Vergonha de Jesus?
Pergunte à maioria dos cristãos: “Você tem vergonha de Jesus?” Mais que depressa você ouvirá esta resposta: ”Claro que não! Ele é o meu Senhor e Salvador!”
Todo domingo, milhões de pessoas lotam as igrejas evangélicas, a fim de exaltar o nome de Jesus. Existem mais adesivos - com um peixe - nos carros, do que peixes no Oceano Atlântico.
Milhões de cristãos têm lotado os cinemas, para ver filmes do tipo “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.
Jesus é recebido nas telas, exaltado nos adesivos e nas passeatas anuais do tipo “Marcha para Jesus”.
Paulo escreveu na 2 Timóteo 1:8: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus...”
O testemunho de Jesus é o que causa essas “aflições”. João foi banido para a Ilha de Patmos, exatamente “por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo”.
Na 2 Timóteo 2:15, lemos: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.
A maioria dos pregadores e dos membros da igreja folheiam a Bíblia, procurando algo que lhes interesse, sem atentar ao contexto da passagem. Eles jogam suas “pérolas” no ar, quando estão entre irmãos, porém não gostam de testemunhar aos incrédulos, temendo ser taxados de “fanáticos”. Estes têm vergonha das palavras de Jesus e, portanto, do próprio Senhor.
A maioria dos leigos diz que não sabe como pregar o Evangelho. Ora, ninguém pode falar de um assunto que não conhece perfeitamente. Lemos em Provérbios 16:23: “O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios”. Quem não lê e medita na Palavra de Deus deixa de ser sábio e, portanto, não consegue transmitir a mesma.
Nossa obrigação é salvar e edificar almas e quando falhamos, estamos cometendo um pecado de omissão. Um dos mandamentos de Jesus está em Mateus 28:19-20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.
Vamos continuar usando as camisetas com versos bíblicos, indo à igreja aos domingos e vivendo honestamente. Mas, quanto mais um cristão lê e conhece a Palavra de Deus, mais tem a chance de receber do Espírito Santo (o Autor do Livro) a capacidade de testemunhar as palavras de Jesus, a fim de “arrebatar alguns do fogo” (Judas 23).
Decisões impopulares
(adaptado do texto de Jesse Crowley)"Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós — oráculo do Senhor! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança!" (Jeremias 29:11)
Deixe-me falar uma coisa para vocês:
"Lembre-se que até um peixe morto pode flutuar a favor da corrente, mas leva uma vida toda para subir contra a corrente." – W. C. Fields
Como seguidores de Cristo, não podemos fugir do fato de que é uma coisa extremamente contra cultural viver nossa fé ativamente no dia-a-dia. Já falei disso brevemente em um post anterior, mas eu acho que é importante o suficiente para merecer um pouco mais de atenção.
Durante minha vida sempre me perguntei o quanto podia tolerar as coisas e ainda poder ser chamado de cristão. Eu queria definitivamente ser um seguidor de Cristo, mas eu ainda queria ser capaz de viver a minha vida, me “dar bem” com os meus amigos, e, finalmente, ser capaz de fazer as coisas que me faziam feliz. O que poderia estar errado nisso, não é mesmo? Isso não é muito justo? Jesus realmente não queria que as pessoas pensassem que eu era um “estranho”, não é?
Mas a verdade é que, se queremos seguir a Cristo e, portanto, ser completamente livres das coisas que nos oprimem e nos prejudicam, nós precisamos levar as coisas a sério. A única forma de sair da impureza é comprometer-se totalmente na direção oposta, no sentido da pureza. E muitas vezes isso se traduz em dar pequenos passos para evitar pequenas concessões. Pequenas concessões se somam e crescem como bola de neve até chegar a ocasiões de pecado que são tão incrivelmente tentadoras, que é irrealista esperar que sejamos capazes de rejeitá-las facilmente. Com o que essas pequenas concessões se parecem? Bem, por exemplo, algumas das mais conhecidas poderiam ser assim ...
- Assistir a filmes “atrevidos” cujas imagens se “implantam” no cérebro de modo que leva anos para se livrar delas;
- Ouvir e / ou dançar música que glorifica certas atitudes com relação ao sexo casual;
- Permitir-se conversações com linguagem impura.
Eu posso ouvir você me dizendo: "O quê, Jesse? Você quer que eu viva dentro de uma caverna?" Para o que eu iria responder... Talvez. Elias viveu...
Porém o Senhor pode provavelmente estar chamando você para ser simplesmente uma testemunha para aqueles ao seu redor no dia-a-dia, também. E nada mostra mais aos outros como a fé é importante para você do que quando sua fé lhe faz deixar de rir de uma piada suja, ou quando sua fé faz você se decidir ou não a deixar o filme super-sexualizado da semana que está passando na sala, para ir ter uma conversa com alguém na cozinha em vez disso. Ou quando você interrompe as coisas com sua namorada antes que elas fiquem muito intensas, embora ela possa estar querendo continuar.
Isso terá um efeito sobre os relacionamentos na sua vida? Definitivamente. Se isso tem um bom efeito, então é um sinal de que Deus está abençoando esse relacionamento. Se isso lhe afasta de seus amigos, de sua namorada, ou de qualquer outra pessoa, pode ser um sinal de que essas relações estão fazendo mais dano que benefício. Uma grande ajuda pode ser levar um amigo que compartilha sua fé para qualquer festa ou programação que você for convidado. É uma grande ajuda para não ter de se manter nos seus padrões sozinho.
Nesta vida, sempre vai haver uma luta para se afastar da tentadora, popular, e inicialmente atrativa opção pelo pecado. Mas a liberdade, a paz, e a oportunidade de viver uma vida que seja absolutamente perfeita para quem você é vale a pena muito mais do que as emoções baratas do momento. Este é o preço da pureza. Vamos lá, irmãos, ao trabalho.
"Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará" (Mateus 10:39)
Imagens vivas #1

“Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis”
Os louvores do diabo
(adaptado do texto do Pr. Wagner Antonio de Araújo)"Sujeitai-vos a Deus, mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4,7)
Ah, se o nosso discernimento fosse apurado! Quantos dissabores evitaríamos! Mas, que se há de fazer?
Jesus disse que Judas Iscariotes era filho do diabo. Chamou-o também de diabo e filho da perdição. Certa feita até Pedro foi identificado como Satanás, ao tentar convencer o Senhor de que o Seu sacrifício poderia ser evitado. Assim, não estou cometendo nenhum erro ao afirmar que o diabo está presente em nossa igreja. Aliás, em muitas igrejas, pois nenhuma é melhor ou pior, se for realmente igreja de Jesus. E o diabo assiste em todas elas, na qualidade de joio no meio do trigo e Judas no meio dos apóstolos.
E o que o diabo faz em nossa igreja?
O diabo está lá para tumultuar, para criar confusão, para iludir, para criar partidos, para corromper. É o seu papel tentar os filhos de Deus. E como tenta! Agora, a tentação, para ser tentação que preste, tem que ser apetitosa, gostosa, desejosa, pois, caso contrário, seria muito fácil resistir a ela. Então ele vem disfarçado. Disfarça-se de gente de Deus, de crente, de líder, de mulher, de adorador, e como se torna atuante!
Quais as coisas que o diabo gosta de fazer entre os crentes? Há coisas que ele faz para nos confundir. Coisas muito boas, que nós fazemos também.
