O dia em que o sol brilhará à meia noite

(por Filipe Reis)

“Porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição...” (I Tess 5:2-3)

'O mais longo eclipse total do sol do século XXI mergulhou nesta última quarta-feira (22/07) uma parte da Ásia nas trevas, podendo ter sido observado por dois mil milhões de pessoas. O sol ficou totalmente encoberto pela Lua numa zona pouco habitada do Pacífico durante 6 minutos e 39 segundos, uma duração recorde que só virá a ser batida no ano de 2132. O eclipse foi observado por dois mil milhões de pessoas, um recorde na história da humanidade.

O eclipse total demorou menos tempo na Índia (três a quatro minutos) e na megalópole de Xangai (cinco minutos), mas nas duas regiões o céu espessamente coberto de nuvens impediu a observação do fenómeno. Chuvas torrenciais abateram-se sobre Bombaim, na costa ocidental da Índia, tornando inúteis as lentes escuras compradas por muitos para observar o eclipse.'

Fonte: Expresso (com gráfico animado)

Este acontecimento fez-me lembrar uma PROFECIA sobre o ÚLTIMO DIA da HISTÓRIA DA TERRA, quando o sol brilhará como toda a sua força... à meia noite.

Leia este trecho de 'O Grande Conflito', da escritora Ellen G. White, págs. 636-642:

'É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na Natureza parece desviado de seu curso. As correntes de água deixam de fluir. Nuvens negras e pesadas sobem e chocam-se umas nas outras. Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito.” Apoc. 16:17.

Essa voz abala os céus e a Terra. Há um grande terremoto “como nunca tinha havido desde que há homens sobre a Terra; tal foi este tão grande terremoto.” (Apoc. 16:18). O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e anfractuosas rochas são espalhadas por todos os lados. Há um estrondo como de uma tempestade a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do furacão, semelhante à voz de demônios na missão de destruir. A Terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a revolver-se. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas. A grande Babilônia veio em lembrança perante Deus, “para lhe dar o cálice do vinho da indignação da Sua ira” (Apoc. 16:19 e 21). Grandes pedras de saraiva, cada uma “do peso de um talento”, estão a fazer sua obra de destruição. As mais orgulhosas cidades da Terra são derribadas. Os suntuosos palácios em que os grandes homens do mundo dissiparam suas riquezas com a glorificação própria, desmoronam-se diante de seus olhos. As paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado.

Abrem-se sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dan. 12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. “Os mesmos que O traspassaram” (Apoc. 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes.

Densas nuvens ainda cobrem o céu; contudo o Sol de quando em quando irrompe, aparecendo como o olhar vingador de Jeová. Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas. Por sobre o estrondo medonho do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a sorte dos ímpios. As palavras proferidas não são compreendidas por todos; entendem-nas, porém, distintamente os falsos ensinadores. Os que pouco antes eram tão descuidados, tão jactanciosos e desafiadores, tão exultantes em sua crueldade para com o povo de Deus, observador dos mandamentos, acham-se agora vencidos pela consternação, e a estremecer de medo. Ouve-se o seu pranto acima do som dos elementos. Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder, enquanto homens estão suplicando misericórdia e rastejando em abjeto terror.

Disseram os profetas da antiguidade, ao contemplar em santa visão o dia de Deus: “Uivai, porque o dia do Senhor está perto; vem do Todo-poderoso como assolação” (Isaías 13:6). “Entra nas rochas e esconde-te no pó, da presença espantosa do Senhor e da glória da Sua majestade. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada; e só o Senhor será exaltado naquele dia. Porque o dia do Senhor dos exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido.” “Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, e meter-se-á pelas fendas das rochas, pelas cavernas das penhas, por causa da presença espantosa do Senhor, e por causa da glória da Sua majestade, quando Ele Se levantar para assombrar a Terra” (Isa. 2:10, 20-21).

Por uma fenda nas nuvens, fulgura uma estrela cujo brilho aumenta quadruplicadamente em contraste com as trevas. Fala de esperança e alegria aos fiéis, mas de severidade e ira aos transgressores da lei de Deus. Os que tudo sacrificaram por Cristo estão agora em segurança, como que escondidos no lugar secreto do pavilhão do Senhor. Foram provados, e perante o mundo e os desprezadores da verdade, evidenciaram sua fidelidade Àquele que por eles morreu. Uma mudança maravilhosa sobreveio aos que mantiveram firme integridade em face mesmo da morte. Foram subitamente libertos da negra e terrível tirania de homens transformados em demônios. Seu rosto, pouco antes tão pálido, ansioso e descomposto, resplandece agora de admiração, fé e amor. Sua voz ergue-se em cântico triunfal: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a Terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Sal. 46:1-3).

Enquanto estas palavras de santa confiança ascendem a Deus, as nuvens recuam, e se vêem os constelados céus, indescritivelmente gloriosos em contraste com o firmamento negro e carregado de cada lado. A glória da cidade celestial emana de suas portas entreabertas. Aparece então de encontro ao céu uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: “Os céus anunciarão a Sua justiça; pois Deus mesmo é o juiz” (Salmo 50:6). Aquela santa lei, a justiça de Deus, que por entre trovões e chamas foi do Sinai proclamada como guia da vida, revela-se agora aos homens como a regra do juízo. A mão abre as tábuas, e vêem-se os preceitos do decálogo, como que traçados com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler. Desperta-se a memória, varrem-se de todas as mentes as trevas da superstição e heresia, e os dez preceitos divinos, breves, compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os habitantes da Terra.

É impossível descrever o horror e desespero dos que pisaram os santos mandamentos de Deus. O Senhor lhes deu Sua lei; eles poderiam haver aferido seu caráter por ela, e conhecido seus defeitos enquanto ainda havia oportunidade para arrependimento e correção; mas, a fim de conseguir o favor do mundo, puseram de parte seus preceitos e ensinaram outros a transgredir. Esforçaram-se por compelir o povo de Deus a profanar o Seu sábado. Agora são condenados por aquela lei que desprezaram. Com terrível clareza vêem que se acham sem desculpas. Escolheram a quem servir e adorar. “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que O não serve” (Mal. 3:18).

Os inimigos da lei de Deus, desde o ministro até ao menor dentre eles, têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde vêem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Tarde demais vêem a verdadeira natureza de seu sábado espúrio, e o fundamento arenoso sobre o qual estiveram a construir. Acham que estiveram a combater contra Deus. Ensinadores religiosos conduziram almas à perdição, ao mesmo tempo que professavam guiá-las às portas do Paraíso. Antes do dia do ajuste final de contas, não se conhecerá quão grande é a responsabilidade dos homens no mister sagrado, e quão terríveis são os resultados de sua infidelidade. Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma única alma. Terrível será a condenação daquele a quem Deus disser: Retira-te, mau servo.

A voz de Deus é ouvida no Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto eterno com Seu povo. Semelhantes a estrondos do mais forte trovão, Suas palavras ecoam pela Terra inteira. O Israel de Deus fica a ouvir, com o olhar fixo no alto. Têm o semblante iluminado com a Sua glória, brilhante como o rosto de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E, quando se pronuncia a bênção sobre os que honraram a Deus, santificando o Seu sábado, há uma grande aclamação de vitória.

Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. Agora, não como “Homem de dores”, para sorver o amargo cálice da ignomínia e miséria, vem Ele vitorioso no Céu e na Terra para julgar os vivos e os mortos. “Fiel e verdadeiro”, Ele “julga e peleja em justiça.” E “seguiram-nO os exércitos no Céu” (Apoc. 19:11 e 14). Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. “A Sua glória cobriu os céus” e a Terra encheu-se do Seu louvor. E o Seu resplendor era como a luz” (Hab. 3:3 e 4). Aproximando-se ainda mais a nuvem viva, todos os olhos contemplam o Príncipe da vida. Nenhuma coroa de espinhos agora desfigura a sagrada cabeça, mas um diadema de glória repousa sobre a santa fronte. O semblante divino irradia o fulgor deslumbrante do Sol meridiano. “E no vestido e na Sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apoc. 19:16).

À Sua presença “se têm tornado macilentos todos os rostos”; sobre os que rejeitaram a misericórdia de Deus cai o terror do desespero eterno. “Derrete-se o coração, e tremem os joelhos”, “e os rostos de todos eles empalidecem” (Jer. 30:6; Naum 2:10). Os justos clamam, a tremer: “Quem poderá subsistir?” Silencia o cântico dos anjos, e há um tempo de terrível silêncio. Ouve-se, então, a voz de Jesus, dizendo: “A Minha graça te basta.” Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da Terra.

O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como um pergaminho, e a Terra treme diante dEle, e todas as montanhas e ilhas se movem de seu lugar. “Virá o nosso Deus, e não Se calará; adiante dEle um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dEle. Chamará os céus, do alto, e a Terra para julgar o Seu povo” (Sal. 50:3-4).

“E os reis da Terra e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apoc. 6:15-17).'

