Os erros da Bíblia

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (I Coríntios 1:18)

Muitos gostam de enfatizar discussões sobre hipotéticos erros do Livro de Deus. Que ele foi apenas mais um livro escrito por homens, ou que seus escritos foram alterados com o decorrer dos anos. Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, o pequeno texto abaixo, faz o favor de relacionar alguns dos erros que tanto são procurados em meio a tanto ceticismo. Vejam alguns dos erros que se encontram na Bíblia:

A Bíblia está CHEIA de erros...

O primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;

O segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;

O terceiro erro se deu quando se esquivaram de seus próprios erros e culparam a Deus, exatamente como acontece hoje;

E assim erros e mais mais erros ocorreram e continuam ainda sendo cometidos... porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições...

Ela contradiz o orgulho e o preconceito;

Ela contradiz a lascívia e a desobediência;

Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas...

Porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes;

Assim foi com a falha de Adão e Eva;

Com a falha de Caim;

E a de Moisés;

Bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam. Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus não ESCREVEU a Bíblia...

Para pessoas que querem jogar com as palavras;

Para aqueles que nunca se deram ao luxo de lê-la, ou se fizeram, fizeram por motivos críticos e não de crescimento;

Para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem fazê-lo para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia...

Pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;

Intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;

Bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos;

Convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que...

Os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;

A Bíblia está cheia de discrepância e afirmações inaceitáveis;

Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO...

Para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;

Para os que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;

Para os que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar MUITO EM BREVE, MAS MUITO EM BREVE MESMO, face a face o AUTOR DO LIVRO!

REFLEXÃO: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21)

Por um copo de leite

(adaptado do texto da MPDS 2004)

“E quem der a beber ainda que seja um copo d’água fria a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42)

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e ao invés de água lhe deu um grande copo de leite.

Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou: - "Quanto lhe devo"? - "Não me deves nada" - respondeu ela. E continuou: "Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa". Ele disse: - "Pois lhe agradeço de todo coração".

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos.

Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o médico, seu nome: Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.

Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.

O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abrí-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos.

Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:

"Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite (assinado): Dr.Howard Kelly".

Lágrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração feliz orou assim: "Graças meu Deus porque Teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos".

"Na vida nada acontece por acaso."

Dê mais às pessoas do que elas esperam e faça-o com alegria. Uma palavra amiga, pequenos gestos, fazem uma grande diferença.

REFLEXÃO: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1)

Catástrofes como jamais se viu

(adaptado do texto do Prof Sikberto Marks)

"Haverá grandes TERREMOTOS, FOMES e PESTES em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu... Quando virem essas coisas acontecendo, saibam que O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO" (Lucas 21:11, 31)

Quando não acontece conosco, as notícias de catástrofes se tornam rotineiras e nos acostumamos em vê-las na televisão ou em lê-las nos jornais. Nossos sentimentos já nem são mais afetados.

Nos tornamos quase indiferentes ao sofrimento humano. Na América do Sul chove bem acima da média, vemos enchentes, deslizamentos, soterramentos, destruição e mortes. Em muitos lugares do mundo o problema é o mesmo que aqui. Tornaram-se quase diárias as notícias de cidades sofrendo com as chuvaradas e com ventos fortes. Estradas interrompidas e pontes caídas também são bem freqüentes. Ver pessoas mortas por essas calamidades é algo que só comove os parentes próximos.

Terremotos também são cada vez mais freqüentes. Esse do Haiti agora está nos noticiários, mas bem logo será substituído por outro e mais outro. É calamidade em cima de calamidade, uma após outra. O planeta envelheceu e está cambaleando como uma bêbado inveterado. A natureza está se revoltando contra o ser humano, que a deveria administrar, não destruir.

No Pólo Norte são as tundras do fundo do mar estão liberando gás provocador do efeito estufa. O gelo derrete e esse gás que está retido nas profundezas das águas do mar vem subindo em bolhas somando-se ao gás que o homem libera por meio de suas atividades industriais e pelos veículos. Isso só aumenta os nossos problemas de calor, já bastante graves. Há mais de quatro mil anos atrás os antediluvianos foram responsáveis pela destruição da estrutura rochosa da Terra, quando provocaram a tal ponto a DEUS que Este os destruiu pelo dilúvio. Naquele tempo a camada de rochas foi rompida e se formaram as placas tectônicas. A nossa geração está destruindo a natureza exterior da Terra, aquela que conseguiu se formar após o dilúvio. Agora não temos mais estrutura estável no interior da Terra nem condições seguras de vida em sua superfície. A natureza em lugar algum do mundo oferece segurança. Todos estamos ameaçados. Se não é o terremoto, podem ser as chuvas, e se não forem esses dois, pode ser o vento. A destruição da natureza está sendo total. Vemos e continuaremos vendo as manifestações extremas da natureza se manifestando em intensidade cada vez maior, seja no interior, seja na superfície da Terra.

No plano social, o que estamos assistindo é a destruição da juventude, e de toda a sociedade. Em especial nas cidades maiores, eles formam gangues de auto-afirmação, onde se drogam, andam armados, se tornam violentos e aterrorizam as pessoas. São jovens entre 15 a 20 anos, eles querem mostrar que tem poder. Disputam as garotas como se imagina que foi durante os tempos bárbaros idos do passado. Mas meninos e meninas de pouca idade, que deveriam estar brincando, também interessam-se só por violência e destruição. Há uma ausência quase total de educação, só se vê a formação materialista.

No plano político o mundo está, ao mesmo tempo, buscando ações coordenadas conjuntas enquanto agem forças de fragmentação. As nações em geral, com seus poderosos exércitos, reúnem-se a todo tempo para tratar dos grandes problemas da humanidade. Enquanto isso, grupos terroristas atacam onde querem, e ameaçam qualquer coisa que a liderança consiga melhorar. Se, por exemplo, algum país, no caso como o Iraque, politicamente estiver se volvendo à estabilidade, basta um grupo de alguns homens radicais e terroristas para acabar com tudo. O planeta é como um gigantesco organismo, muito poderoso, sendo atacado por um microscópico vírus capaz de destruir todo o organismo. Os exércitos unidos de todos os países do mundo não mais são suficientes para deter a ação de pequenos grupos radicais. Assim está a nossa situação em termos de segurança.

No plano religioso é que vemos hoje a maior movimentação. As igrejas cristãs se esforçam por se unir como uma grande fraternidade global, que formaria um poder de mais de 2 bilhões de fiéis.

Se adiciona a esse número os muçulmanos, em torno de 1,2 bilhão de adeptos, mais os judeus, poucas pessoas (umas 15 milhões) mas com muito poder econômico e político, e teremos mais de 3,2 bilhões de almas viventes, em torno da metade de todos os habitantes do mundo. Essa união está bastante adiantada. Vem sendo impulsionada pelos grandes problemas do planeta, pois se diz que ela vem para resolvê-los. Há no entanto a exceção de pequenas igrejas, que não estão participando da unidade global dos adoradores. Além dessas três chamadas grandes religiões monoteístas, temos as politeístas pagãs e as ideologias e doutrinas de vida. Esses todos estão participando de um grande movimento global pela unificação da adoração chamado “Diálogo Inter religioso”. Unindo a todos os adoradores, e incluindo de alguma forma os ateus, mas que crêem em algum tipo de doutrina, o mundo pretende enfrentar e resolver aqueles problemas que assolam o planeta e que estão se tornando globais.

O que estamos vendo no presente momento é a ação poderosa de satanás. Ele está criando ou reforçando catástrofes para que sirvam de motivação a unidade religiosa bem como causa de perseguição aos poucos crentes que se mantiverem fiéis aos preceitos bíblicos, portanto, adorando ao DEUS Criador. Vemos uma movimentação estranha, imperceptível a muitos, mas facilmente visível a alguns mais atentos. Catástrofes se intensificando, sociedade se fragmentando e políticos se unindo aos movimentos unionistas das igrejas para reverter as grandes tendências destruidoras. Esses fenômenos são globais. Isso indica que estamos próximos de grandes eventos, os do final da história de horror do pecado. Sem dúvida, JESUS logo volta.

REFLEXÃO: "DESPERTEM, NAÇÕES,... Lancem a foice, pois a colheita está madura... tão grande é a maldade dessas nações! Multidões, multidões no vale da Decisão! POIS O DIA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMO, no vale da Decisão" (Joel 3:12-14)



Egito ou Deserto?

(adaptado do texto da JOVEM Priscila Miranda)

"Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver [...]. Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem [...] E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros [...] E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios" (Êxodo 14:10-29)

“Antes escravos no Egito do que morrermos no deserto” (verso 12)

Nesta passagem bíblica, os israelitas tinham saído do Egito pela mão poderosa de Deus e agora estavam no deserto, bem em frente ao Mar Vermelho, perseguidos pelos egípcios.