Ele gosta de cantar. Ah, e como canta! Em igrejas tradicionais ele exige milimetricamente que os hinos sejam cantados e entoados corretamente. Ele canta, às vezes sabe tudo decór! Em igrejas pentecostais ou comunidades, ele vibra, pula, canta, chora, ele é o mais entusiasmado do auditório. Às vezes até inventa novos cânticos. Nos momentos emotivos dos hinos, ele chora, levando as pessoas próximas também às lágrimas. Se for o dirigente, então, nem se fala: o louvor é fenomenal - todos ficam sensibilizados.
Ele gosta de falar. Ele conhece a bíblia muito bem, e sabe aplicá-la perfeitamente! Sabe o endereço de textos difíceis e sabe usá-los com extremo cuidado e sabedoria. Se aconselha a alguém, faz uma verdadeira pregação "a la carte", distante, mas profunda. Ele gosta de concorrer em concursos bíblicos, gosta de decorar salmos inteiros, aprende com facilidade lições para ensinar na Escola Bíblica, anota tudo para não esquecer. Sua bíblia é bem marcada e demonstra ser muito bem usada.
Ele está sempre pronto a fazer alguma coisa em prol da igreja ou em prol do líder. Se precisarem dele para trabalhar com favelados, ele é o primeirão da lista. Se tiver vigília, ele não faltará. Quando há reunião de líderes, ele está sempre presente. Não tem tempo ruim para o trabalho de departamento ou de igreja. Ele distribui folhetos, participa de cultos ao ar livre, ajuda a fazer palhaçadas nas atividades com a criançada do bairro, faz viagem missionária, coloca sua casa à disposição dos cultos, enfim, está ativo totalmente. Se canta, canta em todos os coros e conjuntos. Se fala, procura sempre uma brecha para dar uma palavrinha. Se ouve, é o mais atento de todos.
Ele chora, ah, como chora! É por demais emotivo! E são emoções fortes, sentidas! Quando ora, suas palavras calam fundo nos corações. Gosta de conversar com as pessoas. Ele é tido como alguém realmente tocado pela emoção, um animador! Nos cantos congregacionais, nos cultos da comunidade consegue dar um colorido especial às reuniões. Quem olha para ele diz: Que pessoa fabulosa!
Alguém me perguntaria: as pessoas que são assim são o diabo?
E eu responderia: Não. Pessoas assim são o sonho de toda igreja e o desejo de todo pastor. Eu só estou citando as coisas que o diabo TAMBÉM faz.
Para saber quem é o diabo em nossas igrejas precisamos avaliar O QUE O DIABO NÃO FAZ DE JEITO NENHUM, pois somente assim o descobriremos sem erro, com extrema precisão.
O diabo não vive o que canta. Ele canta bonito, canta afinado, canta com beleza, mas é um hipócrita. Ele canta que se deve amar, mas ele mesmo não ama. Todas as suas bondades são interesseiras, fruto da cobiça, visando interesses pessoais. Ele canta louvores, mas nunca agradeceu verdadeiramente a Deus nem uma xícara de chá. Ele não é coerente. Canta que se deve ter fé e não tem. Canta que se deve perdoar e não perdoa. Ele é um mentiroso. Seus cânticos são para aparecer, para mostrar voz, para fazer sucesso, para gravar CDs, para ser louvado. Canta puramente por profissão, ou por costume. O seu cântico é bonito, mas não tem vida, não é louvor. Ele emociona o auditório, mas não muda corações, não transmite nada, não tem unção do Espírito Santo.
O diabo só fala e nada faz. Ele é um impostor. É muito bom na teoria; talvez não exista alguém mais bem preparado do que ele para falar de seitas, de doutrinas, de céu, de inferno, de usos e costumes. Ele tem uma lábia de fazer inveja. Fala e fala bonito. Num debate não tem pra ninguém - vence todos! Mas quem mora com ele sabe que tudo não passa de fachada, de mentira, de hipocrisia, de casca. Ele veste uma capa de cristão para ir à igreja e a tira quando retorna. Ele diz que não se deve beber, e bebe. Ele diz que não se deve amaldiçoar, e amaldiçoa. Ele diz que não se deve adulterar, e adultera. Ele diz que não se deve deixar de dizimar, e não dizima. Ele é um joio, um falsário, um farsante. Em teoria é 10, em prática é 0, e com louvor!
O diabo é um ativista, mas não é um servo. Ele faz muito sim, mas faz para si próprio, pois não tem a menor consciência de estar servindo ao Senhor. Ele serve à igreja, ao pastor, à diretoria, à família, ao programa, mas jamais serviu a Deus. Deus não faz parte de suas prioridades. Ele faz da igreja um palco, já que não obteve sucesso nos palcos da vida. Ele quer ser na igreja o que nunca pôde ser enquanto trabalhador ou membro da família. Quer provocar medo nos mais novos, espanto nos mais velhos, acha que ganhará respeito trabalhando como um doido, criticando os jovens, corrigindo os idosos, insultando ao ministro da igreja. Jesus é apenas um detalhe, um pretexto. Gosta de ver seu próprio nome nas listas de diretoria, nos jornais, nas revistas, gosta de ser citado e tudo faz para se destacar. Mas ele não conhece a Cristo, seu trabalho é absolutamente vão, ele já está recebendo a sua recompensa.
Por fim, suas lágrimas não são sinceras; são lágrimas de crocodilo, falsas como uma nota de 6 reais. Chora fácil, é capaz de fingir como um artista experiente. Ele é digno de um Óscar! Consegue simular muita emoção junto de um irmão e em seguida atender a um telefonema com completa alegria e desembaraço, como se nada tivesse acontecido. Ele mente. Mente o amor para com o cônjuge, pois é capaz de jurar amores e traí-lo em seguida. Mente para o namorado, fazendo juras e postando declarações ilusórias, para, em seguida, mostrar-se traiçoeira. Mente aos filhos, porque ordena-lhes que sejam o que nunca foram e nem serão. O diabo chora quando tem que pedir perdão, mas faz tudo igual em seguida, e cada vez pior. Sua mente está cauterizada, seu coração endurecido, sua alma perdida e sua vida estragada. O diabo é absoluta e totalmente INGRATO, e faz questão que o cônjuge (ou ex) saiba disso.
O diabo pode fingir os dons espirituais, mas jamais poderá simular o FRUTO DO ESPÍRITO. Ele pode simular os chamados dons de sinais, pode derrubar todo um auditório com o poder de um sopro ou fazer pessoas manifestarem supostos "encostos", pode até curar supostas enfermidades, pode manifestar carismas imensos, mas é incapaz de amar de verdade, ter paz e transmitir a paz, desenvolver paciência, ser bom e benigno, ter domínio próprio ou ser fiel. Não, ele é um blefe. Ele é como um show pirotécnico, muitos efeitos, mas totalmente inóquos, sem a menor consistência, de nenhuma duração.
Não é nas coisas que faz que o diabo se faz conhecido. É NAQUELAS QUE NÃO FAZ! Por isso temos tanta dificuldade em identificá-lo, pois pensamos: " Ele canta, ele ora, ele participa, ele chora...", quando as perguntas deveriam ser: "Ele é real? Ele é sincero? Ele ama? Ele perdoa? Ele é leal? Ele é capaz de falar comigo olhando para os meus olhos? Ele reage como um crente? Ele é autêntico?"