REFLEXÃO: “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria” (Isaías 35:5-6)

Fonte: http://otempofinal.blogspot.com/2009/07/o-dia-em-que-o-sol-brilhara-meia-noite.html

O nascer do sol com Jesus

(adaptado do texto de Shirley C Iheanacho)

"Sua grande fidelidade é nova cada manhã, refrescante como o orvalho e certa como o nascer do sol" (Lamentações 3:23)

Ocorreu novamente hoje de manhã, enquanto fazíamos nossa caminhada bem cedinho. Meu esposo e eu estávamos para fazer uma curva quando nossos olhos captaram o lampejo de um majestoso nascer do sol. Impressionados, paramos para contemplar novamente as obras de Deus que iluminavam o céu, introduzindo o milagre de um dia novinho em folha. Mais um dia pelo qual sermos agradecidos, um dia para contemplar a bondade de Deus e as bênçãos abundantes que com tanta freqüência consideramos automáticas. Um cântico que muito tempo atrás costumávamos entoar me veio à mente de imediato. "Por belezas naturais, pelo azul do lindo céu, por encantos imortais, ó Senhor, ao trono Teu se erguerá, e com fervor, nossa voz em Teu louvor."

Continuamos a caminhada, mas o belo quadro permaneceu comigo e comecei a cantarolar a melodia: "Bem de manhã, sereno surge o dia; já aves mil entoam seu louvor. Luz vem encher o mundo de alegria. Bem de manhã, contigo estou, Senhor."

Quão abençoados somos por podermos apreciar o nascer do sol! Ouvir as aves trinando seus tons musicais; poder caminhar a passos rápidos e apreciar a brisa matutina. Elevar uma oração em favor da minha maravilhosa família, do meu local de trabalho, da igreja mundial e dos habitantes e líderes de nossa nação. Meu coração transborda de alegria e contentamento por essas magníficas dádivas que me fazem lembrar da fidelidade de Deus para conosco, cada manhã.

Ao refletir sobre a beleza daquela esplêndida alvorada, minha mente imagina o grande amanhecer que ocorrerá em breve, quando nosso amado Jesus, acompanhado por Suas hostes angélicas, incendiará os céus e todo olho O verá. Que dia de regozijo será aquele! Não mais haverá tristeza, doença, pranto, dor; não haverá mais médicos ou hospitais, contas para pagar, angústia de alma e espírito, e não mais a morte – somente a manhã eterna com Jesus. Quero contemplá-Lo face a face naquele grande e glorioso dia.

E você? Até lá, sejamos fiéis.

REFLEXÃO: "Porque Eu, o Senhor, não mudo... " (Malaquias 3:6)

Uma visão na Alemanha

(Pastor Sesóstris César Souza)

“E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo.” (Lucas 2:9-10)

Aconteceu em Hamburgo, Alemanha, no dia 5 de março de 1966, durante uma aula de linguagem num Instituto de ensino.

No decorrer da aula, um vulto de um homem suspenso no ar, apareceu parecendo-se como um anjo. Seu rosto era resplandecente e com voz solene disse: "Jesus Cristo em breve voltará". O professor da sala e os alunos ficaram assustados. E então o estranho continuou: "Alguns dos presentes aqui estarão vivos quando Ele voltar. Estejam prontos. Examinem diligentemente a bíblia e procurem a igreja que está anunciando a última mensagem de advertência ao mundo. A sede desta organização está no país onde estão sendo tratados os destinos do mundo"

Sem exitar, escreveram para várias denominações nos EUA, e todas elas mandaram representantes àquele país, mas todos foram rejeitados pois não correspondiam à descrição feita pelo "estranho".

Finalmente, escreveram à Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Na época, o Pastor Bartz viajava pela Europa e lhe foi pedido que entrasse em contato com o grupo. Quando entrou na mesma sala de aula, todos atônitos se levantaram, pois era exatamente a pessoa descrita pelo "estranho" e assim lhe deram boas vindas. A partir de então, o Pastor Bartz estudou a bíblia com aquele grupo e muitos foram batizados.

Esta história me foi contada por um irmão que veio da Alemanha. Certa vez, eu pregava na IASD Central de Curitiba e mencionei esta experiência. No fim do culto, um cavalheiro me procurou, me mostrou uma carta e disse: "Pastor, tudo o que disse é verdade. Tenho aqui uma carta de parentes meus da Alemanha" e a carta dizia em resumo:

"O Pastor Bartz conversava com dois irmãos e duas irmãs estudantes sobre o batismo. Os jovens discutiam entre si se deviam se batizar ou não. Reconhecendo problema, o pastor disse-lhes que se tivessem dúvidas, deveriam orar e Deus lhes mostraria o caminho. Ajoelharam-se, e quando estavam orando, o anjo lhes apareceu e lhes disse: 'Paz seja convosco, e cada um de vós seja batizado. Não deveis ter dúvidas, vós sereis Minhas testemunhas'". E a carta ainda dizia: "No mesmo instante em que oravam, o telefone tocou. Eram os irmãos de Paris, contando que lá haviam tido a mesma visão. Que um anjo lhes havia aparecido. E que a visão havia sido tão gloriosa que não havia linguagem humana para descrever". Os acontecimentos provocaram tamanha reação, tanto que o batismo marcado para o dia 17 de dezembro de 1966 acabou sendo antecipado para o dia 10 do mesmo mês.

Quatro foram batizados naquela data, e no dia 17, mais oito na igreja de Grundel. Na hora do batismo, o Pastor Bartz contou a visão a todos os presentes. Estava presente o Pastor Rubens R. Figuhr, então presidente da Associação Geral.

REFLEXÃO: “Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.” (Mateus 24:37-39)

(Adaptado e extraído do livro "Anjos" - págs, 49,50,51. Edit.: Casa Publicadora Brasileira)

O Poder da Oração Intercessória

(adaptado do texto de Marlene Esteves Garcia)

"Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta" (Mateus 7:7) - NVI
Minha mãe era uma cristã muito sincera, que procurava ser sempre um exemplo para a família. Era uma família grande de dez filhos, uma família típica que morava no interior da região sul do Brasil, tirando seu sustento exclusivamente da agricultura e da criação de um pequeno rebanho de animais.

Minha mãe desenvolvia a fidelidade cristã, devolvendo o dízimo e dando ofertas, orando a Deus todos os dias e pedindo a bênção do Senhor sobre sua família. Eu a via pedindo a Deus que seus filhos permanecessem unidos e fiéis a Ele em qualquer circunstância que enfrentassem.
Vovó Jeorgina, como era amavelmente chamada pelos netos, enfrentou muitas provas e desafios em sua vida. Tinha consciência de que a vida nem sempre era um mar de rosas, e sempre nos fazia lembrar das palavras de Jesus: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (João 16:33).

Certa ocasião, quando nos mudamos em busca de melhores chances de trabalho e novas oportunidades na vida, mamãe enfrentou graves problemas de saúde. Numa sexta-feira à noite, ela começou a sentir uma dor aguda nos rins – era uma pedra. Em seu sofrimento e angústia, ela se lembrou de que na frente da nossa casa morava um fiel cristão, e pediu que o chamássemos.

Bondosamente, ele veio, leu a Bíblia e orou com fervor, confortando minha mãe, declarando que em breve ela não sentiria mais qualquer dor e dormiria calmamente, porque Jesus a havia curado. Não demorou para que a dor desaparecesse. Ela dormiu em paz, com imensa gratidão no coração pela cura que Jesus havia operado em sua vida.

Nunca mais teve dor nos rins. O milagre foi completo. A promessa de Jesus se cumprira na vida dela. “Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de Suas bênçãos! É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças” (Salmo 103:2, 3, NVI).

Se você está passando por problemas e lutas na vida, coloque-os nas mãos de Jesus. Peça que alguém ore com você e por você. Há poder na oração intercessória! Confie nesse Pai de amor, e milagres acontecerão na sua vida.

REFLEXÃO: “E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido” (I João 5:14-15)

Construindo Tendas de Oração

(adaptado do texto do pr Renato Vargens)

"Ora Moisés costumava tomar a tenda e armá-la para si, fora bem longe do arraial; e lhe chamava a Tenda da congregação. Todo aquele que buscava ao Senhor saía a tenda da Congregação, que estava fora do arraial. Quando Moisés saía para a Tenda, fora, todo o povo se erguia, cada um em pé a porta de sua tenda e olhavam pelas costas até entrar ele pela tenda. Uma vez Moisés dentro na tenda; descia a coluna de nuvem; e punha-se a porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés. Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo" (Êx 33:7, 8, 11)

Moisés é um dos maiores referenciais de espiritualidade na Bíblia. Assim como Abraão, Elias e Paulo, ele foi um daqueles que desenvolveram uma profunda relação com o Senhor. Recebeu uma das mais árduas tarefas já dadas por Deus a uma pessoa: libertar Israel da tirania do Egito e Conduzi-los à terra prometida. E assim ele o fez. Comandou de forma brilhante e paciente três milhões de pessoas pelo deserto até a divisa do rio Jordão, quando na ocasião, por volta dos seus 120 anos de idade, foi recolhido ao Deus de seus pais.

Moisés só pôde ser bem sucedido em sua missão devido aos intensos momentos dedicados ao Senhor, através da oração, intercessão e consagração. Jamais esqueça que é praticamente impossível transpor os desertos da existência sem despendermos tempo na tenda da congregação. Para sermos bem sucedidos na vida é absolutamente necessário edificarmos tendas.

