradável, desejável, e depois destruição, desespero, morte! Quantos encheram os olhos com o mundo e hoje estão na miséria?
"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR." (Gênesis 13:10-13)
Mundano é um termo bem conhecido dos crentes. Os incrédulos pouco conhecem tal expressão. Nós sabemos que mundano é aquele que participa dos pecados e prazeres do mundo. É aquele que se corrompe com o mundo. Mas porque os crentes usam esta expressão? Para sabermos o que este termo significa, precisamos antes conhecer o termo “Igreja”. Se não houvesse igreja não haveria mundanismo.
EKKLESIA – Um grupo daqueles que foram chamados para fora. Separados para Deus. A igreja é formada pelos santos. Santo tem o sentido de separado, diferente.
Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido da igreja e nos misturamos com o mundo. E os irmãos hão de convir comigo que a igreja de nossos dias está perdendo seu verdadeiro sentido, pois onde está a separação? Onde a diferença? A igreja primitiva crescia porque era caracterizada pela separação do mundo, pela diferença dos incrédulos e persuadia pela diferença.
Há quem pense que precisamos nos misturar com o mundo para ganhá-lo para Cristo – essa filosofia é diabólica. Jamais ganharemos o mundo nos tornando parecidos com ele. Não podemos nos esquecer que somos filhos de Deus – e não podemos fazer as mesmas coisas que fazem os filhos do diabo (palavras, vestes, caráter,etc).
Queremos baseados na vida de Ló, falar sobre o preço do mundanismo, pois é esse um assunto atual e que penetra em nossas igrejas:
I – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FELICIDADE.
Pelo que aprendemos na Bíblia, Ló era um tipo mundano e ambicioso. Ele era independente do tio, tinha seus próprios rebanhos, e servos. A contenda começou com os pastores e chegou até Abraão.
Abraão era um tipo manso. O qual disse: “Não está toda terra diante de ti? Se escolheres para a direita irei para esquerda”.
Eu não entendo o que Ló estava fazendo junto com Abraão! Deus chamara apenas Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão, que é regada por muitos riachos e de uma fertilidade assombrosa. Ló teve oportunidade para prosperar, mas sua escolha converteu-se em maldição. Uma vez foi levado cativo e outra teve que correr para salvar a vida, e isso graças a intercessão de Abraão.
O pobre Ló foi enganado pela vista, mudando continuamente de lugar chegou a corrupta cidade de Sodoma onde se estabeleceu e parece – casou-se, chegando a ocupar lugar de destaque.
Na experiência de Ló encontramos uma grande ilustração do preço que o crente tem que pagar quando se afasta de Deus para seguir os vagos prazeres deste mundo.
A Bíblia diz que o povo era corrupto e devasso, e Ló ficou lá, afligindo sua alma, mas sem sair do lugar. Triste exemplo de um homem que só busca os interesses deste mundo.
O apóstolo Pedro na 2ª carta 2:7, 8 diz: “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este justo habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia)”. Não conheço um crente mundano que seja feliz, realizado.
Vocês podem me apresentar um? Creio que não. Antes vivem reclamando, insatisfeitos e deprimidos. Preocupo-me muito quando vejo crentes tristes. Ló era um crente mundano, e por isso vivia aflito “afligindo sua alma”.
Então vemos que o preço do mundanismo é a perda da felicidade.
Não conheço sua vida. Mas pergunto: Você é feliz (como crente, esposo, filho, pai)? Analise sua vida, quem sabe és mundano como Ló.
Rei Davi – Urias – Bete-Seba. Salmo 51 – Qual foi o preço do mundanismo deste rei? A perda da felicidade (51:12).
II – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DO PODER NO TESTEMUNHO.