Neste contexto, vale dizer que Deus continua tirando seus filhos do Egito (mundo) e nos libertando da escravidão (pecado). Mas existe um preço, uma escolha a ser feita por nós. Esta escolha é o DESERTO. Não há como chegarmos à Terra Prometida (o cumprimento da vontade de Deus, a eternidade com Cristo) sem antes passarmos pelo deserto. "O deserto", é o momento em nossa vida que só poderemos recorrer ao Senhor - o mundo nos rejeitará, nos perseguirá, contudo, Deus permite que isto aconteça para nos moldar e nos transformar, para tornar-nos aptos para servi-Lo e dispostos a entregar verdadeiramente nossas vidas pelo Seu Reino.

“Não tenham medo” (verso 13)

Não tenham medo de renunciar a uma vida cristã cômoda, não tenham medo da rejeição dos outros, não tenham medo da perseguição deste mundo, NÃO TENHAM MEDO! Deus é quem guerreia por nós, quem nos livra, quem nos consola, o único que está sempre por perto para nos ajudar. Esta frase é encontrada na Bíblia 365 vezes... é como se Deus quisesse nos lembrar de nos apoiarmos nEle todos os dias do ano!

“Sigam avante” (verso 15)

Esta é a ordem de Deus, não importa quão difícil possa parecer enfrentar o deserto, a perseguição, o “mar”, a renunciar a nós mesmos, nossas vontades, até mesmo projetos de vida, para cumprir a vontade de Deus. Embora pareça que você não vai conseguir, que você não vai ser capaz de enfrentar tudo isto, o Senhor diz: SIGA AVANTE! Sabe por quê? Porque você não estará sozinho, Deus sempre estará por perto, você só precisa se dispor… seguir a Cristo de perto, não parar… Ele pelejará por nós e nEle já somos mais que vencedores!!!

“Tudo para a Glória de Deus” (verso 18)

Tudo isto acontece para que o Nome do Senhor possa ser glorificado através de nós. No “Egito” não podemos glorificar a Deus! Enquanto somos “escravos” da nossa própria natureza humana, das nossas vontades, quando somos escravos deste mundo e de tudo o que existe nele, não podemos glorificar ao Senhor! Quando permitimos que o Senhor nos liberte de tudo isso, quando aceitamos o trabalhar de Deus em nós, quando escolhemos dizer não pra nós mesmos e sim para Deus, mesmo que isto signifique ir para o deserto, aí sim, através de nós, Deus manifestará Seu poder e a Sua Glória e então seremos capazes de “viver para a Glória de Deus”.

“Deus já está lutando por nós” (verso 25)

Quando decidimos e escolhemos este caminho, Deus imediatamente já estará lutando por nós! As perseguições virão, as lutas, o deserto… O inferno não fica contente quando você se coloca na posição de Deus, de soldado do Exército do Altíssimo, mas o braço forte do Senhor é quem nos livra, pelo Seu poder, pelo Seu amor e para a Sua Glória! Para isto que fomos criados, chamados por Deus para sermos canais da Sua Glória e do Seu poder a este mundo!

Mas para isto precisamos fazer esta escolha… Escolha o deserto! Escolha a renúncia! Escolha a companhia de Deus, Liberte-se!

Deus quer nos usar para impactar esta geração! Mas antes precisamos obedecê-Lo, nos esvaziarmos de nós mesmos, permitirmos que Ele viva em nós e nos transforme conforme a Sua Vontade.

O deserto é preço que precisamos pagar… Jesus já pagou o maior preço! Ele não desceu da Sua Glória, viveu nesta terra, sofreu até a morte para que vivêssemos uma vida “comum”, de freqüentar a igreja nos finais de semana pensando que isto é suficiente, Ele morreu para que pudéssemos viver não uma vida como todas as outras, mas a Sua própria vida, andando como Ele andou, fazendo o que Ele fazia, pensando como Ele pensaria, seguindo seus passos verdadeiramente.

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais enxergamos o quanto somos indignos, o quanto precisamos da Sua Graça e Misericórdia, e é perto de Deus que o nosso coração se quebranta e podemos abrir nossas vidas para receber o trabalhar das Mãos do Oleiro, o agir do Pai em nós.

Escolha este “caminho estreito”, não seja apenas ouvinte ou “participante” do evangelho, mas viva esta Palavra, viva esta Vida que Deus tem para você!

REFLEXÃO: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça” (Isaías 59:2)

Ser Radical

(adaptado do texto da ADOLESCENTE Marcela Miranda)

“Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa" (II Pedro 3:11 - NVI)

Neste versículo Pedro encoraja os cristãos a terem vidas consagradas a Deus, pois o fim está próximo.

Todo sábado e domingo vamos a igreja, louvamos, oramos e depois voltamos para nossas casas tendo a certeza que estamos fazendo a vontade de Deus. Mas será mesmo? Ou estamos tão acomodados que não podemos enxergar? Não... isso não! Mas então por que achamos que são "RADICAIS" os missionários que vão com a sua família inteira para o campo? Por que achamos alguém "FANÁTICO" quando diz que vai fazer um jejum de 24 horas (até sem água)? Por que achamos ser "EXTREMISMO" quando o pastor fala que não podemos amar o mundo nem as coisas que nele estão?

“Todos nós tentamos chegar a Deus pela obediência às leis, e Cristo diz que nunca vamos conseguir dessa maneira. Isso é até insultante, mas é a verdade. Não é o caminho da obediência que leva à salvação, mas o caminho do amor e do relacionamento com Ele [que por consequência, nos leva à obediência aos Seus mandamentos, nos leva a imitá-Lo]. Cristo, no entanto, ainda permanece radical demais para a maioria de nós.”- Um cristão indiano, ex-extremista hindu.

A Bíblia também fala sobre cristãos que não são nem quentes nem frios e que, com isso, desagradam a Deus. Temos deixado de viver o Evangelho com ousadia.

Mas o que é ser radical?

Os significados “emprestado” são tão fortes, até distorcidos, que radical virou xingamento. Radical é ruim, é extremo, é exagerado. Bom mesmo é ser negociador, “de centro; ficar em cima do muro". Bom mesmo é buscar meio termo. Será que é? Graças a esse “bom mesmo” muita coisa que antes era preta ou branca agora anda cinza demais. Onde havia sim ou não, agora só talvez. Portanto, esquecendo dos significados emprestados, eu quero mesmo é ser radical. Mesmo que isso soe exagerado, extremo. Mesmo que isso soe…radical! Francamente, acho melhor ser assim do que viver em cima do muro, fugindo da bola dividida, fugindo de assumir uma posição. Melhor do que viver na busca do meio termo, sem antes verificar qual é o comando que vem da raiz. Melhor do que ser um dos galhos que, para ficarem bem com as folhas e os outros galhos vizinhos, desconecta-se do tronco. Famintos buscando agradar outros famintos, na ilusão de que talvez eles possam se alimentar uns aos outros. Cortam o canal da alimentação e não sabem porque morrem de fome!

Exagero? Radicalismo? Creio que não. Porque em muitas coisas Deus é radical. Para Ele, pecado é pecado. Por mais que Ele ame os pecadores, não convive com pecado. E nós, para vivermos perto dEle, precisamos chamar de pecado o que Ele chama de pecado, resolvê-lo, reconhecê-lo, sem relativizar. Sem tornar cinza o que é preto ou branco. Ele também diz que quando o amamos, temos e guardamos os seus mandamentos E quando não os temos e nem os guardamos, não o amamos (João 14:21-24). Não há meio termo. E nos ensina que o nosso falar precisa ser sim, sim, e não, não. O que não se encaixa nisso é maligno. Também nos diz que é melhor ser quente ou frio, morno jamais.

Alguém se aventura a dizer que Deus é exagerado? Extremo? Creio que não. Deus faz as coisas na medida certa, do jeito que precisar ser. Preto é preto, branco é branco, vermelho é vermelho, e mesmo o cinza quanto tem que ser cinza é cinza. Mesmo porque Deus também usa o cinza. Na hora certa, quando o negócio é esperar, Deus também pinta com o cinza. Para cada caso, Deus sempre usa a cor certa. E também nos manda agir da mesma forma. Deus nos manda pintar os quadros da nossa vida. E também nos manda agir da forma. Deus nos manda pintar os quadros da nossa vida com as cores que Ele dá.

REFLEXÃO: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (I João 2:15)

Eu sou a 100ª ovelha

(por Prof Gilson Medeiros)

"...o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido" (Mateus 18:11).

"...o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19:10).