Em dias como estes, somos desafiados pelo Senhor a buscar sua face e ouvir sua voz. Ele nos chama a armarmos individualmente nossas tendas bem longe do arraial. Em outras palavras, isto significa encontrar um lugar e um horário distante da correria e agitação cotidiana. Representa também, deixar de lado o choro das crianças, a complexidade do trabalho, os afazeres domésticos e dedicar tempo em comunhão com o Senhor.É preciso que entendamos que a única maneira de vencermos as dificuldades do "arraial" é saindo dele por um determinado momento.

Compreenda que, ainda que você tenha muitos problemas para resolver durante o dia, ou muitas questões para serem dirimidas, nem sempre você conseguirá resolvê-las de forma eficaz, a não ser que dedique parte do seu tempo para encontrar-se com Deus na tenda da oração. Quando oramos, expomos a vida a Deus, desnudando-nos por completo, demonstrando assim, um verdadeiro espírito de humildade e dependência. Ao orarmos conspiramos com Deus, ouvimos sua doce voz, compartilhamos nossos anseios e desejos nutrindo a alma de fé e esperança.

Não tenho dúvida de que o segredo do sucesso ministerial de Moisés estava relacionado ao tempo que dedicava a oração. Quer ser bem sucedido? Escolha um lugar, uma hora e busque a presença de Deus. Com certeza, você colherá frutos maravilhosos.

Se entendermos as etapas da germinação dos sonhos, resistirmos aos destruidores da esperança, bem como obedecermos a princípios práticos da palavra de Deus, estaremos dando largos passos em direção ao cumprimento das promessas do Senhor em nossas vidas. É indispensável que acreditemos com todas as nossas forças e com todo nosso entendimento que o mesmo Deus que plantou sonhos é quem mediante seu eterno poder os transformará em plena realidade.

REFLEXÃO: "A oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra" (Robert Law)
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A OBRA DE ARTE DE DEUS

"Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos." (Efésios 2:10).

Conta-se que antes de começar um importante trabalho, o grande escultor, pintor, arquiteto e poeta Michelangelo viajou para as pedreiras da cidade de Carrara, situada a noroeste da Itália, e escolheu pessoalmente o bloco de mármore no qual iria realizar uma obra de arte. Enquanto supervisionava pessoalmente o trabalhoso transporte do bloco branco até seu estúdio, projetava em sua mente os contornos da estátua que seu cinzel iria esculpir.

Séculos antes, em sua epístola aos fiéis de Éfeso, o apóstolo Paulo escreveu uma poderosa passagem concernente à obra criadora de Deus na vida do cristão: "Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos BOAS OBRAS, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos." (Efésios 2:10). Significativamente, a palavra grega originial para "criação" é poieo. Este termo se refere à criação de um ARTISTA TALENTOSO. Em realidade, a frase-chave nessa passagem poderia ser traduzida como: "Nós somos o poema de Deus; nós somos a obra de arte de Deus".

Não existe ninguém como você. Bem no início, os seres humanos foram trazidos à existência mediante um ato criativo de Deus - não como resultado de uma fortuita interação de forças naturais. Cada um de nós é inigualável e, apesar de nossa condição pecaminosa, ainda portamos a imagem dAquele que nos fez. Quando vamos a Deus em busca de perdão e de uma vida mediante Jesus, Ele nos recria, transformando nossa vontade, afeições e própósitos. Essa miraculosa mudança é graciosamente oferecida e, de modo semelhante, tem de ser livremente aceita. Assim como Deus nos estende Sua misericordiosa mão, precisamos apegar-nos a ela a fim de sermos erguidos.

Deus preparou as boas obras para fazermos. Uma vez que experimentemos o novo nascimento em Cristo, somos capacitados a fazer o bem. Paulo se expressa com meridiana clareza explicando que nossas boas obras não são MEIOS de conseguirmos a salvação, mas o RESULTADO natural de havermos sido salvos. Como a roseira produz rosas e a macieira maçãs, as ações altruístas são uma consequência natural da vida de um cristão renascido. O Artista-Mestre nos recriou com um propósito - para planejar e agir em benefício de outrem. E Deus é quem proporciona oportunidades e nos motiva a usar nossos talentos, habilidades e dons para esse fim.

Podemos escolher fazer o bem. Em tudo isso, Deus respeita nossa individualidade e vontade. Ele não Se impõe e nem impinge Seus planos sobre nós, mas graciosamente convida-nos a nos tornarmos Suas mãos e pés - Seus instrumentos de misericórdia ao mundo. O Espírito Santo nos move à ação. Nossas palavras positivas podem transformar a tensa atmosfera de um escritório.

Nosso interesse pode transformar a exacerbada competitividade de uma sala de aula ou de trabalho. Nossas ações de amor podem transformar e reunir amigos e famílias separadas. Realmente, "o mais forte argumento em prol do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável" (EGW, A Ciência do Bom Viver, 470).

O Artista-Mestre já agiu. A cena está montada. Diariamente, as oportunidades de fazer o bem acham-se disponíveis ao nosso redor. Meu desejo é que você e eu, optemos diariamente a agir como o Deus encarnado agiu; fazendo o bem a todos que cruzarem os nossos caminhos!

REFLEXÃO: "E formou o Senhor Deus o homem do PÓ DA TERRA, e SOPROU em suas narinas o FÔLEGO DE VIDA; e o homem FOI FEITO ALMA vivente." (Gênesis 2:7)

(Por Huberto M. Rasi - Diálogo Universitário 2/vol 16/2004)

O Grãozinho de Mostarda

(adaptado do texto de Margaret Tito)

"Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta" (Tiago 2:17) - NTLH

Eu não conseguia dormir. Muitos pensamentos desagradáveis me circulavam pela mente. Sentia-me sozinha. Meus filhos estavam em diferentes posições de responsabilidade e programas de estudo, e meu esposo cumpria seu itinerário costumeiro. Fechei os olhos e fiquei deitada por longo tempo. Pensamentos amedrontadores me atacaram, e o sono ficou muito distante. Eu pensava: E se... meu filho não for cauteloso ao dirigir para seu local de trabalho... Minha filha não cuidar de sua gripe e febre, e piorar... Meu caçula não conseguir um lugar apropriado onde ficar? E se meu esposo dormir demais, por estar cansado, e perder a próxima conexão do trem? Pensamentos que não acabavam mais. Orei: Senhor, dá-me sossego mental para que eu possa dormir. Mas não recebi nem sono nem paz.

A manhã chegou, com suas atividades de rotina. Levantei-me com o corpo pesado e a mente mais ainda. A primeira coisa foi telefonar para meus filhos. Durante o curso da conversa, expressei a eles minhas preocupações. Ouviram pacientemente e tentaram me consolar com palavras ternas e animadoras. O comentário do meu filho mais novo me deixou parada: “Mamãe, a senhora tem tantas bênçãos pelas quais ser agradecida, e não tem suficiente fé e confiança em Deus.” Como era verdade! Foi necessário que meu filho, mais jovem relativamente a anos de experiência, me ensinasse aquela grande lição. Foi um pensamento revitalizador para mim.

Sim, sou grata para com Deus, de modo que Lhe expressei gratidão por uma vida matrimonial feliz, com um esposo carinhoso e compreensivo, e por três filhos queridos. Manifestei gratidão por meus pais e irmãos solidários, pelos parentes por afinidade muito prestativos, que me aceitam como parte da família. Agradeci a Deus os vizinhos e colegas cordiais. E agradeci a Deus a própria vida que me é concedida.

Além disso, entendi que, se tivesse uma fé pequenina como um grão de mostarda, poderia ter dormido como uma montanha. De agora em diante, dentro da minha possibilidade, deixarei minha montanha de preocupações com o Senhor e pedirei aquela fé como uma sementinha de mostarda.

Sabe de uma coisa? Desde aquela noite, tenho dormido com aquele grãozinho de mostarda da minha fé, e dormido bem – como uma montanha!

REFLEXÃO: "... Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: 'Vá daqui para lá, e ele irá. Nada lhes será impossível...' " (Mateus 17:20) - NVI

Fonte: www.maravilhosojesus.com.br

Consagração e Excelência

(adaptado do texto de Maria C P Leite)

"Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao Senhor" (Êxodo 32:29)

A nossa querida e um tanto complexa língua portuguesa tem, para a palavra "consagração" as seguintes acepções: "honra ou aplauso; ato de investidura pastoral; dedicação à divindade; oferecer-se ao serviço de Deus", entre outros sentidos registrados nos bons dicionários.

A Palavra de Deus nos ensina que viver em consagração significa viver uma vida que está baseada firmemente em Jesus Cristo e se expressa, visivelmente, por uma forma de vida de quem cumpre as normas de Deus, quanto à fé, à conduta diária, ao amor e ao serviço à igreja local, principalmente.

Dentro do homem, existem duas forças conflitantes: o bem e o mal que estão sempre lutando, porque são reinos opostos. Um deles sairá vitorioso. Mas "se somos guiados pelo Espírito", isto é, se Deus nos orienta continuamente, conseguiremos vencer a carne e viver em consagração ao Pai, viver em santidade. O exercício da santidade exige renúncia, resistência às tentações deste mundo e afastamento de TODO o tipo de pecado. Consagração da vida a Deus é manter-se irrepreensível. É possível? Não é fácil. Só com a ajuda do Espírito Santo, o cristão poderá se manter irrepreensível, sendo um exemplo por onde andar. "Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Filipenses 2:14-15).