Se você estiver procurando diabos em quem está fazendo alguma coisa, estará procurando no lugar errado e da forma errada. Jesus nos mandou não julgar, não procurar ciscos nos olhos dos outros. Mas leve a sua igreja à santificação, à consagração, leve o seu povo a um compromisso sério de ouvir e cumprir, de cantar e praticar, de sentir e agir, de ser carta aberta e gente sem segredos, e o diabo irá aparecer. Mais dia ou menos dia ele se manifestará. E não estrebuchará no chão, fazendo espetáculo: ele sairá fuzilando, irado, irritado, nervoso, atirando para todo lado. Pode ser que ele esteja disfarçado de linda e insinuante mulher, toda maquiada e perfumada. Ou num elegante homem de negócios, trajado socialmente dentro da mais fina moda. Talvez na pele de uma conceituada profetiza, de voz meiga e carinhosa, ou numa família dominadora. Pode surgir num jovem simulado, que faz muita pose no louvor, mas que é pura casca, ou mesmo num pastor, que fala bonito, mas que não vive o que prega, que só está interessado em fazer a igreja crescer, não fazê-la ser santa.
E se você ver o diabo, e estou falando do diabo-pessoa, diabo-gente, diabo-ser humano, como Jesus falou, ore por ele, para que seja convertido. Ele é servo do Diabo, o arqui-inimigo do povo de Deus. Os dias de Satanás estão contados, e ele faz tudo para destruir a Igreja do Senhor. Não vamos dar trégua - vamos resistir ao diabo, não com as armas das trevas, com ira, com ódio, com vingança, com maldições, com bate-bocas, com socos e pontapés. Vamos resistir ao Diabo sujeitando-nos a Deus, orando pelo próximo, não fazendo o seu jogo de hipocrisia. Agindo assim expulsaremos o Maligno. Não fazer a vontade do inimigo já é meio caminho andado. Se a tentação não tiver adeptos, ela murcha. Vamos secá-la!
O telefone tocou...
(adaptado do texto do Pr. Wagner Antonio de Araújo)“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Coríntios 13:4-7)
Alô?
Alô. Luciano?
Sim. Quem é?
Não conhece mais a minha voz?
Não estou conseguindo identificar. Quem está falando?
Nossa, como foi fácil pra você me esquecer... Acho que não tivemos muito significado...
Nathasha?!
Oi...
Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para sempre ...
Vai ofender? Eu desligo!
Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo...
Não, espere, não vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso.
Tá. E o que você quer?
Nada. Eu só queria ouvir sua voz.
Só? Então já ouviu. Mais alguma coisa?
Espere, pare de ser grosso. Não, desculpe, não desligue. É que eu estou me sentindo muito sozinha.
Foi você quem quis assim, querida. Sorva do seu próprio veneno.
Realmente você não muda. Só sabe acusar...
Bom, vou desligar. Tchau...
NÃO, PELO AMOR DE DEUS, não desligue, espere, preciso te dizer algo...
Fala logo, Natasha, tenho que trabalhar.
Eu estava errada. Me perdoe.
ERRADA? Você estava errada? Tem certeza disso? Será que não é um pouco tarde pra dizer isso?
Mas agora eu reconheço...Por favor, amor, me perdoe!
Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do papelão que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga, por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu Deus, dois anos...
Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe!
Pra que você quer o meu perdão? Você nem ligou pra dizer que já estava com outro cara. Pra que perdão? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu bem... Só me deixe em paz, por favor (Luciano chora baixinho).
Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório. Era ela. Natasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular. Luciano fica perplexo, alegre e triste - ela está linda, belíssima, muito elegante. Mas seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mão tinha uma sacola. Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o celular, olhou para ele e disse:
Oi, amor.
Oi, Natasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!
Olhos baixos, Natasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de fotografias. Luciano a observava, perplexo, triste, e via as lágrimas de Natasha molharem a fórmica da sua escrivaninha.
Cada objeto tirado era uma facada no coração sofrido de Luciano. Algumas coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas, pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...
Pensei que você havia jogado as coisas que lhe dei, Natasha...
Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...
Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que Natasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho de Natasha.
Por que você veio hoje aqui, Natasha? Deu alouca? O que te traz aqui?
Natasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse:
Estou com câncer, Luciano...
CÂNCER? Luciano petrificou-se.
Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e pra morrer em casa...
Luciano não esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussões, onde Natasha, na hora do nervoso, dissera: "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como se a cena passasse de novo na mente de Luciano.
Como foi, Natasha?
Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor, fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me amava, Luciano. Se eu não fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdão! Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O André me batia, me traía, eu fugi.
E ele não foi buscar você de volta?!
O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas.
Luciano estava perplexo.
Luciano, estou voltando pro Senhor, estou me preparando pra partir. Mas tenho que receber o seu perdão, amor! Sei que nunca irei compensar o que lhe fiz, mas... por favor... ME PERDOA, AMOR!
Luciano olhou para aquele resto de mulher - outrora tão orgulhosa, ostentando tanta beleza e auto-suficiência, confiando tanto em seu corpo e em sua fulgurante beleza, e agora, bonita ainda, mas notadamente pálida, enferma, cheia de hematomas nos braços, pescoço e pernas, e triste, profundamente triste, a implorar-lhe perdão para morrer em paz!
Cena patética! Ali estava quem Luciano mais amara na vida, quem mais o fizera sofrer, a depender de uma palavra apenas, para morrer em paz!
"Hora da vingança", veio-lhe à mente. Claro, agora seria a hora da revanche! Mas Luciano era um moço crente, de bom coração, e seria incapaz de reter a bênção para aquela a quem tanto amara e que, infelizmente, ainda tanto amava e tanto o fazia sofrer...
Quer que eu perdoe você, Natasha?
SIM, PELO AMOR DE DEUS, Luciano! Nunca mais tomei a Ceia do Senhor, nunca mais louvei ao Senhor com alegria, nunca mais fui membro de igreja, não agüento mais! Aceito as conseqüências, mas, por favor, diga que me perdoa!
Enxugando as lágrimas, refazendo-se, Luciano olhou-a no fundo dos olhos, tomou as suas duas mãos, que estavam frias como as de um defunto, e lhe disse, num terno sorriso misericordioso:
Querida: desde que você foi embora eu já havia lhe perdoado. Mas, se você quer escutar e sentir paz, ouça-me: EU PERDÔO VOCÊ POR TUDO QUE ME FEZ. VOCÊ ESTÁ LIVRE EM NOME DE JESUS!
Natasha tremeu. Gritou "aleluia", sorriu, chorou, e caiu desmaiada.
Logo o assistente de Luciano veio ajudá-lo, e, colocando-a no carro, levaram-na para o hospital. Luciano tinha o telefone de toda a família ainda, ligou e avisou. Em uma hora todos estavam ali na recepção, tristes, aflitos, alguns desesperados. Chegou o pastor. A família implorou-lhe que fosse até a UTI orar com ela. O pastor, que conhecia o Luciano, olhou bem pra ele, pensou, fechou os olhos em oração, e, a seguir, falou:
Quem tem que entrar é o Luciano. Vá lá, Luciano. Eu conheço o diretor da UTI, pedirei autorização.
EU, PASTOR?
Sim, filho. Ela é o seu amor.
FOI, PASTOR..
Não, filho. Deus o uniu a ela novamente, ainda que seja na despedida.
Luciano não sabia o que fazer. A família, desconsolada, chorava, mas a mãe, certa do que tinha que ser feito, empurrou o Luciano até a porta, dizendo: "Vai, filho, corre, antes que seja tarde!"