Uma das parábolas mais conhecidas que Jesus contou foi a que fala das 100 ovelhas, dentre as quais uma se perdeu. A parábola é interpretada de variadas formas. Mas eu gosto de me imaginar como sendo aquela 100ª ovelha, a única que se desgarrou do rebanho, e pela qual o Pastor, o Bom Pastor, fez todo esforço para trazê-la de volta. Jesus é enfático ao dizer que, após ter encontrado a ovelha perdida, o Pastor se alegrou e a conduziu para casa, cheio de júbilo, porque havia resgatado uma de suas mais preciosas "amigas".

Sim, porque para o Bom Pastor a ovelha não é um mero animal, um simples objeto de lucro... não! Ele a vê como um ser vivo, alguém que tem sentimentos, que tem valor para ele, um valor que transcende o financeiro.... Ele a ama!

A lição da Escola Sabatina de alguns meses atrás nos fez lembrar sobre a EXPIAÇÃO NA CRUZ, revelando para nós um pouco do terrível resultado físico, mental e espiritual que o Sacrifício de Jesus trouxe sobre Ele, ao aproximar-se o momento da Sua entrega.

Em meio às expressões gregas, por vezes "teológicas" demais, é possível ver o quanto o nosso Deus investiu para nos resgatar das garras do pecado. O preço pago foi muito, muito elevado, e o próprio Criador do Universo teve que suportar a angústia, o cálice da ira, as trevas, o temor, o abandono... e a própria morte!

Lembro-me da letra de uma bela canção do nosso irmão Nadson Portugal:"Quem é este Homem? Por que me ama assim?!"

Frequentemente me "pego" meditando sobre a grandeza do amor de Deus por mim, um miserável pecador. Mesmo sem merecer, mesmo sendo tão falho, mesmo rejeitando tantas vezes este amor... mesmo assim o meu Pastor não desistiu de mim! Ele esteve lá, desde o gelado Getsêmani até a terrível Cruz, e em nenhum momento sequer pensou em desistir de mim. Eu era a 100ª ovelha, e precisava ser trazida de volta. No livro "Desejado de Todas as Nações" é-nos revelado que Jesus decidiu salvar o homem (eu, Gilson Medeiros da Silva), "custasse o que custasse de Sua parte". Que amor é esse?!

E as outras 99 ovelhas?

Eu fico imaginando qual terá sido a reação das outras 99 ovelhas, quando o Pastor trouxe a perdida de volta. O texto não diz... mas, como elas simbolizam seres humanos na parábola, é possível imaginar que nem todas se alegraram com a chegada da "rebelde". Afinal, foi ela mesma a culpada, por não ter permanecido junto do rebanho! Preferiu ir por outro caminho, então que suportasse as conseqüências! Ora, o Pastor deixou todas elas, sozinhas, no deserto frio para se desbravar pelos campos em busca de uma única rebelde. Até parece que ela era a preferida dEle... a queridinha! E se um lobo aparecesse enquanto Ele estivesse fora? Quem as protegeria? Elas tinham motivos para receberam a 100ª com desdém, indiferença e ira.

E o pior de tudo é que o Pastor chegou todo arranhado, todo machucado, havia passado a noite sem dormir, à procura daquela rebeldezinha, mas agora estava feliz por tê-la encontrado. Elas nunca O tinham visto tão contente. E isso deixou muitas das outras ovelhas com ciúmes... "Por que ela não ficou lá no deserto?", algumas devem ter "desejado".

E o irmão mais velho?

É curioso como nesta seqüência de parábolas sobre o que se perdera (cf. Lucas 15), Jesus também acrescentou detalhes na do "Filho Pródigo" que nos mostram o quanto o irmão mais velho dele ficou chateado com sua volta. Afinal, por que o Pai estava tão contente com o retorno daquele filho ingrato e esbanjador? Ele, o mais velho, não era suficiente? Por que ainda gastar o dinheiro que restou com uma festa em homenagem a uma pessoa tão desprezível como aquela?!

Em ambas as histórias são usados seres vivos (ovelhas e pessoas) para representarem uma só lição: a de que Deus nos ama com um amor tal que faz de tudo para nos ter de volta.

E nós?

Eu fico a imaginar como, muitas vezes, temos agido como as ovelhas ciumentas, ou como o irmão mais velho... não sentimos a mesma alegria pelos que Jesus consegue resgatar das garras do inimigo.

Quantas e quantas vezes nós já não abandonamos pelo meio do caminho aqueles "irmãos" (?) e "irmãs" (?) que preferiram se desgarrar do rebanho!? Até seus nomes fazemos questão de esquecer... Aproveite para lembrar agora mesmo, sim agora, os nomes de alguns que estiveram do seu lado nos cultos de sábado, e hoje lá não mais estarão...

Quantas e quantas reuniões de Comissão não ocorrem com o objetivo único de disciplinar os que se extraviaram!?

Quantos e quantos sermões não são pregados a cada semana apenas com o objetivo de atacar, chicotear e humilhar alguém que esteja em erro!?

Ao refletir sobre o extremo preço que Jesus pagou por nós, eu cheguei à conclusão de que não temos a mesma alegria que Ele tem ao ver pessoas deixando o mundo do pecado e tentando caminhar para a Luz. Nossa hipocrisia não permite!

Pregamos infinitas vezes sobre perdão e misericórdia, mas praticamos pouquíssimas vezes isso em nossas vidas... Falamos da importância do amor e da comunhão entre os irmãos, mas não pensamos duas vezes antes de nos unirmos para fofocar ou desdenhar deles...

Dizemos que a igreja é um "hospital", onde todos estão doentes e precisam de cura, mas nossos atos revelam que nos consideramos mesmo os Diretores da Instituição, com o "poder" de definir quem fica ou quem deve deixar a enfermaria... e morrer...

E quando algum se perde?! Ai é que nosso "amor de mentirinha" se revela... Abandonamos o irmão; deixamos que ele colha os frutos do seu próprio mau procedimento... já não o visitamos mais... não mandamos um e-mail... não gastamos os bônus do celular ligando para ele... não... nada!
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Uma vez eu ouvi alguém dizer que "a igreja é o único exército que abandona seus feridos no campo de batalha", e o "engraçado" foi que esta mesma pessoa agiu assim quando teve oportunidade de recolher um ferido, colocá-lo em seus ombros, e levá-lo à enfermaria.... nós somos assim! Infelizmente!

Perdemos horas e horas em disputas tolas sobre doutrinas, profecias, chips, marcas, selos, trombetas, teologuês, etc... mas somos incapazes de dedicar alguns minutos para ajudarmos o Pastor, o Bom Pastor, a trazer de volta aquela 100ª ovelhinha... Preferimos ficar "quentinhos" na companhia das outras 98, e deixar que Ele faça todo o trabalho sozinho.

Para quê tem servido a igreja, então?

Tenho certeza que bem perto de você há uma 100ª ovelha que está desejosa de voltar, às vezes ela apenas não sabe como fazer isso. Por que você não quebra este "paradigma", esta cultura da indiferença, e se une ao nosso Bom Pastor para trazer de volta para o rebanho esta por quem Ele deu o próprio sangue?

REFLEXÃO: "Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (João 13:35)
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Compartilhar o que temos faz a diferença

“Pedi e dar-se-vos-á...” (Mat. 7:7)

Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco... Ricardinho não aguentou o cheiro bom do pão e falou: - Pai, tô com fome!!! O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência.. - Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria à sua frente... Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois saí cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito). Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá... Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar: - Ó Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... - Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer... Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório... Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há 2 meses não recebia nada... Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias.

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho....

Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", Agenor é um novo homem - sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso....Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa... E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar... Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seus clientes....À tarde ele desce para um lanche na padaria do amigo Amaro. Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho: "Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!" (História verídica)

Se achou esta história de vida EMOCIONANTE, acredite, nós todos podemos compartilhar o pouco que temos com o nosso semelhante. Isso é imitar a Cristo. Nunca é tarde para começar!!!

REFLEXÃO: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós” (Lucas 6:38)

Fonte: Meditações Pôr do Sol 2004

Porque demoras tanto Senhor?

(adaptado do texto de Gilberto Theiss)

“Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa... ” (Êxodo 19:5-6)

Dias finais, últimos dias, tempo do fim. Estes são os dias atuais. Estamos vivendo neste mundo além do que deveríamos viver. A obra de Deus está com anos e anos de atraso e por esta razão é que afirmo que deveríamos hoje já estar vivendo no céu. Se duvidarem, leiam com muita atenção esta declaração:

“Houvesse o desígnio de Deus sido cumprido por Seu povo em dar ao mundo a mensagem de misericórdia, e Cristo haveria, antes disto, de ter vindo à Terra, e os santos teriam recebido as boas-vindas à cidade de Deus”. Testimonies, vol. 6, pág. 450.