Como destacamos no início desta reflexão, "consagração" é "dedicação à divindade e oferecer-se ao serviço de Deus". Com que motivação, com que nível de entrega, de dedicação, de consagração estamos servindo à obra de Deus? Deus nos desafia a serví-Lo com excelência: "Eu sou o Senhor, vosso Deus, portanto, vós vos consagreis e sereis santos, porque Eu sou Santo" (Levítico 11:44). O potencial que Deus colocou dentro de nós é infinito, mas só vem à tona, só se torna real, quando decidimos viver com excelência, servir a Deus em consagração qualificada. Devemos orar a Deus, pedindo esse espírito de excelência, com atitudes melhores a cada dia.

O que podemos fazer para aprimorar nossa consagração, buscando excelência? Algumas sugestões:
1 - Conhecer mais e melhor a Palavra de Deus. - Salmo 1:2; Tiago 1:21-22.
2 - Ter uma vida diária de oração e comunhão com Deus - Dan 6:10; Luc 18:1.
3 - Decidir vencer a natureza carnal que é falha - Col 3:1-2; Rom 12:21.
4 - Fazer com que o mundo veja a luz de Deus em nós e aprenda a glorificar a Deus - Mat 5:16.
5 - Dedicar-nos a Deus e aos irmãos, sabendo que Ele nos concedeu dons para servir - I Tim 4:15; Col 4:17; Mat 6:1-4.

O jovem rico (Mateus 19:16-22) consagrava-se em parte, mas não totalmente. Esse é um perigo que ameaça todo cristão. Os efeitos de uma consagração incompleta se fazem sentir: falta de poder e de confiança, falta de paz, alegria e esperança!

A "alegria sagrada", verdadeira alegria, estará presente na medida em que crescemos na santidade e na consagração de nossa vida a Deus!

REFLEXÃO: "... Eu sou o Senhor, Eu os santifico" (Levítico 22:32)

O OLHO DE DEUS

(Adaptado do texto de H. Dennis Fischer)

"Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração" (II Crôn. 16:9)

O telescópio espacial Hubble tirou fotos da nebulosa Helix. Alguns astrônomos descrevem-na como "um túnel de gases reluzentes de trilhões de milhas de comprimento". Ela está a 650 anos luz do nosso sistema. No seu centro está uma estrela em extinção que emite poeira e gases que se estendem ao longo da sua borda exterior. Fotos como esta, fazem parecer a íris azul de um olho humano completo, até com pálpebras. Por causa destas características, alguns a apelidaram de "O olho de Deus". Opiniões a parte, a imagem transmite a beleza de mais uma das obras do Deus do universo.

Embora essa nebulosa não seja, num sentido literal, o olho de Deus, as escrituras dizem que Deus está observando as nossas vidas, conforme lemos acima nas palavras do profeta Hananias.
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Essa proclamação, do olho de Deus que tudo vê, foi pronunciada porque o rei Asa, para garantir sua segurança militar, buscara apoio de um outro rei. Parece que este rei se esqueceu que foi o Senhor Deus que lhe havia dado no passado vitórias sobre os seus inimigos, e não simplesmente soldados (14:11-12). Essa deslealdade espiritual não passou despercebida de Deus, que preferencialmente, tem prazer em derramar bençãos ao povo que produz atos de obediência a Ele.

Embora ainda não possamos ver os olhos de Deus, podemos estar seguros de que Ele sempre nos vê. Muitos e muitos seres humanos, mais do que naquela época, até mesmo aqueles que são professos tementes a Deus, cometem o mesmo erro que Adão e Eva no jardim do Éden - tentam se esconder de Deus quando cometem algum tipo de desobediência (Gênesis 3:9-10). Neste jogo, quase que infantil de esconde esconde, o homem tenta se esquivar da sua própria desgraça, da sua própria morte, enganado-se a si mesmo, "jogando sua sujeira embaixo do tapete", se esquecendo como fez o rei Davi ao adulterar (II Samuel 11:4), que Deus não perde a atenção em sequer um mínimo detalhe de nossas vidas.

Você tem consciência de que está fazendo algo que desagrada ao Senhor? Aquela voz que de vez em quando você ouve, que te chama a pensar lá no seu íntimo, que gostamos de chamar de intuição (Espírito Santo) lhe fala a mente nestas ocasiões? Você tem acariciado algum pecado de estimação? Saiba que Deus não deixará de amá-lo por causa disso, porque Deus ama o pecador. Mas saiba também que Deus odeia o pecado e que algum dia, um dia não muito distante, Deus destruirá aqueles que não querem se livrar deste "vírus", porque o vírus só se torna doença, quando está com alguém.

REFLEXÃO: "Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons" (Provérbios 15:3)

O TEMPO DE DEUS

(por Marcio)

"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (II Pedro 3:8)

Blaise Pascal, filósofo religioso, físico e matemático do século XVII, que influenciou homens importantes do cristianismo moderno, como Charles e John Wesley, disse certa vez acerca dos mistérios da existência: "Quando considero a brevidade da minha vida, engolida pela eternidade antes e depois, o pequeno espaço que preencho e que sou capaz de enxergar, tragado na imensidão infinita de espaços sobre os quais sou ignorante, e que não me conhecem, fico assustado e atônito por estar aqui... Quem me colocou aqui? Por ordem e instrução de quem este tempo e lugar me foram alocados?

Muitas são as idéias que brotam deste texto, mas meditando sobre algumas destas palavras escritas já há tanto tempo, lembrei do sermão do pastor Acílio A. Filho. Se não me engano, falava deste mesmo assunto, e no decorrer do "partir do pão", fez a seguinte pergunta para a congregação: "Se eu traçasse neste quadro branco uma linha simbolizando o tempo, e nesta linha desenhasse uma pingo, que simbolizasse o homem, onde estaria Deus? Naquele momento vi pessoas pensativas, interrogando seus próprios pensamentos. Algumas disseram: "No começo da linha". Outras indagaram: No começo e no final da linha". Outro ainda disse: "Ele é a linha". Depois de ouví-los, sem mais demora exclamou: "Queridos, Deus não se sujeita ao tempo, mas o tempo se sujeita a Deus ... 'Deus é o quadro'!"

Deus está acima da nossa concepção de tempo. Ele não se encaixa na linha do tempo, o tempo sim se condiciona à vontade de Deus. Porque o que chamamos de "tempo", também foi criado por Ele. As vezes até temos a sensação de que Deus está esperando impacientemente o desdobramento das atividades para o fim deste mundo. Pensamos que Ele deve ser muito paciente em determinados assuntos, mas é porque temos nossa maneira de enxergarmos o tempo, por isso pensamos assim. Trata-se de uma sensação humana. Mas esquecemos que mesmo sem que o mundo tenha acabado, Ele já deixou escrito tudo o que acontecerá, porque enxerga o que nós seres humanos não podemos sequer imaginar; Ele é Onisciente (Salmo 147:5).

Deus é Eterno. Ele nunca nasceu. Os minutos, as horas, os dias, os meses e os anos, não passam para Ele como passam para nós, pois Ele está "fora" do tempo. O passado e o futuro não O afetam, pois para Ele, tudo pode ser visto como se fosse o presente. Como seres finitos, conseguimos ainda entender o significado de infinito (sem fim), mas como entender o Eterno? Está escrito: "Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (Jeremias 23:23-24). Deus não se limita a qualquer parte do universo, mas está presente com todo o seu poder em cada lugar do espaço e em cada momento do tempo. Ele é Onipresente (Salmo 139:7-12).

Deus, pela sua Onipotência (Jeremias 32:27), levou muitos dos seus servos profetas em visão ao futuro, como foi o caso do apóstolo João, que de tantas, viu a "Nova Jerusalém", a cidade Santa reservada aos escolhidos do Senhor.

Outro ponto interessante a respeito deste tema, é que Ele deseja que aprendamos a confiar nEle, sendo pacientes. Foi o caso do seu servo Abrãao. Ele recebeu durante várias vezes a promessa de que teria um filho. Muitos anos foram necessários para que a promessa fosse cumprida, tudo para que Deus o preparasse para ser o "pai de muitas nações". Não é a toa que foi chamado do "pai da fé". Nunca devemos esquecer nos momentos de aflição, de que o nosso tempo e o tempo dEle, são extremamente diferentes!

Através destas poucas palavras, na brevidade de tempo na qual as estamos lendo, podemos refletir melhor um pouco mais da grandeza do nosso Deus. Ele sempre esteve e sempre estará no controle de tudo, do meu, do seu e do próprio tempo dEle, contudo, devemos aprender a aguardar, da mesma forma que Abrãao: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

Nosso Deus é perfeito, infinito em poder. Ele é o comandante do Universo. Por isso é que teremos que gastar nossos dias sem fim (se assim fizermos por merecer) conhecendo-O na sua plenitude! Por isso queridos, Deus aguarda, NO TEMPO DELE, ENQUANTO HÁ TEMPO, a sua decisão para a eternidade!