É difícil dar testemunho daquilo que não temos e não somos. Ló não tinha poder no seu testemunho. Mesmo tendo uma posição elevada naquela cidade, o povo continuava corrupto. Ele não influenciou as pessoas, mas foi influenciado. Creio que Deus só o livrou pela intercessão de Abraão. Como Abraão insistiu: Se houver 50; 45, 40. 30, 20, 10 justos.
Deus enviara 2 anjos para tirar Ló, mas ele estava cego e não percebeu que eram vindos de Deus. O crente mundano não vê as coisas de Deus. Vejamos o exemplo de Balaão (dinheiro estava em jogo, a jumenta via o anjo e desviava – Balaão não via nada) 18 (3 vezes) Nm.22 – Se tornou mundano.
O crente mundano não tem poder no testemunho. Não influencia as pessoas com quem vive. Não ganha almas para Cristo.
Vejamos o exemplo de Sansão: A vida dele antes de se tornar mundano era conhecida, e muitos creram em Deus – o povo sabia que o espírito do Senhor estava sobre ele – mas quando pecou casando-se com uma mulher incrédula o espírito do Senhor retirou-se de Sansão – perdeu sua força, os olhos foram vazados e o povo zombava dizendo: onde está teu Deus? Vejam o perigo do casamento com incrédulo… Que escândalo para a obra de Deus! Assim acontece com os crentes mundanos, são escândalo para o evangelho, pois seu testemunho perde o poder, e as pessoas zombam. Quanto mais a igreja se mistura com o mundo, tanto mais perde seu poder… A igreja primitiva era separada…
III – O PREÇO DO MUNDANISMO É A PERDA DA FAMÍLIA.
Ló constituiu família em Sodoma, 2 filhas. Os anjos perguntaram: Tem mais alguém? Tira-os para fora desse lugar…Nada!
Pela manhã os anjos novamente disseram: levanta-te, toma tua mulher e filhos e sai daqui para que não pereças. Gen.19:16 –“ Ele porém, demorava-se e aqueles anjos lhe pegaram pela mão e tirando todos, os puseram fora da cidade. E disseram: Escapa-te por tua vida e não olhes para trás.” Mas a esposa olhou – Foi transformada em uma estátua de Sal.
Ló perdeu a mulher, filhos e toda fazenda (onde os rebanhos?).
Demorava-se – foi a cobiça que o levou para lá, e pela cobiça teria perecido. O amor ao pecado o fazia demorar. Um pecado leva a outro pecado. Aquelas cidades foram destruídas por causa da depravação moral. O homossexualismo. O que aconteceu com Ló e suas filhas podemos chamar de reflexo da vida moral das cidades destruídas.
Elas pecaram contra Deus, e delas se originaram duas nações – terríveis inimigos de Israel – Moabitas e Amonitas. (Alguns dizem que melhor seria se tivessem ficado lá).
Ló perdeu sua família e bens. Este é o preço de mundanismo. Os irmãos estão percebendo como o mundo engana? No início campina verde, linda pastagem – depois fogo e enxofre. É assim também em nossos dias. No início tudo muito lindo, agradável, desejável, e depois destruição, desespero, morte! Quantos encheram os olhos com o mundo e hoje estão na miséria?
Reflexão: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (I João 2:15-17)
Fonte: Sermões on Line
Paulo: Apóstolo dos Gentios - Comentários Lição 01
Lição 01 – 24 a 30 de setembro de 2011
(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Quando ouviram isso, eles ficaram sem ter o que dizer e louvaram a Deus, dizendo: —Então Deus deu também aos não-judeus a oportunidade de se arrependerem e ganharem a vida eterna!” At 11:18 – NTLH.
“Em sua carta aos crentes gálatas, Paulo recapitula brevemente os incidentes principais relacionados com sua própria conversão e com sua experiência cristã primitiva. Por este meio ele procurava mostrar que foi através de uma especial manifestação de poder divino que havia sido levado a ver e abraçar as grandes verdades do evangelho. Foi mediante instrução recebida do próprio Deus que Paulo foi levado a advertir e admoestar os gálatas de maneira tão solene e positiva. Ele escreveu, não em hesitação e dúvida, mas com a segurança de decidida convicção e absoluto conhecimento. Esboçava claramente a diferença entre ser ensinado pelo homem e receber a instrução diretamente de Cristo.