“Sei que, se o povo de Deus houvesse mantido viva ligação com Ele, se Lhe houvessem obedecido à Palavra, estariam hoje na Canaã celestial”. Boletim da Associação Geral, 30 de março de 1903.

“Se todo vigia sobre os muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo haveria antes desta data ouvido a mensagem de advertência. A obra, porém, acha-se com atraso de anos. Enquanto os homens dormiram, Satanás marchou furtivamente sobre nós”.
Testimonies, vol. 9, pág. 29.

Se os desígnios de Deus tivessem sido cumpridos, nossos casos já teriam sido resolvidos e todos os santos já estariam vivendo no céu. Me angustio em pensar nesta possibilidade adiada. Fico aborrecido comigo mesmo ao pensar nas dores e sofrimentos que ainda miseravelmente desfrutamos neste ambiente hostil, o planeta terra sobre o poder do pecado.

O pior de tudo é que mesmo com as evidências da gravidade do tempo, parece que o professo povo cristão ainda não se aperceberam que estamos vivendo sob o risco fatal de perder a vida eterna. O conformismo, indiferença e o apego aos costumes mundanos além de estarem sendo comuns entre o povo cristão, ainda são defendidos como normas de equilíbrio e de bom senso.

Parece que o errado hoje é dizer que alguém está errado. O santo definitivamente está se transformando em profano e o que considerávamos profano está se transformando em santo. É errado dizer que determinadas músicas são erradas. É errado dizer que determinados alimentos são errados. É errado dizer que determinados tipos de bebidas são errados. É errado dizer que determinados tipos de trajes são errados. É errado dizer que certos tipos de namoro são errados.
É errado dizer que determinados lugares são impróprios para cristãos. Em outras palavras, o errado é ser santo... E assim vamos moldando nossa característica cristã mais semelhante ao mundo e mais distante do que ensinou Jesus: “Não ameis o mundo e nem as coisas que no mundo há” (I Jo 2:15).

Como conhecemos através da narrativa histórica, o povo de Israel teve sua entrada em Canaã tardada por sua infidelidade. Hoje segundo a revelação nos orienta, “é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos” Manuscrito 4, 1883.

Os mesmos pecados que adiou a entrada do povo de Israel em Canaã são os mesmos que adiam a entrada do Israel espiritual na Canaã celestial. Como no antigo Israel, a aproximação com o mundo e seus costumes e o distanciamento das normas de um céu santo expressos na Bíblia e no Espírito de Profecia é que nos tem distanciado do sonho da glorificação.

EXISTE SOLUÇÃO

Observe bem a citação acima. E se vivêssemos de maneira oposta as circunstâncias mencionadas? Se é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o povo que tem nos privado do céu, então que tal se ao invés de incredulidade vivêssemos uma vida de maior fé? Ao invés de viver uma vida de mundanismo, passássemos a tirar as coisas do mundo de nossos sentidos? Ao invés de viver uma vida com falta de consagração, começássemos a nos consagrar mais e mais purificando nossas vidas das impurezas deste mundo? Ao invés de vivermos uma vida de contenda com nossos irmãos, passássemos a ter mais compaixão, amor e docilidade com os que erram como nós? Não tenho dúvidas, conseqüentemente estaríamos mais encorajados e preocupados com a obra de Deus e com certeza nos empenharíamos mais na missão. Assim o mundo todo com mais brevidade veria a glória de Deus (Ap 18:1) e Jesus seria apressado para nos buscar, pois:

“Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 633.

“É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo fruto para Sua glória, quão rapidamente seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão”. Testimonies, vol. 8, págs. 22 e 23.

APELO FINAL

Meu querido leitor, se muitos cristãos não estão com pressa, saiba que Deus tem pressa. Gostaria de lhe sugerir que pare, pense e tenha atitude. Não fique esperando por outros para um despertamento, Desperta-te tu, pois serás um condutor para que outros se levantem como você.

Abandone já as coisas do mundo que o afasta de um viver santo e piedoso. Tenha compaixão dos que te rodeiam e os ame como se fossem a jóia mais preciosa de sua vida. Permita que o Espírito Santo o consagre e o aperfeiçoe para que as pessoas vejam o brilho do poder do evangelho em seu rosto e em todo o seu ser. Organize bem sua vida para que a obra de Deus tenha o privilégio de ter parte do seu precioso tempo, porque será um grande privilégio para você também. Dizime seu tempo para que nada e ninguém o roube de Deus.

DÍZIMO DO TEMPO - Sugestão Implacável

Este era o real desígnio desta mensagem, O DÍZIMO DO TEMPO. Muitos reclamam que não tem tempo para nada. Reclamam que não conseguem fazer nada que seja realmente útil. Por onde tenho passado realizando palestras, tenho tentado desafiar os membros a fazerem do seu tempo o que exatamente fazem com os recursos financeiros dados por Deus. Eu mesmo antes de estar empenhado totalmente na obra de Deus, não tinha tempo para nada. Mas um dia resolvi dizimar o tempo e me organizar de tal maneira que esse tempo soasse como de extrema sagracidade. Não permitia que nada atrapalhasse. Nem pessoas, nem telefonemas, nem compromissos seculares, absolutamente nada. Dizimei o tempo e com ele parece que passei a ter mais tempo. Com pouco mais de duas oras por dia separados para Deus, eu estudava a Bíblia e a lição, lia e estudava assuntos pertinentes as palestras que fazia e sempre tinha visitas e estudos para fazer. Com a dizimação do tempo para Deus e Sua obra, cresci e ao invés de perder algo na vida, acabei por ganhar mais. Deus recompensara o meu ato de empenho de tempo maior para Ele. Antes não tinha tempo para nada, mas com a dizimação do tempo passei a ter mais tempo para Deus e para as necessidades de Sua obra. Dentro de poucos meses passei até a aumentar esse tempo como se estivesse também separando a oferta do tempo.

Meu querido leitor gostaria de desafiá-lo a fazer tal dizimação do seu tempo. Sei que a vida é muito corrida, mas sei que Deus tem bênçãos maiores a lhe conceder. Sei que o mundo não pode lhe oferecer mais do que Deus pode. Não há nada que se compare quando estamos mais empenhados na missão da igreja. Nós crescemos, nossa fé cresce e amadurece, passamos a ter mais visão espiritual das coisas, passamos a orar mais, a ter mais temor de Deus e conseqüentemente Deus nos retribui com seus cuidados paternos. Ele sempre cuida de nós, mas há cuidados que só alcançamos quando nos envolvemos mais de fé em fé com o Deus da vida e da sobrevivência. Gostaria que pensasse com carinho e fizesse pelo menos um teste. Desafie você mesmo. Dizime seu tempo e use-o para a glória de Deus, para a igreja e para a missão que nos aproximará mais e mais da volta de Jesus. Depois me conte como foi sua experiência. Há pequenos grupos que precisam de você. Há pessoas que precisam de sua visita. Há seres humanos ansiosos em aprender mais da palavra de Deus. Sua igreja precisa de sua idéias e criatividades. Há evangelismos que precisam de seu apoio e abnegação. Há muito o que fazer e por esta razão é necessário de uma parcela maior de nosso tempo. Torne esse tempo tão sagrado ao ponto de não permitir que nada o tome de você e de Deus.

Entre nessa guerra para ser um vencedor, pois a vitória já está ganha no sangue do Cordeiro.

Que Deus o abençoe.

REFLEXÃO: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (I Pedro 1:15)

Fonte: http://gilbertotheiss.blogspot.com/

Os 10 Mandamentos sobre a Volta de Jesus

(por Abel Pompeu)

“E se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” S. João 14:3

I - Não terás outro objetivo em tua vida, do que o de te preparares para a volta de Jesus.

II - Não farás para ti, outra imagem mental de ti, a não ser daquela de servo bom e fiel, que ouvirá: “Entra no gozo do Teu Senhor, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei”. E apega-te a Deus a fim de seres transformado à imagem e semelhança de Jesus.

III - Não tomarás o precioso talento do tempo, que o Senhor te deu, em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o tempo de sua vida em vão, negligenciando o preparo para a Sua volta.

IV - Lembra-te da breve volta de Jesus, para preparar-te para ela. Farás todo o trabalho da tua vida, mas não te esquecerás deste maior: o de construir o teu caráter para a eternidade. Trabalharás para isso, e ajudarás a preparar o teu empregado, a tua filha, o teu filho, e teu cônjuge e todos quantos puder para entrar no eterno repouso sabático, quando Cristo voltar.

V - Honra a bem aventurada promessa da volta de Jesus em todo o teu viver, para que os dias da tua vida sejam prolongados, na feliz eternidade, na Nova Terra, para a qual, Jesus em breve virá te buscar.