Ah, aquele corredor que dava para a UTI parecia não ter fim! Cada passo dado era uma lembrança: o primeiro beijo, a primeira maçã-do-amor, o primeiro jantar, o primeiro por-do-sol juntos; o dia em que viajaram num encontro missionário, o dia em que foram juntos à praia e que ele deu de presente a primeira rosa! O jantar de noivado, os telefonemas, tudo. Não sobraram recordações da tragédia, da traição, do desprezo. Na verdade quem ama guarda as más experiências numa sacola furada. E Luciano fez assim.
Vestido com o jaleco, a máscara e o sapato de pano, Luciano entrou. Vários boxes onde pessoas definhavam. Lá estava Natasha, no número 6. Estava no respirador artificial, cuja sanfona funciona como um pulmão e faz um barulho horripilante. Estava linda, mas totalmente ligada a aparelhos, notadamente cansada, em coma, morrendo. Luciano sentiu sua dor. Chorou. Tremeu. Segurou forte a mão de sua amada. Pensou em Cristo, que dera a vida pela noiva, pensou em Oséias, que aceitou a esposa adúltera novamente, pensou em Deus, que tantas e tantas vezes tratou a Jerusalém com compaixão. Quem era ele para não perdoar? Quem era ele para não acolher?
Então orou.
"Senhor, o que posso dizer? Minha garota está morrendo! Ex-garota, claro. Mas mesmo assim está doendo, Pai! E eu sou impotente diante de tudo isso! Essas máquinas, esse cheiro de éter e de carnes inflamadas, esse barulho infernal, meu Pai, o que posso dizer? Que deixe a minha garota morrer em paz? Sim, Senhor, leve-a para a tua glória! Eu a amo! Mas sei que tu a amas mais do que eu! Abençoa a Natasha. Em nome de Jes...
Subitamente Luciano pensou em completar a oração com o seguinte pedido:
"Mas, Senhor, se ainda houver um espaço para ela viver para ti, recuperar parte do tempo perdido, se na tua infinita misericórdia não for demais, por favor, Senhor, cura a tua serva. Ela já sofreu bastante, ela aprendeu, Senhor. Até eu, que fui o mais ofendido, já a perdoei! Por favor, Senhor, se der, devolve-lhe a vida! Mesmo que não seja pra viver comigo. E agora sim, em nome de Jesus. Amém".
Por favor, me avisem - disse Luciano aos familiares - , me avisem quando tudo terminar. Quero estar presente.
E foi embora. Tirou a tarde para viajar, seu hobby preferido: foi pra uma cidadezinha próxima, ver o por-do-sol.
PARTE FINAL
No caminho, ao longo da rodovia, seus pensamentos corriam mais que o vento: por que tudo isso estaria acontecendo? As coisas não poderiam ter sido mais fáceis? E agora? Ele, no carro, ela no hospital, a lembrança daquelas máquinas monstruosas de prolongar a vida não lhe saíam da memória... As lágrimas corriam, misturadas à poeira do vento seco do caminho.
Revoltado com tudo isso, parou o carro no acostamento. Encontrou uma estradinha de terra. Devagar, como a seguir um féretro, entrou pela rota dos sitiantes. Subiu devagar a montanha, encontrou um mirante. Parou, abriu a porta, e, num grito de dor e lamento, chorou. Ah, como chorou! Seu pranto escorria pela porta do carro. Os pássaros, assustados, aquietaram-se nas árvores, contemplando aquele misto de dor e revolta. Parecia que todo o mundo fazia silêncio em respeito a tanta dor.
Deus, por que? Por que? Por que? Por que tive que amá-la? Por que tive que vê-la? E agora, Senhor, o que fazer? E se tu a levares? O que será de mim? Eu já estava quase esquecendo, Senhor! Agora tudo volta a doer! Senhor, Senhor...
Cansado de tanto chorar, entrou no carro e deitou-se, estendendo o banco para o fundo. Travou a porta, colocou uma fita de música clássica e desfaleceu. Ali estava um moço de valor, que amava e que lutava entre sua vontade e a vontade de Deus.
Sonhou durante o sono, no delírio da febre. Sonhou estar na igreja. Viu o pastor a pregar, e, ao seu lado estava Natasha, bonita e sorridente. Lá do púlpito o pastor dizia: "Aquele que amar mais à sua mulher, mais do que a mim, não é digno de mim - palavras de Jesus!" E, aos poucos, o sorriso de Natasha foi sendo coberto por uma neblina e desaparecia. Assim acordou.
Assustado e cônscio de que Deus falara com ele, pôs-se a orar, dizendo:
Senhor, sei que é difícil, mas tenho que fazer isso. Confesso que estou revoltado, ó, Pai. Quero fazer a minha vontade, não a tua. Eu não estou conseguindo aceitar a tua vontade, caso seja a de levá-la embora! Sei que estou errado, Senhor, e sei que é isso que quisestes me falar. Senhor, sou teu servo e quero te obedecer. Se irás tirar a Natasha mais uma vez, tira-a, apesar de mim. Por mais que isso doa, Senhor, prefiro assim: não quero perder-te Senhor. Só me ajude e console o meu coração... Tu sabes o que será melhor para ela, e também melhor para mim. Em nome de Jesus, amém.
Voltou a dormir.
Toca o celular.
Alô?
Luciano?
Sim, sou eu.
Aqui é o pastor, filho. Como você está?
Bem mal, pastor. Mas sobrevivendo...
Eu orei por você, garoto. Pedi a Deus para lhe fazer suficientemente forte para renunciar, se preciso for. Você quer conversar sobre isso?
Pastor - disse, sorrindo o rapaz, - já o ouvi pregar agorinha mesmo no sonho, já renunciei a Natasha. Está doendo, mas estou em paz. Obrigado.
Ótimo. Então volte pro hospital, Luciano. A Natasha acordou e saiu do estado crítico. Ela quer ver você...
O QUE??? SÉRIO, PASTOR?
Séríssimo. Vem com calma, mas acelera, filho...
Não levou hora e meia e Luciano estava entregando a chave do carro pro manobrista do hospital.
E a Natasha? , perguntou à mãe dela.
Filho, corre, ela está chamando por você! Vai, filho! Deus está agindo! Eu já a vi, mas ela teima que quer ver-lhe!
Agora o corredor do hospital era longo demais para ele. Se pudesse, daria três passos em um, para chegar mais rápido e contemplar o rosto de sua amada. Seu coração estava disparado, pensava no que ouviria e no que diria. O suor lhe escorria pela face e as vistas estavam enfumaçadas. Correu a vestir o jaleco, o sapato de pano, as luvas e a máscara. Box 06. Lá estava ela, e três médicos palestrando. Ao olharem o rapaz, perguntaram:
Você é o Luciano?
Sim, doutor, sou eu. Por que?
Converse um pouco com ela. Ela gritou o seu nome por mais de meia hora e nos deixou quase loucos! Isso é que é amor! Mas seja breve, ainda não entendemos essa súbita melhora. Temos que medicá-la novamente.
Aproximou-se do leito. Os lábios de Natasha estavam sangrados, a boca ferida, canos haviam saído da garganta, o pescoço estava com fios, braços e pernas com soro, sondas, enfim, uma cena dramática, mas não tanto quanto na última vez. Pelo menos o respirador artificial estava desligado, e em silêncio...
Lu..cia..no.. me.u...a..mor....
Fala, querida, eu estou aqui!
Je..sus....veio..a..qui! Eu..vi!
Luciano deixou as lágrimas verterem de seus olhos, lágrimas quentes e profundas.
Você estava sonhando, querida.
Nã..ão, meu ..a..mor, Je..sus veio...me di..zer.. uma..coi..sa!