REFLEXÃO: "Quem ouve a palavra de Deus com atenção encontra a felicidade; bem-aventurado quem confia e espera no Senhor" (Provérbio 16:20)

Prisioneiro? Eu?

(adaptado do texto de Samuel Mizrahy)

"Rogo-vos, pois, eu, O PRESO DO SENHOR, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Efésios 4:1-2)

Você alguma vez já parou para pensar nesse assunto? Quantas vezes ouvimos que estamos escravizados por circunstâncias da vida? Muitos são os que vivem reféns da ansiedade, direcionando-se, cada vez mais, distantes da dependência de Deus. Há ainda outros que são totalmente dominados pelo pecado, presos a uma cegueira aparentemente infinita, que impede não somente as bençãos de Deus, mas um relacionamento próximo com Ele.

A pergunta continua: Você é prisioneiro? Está preso a algo ou alguém? Talvez a sua prisão sejam suas convicções ou religiosidade. Pode ser seu talento ou trabalho. Existe também a possibilidade de estar preso ao seu ego, à sua família ou ao seu "ministério"...

Sempre que penso nisso, lembro-me das palavras de Paulo, quando em sua carta aos Filipenses, capítulo 1, verso 12, diz que por Cristo é que está preso. Como lemos no verso áureo deste texto, Paulo se diz prisioneiro do Senhor. Que característica impressionante a do apóstolo de conseguir, ao mesmo tempo, ser preso em Roma e Livre em Cristo.

Ser um prisioneiro do Senhor nos faz enxergar a nossa vida com os olhos de Deus, pois estamos totalmente voltados para a Sua vontade.

Somente os prisioneiros de Deus, ou prisioneiros em Deus, possuem a convicção de que não existem correntes, cadeias, bolas de ferro que impeçam o agir de Deus. E no lugar de todas essas coisas temos asas de águia, liberdade.

Com tudo isso, faço um convite mais que verdadeiro: faça uma total revisão do modo como tem levado sua vida; faça uma escolha genuína, prisioneiro de Cristo ou prisioneiro de outras coisas; do mundo? Permita-me aconselhá-lo nessa decisão: não hesite sequer por um segundo... seja prisioneiro de Cristo!

Há um versículo maravilhoso que me vem à memória sempre que a ansiedade bate à minha porta: "Lançando sobre Ele toda vossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de vós" (I Pedro 5:7). É uma ótima lembrança, não é verdade? Lance sobre Ele não só sua ansiedade, mas tudo que o impede de chegar ao trono da Graça. dependa somente do infinito amor do Senhor.

REFLEXÃO: "Porque para mim o VIVER é Cristo, e o MORRER é ganho" (Filipenses 1:21)

GANÂNCIA

(Adaptado do texto de Marcos E. Fink)

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)

Não é necessário ser nenhum estudioso no assunto para observar com clareza como nossa sociedade moderna é a influenciada pelo dinheiro e pelo poder. A ganância e a cobiça imperam no mundo como jamais se viu. A sociedade impõe às pessoas, implicitamente (ou seria explicitamente?), um estilo de vida em que acumular bens e correr atrás da prosperidade material é o que conta, custe o que custar.

Os que seguem essa filosofia (humana) logo se deparam com as conseqüências dessa escolha. Os relacionamentos com as pessoas, a família, a ética e a moral, o bom senso e, muitas vezes, os princípios e valores fundamentais são sacrificados porque a ganância por riquezas e poder foi colocada em primeiro lugar na vida dos seres humanos. Já dizia o sábio salomão: "Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos" (Eclesiastes 5:10). Não é verdade? Tente lembrar de algumas "coisas" que você almejava MUITO, mas depois de um tempo, ou até de bem pouco tempo, perdeu totalmente o sentido, o gosto. O homem se esquece que é filho do Eterno, portanto, só poderá estar totalmente satisfeito com aquilo que também é eterno.

Mais cedo ou mais tarde, sendo ou não bem-sucedidos no propósito de acumular dinheiro e bens, percebe-se que corre-se em vão, atrás de um objetivo vazio; atrás do vento como também dizia o sábio rei. Enfim, muitos descobrem que o que realmente buscam é uma vida significativa, relevante, uma vida de contentamento e de valores, ou seja, algo que o dinheiro, mesmo com a falsa sensação de poder e segurança apenas temporária que ele proporciona, não pode oferecer.

"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15).

Você quer uma vida relevante, verdadeiramente significativa? Liberte-se da ganância! Não corra em vão. Mas, se a vida não consiste na quantidade dos seus bens, então, em que consiste? Deus não nos deixou sem respostas às maiores perguntas do nosso coração: "Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas lhe serão acrescentadas" (Mateus 6:33).

Muitos professos cristãos, mesmo cientes de que devem buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e viver uma vida cristã autêntica como verdadeiros discípulos do Mestre, facilmente esquecem isso e também colocam a busca por dinheiro e prosperidades materiais como a prioridade das suas vidas, tornando irrelevante e infrutífero o seu testemunho. Muitos destes, na sua sinceridade, apenas "copiam" as orientações espúrias de seus líderes religiosos que ensinam falsamente que a prosperidade em busca de "coisas" é fato indiscutível do "bom cristão". Alegam na maioria do tempo nas suas supostas pregações, o quanto que a bíblia fala de rendimentos, mas se esquecem de que o próprio Jesus nem sequer tinha um lugar para reclinar sua cabeça (Mateus 8:20). E realmente é verdade, o Livro sagrado fala mais de 2000 vezes sobre este e outros assuntos relacionados, mas fala também das desgraças decorrentes dos homens que tiveram muitos bens e poder e se perderam em consequência de suas próprias situações.

Está escrito: "Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas". (Colossenses 3:2). Outro texto diz: "Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros". (Filipenses 2:4). Quando corremos desesperadamente atrás de coisas, nos esquecemos do mais importante: as pessoas. Infelizmente o homem "bem sucedido" aos olhos da sociedade faz justamente o contrário, "usa as pessoas e ama as coisas"! Interessante notar também que a sabedoria popular, se é que posso chamar assim, ensina que "deus deu a vida para que cada um cuide da sua"... nada parecido com o que o texto bíblico nos ensina. Este certamente não é um ensino do Deus verdadeiro!

Esse versículo de filipenses resume qual deve ser o foco da vida de um cristão autêntico: não viver para si mesmo, mas para servir aos outros, mostrando-lhes o caminho para a vida eterna; não viver focado nas coisas deste mundo, mas na perspectiva da eternidade. Com isso em mente, é possível compreender, de fato, como ter uma vida de contentamento e lidar com o dinheiro e com as posses materiais conforme a vontade de Deus. Talvez você não aprecie a idéia, mas o verdadeiro Deus ensina que aquele que tem mais recursos, deve dividir com aqueles que não tem (Atos 2:44-46), ou seja, "Deus nos deu a vida para que cuidássemos do próximo também".

Jamais permita que a ganância seja uma realidade em sua vida, "pois o que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

REFLEXÃO: “Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:12-13).

Saiba mais

O Inferno (breve estudo)

(adaptado do texto do jornalista Leandro Quadros)

“Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno [sheol, no hebraico], embaixo.” (Provérbios 15:24)

Certa vez, um oponente distorceu o sentido do texto citado a fim de apoiar sua tese imortalista. Antes de atentar para o texto, é importante destacar a ideia que deixei implícita na explicação do Salmo 9:17: quando um termo original possui várias traduções, é importante analisarmos outras versões bíblicas que traduzem o mesmo verso.

Vejamos o texto em outras versões a fim de que seu sentido torne-se mais claro:

“A pessoa sábia não desce pelo caminho da morte, mas sobe pela estrada da vida.” - Nova Tradução Na Linguagem de Hoje – NTLH.

“O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura” – Nova Versão Internacional – NVI.

Perceba que Provérbios 15:24, em conexão com o termo hebraico sheol, está afirmando que o sábio escolhe o bom caminho e não o mau, que conduz à morte prematura. “A forma de viver do sábio o conduz para cima. Poderá ser uma ascensão difícel, porém, tem suas recompensas” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3. p. 1014).

A pessoa justa não desce para o caminho da morte mais cedo (há exceções) por que não faz escolhas erradas. Ao invés disso, obedece a Deus e, conseqüentemente, vive bem. Provérbios 23:14 tem também este sentido, em especial: o de que a educação poderá salvar a vida da criança da morte antecipada em decorrência da desobediência, proporcionando-lhe longevidade.
Portanto, mais um texto bíblico que NADA tem a ver com a doutrina medieval do tormento eterno…

Inferno em Salmo 9:17

Infelizmente, os tradutores colocaram a palavra “inferno” na Bíblia ao invés de preservar os termos originais ou traduzi-los da forma correta. A palavra inferno é latim (inferi) e significa inferior, que vai para baixo. O termo foi distorcido pela filosofia greco-romana e não faz parte do pensamento bíblico judaico.

Se a Bíblia original não foi escrita em latim, por que colocar um termo desses que gera mais confusão do que esclarecimento? Não questiono o lindo e sério trabalho dos tradutores, e sim a precisão deles. Queiramos ou não, somos influenciados por nossos pressupostos e isso, com certeza, interferiu na tradução dos termos hebraicos e gregos para “inferno”.