“O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência à palavra: ‘Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.’ Jo 3:3. Sentiam que uma religião baseada em tal doutrina requeria demasiado sacrifício, e assim se apegavam a seus erros, enganando-se a si e aos outros.
“Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração e de vida, é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nos dias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guias espirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus. Em cada século o arquiinimigo adapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles a quem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos levou os judeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente ele induz muitos cristãos professos, sob a pretensão de honrarem a Cristo, a pôr em controvérsia a lei moral, e a ensinar que seus preceitos podem ser transgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-se firme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expor destemidamente seus erros pela Palavra da verdade.” AA, 386-387.
Um renomado teólogo adventista escreveu na introdução de um de seus livros: “Nada pode tomar o lugar das Escrituras. Se todos estudassem a Bíblia com oração e a devida devoção, dando ouvidos a cada palavra e recebendo-a como vinda do próprio Deus, não haveria necessidade de nenhum outro livro religioso.” As Boas Novas aos Gálatas, p. 3.
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Adoração no Livro do Apocalipse - Comentários
Lição 13 – 17 a 23 de setembro de 2011(Comentários do irmão César Pagani)
VERSO EM DESTAQUE: “Cantavam um novo cântico diante do trono e diante das quatro criaturas viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” (Ap 14:3 – Trad. Brasileira)
As mensagens divinas de advertência são sempre enviadas em tempo e ocasião oportunos. Misericordioso e compassivo como é, Deus aprecia dar bastante tempo para que as pessoas recebam a luz e se convertam à verdade.
A ordem do primeiro anjo clama à população mundial (cerca de sete bilhões de pessoas hoje) que temam a Deus e lhe deem glória. Em outras palavras: “Reverenciem [tratem com todo o respeito devido; prestem culto”] a Deus e tributem-Lhe glória [do gr. Didomi, que tem como sentido também “dar-se a alguém, segui-lo como um líder ou mestre].
Há algum tempo tive conhecimento de que algumas celebridades não acreditam na existência de Deus. Isso não é novidade! Filósofos, cientistas, homens de saber, estadistas e mesmo milhões de pessoas não aceitam a existência do Criador e Soberano Deus. Os perversos é que dizem que não há Deus (Sl 10:4). Também os insensatos o fazem (Sl 53:1). Para justificar sua libertinagem, corrupção, depravação e pecados, é melhor que não haja no Céu um Deus Justo e Julgador. Mas no dia final de acerto de contas, que vão dizer os ateus, os apóstatas, os famosos do mundo dos espetáculos e dos esportes, da política e dos negócios?
O pior é que mesmo protegidos pelas paredes de um templo, muitos entendem que devem viver a vida a seu gosto, estando isentos de qualquer responsabilidade moral. Lei dos Dez Mandamentos? Para que serve?
A Associação de Ateus e Agnósticos lançou uma campanha internacional em Londres no ano de 2009, que se estendeu pelos EUA e Espanha e, entre outras ações, fixa cartazes em meios de transporte público com imagens como a de Charles Chaplin e Adolf Hitler, e frases como “Religião não define caráter”. Em outro cartaz, a frase é: “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”. No Brasil, além de Salvador baiana (com cinco ônibus com cartazes) também foi exibida em Porto Alegre (em dez ônibus), por um mês.
Há um chocante declínio da religião cristã mesmo em igrejas protestantes e católicas. As formalidades ou a manipulação emocional e campanhas de arrecadação substituem a vera pregação do evangelho de Cristo.
Em meio ao caos das religiões e do mundo, Deus apela para que os homens venham a Ele, que está disposto a salvar todos os que se aproximarem.