Um tanto alegre, mas também incrédulo, Luciano pergunta:
E o que Jesus lhe disse, amor?
Dis.se...que.. vo..cê..me ama..va e..que..es.ta...va... (cof! cof!) es..ta..va. orando lá..num sí..tio.. por..mim...e ..lu..tan..do ...para me renun..ciar..
Luciano gelou. Natasha completou:
E..le.. me..dis..se..que..a.ceitou..a.sua..or.a..ção!
Agora ele estava arrepiado. Não só isso, ele estava com as pernas totalmente moles e adormecidas, num misto de medo e perplexidade.
E sobre você, amor, ele disse alguma coisa?
Dis.se..pa..ra....que..eu não ...pe..casse.. de nno..vo... - Natasha adormeceu.
Natasha!!! Natasha!! Não morra!!!
Calma, garoto - disse o médico - ela só adormeceu. Fique tranqüilo, mas saia agora, temos que seguir os procedimentos necessários.
E assim foi.
Natasha saiu do hospital em 20 dias. Sem explicação convincente, os médicos quiseram impetrar a si mesmos um erro de avaliação e diagnóstico,dizendo que pensaram que havia câncer onde nada existia, mas não sabiam explicar as dúzias de exames, de biópsias, de ressonâncias e de quimioterapias feitas. Claro, grande parte da medicina desconhece o poder de Deus, a misericórdia do Altíssimo. E um câncer desaparecido tem que parecer um mero "erro médico". Mas o milagre acontecera de fato...
Outra tarde, fim de expediente no escritório de Luciano, Natasha de pé em frente à escrivaninha de trabalho dele.
Luciano, de agora em diante eu viverei cada dia como um milagre do Senhor, e viverei apenas e tão-somente para a glória dele.
Que bom, Natasha! Espero que você seja feliz! Orarei sempre por você!
Luciano...
Fale, querida.
Quero pedir só mais uma coisa.
Se eu puder atender...
Eu quero me casar com você e ser a sua mulher, a sua companheira, e servir ao Senhor ao seu lado. Eu te amo! Me perdoe por tudo que fiz!
Era tudo o que o rapaz queria ouvir. Sorridente, abriu a gaveta da escrivaninha e tirou uma linda boneca de porcelana, numa casinha de papelão, idêntica à primeira, presenteada quando começaram a namorar. Levantou-se, entregou-lhe a boneca, abraçou sua amada pela cintura, trazendo-a para junto de seu rosto, e lhe disse, com um brilho jamais visto em seu olhar:
Eu perdôo você e quero recebê-la como minha esposa, amor. Eu te amo!
Também te amo, querido!
Não se podia descrever o que era mais bonito e brilhante; se o brilho do sol da tarde, clareando toda a sala pelas vidraças, ou se o brilho do beijo de Natasha e Luciano, ao som da mais linda música que o mundo pode ouvir: o palpitar de dois corações apaixonados. Aliás, apaixonados por Deus primeiramente, e, por causa do Senhor, apaixonados um pelo outro...
REFLEXÃO: “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32)
Crítica
"Eu nunca vi uma estátua de um critico; só vi estátuas de criticados." (Rick Warren)É muito fácil não fazer nada. Porém, o que é mais fácil nem sempre é o melhor. É fácil esperar pelo melhor. Porém, para realmente fazer com que as coisas aconteçam, frequentemente são requeridos dificuldades, persistência, atitudes corajosas e um sólido e tangível compromisso.
É fácil criticar as ações dos outros ou especular sobre o que realmente deveria ser feito. Porém, nada jamais foi realizado apenas pela crítica ou por simples especulações. Realizações vêm daqueles que estão dispostos e comprometidos a colocar suas vidas numa posição de risco. O mundo se move em função de pessoas que se posicionaram ao lado do que é correto, do que é nobre, do que é melhor em vez de simplesmente buscar o caminho mais fácil.
Tome a decisão não com base no que é fácil, mas no que é melhor e faça aquilo que você sabe é o melhor que tem de ser feito. Essa estratégia pode levá-lo para onde você realmente gostaria de estar.
"Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se pode abalar, mas permanece para sempre." (Salmos 125:1)
Fiel até a morte?
O testemunho corajoso de Kyung Ju Song
Chegou a Hora
(por Dennis Downing)"Quando chegou a hora, Jesus e os seus apóstolos reclinaram-se à mesa. E lhes disse: 'Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer' " (Lucas 22:14-15)
Jesus usou a palavra “desejo” (epithumia) como substantivo e também como verbo. É como se ele estivesse dizendo “Com desejo tenho desejado comer esta Páscoa com vocês…”.
Deus tem desejos? O criador do universo e tudo que existe anseia alguma coisa? Sim.
Deus havia desejado comer uma certa refeição com doze homens. Homens de pés e mãos sujos. Homens de corações contaminados com egoísmo e inveja. Homens que, apesar de protestos de inocência e bravura, em poucas horas iam trair, negar e fugir. Todos.
Por que Jesus desejou tanto comer esta refeição com estes homens? Porque era a Páscoa. A refeição que lembrava a libertação dos escravos.
E como estes homens precisavam ser libertos! Como nós precisamos...
“Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus”. Lucas 22:16
A Páscoa, comemorada naquela ocasião por Jesus e seus discípulos, lembrava um evento do passado. Deus libertou seu povo da escravidão no Egito.
A ceia do Senhor, que está sendo instituída nesta cena do Evangelho, antecipa um evento futuro – quando todos os filhos do Reino estarão presentes, para sempre, no Reino de Deus. Este é o cumprimento pelo qual Jesus vai esperar.
Naquele Dia haverá outro banquete no qual irão participar todos os salvos em Cristo Jesus (Lc 13:29; Apoc 19:7-9). Jesus vai estar lá também lembrando sua última Páscoa.
Até então ele não celebrará mais este momento. Por quê? Porque ele está esperando o dia em que vai poder celebrar com todos, juntos no Céu.
Há uma pessoa pela qual ele morreu para que pudesse estar lá – você. Não deixe seu lugar naquela mesa vazia. Jesus está lhe esperando. Tem alguma coisa que você precisa fazer para que a espera dele não esteja em vão?
Oremos: "Deus santo e venerável, nenhum de nós merece o sacrifício que Jesus fez por nós. Mas, ele já fez e está nos esperando. Dê-nos a devida urgência para que não percamos esta grande bênção que nos foi reservada. No nome dAquele que nos aguarda na eternidade, oramos. Amém."
Fonte: Iluminalma
O tempo esta acabando!
(adaptado do texto do Pb Guilherme)Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da Decisão (Joel 3.14)
O tempo está acabando e muito em breve todos, sem exceção, irão prestar contas dos seus atos, ações, e da sua fé. Tudo será mostrado, nada ficará escondido, e pelas ações seremos julgados, seremos absolvidos ou condenados, e quem nos julgará será a Palavra. Jesus hoje é o nosso advogado, Ele nos defende, nos perdoa, mas amanha será o Juiz implacável da Sua própria Palavra. Infelizmente tem muita gente brincando com coisa muito séria, digo muito séria pois estamos falando de vida... da nossa vida. Portanto, pessoas que o seu coração estão neste mundo, que buscam somente desfrutar do melhor aqui, que acham que Deus tem que lhe dar fartura e bem estar aqui e agora, que o nosso Deus é um Deus bonzinho que tudo perdoa, que nada cobra, nada exige. Vemos pregadores mentirosos que incentivam o povo a acreditar nisto, saiba que o grande Dia está chegando. “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.” (Lucas 12. 20,21) Todas as vezes que buscamos Deus somente em troca de benefícios materias e bênçãos imediatas, não o estamos buscando verdadeiramente.