Mais, deixando isso de lado, vamos entender o Salmo 9:17. Veja como ele é apresentado na versão Almeida, Revista e Atualizada:

“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Salmos 9:17.

A palavra hebraica no texto é “sheol” e se refere ao “mundo dos mortos”, “sepultura”, etc. Mas, JAMAIS ela é empregada na Bíblia com o sentido de lago de fogo (outros termos sim, mas, referindo-se ao fogo que castigará e consumirá os pecadores não arrependidos DEPOIS do milênio – ver Apocalipse 20).

Isso nos ajuda a entender o porquê de outras versões traduzirem o termo “sheol” de outras maneiras:

“Eles acabarão no mundo dos mortos; para lá irão todos os que rejeitam a Deus”. Salmo 9:17 (BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)

“Os ímpios serão trasladados ao sheol, todas as nações que se olvidam de Deus”. Salmo 9:17 (RVA – Versão Reina Valera, Espanhola.)

“Os mais volverão ao sepulcro; todos os gentios que se olvidam de Deus” Salmos 9:17, (SEV – Las 1569 Sagradas Escrituras).

A Nova Versão Internacional (NVI) assim traduz o termo:

“Voltem os ímpios ao pó, todas as nações que se esquecem de Deus!”

Desta forma, o Salmo 9:17, assim como outros versos, deve ser traduzido por “sepultura” (forma literal), “mundo dos mortos” (forma figurada), “pó”, etc., pois tanto num lugar quanto noutro os mortos estão inconscientes (Eclesiastes 9:5, 6, 10; Salmo 6:5) e ambas as expressões equivalem-se.
Todos, bons e maus, vão para sepulcro depois da morte. Entretanto, a diferença está no fato de que os ímpios ficarão neste lugar (sepultura), em estado de inconsciência “para todo o sempre”, após o seu castigo (que varia em intensidade e duração – ver Lucas 12:47, 48), enquanto que os justos serão ressuscitados para a vida eterna (ver 1 Coríntios 15:23, 51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-16).

Inferno em Ezequiel 32:21

“Os mais poderosos dos valentes lhe falarão desde o meio do inferno, juntamente com os que a socorrem: Desceram e estão lá os incircuncisos, traspassados à espada.”

Esse texto é assim traduzido pela Almeida, Revista e Corrigida. Mas, é na Almeida, Revista e Atualizada que a tradução está correta, pois, o termo latim “inferno” não faz parte do original:

“Os mais poderosos dos valentes, juntamente com os que o socorrem, lhe gritarão do além: Desceram e lá jazem eles, os incircuncisos, traspassados à espada.” Ezequiel 32:21

Em vista do que vimos anteriormente (no post referente ao Salmo 9:17), especialmente em Eclesiastes 9:5-6 e 10, não podemos de forma alguma crer que no “além” (mundo dos mortos) há consciência. Sendo que o termo sheol é especialmente aplicado nas Escrituras num sentido figurado para descrever a morada dos mortos, a conclusão a que podemos chegar é que este “clamor” por parte dos ímpios ao Egito é simbólico. “A linguagem essencialmente figurativa e alegórica desta lamentação exclui a idéia de que o profeta nutrisse a crença de que os mortos não estivessem realmente mortos, mas que vivessem como sombra no sheol… E do mesmo modo que uma parábola, uma alegoria como esta não serve de fundamento para uma doutrina teológica” (APOLINÁRIO, Pedro. Explicação De Textos Difíceis da Bíblia. 4a edição corrigida, p.p. 134 e 135).

É comum na Bíblia os autores usarem o recurso da personificação para “dar vida” a seres ou objetos não conscientes, com o objetivo de gravar melhor na mente das pessoas o ensino espiritual que querem transmitir. Leia Juízes 9:7-21 e verá que árvores são personificadas.
Se dissermos como base em Ezequiel 32:21 que os mortos “falam”, então temos que fazer o mesmo em relação a Juízes 9 e chegarmos à conclusão horrorosa de que as árvores podem falar…

REFLEXÃO: "O que suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria" (Eclesiastes 9:10)
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VÔO 447 - AIR FRANCE

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (II Cor. 1:3-4)

Diante do ocorrido, em primeiro lugar, quero prestar minha solidariedade a todos os parentes e amigos das vítimas. Perder uma pessoa querida, em meio à situação trágica como esta, é sempre muito doloroso. Como cristãos seguidores do Servo Sofredor por excelência, devemos sofrer junto com os que sofrem. Nossas orações devem ser direcionadas a Deus para que haja consolo para as pessoas que sofrem com esta situação.

Em momentos como este devemos ter cuidado com qualquer tipo de especulação teológica. O que ocorreu foi um acidente trágico. O que nos resta fazer é ajudar as pessoas que sofrem com esta situação. Dizer, por exemplo, que foi propósito de Deus a queda do avião é brincar com o sofrimento alheio. Sinceramente não consigo conceber um Deus que lá do céu arquiteta tragédias como a queda de um avião para alcançar algum propósito. Deus tem maneiras muito mais dignas de levar as pessoas atingirem algum propósito. Tragédias, simplesmente, fazem parte da vida. Com isso não nego a soberania de Deus, apenas entendo que Deus dá espaço para as decisões humanas, e para as conseqüências naturais desta vida. Não entendo que tudo que aconteça é necessariamente a vontade de Deus.

Contudo, entendo que Deus pode tirar o melhor das piores situações. Deus não arquiteta tragédias, mas pode ajudar as pessoas superarem tais situações. E mesmo de uma tragédia, ajudadas por Deus, as pessoas podem crescer e amadurecer. O sofrimento pode ser um bom professor. E o Deus descrito na Bíblia é o Deus solidário ao sofrimento humano. A maior prova disto é a morte de Jesus na cruz do Calvário. Deus em Cristo sofreu pela humanidade. O nosso Deus é um Deus que experimentou o sofrimento, por mais paradoxal que isto pareça.

Quando ocorrem tragédias como esta, sempre surgem os testemunhos de pessoas que poderiam estar no avião, mas por algum motivo não fizeram a viagem. Há até quem diga que foi Deus que as livrou. Não condeno tais pessoas por agradecerem a Deus pelo livramento, pois o apóstolo Paulo bem nos ensinou sobre dar graças por tudo. Entretanto, devemos ter cuidado com estas afirmações, pois podemos querer dizer que Deus escolheu livrar algumas pessoas e se esqueceu das outras. Claro que admito que os pensamentos de Deus não são os nossos, contudo tais afirmações podem nos levar a esquecer daqueles que sofreram com a tragédia. Aqui está o nosso foco principal, sofrer com os que sofrem, e não criar conjecturas teológicas inócuas. É complicado imaginar um Deus que livra uma pessoa de uma tragédia, e simplesmente se esquece das demais.

Por fim, também não compactuo com a idéia de que Deus promove tragédias para executar o seu juízo. Penso mais em Deus como aquele que ama e assim sempre nos dá oportunidades para nos encontrarmos a ele. Não que desconsidere a idéia bíblica da ira de Deus, mas muitos acabam supervalorizando este aspecto. Sobre a queda de um outro avião, um famoso pregador televisivo disse que "se houvesse um justo no avião, ele não cairia". Que absurdo! Faço a este pregador o questionamento feito a Hugo Chaves: por que não te calas? E sabe, diante da dor perante uma tragédia, o melhor é o silencio, pois nossas pobres argumentações pouco podem diante de algo tão terrível. O melhor é seguir o conselho do apóstolo Paulo: chorai com os que choram (Romanos 12:15).

REFLEXÃO: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)

Fonte: http://hojeteologia.blogspot.com/ - Luís Carlos Batista

Ansiedade

"O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos" (Prov 17:22)

A palavra ansiedade, na língua grega, significa estrangulamento. A ansiedade nos tira o oxigênio, corta o nosso fôlego e nos asfixia. Ela rouba nossas forças, embaça nossos olhos e tira de nós a perspectiva do futuro. A ansiedade é um mal que atinge a todos, pobres e ricos, doutores e analfabetos, homens e mulheres, adultos e crianças. A pressão da vida moderna, a falta de comunicação no lar, o isolamento das pessoas e a ausência da comunhão com Deus abrem a porta para a ansiedade.

Jesus nos alerta a não vivermos ansiosos com respeito ao dia de amanhã, quanto ao que havemos de comer, beber ou vestir (Mat 6:25). Não administramos o futuro, por isso não podemos sofrer por alguma coisa que ainda está para acontecer. A ansiedade é inútil, pois além de não nos ajudar a resolver o problema amanhã, ela nos enfraquece hoje. A ansiedade também pode ser incoerente, pois muitas vezes sofremos hoje por algo que jamais vai acontecer. E se tivermos de enfrentar um problema, a ansiedade nos leva a sofrer duas vezes, pois sofremos antes e quando o problema chega, vamos ter que encará-lo novamente. A ansiedade é um ato de incredulidade. Ficamos ansiosos porque duvidamos que Deus é poderoso e suficiente para cuidar da nossa vida. Onde a ansiedade se instala, a fé não tem mais espaço.