O Apocalipse é um livro glorioso. “No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado às suas inspiradas páginas, ‘revelação’, contradiz a afirmação de que é um livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi revelada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nesta profecia estão no passado e algumas estão agora tendo lugar; algumas apresentam-nos o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada.
“No Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem. Ali está o complemento do livro de Daniel. Um é uma profecia; o outro uma revelação. O livro que foi selado não é o Apocalipse, mas a porção da profecia de Daniel relativa aos últimos dias. O anjo ordenou: ‘E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo. ’ Dn 12:4.” AA, 584, 585.
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A Arte de Falar
O estribilho do hino 415 do HPD diz: “Palavra não foi feita para dividir ninguém, palavra é uma ponte onde o amor vai e vem”. Eis aí um tema sempre oportuno que merece nossa constante reflexão e cuidado. Este é também o assunto do 8º mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.16). É da vontade de Deus que a convivência entre as pessoas seja sempre boa, justa e agradável. Para que isto se torne realidade, necessariamente, há de se cuidar com o uso da palavra.
Muitas vezes nós somos chamados a dar um testemunho a respeito de alguém. Isto acontece em todas as áreas de nossas vidas, seja familiar, profissional ou social, seja num tribunal, seja numa conversa informal. E nós precisamos saber que aquilo que falamos interfere na vida do nosso próximo e pode, em muitos casos, até decidir sobre o seu futuro. Por isso a exigência fundamental é não dar um falso testemunho, isto é, não dizer mentira. Infelizmente muitas vezes pessoas prestam um falso testemunho com a intenção de ferir, diminuir, destruir, difamar alguém. E isso é diabólico. Aliás, a expressão “diabo” significa: difamador, caluniador.
Nossa palavra pode ser usada para a verdade ou para a mentira. Pode produzir vida ou destruição. Nossa palavra pode destruir pessoas, basta um boato. Quando emitimos uma opinião pouco lisonjeira sobre alguém, produzimos uma má influência sobre quem a ouve.
Certamente já lhe aconteceu de ter sido influenciado negativamente a respeito de alguém, por uma palavra que você ouviu. E você também pode ter influenciado alguém com algo que você disse. Existe uma expressão terrível: “não quero falar mal, não, mas....”.
Creio que todos nós concordamos que mentir é uma desgraça. Creio que concor-damos que a má palavra fere, destrói, mata. A mentira dói muito. E aquele/a que espalha mentira enfrentará um processo duro diante de Deus, porque fez alguém viver com uma dor incurável.
Mas a verdade também tem os seus limites. Também ela pode ser usada com a intenção de prejudicar e destruir alguém, depende de quando e como é usada. Todos nós temos coisas que gostaríamos de esquecer. Alguma vez pisamos na bola, erramos, fizemos o que não era correto. Sim, a nossa imperfeição nos faz cometer erros. E um comentário, mesmo que seja sobre uma verdade, dito de forma irrefletidamente, ou por maldade, pode causar um prejuízo enorme e uma grande dor. Tão diabólico como a mentira é a franqueza irresponsável ou maldosa. Tem gente que diz, com orgulho: “eu digo as coisas na lata”, “eu sou muito franco”, “a verdade tem que ser dita” , e não se importa se isso machuca alguém.
Além do mais, a verdade é sempre relativa e existe a possibilidade real de não ser bem assim como estou enxergando. Podem existir circunstâncias, fatos e momentos em que alguém pode ser levado a agir desta ou daquela forma.
Pode acontecer que alguém enfrente dificuldades e pressões tão grandes que condicionam o seu agir. Lembro-me de já ter sido chamado de orgulhoso e arrogante por não cumprimentar alguém por quem passei na rua. Mas quem chegou a esta conclusão não se preocupou se eu tinha lá os meus problemas; se poderia estar com o pensamento longe; ou se simplesmente não vi. E se nós abrimos essa reflexão para todas as áreas de nossas vidas, vamos constatar que o momento interfere decisivamente no nosso comportamento.