VI - Não matarás em ti, pelo mundanismo, o desejo de te encontrares em breve com Jesus

VII - Não adulterarás, ou seja, corromperás a doutrina da volta de Jesus, dizendo que ela não será: literal, visível e corpórea, como ensinam as Santas Escrituras; seja fiel a ela, buscando o seu cumprimento.

VIII - Não furtarás, para nenhuma outra coisa, o tempo do teu preparo para a breve volta de Jesus.

IX - Não dirás falsamente: “O meu Senhor virá”, prejudicando assim, a ti e a outros, pelo sono espiritual; pois Ele virá em breve, como ladrão na noite.

X - Não cobiçarás, isto é, não desejarás outra coisa qualquer, como prioridade em tua vida, a não ser a coroa da Justiça que está aguardando “a todos aqueles que amarem a Sua vinda.”

Cristo vem, Prepara-te! Jesus já está voltando!

Fonte: Meditações Pôr do Sol 2004




REFLEXÃO: Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos servos as coisas que em breve devem acontecer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (Apoc 22:6-7)


Fonte do vídeo: http://www.jonatanconceicao.blogspot.com/

O Natal passou...

(adaptado de texto de autor desconhecido)

"E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre" (I João 2:17)

Pronto! A época do Natal já passou. Nada diferente do que costuma acontecer neste mundo... afinal de contas tudo passa. Alguns fatos mais rapidamente, outros mais lentamente.

Observe um menino pobre desejando o brinquedo de um menino rico. Acho que Jesus nunca comemoraria Seu aniversário do jeito como costumamos fazer. Por mais emocionante e glamouroso que seja o Natal pela visão da maioria, ele acaba marginalizando as pessoas. É uma época interessante do ponto de vista evangelístico, já que as pessoas estão mais sensíveis à mensagem de Cristo e isto é ótimo, mas como fica o coração de quem não tem? Dos que vêem alguns com tanto e eles sem nada? Eu não sei se um dia isso vai mudar [eu tenho certeza que não!]. Às vezes, chego a pensar que vai piorar, porque o capitalismo explora cada vez mais o Natal para poder vender.

Mas, graças a Deus, tudo passa – como passa a alegria de quem tem, também passa a tristeza de quem não tem! A vida continua e cada um tem que aprender a conviver com a que tem, da melhor forma possível, aproveitando o que pode ser aproveitado e jogando fora o não presta.

A vida neste mundo pode ser comparada a um lixão, onde as pessoas catam o que ainda pode ser reaproveitado. Sei que é uma visão pessimista, mas é o que ela de fato tem sido – um mundo de ilusões, de prazeres que passam e de luzes que se apagam.

Você precisa aprender a viver. E a melhor forma, pode acreditar, é fazer de Jesus o centro de sua vida. É fazer com que tudo gire em torno dEle.

Se assim você fizer, vai perceber que a força gravitacional de Cristo dará sentido lógico à vida. Você viverá bem acima do que acontece aqui. Estará com os pés na terra, mas com os olhos no céu.

Se Jesus for o centro, você não será egoísta, avarento, insensato ou tolo. Procurará neutralizar os efeitos da dor na vida das outras pessoas em sua área de influência. Será feliz porque Cristo dará sentido à sua vida.

REFLEXÃO: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5)



"Eu voltarei...





Ilustração - Journeys with the Messiah

Hoje o mundo comemora o início de um novo ciclo, "muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender" é o refrão preferido dos que vivem "intensamente" esta data.

Em outras palavras: esperança. Esperança de dias melhores, sejam quais forem os parâmetros estabelecidos pelos conceitos ideológicos ou filosóficos seguidos pelos indivíduos que campeiam por esta terra, no fundo todos estão em busca de algum tipo esperança.

No entanto, os dias em que vivemos demonstram, cada vez mais, que este mundo caído só tem uma esperança: JESUS CRISTO. Os sinais da Sua volta se multiplicam e se algo há para ser comemorado nesta data, é o fato de que falta menos um ano para este grandioso evento.

Mais do que contar anos, deveriámos contar os segundos para a volta do nosso Senhor, porque ele é fiel e prometeu: "Voltarei". Não deixe que nada, nem ninguém, retire do seu coração a esperança, a única que realmente importa, de ver Jesus voltando em glória e majestade nas nuvens do céu.

Viva hoje, intensamente, a mesma esperança do Apóstolo Paulo: "...nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados..."

Ora, vem Senhor Jesus!

Fonte - Diário da Profecia


Suco de Uva e a Memória

“Assim diz o SENHOR: Como quando se acha MOSTO num CACHO de uvas, dizem: Não o desperdices, pois HÁ BÊNÇÃO NELE... ” (Is 65:8)

Uma pesquisa realizada na Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas que tomam suco natural de uva têm melhor memória do que as que evitam consumir o produto em seu dia a dia. Os cientistas, que submeteram 12 pessoas ao consumo de suco de uva por 12 semanas, acreditam que os antioxidantes são os principais responsáveis pela notável melhora no grupo submetido à experiência. As enzimas, minerais e vitaminas que podem melhorar a memória podem ser encontradas em grande escala na casca da fruta ou em seu composto. A pesquisa foi liderada pelo médico Robert Krikorian, que apresentou as conclusões durante a conferência International Polyphenols and Health, realizada em Yorkshire, na Inglaterra.

"Enquanto não se notou nenhuma diferença significativa no grupo que não foi submetido ao tratamento, aqueles que tomaram suco de uva natural demostraram uma relevante melhora no aprendizado", disse Krikorian.

Segundo os pesquisadores, o levantamento baseado no consumo da substância sugere um progresso a curto prazo na memória de retenção e espacial, além de um avanço na memória não-verbal.

Krikorian afirma que o suco pode beneficiar, principalmente, idosos, ajudando-os a preservar as funções congnitivas e reverter o quadro de perda de memória, comum na idade avançada.

Um estudo americano realizado em 2006 pela Universidade Vanderbilt indicou que beber sucos de frutas e vegetais pode diminuir os riscos do desenvolvimento do mal de Alzheimer.

Segundo a pesquisa, as chances de adquirir a doença são 76% menores em pacientes que tomam sucos naturais pelo menos três vezes por semana.

REFLEXÃO: “O vinho é ESCARNECEDOR, a bebida forte ALVOROÇADORA; e todo aquele que neles errar NUNCA SERÁ SÁBIO.” (Provérbios 20:1)



Bebidas alcóolicas

(adaptado do texto de Elisabete Ferraz Sanches)

"O VINHO é zombador e a BEBIDA FERMENTADA provoca brigas; NÃO é SÁBIO deixar-se dominar por eles" (Provérbios 20:1) - NVI

Homens e mulheres encontram o sentido da vida na cerveja, na vodca, na caipirinha. Não é a bebida em si, mas o efeito que provoca: o esquecimento de si e do mundo. Bebem para liberar um “eu recôndito”, para dançar, desinibir, falar coisas que não diriam se estivessem sóbrios.

Bebem para comemorar, bebem para aliviar a dor. Paradoxalmente, estejam felizes ou tristes, o mesmo método será usado.

Se você quer a alienação de si mesmo, é porque sua vida já perdeu o sentido há muito tempo. É preciso se divertir, dar risada, entrar em estado de graça. O álcool proporcionará tudo isso? Quem bebe é feliz, faz amizades, diverte-se, aproveita mais? No dia seguinte, vem a ressaca. Vale a pena? Os problemas foram resolvidos? As dores melhoraram? Laços de amizades verdadeiras foram feitos? As pessoas foram mais amadas do que antes? Provavelmente, não.

Como alguém pode “curtir a vida”, se precisa fugir dela? Extasiada pela bebida, o que a pessoa viu? Nada. Só o próprio vômito, suas entranhas, seu corpo pedindo socorro, sua alma afogada em álcool, uma insuportável dor de cabeça. Mas muitos dirão: “Eu sou feliz, por isso bebo.” Certo. Pergunte para si mesmo: Eu quero uma cerveja gelada ou um abraço quente? Eu quero uma caipirinha ou compreensão? Eu quero vodca ou uma palavra amiga?

Uma pesquisa feita pelo projeto Este Jovem Brasileiro, desenvolvida pelo Portal Educacional em conjunto com o psiquiatra Jairo Bouer, ouviu 11.846 alunos de 96 escolas particulares de todo o Brasil e conclui que grande parte dos adolescentes começam a beber devido a problemas familiares, mal exemplo dos pais consumidores de bebidas e, imagine, jovens sem uma religião e com desempenho fraco no colégio. Pelo que parece, eles não começam a beber por excesso de felicidade.