Jesus nos ensina que a criação de Deus é um antídoto contra a ansiedade. Os pássaros não semeiam, não colhem nem ajuntam em celeiros, mas Deus os alimenta. Os lírios do campo se vestem garbosamente e eles não trabalham nem fiam, no entanto nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como eles (Mat 6:28,29). O apóstolo Paulo diz que não devemos ficar ansiosos por coisa alguma, antes devemos apresentar a Deus em oração nossas necessidades (Filip 4:6). O apóstolo Pedro diz que devemos lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade porque ele tem cuidado de nós (1 Pedro 5:7).

Davi nos ensina a receita para a cura da ansiedade. Ele diz que devemos nos agradar de Deus, sabendo que ele é poderoso para satisfazer os desejos do nosso coração (Salmo 37:4). Temos que ter a coragem de entregar nosso caminho ao Senhor, confiar e descansar nele, sabendo que ele tudo fará por nós (Salmo 37:5,7). O mesmo Deus que está na sala de comando do universo também dirige a nossa vida. Nossas crises não o apanham de surpresa. Ele conhece nossas necessidades antes mesmo que as apresentemos a ele. Nós valemos mais que as aves do céu e os lírios do campo. Ele jamais vai desistir de completar sua obra em nós. Se ele nos permite passar por situações difíceis isso não significa ausência de amor nem falta de cuidado, mas ação pedagógica para esculpir em nós o caráter de Cristo. Deus está trabalhando em nós e nos transformando de glória em glória para refletirmos a imagem do seu Filho. Todas as coisas que se nos vêm são trabalhadas pela providência divina para o nosso bem último e maior (Rom 8:28).
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Não deixe que seu coração seja prisioneiro da ansiedade. Está escrito: "a ansiedade no coração do homem o abate" (Pv 12.25), mas "o ânimo sereno é a vida do corpo" (Prov 14:30). Descanse em Deus. Tire os seus olhos das circunstâncias e ponha-os naquEle que está acima e no controle de todas as circunstâncias; não se permita entrar na caverna da depressão.

REFLEXÃO: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu" (Salmo 42:11)

Fonte : www.sermão.com.br - Hernandes D. Lopes

Bênçãos fluem sobre os guardadores do Sábado

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (Isaías 26:3)
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Deus nunca desampara os seus filhos fiéis e prova-nos isso através desta história, que nos é contada pela Rita e Renato Lattari, residentes na cidade de Espírito Santo do Pinhal – SP.
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"Em maio de 1995 eu e meu namorado concluímos os estudos bíblicos na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tomamos a decisão de entregarmos nossas vidas a Jesus através do batismo. Porém, para fazermos essa entrega a Jesus, tínhamos de enfrentar algumas dificuldades.

Eu trabalhava em uma loja onde o principal dia de vendas era o sábado. E a minha patroa, ao saber de minha decisão pelo batismo, não me concedeu o sábado para que eu pudesse guardá-lo.
Meu namorado Renato trabalhava com seu pai. Este tinha uma vidraçaria, e também não concedeu-lhe o sábado.

Decidimos que confiaríamos em Deus e juntos enfrentaríamos essas dificuldades. Eu estava saindo de férias e fui procurar um emprego onde pudesse guardar o sábado. Minha tia, que trabalhava em uma confecção, conseguiu um emprego para mim de abotoadeira de camisas.

Fiquei muito feliz, pois poderia ter o sábado livre. Mas, passei a receber um terço do salário que eu ganhava anteriormente como vendedora na loja.

Meu namorado, agindo contra a vontade de seu pai, decidiu não mais trabalhar aos sábados. Enfrentou algumas dificuldades, até que foi trabalhar como autônomo. Estávamos muito felizes com nossa decisão.Para minha surpresa, quando completei um mês de trabalho na confecção, minha ex-patroa veio até minha casa e me fez uma proposta. Se eu voltasse a trabalhar em sua loja, eu teria o sábado livre e meu salário seria aumentado.

Faz treze anos que trabalho nesta loja. Tenho o melhor salário e comissões maiores do que as outras vendedoras que trabalham aos sábados.

Meu namorado, que hoje é meu marido, trabalha em uma vidraçaria. Ele também é o único funcionário que não trabalha aos sábados e tem o melhor salário.

Descemos às águas batismais no dia 30 de setembro de 1995. Nos casamos em 22 de outubro de 1998. Temos dois filhos e somos uma família que serve a Deus com alegria e dedicação.

Testemunhamos que para andar sobre as águas, primeiro tivemos que sair do barco.
Deus certamente derrama bênçãos sem medida aos seus filhos fiéis".

REFLEXÃO: "Cada momento somos mantidos pelo cuidado de Deus e sustentados pelo Seu poder. Ele enche nossa mesa de alimento. Dá-nos sono pacífico e refrigerador. Semanalmente traz-nos o sábado, a fim de que possamos descansar de nossos trabalhos temporais e adorá-Lo em Sua própria casa. Deu-nos Sua Palavra, para que fosse uma lâmpada para os nossos pés e uma luz para o nosso caminho. Nas suas sagradas páginas, encontramos sábios conselhos; e sempre que a Ele elevamos nosso coração em contrição e fé, concede-nos as bênçãos de Sua graça. Acima de tudo, está o dom infinito do querido Filho de Deus, através do qual fluem todas as outras bênçãos para esta vida e para a vida vindoura. Certamente que a bondade e a misericórdia nos seguirão a cada passo" (Administração Eficaz, p.18).

Fonte: http://www.provaievede.org.br

Escolhendo o Sábado como Dia de Guarda

"Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Prov 3:5-6).

O irmão Dirceu Melchíades, ancião da igreja de Espírito Santo do Pinhal – SP, nos conta a sua experiência de fidelidade para com o Santo Sábado do Nosso Deus.

Em 1999 logo após ter concluído os estudos bíblicos foi-me feito o apelo para o batismo. Eu sentia o desejo de me batizar, mas como trabalhava no comércio, no sábado vendíamos muito mais do que nos outros dias da semana, e isto me impedia de tomar uma decisão pelo batismo. Respondi ao apelo dizendo que iria pensar e quando voltasse de viagem responderia. Eu trabalhava em Ribeirão Preto a 210 km da minha cidade.

Certo dia, em um almoço com os irmãos da igreja, fizeram-me novamente o convite para o batismo, e eu aceitei. Só que antes eu queria falar com o meu patrão a respeito do sábado. Fui orientado pelos irmãos a orar a Deus antes de ir, assim Ele estaria ao meu lado, me dando forças para ser fiel. E assim fiz.

Conversei com meu patrão a respeito da minha decisão em guardar o sábado. Ele aceitou e eu pude continuar na empresa. Me batizei no dia 25 de setembro de 1999. Minha esposa, que já era Adventista, ficou muito feliz.

Cinco meses após o meu batismo, o meu patrão me procurou pedindo que eu voltasse a trabalhar aos sábados. Eu disse a ele que não voltaria atrás do meu compromisso com Deus. Ele foi direto e respondeu que, ou eu trabalhava no sábado ou não trabalhava mais na empresa. Então respondi que não iria mais trabalhar, pois iria continuar guardando o sábado. Meu patrão e colegas de trabalho disseram que eu estava louco por estar seguindo um monte de fanáticos. Meu salário era R$1.100,00 e já trabalhava há 11 anos na empresa. Meu patrão, agora ex-patrão, até prometeu-me comprar uma casa e pagar metade do valor para que eu continuasse na empresa. Mas eu não aceitei.

Na quarta-feira fomos à igreja, no culto de oração, e oramos para que Deus me ajudasse. Na sexta-feira fui chamado para uma entrevista em uma indústria de máquinas. Lá eu não precisaria trabalhar aos sábados, mas o salário era R$350,00. Em comparação ao meu salário anterior, era muito baixo, mas mesmo assim aceitei. Nove meses se passaram. Um dos meus ex-colegas de trabalho, da empresa anterior, me procurou em um sábado a tarde. Ele disse: “Dirceu, você é um cara de sorte, a empresa faliu e você foi o único que recebeu, pois saiu da empresa a tempo”.

Depois de ouvir isso, não tive dúvida de que Deus conduz os que confiam nele. Hoje tenho minha própria casa paga com o dinheiro que recebi quando saí da empresa. Continuo trabalhando na indústria de máquinas, e tenho o sábado para estar com Deus e minha família.

REFLEXÃO: “Se os olhos forem bons, se se dirigirem para o Céu, a luz do Céu encherá a alma, e as coisas terrenas parecerão insignificantes e nada convidativas. Mudar-se-á o propósito do coração, sendo atendida a admoestação de Jesus. Ajuntareis vosso tesouro no Céu. Vossos pensamentos se fixarão nas grandes recompensas da eternidade. Todos os vossos planos serão feitos tendo em vista a vida futura e imortal. Sereis atraídos para o vosso tesouro. Não buscareis os vossos próprios interesses mundanos, mas em todas as vossas prossecuções se fará a tácita indagação: “Senhor, que queres que faça?” A religião da Bíblia estará entretecida em vossa vida diária. O cristão verdadeiro não permite que qualquer consideração terrena se interponha entre sua alma e Deus. O mandamento de Deus exerce positiva influência sobre seus afetos e ações” (Administração Eficaz, p. 342).
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Deus é Infinito em Misericórdia!