Por isso, a explicação que Lutero faz do 8º mandamento é muito importante. Ele diz que precisamos interpretar tudo da melhor maneira possível. Acho que este é o caminho. Antes de emitir um conceito, dar uma opinião, fazer um julgamento, é preciso tentar compreender a pessoa. É fundamental considerar que muitas coisas poderiam condicionar para aquela atitude. É importante não ser rápido nos julgamentos. E, acima de tudo, evitar qualquer palavra que possa diminuir, denegrir, destruir alguém, ainda que com aparência de verdade.
Jesus Cristo é a verdade (Jo 14.6). E se Jesus é a verdade, então o seu ensino conduz à verdade. E o critério para se lidar com a verdade é o AMOR que Jesus en-inou. O critério da nossa palavra é o AMOR. A mentira, o falso testemunho, a intenção de ferir é absoluta falta de amor. Assim como a verdade sem amor é diabólica.
Aprendamos de Jesus a amar o nosso próximo, defender-lhe o nome, segurá-lo pela mão, erguê-lo quando cair, perdoar e aceitar. Que a nossa palavra seja uma ponte onde o AMOR vai e vem. Que a nossa palavra seja filtrada pelo amor. Que seja assim!
Muitas vezes nós somos chamados a dar um testemunho a respeito de alguém. Isto acontece em todas as áreas de nossas vidas, seja familiar, profissional ou social, seja num tribunal, seja numa conversa informal. E nós precisamos saber que aquilo que falamos interfere na vida do nosso próximo e pode, em muitos casos, até decidir sobre o seu futuro. Por isso a exigência fundamental é não dar um falso testemunho, isto é, não dizer mentira. Infelizmente muitas vezes pessoas prestam um falso testemunho com a intenção de ferir, diminuir, destruir, difamar alguém. E isso é diabólico. Aliás, a expressão “diabo” significa: difamador, caluniador.
Nossa palavra pode ser usada para a verdade ou para a mentira. Pode produzir vida ou destruição. Nossa palavra pode destruir pessoas, basta um boato. Quando emitimos uma opinião pouco lisonjeira sobre alguém, produzimos uma má influência sobre quem a ouve.
Certamente já lhe aconteceu de ter sido influenciado negativamente a respeito de alguém, por uma palavra que você ouviu. E você também pode ter influenciado alguém com algo que você disse. Existe uma expressão terrível: “não quero falar mal, não, mas....”.
Creio que todos nós concordamos que mentir é uma desgraça. Creio que concor-damos que a má palavra fere, destrói, mata. A mentira dói muito. E aquele/a que espalha mentira enfrentará um processo duro diante de Deus, porque fez alguém viver com uma dor incurável.
Mas a verdade também tem os seus limites. Também ela pode ser usada com a intenção de prejudicar e destruir alguém, depende de quando e como é usada. Todos nós temos coisas que gostaríamos de esquecer. Alguma vez pisamos na bola, erramos, fizemos o que não era correto. Sim, a nossa imperfeição nos faz cometer erros. E um comentário, mesmo que seja sobre uma verdade, dito de forma irrefletidamente, ou por maldade, pode causar um prejuízo enorme e uma grande dor. Tão diabólico como a mentira é a franqueza irresponsável ou maldosa. Tem gente que diz, com orgulho: “eu digo as coisas na lata”, “eu sou muito franco”, “a verdade tem que ser dita” , e não se importa se isso machuca alguém.
Além do mais, a verdade é sempre relativa e existe a possibilidade real de não ser bem assim como estou enxergando. Podem existir circunstâncias, fatos e momentos em que alguém pode ser levado a agir desta ou daquela forma.