“O sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.” (Joel 3. 15) Atualmente vemos sempre falar de terremotos, tsunamis, maremotos, tragédias, ou seja, os sinais que Jesus disse que antecederiam a sua volta, inclusive que o amor de muitos se esfriaria, que haveriam falsos profetas, que operariam grandes milagres, e tudo isto está acontecendo de uma forma muito rápida. São várias as igrejas onde existem pregadores que operam maravilhas apesar de viverem no pecado, que pregam mentiras antibíblicas, pessoas que buscam somente bênçãos e não o Abençoador. “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24. 24) E estes hoje estão proliferando porque existe uma gama muito grande de falsos cristãos que desejam somente bênçãos, querem receber, mas mesmo estando dentro da igreja, vivem na mentira, engano, prostituição, adultério, desonestidade, vivem na maldades e não abandonam os seus pecados. Cristãos que nas igrejas querem ver fogo, querem ver e ter emoção, querem milagres, querem prosperidade, TOLOS que não se deram conta que o dia da decisão está perto, e não sabem o que os espera.
“O Senhor bramará de Sião e dará a sua voz de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refugio do seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel.” (Joel 3. 16) Quando o Senhor bradar, não haverá mais tempo de reconciliação, não haverão mais condições de se pedir perdão, pois desperdiçaram o tempo e os talentos de Deus, e então virá o Juiz, e todos os que brincaram e desprezaram a Palavra serão condenados. “Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no ultimo Dia.”(João 12. 48) Devemos nos preparar pois o dia Da Decisão está próximo, portanto, devemos nos converter verdadeiramente ao Senhor, deixarmos de ser materialistas e hipócritas, enganadores. Devemos ter compromissos verdadeiros com a Palavra de Deus. Devemos ser adultos e inteligentes, não nos esquecendo nunca que o maior milagre não é uma cura, mas sim uma conversão legítima.
Arrependa-se enquanto é tempo. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” (Apocalipse 2. 5)
Leia e pratique a Bíblia. Que Jesus te abençoe.
Fonte: Blog do Guilherme
A Frota
(Pr Wagner A de Araújo)- "Cuidado com os postes, Seu Geraldo! Não são de borracha não!"
- "Vê se vai pela sombra, Seu Geraldo! Cuidado com as costelas-de-vaca!"
- "Só passeando, né, Seu Geraldo?"
Era assim todo dia. O Seu Geraldo era o taxista do bairro, conhecidíssimo, muito estimado. Também pudera: 12 anos no volante, já tinha levado muita mulher grávida pro hospital e trazido mãe e filho pra casa. O povo era-lhe muito agradecido. Às vezes um fiado, outras um chequinho pré-datado, mas sempre tranqüilo. Ele dizia:
- "Deus ajuda a quem cedo madruga. E quem ajuda a quem cedo madruga também recebe ajuda do Senhor". E lá ia o Seu Geraldo pro batente, alegre, sorridente e confiante.
Ele era crente. Ele e toda a família. Não era rico, nem classe média. Era um lutador, tentava manter as contas em ordem, o leitinho da molecada e o cabeleireiro da mulher. Devagarinho as coisas andavam. Fiéis na igreja, o dízimo era sagrado. Todo dia 10 lá estava o Seu Geraldo todo faceiro, levando o envelopinho da família:
- " 100 meus, 50 da patroa e 25 de cada guri. Marca certinho, Irmão Astolfo ", as costumeiras orientações que passava pro tesoureiro. Nunca falhava. Nos meses de poucas corridas caia um pouquinho, mas na alta temporada o dízimo acabava compensando o tempo dificil.
Não perdia um culto de oração. Geralmente ele mais agradecia. Mas, às vezes, dizia ter um sonho: queria ter uma frota!
- "Ah, pastor, já pensou? "GERALDO TAXI EXPRESS', que maravilha! Eu ia levar toda a igreja de taxi pro culto! Não, não todo dia, senão eu iria à falência. Mas no domingo os meus carros ficariam de prontidão: "perdeu o ônibus? Chame o Geraldão!" E assim o Seu Geraldo ia levando, sonhando, trabalhando.
Num belo dia chegou um telegrama: era para ele apresentar-se no Fórum. O que seria? Ficou preocupado, nem dormiu à noite. Mas, para sua surpresa, era coisa boa: um parente distante deixara uma quantia em dinheiro para os parentes, e ele fora contemplado com uns bons trocados.
- "Olha aí, meu velho! Venho orando por você por muito tempo! Já dá pra comprar mais um carro, uma frotinha!"
Frota não era, porque em sua cidade, grande e populosa, uma frota era composta de 50 unidades. Mas deu para comprar 6 automóveis "0" quilômetro, registrar e colocar na praça.
Que alegria! Com direito a culto de ação de graças e tudo! Contratou motoristas, colocou um para dirigir o seu velho chevrolet e passou a administrar.
Todos estavam muito felizes. Todos, exceto a esposa. Ela notara algo diferente no marido: parecia que o esposo perdera um pouco o brilho e a espontaneidade.
Não só a esposa notara; o pastor também. Seu Geraldo começou a faltar nos cultos de oração, os seus prediletos. Seu lugar já era marcado no banco número 5 do lado direito; mas, agora, estava vazio, aliás, sempre vazio. Ele comprara um sítio muito bonito, próximo da cidade, e, quando não estava com os amigos, estava cuidando da chácara.
- "E então, irmão Geraldo, estou sentindo sua falta! " Dizia o pastor, no domingo.
- "Pois é, pastor, está muito corrido pra mim agora, mas logo as coisas engrenam. É como sinal de trânsito: quando parece que não abre nunca, o verdão aparece! Já, já eu volto!" O já-já não chegava nunca.
Posteriormente, quando o pastor lhe perguntava isso, a resposta era grosseira:
- "Pastor, vê se faz o seu trabalho. Tem gente de sobra pra ouvir o senhor por lá. Eu já sei tudo o que o senhor prega". O pastor sofria.
O Seu Geraldo prosperou. Em dois anos ele transformou os 7 taxis numa frota de 50. Como? "Bênção de Deus", dizia ele. Contratara muitos motoristas, colocara o nome de sua empresa bem bonito e graúdo nos seus automóveis: "GERALDO TAXI EXPRESS". Na inauguração fez um "coquetel", mas não chamou a igreja. Nem o pastor.
Um dia a igreja precisava ir a um velório. Povo muito humilde, não havia condução pra todo mundo. Dna. Zulmira, sua esposa, falou com ele:
- "Geraldo, pede pros carros ajudarem a transportar o pessoal pro velório e cemitério. Lembra que você brincava que queria ajudar?"
- "Ah, mulher, larga mão de ser mané! Sou eu burro de carga de alguém? Esse povo que se vire! Não vou carregar o pessoal de graça de jeito nenhum. Que se danem!"
- " Mas, bem, você dizia que ..."
- "Ora, mulher, quando se é pobre se fala muita besteira. Larga a mão de conversa e vai pro seu velório, que eu tenho encontro marcado com o pessoal lá do bar. Vai logo, não me enche!"
- "Mas, bem, ...."