“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis” (Lamentações 3:22)

Este é o verso que o irmão Oswaldo Paulozzi, fiel membro da Igreja Central de Artur Nogueira – SP, gosta muito de repetir, pois Deus tem se mostrado constante em sua vida, abundando em graça e misericórdia para com este nosso irmão.

No dia 03/12/2003 o irmão Oswaldo passou por uma cirurgia para retirar um pequeno tumor de seu olho esquerdo. Ele estava perdendo a visão e já não conseguia ler. Sua esposa, a irmã Miriam Paulozzi, lia para ele a lição da Escola Sabatina, a Bíblia ou qualquer outra literatura que ele desejasse. Mesmo perdendo sua visão, ele sempre dava testemunho de sua confiança no Deus Criador em sua unidade da Escola Sabatina.

Após a primeira cirurgia, foi necessário submeter-se a outra cirurgia ainda mais delicada no olho direito, pois foi constatado três pequenos tumores em pontos sensíveis. No dia marcado, o médico lhe disse que as chances eram pequenas, e talvez ele não pudesse enxergar novamente.

O irmão Oswaldo orou fervorosamente. Todos os seus amigos e irmãos na fé oravam por ele e sua cuidadosa esposa orava e jejuava em seu favor. Ele foi novamente operado no mês de Agosto/2005, mas esta segunda cirurgia não trouxe qualquer melhora para sua visão.

O irmão Oswaldo entrou na sala do consultório da Unicamp para um último exame. Se o estágio da enfermidade estivesse avançado pouco, uma nova cirurgia seria marcada, trazendo assim uma possibilidade de restauração parcial da visão. Mas se o estágio estivesse muito avançado, a cirurgia seria desnecessária e ele perderia completamente a visão. Enquanto estava sendo preparado para o exame, não enxergando quase nada, nosso irmão mais uma vez orou. “Senhor, agora é o momento. Se for da Sua vontade que eu veja novamente e testemunhe de Ti, faça um milagre em mim.” Terminou a oração e sua vista clareou. Ele via tudo com mais nitidez. Deus ouviu sua oração. Para espanto do cirurgião oftálmico, que ao lhe examinar, perguntou: “Sr. Oswaldo o que o senhor fez?” Sorrindo, ele respondeu: “Minha esposa me faz um ‘suquinho’ de cenoura todas as manhãs, meus irmãos em Cristo oraram por mim e meu amigo Jesus fez o que deveria ser feito. Eu não mereço, mas Ele me ama muito. Eu acredito no poder de Deus.”

O irmão Oswaldo não tinha mais nada em seus olhos. Os nódulos desapareceram. Deus operou um milagre naquele instante e ele testemunhou. O médico nada pôde fazer, a não ser aceitar como um milagre divino. Atualmente o irmão Oswaldo possui sua visão restaurada como o era antes dos tumores. Utiliza óculos para leitura e enxerga perfeitamente, graças ao nosso bom Deus.

O irmão Oswaldo nunca duvidou. Entre lágrimas, ele disse: “Por favor, não duvidem de nosso Deus, Ele é fiel e sempre está ao nosso lado. Confiem em Deus, pois Ele nos ama muito.”

REFLEXÃO: “O cuidado do Senhor envolve todas as Suas criaturas. ... Os filhos de Deus devem enfrentar provas e dificuldades. Mas devem aceitar sua situação com um espírito animoso, lembrando-se de que por tudo que o mundo lhes negligencia dar, o próprio Deus os indenizará com os melhores favores. É quando chegamos a circunstâncias difíceis que Ele revela Seu poder e sabedoria em resposta à humilde oração. NEle confiai como um Deus que ouve e responde à oração. Ele Se vos revelará como Alguém capaz de socorrer em todas as emergências. Aquele que criou o homem, que lhe deu suas maravilhosas faculdades físicas, mentais e espirituais, não recusará aquilo que é necessário para manter a vida por Ele dada" (A Ciência do Bom Viver, p. 199).
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ARMADURA DE DEUS

(por Marcio)

"Revesti-vos de toda a ARMADURA de DEUS, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo" (Efésios 6:11)

As armaduras sempre estiveram presentes na história das batalhas como forma exclusiva de proteção pessoal. Originalmente eram fabricadas de metal, usada por diversos tipos de soldados e guerreiros. Atualmente, estas "armaduras" se tornaram muito mais sofisticadas, leves e de fácil manuseio. Não são mais de bronze, ferro; mas fabricadas a partir de arames de aço, camadas plásticas, placas de cerâmicas e até de tecidos mega resistentes. Independente do tipo de material, o fim sempre foi o mesmo: Proteção contra algo ou alguém que tem intenções de machucar.

O apóstolo Paulo usou estas palavras inspiradas para descrever a indumentária espiritual que o cristão deve ter diante desta batalha invisível entre o bem e o mal. Ele escreveu que o mundo é um campo de batalha espiritual (6:12) e fez questão de utilizar esta figura de linguagem que cabe perfeitamente para compreendermos como nos encontramos nesta guerra e como podemos nos resguardar. O contexto dos versos dez ao vinte e quatro, nos incentiva a acreditar plenamente que a melhor defesa e também ataque, sempre é através de Cristo. Cristo é quem nos redime, nos salva e também nos protege. Sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), toda a obra é dEle.

Está escrito: "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os PRINCIPADOS, contra as POTESTADES, contra os PRÍNCIPES DAS TREVAS deste século, contra as HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE..." (Efésios 6:12). Amigo leitor, existe uma guerra espiritual sendo travada hoje e já há mais de seis milênios, onde eu e você não podemos fugir. Fazemos parte dela, não podemos enxergá-la, mas é absolutamente real. Como um amigo sempre diz - "quer você acredite, quer você não acredite; quer você queira, quer você não queira", a humanidade inteira está intimamente envolvida neste problema e o simples fato de não fazer nada, ou tentar fazer algo com nossas próprias forças, já fará com que estejamos entre o grupo que não triunfará. Não existe nenhuma arma fabricada por mãos humanas que seja capaz de batalhar contra estes soldados invisíveis, superiores em inteligência e força (II Pedro 2:11). A bíblia, a Palavra de Deus, é a única arma ofensiva (Efésios 6:17) que o ser humano que é nascido do Espírito deve usar para atacar este(s) inimigo(s), assim como Jesus o fez no deserto.

Não há como dizer "sou cristão", se não acredito neste conflito; não há como dizer "eu creio em Deus", se não acredito no diabo. O Livro que diz que Jesus é o filho de Deus, é o mesmo Livro que ensina todas estas outras coisas. Vivemos num mundo cheio de armadilhas, arquitetadas por um ser que tem o prazer de fazer com que os filhos de Deus não alcancem a vida eterna; e esta é uma das armadilhas - a crença espúria de que a bíblia é apenas um livro humano. Tudo que ele quer é que morramos; que nos desviemos do Caminho. Ele tem pelo menos 6000 anos de experiência em mentir, enganar e matar a curto e eterno prazo. Seu objetivo é manter a todo custo o homem despreparado espiritualmente, longe de Deus, desprovido da armadura, pois só assim poderá adiar a volta de Jesus e consequentemente sua própria morte.

Você sabe qual é a melhor mentira? Justamente aquela que tem a maior quantidade de verdades! Vivemos num mundo onde a sutilezas do engano são quase imperceptíveis; mentiras são aceitas como verdade e o erro é visto como acerto. Por exemplo: você acredita que existem "esquemas" corruptos por de trás dos esportes que não estamos a par? Por de trás dos canais de televisão? E por de trás da política? Creio que você diz "sim" para todos, ainda mais para este último. Então porque será que duvidamos que satanás projeta os mais audaciosos planos se até os seres humanos são capazes de fazê-los? Nos julgamos muito espertos e muitas vezes ignoramos a proteção gratuíta que Deus quer nos dar nos omitindo, fazendo de conta que Deus não se importa com nossos maus atos, nos tornando automaticamente reféns nesta guerra.

Jesus morreu para te salvar da morte eterna, Ele não quer que você seja mais um dos tantos enganados. Não existe o menor nexo se entregar e se manter sob o domínio do sequestrador se você já foi salvo. Lembre-se: existem dois caminhos, um largo e um estreito, um que conduz à perdição e o outro à vida que POUCOS encontrarão (Mateus 7:13), portanto, não seja preza fácil do audacioso enganador, que conseguiu introduzir a mentirosa crença popular de "que todos caminhos nos levam a Deus", se conforme o texto só existe um.

Satanás "arromba" sua porta e entra sem pedir licença (basta assistirmos alguns programas de televisão, ouvirmos algumas músicas ou lermos algumas revistas), enquanto que Jesus "bate" gentilmente pedindo sua permissão para habitar com você. Seja você mais um destes POUCOS; percorra o caminho que conduz à porta estreita e faça-se caber nesta ARMADURA sendo merecedor deste revestimento e, se Cristo entrar na sua vida para ceiar contigo, não cometa a loucura de lançá-Lo fora!

REFLEXÃO: "Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7)
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