Pode acontecer que alguém enfrente dificuldades e pressões tão grandes que condicionam o seu agir. Lembro-me de já ter sido chamado de orgulhoso e arrogante por não cumprimentar alguém por quem passei na rua. Mas quem chegou a esta conclusão não se preocupou se eu tinha lá os meus problemas; se poderia estar com o pensamento longe; ou se simplesmente não vi. E se nós abrimos essa reflexão para todas as áreas de nossas vidas, vamos constatar que o momento interfere decisivamente no nosso comportamento.
Por isso, a explicação que Lutero faz do 8º mandamento é muito importante. Ele diz que precisamos interpretar tudo da melhor maneira possível. Acho que este é o caminho. Antes de emitir um conceito, dar uma opinião, fazer um julgamento, é preciso tentar compreender a pessoa. É fundamental considerar que muitas coisas poderiam condicionar para aquela atitude. É importante não ser rápido nos julgamentos. E, acima de tudo, evitar qualquer palavra que possa diminuir, denegrir, destruir alguém, ainda que com aparência de verdade.
Jesus Cristo é a verdade (Jo 14.6). E se Jesus é a verdade, então o seu ensino conduz à verdade. E o critério para se lidar com a verdade é o AMOR que Jesus en-inou. O critério da nossa palavra é o AMOR. A mentira, o falso testemunho, a intenção de ferir é absoluta falta de amor. Assim como a verdade sem amor é diabólica.
Aprendamos de Jesus a amar o nosso próximo, defender-lhe o nome, segurá-lo pela mão, erguê-lo quando cair, perdoar e aceitar. Que a nossa palavra seja uma ponte onde o AMOR vai e vem. Que a nossa palavra seja filtrada pelo amor. Que seja assim!
Vale a pena viver sem Deus?
VIDA SEM DEUS
CENA 1
CENA 2
CENA 3
CENA 4
CENA 5
CENA 6
CENA 7
CENA 8
CENA 9
CENA 10
CENA 11
CENA 12
CENA 13
CENA 14
CENA 15
CENA 16
CENA 17
VIDA COM DEUS
CENA 20
CENA 21
REFLEXÃO: "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14.6)
RESSURREIÇÃO - "O Sepulcro Aberto"
A semente morre para brotar com vida nova. É-nos assim ensinada a lição da ressurreição. Todos quantos amam a Deus ressurgirão para a vida, e viverão de novo pelos séculos sem fim da Terra prometida.
Na cidade de Hanover, Alemanha, havia um túmulo conhecido como o "sepulcro aberto". Era o lugar de repouso de pessoa preeminente que morrera fazia mais de um século. Essa sepultura foi coberta com grandes lajes de pedra, sobrepostas por um bloco de mármore. De acordo com o costume do tempo, foram gravadas na base as palavras: "Essa sepultura comprada para a eternidade, jamais deve ser aberta." Naturalmente, todos esperavam que o sepulcro permanecesse imperturbado. Os judeus, também, confiavam em que a sepultura de Cristo estivesse bem segurada pelo selo romano e pela guarda, e no entanto um anjo, revestido de poder, removeu a pedra e Jesus ressurgiu. Assim com aquele sepulcro de Hanover: Aconteceu que uma semente de bétula caiu num interstício, entre as pedras maciças. Logo a sementinha soltou um tenro broto, e uma pequenina raiz [pequena fenda] encontrou caminho entre as pesadas pedras. Lenta e imperceptivelmente, mas com poder irresistível, a jovem bétula cresceu, até que as suas raízes fenderam o túmulo tão bem seguro, não deixando nenhuma de suas pedras na posição em que fora colocada. Que ilustração, muda mas vívida, DAQUELA PROMESSA DE QUE, SEM MUITO TARDAR, TODAS AS SEPULTURAS SE ABRIRÃO, e os que dormem se erguerão de seus lentos poentos!