Não é preciso mencionar as enfermidades físicas causadas pela ingestão de álcool, como a esteatose, cirrose, inflamação no miocárdio, pancreatite, neuropatia, além, é claro, de sua ação depressiva no cérebro e no sistema nervoso central. Mas por que as pessoas bebem, então? Por falta de amor próprio? Pelo contrário, elas se amam tanto que, por medo e desespero de não receberem a valorização que merecem, jogam-se em um líquido qualquer para arrebatá-las da solidão e dessa vida difícil e dura. Em um folheto publicado pelo Conselho Nacional de Alcoolismo de Nova York, podemos encontrar frases do tipo: “O alcoólatra é notavelmente sensível. Mas, para ele, essa sensibilidade não é uma característica saudável e construtiva. Em vez de ampliar seus horizontes e aumentar sua capacidade criativa, como a sensibilidade faz em pessoas saudáveis, ela limita os horizontes do alcoólatra, virando-o para dentro, onde escapa do mundo que não o compreende.” Se é assim, cada ser entregue à bebida, na verdade, precisava de outra coisa: compreensão, amor, apoio e, até mesmo, repreensão dura, porém amorosa, como a de uma mãe, de um pai. Será que alguém se destrói por livre e espontânea vontade? Ou será que esse alguém foi destruído em seus sonhos mais íntimos e agora acha que está tudo acabado? Sim, está tudo acabado quando decidimos nos entregar e enterrar nossa última quimera. E não se trata de alcoolismo crônico – aquele que bebe socialmente também é um ébrio social.

Mas como recomeçar? Com uma simples atitude, mudando uma vírgula aqui e uma letra ali: SER, VEJA o sentido da vida!

Ser, veja o amor de Deus, o amor do outro, as bênçãos que tem nas mãos, enquanto muitos nem mãos têm, mas que, mesmo assim, agarram as benesses. Não diga “tudo foi pro brejo pra mim” ou “está tudo perdido”. Não está. Mário de Andrade dizia: “Sou pelo nivelamento por alto, não por baixo.” Infelizmente, é mais fácil nivelar pelo chão, se jogar na lama do que alcançar uma lâmpada. Nossa lâmpada é Deus e, muitas vezes, Ele desce para nos alcançar, porque conhece nossas fraquezas. Não nos manda um avião do tipo Concorde, porque esse não nos alcançaria; manda um barquinho, uma canoa que nos alcance no brejo, no rio da solidão. Ser, veja o sentido da vida, suba no barquinho e fique inebriado pelo poder do Senhor.

REFLEXÃO: "O temor do Senhor conduz à vida: quem O teme pode descansar em paz, livre de problemas" (Provérbios 19:23) - NVI


Porque não bebo Bebida Alcóolica

(adaptado do texto de Tom Shepherd*)

"Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até à noite!" (Isaías 5:11) - NVI

De tempos em tempos, a imprensa popular divulga que uma taça de vinho diariamente ajuda na prevenção de doenças. Para muitas pessoas, isso confirma a crença comum de que a Bíblia aprova o uso moderado de bebidas alcoólicas. Não entendem por que os adventistitas do sétimo dia são totalmente contra o seu uso. Escrevo para explicar o porquê, tanto da perspectiva bíblica como da saúde.

O Vinho e a Cerveja no Antigo Testamento
Vários termos hebraicos e gregos que se referem ao vinho e à cerveja são usados nas Escrituras. Fazem-se comentários, tanto positivos como negativos, sobre essas bebidas. Grande parte das referências sobre o vinho no Gênesis fala sobre eventos negativos – Noé fica bêbado em Gênesis 9, as duas filhas de Ló praticam incesto com seu pai após embriagá-lo com vinho (Gn 19) e Jacó engana Isaque com comida e vinho (Gn 27). Entretanto, podem-se encontrar referências como a de Números 18:12: “Todo o melhor do azeite, do mosto e dos cereais, as suas primícias que derem ao Senhor, dei-as a ti.” Geralmente os comentários positivos sobre o vinho referem-se à abundância dos alimentos produzidos na Palestina – óleo de oliva, grãos e vinho (Dt 7:13; Jr 31:12).

Mesmo assim, os comentários negativos persistem: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Pv 20:1). Provérbios 23:29-35 descreve as desgraças causadas pelo alcoolismo.

O Que Dizer de Jesus em Relação ao Vinho?
Alguns podem responder que isso é aplicável apenas nos casos de abuso do álcool. Jesus não produziu uma abundância de vinho no casamento de Caná?(João 2). Realmente, Ele fez cerca de 600 litros de vinho (do grego oinos) para a festa. Entretanto, como muitas referências positivas sobre o vinho no Antigo Testamento, a referência a oinos está num contexto em que descreve um evento festivo em que a abundância de comida e bebida é o ponto alto dessa alegre ocasião. Além disso, note que as palavras do mestre-sala soam como um provérbio: “Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior.” E continua falando: “Tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.”1

Esse “dito popular” é visto por muitos como um comentário astuto de alguém sob o efeito entorpecente do álcool. Quando as pessoas começam a beber, têm condições de perceber a qualidade do vinho. Porém, após ficarem bêbadas, tudo parece igual; assim, para que gastar o bom vinho com quem já está bêbado?2

Entretanto, omitem o elemento-chave do texto e interpretam erroneamente o significado da comida e da bebida num ambiente festivo. O elemento-chave ignorado é o fato de que o mestre-sala da festa ainda podia perceber a diferença entre o bom vinho e o inferior. Obviamente, ele não estava bêbado e era também óbvio que havia bebido o vinho servido anteriormente, de modo que percebeu a diferença. O significado de comida e bebida numa festa é que a abundância fazia parte da alegria. Intimamente ligado a isso, estava a tradicional e profunda ênfase na hospitalidade. Em tal cenário de normas sociais, servir o “bom vinho” aos convidados no início da festa seria uma forma de honrá-los.

Conduta cristã
Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzem em nossa vida pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. Isso significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões do gosto e beleza cristãos. Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranquilo. Significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar a alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras. Visto que as bebidas alcoólicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais ao nosso corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar. (Rm 12:1, 2; 1Jo 2:6; Ef 5:1-21; Fl 4:8; 2Co 10:5; 6:14–7:1; 1Pe 3:1-4; 1Co 6:19, 20; 10:31; Lv 11:1-47; 3Jo 2.)Além disso, há ocasiões na literatura grega onde oinos é claramente de natureza não alcoólica, sendo razoável crer que, nesse contexto, esse foi exatamente o tipo de bebida providenciado por Jesus.3

Abstinência é um Imperativo Moral?
Alguns podem admitir que, após essa explicação, pode-se apoiar o valor de uma vida sem bebidas alcoólicas. Mas isso é um imperativo moral? Várias linhas de evidências sugerem que sim. Primeiro, as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram as pesadas perdas provocadas pelo álcool.4 Elas representam cerca de 1,8 milhões de mortes, por ano, em todo o mundo (3,2% do total de mortes) e 58,3 milhões de anos de vida, incluindo incapacidades (4,0 por cento do total).

O álcool é responsável também, em todo o mundo, por 20 a 30% das mortes por câncer de esôfago, câncer de fígado, cirrose hepática, homicídio, epilepsia e acidentes automobilísticos. Seu consumo está aumentando nos países em desenvolvimento, com quase nenhuma infra-estrutura para prevenção e tratamento dos problemas associados aos efeitos do álcool. Se não for por outra razão, além da preocupação que devemos ter com o nosso semelhante, temos a responsabilidade de pregar e ensinar total abstinência do álcool.

Estar Prontos para o Retorno de Jesus
Há uma razão ainda mais importante que apoia a total abstinência. É o breve retorno de Jesus Cristo! O Novo Testamento está repleto de advertências para permanecermos sóbrios à luz do breve retorno do Senhor (Lc 21:34-36; 1Pe 1:13). A esse conceito dou o nome de temperança escatológica. Em contraste, o álcool adormece a mente! Seu uso conflita com as instruções de Jesus para permanecermos alerta todo o tempo.

Às vezes, as pessoas perguntam se esse ou aquele mandamento ainda se aplica a nós hoje. Com frequência, questionam se ainda é válido. Raramente consideram a possibilidade de que alguns mandamentos podem ser aplicados muito mais a nossos dias do que ao passado. Creio que é o caso da abstinência do álcool. No antigo mundo mediterrâneo, as bebidas alcoólicas já existiam, mas não eram disponíveis em abundância para a maioria do povo. Além disso, seu teor alcoólico não era maior que 10 a 15%, no caso do vinho (apenas 4 a 6% na cerveja), e o vinho, geralmente, era diluído em até três partes de água para uso normal.5 A situação é completamente diferente no mundo de hoje, no qual o álcool é muito mais facilmente acessível e em concentrações muito mais altas nas bebidas destiladas (comumente 40 a 60%). As estatísticas da OMS mostram uma triste história de desgraças causadas pelo álcool e como sua sombra está se espalhando ao redor do globo.