- "Cala a boca, beata! Parece besta! Ah, e quer saber mais? Tô cheio desse negócio de igreja. Só sabem cobrar, viver de "pindura" em quem tem mais o que fazer! Vai, dá logo o fora se não quiser levar um tapão na orelha"
Zulmira estava desconsolada. E não era para menos. Seu marido dera para jogar truco com os amigos, beber "socialmente", ir pro clube no final de semana. Às vezes a obrigava a acompanhá-lo. Tirou os meninos da Escola Bíblica Dominical e matriculou-os em grupos de excursões - algumas vezes iam para as montanhas, outras para a praia, e, ainda outras, para o exterior. "Coisas de classe", dizia ele.
Zulmira chorava. O tesoureiro, antes tão acostumado com os 200 reais do Seu Geraldo, agora recebia 50 da mulher, que ela separava "escondido" do marido. De vez em quando o Seu Geraldo vinha ao culto, terno "Hugo Boss", cheirando a "chanel número 5", sapatos importados, BMW na porta. Chegava atrasado, ouvia o sermão e saia sem cumprimentar ninguém. "Tenho compromissos", dizia ele: ia para o encontro dos "prósperos", os ricaços do clube.
Zulmira orava. Os meninos, cuja base cristã era firme (a mãe orava e lia a bíblia todos os dias com eles), também oravam. A igreja orava.
Certo dia um dos taxis acidentara-se. Sem perceber, Geraldo não atualizara o seguro daquele carro. Assim, para indenizar a família (houve vítimas fatais nos dois automóveis), precisou vender outro carro. Ao mesmo tempo 4 ex-motoristas o processaram, pois atrasara os seus proventos e tirara direitos que eles tinham a receber. Com os juros e multas, acabou por vender outro carro. Mais dois motoristas demitidos, indenizações a pagar, e outro carro seguia para a revenda.
Passaram-se 5 meses. A família mudara-se dali. Não freqüentaram mais aquela igreja. Não que Zulmira não protestasse; mas o marido estava transtornado. O pastor nem sequer soube para onde foram. Sumiram. A igreja tinha um prazo de 8 meses para desligar membros ausentes. A igreja orava.
Numa quarta-feira, no culto de oração, enquanto o pastor lia o texto responsivo com a congregação, eis que entram na igreja o Seu Geraldo e a família. Foram direto para o empoeirado banco número 5, do lado direito. O pastor sorriu, mas continuou o culto.
Parecia que a família estava feliz. A igreja estava perplexa. Mas continuou a celebração. Cantaram os hinos do Cantor Cristão (hinário da igreja), oraram, ouviram uma breve meditação e escutaram uns dois ou três solos.
Antes de terminar, o pastor franqueou a palavra a quem quisesse contar uma bênção ou pedir uma oração. O Seu Geraldo emocionou-se no banco, mas sua esposa o abraçou afetuosamente. O pastor pensou que alguém tivesse adoecido. Zulmira pediu a palavra para o Geraldo. O pastor assustou-se, mas, em respeito a Zulmira, concedeu.
Lá foram os 4 para a frente: Geraldo, Zulmira, Bruno e Aloísio. Seu Geraldo pediu a palavra. Abriu a bíblia em Mateus 16.26, onde se lê: "De que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida?" A seguir, falou:
"Fui membro desta igreja por longos anos e taxista antigo no bairro. Amava a Jesus e também a igreja. Um dia, há cerca de dois anos e meio atrás, ouvi um pastor dizer que, como crente, eu tinha obrigação de ser rico, de usar as credenciais de Filho do Rei. Não foi daqui não, foi um pastor da televisão. Eu fiz um voto e ganhei o que pedi. Ganhei herança, prosperei nos taxis e criei uma frota. Irmãos, (e agora Geraldo chorava), antes eu nunca tivesse pedido isso pra Deus! Se ganhei dinheiro com a frota, perdi a minha fé, perdi a minha família, a minha saúde, os meus amigos e até a minha dignidade. Fumei, bebi, adulterei, pintei o caneco e dancei o samba de uma nota só. De 51 carros, contando com o meu, perdi tudo, exceto o meu velho taxi. Tirei a família da igreja e ganhei a desgraça. De que vale querer ser rico, quando não se sabe ser fiel? Por isso pedi pra Zulmira, essa heroína (agora era ela quem chorava), que pedisse pro Senhor me ajudar, porque eu já não agüentava mais ter que vender carros pra pagar processos na justiça, ex-funcionários, tratamento de bebida, pagar propinas, etc. Eu deixei de dizimar, deixei de vir aos cultos, deixei de ser fiel. Vim aqui pedir ao meu Deus e à minha igreja: P E R D Ã O !!! PERDÃO, SENHOR! PERDÃO, PASTOR! (todos choravam copiosamente). Eu perdi tudo, mas não perdi o meu Salvador! Ele me deu mais do que eu merecia: me deu a salvação, me deu esposa, filhos, um bom pastor e uma boa igreja! Obrigado, meu Deus! Antes com Cristo sem riquezas materiais do que, tendo tudo, não ter nada! "
Foi uma choradeira geral. O pastor abraçou o irmão, osculou a esposa e os meninos, e disse ao povo:
"Aprendamos, irmãos, que o verdadeiro Evangelho não é comida nem bebida; Cristo não dá ouro ou bens para gastarmos segundo os nossos prazeres. Ele até permite, quando insistimos demais, mas por nossa própria conta e risco. Está aí o resultado das riquezas temporais: quando postas em primeiro lugar, levam o homem à falência. Lembremo-nos do que nos ensina o Senhor: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem consomem, nem os ladrões minam e roubam. Porque, onde estiver o vosso tesouro, alí estará também o vosso coração". Mt 6.19-21. E diz mais: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas". (Mt 6.33)
Seu Geraldo trouxe, do carro, um panelão de salsichas em molho, preparado com amor por Dna. Zulmira, e dois sacos de pão francês, que pegara na padaria da esquina. Fizeram uma confraternização, um culto de ação de graças. Foi lindo!
Dia seguinte. 5 da manhã. Lá vai o Seu Geraldo pela Avenida Brasil, descendo com o seu velho chevrolet, passando em frente à casa dos vizinhos. As frases soavam como música aos seus ouvidos:
- "Cuidado com os postes, Seu Geraldo! Não são de borracha não!"
- "Vê se vai pela sombra, Seu Geraldo! Cuidado com as costelas-de-vaca!"
- "Só passeando, né, Seu Geraldo?"
E ele, feliz da vida, foi fazer as corridas do dia, sem esquecer-se de que também estava correndo uma outra corrida, a da consagração rumo à vida eterna com Cristo. Agora sabia que era o homem mais rico do mundo, pois tinha algo que o dinheiro não deu nem nunca dará: felicidade.
- "Vai com Deus", dizemos nós também ao Seu Geraldo.
FAQ
Um ex-ateu
(adaptado do texto de Larry Chapman)Uma pessoa que originalmente pensou que a ressurreição era simplesmente um mito, mas que mudou de opinião, foi um dos maiores estudiosos do mundo, Dr. Simon Greenleaf. Greenleaf ajudou a colocar a Faculdade de Direito de Harvard no mapa. Ele escreveu a obra prima de três volumes “Um Tratado da Lei da Evidência”, a qual tem sido chamada de “a maior autoridade em procedimento legal de toda a literatura”. O sistema Judiciário americano atualmente ainda se baseia nas leis da evidência estabelecidas por Greenleaf.
Enquanto ensinava Direito em Harvard, Professor Greenleaf declarou à classe que a ressurreição de Jesus Cristo era apenas uma lenda. Como ateu, considerava milagres impossíveis. Num confronto , três dos seus alunos de Direito o desafiaram a aplicar suas leis aclamadas de evidência à narrativa da ressurreição.