Reflexão: "Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto." (João 12:24)
Fonte: Estudos Bíblicos - CPB
A santificação e o cuidado com o corpo
Temos percebido que nos últimos anos, digo desde a década de 30 quando surgiram as redes de fast food, mesmo de forma discreta no seu início, houve uma mudança nas principais causas de morte. Na década de 30 a principal causa de morte era por doenças infectocontagiosas. Hoje as doenças que mais ceifam a vida da população são as doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, as doenças adquiridas por um estilo de vida inadequado, longe das orientações deixadas por Deus em Sua Palavra, a Bíblia.
Encontramos na Bíblia, em Gênesis 1:29, a seguinte descrição: E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
Uma alimentação vegetariana, que depois recebeu um incremento das verduras, em Gênesis 3:18: Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. Antes do pecado o homem não ficava doente, após escolher desobedecer a Deus a doença começou a fazer parte da vida deste casal. A permissão para comer verdura veio como demonstração do amor de Deus para com Adão e Eva. Hoje, quando ficamos doentes, corremos para a farmácia, isso é um grande erro, deveríamos correr para a horta.
Quando as pessoas compreenderem a fisiologia em seu mais verdadeiro sentido, as receitas de drogas serão muito menores, até que finalmente as drogas sejam abandonadas. O médico que pratica a medicação por drogas, mostra que não compreende a delicada maquinaria do organismo humano. Está introduzindo no organismo uma semente que jamais perderá suas propriedades destruidoras, ao longo de toda a vida. Digo-vos isto porque não me atrevo a calar-me. Cristo pagou muitíssimo pela redenção do homem para que o corpo deste seja assim tão cruelmente tratado como tem sido pela medicação com drogas. (Medicina e Salvação, 229)
Nós nos desviamos da orientação divina e ainda perguntamos o motivo do nosso sofrimento. A resposta mais uma vez é encontrada na Bíblia, em Êxodo 15:26: E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara.
Deus está desejoso de curar seus filhos e filhas das suas enfermidades físicas, psíquicas e espirituais. Quando será que vamos nos render ao seu amor e permitir ser moldados pelo Espírito Santo, abrindo mão de fazer o que gostamos para fazer o que é do agrado divino?
Devemos compreender que quando falamos de cura estamos falando de reavivamento e reforma, só assim Deus poderá agir sobre nossa vida. Lembremo-nos que Deus fala aos nossos ouvidos mas para compreedermos é preciso ter uma mente clara. No livro Conselho Sobre o Regime Alimentar, 182, encontramos a seguinte citação de Ellen White: Muitos comem a toda hora, a despeito das leis da saúde. Depois, a mente fica obscurecida. Como podem os homens ser honrados com a iluminação divina, quando são tão descuidados em seus hábitos, tão desatenciosos para com a luz que Deus tem dado com relação a estas coisas? Irmãos, não é tempo de vos converterdes quanto a essas condescendências egoístas? Não abrimos mão de fazer o que gostamos e muitas vezes acreditamos mais na ciência do que nas orientações dadas por Deus.
Reavivamento e reforma é algo necessário para os que esperam fazer parte dos remanescentes, aqueles que estarão vivos na ocasião da volta de Cristo. Um dia que está mais perto do que podemos imaginar. Que Deus nos ajude a aprender a ouvir a sua voz pois ele já nos conhece e vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
Como podemos reconher e ter certeza que a voz que ouvimos é do nosso Salvador e Redentor? Somente quando tivermos a mente clara. No livro Caminho a Cristo, 110, lemos: Quando se abre a Palavra de Deus sem reverência nem oração; quando os pensamentos e as afeições não se concentram em Deus, ou não se acham em harmonia com Sua vontade, a mente fica obscurecida por dúvidas.
O cérebro é o centro da razão e é com ele que louvamos e bendizemos o nome do Senhor Jesus. Que nossas escolhas sejam para glorificar Seu Santo nome (1Co. 10:31) e que nosso culto seja racional como a Bíblia nos diz (Rm. 12:1).
Fonte: Reavivamente e Reforma
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