Sou um adventista do sétimo dia e aguardo a vinda de Jesus! À luz desse grande evento, creio que devo manter minha mente e corpo prontos e alerta para agir o tempo todo. Creio que tenho a responsabilidade de ajudar meu próximo a se preparar para o retorno do nosso Senhor e que um estilo de vida saudável é coerente com as Escrituras e um dever do cristão. É por isso que não uso bebida alcoólica.

1)- João 2:10.
2)- O verbo grego é methusko, que significa “ficar bêbado” ou “beber à vontade”.
3)- Veja Aristóteles, Meteorologica 384.a.4-5 e 388.b.9-13 para o uso genérico do termo oinos.
4)- Estatísticas do Web site da Organização Mundial de Saúde, www.who.int/substance_abuse/facts/alcohol/en/index.html.
5)- “Vinho sem mistura” de Apocalipse 14:10 seria o vinho sem a adição de água. Na dramática advertência de Apocalipse 14, a ira de Deus é revelada, sem misturar-se à misericórdia. Para referências sobre a diluição do vinho, veja David E. Aune, Revelation 6-16, Word Biblical Commentary, vol. 52b (Nashville: Thomas Nelson, 1998), p. 833.

REFLEXÃO: "Como é feliz o homem constante no temor do Senhor! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça" (Provérbios 28:14) - NVI

*Tom Shepherd, Ph.D., Dr. P.H., é professor de interpretação do Novo Testamento no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia na Universidade Andrews.

Fonte: Adventist World - Outubro/2009

Feliz Natal!

"Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11)



REFLEXÃO: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6)

Fonte: www.youtube.com - Andre Rieu - "Silent Night, Holy Night"

Natal

(adaptado do texto de Amiltom de Menezes e Leandro)

“O VERBO SE FEZ CARNE, E HABITOU ENTRE NÓS” (João 1: 14)

Natal - Palavra originária do latim "natalis" que significa nascimento ou dia de aniversário, do nascimento. Para o mundo cristão, é o dia do nascimento de Cristo. É o feriado mais importante da cristandade.

Mas nasceu Jesus de fato no dia 25 de dezembro?
Não existe nenhuma informação na Bíblia sobre a data do nascimento de Jesus. Mesmo em fontes históricas insuspeitas, não há elementos suficientes para que se possa fixar o dia e o mês do nascimento de Cristo.

John Davis declarou que a data de 25 de dezembro para o nascimento de Cristo começou no Séc. IV, sem autoridade que a justificasse.
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O manual bíblico de Halley confirma o que John Davis afirmou, e diz ainda mais: 'No oriente, era o dia 06 de janeiro. O fato de se agasalharem os pastores com o seu rebanho ao ar livre da primavera ao outono, e não no inverno, sugere que Jesus não podia nascer nesta estação fria".
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A Enciclopédia Britânica diz ser inviável a data de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus, e também afirma: "As igrejas orientais fixaram-se no dia 6 de janeiro e acusaram os ocidentais por celebrarem o natal no dia 25 de dezembro, mas no fim do 4º século, o dia 25 de dezembro também foi adotado no Oriente."
Alguns estudiosos da Palestina são unânimes em afirmar que o nascimento de Cristo não podia ter sido em 25 de dezembro, pelo fato dos pastores estarem pernoitando no campo com seus rebanhos. Para eles, o nascimento de Cristo foi no mês de abril ou em outubro.

Ainda que o dia exato seja por nós ignorado, a realidade do Seu nascimento é um fato histórico de profunda significação para nós. Não importa a data, importa apenas que Ele se fez carne e habitou entre nós.
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Por quê, então, esta data foi escolhida para a comemoração do natal?
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A Enciclopédia Britânica, ao falar do nascimento de Jesus, declara: "em 354, nas igrejas Ocidentais, incluindo a de Roma, celebrava-se o natal em 25 de dezembro, era uma data erroneamente dada como o solstício do inverno, em que os dias começam a aumentar, data da festa central do mitraísmo, o 'natalis invieti solis' ou "aniversário do sol invencível".
Ao se afastar de Deus, o homem cria os seus próprios cultos, e destes, o que mais se destacou entre os pagãos, foi o culto ao deus do sol, por ser a fonte suprema de energia e o causador da fecundidade. Os nomes históricos revelam esta idolatria ao sol. Por exemplo: Faraó significa "Sol", Belsazar = Príncipe de Bel. Sol; Nabucodonosor = o sol protege minha coroa.

A história confirma que o imperador Constantino, o ano 313 d.C. adotou o cristianismo como sua religião, esse fato levou os dirigentes da igreja a racionalizarem; tornou-se uma boa política que se transformasse as festas mais populares dos pagãos em festas cristãs.
Entre os romanos, o Carnaval era de 17 a 24 de dezembro, e o dia religioso para eles, era o culto ao deus Sol. Por isto, os cristãos da época associaram Cristo como o "Sol da Justiça", a "Luz do mundo", para que fosse lembrado o Seu nascimento no dia do culto pagão ao Deus Sol. Por tudo isso posto, foi escolhido a data de 25 de dezembro para o Natal.

É pecado então comemorar o Natal?

Quanto a celebrar ou não o Natal, as opiniões se dividem. Algumas pessoas cristãs acham que pode, outras acham que não pode.

Não é pecado - ou mesmo um erro - utilizar a data de 25 de Dezembro para comemorar o nascimento de Cristo. A palavra de Deus dá-me respaldo para dizer isto, pois nunca foi contra o celebrar algo. Explico: Como vimos acima Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, isto é um fato inegável. Mas supormos que seja errado utilizar esta data para comemorar o nascimento do Mestre, para falar do seu amor e salvação (este deve ser o motivo principal de usarmos a data) talvez seja um pouco de extremismo de nossa parte. Digo isto porque no dia 25 de Dez. é o momento em que os corações se tornam mais sensíveis a ouvir acerca de Jesus, pois o espírito de natal contagia a todos; por isto, temos de aproveitar esta oportunidade.
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A fim de aproveitar as oportunidades, o apóstolo Paulo adaptava-se ao modo de pensar das pessoas a fim de ganha-los para Cristo (não a um modo de pensar pecaminoso). (Leia atentamente 1 Co 9:19-23); podemos fazer o mesmo.
Se usarmos corretamente este dia, se não nos afastarmos da essência da celebração do mesmo (falar de Jesus e Sua salvação), não estaremos errando.

Não celebrar o natal apenas pelo fato de ter-se originado com os povos pagãos não é um argumento muito convincente. Veja bem, os pagãos contribuíram grandemente para que surgisse a escrita. Se avaliarmos por este prisma, então teríamos de admitir que não deveríamos também escrever.

O utilizar uma data não é uma questão moral, que afete nossa espiritualidade e relacionamento com Deus. Se o fosse, o caso seria diferente.

Que mal existe em presentear os nossos queridos, demonstrando a eles o quanto são especiais para nós? Podemos fazer isto sem esquecer dos pobres que necessitam de nós.

Jamais devemos nos esquecer que a essência da religião é servir. Comemorar o natal é uma grande oportunidade de colocarmos em prática um pouco mais a essência da religião de Cristo: AJUDAR AOS NECESSITADOS E LEVAR-LHES O EVANGELHO.

REFLEXÃO: "Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo" (Tiago 1:27)

O presente real: Jesus

(adaptado do texto de autor desconhecido)

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos” (Filipenses 4:4)

Quantos esforços são feitos nesta época do Natal para alegrar com presentes os que são chegados! Não se poupa tempo ou dinheiro neste intúito. A satisfação de quem recebe um presente com gratidão e o utiliza reflete-se naquele que o presenteou.

Mas como são pequenos e fúteis todos os esforços humanos e as experiências com nossos presentes, quando avaliamos a grandiosidade e a profundidade do presente singular e incomparável que Deus, em Seu amor ilimitado, deu a nós seres humanos no Natal: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou..." (Rm 8.32).

O Filho de Deus foi entregue para morrer em nosso lugar e com sua morte expiou a culpa do nosso pecado, abrindo novamente o caminho para Deus, dando-nos a vida eterna! Por isso Paulo prossegue em Romanos 8.32, exclamando com alegria: "... porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" Este é realmente um presente de rei, um presente que nos foi dado quando Jesus tornou-se homem, sem o qual estaríamos perdidos. Jesus "se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl 1.4).