Depois de muita insistência, Greenleaf aceitou o desafio de seus alunos e começou uma investigação das evidências. Aplicando sua mente brilhante nos fatos da história, ele tentou provar que a ressurreição era falsa.
Mas, quanto mais Greenleaf investigava a história, mais pasmo ele ficava com a evidência poderosa de que Jesus de fato havia levantado do túmulo. A incredulidade de Greenleaf estava sendo desafiada por um evento que havia mudado o curso da história humana.
Greenleaf não conseguiu explicar várias mudanças dramáticas que ocorreram pouco tempo depois da morte de Jesus, a maior delas sendo a transformação no comportamento dos discípulos. Não foi apenas um ou dois discípulos que insistiram que Jesus havia ressuscitado; foram todos eles. Aplicando suas próprias leis de evidência de fatos, Greenleaf chegou ao seu veredicto.
Numa mudança de posição chocante, Greenleaf aceitou a ressurreição de Jesus como a melhor explicação para os eventos que ocorreram após a sua crucificação. Para este brilhante Professor e ex-ateu, teria sido impossível para os discípulos persistirem com sua convicção de que Jesus havia ressuscitado se de fato eles não tivessem visto o Cristo ressurrecto.
Em seu livro, O Testemunho dos Evangelistas, Greenleaf documenta as evidências que fizeram com que ele mudasse de opinião. Em sua conclusão ele desafia os que buscam a verdade sobre a ressurreição a examinarem as evidências com honestidade.
Greenleaf foi tão persuadido pelas evidências que se tornou um cristão comprometido. Ele acreditou que qualquer pessoa sem preconceito que examinasse honestamente as evidências como num tribunal concluiria o que ele concluiu – que Jesus Cristo verdadeiramente ressuscitou.
Mas a ressurreição de Jesus Cristo levanta a questão: O que o fato de Jesus ter derrotado a morte tem a ver com a minha vida? A resposta a esta pergunta é o tema central do Novo Testamento Cristão.
Se Jesus verdadeiramente derrotou a morte, como as evidências indicam, então apenas Ele poderia responder à pergunta, “Onde eu irei quando morrer?” De fato esta era a grande declaração de Jesus antes de ressuscitar Lázaro dos mortos, Jesus disse essas incríveis palavras:
“Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá, e quem quer que viva e creia em mim nunca morrerá.”
Jesus disse que aqueles que depositassem sua fé nEle viverão eternamente com Ele. Foi esta mensagem que transformou os seguidores de Jesus. É esta mensagem que pode transformar você também quando você depositar sua fé em Jesus Cristo.
Fonte: Iluminalma
A Síndrome do Centavo
(adaptado do texto de David C. McCasland) "Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá, e pelejará contra este filisteu. Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade. Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, Eu saia após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo." (I Samuel 17:32-37)
A moeda de um centavo é conhecida como a moeda mais desprezada do Brasil. Muitas pessoas nem se importam em ajuntar uma moeda de um centavo quando a vêem caída no chão. Mas algumas instituições de caridade perceberam que tais moedas juntas somam-se em quantias expressivas e que as crianças são generosas doadoras. Como um dos participantes disse: “Pequenas contribuições fazem uma grande diferença”.
A Bíblia, ao relatar sobre Davi e Golias, descreve uma pessoa aparentemente insignificante cuja confiança em Deus era maior que qualquer um dos poderosos ao seu redor. Quando Davi voluntariou-se para enfrentar o gigante Golias, o rei Saul disse: “… Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele…” (1 Samuel 17:33). Mas Davi tinha fé no Senhor que o havia liberado no passado (1 Samuel 17:37).
Davi não sofria da “síndrome do centavo” – sentimento de inferioridade e impotência diante de um problema esmagador. Se ele tivesse dado ouvidos ao pessimismo de Saul ou às ameaças de Golias, nada teria feito. Mas ele agiu com coragem porque confiava em Deus.
É fácil nos sentirmos como uma moeda num déficit de três trilhões de reais. Mas quando obedecemos ao Senhor em todas as circunstâncias, tudo conta. Coletivamente, nossos atos de fé, pequenos ou grandes, fazem grande diferença. E cada centavo conta.
Pensamento: Quando a fé vai à frente, a canoagem a acompanha.
Fonte: RBC
Pão de Massa Azeda
(por H. Dennis Fischer) "Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado. E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. Não se vendem cinco passarinhos por dois ceitis? E nenhum deles está esquecido diante de Deus. E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." (Lucas 12:1-7)
O pão de massa azeda tornou-se popular durante a corrida do ouro na Califórnia em meados dos anos 1800. Este era o pão favorito durante a grande corrida do ouro no Alasca, em 1890. Os exploradores de minas carregavam consigo uma pequena porção da massa azeda que continha fermento natural. Essa massa podia então ser usada como matéria-prima inicial para produzir mais do pão de massa azeda, o favorito.
Na Bíblia, no entanto, o fermento ou levedura pode ter uma conotação negativa. Por exemplo, no Novo Testamento, “levedura” refere-se frequentemente à má influência. Por esse motivo, Jesus disse: “… Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lucas 12:1).
Os hipócritas aparentam justiça enquanto escondem comportamentos e pensamentos pecaminosos. Cristo advertiu Seus discípulos e a nós também de que os pecados secretos serão um dia expostos para completa revelação. Ele disse: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lucas 12:2). Por esta razão, devemos temer a Deus com reverência, pedir Sua graça para renunciar o pecado e crescer como cristãos autênticos.
O fermento pode ser algo positivo numa padaria, mas pode também relembrar-nos de que devemos nos proteger da influência permeável do pecado em nossos corações.
Pensamento: “… sabei que o vosso pecado vos há de achar”. (Números 32:23)
Fonte: RBC
Sobre Perdas e Ganhos
(por William E. Crowder) "[Masquil de Davi] Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.) Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.) Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.) Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti. O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará. Alegrai-vos no SENHOR, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração." (Salmo 32)
Durante o treinamento do acampamento de verão, os treinadores de uma equipe de futebol vestiam camisetas com uma mensagem instigante para os jogadores esforçarem-se ao máximo. As camisetas tinham o lema, “Escolha a cada dia: a dor da disciplina ou do remorso”. A disciplina é difícil – e algo que podemos tentar evitar. Mas em esportes e na vida, a dor a curto prazo é frequentemente o único caminho para o ganho a longo prazo. Preparar-se no calor da batalha é tarde demais. Ou você está preparado para os desafios da vida ou será assombrado pelas palavras “e se”, “se ao menos” e “eu deveria” que acompanham o fracasso na preparação. Essa é a dor do remorso.
Uma das definições de remorso é: “um desgosto ou aversão inteligente e emocional por atos e comportamentos pessoais passados”. É doloroso olhar para nossas escolhas passadas através da lente do remorso e sentir o peso de nossos fracassos. Este era o caso do salmista. Após um episódio pessoal de pecado e fracasso, ele escreveu, “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá” (Salmo 32:10). Ele percebeu mais tarde a sabedoria de uma vida que se esforça para honrar o homem e que não precisa ser marcada pelo remorso.
Que nossas escolhas de hoje não resultem em arrependimento, mas que sejam sábias e honrem a Deus.
Pensamento: As escolhas presentes determinam as futuras recompensas.
Fonte RBC






