Os nossos presentes terrenos sempre são apenas símbolos do nosso apreço por alguém. Mas Deus, ao contrário, deu-se a Si mesmo "integralmente". Ele realmente investiu tudo para a nossa salvação. Como procedemos com o Seu presente? Estamos sempre conscientes da ilimitada grandeza do Seu sacrifício? Temos também consciência do ilimitado esforço que Deus fez em favor de nós pecadores? Além disso, como aceitamos o Seu presente? Se temos que agradecer quando recebemos presentes das pessoas que nos querem bem, quanto mais devemos agradecer e valorizar esse presente de Deus! E também devemos usufruir desse presente em toda a sua plenitude.

Mas isso somente acontece quando estamos dispostos a entregar a Deus tudo aquilo que gostaríamos de guardar para nós mesmos. Não são as coisas exteriores as que realmente importam, o que devemos entregar ao Senhor é o mais íntimo do nosso ser, aquilo que consideramos nossa vida particular, que não gostamos de expor a mais ninguém. O que está em jogo é o meu coração. Sobre meu coração, que eu gostaria de ver reservado só para mim, Deus coloca a Sua mão e diz: "Dá-me, filho meu [ou filha minha], o teu coração" (Pv 23.26).

Deus quer o meu coração, pois justamente nele Jesus deseja ser o único e absoluto Senhor e Mestre, e essa é ao mesmo tempo a condição imprescindível para que Ele realmente possa dar-me tudo em Jesus Cristo.

A festa do Natal deveria sempre recordar de maneira viva essa profunda verdade de que Jesus é o maior presente de Deus para nós, e não qualquer outro tipo de presente que esta terra possa vir a nos oferecer. Essa festa também serve como um referencial de como nos preocupamos a respeito de como procedemos em relação a tal presente. Você já aceitou essa dádiva com gratidão ardente e entregou a Ele o seu coração? Ele nasceu há mais de 2000 anos, mas tudo isto só terá sentido se Ele nascer no seu coração e ali habitar por todos os dias da sua vida!

REFLEXÃO: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16)



Jesus ensina um empresário

(adaptado dos textos do Pr. Rubens M. Scheffel)

"Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!" (Jeremias 48:10)

Um empresário estava almoçando com seu amigo Dênis e lhe contou que estava tendo problemas com dois de seus funcionários. Sua nova secretária não conseguia digitar uma carta sem cometer dois erros ortográficos por página. E um representante de vendas não estava alcançando as quotas estabelecidas pela empresa.

O empresário havia aconselhado os dois funcionários, mostrando-lhes como realizar um trabalho melhor, e lhes havia explicado os benefícios que a firma e os funcionários teriam através de um trabalho bem feito. Mas, apesar disso, o desempenho dos dois funcionários continuava abaixo do esperado.

– Às vezes fico tão frustrado com o trabalho relapso, – continuou ele, – que ajo como um tirano e grito com eles. E eu sei que um cristão não deve se comportar dessa maneira. Fico me perguntando como Jesus agiria nessa situação. Você acha que Jesus seria um patrão difícil?

– Os seus problemas são pequenos, se comparados com os que Jesus enfrentou – respondeu Dênis. – Sua secretária não consegue digitar corretamente. Mas o que é isso, comparado com um indivíduo chamado Judas, que parece muito eficiente, mas está planejando traí-lo por dinheiro? Seu representante não consegue alcançar a quota. Mas o que é isso, comparado com alguém como Pedro, que é seu companheiro de viagem e pode desembainhar a espada a qualquer momento e tentar matar quem discordar de você? Jesus gastou mais de três anos ensinando, aconselhando e capacitando Seus discípulos e, no fim, eles O abandonaram.

Jesus curou a sogra de Pedro. No entanto, Pedro negou três vezes que O conhecia. Ele operou o milagre da multiplicação dos pães e peixes para cinco mil pessoas, e fez os discípulos distribuir o alimento. Mas esses discípulos não conseguiram ficar acordados e orar com Jesus no jardim do Getsêmani. Jesus predisse que ressuscitaria dos mortos. Mas Tomé disse que não acreditaria enquanto não tocasse em Suas feridas.

– Você não pode desistir – continuou Dênis. – Incentivar e treinar pessoas são dois processos que nunca terminam. E há dois métodos que Jesus usou, e que você poderá usar também. Talvez seja esse o segredo que acabou dando resultado na vida e obra dos discípulos, posteriormente.

(1) Em vez de apontar os erros, Ele preferiu descobrir seus acertos e elogiar-lhes o esforço. Por exemplo: quando Pedro se tornou o primeiro discípulo a reconhecer Jesus como o esperado Messias, Jesus honrou a fé de Pedro dizendo-lhe que sua confissão fora motivada por revelação de Deus Pai, confissão na qual Pedro reconhece que Jesus é o Messias, sobre o qual a igreja seria estabelecida. Esta foi uma excelente motivação para ele.

Cada vez que você chama a secretária e lhe diz: “Você digitou errado de novo”, lhe transmite a ideia de que você espera que ela erre.

Você não a motivou a agir de modo diferente.

– E o que você acha que Jesus faria? – perguntou o amigo.

– Eu acho que toda vez que a secretária digitasse um texto sem erros, Jesus a chamaria e lhe diria que um trabalho excelente como esse teria ótima repercussão na imagem da empresa e que ela parecia estar melhorando dia a dia em seu trabalho. Isto faria com que ela se sentisse valorizada e motivada a digitar com perfeição as cartas.

(2) Sempre que os discípulos nutriam dúvidas sobre o trabalho, Jesus reafirmava-lhes os alvos e objetivos, lembrando-os da importância da missão. Veja: “Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-Se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:16-19).

Após a ressurreição, Cristo apareceu primeiro ao apóstolo Pedro, e depois aos outros discípulos (Lc 24:34, 1Co 15:5). O encontro com Pedro era prioritário para Jesus. E isso fez Pedro entender que seus fracassos anteriores estavam perdoados e esquecidos. Cheio do Espírito Santo, ele pregou um sermão, no Pentecostes, que levou à conversão 3.000 pessoas. Que mudança extraordinária!

O perdão de Cristo e a reafirmação de que Ele continuava acreditando na capacidade do Seu discípulo promoveu essa tremenda transformação.

REFLEXÃO: "Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas" (Atos 2:41)


Alegorias e parábolas

(Pr Rubens M. Scheffel)

"Então, se aproximaram os discípulos e Lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?" (Mateus 13:10)

Na Bíblia há vários sistemas literários, como alegorias, parábolas, metáforas, hipérboles, provérbios, poesias e outros mais. Vamos ver os dois primeiros hoje.

Alegoria é um modo de expressão que apresenta um objeto para dar ideia de outro. Um exemplo disto se encontra no Salmo 80, onde Israel é comparado a uma videira do Egito. Essa muda tenra foi transplantada e deitou raízes na Terra Prometida. Isto ilustra como Deus trouxe o Seu povo do cativeiro egípcio e os levou para a Palestina, onde eles prosperaram e se multiplicaram. Em João 15 Cristo usa uma alegoria semelhante – a da videira e os ramos.

A parábola típica utiliza-se de um evento comum da vida natural para acentuar ou esclarecer uma importante verdade espiritual. As parábolas eram um dos sistemas de ensino preferidos por Cristo.

Em Mateus 13:10, 11, Jesus explicou aos discípulos por que falava por parábolas. O primeiro objetivo é revelar a verdade aos crentes. E o segundo é exatamente o oposto: ocultar a verdade daqueles que endurecem o coração contra ela. Vamos ver como as parábolas ajudam a compreender algumas verdades que Cristo queria que ficassem guardadas para sempre na memória.

Se Jesus tivesse dito: “Vocês devem ser persistentes em sua vida de oração”, Seus ouvintes esqueceriam disso cinco minutos depois. Em vez disso, contou-lhes uma parábola, de uma viúva, que continuou rogando a um juiz iníquo que a ajudasse, até que o juiz, por fim, resolveu atender aos pedidos dela e fazê-la parar com as queixas (Lc 18).

Cristo, então, fez a aplicação da parábola: se um juiz injusto, que pouco se importa com uma viúva, pode ser levado a agir mediante súplicas persistentes, quanto mais um amorável Pai celestial responderá aos que são constantes em orar a Ele.

De igual modo, Cristo poderia ter dito: “Sejam humildes quando orarem”. Em vez disso, contou-lhes a parábola do fariseu e do publicano, que subiram ao templo para orar (Lc 18:9-14). O orgulho ridículo do fariseu e a humildade do publicano ensinam a lição de Cristo de modo simples, mas inesquecível.

Através de Suas parábolas, Cristo tornou o reino de Deus compreensível aos humildes de coração. E delas emerge a grande verdade: se você se sente à vontade com o reino de Deus aqui e agora, também o sentirá durante a eternidade. E a recíproca é verdadeira.

REFLEXÃO: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (I João 5:11-12)


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